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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transtorno de Ansiedade Social: um estudo de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Social Anxiety Disorder is the most common anxiety disorder and it shows high prevalence rates, with significant functional impairment, requiring long-term therapeutic approaches in more severe cases. The aim of the present study is to describe a case study with cognitive-behavioral intervention without associated psychotropic treatment on a young adult male with this diagnosis. In the intervention, distributed in initial evaluation, intervention, final evaluation and follow up, DSM-5 diagnostic criteria and cognitive-behavioral techniques were used. In the initial evaluation the psychotherapist identified diffculties in several social situations, diffculties in writing the final paper of his college studies and in seeking desired job opportunities. Results obtained at the final evaluation and at the six months follow up indicated considerable improvement of the initial complaints, reduction of social anxiety, correction of incorrect beliefs, development of social skills and reduction of safety strategies and of inhibitory behaviors. It is important that more case studies with male individuals are carried out, enabling a better understanding of the treatment of patients with Social Anxiety Disorder through cognitive and behavioral techniques. Considering that several techniques have been indicated as important in the treatment of these patients, it is essential to consider them in clinical practice.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtorno de Ansiedade Social]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Transtorno de Ansiedade Social: um estudo de caso</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Social Anxiety Disorder: a case study</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juliana de Lima Muller<sup>I</sup>; Clarissa Marceli Trentini<sup>I</sup>; Adriana Mokwa Zanini<sup>I</sup>; Fernanda Machado Lopes<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rua Ramiro Barcelos, 2600, sala 119, 90035-003, Porto Alegre, RS, Brasil. <a href="mailto:julianalm@hotmail.com">julianalm@hotmail.com</a>, <a href="mailto:clarissatrentini@terra.com.br">clarissatrentini@terra.com.br</a>, <a href="mailto:adrizanini@gmail.com">adrizanini@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Centro Universit&aacute;rio Metodista. Unidade Dona Leonor. Rua Dona Leonor, 340, 90420-180, Porto Alegre, RS, Brasil. <a href="mailto:femlopes23@gmail.com">femlopes23@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Transtorno de Ansiedade Social &eacute; o transtorno de ansiedade mais comum e apresenta elevadas taxas de preval&ecirc;ncia, com preju&iacute;zos funcionais importantes, demandando abordagens terap&ecirc;uticas de longa dura&ccedil;&atilde;o em casos de maior gravidade. O objetivo do presente estudo &eacute; relatar um estudo de caso com interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental, sem o uso associado de psicof&aacute;rmacos, em um adulto jovem do sexo masculino com esse diagn&oacute;stico. No tratamento, distribu&iacute;do em avalia&ccedil;&atilde;o inicial, interven&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o final e seguimento, foram utilizados crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos do DSM-5 e t&eacute;cnicas cognitivo-comportamentais. Na avalia&ccedil;&atilde;o inicial, identificaram-se dificuldades em diversas situa&ccedil;&otilde;es sociais, em realizar o trabalho de conclus&atilde;o de curso de sua faculdade e em buscar oportunidades de trabalho desejadas. Os resultados obtidos na avalia&ccedil;&atilde;o final e no seguimento de seis meses indicaram melhora consider&aacute;vel das queixas iniciais, redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade social, corre&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as err&ocirc;neas, desenvolvimento de habilidades sociais, redu&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e de comportamentos inibit&oacute;rios. &Eacute; importante que mais estudos de caso com indiv&iacute;duos do sexo masculino sejam realizados, possibilitando o melhor entendimento do tratamento de pacientes com Transtorno de Ansiedade Social atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas cognitivas e comportamentais. Uma vez que diversas t&eacute;cnicas v&ecirc;m sendo indicadas como importantes no tratamento desses pacientes, &eacute; essencial consider&aacute;-las na pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Transtorno de Ansiedade Social, tratamento, terapia cognitivo-comportamental.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Social Anxiety Disorder is the most common anxiety disorder and it shows high prevalence rates, with significant functional impairment, requiring long-term therapeutic approaches in more severe cases. The aim of the present study is to describe a case study with cognitive-behavioral intervention without associated psychotropic treatment on a young adult male with this diagnosis. In the intervention, distributed in initial evaluation, intervention, final evaluation and follow up, DSM-5 diagnostic criteria and cognitive-behavioral techniques were used. In the initial evaluation the psychotherapist identified diffculties in several social situations, diffculties in writing the final paper of his college studies and in seeking desired job opportunities. Results obtained at the final evaluation and at the six months follow up indicated considerable improvement of the initial complaints, reduction of social anxiety, correction of incorrect beliefs, development of social skills and reduction of safety strategies and of inhibitory behaviors. It is important that more case studies with male individuals are carried out, enabling a better understanding of the treatment of patients with Social Anxiety Disorder through cognitive and behavioral techniques. Considering that several techniques have been indicated as important in the treatment of these patients, it is essential to consider them in clinical practice.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Social Anxiety Disorder, treatment, cognitive-behavior therapy.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ansiedade pode ser definida como um sistema complexo de respostas cognitivas, afetivas, fisiol&oacute;gicas e comportamentais. Esse sistema &eacute; ativado no momento em que eventos ou circunst&acirc;ncias antecipados s&atilde;o considerados altamente aversivos, pois s&atilde;o percebidos como eventos imprevis&iacute;veis, incontrol&aacute;veis, com a possibilidade de serem uma amea&ccedil;a aos interesses vitais de uma pessoa (Clark e Beck, 2012). A ansiedade torna-se patol&oacute;gica quando h&aacute; avalia&ccedil;&atilde;o incorreta de perigo de determinada situa&ccedil;&atilde;o, causando preju&iacute;zo no funcionamento social e ocupacional di&aacute;rio do indiv&iacute;duo e com perman&ecirc;ncia por muito mais tempo do que o esperado. Al&eacute;m disso, h&aacute; medo intenso na aus&ecirc;ncia de sinais de amea&ccedil;a ou associado ao menor est&iacute;mulo de amea&ccedil;a e medo em variedade maior de est&iacute;mulos ou em situa&ccedil;&otilde;es de intensidade relativamente leve de amea&ccedil;a (Clark e Beck, 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os transtornos de ansiedade est&atilde;o entre os transtornos psiqui&aacute;tricos mais prevalentes e muitas vezes s&atilde;o subdiagnosticados, deixando de serem tratados. O Transtorno de Ansiedade Social (TAS), tamb&eacute;m denominado Fobia Social, &eacute; o transtorno de ansiedade mais comum e o terceiro mais prevalente entre todos os transtornos mentais (Clark e Beck, 2012). Pesquisas realizadas nos Estados Unidos estimaram preval&ecirc;ncia entre 2,5 e 13,3% para toda a vida (APA, 2002, 2014; Kessler <i>et al.</i>, 1994; Lecrubier e Weiller, 1997) e de 7% para 12 meses (APA, 2014). Na popula&ccedil;&atilde;o geral, as taxas desse transtorno s&atilde;o mais altas no sexo feminino, e essa diferen&ccedil;a &eacute; mais acentuada entre adolescentes e adultos jovens. Por&eacute;m, em amostras cl&iacute;nicas, o transtorno pode apresentar uma preval&ecirc;ncia um pouco maior no sexo masculino, em compara&ccedil;&atilde;o a amostras da popula&ccedil;&atilde;o geral (APA, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em uma amostra de adolescentes brasileiros da cidade de S&atilde;o Paulo foi encontrado que 7,8% dos participantes evidenciaram sintomas compat&iacute;veis com o diagn&oacute;stico (D'El Rey <i>et al.