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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this paper we present the symptom’s construction model (the Cambridge model), adapted for the analysis of the psychosomatic symptoms, bringing a small retrospect of the psychoanalytical theories on Group and of the psychosomatic research. Then we present a conceptual proposition to describe the “group mind” phenomena that arise in therapeutic groups with psychosomatic patients.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[En ese artículo presentamos el modelo de construcción de síntomas (modelo de Cambridge), que fue adaptado para el análisis de los síntomas psicosomáticos, y hacemos un breve recorrido de las teorías grupales psicoanalíticas e de las investigaciones psicosomáticas. Presentamos entonces una proposición conceptual para la representación de los fenómenos de la “mente grupal” que emergen en grupos psicoterapéuticos col pacientes psicosomáticos.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Grupo e corpo, no enfoque do modelo de Cambridge</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Group and body, in the perspective of the Cambridge model</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Grupo e cuerpo, desde la perspectiva del modelo de Cambridge</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Lazslo Antonio Ávila<a name="nota1"></a><sup><a href="#nota">1</a></sup></font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Núcleo de Estudo em Saúde Mental e Psicanálise das Configurações Vinculares - NESME    <br> Sociedade de Psicoterapias Analíticas Grupais do Estado de São Paulo - SPAGESP</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a name="topo"></a> <a href="#end">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>       <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>   <HR size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste trabalho apresentamos o modelo de  construção dos sintomas (modelo de Cambridge), adaptado para a análise dos sintomas psicossomáticos, e  fazemos um breve retrospecto das teorias grupais psicanalíticas e das pesquisas psicossomáticas. Apresentamos  a seguir uma proposta conceitual para representar os fenômenos da “mente grupal” que emergem em grupos  terapêuticos com pacientes psicossomáticos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Corpo, Psicossomática, Modelo de Cambridge, “Mente Grupal”</font>.</p>   <HR size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">In this paper we present the symptom’s  construction model (the Cambridge model), adapted for the analysis of the psychosomatic symptoms,  bringing a small retrospect of the psychoanalytical theories on Group and of the psychosomatic  research. Then we present a conceptual proposition to describe the “group mind” phenomena that arise  in therapeutic groups with psychosomatic patients.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Body, Psychosomatics, Cambridge model, “Group mind”.</font></p> <HR size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">En ese artículo presentamos el modelo  de construcción de síntomas (modelo de Cambridge), que fue adaptado para el análisis de los síntomas  psicosomáticos, y hacemos un breve recorrido de las teorías grupales psicoanalíticas e de las  investigaciones psicosomáticas. Presentamos entonces una proposición conceptual para la representación  de los fenómenos de la “mente grupal” que emergen en grupos psicoterapéuticos col pacientes  psicosomáticos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palabras clave:</b>    Cuerpo, Psicosomática, Modelo de Cambridge, “Mente grupal”.</font></p> <HR size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>O presente trabalho é uma primeira aproximação  no sentido da busca de um modelo de representação da “mente grupal”, especialmente quando o grupo em  referência é um grupo terapêutico constituído por pacientes psicossomáticos. Buscaremos caracterizar  aqui as possibilidades de investigação e de intervenção que a adoção de um modelo de representação da  construção dos sintomas, desenvolvido na Universidade de Cambridge, Inglaterra, e adaptado para a  análise da produção psicossomática, oferece.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Três diferentes vertentes conceituais e  práticas convergem aqui. A primeira é o trabalho com grupos, a partir de referenciais psicanalíticos. A  segunda é a das pesquisas investigativas em Psicossomática, tanto as de caráter empírico quanto aquelas  também orientadas  pela psicanálise. E a terceira é o modelo de construção dos sintomas, já trabalhado  para a descrição dos sintomas psicossomáticos e que será objeto de uma análise quanto às suas condições  de representação dos fenômenos da “mente grupal”.