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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise do comportamento aplicada: a percepção de pais e profissionais acerca do tratamento em crianças com espectro autista]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Autism Spectrum Disorder (ASD) affects about 70 million people worldwide, becoming more prominent in society, and determining the need for affordable and effective treatments, especially in childhood. In this context, intervention proposals based on the Applied Behavior Analysis (ABA) model gain scope in Brazil, due to its popularization and effectiveness in other countries, and for obtaining scientifically proven results. To add information, this research aimed to identify the perception of parents and professionals about the application of the ABA technique in children with ASD. An exploratory research with a qualitative approach was carried out with 17 participants (nine professionals and eight family members of children with ASD), who answered an interview script adapted for each group, whose data were understood through lexical analysis using the IRaMuTeQ software (R interface for the Multilingual Analysis of Textes and Questionnaires). The results show that ABA enables an improvement in the social and affective skills of children with ASD by reinforcing socially accepted behaviors and modifying non-accepted behaviors, reducing repetitive behaviors and stereotypes. It concludes the importance of ABA as an efficient technique for the child's development and its adaptation in society.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>10.4013/ctc.2020.131.06 ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enda"></a><b>An&aacute;lise do comportamento aplicada: a percep&ccedil;&atilde;o de pais e profissionais acerca do tratamento em crian&ccedil;as com espectro autista</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Applied behavior analysis: parent and professional perception about treatment in children with autism spectrum</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Deborah Luiza Dias de Sousa; Annaline Luzia da Silva; Camila Maria de Oliveira Ramos; Cynthia de Freitas Melo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade de Fortaleza</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Transtorno do Espectro Autista (TEA) atinge cerca de 70 milh&otilde;es de pessoas no mundo, assumindo um maior destaque na sociedade, e determinando a necessidade de tratamentos acess&iacute;veis e eficazes, principalmente na inf&acirc;ncia. Nesse contexto, propostas de interven&ccedil;&atilde;o baseadas no modelo da An&aacute;lise do Comportamento Aplicada (ABA) ganham espa&ccedil;o de atua&ccedil;&atilde;o no Brasil, devido a sua populariza&ccedil;&atilde;o e efetividade em outros pa&iacute;ses, e por obter resultados cientificamente comprovados. Para agregar informa&ccedil;&otilde;es, a presente pesquisa objetivou identificar a percep&ccedil;&atilde;o dos pais e profissionais sobre a aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica ABA em crian&ccedil;as com TEA. Foi realizada uma pesquisa explorat&oacute;ria, de abordagem qualitativa, que contou com 17 participantes (nove profissionais e oito familiares de crian&ccedil;as com TEA), que responderam um roteiro de entrevista adaptado para cada grupo, cujo dados foram compreendidos por meio de an&aacute;lise lexical no software IRaMuTeQ (Interface de R pour les Analyses Multimensionnelles de Textes et de Questionnaires). Os resultados mostram que a ABA viabiliza uma melhora nas habilidades sociais e afetivas de crian&ccedil;as com TEA, ao refor&ccedil;ar comportamentos socialmente aceitos e modificar os n&atilde;o aceitos, reduzindo os comportamentos repetitivos e estereotipias. Conclui-se a import&acirc;ncia da ABA como t&eacute;cnica eficiente para o desenvolvimento da crian&ccedil;a e sua adapta&ccedil;&atilde;o na sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> transtorno do espectro autista; an&aacute;lise de comportamento aplicado; comportamento infantil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Autism Spectrum Disorder (ASD) affects about 70 million people worldwide, becoming more prominent in society, and determining the need for affordable and effective treatments, especially in childhood. In this context, intervention proposals based on the Applied Behavior Analysis (ABA) model gain scope in Brazil, due to its popularization and effectiveness in other countries, and for obtaining scientifically proven results. To add information, this research aimed to identify the perception of parents and