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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transição da menopausa: a crise da meia-idade feminina e seus desafios físicos e emocionais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Until the nineties, feminine climacteric was rarely mentioned in the literature, both scientific and non-scientific. At that time, a research made in São Paulo confirmed that invisibility: the majority of the interviewed women said menopause should be discreet and silent. These women's feelings about menopause were basically negative on account of body modifications that usually take place at that time. From the end of the nineties on, there was an increase in publications about menopause. Emotional aspects of this phase, on the other hand, remained under-discussed. Explaining this aspect as a developmental crisis (crisis marked by changes in psychological tasks and in social roles) may be a good alternative. Information is also fundamental in this process once women regret ignoring organic and emotional characteristics that may impact strongly on their self-esteem. Menopause informative groups are an excellent alternative to give this kind of information. In these groups, the role of a cognitive-behavioral psychologist is essential.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Transi&ccedil;&atilde;o    da menopausa: a crise da meia-idade feminina e seus desafios f&iacute;sicos    e emocionais </b></font>     <p>&nbsp;     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Menopause transition:    feminine midlife crisis and its physical and emotional challenges</font></b>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carmen L&uacute;cia    Souza</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Psic&oacute;loga    cl&iacute;nica, Doutora em Psicologia Cl&iacute;nica pelo Departamento de Psicologia    Cl&iacute;nica do Instituto de Psicologia da USP. Laborat&oacute;rio de Terapia    Comportamental, Instituto de Psicologia, USP, S&atilde;o Paulo, SP. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Casa    do Climat&eacute;rio (Funda&ccedil;&atilde;o Zerbini/Incor)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="mailtopo"></a><a href="#mailfim">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">At&eacute; a d&eacute;cada    de noventa, o climat&eacute;rio feminino era tema raramente abordado, tanto    na literatura cient&iacute;fica quanto na leiga. Pesquisa realizada na &eacute;poca    na grande S&atilde;o Paulo atestava essa invisibilidade: a maior parte das mulheres    entrevistadas afirmou que a menopausa devia ser vivida de forma discreta e silenciosa.    Os sentimentos dessas mulheres em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; menopausa eram,    em grande parte, negativos decorrendo principalmente das altera&ccedil;&otilde;es    corporais que costumam ser caracter&iacute;sticas dessa fase. A partir do final    dos anos noventa as publica&ccedil;&otilde;es a respeito da menopausa aumentaram    consideravelmente. O aspecto emocional dessa fase, no entanto, continuou pouco    discutido. Uma forma de abord&aacute;-lo, que parece promissora, &eacute; considerar    a fase de menopausa como um momento de &#8220;crise de desenvolvimento&#8221;    (crise caracterizada pela mudan&ccedil;a das tarefas psicol&oacute;gicas e dos    pap&eacute;is sociais). O papel da informa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute;    fundamental nesse processo, uma vez que as mulheres lamentam desconhecer as    altera&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas e emocionais caracter&iacute;sticas    desse per&iacute;odo, altera&ccedil;&otilde;es essas que podem ser de grande    impacto na auto-estima das mulheres. Os &#8220;grupos informativos sobre menopausa&#8221;    t&ecirc;m se mostrado uma excelente op&ccedil;&atilde;o para a veicula&ccedil;&atilde;o    dessas informa&ccedil;&otilde;es e neles, &eacute; essencial o papel do psic&oacute;logo    cognitivo-comportamental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Menopausa, Sa&uacute;de da mulher, Crise de transi&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Until the nineties,    feminine climacteric was rarely mentioned in the literature, both scientific    and non-scientific. At that time, a research made in S&atilde;o Paulo confirmed    that invisibility: the majority of the interviewed women said menopause should    be discreet and silent. These women's feelings about menopause were basically    negative on account of body modifications that usually take place at that time.    From the end of the nineties on, there was an increase in publications about    menopause. Emotional aspects of this phase, on the other hand, remained under-discussed.    Explaining this aspect as a developmental crisis (crisis marked by changes in    psychological tasks and in social roles) may be a good alternative. Information    is also fundamental in this process once women regret ignoring organic and emotional    characteristics that may impact strongly on their self-esteem. Menopause informative    groups are an excellent alternative to give this kind of information. In these    groups, the role of a cognitive-behavioral psychologist is essential. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keyword:</b>    Menopause, Women's health, Transition crisis.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O climat&eacute;rio    feminino, per&iacute;odo que marca o final da fase de fertilidade biol&oacute;gica    com o t&eacute;rmino das menstrua&ccedil;&otilde;es, foi tema raramente abordado,    tanto na literatura cient&iacute;fica quanto na leiga, at&eacute; a d&eacute;cada    de noventa. Quando as pesquisas na &aacute;rea come&ccedil;aram a proliferar,    elas foram, principalmente, pesquisas m&eacute;dicas voltadas para a avalia&ccedil;&atilde;o    da efic&aacute;cia da terapia hormonal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Embora o climat&eacute;rio se caracterize por uma ampla gama de eventos org&acirc;nicos    e emocionais e a menopausa (literalmente, &uacute;ltima menstrua&ccedil;&atilde;o)    se refira a apenas um desses eventos, o termo menopausa foi oficializado, por    sugest&atilde;o da pr&oacute;pria Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de    (Ramos, 1998), como indicativo de todo o per&iacute;odo climat&eacute;rico.    