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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira de Etologia]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamento parental de machos da Ema Rhea americana (Linnaeus, 1758), em ambiente natural, no Rio Grande do Sul]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parental behavior of male rheas Rhea americana (Linnaeus, 1758), in a natural enviroment, in Rio Grande do Sul, Brazil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Passo Fundo Instituto de Ciências Biológicas ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The parental behavior of 3 male rheas Rhea americana with young aged 0 to 30 days (in one case, also with young from 30 to 60 days of life) was observed in a rural property of Coxilha, Rio Grande do Sul, Brazil. Males differed in the frequency and duration of parental behavior displayed and there was a decrease in this behavior towards older young. Parental behavior seems to influence the reproductive success of rhea males.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Comportamento parental de machos da Ema <I>Rhea  americana</I> (Linnaeus, 1758), em ambiente natural, no Rio Grande do Sul<sup><a name="*"></a><a href="#*a">*</a></sup></b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Parental behavior of male rheas Rhea americana (Linnaeus, 1758), in a natural enviroment, in Rio Grande  do Sul, Brazil</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>                                           <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Marcela Adriana de Souza Leite; Tha&iuml;s Leiroz Codenotti</B></font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade de Passo Fundo, Instituto de Ciências Biológicas</FONT></P>        <p align="left"><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="Enda"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><B>RESUMO</B></font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Registrou-se, numa propriedade agropecu&aacute;ria de Coxilha, RS, o comportamento parental de 3 machos  de ema <I>Rhea americana</I> com filhotes de 0 a 30 dias de idade e, num caso, com filhotes de 30 a 60 dias de  idade. Houve diferen&ccedil;as entre os machos na freq&uuml;&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o de categorias do comportamento parental  e decr&eacute;scimo do cuidado da primeira para a segunda faixa de idade. O cuidado parental parece estar  relacionado ao sucesso reprodutivo dos machos."</font></p>       <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><B>Descritores:</B> Comportamento dos pais (animal), Emas, <I>Rhea americana.</I></font></p>  <hr noshade size="1">      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><B>ABSTRACT</b></font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The parental behavior of 3 male rheas  <I>Rhea americana</I> with young aged 0 to 30 days (in one case, also with young from 30 to 60 days of life) was observed in a rural property of Coxilha, Rio Grande do Sul,  Brazil. Males differed in the frequency and duration of parental behavior displayed and there was a decrease in  this behavior towards older young. Parental behavior seems to influence the reproductive success of  rhea males.</font></p>       <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Index terms:</b> Animal parental behavior, Greater Rhea, <I>Rhea americana.</I></font></p>   <hr noshade size="1">      <P>&nbsp;</p>     <P>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O modo de fertiliza&ccedil;&atilde;o pode ser  considerado, nos vertebrados, como relevante para a determina&ccedil;&atilde;o do progenitor que fornecer&aacute;  cuidado parental. A fertiliza&ccedil;&atilde;o interna coincide com o cuidado parental por parte da m&atilde;e, j&aacute; que,  no intervalo entre a fertiliza&ccedil;&atilde;o e o nascimento do filhote, o macho pode desertar. J&aacute; no caso  da fecunda&ccedil;&atilde;o externa, se os ovos s&atilde;o liberados antes do esperma, h&aacute; a oportunidade de a  f&ecirc;mea desertar (Ridley, 1978). A sele&ccedil;&atilde;o natural favorecer&aacute; a deser&ccedil;&atilde;o de um dos progenitores,  quando este tenha alta probabilidade de acasalar-se de novo e quando a deser&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tenha um  efeito grande na sobreviv&ecirc;ncia das crias (Lazarus, 1972; Trivers, 1972).