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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Bullying is understood as a set of intentional repeated aggressive attitudes that characterize abuse of power of one student towards another. This work investigated correlations between the perception of family violence and the report of violence in elementary school students from São Paulo. 501 elementary school students from São Paulo responded to a questionnaire that consisted of six questions about family violence perception and seven questions related to the report of violence in school. Data was analyzed descriptively and a Pearson analyses was used to determine correlations between questions. Results demonstrated positive correlations between family violence perception and reports of violence in school. Family-school relations is understood as interdependent and the school as a propitious place for dialogue aimed at preventing violence in both contexts (family and school). The purpose was not to blame one or another, but consider them as two institutions that can establish effective partnership to combat bullying.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Bullying es entendido como un conjunto de acciones agresivas y reiteradas y el abuso deliberado de poder representar a un estudiante contra otro. Este estudio investigó la correlación entre la percepción de la violencia en familia y lo relato de violencia en la escuela. Con 501 estudiantes de la escuela fundamental pública da la ciudad de San Pablo se aplico un cuestionario con seis preguntas cerradas sobre la percepción del estudiante sobre la violencia en familia y siete preguntas del relato de la violencia en la escuela. Los datos fueron analizados descriptivamente y un análisis de Pearson constató la correlación entre las preguntas. Los resultados muestran una correlación entre el aumento de la violencia en família y un gran número de relatos de violencia en la escuela. La comprensión es la relación familia-escuela como interdependientes y el espacio de la escuela como un lugar de efectivo diálogo para luchar contra la violencia en las escuelas y familias, sin la intención de culpar uno u otro, pero como dos instituciones que establecen asociaciones eficaces para luchar contra el fenómeno bullying.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="4"><b> Correlações entre a percepção da violência familiar e o relato de violência  na escola entre alunos da cidade de São Paulo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b> Correlations between the perception of family violence and the report of  violence in students from São Paulo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b> Correlación entre la percepción de la violencia en familia y el relato de  violencia entre estudiantes de la ciudad de São Paulo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b> Mariana Fernandes Prado Tortorelli; Luiz Renato Rodrigues Carreiro; Marcos Vinícius de Araújo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Universidade Presbiteriana Mackenzie</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><b><a name="topo"></a>    <a href="#end">Endereço para correspondência</A></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <HR size="1"noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>RESUMO</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> O <i>bullying</i>    é compreendido como um conjunto de atitudes agressivas intencionais e repetidas    que representam abuso de poder de um aluno contra o outro. Este trabalho investigou    correlações entre a percepção da violência familiar e o relato de violência    na escola. Participaram 501 alunos do ensino fundamental público na cidade de    São Paulo, os quais responderam a um questionário fechado com seis perguntas    sobre a percepção da violência familiar por parte do aluno e sete acerca de    relatos de violência na escola. Os dados foram analisados descritivamente, e    uma análise de Pearson verificou correlações entre as questões. Os resultados    apontam correlações da percepção do aumento de situações de violência familiar    e o maior relato de violência escolar. Compreende-se a relação família-escola    como interdependente e o espaço escolar como local potencial de diálogo para    combater a violência nas escolas e famílias, não de forma a culpabilizar um    ao outro, mas como duas instituições que estabelecem parcerias efetivas para    combater o fenômeno <i>bullying</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b> Palavras-chave:</b>    <i>Bullying</i>, Família, Escola, Violência, Relato.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2">  Bullying is understood as a set of intentional repeated aggressive attitudes that characterize   abuse of power of one student towards another. This work investigated correlations between the   perception of family violence and the report of violence in elementary school students from São   Paulo. 