</i>, 2006a). No entanto, em um estudo realizado com adolescentes de escolas de Porto Alegre, 23,12% da amostra apresentou sintomas compat&iacute;veis com o transtorno (Fernandes e Terra, 2008), porcentagem bastante superior &agrave; do estudo anterior. Al&eacute;m de ser uma psicopatologia que acomete um consider&aacute;vel n&uacute;mero de indiv&iacute;duos, vem sendo constatado que a incid&ecirc;ncia de TAS pode estar aumentando (Rapee e Spence, 2004). A falta de tratamento a esses indiv&iacute;duos resulta em preju&iacute;zos funcionais graves e superlota&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, j&aacute; que n&atilde;o h&aacute; uma remiss&atilde;o espont&acirc;nea na grande maioria dos casos (Sorsdahl <i>et al</i>., 2013; Gon&ccedil;alves <i>et al</i>., 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com a 5ª edi&ccedil;&atilde;o do Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico de Transtornos Mentais (DSM-5; APA, 2014), indiv&iacute;duos com TAS manifestam um medo excessivo e persistente de uma ou mais situa&ccedil;&otilde;es sociais ou de desempenho. Eles temem serem vistos comportando-se de maneira humilhante ou embara&ccedil;osa, e uma consequente desaprova&ccedil;&atilde;o ou rejei&ccedil;&atilde;o pelos outros (APA, 2014). Observa-se nesses pacientes um medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa pelas pessoas, gerando sentimentos de constrangimento, humilha&ccedil;&atilde;o e vergonha (Beck <i>et al</i>., 2005a). Caracterizam-se tamb&eacute;m por serem extremamente inibidos e autocr&iacute;ticos nas situa&ccedil;&otilde;es sociais que lhes geram ansiedade, comportando-se de maneira tensa e r&iacute;gida, com dificuldades em articularem-se verbalmente, ocasionando preju&iacute;zos no desempenho social (Clark e Beck, 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses indiv&iacute;duos podem apresentar dificuldades apenas em situa&ccedil;&otilde;es de desempenho, como medo restrito a falar ou se apresentar em p&uacute;blico, ou indicar medo associado a diferentes situa&ccedil;&otilde;es sociais (APA, 2014). Um n&uacute;mero elevado de pacientes com TAS tamb&eacute;m apresenta o Transtorno da Personalidade Esquiva (Heimberg, 2002), que passou a ser denominado de Transtorno da Personalidade Evitativa no DSM-5 (APA, 2014). H&aacute; autores que inclusive consideram esse transtorno da personalidade como uma forma mais grave do TAS (Chambless <i>et al.</i>, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns dos fatores predisponentes ou etiol&oacute;gicos poss&iacute;veis para o desenvolvimento do TAS podem ser fatores gen&eacute;ticos, neurol&oacute;gicos, timidez na inf&acirc;ncia, maus-tratos e experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas (APA, 2014; Machado-de-Souza <i>et al</i>., 2014; Picon e Knijinik, 2004). O TAS tende a iniciar na inf&acirc;ncia, de forma gradual, com preju&iacute;zos significativos na vida profissional, social e afetiva (Rang&eacute;, 1995). Constata-se que na pr&aacute;tica cl&iacute;nica o TAS &eacute; raramente a principal raz&atilde;o para busca de tratamento e hospitaliza&ccedil;&otilde;es. Contudo, comorbidades psiqui&aacute;tricas, como Transtorno do P&acirc;nico, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Fobia Espec&iacute;fica, Transtorno Depressivo Maior ou Transtornos Relacionados a Subst&acirc;ncias Psicoativas, levam esses pacientes a procurar aux&iacute;lio (APA, 2002, 2014; Beidel <i>et al</i>., 2004; Kessler <i>et al.</i>, 1999; Manfro <i>et al</i>., 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao tratamento, h&aacute; evid&ecirc;ncias de efic&aacute;cia de psicoterapia, farmacoterapia e tratamento combinado, sem predom&iacute;nio de um desses modelos na literatura. Por&eacute;m, o uso rotineiro de medica&ccedil;&otilde;es deve ser avaliado com cautela, j&aacute; que pode gerar danos como toler&acirc;ncia e depend&ecirc;ncia, com potencial de abuso de subst&acirc;ncias, entre outros (Sordi <i>et al.</i>, 2011; Picon e Penido, 2011; Katzman <i>et al</i>., 2014; Creswell <i>et al.</i>, 2014). Esses fatores enfatizam a import&acirc;ncia de pesquisas que abordem indiv&iacute;duos com esse transtorno, possibilitando maior entendimento sobre a psicopatologia e o aprimoramento de t&eacute;cnicas psicoterap&ecirc;uticas, o que contribuir&aacute; ao tratamento desses pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisadores ressaltam a efetividade das abordagens cognitivo-comportamentais no tratamento de indiv&iacute;duos com diagn&oacute;stico de TAS, o que se associa ao desenvolvimento de estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas espec&iacute;ficas e efetivas (Juster e Heimberg, 1995; Ballenger <i>et al</i>., 1998). Al&eacute;m disso, estudos sobre efeitos de tratamento para o TAS mostram que a terapia cognitivo-comportamental proporciona resultados imediatos e duradouros (Hoffmann e Barlow, 2002; Hollon <i>et al</i>., 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda, enfatiza-se a relev&acirc;ncia de tratamentos baseados em evid&ecirc;ncias, proporcionando o uso criterioso das melhores t&eacute;cnicas em decis&otilde;es sobre o tratamento para cada paciente (Pheula e Isolan, 2007). Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo apresentar o relato de caso de um paciente com diagn&oacute;stico de TAS que realizou um ano de psicoterapia individual de abordagem cognitivo-comportamental, sem uso associado de psicof&aacute;rmacos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Relato do caso</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Participante</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Daniel (pseud&ocirc;nimo utilizado para manter a confidencialidade), sexo masculino, adulto jovem, filho &uacute;nico, estudante de n&iacute;vel superior e heterossexual. Apresentava como queixas principais ansiedade em diversas situa&ccedil;&otilde;es sociais, dificuldades em realizar seu trabalho de conclus&atilde;o de curso e na escolha profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Hist&oacute;ria de vida do paciente</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Daniel considerava-se uma crian&ccedil;a t&iacute;mida. Tinha alguns amigos, mas deixava que eles o procurassem para falar e interagir, sendo mais quieto. Na sala de aula do col&eacute;gio em que estudava, procurava sentar nas classes que ficavam pr&oacute;ximas &agrave; parede, para que n&atilde;o chamasse muito a aten&ccedil;&atilde;o. Apresentava bom rendimento escolar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia, o paciente teve uma dr&aacute;stica mudan&ccedil;a no estilo de vida, devido a s&eacute;rias dificuldades financeiras da fam&iacute;lia e &agrave; separa&ccedil;&atilde;o de seus pais, que ocorreram em tempo pr&oacute;ximo. Ele e a m&atilde;e foram morar com um familiar, e ele n&atilde;o foi informado pelos pais sobre o que estava ocorrendo. O paciente foi se isolando socialmente, refugiando-se em seu quarto e evitando ao m&aacute;ximo sair de casa. Por aproximadamente seis anos, saiu de seu quarto apenas para interagir com algumas pessoas da fam&iacute;lia na pr&oacute;pria casa ou para realizar obriga&ccedil;&otilde;es (estudos e est&aacute;gios). Apresentava medo excessivo ao lidar com as pessoas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seu rendimento na faculdade era bom. Como n&atilde;o se envolvia em atividades sociais e de lazer, investia boa parte de seu tempo nos estudos, o que tamb&eacute;m evitava julgamentos negativos dos professores em rela&ccedil;&atilde;o ao seu desempenho. Tinha dificuldades para buscar est&aacute;gios, sentindo-se muito ansioso em sele&ccedil;&otilde;es profissionais. De prefer&ecirc;ncia, procurava est&aacute;gios e empregos em locais onde j&aacute; era indicado, pois pensava que a sele&ccedil;&atilde;o ocorreria de maneira mais f&aacute;cil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Daniel j&aacute; havia realizado psicoterapia com outros profissionais por um per&iacute;odo de tr&ecirc;s anos no in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia. Quando adulto jovem, retomou a psicoterapia, em fun&ccedil;&atilde;o da ansiedade desencadeada em determinadas situa&ccedil;&otilde;es sociais e da ansiedade antecipat&oacute;ria (momento que ser&aacute; considerado para o relato e an&aacute;lise do presente trabalho). Importantes pontos j&aacute; haviam sido abordados e superados atrav&eacute;s de processo psicoterap&ecirc;utico do paciente, tais como: dificuldade de relacionamento com seu pai, sintomas depressivos, desenvolvimento de determinadas habilidades sociais (p. ex.: conseguir olhar pessoas nos olhos, atender telefonemas e conversar com colegas de trabalho), sofrimento associado &agrave; separa&ccedil;&atilde;o dos pais, rela&ccedil;&atilde;o exageradamente pr&oacute;xima com a m&atilde;e.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Hist&oacute;ria familiar</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Daniel &eacute; proveniente de camada socioecon&ocirc;mica favorecida. Ambos os pais eram envolvidos com ele em seus primeiros anos de vida, preocupando-se com sua educa&ccedil;&atilde;o, estudos e lazer. A m&atilde;e sempre foi muito pr&oacute;xima e excessivamente protetora, tendo deixado de trabalhar para cuidar do filho. No in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia, a fam&iacute;lia teve grandes dificuldades financeiras, com consequente perda de im&oacute;veis, heran&ccedil;as e reservas. O paciente e sua fam&iacute;lia nuclear tiveram seu padr&atilde;o de vida drasticamente rebaixado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pais se divorciaram, e o pai mudou-se para outra cidade, por n&atilde;o saber como solucionar os problemas. Ele praticamente n&atilde;o auxiliava financeiramente, nem procurava pelo filho, que sofreu muito com esse afastamento. Nessa fase, os sintomas de ansiedade do paciente apareceram mais fortemente, e sua m&atilde;e n&atilde;o estimulou sua autonomia e o conv&iacute;vio social. Ambos os pais est&atilde;o recasados atualmente, e Daniel mora com sua m&atilde;e, o padrasto e o filho desse.