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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os benefícios do yoga nos transtornos de ansiedade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Over the last years, studies have shown that a great number of individuals will experience some kind of anxiety disorder on a continuing or recurring basis. Complementary therapies such as yoga have been proved to significantly reduce anxiety symptoms. Therefore, the goal of this study was to discuss the use of yoga as an intervention for treating anxiety disorders based on findings from major controlled studies. This analysis has concluded that yoga seems to be a consistent, cost-effective and successful health care intervention in the treatment of anxiety disorders. However, this is a new field of research and further investigations combining psychological and physiological variables are necessary to establish yoga as a main or complementary protocol in the treatment of anxiety.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b> ARTICLES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"></a><b>Os benef&iacute;cios do yoga nos transtornos de ansiedade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Benefits of yoga practices for anxiety disorders</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Camila Ferreira Vorkapic<sup>I</sup>; Bernard Rang&eacute;<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutoranda Rio de Janeiro - RJ - Brasil    <br>   <sup>II</sup>Doutor - (Professor do Instituto de Psicologia da UFRJ)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos &uacute;ltimos anos, estudos t&ecirc;m mostrado que um grande n&uacute;mero de pessoas experimentar&aacute; algum tipo de transtorno de ansiedade de maneira cont&iacute;nua ou recorrente. Terapias complementares como o yoga v&ecirc;m provando sua efic&aacute;cia significativa na redu&ccedil;&atilde;o dos sintomas de ansiedade. Portanto, o objetivo deste estudo &eacute; discutir o uso de yoga como interven&ccedil;&atilde;o para o tratamento de transtornos de ansiedade com base nos resultados de grandes estudos controlados. Esta an&aacute;lise concluiu que o yoga parece ser uma interven&ccedil;&atilde;o consistente, bem-sucedida e com boa rela&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio no tratamento dos transtornos de ansiedade. No entanto, este &eacute; um novo campo de pesquisa e novas investiga&ccedil;&otilde;es combinando vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas e fisiol&oacute;gicas s&atilde;o necess&aacute;rias para estabelecer um protocolo de yoga como interven&ccedil;&atilde;o principal ou complementar no tratamento da ansiedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> ansiedade, ioga, terapia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Over the last years, studies have shown that a great number of individuals will experience some kind of anxiety disorder on a continuing or recurring basis. Complementary therapies such as yoga have been proved to significantly reduce anxiety symptoms. Therefore, the goal of this study was to discuss the use of yoga as an intervention for treating anxiety disorders based on findings from major controlled studies. This analysis has concluded that yoga seems to be a consistent, cost-effective and successful health care intervention in the treatment of anxiety disorders. However, this is a new field of research and further investigations combining psychological and physiological variables are necessary to establish yoga as a main or complementary protocol in the treatment of anxiety.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> anxiety, yoga, therapeutics.