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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dificuldade de aprendizagem na escrita e o autoconceito num grupo de crianças]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this paper was to discuss the possible correlations established between the self-concept and the difficulty in learning writing of 300 children of 2nd, 3rd and 4th grades of elementary school. In order to do it, the Escala de Autoconceito Infanto Juvenil (scale of self-concept of youngsters) and a Escala de Avaliação das Dificuldades de Aprendizagem na Escrita - ADAPE (a scale of evaluation of the difficulties in learning writing) were used. Both methods were used collectively in children, of both genders, in two public schools in a city in the state of Minas Gerais. The correlation coefficients suggest a negative correlation between the social self-concept and the difficulty in learning writing in boys of the 2nd grade, between the social self-concept and the difficulty in learning writing in boys of the 3rd grade and between the familial self-concept and the difficulty in learning writing in girls of the 4th grade.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação psicológica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Autoconceito]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Alfabetização]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Dificuldade de aprendizagem na escrita e o autoconceito num grupo de crianças</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Difficulty in learning writing and the self-concept in a group of children</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Claudia Ara&uacute;jo    da Cunha<sup> I, <a name="1"></a><a href="#1b">1</a></sup>; Fermino Fernandes Sisto <sup>II, <a name="2"></a><a href="#2b">2</a></sup>; Fernanda Machado <sup>I, <a name="3"></a><a href="#3b">3</a></sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup> Universidade Federal de Uberlândia    <br> <sup>II</sup> Universidade São Francisco</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="ender"></a><a href="#enderb">Endereço    para correspondência</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho teve como objetivo discutir as poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es    estabelecidas entre o autoconceito e a dificuldade de aprendizagem na escrita    de 300 crian&ccedil;as de 2a, 3a e 4a s&eacute;ries do ensino fundamental. Para    tanto, utilizou-se a Escala de Autoconceito Infanto Juvenil e uma escala de    avalia&ccedil;&atilde;o das dificuldades de aprendizagem na escrita (ADAPE).    Os dois instrumentos foram aplicados coletivamente em crian&ccedil;as, de ambos    os sexos, de duas escolas da rede p&uacute;blica de uma cidade do interior de    Minas Gerais. Os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o sugerem que houve    uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o autoconceito social e a dificuldade    de aprendizagem na escrita em meninos de 2a s&eacute;rie, entre o autoconceito    social e a dificuldade de aprendizagem na escrita em meninos da 3a s&eacute;rie    e entre o autoconceito familiar e a dificuldade de aprendizagem na escrita em    meninas da 4 a s&eacute;rie.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, Autoconceito, Alfabetiza&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The purpose of this paper was to discuss the possible correlations established    between the self-concept and the difficulty in learning writing of 300 children    of 2nd, 3rd and 4th grades of elementary school. In order to do it, the Escala    de Autoconceito Infanto Juvenil (scale of self-concept of youngsters) and a    Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o das Dificuldades de Aprendizagem na Escrita    - ADAPE (a scale of evaluation of the difficulties in learning writing) were    used. Both methods were used collectively in children, of both genders, in two    public schools in a city in the state of Minas Gerais. The correlation coefficients    suggest a negative correlation between the social self-concept and the difficulty    in learning writing in boys of the 2nd grade, between the social self-concept    and the difficulty in learning writing in boys of the 3rd grade and between    the familial self-concept and the difficulty in learning writing in girls of    the 4th grade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Psychological evaluation, Self-concept, Literacy.