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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Sensations, feelings and emotions are well-known words and used in everyday life. However, there is confusion about the concept, especially when it comes to feelings and emotions, where those terms are viewed as similar. Sometimes even among experts the concept can be confusing. The objective of this study was to provide a conceptual basis for the differentiation of sensations, feelings and emotions, performing a literature narrative review in books and scientific papers. We used the databases SciELO and SAGE. After differentiation of the constructs was discussed how these concepts can operate in Gestalt therapy in the clinical setting. It was observed the importance of these processes for clinical gestalt therapy, particularly with regard to expanding the awareness and dialogical relationship.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Diferenciando sensa&ccedil;&otilde;es, sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es: uma articula&ccedil;&atilde;o  com a abordagem gest&aacute;ltica. </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Differentiating sensations, feelings and emotions: an  articulation with the Gestalt approach.</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Adieliton Tavares Cezar<sup><a name="t*"></a><a href="#n*">*</a></sup>;Helena Pinheiro Juc&aacute;-Vasconcelos</b><sup><a name="t**"></a><a href="#n**">**</a></sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade C&acirc;ndido Mendes, RJ. - (UCAM); Universidade Gama Filho, RJ &ndash; (UGF).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr nonshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sensa&ccedil;&otilde;es, sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o palavras  bem conhecidas e utilizadas no cotidiano. Contudo, existe uma confus&atilde;o quanto &agrave;  conceitua&ccedil;&atilde;o, principalmente no que se refere a sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es, onde  tais termos s&atilde;o vistos como semelhantes. Por vezes, at&eacute; entre especialistas a  conceitua&ccedil;&atilde;o pode ser confusa. O objetivo deste estudo foi apresentar uma base  conceitual para a diferencia&ccedil;&atilde;o de sensa&ccedil;&otilde;es, sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es, realizando  uma revis&atilde;o narrativa de literatura atrav&eacute;s de livros e artigos cient&iacute;ficos. SciELO  e SAGE foram as bases de dados utilizadas. Ap&oacute;s a diferencia&ccedil;&atilde;o dos construtos,  foi abordado como estes conceitos podem operar na Gestalt-terapia no &acirc;mbito  cl&iacute;nico. P&ocirc;de-se observar a import&acirc;ncia destes processos para cl&iacute;nica  gest&aacute;ltica, sobretudo no que tange &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o da <em>&quot;awareness&quot;</em> e rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavra-chave:</b> sensa&ccedil;&atilde;o; sentimento;  emo&ccedil;&atilde;o; Gestalt-terapia; <em>&quot;awareness&quot;</em>.</font></p> <hr nonshade size="1">       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sensations,  feelings and emotions are well-known words and used in everyday life. However,  there is confusion about the concept, especially when it comes to feelings and  emotions, where those terms are viewed as similar. Sometimes even among experts  the concept can be confusing. The objective of this study was to provide a  conceptual basis for the differentiation of sensations, feelings and emotions,  performing a literature narrative review in books and scientific papers. We  used the databases SciELO and SAGE. After differentiation of the constructs was  discussed how these concepts can operate in Gestalt therapy in the clinical  setting. It was observed the importance of these processes for clinical gestalt  therapy, particularly with regard to expanding the awareness and dialogical  relationship.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords: </b>sensation;  feeling; emotion; Gestalt-therapy; awareness.</font></p> <hr nonshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a participa&ccedil;&atilde;o em um grupo de supervis&atilde;o  cl&iacute;nica em Gestalt-terapia, foi poss&iacute;vel observar a dificuldade de alguns  acad&ecirc;micos de psicologia em diferenciar os termos sensa&ccedil;&atilde;o, sentimento e  emo&ccedil;&atilde;o. Estes s&atilde;o termos que se apresentam frequentemente na Gestalt-terapia e  desempenham um papel importante no processo terap&ecirc;utico norteado por esta  abordagem. Sendo assim, faz-se importante saber diferenci&aacute;-los.