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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conflitos conjugais e seus efeitos sobre o comportamento de crianças: uma revisão teórica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Marital conflict and its effects on children’s behavior: a theoretical review]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Marital conflicts have been largely investigated in research, especially because of its impact on child development. Based on a literature review, this article aims to present some reflections about marital conflicts and its possible associations with children’s behavior, particularly through parental practices. Emphasis is made on a systemic view of causality between marital conflict and child behavior, which offers a better comprehension of the family functioning. This perspective also allows us to enlarge the analysis scope beyond linear correlations between both variables.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Conflitos    conjugais e seus efeitos sobre o comportamento de crian&ccedil;as: uma revis&atilde;o    te&oacute;rica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Marital conflict    and its effects on children&#8217;s behavior: a theoretical review</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Carolina    Villares Barral Villas Boas<sup>I</sup>; Maria Auxiliadora Dessen<sup>II</sup>;    L&iacute;gia Ebner Melchiori<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Doutoranda    -Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Processos de Desenvolvimento    Humano e Sa&uacute;de da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). Bras&iacute;lia.    Distrito Federal. Brasil    <br>   <sup>II</sup>Docente -Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). Bras&iacute;lia.    Distrito Federal. Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Docente -Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.    (UNESP). São Paulo.Brasil</font></p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#end">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></font>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noShade size=1>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os conflitos conjugais    t&ecirc;m sido amplamente investigados em pesquisas, especialmente por seu impacto    no desenvolvimento dos filhos. Tendo como base uma revis&atilde;o da literatura,    este artigo tem por objetivo apresentar algumas reflex&otilde;es sobre os conflitos    nas rela&ccedil;&otilde;es conjugais e seus efeitos sobre o comportamento das    crian&ccedil;as, particularmente, por meio das pr&aacute;ticas parentais. &Ecirc;nfase    &eacute; dada &agrave; perspectiva de causalidade sist&ecirc;mica entre o conflito    conjugal e o desenvolvimento infantil, por possibilitar uma melhor compreens&atilde;o    da din&acirc;mica familiar e permitir uma amplia&ccedil;&atilde;o do escopo    de an&aacute;lise para al&eacute;m das correla&ccedil;&otilde;es lineares entre    ambas as vari&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    fam&iacute;lia; conflito conjugal; desenvolvimento infantil.</font></p> <hr noShade size=1>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Marital conflicts    have been largely investigated in research, especially because of its impact    on child development. Based on a literature review, this article aims to present    some reflections about marital conflicts and its possible associations with    children&#8217;s behavior, particularly through parental practices. Emphasis    is made on a systemic view of causality between marital conflict and child behavior,    which offers a better comprehension of the family functioning. This perspective    also allows us to enlarge the analysis scope beyond linear correlations between    both variables.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    family; marital conflict; child development.</font></p> <hr noShade size=1>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A fam&iacute;lia    consiste em um sistema hierarquicamente organizado, composto por diversos subsistemas    que afetam e s&atilde;o afetados pelos eventos que ocorrem em outros subsistemas    e por rela&ccedil;&otilde;es interdependentes e bidirecionais (COX; PALEY, 1997;    DESSEN; BRAZ, 2005a; KREPPNER, 2000). As pesquisas sobre rela&ccedil;&otilde;es    familiares come&ccedil;aram a enfatizar a import&acirc;ncia de se estudar as    inter-rela&ccedil;&otilde;es entre as rela&ccedil;&otilde;es conjugais e parentais    j&aacute; na d&eacute;cada de 80 (BELSKY, 1981; BIGRAS; PAQUETTE, 2000; DESSEN;    BRAZ, 2005b; EREL; BURMAN, 1995; MOSMANN; WAGNER, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os conflitos nas    rela&ccedil;&otilde;es conjugais t&ecirc;m sido amplamente abordados na literatura,    principalmente em estudos internacionais que investigam suas implica&ccedil;&otilde;es    para o desenvolvimento infantil (ver, por exemplo, CUMMINGS; DAVIES, 2002; GRYCH,    2005; GRYCH; FINCHAM, 1990; KATZ; GOTTMAN, 1993; MCCOY; CUMMINGS; DAVIES, 2009).    As evid&ecirc;ncias de que os conflitos nas rela&ccedil;&otilde;es conjugais    provocam uma s&eacute;rie de preju&iacute;zos para o desenvolvimento da crian&ccedil;a    tem levado os pesquisadores a investigar quais s&atilde;o os processos respons&aacute;veis    pela associa&ccedil;&atilde;o entre essas duas vari&aacute;veis (DAVIES; CUMMINGS,    1994; LEIDY et al., 2009; STOCKER et al., 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando que    a maioria das fam&iacute;lias, em algum momento de suas trajet&oacute;rias,    vivencia situa&ccedil;&otilde;es conflituosas, seja nas rela&ccedil;&otilde;es    conjugais, parentais ou entre irm&atilde;os (TURNER; WEST, 1998), este artigo    tem por objetivo apresentar algumas reflex&otilde;es sobre os conflitos nas    rela&ccedil;&otilde;es conjugais e seus efeitos sobre o comportamento dos filhos,    durante a inf&acirc;ncia. O estudo baseou-se em uma revis&atilde;o da literatura    constante das bases de dados PsycInfo, Scielo e Lilacs e em outros textos de    autores nacionais e internacionais publicados na &aacute;rea. A primeira se&ccedil;&atilde;o    apresenta uma breve exposi&ccedil;&atilde;o dos conflitos nas rela&ccedil;&otilde;es    familiares e conjugais, seguida pela descri&ccedil;&atilde;o de estudos sobre    os seus efeitos no comportamento dos filhos. A segunda parte &eacute; dedicada    &agrave; discuss&atilde;o de quest&otilde;es relativas aos mecanismos respons&aacute;veis    pela associa&ccedil;&atilde;o entre o conflito conjugal e o comportamento das    crian&ccedil;as. &Ecirc;nfase &eacute; dada &agrave; rela&ccedil;&atilde;o parental,    destacada como um fator que pode atuar na media&ccedil;&atilde;o entre ambas    as vari&aacute;veis. Na &uacute;ltima se&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o feitas    algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre a import&acirc;ncia de se estudar    o conflito conjugal e seus poss&iacute;veis efeitos na din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es    familiares, ampliando o foco de an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas    para as rela&ccedil;&otilde;es entre todos os membros da fam&iacute;lia. A ado&ccedil;&atilde;o    de uma perspectiva de causalidade sist&ecirc;mica &eacute; sugerida visando    uma melhor compreens&atilde;o das inter-rela&ccedil;&otilde;es entre o conflito    conjugal e o comportamento dos filhos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conflitos nas    rela&ccedil;&otilde;es conjugais e seus efeitos sobre os filhos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os conflitos constituem    um aspecto central dos relacionamentos &iacute;ntimos, particularmente das rela&ccedil;&otilde;es    familiares, uma vez que o alto n&iacute;vel de interdepend&ecirc;ncia entre    os seus membros favorece o surgimento e a manuten&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es    conflituosas (TURNER; WEST, 1998). Eles s&atilde;o comuns dentro do casamento,    cujo contexto &eacute; permeado por um constante confronto entre a individualidade    dos c&ocirc;njuges e a conjugalidade do casal (F&Eacute;RES-CARNEIRO, 1998).    Quando os conflitos s&atilde;o definidos como qualquer disputa, discord&acirc;ncia    ou express&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es negativas diante de quest&otilde;es    cotidianas ou problemas do dia-a-dia que caracterizam a vida conjugal, eles    se tornam particularmente freq&uuml;entes dentro do casamento (CUMMINGS; DAVIES,    2002).