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Quanto ao primeiro item, faremos aqui um  breve resumo do desenvolvimento das concepções psicanalíticas aplicadas à teoria e à técnica do manejo  dos grupos. Sabe-se que devemos a Freud a primeira descrição da aplicabilidade da psicanálise para o  estudo dos fenômenos grupais. Já desde antes de seu célebre “Psicologia das Massas e Análise do Ego”  (FREUD, 1921), o criador da psicanálise já havia empreendido análises de dinâmicas psíquicas, onde a  dimensão grupal se apresentava. Assim, por exemplo, os ensaios que Freud dedicou ao estudo do chiste  (1905), suas análises das produções literárias e culturais  (A Gradiva, FREUD, 1907;  Leonardo da  Vinci, FREUD, 1910; O Moisés de Michelangelo, FREUD, 1914, etc.) e, especialmente, o seu grande estudo  sobre as origens míticas da horda humana (Totem e Tabu, FREUD, 1912), já demonstravam o quanto Freud  era sensível e arguto para o reconhecimento das interações dos psiquismos em produções conjuntas,  interpsíquicas. Do mesmo, retrospectivamente, podemos apreciar como no Caso Dora (FREUD, 1905), o  fenômeno histérico aparece superdeterminado pelas complexas relações familiares. Poderíamos ainda  mencionar seus estudos sobre as neuroses infantis (Romances familiares, FREUD, 1909). Mas, é no  extraordinário trabalho de 1921 que Freud demonstra o quanto suas descrições do aparelho psíquico  pressuponham sempre e inevitavelmente as relações do indivíduo com seus semelhantes. Freud é muito  explícito quanto a este ponto, e deste trabalho vamos resgatar o seu esquema, apresentado ao final do  capítulo 8, tal como se segue:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/vinculo/v1n1/1n05fig1.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Com este esquema (FREUD, 1921 [1983], p. 147)  temos uma descrição muito efetiva dos processos identificatórios, essenciais ao funcionamento psíquico  dos grupos. Um mesmo objeto externo, por exemplo um líder, só pode funcionar de uma maneira efetiva  como catalisador grupal, se entre os diversos “egos”, for estabelecida uma mesma operação de  idealização, que possibilite a indivíduos diversos em sua estrutura psíquica, passarem a compartilhar  de um mesmo “objeto interno”, introjetando na instância psíquica do Ideal do Ego, o líder, enquanto  objeto comum de representações. A partir do interior, ou seja, de um Ideal de Ego compartilhado, é que  se desenvolverão as relações recíprocas dos membros do grupo, que se identificam uns aos outros, após  terem todos já se assemelhado na escolha do ideal.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Freud não chegou a desenvolver uma técnica  de trabalho grupal. Limitou-se a demonstrar que a psicanálise era uma descrição ampla e abrangente do  psiquismo humano, e que não havia numa barreira especial que impedisse a extrapolação de suas concepções  do psiquismo individual para os fenômenos inter- e transubjetivos. Dedicou-se a um trabalho onde o  inconsciente e a transferência podiam ser melhor investigados, ou seja, a relação dual da sessão  individual. Porém, Freud sabia que nesta situação de dois corpos, havia muitas outras pessoas em  interação, e que no Inconsciente repousavam gerações e gerações humanas.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Coube aos pós-freudianos o trabalho de  desenvolver as aplicações da Psicanálise aos grupos. Várias correntes de investigação emergiram,  principalmente na década de 50, com diversos autores trabalhando a partir das concepções freudianas, e  integrando conhecimentos de outras áreas, como a Sociologia, a Psicologia e a Dinâmica dos Grupos,  criada por Kurt Lewin. Homenagem seja feita a J.L. Moreno, criador do Psicodrama, que propôs, já na  década de 30, o termo “psicoterapia de grupo”, e desenvolveu rica abordagem terapêutica e investigativa  com os grupos. Na Inglaterra do pós-guerra, vieram Foulkes & Anthony e W. R. Bion. Os primeiros  estabeleceram as bases práticas da psicoterapia grupal, com um conjunto de indicações técnicas e  metodológicas. O segundo, Bion, com apenas um livro, “Experiências com grupos” (BION, 1976), deixou um  enorme legado para a teorização dos processos grupais. Na França, também a partir dos anos 50, diversos  pesquisadores dos grupos, estudaram, desenvolveram técnicas, e realizaram contribuições muito  importantes. Dentre os franceses destacam-se Anzieu e, mais recentemente, R. Kaës. Muito outro autor  vem trabalhando na esfera dos grupos na América Latina, onde significativas pesquisas, aplicações e  teorizações se desenvolvem.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Passemos agora ao segundo item, a  Psicossomática. Esta área de estudos, cuja origem se confunde com os primórdios das técnicas  terapêuticas mais remotas, teve um grande desenvolvimento nos últimos oitenta anos. Seus pioneiros  foram autores com formação psicanalítica, como Georg Groddeck e Franz Alexander. Mas, por razões  históricas, foi nos Estados Unidos da América que a Psicossomática mais se desenvolveu e por isso, sua  orientação metodológica tendeu a se dirigir para as pesquisas empíricas, com critérios positivistas e  uma forte preferência pela Medicina organicista. Devido a isso, a assim chamada Psicossomática  Psicanalítica manteve um desenvolvimento paralelo, e suas contribuições mais importantes não têm  alcançado a divulgação merecida. Um fato que comprova esta divergência é o grande número de pesquisas  empíricas atuais sobre a somatização. Em meu livro, “O Eu e o Corpo” (ÁVILA, 2004), procuro apontar  como o tema das Somatizações é um divisor de águas, onde a pesquisa empírica se vê as voltas com as  limitações do modelo organicista e positivista, sem poder integrar os fenômenos onde a mente e o corpo  confluem e se produzem mutuamente.