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<journal-title><![CDATA[Estudos e Pesquisas em Psicologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A brincadeira e suas implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper has as objective to discuss the contributions that the play can offer to the learning and the child development. First of all a discuss on the use of the definitions of the terms toy, play and game is made. The play is seen in literature as a resource that can stimulate the child development and provide easy ways for the school learning. In conclude, to use the play as a resource for the learning is to take advantage of an own motivation of the children and to become the learning of school contents more attractive, as well. However, the school finds difficulties that hinder the use it resource of the play as an easy way for the learning.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A brincadeira    e suas implica&ccedil;&otilde;es nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The play and    its implications in the development and learning processes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Scheila Tatiana    Duarte Cordazzo<sup><a href="#as1">*</a>,I</sup>; Mauro Lu&iacute;s Vieira<sup>    <a href="#as2">**</a>,II<a name="ast" id="ast"></a></sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup> I</sup> Doutoranda    em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>II</sup>    Professor Doutor do Departamento de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia    da UFSC</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este artigo tem    como objetivo discutir as contribui&ccedil;&otilde;es que a brincadeira pode    oferecer &agrave; aprendizagem e ao desenvolvimento infantil. Para tanto, primeiramente    &eacute; feita uma discuss&atilde;o sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o das defini&ccedil;&otilde;es    dos termos brinquedo, brincadeira e jogo. A brincadeira &eacute; vista na literatura    como um recurso que pode estimular o desenvolvimento infantil e proporcionar    meios facilitadores para a aprendizagem escolar. O que se pode concluir &eacute;    que, utilizar a brincadeira como um recurso escolar &eacute; aproveitar uma    motiva&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria das crian&ccedil;as para tornar a aprendizagem    mais atraente. Entretanto, o meio escolar encontra dificuldades que impedem    a utiliza&ccedil;&atilde;o do recurso da brincadeira como um facilitador para    a aprendizagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Brincadeira, Aprendizagem, Desenvolvimento.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> This paper has    as objective to discuss the contributions that the play can offer to the learning    and the child development. First of all a discuss on the use of the definitions    of the terms toy, play and game is made. The play is seen in literature as a    resource that can stimulate the child development and provide easy ways for    the school learning. In conclude, to use the play as a resource for the learning    is to take advantage of an own motivation of the children and to become the    learning of school contents more attractive, as well. However, the school finds    difficulties that hinder the use it resource of the play as an easy way for    the learning.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b>    Play, Learning, Development.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O brincar &eacute;    a atividade predominante na inf&acirc;ncia e vem sendo explorado no campo cient&iacute;fico,    com o intuito de caracterizar as suas peculiaridades, identificar as suas rela&ccedil;&otilde;es    com o desenvolvimento e com a sa&uacute;de e, entre outros objetivos, intervir    nos processos de educa&ccedil;&atilde;o e de aprendizagem das crian&ccedil;as.    Este artigo tem por finalidade, com base em pressupostos te&oacute;ricos e resultados    de pesquisas, apresentar evid&ecirc;ncias sobre as contribui&ccedil;&otilde;es    que a brincadeira oferece ao desenvolvimento infantil e &agrave; aprendizagem    no contexto escolar. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A perspectiva    te&oacute;rica que dar&aacute; base ao artigo est&aacute; amparada no pressuposto    de que tanto a aprendizagem quanto o desenvolvimento humano s&atilde;o constru&iacute;dos    e influenciados por um contexto hist&oacute;rico, social e cultural. Para tanto,    ser&atilde;o utilizados, neste artigo, os construtos te&oacute;ricos fornecidos    por Vygotsky (1991) e a contribui&ccedil;&atilde;o de autores que levam em conta    a concep&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-cultural em alguns de seus estudos, tais    como Leontiev (1994), Friedmann (1996), Bomtempo (1997), Blatchford (1998),    Broug&egrave;re (1998), Elkonin (1998), Dohme (2002), Dias Facci (2004) e Biscoli    (2005), entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A forma como o    fen&ocirc;meno &eacute; abordado traz influ&ecirc;ncias na compreens&atilde;o    dos resultados de pesquisas. Para tanto, faz-se necess&aacute;rio, em primeiro    lugar, discutir as diversas concep&ccedil;&otilde;es existentes sobre a defini&ccedil;&atilde;o    dos termos e dos conceitos brinquedo, brincadeira e jogo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Defini&ccedil;&atilde;o    dos termos brinquedo, brincadeira e jogo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Brinquedo, brincadeira    e jogo s&atilde;o termos que podem se confundir, uma vez que a sua utiliza&ccedil;&atilde;o    varia de acordo com o idioma utilizado. Bomtempo e cols (1986), Kishimoto (1994),    Broug&egrave;re; Wajskop (1997) e Baptista da Silva (2003) discutem as dificuldades    existentes na defini&ccedil;&atilde;o dessas palavras nas l&iacute;nguas francesa,    inglesa e portuguesa. Segundo os autores, cada idioma possui particularidades    na utiliza&ccedil;&atilde;o das mesmas, o que as faz diferirem entre si.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o    do objeto l&uacute;dico, cada idioma possui um termo pr&oacute;prio, que identifica    e designa o material concreto utilizado na brincadeira infantil. O voc&aacute;bulo    brinquedo, utilizado no portugu&ecirc;s, &eacute; jouet no franc&ecirc;s e toy    na l&iacute;ngua inglesa, com clara distin&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Quanto &agrave;    designa&ccedil;&atilde;o dos verbos brincar e jogar, existem dificuldades na    sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Enquanto no portugu&ecirc;s h&aacute; uma defini&ccedil;&atilde;o    que distingue as duas a&ccedil;&otilde;es, no ingl&ecirc;s e no franc&ecirc;s    ambas t&ecirc;m diversos significados, muitos dos quais diferentes da a&ccedil;&atilde;o    l&uacute;dica infantil. No ingl&ecirc;s, o termo game designa o ato de jogar    e se refere mais especificamente aos jogos de regras, entretanto, ele pode se    confundir e ter o mesmo significado de play, que indica o brincar, a a&ccedil;&atilde;o    da brincadeira. A l&iacute;ngua francesa designa o termo jouer para as a&ccedil;&otilde;es    de brincar e de jogar, n&atilde;o fazendo distin&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica    entre elas. Tanto no ingl&ecirc;s quanto no franc&ecirc;s, os voc&aacute;bulos    que designam as a&ccedil;&otilde;es de brincar e de jogar tamb&eacute;m t&ecirc;m    outros significados. Eles tamb&eacute;m podem ser utilizados para tarefas como    representar, tocar instrumentos e uma gama imensa de atividades, diferentes    da a&ccedil;&atilde;o l&uacute;dica infantil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A palavra em portugu&ecirc;s    que indica a a&ccedil;&atilde;o l&uacute;dica infantil &eacute; caracterizada    pelos verbos brincar e jogar, sendo que brincar indica atividade l&uacute;dica    n&atilde;o estruturada e jogar, atividade que envolve os jogos de regras propriamente    ditos. Baptista da Silva (2003) afirma que os verbos brincar e jogar, em portugu&ecirc;s,    n&atilde;o t&ecirc;m significados t&atilde;o amplos quanto os seus correspondentes    em ingl&ecirc;s e franc&ecirc;s. A mesma autora aborda que, no cotidiano da    l&iacute;ngua portuguesa, os verbos brincar e jogar tamb&eacute;m podem ter    outros sentidos, entretanto, seu significado principal est&aacute; relacionado    &agrave; atividade l&uacute;dica infantil. Ainda na l&iacute;ngua portuguesa,    existe uma falta de discrimina&ccedil;&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o    dos termos brincar e jogar. Mesmo estando o termo jogar diferenciado de brincar    pelo aparecimento das regras, a utiliza&ccedil;&atilde;o de ambos, muitas vezes,    se confunde.