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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Foco e estratégia da supervisão clínica em psicoterapia breve]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[As clinical supervisor within the context of the Clinical School regarding BriefPsychotherapy, we have given consideration to the situation of the teachingapprenticeshipon Clinical Psychology, to the Brief Psychotherapy technique and tothe role of the clinical supervision in the development of a Psychologist. We haveintroduced the ideas of Focus and Strategies of the Brief Psychotherapy supervision,related principally to the shaping of the supervision situation, reverting backquestions as to what we are doing and to whom or with whom we are doing what weare doing. In order to orient this discussion, we present a series of studies on thesubject, plus a research performed with our students during an academic semester,about their training experiences. This data provides subsidies for the discussionrelated to the supervision work.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicoterapia breve]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS </b></font></p></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Foco e estrat&eacute;gia da supervis&atilde;o cl&iacute;nica em psicoterapia breve</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Focus and strategy of the clinical supervision on brief psychotherapy</b></font></p> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Cleusa Kazue Sakamoto<sup><a name="1"></a><a href="#1a">1</a></sup></b></font></p> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade Presbiteriana Mackenzie, Faculdade de Psicologia, Departamento dePsicologia Cl&iacute;nica</font>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#end1">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade="noshade" size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Encaminharmos a presente discuss&atilde;o, apresentamos uma rela&ccedil;&atilde;o de estudos sobre oassunto e uma pesquisa realizada com nossos alunos-estagi&aacute;rios de um semestreletivo, sobre suas experi&ecirc;ncias de est&aacute;gio. Os dados oferecem subs&iacute;dios para o debateem rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho da supervis&atilde;o.Como supervisora cl&iacute;nica no contexto da Cl&iacute;nica-Escola com a abordagem daPsicoterapia Breve, temos refletido sobre a situa&ccedil;&atilde;o de ensino-aprendizagem emPsicologia Cl&iacute;nica, sobre a t&eacute;cnica da Psicoterapia Breve e sobre o papel dasupervis&atilde;o cl&iacute;nica na forma&ccedil;&atilde;o do Psic&oacute;logo. Introduzimos as id&eacute;ias de Foco eEstrat&eacute;gias da supervis&atilde;o em Psicoterapia Breve, fundamentalmente relacionadas aoenquadramento da situa&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o, retomando quest&otilde;es acerca do queestamos fazendo e para quem ou com quem estamos fazendo o que fazemos. Para</font> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">encaminharmos a presente discuss&atilde;o, apresentamos uma rela&ccedil;&atilde;o de estudos sobre oassunto e uma pesquisa realizada com nossos alunos-estagi&aacute;rios de um semestreletivo, sobre suas experi&ecirc;ncias de est&aacute;gio. Os dados oferecem subs&iacute;dios para o debateem rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho da supervis&atilde;o.</font>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Psicoterapia breve, Supervis&atilde;o cl&iacute;nica, Forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo.</font></p> </p> <hr noshade="noshade" size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As clinical supervisor within the context of the Clinical School regarding BriefPsychotherapy, we have given consideration to the situation of the teachingapprenticeshipon Clinical Psychology, to the Brief Psychotherapy technique and tothe role of the clinical supervision in the development of a Psychologist. We haveintroduced the ideas of Focus and Strategies of the Brief Psychotherapy supervision,related principally to the shaping of the supervision situation, reverting backquestions as to what we are doing and to whom or with whom we are doing what weare doing. In order to orient this discussion, we present a series of studies on thesubject, plus a research performed with our students during an academic semester,about their training experiences. This data provides subsidies for the discussionrelated to the supervision work.</font></p> </p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>: Brief psychotherapy, Clinical supervision, Psychologist background.</font> <hr noshade="noshade" size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A nossa experi&ecirc;ncia como supervisora cl&iacute;nica no contexto da Cl&iacute;nica-Escola com a abordagem da Psicoterapia Breve, t&ecirc;m nos levado &agrave; refletir sobre ascaracter&iacute;sticas peculiares: a) da situa&ccedil;&atilde;o de ensino-aprendizagem em PsicologiaCl&iacute;nica; b) da t&eacute;cnica da Psicoterapia Breve; e, c) do trabalho da supervis&atilde;o cl&iacute;nicanos est&aacute;gios curriculares da forma&ccedil;&atilde;o do Psic&oacute;logo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Existe no nosso entender, uma rede de espec&iacute;ficos elementos queparticipam da experi&ecirc;ncia de atendimento cl&iacute;nico, realizado pelo aluno do Curso dePsicologia na &uacute;ltima etapa de sua forma&ccedil;&atilde;o profissional, que nos leva de encontro &agrave;uma s&eacute;rie de reflex&otilde;es sobre a pr&aacute;tica cl&iacute;nica dentro da abordagem da PsicoterapiaBreve e sobre a fun&ccedil;&atilde;o da supervis&atilde;o cl&iacute;nica a ela associada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em linhas gerais e em primeiro plano, devemos considerar que a experi&ecirc;nciade est&aacute;gio cl&iacute;nico realizado pelo aluno, envolve um terapeuta iniciante (que nemsempre possui interesse em atuar na &aacute;rea cl&iacute;nica, como referem Aguirre et al., 2000),que possui duas principais motiva&ccedil;&otilde;es: 1) a tarefa profissional do atendimentocl&iacute;nico de seu paciente e, 2) a realiza&ccedil;&atilde;o (consciente ou n&atilde;o), de um &aacute;rduo e densotrabalho, n&atilde;o mais adi&aacute;vel, de elabora&ccedil;&atilde;o e s&iacute;nteses te&oacute;rico-t&eacute;cnicas que oferecer&atilde;oos contornos de uma identidade profissional necessariamente emergente nestemomento. Sendo assim, temos considerado que este est&aacute;gio da forma&ccedil;&atilde;ouniversit&aacute;ria possui caracteristicamente, finalidades criativas, que ir&atilde;o mobilizar ofuturo Psic&oacute;logo para quest&otilde;es que transcendem as situa&ccedil;&otilde;es imediatas dos est&aacute;gioscl&iacute;nicos. Expectativas sobre a compet&ecirc;ncia profissional, fantasias e desejos acerca desuas condutas impotentes ou onipotentes, ansiedades frente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o profissionalnova e desconhecida, s&atilde;o bons exemplos dos matizes das viv&ecirc;ncias que seapresentam para este &ldquo;aprendiz&rdquo; de psicoterapeuta, que atrav&eacute;s do exerc&iacute;cioprofissional do est&aacute;gio em Psicologia Cl&iacute;nica, poder&aacute; reunir subs&iacute;dios para umaescolha futura mais consciente sobre sua &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o e/ou no m&iacute;nimo, enriquecersua bagagem acad&ecirc;mica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A nossa experi&ecirc;ncia de supervis&atilde;o do trabalho cl&iacute;nico do atendimentopsicoter&aacute;pico breve desenvolvido pelos estagi&aacute;rios do 5o. ano, h&aacute; algum tempo, temintensificado uma antiga preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s efetivas colabora&ccedil;&otilde;es quepodemos oferecer ao aluno durante o est&aacute;gio, que representem aux&iacute;lio para adesenvoltura no desempenho do papel terap&ecirc;utico. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o mostra-se deimediato, associada &agrave; id&eacute;ia acerca da import&acirc;ncia de avaliar o processo e o &ldquo;sucesso&rdquo;em Psicoterapia Breve e &agrave; percep&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o de desafio que enfrenta o nossoaluno-estagi&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o peculiar do aluno-estagi&aacute;rio, Simon (1981) nos oferececontribui&ccedil;&otilde;es ao debater a Forma&ccedil;&atilde;o do Psicoterapeuta para a Realidade Brasileira.Ele menciona a necessidade do &ldquo;candidato &agrave; Psicoterapeuta&rdquo; apresentar &ldquo;disciplinamental&rdquo; requerida &ldquo;para lidar com abstra&ccedil;&otilde;es complexas&rdquo; e, &ldquo;experi&ecirc;ncia de vida&rdquo;.Acrescenta que estas duas aquisi&ccedil;&otilde;es tomam parte natural do momento e processosinerentes ao desenvolvimento do curso universit&aacute;rio e, afirma: &ldquo;O aprendizado dapsicoterapia n&atilde;o &eacute; apenas te&oacute;rico. &Eacute; sobretudo baseado na viv&ecirc;ncia pessoal, e estaainda &eacute; muito incipiente no adolescente que inicia aos 18 anos o curso de gradua&ccedil;&atilde;ouniversit&aacute;ria.&rdquo; (p.68). Para o autor, a forma&ccedil;&atilde;o do Psicoterapeuta &ldquo;deveria fazer-seem curso de especializa&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s o candidato ter sido graduado em curso demedicina ou psicologia&rdquo; e deveria adequar-se &agrave; realidade brasileira, no sentido deresponder &agrave; suas caracter&iacute;sticas e demandas. Neste sentido, conclui que &ldquo;dado o vultoe a urg&ecirc;ncia de atendimentos da popula&ccedil;&atilde;o, as esp&eacute;cies de tratamento apropriadasseriam as chamadas psicoterapia suportiva e psicoterapia breve (Wolberg, 1967).&rdquo;(p.70).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nossa concord&acirc;ncia &eacute; plena em rela&ccedil;&atilde;o ao pensamento de Simon (1981)sobre a necessidade indiscut&iacute;vel da bagagem de vida pessoal para o exerc&iacute;cio dafun&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e sendo assim, acreditamos fundamental que o trabalho dasupervis&atilde;o cl&iacute;nica tenha em conta n&atilde;o apenas os aspectos te&oacute;ricos e t&eacute;cnicos e o seuinterjogo, mas considere tamb&eacute;m o preparo pessoal do aluno-estagi&aacute;rio em sua experi&ecirc;ncia como terapeuta iniciante. Temos considerado que o preparo evidenciadona atitude de compromisso por parte do terapeuta-estagi&aacute;rio &eacute; t&atilde;o importante quantoo compromisso do paciente com o atendimento psicoterap&ecirc;utico, somado a outrosfatores t&atilde;o bem lembrados pelos diferentes autores estudiosos da Psicoterapia Breve,como a motiva&ccedil;&atilde;o do paciente para o trabalho psicoter&aacute;pico, a capacidade dopaciente em relacionar fatos e significados e a sua abertura para considerar novasinterpreta&ccedil;&otilde;es apresentadas na situa&ccedil;&atilde;o do atendimento cl&iacute;nico (Sakamoto, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na medida em que nos encontramos portanto, frente a uma experi&ecirc;ncia destamagnitude, consideramos que uma boa dose de aten&ccedil;&atilde;o e dedica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficas noof&iacute;cio da supervis&atilde;o, constituem-se pilares estruturais determinantes. Dentro destaperspectiva de vis&atilde;o, temos considerado que a nossa aten&ccedil;&atilde;o na situa&ccedil;&atilde;o daSupervis&atilde;o, tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;ria e caracteristicamente, uma aten&ccedil;&atilde;o seletiva queorganiza e encaminha a experi&ecirc;ncia, tornando-a produtiva e v&aacute;lida. Nodesenvolvimento desta id&eacute;ia, nos ocorre ent&atilde;o, propormos que a supervis&atilde;o cl&iacute;nicaem Psicoterapia Breve possui expl&iacute;cita ou implicitamente, um Foco e, faz uso deEstrat&eacute;gias, em conson&acirc;ncia &agrave;s propostas fundamentais da abordagem dapsicoterapia praticada &– a Psicoterapia Breve.