De fato, usualmente as mulheres sabem o que significa menopausa, mas n&atilde;o    o que significa climat&eacute;rio. Pesquisa realizada na grande S&atilde;o Paulo,    com mulheres de diferentes n&iacute;veis s&oacute;cio-econ&ocirc;micos (Rhodia-Farma,    1998), mostrou que a maioria das entrevistadas desconhecia o significado do    termo climat&eacute;rio, mas todas sabiam que, por volta dos cinq&uuml;enta    anos, &#8220;acontecia a menopausa&#8221; e as mulheres paravam de menstruar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Esta pesquisa constatou tamb&eacute;m a expectativa pela invisibilidade da menopausa:    embora todas as mulheres tivessem reconhecido que a menopausa costuma ser uma    fase dif&iacute;cil, a maior parte delas afirmou que a menopausa devia ser vivida    de forma discreta e silenciosa e que o ideal seria passar por ela &#8220;como    se nada estivesse acontecendo&#8221;. Os sentimentos das mulheres entrevistadas    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; menopausa foram, em grande parte, negativos,    decorrendo, principalmente, das altera&ccedil;&otilde;es corporais que costumam    ser caracter&iacute;sticas dessa fase (Rhodia-Farma, 1998). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A expectativa de invisibilidade que as mulheres demonstraram em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; menopausa pareceu ser fruto de um duplo estigma constatado pelos pesquisadores:    era vergonhoso estar na menopausa, mas, pior do que estar na menopausa era ter    uma menopausa sintom&aacute;tica. Considerando-se, como fazem Nissim (1984)    e Vivaldi (1997), que apenas 10% das mulheres passam pela menopausa sem sentir    nenhum desconforto, o estigma com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; menopausa sintom&aacute;tica    pode ser considerado um doloroso fardo para a maioria esmagadora das mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A partir do final dos anos noventa o sil&ecirc;ncio sobre a menopausa come&ccedil;ou    a ser quebrado e as publica&ccedil;&otilde;es sobre esse tema aumentaram consideravelmente.    Essa abertura cada vez maior com rela&ccedil;&atilde;o ao tema menopausa pode    ser considerada fruto de tr&ecirc;s for&ccedil;as: a gera&ccedil;&atilde;o de    mulheres que chegou ao climat&eacute;rio durante os anos noventa, as pesquisas    m&eacute;dicas e o movimento feminista. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A gera&ccedil;&atilde;o de mulheres que chegou &agrave; fase de menopausa no    final dos anos noventa, reivindicando maior compreens&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o    sobre seus pr&oacute;prios processos, teve sua hist&oacute;ria marcada pela    conquista de novos espa&ccedil;os como a liberdade sexual, o uso da p&iacute;lula    anticoncepcional, a amplia&ccedil;&atilde;o do mercado de trabalho e o rompimento    da sociedade conjugal. Foi tamb&eacute;m a gera&ccedil;&atilde;o que acompanhou    a emerg&ecirc;ncia e o fortalecimento do movimento feminista. As carac&not;ter&iacute;sticas    dessa gera&ccedil;&atilde;o de mulheres que &#8220;(...) desafiou e rompeu os    valores tradicionais da fam&iacute;lia (...) que inventou e experimentou novas    formas de viver e estar no mundo&#8221; tamb&eacute;m foram destacadas por Ciornai    (1999, p. 23). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O segundo fator de influ&ecirc;ncia na crescente visibilidade do universo da    menopausa foram as pesquisas m&eacute;dicas. O peso deste fator parece evidente,    uma vez que o m&eacute;dico &eacute; o profissional procurado, preferencialmente,    pelas mulheres quando os desconfortos da menopausa se fazem sentir. Essa &#8220;medicaliza&ccedil;&atilde;o&#8221;    da menopausa, isto &eacute;, acreditar que a menopausa &eacute; um evento puramente    biol&oacute;gico e, portanto, restrito &agrave; al&ccedil;ada m&eacute;dica,    teve, de acordo com Souza (2004), duas implica&ccedil;&otilde;es. Em primeiro    lugar, a menopausa passou a ser vista como mais uma doen&ccedil;a a ser tratada,    mais especificamente uma doen&ccedil;a de car&ecirc;ncia hormonal que deveria    ser superada com a reposi&ccedil;&atilde;o dos horm&ocirc;nios que estivessem    em baixa. Em segundo lugar, a &ecirc;nfase no aspecto org&acirc;nico da menopausa,    redundou em negligenciar as turbul&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas que tamb&eacute;m    podem caracterizar (muitas vezes, fortemente) esse per&iacute;odo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   &Agrave; medida que as pesquisas m&eacute;dicas pros&not;seguiram, a concep&ccedil;&atilde;o    da menopausa como doen&ccedil;a foi sendo gradualmente substitu&iacute;da pela    sua aceita&ccedil;&atilde;o como uma etapa natural da vida da mulher. Essa altera&ccedil;&atilde;o    se deveu, em grande parte, &agrave; press&atilde;o do movimento feminista, sempre    atento &agrave;s quest&otilde;es relativas &agrave; sa&uacute;de da mulher e    sempre cr&iacute;tico aos interesses da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica.    De fato, na literatura feminista h&aacute; uma forte cr&iacute;tica ao modelo    biom&eacute;dico da menopausa. Rostosky e Travis (2000), por exemplo, ao analisarem    criticamente esse modelo concluem que ele se ap&oacute;ia em tr&ecirc;s pressupostos    que levam a uma oposi&ccedil;&atilde;o entre mulheres e homens saud&aacute;veis.    Esses pressupostos estabeleceriam que, quando comparadas ao homem, as mulheres:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. s&atilde;o      consideradas como &#8220;o outro&#8221; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;      normalidade. O exemplo disso aparece quando se observa que as mudan&ccedil;as      hormonais que ocorrem nos homens de meia-idade s&atilde;o vistas como naturais      enquanto as altera&ccedil;&otilde;es hormonais femininas t&iacute;picas da      meia-idade s&atilde;o consideradas patol&oacute;gicas e merecedoras de tratamento;      </font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. s&atilde;o      apresentadas como &#8220;doentes&#8221;. A menopausa, por exemplo, &eacute;      concebida como uma s&iacute;ndrome que engloba v&aacute;rios sintomas (irregularidades      menstruais, ondas de calor, enxaqueca, depress&atilde;o), apesar da evid&ecirc;ncia      de que esses sintomas n&atilde;o aparecem unicamente durante a menopausa;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. s&atilde;o      