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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abandono de tratamento psicoterápico: implicações para a prática clínica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychotherapy dropout: implications for the clinical practice]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The situations associated to psychotherapy dropout constitute important sources of information about the therapeutic process, allowing a better comprehension of the factors involved in therapeutic efficacy. Besides, they offer resources for the psychotherapists&#8217; technical improvement, mainly in the specific case of training therapists, and for the planning of clinical interventions in mental health services. This way, the objective of this paper is to present the principal contributions of theoretical reviews and of researches about psychotherapy dropout, such as demographic and clinical characteristics of the patient, of the treatment and of institutional practices. In conclusion, this topic is relevant to clinical practice, considering the negative consequences at personal, social and economic domains, pointing to the importance of the development of specific research actions and implementation of protocols geared to prevent early interruption of psychotherapy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Abandono de tratamento psicoter&aacute;pico: implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Psychotherapy dropout: implications for the clinical practice</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Silvia P. C. Benetti; Tatiane R. S. Cunha</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Rio Grande do Sul RS, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="top"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noShade size=1>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As situa&ccedil;&otilde;es associadas ao abandono psicoter&aacute;pico constituem-se como importantes fontes de informa&ccedil;&atilde;o sobre os processos terap&ecirc;uticos e possibilitam maior compreens&atilde;o dos fatores envolvidos na efic&aacute;cia dos atendimentos. Al&eacute;m disto, fornecem subs&iacute;dios para o aprimoramento t&eacute;cnico dos terapeutas, principalmente no caso espec&iacute;fico dos terapeutas em forma&ccedil;&atilde;o, e para o planejamento das interven&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental. Neste sentido, o objetivo deste artigo &eacute; apresentar as principais contribui&ccedil;&otilde;es de revis&otilde;es te&oacute;ricas e pesquisas sobre o abandono psicoter&aacute;pico, destacando os determinantes da interrup&ccedil;&atilde;o precoce do atendimento, tais como caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas do paciente, caracter&iacute;sticas do tratamento e de pr&aacute;ticas institucionais. Conclui-se que este t&oacute;pico &eacute; relevante para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica considerando as conseq&uuml;&ecirc;ncias negativas nos &acirc;mbitos pessoais, sociais e econ&ocirc;micos dos abandonos, indicando a import&acirc;ncia do desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de pesquisa e de protocolos de atendimento voltados para a preven&ccedil;&atilde;o da interrup&ccedil;&atilde;o precoce das psicoterapias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Abandono de tratamento; Psicologia cl&iacute;nica; Cl&iacute;nica-escola de Psicologia.</font></p> <hr noShade SIZE=1>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The situations associated to psychotherapy dropout constitute important sources of information about the therapeutic process, allowing a better comprehension of the factors involved in therapeutic efficacy. Besides, they offer resources for the psychotherapists&rsquo; technical improvement, mainly in the specific case of training therapists, and for the planning of clinical interventions in mental health services. This way, the objective of this paper is to present the principal contributions of theoretical reviews and of researches about psychotherapy dropout, such as demographic and clinical characteristics of the patient, of the treatment and of institutional practices. In conclusion, this topic is relevant to clinical practice, considering the negative consequences at personal, social and economic domains, pointing to the importance of the development of specific research actions and implementation of protocols geared to prevent early interruption of psychotherapy.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords: </b>Psychotherapy dropout; Clinical Psychology; School-clinic.</font></p> <hr noShade SIZE=1>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos sobre o processo terap&ecirc;utico s&atilde;o de suma import&acirc;ncia para a cl&iacute;nica psicol&oacute;gica, pois possibilitam a compreens&atilde;o dos elementos envolvidos nas diferentes interven&ccedil;&otilde;es psicoter&aacute;picas, bem como o desenvolvimento e valida&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias, visando a aprimorar o atendimento &agrave; sa&uacute;de mental dos indiv&iacute;duos (CASTRO, 1999). Dessa forma, s&atilde;o essenciais pesquisas que apontem caminhos para o avan&ccedil;o e melhor qualidade dos atendimentos psicol&oacute;gicos oferecidos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Russel e Orlinsky (1996), a pesquisa em psicoterapia desenvolveu-se desde o in&iacute;cio do s&eacute;culo passado envolvendo distintos momentos. A etapa inicial caracterizou-se pelo desenvolvimento da &aacute;rea, consolidando este campo de investiga&ccedil;&atilde;o. A partir disto, seguiram-se estudos sob diferentes orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas que permitiram a expans&atilde;o, a diferencia&ccedil;&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o de diferentes investiga&ccedil;&otilde;es sobre os processos terap&ecirc;uticos. Este desenvolvimento culminou no momento atual, quando os estudos se orientam para a investiga&ccedil;&atilde;o destes processos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s inova&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, levando em considera&ccedil;&atilde;o a aplica&ccedil;&atilde;o dos resultados no &acirc;mbito profissional e no planejamento em sa&uacute;de mental e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Neste sentido, a an&aacute;lise destes distintos momentos hist&oacute;ricos assinala indiscutivelmente a import&acirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em psicoterapia e a liga&ccedil;&atilde;o entre o <i>estudo da efic&aacute;cia terap&ecirc;utica</i> e o <i>desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de mental</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a compreens&atilde;o dos processos terap&ecirc;uticos envolvidos na efic&aacute;cia dos atendimentos psicol&oacute;gicos tornou-se um aspecto central ao trabalho cl&iacute;nico e de pesquisa. Diversos estudos t&ecirc;m investigado esta quest&atilde;o em diferentes modelos psicoter&aacute;picos e abordagens te&oacute;ricas. Por exemplo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; efetividade dos atendimentos de diferentes modelos te&oacute;ricos Leichsenring, Hiller, Weissberg e Leibin (2006), em uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos principais modelos terap&ecirc;uticos utilizados na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, cognitivo-comportamental e psicodin&acirc;mico, encontraram evid&ecirc;ncias de resultados positivos e efic&aacute;cia terap&ecirc;utica associados a estes modelos terap&ecirc;uticos. Entretanto, outros autores (GINARTE, 