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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Valores humanos e condutas anti-sociais e delitivas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The problem of the violence between the youngs has called attention the most diverse theoretical perspectives how much to its explanation. The human values have been one construto that it comes contributing for the prediction of this phenomenon. Seven hundred and ten young, both the gender and ages between 15 and 22 years, had participated of the study, scale of the antisocial and criminal behaviors, questionnaire of the basic values and demographic questions answering. To invest in values that they aim at the individualism can foment a bigger frequency of the desviantes behaviors between the young, already values that to stimulate behavior into social collectivist norms can contribute with diminution of antisocial and criminal behaviors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>ARTIGO</b></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="4"><b>Valores humanos    e condutas anti-sociais e delitivas</b></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b>Human values    and antisocial and criminal behaviors</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Nilton Soares    Formiga<sup>I</sup>; Valdiney V. Gouveia<sup>II</sup></b></font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><sup>I</sup>Centro Universit&aacute;rio Luterano de Palmas, Tocantins; Universidade    Luterana do Brasil, Tocantins    <br>   <sup>II</sup>Universidade Federal da Para&iacute;ba</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b><a name="topo"></a>    <a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <HR size="1"noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>RESUMO</b></font>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">O    problema da viol&ecirc;ncia entre os jovens tem chamado aten&ccedil;&atilde;o    das mais diversas perspectivas te&oacute;ricas quanto &agrave; sua explica&ccedil;&atilde;o.    Os valores humanos t&ecirc;m sido um construto que vem contribuindo para a predi&ccedil;&atilde;o    desse fen&ocirc;meno. Setecentos e dez jovens, ambos os sexos e idades entre    15 e 22 anos, participaram do estudo, respondendo a escala de condutas anti-sociais    e delitivas, Question&aacute;rio dos Valores B&aacute;sicos e quest&otilde;es    s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas. Investir em valores que visam o individualismo    pode fomentar uma maior freq&uuml;&ecirc;ncia das condutas desviantes entre    os jovens, j&aacute; os valores que estimulam o comportamento dentro de normas    sociais mais coletivistas podem contribuir com uma diminui&ccedil;&atilde;o    de condutas anti-sociais e delitivas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Palavras-chave</b>: Valores humanos, Delinq&uuml;&ecirc;ncia, Adolescentes.</font></p> <HR size="1"noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> The problem of the violence between the youngs has called attention    the most diverse theoretical perspectives how much to its explanation. The human    values have been one construto that it comes contributing for the prediction    of this phenomenon. Seven hundred and ten young, both the gender and ages between    15 and 22 years, had participated of the study, scale of the antisocial and    criminal behaviors, questionnaire of the basic values and demographic questions    answering. To invest in values that they aim at the individualism can foment    a bigger frequency of the desviantes behaviors between the young, already values    that to stimulate behavior into social collectivist norms can contribute with    diminution of antisocial and criminal behaviors.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Keywords</b>:    Human values, Delinquency, Adolescents.</font></p> <HR size="1"noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">A aten&ccedil;&atilde;o  dispensada por parte dos especialistas das diversas    &aacute;reas cient&iacute;ficas e leigas, quanto &agrave; explica&ccedil;&atilde;o    sobre o comportamento violento entre jovens, vem buscando compreender porqu&ecirc;    e como os fatos cotidianos entre eles t&ecirc;m apontado, nos &uacute;ltimos    anos, um aumento na express&atilde;o de condutas desviantes; isto &eacute;,    aquelas que tangenciam as normas sociais e humanas, as quais em geral s&atilde;o    causadoras de danos leves ou graves (por exemplo, formas de organiza&ccedil;&atilde;o    social que os jovens adotam (gangs), a cria&ccedil;&atilde;o de jogos de divers&atilde;o    violentos, balb&uacute;rdias em festas, vandalismo, alto consumo de &aacute;lcool    e fumo) (ver DONOHEW et al., 1999; ZHANG; WELT; WIECZOREK, 1999) &agrave; sociedade.    Tal fen&ocirc;meno vem tendo como base explicativa a estrutura ou tra&ccedil;os    de personalidade (SOBRAL; ROMERO; LUENGO; MARZOA, 2000; OMAR; URIBE, 1998) e    at&eacute; mesmo os que s&atilde;o avaliados como dist&uacute;rbio psiqui&aacute;trico    (GATTAZ, 1998; VERMEIREN; DE CLIPPELE; DEBOUTTE, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Por um lado,  interessa-se pela estrutura&ccedil;&atilde;o organizativa de senten&ccedil;as    representativas capazes de definir caracter&iacute;sticas individuais consistentes    do comportamento exibido pelo indiv&iacute;duo em diversas situa&ccedil;&otilde;es,    normalmente concebido como disposi&ccedil;&otilde;es (COSTA; MCCRAE, 1992; JOHN,    DONAHUE; KENTLE, 1991); esta condi&ccedil;&atilde;o permite assimilar as informa&ccedil;&otilde;es    fundamentais que o sujeito possa obter sobre as pessoas com quem interage. Por    outro lado, aponta-se em dire&ccedil;&atilde;o de uma perspectiva patol&oacute;gica,    necessitando de interna&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e medicamentos. Apesar    desses enfoques te&oacute;ricos contribu&iacute;rem para a compreens&atilde;o    do problema da delinq&uuml;&ecirc;ncia, estes parecem n&atilde;o ser suficientes,    o que nos leva a refletir sobre um construto te&oacute;rico que n&atilde;o viesse    explicar essa quest&atilde;o apenas devido &agrave;s diferen&ccedil;as individuais,    mas que acrescentasse mais uma pe&ccedil;a-resposta sobre os comportamentos    desviantes entre os jovens.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Outro fator que  mereceu o interesse nesse trabalho deve-se por n&atilde;o terem    sido encontrados, no Brasil, estudos que tratassem desse tema. Numa busca recente    realizada para aferir esta situa&ccedil;&atilde;o, que tinha uma das seguintes    combina&ccedil;&otilde;es de palavras-chave: <i>anti-social</i>, <i>valores humanos</i> e    <i>delinq&uuml;&ecirc;ncia</i> ou <i>adolescentes</i>, <i>valores humanos</i> e <i>delinq&uuml;&ecirc;ncia</i>    &#40;Index Psi, 2002), poucos artigos foram encontrados. Mais um fator de destaque    est&aacute; na observa&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de que n&atilde;o    s&atilde;o apenas os jovens de classe baixa os &uacute;nicos respons&aacute;veis    pelas condutas que tangenciam as normas sociais, mas tem sido enfatizada, nos    &uacute;ltimos cincos anos, na m&iacute;dia em geral, a participa&ccedil;&atilde;o    de jovens das classes m&eacute;dia e alta. Assim, pode ser citado, em termos    comparativos, o ato de vandalismo de jovens de classe m&eacute;dia com um &Iacute;ndio    Patax&oacute;, queimando-o enquanto dormia em um ponto de &ocirc;nibus em Bras&iacute;lia    &#40;J&Uacute;NIOR, 1997). &Eacute; igualmente destac&aacute;vel a chacina no cinema    em um <i>shopping</i> de S&atilde;o Paulo, por um rapaz de classe m&eacute;dia-alta,    estudante de Medicina (LIMA; ZAKABI, 1999; POLES; BOCCIA, 1999) e outros acontecimento    semelhantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Com isso, &eacute;  poss&iacute;vel pensar que esta situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    seja atribu&iacute;da apenas a um grupo de jovens em fun&ccedil;&atilde;o de    indicadores de pobreza-riqueza (ver AG&Uuml;ERO, 1998), personalidade ou orienta&ccedil;&atilde;o    familiar e educacional (FORMIGA, 2004; TORRENTE; RODR&Iacute;GUEZ, 2000), e,    muito menos, justific&aacute;-la estritamente em fun&ccedil;&atilde;o da exclus&atilde;o    social ou falta de oportunidades quanto a dispor de bem-estar material (BENGOA,    1996). Tal fato propicia uma nova reflex&atilde;o quanto ao aumento da viol&ecirc;ncia    entre os jovens na &eacute;poca atual: com as mudan&ccedil;as culturais que    v&ecirc;m ocorrendo nos pa&iacute;ses ocidentais, os quais apreendem um esp&iacute;rito    individualista, subordinando os interesses e prioridades pessoais ao inv&eacute;s    daqueles do grupo (LIPOVETSKY, 1986). Os jovens procuram a obten&ccedil;&atilde;o    de prest&iacute;gio, que, na falta de recursos econ&ocirc;micos ou mesmo de    apoio social, &eacute;, muitas vezes, alcan&ccedil;ado atrav&eacute;s de condutas    permeadoras da quebra de normas sociais (FORMIGA, 2002) para atender apenas    aos seus prazeres e satisfa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Desta forma, os  comportamentos de risco parecem ser legitimados, como a busca    de novas experi&ecirc;ncias, de prazer e emo&ccedil;&atilde;o, sa&iacute;da    da monotonia etc., os quais podem permear comportamentos desviantes (GULLONE;    MOORE, 2000; DONOHEW et al., 1999). Contudo, parece ser caracter&iacute;stico    que o comportamento de vandalismo se relacione &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o,    inser&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de grupos no pr&oacute;prio    bairro, a embriaguez em festas, maior atividade esportiva, enfatizando a competi&ccedil;&atilde;o    e &ecirc;xito a qualquer custo ao inv&eacute;s da divers&atilde;o, conflitos    com a fam&iacute;lia (FORMIGA 2004; MART&Iacute;N; MART&Iacute;NEZ, 1997), bem    como a presen&ccedil;a de uma hist&oacute;ria familiar envolvendo comportamentos    com uma alta incid&ecirc;ncia de indicadores de delinq&uuml;&ecirc;ncia (GIANCOLA,    2000), tendo assim uma influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis sociais e psicossociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Assim considerando,  atualmente tem-se encontrado o seguinte problema: muitos    s&atilde;o os jovens que t&ecirc;m apresentado comportamentos associais, os    quais v&ecirc;m exigindo, desde a orienta&ccedil;&atilde;o escolar ao tratamento    cl&iacute;nico, da reorganiza&ccedil;&atilde;o cognitiva ao treinamento de habilidades    sociais e emocionais (BORN, 1999). A quest&atilde;o principal, pelo menos desde    a &oacute;tica das interven&ccedil;&otilde;es sociais, &eacute; que os jovens    n&atilde;o s&atilde;o delinq&uuml;entes, por&eacute;m passam perto, mas muito    perto de tal fen&ocirc;meno. Para isso, segundo Lummertz (1997), &eacute; imposs&iacute;vel    n&atilde;o considerar, no que diz respeito a esse problema, a rela&ccedil;&atilde;o    entre sociedade, jovem e conflitos, pois o desenvolvimento destes, organiza,    respectivamente, fatores sociais e emocionais, permitindo ligar jovem e condutas    de risco ou n&atilde;o, a partir do contexto em que est&atilde;o inseridos e    a sua rela&ccedil;&atilde;o com os pares na constru&ccedil;&atilde;o do comportamento    socialmente desej&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Considerar que um jovem  apresenta condutas anti-sociais e delitivas &eacute;    fazer refer&ecirc;ncia ao seu comportamento transgressor, salientando n&atilde;o    somente os pobres, negros etc. Segundo Formiga e Gouveia (2003), uma conduta    <u>anti-social</u> refere-se &agrave; n&atilde;o conscientiza&ccedil;&atilde;o das    normas que devem ser respeitadas, desde a norma de limpeza das ruas ao respeito    com os colegas, no que se refere a certas brincadeiras, as quais sabe-se de    sua exist&ecirc;ncia, mas n&atilde;o praticadas por alguns jovens. Neste sentido,    este tipo de conduta caracteriza-se pelo fato de incomodarem, mas sem que causem    necessariamente danos f&iacute;sicos &agrave;s outras pessoas; elas dizem respeito    apenas &agrave;s travessuras dos jovens ou simplesmente &agrave; busca de romper    com algumas leis sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">No que diz respeito    &agrave; conduta <u>delitiva</u>, estas podem ser concebidas como merecedoras    de puni&ccedil;&atilde;o, capazes de causar danos graves, morais e/ou f&iacute;sicos    (ESPINOSA, 2000; FORMIGA; GOUVEIA, 2003; MOLINA; G&Oacute;MEZ, 1997). Portanto,    tais condutas podem ser consideradas mais severas que as anteriores, representando    uma amea&ccedil;a eminente &agrave; ordem social vigente. O que essas condutas    t&ecirc;m em comum &eacute; que ambas interferem nos direitos e deveres das    pessoas, amea&ccedil;ando o seu bem-estar, bem como as diferenciando em fun&ccedil;&atilde;o    da gravidade das conseq&uuml;&ecirc;ncias oriundas. Possivelmente todo jovem    pratica ou j&aacute; praticou algum tipo de conduta anti-social, o que faz parte    do repert&oacute;rio deles, salientando como um desafio dos padr&otilde;es tradicionais    da sociedade, pondo em evid&ecirc;ncia as normas da gera&ccedil;&atilde;o dos    seus pais. Mas, quando elas n&atilde;o inibidas, sejam atrav&eacute;s de uma    pr&aacute;tica parental responsiva ou exigente, existe grande possibilidade    de que se converta numa conduta delitiva (FORMIGA; GOUVEIA, 2003).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Apesar do fen&ocirc;meno  da delinq&uuml;&ecirc;ncia juvenil ser explorado insistentemente    nos jornais de circula&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria e televis&atilde;o, ainda    s&atilde;o pouco salientados os seus antecedentes. Partindo dessa reflex&atilde;o,    parece ser adequado, ao se pretender explicar as condutas que permeiam a delinq&uuml;&ecirc;ncia,    considerar os fatores psicossociais, pois estes podem atuar como explica&ccedil;&atilde;o    da manifesta&ccedil;&atilde;o das condutas anti-sociais e delitivas. De fato,    existem in&uacute;meras vari&aacute;veis que s&atilde;o capazes de compreender    este fen&ocirc;meno, por&eacute;m o que se pretende neste estudo &eacute; assimilar    a realidade, a partir de um outro prisma, visando a solu&ccedil;&atilde;o de    um quebra-cabe&ccedil;a te&oacute;rico (PETRAITIS; FLAY; MILLER, 1995) sobre    a delinq&uuml;&ecirc;ncia, t&atilde;o discutida entre os te&oacute;ricos que    enfatizam a estrutura ou tra&ccedil;os de personalidade, a gen&eacute;tica,    as rela&ccedil;&otilde;es parentais etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Neste contexto, o  que se pretende enfatizar no presente trabalho &eacute; a    compreens&atilde;o dessas condutas, a partir do compromisso com os padr&otilde;es    convencionais estabelecidos na sociedade (FORMIGA, 2002), embasada na orienta&ccedil;&atilde;o    normativa adotada por cada pessoa, sendo destac&aacute;vel o papel dos valores    humanos. Por exemplo, Coelho J&uacute;nior (2001), Romero et al. (2001) e Tamayo,    Nicaretta, Ribeiro e Barbosa (1995) v&ecirc;m observando que a ades&atilde;o    a valores mais pessoais &#8211; enfatizando o individualismo - promove o uso    de drogas, a amizade com jovens com condutas delinq&uuml;entes e as dificuldades    na aprendizagem, enquanto que a ades&atilde;o a valores sociais &#8211; &ecirc;nfase    coletivista &#8211; promoveria fatores de prote&ccedil;&atilde;o. Desta maneira,    os valores humanos t&ecirc;m sido um dos construtos te&oacute;ricos que v&ecirc;m    trazendo grandes respostas quanto aos problemas das condutas sociais, principalmente    a partir da obra de Rokeach (1973), que considerou os valores de fundamental    necessidade na explica&ccedil;&atilde;o dos comportamentos das pessoas, sendo    estes capazes de orientar tanto as escolhas quanto as atitudes humanas (ver    tamb&eacute;m ROKEACH, 1979).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Quando se fala que  uma pessoa tem valores, salienta-se uma <u>cren&ccedil;a duradoura</u>,    bem como uma maneira de se comportar, a qual pode ser preferida no &acirc;mbito    pessoal e social (GUSM&Atilde;O; JESUS; GOUVEIA; J&Uacute;NIOR; QUEIROGA, 2001).    Para compreender essas concep&ccedil;&otilde;es, &eacute; necess&aacute;rio    considerar as seguintes quest&otilde;es sobre os valores: eles s&atilde;o estruturados    no sistema psicol&oacute;gico, dando coer&ecirc;ncia &agrave; a&ccedil;&atilde;o    humana (ROKEACH, 1973); podem, metaforicamente, ser tratados como um <u>term&ocirc;metro    social</u>, capaz de indicar o estado febril da sociedade, evitando assim certas    convuls&otilde;es (FORMIGA; QUEIROGA; GOUVEIA, 2001), sendo eles derivados das    experi&ecirc;ncias s&oacute;cio-culturais, pois alguns v&atilde;o sendo incorporados    ao longo da socializa&ccedil;&atilde;o, enquanto outros s&atilde;o adquiridos    sob condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, principalmente atrav&eacute;s    de epis&oacute;dios ou experi&ecirc;ncias relevantes na vida da pessoa. Esse    construto tamb&eacute;m corresponde aos ideais normativos dos grupos sociais,    entendidos, segundo Molpeceres, Llinares e Musitu (2000), como concep&ccedil;&otilde;es    que s&atilde;o partilhadas a partir da desejabilidade dos indiv&iacute;duos,    podendo gerar ou se manter quando satisfeito o interesse.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Desta forma, essas  considera&ccedil;&otilde;es podem ser atreladas &agrave;    concep&ccedil;&atilde;o que Kluckhohn (1951 / 1968) tem do ser humano. Para    este autor, o homem tem que ser e fazer parte de uma vida moral, pois sua condi&ccedil;&atilde;o    &uacute;nica &eacute; <u>ser social</u>. Por&eacute;m, a compreens&atilde;o desta dimens&atilde;o    do ser humano s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel ao consider&aacute;-lo como    um todo auto-atualizado, o qual n&atilde;o dirige sua vida apenas para si mesmo,    mas centrando-se nas rela&ccedil;&otilde;es com os outros, tornando-se maduro    a partir do reconhecimento de seus pr&oacute;prios valores e dos que regem as    outras pessoas, fazendo com que, quando satisfeito &#8211; f&iacute;sica e psiquicamente    &#8211;, ele possa se mostrar coerente com sua pr&oacute;pria atualiza&ccedil;&atilde;o    e experi&ecirc;ncia pessoal, evitando, em contrapartida, uma crise nos valores    (MOSQUERA, 1975).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Com isso, a preocupa&ccedil;&atilde;o    relacionada aos valores humanos n&atilde;o diz respeito apenas &agrave;s contradi&ccedil;&otilde;es    da clareza do conceito, conota&ccedil;&otilde;es morais e existenciais, nas    quais se fundamentam &#40;GOUVEIA, 1998; TAMAYO; SCHWARTZ, 1993&#41; ou &agrave; sua    medida &#40;FEATHER, 1992; MARTINEZ, 1984&#41;, mas, sobretudo, &agrave; necessidade    de explica&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica dos fen&ocirc;menos comportamentais    &#40;HOMER; KAHLE, 1988&#41;. Especificamente, prima-se pela diferencia&ccedil;&atilde;o    entre o que &eacute; importante e secund&aacute;rio para o indiv&iacute;duo,    pois os valores revelam tanto a rela&ccedil;&atilde;o com o comportamento e    as op&ccedil;&otilde;es de vida dos indiv&iacute;duos quanto a sua prefer&ecirc;ncia    no que diz respeito ao que tem ou n&atilde;o valor &#40;TAMAYO, 1988&#41;. Um valor,    como antes sugerido, n&atilde;o diz respeito apenas ao que a pessoa quer para    si, expressa igualmente o que a pessoa deveria querer, ou seja, tem um forte    componente de desejabilidade social. Esta caracter&iacute;stica imprime ao valor    a condi&ccedil;&atilde;o de que deva ser justificado diante dos outros, quer    <u>l&oacute;gica</u> ou <u>moralmente</u> &#40;FORMIGA; QUEIROGA; GOUVEIA, 2001).    