501 elementary school students from São Paulo responded to a questionnaire that consisted   of six questions about family violence perception and seven questions related to the report of   violence in school. Data was analyzed descriptively and a Pearson analyses was used to determine   correlations between questions. Results demonstrated positive correlations between family violence   perception and reports of violence in school. Family-school relations is understood as   interdependent and the school as a propitious place for dialogue aimed at preventing violence in   both contexts (family and school). The purpose was not to blame one or another, but consider them   as two institutions that can establish effective partnership to combat bullying.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>Keywords:</b>  Bullying, Family, School, Violence, Report.</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> <i>Bullying</i>    es entendido como un conjunto de acciones agresivas y reiteradas y el abuso    deliberado de poder representar a un estudiante contra otro. Este estudio investigó    la correlación entre la percepción de la violencia en familia y lo relato de    violencia en la escuela. Con 501 estudiantes de la escuela fundamental pública    da la ciudad de San Pablo se aplico un cuestionario con seis preguntas cerradas    sobre la percepción del estudiante sobre la violencia en familia y siete preguntas    del relato de la violencia en la escuela. Los datos fueron analizados descriptivamente    y un análisis de Pearson constató la correlación entre las preguntas. Los resultados    muestran una correlación entre el aumento de la violencia en família y un gran    número de relatos de violencia en la escuela. La comprensión es la relación    familia-escuela como interdependientes y el espacio de la escuela como un lugar    de efectivo diálogo para luchar contra la violencia en las escuelas y familias,    sin la intención de culpar uno u otro, pero como dos instituciones que establecen    asociaciones eficaces para luchar contra el fenómeno <i>bullying</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> <b>Palabras clave:</b>  <i>Bullying</i>, Familia, Escuela, Violencia, Relato.</font></p> <hr size="1"noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> A escola é um lugar    que permite a observação de questões relacionadas à socialização, promoção da    cidadania, expressão de atitudes e opiniões, e onde o desenvolvimento pessoal    e social deve ser estimulado. Atualmente, ela vem sendo palco de uma proliferação    da violência, incluindo brigas, invasões, depredações e até mortes (FANTE, 2005).    É nesse contexto que se encontra o <i>bullying</i>, termo inglês que remete    à intimidação física e psicológica, o qual vem sendo entendido como um conjunto    de atitudes agressivas intencionais e repetidas que representam um abuso de    poder de um aluno contra o outro (CONSTANTINI, 2004).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> As pesquisas sobre    <i>bullying</i>, de acordo com Olweus, Solberg e Andresen (2007), ganham destaque    a partir dos anos 1990, com os estudos de Olweus (1993), Smith e Sharp (1994)    e Ross e Rigby (1996). As primeiras pesquisas foram realizadas na Escandinávia    (CLEAVE e DAVIS, 2006) com o objetivo de investigar as causas do elevado número    de suicídios cometidos por crianças, e elas chegaram à conclusão de que a intimidação    por colegas da escola era um dos fatores geradores do alto nível de tensão e    baixa autoestima, que culminava no suicídio. Posteriormente, na Inglaterra (CLEAVE;    DAVIS, 2006), foram realizadas novas pesquisas envolvendo a intimidação entre    colegas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> O <i>bullying</i>,    segundo Lopes Neto (2005), compreende as atitudes agressivas, intencionais e    repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudante    contra outros. Para Lopes Neto (2005), esses comportamentos causam dor e angústia,    sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder e podendo gerar consequências    no desenvolvimento psicossocial dos envolvidos. Smith (2002) afirma que essa    intimidação é percebida como um abuso sistemático de poder, e, para Olweus,    Solberg e Andresen (2007), ela implica um abuso de poder agressivo e sistemático,    que se desenvolve ao longo do tempo. Fante (2005) caracteriza como comportamentos    peculiares na manifestação do <i>bullying</i> os insultos, as intimidações,    os apelidos cruéis e constrangedores, as gozações que magoam profundamente,    as acusações injustas e a atuação de grupos hostilizadores. Tais comportamentos    ridicularizam e geram verdadeiro caos na vida dos alunos atingidos pelo <i>bullying</i>,    levando-os à exclusão. Além de danos físicos, morais e materiais, o que pode    ser considerado mais grave é a sua potencialidade de provocar sofrimento psíquico    em suas vítimas, as quais, em sua maioria, apresentam dificuldade em se defender.