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A id&eacute;ia de Foco e de Estrat&eacute;gias da supervis&atilde;o em Psicoterapia Breve seapresenta basicamente relacionada neste sentido, a quest&otilde;es que nos remetem aoenquadramento da situa&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o, retomando reflex&otilde;es sobre o que estamosfazendo e para quem ou com quem estamos fazendo o que fazemos. Nesta situa&ccedil;&atilde;ode est&aacute;gio em Psicologia Cl&iacute;nica, muitos prop&oacute;sitos se sobrep&otilde;em e se entrela&ccedil;am: aexperi&ecirc;ncia cl&iacute;nica do aluno, o atendimento psicol&oacute;gico do paciente, a supervis&atilde;o dotrabalho cl&iacute;nico realizado pelo aluno, o processo terap&ecirc;utico em quest&atilde;o, a forma&ccedil;&atilde;oprofissional do aluno, a dedica&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncia do supervisor. Deste modo, nasitua&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o, parecem concomitantes a exist&ecirc;ncia de tarefas nas quais osupervisor se v&ecirc; dando algo para o aluno e momentos em que ele se v&ecirc; construindoalgo com o aluno. Estas inst&acirc;ncias do relacionamento de ensino-aprendizagem entresupervisor e aluno-estagi&aacute;rio conferem sem d&uacute;vida, &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o cl&iacute;nica,peculiaridades e ineg&aacute;vel profundidade na experi&ecirc;ncia, que nos estimulam umaampla discuss&atilde;o que pretendemos dar in&iacute;cio nesta oportunidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ser terapeuta &eacute; fruto de um longo caminho de constru&ccedil;&atilde;o pessoal solit&aacute;ria ecompartilhada voltada a um of&iacute;cio de ajuda e, o nosso trabalho de supervis&atilde;o &eacute; umatarefa que toma parte deste processo e que busca, tomando emprestadas as palavrasde Maud Mannoni (1989/1992), <i>evitar os &ldquo;riscos do controle&rdquo; e o exerc&iacute;cio da&ldquo;fun&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia&rdquo; e, acompanhar o terapeuta a tomar ci&ecirc;ncia das &ldquo;refer&ecirc;nciascom as quais funciona, a coloc&aacute;-las em confronto com outras refer&ecirc;ncias, ajudandooa encontrar um estilo pr&oacute;prio que n&atilde;o seja pura imita&ccedil;&atilde;o da habilidade de umoutro.&rdquo;</i> (p.38).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Deste &acirc;ngulo, o Foco da supervis&atilde;o, no nosso entendimento, &eacute; atender &agrave;sdemandas das integra&ccedil;&otilde;es te&oacute;rico-t&eacute;cnicas da pr&aacute;tica cl&iacute;nica envolvidas noatendimento, &agrave;s demandas da pr&aacute;tica cl&iacute;nica espec&iacute;fica da psicoterapia breve e ainda,auxiliar o aluno em seu processo de forma&ccedil;&atilde;o profissional colaborando na aquisi&ccedil;&atilde;ode uma identidade profissional. A possibilidade de nos colocarmos comoconhecedores do processo em quest&atilde;o e, a partir da&iacute; atualizarmos o sentido de umarela&ccedil;&atilde;o de respeito humano, pode gerar um conforto emocional que participa construtivamente da situa&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia pessoal do aluno em sua tarefa dedesenvolvimento profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para concluirmos a presente discuss&atilde;o, iremos referir as escassas informa&ccedil;&otilde;esque encontramos ao procurarmos localizar o tema da supervis&atilde;o cl&iacute;nica na abordagem da Psicoterapia Breve no campo da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e finalmente,apresentar uma pesquisa realizada com nossos alunos-estagi&aacute;rios acerca de suasexperi&ecirc;ncias de est&aacute;gio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>As Pesquisas Atuais sobre a Supervis&atilde;o Cl&iacute;nica em Psicoterapia Breve</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora o assunto sobre o trabalho da supervis&atilde;o cl&iacute;nica em PsicoterapiaBreve seja da maior relev&acirc;ncia, encontramos nos &uacute;ltimos seis anos, apenas setetrabalhos que abordam o assunto e dentre eles, apenas dois que dizem respeito &agrave;supervis&atilde;o enquanto situa&ccedil;&atilde;o de treinamento do psicoterapeuta. Ambos de 1999, oprimeiro deles de Levenson & Strupp, apresenta o resultado de dois levantamentosde &ldquo;praticantes e supervisores de treinamento de estagi&aacute;rios&rdquo; e refere que &ldquo;h&aacute; umn&uacute;mero consider&aacute;vel de terapias breves sendo ministradas&rdquo; que &ldquo;Entretanto, (...) n&atilde;oparecem ser adequados&rdquo;, menciona onze recomenda&ccedil;&otilde;es tais como o &ldquo;estudo deprocessos e desenlaces do treinamento&rdquo; ou o uso de grava&ccedil;&otilde;es do trabalho cl&iacute;nico emv&iacute;deo para o ensino e a supervis&atilde;o e, conclui sobre a import&acirc;ncia deaprofundamentos na &aacute;rea; o segundo estudo, de Binder, sugere que as &ldquo;ci&ecirc;nciascognitivas&rdquo; oferecem melhores recursos &ldquo;te&oacute;rico-emp&iacute;ricos&rdquo; do que a &ldquo;estrat&eacute;giapedag&oacute;gica tradicional&rdquo; das teorias cl&iacute;nicas psicanal&iacute;ticas, &ldquo;para entender a per&iacute;ciaterap&ecirc;utica e pode ser aplicada para desenvolver m&eacute;todos de ensino psicoterap&ecirc;uticosaperfei&ccedil;oados&rdquo; e, descreve uma &ldquo;forma de ensino baseada na tecnologia docomputador multim&iacute;dia&rdquo; que &ldquo;preenche uma falha entre o curso did&aacute;tico e asupervis&atilde;o terap&ecirc;utica&rdquo;. Os demais trabalhos, menos diretamente relacionados aoassunto, s&atilde;o: a) um deles que aborda a compet&ecirc;ncia de um grupo de terapeutas quepossuem &ldquo;diagn&oacute;stico de ansiedade&rdquo; e utilizam a proposta da STAPP ou PsicoterapiaBreve Provocadora de Ansiedade; b) tr&ecirc;s trabalhos da &aacute;rea psiqui&aacute;trica, na qual umdeles apresenta uma discuss&atilde;o sobre o &ldquo;impacto&rdquo; da exist&ecirc;ncia de defici&ecirc;ncia f&iacute;sicano psiquiatra-residente praticante da psicoterapia breve, nos processos transferenciaise na supervis&atilde;o; um outro, que &eacute; um &ldquo;guia&rdquo; de &ldquo;leituras b&aacute;sicas em psiquiatria&rdquo;; e, oterceiro, que aborda o trabalho de &ldquo;orienta&ccedil;&atilde;o&rdquo; ao inv&eacute;s do &ldquo;tratamento&rdquo; em tempolimitado, de pacientes &ldquo;severamente perturbados&rdquo;; finalmente, c) um trabalho querefere que a terapia breve com supervis&atilde;o cl&iacute;nica pode oferecer resultadossignificativos desde que haja o cumprimento de tr&ecirc;s premissas: que o supervisorapresente uma compreens&atilde;o psicanal&iacute;tica e uma atitude psicanal&iacute;tica clara e, oorientando apresente um &ldquo;enfoque psicanal&iacute;tico&rdquo;, que permitir&atilde;o ao orientando&ldquo;identificar os aspectos inconscientes do conflito central do paciente&rdquo; e &ldquo;acreditar emsuas sensa&ccedil;&otilde;es inconscientes&rdquo;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Constatamos assim, que existe evidentemente uma significativa lacuna emtermos de um debate que promova aprofundamentos necess&aacute;rios sobre o assunto eque encaminhe uma constru&ccedil;&atilde;o deste conhecimento t&atilde;o fundamental, principalmentese o apreciarmos do prisma da forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo cl&iacute;nico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Uma pesquisa sobre a experi&ecirc;ncia do aluno no est&aacute;gio cl&iacute;nico</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentro da perspectiva de buscar estrat&eacute;gias que melhor atendam aosprop&oacute;sitos envolvidos no trabalho de supervis&atilde;o cl&iacute;nica em Psicoterapia Breve,temos introduzido, a utiliza&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Formul&aacute;rios de Apoio ao