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<journal-title><![CDATA[Estudos e Pesquisas em Psicologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Treinamento de Habilidades Sociais Educativas Parentais: Comparação de Procedimentos a partir do Tempo de Intervenção]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to compare two intervention procedures with parents seeking to promote better social interactions with their children, through training and consolidation of social skills. The procedures were different only in relation to the time in which they were administered: 20 sessions applied once week for one group (G1) and twice a week for the other group (G2). The Parental Education Social Skills Interview was applied (RE-HSE-P). It was noticed that both groups have presented positives outcomes, however G1 has presented enhanced social skills for both the parents and children and G2 has presented reduction on behavior problems. It is concluded that the intervention of longer duration can provide better acquisition and consolidation of skills, and it is pointed the necessity of preventive work with the population, and comparative studies for the improvement of interventional procedures.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Treinamento de Habilidades Sociais Educativas Parentais:  Compara&ccedil;&atilde;o de Procedimentos a partir do Tempo de Interven&ccedil;&atilde;o<sup><a name="1t"></a><a href="#1n">1</a></sup></b></font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Training Parental Educational Social Skills:  Comparison Procedures from the Intervention's time</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Alessandra Turini Bolsoni-Silva<sup><a name="t*"></a><a href="#n*">*</a></sup>; Laura Moreira Borelli<sup><a name="t**"></a><a href="#n**">**</a></sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Universidade Estadual Paulista &ndash;  UNESP, Bauru, S&atilde;o Paulo, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endereço para correspondência</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr nonshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O presente estudo  tem como objetivo a compara&ccedil;&atilde;o de dois procedimentos de interven&ccedil;&atilde;o com pais  que buscaram promover melhores intera&ccedil;&otilde;es sociais com seus filhos, por meio do  treinamento e fortalecimento das habilidades sociais. Os procedimentos  diferiram apenas em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo em que foram administrados: 20 sess&otilde;es  aplicadas uma vez por semana a um grupo (G1), e duas vezes por semana a outro  grupo (G2). Como instrumento, utilizou-se o Roteiro de Entrevista de  Habilidades Sociais Educativas Parentais (RE-HSE-P). Notou-se que ambos os  grupos obtiveram resultados positivos, no entanto, G1 destacou-se no aumento  das habilidades sociais dos pais e das crian&ccedil;as e G2, na diminui&ccedil;&atilde;o dos  problemas de comportamento. Conclui-se que a interven&ccedil;&atilde;o de maior dura&ccedil;&atilde;o pode  proporcionar a maior aquisi&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o de habilidades, e aponta-se para  a necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o de trabalhos preventivos com a popula&ccedil;&atilde;o, e de  estudos comparativos para o aprimoramento de procedimentos de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> habilidades sociais educativas parentais; compara&ccedil;&atilde;o de procedimentos;  interven&ccedil;&atilde;o com pais.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   This study aims to compare two intervention procedures  with parents seeking to promote better social interactions with their children,  through training and consolidation of social skills. The procedures were  different only in relation to the time in which they were administered: 20  sessions applied once week for one group (G1) and twice a week for the other  group (G2). The Parental Education Social Skills Interview was applied  (RE-HSE-P). It was noticed that both groups have presented positives outcomes,  however G1 has presented enhanced social skills for both the parents and  children and G2 has presented reduction on behavior problems. It  is concluded that the intervention of longer duration can provide better  acquisition and consolidation of skills, and it is pointed the necessity of  preventive work with the population, and comparative studies for the  improvement of interventional procedures. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <b>Keywords:</b> parental educational social skills, procedures  comparison, intervention with parents.</font></p>   <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>1 Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os problemas de comportamento da crian&ccedil;a compreendem um objeto de  estudo da &aacute;rea educacional, haja vista que sua solu&ccedil;&atilde;o depende do emprego de  medidas socioeducativas - capazes de desenvolver as habilidades sociais para  uma socializa&ccedil;&atilde;o na escola; e tamb&eacute;m da correla&ccedil;&atilde;o positiva da escola em  rela&ccedil;&atilde;o aos problemas de comportamento e dificuldades de aprendizagem (FEITOSA,  MATOS; DEL PRETTE; DEL PRETTE, 2005). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em uma perspectiva funcional, problemas de comportamento s&atilde;o  entendidos como "d&eacute;ficitse/ou excessos  comportamentais que dificultariam o acesso da crian&ccedil;a a novas conting&ecirc;ncias de  refor&ccedil;amento, que por sua vez, facilitariam a aquisi&ccedil;&atilde;o de repert&oacute;rios  relevantes de aprendizagem" (BOLSONI-SILVA; DEL PRETTE, 2003, p. 94).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O surgimento e/ou a manuten&ccedil;&atilde;o de problemas de comportamento, de  acordo com Bolsoni-Silva e Marturano (2006), estariam relacionados a vari&aacute;veis  como: a hist&oacute;ria de vida familiar, determinadas pr&aacute;ticas parentais, condi&ccedil;&atilde;o  socioecon&ocirc;mica, eventos estressantes, conflitos conjugais, hereditariedade dos  pais e da crian&ccedil;a, patologia parental, caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a e da escola.  Quanto mais fatores de risco estiverem presentes maiores parecem ser os  problemas de comportamento da crian&ccedil;a. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No mesmo sentido, Pinheiro, Haase, Del Prette, Amarante e Del  Prette (2006) afirmam que a maioria dos comportamentos considerados inadequados  das crian&ccedil;as surge e &eacute; mantida, principalmente, em decorr&ecirc;ncia de <i>d&eacute;ficits</i> de habilidades sociais  apresentados pelos pr&oacute;prios pais; prejudicando, dessa forma, a manuten&ccedil;&atilde;o dos comportamentos  de seus filhos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por meio de uma disciplina inconsistente, pouca intera&ccedil;&atilde;o  positiva, baixo monitoramento e insuficiente supervis&atilde;o das atividades da  crian&ccedil;a, os pais estimulam tais problemas e ainda contribuem para a promo&ccedil;&atilde;o de  falhas no desenvolvimento do repert&oacute;rio de comportamentos, os quais propiciariam  intera&ccedil;&otilde;es positivas da crian&ccedil;a com colegas e adultos (BOLSONI-SILVA; DEL  PRETTE, 2002; BOLSONI-SILVA; DEL PRETTE, 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Comportamentos externalizantes, tais como agredir, desobedecer  etc., s&atilde;o considerados problemas de comportamento, e podem surgir e/ou se  manter exercendo a fun&ccedil;&atilde;o de contracontrole, reproduzidos dos comportamentos  aversivos familiares. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   De acordo com Sidman (1989/1995), quando n&atilde;o existe a  possibilidade de fuga, ou esquiva, a crian&ccedil;a aprende a controlar seus  controladores, descobrindo uma maneira de acabar com as puni&ccedil;&otilde;es ou amea&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Buscando caracterizar as  queixas de pais, m&atilde;es e educadores que buscam atendimento em um Centro de  Psicologia Aplicada, com a inten&ccedil;&atilde;o de melhorar seu relacionamento com seus  filhos, Bolsoni-Silva, Paiva e Barbosa (2009) realizaram um estudo levantando  dados de 2004 &agrave; 2006, com base em uma Entrevista Cl&iacute;nica Semiestruturada.  Encontraram como queixas mais frequentes os comportamentos externalizantes da  crian&ccedil;a, e tamb&eacute;m do&nbsp; adolescente, tais &nbsp;como: agressividade, desobedi&ecirc;ncia e  comportamento de birra; e dificuldades dos pais/ cuidadores, tais &nbsp;como: gritar ou bater quando o filho emitia  comportamentos considerados indesej&aacute;veis, discord&acirc;ncia entre pai e m&atilde;e em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, falta de consist&ecirc;ncia diante dos comportamentos  do filho, dificuldades na comunica&ccedil;&atilde;o e em estabelecer limites (BOLSONI-SILVA; PAIVA; BARBOSA, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Habilidades sociais, segundo Del Prette e Del Prette (1999; 2009),  s&atilde;o o conjunto de desempenhos (componentes comportamentais, cognitivo-afetivos  e fisiol&oacute;gicos), ou uma classe de respostas, apresentados pelo indiv&iacute;duo para  lidar de maneira adequada com as demandas de uma situa&ccedil;&atilde;o interpessoal, que  inclui vari&aacute;veis da cultura e contribuem para a compet&ecirc;ncia social. Sua  aquisi&ccedil;&atilde;o envolve um processo de aprendizagem cont&iacute;nuo, atrav&eacute;s das demandas  pr&oacute;prias do est&aacute;gio de desenvolvimento do indiv&iacute;duo e o desempenho interpessoal  apresentado. Do ponto de vista da An&aacute;lise do Comportamento, habilidades sociais  podem ser consideradas como operantes nas intera&ccedil;&otilde;es sociais, com probabilidade  de produzir refor&ccedil;adores positivos e negativos (BOLSONI-SILVA, 2007) e gerando  sentimentos de bem-estar por trazer prazer ou por reduzir desprazer.