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> O <i>bullying</i>    pode ser classificado, de acordo com Lopes Neto (2005), como direto (apelidos,    agressões físicas, ameaças, furtos, expressões ofensivas verbais ou gestuais)    ou indireto (indiferença, isolamento, negação aos desejos, difamação). Esse    autor também ressalta que, com o crescente uso da tecnologia da informação e    comunicação, uma nova forma de <i>bullying</i>está se propagando, o chamado    <i>cyberbullying</i>, ou seja, o uso de tecnologia para envio de mensagens depreciativas    e ameaçadoras tanto à própria vítima quanto a outras pessoas. Na pesquisa de    Privitera e Campbell (2009), a presença dessa agressão é evidenciada sobretudo    entre homens, e demonstra-se a grande proporção que esse fenômeno vem ganhando    como um novo tipo de violência.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Lopes Neto (2005)    explicita que a forma direta do <i>bullying</i> é utilizada com uma freqüência    quatro vezes maior entre os meninos, e a forma indireta é mais adotada pelas    meninas. Blaya (2002) também mostra a prevalência de meninos nos atos de intimidação    e agressão física. Em relação à idade, os autores são unânimes em destacar maior    prevalência em alunos entre 11 e 13 anos, sendo menos frequente na educação    infantil e no ensino médio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Quanto às causas,    não existe uma especificidade para a prática do <i>bullying</i>, muitos fatores    podem favorece-lo. Lopes Neto (2005) aponta diferentes elementos, como fatores    econômicos, sociais e culturais, aspectos de temperamento e influências familiares,    de amigos, da escola e da comunidade, os quais constituem as prováveis causas    da manifestação desse tipo de violência. De acordo com Blaya (2002), o ambiente    familiar e as relações estabelecidas nesse contexto podem favorecer comportamentos    agressivos que caracterizam o <i>bullying</i>. Tal autora, em sua pesquisa,    observa que o ambiente familiar é geralmente apontado como sendo "difícil" e    "perturbador" na maioria dos casos, e é frequente que as crianças, que reproduzem    comportamentos de intimidação na escola, tenham sido submetidas à violência    doméstica. Tal violência pode ser compreendida, de acordo com Farrington (2002),    como pais negligentes, agressivos (incluindo disciplina severa e punitiva) e    conflitos entre os pais. Maus-tratos físicos e emocionais são também algumas    das condições familiares apontadas por Lopes Neto (2005), que podem favorecer    o aparecimento e desenvolvimento de comportamentos agressivos nas crianças.    Ramirez (2001 apud SOUZA, 2005) também enfatiza a influência familiar no âmbito    escolar, sendo esta identificada por comportamentos antissociais e de inadaptação    dos alunos. Anser, Joly e Vendramini (2003) avaliaram a visão do professor sobre    o conceito de violência no ambiente escolar e verificaram que o desenvolvimento    da violência em crianças e adolescentes está relacionado principalmente a fatores    emocionais com os quais esses indivíduos têm dificuldade de lidar, como agressividade,    frustração e baixa autoestima.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Trabalhos recentes    também destacam a influência do contexto familiar na prática do <i>bullying</i>.    Chaux, Molano e Podlesk (2009), em sua pesquisa com 53.316 estudantes colombianos    do 5 &#186; ao 9 &#186; ano, buscaram entender as correlações sociais, políticas    e culturais envolvidas no <i>bullying</i>. Como resposta a essa questão, encontram,    no relato desses jovens, sobretudo em meninos, alto índice de violência escolar,    ou seja, aqueles comportamentos típicos de <i>bullying</i>, como bater ou insultar    de modo a fazer o colega se sentir mal e não ter como se defender, baixos níveis    de empatia, descrição de famílias como mais autoritárias e violentas, alto nível    de violência na comunidade onde residem e melhores condições econômicas. Outro    estudo importante foi realizado por Cunha (2009), do qual participaram 849 estudantes    dos ensinos fundamental e médio das cidades brasileiras de Curitiba (PR), Goiânia    (GO), Governador Valadares (MG) e Teresina (PI). Os estudantes completaram escalas    que aferiam a qualidade da interação familiar, comportamentos antissociais e    um inventário de depressão. As dimensões familiares avaliadas interagiram significativamente    com a agressão e vitimização ao outro. Surgiram correlações positivas entre    essas dimensões que evidenciam alguns fatores de risco para o comportamento    agressivo, como: punição corporal, conflito familiar, comunicação negativa e    clima conjugal negativo. Apareceram também correlações negativas que mostram    fatores preventivos, por exemplo: envolvimento dos pais, relacionamento afetivo,    modelo parental, regras, clima conjugal positivo. A autora também evidencia    que os participantes envolvidos no estudo como vítimas e agressores obtiveram    escores mais altos no Inventário de depressão.