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Turner e West    (1998), o conflito refere-se a um processo em que os membros da fam&iacute;lia    percebem uma discord&acirc;ncia a respeito de objetivos, regras, pap&eacute;is,    cultura ou padr&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o. De acordo com Peterson    (1983, apud HEAVEY; SHENK; CHRISTENSEN, 1994), essa discord&acirc;ncia entre    os indiv&iacute;duos &eacute; definida como conflito aberto, que, por sua vez,    difere do conflito estrutural de interesse, que reflete uma incompatibilidade    nos objetivos de duas pessoas sem, contudo, ser expl&iacute;cito. Segundo Kline    et al. (2006), a maioria dos estudos sobre conflitos conjugais tem investigado    o conflito aberto, expresso nos desacordos e em agress&otilde;es verbais, que    s&atilde;o mais facilmente medidos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conflito pode    ser definido de diversas maneiras e, portanto, n&atilde;o h&aacute; consenso    entre os pesquisadores quanto a uma &uacute;nica defini&ccedil;&atilde;o do    termo. Trata-se de uma vari&aacute;vel complexa, com uma s&eacute;rie de medidas    e construtos que s&atilde;o usados para avali&aacute;-la (KLINE et al. 2006;    PAWLAK; KLEIN, 1997). Os conflitos podem variar em frequ&ecirc;ncia, intensidade,    conte&uacute;do, grau de resolu&ccedil;&atilde;o e serem abertos ou encobertos    (GRYCH; FINCHAM, 1990). Al&eacute;m disso, eles mudam ao longo do tempo, na    medida em que as fam&iacute;lias passam por diferentes fases do seu desenvolvimento    no curso de vida familiar (TURNER; WEST, 1998). Nesse contexto, s&atilde;o diversas    as causas associadas aos conflitos nas rela&ccedil;&otilde;es conjugais, dentre    as quais, as disputas de poder, transi&ccedil;&otilde;es inerentes ao desenvolvimento    familiar, a presen&ccedil;a de filhos, quest&otilde;es financeiras, divis&atilde;o    de responsabilidades, relacionamentos extraconjugais, diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero,    discord&acirc;ncias quanto &agrave; educa&ccedil;&atilde;o dos filhos e caracter&iacute;sticas    pessoais dos c&ocirc;njuges, como temperamento, hist&oacute;ria de vida e a    presen&ccedil;a de psicopatologias (BIGRAS; PAQUETTE, 2000; GOTTMAN; SILVER,    2000; HEAVEY; SHENK; CHRISTENSEN, 1994; EMERY; TUER, 1993; PAWLAK; KLEIN, 1997;    TURNER; WEST, 1998).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os conflitos conjugais    tendem a afetar negativamente todo o funcionamento familiar e demais subsistemas,    incluindo as rela&ccedil;&otilde;es parentais (EREL; BURMAN, 1995), al&eacute;m    de estarem associados a problemas de comportamento dos filhos (EMERY, 1982).    Em um estudo realizado com o objetivo de descrever aspectos da qualidade das    rela&ccedil;&otilde;es conjugais e parentais de 14 fam&iacute;lias brasileiras,    Braz, Dessen e Silva (2005) verificaram que, em situa&ccedil;&otilde;es de conflito,    os casais de classe m&eacute;dia relataram empregar mais frequentemente estrat&eacute;gias    negativas, tais como discutir de forma exaltada, gritar, reclamar, demonstrar    afeto negativo e deixar de conversar com o parceiro. Segundo Gottman e Silver    (2000), enquanto alguns casais evitam os desentendimentos, outros brigam e h&aacute;,    ainda, aqueles que conseguem discutir seus problemas e chegar a um acordo sem    alterar o tom de voz.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A literatura tem    sugerido que existe um padr&atilde;o de demanda/retraimento durante situa&ccedil;&otilde;es    de conflito, segundo o qual as mulheres assumem mais o papel de resolver os    problemas nas disputas maritais, enquanto os homens mostram-se emocionalmente    distantes e tendem a assumir uma postura de sil&ecirc;ncio (CHRISTENSEN; HEAVEY,    1990; GOTTMAN; SILVER, 2000). Entretanto, o estudo de Papp, Kouros e Cummings    (2009) aponta para resultados contr&aacute;rios, indicando que esse padr&atilde;o    de demanda/retraimento pode ocorrer de maneira equilibrada entre os c&ocirc;njuges,    com cada um assumindo ambos os comportamentos com frequ&ecirc;ncias semelhantes.    A pesquisa desses autores mostrou, ainda, que quem inicia o conflito tem mais    chance de assumir o papel de demanda, na tentativa de defender seus interesses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Heavey,    Shenk e Christensen (1994), poucos casais conseguem encontrar solu&ccedil;&otilde;es    satisfat&oacute;rias para lidar com situa&ccedil;&otilde;es conflituosas e os    conflitos mal resolvidos geram frustra&ccedil;&atilde;o e raiva, criando um    ciclo em que a disc&oacute;rdia se torna cada vez mais freq&uuml;ente e hostil.    Desta forma, muitos casais, incapazes de romper com esse ciclo, come&ccedil;am    a considerar a possibilidade da separa&ccedil;&atilde;o, o que, por sua vez,    n&atilde;o significa o fim dos conflitos. As separa&ccedil;&otilde;es ocorrem,    principalmente, em virtude do desejo manifesto das mulheres de se separarem    do seu c&ocirc;njuge (F&Eacute;RES-CARNEIRO, 1998; 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora todas as    uni&otilde;es matrimoniais sejam caracterizadas por algum grau de conflito,    os conflitos n&atilde;o envolvem apenas emo&ccedil;&otilde;es negativas; pelo    contr&aacute;rio, podem envolver tamb&eacute;m aspectos positivos (MOSMANN;    WAGNER, 2008). Em outras palavras, os conflitos podem ser destrutivos ou construtivos    conforme o manejo dos indiv&iacute;duos, e, enquanto alguns podem resultar em    insatisfa&ccedil;&atilde;o e infelicidade, outros podem levar ao estreitamento    das rela&ccedil;&otilde;es entre os membros da fam&iacute;lia (TURNER; WEST,    1998).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estrat&eacute;gias    consideradas construtivas envolvem a resolu&ccedil;&atilde;o do conflito ou    qualquer tentativa do casal nessa dire&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es    de apoio e afei&ccedil;&atilde;o, pedidos de desculpas e explica&ccedil;&otilde;es    aos filhos sobre os problemas dos pais. Por outro lado, s&atilde;o consideradas    estrat&eacute;gias destrutivas aquelas que envolvem agress&atilde;o ou viol&ecirc;ncia    f&iacute;sica, isolamento, submiss&atilde;o, agress&atilde;o ou hostilidade    verbal, persegui&ccedil;&atilde;o, amea&ccedil;as &agrave; uni&atilde;o da fam&iacute;lia    e exposi&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as aos conflitos (DAVIES et al.,    1999; GOEKE-MOREY et al., 2003). Os pesquisadores t&ecirc;m feito distin&ccedil;&atilde;o    entre os comportamentos construtivos e destrutivos apresentados pelos c&ocirc;njuges    em situa&ccedil;&atilde;o de conflito com base em suas consequ&ecirc;ncias para    as crian&ccedil;as (DAVIES et al., 1999; GOEKE-MOREY et al., 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Discuss&otilde;es    calmas, com demonstra&ccedil;&otilde;es de apoio e de atitudes que favore&ccedil;am    a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas, n&atilde;o geram rea&ccedil;&otilde;es    negativas nos filhos, sugerindo que a exposi&ccedil;&atilde;o a conflitos menos    intensos, ainda que frequentes, n&atilde;o parece prejudicial (DAVIES; CUMMINGS,    1994; EASTERBROOKS; CUMMINGS; EMDE, 1994). A exposi&ccedil;&atilde;o a alguns    tipos de conflito pode at&eacute; servir de modelo para o desenvolvimento de    habilidades de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas ou estrat&eacute;gias de    enfrentamento nos filhos (GRYCH; FINCHAM, 1990). No entanto, a maioria dos filhos    de casais violentos acaba por presenciar epis&oacute;dios agressivos dos pais,    que, por sua vez, est&atilde;o mais intimamente relacionados a problemas de    comportamento nos filhos (BRANCALHONE; FOGO; WILLIAMS, 2004). A este respeito,    Grych e Fincham (1990) constataram que a exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es    conflituosas frequentes e intensas, envolvendo agress&atilde;o f&iacute;sica,    acarreta mais sofrimento para a crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Evid&ecirc;ncias    na literatura sugerem que os conflitos nas rela&ccedil;&otilde;es conjugais    podem gerar preju&iacute;zos para os filhos, quer direta ou indiretamente (DAVIES;    CUMMINGS, 1994; GRYCH, 2005; KELLER; CUMMINGS; PETERSON, 2009). Quando o casal    atinge um est&aacute;gio em que suas intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o marcadas,    essencialmente, pela hostilidade e esc&aacute;rnio, as brigas se tornam frequentes    e intensas e s&atilde;o mais facilmente percebidas pelas crian&ccedil;as, levando-as    a se comportarem de diferentes maneiras (KATZ; GOTTMAN, 1993). Crian&ccedil;as    expostas a altos n&iacute;veis de conflito est&atilde;o mais propensas a desenvolverem    uma s&eacute;rie de problemas emocionais e de