Al&eacute;m do mais, concebe-se que os valores humanos, como atributos universais,    que s&atilde;o reconhecidos em todas as pessoas, independentemente da sua cultura    de perten&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">O aspecto na natureza  motivacional dos valores como elemento central nos diversos    modelos estimulou Gouveia (1998) a rever os estudos em Psicologia que foram    realizados at&eacute; ent&atilde;o, identificando os pontos em comum que poderiam    ajudar a definir uma tipologia alternativa, a qual ser&aacute; utilizada como    base te&oacute;rica deste estudo. Esta tipologia tem sido proposta a partir    da considera&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o existente entre os valores    e as necessidades humanas (INGLEHART, 1991; ROKEACH, 1973; SCHWARTZ, 1992),    sendo, al&eacute;m do mais, uma extens&atilde;o dos modelos propostos por Rokeach,    Schwartz, entre outros. A perspectiva tipol&oacute;gica desenvolvida por Gouveia    (1998) considera igualmente a no&ccedil;&atilde;o de valores como construtos    latentes, presente em Braithwaite e Law (1985). Os valores humanos s&atilde;o    definidos por Gouveia (1998) como categorias de orienta&ccedil;&atilde;o que    s&atilde;o desej&aacute;veis, baseadas nas necessidades humanas e nas pr&eacute;-condi&ccedil;&otilde;es    para satisfaz&ecirc;-las, sendo adotadas por atores sociais. Tais valores apresentam    diferentes magnitudes e seus elementos constitutivos podem variar a partir do    contexto social ou cultural em que a pessoa est&aacute; inserida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Por&eacute;m, Gouveia (1998)  centrado na Teoria das Necessidades, de Maslow    (1954 / 1970), identificou cada um dos valores b&aacute;sicos. Apesar da controv&eacute;rsia    sobre a adequa&ccedil;&atilde;o da hierarquia das necessidades postulada por    Maslow (TODT, 1982), h&aacute; um certo acordo na exist&ecirc;ncia e extens&atilde;o    destas mesmas necessidades (RONEN, 1994). Nesta tipologia, n&atilde;o &eacute;    aceita a hierarquia das necessidades de Maslow, mas a exist&ecirc;ncia do conjunto    desta. Neste contexto, Maslow estabeleceu tr&ecirc;s suposi&ccedil;&otilde;es    fundamentais: (1) as necessidades humanas s&atilde;o relativamente universais;    (2) elas s&atilde;o neutras ou positivas; e (3) os seres humanos s&atilde;o    uma totalidade integrada e organizada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Al&eacute;m da &ecirc;nfase  dada &agrave;s necessidades humanas, as quais incluem    necessidades fisiol&oacute;gicas, de seguran&ccedil;a, de amor, de perten&ccedil;a,    necessidade cognitiva, de est&eacute;tica, de estima e necessidade de auto-atualiza&ccedil;&atilde;o,    Maslow tamb&eacute;m sugere algumas pr&eacute;-condi&ccedil;&otilde;es para    que tais necessidades sejam satisfeitas. Partindo destas considera&ccedil;&otilde;es,    foram identificados os 24 valores b&aacute;sicos, os quais s&atilde;o terminais    por natureza; estes expressam princ&iacute;pios-guia, sendo vistos como substantivos    (ROHAN, 2000; ROKEACH, 1973), que servem de categorias transcendentes que guiam    as atitudes, as cren&ccedil;as e os comportamentos em situa&ccedil;&otilde;es    espec&iacute;ficas. Estes 24 valores d&atilde;o origem a um sistema de valor,    apresentando tr&ecirc;s crit&eacute;rios de orienta&ccedil;&atilde;o, sendo    cada um subdividido em seis fun&ccedil;&otilde;es psicossociais, como segue:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><u>Valores Pessoais</u>:    As pessoas que normalmente assumem estes valores mant&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es    pessoais contratuais, geralmente procurando obter vantagens / lucros. A pessoa    prioriza seus pr&oacute;prios interesses e concedem benef&iacute;cios sem ter    em conta uma refer&ecirc;ncia particular (papel ou estado). Para Rokeach (1973),    estes valores s&atilde;o vistos como tendo um foco intrapessoal. Em Schwartz    (1994), tais valores atendem a interesses individuais. Considerando a sua fun&ccedil;&atilde;o    psicossocial, estes podem ser divididos em: (1) <u>Valores de Experimenta&ccedil;&atilde;o</u>:    descobrir e apreciar est&iacute;mulos novos, enfrentar situa&ccedil;&otilde;es    arriscadas, e procurar satisfa&ccedil;&atilde;o sexual s&atilde;o aspectos centrais    destes valores (<u>emo&ccedil;&atilde;o, estimula&ccedil;&atilde;o, prazer e sexual</u>&#41;;    e &#40;2&#41; <u>Valores de Realiza&ccedil;&atilde;o</u>: al&eacute;m da experimenta&ccedil;&atilde;o    de novos est&iacute;mulos, faz parte do universo desej&aacute;vel dos seres    o autocumprimento, o sentimento de ser importante e poderoso, ser uma pessoa    com identidade e espa&ccedil;o pr&oacute;prios (<u>autodire&ccedil;&atilde;o, &ecirc;xito,    poder, prest&iacute;gio e privacidade</u>&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><u>Valores Centrais</u>:  A express&atilde;o &#8220;valores centrais&#8221; &eacute;    usada para indicar o car&aacute;ter central ou adjacente destes valores; eles    figuram entre e s&atilde;o compat&iacute;veis com os valores <i>pessoais</i> e <i>sociais</i>,    estes tratados a seguir. Em termos da tipologia de Schwartz (1990, 1994), tais    valores servem a interesses mistos (individuais e coletivos). Considerando a    sua fun&ccedil;&atilde;o psicossocial, os valores centrais podem ser divididos    em dois grupos de valores: (1) <u>Valores de Exist&ecirc;ncia</u>: interessa garantir    a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia org&acirc;nica (<u>estabilidade pessoal, sobreviv&ecirc;ncia    e sa&uacute;de</u>&#41;. A &ecirc;nfase n&atilde;o est&aacute; na individualidade pessoal,    mas na exist&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo. Assim, valores de exist&ecirc;ncia    n&atilde;o s&atilde;o incompat&iacute;veis com valores <i>pessoais</i> e <i>sociais</i>, eles    s&atilde;o importantes para pessoas, principalmente em ambientes de escassez    econ&ocirc;mica, mas sem colocar em risco a harmonia social; e (2) <u>Valores Supra-pessoais</u>:    pessoas que assumem estes valores tentam atingir seus objetivos independentemente    do grupo ou condi&ccedil;&atilde;o social. Tais valores descrevem algu&eacute;m    que &eacute; maduro, com preocupa&ccedil;&otilde;es menos materiais, n&atilde;o    sendo limitados a caracter&iacute;sticas descritivas ou espec&iacute;ficas para    iniciar uma rela&ccedil;&atilde;o ou promover benef&iacute;cios (<u>beleza, justi&ccedil;a    social, maturidade e sabedoria</u>&#41;. Estes valores enfatizam a import&acirc;ncia    de todas as pessoas, n&atilde;o exclusivamente dos indiv&iacute;duos que comp&otilde;em    o <i>in-group</i>, portanto, s&atilde;o compat&iacute;veis com valores pessoais e sociais.    Embora Rokeach (1979) use a express&atilde;o valores supra-individuais, ele    n&atilde;o se refere ao mesmo conte&uacute;do aqui abordado. Espera-se que os    tipos motivacionais <u>seguran&ccedil;a e universalismo</u>, propostos por Schwartz    (1992), correlacionem-se com as fun&ccedil;&otilde;es psicossociais <u>exist&ecirc;ncia</u>    e <u>suprapessoal</u>, respectivamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><u>Valores Sociais</u>:  As pessoas que assumem estes valores est&atilde;o direcionadas    para estarem com os outros. No estudo de Rokeach (1973), correspondem a valores    de foco interpersonal, e em Schwartz (1994) est&atilde;o inclu&iacute;dos entre    os valores relacionados com os interesses coletivos. Tais valores s&atilde;o    assumidos por indiv&iacute;duos que se comportam como algu&eacute;m que gosta    de ser considerado; que deseja ser aceito e integrado no <i>in-group</i>, ou que pretenda    manter um n&iacute;vel essencial de harmonia entre atores sociais num contexto    espec&iacute;fico. Considerando sua fun&ccedil;&atilde;o psicossocial, estes    podem ser divididos em: (1) <u>Valores Normativos</u>: enfatizam a vida social, a estabilidade    do grupo e o respeito para com os s&iacute;mbolos e padr&otilde;es culturais    que prevaleceram durante anos, a ordem &eacute; apreciada mais do que tudo (<u>obedi&ecirc;ncia,    ordem social, religiosidade e tradi&ccedil;&atilde;o</u>&#41;; e &#40;2&#41; <u>Valores de Intera&ccedil;&atilde;o</u>:    estes focalizam o destino comum e a complac&ecirc;ncia, especificamente; a pessoa    que o assume tem interesse em ser amada e ter uma amizade verdadeira, assim    como tende a apreciar uma vida social ativa (<u>afetividade, apoio social, conviv&ecirc;ncia    e honestidade</u>&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Desta forma, considerando    esse contexto te&oacute;rico, espera-se que: 1- os crit&eacute;rios de orienta&ccedil;&atilde;o    valorativa <u>pessoal</u> &#8211; que se referem &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o    de rela&ccedil;&otilde;es pessoais contratuais e que procurando obter vantagens/lucros    &#8211; estejam, positivamente, relacionados &agrave;s condutas anti-sociais    e delitivas; j&aacute; o <u>social</u> &#8211; diz respeito &agrave;s pessoas    direcionadas para estarem com os outros, correspondendo a um foco interpersonal,    relacionados com os interesses coletivos, e <u>central</u> - estejam correlacionados    negativamente com ambas as condutas; 2 - quanto &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es    psicossociais, hipotetiza-se que as fun&ccedil;&otilde;es <u>normativas</u>,    <u>suprapessoais</u> e <u>interacionais</u> estejam, negativamente, relacionadas    com as condutas anti-sociais e delitivas, enquanto a fun&ccedil;&atilde;o <u>experimenta&ccedil;&atilde;o</u>    correlacionar&aacute; positivamente com ambas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b>Material e m&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b><i>Amostra</i></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Setecentos e dez    jovens compuseram a amostra, os quais foram distribu&iacute;dos igualmente no    n&iacute;vel escolar fundamental e m&eacute;dio, da rede privada e p&uacute;blica    de educa&ccedil;&atilde;o da cidade de Jo&atilde;o Pessoa &#8211; PB. Os respondentes    foram de ambos os sexos, predominando ligeiramente a participa&ccedil;&atilde;o    'jovens solteiros (93,8 %). Tal amostra foi n&atilde;o probabil&iacute;stica,    e sim intencional. O prop&oacute;sito era principalmente garantir a validade    externa dos resultados da pesquisa.