2001; LHULLIER; NUNES, 2004; CHILELLI; EN&Eacute;AS, 2000; SAMSTAG; BATCHELDER; MURAN; SAFRAN; WINSTON, 1998) sugerem que as pesquisas quanto &agrave; efetividade das psicoterapias n&atilde;o devem ser embasadas apenas em casos que chegam ao t&eacute;rmino do tratamento. Ao contr&aacute;rio, o estudo dos casos nos quais ocorrem interrup&ccedil;&otilde;es e problemas no desenvolvimento da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica tamb&eacute;m oferece elementos importantes para a compreens&atilde;o dos processos envolvidos nestes casos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma situa&ccedil;&atilde;o freq&uuml;entemente associada &agrave;s dificuldades no desenvolvimento da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica &eacute; o abandono precoce do tratamento. Neste sentido, o estudo desses casos de abandono de tratamento pode oferecer informa&ccedil;&otilde;es importantes sobre o processo psicoter&aacute;pico, ao possibilitar a identifica&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es de risco para rompimento do v&iacute;nculo de trabalho. Al&eacute;m de contribuir para uma melhor compreens&atilde;o dos fatores envolvidos na efic&aacute;cia dos atendimentos, investiga&ccedil;&otilde;es nesta &aacute;rea possibilitam subs&iacute;dios para o aprimoramento t&eacute;cnico dos terapeutas e, principalmente, dos terapeutas em forma&ccedil;&atilde;o (ARNOW et al., 2007; MELO; GUIMAR&Atilde;ES, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de, o abandono ou interrup&ccedil;&atilde;o do processo terap&ecirc;utico &eacute; apontado como uma situa&ccedil;&atilde;o com implica&ccedil;&otilde;es s&eacute;rias nas trajet&oacute;rias de sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos e com alto custo econ&ocirc;mico e social (BUENO; C&Oacute;RDOBA; ESCOLAR; CARMONA; RODR&Iacute;GUEZ, 2001; WALITZER; DERMEN; CONNORS, 1999). Assim, a identifica&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es potencialmente associadas a um maior risco de abandono permite o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es preventivas tanto para o paciente como para o treinamento do profissional, orientando as a&ccedil;&otilde;es dos programas em sa&uacute;de mental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em vista estes aspectos, neste artigo s&atilde;o apresentadas as contribui&ccedil;&otilde;es dos principais trabalhos de pesquisa e de revis&otilde;es te&oacute;ricas sobre o tema <i>abandono de atendimento psicol&oacute;gico</i>, destacando-se os principais aspectos do processo terap&ecirc;utico identificados nos estudos como potencialmente associados ao abandono.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Abandono Psicoter&aacute;pico</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia da cl&iacute;nica psicoter&aacute;pica como um campo de interven&ccedil;&atilde;o fundamental no atendimento dos diferentes transtornos emocionais &eacute; reconhecida nos trabalhos e pesquisas acerca da efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas (LEICHSENRING; HILLER; WEISSBERG; LEIBING, 2006). Entretanto, um aspecto continuamente identificado como necessitando de maiores estudos &eacute; a quest&atilde;o do abandono psicoter&aacute;pico (ARNOW et al., 2007; MELO; GUIMAR&Atilde;ES, 2005; BUENO et al., 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O abandono em psicoterapia refere-se basicamente &agrave;quelas situa&ccedil;&otilde;es de interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento sem que haja indica&ccedil;&atilde;o para tal encaminhamento por parte do terapeuta (LHULLIER; NUNES, 2004). Entretanto, ao se pesquisar sobre o tema s&atilde;o encontradas inconsist&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; defini&ccedil;&atilde;o conceitual de abandono, o que dificulta compara&ccedil;&otilde;es entre os estudos. Por exemplo, em algumas pesquisas utilizam-se crit&eacute;rios semelhantes na inclus&atilde;o de casos em amostras, considerando-se abandono tanto as situa&ccedil;&otilde;es de sujeitos que nem iniciam o atendimento como as daqueles que o interrompem ap&oacute;s comparecimento em determinado n&uacute;mero de sess&otilde;es (RENK; DINGER, 2002; BUENO et al., 2001). Al&eacute;m disto, os estudos se utilizam de delineamentos diferentes para a identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores associados &agrave; continuidade das terapias encontrando resultados inconsistentes, fator que prejudica a busca de bibliografia e a sistematiza&ccedil;&atilde;o dos resultados dos trabalhos (ISSAKIDIS; ANDREWS, 2004).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em uma revis&atilde;o de 144 trabalhos sobre o termo abandono psicoter&aacute;pico na base de dados Medline considerando o per&iacute;odo de 1992-1997, Bueno e colaboradores (2001) identificaram diversos termos associados ao t&oacute;pico abandono, diferentes m&eacute;todos para a avalia&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o psicoter&aacute;pica e poucos estudos sobre os fatores determinantes da ader&ecirc;ncia. Entretanto, independente dos obst&aacute;culos de sistematiza&ccedil;&atilde;o, a maioria dos trabalhos estudados indicava a grande freq&uuml;&ecirc;ncia de casos de abandono e a escassez de estudos relativos ao tema. Desta forma, os autores salientavam a necessidade de desenvolvimento de estrat&eacute;gias para investiga&ccedil;&atilde;o do tema, identificando as situa&ccedil;&otilde;es associadas ao risco para abandono como uma forma de conhecer os caminhos para a preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o cumprir um n&uacute;mero determinado de sess&otilde;es classifica um paciente como &lsquo;abandonante&rsquo; (PEKARIK, 1985b apud LHULLIER; NUNES, 2004), interrup&ccedil;&atilde;o que pode ocorrer, inclusive, pela pr&oacute;pria percep&ccedil;&atilde;o de melhora por parte do paciente (CHILELLI; EN&Eacute;AS, 2000). Piper, Ogrodniczuk, Joyce, McCallum e colaboradores (1999) consideram abandono quando o paciente, por decis&atilde;o unilateral, com ou sem o conhecimento pr&eacute;vio do terapeuta, tendo comparecido a pelo menos uma sess&atilde;o de terapia, cessa de faz&ecirc;-lo, independente do motivo que o levou a isso. Desta forma, o termo &lsquo;abandono&rsquo;, proposto por Lhullier e Nunes (2004), designa situa&ccedil;&otilde;es que incluem o t&eacute;rmino prematuro, no qual o terapeuta tem como meta levar adiante a terapia por mais sess&otilde;es e &eacute; surpreendido pela deser&ccedil;&atilde;o do paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitos clientes n&atilde;o retornam para o atendimento em sa&uacute;de mental ou abandonam prematuramente a psicoterapia, sendo que a maioria dos casos de desist&ecirc;ncia acaba solicitando retorno de atendimento, necessitando reiniciar o processo diagn&oacute;stico e encaminhamentos (GOLDENBERG, 2002). Melo e Guimar&atilde;es (2005), em um estudo de caracteriza&ccedil;&atilde;o da clientela e de motivos para abandonos de psicoter&aacute;picos em um servi&ccedil;o comunit&aacute;rio em sa&uacute;de mental, identificaram a incid&ecirc;ncia acumulada de 39,2%. Outros trabalhos, como a revis&atilde;o de Bueno e colaboradores (2001) sobre diversas publica&ccedil;&otilde;es de diferentes proced&ecirc;ncias, citam o &iacute;ndice de 25% a 50% referentes a pacientes que desistem do atendimento, havendo menor abandono na cl&iacute;nica privada do que nos servi&ccedil;os comunit&aacute;rios de sa&uacute;de mental (RENK; DINGER, 2002). No geral, o processo de retorno resulta no agravamento dos casos, na insatisfa&ccedil;&atilde;o profissional e em maior gasto econ&ocirc;mico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, ainda