comportamento durante a inf&acirc;ncia,    entre os quais, baixa auto-estima (PAWLAK; KLEIN, 1997), pobre intera&ccedil;&atilde;o    com pares (GOTTMAN; KATZ, 1989), depress&atilde;o e problemas de sa&uacute;de    (NICOLOTTI; EL-SHEIK; WHISTON, 2003), dist&uacute;rbios de sono (EL-SHEIK et    al., 2006) e problemas de comportamento exteriorizado e interiorizado (NICOLOTTI;    EL-SHEIK; WHISTON, 2003; KATZ; GOTTMAN, 1993; KELLER; CUMMINGS; PETERSON, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em um amplo estudo    longitudinal publicado recentemente, Feldman, Masalha e Derdikman-Eiron (2010)    investigaram modos de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos como vari&aacute;veis    preditoras do comportamento agressivo, em tr&ecirc;s subsistemas (parental,    conjugal e entre pares) do ambiente social de 141 crian&ccedil;as israelenses    e palestinas. Os autores empregaram um delineamento multimetodol&oacute;gico    que envolveu medidas de auto-relato e de observa&ccedil;&atilde;o. Os resultados    mostraram que a habilidade das crian&ccedil;as para resolver conflitos &eacute;    aprendida em casa por meio da participa&ccedil;&atilde;o e da observa&ccedil;&atilde;o    de situa&ccedil;&otilde;es de conflito na fam&iacute;lia e que a agress&atilde;o    das crian&ccedil;as frequentemente resulta da experi&ecirc;ncia de conflitos    mal resolvidos. No que concerne &agrave; rela&ccedil;&atilde;o conjugal, duas    dimens&otilde;es foram consideradas de risco: a hostilidade entre o casal parental    e a tentativa de um c&ocirc;njuge minar o comportamento do outro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As diferentes estrat&eacute;gias    de resolu&ccedil;&atilde;o de conflito empregadas pelos pais podem tamb&eacute;m    predizer os diferentes padr&otilde;es de comportamento apresentados pelas crian&ccedil;as    em longo prazo (KATZ; GOTTMAN, 1993). Esses autores realizaram um estudo longitudinal    com 56 fam&iacute;lias de crian&ccedil;as entre quatro e cinco anos, e investigaram    a rela&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o dos casais e seu estilo    de comunica&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de conflito, e o comportamento    dos filhos, avaliado tr&ecirc;s anos depois. Eles verificaram que, quando os    casais s&atilde;o hostis, os filhos tendem a apresentar comportamento anti-social;    por outro lado, quando os pais se mant&ecirc;m emocionalmente distantes durante    as brigas, h&aacute; ind&iacute;cios de sinais de ansiedade e de retraimento    social nas crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As crian&ccedil;as    tamb&eacute;m agem de diferentes maneiras em fun&ccedil;&atilde;o de aspectos    como o conte&uacute;do do conflito, se relacionado ao filho ou aos genitores,    e de quem iniciou a situa&ccedil;&atilde;o, se a m&atilde;e ou o pai (SHELTON    et al., 2006). Esses autores desenvolveram uma pesquisa para investigar diferen&ccedil;as    nas estrat&eacute;gias de enfrentamento empregadas por crian&ccedil;as de doze    e treze anos em fun&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do do conflito e da maneira    como pais e m&atilde;es se expressam nessas situa&ccedil;&otilde;es. Os resultados    mostraram que os filhos s&atilde;o mais propensos a interferir no conflito quando    as discuss&otilde;es s&atilde;o relacionadas a eles ou envolvem agress&atilde;o    f&iacute;sica entre os pais. Neste caso, as pr&oacute;prias crian&ccedil;as    podem se tornar tamb&eacute;m alvo da hostilidade parental, o que agrava ainda    mais a situa&ccedil;&atilde;o. No entanto, diante de epis&oacute;dios que n&atilde;o    envolvem agress&atilde;o, os filhos podem reagir tanto evitando quanto interferindo    na situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em outra pesquisa    que envolveu 89 crian&ccedil;as com idades entre oito e onze anos, Nicolotti,    El-Sheik e Whiston (2003) buscaram verificar se as estrat&eacute;gias de enfrentamento    usadas pelos filhos funcionariam como preditores, moderadores ou mediadores    da rela&ccedil;&atilde;o entre os conflitos conjugais e a ocorr&ecirc;ncia de    problemas de comportamento interiorizado, exteriorizado e de sa&uacute;de. Neste    estudo, os autores avaliaram os conflitos conjugais e o comportamento dos filhos,    tanto por meio do relato dos pais quanto com base na avalia&ccedil;&atilde;o    das pr&oacute;prias crian&ccedil;as, que indicaram, ap&oacute;s presenciar a    simula&ccedil;&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o de conflito, como lidam    com o conflito entre seus pais. Os resultados indicaram que o fato de as crian&ccedil;as    lidarem de modo ativo com a situa&ccedil;&atilde;o funciona como prote&ccedil;&atilde;o    contra sintomas de depress&atilde;o e baixa auto-estima em meninas, e contra    problemas de sa&uacute;de, tanto em meninos como em meninas. Por outro lado,    diante de altos n&iacute;veis de conflito marital, as estrat&eacute;gias usadas    pelas crian&ccedil;as para evitar a situa&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;ram    fator de vulnerabilidade para a manifesta&ccedil;&atilde;o de problemas de comportamento    exteriorizado, interiorizado e de auto-estima.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os sentimentos    dos filhos diante de situa&ccedil;&otilde;es de conflito tamb&eacute;m dependem    de como os pais se comportam diante dos problemas. Cummings et al. (2002) avaliaram    o relato de 51 casais sobre como agiam em situa&ccedil;&otilde;es de conflito    e quais as rea&ccedil;&otilde;es de suas crian&ccedil;as de quatro a onze anos    de idade. Para a coleta de dados, os pesquisadores utilizaram di&aacute;rios    nos quais pais e m&atilde;es registraram, em casa, situa&ccedil;&otilde;es de    conflito entre o casal e como percebiam as rea&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as.    Os filhos se sentiam mais inseguros quando os pais demonstravam medo durante    os conflitos, e o g&ecirc;nero do c&ocirc;njuge tamb&eacute;m interferiu no    modo como os filhos interpretavam seus sentimentos. As crian&ccedil;as demonstraram    mais inseguran&ccedil;a diante de express&otilde;es de raiva por parte dos pais    e de tristeza por parte das m&atilde;es. A tristeza da m&atilde;e pode significar    que os problemas n&atilde;o ser&atilde;o solucionados, j&aacute; que a mulher    &eacute; quem mais se engaja na resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas, como    afirmam Gottman e Silver (2000). Por outro lado, os homens expressam raiva mais    intensamente ou de maneira mais amea&ccedil;adora, devido &agrave;s suas caracter&iacute;sticas    f&iacute;sicas, o que pode gerar mais inseguran&ccedil;a nas crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas pesquisas    mostram que meninos e meninas parecem responder diferentemente diante dos conflitos    entre seus pais (GRYCH; HAROLD; MILES, 2003; SHELTON et al., 2006), ainda que    os dados sejam controversos. Segundo Grych, Harold e Miles (2003), embora tanto    meninos quanto meninas sintam-se amea&ccedil;ados pelas brigas, os meninos tendem    a agir no sentido de controlar a situa&ccedil;&atilde;o. No entanto, os resultados    de Shelton et al. (2006) sugerem o contr&aacute;rio, indicando que as meninas    s&atilde;o mais propensas a intervir no conflito. Por outro lado, Stocker et    al. (2003) n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero quanto &agrave;s    rea&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as, e Ablow et al. (2009) n&atilde;o    verificaram diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero na maneira como as crian&ccedil;as    percebem os conflitos conjugais, denotando que a literatura ainda n&atilde;o    &eacute; conclusiva a respeito. Isto indica a necessidade de mais pesquisas    sobre quest&otilde;es de g&ecirc;nero, bem como de estudos de meta-an&aacute;lise    sobre as rea&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as diante de conflitos conjugais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em s&iacute;ntese,    apesar de os conflitos conjugais n&atilde;o serem considerados bons ou ruins    a priori (HEAVEY; SHENK; CHRISTENSEN, 1994), a maneira como eles s&atilde;o    resolvidos pelo casal, no seu dia-a-dia, denota a sua funcionalidade ou n&atilde;o    para o casamento e para as rela&ccedil;&otilde;es familiares como um todo, al&eacute;m    de fornecer ind&iacute;cios sobre o quanto a crian&ccedil;a &eacute; afetada    por eles (COX; PALEY, 1997). Como afirma F&eacute;res-Carneiro (1998), o mais    importante para o desenvolvimento dos filhos n&atilde;o &eacute; o fato de os    pais estarem casados ou separados, mas a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o    