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente artigo, de natureza te&oacute;rica,  objetiva-se a definir sensa&ccedil;&atilde;o, sentimento e emo&ccedil;&atilde;o, apontando as contribui&ccedil;&otilde;es  de Reeve (2006); LeDoux (2007); Scherer (2005) e Dam&aacute;sio (2000), e apontar as  fun&ccedil;&otilde;es destes processos na Gestalt-terapia. Na primeira se&ccedil;&atilde;o, os conceitos  ser&atilde;o discutidos a fim de enunciar as diferen&ccedil;as entre eles. Na segunda se&ccedil;&atilde;o  ser&aacute; apresentado como e quando esses processos s&atilde;o destacados na  Gestalt-terapia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Definindo os  processos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A explora&ccedil;&atilde;o das sensa&ccedil;&otilde;es na Psicologia  iniciou-se com Wundt, na Alemanha do s&eacute;culo XIX, com a instala&ccedil;&atilde;o do  Laborat&oacute;rio de Psicologia Experimental na Universidade de Leipzig. O  laborat&oacute;rio tinha como proposta realizar experimentos na &aacute;rea de  Psicofisiologia. Nele, Wundt desenvolveu a concep&ccedil;&atilde;o de paralelismo psicof&iacute;sico.  Segundo este conceito, aos fen&ocirc;menos mentais correspondem fen&ocirc;menos org&acirc;nicos  (BOCK; FURTADO; TEIXEIRA, 2008)<sup><a name="t1"></a><a href="#n1">1</a></sup>. Polster  e Polster (2001) defendem a import&acirc;ncia do trabalho de Wundt para o cen&aacute;rio  psicoterap&ecirc;utico, levando em considera&ccedil;&atilde;o as sensa&ccedil;&otilde;es como suporte b&aacute;sico.  Entretanto, para eles o problema foi que a pesquisa de Wundt nunca teve o toque  humanista que atrairia o psicoterapeuta.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Identificar as sensa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas n&atilde;o &eacute; uma  tarefa f&aacute;cil. Polster e Polster (2001) exp&otilde;em que se fosse poss&iacute;vel fechar a  dist&acirc;ncia entre as sensa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas e o comportamento mais complexo,  provavelmente haveria menos exemplos de a&ccedil;&otilde;es incongruentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As sensa&ccedil;&otilde;es podem ser definidas como a  impress&atilde;o causada em um &oacute;rg&atilde;o receptor atrav&eacute;s de um est&iacute;mulo (interno ou externo).  Portanto, a sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno puramente perceptual, basicamente uma  atividade dos sentidos (RIES, 2004; REEVE, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ries (2004) defende que h&aacute; um erro de  compreens&atilde;o sobre o termo sensa&ccedil;&atilde;o. Tal erro &eacute; causado pelo uso indevido do  termo no senso comum. <em>&ldquo;Quando o leigo diz  que teve uma sensa&ccedil;&atilde;o, ele est&aacute; se referindo, muitas vezes a uma intui&ccedil;&atilde;o&rdquo;</em> (RIES, 2004, p.51-52). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que tange aos sentimentos, estes s&atilde;o  fen&ocirc;menos muito mais complexos que as sensa&ccedil;&otilde;es. Os sentimentos possuem uma  caracter&iacute;stica que vai al&eacute;m do alcance das sensa&ccedil;&otilde;es: possuem uma avalia&ccedil;&atilde;o  pessoal e uma tentativa de encaixe de um acontecimento espec&iacute;fico em um esquema  mais amplo das pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias do sujeito. As sensa&ccedil;&otilde;es, por outro lado,  podem ser aceitas sem a exig&ecirc;ncia desse senso de encaixe (POLSTER; POLSTER,  2001). Portanto, sentimentos envolvem compreens&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LeDoux (2007) aponta que para o sentimento  ocorrer &eacute; necess&aacute;rio a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s componentes processuais eliciados  pela emo&ccedil;&atilde;o: a representa&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo emocional, a recupera&ccedil;&atilde;o de  significados associados a esse est&iacute;mulo e a percep&ccedil;&atilde;o consciente de estados do  corpo. Para o autor, sentimentos s&atilde;o emo&ccedil;&otilde;es conscientes. A conscientiza&ccedil;&atilde;o da  emo&ccedil;&atilde;o &eacute;, portanto, a condi&ccedil;&atilde;o que distingue o sentimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es, estas s&atilde;o muito mais  complexas do que inicialmente aparentam ser. Reeve (2006) enfatiza que todos, a  princ&iacute;pio, conhecem as emo&ccedil;&otilde;es como sentimentos. O autor explica que isso  ocorre porque o aspecto sentimento de uma emo&ccedil;&atilde;o tem destaque na