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a incid&ecirc;ncia de transtornos de ansiedade vem crescendo exponencialmente na popula&ccedil;&atilde;o adulta em geral. Diversos dist&uacute;rbios mentais, tais como depress&atilde;o, transtornos de ansiedade, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e p&acirc;nico, t&ecirc;m como ponto-chave ou sintoma em comum a ansiedade excessiva. Zigmond e Snaith (1983) afirmam que um transtorno psiqui&aacute;trico n&atilde;o pode ser considerado presente ou ausente, j&aacute; que os graus s&atilde;o distribu&iacute;dos na popula&ccedil;&atilde;o de maneira constante. De fato, as queixas de ansiedade s&atilde;o comuns entre indiv&iacute;duos saud&aacute;veis &#8203;&#8203;e t&ecirc;m sido associadas &agrave;s mais diversas consequ&ecirc;ncias negativas para a sa&uacute;de. Atualmente, a maioria dos tratamentos para a ansiedade envolve interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas e farmacol&oacute;gicas. No entanto, existe uma necessidade emergente de estrat&eacute;gias de autoajuda confi&aacute;veis, j&aacute; que n&atilde;o parece razo&aacute;vel passar uma vida inteira fazendo uso de drogas ou submetendo-se a tratamentos psicol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O resultado da an&aacute;lise de uma pesquisa domiciliar de n&iacute;vel nacional constatou um alto &iacute;ndice do uso de terapias complementares em adultos que preenchiam os crit&eacute;rios para transtornos psiqui&aacute;tricos comuns (Unutzer et al.<i>,</i> 2000). Outros levantamentos em diferentes pa&iacute;ses t&ecirc;m mostrado resultados semelhantes (Kessler et al., 2001). Muitos autores afirmam que, embora haja uma grande variedade de abordagens terap&ecirc;uticas dispon&iacute;veis para o gerenciamento de transtornos mentais, atualmente os pacientes parecem preferir as chamadas terapias complementares (quando existe esta op&ccedil;&atilde;o), devido aos efeitos adversos da medica&ccedil;&atilde;o, da falta de resposta ou simplesmente por prefer&ecirc;ncia a esta abordagem. Muitos estudos t&ecirc;m mostrado que as drogas ansiol&iacute;ticas t&ecirc;m limitada efic&aacute;cia a longo prazo (Youngstedt &amp; Kripke, 2007), geram sonol&ecirc;ncia e depend&ecirc;ncia, (Buffet-Jerrott &amp; Stewart, 2002), prejudicam cogni&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria (Buffet-Jerrott &amp; Stewart, 2002; Struzik, Vermani, Coonerty-Femiano &amp; Katzman, 2004) e geram disfun&ccedil;&atilde;o sexual (Struzik et al., 2004; Segraves, 1988).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Yoga &eacute; um complexo sistema de pr&aacute;ticas espirituais, morais (disciplina) e f&iacute;sicas que visam atingir a "autoconsci&ecirc;ncia" ou "autorrealiza&ccedil;&atilde;o". Hatha Yoga, o sistema no qual grande parte do yoga ocidental &eacute; baseado, &eacute; composto de diferentes elementos, tais como posturas (<i>asanas</i>), exerc&iacute;cios de respira&ccedil;&atilde;o (<i>pranayama</i>), relaxamento (<i>yoganidra</i>) e medita&ccedil;&atilde;o (<i>dharana</i>). E, apesar de o yoga n&atilde;o ser uma terapia, tem sido cada vez mais utilizado com sucesso no tratamento de estresse e ansiedade (Kirkwood, Rampes, Tuffrey, Richardson &amp; Pilkington, 2005). Al&eacute;m de ser uma interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o farmacol&oacute;gica, as terapias baseadas no yoga n&atilde;o t&ecirc;m efeitos adversos (ou m&iacute;nimos) e podem ser praticadas pelo indiv&iacute;duo ap&oacute;s recomenda&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas (Ramaratnam &amp; Sridharan, 2005). A primeira aplica&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica m&eacute;dica do yoga come&ccedil;ou na &Iacute;ndia em 1918, no Instituto de Yoga, em Versova. Este foi seguido pelo trabalho cl&iacute;nico no Kaivalyadhama Yoga Institute, em Lonavla, sob a orienta&ccedil;&atilde;o de Swami Kuvalayananada em 1920. Subsequentemente, a yogaterapia se proliferou na &Iacute;ndia, com a aplica&ccedil;&atilde;o generalizada de tratamentos baseados no yoga por cl&iacute;nicos e institutos de yoga (Khalsa, 2004). Esta tend&ecirc;ncia tamb&eacute;m se espalhou internacionalmente, com o surgimento de centros de yogaterapia, inclus&atilde;o da pr&aacute;tica de yoga e medita&ccedil;&atilde;o em programas de c&acirc;ncer de hospitais, centros de medicina alternativa afiliados e o estabelecimento de uma nova gera&ccedil;&atilde;o de cl&iacute;nicos chamados yogaterapeutas. Pesquisas sobre os efeitos psicofisiol&oacute;gicos do yoga come&ccedil;aram em 1920 com o trabalho de Kuvalayananada (Khalsa, 2004), mas as