</font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas aves, em que sempre acontece fertiliza&ccedil;&atilde;o interna, o sucesso reprodutivo pode  ser limitado pela taxa de fornecimento de alimento aos filhotes no ninho. Pelo menos entre as  esp&eacute;cies onde a alimenta&ccedil;&atilde;o parental &eacute;  importante, pode-se supor que, em princ&iacute;pio, os pais,  juntos, ser&atilde;o capazes de alimentar o dobro de  filhotes do que um deles sozinho, havendo maior sucesso reprodutivo de machos e f&ecirc;meas  que cooperam no cuidado. Alguns autores acreditam que nas Ratitas e nos Tinamiformes o  cuidado parental exclusivo dos machos &eacute; a forma  primitiva existente (Elzanowsk, 1995; Handford  & Mares, 1985; Van Rhijn, 1984). J&aacute; o  cuidado biparental do avestruz,  por exemplo, seria  uma resposta  &agrave; forte preda&ccedil;&atilde;o nas savanas  africanas, que evoluiu para um sistema de postura  comum. A atividade dos predadores pode levar ao  prolongamento do investimento parental, no sentido de uma estrat&eacute;gia defensiva (Wilson, 1975).</font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Brown (1998), a defini&ccedil;&atilde;o de  quem assumir&aacute; o comportamento parental depende  do sistema de acasalamento da esp&eacute;cie. O  cuidado parental exclusivo do macho da ema <I>Rhea  americana</I> &eacute; determinado pelo sistema de  acasalamento polig&iacute;nico-poli&acirc;ndrico,  que garante a  aptid&atilde;o gen&eacute;tica tanto dos machos como das  f&ecirc;meas. Quanto mais f&ecirc;meas adultas vi&aacute;veis  conseguir para o seu har&eacute;m, mais genes o macho  conseguir&aacute; passar na fertiliza&ccedil;&atilde;o. O &ecirc;xito da  f&ecirc;mea est&aacute; diretamente relacionado ao n&uacute;mero de  machos com os quais forma har&eacute;m durante os  seis meses do per&iacute;odo reprodutivo. O macho  pode ter ainda, um ganho a longo prazo, preparando os filhotes machos para serem futuros  cuidado-res, e, conseq&uuml;entemente serem escolhidos  pelas f&ecirc;meas (Codenotti, 1995). </font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As crias de <I>Rhea americana </I>s&atilde;o nid&iacute;fugas  e em menos de um dia da eclos&atilde;o podem andar  e correr, sem receber do pai qualquer tipo de alimento. A fun&ccedil;&atilde;o do macho destina-se a vigiar  o ambiente, reunir os filhotes, ocult&aacute;-los e  conduzi-los a locais com fartos recursos,  alternando comportamentos &agrave; medida em que a idade  da prole aumenta (Codenotti, 1995). O objetivo da presente pesquisa foi comparar o  cuidado parental de tr&ecirc;s machos de <I>R..  americana</I> e este cuidado em duas classes de idade dos filhotes.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><B>M&eacute;todos</B></font></p>     <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa foi realizada numa propriedade agropecu&aacute;ria de 1.023 ha, a granja "Passo  do Assis" (52&#186; 24' 052"W, 28&#186; 07' 029"S), situada  no munic&iacute;pio de Coxilha, no Rio Grande do  Sul. Sua topografia &eacute; suave, com ondula&ccedil;&otilde;es  moderadas no terreno e predom&iacute;nio do bi&oacute;tipo  pasto cultivado para alimentar a pecu&aacute;ria,  ocorrendo tamb&eacute;m os cultivos de soja e milho no ver&atilde;o,  e de aveia, trigo e cevada no inverno. A granja possui matas, campos nativos e restingas  preservadas, recursos h&iacute;dricos abundantes e um  sistema agropecu&aacute;rio que procura respeitar a flora  e a fauna silvestres. </font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram observados tr&ecirc;s bandos de machos, com crias na idade de 0 a 30 dias de vida  (M1, M2 e M3). O bando do macho M1 tamb&eacute;m  foi observado com crias na idade de 30 a 60 dias  de vida. Registrou-se, em janeiro e fevereiro de 2001, totalizando 12 dias inteiros e  consecutivos para cada idade das crias, os  comportamentos de cuidado do macho (incluindo: conduzir  cria, proteger cria, ocultar cria, chamar cria,  fugir oferecendo prote&ccedil;&atilde;o, fugir sem dar prote&ccedil;&atilde;o  &agrave;s crias, atacar estranhos) do clarear do dia ao  anoitecer, sendo feitas observa&ccedil;&otilde;es at&eacute; registrar-se  o local de pouso do bando. Usou-se o m&eacute;todo  do animal focal, com dois registros cont&iacute;nuos de  15 min cada, a cada hora (125 de aplica&ccedil;&atilde;o),  avaliando-se freq&uuml;&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o das categorias,  e, nos intervalos, o m&eacute;todo ad libitum para o  registro de eventos relevantes  totalizando-se 720 horas de esfor&ccedil;o de campo. </font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><B>Resultados</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As