experi&ecirc;ncia do  indiv&iacute;duo. O sentimento &eacute; um dos componentes da emo&ccedil;&atilde;o, inserindo-se como  experi&ecirc;ncia subjetiva (SCHERER, 2005; REEVE, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Bock, Furtado e Teixeira (2008),  as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o express&otilde;es de afeto acompanhadas de rea&ccedil;&otilde;es intensas e breves do  organismo em resposta a um acontecimento inesperado ou, &agrave;s vezes, muito  aguardado, fantasiado. Nas emo&ccedil;&otilde;es &eacute; poss&iacute;vel observar a rela&ccedil;&atilde;o entre os  afetos e a express&atilde;o corporal. As rea&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas presentes na emo&ccedil;&atilde;o fogem  ao controle do indiv&iacute;duo. Os autores citam que <em>&ldquo;podemos &lsquo;segurar o choro&rsquo;, mas n&atilde;o conseguimos deixar de &lsquo;chorar por  dentro&rsquo;, sentindo aquele n&oacute; na garganta. &Agrave;s vezes at&eacute; tentamos, mas n&atilde;o  conseguimos segurar duas ou tr&ecirc;s l&aacute;grimas que escorrem, traindo-nos e  demonstrando nossa emo&ccedil;&atilde;o&rdquo;</em> (BOCK; FURTADO; TEIXEIRA, 2008, p. 167). Eles  ainda exp&otilde;em que todas as rea&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas relativas &agrave; emo&ccedil;&atilde;o s&atilde;o importantes  descargas de tens&atilde;o. Portanto, de acordo com esses autores, a emo&ccedil;&atilde;o &eacute; um  momento de tens&atilde;o em um organismo, e as rea&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas s&atilde;o descargas  emocionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Scherer (2005) aponta a exist&ecirc;ncia de cinco  componentes para que haja um estado emocional: cogni&ccedil;&atilde;o, sintomas f&iacute;sicos  (componentes neurol&oacute;gicos), motiva&ccedil;&atilde;o, express&atilde;o motora e experi&ecirc;ncia subjetiva  ou sentimento. O componente cognitivo da emo&ccedil;&atilde;o avalia os objetos e eventos que  se manifestam no mundo externo. O componente neurofisiol&oacute;gico surge para a regula&ccedil;&atilde;o  do organismo. A fun&ccedil;&atilde;o do componente motivacional &eacute; preparar e direcionar  a&ccedil;&otilde;es. A express&atilde;o motora manifesta a rea&ccedil;&atilde;o e sua inten&ccedil;&atilde;o correspondente. A  experi&ecirc;ncia subjetiva monitora o estado do organismo frente &agrave; sua intera&ccedil;&atilde;o com  os eventos e objetos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Reeve (2006) complementa que as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o  multidimensionais e envolvem fen&ocirc;menos subjetivos, biol&oacute;gicos, sociais e  geralmente h&aacute; um prop&oacute;sito. Entretanto, nenhuma dessas dimens&otilde;es em separado &eacute;  capaz de definir adequadamente a emo&ccedil;&atilde;o. Os fen&ocirc;menos subjetivos despertam um  sentir de determinado modo (raiva, alegria). As rea&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas s&atilde;o  respostas mobilizadoras de energia que preparam o corpo para se adaptar &agrave;s  diversas situa&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo tenha que enfrentar. A emo&ccedil;&atilde;o cria um desejo  motivacional para se fazer algo que, sem ela, n&atilde;o far&iacute;amos (combater um  inimigo, protestar, abra&ccedil;ar), e a isso denomina-se agente de prop&oacute;sito. Os  fen&ocirc;menos sociais surgem ao emitirmos sinais (faciais, posturais e vocais) que  comunicam aos outros a qualidade e intensidade de nossa emo&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Scherer (2005) acrescenta que as emo&ccedil;&otilde;es  resultam de altera&ccedil;&otilde;es sincronizadas e inter-relacionadas desses componentes em  resposta a est&iacute;mulos que o indiv&iacute;duo avalia como tendo algum significado  relevante. &Eacute; esse significado que far&aacute; emergir a emo&ccedil;&atilde;o, que ser&aacute; mais ou menos  intensa de acordo com o valor de relev&acirc;ncia atribu&iacute;do ao evento. O evento pode  ser externo (comportamento de outra pessoa, situa&ccedil;&atilde;o geradora de medo)  adquirindo um significado para o bem-estar da pessoa; pode tamb&eacute;m ser interno,  quando o comportamento da pr&oacute;pria pessoa &eacute; o disparador da emo&ccedil;&atilde;o (culpa;  orgulho; vergonha). Para Reeve (2006) <em>&ldquo;emo&ccedil;&atilde;o  &eacute; a palavra usada pelos psic&oacute;logos para dar nome a esse processo coordenado e  sincronizado&rdquo;</em> (REEVE, 2006, p. 191).