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Hist&oacute;ria m&eacute;dica</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paciente n&atilde;o relatou doen&ccedil;a cl&iacute;nica importante. Fez uso de escitalopram e rivotril no in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia, quando estava em acompanhamento psicol&oacute;gico e psiqui&aacute;trico pela primeira vez.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Hist&oacute;ria de vida afetiva e sexualidade adulta</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Daniel relatou dificuldades de se aproximar de meninas nas festas que frequentava durante a gradua&ccedil;&atilde;o. Sentia-se muito atra&iacute;do por algumas delas, mas quando se aproximava n&atilde;o conseguia falar, pois acreditava que n&atilde;o as agradaria. No final da adolesc&ecirc;ncia/in&iacute;cio da idade adulta, tentou ter rela&ccedil;&otilde;es sexuais, mas sentiu-se ansioso e n&atilde;o teve ere&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns anos ap&oacute;s, iniciou namoro com uma pessoa j&aacute; conhecida, com quem est&aacute; junto h&aacute; mais de dois anos. Sentiu-se ansioso antes de ter a primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual com ela, mas com o passar do tempo conseguiu ter rela&ccedil;&otilde;es sexuais continuadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Procedimentos realizados</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento psicoterap&ecirc;utico do paciente foi conduzido por uma psic&oacute;loga especialista em Psicologia Cl&iacute;nica com tr&ecirc;s anos de experi&ecirc;ncia na &aacute;rea. A psicoterapeuta realizou supervis&otilde;es semanais em que foram abordadas quest&otilde;es t&eacute;cnicas, te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas para a melhor condu&ccedil;&atilde;o do caso. Realizaram-se no total 48 sess&otilde;es individuais de aproximadamente 50 minutos cada (sess&otilde;es semanais), ao longo de 12 meses. Realizou-se uma avalia&ccedil;&atilde;o inicial no decorrer de 10 sess&otilde;es, verificando-se queixa principal; hist&oacute;ria atual, passada e familiar; hist&oacute;ria m&eacute;dica; hist&oacute;ria de vida afetiva e sexualidade adulta. N&atilde;o foram utilizados protocolos padronizados para a avalia&ccedil;&atilde;o. Para a investiga&ccedil;&atilde;o de quadros psiqui&aacute;tricos utilizaram-se os Crit&eacute;rios Diagn&oacute;sticos do DSM-5 (APA, 2014) e foi realizado o exame do estado mental (Dalgalarrondo, 2008; Ern&eacute;, 2003; Picon e Penido, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seguida, interven&ccedil;&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas foram realizadas no decorrer de 35 sess&otilde;es, considerando-se t&eacute;cnicas cognitivo-comportamentais utilizadas no tratamento de pacientes com diagn&oacute;stico de TAS: psicoeduca&ccedil;&atilde;o; treino em habilidades sociais; reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva da ansiedade antecipat&oacute;ria; dramatiza&ccedil;&atilde;o ou ensaio comportamental e uso de <i>feedback</i>; reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva de avalia&ccedil;&otilde;es de amea&ccedil;a err&ocirc;neas; exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es sociais (Clark e Beck, 2012; Ito <i>et al.</i>, 2008; Mululo <i>et al.</i>, 2009). Em tr&ecirc;s sess&otilde;es, executou-se uma avalia&ccedil;&atilde;o final do processo. Al&eacute;m disso, ap&oacute;s seis meses de alta do paciente, foi realizada uma sess&atilde;o de seguimento.  Ao longo desse per&iacute;odo, n&atilde;o foi constatada necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, e, portanto, o paciente n&atilde;o fez uso de medica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Avalia&ccedil;&atilde;o inicial</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constatou-se que Daniel foi t&iacute;mido desde a inf&acirc;ncia, e a m&atilde;e o protegeu excessivamente. No in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia, vivenciou problemas financeiros da fam&iacute;lia, os pais se separaram e ele sentiu-se rejeitado pelo afastamento do pai, que praticamente n&atilde;o o visitava, nem contribu&iacute;a financeiramente para o sustento do filho. Acabou perdendo a confian&ccedil;a no pai, que n&atilde;o explicitou para o filho e a ex-mulher a real situa&ccedil;&atilde;o financeira da fam&iacute;lia e mudou-se de cidade, por n&atilde;o conseguir solucionar seus problemas. Passou a sentir medo das pessoas, pois nem mesmo em seu pai podia confiar. Na mesma etapa de sua vida, ocorreu a mistura de turmas de sua s&eacute;rie no col&eacute;gio, o que fez com que se afastasse de amigos, dificultando ainda mais sua intera&ccedil;&atilde;o social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A timidez na inf&acirc;ncia e as experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas condicionadoras podem ter sido fatores predisponentes ou etiol&oacute;gicos associados ao TAS do paciente (Picon e Knijnik, 2004). Al&eacute;m disso, estudos indicam que a superprote&ccedil;&atilde;o e o controle exagerado dos pais est&atilde;o associados &agrave; inibi&ccedil;&atilde;o social infantil e, consequentemente, a uma menor exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es sociais (Rubin <i>et al.</i>, 1999). Indica-se que a inibi&ccedil;&atilde;o comportamental na inf&acirc;ncia &eacute; um dos maiores fatores de risco ao desenvolvimento do TAS (Clauss e Blackford, 2012). Essas caracter&iacute;sticas tamb&eacute;m se relacionam ao desenvolvimento do paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na avalia&ccedil;&atilde;o inicial, constatou-se que Daniel apresentava dificuldades em diversas situa&ccedil;&otilde;es sociais: cumprimentar as pessoas, iniciar e manter conversa&ccedil;&otilde;es, fazer ou receber cr&iacute;ticas, expressar opini&otilde;es pessoais, defender seus direitos, pedir/aceitar ajuda e parar fluxo de carros para estacionar. Al&eacute;m disso, n&atilde;o estava conseguindo desenvolver seu trabalho de conclus&atilde;o de curso e sentia-se ansioso ao pensar em ir em busca de outro emprego. Com rela&ccedil;&atilde;o aos sintomas f&iacute;sicos decorrentes de situa&ccedil;&otilde;es ansiog&ecirc;nicas, observaram-se taquicardia, n&aacute;useas e sudorese. O paciente n&atilde;o apresentava ataques de p&acirc;nico. Situa&ccedil;&otilde;es consideradas ansiog&ecirc;nicas pelo paciente, bem como os pensamentos autom&aacute;ticos (PAs), o significado dos PAs, a emo&ccedil;&atilde;o e o comportamento associados a cada um deles podem ser visualizados na <a href="/img/revistas/cclin/v8n1/a08fi01.jpg">Figura 1</a>. Essa Figura apresenta a conceitualiza&ccedil;&atilde;o cognitiva de Daniel (Beck, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verificou-se que seria essencial ao paciente desenvolver habilidades sociais e superar cren&ccedil;as centrais disfuncionais. O indiv&iacute;duo com TAS ativa cren&ccedil;as centrais de autoimagem de inadequa&ccedil;&atilde;o como objeto social ao defrontar-se com situa&ccedil;&otilde;es sociais temidas. Consequentemente, pacientes com este diagn&oacute;stico mostram altera&ccedil;&otilde;es cognitivas como: autoafirma&ccedil;&otilde;es depreciativas, avalia&ccedil;&atilde;o negativa de seu desempenho social, exig&ecirc;ncia pessoal de padr&otilde;es elevados de desempenho social, aten&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;rias seletivas para situa&ccedil;&otilde;es de desempenho negativas no passado e no presente (Picon e Knijnik, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se que Daniel era pouco eficaz ao avaliar suas pr&oacute;prias capacidades sociais e superestimava a chance de eventos negativos acontecerem. Quando ele se encontrava em uma das situa&ccedil;&otilde;es sociais temidas, acionava um "programa de ansiedade" que se iniciava com a ativa&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as de incapacidade e inadequa&ccedil;&atilde;o, percebendo a situa&ccedil;&atilde;o social como perigosa. Sintomas cognitivos, som&aacute;ticos e comportamentais associados &agrave; ansiedade social eram desencadeados, o que ocorre no TAS (Picon e Knijnik, 2004). A aten&ccedil;&atilde;o que deveria ser voltada para o ambiente era desviada para ele, em uma monitora&ccedil;&atilde;o detalhada de seus comportamentos, sentimentos e sensa&ccedil;&otilde;es corporais (aten&ccedil;&atilde;o autofocada; Picon e Penido, 2011; Woody <i>et al.