apresentadas como &#8220;fracas&#8221; e &#8220;sem poder&#8221; em rela&ccedil;&atilde;o      ao m&eacute;dico e &agrave; autoridade cient&iacute;fica. Ao definir a menopausa      como s&iacute;ndrome, o m&eacute;dico determina n&atilde;o s&oacute; o que      ela &eacute; mas, principalmente, como ela deve ser vivenciada. </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para as feministas,    a menopausa &eacute; uma fase natural, que muito al&eacute;m do aspecto puramente    biol&oacute;gico, sofre influ&ecirc;ncia de vari&aacute;veis psicossociais que    ainda precisam ser estabelecidas e estudadas. Uma vez que a abordagem m&eacute;dica    da menopausa tende a ignorar a poss&iacute;vel influ&ecirc;ncia dessas outras    vari&aacute;veis, ela &eacute; considerada limitada e limitadora (Buchanan,    Villagran & Raga, 2001; Greer, 1994; Nissim, 1995; Ramos, 1998; Rostosky    & Travis, 1996 e 2000; Vanwesenbeeck, Vennix & Van de Wiel, 2001; Vivaldi,    1997). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Algumas autoras feministas destacam, inclusive, o uso de termos francamente    pejorativos na linguagem m&eacute;dica descritiva da menopausa (Rostosky &    Travis, 1996). Essa linguagem m&eacute;dica negativa, com termos de uso corrente    como &#8220;fal&ecirc;ncia ovariana&#8221; ou &#8220;disfun&ccedil;&atilde;o    ovariana&#8221;, estabeleceria as bases para nossa consci&ecirc;ncia cultural,    ajudando a construir uma imagem altamente negativa da meia-idade feminina. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Essa imagem negativa da menopausa apareceu sistematicamente em diferentes grupos    de mulheres organizados para informar-se sobre menopausa (Souza, Diksztjen &    Hori, 1999; Souza, Salazar & Silvares, 2000; Souza, 2004). Nesses trabalhos    de cunho informativo, mostrou-se muito produtivo o exerc&iacute;cio de estabelecer    um paralelo entre as duas transi&ccedil;&otilde;es mais marcantes do curso de    vida da mulher: a puberdade e a menopausa. A transi&ccedil;&atilde;o da menopausa    carrega o estigma de ser marcador de envelhecimento, e isso numa sociedade em    que &eacute; vergonhoso envelhecer. Para questionar esse preconceito em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; menopausa, nada melhor do que estabelecer um paralelo entre ela e a    puberdade, uma fase de transi&ccedil;&atilde;o socialmente bem-vinda e festejada.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O que se tem observado na pr&aacute;tica cl&iacute;nica com grupos informativos    sobre menopausa, &eacute; que as mulheres, quando estimuladas a recordarem as    turbul&ecirc;ncias da puberdade, geralmente acabam destacando tr&ecirc;s tipos    de altera&ccedil;&otilde;es marcantes: as de apar&ecirc;ncia, as emocionais    e as de papel social. Geralmente, &agrave; medida que o grupo se aprofunda na    troca de lembran&ccedil;as e viv&ecirc;ncias sobre essas altera&ccedil;&otilde;es,    as semelhan&ccedil;as com a menopausa come&ccedil;am a se evidenciar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   As altera&ccedil;&otilde;es de apar&ecirc;ncia se referem, geralmente, &agrave;s    mudan&ccedil;as na forma do corpo e &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es na pele,    p&ecirc;los e cabelo, t&iacute;picas dessas transi&ccedil;&otilde;es. Assim,    enquanto a adolescente (nem sempre tranq&uuml;ilamente) se adapta ao arredondamento    das formas de seu corpo e ao desenvolvimento dos seios, as mulheres, em fase    de menopausa, se surpreendem com o ac&uacute;mulo de gordura principalmente    na regi&atilde;o abdominal e nos quadris que costuma acontecer durante o climat&eacute;rio.    Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pele, enquanto a adolescente encara o aparecimento    de acne e excesso de oleosidade, mulheres menop&aacute;usicas enfrentam ressecamento    da pele e a conseq&uuml;ente acelera&ccedil;&atilde;o no aparecimento de rugas    e manchas. Aparecimento de p&ecirc;los numa fase, seu processo de embranquecimento    em outra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Do ponto de vista das turbul&ecirc;ncias emocionais, as duas transi&ccedil;&otilde;es    aparecem marcadas por questionamentos b&aacute;sicos bastante semelhantes: quem    sou eu? O que est&aacute; acontecendo comigo? A turbul&ecirc;ncia hormonal e    as mudan&ccedil;as corporais, geralmente inesperadas e em ritmo acelerado, acabam    por provocar sentimentos de inseguran&ccedil;a e vulnerabilidade que s&atilde;o,    usualmente, caracter&iacute;sticos dos momentos de transi&ccedil;&atilde;o.    Esses sentimentos muitas vezes se fazem acompanhar de ansiedade, irritabilidade    e mesmo depress&atilde;o e s&atilde;o agravados pelo questionamento a respeito    dos novos pap&eacute;is sociais que ser&atilde;o caracter&iacute;sticos da nova    fase de vida que seguir&aacute; &agrave; fase de transi&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Ali&aacute;s, o aspecto emocional das fases de transi&ccedil;&atilde;o, o da    menopausa em especial, continua pouco discutido. Uma forma de abord&aacute;-lo,    que parece promissora, &eacute; considerar a fase de menopausa como um momento    de crise. Alguns autores sinalizam o aspecto de crise dessa transi&ccedil;&atilde;o    (Mankowitz, 1987; Ramos, 1998), mas n&atilde;o se det&eacute;m para analis&aacute;-la    sob essa perspectiva. Ali&aacute;s, Mankowitz (1987) chama a menopausa de "a    crise negligenciada" indagando-se por que um acontecimento t&atilde;o importante    na vida das mulheres &eacute; praticamente ignorado socialmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   &Agrave; primeira vista a palavra crise parece referir-se a situa&ccedil;&otilde;es    em que h&aacute; apenas aspectos "negativos" tais como desastres,    doen&ccedil;as ou perdas. E, de fato, as crises incluem sempre uma faceta de    desestrutura&ccedil;&atilde;o. Mas o aspecto negativo n&atilde;o esgota os par&acirc;metros    necess&aacute;rios para esclarecer o que caracterizaria uma situa&ccedil;&atilde;o    de crise. Na escrita chinesa, por exemplo, a palavra crise &eacute; formada    usando-se dois ideogramas: um que se refere a &#8220;perigo&#8221; e o outro    a &#8220;oportunidade&#8221;. Perceber a crise a partir da jun&ccedil;&atilde;o    dessas duas perspectivas &agrave; primeira vista opostas (perigo e oportunidade)    pode ser um ponto de partida bastante interessante para uma avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica. Aguilera (1998), por exemplo, considera que crise implica    em perigo, na medida em que amea&ccedil;a sobrecarregar o indiv&iacute;duo ou    sua fam&iacute;lia, mas, por outro lado, &eacute; tamb&eacute;m oportunidade,    pois os momentos de perigo s&atilde;o aqueles em que os indiv&iacute;duos costumam    ficar mais receptivos &agrave; influ&ecirc;ncia terap&ecirc;utica. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Dattilio e Freeman (1995) assinalam que na d&eacute;cada de cinq&uuml;enta,    Erikson tamb&eacute;m j&aacute; havia considerado os aspectos positivos e negativos    das situa&ccedil;&otilde;es de crise ao postular que, na caminhada da inf&acirc;ncia    &agrave; velhice, o ser humano passa por diferentes est&aacute;gios de desenvolvimento    psicol&oacute;gico e a transi&ccedil;&atilde;o entre eles &eacute; sempre mediada    por crises. Essas crises, que foram chamadas por Erikson de &#8220;crises de    desenvolvimento&#8221;, s&atilde;o caracterizadas pelas mudan&ccedil;as das    tarefas psicol&oacute;gicas e dos pap&eacute;is sociais que marcam a passagem    de um est&aacute;gio a outro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   As altera&ccedil;&otilde;es que acontecem no papel social da adolescente e da    mulher madura s&atilde;o diferentes: uma entrando no universo dos adultos jovens,    outra transitando pelo per&iacute;odo de maturidade que antecede e prepara a    fase que &eacute; chamada de velhice. Embora diferentes, as altera&ccedil;&otilde;es    de papel social dessas duas transi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o balizadas por    inquieta&ccedil;&otilde;es e indaga&ccedil;&otilde;es muito semelhantes: o que    est&aacute; acontecendo comigo? Quem sou eu? Que novas tarefas e novos desafios    eu encontrarei pela frente? Do que precisarei abrir m&atilde;o pra seguir adiante?    De acordo com Erikson (1998), essas crises, quando bem administradas, levam    ao crescimento pessoal e &agrave; maturidade. Kanel (1999) alerta que as crises    de desenvolvimento n&atilde;o devem ser confundidas com as crises situacionais    (crises desencadeadas pela ocorr&ecirc;ncia de eventos incomuns e inesperados    que o indiv&iacute;duo n&atilde;o tem meios de controlar, tais como morte e    doen&ccedil;as). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   As defini&ccedil;&otilde;es de crise s&atilde;o variadas e Dattilio e Freeman    (1995) apresentam algumas delas analisando com maior aten&ccedil;&atilde;o a    defini&ccedil;&atilde;o apresentada por Slaiku (1990 citado por Dattilio &    Freeman, 1995, p&aacute;g. 22): </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estado tempor&aacute;rio      de perturba&ccedil;&atilde;o e desorganiza&ccedil;&atilde;o, caracterizado      principalmente pela incapacidade de um indiv&iacute;duo de enfrentar uma situa&ccedil;&atilde;o      particular, utilizando m&eacute;todos costumeiros de resolu&ccedil;&atilde;o      de problemas e pelo potencial para um resultado radicalmente positivo ou negativo.      </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa defini&ccedil;&atilde;o    &eacute; analisada por Dattilio e Freeman (1995) como apresentando quatro componentes,    ou seja, a crise &eacute; vista como sendo: tempor&aacute;ria, perturbadora,    situacionalmente incapacitante e com potencial de supera&ccedil;&atilde;o. Essas    quatro caracter&iacute;sticas parecem ajustar-se muito bem &agrave; transi&ccedil;&atilde;o    da menopausa, como se ver&aacute; a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A menopausa, como a crise, &eacute; tempor&aacute;ria. Os autores que se dedicam    ao estudo da menopausa s&atilde;o un&acirc;nimes com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    sua transitoriedade. "Os problemas da menopausa geralmente s&atilde;o de    curta dura&ccedil;&atilde;o, desaparecendo entre dois e cinco anos" (Trien,    1994, p. 19). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A menopausa, como a crise, apresenta um aspecto perturbador. Esse aspecto perturbador    pode ser evidenciado, segundo Souza (2004), principalmente em dois momentos.    O primeiro deles quando as mulheres, ainda sem se reconhecerem como menop&aacute;usicas,    come&ccedil;am a detectar transforma&ccedil;&otilde;es, org&acirc;nicas e/ou    emocionais, para as quais n&atilde;o encontram justificativas. Stocchero (1993),    por exemplo, refere-se ao grande n&uacute;mero de clientes que, a partir dos    35 anos, chegavam a seu consult&oacute;rio de ginecologia com queixas bastante    parecidas a respeito de inexplic&aacute;veis mudan&ccedil;as f&iacute;sicas    e ps&iacute;quicas. Na maioria das vezes, o desconhecimento em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; menopausa acabava levando essas pacientes a atribu&iacute;rem seus    sintomas a excesso de trabalho ou a problemas familiares ou sentimentais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Outro momento em que o aspecto perturbador da menopausa pode se fazer presente    &eacute; quando se assume a sua realidade. Aqui, o aspecto perturbador pode    estar relacionado tanto ao desconforto da sintomatologia, quanto &agrave;s mudan&ccedil;as    na apar&ecirc;ncia que acontecem nessa fase. De fato, muito freq&uuml;entemente    a auto-imagem e as expectativas pessoais passam por altera&ccedil;&otilde;es    durante a transi&ccedil;&atilde;o da menopausa, pois as mudan&ccedil;as na apar&ecirc;ncia    (altera&ccedil;&otilde;es na forma do corpo com ac&uacute;mulo de gordura no    abd&ocirc;men e nos quadris, ressecamento da pele, embranquecimento dos cabelos)    que, em geral, acompanham as oscila&ccedil;&otilde;es hormonais, comumente remetem    a reflex&otilde;es sobre o enve&not;lhecimento, numa cultura centrada nos valores    da juventude. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A menopausa, como a crise, pode ser situa&not;cionalmente incapacitante. Assim    como o indiv&iacute;duo em crise se sente incapaz de enfrentar uma determinada    situa&ccedil;&atilde;o, a mulher passando pela menopausa tamb&eacute;m pode    se sentir fragilizada para lidar com todas as mudan&ccedil;as desencadeadas    nesse per&iacute;odo. A dificuldade de enfrentamento durante a menopausa pode    se tornar realidade, n&atilde;o s&oacute; em fun&ccedil;&atilde;o dos aspectos    perturbadores apresentados anteriormente, mas, tamb&eacute;m, em fun&ccedil;&atilde;o    do desconhecimento que a grande maioria das mulheres alega em rela&ccedil;&atilde;o    ao que esperar durante a transi&ccedil;&atilde;o climat&eacute;rica. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A menopausa, como a crise, envolve potencial para supera&ccedil;&atilde;o. Esse    potencial inclui a oportunidade de novas experi&ecirc;ncias e a aquisi&ccedil;&atilde;o    de novas habilidades e comportamentos. Qualquer que seja o fator desencadeante    da crise, seja a menopausa ou outro, o potencial para mudan&ccedil;a varia de    pessoa para pessoa, dependendo, naturalmente, da hist&oacute;ria de vida de    cada uma e de seus padr&otilde;es cognitivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Padr&otilde;es cognitivos est&aacute;veis formam a base das interpreta&ccedil;&otilde;es    que as pessoas d&atilde;o &agrave;s mais diversas situa&ccedil;&otilde;es e    constituem o que Beck, Rush, Shaw e Emery (1997) chamam de esquemas cognitivos.    Esses esquemas se organizam num arcabou&ccedil;o conceitual que Beck et al (1997)    chamam de paradigma pessoal. O paradigma pessoal pode ser abalado, por exemplo,    quando n&atilde;o consegue acomodar evid&ecirc;ncias que o contradizem. De acordo    com Souza (2004), a passagem pela menopausa e o processo de aceitar e incorporar    todas as transforma&ccedil;&otilde;es que dela decorrem podem ser considerados,    do ponto de vista cognitivo, um momento de turbul&ecirc;ncias emocionais que    afetar&aacute; o paradigma pessoal provocando mudan&ccedil;as nele. Mudan&ccedil;as    de profundidade, semelhantes &agrave;s que caracterizam o per&iacute;odo de    puberdade/adolesc&ecirc;ncia que marca a transi&ccedil;&atilde;o, nem sempre    suave, da inf&acirc;ncia para o mundo dos adultos jovens. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O trabalho desenvolvido com grupos tem se mostrado de ajuda nesses momentos    que exigem mudan&ccedil;as cr&iacute;ticas. Ciornai (1999) ressalta a &ecirc;nfase    que as feministas, nas d&eacute;cadas de sessenta e setenta, sempre deram aos    grupos de conscientiza&ccedil;&atilde;o (grupos voltados para compartilhar experi&ecirc;ncias    pessoais sobre temas variados como sexualidade e direito ao prazer). A partir    desses grupos de tomada de consci&ecirc;ncia, desenvolveu-se o conceito de grupos    de apoio, que hoje em dia se formam para discutir todo tipo de quest&otilde;es,    inclusive a menopausa (Trien, 1994). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   De acordo com Souza (2004), os trabalhos com grupos de menopausa geralmente    se desenvolvem a partir da perspectiva de que as participantes se beneficiam    ao falar e ouvir, sobre seu processo climat&eacute;rico. Souza (2004) assinala,    ainda, que sendo a menopausa um per&iacute;odo de grandes mudan&ccedil;as, as    mulheres poder&atilde;o se estruturar melhor psico&not;logicamente, para lidar    com elas, se receberem informa&ccedil;&otilde;es que esclare&ccedil;am as raz&otilde;es    e as origens dessas altera&ccedil;&otilde;es. Ou seja, se forem fornecidos os    esclarecimentos b&aacute;sicos sobre o que pode se passar com a mulher (tanto    do ponto de vista org&acirc;nico, quanto emocional) durante a transi&ccedil;&atilde;o    da menopausa, ela poder&aacute; obter uma compreens&atilde;o desse processo    que facilite n&atilde;o s&oacute; sua aceita&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as,    mas, tamb&eacute;m, suas tomadas de decis&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o    a elas (Souza, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Em trabalho-piloto realizado em S&atilde;o Paulo, psic&oacute;logas cl&iacute;nicas,    interessadas em discutir com grupos de mulheres suas experi&ecirc;ncias sobre    a menopausa, observaram que, mais do que falar sobre menopausa e sobre os sentimentos    a ela vinculados, as mulheres queriam ouvir, queriam informa&ccedil;&otilde;es    (Souza et al., 1999). A demanda por informa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi    constatada por Fox-Young, Sheehan, O&acute;Connor, Cragg e Del Mar, (1995) ao    trabalharem com mulheres de 45 e 55 anos. Ao investigarem a percep&ccedil;&atilde;o    e a experi&ecirc;ncia da menopausa dessas mulheres, constataram que uma das    &aacute;reas em que elas mais solicitavam informa&ccedil;&atilde;o era a de    &#8220;experi&ecirc;ncia da menopausa&#8221; (O que &eacute; normal na menopausa?    O que &eacute; esperado? O que est&aacute; e o que n&atilde;o est&aacute; relacionado    com a menopausa?). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Para Buchanan et al. (2001) informa&ccedil;&atilde;o &eacute; poder e, como    a menopausa &eacute; uma &#8220;passagem silenciosa&#8221;, as mulheres n&atilde;o    trocam informa&ccedil;&otilde;es a respeito e acabam ficando sem pistas que    possam funcionar como suporte para ajud&aacute;-las a compreender e lidar com    a transi&ccedil;&atilde;o climat&eacute;rica. Talvez, exatamente por isso, as    mulheres venham demonstrando insatisfa&ccedil;&atilde;o com sua falta de informa&ccedil;&atilde;o    sobre menopausa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Em fun&ccedil;&atilde;o dessa demanda por informa&ccedil;&atilde;o, Souza (2004)    prop&ocirc;s um tipo de trabalho em grupo, os grupos informativos sobre menopausa,    onde o aspecto informativo &eacute; considerado t&atilde;o importante quanto    a troca de impress&otilde;es e experi&ecirc;ncias entre as participantes. Nos    grupos informativos as sess&otilde;es s&atilde;o mais estruturadas e o conte&uacute;do    informativo a ser apresentado e discutido est&aacute; previamente estabelecido.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O trabalho com grupos informativos pode, &agrave; primeira vista, parecer n&atilde;o    abrir espa&ccedil;o para a individualidade das participantes, por se apresentar    como um pacote pronto de informa&ccedil;&otilde;es. Mas, uma vez que o trabalho    &eacute; realizado com grupos de mulheres que se re&uacute;nem para discutir    viv&ecirc;ncias muito &iacute;ntimas e pessoais, torna-se fundamental que, al&eacute;m    de receber informa&ccedil;&otilde;es, as mulheres falem e ou&ccedil;am, umas    &agrave;s outras, percebendo similaridades e diferen&ccedil;as entre suas viv&ecirc;ncias.    