&nbsp;A decis&atilde;o de escolher estes    participantes se deve ao fato da literatura considerar caracter&iacute;stico    nos sujeitos dessa amostra a manifesta&ccedil;&atilde;o de condutas que configuram    o rompimento das normas sociais, ainda que em magnitudes variadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Os participantes responderam um  question&aacute;rio composto das seguintes medidas:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><u>Escala de Condutas    Anti-sociais e Delitivas</u>. Este instrumento, proposto por Seisdedos (1988)    e validado por Formiga e Gouveia (2003) para o contexto brasileiro, compreende    uma medida comportamental em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s <u>Condutas Anti-Sociais    e Delitivas</u>. Tal medida &eacute; composta por quarenta elementos, distribu&iacute;dos    em dois fatores, como segue: <u>condutas anti-sociais</u>. Seus elementos n&atilde;o    expressam delitos, mas comportamentos que desafiam a ordem social e infligem    normas sociais (por exemplo, jogar lixo no ch&atilde;o mesmo quando h&aacute;    perto um cesto de lixo; tocar a campainha na casa de algu&eacute;m e sair correndo);    e <u>condutas delitivas</u>. Estas incorporam comportamentos delitivos que est&atilde;o    fora da lei, caracterizando uma infra&ccedil;&atilde;o ou uma conduta faltosa    e prejudicial a algu&eacute;m ou mesmo a sociedade como um todo (por exemplo,    roubar objetos dos carros; conseguir dinheiro amea&ccedil;ando pessoas mais    fracas). Para cada elemento, os participantes deveriam indicar o quanto apresentava    o comportamento assinalado no seu dia a dia. Para isso, utilizavam uma escala    de resposta com dez pontos, tendo os seguintes extremos: <b>0</b> &#61; <i>Nunca</i> e <b>9</b> &#61; <i>Sempre</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">A presente escala    revelou indicadores psicom&eacute;tricos consistentes identificando os fatores    destacados acima; para a Conduta Anti-social foi encontrado um Alpha de Cronbach    de 0,86 e a Conduta Delitiva ou <i>Delinq&uuml;ente</i>, 0,92. Considerando    a <i>An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria</i>, realizada com o <i>Lisrel</i>    8.0, comprovaram-se essas dimens&otilde;es previamente encontradas (x&sup2;/gl &#61; 1,35; <i>AGFI</i> &#61; 0,89; PHI () &#61; 0,79, p &gt; .05) na an&aacute;lise dos principais    componentes (ver FORMIGA; GOUVEIA, 2003).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><u>Question&aacute;rio dos  Valores B&aacute;sicos</u> &#8211; <u>QVB</u>. Uma vers&atilde;o    inicial foi proposta em espanhol e portugu&ecirc;s, compreendendo ent&atilde;o    66 itens, tr&ecirc;s por cada um dos valores b&aacute;sicos que avaliava (GOUVEIA,    1998). Utilizou-se aqui uma vers&atilde;o modificada, cuja comprova&ccedil;&atilde;o    dos par&acirc;metros psicom&eacute;tricos j&aacute; foi aferida na popula&ccedil;&atilde;o    brasileira (MAIA, 2000). Est&aacute; formada por 24 itens-valores, com dois    exemplos que ajudam a entender o seu conte&uacute;do (por exemplo,<u> Tradi&ccedil;&atilde;o</u>    &#8211; seguir as normas sociais do seu pa&iacute;s; respeitar as tradi&ccedil;&otilde;es    da sua sociedade; <u>&Ecirc;xito</u> &#8211; obter o que se prop&otilde;e; ser eficiente    em tudo que faz; <u>Justi&ccedil;a Social</u> &#8211; lutar por menor diferen&ccedil;a    entre pobres e ricos; permitir que cada indiv&iacute;duo seja tratado como algu&eacute;m    valioso). Para respond&ecirc;-los, a pessoa deve avaliar o seu grau de import&acirc;ncia    como um <u>princ&iacute;pio-guia</u> na sua vida, utilizando uma escala de sete pontos,    com os seguintes extremos: <b>1</b> &#61; <u>Nada Importante</u> e <b>7</b> &#61; <u>Muito Importante</u>; ao final    precisa indicar o valor menos e o mais importante de todos, os quais receber&atilde;o    as pontua&ccedil;&otilde;es <b>0</b> e <b>8</b>, respectivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><u>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    S&oacute;cio-Demogr&aacute;fica</u>. Foram elaboradas perguntas que contribu&iacute;ram    para caracterizar os participantes deste estudo (por exemplo, sexo, idade, estado    civil, classe social).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Para a aplica&ccedil;&atilde;o  do instrumento, o respons&aacute;vel pela coleta    dos dados visitou a coordena&ccedil;&atilde;o ou diretoria das institui&ccedil;&otilde;es    de ensino, falando diretamente com os diretores e/ou coordenadores para depois    tentar a permiss&atilde;o junto aos professores respons&aacute;veis por cada    disciplina, para ocupar uma aula e aplicar os question&aacute;rios. Uma vez    com tal autoriza&ccedil;&atilde;o, foi exposto sumariamente o objetivo da pesquisa,    solicitando sua participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria. Um &uacute;nico    aplicador, previamente treinado, esteve presente em sala de aula. Sua tarefa    consistiu em apresentar os instrumentos, esclarecer as eventuais d&uacute;vidas    e conferir a qualidade geral das respostas emitidas pelos respondentes. Assegurou-se    a todos o anonimato e a confidencialidade das suas respostas, indicando que    estas seriam tratadas estatisticamente no seu conjunto. Para a an&aacute;lise    dos dados, utilizou-se a vers&atilde;o 8.0 do pacote estat&iacute;stico SPSS    para Windows, e computadas estat&iacute;sticas descritivas (tend&ecirc;ncia    central e dispers&atilde;o) e efetuadas correla&ccedil;&otilde;es de Pearson    (<u>r</u> &#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Discuss&atilde;o    dos resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Neste trabalho,    tratou-se conhecer a rela&ccedil;&atilde;o entre condutas anti-social e delitiva    e os valores humanos; para isso, efetuou-se uma correla&ccedil;&atilde;o de    Pearson, observando os seguintes resultados expostos na tabela 1, atrav&eacute;s    do qual pode ser comprovada a <u>primeira hip&oacute;tese</u>: os jovens que    apresentaram maiores pontua&ccedil;&otilde;es nos valores <u>pessoais</u> o    fizeram nas medidas de condutas anti-sociais (<u>r</u> &#61; 0,20) e <u>delitivas</u>    &#40;<u>r</u> &#61; 0,15), bem como em rela&ccedil;&atilde;o ao somat&oacute;rio    total do conjunto dos itens (<u>CAD</u> &#8211; destacados como condutas desviantes;    <u>r</u> &#61; 0,20). Contrariamente, aqueles com maior pontua&ccedil;&atilde;o    nos valores <u>sociais</u> apresentaram menos ind&iacute;cios de condutas <u>anti-sociais</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,22) e <u>delitivas</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,18), bem como em rela&ccedil;&atilde;o    aos valores <u>centrais</u>, respectivamente, (<u>r</u> &#61; -0,16) e (<u>r</u> &#61;    -0,20), confirmando, tamb&eacute;m, para as condutas desviantes &#8211; <u>CAD</u>,    relacionando, negativamente, com crit&eacute;rio valorativos social (<u>r</u>    &#61; -0,23) e <u>central</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,19), todos significativos a um <u>p</u>    &lt; 0,001.</font></p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Tabela 1. Correla&ccedil;&otilde;es    entre as Orienta&ccedil;&otilde;es Valorativas e as Condutas Anti-Sociais e    Delitivas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ptp/v7n2/2a06t1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Quanto &agrave;    pr&oacute;xima hip&oacute;tese - as fun&ccedil;&otilde;es psicossociais <u>normativas</u>,    <u>suprapessoais</u> e <u>interacionais</u> estar&atilde;o negativamente relacionadas    com as condutas anti-sociais e delitivas, j&aacute; a <u>experimenta&ccedil;&atilde;o</u>    se relacionar&aacute; diretamente com elas - observou-se o seguinte padr&atilde;o    de correla&ccedil;&atilde;o entre essas vari&aacute;veis, todos significativos,    o que permitiu corroborar a segunda hip&oacute;tese formulada (ver tabela 2):    como previsto, os jovens que pontuaram mais alto na fun&ccedil;&atilde;o psicossocial    de <u>experimenta&ccedil;&atilde;o</u> o fizeram nos indicadores de condutas    <u>anti-sociais</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,25) e <u>delitivas</u> &#40;<u>r</u> &#61;    0,21), bem como, na <u>CAD</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,26). Um padr&atilde;o de correla&ccedil;&otilde;es    contr&aacute;rio a este foi observado para as fun&ccedil;&otilde;es psicossociais    dos seguintes valores: <u>normativos</u> obteve pontua&ccedil;&otilde;es baixas    nos indicadores de condutas <u>anti-sociais</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,22) e <u>delitivas</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,16), sendo este um resultado consistente para o conjunto    total de itens da <u>CAD</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,22); suprapessoal apresentou    uma rela&ccedil;&atilde;o negativa com as condutas <u>anti-sociais</u> &#40;<u>r</u>    &#61; -0,19) e <u>delitivas</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,21) e <u>CAD</u> &#40;<u>r</u>    &#61; -0,22), por fim, a fun&ccedil;&atilde;o interacional tamb&eacute;m se    correlacionou negativamente com as condutas <u>anti-sociais</u> &#40;<u>r</u> &#61;-0,13),    <u>delitivas</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,13) e as condutas desviantes (<u>CAD</u>&#41;    &#40;<u>r</u> &#61; -0,14).