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Habilidades sociais educativas podem ser entendidas como aquelas  voltadas propositalmente para o desenvolvimento e para aprendizagem de outra  pessoa (DEL PRETTE; DEL PRETTE, 2001; CIA; PEREIRA; DEL PRETTE; DEL PRETTE,  2007). Dessa forma, especificamente para a intera&ccedil;&atilde;o estabelecida entre pais e  filhos, Habilidades Sociais Educativas Parentais comp&otilde;em-se do conjunto de  habilidades sociais dos pais aplic&aacute;veis &agrave; pr&aacute;tica educativa dos filhos, que  podem estar presentes em seus repert&oacute;rios isoladamente ou envolvidas com outras  habilidades (BOLSONI-SILVA, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ainda  que existam aproxima&ccedil;&otilde;es quanto a defini&ccedil;&otilde;es de habilidades sociais educativas  (DEL PRETTE; DEL PRETTE, 2009) e habilidades sociais educativas parentais  (HSE-P; BOLSONI-SILVA, 2009) encontram-se na literatura dois sistemas de  categorias, um descrito por Del Prette e Del Prette (2008) e outro por  Bolsoni-Silva e Loureiro (2010). Del Prette e Del Prette (2008) prop&otilde;em  categorias de an&aacute;lises, pass&iacute;veis de observa&ccedil;&atilde;o direta e de testagem emp&iacute;rica,  elaboradas a partir da revis&atilde;o de pesquisas da &aacute;rea. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Bolsoni-Silva  e Loureiro (2010) aprimoraram um sistema de categorias proposto por  Bolsoni-Silva (2009) tendo por base o relato espont&acirc;neo de mais de 200 m&atilde;es, as  quais foram entrevistadas a partir de um roteiro de entrevista (RE-HSE-P): </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   1) <u>comunica&ccedil;&atilde;o</u> (conversar, perguntar); 2) <u>express&atilde;o de sentimentos e enfrentamento</u> (expressar sentimentos positivos, negativos e opini&otilde;es, demonstrar carinho,  brincar) e 3) <u>estabelecimento de limites</u> (identificar e consequenciar  comportamentos socialmente habilidosos e n&atilde;o habilidosos, estabelecer regras,  ter consist&ecirc;ncia, cumprir promessas, identificar erros e pedir desculpas).  Outra caracter&iacute;stica desse sistema de categorias refere ao fato dessas habilidades  sociais educativas serem investigadas contingentes aos comportamentos dos  filhos (habilidades sociais e problemas de comportamento). O RE-HSE-P tamb&eacute;m  permite mensurar pr&aacute;ticas negativas de educa&ccedil;&atilde;o e vari&aacute;veis de contexto. As  categorias citadas podem ser organizadas em HSE-P, habilidades sociais infantis  e vari&aacute;veis de contexto (Caracter&iacute;sticas positivas da intera&ccedil;&atilde;o social) e  pr&aacute;ticas negativas de educa&ccedil;&atilde;o e problemas de comportamento (Caracter&iacute;sticas  negativas da intera&ccedil;&atilde;o social), cujos escores permitem identificar  comportamentos cl&iacute;nicos de n&atilde;o cl&iacute;nicos tendo o CBCL como padr&atilde;o ouro e,  portanto, como nota de corte.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Enquanto os problemas de comportamento parecem ser diretamente  relacionados &agrave; quantidade de fatores de risco, como comentado anteriormente,  essas habilidades sociais educativas parentais parecem minimizar os efeitos da  puni&ccedil;&atilde;o funcionando como fatores de prote&ccedil;&atilde;o, as quais sendo aprendidas podem  assumir o papel de "saltos" comportamentais (BOLSONI-SILVA; MARTURANO, 2006)  permitindo que a crian&ccedil;a expanda seu repert&oacute;rio e aumente a chance de obter  refor&ccedil;amento. Sup&otilde;e-se, ent&atilde;o, levando-se em considera&ccedil;&atilde;o os achados de Cia et  al. (2007), que pessoas com um repert&oacute;rio mais elaborado de habilidades sociais  est&atilde;o sujeitas a efeitos negativos menos cr&iacute;ticos nas situa&ccedil;&otilde;es adversas, pois  parecem conseguir manter rela&ccedil;&otilde;es satisfat&oacute;rias com outras pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   De fato, a liga&ccedil;&atilde;o entre pr&aacute;ticas educativas e o manejo inefetivo  familiar e escolar com problemas de comportamento merece ser destacada, pois  qualquer modifica&ccedil;&atilde;o efetiva e duradoura dos comportamentos da crian&ccedil;a  pressup&otilde;e uma mudan&ccedil;a na forma como os cuidadores lidam com ela (PINHEIRO et  al., 2006). Sendo assim, &eacute; importante que exista a interven&ccedil;&atilde;o junto aos pais,  para que as conting&ecirc;ncias se alterem, alterando consequentemente o  comportamento do filho. Nesse &iacute;nterim, os pais podem assumir o papel de  co-terapeutas, aprendendo a oferecer modelos e a modelar respostas socialmente  habilidosas de seus filhos (BOLSONI-SILVA; SILVEIRA; MARTURANO, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em estudo de revis&atilde;o, Bolsoni-Silva, Villas Boas, Romera e  Silveira (2010) analisaram 192 resumos de artigos publicados entre 1986 e junho  de 2006, indexados em bases de dados, que avaliavam interven&ccedil;&otilde;es com foco em  problemas de comportamento de crian&ccedil;as e adolescentes. Verificaram que existem  muitos estudos que avaliam procedimentos de interven&ccedil;&atilde;o com pais, que t&ecirc;m como  alvo habilidades como: comunica&ccedil;&atilde;o, manejo de comportamentos, suporte social,  conflitos e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, enfrentamento, autocontrole, promo&ccedil;&atilde;o do  relacionamento positivo e da compet&ecirc;ncia social da crian&ccedil;a e escuta ativa. As  autoras destacam que a maior parte das pesquisas de interven&ccedil;&atilde;o priorizam a  redu&ccedil;&atilde;o de problemas de comportamento e de pr&aacute;ticas negativas de educa&ccedil;&atilde;o,  sendo poucos os estudos que t&ecirc;m por foco promover o desenvolvimento da  compet&ecirc;ncia social dos pais e dos filhos. Bolsoni-Silva et. al. (2010) tamb&eacute;m  sinalizam que existem poucos trabalhos onde os procedimentos est&atilde;o claramente  descritos, para que se viabilize a possibilidade de replica&ccedil;&atilde;o e a condu&ccedil;&atilde;o de  novos estudos. Bolsoni-Silva et al. (2010) concluem que procedimentos de  interven&ccedil;&atilde;o com pais combinados com o trabalho com seus filhos podem favorecer  a aprendizagem de repert&oacute;rios mais amplos e considerados socialmente mais  adequados, de forma que as interven&ccedil;&otilde;es poderiam se preocupar, al&eacute;m da  altera&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas parentais dos pais, promover de forma direta ou indireta  a compet&ecirc;ncia social dos filhos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em busca do aprimoramento e da maximiza&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios destes Programas,  tanto para os pais/ cuidadores, como para os filhos, a curto, m&eacute;dio e longo  prazo, h&aacute; uma s&eacute;rie de estudos, sobretudo na literatura internacional  pertinente, que comparam procedimentos de interven&ccedil;&atilde;o. H&aacute;, por exemplo,  pesquisas que comparam os efeitos de diferentes tipos de procedimentos de  interven&ccedil;&atilde;o entre programas behavioristas e n&atilde;o behavioristas (LUNDAHL; RISSER; LOVEJOY, 2006)  para modifica&ccedil;&atilde;o de comportamentos perturbadores infantis, isolando-se  vari&aacute;veis dependentes visadas pelo treinamento parental. Por outro lado,  existem autores preocupados em promover intera&ccedil;&otilde;es positivas, al&eacute;m das que  envolvem manejo comportamental, como nos diversos estudos encontrados  referentes ao programa conhecido como Triplo-P &ndash; Programa Parental Positivo (SANDERS,  1999; SANDERS; MARKIE-DADDS; TULLY; BOR, 2000; BOR; SANDERS; MARKIE-DADDS,  2001; SANDERS; TULLY; TURNER; MAHER; MCAULIFFE, 2003). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Apesar de existirem diversas publica&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de treinamento de  pais e problemas de comportamento, poucas se dedicaram a avaliar diferentes  procedimentos de interven&ccedil;&atilde;o. De maneira resumida e esquem&aacute;tica os estudos  podem ser assim organizados: (a) interven&ccedil;&atilde;o comportamental familiar,  refor&ccedil;ada, padr&atilde;o, auto-dirigida e grupo controle (BOR; SANDERS; MARKIE-DADDS,  2002; SANDERS et al., 2000); (b) resolu&ccedil;&atilde;o de problemas colaborativa em  compara&ccedil;&atilde;o com o treinamento parental e programa de aprendizagem social baseada  no treinamento dos pais ou um sistema de terapia familiar (GREENE et. al.,  2004); (c) tratamento individualmente administrado de v&iacute;deo-modelagem, grupo de  discuss&atilde;o desse tratamento, terapia direcionada em grupo e lista de espera  (WEBSTER-STRATTON; KOLPACOFF; HOLLINSWORTH, 1988); (d) grupo de treinamento  parental, treinamento da crian&ccedil;a, grupo combinado de treinamento de crian&ccedil;as e  de pais, e grupo controle (WEBSTER-STRATTON; HAMMOND, 1997); (e) treinamento  dos pais, treinamento da crian&ccedil;a e de professores (WEBSTER-STRATTON; REID;  HAMMOND, 2004); (f) interven&ccedil;&atilde;o domiciliar x interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica (HUTCHINGS;  LANE; KELLY, 2004); (g) programas preventivos para crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares de  maior dura&ccedil;&atilde;o e intensidade com de menor dura&ccedil;&atilde;o e menos intensos (NELSON;  WESTHUE; MACLEOD, 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Foram encontrados apenas tr&ecirc;s estudos, no que se refere &agrave; vari&aacute;vel  tempo (HUTCHINGS; LANE; KELLY, 2004; NELSON; WESTHUE; MACLEOD, 2003; SANDERS et  al., 2000), os quais fazem men&ccedil;&atilde;o a tal vari&aacute;vel. No estudo de Sanders et al.  (2000) houve dois tipos de interven&ccedil;&atilde;o: 1) a interven&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o que contava com  12 sess&otilde;es de uma hora e; 2) a interven&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada com 11 sess&otilde;es de 60 a 90  minutos. Os resultados indicaram que as crian&ccedil;as no programa de interven&ccedil;&atilde;o  refor&ccedil;ada obtiveram significativa melhora em rela&ccedil;&atilde;o a crian&ccedil;as submetidas &agrave;  condi&ccedil;&otilde;es adversas. Entretanto, para os autores o resultado n&atilde;o dizia respeito  ao tempo de interven&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No trabalho de Hutchings, Lane e Kelly (2004) um tratamento padr&atilde;o  e um mais intensivo, ao qual tr&ecirc;s sess&otilde;es de cinco horas cada eram inclu&iacute;das,  foram comparadas. O tratamento padr&atilde;o era essencialmente comportamental,  voltado a conselhos para os pais, tal como ensinar a refor&ccedil;ar comportamentos  adequados e inclu&iacute;a psiquiatras e psic&oacute;logos cl&iacute;nicos infantis, al&eacute;m de outros  especialistas. O tratamento intensivo diferia, principalmente, na inclus&atilde;o de  tr&ecirc;s sess&otilde;es de cinco horas na Unidade de Tratamento, durante a qual os pais  viam a eles mesmos e seus filhos em v&iacute;deo, recebiam um retorno e tamb&eacute;m novas  estrat&eacute;gias de gest&atilde;o. Um confort&aacute;vel ambiente dom&eacute;stico e equipamentos  necess&aacute;rios para a coleta de dados eram caracter&iacute;sticas essenciais na unidade,  onde ocorreu uma observa&ccedil;&atilde;o direta por c&acirc;meras, espelhos e <i>bug</i> no ouvido, para que o terapeuta pudesse dar conselhos aos pais  sobre o que fazer, elogiar e encorajar a novas estrat&eacute;gias de comportamento  diante de certas situa&ccedil;&otilde;es. A partir dessa situa&ccedil;&atilde;o controlada, a generaliza&ccedil;&atilde;o  ao ambiente familiar era cuidadosamente apoiada e monitorada e o objetivo era  garantir o sucesso parental na utiliza&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias. Os autores  acreditam que os resultados positivos do tratamento intensivo podem ser  atribu&iacute;dos n&atilde;o somente &agrave;s horas a mais, mas tamb&eacute;m ao tipo de tratamento  realizado na Unidade. Nelson, Westhue e MacLeod (2003), ao contr&aacute;rio dos outros  dois estudos, conclu&iacute;ram que os programas de maior dura&ccedil;&atilde;o e intensidade atingiram  melhores efeitos e estes permaneceram &agrave; longo prazo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Entretanto, conclui-se, a partir da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica  realizada, que a literatura encontrada nessa &aacute;rea &eacute; reduzida e os resultados  encontrados n&atilde;o s&atilde;o conclusivos, justificando novas pesquisas. Questiona-se  ent&atilde;o, se o tempo seria uma vari&aacute;vel relevante nos resultados das interven&ccedil;&otilde;es;  se existiriam diferen&ccedil;as significativas entre dois procedimentos, que se  alteram apenas no tempo em que s&atilde;o ministrados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  partir da revis&atilde;o, acima mencionada, pode-se supor duas hip&oacute;teses: (a) que  procedimentos mais r&aacute;pidos podem ser mais intensos e com baixas taxas de  desist&ecirc;ncia do tratamento, devido &agrave; estrat&eacute;gia de maior freq&uuml;&ecirc;ncia de contato  com o programa de interven&ccedil;&atilde;o (BERGEL; GOUVEIA, 2005) e tamb&eacute;m poderia haver  maior possibilidade do estabelecimento de uma alian&ccedil;a entre terapeuta e  participante (ROBBINS; TURNER; ALEXANDER; PEREZ, 2003; ROBBINS; LIDDLE; TURNER;  DAKOF; ALEXANDER; KOGAN, 2006); (b) por outro lado, a interven&ccedil;&atilde;o mais longa  pode proporcionar um melhor acompanhamento dos participantes e um tempo maior  para consolidar mudan&ccedil;as efetivas nos comportamentos (HUTCHINGS; LANE; KELLY,  2004). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com  base no exposto, o presente estudo objetivou comparar dois procedimentos de  interven&ccedil;&atilde;o com pais que buscaram atendimento com queixas de dificuldades de  relacionamento com seus filhos. Esses procedimentos diferiram apenas em rela&ccedil;&atilde;o  ao tempo em que foram ministrados, sendo que o mesmo n&uacute;mero de sess&otilde;es foi  aplicado apenas uma vez por semana a um grupo (G1) e duas vezes por semana a  outro grupo (G2).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>2 M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>2.1 Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram  da interven&ccedil;&atilde;o 26 pais/cuidadores, os quais se inscreveram em um programa de  interven&ccedil;&atilde;o com pais no Centro de Psicologia Aplicada de uma Universidade no  interior paulista, em uma cl&iacute;nica-escola. Esses pais apresentavam queixas de  dificuldades de intera&ccedil;&atilde;o &ndash; como dificuldades em conversar com os filhos,  expressar opini&otilde;es ou sentimentos, impor limites e regras, manejar  comportamentos inadequados, monitorar e consequenciar respostas &ndash; al&eacute;m de  queixas de comportamentos inadequados dos filhos como agressividade e  desobedi&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A  interven&ccedil;&atilde;o foi realizada em 20 encontros, com pequenos subgrupos, de tr&ecirc;s a  quatro pessoas cada, que, para esse estudo, foram reunidas em dois grupos de  acordo com a frequ&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o. No primeiro (G1) a interven&ccedil;&atilde;o foi  aplicada a 12 cuidadores prim&aacute;rios apenas uma vez por semana, ao longo de um  ano letivo; j&aacute; o segundo grupo (G2) era composto por 14 cuidadores prim&aacute;rios  que passaram pelo tratamento duas vezes por semana, totalizando um semestre  letivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Dos  participantes de G1 dois eram pais e dez eram m&atilde;es, das crian&ccedil;as e jovens seis  eram do sexo masculino, cinco do sexo feminino e para uma a m&atilde;e n&atilde;o respondeu  quest&otilde;es relativas ao g&ecirc;nero, idade e escolaridade do(a) filho(a). As idades  dos filhos dos participantes do G1 variaram de um ano e sete meses a 18 anos  (m&eacute;dia = 9,3 anos; DP = 4,67), sendo que tr&ecirc;s frequentavam o Ensino Infantil, sete o Ensino Fundamental e uma o  Ensino M&eacute;dio. J&aacute; em G2 havia quatro pais, nove m&atilde;es e uma av&oacute;, sendo que os  filhos e neto dos participantes eram, em sua maioria, do sexo feminino (nove  pessoas), e cinco eram do sexo masculino. Desses, quatro pessoas cursavam o  Ensino Infantil, oito o Ensino Fundamental e duas o Ensino M&eacute;dio, sendo que uma  j&aacute; o completou. As crian&ccedil;as e jovens do G2 tinham a idade m&iacute;nima de um ano e  nove meses e a m&aacute;xima de 21 anos e dez meses (m&eacute;dia = 10,5 anos; DP = 6,00).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>3 Instrumento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizou-se, para avalia&ccedil;&otilde;es de pr&eacute; e p&oacute;s-teste, o Roteiro de  Entrevista de Habilidades Sociais Educativas Parentais (RE-HSE-P -  BOLSONI-SILVA; LOUREIRO, 2010), que investiga as habilidades sociais educativas  parentais, frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia e vari&aacute;veis antecedentes e consequente. As  perguntas s&atilde;o feitas oralmente e as respostas espont&acirc;neas s&atilde;o registradas em um  protocolo. Para cada quest&atilde;o da Entrevista h&aacute; tr&ecirc;s op&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  periodicidade de ocorr&ecirc;ncia do comportamento: frequentemente, algumas vezes e  quase nunca ou nunca. Se o participante escolher a primeira ou a segunda op&ccedil;&atilde;o,  s&atilde;o feitas outras perguntas relacionadas a caracter&iacute;sticas do comportamento  referentes ao(a) filho(a) que mais motivou o atendimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A &uacute;ltima vers&atilde;o do RE-HSE-P possui 13 conjuntos de perguntas das  quais cinco prev&ecirc;em a avalia&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia comportamental. S&atilde;o seis  categorias &ndash; habilidade social educativa parental (hse-p), pr&aacute;tica educativa  negativa, habilidade social infantil (hs), problema de comportamento, vari&aacute;veis  de contexto e frequ&ecirc;ncia comportamental positiva e negativa &ndash; e 70 op&ccedil;&otilde;es  previstas de respostas. Das cinco quest&otilde;es envolvidas na categoria <u>frequ&ecirc;ncia  comportamental,</u> tr&ecirc;s s&atilde;o relativas &agrave; frequ&ecirc;ncia comportamental negativa:  frequ&ecirc;ncia de que os filhos fazem coisas que os pais n&atilde;o gostam; da dificuldade  dos pais cumprirem promessas; e de express&atilde;o de sentimentos negativos. E duas  quest&otilde;es referem-se &agrave; frequ&ecirc;ncia comportamental positiva: frequ&ecirc;ncia de  concord&acirc;ncia parental e; com que o pai faz perguntas sobre sexualidade. As  outras categorias englobam situa&ccedil;&otilde;es, motivos, assuntos, sentimento dos pais,  comportamento e rea&ccedil;&atilde;o dos pais e dos filhos e a rea&ccedil;&atilde;o do c&ocirc;njuge, distribu&iacute;das  nos temas das quest&otilde;es do instrumento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para an&aacute;lise do comportamento dos participantes, h&aacute; quest&otilde;es sobre  sexualidade, estabelecimento de limites, express&atilde;o de sentimentos positivos e  negativos, express&atilde;o de carinho, situa&ccedil;&otilde;es em que o filho faz coisas que os  pais aprovam ou desaprovam, identifica&ccedil;&atilde;o de erros e relacionamento conjugal.  