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Segundo Lopes Neto    (2005), o autor do <i>bullying</i> apresenta características como comportamento    antissocial, agressivo, impulsivo, satisfação em dominar; é menos satisfeito    com a escola e a família; mais propenso ao absenteísmo e à evasão escolar; normalmente    é popular e representa o líder do grupo. O alvo geralmente é pouco sociável,    inseguro, apresenta baixa autoestima, é passivo, retraído (CLEAVE; DAVIS, 2006),    e é comum que essas características particulares despertem a agressão por parte    do autor de <i>bullying</i>. Blaya (2002) chama a atenção para as dificuldades    sociais com os pares apresentadas pelos alvos e também destaca a diferença na    aparência física ou deficiência, como fatores que incitam atos de intimidação.    Aproximadamente 20% dos alunos autores também sofrem <i>bullying</i>, sendo    denominados alvos/autores por Lopes Neto (2005). A combinação da baixa autoestima    com atitudes agressivas e provocativas é característica desse grupo, e eles    se diferenciam dos alvos típicos por serem impopulares e pelo alto índice de    rejeição entre seus colegas e, por vezes, pela turma toda. Por último, a classificação    de testemunha, trazida pelo autor, marca o grupo de alunos que observa a intimidação    realizada pelos autores, mas não toma uma atitude efetiva para cessá-la.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Blaya (2002), Fante    (2005) e Lopes Neto (2005) convergem quanto às conseqüências do <i>bullying</i>,    quais sejam: desinteresse pela escola, baixo nível de desempenho acadêmico e    prejuízo nos relacionamentos sociais. Lopes Neto (2005) aponta sintomas clínicos    desencadeados por esse tipo de agressão, como enurese noturna, alterações do    sono, dores de cabeça, desmaios, vômitos, entre outros. Fante (2005) apresenta    como principais consequências para as testemunhas do <i>bullying</i> o surgimento    de sensações de insegurança, ansiedade, medo e estresse, as quais comprometem    também o processo socioeducacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Pesquisas recentes    revelam sérias consequências tanto para as vítimas como para os autores de <i>bullying</i>.    Kaltiala-Heino, Fröjd e Marttunen (2009), em seu trabalho, analisaram sinais    de depressão nos envolvidos nessa violência, tanto naqueles que sofrem quanto    nos que praticam. Participaram da investigação 2.070 estudantes de duas escolas    finlandesas, com 15 anos de idade. Os autores concluíram que as vítimas apresentam    maior predisposição para a depressão e avaliaram que haverá prejuízo nas habilidades    sociais desses jovens e na sua autoestima, fator que os torna, cada vez mais,    suscetíveis à vitimização. Outro dado interessante foi uma maior predisposição    à depressão em jovens identificados como autores de <i>bullying</i>, sobretudo    no sexo masculino. O trabalho de Menesini, Modena e Tani (2009) com estudantes    italianos de idades entre 13 e 20 anos revelou, sobretudo em vítimas e autores,    sintomas como: dificuldade de relacionamento entre pares, ansiedade exacerbada    e depressão.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> O <i>bullying</i>    vem ocorrendo em larga proporção nas escolas, porém são difundidas poucas informações    sobre ele à população envolvida (professores, diretores, funcionários alunos    e pais), fato que dificulta sua prevenção (NEME et al., 2008). Na tentativa    de lidar com esse fenômeno, Lopes Neto (2005) prevê que os programas anti-<i>bullying</i>    envolvam pais, professores, funcionários e alunos, visando estabelecer normas,    diretrizes e ações condizentes. Tais intervenções devem priorizar o apoio aos    alvos e a conscientização dos agressores, para, assim, garantir um ambiente    escolar saudável e seguro. Souza (2005) destaca a necessidade de apoio psicossocial    a agressores e vítimas como medida de prevenção para esse fenômeno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Também Ramirez    (2001 apud SOUZA, 2005) e Marriel et al. (2006) destacam a importância da intervenção    junto aos alunos, pais, professores e funcionários, com o objetivo de possibilitar    uma conscientização de todos os envolvidos acerca do fenômeno, o que permitirá    combate-lo. Sapouna et al. (2009) criaram um ambiente virtual de prevenção e    apoio à vítima de <i>bullying</i> chamado <i>Fearnot!</i>, o qual é voltado    para estudantes do ensino fundamental e consiste num ambiente virtual para que    jovens vitimizados possam aprender estratégias para se prevenirem do <i>bullying</i>.    