</font></p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Tabela 2. Correla&ccedil;&otilde;es    entre os Valores e as Condutas Anti-Sociais e Delitivas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ptp/v7n2/2a06t2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Apesar de n&atilde;o    terem sido formuladas outras hip&oacute;teses sobre a rela&ccedil;&atilde;o    dos valores que comp&otilde;em cada fun&ccedil;&atilde;o valorativa, mas visando    dar maiores informa&ccedil;&otilde;es aos leitores quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o    entre essas vari&aacute;veis, procurou-se detalhar o padr&atilde;o de correla&ccedil;&atilde;o    observado para cada um desses valores especificamente (ver tamb&eacute;m tabela    2): no que diz respeito &agrave; fun&ccedil;&atilde;o psicossocial de <u>experimenta&ccedil;&atilde;o</u>,    tratada anteriormente, esta &eacute; composta pelos valores de <u>estimula&ccedil;&atilde;o</u>,    <u>emo&ccedil;&atilde;o</u>, <u>sexual</u> e <u>prazer</u>, que apresentaram    as seguintes correla&ccedil;&otilde;es significativas: com as <u>condutas anti-sociais</u>    o valor <u>sexual</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,29), <u>emo&ccedil;&atilde;o</u> &#40;<u>r</u>    &#61; 0,15) e <u>prazer</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,13) relacionaram-se positivamente.    Este mesmo padr&atilde;o de correla&ccedil;&otilde;es foi observado, tamb&eacute;m,    nas <u>condutas delitivas</u>, como segue: <u>sexual</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,25),    <u>emo&ccedil;&atilde;o</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,11) e <u>prazer</u> &#40;<u>r</u>    &#61; 0,10). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fun&ccedil;&atilde;o psicossocial de <u>realiza&ccedil;&atilde;o</u>    e seus valores, observou-se que <u>poder</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,10) e <u>prest&iacute;gio</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,07)    se correlacionaram com as <u>condutas anti-sociais</u>, bem como com as <u>condutas delitivas</u>,    com <u>poder</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,11) e <u>prest&iacute;gio</u> &#40;<u>r</u> &#61; 0,10); em dire&ccedil;&atilde;o    negativa o fez o valor <u>privacidade</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,10). Quanto aos valores da fun&ccedil;&atilde;o    de <u>exist&ecirc;ncia</u>, as correla&ccedil;&otilde;es foram as seguintes: unicamente    <u>sobreviv&ecirc;ncia</u> se correlacionou, significativamente, tanto com as <u>condutas    anti-sociais</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,06) quanto &agrave;s <u>condutas delitivas</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,16).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Para os valores    da fun&ccedil;&atilde;o psicossocial <u>suprapessoal</u> observou-se um padr&atilde;o    de correla&ccedil;&atilde;o inverso e significativo com as condutas anti-sociais    e <u>conhecimento</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,13), <u>beleza</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,12),    <u>justi&ccedil;a social</u> e <u>maturidade</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,11; para ambos).    O mesmo ocorreu para as <u>condutas delitivas</u>: <u>justi&ccedil;a social</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,16), <u>maturidade</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,15), <u>conhecimento</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,12) e <u>beleza</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,11). Em rela&ccedil;&atilde;o    aos valores da fun&ccedil;&atilde;o psicossocial <u>interacional</u>, as <u>condutas    anti-sociais</u> se correlacionaram inversa e significativamente com <u>honestidade</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,17), <u>afetividade</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,07) e <u>conviv&ecirc;ncia</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,06), tendo sido estes resultados extensivos &agrave;s <u>condutas    delitivas</u>, como segue: <u>honestidade</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,14), <u>afetividade</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,08) e <u>conviv&ecirc;ncia</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,07). No que diz    respeito &agrave; fun&ccedil;&atilde;o psicossocial <u>normativa</u>, os valores    que se relacionaram com as <u>condutas anti-sociais</u> foram: <u>obedi&ecirc;ncia</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,29, p &lt; 0,001), <u>tradi&ccedil;&atilde;o</u> &#40;<u>r</u> &#61;    -0,19, p &lt; 0,001) e <u>religiosidade</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,13, p &lt; 0,001).    Para as <u>condutas delitivas</u>, o padr&atilde;o de correla&ccedil;&atilde;o    foi o mesmo, a saber: <u>obedi&ecirc;ncia</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,27, p &lt; 0,001),    <u>religiosidade</u> &#40;<u>r</u> &#61; -0,11, p &lt; 0,01) e <u>tradi&ccedil;&atilde;o</u>    &#40;<u>r</u> &#61; -0,10, p &lt; 0,01).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Em resumo, comprovou-se  que os valores humanos est&atilde;o correlacionados    com as condutas anti-sociais e delitivas, sendo particularmente &uacute;til    o contraste entre os valores que cumprem as fun&ccedil;&otilde;es psicossociais    de <u>experimenta&ccedil;&atilde;o</u>, <u>normativos</u>, <u>suprapessoais</u> e <u>interacionais</u>.    Concretamente, os jovens que assumiram valores de <u>experimenta&ccedil;&atilde;o</u>    demonstraram estarem mais propensos a se comportarem de modo a transgredir as    normas sociais, especificamente para aqueles guiados pelos valores: <u>sexual</u>,    <u>emo&ccedil;&atilde;o</u> e <u>prazer</u>. J&aacute; aqueles que deram mais import&acirc;ncia    aos valores <u>normativos</u>, principalmente &agrave; <u>obedi&ecirc;ncia</u>, <u>tradi&ccedil;&atilde;o</u>    e <u>religiosidade</u>, bem como <u>interacional</u>, especificamente, <u>honestidade</u>, <u>afetividade</u>    e <u>conviv&ecirc;ncia</u>, e o <u>suprapessoal</u>, com os valores <u>conhecimento</u>, <u>beleza</u>,    <u>justi&ccedil;a social</u> e <u>maturidade</u> apresentaram mais prontid&atilde;o para seguirem    as normas sociais e se comportarem de modo socialmente esperado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">&Eacute; importante assinalar  que n&atilde;o somente os jovens que apresentam    tra&ccedil;os de marginalidade, por exemplo, aqueles que vivem sob cust&oacute;dia    em institui&ccedil;&otilde;es para menores ou espreitando uma oportunidade para    delinq&uuml;ir (assaltar, roubar, portar armas, usar drogas e amedrontar os    transeuntes etc.) s&atilde;o capazes de agredir e matar. A realidade atual,    mostrada em diferentes meios de comunica&ccedil;&atilde;o e observado n&atilde;o    muito longe em nossos bairros e cidades em seu cotidiano, evidencia que as condutas    anti-sociais e delitivas, mas tamb&eacute;m podem ser observadas entre os jovens    que, supostamente, prezam pela ordem e a moralidade, convivem em ambientes de    estrutura e fun&ccedil;&atilde;o educacional, social e econ&ocirc;mica bastante    promissora e zelosa. Provavelmente, os delinq&uuml;entes de &#8216;carteirinha&#8217;,    aqueles que est&atilde;o institucionalizados, pagam o pre&ccedil;o e servem    de &#8220;bode expiat&oacute;rio&#8221; para inibir a conduta daqueles que seguem    pondo em risco a sociedade. Neste ponto, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante    inc&ocirc;moda, levando &agrave; reflex&atilde;o dos pais sobre os erros na    cria&ccedil;&atilde;o dos filhos, bem como os padr&otilde;es moral e valorativo    que t&ecirc;m passado para estes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Efetivamente se comprovou  que os jovens que d&atilde;o mais import&acirc;ncia    aos valores <u>pessoais</u> apresentaram mais ind&iacute;cios de condutas anti-sociais    como delitivas, enquanto que aqueles que deram import&acirc;ncia os valores    sociais foram menos prov&aacute;veis relatar tais condutas. Estes resultados    evidenciam que a tend&ecirc;ncia ao individualismo, isto &eacute;, enfocar os    valores que priorizam o interesse individual, potencializa condutas que se desviam    das normas sociais, fato que vem sendo conjeturado por Lipovetsky (1986), e    que encontra embasamento em alguns estudos emp&iacute;ricos. De acordo com Coelho    J&uacute;nior (2001), em um estudo com mais de 1.500 jovens pessoenses do ensino    m&eacute;dio, o fator <u>condutas anti-sociais</u> se correlacionou diretamente com    os valores <u>emo&ccedil;&atilde;o</u> e <u>sexual</u>, e inversamente com <u>obedi&ecirc;ncia</u>    e <u>tradi&ccedil;&atilde;o</u>. Estes dois pares de valores correspondem &agrave;s    dimens&otilde;es individualista e coletivista, respectivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">E mais, o valor <u>uma vida  excitante</u> parece ser pr&oacute;prio dos jovens, os    quais se guiam geralmente por novas descobertas e experi&ecirc;ncias. Esta situa&ccedil;&atilde;o,    de acordo com a literatura, torna mais prov&aacute;vel a exposi&ccedil;&atilde;o    dos jovens aos comportamentos de risco (por exemplo, uso de drogas, jogos violentos    etc.), sendo as condutas socialmente desviantes um reflexo deste tipo de orienta&ccedil;&atilde;o    (ver TAMAYO, 1988). Esta segunda hip&oacute;tese pretendeu justamente avaliar    a extens&atilde;o em que tal assertiva &eacute; v&aacute;lida. Os resultados    obtidos n&atilde;o deixam d&uacute;vidas. Dar import&acirc;ncia aos valores    de <u>experimenta&ccedil;&atilde;o</u>, principalmente <u>emo&ccedil;&atilde;o</u>, <u>sexual</u>    e <u>prazer</u>, parece instigar os jovens a apresentar tanto condutas anti-sociais    como delitivas. O padr&atilde;o contr&aacute;rio foi observado para os valores    <u>normativos</u>, entre os quais se destacaram <u>religiosidade</u>, <u>tradi&ccedil;&atilde;o</u>    e <u>obedi&ecirc;ncia</u>. Estes valores parecem cumprir a fun&ccedil;&atilde;o de    um cintur&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o, um escudo contra ou um fator que    impede que os jovens desenvolvam condutas dessa natureza. Assim, ao observar    esses resultados, &eacute; poss&iacute;vel destacar que n&atilde;o somente um    conjunto de valores que formam, teoricamente, as fun&ccedil;&otilde;es e os    crit&eacute;rios de orienta&ccedil;&atilde;o valorativa das pessoas, em sua    din&acirc;mica social e psicol&oacute;gica, bem como cada valor, especificamente,    &eacute; capaz de explicar as condutas reconhecidas delinq&uuml;entes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Por