</i>, 1997). Desta forma, ele refor&ccedil;ava sua autoimagem distorcida de objeto social (de ser incapaz, inadequado, inferior, desagrad&aacute;vel), entendendo que essa era a percep&ccedil;&atilde;o que os outros indiv&iacute;duos tinham sobre ele. Um c&iacute;rculo vicioso era gerado, em que pensamentos disfuncionais geravam sintomas de ansiedade, que acabam refor&ccedil;ando pensamentos de inadequa&ccedil;&atilde;o social (Picon e Knijnik, 2004). Daniel acabou desenvolvendo padr&otilde;es elevados em rela&ccedil;&atilde;o ao que seria um comportamento social adequado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constatou-se que ele apresentava tra&ccedil;os do Transtorno da Personalidade Evitativa, observado pelas seguintes caracter&iacute;sticas: preocupa&ccedil;&atilde;o com cr&iacute;ticas ou rejei&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es sociais; percebia-se como socialmente incapaz, sem atrativos pessoais ou inferior; e era reticente em assumir riscos pessoais ou ao envolver-se em atividades novas, pois estas poderiam ser embara&ccedil;osas (APA, 2014). O paciente percebia as pessoas como potencialmente cr&iacute;ticas e rejeitadoras, o que tamb&eacute;m se associa a este tipo de transtorno e n&atilde;o a outros transtornos de personalidade do Grupo C (Transtornos de Personalidade Dependente e Obsessivo-compulsiva; Beck <i>et al.</i>, 2005b). Assim como ocorria com Daniel, indiv&iacute;duos com Transtorno da Personalidade Evitativa t&ecirc;m medo de iniciar relacionamentos sociais, pois acreditam que ser&atilde;o rejeitados, e isto &eacute; considerado intoler&aacute;vel a eles (Beck <i>et al</i>., 2005b).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de os indiv&iacute;duos com TAS apresentarem maior risco de comorbidades psiqui&aacute;tricas (Beidel <i>et al.</i>, 2004; Kessler <i>et al.</i>, 1999), n&atilde;o foram identificados outros transtornos no paciente. Atrav&eacute;s do exame do estado mental (Dalgalarrondo, 2008; Ern&eacute;, 2003; Picon e Penido, 2011), observaram-se altera&ccedil;&otilde;es, tais como: aten&ccedil;&atilde;o autofocada; aten&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria seletivas, com vi&eacute;s atencional para situa&ccedil;&otilde;es e lembran&ccedil;as de desempenho negativas; humor l&aacute;bil; afeto restrito ou limitado; timidez e vergonha excessivas; acelera&ccedil;&atilde;o do pensamento; conduta evitativa, com isolamento social; ansiedade antecipat&oacute;ria; medo de exposi&ccedil;&atilde;o social. Logo, a partir da avalia&ccedil;&atilde;o inicial, identificou-se preju&iacute;zo significativo no funcionamento do paciente, sendo importante seu tratamento psicoterap&ecirc;utico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Interven&ccedil;&atilde;o</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio do tratamento, o paciente foi familiarizado com o modelo cognitivo (Ellis, 1994), passando a prestar maior aten&ccedil;&atilde;o aos seus pensamentos, emo&ccedil;&otilde;es e comportamentos diante de eventos. No decorrer do processo psicoterap&ecirc;utico, seu trabalho de conclus&atilde;o de curso e a escolha profissional, al&eacute;m de situa&ccedil;&otilde;es sociais espec&iacute;ficas, foram importantes fontes geradoras de ansiedade. Suas cren&ccedil;as de incapacidade, inferioridade em rela&ccedil;&atilde;o a si e a cren&ccedil;a de que os outros s&atilde;o cr&iacute;ticos e rejeitadores estavam dificultando o desenvolvimento de seu trabalho de conclus&atilde;o e sua escolha profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s da reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva, t&eacute;cnica utilizada no tratamento de Daniel, indiv&iacute;duos aprendem a identificar cogni&ccedil;&otilde;es disfuncionais e a realizar teste de realidade, corrigindo pensamentos disfuncionais (Beck, 1997; Taylor <i>et al</i>., 1997). As principais estrat&eacute;gias adotadas para a reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva de Daniel dentre as utilizadas nos transtornos de ansiedade (para maiores detalhes, ver Clark e Beck, 2012) foram busca de evid&ecirc;ncias, descatastrofiza&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o de erros cognitivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas primeiras sess&otilde;es, Daniel mostrou-se inseguro quanto ao seu ano de estudos e trabalho, acreditando que n&atilde;o conseguiria desempenhar bem o desejado (emprego, faculdade e trabalho de conclus&atilde;o). Buscando-se evid&ecirc;ncias e auxiliando-o a refletir sobre seus erros cognitivos atrav&eacute;s de reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva (Beck, 1997), ele conseguiu perceber suas habilidades de organiza&ccedil;&atilde;o e planejamento, indicando que conseguiria obter o desejado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, em fun&ccedil;&atilde;o do cansa&ccedil;o associado com a demanda de trabalho e estudos e de seus pensamentos disfuncionais, em determinado momento pensou que n&atilde;o conseguiria concluir a faculdade e o trabalho de conclus&atilde;o, devendo desistir dessas atividades. A t&eacute;cnica de descatastrofiza&ccedil;&atilde;o foi utilizada (Clark e Beck, 2012) e ele conseguiu visualizar a real probabilidade e gravidade da amea&ccedil;a, aumentando seu senso de autoefic&aacute;cia para enfrentar a situa&ccedil;&atilde;o. A partir disso, tornou-se poss&iacute;vel o in&iacute;cio da execu&ccedil;&atilde;o do trabalho de conclus&atilde;o de curso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O paciente sentia elevada ansiedade antes de orienta&ccedil;&otilde;es do trabalho de conclus&atilde;o de curso, devido ao julgamento de seu orientador. Mostrava-se desconfort&aacute;vel frente a pequenas corre&ccedil;&otilde;es, em que cren&ccedil;as de incompet&ecirc;ncia e incapacidade eram ativadas. Dessa forma, realizou-se reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva de sua ansiedade antecipat&oacute;ria. Por meio do questionamento socr&aacute;tico (Miyazaki, 2004), informa&ccedil;&otilde;es essenciais relacionadas &agrave; situa&ccedil;&atilde;o ansiog&ecirc;nica foram obtidas, como a intoler&acirc;ncia percebida &agrave; ansiedade na situa&ccedil;&atilde;o, maneira como se humilharia na frente do outro e forma como pensava que seria percebido pelo outro, conforme recomendado por Clark e Beck (2012). A partir disso, utilizou-se busca de evid&ecirc;ncias e descatastrofiza&ccedil;&atilde;o, questionando-se seu pensamento err&ocirc;neo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O paciente tamb&eacute;m sentia medo excessivo de sele&ccedil;&otilde;es profissionais. Em um atendimento, contou que viu an&uacute;ncio de emprego almejado no jornal e isso o deixou ansioso no decorrer de uma semana, tendo pensamentos distorcidos: "acho que n&atilde;o darei conta disso", "seria mais f&aacute;cil seguir no mesmo emprego" &#91;sic&#93;. Pensava que precisava ter habilidades que s&oacute; teria em anos de pr&aacute;tica no cargo em quest&atilde;o. Identificando seus erros cognitivos, teve a possibilidade de perceber o qu&atilde;o exigente era consigo mesmo, o que gerava emo&ccedil;&otilde;es negativas e dificultava que atingisse o desejado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s das interven&ccedil;&otilde;es relacionadas ao trabalho de conclus&atilde;o e ao desempenho pro-fissional, Daniel foi modificando suas cren&ccedil;as centrais de incapacidade e incompet&ecirc;ncia. Percebeu o quanto subestimava suas capacidades e era autoexigente, conseguindo realizar seu trabalho de conclus&atilde;o com &ecirc;xito e desempenhar-se bem, concomitantemente, no trabalho e na faculdade. Antes da apresenta&ccedil;&atilde;o final de seu trabalho de conclus&atilde;o diante de uma banca avaliadora, sentiu-se ansioso. Contudo, conseguiu avaliar distor&ccedil;&otilde;es cognitivas, reduzindo sua ansiedade social e executando uma boa apresenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O treino de habilidades sociais &eacute; outra t&eacute;cnica comumente utilizada no tratamento de indiv&iacute;duos com TAS (Ito <i>et al</i>., 2008; Mululo <i>et al</i>., 2009) e foi utilizada na interven&ccedil;&atilde;o de Daniel. Essa t&eacute;cnica pretende auxiliar o paciente a desenvolver habilidades sociais para que tenha um bom relacionamento interpessoal, atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas como modela&ccedil;&atilde;o, ensaio comportamental, <i>feedback </i>de corre&ccedil;&atilde;o e tarefas de casa (Mululo <i>et al</i>., 2009). Por meio da conceitualiza&ccedil;&atilde;o cognitiva (Beck, 1997), observou-se que ele apresentava dificuldades em diferentes situa&ccedil;&otilde;es sociais. A reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva de avalia&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;as err&ocirc;neas foi utilizada em conjunto com o treino de habilidades sociais para que valores, cren&ccedil;as e atitudes fossem modificados, conforme recomendado por Caballo (2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ele costumava sentir medo da