entre os (ex-)c&ocirc;njuges e entre estes e seus filhos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, o uso    de estrat&eacute;gias adequadas na resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos conjugais    constitui um fator preponderante para a satisfa&ccedil;&atilde;o dos c&ocirc;njuges,    para a manuten&ccedil;&atilde;o de uni&otilde;es duradouras e de rela&ccedil;&otilde;es    familiares est&aacute;veis e para a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es parentais    (NORGREN et al., 2004). Apesar de a literatura n&atilde;o ser conclusiva a respeito    dos efeitos do conflito conjugal, h&aacute; consenso entre os pesquisadores    de que os conflitos podem ocasionar diversos preju&iacute;zos para o desenvolvimento    infantil em fun&ccedil;&atilde;o de algumas de suas caracter&iacute;sticas e    do modo como s&atilde;o enfrentados, os quais provocam diferentes rea&ccedil;&otilde;es    nas crian&ccedil;as. Considerando que as rea&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as    variam em fun&ccedil;&atilde;o do comportamento apresentado pelos pais, torna-se    imprescind&iacute;vel a identifica&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias empregadas    pelos casais para lidar com os conflitos e dos mecanismos respons&aacute;veis    pelos efeitos provocados nos filhos, isto &eacute;, como as crian&ccedil;as    s&atilde;o afetadas por eles.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Associa&ccedil;&atilde;o    entre conflito conjugal e comportamento infantil: media&ccedil;&atilde;o direta    e indireta</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; diferentes    hip&oacute;teses na literatura sobre como as rela&ccedil;&otilde;es conjugais    geram preju&iacute;zos para os filhos, e os pesquisadores sugerem uma rela&ccedil;&atilde;o    tanto direta quanto indireta entre o conflito conjugal e o comportamento infantil    (ABLOW et al., 2009; EMERY; FINCHAM; CUMMINGS, 1992; GRYCH; FINCHAM, 1990; BUEHLER;    GERARD, 2002). A hip&oacute;tese de que existe uma rela&ccedil;&atilde;o direta    ap&oacute;ia-se na id&eacute;ia de que, dada a import&acirc;ncia das figuras    parentais para os filhos, os pais atuam como fortes modelos para as crian&ccedil;as    e, consequentemente, a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; agressividade parental    em situa&ccedil;&otilde;es de conflito pode lev&aacute;-las a reproduzir estrat&eacute;gias    equivalentes &agrave;quelas observadas (KATZ; GOTTMAN, 1993). Outra hip&oacute;tese    levantada por Grych e Fincham (1990) sugere que o conflito marital exp&otilde;e    as crian&ccedil;as a uma intensa fonte de estresse, levando-as a apresentar    agressividade ou retraimento como resposta &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es    vivenciadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Grych e Fincham    (1990) e Grych et al. (2000) tentam explicar por que as crian&ccedil;as manifestam    problemas de comportamento em resposta &agrave; hostilidade e &agrave; disc&oacute;rdia    marital recorrendo ao modelo denominado de cognitivo-contextual. O modelo pressup&otilde;e    que os contextos em que os conflitos ocorrem e a interpreta&ccedil;&atilde;o    cognitiva dada pelas crian&ccedil;as funcionam como mediadores da associa&ccedil;&atilde;o    entre o relacionamento conjugal e o desenvolvimento infantil. Nesta mesma dire&ccedil;&atilde;o,    Davies e Cummings (1994) propuseram um modelo enfatizando as rea&ccedil;&otilde;es    afetivas e emocionais das crian&ccedil;as recorrendo &agrave; hip&oacute;tese    da &#8216;seguran&ccedil;a emocional&#8217;. Segundo esse modelo, baseado na    Teoria do Apego (BOLWBY, 1969/1990), a preocupa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a    em torno de sua seguran&ccedil;a emocional perante situa&ccedil;&otilde;es conflituosas    exerce influ&ecirc;ncia sobre a regula&ccedil;&atilde;o de suas emo&ccedil;&otilde;es    e sobre a maneira como enfrenta o epis&oacute;dio, o que, por sua vez, interfere    no seu bem estar emocional e nas rela&ccedil;&otilde;es que ir&aacute; estabelecer    no futuro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A rea&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a &eacute;, portanto, influenciada por sua hist&oacute;ria de    exposi&ccedil;&atilde;o aos conflitos, por suas caracter&iacute;sticas pessoais    e pelo modo como percebe os conflitos entre os genitores (ABLOW et al. 2009).    Em seu estudo envolvendo 96 crian&ccedil;as com idades entre 5 e 6 anos, Ablow    et al. (2009) verificaram que a tend&ecirc;ncia da crian&ccedil;a a se culpar    pelos conflitos maritais parece mediar a rela&ccedil;&atilde;o entre os conflitos    e problemas interiorizados, ao passo que seu envolvimento com o conflito atua    como mediador parcial da rela&ccedil;&atilde;o entre os conflitos e comportamentos    exteriorizados. A pesquisa tamb&eacute;m evidenciou que a percep&ccedil;&atilde;o    das crian&ccedil;as sobre os conflitos conjugais estava significativamente associada    ao relato de m&atilde;es e pais sobre os seus pr&oacute;prios conflitos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas os pesquisadores    tamb&eacute;m apontam para uma rela&ccedil;&atilde;o indireta entre os conflitos    conjugais e o comportamento infantil, sugerindo que os desentendimentos entre    o casal prejudicam os filhos na medida em que provocam mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas    parentais (BUEHLER; GERARD, 2002; KATZ; GOTTMAN, 1996; STOCKER et al., 2003).    O conflito conjugal &eacute; considerado por Emery (1982) uma entre as diversas    vari&aacute;veis ambientais apontadas como disruptivas e com efeitos negativos    sobre as rela&ccedil;&otilde;es parentais. O conflito conjugal est&aacute; associado    a altos n&iacute;veis de hostilidade nas rela&ccedil;&otilde;es entre os genitores    e seus filhos (STOCKER et al., 2003), bem como a rela&ccedil;&otilde;es de apego    inseguro das crian&ccedil;as (GOTTMAN; KATZ, 1989). Tem sido verificada tamb&eacute;m    uma associa&ccedil;&atilde;o entre o conflito conjugal e a rejei&ccedil;&atilde;o    dos genitores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a (KATZ; GOTTMAN,    1996), frieza e distanciamento das m&atilde;es (BIGRAS; PAQUETTE, 2000) e menores    n&iacute;veis de responsividade parental (MOSMANN; WAGNER, 2008). Portanto,    a presen&ccedil;a de conflitos na fam&iacute;lia provoca altera&ccedil;&otilde;es    na maneira como os pais educam seus filhos, interferindo negativamente no subsistema    parental, o que, por sua vez, cria dificuldades para as crian&ccedil;as e pode    gerar preju&iacute;zos para o seu desenvolvimento. Essa id&eacute;ia tem sido    sustentada por pesquisas que confirmam o efeito spillover, que pressup&otilde;e    que os conflitos conjugais estejam associados a pr&aacute;ticas parentais ineficazes    (BUEHLER; GERARD, 2002; EREL; BURMAN, 1995; MOSMANN; WAGNER, 2008). Isto significa    que rela&ccedil;&otilde;es parentais satisfat&oacute;rias s&atilde;o menos prov&aacute;veis    quando h&aacute; conflitos entre o casal. Uma das hip&oacute;teses levantadas    &eacute; a de que rela&ccedil;&otilde;es conjugais negativas ou conflituosas    causariam irrita&ccedil;&atilde;o nos genitores e os deixariam emocionalmente    esgotados, tornando-os, consequentemente, menos atenciosos e sens&iacute;veis    &agrave;s crian&ccedil;as (EREL; BURMAN, 1995).