Para estas quest&otilde;es, a categoria relacionada &agrave; <u>habilidade social educativa  parental (hse-p)</u> envolve comportamentos de comunica&ccedil;&atilde;o e negocia&ccedil;&atilde;o,  express&atilde;o de sentimentos e enfrentamento, sensa&ccedil;&atilde;o de bem estar, e tamb&eacute;m  espec&iacute;ficos &agrave; rela&ccedil;&atilde;o conjugal, como aceitar, concordar, pedir desculpas, entre  outros. E a categoria <u>pr&aacute;ticas educativas negativas</u> est&aacute; relacionada a  comportamentos n&atilde;o-habilidosos ativos e passivos, e sensa&ccedil;&atilde;o de mal estar. Com  rela&ccedil;&atilde;o aos comportamentos dos filhos ou neto dos participantes, existem duas  categorias espec&iacute;ficas, para perguntas com os seguintes temas: conversa,  estabelecimento de limites, express&atilde;o de opini&otilde;es e sentimento negativo,  demonstra&ccedil;&atilde;o de carinho, comportamentos que os pais aprovam ou desaprovam,  perguntas e d&uacute;vidas sobre sexualidade. A categoria <u>habilidade social infantil  (hs)</u> envolve comportamentos habilidosos: disponibilidade social e  coopera&ccedil;&atilde;o ou express&atilde;o de sentimentos e enfrentamento. Retratando os aspectos  considerados negativos do relacionamento, na categoria <u>problemas de  comportamento</u> existem problemas de comportamento infantis externalizantes,  internalizantes e outros comportamentos problema, como o descuido com ambiente  e com as pr&oacute;prias coisas. E h&aacute; tamb&eacute;m a categoria que diz respeito &agrave;s <u>vari&aacute;veis  contextuais</u>, que est&aacute; distribu&iacute;da na maioria das quest&otilde;es do RE-HSE-P, e  relacionam-se a temas diversos, diversos momentos do dia, situa&ccedil;&otilde;es diversas,  situa&ccedil;&otilde;es de lazer, hor&aacute;rio de refei&ccedil;&atilde;o, concep&ccedil;&otilde;es de certo e errado, motivos  para estabelecer limites, problemas pessoais dos pais, e quest&otilde;es do filho  sobre relacionamento sexual e doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis. (BOLSONI-SILVA;  LOUREIRO, 2010).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>4 Caracteriza&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O procedimento foi ministrado por estudantes do &uacute;ltimo ano da  Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia e/ou por psic&oacute;logos rec&eacute;m formados, em um total de 20  sess&otilde;es para cada grupo. Nelas abordou-se habilidades sociais b&aacute;sicas no  relacionamento dos participantes com seus filhos, propondo tarefas de casa,  discuss&otilde;es sobre os t&oacute;picos das sess&otilde;es e treinamento de repert&oacute;rios de  comportamentos associados ao tema em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os temas trabalhados  baseavam-se nas habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o, como iniciar e manter conversa&ccedil;&atilde;o,  fazer e responder perguntas; express&atilde;o de sentimentos positivos (elogiar, dar e  receber <i>feedback</i> positivo, agradecer)  e negativos (dar e receber <i>feedback</i> negativo); expressar e ouvir opini&otilde;es de concord&acirc;ncia ou discord&acirc;ncia; fazer e  recusar pedidos e conhecimento de direitos humanos b&aacute;sicos. Tamb&eacute;m foram  trabalhadas as diferen&ccedil;as entre comportamentos habilidoso, n&atilde;o habilidoso ativo  e n&atilde;o habilidoso passivo; a capacidade de lidar com cr&iacute;ticas, admitir os  pr&oacute;prios erros e pedir desculpas. O estabelecimento de limites &eacute; um dos temas  essenciais tamb&eacute;m explorados, assim como o observar, discriminar as  conting&ecirc;ncias que influenciam para que os filhos se comportem de forma  "desejada" e "indesejada", questionar regras parentais sobre o que &eacute; certo e  errado fazer, ignorar comportamentos "indesejados", consequ&ecirc;ncias comportamentos  "desejados", dar aten&ccedil;&atilde;o, expressar afeto, solicitar mudan&ccedil;a, dar regras,  consequenciar regras e negociar. Esse procedimento &eacute; resultado de pesquisas de  interven&ccedil;&atilde;o conduzidas previamente e que demonstraram sua efetividade  (BOLSONI-SILVA; SILVEIRA; RIBEIRO, 2008; BOLSONI-SILVA, SILVEIRA; MARTURANO,  2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Grupo 1 a interven&ccedil;&atilde;o em ocorreu por aproximadamente cinco  meses espa&ccedil;ado no decorrer do ano letivo, seguindo o seguinte cronograma:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   . Mar&ccedil;o: In&iacute;cio da sele&ccedil;&atilde;o dos participantes;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   . Abril: Condu&ccedil;&atilde;o de entrevistas iniciais para avalia&ccedil;&atilde;o  diagn&oacute;stica (quatro sess&otilde;es, uma por semana) das pessoas interessadas (medidas  de pr&eacute;-teste). Observa-se que para fins desta pesquisa est&aacute; sendo utilizado  apenas o RE-HSE-P;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   . Maio a junho: Realiza&ccedil;&atilde;o de oito sess&otilde;es de grupo e uma sess&atilde;o  individual com cada participante para avalia&ccedil;&atilde;o do atendimento do semestre;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   . Julho: Recesso escolar e suspens&atilde;o do atendimento;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   . Agosto a outubro: Realiza&ccedil;&atilde;o de doze sess&otilde;es restantes;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   . Novembro: Aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de p&oacute;s-teste.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para o Grupo 2 a  interven&ccedil;&atilde;o em grupo teve dura&ccedil;&atilde;o de aproximadamente tr&ecirc;s meses, contando  tamb&eacute;m com a avalia&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-teste e de p&oacute;s-teste, sendo um m&ecirc;s cada uma  delas, perfazendo o total de atendimento de cinco meses, iniciado em mar&ccedil;o do  ano letivo e terminado em julho do mesmo ano.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>5 Procedimentos de  coleta e an&aacute;lise de dados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O primeiro passo do procedimento, ap&oacute;s a sele&ccedil;&atilde;o dos candidatos,  foi a realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista individual com cada um dos participantes, na  qual receberam informa&ccedil;&otilde;es sobre os objetivos da interven&ccedil;&atilde;o, puderam  esclarecer eventuais d&uacute;vidas e assinaram o Termo de Consentimento P&oacute;s-Informado  garantindo o sigilo e confidencialidade dos dados por parte dos pesquisadores e  o direito de abandonar o procedimento a qualquer momento, sem preju&iacute;zos. Nessa  entrevista foi realizado o pr&eacute;-teste e o p&oacute;s-teste aconteceu em um encontro  individual ap&oacute;s o t&eacute;rmino da interven&ccedil;&atilde;o. Todos os dados mencionados s&atilde;o  referentes aos filhos e ao neto que mais motivaram o participante da  interven&ccedil;&atilde;o ao atendimento. Considerando a diversidade do repert&oacute;rio  comportamental dos participantes dos grupos, optou-se por comparar o desempenho  dos participantes dos Grupos 1 e 2 durante o procedimento de interven&ccedil;&atilde;o, pela  an&aacute;lise qualitativa, com a inten&ccedil;&atilde;o de identificar conting&ecirc;ncias entrela&ccedil;adas  entre os comportamentos dos pais e seus filhos. O RE-HSE-P permite classificar  os escores obtidos por cada participante nas principais categorias do RE-HSE-P,  em cl&iacute;nicos (C) e n&atilde;o cl&iacute;nicos (NC), obtidos a partir de curva ROC. Para cada  uma das seis categorias do RE-HSE-P, existe um escore ou um intervalo  considerado lim&iacute;trofe, definindo os escores considerados cl&iacute;nicos ou n&atilde;o  cl&iacute;nicos para os aspectos positivos e negativos da intera&ccedil;&atilde;o estabelecida entre  pais e filhos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   As categorias que englobam aspectos positivos da intera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as  habilidades sociais educativas parentais (hse-p), habilidades sociais infantis  (hs crian&ccedil;a), as vari&aacute;veis de contexto e o total positivo que &eacute; a soma dos  escores obtidos nas categorias habilidades sociais educativas parentais,  habilidades sociais da crian&ccedil;a, vari&aacute;veis de contexto e frequ&ecirc;ncia positiva. As  categorias que tratam dos aspectos negativos do relacionamento s&atilde;o as pr&aacute;ticas  negativas, os problemas de comportamento e o total negativo &ndash; que consiste na  m&eacute;dia da soma das categorias express&atilde;o de sentimentos negativos, problemas de  comportamento e frequ&ecirc;ncia negativa. Primeiramente, os escores dos  participantes dos dois grupos, de pr&eacute; e p&oacute;s-testes, foram classificados  cl&iacute;nicos e n&atilde;o cl&iacute;nicos, de acordo com curva ROC do estudo de Bolsoni-Silva e  Loureiro (2010). Posteriormente foi realizada a an&aacute;lise qualitativa dos escores  m&eacute;dios das quest&otilde;es que comp&otilde;em o RE-HSEP, tamb&eacute;m para os Grupos 1 e 2, no pr&eacute;  e p&oacute;s-testes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>6 Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a classifica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e n&atilde;o cl&iacute;nica considerou-se escores  de aspectos positivos e negativos da intera&ccedil;&atilde;o, para os Grupos 1 e 2. As  Tabelas 1 e 2 representam o n&uacute;mero de participantes classificados com escores  cl&iacute;nicos e n&atilde;o cl&iacute;nicos, ao in&iacute;cio e ao t&eacute;rmino da interven&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m o  n&uacute;mero de participantes que tiveram sua classifica&ccedil;&atilde;o mantida ou alterada. Com  os aspectos negativos, ao contr&aacute;rio, ocorre abaixo do escore lim&iacute;trofe. Os  escores s&atilde;o considerados n&atilde;o cl&iacute;nicos, e acima ou iguais o escore lim&iacute;trofe s&atilde;o  considerados cl&iacute;nicos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em ambas as tabelas, as linhas descrita como "In&iacute;cio" e "T&eacute;rmino"  cont&ecirc;m o n&uacute;mero de participantes que obtiveram escore cl&iacute;nico (C) ou n&atilde;o  cl&iacute;nico (NC) nos Grupos 1 e 2. Na linha "Altera&ccedil;&otilde;es", as iniciais "C &ndash; NC"  indicam o n&uacute;mero de participantes que passou do escore cl&iacute;nico (C) no pr&eacute;-teste  ao n&atilde;o cl&iacute;nico (NC) no p&oacute;s; e ao contr&aacute;rio representam as iniciais "NC &ndash; C" que  apontam o n&uacute;mero de participantes que iniciou a interven&ccedil;&atilde;o com escore n&atilde;o  cl&iacute;nico (NC) e finalizou com escore cl&iacute;nico (C). E a linha "Manuten&ccedil;&otilde;es"  demonstra o n&uacute;mero de participantes dos dois grupos que permaneceram com a  mesma classifica&ccedil;&atilde;o (C ou NC) no in&iacute;cio e no t&eacute;rmino da interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A seguir, a Tabela 1 menciona tanto aspectos positivos quanto  negativos do relacionamento, retratando as seguintes categorias: habilidades  sociais educativas, pr&aacute;ticas negativas, habilidades sociais infantis e  problemas de comportamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tabela 1 &ndash; Quantidade de participantes dos Grupos 1 e 2 que  obtiveram escores cl&iacute;nicos (C) e n&atilde;o cl&iacute;nicos (NC) nas categorias hse-p,  pr&aacute;ticas negativas, hs e problemas de comportamento.    <br> </font></p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><img src="/img/revistas/epp/v12n1/1a03t1.jpg"></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observa-se, na Tabela 1, que para as habilidades sociais  educativas (hse-p), os dois grupos apresentaram semelhan&ccedil;as no pr&eacute;-teste. O  Grupo 1 iniciou a interven&ccedil;&atilde;o com oito de doze pessoas com escore cl&iacute;nico,  enquanto o Grupo 2, composto por quatorze participantes, contou com nove  pessoas com escore cl&iacute;nico. Tr&ecirc;s pessoas do Grupo 1 e uma pessoa do Grupo 2  passaram do escore cl&iacute;nico para o n&atilde;o cl&iacute;nico; do Grupo 1, uma pessoa  apresentou escore n&atilde;o cl&iacute;nico no pr&eacute;-teste e no p&oacute;s-teste obteve escore  cl&iacute;nico, enquanto no Grupo 2 foram quatro pessoas. Cinco pessoas do Grupo 1  mantiveram escore cl&iacute;nico desde o in&iacute;cio e tr&ecirc;s pessoas mantiveram o escore n&atilde;o  cl&iacute;nico, enquanto no Grupo 2, oito pessoas apresentaram escore cl&iacute;nico no pr&eacute; e  no p&oacute;s-teste e uma pessoa manteve desde o in&iacute;cio escore n&atilde;o cl&iacute;nico. Ao t&eacute;rmino  da interven&ccedil;&atilde;o, os resultados foram diferentes: o Grupo 1 mostrou melhor  desempenho, passando a ter metade de seus participantes com escore cl&iacute;nico, e  metade com escore n&atilde;o cl&iacute;nico; enquanto no Grupo 2, doze pessoas apresentaram  escore cl&iacute;nico e apenas duas que apresentaram escore n&atilde;o cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas negativas, tr&ecirc;s participantes do Grupo 1  iniciaram a interven&ccedil;&atilde;o com escore cl&iacute;nico e nove participantes com escore n&atilde;o  cl&iacute;nico. Do Grupo 2, cinco pessoas iniciaram a interven&ccedil;&atilde;o com escore cl&iacute;nico e  nove com escore n&atilde;o cl&iacute;nico. No p&oacute;s-teste, para o Grupo 1, as tr&ecirc;s pessoas que  apresentaram escore cl&iacute;nico no pr&eacute;-teste, apresentaram escore n&atilde;o cl&iacute;nico,  por&eacute;m, uma pessoa que apresentara escore n&atilde;o cl&iacute;nico, passou a apresentar no  p&oacute;s-teste escore cl&iacute;nico. E para o Grupo 2, houve quatro supera&ccedil;&otilde;es. Sendo  assim, ao t&eacute;rmino da interven&ccedil;&atilde;o, houve resultados positivos para os dois  grupos, pois apenas uma pessoa de cada grupo, apresentou escore cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para as habilidades sociais infantis (hs), percebe-se que dez  participantes do Grupo 1 iniciaram a interven&ccedil;&atilde;o com escore cl&iacute;nico, e dois  participantes com escore n&atilde;o cl&iacute;nico; e do Grupo 2, onze participantes  apresentaram escore cl&iacute;nico no pr&eacute;-teste, e tr&ecirc;s apresentaram escore n&atilde;o  cl&iacute;nico. Ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o, para o Grupo 1 houve quatro supera&ccedil;&otilde;es, ou seja,  quatro pessoas passaram do escore cl&iacute;nico ao n&atilde;o cl&iacute;nico; e para o Grupo 2  houve duas supera&ccedil;&otilde;es e duas quedas igualando o percentual de pessoas do grupo  com escore cl&iacute;nico e n&atilde;o cl&iacute;nico do pr&eacute;-teste. Considerando-se as manuten&ccedil;&otilde;es  do escore do pr&eacute; ao p&oacute;s-teste, do Grupo 1 houve seis pessoas que permaneceram  com escore cl&iacute;nico e duas com escore n&atilde;o cl&iacute;nico, e no Grupo 2, nove pessoas  mantiveram com escore cl&iacute;nico e uma com escore n&atilde;o cl&iacute;nico. Desta forma, no  p&oacute;s-teste o Grupo 1 obteve melhor desempenho, j&aacute; que seis pessoas apresentaram  escore cl&iacute;nico, e seis pessoas escore n&atilde;o cl&iacute;nico; e do Grupo 2, como no  pr&eacute;-teste, onze pessoas apresentaram escore cl&iacute;nico e tr&ecirc;s escore n&atilde;o cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Afirmar que o Grupo 2 n&atilde;o obteve progressos para as habilidades  sociais infantis, baseando-se apenas no dados num&eacute;ricos seria um engano, j&aacute; que  as pessoas que apresentaram escore cl&iacute;nico e n&atilde;o cl&iacute;nico no pr&eacute; e no p&oacute;s-teste  foram diferentes. Ressalta-se que a popula&ccedil;&atilde;o que apresentou mudan&ccedil;as, no caso  os filhos dos participantes, n&atilde;o recebeu interven&ccedil;&atilde;o direta, e sim foi atingida  atrav&eacute;s de altera&ccedil;&otilde;es no modo como os pais se comportaram, o que atesta a modifica&ccedil;&atilde;o  do comportamento e a generaliza&ccedil;&atilde;o para o ambiente natural, indicando os  benef&iacute;cios trazidos pelo do procedimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Considerando os problemas de comportamento, os Grupos 1 e 2  (Tabela 1) iniciaram a interven&ccedil;&atilde;o com propor&ccedil;&otilde;es parecidas: respectivamente,  oito (G1) e nove (G2) pessoas com escore cl&iacute;nico, e quatro (G1) e cinco (G2)  pessoas com escore n&atilde;o cl&iacute;nico. Ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o houve duas supera&ccedil;&otilde;es e duas  quedas no Grupo 1, e cinco supera&ccedil;&otilde;es e tr&ecirc;s quedas no Grupo 2. Ent&atilde;o, no  p&oacute;s-teste, oito participantes do Grupo 1 apresentaram escore cl&iacute;nico e quatro  escore n&atilde;o cl&iacute;nico; e o Grupo 2, mostrou melhor desempenho, j&aacute; que metade dos  participantes apresentou escore cl&iacute;nico, e a outra metade escore n&atilde;o cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A  seguir, a Tabela 2 ilustra a quantidade de participantes dos Grupos 1 e 2 que  obtiveram escore cl&iacute;nico ou n&atilde;o cl&iacute;nico no decorrer do processo de interven&ccedil;&atilde;o,  em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis de contexto e aos totais negativo e positivo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tabela 2 &ndash; Quantidade de participantes dos Grupos 1 e 2 que  obtiveram escores cl&iacute;nicos (C) e n&atilde;o cl&iacute;nicos (NC) nas vari&aacute;veis de contexto,  total negativo e total positivo.    <br> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><img src="/img/revistas/epp/v12n1/1a03t2.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As vari&aacute;veis de contexto constituem um elemento importante para a  promo&ccedil;&atilde;o de intera&ccedil;&otilde;es positivas dos pais com seus filhos. Sendo assim, nota-se  que, de acordo com a Tabela 2, tr&ecirc;s pessoas do Grupo 1 iniciaram a interven&ccedil;&atilde;o  com escore cl&iacute;nico, e nove com escore n&atilde;o cl&iacute;nico; e uma pessoa do Grupo 2  apresentou escore cl&iacute;nico no pr&eacute;-teste, e treze apresentaram escores n&atilde;o  cl&iacute;nicos. Observa-se que os dois grupos j&aacute; contavam com um bom repert&oacute;rio para  vari&aacute;veis de contexto antes mesmo da interven&ccedil;&atilde;o, e ainda assim houve  resultados positivos para ambos, pois todos os participantes do Grupo 1  apresentaram escore n&atilde;o cl&iacute;nico no p&oacute;s-teste, e o Grupo 2 tamb&eacute;m superou as  dificuldades iniciais, mas surgiram outras para um dos participantes que passou  a apresentar escore cl&iacute;nico no p&oacute;s-teste.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em rela&ccedil;&atilde;o ao total positivo, metade dos participantes do Grupo 1  apresentaram, no pr&eacute;-teste, escore cl&iacute;nico, e metade apresentou escore n&atilde;o  cl&iacute;nico. Dos participantes do Grupo 2, seis apresentaram escore cl&iacute;nico e oito  escore n&atilde;o cl&iacute;nico. Houve, para o Grupo 1, tr&ecirc;s supera&ccedil;&otilde;es; e para o Grupo 2,  tr&ecirc;s supera&ccedil;&otilde;es e uma queda. Desta forma, ao t&eacute;rmino da interven&ccedil;&atilde;o ambos  tiveram resultados positivos: o Grupo 1 terminou a interven&ccedil;&atilde;o com tr&ecirc;s pessoas  com escore cl&iacute;nico e nove com escore n&atilde;o-cl&iacute;nico; e o Grupo 2 com quatro  pessoas com escore cl&iacute;nico e onze com escore n&atilde;o cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para o total negativo, dez participantes do Grupo 1 apresentaram  escore cl&iacute;nico no pr&eacute;-teste e dois participantes apresentaram escore n&atilde;o  cl&iacute;nico; e treze participantes do Grupo 2 apresentaram escore cl&iacute;nico e um  apresentou escore n&atilde;o cl&iacute;nico. Houve quatro supera&ccedil;&otilde;es e uma queda no Grupo 1,  e seis supera&ccedil;&otilde;es e uma queda no Grupo 2. Assim os Grupos 1 e 2 terminaram a  interven&ccedil;&atilde;o, respectivamente com sete (G1) e oito (G2) pessoas com e escore  cl&iacute;nico, e cinco (G1) e seis (G2) participantes com escore n&atilde;o cl&iacute;nico. Tanto  para o total positivo quanto para o negativo, observam-se semelhan&ccedil;as no  pr&eacute;-teste e resultados positivos para os dois grupos em ambos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>7 Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a inten&ccedil;&atilde;o de avaliar a vari&aacute;vel tempo em procedimentos de  interven&ccedil;&atilde;o de treinamento de habilidades sociais com grupos de pais, os  resultados de pr&eacute; e p&oacute;s-testes foram analisados. A an&aacute;lise qualitativa com a  classifica&ccedil;&atilde;o em escores obtidos no RE-HSE-P em cl&iacute;nicos e n&atilde;o cl&iacute;nicos  possibilitou a an&aacute;lise do desempenho de cada participante e, consequentemente,  dos grupos cuja interven&ccedil;&atilde;o foi aplicada em uma vez por semana (G1) e duas  vezes por semana (G2).