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Reeve (2006), as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o  fen&ocirc;menos expressivos e propositivos, possuindo curta dura&ccedil;&atilde;o. Envolvem estados  de sentimentos e ativa&ccedil;&atilde;o, auxiliando o indiv&iacute;duo na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s oportunidades  e desafios que precisa enfrentar durante eventos importantes da vida. Perls  (2002) enfatiza que nenhuma emo&ccedil;&atilde;o ocorre sem que seus componentes fisiol&oacute;gicos  e psicol&oacute;gicos entrem em a&ccedil;&atilde;o. O autor confirma a necessidade de se pensar no  funcionamento do organismo em intera&ccedil;&atilde;o com seu ambiente. <em>&ldquo;Uma emo&ccedil;&atilde;o &eacute; a &lsquo;awareness&rsquo; integrativa de uma rela&ccedil;&atilde;o entre organismo  e ambiente, como tal &eacute; a fun&ccedil;&atilde;o do campo&rdquo;</em> (PERLS; HEFFERLINE; GOODMAN,  1997, p.212).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Exposto a defini&ccedil;&atilde;o de cada processo, podem-se  observar as seguintes diferen&ccedil;as entre eles: sensa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o rea&ccedil;&otilde;es corporais,  causadas por um est&iacute;mulo. S&atilde;o, portanto, fen&ocirc;menos puramente perceptuais. Os  sentimentos s&atilde;o experi&ecirc;ncias subjetivas, acess&iacute;veis apenas &agrave; pr&oacute;pria pessoa. As  emo&ccedil;&otilde;es, por outro lado, s&atilde;o expressivas, observ&aacute;veis pelos outros (DAM&Aacute;SIO,  2000). Outra diferen&ccedil;a entre sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es, conforme apontado por Reeve  (2006) e Bock, Furtado e Teixeira (2008) &eacute; a dura&ccedil;&atilde;o. Os sentimentos s&atilde;o mais  duradouros, menos explosivos e n&atilde;o v&ecirc;m acompanhados de rea&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas  intensas. J&aacute; as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fortes, passageiras e mut&aacute;veis. Portanto, o que  emociona um indiv&iacute;duo hoje, pode n&atilde;o emocion&aacute;-lo amanh&atilde;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>A rela&ccedil;&atilde;o com  a Gestalt-terapia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na literatura gest&aacute;ltica &eacute; comum encontrar os  termos sensa&ccedil;&atilde;o, sentimento e emo&ccedil;&atilde;o. Nesta abordagem, estes s&atilde;o processos que  desempenham um importante papel no processo psicoterap&ecirc;utico. Contudo, a  conceitua&ccedil;&atilde;o desses termos ainda se apresenta de forma confusa, principalmente  entre estudantes de gradua&ccedil;&atilde;o, como p&ocirc;de ser observado pelos autores do  presente trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Polster e Polster (2001) apontam a import&acirc;ncia das  sensa&ccedil;&otilde;es quando citam que &eacute; por meio dela que cresce toda a a<em>wareness</em> mais elevada. Assim, no  trabalho gest&aacute;ltico, a sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; a base pela qual se desenvolve todo o  processo psicoterap&ecirc;utico e por meio da qual se inicia o trabalho com a <em>awareness</em>, o foco da gestalt-terapia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A a<em>wareness</em> &eacute; uma  tomada de consci&ecirc;ncia plena no momento presente. &Eacute; um processo de compreender,  de reunir partes separadas em um todo significante. &Eacute; uma aten&ccedil;&atilde;o ao conjunto  de percep&ccedil;&atilde;o pessoal, corporal, emocional, interior e exterior. A <em>awareness</em> &eacute; um meio para manter-se  atualizado, um processo cont&iacute;nuo e sempre dispon&iacute;vel. Ao explor&aacute;-la, o indiv&iacute;duo  pode identificar os componentes presentes nas experi&ecirc;ncias cotidianas que  formam a subst&acirc;ncia de sua vida (GINGER; GINGER, 1995; POLSTER; POLSTER, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fukumitsu (2012) entende a <em>awareness</em> como uma capacidade de integra&ccedil;&atilde;o entre <em>o que</em> o indiv&iacute;duo faz e <em>como</em> faz. A autora aponta ainda que este  processo envolve  tr&ecirc;s zonas denominadas zonas de<em> awareness</em>,  sendo elas: <b><em>Awareness</em> do mundo exterior:</b> todos os contatos estabelecidos  por meio das fun&ccedil;&otilde;es de contato<sup><a name="t2"></a><a href="#n2">2</a></sup>. <b><em>Awareness</em> do mundo interior:</b> respira&ccedil;&atilde;o, sensa&ccedil;&otilde;es, sentimentos, emo&ccedil;&otilde;es, percep&ccedil;&otilde;es  da tens&atilde;o, relaxamento, postura. <b><em>Awareness</em> da atividade da fantasia:</b> todas as atividades mentais &ndash; pensamento, imagina&ccedil;&atilde;o, projetos etc. (FUKUMITSU,  2012, p.70). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a amplia&ccedil;&atilde;o da <em>awareness</em> ocorre quando h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis cognitivos,  sensoriais, motores, emocionais e energ&eacute;ticos. Com isso o indiv&iacute;duo passa a ter  uma percep&ccedil;&atilde;o clara daquilo que ele experiencia (FUKUMITSU, 2012). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Zinker (2001) aponta a <em>awareness</em> como a segunda etapa do ciclo do contato, precedida pelas  sensa&ccedil;&otilde;es, que iniciam o ciclo. Assim, enfatiza-se o que foi proposto por  Polster e Polster (2001) onde a sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; a base da a<em>wareness</em>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O ciclo do contato &eacute; apresentado por diversos  autores, de variadas maneiras &ndash; podendo ter de tr&ecirc;s a oito fases (GINGER;  GINGER, 1995). Adotando a contribui&ccedil;&atilde;o de Zinker (2001), pode-se compreender o  ciclo como o processo de forma&ccedil;&atilde;o e dissolu&ccedil;&atilde;o de <em>gestalten</em>, onde uma necessidade dominante em determinado momento  requer a aten&ccedil;&atilde;o at&eacute; chegar a seu fechamento. O autor aponta cinco fases no  ciclo: sensa&ccedil;&atilde;o, <em>awareness,</em> a&ccedil;&atilde;o,  contato e retraimento. J&aacute; Ginger e Ginger (1995) dividem o ciclo em quatro  etapas: pr&eacute;-contato, contato, contato final e p&oacute;s-contato. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pr&eacute;-contato &eacute; essencialmente uma fase de  sensa&ccedil;&otilde;es. Nela, a percep&ccedil;&atilde;o ou a excita&ccedil;&atilde;o nascente no corpo se tornar&aacute; figura  e solicitar&aacute; aten&ccedil;&atilde;o. O contato constitui uma fase ativa, por meio da qual o  organismo deve enfrentar o meio. &Eacute; um processo, &eacute; o estabelecimento de contato.  O objeto desejado definir&aacute; a figura enquanto a excita&ccedil;&atilde;o do corpo se tornar&aacute; o  fundo. Essa fase geralmente &eacute; acompanhada de uma emo&ccedil;&atilde;o. Contato final &eacute; a fase  de contato pleno. H&aacute; coes&atilde;o entre percep&ccedil;&atilde;o, emo&ccedil;&atilde;o e movimento. O p&oacute;s-contato  &eacute; a fase final, onde haver&aacute; assimila&ccedil;&atilde;o que favorecer&aacute; o crescimento. &Eacute; aqui  que as experi&ecirc;ncias ser&atilde;o digeridas, integrando a experi&ecirc;ncia na viv&ecirc;ncia do  indiv&iacute;duo, ressituando o momento presente na dimens&atilde;o hist&oacute;rica de cada um  (GINGER; GINGER, 1995). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os sentimentos desempenham uma importante fun&ccedil;&atilde;o na meta da  Gestalt-terapia, que &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o. De acordo com Polster e Polster (2001), o  Gestalt-terapeuta busca que a pessoa possa abrir espa&ccedil;o para os sentimentos e  os utilizar como um meio para integrar os v&aacute;rios detalhes de sua vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como j&aacute; apresentado anteriormente, os sentimentos j&aacute;  possuem, em si, caracter&iacute;sticas de integra&ccedil;&atilde;o. O Gestalt-terapeuta recorre  frequentemente ao que o consulente est&aacute; sentindo para que sua experi&ecirc;ncia possa  se tornar mais clara e possa haver uma amplia&ccedil;&atilde;o de consci&ecirc;ncia (expans&atilde;o de <em>awareness</em>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; importante ressaltar que o processo psicoterap&ecirc;utico em  Gestalt-terapia utiliza-se da fenomenologia como m&eacute;todo. A fenomenologia busca  a compreens&atilde;o daquilo que se apresenta sem utilizar a interpreta&ccedil;&atilde;o do  observador. Para isso, emprega-se a redu&ccedil;&atilde;o fenomenol&oacute;gica, colocando &ldquo;entre  par&ecirc;nteses&rdquo; ideias pr&eacute;-concebidas (YONTEF, 1998). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pr&aacute;tica cl&iacute;nica norteada pela fenomenologia tem por  objetivo ir &agrave;s coisas mesmas &ndash; vividas, sentidas e significadas - por  interm&eacute;dio da presen&ccedil;a humana. Com o m&eacute;todo fenomenol&oacute;gico em psicoterapia,  busca-se o significado da experi&ecirc;ncia vivida pelo consulente (ANDRADE, 2007;  MOREIRA, 2009). M&uuml;ller-Granzotto e M&uuml;ller-Granzotto (2012) destacam que o  m&eacute;todo fenomenol&oacute;gico na psicoterapia consiste numa percep&ccedil;&atilde;o clara daquilo que  se manifesta enquanto o consulente se expressa. &Eacute; uma postura do terapeuta para  enxergar aquilo que se apresenta na sess&atilde;o como &oacute;bvio, mas n&atilde;o necessariamente  consciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o intuito de trazer o significado daquilo que foi  experienciado, o Gestalt-terapeuta pede com frequ&ecirc;ncia ao consulente que  descreva suas sensa&ccedil;&otilde;es e/ou sentimentos. Como s&atilde;o processos vivenciados por  ele, o terapeuta n&atilde;o pode acess&aacute;-los a n&atilde;o ser por meio da descri&ccedil;&atilde;o. Pelo  relato feito, o psicoterapeuta pode buscar compreender as interrup&ccedil;&otilde;es no ciclo  do contato e perceber onde e quando estes bloqueios ocorrem.  Al&eacute;m disso, o relato permite que ocorra a inclus&atilde;o, termo importante na rela&ccedil;&atilde;o  dial&oacute;gica, parte constituinte da Gestalt-terapia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A postura dial&oacute;gica baseia-se num encontro  genu&iacute;no onde as pessoas s&atilde;o vistas e confirmadas como seres singulares (HYCNER,  1995; YONTEF, 1998). Buber (1970 <em>apud</em> HYCNER; JACOBS, 1997) enfatiza que o fundamento necess&aacute;rio para o encontro &eacute; a  inclus&atilde;o. Yontef (1998, p.148) defende que a &ldquo;inclus&atilde;o &eacute; a forma mais elevada  de confirma&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A inclus&atilde;o requer disponibilidade do psicoterapeuta para  entrar no mundo fenomenol&oacute;gico do outro, sendo capaz de imaginar a realidade do  consulente, perscrutando sua vis&atilde;o, buscando enxergar o mundo com os olhos do  outro de maneira t&atilde;o completa quanto for poss&iacute;vel, por&eacute;m, mantendo a sua  pr&oacute;pria identidade.&nbsp; (HYCNER; JACOBS,  1997; YONTEF, 1998). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica &eacute; horizontal e nela h&aacute; o  desejo de encontrar o outro como pessoa, sem metas pr&eacute;-estabelecidas (MENDON&Ccedil;A;  COSTA, 2012; YONTEF, 1998). Essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; embasada no que Buber nomeou de  Eu-Tu. Jacobs (1978 <em>apud</em> YONTEF,  1998, p.241) apresenta a atitude Eu-Tu como sendo a <em>&ldquo;forma de contato mais profundamente desenvolvida&rdquo;</em>. Hycner (1995,  p.68) aponta que o importante nessa postura &eacute; <em>&ldquo;a abertura e inten&ccedil;&atilde;o com que uma pessoa encontra a outra&rdquo;</em>.  Cardoso (2013) defende que o dial&oacute;gico auxilia o consulente a desenvolver um  senso de seguran&ccedil;a ao confirmar a exist&ecirc;ncia total do outro, sintetizando o  conceito como presen&ccedil;a. Assim, s&oacute; nos conhecemos em rela&ccedil;&atilde;o. S&oacute; entramos em  contato com nossas sensa&ccedil;&otilde;es, sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o, pois em  Gestalt-terapia, o <em>self</em><sup><a name="t3"></a><a href="#n3">3</a></sup> n&atilde;o &eacute; um eu isolado, mas um sistema de contatos em um determinado momento. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, cabe ressaltar a import&acirc;ncia de o  Gestalt-terapeuta conhecer os construtos sensa&ccedil;&atilde;o, sentimento e emo&ccedil;&atilde;o para um  trabalho cl&iacute;nico mais assertivo. Quando o psicoterapeuta n&atilde;o tem bem definido  esses conceitos e inicia com o consulente um trabalho de amplia&ccedil;&atilde;o de <em>awareness</em>, pode ocorrer o mecanismo de  deflex&atilde;o. A deflex&atilde;o consiste em uma tentativa de evitar o contato. &Eacute; uma  esquiva, uma fuga, uma manobra para tirar o contato. Com a deflex&atilde;o a a&ccedil;&atilde;o fica  sem alvo, tornando-se mais fraca e menos efetiva. O contato pode ser defletido  tanto por quem inicia a intera&ccedil;&atilde;o ou por quem responde a ela. Embora  geralmente possa ser auto limitadora, a deflex&atilde;o pode ser &uacute;til. H&aacute; situa&ccedil;&otilde;es  que s&atilde;o dif&iacute;ceis para se lidar com elas e das quais as pessoas precisam se  afastar. O problema come&ccedil;a quando a pessoa se torna dependente da deflex&atilde;o ou  n&atilde;o consegue discriminar quando ela &eacute; necess&aacute;ria (YONTEF, 1998; POLSTER; POLSTER,  2001).