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em um amplo estudo    emp&iacute;rico que envolveu 2541 pais de crian&ccedil;as e adolescentes com    idades entre dois e dezoito anos, Buehler e Gerard (2002) investigaram em que    medida os conflitos conjugais estavam associados a problemas nas rela&ccedil;&otilde;es    parentais e ao ajustamento dos filhos. Para tanto, os autores testaram quatro    modelos explicativos: o primeiro, referente &agrave; id&eacute;ia do efeito    <b>spillover</b>; o segundo, de que conflitos maritais e pr&aacute;ticas educativas    pobres representam um mesmo fen&ocirc;meno, por exemplo, a inabilidade dos pais    para manter um bom relacionamento &iacute;ntimo; o terceiro, de que conflitos    maritais e pr&aacute;ticas ineficazes s&atilde;o medidas distintas que explicam    por si s&oacute; as varia&ccedil;&otilde;es no ajustamento dos filhos; e o quarto    e &uacute;ltimo modelo pressup&otilde;e que a rela&ccedil;&atilde;o entre o    conflito conjugal e problemas de comportamento pode ser maximizada por pr&aacute;ticas    parentais ineficazes, ou, pelo contr&aacute;rio, minimizada por pr&aacute;ticas    educativas eficientes. Os resultados da pesquisa mostram que o modelo mais apropriado    para explicar o papel mediador das pr&aacute;ticas parentais na associa&ccedil;&atilde;o    entre a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o marital e o comportamento das crian&ccedil;as,    conforme previsto por Erel e Burman (1995), foi o do efeito <b>spillover</b>,    isto &eacute;, diante de conflitos, os pais adotam pr&aacute;ticas parentais    insatisfat&oacute;rias. O estudo realizado por Buehler e Gerard (2002) mostrou,    ainda, que os conflitos est&atilde;o associados ao uso de disciplina severa    por parte dos genitores e ao menor envolvimento com as crian&ccedil;as, o que    produz efeitos delet&eacute;rios para o desenvolvimento infantil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na mesma dire&ccedil;&atilde;o,    e buscando compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre o relacionamento conjugal    e parental, Mosmann e Wagner (2008) realizaram um estudo com 149 casais brasileiros    para investigar como aspectos da conjugalidade, entre os quais os conflitos,    est&atilde;o associados &agrave;s dimens&otilde;es das pr&aacute;ticas parentais,    responsividade e exig&ecirc;ncia. As autoras verificaram que quanto maiores    os &iacute;ndices de conflito entre o casal, maior a exig&ecirc;ncia e menor    a responsividade dos pais na rela&ccedil;&atilde;o com os filhos, o que tamb&eacute;m    sustenta a hip&oacute;tese do efeito spillover. Com base nesses achados, as    pesquisadoras consideram que os casais t&ecirc;m dificuldades em separar o que    ocorre na vida conjugal de suas pr&aacute;ticas parentais, evidenciando um processo    din&acirc;mico e de interdepend&ecirc;ncia entre suas intera&ccedil;&otilde;es    nos subsistemas familiares, conforme atesta a literatura sobre fam&iacute;lia    (por exemplo, KREPPNER, 2000).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Katz e Gottman    (1996) realizaram um estudo para verificar os efeitos dos conflitos conjugais    sobre as pr&aacute;ticas parentais de 56 casais observados em laborat&oacute;rio    e verificaram que, quando h&aacute; hostilidade no relacionamento marital, os    pais mostram rejei&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos filhos, enquanto    as m&atilde;es somente agem assim quando os pais demonstram retraimento ou mostram-se    emocionalmente distantes frente &agrave;s disputas conjugais. Stocker et al.    (2003), em contrapartida, n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as na maneira    como conflitos hostis afetam os pap&eacute;is de pai e de m&atilde;e. &Eacute;    poss&iacute;vel que dimens&otilde;es espec&iacute;ficas do conflito, como intensidade,    conte&uacute;do e freq&uuml;&ecirc;ncia, estejam relacionados &agrave;s diferen&ccedil;as    observadas na forma como pais e m&atilde;es se comportam diante dos filhos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda que os estudos    apontem para diferentes mecanismos explicativos para a rela&ccedil;&atilde;o    entre os conflitos conjugais e o ajustamento infantil, os pesquisadores assumem    que tanto a id&eacute;ia de uma rela&ccedil;&atilde;o direta quanto indireta    s&atilde;o plaus&iacute;veis, uma vez que o desenvolvimento humano &eacute;    uma vari&aacute;vel complexa, multideterminada, probabil&iacute;stica e epigen&eacute;tica    (DESSEN; COSTA J&Uacute;NIOR, 2005).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais: ampliando o foco de an&aacute;lise</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O avan&ccedil;o    na compreens&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre conflitos conjugais    e desenvolvimento infantil requer a verifica&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica    dos modelos te&oacute;ricos que t&ecirc;m sido propostos para explicar os mecanismos    respons&aacute;veis por tal associa&ccedil;&atilde;o (CUMMINGS; DAVIES, 2002).    Segundo esses autores, enquanto a primeira gera&ccedil;&atilde;o de estudos    demonstrou haver uma rela&ccedil;&atilde;o entre os conflitos conjugais e o    ajustamento da crian&ccedil;a, as pesquisas mais recentes t&ecirc;m buscado    identificar os fatores que mediam essas duas vari&aacute;veis, na tentativa    de compreender como os conflitos conjugais interferem no desenvolvimento dos    filhos. Em outras palavras, o foco de an&aacute;lise tem sido deslocado para    o estudo dos efeitos indiretos do conflito conjugal sobre o desenvolvimento    da crian&ccedil;a. Esta tend&ecirc;ncia atual parece promissora, uma vez que    a verifica&ccedil;&atilde;o pura e simples de correla&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas    entre conflito conjugal e problemas de comportamento, recorrendo a modelos explicativos    de causa &uacute;nica, n&atilde;o &eacute; suficiente para a compreens&atilde;o    de fen&ocirc;menos complexos como &eacute; o caso das rela&ccedil;&otilde;es    familiares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conflito conjugal    pode prejudicar o relacionamento entre pais e filhos, contribuindo para o surgimento    e/ou manuten&ccedil;&atilde;o de problemas de comportamento em crian&ccedil;as.    Entretanto, ainda que o subsistema marital e os pais exer&ccedil;am uma influ&ecirc;ncia    dominante sobre os demais, devido &agrave; estrutura hier&aacute;rquica das    fam&iacute;lias, eles n&atilde;o se sobrep&otilde;em &agrave; influ&ecirc;ncia    da crian&ccedil;a sobre os genitores (EMERY; TUER, 1993). Portanto, &eacute;    fundamental que as pesquisas adotem a fam&iacute;lia como unidade m&iacute;nima    de an&aacute;lise, ampliando o foco do indiv&iacute;duo e das d&iacute;ades,    conforme sugerido por Dessen e Lewis (1998).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Emery    e Tuer (1993), o conflito nas fam&iacute;lias nunca envolve apenas uma d&iacute;ade.    O foco em rela&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas pode camuflar os complexos    processos existentes no sistema familiar, al&eacute;m do fato de que o que &eacute;    considerado efeito tamb&eacute;m pode se tornar causa, conforme as rela&ccedil;&otilde;es    evoluem no decorrer do tempo (EMERY; FINCHAM; CUMMINGS, 1992). Portanto, insistir    na verifica&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre conflito conjugal    e problemas de comportamento de modo linear implica deixar de lado os processos    din&acirc;micos presentes nas intera&ccedil;&otilde;es familiares.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora grande parte    da literatura sobre conflitos nas rela&ccedil;&otilde;es conjugais destaque    os efeitos delet&eacute;rios para as crian&ccedil;as, n&atilde;o seria apropriado    olhar para tais conflitos apenas do ponto de vista da psicopatologia (EASTERBROOKS;    CUMMING; EMDE, 1994). Em outras palavras, embora o foco dos estudos sobre as    rela&ccedil;&otilde;es conjugais recaia, sobretudo, nos aspectos negativos,    &eacute; importante desenvolver trabalhos sobre implica&ccedil;&otilde;es das    rela&ccedil;&otilde;es conjugais positivas para as crian&ccedil;as, que, ao    contr&aacute;rio dos conflitos destrutivos, parecem ter uma correla&ccedil;&atilde;o    negativa com problemas de comportamento (LEIDY et al., 2009) e positiva com    o comportamento prosocial (MCCOY; CUMMINGS; DAVIES, 2009). Como salientado anteriormente,    os conflitos s&atilde;o inerentes &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es familiares,    incluindo as conjugais, e tamb&eacute;m podem contribuir para o estreitamento    das rela&ccedil;&otilde;es e para o desenvolvimento de habilidades de resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas nas crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    os &uacute;ltimos anos t&ecirc;m registrado um aumento crescente do interesse    dos pesquisadores sobre os processos biol&oacute;gicos envolvidos na intera&ccedil;&atilde;o    entre o organismo e seu ambiente, com foco nos efeitos dos conflitos conjugais    sobre o funcionamento fisiol&oacute;gico da crian&ccedil;a (DAVIES et al., 2008;    DAVIES et al., 2009). Essas pesquisas demonstram uma nova tend&ecirc;ncia na    condu&ccedil;&atilde;o de estudos sobre a intera&ccedil;&atilde;o entre padr&otilde;es    de comportamento em situa&ccedil;&otilde;es de conflito e vari&aacute;veis biol&oacute;gicas,    evidenciando a ado&ccedil;&atilde;o de uma abordagem interdisciplinar para tratar    destas quest&otilde;es complexas e inter-relacionadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar da extensa    literatura sobre conflitos conjugais, &eacute; preciso cautela na interpreta&ccedil;&atilde;o    dos resultados dos estudos apresentados. Al&eacute;m de poss&iacute;veis diverg&ecirc;ncias    nos dados em fun&ccedil;&atilde;o da metodologia empregada, as pesquisas, em    sua maioria, foram conduzidas com amostras compostas por estadunidenses, o que    torna dif&iacute;cil a generaliza&ccedil;&atilde;o dos dados para outras popula&ccedil;&otilde;es.    