rejei&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es sociais, como em festas, apresentando ansiedade elevada uma semana antes. Contudo, n&atilde;o se sentiu assim em uma festa ocorrida aproximadamente na metade de seu tratamento: "Estava bem tranquilo, s&oacute; separei minha roupa horas antes da festa" &#91;sic&#93;. Na festa quase n&atilde;o ficou ansioso ao se deparar apenas com pessoas que mal conhecia. No entanto, n&atilde;o conseguiu cumpriment&aacute;-las, pelo medo da rejei&ccedil;&atilde;o. Na faculdade tamb&eacute;m deixava de cumprimentar colegas por achar-se inferior e desagrad&aacute;vel. A reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva, o ensaio comportamental e a modela&ccedil;&atilde;o foram realizados em situa&ccedil;&otilde;es como essas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, o vi&eacute;s de interpreta&ccedil;&atilde;o da amea&ccedil;a foi corrigido, sua aten&ccedil;&atilde;o foi redirecionada a est&iacute;mulos externos, e ele passou a perceber sinais positivos do ambiente, superando cren&ccedil;as centrais subjacentes associadas &agrave; amea&ccedil;a social, &agrave; vulnerabilidade social e &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o. Esse resultado &eacute; esperado em interven&ccedil;&otilde;es cognitivo-comportamentais realizadas com indiv&iacute;duos que apresentam TAS (Clark e Beck, 2012). O paciente foi redirecionando a aten&ccedil;&atilde;o autofocada, atentando mais ao meio e avaliando as pessoas de forma mais coerente. Constatou que suas atitudes evitativas o faziam parecer antip&aacute;tico, que as pessoas n&atilde;o eram t&atilde;o exigentes quanto pensava e que podiam gostar da presen&ccedil;a dele.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na sequ&ecirc;ncia do processo psicoterap&ecirc;utico houve outras festas e encontros. O ensaio comportamental e o <i>feedback </i>de corre&ccedil;&atilde;o (Caballo, 2011; Mululo <i>et al</i>., 2009) foram executados, melhorando habilidades sociais do paciente. Ao chegar aos encontros, cumprimentou amigos e conhecidos, iniciou e manteve di&aacute;logos. Avaliou o quanto havia sido efetivo em seu comportamento, tendo retorno positivo das pessoas, o que serviu como um refor&ccedil;o de seu comportamento. A partir disso, utilizou-se com maior frequ&ecirc;ncia a exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es sociais (Clark e Beck, 2012). Ele passou a aproximar-se mais das pessoas e experimentar-se socialmente, aprimorando habilidades sociais e aumentando seu senso de autoefic&aacute;cia. Come&ccedil;ou a relacionar-se mais com um familiar de idade pr&oacute;xima e com um grupo de amigos de inf&acirc;ncia. Pela primeira vez, disse ter se sentido parte de um grupo de amigos. Engajou-se em atividades de lazer, como atividades esportivas em grupo, onde conheceu e teve contato com mais pessoas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No decorrer das sess&otilde;es, o senso de humor apresentado por ele foi estimulado, refor&ccedil;ando o quanto isso poderia ser uma qualidade. Ele passou a observar o quanto seu senso de humor agradava colegas de trabalho e amigos. No trabalho, recebeu retorno de colegas, dizendo que ele era comunicativo. Ainda no local de trabalho, pediu aumento de sal&aacute;rio para sua chefia por ter sido solicitado a executar maior quantidade de tarefas, desenvolvendo habilidades como defender seus pr&oacute;prios direitos (Caballo, 2011). Percebeu que, ao avaliar pensamentos de maneira mais funcional e ao alocar aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es sociais, passou a enfrent&aacute;-las melhor e a ter resultado satisfat&oacute;rio nas intera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio do tratamento, sentia-se um pouco incomodado com o relacionamento amoroso. N&atilde;o conseguia fazer cr&iacute;ticas e expor sua opini&atilde;o, fazendo sempre o desejado pela parceira. Em fun&ccedil;&atilde;o da reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva e do treino em habilidades sociais, come&ccedil;ou a expor suas ideias e a desenvolver demais habilidades, como fazer cr&iacute;ticas (Caballo, 2011). Passou a questionar comportamentos dela que o incomodavam, sentindo-se melhor com o relacionamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro ponto abordado na psicoterapia do paciente foi a escolha profissional. Apresentava medo de mudar de emprego que exigisse mais dele por achar que n&atilde;o teria capacidade de desenvolver atividades mais dif&iacute;ceis e de fazer coment&aacute;rios/cr&iacute;ticas (medo da rejei&ccedil;&atilde;o). Suas distor&ccedil;&otilde;es cognitivas foram abordadas, para a desconfirma&ccedil;&atilde;o de suas cren&ccedil;as centrais disfuncionais em rela&ccedil;&atilde;o a si e aos outros, o que contribuiu para que se sentisse capaz e reduzisse sua ansiedade social, possibilitando uma melhor avalia&ccedil;&atilde;o de seus interesses profissionais. No final do tratamento, estava sentindo-se feliz ao participar de sele&ccedil;&otilde;es profissionais e ao planejar o futuro de sua carreira de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Avalia&ccedil;&atilde;o final</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se na avalia&ccedil;&atilde;o final do paciente que as queixas iniciais melhoraram de maneira consider&aacute;vel. Como j&aacute; ressaltado, o tratamento de pacientes com TAS deve considerar alguns pontos importantes, tais como: corrigir avalia&ccedil;&otilde;es e cren&ccedil;as disfuncionais de amea&ccedil;a social e de vulnerabilidade, reduzir ansiedade antecipat&oacute;ria, eliminar constrangimento excessivo, eliminar estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a, melhorar habilidades sociais e reduzir comportamentos inibit&oacute;rios diante de situa&ccedil;&otilde;es sociais (Clark e Beck, 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses pontos foram abordados no tratamento de Daniel, obtendo-se importante melhora, o que p&ocirc;de ser verificado a partir de verbaliza&ccedil;&otilde;es do paciente: (a) "As pessoas n&atilde;o s&atilde;o ruins como eu pensava, parecem gostar de minha presen&ccedil;a e n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil aproximar-se delas" &#91;sic&#93; - modifica&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as disfuncionais de ser desagrad&aacute;vel, inferior; (b) "Percebi como sou capaz de desempenhar com qualidade diversas atividades ao mesmo tempo, meu trabalho, a faculdade e ainda o trabalho de conclus&atilde;o de curso" &#91;sic&#93; - modifica&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as disfuncionais de incapacidade e incompet&ecirc;ncia; (c) "N&atilde;o me sinto mais ansioso antes de festas e sele&ccedil;&otilde;es profissionais" &#91;sic&#93; - redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade antecipat&oacute;ria frente a situa&ccedil;&otilde;es sociais; (d) "N&atilde;o preciso mais chegar com minha namorada em eventos para conseguir cumprimentar as pessoas" &#91;sic&#93; - elimina&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a para reduzir a ansiedade; (e) "Agora procuro conversar com meus colegas e sou visto em meu trabalho como uma pessoa comunicativa" &#91;sic&#93; - redu&ccedil;&atilde;o de comportamentos inibit&oacute;rios e melhora nas habilidades sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outras verbaliza&ccedil;&otilde;es de Daniel sobre melhoras obtidas com o tratamento que indicam a mudan&ccedil;a do quadro inicial foram: "Pela primeira vez me senti feliz ao buscar uma oportunidade de trabalho" &#91;sic&#93; - dito ap&oacute;s sele&ccedil;&atilde;o para cargo almejado; "N&atilde;o me recordo de outro momento de minha vida em que tenha me sentido t&atilde;o bem" &#91;sic&#93;; "Pela primeira vez em minha vida me considero fazendo parte de um grupo de amigos" &#91;sic&#93;. Ainda, n&atilde;o foram identificadas altera&ccedil;&otilde;es no exame do estado mental, realizado na avalia&ccedil;&atilde;o final do processo. Paciente recebeu alta com remiss&atilde;o total do quadro cl&iacute;nico inicial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Seguimento</i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma avalia&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s seis meses da alta do tratamento foi marcada para a verifica&ccedil;&atilde;o da manuten&ccedil;&atilde;o da melhora do quadro ansioso. Um encontro foi realizado, observando-se melhora significativa das queixas iniciais. Ele n&atilde;o apresentava mais ansiedade antecipat&oacute;ria e pensamentos negativos associados &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es sociais que geravam ansiedade, enfrentando-as sem dificuldades. Tamb&eacute;m seguiu realizando exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es sociais, ampliando sua rede de amizades e desenvolvendo habilidades sociais. Constatou-se que Daniel seguia realizando avalia&ccedil;&atilde;o positiva e funcional da realidade e dos outros, n&atilde;o os percebendo mais como cr&iacute;ticos e rejeitadores. Al&eacute;m disso, n&atilde;o apresentava mais as cren&ccedil;as de ser incapaz, inadequado, inferior e desagrad&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No trabalho, recebeu proposta de novo cargo, passando a exercer fun&ccedil;&otilde;es mais complexas. Conseguiu desenvolver habilidades necess&aacute;rias requeridas pelo cargo, n&atilde;o se sentindo ansioso ao se deparar com situa&ccedil;&otilde;es sociais ainda n&atilde;o vivenciadas. Segue participando de sele&ccedil;&otilde;es profissionais de empresas em que tenha interesse e que possam lhe proporcionar maior retorno financeiro, como gostaria. Foi dado um <i>feedback</i> positivo ao paciente, enfatizando-se sua melhora e a manuten&ccedil;&atilde;o da mesma.