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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESENHA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Ass&eacute;dio moral no trabalho</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Mobbing in the workplace</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Asedio moral en el trabajo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Eduardo Pinto e Silva<sup><a name="ast"></a><a href="#ast2">*</a></sup></b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade Federal de S&atilde;o Carlos - UFSCAR - Brasil</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end"></a><a href="#end2">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Ass&eacute;dio Moral no Trabalho    <br>   Autores: Maria Ester de Freitas, Roberto Heloani e    <br>   Margarida Barreto.    <br> S&atilde;o Paulo: Cengage Leaning, 2008</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O livro <i>Ass&eacute;dio moral</i> no trabalho, de autoria de Maria Ester de Freitas (FGVSP),   Roberto Heloani (UNICAMP e FGV-SP) e Margarida Barreto (Faculdade   de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Santa Casa-SP e PUC-SP), apresenta estrutura clara,   did&aacute;tica e concisa e enfoca o tema do terror psicol&oacute;gico no trabalho de forma   aprofundada e comprometida, social e politicamente, com as necess&aacute;rias,   sen&atilde;o urgentes, transforma&ccedil;&otilde;es sociais e organizacionais. Ao abordar a quest&atilde;o   do ass&eacute;dio moral de forma contextualizada &agrave;s atuais configura&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticoinstitucionais,   s&oacute;cio-culturais e organizacionais do mundo do trabalho, contribui   sobremaneira para a constru&ccedil;&atilde;o de uma abordagem cr&iacute;tica e processual do   fen&ocirc;meno, constituindo-se como refer&ecirc;ncia obrigat&oacute;ria tanto para aqueles que   buscam orienta&ccedil;&otilde;es e conhecimentos introdut&oacute;rios sobre o assunto como para os que j&aacute; nele se embrenharam.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O grande m&eacute;rito da publica&ccedil;&atilde;o reside na abordagem do ass&eacute;dio moral   no trabalho como problema fundamentalmente social e organizacional,   intrinsecamente relacionado &agrave;s mudan&ccedil;as do sistema produtivo, contrapondose,   assim, &agrave;s compreens&otilde;es psicologizantes, patologizantes e a-hist&oacute;ricas,   frequentemente presentes nas discuss&otilde;es de temas co-relacionados, tal como as do <i>bullying</i> escolar e do <i>stress</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A recusa radical &agrave; compreens&atilde;o psicologizante e a-hist&oacute;rica se evidencia   logo nas reflex&otilde;es introdut&oacute;rias, na qual os autores consideram que vivemos   numa sociedade na qual predomina a competi&ccedil;&atilde;o generalizada e nas quais os   valores sociais s&atilde;o reduzidos ao valor do mercado. A viol&ecirc;ncia, compreendida como eminentemente social, latente e induzida, &eacute; relacionada a um processo de corros&atilde;o dos v&iacute;nculos sociais e dos valores coletivos e de exacerba&ccedil;&atilde;o do individualismo. Tais aspectos s&atilde;o relacionados &agrave;s mudan&ccedil;as do sistema produtivo e &agrave;s novas formas de gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho que, sob o discurso do reconhecimento da subjetividade, a instrumentalizam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sociedade e o trabalho, sob a &eacute;gide da l&oacute;gica e da ideologia gerenciais, concretizam a   reifica&ccedil;&atilde;o e rentabiliza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias mistas de coer&ccedil;&atilde;o e sedu&ccedil;&atilde;o.   O trabalho, fundamento do ser social e de sua identidade, torna-se, paradoxalmente,   atividade em que os indiv&iacute;duos s&atilde;o negados e instrumentalizados, redundando em in&uacute;meros   processos s&oacute;cio-organizacionais de ass&eacute;dio moral que colocam em xeque as pol&iacute;ticas   de afetividade e os ditos programas de comprometimento das empresas que, baseados   nas teorias da intelig&ecirc;ncia emocional, pregam a empatia e o contentamento geral num   ambiente no qual predominam o cinismo, o sarcasmo, a nega&ccedil;&atilde;o dos afetos e a competi&ccedil;&atilde;o e indiferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao outro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os autores explicitam o risco do debate do terror psicol&oacute;gico no trabalho, protagonizado   por "fac&iacute;noras organizacionais" (p.41) de carne e osso, ser "confinado a um mero conflito   entre indiv&iacute;duos psicologizados" e redundar na atribui&ccedil;&atilde;o de culpa a "indiv&iacute;duos perversos,   quando sabe-se que essa rela&ccedil;&atilde;o perversa nutre-se da institucionaliza&ccedil;&atilde;o e do encorajamento de um modelo de gest&atilde;o fundado em maus-tratos, em pr&aacute;ticas s&aacute;dicas" (p.13).