pesquisas sobre as aplica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas do yoga (e medita&ccedil;&atilde;o) come&ccedil;aram apenas recentemente (Gharote, 1977). Ainda assim, infelizmente, a quantidade de estudos presentes na literatura &eacute; insuficiente, impedindo que os pesquisadores cheguem a conclus&otilde;es definitivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo gozando de plena aceita&ccedil;&atilde;o internacional, estudos que investigam tais terapias como um valioso tratamento para os transtornos mentais ainda s&atilde;o muito limitados. No entanto, &eacute; crucial que as pessoas possam contar com op&ccedil;&otilde;es de tratamento confi&aacute;veis e baseadas em informa&ccedil;&atilde;o fidedigna. Al&eacute;m disso, profissionais de sa&uacute;de tamb&eacute;m devem ser informados sobre a efic&aacute;cia destas alternativas a fim de aconselhar apropriadamente sobre os cuidados da sa&uacute;de mental. Assim, o objetivo desta breve an&aacute;lise &eacute; promover a discuss&atilde;o sobre o uso de pr&aacute;ticas de yoga como terapia de interven&ccedil;&atilde;o para o tratamento de ansiedade e, portanto, contribuir para a implementa&ccedil;&atilde;o de um confi&aacute;vel tratamento n&atilde;o farmacol&oacute;gico/alternativo para a doen&ccedil;a mental.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma ampla pesquisa foi empregada com o objetivo de localizar investiga&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas relacionadas. A busca foi realizada nas grandes bases de dados biom&eacute;dicos e <i>sites</i> que relatam sobre interven&ccedil;&otilde;es que incorporam t&eacute;cnicas de yoga ou t&eacute;cnicas baseadas em yoga no tratamento de transtornos de ansiedade ou sintomas associados. Estudos que investigaram somente t&eacute;cnicas de medita&ccedil;&atilde;o, sem a incorpora&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de respira&ccedil;&atilde;o ou posturas n&atilde;o foram inclu&iacute;dos nesta pesquisa. Isto foi feito para restringir o objetivo desta revis&atilde;o. O mesmo crit&eacute;rio de exclus&atilde;o foi utilizado em estudos de relaxamento n&atilde;o acompanhado, j&aacute; que o mesmo, sem a utiliza&ccedil;&atilde;o concomitante de t&eacute;cnicas de yoga n&atilde;o &eacute; considerado yoga (a menos que o estudo se refira a uma t&eacute;cnica de relaxamento espec&iacute;fica do yoga chamada de <i>yoganidra</i>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Base de dados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As buscas foram conduzidas entre junho e agosto de 2010 nas seguintes bases de dados:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p>&#149; Medline (Pubmed)</p>       <p>&#149; Psychinfo</p>       <p>&#149; Cochrane Database of Systematic Reviews</p>       <p>&#149; ISI</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os termos de pesquisa (apenas l&iacute;ngua inglesa) inclu&iacute;ram: yoga, yoga + anxiety (ansiedade) e yoga + anxiety + disorder (transtorno).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Crit&eacute;rios</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apenas publica&ccedil;&otilde;es com impress&otilde;es autorizadas foram inclu&iacute;das nesta revis&atilde;o. Estes artigos na &iacute;ntegra permitem melhor escrut&iacute;nio e an&aacute;lise mais detalhada da metodologia. Resumos de artigos (<i>abstracts</i>) foram exclu&iacute;dos. Apenas ensaios controlados foram inclu&iacute;dos nesta an&aacute;lise, sejam eles randomizados ou n&atilde;o. Todos os estudos nos quais participantes sofriam de transtorno de ansiedade ou ansiedade, com ou sem agorafobia (alguns estudos t&ecirc;m diagn&oacute;sticos antigos como neurose de ang&uacute;stia), foram inclu&iacute;dos. Estudos nos quais os participantes sofriam especificamente de TOC, depress&atilde;o ou fobias foram exclu&iacute;dos. Diferentes tipos de yoga foram considerados como interven&ccedil;&otilde;es adequadas, exceto, como mencionado anteriormente, t&eacute;cnicas de medita&ccedil;&atilde;o e relaxamento desacompanhadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os dados dos estudos selecionados foram coletados e avaliados em termos de crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o, procedimento, participantes, interven&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico e metodologia. Randomiza&ccedil;&atilde;o, acompanhamento (<i>follow-up</i>) e resultados tamb&eacute;m foram avaliados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No total, foram encontradas 8 investiga&ccedil;&otilde;es de ensaios controlados que observaram os efeitos do yoga na ansiedade.  