Atendimento Cl&iacute;nico&rdquo;que s&atilde;o voluntariamente usados por nossos alunos e que consistem em um recursoauxiliar, que instrumentaliza o terapeuta-iniciante fornecendo-lhe algumas s&iacute;nteses eindica&ccedil;&otilde;es &uacute;teis de seu trabalho de atendimento cl&iacute;nico ao paciente. Na tentativa demonitorar a validade destes Formul&aacute;rios e compreender melhor a experi&ecirc;ncia dosalunos-estagi&aacute;rios, temos investigado o uso destes Formul&aacute;rios e a experi&ecirc;ncia deest&aacute;gio em Psicologia Cl&iacute;nica de nossos alunos-supervisionandos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em nossa iniciativa de investiga&ccedil;&atilde;o, temos constatado alguns benef&iacute;ciosrelatados pelos alunos com o uso dos Formul&aacute;rios e observado a import&acirc;ncia doenquadre estabelecido da supervis&atilde;o e de outras estrat&eacute;gias utilizadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A t&iacute;tulo de ilustra&ccedil;&atilde;o, apresentaremos a seguir um estudo realizado com osnossos alunos-estagi&aacute;rios dos grupos de supervis&atilde;o cl&iacute;nica em Psicoterapia Breve deAdultos e de Crian&ccedil;as e seus Pais, de um semestre letivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo envolveu 29 alunos-estagi&aacute;rios que voluntariamente participaram dapesquisa e, utilizou um question&aacute;rio com seis perguntas abertas sobre diferentesaspectos da experi&ecirc;ncia de est&aacute;gio. Apreciaremos aqui, duas das quest&otilde;es que sereferem: 1) aos ganhos atribu&iacute;dos ao est&aacute;gio e, 2) &agrave;s falhas e dificuldadesvivenciadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As respostas de cada aluno para as duas quest&otilde;es foram classificadas portemas conforme suas id&eacute;ias principais e o conjunto das respostas do grupo de alunospara cada quest&atilde;o, foi reunida em categorias que se constituem nos dados para nossadiscuss&atilde;o. Na Tabela 1, podemos apreciar a qualidade das respostas obtidas aoquestion&aacute;rio sobre a rela&ccedil;&atilde;o de ganhos reconhecidos pelos alunos na experi&ecirc;ncia deest&aacute;gio e na Tabela 2, podemos apreciar a rela&ccedil;&atilde;o de dificuldades identificadas naexperi&ecirc;ncia. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cap/v6n10/10a03.t1.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cap/v6n10/10a03.t2.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conforme observamos na Tabela 1 sobre os ganhos do est&aacute;gio, temos umtotal de 69 respostas que representam praticamente duas e meia respostas por aluno ena Tabela 2 sobre as dificuldades da experi&ecirc;ncia, temos um total de 31 respostas queeq&uuml;ivaleriam a uma resposta por aluno, ainda que levemos em conta que dois dosalunos n&atilde;o tenham respondido &agrave; quest&atilde;o. Mediante estes dados podemos considerarque referir ganhos &eacute; mais estimulante ou menos dificultoso que mencionardificuldades nesta situa&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia ou que, o aluno, al&eacute;m da dificuldadepreponderante &ldquo;do medo de errar&rdquo;, mostra uma dificuldade para identificar suasdificuldades. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em linhas gerais, temos em termos dos ganhos atribu&iacute;dos ao est&aacute;gio, ummaior n&uacute;mero de refer&ecirc;ncia dos alunos &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia e conhecimento,seguida do enriquecimento da situa&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o em grupo na qual se t&ecirc;m apossibilidade de contato com variadas maneiras de procedimento cl&iacute;nico e daconquista de uma maior seguran&ccedil;a profissional e do sentimento de valor profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Podemos considerar ainda, que embora tenhamos constatado respostasespec&iacute;ficas em rela&ccedil;&atilde;o a ganhos de &ldquo;crescimento pessoal e melhor percep&ccedil;&atilde;o de