exemplo,  Petraitis, Flay e Miller (1995), em sua revis&atilde;o sobre as    teorias que explicam o uso de subst&acirc;ncias psicotr&oacute;picas, assinalam    a import&acirc;ncia dos modelos normativos para explica&ccedil;&atilde;o e predi&ccedil;&atilde;o    de tal conduta desviante. Indicam, por exemplo, a import&acirc;ncia de aderir    &agrave;s normas sociais e aos valores morais como fator de prote&ccedil;&atilde;o    contra o uso de drogas e de outras condutas anti-sociais e delitivas. Desta    forma, n&atilde;o pareceria incoerente assumir que os jovens teriam uma tend&ecirc;ncia    &#8216;natural&#8217; a desviar dos padr&otilde;es convencionais da sociedade,    n&atilde;o o fazendo sempre que fossem socializados em valores que primam pela    dimens&atilde;o <u>normativa</u> ou <u>social</u> &#40;ver tamb&eacute;m GONZ&Aacute;LEZ-ANELO,    2000; GULLONE; MOORE, 2000). Vale destacar que n&atilde;o se est&aacute; propondo    um crit&eacute;rio de norma social que venha convergir para uma dogmatiza&ccedil;&atilde;o    do comportamento juvenil e impedir o jovem as suas reais experi&ecirc;ncias    cotidianas das etapas de desenvolvimento, seja ela em seu pr&oacute;prio inatismo    ou originada dos processos de aprendizagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">O fato est&aacute; em  observar que conhecendo os valores que estes priorizam,    a possibilidade de que, na rela&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia-jovem, as medidas    de prote&ccedil;&atilde;o sejam mais eficientes e capazes de contribuir em dire&ccedil;&atilde;o    de reflex&otilde;es a respeito da conduta social que estes garotos venham a    adotar mais tarde, em seus espa&ccedil;os de lazer diurno ou noturno, j&aacute;    que tal construto est&aacute; alicer&ccedil;ado no sistema psicol&oacute;gico    e que, na maioria das vezes, a insist&ecirc;ncia em uma determinada escolha    e posi&ccedil;&atilde;o em suas cren&ccedil;as impede a autoconfronta&ccedil;&atilde;o    entre os valores que dizem respeito ao hedonismo ao inv&eacute;s da coopera&ccedil;&atilde;o    e respeito. Tal fato, a partir do conceito que temos sobre valores, &eacute;    poss&iacute;vel refletir ao considerar que tal quest&atilde;o se deve ao problema    da assimila&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o valorativa como fator    de prote&ccedil;&atilde;o em que esses jovens passam a organizar. Assim, essa    condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estaria apenas em termos da dimens&atilde;o    cognitiva e afetiva em baixo ou mau desenvolvimento, mas porque n&atilde;o existiram    condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis que pudessem satisfazer as orienta&ccedil;&otilde;es    valorativas e que alguns valores foram inquiridos como muito mais importantes,    n&atilde;o permitindo o reconhecimento e desenvolvimento de outros valores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">No que diz respeito aos  valores centrais, este esteve mais correlacionado com    a evita&ccedil;&atilde;o de <u>condutas delitivas</u> do que daquelas classificadas    como <u>condutas anti-sociais</u>, por&eacute;m, n&atilde;o se pode descartar a correla&ccedil;&atilde;o    com ambas. A prop&oacute;sito, &eacute; importante lembrar o que escreve Gouveia    (1998, 2001) sobre tais valores. Assumi-los significa pensar na sua pr&oacute;pria    sobreviv&ecirc;ncia (<u>valores de exist&ecirc;ncia</u>&#41; ou em um contexto social igualit&aacute;rio,    onde todos tenham iguais oportunidades em todas as facetas da vida &#40;<u>valores    suprapessoais</u>&#41;. Portanto, n&atilde;o se trata de uma quest&atilde;o de respeito    &agrave;s normas sociais vs tend&ecirc;ncia a buscar novas experi&ecirc;ncias,    que est&aacute; presente na explica&ccedil;&atilde;o das <u>condutas anti-sociais</u>.    Os valores <u>centrais</u> perpassam este tipo de dicotomia, podendo ser &uacute;teis    para explicar as <u>condutas delitivas</u> que, por sua natureza, assinalam modos de    ser e agir claramente fora da lei, rompendo todo tipo de pacto social, quanto    &agrave;s <u>condutas anti-sociais</u>. Sendo assim, esses valores apontam em dire&ccedil;&atilde;o    de um maior investimento nas orienta&ccedil;&otilde;es comportamentais que visam    o amadurecimento do sujeito e sua assist&ecirc;ncia dial&oacute;gica familiar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Neste trabalho,  pretendeu-se refletir teoricamente em como os valores poderiam    atuar como fatores preventivos das condutas anti-sociais e delitivas. O fato    n&atilde;o &eacute; esperar que essas condutas ocorram entre os jovens e muito    menos estigmatiz&aacute;-las apenas nos j&aacute; considerados delinq&uuml;entes    (ROMERO et al., 2001), mas prevenir antes que aconte&ccedil;am. Deste modo,    seria de grande contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; assist&ecirc;ncia, a partir    de programas psicossociais de interven&ccedil;&atilde;o nas escolas ou grupos    de apoio aos jovens e a fam&iacute;lia, e oferta de um referencial emp&iacute;rico    que permita atividades formadoras e orientadoras dos valores humanos de modo    a inibir as condutas anti-sociais e delitivas entre os jovens da popula&ccedil;&atilde;o    geral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Apesar de se tratar  de um primeiro estudo, todas as hip&oacute;teses formuladas    foram corroboradas. Isso atesta a preponder&acirc;ncia dos valores neste contexto.    Com isso, parece evidente que as condutas desviantes s&atilde;o um reflexo da    <u>debilidade dos limites convencionais</u>, este sendo entendido em sentido duplo:    (1) falta de comprometimento com a sociedade convencional, seus valores e suas    institui&ccedil;&otilde;es e for&ccedil;as socializadoras, especialmente as    escolas e as religi&otilde;es; e (2) ades&atilde;o d&eacute;bil aos pap&eacute;is    sociais convencionais, incluindo os professores, os membros da fam&iacute;lia    e, especialmente, os pais. Quando os adolescentes n&atilde;o se sentem envolvidos,    comprometidos, ou mesmo alienados da sociedade convencional, da escola e da    religi&atilde;o, n&atilde;o ser&atilde;o capazes de internalizar os valores    ou padr&otilde;es convencionais e de se comportar segundo as normas sociais    vigentes. Contrariamente, quando estes assumem a import&acirc;ncia dos pap&eacute;is    convencionais, s&atilde;o encorajados a apresentar comportamentos convencionais    e a se oporem a condutas desviantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">A leitura desse problema,  a partir do construto dos valores como orienta&ccedil;&atilde;o    de uma conduta socialmente desej&aacute;vel, permite n&atilde;o mais tornar    oposta e polarizada a responsabilidade dos jovens quererem delinq&uuml;ir devido    ao desencanto pol&iacute;tico da sociedade, justificando-a como processo de    reivindica&ccedil;&atilde;o dos seus espa&ccedil;os s&oacute;cio-humanos negados    pelos adultos; mas, sendo os valores constru&iacute;dos nas rela&ccedil;&otilde;es    sociais, sendo a fam&iacute;lia o primeiro grupo dessa rela&ccedil;&atilde;o,    a investida nos processos de socializa&ccedil;&atilde;o dos valores entre eles    permite um maior poder de reflex&atilde;o quanto &agrave; origem dessas condutas.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">&Eacute; bem poss&iacute;vel  que pela m&aacute; orienta&ccedil;&atilde;o ou    vi&eacute;s social de comportamentos ou pr&aacute;ticas parentais que, na cabe&ccedil;a    dos pais, s&atilde;o capazes de formar seus filhos como eles gostariam que fossem,    poderia estar conduzindo ao investimento desses garotos apresentarem essas condutas,    afinal, &eacute; na rela&ccedil;&atilde;o parental que as forma&ccedil;&otilde;es    valorativas s&atilde;o organizadas (ver MORAES, 2002), bem como onde s&atilde;o    partilhadas a desejabilidade dos indiv&iacute;duos quanto a sua conduta social    esperada, podendo gerar ou se manter quando satisfeito o interesse entre pais    e filhos. Desta forma, isto permite pensar no sistema mais complexo do que o    encontrado no presente estudo; n&atilde;o somente esse tipo de conduta se relaciona    com os valores, como ambas podem se relacionar com o estilo ou atua&ccedil;&atilde;o    dos pais na forma&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e social dos filhos. Tal    fato merece ser considerado em posteriores estudos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Por fim, tendo claro o objetivo  principal desse trabalho - conhecer o padr&atilde;o    de correla&ccedil;&atilde;o entre os valores humanos e as condutas anti-sociais    e delitivas - espera-se que este tenha sido realizado. Por&eacute;m, existe    um limite no presente estudo e este diz respeito a ser um estudo correlacional,    merecendo, com isso, uma maior consist&ecirc;ncia e robustez quanto aos resultados    encontrados e a metodologia utilizada em futuros estudos; outra quest&atilde;o    quanto ao limite desse estudo estaria na necessidade de inserir outras vari&aacute;veis    que permitam compreender a origem e forma&ccedil;&atilde;o da conduta juvenil,    em termos da quebra de normas sociais. Vale destacar que n&atilde;o se est&aacute;    minorando a import&acirc;ncia de outros estudos sobre este fen&ocirc;meno. Por&eacute;m,    como assinalam Romero e cols. (2001), os estudos sobre valores t&ecirc;m recebido    aten&ccedil;&atilde;o particular, principalmente quando se trata das <u>condutas    anti-sociais</u>, uma vez que os valores s&atilde;o percebidos como cren&ccedil;as    (ROKEACH, 1973) que regulam o pensamento e a a&ccedil;&atilde;o. Tal construto,    como refletido na parte introdut&oacute;ria do presente estudo, vem contribuindo    bastante na explica&ccedil;&atilde;o da conduta humana, principalmente por este    se tratar de um sistema que &eacute; capaz de ir al&eacute;m de explica&ccedil;&otilde;es    personal&iacute;sticas, buscando uma resposta psicossocial. Afinal, como sugerem    Bilsky e Schwartz (1994; ROCCAS; SAGIV; SCHWARTZ; KNAFO, 2002), por serem os    valores um construto mais abrangente na compreens&atilde;o da conduta humana,    seja ela individual ou em grupo, a partir da estrutura organizativa dos valores,    esta teria grande possibilidade de explicar as diferen&ccedil;as individuais,    justamente por que as pessoas se embasam nas suas prioridades valorativas quando    diante de uma decis&atilde;o ou escolha.