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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores Associados à Baixa Performance Acadêmica de Alunos Superdotados]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Secretaria de Educação do Distrito Federal e Universidade de Brasília  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper aims to analyse factors associated with low academic performance of gifted students. This condition, known as underachievement, is characterized by imbalance between the potential and proven performance in tasks in school and in life. The most common factors in the literature are individual or internal - motivation, self-concept, creativity - and the external or environmental ones, such as family and school. It is expected that this study help experts, educators and families to recognize the existence of this condition and related factors, so they can offer proper training and educational practices to the needs and characteristics of this subpopulation of gifted students.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="4"><b>Fatores Associados &agrave; Baixa Performance Acad&ecirc;mica de Alunos Superdotados</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="3"><b>Factors Associated with Low Academic Performance of Gifted Students</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><b>Vanessa Terezinha Alves Tentes de Ourofino <sup>I</sup>; Denise de Souza Fleith <sup>II</sup>; Fernanda do Carmo Gon&ccedil;alves <sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><sup>I</sup> Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Distrito Federal e Universidade de Bras&iacute;lia    <br> <sup>II</sup> Universidade de Bras&iacute;lia</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><a name="end1"></a><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade="noshade" size="1" />     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Este trabalho tem como objetivo apresentar fatores associados &agrave; baixa performance acad&ecirc;mica de alunos superdotados. Essa condi&ccedil;&atilde;o, denominada em ingl&ecirc;s de <i>underachievement</i>, &eacute; caracterizada pelo descompasso entre o potencial revelado e a performance na realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas na escola e na vida. Os fatores mais recorrentes na literatura s&atilde;o os individuais ou internos - motiva&ccedil;&atilde;o, autoconceito, criatividade - e os ambientais ou externos como fam&iacute;lia e escola. Espera-se com este estudo auxiliar especialistas, educadores e familiares a reconhecerem a exist&ecirc;ncia dessa condi&ccedil;&atilde;o e os fatores associados, para que possam propor pr&aacute;ticas educativas e pedag&oacute;gicas adequadas &agrave;s necessidades e caracter&iacute;sticas dessa subpopula&ccedil;&atilde;o de superdotados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Superdota&ccedil;&atilde;o; condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i>; alunos superdotados <i>underachievers</i>; fatores associados.</font></p> <hr noshade="noshade" size="1" />     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">This paper aims to analyse factors associated with low academic performance of gifted students. This condition, known as underachievement, is characterized by imbalance between the potential and proven performance in tasks in school and in life. The most common factors in the literature are individual or internal - motivation, self-concept, creativity - and the external or environmental ones, such as family and school. It is expected that this study help experts, educators and families to recognize the existence of this condition and related factors, so they can offer proper training and educational practices to the needs and characteristics of this subpopulation of gifted students.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Gifted students; underachievement, gifted underachievers; associated factors.</font></p> <hr noshade="noshade" size="1" />     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Mentes brilhantes t&ecirc;m desafiado a ortodoxia h&aacute; s&eacute;culos na compreens&atilde;o do potencial superior exibido por alguns indiv&iacute;duos nas ci&ecirc;ncias, nas artes e em uma infinidade de campos do saber e das capacidades humanas (Alencar & Galv&atilde;o, 2007). Nessa dire&ccedil;&atilde;o, a &aacute;rea de estudos sobre altas habilidades tem se preocupado em investigar quest&otilde;es que esclare&ccedil;am a multidimensionalidade do fen&ocirc;meno da superdota&ccedil;&atilde;o, tanto na perspectiva do sucesso vivenciado pela popula&ccedil;&atilde;o de superdotados, quanto na elucida&ccedil;&atilde;o dos poss&iacute;veis fatores e condi&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; baixa produtividade e insucesso de uma parcela desse grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Compreende-se por superdotado o indiv&iacute;duo que demonstra habilidades muito acima da m&eacute;dia em alguma &aacute;rea do conhecimento humano, seja das produ&ccedil;&otilde;es intelectuais, art&iacute;sticas, rela&ccedil;&otilde;es sociais, criativas, esportivas e psicomotoras. A concep&ccedil;&atilde;o de superdota&ccedil;&atilde;o que fundamenta este estudo est&aacute; apoiada no Modelo dos Tr&ecirc;s An&eacute;is formulado por Renzulli (1986), no qual se destaca a combina&ccedil;&atilde;o de habilidade geral acima da m&eacute;dia, criatividade e motiva&ccedil;&atilde;o como tra&ccedil;os decisivos na organiza&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno das altas habilidades (Fleith, 2009; Virgolim, 2007). Incurs&otilde;es em subpopula&ccedil;&otilde;es especiais de superdota&ccedil;&atilde;o tornam o desafio ainda mais instigante, por se constatar uma realidade paradoxal revelada por alguns estudantes superdotados em sua trajet&oacute;ria escolar (Matthews & McBee, 2007; Neihart, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">O estudante com potencial superior tem sido reconhecido por demonstrar facilidade de aprendizagem e apresentar rendimento acad&ecirc;mico bastante satisfat&oacute;rio, geralmente acima da expectativa para o seu grupo et&aacute;rio e s&eacute;rie. Contudo, em alguns casos, o superdotado n&atilde;o consegue estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o harmoniosa entre seu potencial e sua performance escolar. Estudiosos da &aacute;rea consideram essa condi&ccedil;&atilde;o, denominada em ingl&ecirc;s de <i>underachievement</i>, como um dos maiores problemas a ser enfrentado na educa&ccedil;&atilde;o de superdotados (McCoach & Siegle, 2003; Montgomery, 2009; Reis & McCoach, 2000; Renzulli, Reid & Gubbins, 1992).</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">A defini&ccedil;&atilde;o de <i>underachievement</i> n&atilde;o guarda consenso entre os especialistas. Uma formula&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel e abrangente enfatiza a discrep&acirc;ncia entre o potencial revelado (habilidade) e a performance (realiza&ccedil;&atilde;o) de indiv&iacute;duos superdotados diante das situa&ccedil;&otilde;es que a vida lhes oferece, seja na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, na constitui&ccedil;&atilde;o e alcance de metas pessoais, familiares e profissionais ou mesmo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o para atingir sua autorrealiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto escolar, Reis e McCoach (2000) esclarecem que as diverg&ecirc;ncias constatadas entre capacidade ou potencial (mensurada por escores em realiza&ccedil;&otilde;es padronizadas ou avalia&ccedil;&otilde;es cognitivas e intelectuais) e realiza&ccedil;&atilde;o ou performance (mensurada por notas escolares, avalia&ccedil;&atilde;o de professor, mentor) caracterizam a baixa performance acad&ecirc;mica. Para essas autoras, &eacute; considerado <i>nderachiever</i> o estudante superdotado que exibir alto potencial cognitivo em testes padronizados; demonstrar baixa performance acad&ecirc;mica, ou seja, desempenho incompat&iacute;vel com o potencial revelado; apresentar rendimento acad&ecirc;mico inferior ou ter enfrentado obst&aacute;culos no transcurso de seu desenvolvimento escolar; e ainda, ser descrito por seus professores e mentores como superdotado com baixo desempenho ou baixa performance acad&ecirc;mica. Por esse par&acirc;metro, o superdotado <i>underachiever</i> &eacute; o indiv&iacute;duo que n&atilde;o responde adequadamente &agrave;s expectativas escolares e sociais conforme prediz o seu potencial, revelando lacunas e insucesso em suas produ&ccedil;&otilde;es em sala de aula (Coil, Rhoads, Smith & Merrit, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Montgomery (2009) defende que o termo superdotado <i>underachiever</i> deve ser empregado quando comprovadamente o indiv&iacute;duo apresentar discrep&acirc;ncias reais entre o potencial estimado e a produtividade atual. A autora relata que o termo &eacute; geralmente utilizado para se referir &agrave;s dificuldades comportamentais, hiperatividade, aten&ccedil;&atilde;o reduzida e falta de perseveran&ccedil;a para completar tarefas. Para ela, se o estudante apresentar comportamentos similares a esses, mas mant&eacute;m uma produ&ccedil;&atilde;o efetiva no contexto escolar, de acordo com o seu potencial, n&atilde;o pode ser definido como <i>underachiever</i>. E acrescenta que uma postura negativa, adotada por professores, pais e especialistas, denuncia uma forma limitada de compreens&atilde;o do complexo fen&ocirc;meno da baixa performance acad&ecirc;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Os resultados apontados no relat&oacute;rio Uma Na&ccedil;&atilde;o em Risco: o Imperativo da Reforma Educativa, divulgado em 1983 pela Comiss&atilde;o Nacional de Excel&ecirc;ncia em Educa&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos, mostram que 50% dos alunos americanos superdotados, identificados no ensino fundamental e m&eacute;dio, n&atilde;o atingem n&iacute;veis &oacute;timos de desempenho acad&ecirc;mico (<i>National Commission on Excellence in Education</i>, 1983). Esses dados, apesar de terem sido divulgados nas&uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, ainda s&atilde;o relevantes e bastante citados na literatura internacional, mostrando de alguma forma que a problem&aacute;tica acerca do superdotado <i>underachiever</i> persiste na t&ocirc;nica atual (Adelson, 2007; Bethea, 2007; Clark, Lee, Goodman & Yacco, 2008; Hannah & Shore, 2008; Villatte & De Leonardis, 2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">No Brasil, os problemas relacionados ao baixo desempenho e ao fracasso escolar s&atilde;o contundentes e refletem a falta de equidade frente &agrave; qualidade de educa&ccedil;&atilde;o que se almeja. Chamam a aten&ccedil;&atilde;o os dados oficiais divulgados no Censo Escolar 2010, ano base 2009, demonstrando que no pa&iacute;s existem 53.791.142 estudantes matriculados na Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, sendo que desse total, 398.155 s&atilde;o alunos da educa&ccedil;&atilde;o especial e apenas 5.186 alunos s&atilde;o considerados superdotados (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 2010). Esse dado requer uma reflex&atilde;o tanto em rela&ccedil;&atilde;o aos processos de identifica&ccedil;&atilde;o do aluno superdotado, quanto aos registros oficiais que ainda s&atilde;o organizados de forma declarat&oacute;ria por parte das autoridades competentes. Diante desse quadro, se fortalece a concep&ccedil;&atilde;o de que muitos alunos superdotados s&atilde;o invis&iacute;veis ao sistema e certamente entre esses est&atilde;o muitos <i>underachievers</i>. Ainda mais complexa &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o daqueles que mesmo identificados como superdotados apresentam uma produtividade aqu&eacute;m de seu potencial, revelando uma desconex&atilde;o entre habilidade e o desempenho acad&ecirc;mico real e, por esse motivo, acabam exclu&iacute;dos do processo educacional (Montgomery, 2009; Ourofino, 2005; Ourofino & Fleith, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Embora esse tema seja estudado h&aacute; d&eacute;cadas em todo o mundo e principalmente por especialistas norte-americanos e europeus, a literatura brasileira sobre a condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i> ainda &eacute; escassa. Este artigo tem como objetivo apresentar fatores associados &agrave; baixa performance acad&ecirc;mica de indiv&iacute;duos superdotados, fomentando as discuss&otilde;es e reflex&otilde;es sobre o tema.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo te&oacute;rico foram analisados cap&iacute;tulos de livros, disserta&ccedil;&otilde;es, teses e artigos procedentes de peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos publicados nos&uacute;ltimos 10 anos. Os textos foram selecionados a partir de buscas em bancos de dados eletr&ocirc;nicos, acessados por meio dos reposit&oacute;rios eletr&ocirc;nicos de informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos e acervos bibliogr&aacute;ficos p&uacute;blico e particular. Espera-se que essas contribui&ccedil;&otilde;es possam auxiliar especialistas e educadores a reconhecerem a exist&ecirc;ncia dessa condi&ccedil;&atilde;o e a identificar fatores associados a ela, a fim de intervir de maneira adequada, transformando casos de insucesso de superdotados em hist&oacute;rias acad&ecirc;micas bem sucedidas, tanto na escola quanto na vida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="3"><b>Fatores Associados &agrave; Condi&ccedil;&atilde;o de <i>Underachievement</i> e Superdota&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">A revis&atilde;o de literatura aponta controv&eacute;rsias entre estudiosos do fen&ocirc;meno <i>underachievement</i>, principalmente no que tange &agrave;s causas e aos fatores que influenciam a manifesta&ccedil;&atilde;o dessa condi&ccedil;&atilde;o entre indiv&iacute;duos superdotados. Por&eacute;m, existe a concord&acirc;ncia de que esses indiv&iacute;duos demonstram vulnerabilidades afetivas e emocionais que os colocam em situa&ccedil;&atilde;o de risco social. S&atilde;o apontadas como causas da baixa performance acad&ecirc;mica em superdotados: a dificuldade de adapta&ccedil;&atilde;o ao ensino regular pouco desafiador; press&atilde;o para se adequar &agrave;s normas; isolamento social; e din&acirc;mica familiar conflituosa, r&iacute;gida e com altas expectativas (Baker, Bridger & Evans, 1998; Coil et al., 2008; Matthews & McBee, 2007; Montgomery, 2009; Reis & McCoach, 2000; Rimm, 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">A trajet&oacute;ria de insucesso acad&ecirc;mico de estudantes superdotados, segundo Coil e colaboradores (2008), &eacute; marcada por lacunas entre a capacidade e o desempenho alcan&ccedil;ado nas atividades exigidas pela escola. Esses autores verificaram, por meio de estudos de casos m&uacute;ltiplos, que os sinais da condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i> aparecem nos primeiros anos escolares e os efeitos negativos s&atilde;o cumulativos em todo o processo de desenvolvimento. As causas mais frequentes da baixa performance acad&ecirc;mica s&atilde;o a baixa autoestima; press&atilde;o por parte de pais, mentores e pares; dificuldades para estabelecer objetivos a longo prazo; e t&eacute;dio com os trabalhos desenvolvidos em sala de aula vinculados a um curr&iacute;culo tradicional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">&Eacute; observada na literatura uma triangula&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis causas em que est&atilde;o presentes fatores relacionados ao indiv&iacute;duo, &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; escola. Montgomery (2009) destaca que a condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i> &eacute; resultado de uma intera&ccedil;&atilde;o inadequada de fatores internos e externos que influenciam negativamente as produ&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas do indiv&iacute;duo superdotado e representam barreiras &agrave;s suas altas habilidades. Para essa autora, os fatores internos (falta de motiva&ccedil;&atilde;o, personalidade inst&aacute;vel e dificuldade espec&iacute;fica de aprendizagem) e os externos (cultura, poucas oportunidades de desenvolver atividades criativas, aus&ecirc;ncia de desafios cognitivos e processo de avalia&ccedil;&atilde;o escolar autorit&aacute;rio) interagem entre si, s&atilde;o complementares, interdependentes e representam a chave de entendimento do fen&ocirc;meno da baixa performance acad&ecirc;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Fatores associados ao indiv&iacute;duo como a depress&atilde;o, a ansiedade, o perfeccionismo, a baixa autoestima e o autoconceito negativo s&atilde;o apontados como preceptores de baixa performance acad&ecirc;mica. Outros fatores como rebeldia, irritabilidade, n&atilde;o conformismo, d&eacute;ficit de aprendizagem, desorganiza&ccedil;&atilde;o, impulsividade e d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o, imaturidade social e estabelecimento de metas irreais tamb&eacute;m podem estar associados ao fen&ocirc;meno <i>underachievement</i> (Baslanti & McCoach, 2006; McCoach & Siegle, 2003; Reis & McCoach, 2002; Rimm, 2003). Os fatores mais recorrentes na literatura associados a essa condi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os individuais ou internos - motiva&ccedil;&atilde;o, autoconceito e criatividade - e os fatores ambientais ou externos - fam&iacute;lia e escola. Cada um dos fatores ser&aacute; primeiramente abordado na perspectiva do fen&ocirc;meno de superdota&ccedil;&atilde;o e em seguida em um paralelo com a condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="3"><b>Fatores Individuais: Motiva&ccedil;&atilde;o, Autoconceito e Criatividade</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Os fatores individuais ou internos influenciam o desenvolvimento do superdotado e ao mesmo tempo caracterizam seu comportamento. &Eacute; importante lembrar que os fatores est&atilde;o intimamente relacionados e o que acontece em uma dimens&atilde;o pode afetar a outra (Alencar & Fleith, 2003). O impacto dos fatores individuais sobre o desenvolvimento do indiv&iacute;duo superdotado pode ser examinado por meio de sua conduta e da an&aacute;lise da qualidade de suas produ&ccedil;&otilde;es e express&atilde;o criativa. Verifica-se que a presen&ccedil;a desses fatores em condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis promove o desenvolvimento pleno do indiv&iacute;duo, ao passo que em situa&ccedil;&otilde;es inibidoras a baixa performance pode ser constatada. Combina&ccedil;&atilde;o de habilidades cognitivas, capacidade imag&eacute;tica, autonomia cr&iacute;tica, flexibilidade, entre outras caracter&iacute;sticas, formam um espectro de potencialidades na express&atilde;o das vari&aacute;veis individuais. Esses aspectos s&atilde;o tamb&eacute;m destacados por Alencar e Galv&atilde;o (2007), que consideram as caracter&iacute;sticas pessoais como contribui&ccedil;&atilde;o primeira para a cria&ccedil;&atilde;o nas ci&ecirc;ncias e nas artes. Para os autores, os atributos pessoais aliados ao clima sociocultural e as viv&ecirc;ncias experienciadas nos primeiros anos de vida do indiv&iacute;duo, sob influ&ecirc;ncia da fam&iacute;lia e da escola, podem tanto facilitar como obstruir a produ&ccedil;&atilde;o criativa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><i>Motiva&ccedil;&atilde;o.</i> V&aacute;rios autores apresentam a motiva&ccedil;&atilde;o como uma dimens&atilde;o importante capaz de mobilizar o indiv&iacute;duo na dire&ccedil;&atilde;o de metas espec&iacute;ficas, que conduzem &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o como pessoa (Amabile, 1986; Bzuneck, 2004; Csikszentmihalyi, 1990; Neves & Boruchovitch, 2007). A falta de motiva&ccedil;&atilde;o para criar, aprender e utilizar as potencialidades inerentes ao superdotado &eacute; motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o, pois pode levar o indiv&iacute;duo a n&atilde;o se engajar em seu processo de desenvolvimento superior. Sem motiva&ccedil;&atilde;o o indiv&iacute;duo n&atilde;o avan&ccedil;a na constru&ccedil;&atilde;o de ideias e produtos originais, pode desperdi&ccedil;ar seu talento ou, ainda pior, orient&aacute;-lo para pr&aacute;ticas inadequadas ao conv&iacute;vio social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">De acordo com Neves e Boruchovitch (2007), a motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; um elemento decisivo na consolida&ccedil;&atilde;o dos processos cognitivos, social e afetivo, consistindo em uma dire&ccedil;&atilde;o natural do ser humano para apreender o mundo que o cerca. Renzulli (1986) tamb&eacute;m sintetiza a no&ccedil;&atilde;o de motiva&ccedil;&atilde;o como energia pessoal canalizada para uma meta, seja na execu&ccedil;&atilde;o de um trabalho ou na organiza&ccedil;&atilde;o de uma ideia. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, Bzuneck (2004) refere-se &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o como uma dimens&atilde;o humana complexa de car&aacute;ter din&acirc;mico e processual que promove o direcionamento e a persist&ecirc;ncia necess&aacute;rios ao alcance de um determinado objetivo. A orienta&ccedil;&atilde;o e import&acirc;ncia da motiva&ccedil;&atilde;o como for&ccedil;as internas e externas ao indiv&iacute;duo que influenciam a sua produ&ccedil;&atilde;o criativa e sustentam a manuten&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;o em dire&ccedil;&atilde;o a uma meta &eacute; destacado por Amabile (1996) e Lubart (2007). Tamb&eacute;m a motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; entendida como um conjunto de fatores psicol&oacute;gicos inter-relacionados ao ambiente e que atuam na din&acirc;mica do indiv&iacute;duo determinando a maneira como ele estabelece, persiste e alcan&ccedil;a seus objetivos e metas, tanto em uma dimens&atilde;o guiada pela vontade e pelo prazer, quanto por necessidades de sucesso e reconhecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Assim, um aluno intrinsecamente motivado para aprender pode ser identificado quando seu envolvimento com as atividades escolares &eacute; caracterizado pelo interesse na tarefa, sendo essa geradora de satisfa&ccedil;&atilde;o. No entanto, quando o aluno realiza as atividades escolares com o intuito de obter recompensas materiais ou sociais, sua motiva&ccedil;&atilde;o para aprender &eacute; tipicamente extr&iacute;nseca (Neves & Boruchovitch, 2007). Essas autoras consideram que a motiva&ccedil;&atilde;o para aprender &eacute; a respons&aacute;vel pela autorregula&ccedil;&atilde;o da aprendizagem exercendo influ&ecirc;ncia sobre o desempenho escolar. &Eacute; poss&iacute;vel que alunos sejam simultaneamente intr&iacute;nseca e extrinsecamente motivados, mas para alguns indiv&iacute;duos, entre eles o superdotado, a paix&atilde;o por aprender, o estudo deliberado e a perseveran&ccedil;a revelam a natureza intr&iacute;nseca de sua motiva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">De modo geral, os superdotados demonstram motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca evidenciada por predile&ccedil;&atilde;o aos estudos independentes ao inv&eacute;s de trabalhos em grupos, assumem a responsabilidade pelas atividades acad&ecirc;micas e aprendizagens dos colegas de classe e revelam comportamentos de autorregula&ccedil;&atilde;o da aprendizagem (Chagas, 2008; Ourofino, 2007). A correla&ccedil;&atilde;o entre os estilos de