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Sisto (2002    A), o baixo rendimento escolar &eacute; uma das manifesta&ccedil;&otilde;es    mais evidentes das dificuldades de aprendizagem. Se uma crian&ccedil;a apresenta    um bom desempenho escolar, mesmo que tenha dificuldade para aprender e com muito    esfor&ccedil;o a esteja superando, esta crian&ccedil;a passar&aacute; despercebida,    da mesma forma que crian&ccedil;as que n&atilde;o estudam por falta de interesse    ou pregui&ccedil;a correm o risco de serem classificadas como crian&ccedil;as    com dificuldade de aprendizagem. As generaliza&ccedil;&otilde;es excessivas    podem, por vezes, levar a confus&otilde;es conceituais s&eacute;rias em que    pouco ou quase nada ajudam no diagn&oacute;stico das poss&iacute;veis causas    dos problemas de aprendizagem para as crian&ccedil;as que de fato apresentam    dificuldades de aprendizagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pacheco (2003) objetivou averiguar a rela&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis    psicossociais e as dificuldades de aprendizagem na escrita. Foram analisadas    respostas de 123 crian&ccedil;as da 3a s&eacute;rie do ensino fundamental, pertencentes    a quatro escolas da rede p&uacute;blica da cidade de Campinas - SP. Utilizou    a escala ADAPE - Avalia&ccedil;&atilde;o das Dificuldades de Aprendizagem na    Escrita - no intuito de detectar as dificuldades de aprendizagem na escrita,    al&eacute;m da escala de personalidade para crian&ccedil;as. Os resultados apontaram    que os sujeitos dissimulados socialmente, com pontua&ccedil;&otilde;es mais    baixas na escala sinceridade ou dissimula&ccedil;&atilde;o social (S) apresentaram    dificuldade de aprendizagem acentuada na escrita.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentro de um enfoque em que a intera&ccedil;&atilde;o pessoal tamb&eacute;m    &eacute; constitu&iacute;da por percep&ccedil;&otilde;es e expectativas em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;(s) outra(s), Schiavoni e Martinelli (2003) investigaram a exist&ecirc;ncia    de rela&ccedil;&atilde;o entre o desempenho em escrita de crian&ccedil;as e    como essas percebem as expectativas de seus professores. Participaram deste    estudo 139 sujeitos, sendo 73 do sexo masculino e 66 do sexo feminino, freq&uuml;entando    a 3a s&eacute;rie do ensino fundamental. A avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho    em escrita foi medida atrav&eacute;s de um ditado padronizado (ADAPE) elaborado    e padronizado por Sisto (2002 B) que detecta as dificuldades mais comuns na    escrita de crian&ccedil;as, sendo constitu&iacute;dos tr&ecirc;s grupos de acordo    com o desempenho em escrita. A percep&ccedil;&atilde;o dos sujeitos em rela&ccedil;&atilde;o    ao que pensam ser a opini&atilde;o de seus professores a seu respeito foi obtida    atrav&eacute;s de um instrumento contendo vinte afirma&ccedil;&otilde;es, dez    positivas, que indicam boa percep&ccedil;&atilde;o do aluno, e dez que indicam    uma percep&ccedil;&atilde;o negativa, cujas op&ccedil;&otilde;es de respostas    eram sempre, &agrave;s vezes ou nunca. Os resultados indicaram que quanto pior    o desempenho em escrita, mais negativa a percep&ccedil;&atilde;o que as crian&ccedil;as    acreditam terem seus professores a seu respeito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Borges e Martinelli (2003) pesquisaram as poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es    entre dificuldades de escrita e a for&ccedil;a do ego. Para tal, aplicou-se    &agrave; escala ADAPE para avaliar a dificuldade de escrita e para avaliar a    for&ccedil;a do ego, utilizou-se o teste desiderativo. A amostra foi composta    por 100 crian&ccedil;as, de ambos os sexos, da 3a s&eacute;rie do ensino fundamental.    Os resultados apontaram que as dificuldades de escrita por erros por palavras    e erros por letras est&atilde;o significativamente relacionados &agrave; for&ccedil;a    do ego. Assim, quanto maior a for&ccedil;a do ego maior a dificuldade de escrita    e quanto mais bem estruturado o ego se apresenta, melhor desempenho na escrita.