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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b>Editorial</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Ana Paula Porto Noronha<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <sup>I</sup>Editora</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> O ano de 2020 exigiu grandes adapta&ccedil;&otilde;es &agrave;s sociedades em raz&atilde;o da pandemia de COVID&#45;19 (<i>Corona Virus Disease</i>). Os desafios impostos exigiram formas distintas de viver, trabalhar, se relacionar e cuidar. Milhares de pessoas tiveram as vidas interrompidas e outros milhares choraram suas perdas. A Uni&atilde;o Latino&#45;Americana de Entidades de Psicologia &#150; ULAPSI inicia a apresenta&ccedil;&atilde;o do N&uacute;mero 35 da Revista Psicologia para Am&eacute;rica Latina se solidarizando com todos aqueles que investiram grandes esfor&ccedil;os no enfrentamento das adversidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> S&atilde;o publicados 13 artigos, que re&uacute;nem tem&aacute;ticas diversas. 'Estilos de pensar e criar em universit&aacute;rios da &aacute;rea de gest&atilde;o de pessoas' &eacute; o t&iacute;tulo do primeiro artigo, de autoria de Eliana Santos de Farias, Tatiana de C&aacute;ssia Nakano, Bruno Bonf&aacute;&#45;Araujo e Solange Muglia Wechsler. O objetivo foi pesquisar os estilos em estudantes de curso de tecn&oacute;logo em Administra&ccedil;&atilde;o. Eles responderam &agrave; Escala de Estilos de Pensar e Criar (EEPC), que avalia os estilos de pensar e criar, definidos como maneiras preferenciais de express&atilde;o criativa. Os autores encontraram resultados diferentes para a vari&aacute;vel sexo, de modo que as mulheres apresentaram mais o estilo L&oacute;gico&#45;Objetivo, quando comparadas aos homens. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> 'No nos atrevemos a decir "no" a nuestros jefes, pero... nos gustar&iacute;a?' &eacute; o t&iacute;tulo do artigo de Luisa Mayoral, Amine Rezrazi e Bernard Gangloff. &Eacute; problematizada a submiss&atilde;o &agrave; autoridade no ambiente de trabalho. Para tanto, eles contaram com 120 trabalhadores de empresas, cujas idades variaram entre 25 e 45 anos. Eles responderam ao question&aacute;rio que continha 24 itens sobre submiss&atilde;o &agrave; autoridade, de duas maneiras diferentes: fazendo uso da honestidade e de acordo com o seu <i>eu ideal</i>. Os achados revelaram que os respondentes, embora obedientes, em raz&atilde;o da necessidade, desejavam no plano ideal, de se expressar com mais rebeldia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Hugo Gonz&aacute;lez, Laura G. Persingola, Alessandra Zanotti, Laura Bagnoli Cavazzoni escreveram o artigo 'Percepci&oacute;n del acoso sexual callejero en mujeres'. Trata&#45;se de uma pesquisa quantitativa, cujo objetivo foi investigar o ass&eacute;dio sexual percebido por mulheres. Fizeram parte do estudo 505 mulheres, com idades entre 18 e 54 anos, que responderam ao question&aacute;rio de Ass&eacute;dio Sexual em vias p&uacute;blicas. A maioria dos participantes afirmou ter sofrido ass&eacute;dio sexual. Ao lado disso, tamb&eacute;m foi observado que as mulheres mais jovens est&atilde;o mais sujeitas ao ass&eacute;dio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As rela&ccedil;&otilde;es entre satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e qualidade do relacionamento conjugal em universit&aacute;rias foram investigadas por Grazielle C&aacute;ssia Alves de Souza, Jhonmelle Vale da Silva, Priscila Junqueira e Francine N&aacute;thalie Ferraresi Rodrigues Queluz. Participaram 51 universit&aacute;rias, com idades variando entre 20 e 40 anos. As autoras aplicaram o Quociente Sexual &#150; Vers&atilde;o Feminina, a Escala de Relacionamento Conjugal e um Question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico, e os achados permitiram concluir que satisfa&ccedil;&atilde;o sexual est&aacute; associada &agrave; express&atilde;o de afeto, coes&atilde;o e ajustamento no relacionamento afetivo. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com vistas a identificar instrumentos brasileiros com estudos psicom&eacute;tricos para avaliar o desempenho de professores universit&aacute;rios, Joene Vieira&#45;Santos e Marcelo Henrique Oliveira Henklain realizaram uma revis&atilde;o de literatura que tem como t&iacute;tulo 'Instrumentos com evid&ecirc;ncias psicom&eacute;tricas para avaliar o desempenho de professores universit&aacute;rios: revis&atilde;o de literatura'. Os autores identificaram 24 instrumentos distintos com estudos de evid&ecirc;ncias de validade e estimativas de precis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com objetivo semelhante, Jo&atilde;o Lucas Dias&#45;Viana, no artigo 'Propriedades psicom&eacute;tricas do Teste House&#45;Tree&#45;Person (HTP): An&aacute;lise da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira', analisou pesquisas realizadas com o HTP no Brasil. Uma revis&atilde;o sistematizada da literatura, por meio das bases de dados da Scielo, PePSIC, Lilacs e Index Psi, permitiu o acesso a 14 estudos. A pouca aten&ccedil;&atilde;o dada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de pesquisas brasileiras, que objetivem a busca de evid&ecirc;ncias de validade e estimativas de precis&atilde;o para o teste foi a conclus&atilde;o do artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ainda, o artigo 'Gender conformity norms: a systematic review of validity evidence', de autoria de Julia Caciano da Silva, Felipe Valentini e Clarissa Pinto Pizarro de Freitas consistiu em uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura para identificar evid&ecirc;ncias de validade com base na estrutura interna do Invent&aacute;rio de Conformidade com as Normas Femininas e do Invent&aacute;rio de Conformidade com as Normas Masculinas. Foram analisadas 19 publica&ccedil;&otilde;es, cujas amostras eram predominantemente compostas por jovens universit&aacute;rios. As publica&ccedil;&otilde;es encontradas cont&ecirc;m dados que corroboram a validade e a fidedignidade dos instrumentos, mas s&atilde;o encontradas lacunas em torno do modelo te&oacute;rico mais adequado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Marcelo Martinelli e Fabi&aacute;n Rueda s&atilde;o os autores de 'A influ&ecirc;ncia do bem&#45;estar subjetivo na qualidade de vida em idosos'. Eles contextualizam que a literatura cient&iacute;fica evidenciou o aumento de publica&ccedil;&atilde;o de pesquisas com amostras de idosos, fruto da amplia&ccedil;&atilde;o da expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o. Participaram do estudo 71 pessoas, com idades entre 60 e 85 anos, que responderam &agrave; Escala de Bem&#45;Estar Subjetivo e o WHOQOL<i>&#45;Old.</i> Os afetos positivos impactaram as facetas autonomia e atividades passadas, presentes e futuras, enquanto os afetos negativos tiveram fraca influ&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade de vida. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Tem&aacute;tica semelhante foi estudada por Jennifer Carla Reis Ferreira, Nayane Nartoni Piovezan, Luana Comito Muner e Helder Henrique Viana Batista. Um question&aacute;rio demogr&aacute;fico e a Escala de Bem&#45;Estar Subjetivo (EBES) foram aplicados em 40 idosos, com idades entre 68 e 96 anos, com o intuito de investigar o Bem Estar Subjetivo de idosos que residiam em um asilo e identificar diferen&ccedil;as relacionadas &agrave;s caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas. Como resultados, os autores encontraram que aqueles idosos com visitas frequentes apresentaram maiores n&iacute;veis de afeto positivo e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e menos afetos negativos. 