categorias de cuidado executadas pelos machos foram desempenhadas em  freq&uuml;&ecirc;ncia diferente, sendo a mais freq&uuml;ente a de  conduzir cria, e a menos freq&uuml;ente a de  atacar estranhos (Figura 1). O &ecirc;xito reprodutivo  diferiu entre os machos: M1, 71,4 % (n&uacute;mero  inicial = 7; n&uacute;mero final = 5 filhotes); M2, 0%  (n&uacute;mero inicial = 2, n&uacute;mero final = 0); M3, 83,3  % (n&uacute;mero inicial = 12, n&uacute;mero final = 10). </font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/reto/v7n1/1a05f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A freq&uuml;&ecirc;ncia m&eacute;dia por dia das  categorias parentais, para os tr&ecirc;s machos, est&aacute; na Tabela  1. M3, o macho que tamb&eacute;m teve maior  &ecirc;xito reprodutivo, obteve as maiores m&eacute;dias de  freq&uuml;&ecirc;ncia di&aacute;ria em tr&ecirc;s importantes categorias  do cuidado parental: conduzir cria, proteger cria  e fuga com prote&ccedil;&atilde;o. M1 fugiu v&aacute;rias vezes  sem oferecer prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s crias, especialmente  diante de situa&ccedil;&otilde;es pouco usuais na granja (avi&otilde;es  pulverizadores), e M2 abandonou as crias quando atacado por aves de  rapina (gavi&otilde;es e falc&otilde;es) e quando ouvia latidos de c&atilde;es, ou devido a  outras interfer&ecirc;ncias humanas. N&atilde;o foi observada a  categoria fuga sem prote&ccedil;&atilde;o no caso de M3. M2  foi o macho que mais vezes apresentou a categoria atacar estranhos  sempre direcionado &agrave;  presen&ccedil;a de cavalos e de bois no pasto. J&aacute; M1  atacou em menor escala, mas em 75% das vezes seu  alvo foi a observadora. Os animais atacados por M3 foram: um lagarto e um c&atilde;o.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/reto/v7n1/1a05t1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram encontradas diferen&ccedil;as no cuidado parental dispensado nas duas idades, de  0-30 e de 30-60 dias de vida dos filhotes, tanto para a freq&uuml;&ecirc;ncia como para a  dura&ccedil;&atilde;o dos comportamentos (Tabela 2, Friedman, p &lt;  0.05). Quanto &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia, houve diferen&ccedil;as entre  0-30 e 30-60 dias nas categorias conduzir cria (Wilcoxon, p &lt; 0,01) e chamar a cria  (Wilcoxon, p &lt; 0,01). Quanto &agrave; dura&ccedil;&atilde;o, houve  diferen&ccedil;as nas categorias conduzir cria (Wilcoxon, p &lt;  0,01), proteger cria (Wilcoxon, p &lt; 0,01), ocultar  cria (Wilcoxon, p &lt; 0,01), fuga com  prote&ccedil;&atilde;o (Wilcoxon, p &lt; 0,01) e chamar cria  (Wilcoxon, p &lt; 0,05). Em todos os casos, o cuidado  parental era maior para a faixa de 0-30 dias de idade  do que para a faixa de 30-60 dias de idade.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/reto/v7n1/1a05t2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se, na idade de 0 a 30 dias, uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre entre a dura&ccedil;&atilde;o  das categorias fuga com prote&ccedil;&atilde;o e chamar  cria (Spearman, p &lt; 0,05), e entre a freq&uuml;&ecirc;ncia  das categorias conduzir cria e proteger cria (Spearman, p &lt; 0,0595), ocultar cria e  chamar cria (Spearman, p &lt; 0,05), fuga com prote&ccedil;&atilde;o  e chamar cria (Spearman, p &lt; 0,05). Na idade de  30<SUP> </SUP>a 60 dias, houve correla&ccedil;&atilde;o somente entre  atacar estranho e chamar cria (Spearman,  p &lt; 0,05).</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><B>Discuss&atilde;o</B></font></p>     <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presen&ccedil;a dos machos contribuiu claramente para a alimenta&ccedil;&atilde;o dos filhotes. Os  machos forrageavam em busca de cupins, cobras e insetos grandes como besouros, facilitando  a ingest&atilde;o dos filhotes; conduziam o grupo a  lugares e bi&oacute;topos que privilegiam a  alimenta&ccedil;&atilde;o, como ocorreu em alguns pontos da granja  onde se encontravam os butiazeiros (<I>Butia  capitata</I>) em fase de frutifica&ccedil;&atilde;o que atraem grande  n&uacute;mero de insetos, muito apreciados pelas emas. A  escolha dos machos pelo campo nativo como principal &aacute;rea de alimenta&ccedil;&atilde;o pode decorrer do  fato de nela haver abund&acirc;ncia de plantas,  destacando-se as aster&aacute;ceas em fase de flora&ccedil;&atilde;o, que  atraem insetos e gado bovino que enriquece o ambiente com insetos atra&iacute;dos pelas fezes dos animais.