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sisto e Bartholomeu (2003) procuraram analisar as rela&ccedil;&otilde;es entre    a intensidade de problemas emocionais e os erros na escrita. Os participantes    foram 88 alunos de classes de 2a s&eacute;rie do ensino fundamental de uma escola    p&uacute;blica. Foram utilizados o Desenho de Figura Humana e o ADAPE (Escala    de Avalia&ccedil;&atilde;o de Dificuldades de Aprendizagem em Escrita). Os resultados    evidenciaram que crian&ccedil;as que apresentam maiores dificuldades na aquisi&ccedil;&atilde;o    da escrita, encontram-se acompanhadas por ind&iacute;cios de problemas emocionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O autoconceito tem sido definido por diversos autores como o conhecimento que    o indiv&iacute;duo tem de si. Conforme Burns (1979) essas percep&ccedil;&otilde;es    constru&iacute;das e as atitudes a elas correspondentes (autoconceito) possuem    tr&ecirc;s componentes b&aacute;sicos. Um componente cognitivo que diz respeito    ao conjunto de caracter&iacute;sticas com o que a pessoa se descreve e que n&atilde;o    &eacute; necessariamente verdadeiro ou objetivo, mas que orienta seu modo habitual    de ser e se comportar. Um aspecto afetivo que diz respeito aos afetos e emo&ccedil;&otilde;es    que acompanham a descri&ccedil;&atilde;o de si mesmo e que foi definida por    Coopersmith (1967) de auto-estima. E o aspecto comportamental que passa a ser    influenciado diretamente pelo conceito que a pessoa tem de si mesma.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Método</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Objetivo</i></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo da presente pesquisa foi o de verificar poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es    entre a dificuldade de aprendizagem na escrita e o autoconceito geral, pessoal,    familiar, escolar e social de um grupo de crian&ccedil;as do ensino fundamental    de uma cidade do interior do Estado de Minas Gerais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Participantes</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram da pesquisa 300 alunos, sendo 157 do sexo masculino (52,3&#37;) e 143    do sexo feminino (47,7&#37;). As idades das crian&ccedil;as variaram de 6 a 15 anos    (m&eacute;dia = 9,10; mediana = 10; moda = 9; desvio padr&atilde;o = 1,37),    sendo que a maioria dos sujeitos tinha entre 7 e 11 anos, perfazendo um total    de 95,4&#37; da amostra. Eram todos alunos de segunda, terceira e quarta s&eacute;ries    do ensino fundamental de escolas p&uacute;blicas de uma cidade do interior do    Estado de Minas Gerais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Materiais e    Procedimentos Utilizados</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dois instrumentos foram aplicados coletivamente, um a um, juntamente com    a professora regente de cada classe. A seguir descrever-se-&aacute; a aplica&ccedil;&atilde;o    de cada um dos instrumentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Escala de Autoconceito    Infanto-Juvenil (EAC-IJ)</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Escala de Auto-Conceito Infanto-Juvenil foi constru&iacute;da e validada por    Sisto & Martinelli (2004). A escala &eacute; constitu&iacute;da por um question&aacute;rio    formado por perguntas relacionadas ao &acirc;mbito pessoal, familiar, escolar    e social dos sujeitos. As respostas podem ser sempre, &agrave;s vezes ou nunca.    As pontua&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mostradas na Tabela 1.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/avp/v5n2/1a05t1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o    na Aprendizagem da Escrita (ADAPE)</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O texto da escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Dificuldades na Aprendizagem    da Escrita (ADAPE) foi constru&iacute;do e validado por Sisto (2002 B) e ficou    constitu&iacute;do por 114 palavras, com 60 delas apresentando algum tipo de    dificuldade classificada como encontro consonantal, d&iacute;grafo, s&iacute;laba    composta e s&iacute;laba complexa, e 54, n&atilde;o. Cada uma das palavras foi    considerada um item ou unidade de medida para efeitos de pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aplica&ccedil;&atilde;o do ditado foi feita pela professora da classe, juntamente    com um experimentador, depois de instru&iacute;da para informar aos alunos que    eles iriam fazer um ditado, e que seria dilatada uma palavra de cada vez e nenhuma    delas seria repetida e, por isso, precisariam prestar bastante aten&ccedil;&atilde;o.    