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Considera&ccedil;&otilde;es  Finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste artigo foram apresentadas as  contribui&ccedil;&otilde;es de Dam&aacute;sio (2000), Scherer (2004), Reeve (2006) e LeDoux (2007)  na defini&ccedil;&atilde;o de sensa&ccedil;&otilde;es, sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es. Foi poss&iacute;vel observar que as  sensa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fen&ocirc;menos puramente perceptivos; sentimentos s&atilde;o fen&ocirc;menos  subjetivos; emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es afetivo-expressivas, relacionando aspectos  psicol&oacute;gicos e fisiol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, foi apresentada uma rela&ccedil;&atilde;o entre  esses processos e a Gestalt-terapia, em que foi poss&iacute;vel notar que os tr&ecirc;s  processos desempenham um importante papel na abordagem gest&aacute;ltica, objetivando  integra&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da <em>awareness.</em></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de amplia&ccedil;&atilde;o de <em>awareness</em> &eacute; o foco central da Gestalt-terapia. A base da <em>awareness</em> s&atilde;o as sensa&ccedil;&otilde;es, portanto, &eacute;  fundamental conhec&ecirc;-las e diferenci&aacute;-las de outros processos, tais como os  sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es. Quando o psicoterapeuta n&atilde;o tem bem definido esses  construtos, ele pode apresentar dificuldades no manejo cl&iacute;nico &ndash; quando o  objetivo for amplia&ccedil;&atilde;o de <em>awareness</em>.  Dessa forma, quando o consulente demonstrar dificuldade na percep&ccedil;&atilde;o de suas  sensa&ccedil;&otilde;es ou sentimentos, o psicoterapeuta pode n&atilde;o conseguir orient&aacute;-lo no  trabalho de conscientiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">P&ocirc;de-se observar que a dificuldade relacionada  &agrave; defini&ccedil;&atilde;o dos processos de sensa&ccedil;&atilde;o, sentimento e emo&ccedil;&atilde;o &eacute; comum em  psicoterapeutas em forma&ccedil;&atilde;o. Como j&aacute; apontado anteriormente neste trabalho, at&eacute;  mesmo entre os profissionais a conceitua&ccedil;&atilde;o &eacute; confusa. Tal confus&atilde;o pode  atrapalhar o manejo cl&iacute;nico durante a sess&atilde;o, dando margem &agrave; deflex&atilde;o (como foi  observado durante algumas reuni&otilde;es de supervis&atilde;o).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por se tratar de processos importantes na  Gestalt-terapia, a compreens&atilde;o e a diferencia&ccedil;&atilde;o entre os construtos sensa&ccedil;&atilde;o,  sentimento e emo&ccedil;&atilde;o se faz necess&aacute;ria para uma abordagem mais assertiva,  auxiliando o Gestalt-terapeuta na condu&ccedil;&atilde;o do trabalho de amplia&ccedil;&atilde;o de <em>awareness</em>. Conscientes da necessidade de  mais estudos sobre o tema, acredita-se que este trabalho &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o  para novas pesquisas entre processos psicol&oacute;gicos e a Gestalt-terapia.  Espera-se que o presente artigo seja um impulso para novas pesquisas na &aacute;rea,  contribuindo com o conhecimento e pr&aacute;tica cl&iacute;nica da abordagem gest&aacute;ltica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LeDOUX, Joseph. <b>Unconscious and  conscious contributions to the emotions and cognitive aspects of emotions: a  comment on Scherer's view of what an emotion is.&nbsp;Social Science Information</b>,v.46, 2007. Dispon&iacute;vel em: http://ssi.sagepub.com/content/46/3/395.&nbsp; Acesso em: 18 jun. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210383&pid=S1807-2526201600010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MENDON&Ccedil;A, Marisete Malaguth.; COSTA, Virginia Suassuna  Martins. EU-TU E EU-ISSO. <em>In:</em> FRAZ&Atilde;O, Lilian Meyer; FUKUMITSU, Karina Okajima. (Orgs.). <b>Gestalt-terapia:  fundamentos epistemol&oacute;gicos e influ&ecirc;ncias filos&oacute;ficas</b>. S&atilde;o Paulo: Summus, 2013. p.97-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210385&pid=S1807-2526201600010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MOREIRA, Virginia. <b>Da empatia &agrave; compreens&atilde;o do lebenswelt  (mundo vivido) na psicoterapia humanista-fenomenol&oacute;gica</b>.<em>Rev. latinoam. psicopatol.  fundam.</em>,&nbsp; S&atilde;o Paulo ,&nbsp; v. 12,&nbsp;n. 1,&nbsp;Mar.&nbsp;  2009 . &nbsp; Dispon&iacute;vel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-47142009000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso.&nbsp; Acesso em:&nbsp; 30&nbsp; jun.&nbsp;  2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210387&pid=S1807-2526201600010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">M&Uuml;LLER-GRANZOTTO, Marcos Jos&eacute;.;  M&Uuml;LLER-GRANZOTTO, Rosane Lorena. FENOMENOLOGIA. In: D&rsquo;ACRI, Gladys.; LIMA,  Patricia.; ORGLER, Sheila. (Orgs.). <b>Dicion&aacute;rio  de gestalt-terapia: &ldquo;gestalt&ecirc;s&rdquo;</b>. S&atilde;o Paulo: Summus, 2012. p.116-118.