</font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os machos conduziam a prole para beber &aacute;gua sempre no mesmo hor&aacute;rio (das 10  h.30min at&eacute; &aacute;s 12:00 h). Isto ocorria sempre antes do  pico de freq&uuml;&ecirc;ncia da categoria esconder os  filhotes que ocorria no meio do dia, momento de  sol forte. O comportamento ocorria geralmente quando havia sol, os machos protegiam-se &agrave;s  vezes sob a sombra de arvoretas isoladas, no meio do campo, por&eacute;m jamais em bosques e matas  fechadas, nas quais estaria menor sua capacidade de vigil&acirc;ncia. </font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fato de os machos ocuparem-se diretamente dos filhotes quando parece que mais  conviria entrar em novas parcerias reprodutivas, coloca a quest&atilde;o das vantagens provenientes  do cuidado (Ades, 2003). Uma vantagem &oacute;bvia  decorre da rela&ccedil;&atilde;o de parentesco, o cuidado  oferecido aos filhotes, aumentar&aacute; as chances de  que se desenvolvam e de que se reproduzam. O maior &ecirc;xito reprodutivo, no presente estudo, foi  o de M3 que teve as m&eacute;dias mais altas em  importantes categorias de cuidado parental  (conduzir cria, proteger cria e fuga com prote&ccedil;&atilde;o).  Somente atacou inimigos potentes, n&atilde;o investindo  energia com indiv&iacute;duos freq&uuml;entes no h&aacute;bitat,  como bois e cavalos. M2, cuja prole n&atilde;o  sobreviveu, teve menor desempenho paterno e foi o que  menos tempo dedicou aos filhotes. Nem sempre suas escolhas comportamentais eram as mais  apropriadas: por exemplo, sua escolha do bi&oacute;topo  usual, uma "v&aacute;rzea" delimitada por valas e  bosques, de onde a fuga de predadores somente  podia ser efetuada atrav&eacute;s de duas passagens isoladas  e estreitas em pontos extremos. M2 fugiu sem dar prote&ccedil;&atilde;o aos filhotes mesmo diante de  predadores a&eacute;reos como o falc&atilde;o (<I>Poliborus plancus</I>).</font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A porcentagem de sobreviv&ecirc;ncia dos filhotes foi menor na faixa de 30-60 dias, em que  filhotes maiores foram mais predados. Nessa idade &eacute; que o  cuidado parental diminuiu,  muitas vezes por causa da maior independ&ecirc;ncia dos  filhotes. A categoria de conduzir cria diminuiu em tempo e freq&uuml;&ecirc;ncia com a idade, pois as  crias afastavam-se gradativamente do pai indo  atr&aacute;s de alimento e o macho as seguia,  chamando-as para oferecer prote&ccedil;&atilde;o. O comportamento  de ocultar cria aconteceu com freq&uuml;&ecirc;ncia  relativamente igual nas duas faixas de idade, mas a  dura&ccedil;&atilde;o na segunda faixa de idade diminuiu;  os filhotes saiam de debaixo das asas do pai para alimentar-se perto dele.</font></p>      <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados da presente pesquisa sugerem que o sucesso reprodutivo de  <I>R. americana </I>depende do desempenho de comportamentos  de cuidado e da qualidade paterna do macho. Fornecem tamb&eacute;m uma informa&ccedil;&atilde;o a respeito  do desenvolvimento dos filhotes e da sua repercuss&atilde;o na diminui&ccedil;&atilde;o do comportamento paterno.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ades, C. (1998). Psicologia do cuidado  parental.<B> </B>Em M. J. R. Paranhos da Costa (Ed.), <I>Comportamento materno em mam&iacute;feros: Bases te&oacute;ricas e aplica&ccedil;&otilde;es  aos ruminantes dom&eacute;sticos</I> (pp.31-51)<I>.</I> S&atilde;o Paulo: Sociedade Brasileira de Etologia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185371&pid=S1517-2805200500010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brown, R. (1998). Horm&ocirc;nios e  comportamento parental. Em M. J. R. Paranhos da Costa (Ed.)<I>, Comportamento materno em mam&iacute;feros: Bases  te&oacute;ricas e aplica&ccedil;&otilde;es aos ruminantes dom&eacute;sticos  </I>(p. 54)<I>. </I>S&atilde;o Paulo: Sociedade Brasileira de Etologia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185372&pid=S1517-2805200500010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Codenotti, T. L. (1995). <I>Organizaci&oacute;n social  y comportamiento reproductivo del &Ntilde;and&uacute;, Rhea   americana (L.) em Rio Grande del Sul, Brasil</I>. Tesis Doctoral. Universidad de C&oacute;rdoba, Espa&ntilde;a.