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Para esclarecer    essa polissemia dos termos, Henriot (1983, 1989), Broug&egrave;re (1998) e Baptista    da Silva (2003) dissertam sobre a necessidade de investigar a utiliza&ccedil;&atilde;o    dessas palavras no contexto social e cultural no qual se encontram e s&atilde;o    empregadas. Biscoli (2005) tenta definir a diferencia&ccedil;&atilde;o entre    brincar e jogar pelo aparecimento de regras. Conforme a autora, a utiliza&ccedil;&atilde;o    de regras pr&eacute;-estabelecidas designa o ato de jogar. &#8220;A brincadeira    &eacute; a a&ccedil;&atilde;o que a crian&ccedil;a tem para desempenhar as regras    do jogo na atividade l&uacute;dica. Utiliza-se do brinquedo, mas ambos se distinguem&#8221;    (BISCOLI, 2005; p. 25).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Como se pode depreender,    at&eacute; este ponto, definir o que &eacute; brincadeira n&atilde;o &eacute;    uma tarefa simples, pois o que pode ser considerado como brincar, em determinado    contexto, pode n&atilde;o o ser em outros. Kishimoto (1994) conceitua o brinquedo    como o objeto suporte da brincadeira. Broug&egrave;re; Wajskop (1997) v&atilde;o    um pouco mais al&eacute;m, quando consideram o brinquedo um objeto cultural    que, como muitos objetos constru&iacute;dos pelos homens, tem significados e    representa&ccedil;&otilde;es. Esses significados e representa&ccedil;&otilde;es    podem ser diferentes, de acordo com a cultura, o contexto e a &eacute;poca no    qual est&atilde;o inseridos os objetos. Por exemplo, a boneca Barbie representa    o padr&atilde;o de beleza feminina para a atual sociedade ocidental, todavia,    em &eacute;pocas passadas, ela poderia representar falta de sa&uacute;de e raquitismo.    Para Sutton-Smith (1986), o brinquedo &eacute; o produto de uma sociedade e,    como objeto l&uacute;dico da inf&acirc;ncia, possui fun&ccedil;&otilde;es sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Quanto &agrave;    fun&ccedil;&atilde;o do brinquedo, Broug&egrave;re e Wajskop (1997) esclarecem    que ele tem um valor simb&oacute;lico que domina a fun&ccedil;&atilde;o do objeto,    ou seja, o simb&oacute;lico torna-se a fun&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio    objeto. Um cabo de vassoura pode exemplificar esta rela&ccedil;&atilde;o entre    fun&ccedil;&atilde;o e valor simb&oacute;lico. A fun&ccedil;&atilde;o de um    cabo de vassoura pode mudar nas m&atilde;os de uma crian&ccedil;a que, simbolicamente,    o transforma em um cavalo. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Portanto, a fun&ccedil;&atilde;o    do brinquedo &eacute; a brincadeira. O brinquedo tem como princ&iacute;pio estimular    a brincadeira e convidar a crian&ccedil;a para esta atividade. A brincadeira    &eacute; definida como uma atividade livre, que n&atilde;o pode ser delimitada    e que, ao gerar prazer, possui um fim em si mesma. Um elenco de autores como    Bomtempo e cols (1986), Friedmann (1996), Negrine (1994), Kishimoto (1999),    Alves (2001), e Dohme (2002) confirmam e refor&ccedil;am a afirmativa anterior.    Bomtempo e cols (1986) colocam que a brincadeira &eacute; uma atividade espont&acirc;nea    e que proporciona para a crian&ccedil;a condi&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis    para o seu desenvolvimento biopsicossocial. Friedmann (1996) inclui que a brincadeira    tem caracter&iacute;sticas de uma situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estruturada.    Para Kishimoto (1999) o brincar tem a prioridade das crian&ccedil;as que possuem    flexibilidade para ensaiar novas combina&ccedil;&otilde;es de id&eacute;ias    e de comportamentos. Alves (2001) afirma que a brincadeira &eacute; qualquer    desafio que &eacute; aceito pelo simples prazer do desafio, ou seja, confirma    a teoria de que o brincar n&atilde;o possui um objetivo pr&oacute;prio e tem    um fim em si mesmo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A perspectiva    s&oacute;cio-cultural estuda o brincar a partir da concep&ccedil;&atilde;o de    que &eacute; o social que caracteriza a a&ccedil;&atilde;o na atividade l&uacute;dica    do sujeito. Vygotsky (1991) seguido de Leontiev (1994) e Elkonin (1998) s&atilde;o    representantes desta perspectiva que teve base na sociedade sovi&eacute;tica.    Dias Facci (2004) concordando com as concep&ccedil;&otilde;es de Vygotsky (1991),    Leontiev (1994) e Elkonin (1998), afirma que &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o    que a crian&ccedil;a tem do mundo dos objetos humanos que ir&aacute; definir    os conte&uacute;dos da brincadeira. A autora ainda completa que o brincar &#8220;&eacute;    influenciado pelas atividades humanas e pelas rela&ccedil;&otilde;es entre as    pessoas&#8221; (DIAS FACCI, 2004; p.69). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Nos relatos sobre    a brincadeira infantil Vygotsky (1991) afirma que esta &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o    imagin&aacute;ria criada pela crian&ccedil;a e onde ela pode, no mundo da fantasia,    satisfazer desejos at&eacute; ent&atilde;o imposs&iacute;veis para a sua realidade.    Portanto, o brincar &#8220;&eacute; imagina&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o&#8221;    (FRIEDMANN, 1996). Para Vygotsky (1991) a brincadeira nasce da necessidade de    um desejo frustrado pela realidade. Elkonin (1998) amplia essa senten&ccedil;a    quando afirma que os objetos, ao terem seus significados substitu&iacute;dos,    transformam-se em signos para a crian&ccedil;a. Desta forma, &#8220;a crian&ccedil;a    n&atilde;o faz distin&ccedil;&atilde;o entre o brinquedo e o que ele significa,    mas a utilidade que ter&aacute; nas representa&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o    feitas com ele&#8221; (BISCOLI, 2005; p. 29).