aprendizagem, a performance acad&ecirc;mica, a motiva&ccedil;&atilde;o e a persist&ecirc;ncia na realiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos escolares foram analisadas por Rayneri (2006), em estudo conduzido com 80 estudantes superdotados do ensino m&eacute;dio. Os resultados demonstraram correla&ccedil;&atilde;o positiva entre performance e motiva&ccedil;&atilde;o. Do mesmo modo, o &iacute;ndice de correla&ccedil;&atilde;o &eacute; alto entre motiva&ccedil;&atilde;o e persist&ecirc;ncia na realiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos escolares. As correla&ccedil;&otilde;es foram positivas tamb&eacute;m entre estilos de aprendizagem (estudo independente e efetiva&ccedil;&atilde;o de projetos) e motiva&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, entre o estilo de aprendizagem (habilidades manuais e cinest&eacute;sicas) e motiva&ccedil;&atilde;o foi verificada correla&ccedil;&atilde;o negativa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Montgomery (2009) ressalta que os <i>underachievers</i> enfrentam dificuldades para administrar sua motiva&ccedil;&atilde;o, e por essa raz&atilde;o fracassam em autorregular sua aprendizagem. Outro aspecto levantado por essa autora diz respeito &agrave; baixa motiva&ccedil;&atilde;o aplicada nas tarefas escolares pouco desafiadoras. O <i>underachiever</i> oscila quanto &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o para se envolver nas atividades acad&ecirc;micas e responde negativamente &agrave;s estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas usuais. O aluno pode se apresentar bastante motivado em uma determinada disciplina e desmotivado em outra. Essa din&acirc;mica inst&aacute;vel dificulta a avalia&ccedil;&atilde;o escolar por parte do professor, o que pode trazer preju&iacute;zos ao rendimento do aluno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><i>Autoconceito.</i> Consistentemente, os aspectos relacionados ao autoconceito t&ecirc;m sido apontados por muitos pesquisadores como uma vari&aacute;vel importante nos comportamentos superdotados e criativos, intrinsecamente associada &agrave;s demais vari&aacute;veis que estruturam a superdota&ccedil;&atilde;o (Fleith, 1999; Harter, 1985; Neihart, 2002; Renzulli, 1986; Virgolim 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Segundo Alencar e Fleith (2003), o autoconceito diz respeito &agrave; imagem subjetiva que cada indiv&iacute;duo possui de si mesmo e que passa a vida tentando manter e melhorar, estando intimamente relacionado &agrave; autoestima e &agrave; ideia que o indiv&iacute;duo tem de si mesmo. Contudo, a falta de defini&ccedil;&atilde;o clara, concisa e universalmente aceita do que seja o autoconceito tem constitu&iacute;do uma grande provoca&ccedil;&atilde;o para pesquisadores. </font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">O autoconceito n&atilde;o &eacute; est&aacute;tico, mas composto de v&aacute;rias dimens&otilde;es ou dom&iacute;nios, sendo, assim, suscet&iacute;vel a mudan&ccedil;as. O autoconceito configura-se por um conjunto de percep&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo tem de si mesmo, constru&iacute;das e fundamentadas nas experi&ecirc;ncias pessoais e caracter&iacute;sticas personol&oacute;gicas, diretamente afetadas por seu contexto e pelas respostas que oferece &agrave;s m&uacute;ltiplas situa&ccedil;&otilde;es que emergem em sua vida (Harter, 1985; Plucker & Stocking, 2001). Harter afirma que o autoconceito &eacute; um construto multidimensional relacionado &agrave;s aprendizagens vivenciadas e &agrave;s experi&ecirc;ncias de sucesso e de fracasso acumuladas no transcorrer da vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; baixa performance acad&ecirc;mica, superdotados <i>underachievers</i> tendem a demonstrar autoconceito negativo quando comparados aos superdotados. Isso sugere que esses indiv&iacute;duos possuem grande sensibilidade e necessitam de encorajamento para reconhecer e utilizar seus potenciais (Matthews & McBee, 2007; McCoach & Siegle, 2003; Montgomery, 2004; Ourofino, 2005). A baixa autoestima verificada nos <i>underachievers</i>, segundo Coil e colaboradores (2008), est&aacute; associada ao insucesso desses estudantes e, por isso, deve receber aten&ccedil;&atilde;o especial quando da formula&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias para reverter tal condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><i>Criatividade</i>. &Eacute; concebida como um processo de gerar novas ideias, produtos e a&ccedil;&otilde;es e est&aacute; associada ao talento e &agrave; capacidade do homem para encontrar respostas para seus problemas. Envolve aspectos como flu&ecirc;ncia, flexibilidade e originalidade de pensamento e, ainda, abertura a novas experi&ecirc;ncias, curiosidade, sensibilidade e coragem para correr riscos. Csikszentmihalyi (1996) prop&otilde;e que mais importante do que definir criatividade &eacute; investigar em que medida os ambientes sociais, culturais e hist&oacute;ricos reconhecem ou n&atilde;o uma produ&ccedil;&atilde;o criativa. Portanto, criatividade n&atilde;o pode ser entendida como resultante exclusivamente do produto individual, mas de sistemas sociais que julgam esse produto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">A revis&atilde;o de literatura conduzida por Kim (2008) buscou analisar a condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i> na perspectiva da criatividade. Essa autora verificou que devido &agrave; baixa performance acad&ecirc;mica, muitos superdotados s&atilde;o ignorados quanto ao seu potencial criativo. Apontou tamb&eacute;m que cerca de 30% dos alunos superdotados que abandonam a escola s&atilde;o altamente talentosos em &aacute;reas n&atilde;o valorizadas pelo contexto acad&ecirc;mico. Kim desmistifica a criatividade como um dom e destaca que as caracter&iacute;sticas dos <i>underachievers</i> na &aacute;rea acad&ecirc;mica se assemelham &agrave;s dos <i>underachievers</i> da &aacute;rea art&iacute;stica. Finalmente, a autora concluiu que os ambientes nos quais os superdotados <i>underachievers</i> est&atilde;o inseridos devem favorecer o atendimento &agrave;s suas necessidades especiais, e que os atores presentes nesses contextos precisam estar imbu&iacute;dos de uma orienta&ccedil;&atilde;o pr&oacute;-ativa, de compreens&atilde;o, de liberdade e de responsabilidade, para que possam se tornar altamente produtivos e superar as limita&ccedil;&otilde;es desta condi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Os superdotados <i>underachievers</i> tendem a manter as caracter&iacute;sticas associadas ao comportamento altamente criativo. No entanto, utilizam o pensamento divergente e a atitude n&atilde;o conformista como elementos quase exclusivos em seus processos criativos (Kim, 2008; Montgomery, 2009; Villatte & De Leonardis, 2010). Esse modo de agir associado aos demais aspectos promotores de baixa performance denota intoler&acirc;ncia e suscita r&oacute;tulos indesej&aacute;veis, bem como uma produ&ccedil;&atilde;o criativa aqu&eacute;m das expectativas para o potencial revelado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">O pensamento divergente, no contexto escolar, geralmente &eacute; confundido com resist&ecirc;ncias para aceitar regras e disposi&ccedil;&atilde;o para fantasiar e assim o manejo de ideias e o pensamento imaginativo s&atilde;o equivocadamente entendidos como devaneio e distra&ccedil;&atilde;o (Rimm, 2003). O entendimento sobre o conceito de criatividade e suas nuances, bem como saber reconhecer o pensamento divergente como uma das caracter&iacute;sticas do processo criativo de alguns indiv&iacute;duos, possibilita que essa vari&aacute;vel n&atilde;o seja ignorada ou erroneamente avaliada. Portanto, deve ser dada import&acirc;ncia especial &agrave; imagina&ccedil;&atilde;o e &agrave; criatividade como