Estes estudos mensuravam a vari&aacute;vel ansiedade (entre outras) apenas por meio de par&acirc;metros psicol&oacute;gicos. Um estudo que n&atilde;o utilizou grupo-controle foi exclu&iacute;do. Os resultados est&atilde;o expostos discursivamente abaixo a fim de proporcionar uma leitura simples e fluida, assim como em tabelas que fornecem uma r&aacute;pida e concisa visualiza&ccedil;&atilde;o dos efeitos do yoga na ansiedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A grande maioria dos estudos observa os efeitos do yoga na ansiedade, mensurada por par&acirc;metros psicol&oacute;gicos padr&atilde;o. Por exemplo, Michaelsen e colaboradores (2005) observaram altera&ccedil;&otilde;es positivas e significativas num grupo de mulheres estressadas, comparado ao grupo-controle (lista de espera), como consequ&ecirc;ncia de um programa de Iyengar Yoga de tr&ecirc;s meses, que incluiu exerc&iacute;cios de respira&ccedil;&atilde;o, relaxamento e posturas. Sharma, Azmi e Settiwar (1991) observaram os efeitos do yoga em pacientes em tratamento de neurose de ang&uacute;stia (diagnosticada com crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos de Feighner). Os resultados mostraram diferen&ccedil;a m&eacute;dia significativa (<i>p</i> &lt; 0,005) ap&oacute;s tr&ecirc;s semanas, indicando melhora mais significativa no grupo de yoga em compara&ccedil;&atilde;o ao grupo-controle (<i>p</i> &lt; 0,005). Durante as semanas 3 a 6, o grupo de yoga continuou mostrando redu&ccedil;&otilde;es significativas nos n&iacute;veis de ansiedade (<i>p</i> &lt; 0,01), que n&atilde;o foram observadas no grupo-controle. Outra investiga&ccedil;&atilde;o (Malathi &amp; Damodaran, 1999) observou o papel do yoga na redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade em per&iacute;odos que precediam provas e exames importantes, em um grupo de estudantes de medicina. O tratamento com yoga inclu&iacute;a medita&ccedil;&atilde;o, posturas e visualiza&ccedil;&atilde;o, enquanto o grupo-controle fazia leituras e escrevia durante o mesmo per&iacute;odo de tempo. Ap&oacute;s tr&ecirc;s meses de tratamento, os autores observaram redu&ccedil;&atilde;o significativa na m&eacute;dia pr&eacute;-p&oacute;s apenas para o grupo de yoga um m&ecirc;s antes do exame (<i>p</i> &lt; 0,001) e no dia do exame (<i>p</i> &lt; 0,001). Oken e colaboradores (2006) investigaram, em 135 idosos saud&aacute;veis, os benef&iacute;cios do yoga no humor e na fun&ccedil;&atilde;o cognitiva. Os participantes foram designados aleatoriamente para um grupo que frequentou aulas de Hatha Yoga por seis meses, um grupo que fazia atividade f&iacute;sica e um grupo-controle (lista de espera). Embora em diversos par&acirc;metros os participantes do grupo de yoga tenham se classificado significativamente melhor do que o grupo-exerc&iacute;cio ou o grupo-controle, os efeitos no humor n&atilde;o foram significativos neste grupo. Recentemente, alguns autores (Smith, Hancock, Blake-Mortimer &amp; Eckert, 2007) t&ecirc;m comparado yoga e relaxamento como tratamentos para reduzir o estresse subjetivo, a ansiedade e a press&atilde;o arterial. Os participantes foram randomizados e divididos em um grupo que frequentou aulas de Hatha Yoga (grupo de interven&ccedil;&atilde;o) e outro que fez sess&otilde;es de relaxamento muscular progressivo (grupo-controle ativo) por dez semanas. Os resultados mostraram que tanto a ansiedade quanto a qualidade de vida melhoraram com o tempo de tratamento. Observou-se que o yoga foi t&atilde;o eficaz quanto o relaxamento na redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade e do estresse, mas mais eficaz em diferentes vari&aacute;veis (dom&iacute;nios) do estado