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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>RESENHA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Uma leitura acerca da imagina&ccedil;&atilde;o em Sartre</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Edelu Kawahala<sup>I</sup>; Rodrigo Diaz de Vivar y Soler<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutora em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina e Professora do Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio de S&aacute;/SC. Endere&ccedil;o Institucional: Rua M&aacute;rio Coelho Pires, 221, bl.a, apto. 1302. S&atilde;o Jos&eacute;/SC. CEP: 88101290. E-mail: <a href="mailto:edeluk@gmail.com">edeluk@gmail.com</a>    <br> <sup>II</sup>Doutorando em Filosofia pela UNISINOS, Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, &eacute; Professor do Centro Universit&aacute;rio Est&aacute;cio de S&aacute;/SC. E-mail: <a href="mailto:diazsoler@gmail.com">diazsoler@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><i>Jean-Paul Sartre, "A Imagina&ccedil;&atilde;o", Porto Alegre: L&amp;PM (2013) </i></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Publicado por Sartre originalmente em 1936 <i>A Imagina&ccedil;&atilde;o</i> (Sartre, 1936/2013) prefigura ao lado de outros ensaios como <i>A Transcend&ecirc;ncia do Ego</i> (Sartre, 1937/2014), <i>Esbo&ccedil;o Para Uma Teoria das Emo&ccedil;&otilde;es</i> (Sartre, 1939/2006) e <i>O Imagin&aacute;rio </i>(Sartre, 1940/1987) no sentido de ilustra as reflex&otilde;es preliminares do que viria a ser seu grande tratado ontol&oacute;gico, no caso <i>O Ser e o Nada</i> (Sartre, 1945/2005). Neles podemos encontrar, portanto, o projeto longitudinal de Sartre no que corresponde &agrave; explora&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de possibilidade para a ilustra&ccedil;&atilde;o de um m&eacute;todo fenomenol&oacute;gico no campo da psicologia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Logo no in&iacute;cio do livro <i>A Imagina&ccedil;&atilde;o</i> (Sartre, 2013) trata de deixar claro que seu objetivo consiste em elaborar uma leitura sobre o conceito de consci&ecirc;ncia &agrave; luz da fenomenologia. &Eacute; preciso deixar claro que a consci&ecirc;ncia a qual Sartre se refere est&aacute; inscrita no projeto existencialista de sua ontologia fenomenol&oacute;gica, no sentido compreend&ecirc;-la n&atilde;o como um mero efeito cognitivo, mas sim como algo relacionado &agrave; intencionalidade j&aacute; que ela se apresenta como movimento pr&eacute;-reflexivo anterior ao pr&oacute;prio pensar. Nesse sentido, pode-se destacar que a inten&ccedil;&atilde;o de Sartre em <i>A Imagina&ccedil;&atilde;o </i>consiste em explicitar a dimens&atilde;o ontol&oacute;gica na qual o Ser &eacute; aquele que possui consci&ecirc;ncia da sua exist&ecirc;ncia.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">    <blockquote>De modo nenhum minha consci&ecirc;ncia poderia ser uma coisa, porque seu modo de ser em si &eacute; precisamente um <i>ser para si</i>. Existir, para ela, &eacute; ter consci&ecirc;ncia da sua exist&ecirc;ncia. Ela aparece como uma pura espontaneidade diante do mundo das coisas &eacute; pura in&eacute;rcia. Podemos, portanto, afirmar desde a origem dois tipos de exist&ecirc;ncia: de fato, &eacute; na medida em que s&atilde;o inertes que as coisas escapam &agrave; domina&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia; &eacute; sua in&eacute;rcia que salvaguarda e que conserva sua autonomia. (Sartre, 2013, p. 7)</blockquote></font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Essas palavras indicam o pr&oacute;prio deslocamento do conceito de consci&ecirc;ncia empreendido por Sartre desdobrado na perspectiva da suspens&atilde;o do ju&iacute;zo fenomenol&oacute;gico que o leva a compreender a discrimina&ccedil;&atilde;o entre a exist&ecirc;ncia como uma coisa e a exist&ecirc;ncia como uma imagem. E &eacute; justamente esse problema que leva Sartre a dedicar-se a