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Vygotsky (1991)    tamb&eacute;m afirma que a brincadeira, mesmo sendo livre e n&atilde;o estruturada,    possui regras. Para o autor todo tipo de brincadeira est&aacute; embutido de    regras, at&eacute; mesmo o faz-de-conta possui regras que conduzem o comportamento    das crian&ccedil;as. Uma crian&ccedil;a que brinca de ser a mam&atilde;e com    suas bonecas assume comportamentos e posturas pr&eacute;-estabelecidas pelo    seu conhecimento de figura materna. Para Vygotsky (1991) o brincar &eacute;    essencial para o desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a, pois os processos    de simboliza&ccedil;&atilde;o e de representa&ccedil;&atilde;o a levam ao pensamento    abstrato. Elkonin (1998) avan&ccedil;ando nos estudos de Vygotsky elaborou a    lei do desenvolvimento do brinquedo. Para este autor o brincar passa por momentos    evolutivos. A brincadeira vai de uma situa&ccedil;&atilde;o inicial, onde o    papel e a cena imagin&aacute;ria s&atilde;o expl&iacute;citas e as regras latentes,    para uma situa&ccedil;&atilde;o em que as regras s&atilde;o expl&iacute;citas    e o papel e a cena imagin&aacute;ria latentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Existe uma linha    muito o t&ecirc;nue que diferencia a brincadeira do jogo. Pesquisadores como    Negrine (1994), Friedmann (1996), Baptista da Silva (2003), Biscoli (2005) e    o pr&oacute;prio Vygotsky (1991) n&atilde;o fazem diferencia&ccedil;&atilde;o    sem&acirc;ntica entre jogo e brincadeira. Estes autores utilizam ambas as palavras    para designar o mesmo comportamento, a atividade l&uacute;dica. Negrine (1994),    acrescenta que o termo jogo vem do latim iocus e significa divers&atilde;o,    brincadeira. Entretanto existem algumas caracter&iacute;sticas que podem diferenciar    o jogar do brincar. Broug&egrave;re e Wajskop (1997) afirmam que a brincadeira    &eacute; simb&oacute;lica e o jogo funcional, ou seja, enquanto a brincadeira    tem a caracter&iacute;stica de ser livre e ter um fim em si mesma, o jogo inclui    a presen&ccedil;a de um objetivo final a ser alcan&ccedil;ado, a vit&oacute;ria.    Este objetivo final pressup&otilde;e o aparecimento de regras pr&eacute;-estabelecidas.    Estas regras geralmente j&aacute; chegam prontas &agrave;s m&atilde;os da crian&ccedil;a.    As regras dos jogos t&ecirc;m rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima com as regras    sociais, morais e culturais existentes. O jogo de xadrez &eacute; um exemplo    disso, uma vez que, quanto maior a grau de poder da pe&ccedil;a maiores s&atilde;o    as possibilidades de a&ccedil;&otilde;es junto ao jogo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Mesmo as regras    chegando prontas &agrave;s crian&ccedil;as, estas t&ecirc;m a liberdade e a    flexibilidade de aceitar, modificar ou simplesmente ignor&aacute;-las. Isto    pode depender do contexto no qual a crian&ccedil;a estar&aacute; inserida e    dos parceiros dos jogos. O objetivo final de uma crian&ccedil;a perante um jogo    &eacute; a vit&oacute;ria sobre o oponente, entretanto, mesmo que a crian&ccedil;a    n&atilde;o ven&ccedil;a, o prazer usufru&iacute;do durante o jogo pode fazer    com que a crian&ccedil;a retorne a jogar (BROUG&Egrave;RE 1998). Portanto, o    prazer do jogo pelo jogo faz com que esta atividade tenha um fim em si mesma,    n&atilde;o importando mais a vit&oacute;ria final, mas sim o processo. Estas    caracter&iacute;sticas, de flexibilidade, de prazer e de fim em si mesmo, fazem    com que o jogar se confunda com o brincar, ou melhor, o brincar e o jogar passam    a ser indistintos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Pelos relatos    anteriores pode-se perceber que, a concep&ccedil;&atilde;o dos termos depende    n&atilde;o somente da perspectiva utilizada pelo autor, mas tamb&eacute;m dos    seus objetivos de investiga&ccedil;&atilde;o. Autores como Vygotsky (1991),    Leontiev (1994), Elkonin (1998), Broug&egrave;re (1998), Dias Facci (2004) e    Biscoli (2005) mant&eacute;m os estudos centrados na influ&ecirc;ncia que a    cultura e a sociedade exercem no brincar. Tanto que afirmam em seus conceitos    ser a brincadeira um resultado da constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica    e cultural da sociedade. J&aacute;, autores como Negrine (1994), Friedmann (1996),    Bomtempo (1997), Kishimoto (1999) e Dohme (2002) ao conceituarem brincadeira    procuram identificar as suas caracter&iacute;sticas. Estes autores n&atilde;o    negam a influ&ecirc;ncia social e cultural do brincar, mas focam suas pesquisas    principalmente em estudar as caracter&iacute;sticas e influ&ecirc;ncias comportamentais    e desenvolvimentais da brincadeira. Percebe-se portanto a necessidade de os    autores e pesquisadores exporem de forma clara os pressupostos te&oacute;ricos    que est&atilde;o embasando seus estudos e conceitos bem como seus objetivos,    uma vez que isto conduzir&aacute; e orientar&aacute; os resultados de suas pesquisas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    Tendo em vista a necessidade de uma exposi&ccedil;&atilde;o conceitual, se faz    necess&aacute;rio que este trabalho tamb&eacute;m apresente quais as suas defini&ccedil;&otilde;es    a respeito dos termos brinquedo, brincadeira e jogo. Como o objetivo deste trabalho    &eacute; o de apresentar evid&ecirc;ncias sobre as contribui&ccedil;&otilde;es    que a brincadeira oferece ao desenvolvimento infantil e &agrave; aprendizagem    no contexto escolar, este estudo estar&aacute; focado nas influ&ecirc;ncias    e caracter&iacute;sticas do brincar. Para tanto, o termo brinquedo ser&aacute;    entendido como o objeto suporte para a brincadeira, ou seja, o objeto que desencadeia,    pela sua imagem, a atividade l&uacute;dica infantil. Brincadeira ser&aacute;    a descri&ccedil;&atilde;o de uma atividade n&atilde;o estruturada, que gera    prazer, que possui um fim em si mesma e que pode ter regras impl&iacute;citas    ou expl&iacute;citas. O jogo, como objeto, ser&aacute; caracterizado como algo    que possui regras expl&iacute;citas e pr&eacute;-estabelecidas com um fim l&uacute;dico,    entretanto, como atividade ser&aacute; sin&ocirc;nimo de brincadeira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A influ&ecirc;ncia    da brincadeira no desenvolvimento infantil</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A brincadeira    &eacute; a atividade principal da inf&acirc;ncia. Essa afirmativa se d&aacute;    n&atilde;o apenas pela freq&uuml;&ecirc;ncia de uso que as crian&ccedil;as fazem    do brincar, mas principalmente pela influ&ecirc;ncia que esta exerce no desenvolvimento    infantil. Vygotsky (1991) ressalta que a brincadeira cria as zonas de desenvolvimento    proximal e que estas proporcionam saltos qualitativos no desenvolvimento e na    aprendizagem infantil. Elkonin (1998) e Leontiev (1994) ampliam esta teoria    afirmando que durante a brincadeira ocorrem as mais importantes mudan&ccedil;as    no desenvolvimento ps&iacute;quico infantil. Para estes autores a brincadeira    &eacute; o caminho de transi&ccedil;&atilde;o para n&iacute;veis mais elevados    de desenvolvimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A caracter&iacute;stica    social, de acordo com a perspectiva s&oacute;cio-cultural, &eacute; vista como    a mola propulsora para o desenvolvimento infantil. Leontiev (1994) afirma que    na atividade l&uacute;dica a crian&ccedil;a descobre as rela&ccedil;&otilde;es    existentes entre os homens. Al&eacute;m disso, as crian&ccedil;as tamb&eacute;m    conseguem, atrav&eacute;s da brincadeira, avaliar suas habilidades e compar&aacute;-las    com as das outras crian&ccedil;as. A brincadeira tamb&eacute;m permite &agrave;    crian&ccedil;a a se apropriar de c&oacute;digos culturais e de pap&eacute;is    sociais (BROUG&Egrave;RE & WAJSKOP, 1997). Elkonin (1998) confirma isto    ao afirmar que a hist&oacute;ria do brinquedo acompanha a hist&oacute;ria da    humanidade. O autor relata que os brinquedos mudam conforme mudam os padr&otilde;es    de uma sociedade. Para constatar isto basta fazer uma an&aacute;lise a respeito    das caracter&iacute;sticas dos brinquedos utilizados pelas crian&ccedil;as de    40 ou 50 anos atr&aacute;s. A boneca por exemplo, ainda &eacute; utilizada pelas    crian&ccedil;as da atualidade, contudo, este objeto passou por mudan&ccedil;as    significativas em sua confec&ccedil;&atilde;o, material utilizado, formas e    atribui&ccedil;&otilde;es. Enquanto que a maioria das bonecas de 50 anos atr&aacute;s    era constru&iacute;da de porcelana, pano ou palha de milho e com caracter&iacute;sticas    infantilizadas, as bonecas atuais t&ecirc;m as mais diversificadas mat&eacute;rias    primas, suas formas imitam o padr&atilde;o de beleza estipulado pela sociedade    (jovem, alta e esguia), al&eacute;m das in&uacute;meras caracter&iacute;sticas    extras das quais s&atilde;o dotadas, tais como falar, andar, dan&ccedil;ar,    cantar, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Independentemente    do tipo ou das caracter&iacute;sticas do brinquedo, pelo brincar o desenvolvimento    infantil est&aacute; sendo estimulado (VYGOTSKY, 1991; FRIEDMANN, 1996; BROUG&Egrave;RE,    1998; DOHME, 2002). As primeiras brincadeiras do beb&ecirc;, que s&atilde;o    caracterizadas pela observa&ccedil;&atilde;o e posterior manipula&ccedil;&atilde;o    de objetos, oferecem &agrave; crian&ccedil;a o conhecimento e a explora&ccedil;&atilde;o    do seu meio atrav&eacute;s dos &oacute;rg&atilde;os dos sentidos. Leontiev (1994)    afirma que as brincadeiras mudam conforme muda a idade das crian&ccedil;as.    