O autor conclui que houve uma diminuição da vitimização após a implementação    desse programa nas escolas pesquisadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Considerando todo    o prejuízo atribuído ao <i>bullying</i> nas esferas pessoal, educacional e familiar,    e a reduzida produção de pesquisas nessa área em âmbito nacional, este trabalho    investigou correlações entre a percepção da violência familiar e a expressão    de violência na escola entre alunos do ensino fundamental II, tendo em vista    a ampliação da compreensão sobre o fenômeno <i>bullying</i> e sobre a relação    entre sua ocorrência e o contexto familiar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b> Método</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b> Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Participaram da presente pesquisa 501 alunos da rede pública matriculados no ensino fundamental II  na cidade de São Paulo, e 47,8% da amostra é formada por meninos e 52,2% por meninas.  Com relação à faixa etária, responderam alunos de 10 a 19 anos, e 90,4% estavam entre  os 11 e 14 anos. Essa faixa foi escolhida em função da maior incidência do <i>bullying</i> entre os  alunos de 11 a 13 anos. Foram selecionadas 8 escolas distribuídas pelas regiões da cidade de São Paulo,  sendo 2 da região central (N = 106), 1 da zona leste (N = 116), 1 da zona sul (N = 38),  2 da zona norte (N = 100) e 2 da zona oeste (N = 141). A partir da definição das regiões,  a seleção da amostra ocorreu por conveniência.</font>    <p></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b> Instrumentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Foi utilizado um    questionário fechado com 13 questões do tipo <i>Lickert</i> de fácil preenchimento    e linguagem condizente à idade e escolaridade da população-alvo, utilizando-se    expressões próprias da idade. Para cada pergunta, o aluno deveria optar por    uma das quatro alternativas: nunca, poucas vezes, às vezes, muitas vezes. O    questionário é constituído por seis questões destinadas a avaliar a percepção    da criança sobre a violência familiar e sete questões que visam verificar a    expressão de violência na escola. Tais questões foram baseadas nos trabalhos    realizados por Grassi-Oliveira, Stein e Pezzi (2006), os quais tinham por objetivo    investigar a existência de situações traumáticas em crianças; também foi consultado    o <i>Conduct Disorder Questions</i> (OLWEUS; BLOCK; RADKE-YARROW, 1986) com    o objetivo de identificar a manifestação do <i>bullying</i> em jovens. Os procedimentos    metodológicos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres    humanos da Universidade Presbiteriana Mackenzie (Protocolo CEP/UPM n<sup>o</sup>    1190/11/2009, Caee n<sup>o</sup> 0089.0.272.000-09).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b> Resultados e discussão</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Posteriormente    à aplicação, os dados foram tabulados e analisados de modo descritivo, como    pode ser visto na Tabela 1. Realizou-se também uma análise de Pearson para verificar    a correlação entre as questões concernentes à família e aquelas relacionadas    à expressão da violência no ambiente escolar (Tabela 2).</font>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b> Tabela 1. Distribuição das porcentagens de respostas conforme alternativas</b></font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ptp/v12n1/n1a04t2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b> Tabela 2. Correlações entre questões relacionadas à família e as relacionadas à expressão da  violência no ambiente escolar</b></font></p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ptp/v12n1/n1a04t1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Do ponto de vista    estatístico, verificaram-se correlações positivas entre a percepção da criança    sobre o fato de a família chama-la de preguiçosa e os relatos de: xingar seus    colegas (p &#60; 0,001; r = 0,204); participar de brigas (p = 0,001; r = 0,153);    uso de drogas (p &#60; 0,001; r = 0,190); e sentir-se desprezada no ambiente    escolar (p &#60; 0,001; r = 0,175). Observou-se também correlação positiva entre    a percepção da criança sobre o fato de os pais discutirem e os relatos de: xingar    seus colegas (p = 0,007; r = 0,122); participar de brigas (p = 0,001; r = 0,153);    sofrer ameaças na escola (p = 0,002; r = 0,136); e sentir-se desprezada (p &#60;    0,001; r = 0,156).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> No que diz respeito    ao relato de ter sofrido agressão na família, verificaram-se correlações positivas    com os relatos de: xingar seus colegas (p = 0,003; r = 0,133); participar de    brigas (p &#60; 0,001; r = 0,218); sofrer ameaças na escola (p &#60; 0,001;    r = 0,170); sentir-se desprezada (p &#60; 0,001; r = 0,215); e sentir prazer    em brigar (p = 0,001; r = 0,153).