pensar a imagina&ccedil;&atilde;o como condi&ccedil;&atilde;o fenomenol&oacute;gica proveniente da experi&ecirc;ncia do vivido. Deste modo, para Sartre a imagina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; meramente um processo mental, mas sim o desdobramento de uma apreens&atilde;o entre o agir de nossa consci&ecirc;ncia no mundo e a maneira pela qual elaboramos nossas experi&ecirc;ncias daquilo que nos &eacute; oferecido. Entretanto, para que tal premissa seja de fato explicitada resta explorar os contornos de uma cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o ao que Sartre chama de <i>antropologia do psicologismo</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Resta, portanto, empreender uma leitura acerca de uma poss&iacute;vel hist&oacute;ria da imagina&ccedil;&atilde;o no contexto das ideias psicol&oacute;gicas. Sartre parte do pressuposto de que se quisermos elaborar uma anal&iacute;tica da imagina&ccedil;&atilde;o deve-se recorrer a um olhar sobre os grandes sistemas metaf&iacute;sicos que culminaram com a cria&ccedil;&atilde;o da psicologia moderna numa esp&eacute;cie de experi&ecirc;ncia <i>apriori</i> da imagem sem levar em conta o problema ontol&oacute;gico radical no qual ela est&aacute; associada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Deter-se sobre essa hist&oacute;ria implica elaborar um processo de revis&atilde;o sobre os sentidos atribu&iacute;dos a imagina&ccedil;&atilde;o pela psicologia moderna e seus crit&eacute;rios metodol&oacute;gicos provenientes do positivismo. Para Sartre, a psicologia do s&eacute;culo XIX que advogava para si o estatuto cient&iacute;fico semelhante aos das ci&ecirc;ncias naturais ainda, encontrava-se embara&ccedil;ada por velhas quest&otilde;es presentes nos grandes sistemas metaf&iacute;sicos desde Descartes. Essas resson&acirc;ncias estariam inscritas no paradigma positivista da ci&ecirc;ncia psicol&oacute;gica do s&eacute;culo XIX, pois ele foi o primeiro fil&oacute;sofo a separar as sensa&ccedil;&otilde;es corporais do que aquilo que faz parte da consci&ecirc;ncia. Descartes (2005) costumava afirmar que mat&eacute;ria e consci&ecirc;ncia se excluem e, neste caso, a imagem seria meramente uma representa&ccedil;&atilde;o dos objetos exteriores. Tem-se neste caso a cria&ccedil;&atilde;o por parte do sujeito de um mundo interior alheio &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es exteriores. Deste modo, a imagem seria aquilo que possui uma impress&atilde;o material produzida no c&eacute;rebro do indiv&iacute;duo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Sartre ir&aacute; argumentar que a psicologia moderna necessitaria passar por uma nova proposta metodol&oacute;gica caso ela quisesse se emancipar do que ele mesmo chama de <i>mundo das ess&ecirc;ncias</i>. Na realidade, Sartre defende a emerg&ecirc;ncia de uma <i>pr&aacute;xis</i> psicol&oacute;gica absolutamente contr&aacute;ria &agrave;s teorias da intui&ccedil;&atilde;o existentes at&eacute; o aparecimento da fenomenologia. Em outras palavras, n&atilde;o se trata somente de perceber o sujeito como <i>ser-no-mundo</i>, mas compreender que este sujeito &eacute; um ser que representa o mundo e a si mesmo.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">    <blockquote>Vemos aqui o germe do neorrealismo americano. Mas todas essas afirma&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, ontol&oacute;gicas e psicol&oacute;gicas decorrem analiticamente do abandono das ess&ecirc;ncias cartesianas. A imagem n&atilde;o se transformou em nada, n&atilde;o sofreu nenhuma modifica&ccedil;&atilde;o enquanto o c&eacute;u intelig&iacute;vel desmoronava, pela simples raz&atilde;o que ela j&aacute; era, em Descartes, <i>uma coisa</i>. &Eacute; o advento do psicologismo, o qual, sob diversas formas, n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o uma antropologia positiva, isto &eacute;, uma ci&ecirc;ncia que quer tratar o homem como um ser no mundo, negligenciando o fato essencial de que o