Logo que a crian&ccedil;a come&ccedil;a a falar os jogos de exerc&iacute;cios    come&ccedil;am a diminuir e d&atilde;o espa&ccedil;o aos jogos simb&oacute;licos.    Para Vygotsky (1991) as crian&ccedil;as querem satisfazer certos desejos que    muitas vezes n&atilde;o podem ser satisfeitos imediatamente. Desta forma, pelo    faz de conta, a crian&ccedil;a testa e experimenta os diferentes pap&eacute;is    existentes na sociedade (papai, mam&atilde;e, filhinho, trabalhador, etc.).    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Pr&oacute;ximo    ao final desta fase, os jogos simb&oacute;licos come&ccedil;am a declinar porque    passam a aproximar-se cada vez mais do real. O s&iacute;mbolo perde seu car&aacute;ter    de deforma&ccedil;&atilde;o l&uacute;dica e passa a ser uma representa&ccedil;&atilde;o    imitativa da realidade. Inicia-se ent&atilde;o a estrutura dos jogos de regras,    que t&ecirc;m um ponto de partida pr&oacute;ximo aos 6 anos e vai at&eacute;    o princ&iacute;pio da adolesc&ecirc;ncia. Para Vygotsky (1991) todas as modalidades    de brincadeiras est&atilde;o inseridas de regras e de faz-de-conta. Para o autor    n&atilde;o importa a idade da crian&ccedil;a e o tipo de brincadeira, estes    dois aspectos sempre estar&atilde;o presentes. Isidro e Almeida (2003) afirmam    que as regras de uma brincadeira, ou jogo, est&atilde;o intimamente ligadas    ao conhecimento que as crian&ccedil;as t&ecirc;m da realidade social na qual    est&atilde;o inseridas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A brincadeira,    seja simb&oacute;lica ou de regras, n&atilde;o tem apenas um car&aacute;ter    de divers&atilde;o ou de passatempo. Pela brincadeira a crian&ccedil;a, sem    a intencionalidade, estimula uma s&eacute;rie de aspectos que contribuem tanto    para o desenvolvimento individual do ser quanto para o social. Primeiramente    a brincadeira desenvolve os aspectos f&iacute;sicos e sensoriais. Os jogos sensoriais,    de exerc&iacute;cio e as atividades f&iacute;sicas que s&atilde;o promovidas    pelas brincadeiras auxiliam a crian&ccedil;a a desenvolver os aspectos referentes    &agrave; percep&ccedil;&atilde;o, habilidades motoras, for&ccedil;a e resist&ecirc;ncia    e at&eacute; as quest&otilde;es referentes &agrave; termorregula&ccedil;&atilde;o    e controle de peso (SMITH, 1982). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Outro fator que    pode ser observado na brincadeira &eacute; o desenvolvimento emocional e da    personalidade da crian&ccedil;a. Para Friedmann (1996) e Dohme (2002) as crian&ccedil;as    t&ecirc;m diversas raz&otilde;es para brincar, uma destas raz&otilde;es &eacute;    o prazer que podem usufruir enquanto brincam. Al&eacute;m do prazer, as crian&ccedil;as    tamb&eacute;m podem, pela brincadeira, exprimir a agressividade, dominar a ang&uacute;stia,    aumentar as experi&ecirc;ncias e estabelecer contatos sociais. Mello (1999),    em sua tese doutoral, ao estudar crian&ccedil;as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia    f&iacute;sica dom&eacute;stica constatou que, pela brincadeira, as crian&ccedil;as    elaboram as experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas vividas, pois os conte&uacute;dos    expressos no brincar t&ecirc;m rela&ccedil;&atilde;o com suas hist&oacute;rias.    Em conformidade com estes estudos Melo e Valle (2005), em uma discuss&atilde;o    sobre a influ&ecirc;ncia do brincar no desenvolvimento infantil, acrescentam    que o brinquedo proporciona a exterioriza&ccedil;&atilde;o de medos e ang&uacute;stias    e atua como uma v&aacute;lvula de escape para as emo&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os aspectos simb&oacute;licos    de sociabilidade, linguagem e cogni&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o    estimulados na brincadeira. O jogo &eacute; uma maneira de as crian&ccedil;as    interagirem entre si, vivenciarem situa&ccedil;&otilde;es, manifestarem indaga&ccedil;&otilde;es,    formularem estrat&eacute;gias e, ao verificarem seus erros e acertos, poderem    reformular sem puni&ccedil;&atilde;o seu planejamento e suas novas a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    O jogo ao ocorrer em situa&ccedil;&otilde;es sem press&atilde;o, em atmosfera    de familiaridade, seguran&ccedil;a emocional e aus&ecirc;ncia de tens&atilde;o    ou perigo proporciona condi&ccedil;&otilde;es para aprendizagem das normas sociais    em situa&ccedil;&otilde;es de menor risco. A conduta l&uacute;dica oferece oportunidades    para experimentar comportamento que, em situa&ccedil;&otilde;es normais, jamais    seriam tentados pelo medo do erro ou puni&ccedil;&atilde;o. (KISHIMOTO, 1998,    p. 140).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A brincadeira tamb&eacute;m    &eacute; uma rica fonte de comunica&ccedil;&atilde;o, pois at&eacute; mesmo    na brincadeira solit&aacute;ria a crian&ccedil;a, pelo faz de conta, imagina    que est&aacute; conversando com algu&eacute;m ou com os seus pr&oacute;prios    brinquedos. Com isso, a linguagem &eacute; desenvolvida com a amplia&ccedil;&atilde;o    do vocabul&aacute;rio e o exerc&iacute;cio da pron&uacute;ncia das palavras    e frases.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A cogni&ccedil;&atilde;o    e o desenvolvimento intelectual s&atilde;o exercitados em jogos onde a crian&ccedil;a    possa testar principalmente a rela&ccedil;&atilde;o causa-efeito. Na vida real    isto geralmente &eacute; impedido pelos adultos para evitar alguns desastres    e acidentes. Entretanto, no jogo ela pode vivenciar estas situa&ccedil;&otilde;es    e testar as mais variadas possibilidades de a&ccedil;&otilde;es. Suas a&ccedil;&otilde;es    interferem claramente no resultado do jogo. &Eacute; necess&aacute;rio ent&atilde;o    que a crian&ccedil;a passe a realizar um planejamento de estrat&eacute;gias    para vencer o jogo. No jogo individual a crian&ccedil;a pode testar as possibilidades    e vontades pr&oacute;prias e relacion&aacute;-las com as conseq&uuml;&ecirc;ncias    e resultados. (FRIEDMANN, 1996) Quando a crian&ccedil;a est&aacute; jogando    com o grupo faz-se necess&aacute;rio um planejamento que aproveite todas as    possibilidades e que diminua as limita&ccedil;&otilde;es existentes Al&eacute;m    de a crian&ccedil;a exercitar t&eacute;cnicas e estrat&eacute;gias ela tamb&eacute;m    ir&aacute; treinar o conv&iacute;vio social e as diversificadas formas de como    lidar com os conflitos sociais que surgem durante a execu&ccedil;&atilde;o da    brincadeira (ISIDRO e ALMEIDA, 2003). Outro fator positivo para o desenvolvimento    &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o da brincadeira ou dos jogos entre pares    de idades semelhantes. Para Isidro e Almeida (2003) &eacute; entre os jogos    com pares semelhantes, seja na condi&ccedil;&atilde;o social ou cognitiva, que    o desenvolvimento tem a sua express&atilde;o m&aacute;xima.