simesmo&rdquo; ou mesmo, sobre a exist&ecirc;ncia de frutos como o &ldquo;prazer e a satisfa&ccedil;&atilde;o deexpectativas do est&aacute;gio&rdquo;, que a quase totalidade das respostas menciona ganhos quesugerem uma face pessoal &agrave; situa&ccedil;&atilde;o que &eacute; claramente descrita e identificada comoprofissional. Diante destes dados, somos levados a pensar que o processo subjacentede desenvolvimento pessoal na experi&ecirc;ncia profissional durante a realiza&ccedil;&atilde;o doest&aacute;gio cl&iacute;nico, pode estar mais presente ou consciente para os alunos do quesupomos teoricamente. De qualquer forma, a possibilidade de verificarmos que osalunos-estagi&aacute;rios reconhecem a import&acirc;ncia do crescente preparo pessoal para abem sucedida forma&ccedil;&atilde;o profissional, pode sem d&uacute;vida contribuir para que elespossam vir a identificarem melhor suas dificuldades nesta situa&ccedil;&atilde;o de aprendizageme a partir da&iacute;, possam ter enriquecidos seus processos de forma&ccedil;&atilde;o profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>Refer&ecirc;ncias</b>                       </font></p> </p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aguirre, A.M.B. et al.(2000) A Forma&ccedil;&atilde;o da Atitude Cl&iacute;nica no Estagi&aacute;rio de Psicologia. <i>Psicologia USP</i>. v.11, n.1, pp.49-62.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=571755&pid=S1676-1049200600010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mannoni, M. (1992) <i>A Supervis&atilde;o em Psican&aacute;lise</i>. Trad. Eliana Borges Pereira Leite.1a. ed. S&atilde;o Paulo: Editora Escuta. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=571756&pid=S1676-1049200600010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psycinfo: journal articles</i> (1994-2000) chapters & books [on line]. Washington, DC:American Psychological Association .</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=571757&pid=S1676-1049200600010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sakamoto, C.K. (2000) <i>Considera&ccedil;&otilde;es sobre o Manejo T&eacute;cnico em Psicoterapia Breve</i> [Apresentado no 2o. Encontro de Psicoterapia Breve de Adultos e de Crian&ccedil;as da Faculdade Presbiteriana Mackenzie e do N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas emPsicoterapia Breve, S&atilde;o Paulo, 2000]</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=571758&pid=S1676-1049200600010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Simon, R. (1981) A Forma&ccedil;&atilde;o do Psicoterapeuta na Realidade Brasileira. <i>Boletim dePsicologia da Sociedade de Psicologia de S&atilde;o Paulo</i>. v.33, n.8, pp.67-73.</font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=571759&pid=S1676-1049200600010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a name="end1"></a><a href="#end"><b><img src="/img/revistas/pee/v10n1/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b></a>  </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">       <br>   Universidade Presbiteriana Mackenzie, Faculdade de Psicologia,     <br>   Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica    <br>   Rua da Consola&ccedil;&atilde;o, 896 - pr&eacute;dio 38    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Consola&ccedil;&atilde;o    <br>   01302-907 - Sao Paulo, SP - Brasil    <br>   Telefone: (11) 32566827    <br>   Fax: (11) 3256621     <br>   E-mail <a href="mailto:psicoclinica@mackenzie.br">psicoclinica@mackenzie.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido: 02/01/2006    <br> Aceito: 29/03/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b> </b>                                                                                                          <sup><a name="1a"></a><a href="#1">1 </a></sup> Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de S&atilde;o    Paulo.</font></p>     ]]></body>
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