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Mundialmente, o que se vem verificando, é  que na prática clínica dos médicos clínicos gerais, e principalmente no nível primário de atenção à  saúde, as somatizações representam um tema de imensa importância epidemiológica. MELMED (2001) afirma: </font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>“Daqueles que buscam cuidados primários de saúde, mais de 50% tem problemas que não podem ser  classificados como uma entidade nosológica formal. Um número estimado de 25%  a 75%  dos pacientes dos  postos de saúde tem razões psicossociais ao invés de biomédicas para sua procura”.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>As somatizações  implicam em altíssimos custos sociais, pois os pacientes somatizadores, ao não encontrar soluções  adequadas para seus problemas,  submetem-se a inúmeros exames, e buscam continuamente por diversos  especialistas e serviços de saúde (SERVAN-SCHREIBER et al, 2003). Os custos pessoais, familiares e o  sofrimento do indivíduo são incalculáveis. Há um reconhecimento generalizado de que ainda não se  desenvolveram estratégias adequadas para o manejo desse grave problema de saúde pública (REID; WHOOLEY;  CRAYFORD; HOTOPF, 2001), e entre as técnicas propostas para o trabalho com estes pacientes, figura a  psicoterapia de grupo (SERVAN-SCHREIBER et al, 2003).</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Os sintomas da somatização, ou mais  amplamente, os fenômenos psicossomáticos, embora extensamente estudados, ainda carecem de um modelo  descritivo-explicativo para sua gênese e desenvolvimento. Na busca por tal modelo, propus que o modelo  de Cambridge (BERRIOS;  MARKOVÁ & GIRALA, 2000) fosse adaptado para esta finalidade. Apresentaremos  aqui o referido modelo, e em seguida passaremos para essa nova aplicação, a da descrição do modo de  funcionamento da “mente grupal” em grupo de pacientes psicossomáticos:</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Neste modelo o que verificamos é que um  sintoma psicossomático é um sintoma que evita a barreira da consciência, não consegue alcançar uma  representação ou conceito, e por isso, emerge sintomaticamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/vinculo/v1n1/1n05fig2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Com o presente esquema, do qual não podemos  fazer aqui uma descrição minuciosa, o que vemos é que os sintomas psicossomáticos podem vir a ser  transformados em sintomas adequados a uma transformação terapêutica. Para isso é necessário que eles  ganhem alguma forma de representação verbal. Através do modelo podemos verificar que ou o sintoma  re-emerge na “sopa primordial” para aí poder vir a ser pré-conceituado, ou então, na via denominada  como C(c2), ele ganha conceitos acessórios, suportes para alcançar representabilidade. É aqui exatamente  que poderemos estabelecer uma comparação com os fenômenos grupais.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Nos grupos observamos muitos e complexos  fenômenos. A comunicação entre os membros do grupo promove, freqüentemente, que processos que um  indivíduo se encontrava inconsciente, possam vir à luz, e servirem como poderosos instrumentos de  “insight”. Além da comunicação, a identificação inconsciente entre os membros do grupo é importantíssimo  fator de aglutinação grupal, tanto no sentido negativo de promover as resistências, como no sentido  positivo de instalar os mecanismos participativos que fazem do grupo uma unidade inter- e trans-subjetiva.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Os sintomas psicossomáticos, vividos a  nível individual, são de difícil compreensão. O sujeito que os sofre, costuma assistir perplexo a  emergência de seus sintomas, sem conseguir entender as vinculações entre o aparecimento dos mesmos e os  fatos significativos de sua vida pessoal, tanto consciente quanto inconsciente. Por isso, no grupo,  muitas vezes, é possível tomar um sintoma psicossomático, e fazer os membros do grupo associarem,  produzindo uma circulação de idéias e afetos, que possibilita ao sujeito explorar as significações de  seus sintomas.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Um rápido exemplo clínico: num grupo um  paciente portador de hipertensão essencial se queixava que vivia sentindo “um troço”. Instado pelo  grupo, diz que sente “um negócio”, “uma coisa”, e aos poucos, consegue traduzir seus sintomas de  angústia corporalizada: a opressão que seus conflitos, completamente carentes de representação verbal,  foram adquirindo enquanto sintomas de seu corpo.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Quando um grupo alcança um bom desenvolvimento  terapêutico, ele tanto funciona pela via Cc(2) do esquema acima, ou seja, fornecendo ao indivíduo  conceitos para suas vivências irrepresentadas, quanto, e este o ponto principal que vamos desenvolver,  ele pode possibilitar a instauração de uma “sopa primordial” coletiva.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>A “sopa primordial”, no entender de BERRIOS,  MARKOVÁ & GIRALA, é o sedimento comum,. pré-linguístico, onde as experiências individuais e a multidão  de elementos das experiências coletivas, se encontram, enquanto “tesouro de significantes”, ou seja,  acervo comum para tornar pensáveis as experiências dos indivíduos. É a partir da sopa primordial que  se formarão os conceitos, e onde as idéias tomarão sua forma reconhecível e comunicável. Sem representação,  as experiências ficam informes, em estado de sensações ou “sentimentos sem nome”. Para que um sintoma  psicossomático possa ser psicoterapeuticamente transformado, ele necessita poder ser representado,  necessita de um mergulho na “sopa primordial”, para encontrar nela o “nome”, com o qual possa ser  reconhecido e articulado com o restante da vida mental do sujeito.