</font></p>     <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">AG&Uuml;ERO, A. J. El transtorno  de conducta en la infancia como precursor    del trastorno antisocial del adulto. Estudios de seguimiento a medio y largo    plazo. Necesidad de programas preventivos. <b>Revista Electr&oacute;nica de Psiquiatria</b>,    v. 2, p. 1-9, 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203298&pid=S1516-3687200500020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">   BENGOA, J. <b>Exclusi&oacute;n, droga y delincuencia</b>. Endere&ccedil;o p&aacute;gina    da WEB: <a href="http//www.congresso.cl/biblioteca/estudios/violencia">http//www.congresso.cl/biblioteca/estudios/violencia</a> &#40;consultado em    15 de Abril de 2000). 1996.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203299&pid=S1516-3687200500020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">BILSKY, W.; SCHWARTZ, S.  Values and personality. <b>European journal of personality</b>,    v. 8, p. 163-181, 1994.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203300&pid=S1516-3687200500020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">BORN, M. As abordagens  comportamentais e cognitivas na educa&ccedil;&atilde;o    dos jovens com comportamento agressivo. In: LEPOT-FROMENT, C. (Org.). <b>Educa&ccedil;&atilde;o    especializada: Pesquisas e indica&ccedil;&otilde;es para uma a&ccedil;&atilde;o</b>.    S&atilde;o Paulo: Edusc, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203301&pid=S1516-3687200500020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">BRAITHWAITE, V. A.; LAW, H. G.  Structure of human values: Testing the adequacy    of the Rokeach Value Survey. <b>Journal of Personality and Social Psychology</b>, v.    49, p.250-263, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203302&pid=S1516-3687200500020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">COELHO JUNIOR, L. L.<b> Uso  potencial de drogas em estudantes do ensino m&eacute;dio:    Suas correla&ccedil;&otilde;es com as prioridades axiol&oacute;gicas</b>. 2001.    Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Psicologia Social). Universidade federal    da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa, PB.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203303&pid=S1516-3687200500020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">COSTA, P. T.; McCRAE, R. R.  Domains and facets: hierarchical personality assessment    using the revised NEO Personality Inventory. <b>Journal of Personality Assessment</b>,    v. 64, p. 21-50, 1995.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203304&pid=S1516-3687200500020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">DONOHEW, R. L.; HOYLE, R. H.;  CLAYTON, R. R.; SKINNER, W. F.; COLON, S. E.;    RICE, R. E. Sensation seeking and drug use by adolescents and their friends:    Models for marijuana and alcohol. <b>Journal Study of Alcohol</b>, v. 60, p. 622-631,    1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203305&pid=S1516-3687200500020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">ESPINOSA, P. <b>Razonamiento moral  y conducta social en el menor</b>. 2000. Tese (Doutorado    em psicologia). Universidade da Coru&ntilde;a, Espanha.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203306&pid=S1516-3687200500020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">FEATHER, N. T. (1992). Values,  valences, expectations, and actions. <b>Journal of Social Issues</b>, v. 48, p. 109-124, 1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203307&pid=S1516-3687200500020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">FORMIGA, N. S. Condutas  anti-sociais e delitivas e rela&ccedil;&atilde;o familiar:    Considera&ccedil;&atilde;o em duas &aacute;reas urbanas na cidade de Palmas-To.    <b>Revista Aletheia</b>. 2004. (no prelo).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203308&pid=S1516-3687200500020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">FORMIGA, N. S.  <b>Condutas anti-sociais e delitivas: Uma explica&ccedil;&atilde;o    em termos dos valores humanos</b>. 2002. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em    Psicologia Social). Universidade federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa,    PB.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203309&pid=S1516-3687200500020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">FORMIGA, N. S., QUEIROGA, F.;  GOUVEIA, V. V. Indicadores de bom estudante: sua    explica&ccedil;&atilde;o a partir dos valores humanos. <b>Revista Aletheia</b>, v.    13, p. 63-73, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203310&pid=S1516-3687200500020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">FORMIGA, N. S.; GOUVEIA, V. V.  Adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o    da escala de condutas anti-sociais e delitivas ao contexto brasileiro. <b>Revista    Psico</b>, v. 34, n. 2, p.367-388, 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203311&pid=S1516-3687200500020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">GATTAZ, W. F. Viol&ecirc;ncia  e doen&ccedil;a mental: Fato ou fic&ccedil;&atilde;o?   <b> Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica</b>, v. 25, p. 145-147, 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203312&pid=S1516-3687200500020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">GIANCOLA, P. R.  Temperament and antisocial behavior in preadolescent boys with    or without a family history of a substance use disorder. <b>Psychology of Addictive    Behaviors</b>, v. 14, p. 56-68, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203313&pid=S1516-3687200500020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">GONZ&Aacute;LEZ-ANELO, J.  La dif&iacute;cil identidad de la juventud. <b>Sociedade    y Utopia</b>, v. 15, p. 84-92, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203314&pid=S1516-3687200500020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">GOUVEIA, V. V. <b>La naturaleza  de los valores descriptores del individualismo    e del colectivismo: Una comparaci&oacute;n intra e Intercultural</b>. Tese (Doutorado    em Psicologia), Universidade Complutense de Madri, Espanha. 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203315&pid=S1516-3687200500020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">GULLONE, E.; MOORE, S.  Adolescent risk-taking and the five-factor model of personality.   <b> Journal of Adolescent</b>, v. 26, p. 393-407, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203316&pid=S1516-3687200500020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">GUSM&Atilde;O, E. E. S.;  JESUS, G. R.; GOUVEIA, V. V.; J&Uacute;NIOR, J. N.;    QUEIROGA, F. Interdepend&ecirc;ncia social e orienta&ccedil;&otilde;es valorativas    em adolescentes. <b>Revista Psico</b>, v. 32, p. 23-37, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203317&pid=S1516-3687200500020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">HOMER, P. M.; KAHLE, L. R. A  structural equation test of the value-attitude-behavior    hierarchy. <b>Journal personality and social psychology, v. 54</b>, p. 638-646, 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203318&pid=S1516-3687200500020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">INDEX PSI.<b> Anti-social,    valores humanos e delinq&uuml;&ecirc;ncia</b>; adolescentes, valores e delinq&uuml;&ecirc;ncia.    Endere&ccedil;o da P&aacute;gina WEB: <a href="http://www.Indexpsi.org.br">http://www.Indexpsi.org.br</a>    &#40;Consultado em 20 de Maio), 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203319&pid=S1516-3687200500020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">INGLEHART, R. <b>El cambio  cultural en las sociedades industriales avanzadas</b>. Madri:    Centro de Investigaciones Sociol&oacute;gicas / Siglo XXI Editores, 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203320&pid=S1516-3687200500020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">JOHN, O. P.; DONAHUE, E. M.;  KENTLE, R. L.<b> The &#8220;Big Five&#8221; Inventory    &#8211; Versions 4a and 54</b>. Berkeley: University of California, Berkeley, Institute    of Personality and Social Research, 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203321&pid=S1516-3687200500020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">J&Uacute;NIOR, P. Para que  serve a justi&ccedil;a. <b>Revista Isto &eacute;</b>, n.    33, edi&ccedil;&atilde;o 1509, 30-47, 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203322&pid=S1516-3687200500020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">KLUCKHOHN, C. Values  and value orientations in the theory of action. In T. Parsons    &amp; E. Shils (Eds.), <b>Toward a general theory of action</b>. Cambridge, MA: Harvard    University Press, 1951 / 1968, p. 388-433.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203323&pid=S1516-3687200500020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">LIMA, M.; ZAKABI, R. O  horror fora da tela: Estudante de medicina dispara metralhadora,    mata tr&ecirc;s pessoas e fere cinco num cinema de shopping. <b>Revista Veja</b>, n.    45, edi&ccedil;&atilde;o 1623, 38-47, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203324&pid=S1516-3687200500020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">LIPOVETSKY, G. <b>La era del  vac&iacute;o: Ensayos sobre el individualismo contempor&aacute;neo</b>.    Barcelona: Editorial Anagrama,1986.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203325&pid=S1516-3687200500020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">LUMMERTZ, J. G.  