Diferen&ccedil;as culturais t&ecirc;m um papel fundamental no funcionamento    das fam&iacute;lias (GEORGAS et al., 2006; FELDMAN; MASALHA; DERDIKMAN-EIRON,    2010) e, consequemente, na maneira como os conflitos conjugais s&atilde;o vistos,    alterando a interpreta&ccedil;&atilde;o dada a eles pelas crian&ccedil;as e    pelos casais. Goeke-Morey et al. (2003) defendem que a compreens&atilde;o cient&iacute;fica    do construto conflito conjugal requer, em parte, a identifica&ccedil;&atilde;o    dos efeitos provocados por comportamentos espec&iacute;ficos dos genitores e    apontam para as poss&iacute;veis varia&ccedil;&otilde;es nas rea&ccedil;&otilde;es    das crian&ccedil;as conforme a cultura em que est&atilde;o inseridas. Assim,    comportamentos dos casais considerados destrutivos em determinados contextos    podem ser socialmente aceitos em culturas distintas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, alguns    pesquisadores v&ecirc;m se destacando, desde a d&eacute;cada de 80, em estudos    sobre os conflitos nas rela&ccedil;&otilde;es conjugais (F&Eacute;RES-CARNEIRO,    1998; 2003; GOMES, 2003; 2005; MOSMANN; WAGNER, 2008), embora a literatura brasileira    seja escassa no que concerne &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es de tais conflitos    para o desenvolvimento dos filhos. O n&uacute;mero de trabalhos com foco nas    implica&ccedil;&otilde;es dos conflitos para o desenvolvimento dos filhos que    foram publicados em peri&oacute;dicos indexados nas bases de dados Scielo e    Lilacs denota a escassez dos estudos dispon&iacute;veis, tanto de car&aacute;ter    te&oacute;rico (ex.: BENETTI, 2006; GUILHERME et al., 2007) como de natureza    emp&iacute;rica (ex.: BENEDITO, 2002; OLIVEIRA et al., 2002), o que tamb&eacute;m    foi constatado por Silvares e Souza (2008), utilizando estrat&eacute;gia de    busca distinta. &Eacute; necess&aacute;rio, portanto, envidar esfor&ccedil;os    para reunir dados de pesquisas emp&iacute;ricas realizadas no Brasil, a fim    de que se possa compreender melhor o funcionamento das fam&iacute;lias brasileiras    e as implica&ccedil;&otilde;es dos conflitos conjugais para o desenvolvimento    de seus filhos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A identifica&ccedil;&atilde;o    dos processos respons&aacute;veis pelo surgimento e manuten&ccedil;&atilde;o    dos conflitos conjugais, associados aos preju&iacute;zos para os filhos, pode    ajudar na proposi&ccedil;&atilde;o de medidas de orienta&ccedil;&atilde;o familiar.    Dentre as v&aacute;rias possibilidades de programas, merecem destaque os programas    de educa&ccedil;&atilde;o familiar (DESSEN; PEREIRA-SILVA, 2004) com &ecirc;nfase    no desenvolvimento de habilidades de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (KLINE    et al., 2006), visando evitar epis&oacute;dios de agress&atilde;o f&iacute;sica    e, consequentemente, de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. Kline et al. (2006)    destacam, ainda, a import&acirc;ncia de se avaliar como adolescentes resolvem    conflitos nas suas experi&ecirc;ncias rom&acirc;nticas, bem como a rela&ccedil;&atilde;o    entre essas experi&ecirc;ncias e os relacionamentos na idade adulta, o que pode    contribuir para a preven&ccedil;&atilde;o de conflitos que tragam preju&iacute;zos    para a fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As tentativas cada    vez mais crescentes de se ir al&eacute;m do estudo de d&iacute;ades m&atilde;e-crian&ccedil;a    e de verifica&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas de correla&ccedil;&otilde;es    entre apenas duas vari&aacute;veis, juntamente com a ado&ccedil;&atilde;o de    uma perspectiva de causalidade sist&ecirc;mica e interdisciplinar, podem oferecer    vis&otilde;es mais sofisticadas e complexas sobre o modo como as crian&ccedil;as    s&atilde;o afetadas pelos conflitos conjugais e como elas afetam o relacionamento    do casal. A complexidade da din&acirc;mica familiar requer que os pesquisadores    adotem modelos sist&ecirc;micos para a sua compreens&atilde;o, considerando    os diversos fatores que operam ao longo do tempo no curso de vida familiar e    do indiv&iacute;duo. Identificar os mecanismos respons&aacute;veis pela origem    e manuten&ccedil;&atilde;o dos comportamentos e das rela&ccedil;&otilde;es mantidas    entre os membros da fam&iacute;lia constitui um desafio para os pesquisadores    que buscam compreender a associa&ccedil;&atilde;o entre conflito marital e desenvolvimento    infantil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ABLOW, J. C. et    al. Linking marital conflict and children&#8217;s adjustment: The role of young    children&#8217;s perceptions. <b>Journal of Family Psychology</b>, v. 23, n.    4, p. 485&#8211;499, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178707&pid=S1809-5267201000020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ELSKY, J. Early    human experience: A family perspective. <b>Developmental Psychology</b>, v.    17, n. 1, p. 3-23, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178709&pid=S1809-5267201000020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BENEDITO, V. L.    L. Abordagem simb&oacute;lica do conflito conjugal: o corpo em cena. <b>Junguiana</b>,    v. 20, p. 87-94, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178711&pid=S1809-5267201000020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BENETTI, S. P.    C. Conflito conjugal: impacto no desenvolvimento psicol&oacute;gico da crian&ccedil;a    e do adolescente. <b>Psicologia</b>: <b>Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</b>,    v. 19, n. 2, p. 261-268, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178713&pid=S1809-5267201000020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BIGRAS; M.; PAQUETTE,    D. L&#8217;Interd&eacute;pendance entre les sous-syst&egrave;mes conjugal et    parental: une analyse personne-processus-contexte. <b>Psicologia</b>: <b>Teoria    e Pesquisa</b>, v. 16, n. 2, p. 91-102, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178715&pid=S1809-5267201000020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BOWLBY, J. <b>Apego</b>:    a natureza do v&iacute;nculo. (2a. ed.) (A. Cabral Trad.). S&atilde;o Paulo:    Martins Fontes, 1969/1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178717&pid=S1809-5267201000020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRANCALHONE, P.    G.; FOGO, J. C.; WILLIAMS, L. C. A. Crian&ccedil;as expostas &agrave; viol&ecirc;ncia    conjugal: Avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho acad&ecirc;mico. <b>Psicologia:    Teoria e Pesquisa</b>, v. 20, n. 2, p. 113-117, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178719&pid=S1809-5267201000020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRAZ, M. P.; DESSEN,    M. A.; SILVA, N. L. P. Rela&ccedil;&otilde;es conjugais e parentais: uma compara&ccedil;&atilde;o    entre fam&iacute;lias de classes sociais baixa e m&eacute;dia. <b>Psicologia</b>:    <b>Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</b>, v. 18, n. 2, p. 151-161, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178721&pid=S1809-5267201000020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BUEHLER, C.; GERARD,    J. M. Marital conflict, ineffective parenting, and children&#8217;s and adolescents&#8217;    maladjustment. <b>Journal of Marriage and the Family</b>, v. 64, n. 1, p. 78-92,    2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178723&pid=S1809-5267201000020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COX, M. J.; PALEY,    B. Families as systems. <b>Annual Review of Psychology</b>, v. 48, p. 243-267,    1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178725&pid=S1809-5267201000020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CHRISTENSEN, A.;    HEAVEY, C. L. Gender and social structure in the demand/withdraw pattern of    marital conflict. <b>Journal of Personality and Social Psychology</b>, v. 59,    n. 1, p. 73-81, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178727&pid=S1809-5267201000020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CUMMINGS, E. M.;    DAVIES, P. T. Effects of marital conflict on children: Recent advances and emerging    themes in process-oriented research. <b>Journal of Child Psychology and Psychiatry</b>,    v. 43, n. 1, p. 31-63, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178729&pid=S1809-5267201000020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CUMMINGS, E. M.    et al. Children&#8217;s responses to mothers&#8217; and fathers&#8217; emotionality    and tactics in marital conflict in the home. <b>Journal of Family Psychology</b>,    v. 16, n. 4, p. 478-492, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178731&pid=S1809-5267201000020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DAVIES, P. T.;    CUMMINGS, E. M. Marital conflict and child adjustment: An emotional security    hypothesis. <b>Psychological Bulletin</b>, v. 116, n. 3, p. 387-411, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178733&pid=S1809-5267201000020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DAVIES, P. T. et    al. Adult conflict history and children&#8217;s subsequent responses to conflict:    An experimental test. <b>Journal of Family Psychology</b>, v. 13, n. 4, p. 610-628,    1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178735&pid=S1809-5267201000020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">_________________.    