de sa&uacute;de (SF-36 Questionnaire). Kjellgren, A., Bood, S.A., Axelsson, K., Norlander, T., Saatcioglu (2007) investigaram por seis semanas os efeitos do yoga na sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar em volunt&aacute;rios ansiosos. Os resultados sugerem que os participantes do grupo de yoga, mas n&atilde;o do grupo-controle, reduziram o grau de ansiedade, depress&atilde;o e estresse, e tamb&eacute;m aumentaram o sentimento de otimismo (<i>p</i> &lt; 0,001). Os participantes do grupo de yoga experimentaram as pr&aacute;ticas como um evento positivo que trouxe consequ&ecirc;ncias ben&eacute;ficas para suas vidas. Os autores conclu&iacute;ram que indiv&iacute;duos podem melhorar o bem-estar assim como reduzir a ansiedade e as taxas de depress&atilde;o atrav&eacute;s da aprendizagem e aplica&ccedil;&atilde;o de um programa baseado no yoga. Em um estudo recente (Javnbakht, Hejazi &amp; Ghasemi, 2009), autores avaliaram a influ&ecirc;ncia do yoga no al&iacute;vio de ansiedade (e depress&atilde;o) em mulheres adultas. O grupo experimental participou de aulas de yoga duas vezes por semana durante dois meses. O grupo-controle foi atribu&iacute;do a uma lista de espera. A preval&ecirc;ncia da m&eacute;dia pr&eacute;-p&oacute;s de depress&atilde;o no grupo experimental de yoga mostrou uma diminui&ccedil;&atilde;o estatisticamente insignificante (<i>p</i> = 0,13). No entanto, quando o grupo experimental foi comparado ao grupo-controle, as mulheres que participaram de aulas de yoga mostraram uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa na ansiedade-estado (<i>p</i> = 0,03) e ansiedade-tra&ccedil;o (<i>p</i> &lt; 0,001). Segundo os autores, as sess&otilde;es de yoga podem levar &agrave; redu&ccedil;&atilde;o significativa nos n&iacute;veis de percep&ccedil;&atilde;o de ansiedade em mulheres que sofrem de transtornos de ansiedade. Este estudo sugere que o yoga pode ser considerado uma terapia complementar ou um m&eacute;todo alternativo no tratamento de transtornos de ansiedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/rbtc/v7n1/a09tab01.jpg">Tabela 1</a> mostra um resumo dos estudos acima mencionados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns estudos tamb&eacute;m investigaram os efeitos do yoga em par&acirc;metros fisiol&oacute;gicos relacionados &agrave; ansiedade. Vempati e Telles (2002) observaram redu&ccedil;&otilde;es na atividade simp&aacute;tica ap&oacute;s a pr&aacute;tica de relaxamento guiado baseado no yoga. Estes resultados sugerem que a redu&ccedil;&atilde;o da atividade simp&aacute;tica ap&oacute;s o relaxamento, dependendo dos n&iacute;veis basais, pode explicar a redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade, muitas vezes observada quando esta medida psicol&oacute;gica &eacute; avaliada. Telles, Reddy e Nagendra (2004) observaram se os novatos no yoga seriam capazes de reduzir sua frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca voluntariamente e se a magnitude desta redu&ccedil;&atilde;o seria mais evidente ap&oacute;s 30 dias de treinamento de yoga. Embora os autores n&atilde;o tenham avaliado par&acirc;metros psicol&oacute;gicos, os interessantes resultados sugerem que o yoga pode habilitar os praticantes a utilizar suas pr&oacute;prias estrat&eacute;gias para reduzir a frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca, o que traz poss&iacute;veis aplica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas, especialmente no que diz respeito &agrave; ansiedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quase todos os estudos que examinaram os efeitos do yoga na ansiedade relataram que tal interven&ccedil;&atilde;o diminui consideravelmente os n&iacute;veis de ansiedade e estresse, quando comparado ao grupo-controle. Al&eacute;m disso, quando o yoga &eacute; confrontado com outras interven&ccedil;&otilde;es como o relaxamento, observa-se que ambas as t&eacute;cnicas produzem redu&ccedil;&otilde;es na ansiedade, mas s&oacute; yoga &eacute; capaz de melhorar significativamente diferentes dom&iacute;nios do estado de sa&uacute;de, como a sa&uacute;de mental e a fun&ccedil;&atilde;o do papel emocional. Os