Adolesc&ecirc;ncia: Algumas reflex&otilde;es. <b>Tempo e Ci&ecirc;ncia</b>,    v. 1, p. 7-11, 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203326&pid=S1516-3687200500020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">MAIA, L. <b>Prioridades  valorativas e desenvolvimento moral: Considera&ccedil;&otilde;es    acerca de uma teoria dos valores humanos.</b> 2000. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado    em Psicologia Social). Universidade federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa,    PB. 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203327&pid=S1516-3687200500020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">MART&Iacute;N, M. J. L.;  MART&Iacute;NEZ, J. M. G. Violencia juvenil. In: A.    M. G. et al. (Org.), <b>Comportamientos de riesgo: Violencias, pr&aacute;cticas    sexuales de riesgo y consumo de drogas ilegales en la juventud</b>. Madri: Entinema,    1997, p. 47-86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203328&pid=S1516-3687200500020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">MARTINEZ, G. S.  Problematica psicossocial de los valores humanos. <b>C&aacute;tedra    de Psicolog&iacute;a Social y de Personalidad</b>, v. 3, p. 9-46, 1984.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203329&pid=S1516-3687200500020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">MASLOW, A. H. <b>Motivation  and personality</b>. New York: Harper &amp; Row Publishers,    1954/1970.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203330&pid=S1516-3687200500020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">MOLINA, A. G-P.; GOMES, L. F.  <b>Criminologia: Introdu&ccedil;&atilde;o a seus    fundamentos te&oacute;ricos</b>. S&atilde;o Paulo, SP: Editora Revista dos Tribunais,    1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203331&pid=S1516-3687200500020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">MOLPECERES, M.; LLINARES, L.; MUSITU, G.  Internalizaci&oacute;n de valores sociales    y estrat&eacute;gias educativas parentales. In: ROS, M.; GOUVEIA, V. V. (Eds.),    <b>Psicolog&iacute;a social de los valores humanos: Desarrollos te&oacute;ricos,    metodol&oacute;gicos y aplicados</b> &#40;submetido &agrave; publica&ccedil;&atilde;o),    2000, p. 197-218.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203332&pid=S1516-3687200500020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">MORAES, R. L. M. <b>Pr&aacute;ticas de socializa&ccedil;&atilde;o e valores sociais:    Um estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre a percep&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas    parentais de socializa&ccedil;&atilde;o e os valores sociais de adolescentes    paraibanos</b>. 2002. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Psicologia Social).    Universidade federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa, PB.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203333&pid=S1516-3687200500020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">MOSQUERA, J. J. M. <b>O humano:  Uma antropologia psicol&oacute;gica.</b> Porto Alegre,    RS: Sulina, 1975.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203334&pid=S1516-3687200500020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">OMAR, A.; URIBE, U.  Dimensiones de personalidad y busqueda de sensaciones. <b>Psicologia:    Teoria, investiga&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica</b>, v. 3, p. 257-268, 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203335&pid=S1516-3687200500020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">PETRAITIS, J.; FLAY, B. R.; MILLER, T. Q.  Reviewing theories of adolescent substance    use: Organizing pieces in the puzzle. <b>Psychological Bulletin</b>, v. 117, p. 67-86.    1995.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203336&pid=S1516-3687200500020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">POLES, C.; BOCCIA, S.  Horror fora da tela. <b>Revista Veja</b>, n. 32, edi&ccedil;&atilde;o    1623, 38-47, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203337&pid=S1516-3687200500020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> ROCCAS S.; SAGIV, L.; SCHWARTZ, S.; KNAFO, A. The big five personality factors    and personal values. <b>Personality and social psychology bulletin</b>, v. 28, n. 6,    p789-801, 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203338&pid=S1516-3687200500020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">ROHAN, M. J. A rose  by any name? The values construct. <b>Personality and Social    Psychology Review</b>, v. 4, p. 255-277, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203339&pid=S1516-3687200500020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">ROKEACH, M. Introduction.  In: ROKEACH, M. (Ed.), <b>Understanding human values:    Individual and societal</b>. 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Personality and Individual Differences</b>, v. 31,    p. 329-348, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203342&pid=S1516-3687200500020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">ROMERO, E.; SOBRAL, J.;  LUENGO, M. A.; MARZOA, J. A. Values and antisocial behavior    among Spanish adolescents. <b>The Journal of Genetic Psychology</b>, v. 162, p. 20-40,    2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203343&pid=S1516-3687200500020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">RONEN, S. An underlying  structure of motivational need taxonomies: A cross-cultural    confirmation. In: TRIANDIS, H. C.; DUNNETTE, M. D.; HOUGH L. M. (Eds.),<b> Handbook    of industrial and organizational psychology</b>, Vol. 4, Palo Alto, CA: Consulting    Psychologists Press, p. 241-269, 1994.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203344&pid=S1516-3687200500020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">SCHWARTZ, S. H. Are  there universal aspects in the structure and contents of    human values? <b>Journal of Social Issues</b>, v. 50, p. 19-45, 1994.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203345&pid=S1516-3687200500020000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">SCHWARTZ, S. H.  Individualism-collectivism: Critique and proposed refinements.    <b>Journal of Cross-Cultural Psychology</b>, v. 21, p. 139-157, 1990.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203346&pid=S1516-3687200500020000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">SCHWARTZ, S. H. Universals  in the context and structure of values: Theoretical    advances and empirical tests in 20 countries. In: ZANNA, M. (Ed.), <b>Advances    in experimental social psychology</b>, v. 25, Orlando, FL: Academic Press, 1992,    p. 1-65.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203347&pid=S1516-3687200500020000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">SEISDEDOS, N. C. <b>Cuestionario A &#8211; D  de conductas antisociais &#8211; delictivas</b>. Madri: TEA, 1988.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203348&pid=S1516-3687200500020000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> SOBRAL, J; ROMERO, E; LUENGO, A; MARZOA, J. Personalidad y conducta antisocial:    amplificadores individuales de los efectos contextuales <b>Psicothema</b>, v. 12, n.    4, p. 661-670, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203349&pid=S1516-3687200500020000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">TAMAYO, A. Influ&ecirc;ncia do  sexo e da idade sobre o sistema de valores.<b> Arquivos    Brasileiros de Psicologia</b>, v. 40, p. 91-104, 1988.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203350&pid=S1516-3687200500020000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">TAMAYO, A.; NICARETTA, M.;  RIBEIRO, R.; BARBOSA, L. P. G. Prioridades axiol&oacute;gicas    y consumo de drogas. <b>Acta Psiqui&aacute;trica y Psicol&oacute;gica de la America    Latina</b>, v. 4, pp. 300-307, 1995.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203351&pid=S1516-3687200500020000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">TAMAYO, A.; SCHWARTZ, S. H.  Estrutura motivacional dos valores humanos.<b> Psicologia:    Teoria e Pesquisa</b>, v. 9, p. 329-348, 1993.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203352&pid=S1516-3687200500020000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">TODT, E. <b>La motivaci&oacute;n:  Problemas, resultados y aplicaciones</b>. Barcelona:    Editorial Herder, 1982.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203353&pid=S1516-3687200500020000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">TORRENTE H. G.;  RODR&Iacute;GUEZ G. &Aacute;. Precedentes sociofamiliares de    la conducta antisocial. In: BERNAL, A. O.; JIM&Eacute;NEZ, M. V. M.; ELIAS,    P. V. (Eds.), <b>Aplicaciones en psicolog&iacute;a social</b>. Madri: Biblioteca Nueva,    2000, p. 197-202.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203354&pid=S1516-3687200500020000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">VERMEIREN, R.; DE CLIPPELE, A.;  DEBOUTTE, D. A descriptive survey of Flemish    delinquent adolescents. <b>Journal of Adolescence</b>, v. 23, p. 277-285, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203355&pid=S1516-3687200500020000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">ZHANG, L.; WELT, J. W.; WIECZOREK, W. F. Young, drug use, and delinquency. <b>Journal    of Criminal Justice</b>, v. 27, p. 101-109, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2203356&pid=S1516-3687200500020000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><B><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ptp/v7n2/seta.gif">Endereço    para correspondência </A></B></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">Nilton Soares Formiga    <br>   Avenida Guarabira, 133 - Bairro de Mana&iacute;ra    <br>   Jo&atilde;o Pessoa - PB    <br>   CEP.: 58038-140    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a href="nsformiga@yahoo.com">nsformiga@yahoo.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b><i>Tramita&ccedil;&atilde;o:</i></b>    <br>   Recebido em: 26/08/2004     <br>   Aceito em: 16/08/2005</font></p>      ]]></body>
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