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente estudo teve como objetivo abordar um estudo de caso de um adulto jovem com diagn&oacute;stico de TAS que recebeu tratamento psicoterap&ecirc;utico de abordagem cognitivo-comportamental. Verificou-se que o tratamento realizado possibilitou a redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade social, o desenvolvimento de habilidades sociais e a corre&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as centrais err&ocirc;neas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na avalia&ccedil;&atilde;o final e no seguimento, ressaltou-se ao paciente a import&acirc;ncia de que continuasse realizando exposi&ccedil;&otilde;es a situa&ccedil;&otilde;es sociais e cultivando amizades. Foi dito a ele que a aproxima&ccedil;&atilde;o ainda maior e a rela&ccedil;&atilde;o dele com o pai poderiam ser abordadas em terapia. Entretanto, esse n&atilde;o foi entendido por Daniel como um foco a ser considerado no processo terap&ecirc;utico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo realizado possibilitou um entendimento mais aprofundado do caso abordado. De acordo com Stake (1994), um estudo de caso permite a compreens&atilde;o do caso mais do que a generaliza&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m dele, o que foi foco do estudo em quest&atilde;o. Apesar disso, pode-se afirmar que este estudo corroborou resultados j&aacute; encontrados, evidenciando que a terapia cognitivo-comportamental produz resultados eficazes no tratamento do TAS (Herbert <i>et al.</i>, 2004; Hoffmann e Barlow, 2002). Indica-se que a associa&ccedil;&atilde;o entre a reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva e a exposi&ccedil;&atilde;o proporciona resultados mais eficazes no tratamento do transtorno, em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o como &uacute;nica t&eacute;cnica utilizada (Rodebaugh <i>et al.,</i> 2004). No presente estudo, ambas as t&eacute;cnicas foram utilizadas, e verificou-se a import&acirc;ncia da reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva associada &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o para a melhora do paciente. Ainda, observou-se a import&acirc;ncia do treino em habilidades sociais para a melhora dele, o que j&aacute; havia sido observado em pacientes com a mesma psicopatologia (D'El Rey <i>et al.</i>, 2006b).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m das t&eacute;cnicas utilizadas, a rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica desenvolvida foi favor&aacute;vel, o que pode se constatar pela abordagem de conte&uacute;dos &iacute;ntimos (como rela&ccedil;&otilde;es pessoais e sexualidade), pela dura&ccedil;&atilde;o do tratamento, al&eacute;m da sess&atilde;o de seguimento, ocorrida seis meses ap&oacute;s a alta. Somada &agrave;s barreiras intr&iacute;nsecas da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, os pacientes com TAS apresentam dificuldade justamente quanto &agrave; intera&ccedil;&atilde;o social (Picon e Penido, 2011), mas isso foi conduzido adequadamente pela dupla. Outro aspecto importante &eacute; o fato de a terapeuta ter servido como modelo, principalmente quanto a quest&otilde;es profissionais e de intera&ccedil;&atilde;o, contribuindo tamb&eacute;m para romper padr&otilde;es estabelecidos com a m&atilde;e, que refor&ccedil;avam os comportamentos disfuncionais do paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma dificuldade encontrada pela terapeuta no in&iacute;cio do tratamento do paciente foi a dura&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es al&eacute;m do tempo progra-mado. Em fun&ccedil;&atilde;o da acelera&ccedil;&atilde;o do pensamento apresentada por Daniel no in&iacute;cio do tratamento, ele trazia uma expressiva quantidade de conte&uacute;do em sua fala nas sess&otilde;es. Desse modo, a terapeuta apresentou dificuldades em finalizar as sess&otilde;es no hor&aacute;rio previsto, assim como em algumas delas n&atilde;o conseguiu aplicar determinada t&eacute;cnica pretendida. Entretanto, com a forma&ccedil;&atilde;o do v&iacute;nculo e a redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade de Daniel, esse problema p&ocirc;de ser trabalhado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ressalta-se que n&atilde;o houve abordagem farmacol&oacute;gica nessa fase do tratamento, sendo utilizado somente tratamento psicoter&aacute;pico. N&atilde;o h&aacute; consenso na literatura sobre o mode-lo de tratamento mais eficaz (psicoter&aacute;pico, farmacol&oacute;gico ou combinado), mas h&aacute; consenso sobre o risco de preju&iacute;zos potenciais importantes, decorrentes do uso continuado de medica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para os transtornos de ansiedade (Picon e Penido, 2011; Katzman <i>et al</i>., 2014; Sordi <i>et al.</i>, 2011). Dessa forma, o tratamento deve ser personalizado, evitando o uso de medica&ccedil;&otilde;es, sempre que poss&iacute;vel, assim como o caso apresentado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos pontos positivos do estudo de caso foi que a terapeuta realizou supervis&otilde;es semanais, o que possibilitou mais de um olhar sobre o caso e uma avalia&ccedil;&atilde;o mais aprofundada do paciente, contribuindo a um melhor tratamento dele. Contudo, o estudo de caso apresentou algumas limita&ccedil;&otilde;es, como o fato de n&atilde;o terem sido utilizados protocolos ou escalas padronizados, e o fato de a avalia&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o ter sido realizada pela mesma terapeuta que realizou o tratamento do paciente. O uso de instrumentos padronizados e a presen&ccedil;a de mais um avaliador da interven&ccedil;&atilde;o poderiam auxiliar na validade dos dados obtidos a partir da interven&ccedil;&atilde;o, evitando vieses da avalia&ccedil;&atilde;o da terapeuta. Al&eacute;m disso, sabe-se que pacientes com TAS apresentam medo da avalia&ccedil;&atilde;o negativa do outro, o que gera sentimentos de constrangimento, humilha&ccedil;&atilde;o e vergonha neles (Beck <i>et al.</i>, 2005a). O paciente pode ter relatado somente aspectos positivos do tratamento devido ao temor da avalia&ccedil;&atilde;o negativa da terapeuta e por apresentar um vi&eacute;s de desejabilidade social. Dessa forma, o uso de instrumentos padronizados e a presen&ccedil;a de mais um avaliador tamb&eacute;m seriam uma maneira de confirmar a melhora do estado emocional relatada pelo paciente na avalia&ccedil;&atilde;o final e no seguimento, fornecendo um retorno mais consistente sobre o estado emocional dele.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior preval&ecirc;ncia do TAS na popula&ccedil;&atilde;o geral &eacute; em mulheres (APA, 2014); ainda assim, &eacute; importante o desenvolvimento de pesquisas com pacientes do sexo masculino, como o estudo em quest&atilde;o. Sabe-se que estes transtornos est&atilde;o entre os mais prevalentes, mesmo sendo subdiagnosticados (Sorsdahl <i>et al</i>., 2013; Gon&ccedil;alves <i>et al</i>., 2014; Clark e Beck, 2012), o que indica que a preval&ecirc;ncia pode ser ainda maior em ambos os sexos. Al&eacute;m disso, observa-se a relev&acirc;ncia do desenvolvimento de ensaios cl&iacute;nicos no formato individual, com protocolos de interven&ccedil;&atilde;o menos heterog&ecirc;neos, possibilitando o melhor entendimento do tratamento de pacientes com TAS, atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas cognitivas e comportamentais (Mululo <i>et al</i>., 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, conclui-se que as t&eacute;cnicas mais eficazes para o tratamento do paciente foram a reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva, a exposi&ccedil;&atilde;o e o treino em habilidades sociais, pois foram as t&eacute;cnicas que mais auxiliaram na redu&ccedil;&atilde;o dos sintomas de ansiedade e no enfrentamento de situa&ccedil;&otilde;es sociais. Ainda, em fun&ccedil;&atilde;o da acelera&ccedil;&atilde;o do pensamento apresentada por Daniel no in&iacute;cio do tratamento, ele trazia uma expressiva quantidade de conte&uacute;do em sua fala nas sess&otilde;es. Esse fato contribuiu para que um n&uacute;mero maior de sess&otilde;es fosse necess&aacute;rio para o tratamento dele, pois a aplica&ccedil;&atilde;o de algumas t&eacute;cnicas precisou ser postergada, em fun&ccedil;&atilde;o da quantidade de informa&ccedil;&otilde;es trazidas por ele. Portanto, dependendo das particularidades do paciente, o protocolo para tratamento do TAS poder&aacute; ser eficaz com um n&uacute;mero menor de sess&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). 