que todos os trabalhos apontem para as conseq&uuml;&ecirc;ncias negativas da interrup&ccedil;&atilde;o precoce do atendimento psicoter&aacute;pico, n&atilde;o h&aacute; uniformidade nas situa&ccedil;&otilde;es associadas ao abandono, que variam desde fatores sociodemogr&aacute;ficos a caracter&iacute;sticas pessoais e cl&iacute;nicas e a caracter&iacute;sticas dos servi&ccedil;os assistenciais (MELO; GUIMAR&Atilde;ES, 2005; RENK; DINGER, 2002). Outros trabalhos como Lhullier (2004) sistematizam os achados de pesquisa sobre o abandono em categorias de vari&aacute;veis classificadas em rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos sociodemogr&aacute;ficos, vari&aacute;veis espec&iacute;ficas do paciente, vari&aacute;veis do tratamento e do terapeuta, vari&aacute;veis interpessoais e institucionais. Ainda assim, independente das diferentes maneiras em que os fatores associados ao abandono sejam organizados, as situa&ccedil;&otilde;es identificadas nos trabalhos refletem a complexidade dos elementos que contribuem para a percep&ccedil;&atilde;o do paciente sobre sua condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e, conseq&uuml;entemente, sua atitude diante da necessidade de cuidado e as prescri&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas que deve seguir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Aspectos Sociodemogr&aacute;ficos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na &uacute;ltima d&eacute;cada, uma meta-an&aacute;lise de trabalhos (BUENO et al., 2001) identificou que na maioria dos estudos, os jovens, a dist&acirc;ncia do local de atendimento, os indiv&iacute;duos solteiros e de n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico baixo constitu&iacute;am os casos mais freq&uuml;entes de abandono psicoter&aacute;pico. Outros aspectos citados, por&eacute;m com menor freq&uuml;&ecirc;ncia, foram as caracter&iacute;sticas familiares (n&uacute;mero de filhos, dificuldades familiares), a ocupa&ccedil;&atilde;o do paciente e a presen&ccedil;a de apoio social (seguro sa&uacute;de e rede de integra&ccedil;&atilde;o social). Wierzbicki e Pekarik (1993), na d&eacute;cada anterior, identificaram que ra&ccedil;a, n&iacute;vel educacional e renda associavam-se &agrave; maior freq&uuml;&ecirc;ncia de abandono.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Walitzer, Dermen e Connors (1999), em uma an&aacute;lise de trabalhos sobre abandono terap&ecirc;utico compreendendo pesquisas realizadas nas d&eacute;cadas de 1970  a 1990, apontam que n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, n&iacute;vel educacional, pertencimento a grupos minorit&aacute;rios s&atilde;o fatores que permanecem constantemente associados ao abandono. Entretanto, mesmo que as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas como idade, sexo e local de resid&ecirc;ncia exer&ccedil;am alguma influ&ecirc;ncia na ader&ecirc;ncia ao tratamento, a intera&ccedil;&atilde;o com outros aspectos cl&iacute;nicos do caso, do terapeuta e do sistema interagem e determinam a maior ou menor intensidade desta influ&ecirc;ncia. Por exemplo, em uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre abandono em 731 pacientes encaminhados para terapia, Issakidis e Andrews (2004) identificaram que fatores demogr&aacute;ficos atuavam na perman&ecirc;ncia do tratamento, por&eacute;m em menor intensidade quando comparados com as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas dos pacientes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Caracter&iacute;sticas Pessoais e Cl&iacute;nicas do Paciente</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente, algumas caracter&iacute;sticas de personalidade tais como isolamento social, agressividade, tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos e baixa motiva&ccedil;&atilde;o foram apontadas como associadas ao maior abandono terap&ecirc;utico (WALITZER; DERMEN; CONNORS, 1999). Entretanto, a orienta&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica de desenvolver interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas que levassem em considera&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas diagn&oacute;sticas dos quadros cl&iacute;nicos levou ao desenvolvimento de estudos mais espec&iacute;ficos dirigidos para a identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores de abandono em rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico do paciente (RUSSEL; ORLINSKY, 1996).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em termos cl&iacute;nicos, os transtornos de personalidade em geral, os estados psic&oacute;ticos e a ocorr&ecirc;ncia de idea&ccedil;&atilde;o paran&oacute;ide s&atilde;o os quadros com maior dificuldade de engajamento no processo terap&ecirc;utico e os que apresentam mais risco de abandono (BUENO et al., 2001). Neste sentido, os transtornos de personalidade <i>borderline</i> s&atilde;o apontados como os casos de maior freq&uuml;&ecirc;ncia de interrup&ccedil;&atilde;o de tratamento em fun&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas transferenciais de hostilidade e dificuldade de vincula&ccedil;&atilde;o (ROMARO, 2002). Hummelen, Wilberg e Karterud (2007) identificaram que, em situa&ccedil;&atilde;o de psicoterapia grupal, mulheres com diagn&oacute;stico de transtorno <i>borderline</i> n&atilde;o permanecem em atendimento, necessitando de um ambiente de maior conting&ecirc;ncia afetiva, visto a intensidade das emo&ccedil;&otilde;es vividas no <i>setting</i> terap&ecirc;utico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico, algumas investiga&ccedil;&otilde;es procuraram compreender as caracter&iacute;sticas de ader&ecirc;ncia, considerando quadros cl&iacute;nicos mais espec&iacute;ficos com objetivo de desenvolver interven&ccedil;&otilde;es dirigidas &agrave;s demandas destes grupos. Considerando os quadros obsessivos, Neziroglu, Henricksen e Yaryura-Tobias (2006) apontam que uma revis&atilde;o de trabalhos entre 1995 e 2005 indicou que nesses quadros o &iacute;ndice de abandono permanece significativo, sem que haja uniformidade na identifica&ccedil;&atilde;o de preditores de ader&ecirc;ncia ao tratamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em uma investiga&ccedil;&atilde;o longitudinal comparando pacientes com diagn&oacute;stico de distimia e outro grupo com diagn&oacute;stico de depress&atilde;o maior, McFarland e Klein (2005) verificaram que pacientes com distimia permanecem maior per&iacute;odo de tempo nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental, diferentemente de pacientes com depress&atilde;o maior. Utilizando-se de um grande n&uacute;mero de vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas em diferentes momentos do tratamento, tais como abandono precoce (tr&ecirc;s meses de tratamento) e abandono posterior, o estudo identificou que pacientes jovens, procedentes de grupos minorit&aacute;rios &eacute;tnicos, com caracter&iacute;sticas pessoais de autonomia e diagn&oacute;stico de transtorno de personalidade eram mais sujeitos &agrave; desist&ecirc;ncia. Uma an&aacute;lise mais espec&iacute;fica apontou que os abandonos precoces (tr&ecirc;s meses de tratamento) tinham altos escores de autonomia pessoal, recebiam somente atendimento psicoter&aacute;pico e diagn&oacute;sticos de personalidade do tipo A e B.