os principais fomentadores de desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o, entendendo que essas s&atilde;o as manifesta&ccedil;&otilde;es da liberdade humana que podem ser amea&ccedil;adas pela padroniza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos individuais e coletivos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="3"><b>Fatores Ambientais: Escola e Fam&iacute;lia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">As contribui&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas em superdota&ccedil;&atilde;o s&atilde;o densamente incorporadas por estudos que se referem aos importantes pap&eacute;is exercidos pela escola e pela fam&iacute;lia, como institui&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis pela qualidade do desenvolvimento do indiv&iacute;duo superdotado. Uma das exig&ecirc;ncias do s&eacute;culo XXI &eacute; a diversidade de talentos e de personalidades, impondo que se ofere&ccedil;a &agrave;s crian&ccedil;as e aos jovens, todas as possibilidades poss&iacute;veis de desenvolvimento e experimenta&ccedil;&atilde;o. As preocupa&ccedil;&otilde;es acerca da excel&ecirc;ncia intelectual, da criatividade e da qualidade de vida das pessoas devem estar presentes nos debates realizados nas variadas inst&acirc;ncias educativas, no sentido de orientar pr&aacute;ticas escolares e familiares eficientes na promo&ccedil;&atilde;o de potenciais talentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><i>Escola</i>. Em detrimento dos movimentos de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, o sistema educacional atual ainda est&aacute; organizado para atender seus alunos em uma perspectiva homogeneizada, fundamentada em um curr&iacute;culo m&iacute;nimo e com pouca flexibilidade. Essa vis&atilde;o de escola exige padroniza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos comportamentos dos alunos, ignorando seus estilos de aprendizagem e prejudicando, assim, sua participa&ccedil;&atilde;o ativa no processo de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Em rela&ccedil;&atilde;o ao aluno superdotado tal realidade &eacute; ainda mais danosa, pois afeta diretamente a possibilidade de que ele exer&ccedil;a integralmente seu potencial intelectual e criativo. Sternberg (2000) argumenta que provavelmente os alunos que se entediaram com as propostas escolares n&atilde;o tiveram oportunidades de se tornarem especialistas em suas &aacute;reas de interesse e nem a chance de desenvolver seus potenciais para a vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Em se tratando de alunos superdotados <i>underachievers</i> os desafios educacionais s&atilde;o ainda mais contundentes, na medida em que as caracter&iacute;sticas desses alunos requerem da escola propostas inclusivas mais amplas no atendimento &agrave;s necessidades educacionais associadas &agrave; superdota&ccedil;&atilde;o e, ao mesmo tempo, na revers&atilde;o da baixa performance acad&ecirc;mica. Para Sternberg (2000), os alunos com baixo desempenho escolar s&atilde;o pouco motivados, revelam dificuldades para planejar e monitorar suas a&ccedil;&otilde;es, demonstrando limita&ccedil;&atilde;o para criar e lidar com resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, de n&atilde;o utilizarem adequadamente seus conhecimentos, suas habilidades e ainda subestimarem sua capacidade cognitiva. Ourofino (2005) observou que alunos <i>underachievers</i>, duplamente excepcionais com comorbidades como Transtorno de D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o/Hiperatividade revelam dificuldades de aprendizagem quando comparados aos superdotados e tendem a obter escores significativamente inferiores nas medidas de autoconceito que envolvem compet&ecirc;ncia acad&ecirc;mica, apar&ecirc;ncia f&iacute;sica, conduta comportamental e autoestima global. Ao lidar com esse segmento de alunos superdotados a escola dever&aacute;, antes de tudo, acolh&ecirc;-los em suas diferen&ccedil;as, compreend&ecirc;-los em suas necessidades educacionais especiais e criar mecanismos que impe&ccedil;am o desperd&iacute;cio do valioso capital humano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><i>Fam&iacute;lia</i>. A influ&ecirc;ncia do contexto familiar no desenvolvimento dos talentos e potencialidades dos filhos tem sido amplamente considerada nas pesquisas em superdota&ccedil;&atilde;o (Chagas, 2008; Clemons, 2008; Delou, 2007; Sparfeldt, 2006). O papel da fam&iacute;lia no reconhecimento e no encaminhamento de superdotados &eacute; fundamental, pois as crian&ccedil;as com esse perfil, desde os primeiros anos de vida, j&aacute; manifestam comportamentos e interesses que s&atilde;o sinalizadores de desenvolvimento precoce. Pais atentos podem perceber essas peculiaridades e estimular caracter&iacute;sticas indicadoras de altas habilidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Estudos atuais mostram que a influ&ecirc;ncia da fam&iacute;lia e dos filhos superdotados &eacute; rec&iacute;proca, e interage de modo din&acirc;mico e bidirecional ao longo do curso de vida (Chagas, 2008; Olszewski-Kubilius, 2002, 2003). A qualidade da intera&ccedil;&atilde;o no seio da fam&iacute;lia afeta significativamente o desenvolvimento da crian&ccedil;a que, por sua vez, cria demandas nos pais na busca de est&iacute;mulos cada vez mais elaborados na dire&ccedil;&atilde;o de uma atmosfera familiar rica em oportunidades de crescimento individual e social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Aspesi (2007) relata que, na literatura, as fam&iacute;lias dos superdotados, de modo geral, s&atilde;o descritas como harmoniosas, afetivas, coesa e com menos conflitos. Essas fam&iacute;lias geralmente s&atilde;o mais centradas em seus filhos, promovem um ambiente enriquecido em termos de varia&ccedil;&otilde;es de est&iacute;mulos, revelam altos padr&otilde;es de desempenho, criam mecanismos de independ&ecirc;ncia e monitoramento sedimentados em padr&otilde;es claros de conduta e desempenho, mant&ecirc;m alta expectativa em rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento dos filhos e disp&otilde;em de uma rede de apoio promotora de desenvolvimento de altas habilidades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Estudos em superdota&ccedil;&atilde;o focalizam a atua&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia em m&uacute;ltiplos contextos de desenvolvimento do superdotado, mostrando o impacto da presen&ccedil;a dos pais no direcionamento das habilidades dos filhos. Essa presen&ccedil;a nem sempre se traduz em experi&ecirc;ncia positiva dada a press&atilde;o que alguns pais acabam por exercer sobre seus filhos (Montgomery, 2003, 2009; Neihart, 2002; Rimm, 2003; Webb et al., 2005). Alguns autores advertem que a tens&atilde;o que se forma em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s elevadas expectativas pode implicar descompassos no desenvolvimento dos filhos e baixo desempenho (Bethea, 2007; Montgomery, 2003, 2009). J&aacute; Winner (2000) verificou que, em se tratando de talentosos na &aacute;rea de m&uacute;sica e esportes, a falta de expectativas elevadas em rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento dos filhos, por pais que n&atilde;o valorizam ou n&atilde;o estabelecem altos padr&otilde;es, &eacute; que leva ao baixo desempenho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Segundo Rimm (2003), as press&otilde;es sofridas pelos superdotados, em fun&ccedil;&atilde;o de altas expectativas dos pais, dizem respeito a uma pseudo e imperiosa necessidade de ser extraordinariamente inteligente e perfeito ou "o mais inteligente"; o desejo de ser extremamente criativo e&uacute;nico, que pode se traduzir em inconformismo; e a preocupa&ccedil;&atilde;o em ser admirado por seus pares, devido &agrave; apar&ecirc;ncia, &agrave; intelig&ecirc;ncia e &agrave; popularidade. As press&otilde;es constantes, o