O profissional acostumado a trabalhar com grupos, o psic&oacute;logo em especial,    sabe que cada grupo tem energia, din&acirc;mica e ritmo pr&oacute;prios e que    o trabalho a ser desenvolvido, para ser bem realizado, deve ser sens&iacute;vel    a essas caracter&iacute;sticas (Souza, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Nos grupos informativos, qualquer outro tema pertinente (mas fora da programa&ccedil;&atilde;o)    que, even&not;tualmente, venha a ser levantado pelo grupo, n&atilde;o dever&aacute;    ser ignorado, ao contr&aacute;rio dever&aacute; receber, por parte do coordenador,    encaminhamento avaliado como o mais conveniente (&agrave;s vezes o poss&iacute;vel)    naquele momento. Souza e Meyer (2001) fizeram um exerc&iacute;cio de an&aacute;lise    funcional da atua&ccedil;&atilde;o verbal do psic&oacute;logo em uma sess&atilde;o    de grupos informativos sobre menopausa e conclu&iacute;ram que a categoria comportamental    &#8220;dar informa&ccedil;&atilde;o programada&#8221; estava na depend&ecirc;ncia    tanto dos coment&aacute;rios feitos pelas participantes quanto da programa&ccedil;&atilde;o    estabelecida previamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   E como saber que a informa&ccedil;&atilde;o previamente programada &eacute;,    de fato, a informa&ccedil;&atilde;o que interessa ao grupo? Por mais heterog&ecirc;neos    que possam ser os grupos de mulheres que se formem para participar de um trabalho    sobre menopausa, todos eles t&ecirc;m um denominador comum: o interesse das    mulheres pelo tema. Esse denominador comum aliado, de um lado &agrave; falta    de informa&ccedil;&atilde;o que as mulheres lamentam ter sobre seus pr&oacute;prios    processos biol&oacute;gicos, e de outro ao conte&uacute;do das publica&ccedil;&otilde;es    sobre menopausa, fornecem as coordenadas para o planejamento das informa&ccedil;&otilde;es    a serem dadas (Souza, 2004). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   E que informa&ccedil;&otilde;es seriam essas? Ao se trabalhar com grupos informativos    o conte&uacute;do das sess&otilde;es deve ser estruturado de forma a abranger    tanto o aspecto org&acirc;nico quanto o emocional da menopausa. Esse conte&uacute;do    foi estabelecido por Souza (2004) a partir dos itens mais freq&uuml;entes na    literatura sobre menopausa e pode, em s&iacute;ntese, ser considerado o seguinte:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- aspectos org&acirc;nicos:      fisiologia dos ciclos hormonais femininos, sintomas da menopausa, terapia      hormonal, alimenta&ccedil;&atilde;o e atividade f&iacute;sica;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - aspectos emocionais:      fantasias e expectativas a respeito da menopausa, depress&atilde;o/ansiedade,      qualidade do sono e sexualidade.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra caracter&iacute;stica    dos grupos informativos que os diferencia da maioria dos trabalhos que t&ecirc;m    sido desenvolvidos com mulheres menop&aacute;usicas &eacute; a &ecirc;nfase    no aspecto psicol&oacute;gico da menopausa. Mais especificamente, no aspecto    de crise desse per&iacute;odo, analisado a partir de uma abordagem cognitivo-comportamental.    Por isso, o trabalho com grupos informativos sobre menopausa, aproxima-se dos    trabalhos cognitivo-comportamentais desenvolvidos para lidar com situa&ccedil;&otilde;es    de crise, tais como os apresentados por Parad e Parad (1990), Dattilio e Freeman    (1995) e Beck et al (1979/1997). Ou seja, grupos: </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- com orienta&ccedil;&atilde;o      psicoterap&ecirc;utica, isto &eacute;, coordenados por psic&oacute;logo;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - de curta dura&ccedil;&atilde;o      (quatro a doze sess&otilde;es);</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> - com uma agenda      clara de passos a serem dados (que v&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es      b&aacute;sicas e necess&aacute;rias, relativas ao tipo de crise pelo qual      o grupo est&aacute; passando, a discuss&atilde;o e aprendizagem de t&eacute;cnicas      de enfren&not;tamento).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Dattilio e    Freeman (1995) a abordagem cognitivo-comportamental apresenta caracter&iacute;sticas    que a habilitam especialmente para a interven&ccedil;&atilde;o em crises. Algumas    dessas caracter&iacute;sticas relacionam-se com a atua&ccedil;&atilde;o do terapeuta    (que atua como modelo, &eacute; ativo, direto e trabalha em equipe com seu paciente),    outras, com o pr&oacute;prio modelo de terapia (de curto prazo, com conte&uacute;do    e dire&ccedil;&atilde;o estabelecidos desde o come&ccedil;o criando um enfoque    de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, modelo de terapia que promove r&aacute;pida    auto-revela&ccedil;&atilde;o das cogni&ccedil;&otilde;es individuais). Ressaltam,    tamb&eacute;m, o aspecto psico-educacional da terapia cognitivo-comportamental    que n&atilde;o visa a &#8220;cura&#8221; mas a aquisi&ccedil;&atilde;o de novas    habilidades que permitam modifica&ccedil;&atilde;o de pensamentos e comportamentos    disfuncionais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Trabalhar com pacientes em crise dentro de uma perspectiva cognitivo-comportamental    implica, de acordo com Dattilio e Freeman (1995), em respeitar cinco est&aacute;gios:    (a) estabelecimento de empatia e de um bom relacionamento com o paciente, (b)    identifica&ccedil;&atilde;o do problema, avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade    e levantamento dos esquemas cognitivos, (c) avalia&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o    de potenciais e recursos, (d) desenvolvimento de um plano positivo de a&ccedil;&atilde;o    e (e) teste de novas cogni&ccedil;&otilde;es e novos comportamentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O trabalho cognitivo-comportamental em grupo &eacute; definido por White e Freeman    (2003) como estando embasado em duas vari&aacute;veis principais: a coes&atilde;o    e o foco na tarefa. A coes&atilde;o &eacute; definida por eles como &#8220;o    grau de interesse pessoal entre os participantes&#8221; e como &#8220;a for&ccedil;a    social dentro de um grupo, que permite aos participantes tolerarem diferen&ccedil;as    e desentendimentos&#8221; (White & Freeman, 2003, p. 15). O desenvolvimento    da coes&atilde;o pode ser considerado como a principal tarefa do terapeuta de    grupo. White e Freeman (2003) sugerem que o terapeuta descreva e reforce explicitamente    a coes&atilde;o como componente vital na forma&ccedil;&atilde;o do grupo. O    foco na tarefa, por outro lado, marca o fato de que a terapia cognitivo-comportamental    em grupo &eacute; uma terapia focalizada e voltada para resolver problemas.    