homem &eacute; tamb&eacute;m um ser que <i>se representa</i> o mundo e a si mesmo no mundo. (Sartre, 2013, p. 21)</blockquote></font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Como se sabe a imagem &eacute; um problema caro &agrave; psicologia. Disso decorre o fato de que sem a defini&ccedil;&atilde;o de um percurso metodol&oacute;gico adequado ela n&atilde;o consegue ultrapassar o campo da intui&ccedil;&atilde;o segundo Sartre caracterizando-se como uma mera metaf&iacute;sica frustrada. De acordo com Sartre mesmo os psic&oacute;logos ligados &agrave; corrente do neokantismo n&atilde;o foram capazes de pensar o papel da imagem a partir de uma experi&ecirc;ncia do vivido justamente porque negligenciaram um &uacute;nico aspecto: o papel pol&iacute;tico da experi&ecirc;ncia do pensamento como desdobramento da imagina&ccedil;&atilde;o. Esse parece ser o posicionamento pol&iacute;tico adotado por Sartre nas entrelinhas de seu livro. Ou seja, n&atilde;o se trata mais de afirmar &agrave; imagina&ccedil;&atilde;o de um <i>eu</i> aut&ocirc;nomo, mas uma esp&eacute;cie de imagem que est&aacute; diretamente associada &agrave; vida social e aqui emerge n&atilde;o a separa&ccedil;&atilde;o entre sujeito e objeto, e sim a verdadeira s&iacute;ntese cujo maior expoente &eacute; a fenomenologia, pois de acordo com esse saber enquanto que a imagina&ccedil;&atilde;o remete a consci&ecirc;ncia imaginante o pensar est&aacute; ligado a profus&atilde;o da experi&ecirc;ncia reflexiva, logo a consci&ecirc;ncia existe desdobrada no mundo em ato, pois toda consci&ecirc;ncia &eacute; consci&ecirc;ncia de alguma coisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Isso significa que para Sartre, a consci&ecirc;ncia &eacute; muito mais do que um mero processo reflexivo. Na realidade, ela seria uma conjetura da a&ccedil;&atilde;o j&aacute; que ela n&atilde;o pertence a um indiv&iacute;duo, nem &eacute; a mat&eacute;ria prima pela qual separamos o mundo interior do exterior, mas simplesmente est&aacute; dada no mundo. Da mesma forma que a percep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser confundida como representa&ccedil;&atilde;o, mas sim como um devir maqu&iacute;nico da experi&ecirc;ncia j&aacute; que a imagina&ccedil;&atilde;o &eacute; para Sartre movimento, uma imagem que n&atilde;o reside em parte alguma.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Quando se trata de imagina&ccedil;&atilde;o deve-se desconstruir a tese de que ela &eacute; uma coisa diante do pensamento. Em <i>Investiga&ccedil;&otilde;es L&oacute;gicas</i> podemos constatar a cr&iacute;tica mais corrosiva de Husserl ao psicologismo. Do conte&uacute;do positivista que concebe a consci&ecirc;ncia como fen&ocirc;meno cognitivo, Husserl percebe a exist&ecirc;ncia de significa&ccedil;&otilde;es representadas que se deixam constituir por conte&uacute;dos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Deste modo, percebe-se que a investiga&ccedil;&atilde;o de Sartre neste pequeno, por&eacute;m emblem&aacute;tico ensaio reserva um olhar sobre a hist&oacute;ria da imagem no pensamento ocidental desde Descartes at&eacute; a psicologia do s&eacute;culo XIX a partir da formula&ccedil;&atilde;o do seguinte questionamento: em que momento a imagem passa a ser uma categoria sujeitada &agrave; experi&ecirc;ncia reflexiva? Ou perguntado de outro modo: quando a imagem se tornou um desdobramento da racionalidade? Enveredando-se pelos contornos da fenomenologia Sartre parte do pressuposto de que a imagem reflete  o fen&ocirc;meno da consci&ecirc;ncia percebida como intencionalidade n&atilde;o estando, de modo algum, fora do mundo e fora da realidade. Isso por conta de um &uacute;nico aspecto; nossa percep&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre superior &agrave; raz&atilde;o. Por conta disso &eacute; que uma psicologia da imagina&ccedil;&atilde;o deve levar em conta  o papel fenomenol&oacute;gico dos sentidos e n&atilde;o sua pura especula&ccedil;&atilde;o. Isso quer dizer que