esfor&ccedil;o excessivo e os resultados abaixo das expectativas reduzem a motiva&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo e o conduz ao fracasso. O reflexo dessa condi&ccedil;&atilde;o na escola &eacute; instant&acirc;neo e reinicia esse ciclo de dif&iacute;cil ruptura, de altas expectativas, de cobran&ccedil;as familiares e dos pares, de estresse, de baixa autoestima, de desaten&ccedil;&atilde;o, de procrastina&ccedil;&atilde;o para realizar as tarefas, de resultados acad&ecirc;micos insuficientes at&eacute; que a fam&iacute;lia, a escola e o pr&oacute;prio indiv&iacute;duo encontrem mecanismos de revers&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Reis e McCoach (2000) sumarizaram 23 pesquisas acerca da din&acirc;mica familiar de estudantes superdotados <i>underachievers</i> realizadas entre os anos de 1971 e 1998. A revis&atilde;o sugere que as fam&iacute;lias de <i>underachievers</i> demonstram pouco interesse quanto ao processo de educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, exercem influ&ecirc;ncia negativa sobre as atitudes e comportamentos dos filhos para com a escola e propiciam um ambiente familiar muito restritivo e pouco estimulador. Paradoxalmente, essas fam&iacute;lias fazem cobran&ccedil;as irreais quanto aos resultados obtidos em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho acad&ecirc;mico, exigindo rendimento escolar muito acima das expectativas e das condi&ccedil;&otilde;es que foram oferecidas aos filhos. Autopercep&ccedil;&atilde;o, atitudes para com a escola e motiva&ccedil;&atilde;o comp&otilde;em um conjunto de vari&aacute;veis relacionadas &agrave; baixa performance acad&ecirc;mica de estudantes superdotados. Clemons (2008) investigou a autopercep&ccedil;&atilde;o, atitudes para com a escola e motiva&ccedil;&atilde;o de um grupo de adolescentes <i>underachievers</i> para verificar se existia rela&ccedil;&atilde;o entre essas vari&aacute;veis e o estilo parental. Os resultados apontaram uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o estilo parental e a performance acad&ecirc;mica. Quanto mais responsivo o estilo parental, maior a performance acad&ecirc;mica dos filhos e, quanto mais afetivo o estilo parental, maior a motiva&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos estudos e mais positivas s&atilde;o as atitudes para com a escola.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise dos fatores externos mostra que a colabora&ccedil;&atilde;o entre a escola e a fam&iacute;lia &eacute; de fundamental import&acirc;ncia para o desenvolvimento do superdotado (Aspesi, 2003; Dessen & Braz, 2005; Pol&ocirc;nia & Senna, 2005). Para Silverman (1993), a rela&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel entre essas duas institui&ccedil;&otilde;es &eacute; indispens&aacute;vel para a promo&ccedil;&atilde;o do bem estar do aluno superdotado. A descontinuidade entre essas parcerias pode atingir a produ&ccedil;&atilde;o escolar e impedir a inclus&atilde;o dos alunos. A colabora&ccedil;&atilde;o entre os pais e professores, a m&uacute;tua participa&ccedil;&atilde;o e envolvimento com a escola refletem positivamente no desempenho dos filhos, nos processos de aprendizagem e no fortalecimento dos v&iacute;nculos familiares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">A condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i> demonstrada por estudantes superdotados suscita muitos questionamentos por parte dos pais, professores e profissionais envolvidos com essa tem&aacute;tica. As frustra&ccedil;&otilde;es s&atilde;o inevit&aacute;veis quando se constata a incapacidade ou a falta de motiva&ccedil;&atilde;o do aluno em demonstrar suas habilidades e alto potencial na concretiza&ccedil;&atilde;o de resultados favor&aacute;veis ao seu desenvolvimento e &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o. A literatura atual aponta estudos que visam &agrave; compreens&atilde;o do fen&ocirc;meno, das caracter&iacute;sticas e das causas, embora ressalte que n&atilde;o h&aacute; um consenso quanto &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de <i>underachievement</i> (Bethea, 2007; Clemons, 2008; McCoach & Siegle, 2003; Montgomery, 2009; Reis & McCoach, 2000; Renzulli, Reid & Gubbins, 1992). Reconhecidamente esse &eacute; um desafio para os pesquisadores, pois a falta de uma defini&ccedil;&atilde;o adequada compromete a distin&ccedil;&atilde;o entre o aluno regular, que n&atilde;o atingiu seus objetivos acad&ecirc;micos por fatores associados &agrave;s dificuldades de aprendizagem, de comportamento e &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es cognitivas diante do curr&iacute;culo escolar, e aquele aluno superdotado, que demonstra produtividade acad&ecirc;mica incompat&iacute;vel com seu potencial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, a baixa performance acad&ecirc;mica de superdotados frequentemente n&atilde;o &eacute; reconhecida por muitos profissionais e estudiosos que trabalham com esse estudante. Neste sentido, Renzulli e colaboradores (1992) s&atilde;o enf&aacute;ticos ao defenderem a necessidade de pesquisadores priorizarem o desenvolvimento de estudos sobre subpopula&ccedil;&otilde;es especiais de superdotados, principalmente porque esse grupo tende a apresentar baixa performance em seu processo de desenvolvimento acad&ecirc;mico, dificuldades emocionais e sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Ademais, destaca-se a necessidade de reconhecimento dos fatores associados &agrave; condi&ccedil;&atilde;o <i>underachievement</i> para compreender o superdotado na complexidade de suas caracter&iacute;sticas e nas nuances que o fen&ocirc;meno da superdota&ccedil;&atilde;o revela em suas m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es e contextos, a fim de se estabelecer estrat&eacute;gias coerentes de interven&ccedil;&atilde;o para a revers&atilde;o das caracter&iacute;sticas de baixa performance. Essa realidade ser&aacute; poss&iacute;vel pela integra&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas educacionais inclusivas que avaliem e monitorem de maneira individualizada os aspectos de desenvolvimento do <i>underachiever</i> para acolher seu estilo de aprendizagem, esclarecendo seus pontos fortes e limita&ccedil;&otilde;es, com vistas &agrave; personaliza&ccedil;&atilde;o da aprendizagem e maximiza&ccedil;&atilde;o de suas potencialidades, em resposta efetiva &agrave;s suas necessidades educacionais especiais, na promo&ccedil;&atilde;o do sucesso escolar e no bem estar almejado por esses alunos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Adelson, J. L. (2007). A perfect case study: Perfectionism in academically talented fourth graders. <i>Gifted Child Today, 30</i>, 14-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910846&pid=S1982-1247201100010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Alencar, E. M. S., & Galv&atilde;o, A. C. T. (2007). Condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; cria&ccedil;&atilde;o nas ci&ecirc;ncias e nas artes. In A. M. R. Virgolim (Ed.), <i>Talento criativo: Express&atilde;o em m&uacute;ltiplos contextos</i> (pp. 103-119). Bras&iacute;lia: Editora UnB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910848&pid=S1982-1247201100010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Alencar, E. M. L. S., & Fleith, D. S. (2003). <i>Criatividade: M&uacute;ltiplas perspectivas</i> (3&ordf; ed.). Bras&iacute;lia: EdUnB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910850&pid=S1982-1247201100010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Amabile, T. M. (1996). <i>Creativity in context</i>. Boulder, CO: Westview Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910852&pid=S1982-1247201100010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Aspesi, C. C. (2003). <i>Processos familiares relacionados ao