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Para Bjorklund    e Pellegrini (2000) a crian&ccedil;a n&atilde;o testa diferentes estrat&eacute;gias    apenas para o momento da brincadeira mas tamb&eacute;m para a vida adulta. Ao    lidar com diferentes situa&ccedil;&otilde;es durante a brincadeira ela estaria,    sem a intencionalidade, criando condi&ccedil;&otilde;es e formas de intera&ccedil;&atilde;o    que ir&atilde;o auxiliar mais tarde, na vida adulta. Sluckin (1981) tamb&eacute;m    afirma que a brincadeira &eacute; uma oportunidade para intera&ccedil;&atilde;o    entre pares em um contexto nas quais muitas li&ccedil;&otilde;es relevantes    para a vida adulta s&atilde;o aprendidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Outros benef&iacute;cos    tamb&eacute;m podem ser alcan&ccedil;ados pelo brincar. Em estudo experimental    com crian&ccedil;as com s&iacute;ndrome de Down, Oliveira e Milani (2003) constataram    que, as atividades l&uacute;dicas contribuem para a adequa&ccedil;&atilde;o    do t&ocirc;nus postural, da autonomia e da capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o    destas crian&ccedil;as. Pelos relatos de pesquisa expostos se percebe que a    brincadeira pode ser um instrumento, utilizado por profissionais da sa&uacute;de    e da educa&ccedil;&atilde;o, para estimular o desenvolvimento. Uma crian&ccedil;a    que apresenta d&eacute;ficits em algum aspecto do desenvolvimento pode ser incentivada,    atrav&eacute;s da brincadeira, a estimular estes aspectos e, como diz Vygotsky    (1991) a dar saltos qualitativos no seu desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma caracter&iacute;stica    observada nos relatos de pesquisa expostos anteriormente &eacute; a tend&ecirc;ncia    a estratificar o desenvolvimento infantil. Por ser o brincar um comportamento    complexo, os pesquisadores tendem a priorizar apenas alguns aspectos da brincadeira    em seus estudos, seja na sua estrutura ou na sua funcionalidade. Apesar de ser    mais did&aacute;tico e de f&aacute;cil compreens&atilde;o, esta forma de estudo    pode trazer alguns vieses em pesquisas e trabalhos com crian&ccedil;as. Vygotsky    (1991) critica a forma parcelada de se enxergar o desenvolvimento humano. Para    o autor s&oacute; poderemos compreender o desenvolvimento infantil observando    o seu conjunto. Ao estratific&aacute;-lo em aspectos e est&aacute;gios estamos    comprometendo a vis&atilde;o das &aacute;reas potenciais de uma crian&ccedil;a.    E, no que se refere ao brincar, Melo e Valle (2005) afirmam que o brinquedo    possibilita o desenvolvimento infantil em todas as dimens&otilde;es, o que inclui    a atividade f&iacute;sica, a estimula&ccedil;&atilde;o intelectual e a socializa&ccedil;&atilde;o.    As autoras continuam indagando que a brincadeira promove a educa&ccedil;&atilde;o    para h&aacute;bitos da vida di&aacute;ria, enriquece a percep&ccedil;&atilde;o,    desperta interesses, satisfaz a necessidade afetiva e permite o dom&iacute;nio    das ansiedades e ang&uacute;stias. Al&eacute;m disso a brincadeira pode ser    uma eficaz ferramenta a ser utilizada para estimular e promover a aprendizagem    das crian&ccedil;as (CORDAZZO, 2003). Mesmo sendo complexo e talvez invi&aacute;vel    pesquisar a brincadeira e o desenvolvimento infantil em todos os seus aspectos,    os pesquisadores devem ficar atentos &agrave; vis&atilde;o global e n&atilde;o    parcial do desenvolvimento humano.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A brincadeira no    contexto escolar</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &Eacute; evidente    a rela&ccedil;&atilde;o que permeia os temas brincadeira e aprendizagem. Spodek    e Saracho (1998) confirmam isto ao enfatizarem que a introdu&ccedil;&atilde;o    do brincar no curr&iacute;culo escolar estimula o desenvolvimento f&iacute;sico,    cognitivo, criativo, social e a linguagem da crian&ccedil;a. Entretanto, para    que isto ocorra com sucesso Bomtempo (1997) ressalta que &eacute; necess&aacute;rio    que os professores estejam capacitados, e acima de tudo, conscientes de que    atividades e experi&ecirc;ncias alternativas, como o brincar, promovem a aprendizagem    na crian&ccedil;a. J&aacute; que as crian&ccedil;as projetam nas brincadeiras    suas ansiedades, frustra&ccedil;&otilde;es, desejos e vis&atilde;o de mundo    (FRIEDMANN, 1996; MELLO, 1999; DOHME, 2002 e MELO E VALLE, 2005), seria necess&aacute;rio    que os professores observassem as crian&ccedil;as que brincam, para ent&atilde;o    constatarem o tipo de estrat&eacute;gias que poderiam facilitar a sua aprendizagem    (BOMTEMPO, 1997). Observar as crian&ccedil;as enquanto brincam &eacute; um procedimento    que auxiliaria os professores a conhecerem melhor os alunos com os quais trabalham.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Bomtempo e cols.    (1986) afirmam que, apesar de estudos j&aacute; falarem a muito tempo sobre    a import&acirc;ncia da brincadeira, a educa&ccedil;&atilde;o ainda substitui    o jogo por atividades consideradas &#8216;mais s&eacute;rias&#';. Na d&eacute;cada    de 80 Glickman (1980) pesquisou a inclus&atilde;o da brincadeira no curr&iacute;culo    escolar americano e concluiu que a inclus&atilde;o ou exclus&atilde;o da brincadeira    n&atilde;o &eacute; baseada em estudos, mas sim nos interesses pol&iacute;ticos    e sociais vigentes. Atualmente, Schneider (2004) reflete sobre esta problem&aacute;tica    e acrescenta que os interesses pol&iacute;ticos em torno da brincadeira na educa&ccedil;&atilde;o    devem visar uma forma&ccedil;&atilde;o docente mais especializada e a manuten&ccedil;&atilde;o    das condi&ccedil;&otilde;es para a exist&ecirc;ncia da brincadeira na escola,    como por exemplo a constru&ccedil;&atilde;o de brinquedotecas e outros espa&ccedil;os    destinados ao brincar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em estudos na    popula&ccedil;&atilde;o francesa Broug&egrave;re (1993) verificou que os jogos    mais utilizados nas escolas s&atilde;o os pedag&oacute;gicos e os de atividade    motora. O autor ainda constatou que s&atilde;o os professores que escolhem os    materiais e o tempo para a utiliza&ccedil;&atilde;o destes. A brincadeira de    faz-de-conta apareceu somente nas classes pr&eacute;-escolares e a brincadeira    livre simplesmente n&atilde;o apareceu. Goldhaber (1994) traz relatos de professores    da educa&ccedil;&atilde;o infantil e constata que a brincadeira n&atilde;o &eacute;    vista como um caminho para a aprendizagem. Na Guatemala Cooney (2004) identificou    algumas barreiras que impedem a implementa&ccedil;&atilde;o da brincadeira no    curr&iacute;culo escolar. Estas barreiras est&atilde;o relacionadas com as dificuldades    encontradas pelos professores, como excessivo n&uacute;mero de crian&ccedil;as    em cada classe, poucos recursos dispon&iacute;veis e principalmente a falta    de desenvolvimento profissional que enfoque a brincadeira. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Dentre os estudos    realizados no Brasil, Wajskop (1996) pesquisou as concep&ccedil;&otilde;es dos    professores sobre o brincar e verificou que a brincadeira &eacute; vista como    divers&atilde;o e separada da educa&ccedil;&atilde;o. Kishimoto (1998) analisou    a disponibilidade de brinquedos nas escolas infantis de S&atilde;o Paulo. O    brincar &eacute; interditado para dar lugar &agrave; outras atividades. A autora    afirma que falta espa&ccedil;o, material, remanejamento dos hor&aacute;rios    e forma&ccedil;&atilde;o adequada para as professoras. Os estudos de Carvalho,    Alves e Gomes (2005) identificaram uma dicotomia, em rela&ccedil;&atilde;o ao    brincar, entre a pr&aacute;tica e a vis&atilde;o dos professores. Ou seja, o    professor reconhece a import&acirc;ncia da brincadeira, mas tem dificuldades    em utiliz&aacute;-la. Biscoli (2005) ao analisar a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    brasileira a respeito da rela&ccedil;&atilde;o entre brincadeira e educa&ccedil;&atilde;o    constatou que os estudos nacionais d&atilde;o maior destaque ao brincar como    um recurso da pr&eacute;-escola e que visa a aprendizagem de conte&uacute;dos    escolares. Leif e Brunelle (1978) ressaltam a import&acirc;ncia do olhar do    professor sobre a brincadeira, enfatizando que este necessita ter, al&eacute;m    de uma forma&ccedil;&atilde;o adequada, um certo gosto e interesse pelo brincar.    