para se pensar as bases de uma psicologia concreta deve-se levar em conta que a imagina&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre da ordem do vivido, embora deva-se ressaltar que esse vivido n&atilde;o esteja inscrito na categoria do pensamento, j&aacute; que suas caracter&iacute;sticas envolvem os contornos daquilo que &eacute; pr&eacute;-reflexivo. Justamente por conta desse aspecto &eacute; que n&atilde;o se pode confundir consci&ecirc;ncia com racionalidade, pois a consci&ecirc;ncia se encontra no plano fenomenol&oacute;gico e como tal deve ser compreendida como uma condi&ccedil;&atilde;o ontol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">&Eacute; diante dessa constata&ccedil;&atilde;o que Sartre ir&aacute; considerar que o grande acontecimento que impulsionou a fenomenologia foi &agrave; publica&ccedil;&atilde;o, por parte Husserl de <i>A Crise das Ci&ecirc;ncias Europeias e a Fenomenologia Transcendental</i> (Husserl, 2012), pois &eacute; nesse escrito que ser&aacute; problematizado definitivamente todas as ess&ecirc;ncias das atitudes naturais. A fenomenologia apresentada nesse contexto seria um m&eacute;todo para uma nova possibilidade do <i>fazer psicol&oacute;gico</i> desprovido de qualquer espontaneidade ou gratuidade, j&aacute; que ela procura pensar a consci&ecirc;ncia, n&atilde;o como intui&ccedil;&atilde;o, mas como ato e nesse sentido, a leitura empregada pela fenomenologia nada tem a ver com a constru&ccedil;&atilde;o de uma l&oacute;gica cognitiva, mas com a pr&oacute;pria apreens&atilde;o da experi&ecirc;ncia do pensamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Indo na contram&atilde;o da perspectiva positivista que tenta a todo custo prescrever uma racionaliza&ccedil;&atilde;o do sujeito atrav&eacute;s da quantifica&ccedil;&atilde;o de seus sentimentos e experi&ecirc;ncias atrav&eacute;s de dados emp&iacute;ricos, a fenomenologia procura trabalhar com os elementos da imagina&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do sentido dado a experi&ecirc;ncia, cujo objetivo final seria  o de pensar as bases de uma psicologia voltada para as quest&otilde;es que envolvem a dimens&atilde;o ontol&oacute;gica do sujeito buscando investigar os sentidos e os significados que habitam a realidade ps&iacute;quica a partir da sua temporalidade e da sua hist&oacute;ria, pois para Sartre (2013, p. 28) "a &uacute;nica maneira de existir para uma consci&ecirc;ncia &eacute; ter consci&ecirc;ncia que ela existe".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Descartes, R. (2005). <i>O Discurso do M&eacute;todo</i>. Porto Alegre: L &amp; PM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3004392&pid=S1809-6867201700010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Husserl, E. (2012). <i>A Crise das Ci&ecirc;ncias Europ&eacute;ias e a Fenomenologia Transcendental</i>. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3004394&pid=S1809-6867201700010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Sartre, J.P. (1987). <i>Lo Imagin&aacute;rio</i>. Buenos Aires: Ibero Americana.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3004396&pid=S1809-6867201700010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Sartre, J.P. (2005). <i>O Ser e o Nada: ensaio de ontologia fenomenol&oacute;gica</i>. Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3004398&pid=S1809-6867201700010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Sartre, J.P. (2006). <i>Esbo&ccedil;o Para Uma Teoria das Emo&ccedil;&otilde;es</i>. Porto Alegre: L &amp; PM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3004400&pid=S1809-6867201700010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Sartre, J.P. (2013). <i>A Imagina&ccedil;&atilde;o</i>. Porto Alegre: L &amp; PM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3004402&pid=S1809-6867201700010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Sartre, J.P. (2014). <i>A Transcend&ecirc;ncia do Ego</i>. 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