'N&iacute;veis de Bem&#45;estar subjetivo em idosos asilados' &eacute; o t&iacute;tulo do artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Marco Antonio Gomes, Let&iacute;cia Lovato Dellazzana&#45;Zanon, Makilim Nunes Baptista e Ana Celi Pallini escreveram 'Escala de Motivos para Viver (EMVIVER): Processo de Constru&ccedil;&atilde;o dos Itens'. "Quais seus motivos para viver?" foi a pergunta disparadora para a investiga&ccedil;&atilde;o, que contou com 107 universit&aacute;rios, com m&eacute;dia de idade de 26,2 anos. A an&aacute;lise qualitativa indicou a exist&ecirc;ncia das seguintes categorias: (a) Relacionamentos significativos; (b) Atra&ccedil;&atilde;o pela vida; (c) Planos para o futuro; (d) Aspectos relacionados ao Eu e (e) Virtudes. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Cyberbullying e depress&atilde;o em adolescentes &eacute; o t&iacute;tulo do artigo elaborado por Guilherme Welter Wendt e Carolina Saraiva de Macedo Lisboa. Foram investigadas preval&ecirc;ncia e associa&ccedil;&otilde;es entre sintomas de depress&atilde;o e diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o a vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas em 367 adolescentes, com m&eacute;dia de idade de 14,76 anos. Os resultados mostraram alta ocorr&ecirc;ncia de cyber agress&atilde;o e cyber vitimiza&ccedil;&atilde;o, e aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os sexos na ocorr&ecirc;ncia do cyberbullying. Adolescentes v&iacute;timas&#45;agressores reportaram m&eacute;dias superiores de depress&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dois pr&oacute;ximos artigos versam sobre suic&iacute;dio. Alexandre Castelo Branco Her&ecirc;nio e Daniela Sacramento Zanini escreveram o artigo 'Idea&ccedil;&atilde;o e Tentativa de Suic&iacute;dio em Adolescentes' e Jos&eacute; Vitor da Silva, Makilim Nunes Baptista, Elaine Aparecida Rocha Domingues, Let&iacute;cia de Cassia Lopes Silva, Elaine Costa Pereira e Ana Celi Pallini s&atilde;o autores de 'Significados e motivos para suic&iacute;dio em pessoas com tentativa pr&eacute;via'. Os estudos t&ecirc;m desenhos metodol&oacute;gicos distintos; o primeiro converge para uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre idea&ccedil;&atilde;o e tentativa de suic&iacute;dio. O segundo encontra categorias de respostas para o significado atribu&iacute;do ao suic&iacute;dio, a saber: &aacute;pice do limite; fim de tudo; dar um basta; acabar com sofrimento; fuga; ato de desespero; tenta&ccedil;&atilde;o; desestrutura familiar; chamar aten&ccedil;&atilde;o e covardia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Isto posto, conclu&iacute;mos a publica&ccedil;&atilde;o dos n&uacute;meros referentes &agrave; 2020. Aproveito a oportunidade para agradecer &agrave; Uni&atilde;o Latino&#45;Americana de Entidades de Psicologia, pela oportunidade que me foi dada para estar &agrave; frente deste peri&oacute;dico como editora chefe, cuja miss&atilde;o se encerra com a apresenta&ccedil;&atilde;o deste n&uacute;mero. O trabalho foi &aacute;rduo no sentido de mant&ecirc;&#45;lo atualizado, reunindo publica&ccedil;&otilde;es interessantes, vindos de v&aacute;rios pa&iacute;ses e a recente inclus&atilde;o nas bases de dados: Pepsic, Google Acad&ecirc;mico, sistema LivRe e sum&aacute;rios.org. Acredita&#45;se que muito deve ser aprimorado, mas o esfor&ccedil;o constante e conjunto &eacute; o caminho para o compartilhar do conhecimento. </font></p>      ]]></body>

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