Para a correla&ccedil;&atilde;o dos ditados, cada palavra foi considerada uma    unidade e qualquer erro ortogr&aacute;fico ou aus&ecirc;ncia de palavra foi    considerado erro, assim como acentos e letras mai&uacute;sculas e min&uacute;sculas    indevidas, sendo a soma dos erros a pontua&ccedil;&atilde;o de cada crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sisto (2002 B) prop&ocirc;s crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o    de dificuldade de aprendizagem na escrita de alunos de 2a s&eacute;rie, por    meio do ADAPE (instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o de dificuldade de aprendizagem    na escrita) que comparou crian&ccedil;as crit&eacute;rio (alfabetizadas pelos    professores at&eacute; o m&ecirc;s de setembro); crian&ccedil;as de 1a s&eacute;ries    comuns (acompanhadas por professores tradicionais e que n&atilde;o usavam cartilhas)    e crian&ccedil;as de 2a s&eacute;rie. Os crit&eacute;rios ficaram assim definidos:    sujeitos sem ind&iacute;cios de dificuldade de aprendizagem, pertencentes a    categoria zero, com at&eacute; 20 erros; dificuldade de aprendizagem leve (categoria    2), entre 50 a 79 erros e dificuldade de aprendizagem m&eacute;dia (categoria    3), com 80 ou mais erros. Para as crian&ccedil;as de 3a e 4a s&eacute;rie, os    crit&eacute;rios s&atilde;o os que se seguem: at&eacute; 10 erros (categoria    1A) - sem ind&iacute;cios de DA; entre 11-19 erros (categoria 1B- DA leve);    20-49 erros (categoria 3 - DA m&eacute;dia) e 50 ou mais erros (categoria 4    - DA acentuada).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resultados</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados da Tabela    2 demonstram que com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; 2a s&eacute;rie houve uma    correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o autoconceito escolar e a dificuldade    de aprendizagem na escrita em meninas e correla&ccedil;&atilde;o negativa entre    o autoconceito social e a dificuldade de aprendizagem na escrita em meninos.    Em se tratando de 3a s&eacute;rie, houve correla&ccedil;&atilde;o negativa entre    o autoconceito social e a dificuldade de aprendizagem na escrita em meninos,    bem como no que tange ao autoconceito geral e a dificuldade de aprendizagem    na escrita. J&aacute; com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; 4a s&eacute;rie, houve    uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o autoconceito familiar e a dificuldade    de aprendizagem na escrita em meninas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/avp/v5n2/1a05t2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">À guisa de conclusão</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados evidenciaram    que quanto mais as meninas de 2a s&eacute;rie se aceitam socialmente, menos    erram no ditado, evidenciando que a percep&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as    de quanto &agrave;s outras pessoas gostam e admiram-na mostra-se positiva. Uma    vez que o autoconceito social tem como enfoque tratar das rela&ccedil;&otilde;es    sociais com os colegas e como ele se percebe nessas rela&ccedil;&otilde;es,    pode-se dizer que uma pessoa com alta pontua&ccedil;&atilde;o se percebe bem    intelectualmente, se compara ou se sente superior aos seus amigos, tem vontade    de ajudar os outros e busca ajuda quando precisa. O mesmo foi evidenciado com    meninos de 3a s&eacute;rie, sendo que o autoconceito geral tamb&eacute;m manteve    uma correla&ccedil;&atilde;o negativa com a alfabetiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tal processo significa que quanto mais os meninos se aceitam em termos pessoais,    sociais, familiares e escolares, menos erram no ditado, demonstrando, pois,    menos dificuldades de aprendizagem na escrita. Foi poss&iacute;vel identificar,    ent&atilde;o, que meninos mais velhos tendem a se aceitar mais no &acirc;mbito    geral em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s meninas e quando isso ocorre, tamb&eacute;m    se v&ecirc; que cometem menos erros no ditado. Logo, os fatores afetivo-emocionais    se mostram relacionados aos aspectos acad&ecirc;micos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As meninas, por sua vez, quanto mais velhas (4a s&eacute;rie) mais voltadas    para a fam&iacute;lia. Isso quer dizer que quando nos referimos ao comportamento    adotado nas situa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia em casa com os pais e irm&atilde;os,    o fato de dizer a verdade e fazer corretamente o solicitado pela fam&iacute;lia,    apresentou uma pontua&ccedil;&atilde;o alta no aspecto familiar da escala do    autoconceito. Pode-se inferir que s&atilde;o crian&ccedil;as que se avaliam    alegres e contentes com seus irm&atilde;os e com um relacionamento de confian&ccedil;a    e lealdade com seus pais. As meninas de 4a s&eacute;rie, no que se refere ao    aspecto familiar se sentem bem adequadas e adaptadas &agrave;s exig&ecirc;ncias    do lar e isso apresenta uma rela&ccedil;&atilde;o estreita com o aspecto cognitivo.    