As pesquisas podem auxiliar os adultos a compreenderem melhor os significados    que as crian&ccedil;as d&atilde;o &agrave;s suas experi&ecirc;ncias, e aos professores    a organizar e observar o brincar delas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A forma como o    professor far&aacute; a interven&ccedil;&atilde;o durante a brincadeira ir&aacute;    definir o curso desta. Bomtempo (1997) coloca que a interven&ccedil;&atilde;o    do professor deve revitalizar, clarificar, explicar o brincar e n&atilde;o dirigir    as atividades, pois quando a brincadeira &eacute; dirigida por um adulto com    um determinado objetivo ela perde o seu significado, lembrando que a brincadeira    deve possuir um fim em si mesma. Spodek e Saracho (1998) distinguem dois modos    de interven&ccedil;&atilde;o por parte do professor durante a brincadeira, o    participativo e o dirigido. No modo participativo a intera&ccedil;&atilde;o    do professor visa a aprendizagem incidental durante a brincadeira. As crian&ccedil;as    acham um problema e o professor, como que um membro a mais no jogo, tenta junto    com o grupo encontrar a solu&ccedil;&atilde;o, estimulando estas a utilizarem    a imagina&ccedil;&atilde;o e a criatividade. No modo dirigido o professor aproveita    a brincadeira para inserir a aprendizagem de conte&uacute;dos escolares e dirigir    as atividades para situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o l&uacute;dicas, causando    uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o do brincar, que deixa de ser espont&acirc;neo,    impedindo o desenvolvimento da criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Uma tend&ecirc;ncia    que vem ganhando espa&ccedil;o &eacute; a da ludoeduca&ccedil;&atilde;o que    resume-se em educar atrav&eacute;s da brincadeira e da descontra&ccedil;&atilde;o.    &Eacute; uma t&eacute;cnica por meio da qual podem ser postos em pr&aacute;tica    conceitos como os do construtivismo, uma vez que a aprendizagem se d&aacute;    por meio da participa&ccedil;&atilde;o do aluno, e de uma forma que, para este,    &eacute; divertida, por meio de brincadeiras e jogos que estimulam o desenvolvimento    emocional e o relacionamento entre as crian&ccedil;as e tamb&eacute;m entre    as crian&ccedil;as e professores (DOHME, 2002). Respeitando as brincadeiras,    o educador poder&aacute; desenvolver novas habilidades no repert&oacute;rio    de seus alunos. Bomtempo (1997) sugere que as interven&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    espec&iacute;ficas por parte dos professores podem oferecer v&aacute;rias possibilidades    e tamb&eacute;m estimular a criatividade das crian&ccedil;as. A mesma autora    tamb&eacute;m afirma que a interven&ccedil;&atilde;o do professor n&atilde;o    deve, de forma alguma, podar a imagina&ccedil;&atilde;o criativa da crian&ccedil;a,    mas sim orientar para que a brincadeira espont&acirc;nea apare&ccedil;a na situa&ccedil;&atilde;o    de aprendizagem. Alves (2001) resume isto apontando para a simplicidade do tema    afirmando que, &#8220;Professor bom n&atilde;o &eacute; aquele que d&aacute;    uma aula perfeita, explicando a mat&eacute;ria. Professor bom &eacute; aquele    que transforma a mat&eacute;ria em brinquedo e seduz o aluno a brincar&#8221;    (p. 21).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Algumas vezes    as crian&ccedil;as n&atilde;o alcan&ccedil;am um determinado rendimento escolar    esperado, ou apresentam algumas dificuldades de aprendizagem porque determinados    aspectos do seu desenvolvimento est&atilde;o em d&eacute;ficit quando comparados    com sua idade cronol&oacute;gica. Nestes casos, a brincadeira &eacute; uma ferramenta    que pode ser utilizada como est&iacute;mulo dos processos de desenvolvimento    e de aprendizagem. Friedman (1996), Dohme (2002) e Cordazzo (2003), apresentam    alguns tipos de brincadeiras com seus respectivos benef&iacute;cios para o desenvolvimento.    Alguns exemplos de brincadeiras que estimulam o desenvolvimento f&iacute;sico    e motor podem ser: os jogos de perseguir, procurar e pegar. A linguagem pode    ser estimulada pelas brincadeiras de roda e de adivinhar. O aspecto social pode    ser estimulado pelas brincadeiras de faz de conta, jogos em grupos, jogos de    mesa e as modalidades esportivas. O desenvolvimento cognitivo pode ser estimulado    com a constru&ccedil;&atilde;o de brinquedos, com os jogos de mesa, de racioc&iacute;nio    e de estrat&eacute;gia. Quando o d&eacute;ficit no desenvolvimento for detectado,    estimulado e sanado a crian&ccedil;a estar&aacute; mais preparada para determinados    tipos de aprendizagem que anteriormente poderia apresentar dificuldades. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O comportamento    de brincadeira &eacute; observado nas escolas e, conforme Cordazzo (2003), persiste    n&atilde;o somente no per&iacute;odo pr&eacute;-escolar, mas tamb&eacute;m durante    a idade escolar das crian&ccedil;as (6 &agrave; 10 anos de idade aproximadamente).    Nas escolas a brincadeira &eacute; presente principalmente nos per&iacute;odos    de intervalo entre as aulas. Neste per&iacute;odo, onde as crian&ccedil;as t&ecirc;m    alguns minutos para lanchar a brincadeira aparece como um forte concorrente    motivacional. Ou seja, conforme foi observado por Cordazzo (2003), as crian&ccedil;as    tentam lanchar e brincar ao mesmo tempo. Carvalho e cols (2005) observaram que    a estrutura das institui&ccedil;&otilde;es educativas exerce influ&ecirc;ncias    no comportamento de brincar das crian&ccedil;as. Contudo, a brincadeira de atividade    f&iacute;sica &eacute; a mais observada durantes os per&iacute;odos de intervalo    entre as aulas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Entretanto, a    brincadeira nem sempre traz apenas benef&iacute;cios. Uma pesquisa realizada    na Inglaterra por Peter Blatchford em 1998 revelou que o tempo m&eacute;dio    de intervalo entre as aulas vem diminuindo por decorr&ecirc;ncia do alto &iacute;ndice    de comportamentos agressivos e de incidentes violentos que ocorrem nestes momentos.    O autor, assim como Elkonin (1998) e Cordazzo (2003), constatou a forte motiva&ccedil;&atilde;o    que as crian&ccedil;as apresentavam para brincadeiras de atividade f&iacute;sica    intensa e turbulentas nos momentos de intervalo entre as aulas. Blatchford (1998)    afirma que as crian&ccedil;as em idade escolar t&ecirc;m poucas oportunidades    de intera&ccedil;&atilde;o social fora da escola. Desta forma a hora do intervalo    nas escolas &eacute; uma das poucas ocasi&otilde;es onde as crian&ccedil;as    interagem em um ambiente seguro, livre do controle dos adultos, e onde suas    brincadeiras e rela&ccedil;&atilde;o sociais s&atilde;o mais livres. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Blatchford (1998)    n&atilde;o examinou a brincadeira no contexto da aprendizagem, apenas na sua    maneira informal na hora do intervalo. Mas, algumas de suas coloca&ccedil;&otilde;es    podem auxiliar os profissionais que lidam com crian&ccedil;as nesta faixa et&aacute;ria    a compreenderem o desenvolvimento infantil e a ajudarem as crian&ccedil;as n&atilde;o    somente no aspecto social, mas tamb&eacute;m na aprendizagem. O autor afirma    que a aten&ccedil;&atilde;o dos professores e supervisores na hora do intervalo    pode ajudar a revelar mais sobre a natureza e extens&atilde;o das dificuldades    das crian&ccedil;as com seus grupos. Bomtempo (1997), tamb&eacute;m ressalta    a import&acirc;ncia dos professores observarem as brincadeiras livres das crian&ccedil;as    e se utilizarem deste recurso como uma ferramenta de aprendizagem. A observa&ccedil;&atilde;o    de professores e supervisores pode auxiliar na condu&ccedil;&atilde;o de trabalhos    para sanarem dificuldades sociais e d&eacute;ficits no desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A hora do intervalo    &eacute; uma oportunidade para as crian&ccedil;as estabelecerem amizades atrav&eacute;s    da brincadeira livre. A brincadeira tem sido creditada como um papel central    nas amizades. E a amizade pode ser utilizada, posteriormente, como suporte para    o ajustamento escolar em habilidades comunicativas e sociais e nos trabalhos    em classe. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> No decorrer deste    artigo foram elencados alguns resultados de pesquisa e estudos que evidenciam    a brincadeira como uma ferramenta suporte para estimular o desenvolvimento infantil    e a aprendizagem no contexto escolar. Os resultados de pesquisas oferecem aos    profissionais da sa&uacute;de e da educa&ccedil;&atilde;o a oportunidade de    reverem e, se necess&aacute;rio, reestruturarem seus planos de trabalho para    deix&aacute;-los mais atrativos e eficazes no trabalho com as crian&ccedil;as.    Trabalho este que deve, acima de tudo, promover o bem estar infantil e favorecer    todos os aspectos do desenvolvimento da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Na sua influ&ecirc;ncia    para com o desenvolvimento infantil o brincar pode ser utilizado como uma ferramenta    para estimular d&eacute;ficits e dificuldades encontradas em alguns aspectos    desenvolvimentais. Entretanto, os profissionais que lidam com estas crian&ccedil;as    devem estar atentos ao desenvolvimento global infantil e n&atilde;o se deterem    a aspectos isolados, uma vez que todos os aspectos est&atilde;o interligados    e exercem influ&ecirc;ncias uns para com os outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> No que se refere    &agrave; aprendizagem, utilizar a brincadeira como um recurso &eacute; aproveitar    a motiva&ccedil;&atilde;o interna que as crian&ccedil;as t&ecirc;m para tal    comportamento e tornar a aprendizagem de conte&uacute;dos escolares mais atraente.    Entretanto, de acordo com as pesquisas revistas, o meio escolar ainda n&atilde;o    est&aacute; conseguindo utilizar o recurso da brincadeira como um facilitador    para a aprendizagem. Muitas dificuldades e barreiras ainda s&atilde;o encontradas,    tais como a falta de espa&ccedil;o, de recursos e principalmente, de qualifica&ccedil;&atilde;o    profissional. Alguns vest&iacute;gios de tentativas da utiliza&ccedil;&atilde;o    do brincar j&aacute; podem ser encontrados, como &eacute; o caso da ludoeduca&ccedil;&atilde;o    descrita por Dohme (2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar de as pesquisas    e interven&ccedil;&otilde;es realizadas no ambiente escolar com a utiliza&ccedil;&atilde;o    da brincadeira ainda serem discretas, pode-se concluir que o reconhecimento    da necessidade da introdu&ccedil;&atilde;o do brincar nas escolas j&aacute;    existe, como pode ser visto nas pesquisas de Broug&egrave;re (1993), Wajskop    (1996), Bomtempo (1997), Spodek e Saracho (1998), Cordazzo (2003), Biscoli (2005)    e Carvalho e cols (2005) entre outros. Por&eacute;m, al&eacute;m do reconhecimento    &eacute; necess&aacute;rio a utiliza&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica do brincar    nas escolas. A utiliza&ccedil;&atilde;o do brincar como uma estrat&eacute;gia    a mais para a aprendizagem trar&aacute; benef&iacute;cios tanto para as crian&ccedil;as,    que ter&atilde;o mais condi&ccedil;&otilde;es facilitadoras para a aprendizagem,    quanto para os professores, que poder&atilde;o se utilizar de mais um recurso    para atingirem seus objetivos escolares para com as crian&ccedil;as e para com    a sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas</b></font>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ALVES, R. &Eacute;    brincando que se aprende. <b>P&aacute;ginas Abertas.</b> v. 27, n.    10, p. 20-21, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962943&pid=S1808-4281200700010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ARFOUILLOUX, J.    C. <b>A entrevista com a crian&ccedil;a.</b> 3&ordf; ed. Rio de Janeiro:    Zahar Editores, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962945&pid=S1808-4281200700010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BICHARA, I.D.    <b>Um estudo etol&oacute;gico da brincadeira de faz-de-conta em crian&ccedil;as    de 3-7 Anos.</b> 1994. Tese de doutorado, Instituto de Psicologia da USP,    Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962947&pid=S1808-4281200700010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BISCOLI, I. &Acirc;.    <b>Atividade l&uacute;dica uma an&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o    acad&ecirc;mica brasileira no per&iacute;odo de 1995 a 2001.</b> 2005.    Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962949&pid=S1808-4281200700010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BJORKLUND, D.    F.; PELLEGRINE, A. D. Child Development and Evolutionary Psychology. <b>Child    Development</b>, v. 71, n. 6, p. 1687&#8211;1708, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962951&pid=S1808-4281200700010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BLATCHFORD, P.    The State of Play in Schools. <b>Child and Adolescent Mental Health</b>,    v. 3, n. 2, p. 58 &#8211; 67, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962953&pid=S1808-4281200700010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BOMTEMPO, E.;    HUSSEIN, C. L.; ZAMBERLAN, M. A. T. <b>Psicologia do brinquedo:</b>    aspectos teoricos e metodologicos. S&atilde;o Paulo: Editora da USP Nova Stella,    1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962955&pid=S1808-4281200700010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BOMTEMPO, E. <b>Brincando    se aprende: uma trajet&oacute;ria de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</b>    1997. Tese de Livre-doc&ecirc;ncia, Instituto de Psicologia, Universidade de    S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962957&pid=S1808-4281200700010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BROUG&Egrave;RE,    G. La signification d&#';un environnement ludique: L&#';&eacute;cole maternelle    &agrave; travers son mat&eacute;riel ludique. In: PREMIER CONGRES D&#';ACTUALITE    DE LA RECHERCHE EN EDUCATION ET FORMATION, 1993, Paris. <b>Actes du Premier    congr&egrave;s d&#';actualit&eacute; de la recherche en &eacute;ducation    et formation. Paris</b>: CNAM, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962959&pid=S1808-4281200700010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BROUG&Egrave;RE,    G.; WAJSKOP, G. <b>Brinquedo e cultura.</b> 2&ordf; ed. S&atilde;o    Paulo: Cortez, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962961&pid=S1808-4281200700010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> BROUG&Egrave;RE,    G. <b>Jogo e educa&ccedil;&atilde;o.</b> Porto Alegre: Artes m&eacute;dicas.    1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962963&pid=S1808-4281200700010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> CARVALHO, A. M.;    ALVES, M. M. F. ; GOMES, P.L. D. Brincar e educa&ccedil;&atilde;o: concep&ccedil;&otilde;es    e possibilidades. <b>Psicologia em estudo.