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   De  acordo com as an&aacute;lises realizadas, nota-se, primeiramente, que o Grupo 1, no  qual a interven&ccedil;&atilde;o foi aplicada uma vez por semana, sendo assim no per&iacute;odo mais  longo, obteve melhora principalmente nas habilidades sociais educativas  parentais e nas habilidades sociais infantis. Por outro lado, o Grupo 2, no  qual a interven&ccedil;&atilde;o foi aplicada duas vezes por semana, realizada em um semestre  letivo, obteve uma maior melhora na diminui&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas negativas e nos  problemas de comportamento, com uma melhora menor das habilidades sociais. Assim,  em ambos observa-se que uma popula&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o recebeu diretamente a interven&ccedil;&atilde;o  foi atingida: os filhos e neto dos participantes &ndash; os quais no Grupo 1  aumentaram suas habilidades sociais e no Grupo 2 diminu&iacute;ram os problemas de  comportamento, de acordo com a interven&ccedil;&atilde;o de seus pais sobre seus  comportamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel afirmar que o Grupo 1 obteve, em geral, um melhor  resultado, pois ambos os grupos poderiam apresentar os dois resultados, j&aacute; que  a diminui&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas negativas pode estar diretamente relacionada com a  promo&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais. Desta forma, pode-se colocar a hip&oacute;tese de que  aprender habilidades sociais educativas parentais pode ser mais dif&iacute;cil e  demandar mais tempo para a consolida&ccedil;&atilde;o no repert&oacute;rio comportamental e  indicam-se as interdepend&ecirc;ncias comportamentais onde o comportamento dos pais &eacute;  ambiente ou consequente para o comportamento dos filhos e vice-versa. Assim,  pais habilidosos t&ecirc;m maior probabilidade de que os filhos aprendam, por  imita&ccedil;&atilde;o ou por modelagem habilidades sociais, contribuindo para sua  compet&ecirc;ncia social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   De maneira resumida, notou-se um melhor desempenho do Grupo 1 em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s habilidades sociais educativas parentais e das habilidades sociais  infantis. Por outro lado, o Grupo 2 obteve desempenho melhor para os problemas  de comportamento. E tanto o Grupo 1 quanto o Grupo 2 mostraram resultados  positivos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas negativas, vari&aacute;veis de contexto e totais positivo  e negativo. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Portanto, de acordo com os resultados obtidos nas an&aacute;lises  realizadas, a hip&oacute;tese colocada anteriormente, de que a interven&ccedil;&atilde;o mais longa  pode proporcionar um melhor acompanhamento dos participantes e um tempo maior  para consolidar mudan&ccedil;as efetivas nos comportamento (HUTCHINGS; LANE; KELLY,  2004), parece se confirmar. E os resultados assemelharam-se aos de Nelson,  Westhue e MacLeod (2003), em que os melhores efeitos vieram de programas de  maior dura&ccedil;&atilde;o e intensidade. Assim, &eacute; poss&iacute;vel concordar com Lohr, Pereira,  Andrade e Kirchner (2007) quando apontam que para a determina&ccedil;&atilde;o da qualidade  de um programa, a dura&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o e a frequ&ecirc;ncia das atividades s&atilde;o  vari&aacute;veis importantes e devem ser cuidadosamente delimitadas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   De acordo com Feitosa et al. (2005) pode-se afirmar que a solu&ccedil;&atilde;o  de problemas de comportamento depende do emprego de medidas socioeducativas  para desenvolver habilidades sociais para socializa&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, a melhoria  observada nas habilidades sociais educativas do Grupo 1 est&aacute; diretamente  relacionada com o aumento de habilidades sociais das crian&ccedil;as. Da mesma forma, a  diminui&ccedil;&atilde;o dos problemas de comportamento pode estar relacionada com a redu&ccedil;&atilde;o  das pr&aacute;ticas negativas no caso do Grupo 2.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Minimizando-se os d&eacute;ficits ou excessos comportamentais, as  crian&ccedil;as podem ter mais f&aacute;cil acesso a novas conting&ecirc;ncias de refor&ccedil;amento,  adquirindo repert&oacute;rios relevantes na aprendizagem (BOLSONI-SILVA; DEL PRETTE,  2003). E se a quantidade de fatores de risco e os problemas de comportamento  s&atilde;o diretamente proporcionais, percebe-se que reduzindo as pr&aacute;ticas negativas,  diminuem-se tamb&eacute;m os problemas de comportamento (BOLSONI-SILVA; MARTURANO,  2006). Diminuindo os <i>d&eacute;ficits</i> de  habilidades sociais dos pais para manejar os comportamentos dos filhos, pode-se  evitar o surgimento ou manuten&ccedil;&atilde;o dos comportamentos considerados inadequados  (PINHEIRO et al., 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ao longo dessa an&aacute;lise, percebe-se que, do pr&eacute; ao p&oacute;s-teste,  alguns escores, para parte da amostra, antes n&atilde;o cl&iacute;nicos, passaram a ser cl&iacute;nicos,  como por exemplo: (a) para ambos os grupos, nas categorias habilidades sociais  educativas parentais, problemas de comportamento e total negativo; (b) somente  para Grupo 1, na categoria pr&aacute;ticas negativas; (c) e para o Grupo 2, nas  categorias habilidades sociais infantis, vari&aacute;veis de contexto e total  positivo. Dessa forma, parte dos resultados indica que algumas pessoas que eram  inicialmente habilidosas passaram a n&atilde;o ser ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. Uma hip&oacute;tese  explicativa &eacute; a de que ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o os participantes tornaram-se mais  cr&iacute;ticos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de seu pr&oacute;prio comportamento. Assim, o  participante classificaria seu comportamento ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o desconsiderando  seu repert&oacute;rio inicial e tomando como modelo o que ele gostaria de fazer em  tais situa&ccedil;&otilde;es, ap&oacute;s autoconhecimento (SKINNER, 1974/1995) do que se espera do  desempenho deles na intera&ccedil;&atilde;o com os filhos, o aprenderam ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o.  De acordo com Skinner (1979/2000), o autoconhecimento &eacute; fundamental para o  monitoramento dos pr&oacute;prios comportamentos e para o autocontrole, consequentemente  a pessoa &eacute; mais h&aacute;bil a emitir respostas que aumentem a probabilidade de  obten&ccedil;&atilde;o de refor&ccedil;adores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para testar se a passagem dos escores de n&atilde;o cl&iacute;nicos para  cl&iacute;nicos significam diminui&ccedil;&otilde;es dos desempenhos sociais dos participantes,  poderia se aplicar os mesmos instrumentos de pr&eacute; e p&oacute;s-testes, algumas sess&otilde;es  ap&oacute;s o in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o. Nesse teste, os participantes j&aacute; conheceriam  alguns princ&iacute;pios b&aacute;sicos de habilidades sociais e poderiam ser capazes de  avaliar com mais propriedades seu repert&oacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Outro fator que pode estar influenciando os resultados &eacute; a n&atilde;o  homogeneidade das popula&ccedil;&otilde;es. O estudo de Bolsoni-Silva, Silveira e Ribeiro  (2008) indica que os resultados melhoram quando a amostra &eacute; homog&ecirc;nea e com  maiores indicativos de problemas de comportamento. As autoras avaliaram tr&ecirc;s  participantes, duas m&atilde;es e uma av&oacute;, que pretendiam melhorar seu relacionamento,  respectivamente, com seus filhos e neta, atrav&eacute;s do treinamento de habilidades  sociais educativas parentais. Participaram de um procedimento semelhante ao  descrito no presente trabalho e os resultados apontaram que o efeito mais  expressivo de aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais foi de uma participante, cujas  avalia&ccedil;&otilde;es anteriores &agrave; interven&ccedil;&atilde;o apontaram para crit&eacute;rios cl&iacute;nicos ou  lim&iacute;trofes em todas as escalas de avalia&ccedil;&atilde;o. As outras duas participantes que  n&atilde;o faziam parte de uma popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e sim preventiva, n&atilde;o obtiveram  resultados t&atilde;o importantes. (BOLSONI-SILVA; SILVEIRA; RIBEIRO, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   &Eacute; importante destacar que a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais, de  acordo com Del Prette e Del Prette (2009), envolve um processo de aprendizagem  cont&iacute;nuo, e talvez por este motivo, o grupo que recebeu a interven&ccedil;&atilde;o mais  longa (G1), possa ter obtido melhora significativa nas categorias habilidades  sociais educativas parentais e habilidades sociais infantis. Isso pode indicar  que a melhora nos problemas de comportamento j&aacute; apresentada por G2 poderia ser  ampliada em conjunto com as habilidades sociais, se houvesse um per&iacute;odo maior  de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O desenvolvimento das habilidades varia de acordo com as demandas  pr&oacute;prias do est&aacute;gio de desenvolvimento do indiv&iacute;duo e de seu repert&oacute;rio atual,  considerando o efeito que causa sobre o ambiente. Bolsoni-Silva (2007) aponta  que as habilidades sociais s&atilde;o consideradas operantes nas intera&ccedil;&otilde;es, na  abordagem da An&aacute;lise do Comportamento, pois h&aacute; probabilidade de produzirem  refor&ccedil;adores positivos e negativos de forma a ampliar o repert&oacute;rio de  comportamentos socialmente adequados, trazendo consequ&ecirc;ncias positivas para os  indiv&iacute;duos e rela&ccedil;&otilde;es satisfat&oacute;rias com outras pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O trabalho combinado com pais e filhos pode propiciar melhores  resultados, uma vez que os filhos tamb&eacute;m podem aprender por modela&ccedil;&atilde;o ou  modelagem a comportar-se de forma considerada socialmente adequada, servindo  como antecedentes ou consequentes para o comportamento dos pais. Dessa forma,  seria poss&iacute;vel o fortalecimento e a potencializa&ccedil;&atilde;o do treinamento com os pais,  pois aumentaria a probabilidade de obter consequ&ecirc;ncias refor&ccedil;adoras para ambos  (BOLSONI-SILVA et al., 2010).