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A argumenta&ccedil;&atilde;o, baseada em v&aacute;rios exemplos de pesquisas de Barreto sobre o ass&eacute;dio   moral no Brasil (<i>Uma jornada de humilha&ccedil;&otilde;es</i>, 2000; <i>Ass&eacute;dio moral: a viol&ecirc;ncia sutil</i>,   2005) e de renomados autores europeus, assim como em uma s&eacute;rie de considera&ccedil;&otilde;es de   seus aspectos jur&iacute;dicos e pol&iacute;ticos, nacionais e internacionais, aponta que o fen&ocirc;meno,   embora hist&oacute;rico, se intensifica nas atuais mudan&ccedil;as do sistema produtivo e da gest&atilde;o:   "o modo como o trabalho est&aacute; organizado e &eacute; gerido favorecem rela&ccedil;&otilde;es violentas"; o   imperativo da flexibilidade &eacute; relacionado &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o de "regras incertas, mut&aacute;veis,   promessas n&atilde;o cumpridas, reconhecimentos negados, puni&ccedil;&otilde;es arbitr&aacute;rias, exig&ecirc;ncias de submiss&atilde;o de uns e arrog&acirc;ncia de outros" (p.12).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sendo assim, apresentam importante defini&ccedil;&atilde;o do conceito de ass&eacute;dio moral, tanto do   ponto de vista epistemol&oacute;gico quanto pol&iacute;tico: "o ass&eacute;dio moral &eacute; uma conduta abusiva,   intencional, freq&uuml;ente e repetida, que ocorre no ambiente de trabalho e que visa diminuir,   humilhar, vexar, constranger, desqualificar e demolir psiquicamente um indiv&iacute;duo ou um   grupo, degradando as suas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, atingindo sua dignidade e colocando em risco a sua integridade pessoal e profissional" (p.37).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre a discuss&atilde;o sobre os estudos pioneiros e   sobre o termo <i>bullying</i>, utilizado na Inglaterra para referir-se tanto ao fen&ocirc;meno do ass&eacute;dio   moral no trabalho como &agrave; viol&ecirc;ncia entre estudantes nas escolas, merecem ser explicitadas, levando-se em conta o pragmatismo que compreendemos neles se fazer presente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os autores indicam que, no in&iacute;cio dos anos oitenta, Heinz Leymann, doutor em Psicologia do Trabalho e professor na Universidade de Estocolmo, realizou suas primeiras pesquisas e estudos sobre ambiente de trabalho e sa&uacute;de, chegando a resultados preocupantes sobre o sofrimento no trabalho. Ao alargar suas pesquisas para toda a regi&atilde;o escandinava e pa&iacute;ses de l&iacute;ngua alem&atilde;, Leymann guiou-se por uma preocupa&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica - o combate e preven&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno &ndash; assim como por um aprofundamento do conhecimento te&oacute;rico, materializado na publica&ccedil;&atilde;o de <i>P&eacute;rsecution au travail</i>, em 1993, na qual se utilizou dos termos em ingl&ecirc;s <i>mobbing</i> e <i>psicoterror</i> (terror psicol&oacute;gico).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pioneirismo de Hirigoyen, psiquiatra, psicanalista e psicoterapeuta familiar, na   discuss&atilde;o do ass&eacute;dio moral na Fran&ccedil;a, tamb&eacute;m &eacute; devidamente reconhecido. Seu primeiro   livro foi publicado em 1998, sob o t&iacute;tulo <i>Harc&eacute;lement moral: la violence perverse au   quotidien</i> e foi amplamente divulgado, inclusive nos primeiros estudos brasileiros,   publicados pelos autores do livro aqui em discuss&atilde;o. Estes apresentam a defini&ccedil;&atilde;o   do conceito de ass&eacute;dio moral da autora (p.29), no qual ela refere-se a atitudes ou   procedimentos repetitivos que degradam as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e que atentam contra a   dignidade, sa&uacute;de e vida profissional, assim como a sua classifica&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno (p.33-   34) em quatro grupos: deteriora&ccedil;&atilde;o proposital das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho; isolamento e   recusa de comunica&ccedil;&atilde;o; atentado contra a dignidade; viol&ecirc;ncia verbal, f&iacute;sica ou sexual. Tal   classifica&ccedil;&atilde;o, permeada por um senso pr&aacute;tico, &eacute; explorada pelos autores numa perspectiva   oposta &agrave; do pragmatismo, a saber: a da dimens&atilde;o dial&eacute;tica do ass&eacute;dio moral e das suas   m&uacute;ltiplas formas, n&atilde;o limitadas &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es ou rela&ccedil;&otilde;es formais de poder. Por fim, aludem   tamb&eacute;m &agrave;s reconsidera&ccedil;&otilde;es que a autora francesa fez em seu segundo livro, <i>Malaise dans   le travail"</i> (2001), no qual reconheceu uma tend&ecirc;ncia ao enfoque psicol&oacute;gico da intera&ccedil;&atilde;o   agressor-v&iacute;tima em <i>Harc&eacute;lement moral</i> e no qual ent&atilde;o buscou analisar o contexto mais geral da viol&ecirc;ncia na sociedade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Consideramos necess&aacute;rio considerar que o termo <i>bullying</i> foi pioneiramente empregado   em 1978 pelo noruegu&ecirc;s Dan Olweus, n&atilde;o citado pelos referidos autores, em trabalho   intitulado <i>Agression in the schools: bullies and whipping boys</i>, e, portanto, foi inicialmente   mais circunscrito ao ambiente escolar. Vale