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Arnow e colaboradores (2007) consideram que os abandonos terap&ecirc;uticos nos casos de depress&atilde;o s&atilde;o muito freq&uuml;entes e os fatores associados ainda s&atilde;o pouco explorados em rela&ccedil;&atilde;o a estas interrup&ccedil;&otilde;es precoces. Em uma investiga&ccedil;&atilde;o que incluiu a an&aacute;lise da freq&uuml;&ecirc;ncia terap&ecirc;utica em tr&ecirc;s grupos distintos de interven&ccedil;&atilde;o (um grupo, somente medica&ccedil;&atilde;o; outro grupo, terapia cognitiva comportamental; e o &uacute;ltimo, tratamento combinado) os preditores para abandono prematuro foram pertencer a grupos minorit&aacute;rios &eacute;tnicos, a presen&ccedil;a de quadros depressivos associados ao transtorno de ansiedade e o tratamento monoter&aacute;pico. Isto &eacute;, pacientes em atendimento conjunto medicamentoso e psicoter&aacute;pico tiveram melhor ades&atilde;o ao tratamento, o que foi interpretado como significando que a alian&ccedil;a terap&ecirc;utica auxiliava na toler&acirc;ncia aos efeitos colaterais da medica&ccedil;&atilde;o, favorecendo a perman&ecirc;ncia. Escores menores referentes &agrave; qualidade da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica foram identificados nos grupos de tratamento monoter&aacute;picos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos casos de bulimia, os fatores associados aos pacientes que abandonam o tratamento foram a pouca coopera&ccedil;&atilde;o e agressividade, caracter&iacute;sticas pessoais associadas a personalidades <i>borderline</i> que dificultariam a manuten&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica (FASSINO et al., 2003b). Em contrapartida, nos casos de anorexia, foi percebida uma tend&ecirc;ncia &agrave; repress&atilde;o da agressividade, caracter&iacute;stica dos quadros psicossom&aacute;ticos (FASSINO et al., 2002a).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m destes aspectos, outras vari&aacute;veis relacionadas ao pr&oacute;prio paciente s&atilde;o as experi&ecirc;ncias passadas de rompimento de v&iacute;nculos significativos. Os estudos apontam que casos com uma hist&oacute;ria cl&iacute;nica de abandonos importantes ou at&eacute; mesmo de sensa&ccedil;&otilde;es de abandonos tendem a repetir uma vincula&ccedil;&atilde;o ansiosa ou evitante na rela&ccedil;&atilde;o com o terapeuta, dificultando a forma&ccedil;&atilde;o da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica e apresentando maior risco de abandono da terapia (GUNTERT et al., 2000; PINHEIRO, 2002). Desta forma, Fetter (2000) aponta que, nas entrevistas iniciais, o terapeuta deve estar atento &agrave; configura&ccedil;&atilde;o objetal do paciente, a qual norteia o relacionamento e determina o campo de trabalho. Em um contexto de relacionamentos interpessoais falhos, o mundo interno das rela&ccedil;&otilde;es objetais &eacute; projetado nas rela&ccedil;&otilde;es atuais do paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros estudos apontam um &iacute;ndice elevado de pacientes que n&atilde;o mencionam raz&otilde;es da deser&ccedil;&atilde;o e outros que citaram a dificuldade financeira como um fator respons&aacute;vel. Em um estudo que procurou, junto aos pacientes que haviam abandonado tratamento, os motivos que os levaram a esta decis&atilde;o, Chilelli e En&eacute;as (2000) encontraram v&aacute;rios indiv&iacute;duos que relataram um sentimento de melhora, mas n&atilde;o expressaram desejo de retornar ao tratamento, apontando, com isso, a necessidade de investigar mais detidamente outras vari&aacute;veis relevantes ao desfecho do abandono psicoter&aacute;pico. Neste sentido, o paciente considera que os objetivos foram alcan&ccedil;ados, interrompendo a psicoterapia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Aspectos do Tratamento</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento &eacute; um fato com conseq&uuml;&ecirc;ncias diversas, tanto para o paciente como para o terapeuta e a institui&ccedil;&atilde;o de atendimento. O abandono psicoter&aacute;pico traz para todas as partes envolvidas sentimentos de fracasso, inefic&aacute;cia e um custo econ&ocirc;mico importante. V&aacute;rios aspectos do tratamento t&ecirc;m sido identificados como situa&ccedil;&otilde;es importantes que devem ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o quando da avalia&ccedil;&atilde;o do paciente e do estabelecimento do contrato terap&ecirc;utico (PIPER et al., 1999).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando aspectos do tratamento, a falta de informa&ccedil;&atilde;o aos pacientes quanto ao processo terap&ecirc;utico no in&iacute;cio do atendimento tem sido associada &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o da terapia, indicando que muitos abandonos ocorrem pelo fato de os terapeutas n&atilde;o esclarecerem ao seu paciente como funciona a terapia (FIGUEIREDO; SCHVINGER, 1981). J&aacute; Bueno et al. (2001) apontam que algumas caracter&iacute;sticas do processoterap&ecirc;utico, como a implica&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, lista de espera, a modalidade terap&ecirc;utica, o intervalo entre as sess&otilde;es s&atilde;o caracter&iacute;sticas mencionadas em estudos como causas de interrup&ccedil;&atilde;o . Outros aspectos importantes s&atilde;o a n&atilde;o obten&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios esperados e o desgaste na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico/paciente (VALLE; VIEGAS; CASTRO; TOLEDO JR., 2000). Samstag e colaboradores (1998) verificaram que tanto os pacientes que abandonaram o tratamento psicoter&aacute;pico como aqueles que tiveram resultados pobres ao final do tratamento apresentavam uma alian&ccedil;a terap&ecirc;utica problem&aacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lhullier (apud PINHEIRO, 2002) diz que a continuidade ou n&atilde;o de um tratamento est&aacute; mais relacionada ao tipo de intera&ccedil;&atilde;o terapeuta-paciente do que com a t&eacute;cnica utilizada. De uma forma geral, as pesquisas apontam que a qualidade da alian&ccedil;a estabelecida entre terapeuta-paciente &eacute; um fator respons&aacute;vel pelo sucesso de uma psicoterapia. Neste sentido, pacientes de dif&iacute;cil acesso apresentam dificuldades no estabelecimento da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica (LIBERMANN, 1994), bem como no tipo de v&iacute;nculo que estabelecem (GUNTERT et al., 2000). Portanto, Ceitlin e Cordioli (1998) ressaltam que o contrato terap&ecirc;utico &eacute; fundamental para uma alian&ccedil;a terap&ecirc;utica adequada, bem como para a ades&atilde;o ao tratamento psicol&oacute;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pinheiro (2002) relata que, nas primeiras entrevistas, a satisfa&ccedil;&atilde;o do cliente est&aacute; direcionada mais &agrave; oportunidade de express&atilde;o de sua queixa do que &agrave; possibilidade de sentir-se melhor, sendo mais importante para o terapeuta atentar para esta atitude inicial antes de qualquer outra interven&ccedil;&atilde;o. A satisfa&ccedil;&atilde;o com o tratamento foi o &uacute;nico fator associado &agrave; continuidade da psicoterapia em uma investiga&ccedil;&atilde;o que utilizou a avalia&ccedil;&atilde;o de 176 pacientes e 22 terapeutas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; melhora cl&iacute;nica do paciente, satisfa&ccedil;&atilde;o com a terapia e presen&ccedil;a de obst&aacute;culos para a continuidade de comparecimento ao tratamento (NICHOLS; PEKARIK, 1992). Isto &eacute;, quanto mais insatisfeitos, independentemente do grau de melhora percebido como resultado da terapia, maiores eram as chances de abandono. Neste sentido, foi poss&iacute;vel verificar que a decis&atilde;o de interrup&ccedil;&atilde;o de tratamento &eacute; complexa. Alguns pacientes que abandonam a terapia consideram-se melhores, enquanto que seus terapeutas discordam da indica&ccedil;&atilde;o de