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Esses dados demonstram    correlações positivas entre as questões ligadas à família e a expressão da violência    no ambiente escolar. Tais resultados apontam para o fato de que a violência    familiar pode estar correlacionada com o aumento da agressividade no ambiente    escolar. Smith (2002) destaca que, entre os fatores de risco para a prática    do <i>bullying</i>, estão as questões familiares e especialmente aquelas que    resultam em expressão de violência e que estão relacionados a um ambiente de    pouco afeto. No caso dos resultados deste trabalho, observa-se fato semelhante,    dada a correlação entre o aumento dos relatos de comportamentos violentos na    escola e ambientes familiares percebidos como mais violentos ou não afetivos    pela criança.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Verifica-se também    a existência de correlação negativa entre os relatos de gostar de estar com    a família e os de: xingar os seus colegas (p &#60; 0,001; r = -0,200); participar    de brigas (p = 0,015; r = -0,110); presenciar brigas na escola (p = 0,021; r    = -0,104); uso de drogas (p = 0,002; r = -0,137); sofrer ameaças na escola (p    = 0,029; r = -0,098); sentir prazer em brigar (p = 0,031; r = -0,097). Ao descrever    se teve apoio da família quando se sentiu desprezada na escola, observaram-se    correlações negativas com o quanto a criança relata xingar os seus colegas (p    = 0,006; r = -0,124). Quando perguntada se existem coisas que gostaria de mudar    na família, foram observadas correlações negativas entre a resposta afirmativa    a essa questão e os relatos de: xingar os seus colegas (p &#60; 0,001; r = -0,157);    sofrer ameaças na escolas (p = 0,002; r = -0,137); sentir-se desprezada (p =    0,004; r = -0,130); sentir prazer em brigar (p = 0,032; r = -0,096).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Essas correlações    negativas apontam para o fato de que, quando o ambiente familiar é percebido    como mais amistoso, acolhedor e tendo maior suporte (como observado nas ocasiões    em que a criança sofre algum tipo de violência na escola e relata ter tido apoio    familiar diante dessa situação) observa-se menor expressão de violência no ambiente    escolar. Tal fato é característico da amostra estudada, visto que 87,5% dos    entrevistados declararam gostar de estar em família. Royer (2002) descreve que    o ambiente de estresse familiar está relacionado com a expressão de comportamentos    de violência em jovens, e destaca que qualquer tipo de intervenção que busque    diminuir a violência escolar deve, para ter eficácia, considerar o ambiente    familiar. Esse autor ressalta ainda que melhoras duradouras nas competências    e habilidades sociais dependem de uma comunicação de qualidade na família.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> O ambiente familiar    e as relações estabelecidas neste são enfatizados por Blaya (2002) como favorecedores    dos comportamentos agressivos característicos do <i>bullying</i>, e, em sua    pesquisa, o ambiente familiar é apontado como um fator que contribui para a    produção da violência nas escolas. Lopes Neto (2005) pontua que o relacionamento    não afetivo e os maus-tratos físicos e emocionais são algumas das condições    familiares que podem favorecer o aparecimento de comportamentos agressivos.    O autor afirma que tais características são mais comuns aos autores do <i>bullying</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b> Conclusão</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Este trabalho investigou    correlações entre a percepção da violência familiar e o relato de expressão    na escola daqueles comportamentos violentos que caracterizam o fenômeno <i>bullying</i>.    Os resultados encontrados permitem concluir que existe uma correlação entre    a percepção do aumento de situações de violência familiar e o maior relato de    violência escolar. Corroborando tal fato, verifica-se que, quando o ambiente    familiar é percebido como mais acolhedor e tendo maior suporte, os relatos de    expressão de violência no ambiente escolar são menos frequentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Entretanto, é necessário    que seja feita uma ressalva com relação ao fato de a expressão da violência    escolar ser influenciada por múltiplos fatores, dos quais a família, apesar    de ocupar uma posição de destaque, é apenas um deles. Dentre outros fatores,    devem-se considerar as características individuais dos jovens, as contingências    do ambiente escolar e os valores sociais atuais. Nesse sentido, os resultados    desta pesquisa devem ser utilizados para se pensar em alternativas de intervenção    que minimizem a expressão da violência na escola e, consequentemente, diminuam    a prática do <i>bullying</i>. Tais resultados, entretanto, não devem ser utilizados    para culpabilizar as famílias ou mesmo a escola, mas podem, por sua vez, mostrar    a forte influência da família no comportamento dos filhos e a reprodução de    certas condutas inadequadas ao ambiente escolar, as quais prejudicam seu desempenho    educacional e aspectos pessoais, como autoestima, autoimagem, processos de socialização,    entre outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> A escola tem um    papel primordial no desenvolvimento das relações interpessoais em consonância    com a função pedagógica. Esse processo deve priorizar os valores que estimulem    o comportamento dentro de normas sociais mais coletivistas, o que, segundo Formiga    e Gouveia (2005), pode contribuir para a diminuição de atitudes violentas. Outro    fator primordial no combate à violência dentro da escola é a formação docente.    