White e Freeman (2003, p.16) acreditam que &#8220;se houver suficiente foco    na tarefa, o terapeuta facilitar&aacute; que o grupo fa&ccedil;a &oacute;timo    uso de sua energia construtiva&#8221;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Nos grupos informativos sobre menopausa, o foco na tarefa consiste em manter    a aten&ccedil;&atilde;o do grupo no tema menopausa e em garantir a veicula&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es programadas, mantendo-se, como pano de fundo,    a coes&atilde;o do grupo em torno dos objetivos propostos para cada sess&atilde;o    (Souza 2004). Um recurso que Souza (2004) sugere para ajudar a manter esse foco    &eacute; a biblioterapia (indica&ccedil;&atilde;o de leituras relacionadas aos    temas discutidos). A biblioterapia tem sido usada em trabalhos com dificuldades    as mais variadas como dist&uacute;rbios de sono (Mimeault & Morin, 1999),    depress&atilde;o (Bright, Baker & Neimeyer, 1999) e tratamento de p&acirc;nico    (Gould, Clum & Shapiro, 1993). Para Souza (2004) a biblioterapia pode ser    um recurso interessante para estimular a motiva&ccedil;&atilde;o das participantes    durante o trabalho com grupos informativos sobre menopausa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Outro aspecto de import&acirc;ncia quando se trabalha com grupos informativos    sobre menopausa &eacute; o incentivo &agrave; reflex&atilde;o sobre os ganhos    e as perdas da maturidade, reflex&atilde;o que embora fundamental costuma ser    rara. Ao analisarem a perspectiva leiga a respeito das mudan&ccedil;as psicol&oacute;gicas,    caracter&iacute;sticas das diferentes fases de vida, Zacar&eacute;s e Serra    (1998) concluem que ganhos e perdas s&atilde;o vistos como relacionados &agrave;    idade: os participantes da pesquisa disseram acreditar que &agrave; medida que    a pessoa envelhece, as perdas aumentam e os ganhos diminuem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Zacar&eacute;s e Serra (1998) apontam para o fato de que v&aacute;rios estudos    sobre a perspectiva leiga registraram a expectativa de que a sabedoria vem com    a idade. Um desses estudos (Johnson, 1979 citado por Zacar&eacute;s & Serra,    1998) procurou identificar os atributos que, para o leigo, caracterizariam a    pessoa s&aacute;bia. Foram quinze os atributos encontrados: experi&ecirc;ncia,    intelig&ecirc;ncia, curiosidade, intui&ccedil;&atilde;o, autonomia, conhecimento    pr&aacute;tico, abertura, capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o, paci&ecirc;ncia,    auto-estima, adaptabilidade, humor, capacidade de ensinar, capacidade de aprender,    capacidade de estar dispon&iacute;vel para o outro. Outro aspecto interessante    apontado por Zacar&eacute;s e Serra (1998) &eacute; que nos diferentes estudos    sobre maturidade, a cren&ccedil;a de que a sabedoria vem com a idade &eacute;    aceita principalmente pelos participantes jovens e adultos, mas n&atilde;o pelos    participantes mais velhos (geralmente acima de 65 anos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Essas observa&ccedil;&otilde;es sugerem que ainda h&aacute; muito a ser visto    e discutido com rela&ccedil;&atilde;o ao processo de amadurecimento e de envelhecimento,    principalmente com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s expectativas (sociais e emocionais)    que formam o entorno desse processo. Assim, refletir sobre perdas e ganhos caracter&iacute;sticos    das diferentes fases de vida pode, al&eacute;m de necess&aacute;rio, ser bastante    enriquecedor para as participantes de grupos informativos sobre menopausa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aguilera, D. C.    (1998). <i>Crises Intervention &#8211; Theory and Methodology</i>. St Louis:    Mosby-Year Book.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898725&pid=S1808-5687200500020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Beck, A. T., Rush,    A. J., Shaw, B. F. & Emery, G. (1979/1997). <i>Terapia Cognitiva da Depress&atilde;o</i>.    Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898726&pid=S1808-5687200500020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bright, J. I.,    Baker, K. D. & Neimeyer, R. A. (1999). Professional and paraprofessional    group treatment for depression: a comparison of cognitive-behavioral and mutual    support interventions. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology</i>,    67(4), 491-501.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898727&pid=S1808-5687200500020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Buchanan, M. C.,    Villagran, M. M. & Raga, S. (2001). Women, Menopause and (Ms) Information:    Communication about the Climacteric. <i>Health Communication</i>, 14(1), 99-119.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898728&pid=S1808-5687200500020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ciornai, S. (1999).    <i>Da contracultura &agrave; menopausa - Viv&ecirc;ncias e mitos da passagem</i>.    S&atilde;o Paulo: Oficina de textos.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898729&pid=S1808-5687200500020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dattilio, F. M.    & Freeman, A. (1995). <i>Estrat&eacute;gias cognitivo-comportamentais para    interven&ccedil;&atilde;o em crises</i> (Vol 1). Campinas: Editorial Psy II.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898730&pid=S1808-5687200500020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Erikson, E. H.    (1998). <i>O ciclo de vida completo</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898731&pid=S1808-5687200500020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Fox-Young, S.,    Sheehan, M., O&acute;Connor, V., Cragg, C. & Del Mar, C. (1995). Women's    perceptions and experience of menopause: a focus group study. <i>Journal of    Psychosom. Obstet. 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(1994).    <i>Mulher: Maturidade e mudan&ccedil;a</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. Augustus.