interrup&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Masi, Miller e Olson (2003), s&atilde;o poucos os estudos que investigam o abandono terap&ecirc;utico em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferentes modalidades terap&ecirc;uticas. No caso, no delineamento da investiga&ccedil;&atilde;o destes pesquisadores, a modalidade terap&ecirc;utica foi investigada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terapia individual, terapia de casal e terapia familiar. A amostra constitui 653 prontu&aacute;rios de atendimentos psicoter&aacute;picos. Destes, 100 casos nem iniciaram atendimento e 463 casos continham todas as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para avalia&ccedil;&atilde;o, sendo 44% provenientes de atendimento individual, 30,2% de casal e 25,9% de familiar. N&atilde;o houve diferen&ccedil;as entre os abandonos terap&ecirc;uticos nas diferentes modalidades, sendo que na terapia individual 24% dos casos foram considerados como abandonantes, na terapia de casal 25,4% e 17,1% na terapia de fam&iacute;lia. Tamb&eacute;m n&atilde;o houve diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o aos casos que n&atilde;o compareceram nem ao primeiro atendimento entre as tr&ecirc;s modalidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em um estudo randomizado, verificando a efic&aacute;cia da modalidade terap&ecirc;utica interpretativa e da modalidade de apoio, ambas com tempo de interven&ccedil;&atilde;o limitado, n&atilde;o houve diferen&ccedil;as na efic&aacute;cia do tratamento entre as duas modalidades. Entretanto, dos 171 pacientes que iniciaram o estudo, 27 abandonaram o processo terap&ecirc;utico, sendo que 22 da modalidade interpretativa (PIPER et al., 1999). Os autores verificaram que as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e diagn&oacute;sticas n&atilde;o diferenciaram os dois grupos em rela&ccedil;&atilde;o ao abandono. Ao contr&aacute;rio, as vari&aacute;veis do processo terap&ecirc;utico foram mais determinantes da ader&ecirc;ncia ao tratamento. Dentre os aspectos investigados, foi observado que desde o in&iacute;cio do processo a alian&ccedil;a terap&ecirc;utica n&atilde;o havia se consolidado adequadamente no grupo desistente. A an&aacute;lise da &uacute;ltima sess&atilde;o anterior ao abandono do tratamento indicou que a rela&ccedil;&atilde;o terapeuta-paciente foi marcada por quest&otilde;es de poder, ocorrendo um engajamento de disputa entre o paciente e o terapeuta no sentido de o &uacute;ltimo tentar convencer o paciente a permanecer no tratamento. Ocorreu, tamb&eacute;m, uma &ecirc;nfase nas intera&ccedil;&otilde;es que abordavam conte&uacute;do transferencial. Nestes casos, os autores sugerem que pacientes de dif&iacute;cil manejo podem obter mais benef&iacute;cios na etapa inicial da terapia por meio de interven&ccedil;&otilde;es de suporte, a fim de consolidar a alian&ccedil;a terap&ecirc;utica. Posteriormente, uma abordagem mais interpretativa poderia ser introduzida ao longo do trabalho. A op&ccedil;&atilde;o por interven&ccedil;&otilde;es de suporte pode relacionar-se ao menor n&uacute;mero de desist&ecirc;ncias na modalidade de apoio. Entretanto, ambas as abordagens tiveram efic&aacute;cia, indicando que a escolha terap&ecirc;utica deve focar as caracter&iacute;sticas do paciente e n&atilde;o a abordagem em si.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Institucional </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando-se as quest&otilde;es acima discutidas em rela&ccedil;&atilde;o ao abandono terap&ecirc;utico, observa-se que o t&oacute;pico se reveste de maior complexidade nas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas que envolvem terapeutas ainda em  forma&ccedil;&atilde;o. Tal &eacute; o caso das institui&ccedil;&otilde;es formadoras que oferecem ensino e treinamento de alunos. Levando em considera&ccedil;&atilde;o tanto o aspecto pedag&oacute;gico destas institui&ccedil;&otilde;es como a responsabilidade de prover um atendimento de qualidade &agrave; comunidade, os abandonos psicoter&aacute;picos servem como um alerta que pode apontar caminhos para a efic&aacute;cia das psicoterapias, do ensino, da pesquisa, da forma&ccedil;&atilde;o e do tratamento em si. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s cl&iacute;nicas-escola, um estudo que caracterizou a clientela de uma institui&ccedil;&atilde;o apontou que 61% dos atendimentos psicoter&aacute;picos duravam em torno de seis meses, sendo que se identificou uma significativa interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento (20% encaminhado, 28,3 % abandonou e 31 % desistiu) (CARVALHO; TERZIS, 1988). Outra investiga&ccedil;&atilde;o sobre diversos aspectos do atendimento, em uma cl&iacute;nica-escola de psicologia (ROMARO; CAPIT&Atilde;O, 2003), identificou que de 590 casos triados, 67,5% conclu&iacute;ram o processo psicoter&aacute;pico e 32,5% desistiram.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto aos motivos para o abandono terap&ecirc;utico nas cl&iacute;nicas-escola, Lhullier (2002) destaca as quest&otilde;es do treinamento acad&ecirc;mico e os aspectos institucionais como vari&aacute;veis associadas ao abandono. Com rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos institucionais, o tempo de espera para receber o atendimento, a experi&ecirc;ncia do terapeuta, o n&uacute;mero de sess&otilde;es (LHULLIER, 2002; RENK; DINGER, 2002) e as trocas de terapeutas devem ser considerados. Neste sentido, a sazonalidade do fluxo de terapeutas e pacientes durante o ano letivo do curso de psicologia &eacute; entendida, tamb&eacute;m, como uma dimens&atilde;o institucional e social do fen&ocirc;meno.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em torno de 33% dos abandonos ocorrem por causa da mudan&ccedil;a de terapeuta, j&aacute; que nem todos os tratamentos s&atilde;o conclu&iacute;dos no tempo de est&aacute;gio do terapeuta em forma&ccedil;&atilde;o (LHULLIER; NUNES; ANTOCHEVIS; PORTO; FIGUEIREDO, 2000). Desta forma, Lhullier et al. (2000) alertam para que seja prestada especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s trocas de terapeutas no per&iacute;odo inicial de tratamento, uma vez que a alian&ccedil;a terap&ecirc;utica deve ser preservada como um fator essencial da terapia, o que, em cl&iacute;nicas-escola, fica dificultado pelas trocas de terapeutas-estagi&aacute;rios. Outra caracter&iacute;stica institucional importante da cl&iacute;nica-escola &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de lista de espera. Este procedimento &eacute; necess&aacute;rio pelo alto &iacute;ndice de procura por atendimentos, j&aacute; que, na maioria dos locais, o custo &eacute; nulo ou insignificante. Este fato causa preju&iacute;zos quando o cliente inscrito recebe a vaga para tratamento (VONK; THYER, 1999), pois os fatores motivacionais do paciente sofrem altera&ccedil;&otilde;es pela demora da consulta (HYNAN, 1990).