desenvolvimento de comportamentos de superdota&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910854&pid=S1982-1247201100010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Aspesi, C. C. (2007). A fam&iacute;lia do aluno com altas habilidades/superdota&ccedil;&atilde;o. In D. S. Fleith (Ed.), <i>A constru&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas educacionais para alunos com altas habilidades/superdota&ccedil;&atilde;o. O aluno e a fam&iacute;lia</i> (pp. 29-47). Bras&iacute;lia: MEC/SEESP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910856&pid=S1982-1247201100010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Baker, J. A., Bridger, R., & Evans, K. (1998). Models of underachievement among gifted readolescents: The role of personal, family, and school factors. <i>Gifted Child Quarterly, 42</i>, 5-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910858&pid=S1982-1247201100010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Baslanti, U., & McCoach, D. B. (2006). Factors related to the underachievement of university students in Turkey. <i>Roeper Review, 28</i>, 210-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910860&pid=S1982-1247201100010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Bethea, B. (2007). <i>Investigating perceived influencing academic underachievement of gifted students in grades four and five in a rural school district</i>. Tese de Doutorado. Capella University, Sumter, Estados Unidos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910862&pid=S1982-1247201100010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Bzuneck, J. A. (2004). A motiva&ccedil;&atilde;o do aluno: Aspectos introdut&oacute;rios. In E. Boruchovitch & J. A. Bzuneck (Eds.), <i>A motiva&ccedil;&atilde;o do aluno: Contribui&ccedil;&otilde;es da psicologia contempor&acirc;nea</i> (pp. 9-36). Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910864&pid=S1982-1247201100010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Chagas, J. F. (2008). <i>Adolescentes talentosos: Caracter&iacute;sticas individuais e familiares</i>. Tese de Doutorado, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910866&pid=S1982-1247201100010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Clark, M. A., Lee, S. M., Goodmam, W., & Yacco, S. (2008). Examining male underachievement in public education: Action research at a district level. <i>NASSP Bulletin, 92</i>, 111-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910868&pid=S1982-1247201100010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Clemons, T. L. (2008). Underachieving gifted students: A social cognitive model. <i>Roeper Review, 30</i>, 69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910870&pid=S1982-1247201100010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Coil, C., Rhoads, J., Smith, J., & Merritt, D. (2008). <i>Successful teaching in the differentiated</i>. Acesso em 13 de Junho de 2009, em <a href="http://www.piecesoflearning.com">http://www.piecesoflearning.com</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910872&pid=S1982-1247201100010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Csikszentmihalyi, M. (1996). <i>Creativity</i>. New York: HarperCollins.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910873&pid=S1982-1247201100010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Delou, C. M. C. (2007). O papel da fam&iacute;lia no desenvolvimento de altas habilidades e talentos. In D. S. Fleith (Ed.), <i>A constru&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas educacionais para alunos com altas habilidades/superdota&ccedil;&atilde;o. Orienta&ccedil;&atilde;o a professores</i> (pp. 49-60). Bras&iacute;lia: MEC/SEESP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910875&pid=S1982-1247201100010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Dessen, M. A., & Braz, M. P. (2005). A fam&iacute;lia e suas inter-rela&ccedil;&otilde;es com o desenvolvimento humano. In M. A. Dessen & A. L. Costa J&uacute;nior (Eds.), <i>A ci&ecirc;ncia do desenvolvimento humano: Tend&ecirc;ncias atuais e perspectivas futuras</i> (pp. 132-151). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910877&pid=S1982-1247201100010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Fleith, D. S. (1999). <i>Effects of a creativity training program on creative abilities and self-concept in monolingual and bilingual elementary classrooms</i>. Tese de Doutorado, University of Connecticut, Storrs, Estados Unidos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910879&pid=S1982-1247201100010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Fleith, D. S. (2009). A contribui&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo escolar para o desenvolvimento das altas habilidades. In C. M. Marinho-Ara&uacute;jo (Ed.), <i>Psicologia escolar: novos cen&aacute;rios e contextos de pesquisa, forma&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica</i> (pp. 245-264). Campinas: Al&iacute;nea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910881&pid=S1982-1247201100010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Hannah, C. L., & Shore, B. M. (2008). Twice-exceptional students' use of metacognitive skills on a comprehension monitoring task. <i>Gifted Child Quarterly, 52</i>, 3-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910883&pid=S1982-1247201100010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Harter, N. (1985). <i>Manual for the self-perception profile for children</i>. Denver, CO: University of Denver</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910885&pid=S1982-1247201100010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Kim, K. H. (2008). Underachievement and creativity: Are gifted underachievers highly creative? <i>Creativity Research Journal, 20</i>, 234-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910886&pid=S1982-1247201100010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Lubart, T. (2007). <i>Psicologia da criatividade</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910888&pid=S1982-1247201100010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Matthews, M. S., & McBee, M. T. (2007). School factors and the underachievement of gifted students in a talent search summer program. <i>Gifted Child Quarterly, 51</i>, 167-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910890&pid=S1982-1247201100010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">McCoach, D. B., & Siegle, D. (2003). Factors that differentiate underachieving giftedstudents from high-achieving gifted students. <i>Gifted Child Quarterly, 47</i>, 144-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910892&pid=S1982-1247201100010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. (2010). <i>Dados do Censo Escolar 2009</i>. Bras&iacute;lia: MEC/INEP. Acesso em 16 de Setembro de 2010, em <a href="http://www.inep.gov.br">http://www.inep.gov.br</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910894&pid=S1982-1247201100010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Montgomery, D. (2004). Double exceptionality: Gifted children with SEN and what ordinary schools can do. <i>Gifted and Talented International, 19</i>, 29-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910895&pid=S1982-1247201100010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Montgomery, D. (2003). <i>Gifted e talented children with special educational needs: Double exceptionality</i>. London: David Fulton Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910897&pid=S1982-1247201100010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Montgomery, D. (2009). <i>Able, gifted and talented underachievers</i>. London: Wiley-Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910899&pid=S1982-1247201100010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">National Commission on Excellence in Education. (1984). <i>A nation at risk: The imperative for educational reform</i>. Washington, DC: Government Printing Office.