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185373&pid=S1517-2805200500010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Clutton-Brock, T. H. (1991). <I>The evolution of  parental care</I>. Nova Jersey: Princeton University Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185374&pid=S1517-2805200500010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Darwin, C. (1981)<I>. The descent of man and selection  in relation to sex</I> (reprod, facs. De la ed. de London: J. Murria, 1871). Princeton NJ: Princeton University Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185375&pid=S1517-2805200500010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Elzanowski, A. (1995). The evulution of parental  care in birds with reference to fossil embrios. <I>Acta XVIII Congr. Int. Ornithol.,</I> p. 178.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185376&pid=S1517-2805200500010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Handford, P. T., &. Mares, M. A. (1985). The  mating systems of Ratites and Tinamous. An <I>evo lutionary perspective. Biological Journal of the Linnean  Society, 25</I>, 77-104.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185377&pid=S1517-2805200500010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Krebs, J. R., & Davies, N. B.  (1996).<I> Introdu&ccedil;&atilde;o a ecologia comportamental</I>. S&atilde;o Paulo: Atheneu.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185378&pid=S1517-2805200500010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lazarus, J. (1972). Natural selection and the  functions of flocking in birds: A reply to murton. <I>Ibis, 114</I>, 556-558.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185379&pid=S1517-2805200500010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Riedman, M. L. (1982). The evolution of  alloparental care and adaptioni in mammals and birds. <I>Quarterly Review of Biology,  57</I>(4), 405-435.</I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185380&pid=S1517-2805200500010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ridley, M. (1978). Paternal care<I>.</I> <I>Animal  Behavior, 26</I>(3), 904-932.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185381&pid=S1517-2805200500010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sart&oacute;rio, R., & Vieira, M. T. (2001). An&aacute;lise  hist&oacute;rica e perspectivas atuais no estudo do comportamento parental em animais. <I>Revista de  Etologia, 3</I>(2), 119-128.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185382&pid=S1517-2805200500010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trivers, R. L. (1972). <I>Parental investment and  sexual selection</I>. In B. Campbell, <I>Sexual selection and descent of man</I>. Chicago: Aldine.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185383&pid=S1517-2805200500010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Van Rhijn, J. V. (1984). Phylogenetical constrain  in the evulution of parental care strategies in birds. <I>Netherlands Journal of Zoology, 34,</I> 103-122.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185384&pid=S1517-2805200500010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana,Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wilson, E. O. (1975). Espaciamento social,  incluyendo el territorio. Em E. O. Wilson, <I>Sociobiologia - la nueva s&iacute;ntesis </I>(Cap. 12, pp. 267-290).  Barcelona: Omega.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3185385&pid=S1517-2805200500010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p align="left"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><img src="../img/revistas/reto/v7n1/seta.gif"><a name="end"></a><a href="#enda">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Tha&iuml;s Leiroz Codenotti    <br>   Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, Universidade de Passo Fundo    <br>   Caixa Postal 611, 99001-970, Passo Fundo, RS, Brasil    <br>    <i>E-mail</i>: <a href="mailto:marcela@consorciolambari.com.br<">marcela@consorciolambari.com.br</a>; <a href="mailto:thais@upf.tche.br">thais@upf.tche.br</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><I>Recebido em 17 de junho de 2005    <br> Revis&atilde;o recebida em 14 de setembro de 2005     <br> Aceito em 3 de outubro de 2005</I></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="*a"></a><a href="#*">*</a></sup> Agradecemos a Alberi de Souza Leite e a Maria Osmilda de Souza Leite, pela ajuda na coleta e  transcri&ccedil;&atilde;o dos dados, a M&aacute;rcia Jorge pela ajuda na elabora&ccedil;&atilde;o das planilhas de dados e ao propriet&aacute;rio  da granja Passo do Assis e ao engenheiro agr&ocirc;nomo C&eacute;sar Pereira F&eacute;lix por possibilitarem a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa.</font></p>     ]]></body>
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