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As situa&ccedil;&otilde;es e caracter&iacute;sticas descritas n&atilde;o s&atilde;o exclusivas de institui&ccedil;&otilde;es formadoras, mas tamb&eacute;m est&atilde;o presentes em servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de. Neste sentido, j&aacute; se observa o interesse de alguns trabalhos em apontar estrat&eacute;gias para a redu&ccedil;&atilde;o de abandono terap&ecirc;utico em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, alinhadas aos objetivos de humaniza&ccedil;&atilde;o e integralidade na sa&uacute;de. Tal &eacute; o caso do trabalho de Hirdes e Kantorski (2005) que sugerem a inclus&atilde;o da fam&iacute;lia no processo de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial nos Centros de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (CAPS), a&ccedil;&atilde;o que estabelece estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o abrangentes as quais, dentre outros aspectos, reduzem o abandono terap&ecirc;utico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, outro aspecto de extrema relev&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o institucional e freq&uuml;entemente ignorado na pr&aacute;tica cl&iacute;nica refere-se &agrave; necessidade de reconhecimento das demandas espec&iacute;ficas do atendimento psicoter&aacute;pico em ambulat&oacute;rios, servi&ccedil;os comunit&aacute;rios e hospitais, no sentido de integrar a singularidade produzida nestes campos cl&iacute;nicos (PINHEIRO, 2001; 2006; SANTOS; VILHENA, 2000). A transposi&ccedil;&atilde;o da cl&iacute;nica privada, sem uma reflex&atilde;o sobre as implica&ccedil;&otilde;es institucionais que atuam no estabelecimento da transfer&ecirc;ncia com o terapeuta, muitas vezes n&atilde;o identifica a invas&atilde;o de privacidade, a pouca intimidade, a burocracia e o espa&ccedil;o complexo da cl&iacute;nica em institui&ccedil;&otilde;es (PINHEIRO, &nbsp;2006). Al&eacute;m disto, outras interfer&ecirc;ncias associadas ao freq&uuml;ente abandono e interrup&ccedil;&atilde;o de tratamento por parte dos pacientes referem-se &agrave; possibilidade de que, quando estes pacientes retornam, muitas vezes o atendimento &eacute; feito por um profissional distinto de seus primeiros encontros. Neste sentido, ao inv&eacute;s de isolar estes elementos institucionais do campo cl&iacute;nico, Pinheiro (2006, p. 40) prop&otilde;e que estes fa&ccedil;am parte do campo transferencial. Desta forma, incluindo os v&iacute;nculos estabelecidos com a institui&ccedil;&atilde;o, tanto por parte do paciente como do analista, possibilitando, assim, a reflex&atilde;o sobre os diferentes elementos que comp&otilde;em a cl&iacute;nica institucional e que afetam n&atilde;o somente o paciente, mas todos os implicados no atendimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conhecimento sobre os diferentes preditores do abandono psicoter&aacute;pico &eacute; fundamental para o planejamento no campo cl&iacute;nico psicol&oacute;gico, possibilitando a identifica&ccedil;&atilde;o de falhas no tratamento, auxiliando na identifica&ccedil;&atilde;o de casos em risco de abandono e na preven&ccedil;&atilde;o de futuras desist&ecirc;ncias (SAMSTAG et al., 1998). Apesar de poucos trabalhos se dedicarem ao estudo e identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores associados ao abandono terap&ecirc;utico, a contribui&ccedil;&atilde;o dos resultados nesta &aacute;rea claramente aponta para a necessidade e import&acirc;ncia de investiga&ccedil;&otilde;es sobre o abandono, tanto para a pr&aacute;tica profissional, o ensino e treinamento e o atendimento ao paciente, como para quest&otilde;es mais amplas do desenvolvimento de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de mental. Partindo de trabalhos que procuravam identificar fatores espec&iacute;ficos associados ao abandono, gradualmente os estudos dirigiram a aten&ccedil;&atilde;o para delineamentos voltados para o processo terap&ecirc;utico e o estabelecimento da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica. Neste sentido, Piper e colaboradores (1999) consideram que a procura por vari&aacute;veis isoladas associadas ao abandono psicoterap&ecirc;utico n&atilde;o levou a resultados consistentes, visto que a complexidade dos processos envolvidos no trabalho terap&ecirc;utico exige delineamentos de investiga&ccedil;&atilde;o voltados para a intera&ccedil;&atilde;o entre essas diversas vari&aacute;veis, tais como a rela&ccedil;&atilde;o entre o terapeuta e o paciente, o desenvolvimento da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica, por exemplo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta abordagem investigativa baseada em delineamentos mais complexos reflete igualmente o movimento dos estudos em psicoterapia em geral. Conforme Russell e Orlinsky (1996), as pesquisas em psicoterapia voltaram-se, a partir da d&eacute;cada de 1990, para o estudo dos processos terap&ecirc;uticos e das inova&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas. Os resultados dos trabalhos j&aacute; permitem, principalmente, uma contribui&ccedil;&atilde;o importante tanto para o &acirc;mbito profissional como para o planejamento em sa&uacute;de mental e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este foco de pesquisas dirigido ao processo terap&ecirc;utico permitiu a identifica&ccedil;&atilde;o de diferentes situa&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas, tanto nas sess&otilde;es como nos tratamentos a longo prazo, indicando que caracter&iacute;sticas do terapeuta, do paciente e da intera&ccedil;&atilde;o entre eles s&atilde;o basicamente os fatores que distinguem os tratamentos eficientes. Especificamente, os estudos sobre os processos terap&ecirc;uticos apontaram que, al&eacute;m do diagn&oacute;stico cl&iacute;nico e r&oacute;tulo caracter&iacute;stico de uma patologia, a terapia deve sustentar-se em estrat&eacute;gias t&eacute;cnicas e processos relacionais que levem em conta as demandas do paciente<sup><a name="1"></a><a href="#1a">1</a></sup>. A contribui&ccedil;&atilde;o fundamental destes estudos se reflete na &aacute;rea cl&iacute;nica e principalmente no planejamento em sa&uacute;de e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto &agrave; efic&aacute;cia terap&ecirc;utica, a quest&atilde;o do abandono precoce dos tratamentos se constitui como um importante problema de sa&uacute;de que requer uma aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, no sentido do preparo profissional e do planejamento dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de em rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento de interven&ccedil;&otilde;es voltadas para os grupos vulner&aacute;veis. O custo emocional, econ&ocirc;mico e social de abandonos terap&ecirc;uticos na &aacute;rea da sa&uacute;de mental &eacute; alto e pode ser reduzido, se forem promovidas a&ccedil;&otilde;es nos servi&ccedil;os de acolhimento do paciente. Tamb&eacute;m, no treinamento profissional, &eacute; importante que o terapeuta esteja a par das caracter&iacute;sticas dos processos terap&ecirc;uticos associados ao maior abandono, a fim de que o desenvolvimento da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica leve em conta as especificidades de cada caso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Melo e Guimar&atilde;es (2005), s&atilde;o necess&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es que possam auxiliar a redu&ccedil;&atilde;o desta alta incid&ecirc;ncia de abandono de tratamento por meio de abordagem e a&ccedil;&otilde;es especiais, implementadas enquanto pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Neste sentido, Bueno e colaboradores (2001) mencionam algumas interven&ccedil;&otilde;es dirigidas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o do abandono precoce e igualmente a esfor&ccedil;os de regresso de pacientes faltosos. Estas medidas incluem o estabelecimento de contato com pacientes e familiares, quando do n&atilde;o comparecimento &agrave;s consultas; o preparo do paciente para o trabalho terap&ecirc;utico, incluindo informa&ccedil;&otilde;es sobre seu estado emocional e das caracter&iacute;sticas do processo terap&ecirc;utico; interven&ccedil;&otilde;es e sess&otilde;es espec&iacute;ficas identificando as cren&ccedil;as do paciente e distor&ccedil;&otilde;es sobre o processo; interven&ccedil;&otilde;es dirigidas aos