2002. <i>DSM-IV-TR: Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico de Transtornos Mentais. </i>4ª ed., Porto Alegre, Artmed, 880 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521329&pid=S1983-3482201500010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). 2014. DSM-5. <i>Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico de Transtornos Mentais.</i> 5ª ed., Porto Alegre, Artmed, 948 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521331&pid=S1983-3482201500010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BALLENGER, J.C.; DAVIDSON, J.R.; LECRUBIER, Y.; NUTT, D.J.; BOBES, J.; BEIDEL, D.C; DEBORAH, C.; ONO, Y.; WESTENBERG, H.G.M. 1998. Consensus statement on social anxiety disorder from the international consensus group on depression and anxiety. <i>Journal of Clinical Psyhchyatry</i>, <b>59</b>(Suppl 17):54-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521333&pid=S1983-3482201500010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BECK, J.S. 1997. <i>Terapia cognitiva: teoria e pr&aacute;tica. </i>Porto Alegre, Artes M&eacute;dicas, 341 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521335&pid=S1983-3482201500010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BECK, A.T.; EMERY, G.; GREENBERG, R.L. 2005a. <i>Anxiety disorders and phobias: a cognitive perspective.</i> 2ª ed., New York, Basic Books, 384 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521337&pid=S1983-3482201500010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BECK, A.T.; FREEMAN, A.; DAVIS, D.D. 2005b. <i>Terapia cognitiva dos transtornos da personalidade.</i> 2ª ed., Porto Alegre, Artmed, 342 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521339&pid=S1983-3482201500010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BEIDEL, D.C.; MORRIS, T.L.; TURNER, M.W. 2004. Social Phobia. <i>In:</i> T.L. MORRIS; J.S. MARCH (eds.), <i>Anxiety disorders in children and adolescents</i>. New York, Guilford, p. 141-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521341&pid=S1983-3482201500010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CABALLO, V.E. 2011. O treinamento em habilidades sociais. <i>In</i>: V.E. CABALLO (ed.), <i>Manual de t&eacute;cnicas de terapia e modifica&ccedil;&atilde;o do comportamento</i>. S&atilde;o Paulo, Santos, p. 361-398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521343&pid=S1983-3482201500010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CHAMBLESS, D.L.; FYDRICH, T.; RODEBAUGH, T.L. 2008. Generalized social phobia and avoidant personality disorder: meaningful distinction or useless duplications? <i>Depression and Anxiety</i>, <b>25</b>(1):8-19. <a href="http://dx.doi.org/10.1002/da.20266" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1002/da.20266</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521345&pid=S1983-3482201500010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CLARK, D.A.; BECK, A.T. 2012. <i>Terapia cognitiva para os transtornos de ansiedade: ci&ecirc;ncia e pr&aacute;tica</i>. Porto Alegre, Artmed, 640 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521346&pid=S1983-3482201500010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CLAUSS, J.A.; BLACKFORD, J.U. 2012. Behavioral inhibition and risk for developing social anxiety disorder: a meta-analytic study. <i>Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry</i>, <b>51</b>(10):1066-1075. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.jaac.2012.08.002" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.jaac.2012.08.002</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521348&pid=S1983-3482201500010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CRESWELL, C.; WAITE, P.; COOPER, P. 2014. Assessment and management of anxiety disorders in children and adolescents. <i>Archives of Disease in Childhood</i>, <b>99</b>(7):674-678. <a href="http://dx.doi.org/10.1136/archdischild-2013-303768" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1136/archdischild-2013-303768</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521349&pid=S1983-3482201500010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DALGALARRONDO, P. 2008. <i>Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais</i>. 2ª ed., Porto Alegre, Artmed, 438 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521350&pid=S1983-3482201500010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">D'EL REY, G.J.F.; PACINI, C.A.; CHAVIRA, D.J.F. 2006a. Fobia social em uma amostra de adolescentes. <i>Estudos de Psicologia</i>, <b>11</b>(1):111-114. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/s1413-294x2006000100013" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/s1413-294x2006000100013</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521352&pid=S1983-3482201500010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">D'EL REY, G.J.F.; BEIDEL, D.C.; PACINI, C.A. 2006b. Tratamento da fobia social generalizada: compara&ccedil;&atilde;o entre t&eacute;cnicas. <i>Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva</i>, <b>8</b>(1):1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521353&pid=S1983-3482201500010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ELLIS, A. 1994. <i>Reason and emotion in psychotherapy. </i>New York, Stuart, 479 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521355&pid=S1983-3482201500010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ERN&Eacute;, S.A. 2003. O exame do estado mental do paciente. <i>In:</i> J.A. CUNHA (ed.), <i>Psicodiagn&oacute;stico -  V</i>. Porto Alegre, Artmed, p. 67-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521357&pid=S1983-3482201500010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FERNANDES, C.V.; TERRA, M.B. 2008. Fobia social - estudo da preval&ecirc;ncia em duas escolas em Porto Alegre. <i>Jornal Brasileiro de Psiquiatria</i>, <b>57</b>(2):122-126. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0047-20852008000200007" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0047-20852008000200007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521359&pid=S1983-3482201500010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GON&Ccedil;ALVES, D.A.; MARI, J. DE J.; BOWER, P.; GASK, L.; DOWRICK, C.; T&Oacute;FOLI, L.F.; CAMPOS, M.; PORTUGAL, F.B.; BALLESTER, D.; FORTES, S. 2014. Brazilian multicentre study of common mental disorders in primary care: rates and related social and demographic factors. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <b>30</b>(3):623-632. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00158412" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/0102-311X00158412</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521360&pid=S1983-3482201500010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HEIMBERG, R.G. 2002. Cognitive-behavioral therapy for social anxiety disorder: current status and future directions. <i>Biological Psychiatry</i>, <b>51</b>(1):101-108. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0006-3223(01)01183-0" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0006-3223(01)01183-0</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521361&pid=S1983-3482201500010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HERBERT, J.; RHEINGOLD, A.; GAUDIANO, B.; MYERS, V. 2004. Standard versus extended cognitive behavior therapy for social anxiety disorder: a randomized controlled trial. <i>Behavioral and Cognitive Psychotherapy</i>, <b>32</b>(2):131-147. <a href="http://dx.doi.org/10.1017/S1352465804001171" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1017/S1352465804001171</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521362&pid=S1983-3482201500010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HOFFMANN, S.G.; BARLOW, D.H. 2002. Social phobia (social anxiety disorder). <i>In</i>: D.H. BARLOW (ed.), <i>Anxiety and its disorders: the nature and treatment of anxiety and panic.</i> New York, Guilford Press, p. 454-476.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521363&pid=S1983-3482201500010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HOLLON, S.D.; STEWART, M.O.; STRUNK, D. 2006. Enduring effects for cognitive behavior therapy in the treatment of depression and anxiety. <i>Annual Review of Psychology</i>, <b>57:</b>285-315. <a href="http://dx.doi.org/10.1146/annurev.psych.57.102904.190044" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1146/annurev.psych.57.102904.190044</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521365&pid=S1983-3482201500010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ITO, L.M.; ROSO, M.C.; TIWARI, S.; KENDALL, P.C.; ASBAHR, F.R. 2008. Terapia cognitivo-comportamental da fobia social. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria</i>, <b>30</b>(Suppl. II):96-101. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462008000 600007" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462008000 600007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521366&pid=S1983-3482201500010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">JUSTER, H.R.; HEIMBERG, R.G. 1995. Social phobia-longitudinal course and long-term outcome of cognitive-behavioral treatment. <i>The Psychiatric Clinics of North America</i>, <b>18</b>(4):821-841.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521367&pid=S1983-3482201500010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KATZMAN, M.; BLEAU, P.; BLIER, P.; CHOKKA, P.; KJERNISTED, K.; AMERINGEN, M. 2014. Canadian clinical practice guidelines for the management of anxiety, posttraumatic stress and obsessive-compulsive disorders. <i>BioMed Central Psychiatry</i>, <b>14</b>(Suppl. 1):1-83. <a href="http://dx.doi.org/10.1186/1471-244X-14-S1-S1" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1186/1471-244X-14-S1-S1</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521369&pid=S1983-3482201500010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KESSLER, R.C.; MCGONAGLE, K.A.; ZHAO, S.; NELSON, C.B.; HUGHES, M.; ESHLEMAN, S.; WITTCHEN, H.U.; KENDLER, K.S. 1994. Lifetime and 12-month prevalence of DSM-III-R psychiatric disorders in United States: results from the National Comorbidity Survey<i>. 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Lifetime comorbidities between social phobia and mood disorders in the US National Comorbidity Survey. <i>Psychological Medicine</i>, <b>29</b>(3):555-567. <a href="http://dx.doi.org/10.1017/S0033291799008375" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1017/S0033291799008375</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521371&pid=S1983-3482201500010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LECRUBIER, Y.; WEILLER, E. 1997. Comorbidities in social phobia. <i>International Clinical Psychopharmacology</i>, <b>12</b>(6):17-21. <a href="http://dx.doi.org/10.1097/00004850-199710006-00004" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1097/00004850-199710006-00004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521372&pid=S1983-3482201500010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MANFRO, G.G.; ISOLAN, L.; BLAYA, C.; MALTZ, S.; HELDT, E.; POLLAC, M.H. 2003. Relationship between adult social phobia and childhood anxiety. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria</i>, <b>25</b>(2):96-99. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462003000200009" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462003000200009</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521373&pid=S1983-3482201500010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MACHADO-DE-SOUSA, J.P.; OS&Oacute;RIO, F. DE L.; JACKOWSKI, A.P.; BRESSAN, R.A; CHAGAS, M.H.; TORRO-ALVES, N.; DE PAULA, A.L.; CRIPPA, J.A.; HALLAK, J.E. 2014. Increased amygdalar and hippocampal volumes in young adults with social anxiety. <i>PLoS One</i>, <b>9</b>(2):1-5. <a href="http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0088523" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0088523</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521374&pid=S1983-3482201500010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MULULO, S.C.C.; MENEZES, G.B.; FONTENELLE, L.; VERSIANI, M. 2009. Terapias cognitivo-comportamentais, terapias cognitivas e t&eacute;cnicas comportamentais para o transtorno de ansiedade social. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica</i>, <b>36</b>(6):221-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521375&pid=S1983-3482201500010000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MIYAZAKI, M.C.O.S. 2004. Di&aacute;logo socr&aacute;tico. <i>In</i>: C.N. ABREU; H.J. GUILHARDI (eds.), <i>Terapia comportamental e cognitivo-comportamental: pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas.</i> S&atilde;o Paulo, Roca, p. 311-319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521377&pid=S1983-3482201500010000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PHEULA, G.F.; ISOLAN, L.R. 2007. Psicoterapia baseada em evid&ecirc;ncias em crian&ccedil;as e adolescentes. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica</i>, <b>34</b>(2):74-83. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/s0101-60832007000200003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/s0101-60832007000200003</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521379&pid=S1983-3482201500010000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PICON, P.; KNIJNIK, D.Z. 2004. Fobia social. <i>In</i>: P. KNAPP (ed.), <i>Terapia Cognitivo-Comportamental na pr&aacute;tica psiqui&aacute;trica</i>. Porto Alegre, Artmed, p. 226-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521380&pid=S1983-3482201500010000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PICON, P.; PENIDO, M. 2011. Terapia cognitivo-comportamental do transtorno de ansiedade social. <i>In:</i> B. RANG&Eacute; (ed.), <i>Psicoterapias cognitivo-comportamentais: um di&aacute;logo com a psiquiatria. </i>2ª ed., Porto Alegre, Artmed, p. 269-298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521382&pid=S1983-3482201500010000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RANGE, B. 1995. <i>Psicoterapia Comportamental e Cognitiva de Transtornos Psiqui&aacute;tricos. </i>Campinas, Psy, 300 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521384&pid=S1983-3482201500010000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RAPEE, R.M.; SPENCE, S.H. 2004. The etiology of social phobia: Empirical evidence and an initial model. <i>Clinical Psychology Review</i>, <b>24</b>(7):737-767. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.cpr.2004.06.004" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.cpr.2004.06.004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521386&pid=S1983-3482201500010000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RODEBAUGH, T.L.; HOLLAWAY, R.M.; HEIMBER, R.G. 2004. The treatment of social anxiety disorder. <i>Clinical Psychology Review</i>, <b>24</b>(7):883-908. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.cpr.2004.07.007" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.cpr.2004.07.007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521387&pid=S1983-3482201500010000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RUBIN, K.H.; NELSON, L.J.; HASTINGS, P.; ASENDORPF, J. 1999. The transaction between parent's perceptions of their children's shyness and their parenting styles. <i>International Journal of Behavioral Development</i>, <b>73</b>(1):1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521388&pid=S1983-3482201500010000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SORDI, A.; RODRIGUEZ, V.; KESSLER, F. 2011. Benzodiazep&iacute;nicos, hipn&oacute;ticos e ansiol&iacute;ticos. <i>In</i>: A. DIEHL; D. CORDEIRO; R. LARANJEIRA (eds.), <i>Depend&ecirc;ncia Qu&iacute;mica: preven&ccedil;&atilde;o, tratamento e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. </i>Porto Alegre, Artmed,  p. 180-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521390&pid=S1983-3482201500010000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SORSDAHL, K.; BLANCO, C.; RAE, D.S.; PINCUS, H.; NARROW, W.E.; SOLIMAN, S.; STEIN, D.J. 2013. Treatment of anxiety disorders by psychiatrists from the American Psychiatric Practice Research Network. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria</i>, <b>35</b>(2):136-141. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/1516-4446-2012-0978" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/1516-4446-2012-0978</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521392&pid=S1983-3482201500010000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">STAKE, R. 1994. Case Study. <i>In: </i>N. DENZIN; Y. LINCOLN (eds.), <i>Handbook of Qualitative Research</i>. London, Sage, p. 236-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521393&pid=S1983-3482201500010000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TAYLOR, S.; WOODY, S.; KOCH, W.J.; MCLEAN, P.; PATERSON, R.J.; ANDERSON, K.W. 1997. Cognitive restructuring in the treatment of social phobia: efficacy and mode of action. <i>Behaviour Modification</i>, <b>21</b>(4):487-511. <a href="http://dx.doi.org/10.1177/01454455970214006" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1177/01454455970214006</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521395&pid=S1983-3482201500010000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WOODY, S.R.; CHAMBLESS, D.L.; GLASS, C.R. 1997. Self-focused attention in the treatment of social phobia. <i>Behaviour Research and Therapy</i>, <b>35</b>(2):117-129. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/S0005-7967(96)00084-8" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/S0005-7967(96)00084-8</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4521396&pid=S1983-3482201500010000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Submetido: 22/12/2014    <br>   Aceito: 13/04/2015 </font></p>      ]]></body>
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