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PERLS, Frederick Salomon. <b>Ego, fome e agress&atilde;o</b>. S&atilde;o Paulo: Summus, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210390&pid=S1807-2526201600010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PERLS,  Frederick Salomon; HEFFERLINE, Ralph; GOODMAN, Paul. <b>Gestalt-terapia</b>. S&atilde;o Paulo: Summus, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210392&pid=S1807-2526201600010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">POLSTER, Erving.; POLSTER, Miriam. <b>Gestalt-terapia integrada.</b> S&atilde;o Paulo: Summus, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210394&pid=S1807-2526201600010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">REEVE, Johnmarshall. <b>Motiva&ccedil;&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o</b>. Rio  de Janeiro: LTC, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210396&pid=S1807-2526201600010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RIES, Bruno Edgar; SENSA&Ccedil;&Atilde;O E PERCEP&Ccedil;&Atilde;O. <em>In:</em> RIES, Bruno Edgar.; RODRIGUES,  Elaine Wainberg (Orgs). <b>Psicologia e  Educa&ccedil;&atilde;o: fundamentos e reflex&otilde;es</b>. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004. p.49-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210398&pid=S1807-2526201600010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SCHERER, Klaus. <b>What are emotions? And how can they be measured?</b> Social Science Information, v.44, n.4, 2005. Dispon&iacute;vel em: http://ssi.sagepub.com/content/44/4/695.&nbsp; Acesso em: 20 jun. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210400&pid=S1807-2526201600010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">YONTEF, Gary. <b>Processo, di&aacute;logo e awareness: ensaios em Gestalt-terapia</b>. S&atilde;o Paulo: Summus, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210402&pid=S1807-2526201600010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ZINKER, Joseph. <b>A busca da eleg&acirc;ncia em psicoterapia: uma abordagem gest&aacute;ltica com  casais, fam&iacute;lias e sistemas &iacute;ntimos</b>. S&atilde;o Paulo: Summus, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1210404&pid=S1807-2526201600010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>NOTAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="n*"></a><a href="#t*">*</a></sup> Psic&oacute;logo graduado pelo Centro Universit&aacute;rio Celso Lisboa, RJ - (UCL);  P&oacute;s-graduando em Psicopedagogia Cl&iacute;nica e institucional pela Universidade  C&acirc;ndido Mendes, RJ. - (UCAM).    <br> <sup><a name="n**"></a><a href="#t**">**</a></sup>  Psic&oacute;loga, Especialista em Psicologia Cl&iacute;nico - Institucional / IP/UERJ;  Mestre em Psicologia Cl&iacute;nica PUC - Rio; Gestalt-terapeuta, formada pelo Centro  de Gestalt-terapia Sandra Salom&atilde;o. Professora da Universidade Gama Filho, RJ &ndash;  (UGF).    <br> <sup><a name="n1"></a><a href="#t1">1</a></sup> Faz-se importante  mencionar que alguns dos autores citados neste artigo n&atilde;o s&atilde;o diretamente  ligados &agrave; Gestalt-terapia. Por&eacute;m, trazem uma significativa contribui&ccedil;&atilde;o no  presente estudo, principalmente nos aspectos ligados aos processos psicol&oacute;gicos  b&aacute;sicos. S&atilde;o eles: Bock, Furtado e Teixeira (2008); Dam&aacute;sio (2000); LeDoux  (2007); Moreira (2009); Reeve (2006); Ries (2004) e Scherer (2005).     <br> <sup><a name="n2"></a><a href="#t2">2</a></sup>  Olhar, escutar, tocar, cheirar,  degustar, falar e movimentar-se (POLSTER e POLSTER, 2001).    <br> <sup><a name="n3"></a><a href="#t3">3</a></sup> O <em>self</em> &eacute; o complexo sistema de contatos necess&aacute;rios para o ajustamento no campo e o  agente do crescimento. &Eacute; o pr&oacute;prio processo de contatar, sendo um fator na integra&ccedil;&atilde;o  organismo e ambiente (YONTEF,1998).</font></p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailfim"></a><a href="#mailtopo">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</a>    <br><b>Adieliton Tavares Cezar</b>    <br>      Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto: atcezar@outlook.com">atcezar@outlook.com</a>    <br> <b>Helena Pinheiro Juc&aacute;-Vasconcelos</b>    <br> Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto: psi.helena@gmail.com">psi.helena@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 04/02/2016    <br>Aprovado  em: 24/05/2016</font></p>      ]]></body>
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