</font></p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>O grupo compartilha dos elementos culturais  comuns a uma coletividade. Por isso ele é o local privilegiado onde a experiência com a “sopa primordial”  pode se realizar. Em um processo semelhante a um “sonho”, numa experiência onírica dominada pelo  processo primário, os indivíduos de um grupo podem estabelecer trocas de conteúdos psíquicos, e então  encontrar a “tradução” para aquelas vivências que, carentes de representação, poderiam se tornar  sintomas psicossomáticos. É na “sopa primordial” que se realiza aquilo que os autores grupanalistas  tem denominado como a mente grupal. A experiência emocional dos “supostos básicos” de BION, poderia ser  comparada com uma vivência onde diferentes membros de um grupo passam a compartilhar de uma mesma  conceituação para suas experiências e, semelhantemente ao que Freud representou com seu esquema, passam  a adotar as mesmas categorias de representação e, então, a identificar-se.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=3><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p>     <!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>ÁVILA, L.A. <b>O Eu e o Corpo</b>. São Paulo: Escuta, 2004 (no prelo).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779047&pid=S1806-2490200400010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>BERRIOS, G.E., MARKOVÁ, I.S. & GIRALA, N. Persistent  memory complaints: Hypochondria and disorganization, in: BERRIOS, G.E. & HODGES, J. R. (Eds) <b>Memory Disorders in psychiatric practice</b>,  Cambridge: Cambridge University Press, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779048&pid=S1806-2490200400010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>BION, W.R. (1948) <b>Experiências com grupos</b>. Rio de Janeiro: Imago, 1976.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779049&pid=S1806-2490200400010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>FREUD, S. (1921) <b>Psicologia de Grupo e análise do ego</b> , in: Edição Standard  Brasileira das Obras Psicológicas Completas, Rio de Janeiro: Imago, Vol. XVIII, 1980.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779050&pid=S1806-2490200400010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>_________ (1907) Delírios e sonhos na Gradiva, de Jensen, in: Op. Cit., Vol. IX.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779051&pid=S1806-2490200400010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>_________ (1910) Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância, in: Op. Cit., Vol. XI.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779052&pid=S1806-2490200400010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>_________ (1914) O Moisés de Michelangelo”, in: Op. Cit., Vol. XIII.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779053&pid=S1806-2490200400010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>__________ (1912) <b>Totem e Tabu</b>. In: Op. Cit., Vol. XIII.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779054&pid=S1806-2490200400010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>_________ (1905) Fragmento da análise de um caso de histeria. (O Caso Dora) (1905). In: Op. Cit., vol. VII.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779055&pid=S1806-2490200400010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>___________ (1909) <b>Romances familiares.</b> In: Op. cit., Vol. IX.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779056&pid=S1806-2490200400010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>MELMED, R. N. <b>Mind, Body and Medicine</b>, Oxford: Oxford University Press, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779057&pid=S1806-2490200400010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>REID, S; WHOOLEY, D; CRAYFORD, T; HOTOPF, M - Medically unexplained symptoms - GP’s attitudes towards their cause and management; <b>Fam Pract</b> 18(5): 519-23, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779058&pid=S1806-2490200400010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>SERVAN-SCHREIBER, KOLB & TABAS (2003) Somatização, Primeira Parte - diagnóstico prático, in: <b>Neuropsiconews</b>, Sociedade Brasileira de informações de Patologias Médicas, número 53, 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3779059&pid=S1806-2490200400010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/vinculo/v1n1/seta.gif"></a><b> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b></font>    <br>    <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Lazslo Antonio Ávila</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> E-mail: <a href="mailto:lazlo@terra.com.br">lazlo@terra.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=4><a name="nota"></a></font>    <br> <FONT face=Verdana size=2><B><sup><A href="#nota1">1</A></sup></B></FONT> <FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Psicólogo, grupalista, mestre e doutor (USP), membro da SPAGESP e NESME.</FONT></P>      ]]></body>
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