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Concluindo,  existiam comportamentos considerados cl&iacute;nicos para os dois grupos, mas nenhum  dos grupos pode ser considerado cl&iacute;nico para todos os comportamentos avaliados  e tamb&eacute;m porque as pessoas que buscaram os grupos de interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estavam  aguardando atendimento em listas de espera do Centro de Psicologia Aplicada da  Universidade em quest&atilde;o. As pessoas chegaram aos grupos atrav&eacute;s de an&uacute;ncios e  cartazes e &eacute; esta popula&ccedil;&atilde;o de maior parte heterog&ecirc;nea que geralmente busca uma  cl&iacute;nica escola. Dessa forma, destaca-se a import&acirc;ncia de procedimentos de  interven&ccedil;&atilde;o de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o que atuem junto &agrave; comunidade, antes que as  pessoas busquem espontaneamente por atendimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Assim, observou-se  que &eacute; poss&iacute;vel trabalhar para prevenir problemas de comportamento e pr&aacute;ticas  negativas, quando os comportamentos que trazem mais puni&ccedil;&atilde;o que refor&ccedil;adores  ainda n&atilde;o estejam fortemente instalados nos repert&oacute;rios das crian&ccedil;as e dos  pais, e tamb&eacute;m para promover intera&ccedil;&otilde;es positivas e compet&ecirc;ncia social. Analisar  a possibilidade de novas pr&aacute;ticas parentais pode indicar mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas  culturais de forma a garantir mais refor&ccedil;adores positivos e promover intera&ccedil;&otilde;es  positivas entre pais/cuidadores e seus filhos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A  hip&oacute;tese inicial de que a interven&ccedil;&atilde;o mais longa poderia proporcionar um tempo  maior para a consolida&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as efetivas nos comportamentos (HUTCHINGS;  LANE; KELLY, 2004) &eacute; confirmada, j&aacute; que o grupo em que a interven&ccedil;&atilde;o foi  ministrada uma vez por semana (G1) obteve ganhos em habilidades sociais. E  mesmo que exista em procedimentos mais r&aacute;pidos, maior possibilidade de alian&ccedil;a  (ROBBINS; TURNER; ALEXANDER; PEREZ, 2003; ROBBINS; LIDDLE et al., 2006), parece  n&atilde;o ter sido uma vari&aacute;vel determinante para influenciar nos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>8 Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As limita&ccedil;&otilde;es que surgiram, no decorrer deste estudo, foram o  baixo n&uacute;mero de participantes e o fato de a amostra n&atilde;o ser homog&ecirc;nea, contando  com diferentes caracter&iacute;sticas dos participantes, tanto do Grupo 1 quanto do  Grupo 2, como por exemplo, a grande varia&ccedil;&atilde;o de idade dos filhos dos  participantes, com escolaridade desde o Ensino Infantil at&eacute; Ensino M&eacute;dio  completo. Esses fatores dificultariam uma tentativa de an&aacute;lise estat&iacute;stica, j&aacute;  que n&atilde;o se poderia afirmar que os grupos eram equivalentes. Os resultados aqui  considerados, bem como as an&aacute;lises subsequentes, n&atilde;o podem ser generalizados  para outras popula&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que cada caso deve ser estudado particularmente e  detalhadamente, considerando o n&uacute;mero reduzido de participantes e a influ&ecirc;ncia  de diferentes vari&aacute;veis nos resultados de uma pesquisa como esta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O fato de o repert&oacute;rio comportamental infantil ter melhorado  apenas em um dos grupos &eacute; de dif&iacute;cil explica&ccedil;&atilde;o. Uma forma de reduzir essa dificuldade  em outras pesquisas seria a utiliza&ccedil;&atilde;o de outros instrumentos de coleta de  dados do repert&oacute;rio infantil, tanto na forma de relato e escalas, quanto na  forma de observa&ccedil;&atilde;o direta no ambiente natural e/ou artificial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Justifica-se, ent&atilde;o, a contribui&ccedil;&atilde;o deste estudo para a &aacute;rea da  Psicologia, em raz&atilde;o das lacunas existentes na literatura pertinente, no que  diz respeito especialmente a compara&ccedil;&atilde;o do tempo das interven&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os resultados positivos para ambos os grupos que participaram da  pesquisa, chamaram a aten&ccedil;&atilde;o, com especial destaque para a expressiva melhora  de habilidades sociais no Grupo 1, o qual participou da interven&ccedil;&atilde;o apenas &nbsp;uma vez por semana.&nbsp; </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ambos os procedimentos contaram com o formato semi-estruturado  embora tenha sido considerados as caracter&iacute;sticas individuais dos participantes  -, e de curto prazo - indicando que s&atilde;o interven&ccedil;&otilde;es que podem ser aplicadas em  escolas e tamb&eacute;m em universidades. Neste sentido, este tipo de pesquisa pode  colaborar na implanta&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica que venha minimizar problemas  de comportamento nas rela&ccedil;&otilde;es parentais e escolares. Assim sendo, espera-se que  as pesquisas futuras possam ampliar a amostra, torn&aacute;-la homog&ecirc;nea, a fim de combinar  a &nbsp;observa&ccedil;&atilde;o direta, as medidas  processuais, al&eacute;m das de relato e de pr&eacute; e p&oacute;s-teste.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias </b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BERGEL, F. S.; GOUVEIA, N. Retornos freq&uuml;entes como nova  estrat&eacute;gia para ades&atilde;o ao tratamento de tuberculose. <b>Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica</b>,&nbsp;v. 39, n. 6, 2005, p. 898-905</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986093&pid=S1808-4281201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T. Roteiro de Entrevista de Habilidades Sociais  Educativas Parentais (RE-HSE-P): Categorias e testagem preliminares. In: WEBER,  L. D. (Org.). <b>Fam&iacute;lia e Desenvolvimento  &ndash; Vis&otilde;es Interdisciplinares</b>, Curitiba: Juru&aacute;, 2007, p.145-158.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T.; DEL PRETTE, A. Problemas de comportamento:  um panorama da &aacute;rea. <b>Revista brasileira  de terapia comportamental cognitivo</b>, S&atilde;o Paulo, v. 5, n. 2, p. 91-103,  2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986095&pid=S1808-4281201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T.; DEL PRETTE,  A. O que os pais falam sobre suas habilidades sociais e  a de seus filhos? <b>Argumento</b>, Jundia&iacute;, v. 7, n. 3, p. 71-86, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986097&pid=S1808-4281201200010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T.; LOUREIRO, S. R. Estudos de valida&ccedil;&atilde;o e  confiabilidade do Roteiro de Entrevista de Habilidades Sociais Educativas  Parentais (RE-HSE-P). <b>Revista Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica</b>, Itatiba,  v. 9, n. 1, p. 63-75, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986099&pid=S1808-4281201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T.; MARTURANO, E. M. A qualidade da intera&ccedil;&atilde;o  pais e filhos e sua rela&ccedil;&atilde;o com problemas de comportamento pr&eacute;-escolares. In: BANDEIRA, M.; DEL PRETTE, Z. A. P.;  DELL PRETTE, A. (Org.). <b>Estudos  sobre Habilidades Sociais e Relacionamento Interpessoal</b>. S&atilde;o  Paulo: Casa do Psic&oacute;logo, 2006, p. 89-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986101&pid=S1808-4281201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T.; PAIVA, M. M.; BARBOSA, C. G. Problemas de  comportamento de crian&ccedil;as/adolescentes e dificuldades de pais/cuidadores: um  estudo de caracteriza&ccedil;&atilde;o. <b>Psicologia Cl&iacute;nica</b>,Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, p. 169-184,  2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986103&pid=S1808-4281201200010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T.; SILVEIRA, F. F.; MARTURANO, E. M. Promovendo  habilidades sociais educativas parentais na preven&ccedil;&atilde;o de problemas de  comportamento. <b>Revista brasileira de  terapia comportamental cognitiva</b>, S&atilde;o Paulo, v. 10, n. 2, p. 125-142, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986105&pid=S1808-4281201200010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T.; SILVEIRA, F. F.; RIBEIRO, D. C. Avalia&ccedil;&atilde;o  dos efeitos de uma interven&ccedil;&atilde;o com m&atilde;es/cuidadoras: contribui&ccedil;&otilde;es do  treinamento em habilidades sociais. <b>Contextos  Cl&iacute;nicos, </b>S&atilde;o Leopoldo, v. 1, n. 1, p. 19-27, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986107&pid=S1808-4281201200010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOLSONI-SILVA, A. T.; VILLAS BOAS, A. C. V. B.; ROMERA, V. B.;  SILVEIRA, F. F. Caracteriza&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as e/ou  adolescentes. <b>Arquivos Brasileiros de  Psicologia</b>, Rio de Janeiro, v. 62, n. 1, p. 104-115, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986109&pid=S1808-4281201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   BOR, W.; SANDERS, M. R;  MARKIE-DADDS, C. The effects of the Triple P-positive Parenting Program on  preschool children with co-occurring disruptive behavior and attentional/hyperactive  difficulties. <b>Journal-of-Abnormal-Child-Psychology</b>,  v. 30, n. 6, p. 571-587, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986111&pid=S1808-4281201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   CIA, F.; PEREIRA, C. S.; DEL PRETTE, Z.  