pr&oacute;prios terapeutas procurando melhorar a t&eacute;cnica de trabalho. Finalmente, os autores destacam a necessidade de integra&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, nos casos de encaminhamentos para outras especialidades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em suma, o abandono terap&ecirc;utico se refere &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de interrup&ccedil;&atilde;o do processo terap&ecirc;utico que est&atilde;o associadas a diversos fatores, como caracter&iacute;sticas do paciente, do terapeuta, da t&eacute;cnica e do <i>setting</i> de trabalho, incluindo atendimentos realizados na cl&iacute;nica privada como em servi&ccedil;os de sa&uacute;de comunit&aacute;ria. Foi poss&iacute;vel reconhecer que este t&oacute;pico se constitui como uma quest&atilde;o importante para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica, considerando as conseq&uuml;&ecirc;ncias negativas da interrup&ccedil;&atilde;o dos tratamentos em sa&uacute;de mental nos &acirc;mbitos pessoais, sociais e econ&ocirc;micos, sendo importante o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas voltadas para esta tem&aacute;tica. Estas a&ccedil;&otilde;es incluem desde medidas circunscritas &agrave;s esferas t&eacute;cnicas do treinamento profissional e aprimoramento terap&ecirc;utico at&eacute; medidas nas &aacute;reas de pol&iacute;tica de sa&uacute;de. E, tamb&eacute;m, o reconhecimento da complexidade dos atendimentos cl&iacute;nicos em diferentes <i>settings</i> os quais, muitas vezes, utilizam-se de modelos terap&ecirc;uticos que n&atilde;o levam em conta as especificidades das demandas institucionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica teve a inten&ccedil;&atilde;o de reunir as principais contribui&ccedil;&otilde;es de trabalhos e pesquisas referentes ao tema abandono psicoter&aacute;pico, apresentando t&oacute;picos para novas investiga&ccedil;&otilde;es, planejamento e interven&ccedil;&otilde;es na cl&iacute;nica psicol&oacute;gica. Considera-se que em fun&ccedil;&atilde;o do alto n&uacute;mero de abandonos terap&ecirc;uticos, seria interessante que os locais que prestam atendimentos psicol&oacute;gicos, em especial, locais de forma&ccedil;&atilde;o e atendimentos comunit&aacute;rios, desenvolvam a&ccedil;&otilde;es voltadas para a preven&ccedil;&atilde;o do abandono, aproximando-se das demandas em sa&uacute;de mental. Tamb&eacute;m, &eacute; importante desenvolver estudos e pesquisas nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino, que contribuam para a forma&ccedil;&atilde;o do aluno de Psicologia e que ofere&ccedil;am um preparo integral para atendimentos direcionados &agrave;s necessidades do ser humano em cada contexto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BUENO, H. A.; CORDOBA, J. A.; ESCOLAR, P. A.; CARMONA, C. A.; RODRIGUEZ, G. C. et al. El abandono terap&eacute;utico. <b>Actas Espain Psiquiatr&iacute;a</b>, v. 29, n. 1, p. 33-40, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169025&pid=S1809-5267200800020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARVALHO, R. M. L. L.; TERZIS, A. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o atendida na cl&iacute;nica-escola do Instituto de Psicologia &ndash; PUC/Campinas. <b>Estudos de Psicologia</b>,v. 5, n. 1, p. 112-125, 1988.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CASTRO, P. F. Reflex&otilde;es em psicologia e ci&ecirc;ncia: uma an&aacute;lise da pesquisa aplicada &agrave; Psicologia Cl&iacute;nica.<b> Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica</b>,v. 1, n. 1, p. 3-13, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169027&pid=S1809-5267200800020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CEITLIN, L. H. F.; CORDIOLI, A. V. O in&iacute;cio da psicoterapia. In: CORDIOLLI, A. V. (Org.).<b>Psicoterapias</b>: abordagens atuais. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas, 1998, p. 99-108.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169028&pid=S1809-5267200800020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CHILELLI, K. B.; EN&Eacute;AS, M. L. E. Desist&ecirc;ncia em psicoterapia breve: pesquisa documental e da opini&atilde;o do paciente.<b> Boletim de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica de Psicologia</b>,v. 1, n. 1, p. 47-52, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169029&pid=S1809-5267200800020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FASSINO, S.; PIER&Ograve;, A.; ROVERA, G. G. Dropout from brief psychotherapy in anorexia nervosa.<b>Psychotherapy Psychosomatic</b>, v. 71, n. 4 , p. 200-206, 2002a.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169030&pid=S1809-5267200800020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FASSINO, S.; ABBATE-DAGA, G.; PIER&Ograve;, A.; LEOMBRUNI, P.; ROVERA, G. G. Dropout from brief psychotherapy within a combination treatment in bulimia nervosa: role of personality and anger.<b>Psychotherapy Psychosomatic</b>, v. 72, n. 4, p. 203-210, 2003b.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169031&pid=S1809-5267200800020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FETTER, I. C. S. Contrato terap&ecirc;utico: sua import&acirc;ncia e vicissitudes. <b>Revista Brasileira de Psicoterapia</b>, v. 2, n. 1, p. 301&ndash;306, 2000.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FIGUEIREDO, M. C. E.; SCHVINGER, A. A. Estrat&eacute;gias de atendimento psicol&oacute;gico-institucional a uma popula&ccedil;&atilde;o carente. <b>Arquivos Brasileiros de Psicologia</b>, v. 33, n. 1, p. 46-57, 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169033&pid=S1809-5267200800020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GINARTE, A. Y. La adherencia terap&eacute;utica. <b>Revista Cubana Medicina General&nbsp; Integrada</b>, v. 1 7, n. 5, p. 502-505, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169034&pid=S1809-5267200800020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOLDENBERG, V. Ranking the correlates of psychotherapy duration<b>. Administration and Policy in Mental Health</b>, v. 29, n. 3, p. 201-214, 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169035&pid=S1809-5267200800020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HIRDES, A.; KANTORSKI, L. P. A fam&iacute;lia como um recurso central no processo de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial<i>. </i><b>Revista Enfermagem UERJ</b>, v. 13, n. 2, p. 160-166, 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169036&pid=S1809-5267200800020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HUMMELEN, B.; WILBERG, T.; KARTERUD, S. Interviews of female patients with borderline personality disorder who dropped out of group psychotherapy. <b>International Journal of Group Psychotherapy</b>, v. 57, n. 1, p. 67-91, 2007.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169037&pid=S1809-5267200800020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HYNAN, D. J. Clients reasons and experiences in treatment that influence termination of psychoterapy. <b>Journal Clinical Psychology</b>, v. 46, n. 6, p. 891-895, 1990.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169038&pid=S1809-5267200800020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ISSAKIDIS, C.; ANDREWS, G. Pretreatment attrition and dropout in an outpatient clinic for anxiety disorders. <b>Acta Psychiatrica Scandinavica</b>, v. 109, n. 6, p. 426-433, 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169039&pid=S1809-5267200800020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LEICHSENRING, F.; HILLER, W.; WEISSBERG, M.; LEIBIN, E. Cognitive-behavioral therapy and psychodynamic psychotherapy: techniques, efficacy, and indications. <b>American Journal of Psychotherapy</b>, v. 60, n. 3, p. 233-259, 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169040&pid=S1809-5267200800020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LHULLIER, A. C. <b>Abandono de tratamento em psicoterapias realizadas numa cl&iacute;nica-escola</b>. 