</b> vol.10, no.2, p.217-226    , 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962965&pid=S1808-4281200700010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> COONEY, M.H. Is    play important? Guatemalan kindergartners classroom experiences and their parent&#';s    and teacher&#';s perceptions of learning through play. <b>Journal of    Research in Childhood Education</b>, v. 18, n. 4, p. 261-277, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962967&pid=S1808-4281200700010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> CORDAZZO, S. T.    D. <b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o das brincadeiras de crian&ccedil;as    em idade escolar.</b> 2003. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia,    Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia, Universidade Federal    de Santa Catarina. Florian&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962969&pid=S1808-4281200700010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> DIAS FACCI, M.    G. A periodiza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento psicol&oacute;gico individual    na perspectiva de Leontiev, Elkonin e Vygotsky. <b>Cadernos Cedes.</b>    v. 24, n. 62, p. 64-81, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962971&pid=S1808-4281200700010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> DOHME, V. A. <b>Atividades    l&uacute;dicas na educa&ccedil;&atilde;o: O caminho de tijolos amarelos do aprendizado.</b>    2002. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Educa&ccedil;&atilde;o, Arte e Hist&oacute;ria da Cultura, Universidade Presbiteriana    Mackenzie. S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962973&pid=S1808-4281200700010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ELKONIN, D. B.    <b>Psicologia do jogo.</b> S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962975&pid=S1808-4281200700010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> FRIEDMANN, A.    <b>O direito de brincar:</b> a brinquedoteca. 4&ordf; ed. S&atilde;o    Paulo: Abrinq, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962977&pid=S1808-4281200700010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> GLICKMAN, C.D.    Play and the school curriculum: the historical context. <b>Journal of Research    and Development Education.</b> v. 14, n. 3, p. 1-10, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962979&pid=S1808-4281200700010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> GOLDHABER, J.    If we call it science, then can we let the children play? <b>Childhood    Education</b>, v. 77, n. 3, p. 24-27, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962981&pid=S1808-4281200700010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ISIDRO, A.; ALMEIDA,    A. T. M. Projecto Educar para a conviv&ecirc;ncia social: O jogo no curr&iacute;culo    escolar. <b>Cadernos encontro:</b> O museu a escola e a comunidade.    Centro de Estudos da Crian&ccedil;a, Universidade do Minho, Braga, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962983&pid=S1808-4281200700010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> KISHIMOTO, T.    M. <b>O brincar e suas teorias.</b> S&atilde;o Paulo: Pioneira, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962985&pid=S1808-4281200700010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> KISHIMOTO, T.    M. <b>Jogo, brinquedo, brincadeira e educa&ccedil;&atilde;o.</b> S&atilde;o    Paulo: Cortez, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962987&pid=S1808-4281200700010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> LEIF, J.; BRUNELLE,    L. <b>O Jogo pelo jogo: </b>A atividade l&uacute;dica na educa&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as e adolescentes. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962989&pid=S1808-4281200700010000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> LEONTIEV, A.N.    Os principios psicol&oacute;gicos da brincadeira pr&eacute;-escolar. In: Vygotsky,    L. S.; Luria, A. R.; Leontiev, A. N. (Orgs.), <b>Linguagem, desenvolvimento    e aprendizagem.</b> S&atilde;o Paulo: Moraes, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962991&pid=S1808-4281200700010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> MELLO, A. C. M.    P. C. <b>O brincar de crian&ccedil;as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia    f&iacute;sica dom&eacute;stica.</b> 1999, Tese de doutorado. Psicologia    escolar e do desenvolvimento humano. Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o    Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962993&pid=S1808-4281200700010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> MELO, L. L.; VALLE,    E. R. M. O brinquedo e o brincar no desenvolvimento infantil. <b>Psicologia    argumento.</b> Vol. 23, n. 40, p. 43 &#8211; 48, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962995&pid=S1808-4281200700010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> OLIVEIRA, V. M.    B.; MILANI, D. A representa&ccedil;&atilde;o l&uacute;dica e gr&aacute;fica    em crian&ccedil;as com s&iacute;ndrome de Down. <b>Boletim Acad&ecirc;mico    Paulista de Psicologia.</b> Vol. 23, n. 1, p. 34 &#8211; 42, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962997&pid=S1808-4281200700010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SCHNEIDER, M.    L. <b>Brincar &eacute; um modo de dizer : um estudo de caso em uma escola    p&uacute;blica.</b> 2004, Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa    de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade    Federal de Santa Catarina. Florian&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=962999&pid=S1808-4281200700010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SLUCKIN, A. <b>Growing    up in the playground.</b> London: Routledge & Kegan Paul, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=963001&pid=S1808-4281200700010000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SMITH, P. K. Does    play matter: Functional and evolutionary aspects of animal and human play. <b>Behavioral    and Brain Sciences.</b> v. 5, n. 1, p. 139 &#8211; 184, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=963003&pid=S1808-4281200700010000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SPODEK, B.; SARACHO,    O. N. <b>Ensinando crian&ccedil;as de tr&ecirc;s a oito anos.</b>    Porto Alegre: Artmed, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=963005&pid=S1808-4281200700010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> VYGOTSKY, L. S.    <b>A forma&ccedil;&atilde;o social da mente:</b> o desenvolvimento    dos processos psicol&oacute;gicos superiores. 4&ordf; ed. S&atilde;o Paulo:    Martins Fontes, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=963007&pid=S1808-4281200700010000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> WAJSKOP, G. <b>Concep&ccedil;&otilde;es    de brincar entre profissionais de educa&ccedil;&atilde;o infantil: implica&ccedil;&otilde;es    para a pr&aacute;tica institucional.</b> 1996. Tese de Doutorado, Faculdade    de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=963009&pid=S1808-4281200700010000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="mailfim"></a><a href="#mailtopo"><b><img src="/img/revistas/epp/v7n1/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b></a>    <br>   E-mail: <a href="mailto:scheilacordazzo@hotmail.com">scheilacordazzo@hotmail.com</a>;    <a href="mailto:mvieira@cfh.ufsc.br">mvieira@cfh.ufsc.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Recebido em: 08/12/2006    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aceito para    publica&ccedil;&atilde;o em: 27/03/2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup> <a name="as1"></a><a href="#ast">*</a></sup>    Psic&oacute;loga pela Universidade Federal de Santa Catarina.</font>    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup><a name="as2"></a><a href="#ast">**</a></sup>    Doutor em Psicologia.</font></p>      ]]></body>
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