A. P.; DEL PRETTE, A. Habilidades  sociais das m&atilde;es e envolvimento com os filhos: Um estudo correlacional. <b>Estudos de Psicologia</b>, Campinas, v. 24, n. 1, p. 03-11,  2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986113&pid=S1808-4281201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   DEL  PRETTE, A.; DEL PRETTE, Z. A. P. <b>Psicologia  das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais: </b>viv&ecirc;ncias para o trabalho em grupo. Petr&oacute;polis:  Vozes, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986115&pid=S1808-4281201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   DEL  PRETTE, Z. A. P.; DEL PRETTE, A. <b>Psicologia  das habilidades sociais: </b>terapia e educa&ccedil;&atilde;o. Petr&oacute;polis: Vozes, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986117&pid=S1808-4281201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   DEL  PRETTE, Z. A. P.; DEL PRETTE, A. <b>Psicologia  das habilidades sociais: diversidade te&oacute;rica e suas implica&ccedil;&otilde;es</b>.  Petr&oacute;polis: Vozes, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986119&pid=S1808-4281201200010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   FEITOSA, F. B.; MATOS, M. G.; DEL  PRETTE, Z. A. P.; DEL PRETTE, A. Suporte social, n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico e o ajustamento  social e escolar de adolescentes portugueses. <b>Temas em  Psicologia,</b> Ribeir&atilde;o Preto, v .13, n. 2, p. 129-138, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986121&pid=S1808-4281201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   GREENE,  R. W.; ABLON, J. S.; GORING, J. C.; RAEZER-BLAKELY, L.; MARKEY, J.; MONUTEAUX,  M. C.; HENIN, A.; EDWARDS, G.; RABBITT, S. Effectiveness of collaborative problem solving in affectively  dysregulated children with oppositional-defiant disorder: initial findings. <b>Journal  of Consulting and Clinical Psychology</b>, Washington,v. 72, n. 6,  p. 1157-1164, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986123&pid=S1808-4281201200010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   HUTCHINGS, J.; LANE, E.;  KELLY, J. Comparison of Two Treatments for Children with Severely Disruptive  Behaviours: A Four-Year Follow-up. <b>Behavioural  and Cognitive Psychotherapy</b>, New York, v. 32, n. 1, p. 15-30, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986125&pid=S1808-4281201200010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   LOHR, S. S.; PEREIRA, A. C. S.; ANDRADE, A. L. M.; KIRCHNER, L. F.  Avalia&ccedil;&atilde;o de programas preventivos: relato de experi&ecirc;ncia.<b> Psicologia em Estudo</b>, Maring&aacute;,&nbsp;v. 12,&nbsp;n. 3, p. 641-649, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986127&pid=S1808-4281201200010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   LUNDAHL, B.; RISSER, H.  J.; LOVEJOY, M. C. A meta-analysis of parent training: Moderators and follow-up  effects. <b>Clinical Psychology Review</b>,  Oklahoma, v. 26, n. 1, p. 86-104, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986129&pid=S1808-4281201200010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   NELSON, G.; WESTHUES, A.; MACLEOD, J. A  meta-analysis of longitudinal research on preschool prevention programs for  children. <b>Prevention &amp;  Treatment</b>, Iowa, v. 6, n. 1, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986131&pid=S1808-4281201200010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   PINHEIRO,  M. I. S.; HAASE, V. G.; DEL PRETTE, A.; AMARANTE, C. L. D.; DEL PRETTE, Z. A. P.  Treinamento de habilidades sociais educativas para pais de crian&ccedil;as com  problemas de comportamento. <b>Psicologia  Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</b>,&nbsp;Porto Alegre,&nbsp;v. 19,&nbsp; n. 3, p. 407-414,  2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986133&pid=S1808-4281201200010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ROBBINS, M. S.; LIDDLE, H. A.; TURNER, C. W.; DAKOF, G. A.;  ALEXANDER, J. F.; KOGAN, S. M. Adolescent and Parent Therapeutic Alliances as  Predictors of Dropout in Multidimensional Family Therapy. <b>Journal  of Family Psychology</b>, New  York, v. 20, n. 1, p. 108-116, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986135&pid=S1808-4281201200010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   ROBBINS,  M. S.; TURNER, C. W.; ALEXANDER, J. F.; PEREZ, G. A. Alliance and Dropout in  Family Therapy for Adolescents With Behavior Problems: Individual and Systemic  Effects. <b>Journal of Family Psychology</b>, New York, v. 17, n. 4, p. 534&ndash;544, 2003. </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   SANDERS,  M. R. Triple P-Positive Parenting Program: towards an empirically validated  multilevel parenting and family support strategy for the prevention of behavior  and emotional problems in children. <b>Clinical  Child Family Psychology Review</b>, New York, v. 2, n. 2, p. 71-90, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986138&pid=S1808-4281201200010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   SANDERS, M. R.;  MARKIE-DADDS, C.; TULLY, L. A.; BOR, W. The Triple P-Positive Parenting  Program: A comparison of enhanced, standard, and self-directed behavioral  family intervention for parents of children with early onset conduct problems. <b>Journal of Consulting and Clinical  Psychology</b>, Washington, v. 68, n. 4, p. 624-640, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986140&pid=S1808-4281201200010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   SANDERS,  M. R.; TULLY, L. A.; TURNER, K. M.; MAHER, C.; MCAULIFFE, C. Training GPs in  parent consultation skills. An evaluation of training for the Triple P-Positive  Parenting Program. <b>Australian  Family Physician</b>, Kansas, v. 32, n. 9, p. 763-768, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986142&pid=S1808-4281201200010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   SIDMAN,  M. <b>Coer&ccedil;&atilde;o e suas implica&ccedil;&otilde;es</b>. Trad. ANDERY, M. A.; S&Eacute;RIO, T. M.  Campinas: Editorial Psy, 1989/1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986144&pid=S1808-4281201200010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   SKINNER, B. F. <b>Ci&ecirc;ncia e Comportamento Humano</b>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 1979/  2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986146&pid=S1808-4281201200010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   SKINNER, B. F. <b>Sobre o Behaviorismo.</b> S&atilde;o Paulo: Cultrix,  1974/1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986148&pid=S1808-4281201200010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   WEBSTER-STRATTON,  C.; HAMMOND, M. Treating children with early-onset conduct problems: a  comparison of child and parent training interventions. <b>Journal of Consulting and Clinical Psychology</b>, Washington, v. 65,  n. 1, p. 93-109, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986150&pid=S1808-4281201200010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   WEBSTER-STRATTON,  C.; KOLPACOFF, M.; HOLLINSWORTH, T. Self-administered videotape therapy for  families with conduct-problem children: Comparison with two cost-effective  treatments and a control group. <b>Journal  of Consulting and Clinical-Psychology</b>, Washington, v. 56, n. 4, p. 558-566,  1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986152&pid=S1808-4281201200010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   WEBSTER-STRATTON, C.;  REID, M. J.; HAMMOND, M. Treating Children With Early-Onset Conduct Problems:  Intervention Outcomes for Parent, Child, and Teacher Training. <b>Journal of Clinical Child and Adolescent  Psychology</b>, New York, v. 33, n. 1, p. 105-124, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986154&pid=S1808-4281201200010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   WELLS, K. C.; EGAN, J.  Social learning and systems family therapy for childhood oppositional disorder:  Comparative treatment outcome. <b>Comprehensive  Psychiatry</b>, Kansas, v. 29, n. 2, p. 138-146, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=986156&pid=S1808-4281201200010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="mailfim"></a><a href="#mailtopo"><img src="/img/revistas/epp/v12n1/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <b>Alessandra Turini Bolsoni-Silva</b>    <br>   Av. Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01, Vargem Limpa,  CEP 17033-360, Bauru &ndash; SP, Brasil    <br>   Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:bolsoni@fc.unesp.br">bolsoni@fc.unesp.br</a>    <br>   <b>Laura Moreira Borelli</b>    <br>   Av. Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01, Vargem Limpa,  CEP 17033-360, Bauru &ndash; SP, Brasil    <br>   Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:lmborelli@yahoo.com.br">lmborelli@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 06/07/2010    <br>   Reformulado em: 21/10/2010    <br>   Aceito para publica&ccedil;&atilde;o em: 21/10/2010    <br>   Acompanhamento do processo editorial: Adriana Benevides Soares</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   <sup><a name="n*"></a><a href="#t*">*</a></sup> Professora da Faculdade  de Ci&ecirc;ncias da Universidade Estadual Paulista-UNESP, Bauru-SP, Brasil; Livre  Docente, P&oacute;s- doutorado, Bolsista Produtividade CNPq.    <br>   <sup><a name="n**"></a><a href="#t**">**</a></sup> Graduada em Psicologia  na Universidade Estadual Paulista-UNESP.    <br>   <sup><a name="1n"></a><a href="#1t">1</a></sup> Este  trabalho foi financiado pela Fapesp (processo no. 2008/03912-2) enquanto  projeto de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da segunda autora sob orienta&ccedil;&atilde;o da primeira.</font></p>      ]]></body>
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