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910901&pid=S1982-1247201100010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Neihart, M. (2002). Gifted children and depression. In M. Neihart, S. M. Reis, N. M. Robinson & S. M. Moon (Eds.), <i>The social and emotional development of gifted children. What do we know?</i> (pp. 93-102). Washington, DC:Prufrock Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910903&pid=S1982-1247201100010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Neves, E. R. C., & Boruchovitch, E. (2007). Escala de avalia&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o para aprender de alunos do Ensino Fundamental (EMA). <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 20</i>, 406-413.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910905&pid=S1982-1247201100010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Olszewski-Kubilius, P. (2003). Do we change gifted children to fit gifted programs, or do we change gifted programs to fit gifted children? <i>Journal for the Education of the Gifted, 26</i>, 304-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910907&pid=S1982-1247201100010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Olszewski-Kubilius, P. (2002). Parenting practices that promote talent development, creativity, and optimal adjustment. In M. Neihart, S. M. Reis, N. M. Robinson & S. M. Moon (Eds.), <i>The social and emotional development of gifted children. What do we know?</i> (pp. 205-212). Washington, DC: Prufrock Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910909&pid=S1982-1247201100010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Ourofino, V. T. A. T. (2007). Altas habilidades e hiperatividade: a dupla-excepcionalidade. In D. S. Fleith & E. M. S. Alencar (Eds.), <i>Desenvolvimento de talentos e altas habilidades</i> (pp. 51-66). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910911&pid=S1982-1247201100010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Ourofino, V. T. A. T. (2005). <i>Caracter&iacute;sticas cognitivas e afetivas entre alunos superdotados, hiperativos e superdotados/hiperativos: Um estudo comparativo</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910913&pid=S1982-1247201100010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Ourofino, V. T. A. T., & Fleith, D. S. (2005). Um estudo comparativo sobre a dupla excepcionalidade superdota&ccedil;&atilde;o/hiperatividade. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 4</i>, 165-182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910915&pid=S1982-1247201100010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Plucker, A. J., & Stocking, V. B. (2001). Looking outside and inside: Self-concept developmental of gifted adolescents. <i>Exceptional Children, 67</i>, 535-548.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910917&pid=S1982-1247201100010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Pol&ocirc;nia, A. C., & Senna, S. R. C. M. (2005). A ci&ecirc;ncia do desenvolvimento humano e suas interfaces com a educa&ccedil;&atilde;o. In M. A. Dessen & A. L. Costa J&uacute;nior (Eds.), <i>A ci&ecirc;ncia do desenvolvimento humano: Tend&ecirc;ncias atuais e perspectivas futuras</i> (pp. 190-209). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910919&pid=S1982-1247201100010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Rayneri, L. J. (2006). The relationship between classroom environment and the learning style preferences of gifted middle school students and the impact on levels of performance. <i>Gifted Child Quarterly, 50</i>, 104-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910921&pid=S1982-1247201100010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Reis, S. M., & McCoach, D. B. (2000). The underachievement of gifted students: What do we know and where do we go? <i>Gifted Child Quarterly, 44</i>, 152-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910923&pid=S1982-1247201100010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Reis, S. M., & McCoach, D. B. (2002). Underachievement in gifted students. In M. Neihart, S. M. Reis, N. M. Robinson & S. M. Moon (Eds.), <i>The social and emotional development of gifted children. What do we know?</i> (pp. 193-201). Washington, DC: Prufrock Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910925&pid=S1982-1247201100010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Renzulli, J. S. (1986). The three-ring conception of giftedness: A developmental model for creative productivity. In J. S. Renzulli & S. M. Reis (Eds.), <i>The triad reader</i> (pp. 53-92). 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Storrs, CT: The National Research Center on the Gifted and Talented.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910929&pid=S1982-1247201100010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Rimm, S. B. (2003). Underachievement: A national epidemic. In N. Colangelo & G. A. Davis (Eds.), <i>Handbook of gifted education</i> (3Âª ed., pp. 424-443). Needham Heights, MA: Allyn Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910931&pid=S1982-1247201100010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Silverman, L. K. (Org.). (1993). <i>Counseling the gifted and talented</i>. Denver, CO: Love.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910933&pid=S1982-1247201100010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Sparfeldt, J. R. (2006). Gifted underachievers as adolescents and young adults: Second part of the "drama of gifted underachievers"? <i>Zeitschrift Fur Padagogische Psychologie, 20</i>, 213-224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910935&pid=S1982-1247201100010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Sternberg, R. J. (2000). Giftedness as developing expertise. In K. A. Heller, F. J. M&ouml;nks, R. J. Sternberg & R. F. Subotnik (Eds.), <i>International handbook of giftedness and talent</i> (pp. 55-66). 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[Paper] 12th International Conference of European Council for High Ability, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910939&pid=S1982-1247201100010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Virgolim, A. M. R. (2007). Altas habilidades e desenvolvimento intelectual. In D. S. Fleith & E. M. S. Alencar (Eds.), <i>Desenvolvimento de talentos e altas habilidades: Orienta&ccedil;&atilde;o a pais e professores</i> (pp. 25-40). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910941&pid=S1982-1247201100010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Webb, J. T., Amend, E. R., Webb, N. E., Goerss, J., Beljan, P., & Olenchak, F. R. (2005). <i>Misdiagnosis and dual diagnoses of gifted children and adults: ADHD, bipolar OCD, Asperger's, depression and other disorders</i>. Scottsdale, AZ: Great Potencial Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910943&pid=S1982-1247201100010000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Winner, E. (2000). The origins and ends of giftedness. <i>American Psychologist, 55</i>, 159-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3910945&pid=S1982-1247201100010000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#end1"><img src="img/revistas/psipesq/v5n1/seta.gif" border="0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</a></b>    <br> Vanessa Terezinha Alves Tentes de Ourofino    <br> C 01 lote 1/12 Sala 508    <br> CEP 72010-010 Taguatinga â€“ DF    <br> E-mail: <a href="mailto:psivan@terra.com.br">psivan@terra.com.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Geneva, sans-serif" size="2">Recebido em Dezembro de 2010    <br> Revisto em Mar&ccedil;o de 2011    <br> Aceito em Abril de 2011</font></p>      ]]></body>
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