Anser, Joly e Vendramini (2003) ressaltam a necessidade de investimentos, orientação    e apoio aos professores por meio do aperfeiçoamento de práticas pedagógicas    e da relação entre professor e aluno, para que se busque, em conjunto com as    famílias, prevenir conflitos e problemas. Nosso trabalho, por tratar-se de um    estudo correlacional, demonstra interações significativas dos relatos de comportamentos    familiares e de violência escolar; entretanto, novos estudos devem ser propostos    para compreender possíveis causas do fenômeno <i>bullying</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Compreendendo-se    a relação família-escola como interdependente, deve-se entender o espaço escolar    como um lugar efetivo de diálogo com as famílias para que sejam discutidas e    pensadas maneiras de combater o comportamento agressivo entre alunos e a violência    nas escolas e na família. Porém, isso deve ocorrer não com a intenção de uma    instância culpabilizar a outra pelo fato, mas com o reconhecimento de ambas    como instituições que devem estabelecer parcerias efetivas para, juntas, implementarem    mudanças de combate ao fenômeno <i>bullying</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> ANSER, M. A. C. I.; JOLY, M. C. R. A; VENDRAMINI, C. M. M. Avaliação do conceito de violência no ambiente  escolar: visão do professor. <b>Psicologia</b>: teoria e prática, v. 5, n. 2, p. 67-81, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212114&pid=S1516-3687201000010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> BLAYA, C. Clima escolar e violência nos sistemas de ensino secundário da frança e da Inglaterra.  In: DEBARBIEUX, É.; BLAYA, C. (Org.). <b>Violência nas escolas e políticas públicas</b>. Brasília:  Unesco, 2002. p. 225-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212116&pid=S1516-3687201000010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> CONSTANTINI, A. <b><i>Bullying</i>, como combatê-lo?</b>: prevenir e enfrentar a  violência entre jovens. São Paulo: Itália Nova, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212118&pid=S1516-3687201000010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> CHAUX, E.; MOLANO, A.; PODLESKY, P. Socio-economic, socio-political  and socio-emotional variables explaining school bullying: a country-wide  multilevel analysis. <b>Aggress Behav.</b>, v. 35, p. 1-10, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212120&pid=S1516-3687201000010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> CLEAVE, J. van; DAVIS, M. M. Bullying and peer victimization among children with  special health care needs. <b>Pediatrics</b>, v. 118, n. 4, p. 1212-1219, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212122&pid=S1516-3687201000010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> CUNHA, J. M. <b>Violência interpessoal em escolas do Brasil</b>: características e  correlatos. 2009. 98 p. Dissertação (Mestrado em Educação)-Universidade Federal  do Paraná. Paraná, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212124&pid=S1516-3687201000010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> FANTE, C. A. Z. <b>Fenômeno <i>bullying</i></b>. São Paulo: Verus, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212126&pid=S1516-3687201000010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> FARRINGTON, D. P. Fatores de risco para a violência juvenil. In: DEBARBIEUX, É.;  BLAYA, C. (Org.). <b>Violência nas escolas e políticas públicas</b>. Brasília:  Unesco, 2002. p. 25-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212128&pid=S1516-3687201000010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> FORMIGA, N. S.; GOUVEIA, V. V. Valores humanos e condutas anti-sociais e delitivas.  <b>Psicologia</b>: teoria e prática, v. 7, n. 2, p. 134-170, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212130&pid=S1516-3687201000010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> GRASSI-OLIVEIRA, R.; STEIN, M. L.; PEZZI, C. J. Tradução e validação de conteúdo da versão  em português do <i>Childhood Trauma Questionnaire</i>. <b>Rev. Saúde Pública</b>, v. 40,  n. 2, p. 249-255, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212132&pid=S1516-3687201000010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> KALTIALA-HEINO, R.; FR&#214;JD, S.; MARTTUNEN, M. Involvement in bullying and depression  in a 2-year follow-up in middle adolescence. <b>Eur. Child Adolesc. Psychiatry</b>, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212134&pid=S1516-3687201000010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> LOPES NETO, A. A. <i>Bullying</i> - comportamento agressivo entre estudantes. <b> Jornal de Pediatria</b>, v. 81, n. 5, p. 164-172, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212136&pid=S1516-3687201000010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> MARRIEL, C. L. et al. Violência escolar e auto-estima de adolescentes.  <b>Cad. Pesq.</b>, São Paulo, v. 36, n. 127, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212138&pid=S1516-3687201000010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> MENESINI, E.; MODENA, M.; TANI, F. Bullying and victimization in adolescence:  concurrent and stable roles and psychological health symptoms. <b>J. Genet. Psychol.</b>,  v. 170, n. 2, p. 115-133, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212140&pid=S1516-3687201000010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> NEME, C. M. B. et al. Fenômeno <i>bullying</i>: análise de pesquisas em psicologia  publicadas no período de 2000 a 2006. <b>Pediatr. Mod.</b>, v. 44, n. 5, p. 200-204, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212142&pid=S1516-3687201000010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> OLWEUS, D. <b>Bullying at school</b>. Cambrigde: Blackwell, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212144&pid=S1516-3687201000010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> OLWEUS, D.; BLOCK, J.; RADKE-YARROW, M. <b>Development of antisocial and prosocial  behavior research, theories, and issues</b>. Orlando, Florida: Academic Press, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212146&pid=S1516-3687201000010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> OLWEUS, D.; SOLBERG, M. E.; ANDRESEN, I. M. Bullies and victims at school: are they  the same pupils? <b>British Journal of Educational Psycology</b>, v. 77, n. 2, p. 441-464, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212148&pid=S1516-3687201000010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> PRIVITERA, C.; CAMPBELL, M. A. Cyberbullying: the new face of workplace bullying?  <b>Cyberpsychol Behav.</b>, v. 12, n. 4, p. 395-400, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212150&pid=S1516-3687201000010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> ROYER, E. A violência escolar e as políticas da formação de professores. In: DEBARBIEUX, É.;  BLAYA, C. (Org.). <b>Violência nas escolas e políticas públicas</b>. Brasília: Unesco, 2002.  p. 251-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212152&pid=S1516-3687201000010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> SAPOUNA, M. et    al. Virtual learning intervention to reduce bullying victimization in primary    school: a controlled trial. <b>J. Child. Psychol. Psychiatry</b>, v. 51, n.    1, p. 104-112, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212154&pid=S1516-3687201000010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> SMITH, P. K. Intimidação por colegas e maneiras de evitá-la. In: DEBARBIEUX, É.; BLAYA, C. (Org.).  <b>Violência nas escolas e políticas públicas</b>. Brasília: Unesco, 2002. p. 187-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212156&pid=S1516-3687201000010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> HERRMANN, F. <b>Andaimes do real</b>: o método da psicanálise. São Paulo:  Brasiliense, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212158&pid=S1516-3687201000010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> SMITH, P. K.; SHARP, S. <b>School bullying</b>: insights and perspectives. London: Routledge, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2212160&pid=S1516-3687201000010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> SOUZA, P. M. L. <b>Agressividade em contexto escolar</b>. 2005. Disponível em:   &lt;t<a href="http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/A0261.pdf">http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/A0261.pdf</a>&gt;.  Acesso em: 29 set. 2009.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size=2> <b><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ptp/v12n1/seta.jpg" border="0"> Endereço para correspondência</A></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"> Marcos Vinícius de Araújo    <br> Rua da Consolação, 896, Prédio 38    <br> Consolação - São Paulo - SP    <br> CEP 01302-907    <br> <i>e-mail</i>: <a href="mailto:marcosaraujo@mackenzie.br">marcosaraujo@mackenzie.br</a><a href="mailto:marcosaraujo@mackenzie.br"></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"size="2"><b><i>Tramita&ccedil;&atilde;o</i></b>    <br>   Recebido em novembro de 2009    <br>   Aceito em março de 2010</font></p>     ]]></body>
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