Demonstram, assim, serem crian&ccedil;as que tendem a aprender mais em virtude    de serem mais aceitas pela suas respectivas fam&iacute;lias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Merece destaque, contudo, a correla&ccedil;&atilde;o positiva evidenciada pelas    meninas de 2a s&eacute;rie entre as vari&aacute;veis alfabetiza&ccedil;&atilde;o    e o autoconceito escolar. O autoconceito escolar trata de quest&otilde;es relativas    &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es interpessoais que ocorrem no contexto escolar.    Os crit&eacute;rios se referem &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de suas possibilidades    de lideran&ccedil;a, de ser academicamente visto como esperto e seus colegas    aceitarem suas coloca&ccedil;&otilde;es, ao mesmo tempo em que &eacute; reconhecido    como uma pessoa bondosa e divertida, tanto no sentido positivo como no negativo.    Nesse contexto, as crian&ccedil;as desse estudo apontaram uma alta pontua&ccedil;&atilde;o    nesse item.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Logo se v&ecirc;em bem intelectualmente, se sentem mais ou menos l&iacute;deres    e aceitos pelos colegas de escola e se v&ecirc;em como divertidos e bondosos,    apesar de errarem mais no ditado Isso significou que as meninas tendem a aceitar    com mais facilidade o fracasso escolar, mantendo o autoconceito escolar elevado.    Os meninos, por sua vez, n&atilde;o evidenciaram essa tend&ecirc;ncia, demonstrando    ser mais sens&iacute;veis quando o assunto se referia &agrave;s quest&otilde;es    de cunho interpessoais que ocorrem no contexto escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rossini e Santos (2002) colocam que o fracasso escolar tem sido um dos temas    mais discutidos e explorados pela literatura cient&iacute;fica, sendo poss&iacute;vel    constatar que, apesar de n&atilde;o se tratar de uma quest&atilde;o nova, trata-se    de uma quest&atilde;o n&atilde;o resolvida, uma vez que in&uacute;meras vari&aacute;veis    podem contribuir com o bom andamento do processo de aprendizagem, sejam fatores    ditos afetivo-emocionais, ambientais, org&acirc;nicos e culturais. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sisto (2002B), por sua vez, destaca a exist&ecirc;ncia de uma intera&ccedil;&atilde;o    entre fatores sociais, educativos e individuais como poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es    para as dificuldades de aprendizagem. In&uacute;meros estudos e pesquisas que    abordam as dificuldades de aprendizagem como um processo mais amplo, por&eacute;m,    muitos questionamentos continuam a nos instigar: At&eacute; que ponto, enquanto    educadores, somos colaboradores passivos frente &agrave; explica&ccedil;&atilde;o    reducionista do problema de aprendizagem? Segundo Sisto 2002A, &eacute; poss&iacute;vel    encontrarmos crian&ccedil;as que apesar de participarem de intera&ccedil;&otilde;es    que envolvem fatores sociais, educativos e individuais bastante prec&aacute;rios,    aprendem r&aacute;pida e facilmente a escrever muito bem. Nesse sentido, outros    estudos devem ser feitos nesse sentido, levando-nos a investigar segmentos,    por vezes, negligenciados e, portanto, pouco explorados pela literatura vigente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referências</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borges, T. B. &    Martinelli, S. C. (2003). <i>Dificuldades de escrita e for&ccedil;a do ego.    Em Sociedade Brasileira de Psicologia</i> (Org.), Anais, XXXIII Reuni&atilde;o    da Sociedade Brasileira de Psicologia (p. 199). Belo Horizonte, MG: SBP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296036&pid=S1677-0471200600020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Burns, R. B. (1979).    <i>The self concept</i>. London: Longman.