mencionar que j&aacute; em 1973, em <i>Personality and   agression</i>, publicado pelos editores Cole e Jansen por ocasi&atilde;o do <i>Nebraska Symposium   on Motivation</i>, Olweus buscou demonstrar motiva&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas para compreens&atilde;o   de atitudes agressivas. J&aacute; em 1993, Olweus publicou <i>Bullying at school: what we knom   and what we can do</i>, no qual novamente discutiu o contexto escolar e reiterou sua vis&atilde;o   psicologizante e pragm&aacute;tica, que consideramos, de algum modo, ainda que indiretamente,   fator de influ&ecirc;ncia nos aspectos psicol&oacute;gicos e classificat&oacute;rios da primeira obra de   Hirigoyen, provavelmente a mais lida refer&ecirc;ncia sobre o ass&eacute;dio moral no mundo e refer&ecirc;ncia obrigat&oacute;ria dos estudos nacionais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1994, Smith e Sharp, tamb&eacute;m n&atilde;o citados, publicaram na Inglaterra <i>School   bullying: insigths and perspectives</i>, no qual fazem refer&ecirc;ncias &agrave; obra de Olweus. Smith   (professor de Psicologia do Departamento de Psicologia da Universidade de Sheffield) e Sharp (psic&oacute;loga educacional do <i>Barnsley Psycholgical Service</i>) adotam a vis&atilde;o psicologizante de Olweus e do pragmatismo neobehaviorista de combate do fen&ocirc;meno atrav&eacute;s do treinamento da assertividade das v&iacute;timas (<i>"Assertiveness training for bullied pupils"</i>, p.121-131), ainda que n&atilde;o o confinem na escola e entre os pares, pois afirmam que o "bullying pode ser descrito como sistem&aacute;tico abuso de poder" que "pode ocorrer em v&aacute;rios contextos, incluindo o local de trabalho e o dom&eacute;stico" , assim como "for&ccedil;as armadas, pris&otilde;es e escolas" (Smith &amp; Sharp, 1994, p.2), aspecto tamb&eacute;m considerado por Freitas, Heloani e Barreto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, julgamos que esses dados hist&oacute;ricos sobre o conceito de <i>bullying</i> e dos   substratos pragm&aacute;ticos que possa ter imprimido na discuss&atilde;o do ass&eacute;dio moral, at&eacute; mesmo   nas contribui&ccedil;&otilde;es mais criticas, poderiam ter sido melhor explicitados pelos autores,   de forma que suas pr&oacute;prias preocupa&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter did&aacute;tico-classificat&oacute;rio e jur&iacute;dicoinstitucional   n&atilde;o venham a ser engolfados pelo furor do pragmatismo das organiza&ccedil;&otilde;es empresariais e das consultorias, motor do ass&eacute;dio moral no trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As considera&ccedil;&otilde;es apresentadas s&atilde;o parte do of&iacute;cio de resenhar uma obra que, n&atilde;o   obstante, deve e necessita ser apontada como contribui&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica imprescind&iacute;vel, ainda   que a leitura das pesquisas de Barreto (2000; 2005) continue a ser a mais valiosa fonte de dados emp&iacute;ricos sistematizados e analisados em nosso pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Barreto, M. M. S. (2000). Uma jornada de humilha&ccedil;&otilde;es. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Social. PUC, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3348787&pid=S1519-549X200800010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Barreto, M. M. S. (2005). Ass&eacute;dio moral: a viol&ecirc;ncia sutil. An&aacute;lise epidemiol&oacute;gica e psicossocial   no trabalho no Brasil. Tese de Doutorado, n&atilde;o publicada, em Psicologia Social. Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3348789&pid=S1519-549X200800010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hirigoyen, M-F. (2001). Malaise dans le travail. Harcelement moral: Demeler le vrai du faux. Paris, Editions La Decouverte and Syros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3348791&pid=S1519-549X200800010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Olweus, D. (1993). Bullying at School: What We Know and What We Can Do. Cambridge, MA: Blackwell Publishers</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3348793&pid=S1519-549X200800010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Smith, P. &amp; Sharp, S. (1994). School Bullying. Insights and perspectives. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3348794&pid=S1519-549X200800010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end2"></a><a href="#end"><img src="/img/revistas/rpp/v8n15/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a>    <br>   Eduardo Pinto e Silva    <br>   E-mail:  <a href="mailto:dups@ig.com.br">dups@ig.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 20&#47;05&#47;2008    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Aceito em: 23&#47;06&#47;2008</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="ast2"></a><a href="#ast">*</a></sup> Psic&oacute;logo pela PUC-SP, mestre e doutor em Educa&ccedil;&atilde;o   pela UNICAMP, Professor Adjunto da UFSCAR - Brasil, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o da UFSCAR.</font></p>      ]]></body>
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