2002. 183p. Tese (Doutorado em Psicologia) &minus; Faculdade de Psicologia, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil, 2002.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______; NUNES, M. L. T.; ANTOCHEVIS, A. F.; PORTO, A. M.; FIGUEIREDO, D. Mudan&ccedil;a de terapeuta e abandono da psicoterapia em uma cl&iacute;nica-escola. <b>Aletheia</b>, v. 11, s/n, p. 7-11, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169042&pid=S1809-5267200800020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______; NUNES, M. L. T. Uma alian&ccedil;a que se rompe. <b>Psicologia Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o &ndash;Di&aacute;logos</b>,v. 1, s/n, p. 43-49, 2004.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______; LESSA, H. Preditores de abandono de psicoterapia em pacientes de cl&iacute;nica-escola. In: SILVARES, E. F. M. (Org.). <b>Atendimento Psicol&oacute;gico em Cl&iacute;nicas-escola. Campinas: Al&iacute;nea, 2006. p. 227-246.</b></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169044&pid=S1809-5267200800020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LIBERMANN, Z. O paciente de dif&iacute;cil acesso em tratamento de orienta&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica. <b>Revista Psiqui&aacute;trica do Rio Grande do Sul</b>, v. 16, n. 2, p. 103-106, 1994.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169045&pid=S1809-5267200800020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MASI, M. V.; MILLER, R. B.; OLSON, M. M. Differences in dropout rates among individual, couple, and family therapy clients.<b> Contemporary Family Therapy</b>, v. 13, n. 1, p. 63-75, 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169046&pid=S1809-5267200800020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MCFARLAND, B. R.; KLEIN, D. N. Mental health service use by patients with dysthymic disorder: treatment use and dropout in a 7 1/2-year naturalistic follow-up study.<b> Comprehensive Psychiatry</b>, v. 46, n. 4, p. 246&ndash; 253, 2005.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MELO, A. P. S.; GUIMAR&Atilde;ES, M. D. C. Factors associated with psychiatric treatment dropout in a mental health reference center. <b>Revista Brasileira Psiquiatria</b>, v. 27, n. 2, p. 113-118, 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169048&pid=S1809-5267200800020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NEZIROGLU, F.; HENRICKSE, N. J.; YARYURA-TOBIAS, J. A. Psychotherapy of obsessive-compulsive disorder and spectrum: established facts and advances. <b>Psychiatric Clinics of North America</b>, 1995-2005,v. 29, n. 2, p. 585-604, 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169049&pid=S1809-5267200800020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NICHOLS, K.; PEKARIK, G. <b>Client vs. therapist perceptions of psychotherapy dropout and outcome</b>. Trabalho apresentado ao Annual Meeting of the Midwestern Psychological Association. v. 64, n. 1, p. 1-26, 1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169050&pid=S1809-5267200800020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PINHEIRO, N. N. B. Palco p&uacute;blico de dramas privados: a cl&iacute;nica psicanal&iacute;tica nos ambulat&oacute;rios institucionais. <b>Psicologia(USP)</b>,v. 12, n. 2, p. 49-71, 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169051&pid=S1809-5267200800020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. Visibilidade, transitoriedade e complexidade: a cl&iacute;nica psicanal&iacute;tica no ambulat&oacute;rio hospitalar. <b>Reverso</b>, v. 28, n. 53, p. 33-42, 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169052&pid=S1809-5267200800020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PINHEIRO, S. D. <b>V&iacute;nculo e abandono em psicoterapia psicanal&iacute;tica</b>. 2002. 153f. Tese (Doutorado em Psicologia) &ndash; Curso de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil, 2002.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PIPER, W. E.; OGRODNICZUK, J. S.; JOYCE, A. S.; MCCALLUM, M. Prediction of dropping out in time-limited, interpretive individual psychotherapy. <b>Psychotherapy</b>, v. 36, s/n , p. 114-122, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169054&pid=S1809-5267200800020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RENK, K.; DINGER, T. M. Reasons for therapy termination in a university psychology clinic. <b>Journal of Clinical Psychology</b>, v. 58, n. 9, p. 1173-1181, 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169055&pid=S1809-5267200800020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROMARO, R. A. O sentimento de exclus&atilde;o social em personalidade <i>borderline</i> e o manejo da contratransfer&ecirc;ncia. <b>Mudan&ccedil;as</b>, v. 10, n. 1, p. 65-71, 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169056&pid=S1809-5267200800020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">_________; CAPIT&Atilde;O, C. G. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da clientela da cl&iacute;nica-escola de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Francisco. <b>Psicologia Teoria e Pr&aacute;tica</b>,v. 5,n. 1, p. 111-121, 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169057&pid=S1809-5267200800020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RUSSEL, R. L.; ORLINSKY, D. E. Psychotherapy research in historical perspective: implications for mental health care policy. <b>Archives of General Psychiatry</b>, v. 53, n. 8, p. 708-715, 1996.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169058&pid=S1809-5267200800020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SAMSTAG, L. W.; BATCHELDER, ST. J.; MURAN, C.; SAFRAN, J. D.; WINSTON, A. Early identification of treatment failures in short-term psychotherapy. <b>Journal Psychotherapy Practice Research</b>, v. 7, n. 7, p. 126-143, 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169059&pid=S1809-5267200800020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SANTOS, A. L. M.; VILHENA, J. Cl&iacute;nica em comunidades: um desafio contempor&acirc;neo. <b>Revista Tempo Psicanal&iacute;tico</b>, v. 32, p. 9-35, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169060&pid=S1809-5267200800020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VALLE, E. A.; VIEGAS, E. C.; CASTRO, C. A. C.; TOLEDO JR. A ades&atilde;o ao tratamento. <b>Revista Brasileira Cl&iacute;nica</b>, v. 26, n. 3, p. 83-86, 2000.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169061&pid=S1809-5267200800020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VARGAS, F.; NUNES, M. L. T. Raz&otilde;es Expressas para o abandono de tratamento psicoter&aacute;pico. <b>Aletheia</b>, v. 18, s/n, p. 155-158, 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169062&pid=S1809-5267200800020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VONK, M. E.; THYER, B. A. Evaluating the effectiveness of short-term treatment at a university counseling center. <b>Journal of Clinical Psychology</b>, v. 55, n. 9, p. 1095-1106, 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169063&pid=S1809-5267200800020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">WALITZER, K. S.; DERMEN, K. H.; CONNORS, G. J. Strategies for preparing clients for treatment. 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