efeitos do yoga sobre a ansiedade parecem ocorrer devido a uma resposta de relaxamento, uma redu&ccedil;&atilde;o generalizada na excita&ccedil;&atilde;o som&aacute;tica produzida por uma atividade alterada do eixo HPA e no sistema nervoso aut&ocirc;nomo (Aivazyan, 1990). No geral, o yoga parece modular o tom nervoso aut&ocirc;nomo atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o da atividade simp&aacute;tica. Tanto as pr&aacute;ticas de curto e longo prazo est&atilde;o associadas a uma redu&ccedil;&atilde;o de cortisol, catecolaminas, taxa metab&oacute;lica e consumo de oxig&ecirc;nio (Khalsa, 2004); todos os produtos de uma atividade simp&aacute;tica reduzida. Al&eacute;m disso, t&eacute;cnicas de respira&ccedil;&atilde;o <i>yoguica </i>exercem influ&ecirc;ncia sobre mecanismos respirat&oacute;rios involunt&aacute;rios e modulam a intera&ccedil;&atilde;o entre sistema nervoso simp&aacute;tico e parassimp&aacute;tico (eixo HPA), mudando profundamente os padr&otilde;es de respira&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, o curso das emo&ccedil;&otilde;es. Em geral, apesar da diversidade de estudos (condi&ccedil;&otilde;es, normas e qualidade), o yoga parece ser uma interven&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a, bem-sucedida e com boa rela&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio no tratamento dos transtornos de ansiedade, especialmente quando utilizado de maneira complementar a terapias bem-sucedidas com o TCC. No entanto, investiga&ccedil;&otilde;es mais elaboradas e melhor conduzidas, especialmente aquelas relacionadas a par&acirc;metros psicol&oacute;gicos e fisiol&oacute;gicos, s&atilde;o necess&aacute;rias para estabelecer o yoga como um protocolo no tratamento da ansiedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aivazyan T.A. (1990). Psychological relaxation therapy in essential hypertension: efficacy and its predictors. Yoga Mimansa, 29:27-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2908180&pid=S1808-5687201100010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Buffet-Jerrott S.E. &amp; Stewart S.H. (2002). Cognitive and sedative effects of benzodiazepines use. 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Effects of Yoga on depression and anxiety in women. Complement Ther Clin Pract, 15(2):102-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2908186&pid=S1808-5687201100010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kessler R.C., Soukoup J., Davis R.B., Foster D.F., Wilkey S.A, Van Rompay M.I., Eisenberg D.M. (2001). The use of complementary and alternative therapies to treat anxiety and depression in the United States. 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Int J Psychiatry Med, 18(3):202-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2908204&pid=S1808-5687201100010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sharma I., Azmi S.A., Settiwar R.M. (1991). Evaluation of the effect of pranayama in anxiety state. 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Expert Rev Neurother, 4(2):285-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2908210&pid=S1808-5687201100010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Telles S, Reddy SK, Nagendra HR. (2004). Oxygen consumption and respiration following two yoga relaxation techniques. 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(2001). Alternative medicine use by individuals with major depression. Can J Psychiatry, 46:528-533.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2908218&pid=S1808-5687201100010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Youngstedt, S.D. &amp; Kripke D.F. (2007). Does bright light have anxiolytic effects? An open trial. 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<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 19/10/2011    <br>   Suporte Financeiro: Funda&ccedil;&atilde;o Carlos Chagas de Amparo &agrave; Pesquisa - FAPERJ.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Divis&atilde;o de Psicologia Aplicada Instituto de Psicologia Universidade Federal do Rio de Janeiro.</font></p>      ]]></body>
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