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898734&pid=S1808-5687200500020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Kanel, K. (1999).    <i>A guide to crisis intervention</i>. Pacific Grove: Brooks/Cole Publishing    Company.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898735&pid=S1808-5687200500020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mankowitz, A.    (1987). <i>Menopausa tempo de renascimento</i>. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es    Paulinas. 1&ordf; edi&ccedil;&atilde;o: 1984.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898736&pid=S1808-5687200500020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mimeault, V. &    Morin, C.V. (1999). Self-help treatment for insomnia; bibliotherapy with and    without professional guidance. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology</i>,    67(4), 511-519.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898737&pid=S1808-5687200500020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nissim, R. (1984).    <i>Mamam&eacute;lis: um guia de ginecologia natural</i>. Rio de Janeiro: Ed.    Rosa dos Tempos.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898738&pid=S1808-5687200500020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nissim, R. (1995).    <i>La M&eacute;nopause - r&eacute;flexions et alternatives aux hormones de    remplacement</i>. Geneve: Editions Mamam&eacute;lis. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898739&pid=S1808-5687200500020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Parad, H. J. &    Parad, L. G. (1990). <i>Crisis Intervention Book 2</i>. Wisconsin: FSA. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898740&pid=S1808-5687200500020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ramos, D. (1998).    <i>Viva a menopausa naturalmente</i>. S&atilde;o Paulo: Augustus Editora.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898741&pid=S1808-5687200500020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rhodia-Farma (1998).    <i>Expectativas e atitudes da mulher no climat&eacute;rio</i>, folder da Rhodia    Farma.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898742&pid=S1808-5687200500020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rostosky, S. S.    & Travis, C. B. (1996). Menopause research and the dominance of the biomedical    model 1984-1994. <i>Psychology of Women Quarterly</i>, 20, 285-312.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898743&pid=S1808-5687200500020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rostosky, S. S.    & Travis, C. B. (2000). Menopause and sexuality: ageism and sexism unite.    Em: C. B. Travis e J.W. White (Orgs.) <i>Sexuality, society and feminism</i>.    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Um olhar psicol&oacute;gico sobre a    menopausa. <i>Revista Brasileira de Medicina Caderno suplementar de Ginecologia    e Obstetr&iacute;cia</i>, 56, junho, 20-22.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898745&pid=S1808-5687200500020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Souza, C. L.,    Salazar, I. T. & Silvares, E. F. M. (2000). Viv&ecirc;ncias e expectativas    sobre a menopausa: conversando com professoras de primeiro e segundo graus da    Zona Leste de S&atilde;o Paulo [Resumo]. Em: Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira    de Psicoterapia e Medicina Comportamental (Org.), R<i>esumos de comunica&ccedil;&otilde;es    cient&iacute;ficas, IX Reuni&atilde;o Anual da ABPMC</i> (p.62). Campinas:    ABPMC.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898746&pid=S1808-5687200500020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Souza, C. L. &    Meyer, S. B. (2001). Um exerc&iacute;cio de an&aacute;lise funcional: a atua&ccedil;&atilde;o    do psic&oacute;logo em grupos de menopausa. <i>Revista Brasileira de Terapia    Comportamental e Cognitiva</i> 3(2), 41-49. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898747&pid=S1808-5687200500020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Souza, C. L. (2004).    <i>Grupos informativos sobre menopausa &#8211; informa&ccedil;&atilde;o, suporte    cognitivo-comportamental e preven&ccedil;&atilde;o</i>. Tese de Doutorado N&atilde;o-Publicada,    Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica, Universidade    de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo, SP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898748&pid=S1808-5687200500020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Stocchero, G.    (1993). <i>Viver melhor ap&oacute;s os 35 anos</i>. S&atilde;o Paulo: Ed.    Scipione.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898749&pid=S1808-5687200500020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Trien, S. F. (1994).    <i>Menopausa a grande transforma&ccedil;&atilde;o</i>. Rio de Janeiro: Ed.    Rosa dos Tempos, 3&ordf; ed.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898750&pid=S1808-5687200500020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vanwesenbeeck,    I., Vennix, P. & Van de Wiel, H. (2001). Menopausal symptoms: associations    with menopausal status and psychosocial factors. <i>J Psychosom Obstet Gynecol</i>,    22, 149-158.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898751&pid=S1808-5687200500020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vivaldi, M. I.    M. (1997). Mulheres depois dos 40 anos - uma perspectiva de g&ecirc;nero. <i>Enfoque    Feminista</i>, 6(10), 27-32.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898752&pid=S1808-5687200500020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> White, J. R. &    Freeman, A. S. (2003). Pref&aacute;cio. Em: J. R. White & Freeman, A. S.    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Madrid: Ediciones Pir&aacute;mides.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2898754&pid=S1808-5687200500020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="mailfim"></a><a href="#mailtopo"><img src=/img/revistas/rbtc/v1n2/seta.gif border="0">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></b>    <br>   Rua Inhambu, 1307/63. Moema     <br>CEP: 04.520-010 S&atilde;o Paulo/SP.    <br> E-mail: <a href="mailto:clucia@uol.com.br">clucia@uol.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 31/03/2005    <br>   Aceito em: 19/07/2005</font></p>      ]]></body>
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