Adrenocortical underpinnings of children&#8217;s psychological reactivity to    interparental conflict. <b>Child Development</b>, v. 79, n. 6, p. 1693 &#8211;    1706, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178737&pid=S1809-5267201000020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">_________________.    Children&#8217;s patterns of emotional reactivity to conflict as explanatory    mechanisms in links between interpartner aggression and child physiological    functioning. <b>Journal of Child Psychology and Psychiatry</b>, v. 50, n.11,    p. 1384&#8211;1391, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178739&pid=S1809-5267201000020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DESSEN, M. A.;    BRAZ, M. P. A fam&iacute;lia e suas inter-rela&ccedil;&otilde;es com o desenvolvimento    humano. In: DESSEN, M. A.; COSTA J&Uacute;NIOR, A. L. (Org.). <b>A ci&ecirc;ncia    do desenvolvimento humano</b>: tend&ecirc;ncias atuais e perspectivas futuras.    Porto Alegre: Artmed, 2005a, p. 113-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178741&pid=S1809-5267201000020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">___________________________.    As rela&ccedil;&otilde;es maritais e sua influ&ecirc;ncia nas rela&ccedil;&otilde;es    parentais: implica&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento da crian&ccedil;a.    In: DESSEN, M. A.; COSTA J&Uacute;NIOR, A. L. (Org.). <b>A ci&ecirc;ncia do    desenvolvimento humano</b>: tend&ecirc;ncias atuais e perspectivas futuras.    Porto Alegre: Artmed, 2005b, p. 132-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178743&pid=S1809-5267201000020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DESSEN, M. A.;    COSTA J&Uacute;NIOR, A. L. <b>A ci&ecirc;ncia do desenvolvimento humano</b>:    Tend&ecirc;ncias atuais e perspectivas futuras. Porto Alegre: Artmed, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178745&pid=S1809-5267201000020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DESSEN, M. A.;    LEWIS, C. Como estudar a &#8220;fam&iacute;lia&#8221; e o &#8220;pai&#8221;?    <b>Cadernos de Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o Paid&eacute;ia</b>, v. 8,    n. 14/15, p. 105-121, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178747&pid=S1809-5267201000020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DESSEN, M. A.;    PEREIRA-SILVA, N. L. A fam&iacute;lia e os programas de interven&ccedil;&atilde;o:    tend&ecirc;ncias atuais. In: MENDES, E. G.; ALMEIDA, M. A.; WILLIAMS, L. C.    A. (Org.). <b>Temas em educa&ccedil;&atilde;o especial</b>: avan&ccedil;os recentes.    S&atilde;o Carlos: EdUFSCar, 2004, p. 179-187.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178749&pid=S1809-5267201000020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EASTERBROOKS, M.    A.; CUMMINGS, E. M.; EMDE, R. N. Young children&#8217;s responses to constructive    marital disputes. <b>Journal of Family Psychology</b>, v. 8, n. 2, p. 160-169,    1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178751&pid=S1809-5267201000020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EL-SHEIK, M. et    al. C. Marital conflict and disruption of children's sleep. <b>Child Development</b>,    v. 77, n. 1, p. 31-43, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178753&pid=S1809-5267201000020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EMERY, R. E. Interparental    conflict and the children of discord and divorce. <b>Psychological Bulletin</b>,    v. 92, n. 2, p. 310-330, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178755&pid=S1809-5267201000020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EMERY, R. E.; FINCHAM,    F. D.; CUMMINGS, E. M. Parenting in context: systematic thinking about parental    conflict and its influence on children. <b>Journal of Consulting and Clinical    Psychology</b>, v. 60, n. 6, p. 909-912, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178757&pid=S1809-5267201000020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EMERY, R. E.; TUER,    M. Parenting and marital relationship. In: LUSTER T.; OKAGAKI, L. (Org.). <b>Parenting</b>:    An ecological perspective. Hillsdale, NJ: Laurence Erlbaum, 1993, p. 121-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178759&pid=S1809-5267201000020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EREL, O.; BURMAN,    B. Interrelatedness of marital relations and parent-child relations: A meta-analytic    review. <b>Psychological Bulletin</b>, v. 118, n. 1, p. 108-132, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178761&pid=S1809-5267201000020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FELDMAN, R.; MASALHA,    S.; DERDIKMAN-EIRON, R. D. Conflict resolution in the parent&#8211;child, marital,    and peer contexts and children&#8217;s aggression in the peer group: A process-oriented    cultural perspective. <b>Developmental Psychology</b>, v. 46, n. 2, p. 310&#8211;325,    2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178763&pid=S1809-5267201000020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">F&Eacute;RES-CARNEIRO,    T. Separa&ccedil;&atilde;o: o doloroso processo de dissolu&ccedil;&atilde;o    da conjugalidade. <b>Estudos de Psicologia</b>, v. 8, n. 3, p. 367-374, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178765&pid=S1809-5267201000020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">F&Eacute;RES-CARNEIRO,    T. Casamento contempor&acirc;neo, o dif&iacute;cil conv&iacute;vio da individualidade    com a conjugalidade. <b>Psicologia</b>: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, v.    11, n. 2, p. 379-394, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178767&pid=S1809-5267201000020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GEORGAS, J. et    al. <b>Family across culture</b>: A 30-nation psychological study. Cambridge:    Cambridge University Press, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178769&pid=S1809-5267201000020000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOEKE-MOREY, M.    C. et al. Categories and continua of destructive and constructive marital conflict    tactics from the perspective of U.S. and Welsh children. <b>Journal of Family    Psychology</b>, v. 17, n. 3, p. 327-338, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178771&pid=S1809-5267201000020000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOMES, I. C. Transmiss&atilde;o    ps&iacute;quica transgeracional e viol&ecirc;ncia conjugal: um relato de caso.    <b>Boletim de Psicologia</b>, v. 55, n. 123, p. 177-188, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178773&pid=S1809-5267201000020000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">___________. A    avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica infantil denunciando os conflitos    do casal parental. <b>Psikh&ecirc;</b>, v. 8, n. 2, p. 09-13, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178775&pid=S1809-5267201000020000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOTTMAN, J. M.;    KATZ, L. F. Effects of marital discord on young children's peer interaction    and health. <b>Developmental Psychology</b>, v. 25, n. 3, p. 373-381, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178777&pid=S1809-5267201000020000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOTTMAN, J. M.;    SILVER, N. <b>Sete princ&iacute;pios para o casamento dar certo.</b> (I. M.    Souza Ferreira, Trad.). Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178779&pid=S1809-5267201000020000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GRYCH, J. H. Interparental    conflict as a risk factor for children maladjustment: Implications for the development    of intervention programs. <b>Family Court Review</b>, v. 43, n. 1, p. 97-108,    2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178781&pid=S1809-5267201000020000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GRYCH, J. H. et    al. Interparental conflict and child adjustment: Testing the mediational role    of appraisals in the cognitive-contextual framework. <b>Child Development</b>,    v. 71, n. 6, p. 1648-1661, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178783&pid=S1809-5267201000020000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GRYCH, J. H.; FINCHAM,    F. D. Marital conflict and children&#8217;s adjustment: A cognitive-contextual    framework. <b>Psychological Bulletin</b>, v. 108, n. 2, p. 267-290, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178785&pid=S1809-5267201000020000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GRYCH, J. H.; HAROLD,    G. T.; MILES, C. J. A prospective investigation of appraisals as mediators of    the link between interparental conflict and child adjustment. <b>Child Development</b>,    v. 7, n. 4, p. 1176-1193, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178787&pid=S1809-5267201000020000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GUILHERME, P. R.    et al. Conflitos conjugais e familiares e presen&ccedil;a de transtorno de d&eacute;ficit    de aten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade (TDAH) na prole: revis&atilde;o sistem&aacute;tica.    <b>Jornal Brasileiro de Psiquiatria</b>, v. 56, n. 3, p. 201-207, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178789&pid=S1809-5267201000020000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HEAVEY, C. L.;    SHENK, J. L.; CHRISTENSEN, A. Marital conflict and divorce: A developmental    family psychology perspective. In: WEINER, I. B.; L'ABATE, L. (Org.). <b>Handbook    of developmental family psychology and psychopatology.</b> New York: Wiley,    1994, p. 221-242</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178791&pid=S1809-5267201000020000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KATZ, L. F.; GOTTMAN,    J. M. Patterns of marital conflict predict children's internalizing and externalizing    behaviors. <b>Developmental Psychology</b>, v. 29, n. 6, p. 940-950, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178792&pid=S1809-5267201000020000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______________________________.    Spillover effects of marital conflict: In search of parenting and coparenting    mechanisms. <b>New Directions for Child Development</b>, v. 74, p. 57-76, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178794&pid=S1809-5267201000020000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KELLER, P. S.;    CUMMINGS, E. M.; PETERSON, K. M. Marital con?ict in the context of parental    depressive symptoms: Implications for the development of children&#8217;s adjustment    problems. <b>Social Development</b>, v. 18, p. 536-555, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178796&pid=S1809-5267201000020000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KLINE; G. H. et    al. Understanding couple conflict. In: VANGELISTI, A. L.; PERLMAN, D. (Org.).    <b>The Cambridge Handbook of personal relationships.</b> New York: Cambridge    University Press, 2006, p. 445-462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178798&pid=S1809-5267201000020000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KREPPNER, K. The    child and the family: interdependence in developmental pathways. <b>Psicologia</b>:    Teoria e Pesquisa, v. 16, n. 1, p. 11-22, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178800&pid=S1809-5267201000020000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LEIDY et al. Positive    marital quality, acculturative stress, and child outcomes among Mexican Americans.    <b>Journal of Marriage and Family</b>, v. 71, p. 833 &#8211; 847, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178802&pid=S1809-5267201000020000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MCCOY, K.; CUMMINGS,    E. M.; DAVIES, P. T. Constructive and destructive marital conflict, emotional    security and children&#8217;s prosocial behavior. <b>Journal of Child Psychology    and Psychiatry</b>, v. 50, n. 3, p. 270-279, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178804&pid=S1809-5267201000020000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MOSMANN, C.; WAGNER,    A. Dimensiones de la conyugalidad y de la parentalidad: un modelo correlacional.    <b>Revista Intercontinental de Psicolog&iacute;a y Educaci&oacute;n</b>, v.    10, n. 2, p. 79-103, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178806&pid=S1809-5267201000020000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NICOLOTTI, L.;    EL-SHEIK, M.; WHISTON, S. M. Children&#8217;s coping with marital conflict and    theirs adjustment and physical health: Vulnerability and protective functions.    <b>Journal of Family Psychology</b>, v. 17, n. 3, p. 315-326, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178808&pid=S1809-5267201000020000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NORGREN, M. B.    P. et al. A. Satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal em casamentos de longa dura&ccedil;&atilde;o:    uma constru&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel. <b>Estudos de Psicologia</b>,    v. 9, n. 3, p. 575-584, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178810&pid=S1809-5267201000020000900053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">OLIVEIRA, E. A.    et al. Estilos parentais autorit&aacute;rio e democr&aacute;tico-rec&iacute;proco    intergeracionais, conflito conjugal e comportamentos de externaliza&ccedil;&atilde;o    e internaliza&ccedil;&atilde;o. <b>Psicologia</b>: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica,    v. 15, n. 1, p. 1-11, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178812&pid=S1809-5267201000020000900054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PAPP, L. M.; KOUROS,    C. D.; CUMMINGS, M. Demand-withdraw patterns in marital con?ict in the home.    <b>Personal Relationships</b>, v. 16, p. 285&#8211;300, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178814&pid=S1809-5267201000020000900055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PAWLAK, J. L.;    KLEIN, H. A. Parental conflict and self-esteem: The rest of the story. <b>The    Journal of Genetic Psychology</b>, v. 158, n. 3, p. 303-313, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178816&pid=S1809-5267201000020000900056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SHELTON, K. H.    et al. Children&#8217;s coping with marital conflict: The role of conflict expression    and gender. <b>Social Development</b>, v. 15, n. 2, p. 232-246, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178818&pid=S1809-5267201000020000900057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SILVARES, E. F.    M.; SOUZA, C. L. Disc&oacute;rdia conjugal: dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos    infantis e avalia&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica comportamental-cognitiva.    <b>Psicologia</b>: <b>Teoria e Pr&aacute;tica</b>, v. 10, n. 1, p. 200-213,    2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178820&pid=S1809-5267201000020000900058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">STOCKER, C. M.    et al. Marital conflict and children&#8217;s adjustment: Parental hostility    and children&#8217;s interpretation as mediators. <b>Social Development</b>,    v. 12, n. 2, p. 149-161, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178822&pid=S1809-5267201000020000900059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">TURNER, L. H.;    WEST, R. Communicating conflict, power, and violence. In: TURNER, L. H.; WEST,    R. (Org.), <b>Perspectives on family communication.</b> Mountain View, CA: Mayfield    Publishing Company, 1998, p. 133-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=178824&pid=S1809-5267201000020000900060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/arbp/v62n2/seta.jpg" border="0"></a>    <b>Endereço para correspondência</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Ana Carolina Villares Barral Villas Boas    <br>   E-mail:<a href="mailto:villares_ana@yahoo.com.br">villares_ana@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maria Auxiliadora    Dessen    <br>   E-mail:<a href="mailto:dessen@unb.br">dessen@unb.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">L&iacute;gia Ebner    Melchiori    <br>   E-mail:<a href="mailto:lmelch@fc.unesp.br">lmelch@fc.unesp.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 07/07/2009    <br>   Revisto em: 14/06/2010    <br>   Aceito em: 06/07/2010</font></p>      ]]></body>
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