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296037&pid=S1677-0471200600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Coopersmith, S.    (1967). <i>The antecedents of self-esteem</i>. San Francisco: Freeman.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296038&pid=S1677-0471200600020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pacheco, L. M.    B. (2003). <i>Diagn&oacute;stico de escolares: Aspectos acad&ecirc;micos e psicossociais</i>.    Em Sociedade Brasileira de Psicologia (Org.), Anais, XXXIII Reuni&atilde;o da    Sociedade Brasileira de Psicologia (p. 212). Belo Horizonte, MG: SBP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296039&pid=S1677-0471200600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rossini, S. D.    R. & Santos, A. A. A. (2002). Fracasso escolar: Um estudo documental de    encaminhamentos. Em F.F. Sisto, E. Boruchovich, D.D.T Fini, R.P. Brenelli &    S.C. Martinelli (Orgs.), <i>Dificuldades de aprendizagem no contexto psicopedag&oacute;gico</i>    (pp. 214-235). Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296040&pid=S1677-0471200600020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Schiavoni, A. &    Martinelli, S.C. (2003). <i>Desempenho em escrita e sua rela&ccedil;&atilde;o    com a percep&ccedil;&atilde;o de alunos sobre as expectativas de seus professores</i>.    Em Sociedade Brasileira de Psicologia (Org.), Anais, XXXIII Reuni&atilde;o da    Sociedade Brasileira de Psicologia (p. 189). Belo Horizonte, MG: SBP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296041&pid=S1677-0471200600020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sisto, F. F. &    Martinelli, S. C. (2004). <i>Escala de Autoconceito Infanto Juvenil (EAC-IJ)</i>.    S&atilde;o Paulo: Editora Vetor. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296042&pid=S1677-0471200600020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sisto, F. F. &    Bartholomeu, D. (2003). <i>Afetividade e dificuldades de aprendizagem na escrita</i>.    Em Sociedade Brasileira de Psicologia (Org.), Anais, XXXIII Reuni&atilde;o da    Sociedade Brasileira de Psicologia (p. 222). Belo Horizonte, MG: SBP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296043&pid=S1677-0471200600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sisto, F. F. (2002A).    Avalia&ccedil;&atilde;o de dificuldade de aprendizagem: Uma quest&atilde;o em    aberto. Em F. F. Sisto, E. A. Dobr&aacute;nszky & A. Monteiro (Orgs.), <i>Cotidiano    escolar: Quest&otilde;es de leitura, matem&aacute;tica e aprendizagem</i> (pp.    121-141). Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296044&pid=S1677-0471200600020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sisto, F.F. (2002B).    Dificuldade de aprendizagem em escrita: Um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o    (ADAPE). Em F. F. Sisto, E. Boruchovitch, L. D. T. Fini, R. P. Brenelli &    S. C. Martinelli (Orgs.). <i>Dificuldades de aprendizagem no contexto psicopedag&oacute;gico</i>    (pp. 190-213). Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=296045&pid=S1677-0471200600020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enderb"></a><a href="#ender"><img src="/img/revistas/avp/v5n2/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a>    <br> Rua Saturnino Pedro dos Santos, 181 - Apto 102, Bloco B - Bairro Jardim Finotti    <br> CEP: 38408-090, Uberlândia - MG    <br> E-mail: <a href="mailto:ccunha@uber.com.br">ccunha@uber.com.br</a></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Recebido em Agosto    de 2006    <br>   Reformulado em Setembro de 2006    <br>   Aceito em Novembro de 2006</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre os autores:</font></b></p>     <p><a name="1b"></a><a href="#1"><sup><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1</font></sup></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Claudia Ara&uacute;jo da Cunha: Docente da Faculdade de Psicologia da Universidade    Federal de Uberl&acirc;ndia, MG.    <br> <a name="2b"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a> Fermino Fernandes Sisto: Docente do Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o    Stricto Sensu em Psicologia da Universidade S&atilde;o Francisco, Itatiba, SP.    <br> <a name="3b"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a> Fernanda Machado: Discente da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal    de Uberl&acirc;ndia, MG.</font></p>      ]]></body>
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