professionals about the application of the ABA technique in children with ASD. An exploratory research with a qualitative approach was carried out with 17 participants (nine professionals and eight family members of children with ASD), who answered an interview script adapted for each group, whose data were understood through lexical analysis using the IRaMuTeQ software (R interface for the Multilingual Analysis of Textes and Questionnaires). The results show that ABA enables an improvement in the social and affective skills of children with ASD by reinforcing socially accepted behaviors and modifying non-accepted behaviors, reducing repetitive behaviors and stereotypes. It concludes the importance of ABA as an efficient technique for the child's development and its adaptation in society.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> autistic spectrum disorder; applied behavior analysis; childish behaviour.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Transtorno do Espectro Autista (TEA) &eacute; um dist&uacute;rbio do neurodesenvolvimento que atinge aproximadamente 70 milh&otilde;es de pessoas no mundo - 1% da popula&ccedil;&atilde;o mundial (American Psychiatric Association &#91;APA&#93;, 2013; Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &#91;ONU&#93;, 2016; Roane, Fisher, &amp; Carr, 2016). &Iacute;ndices que determinam o aumento de interesse da comunidade acad&ecirc;mica e de investimentos para a compreens&atilde;o desse transtorno, com constru&ccedil;&atilde;o de ferramentas de identifica&ccedil;&atilde;o precoce e cria&ccedil;&atilde;o de tratamentos acess&iacute;veis e eficazes, principalmente na inf&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s extensa revis&atilde;o de conceitos, atualmente &eacute; poss&iacute;vel configurar o TEA como um transtorno complexo, que possui uma ampla varia&ccedil;&atilde;o de formas, que podem variar quanto &agrave; intensidade dos sintomas e preju&iacute;zos gerados na rotina do indiv&iacute;duo (Rosa, Matsukura, &amp; Squassoni, 2019). Engloba um leque extenso de patologias, antes independentes: autismo infantil precoce, autismo infantil, autismo de Kanner, autismo de alto funcionamento, autismo at&iacute;pico, transtorno global do desenvolvimento sem outra especifica&ccedil;&atilde;o, transtorno desintegrativo da inf&acirc;ncia e transtorno de Asperger (APA, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Transtorno possui tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas persistentes, que podem se manifestar em conjunto ou de forma isolada: (a) dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o por defici&ecirc;ncia no dom&iacute;nio da linguagem e no uso da imagina&ccedil;&atilde;o para lidar com jogos simb&oacute;licos; (b) dificuldade de socializa&ccedil;&atilde;o; e, (c) padr&otilde;es repetitivos e restritos de comportamento (APA, 2013; Lemos, Salom&atilde;o, &amp; Agripino-Ramos, 2014; Nascimento &amp; Souza, 2018; Oliveira et al., 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tais caracter&iacute;sticas afetam a capacidade de indiv&iacute;duos com TEA de funcionar adaptativamente na sociedade, interferindo na integra&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com o transtorno dentro da fam&iacute;lia e da escola, e de adolescentes e adultos na comunidade. Isso porque possuem resist&ecirc;ncia em iniciar ou estabelecer uma conversa fluida, compreender relacionamentos e ajustar comportamentos para se adequar a um contexto social. Apresentam uma defici&ecirc;ncia nos comportamentos comunicativos n&atilde;o-verbais, que consistem na dificuldade em manter contato visual com o outro e na linguagem corporal, compreens&atilde;o de gestos e express&otilde;es faciais. Evidenciam tamb&eacute;m padr&otilde;es restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, que se fundamentam em movimentos motores, uso de algum objeto insistentemente e falas estereotipadas ou repetitivas, conhecidas como ecolalias (APA, 2013; Nascimento &amp; Souza, 2018; Roane et al., 2016).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao reconhecer as caracter&iacute;sticas fundamentais do espectro e os d&eacute;ficits comuns nas habilidades sociais e no comportamento, faz-se necess&aacute;rio contribuir para uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o das pessoas com TEA na sociedade. Para tal, diversas t&eacute;cnicas, de diferentes &aacute;reas do conhecimento, t&ecirc;m sido propostas para interven&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o de tratamentos em busca, n&atilde;o da cura, mas de aux&iacute;lio no desenvolvimento das habilidades do sujeito, melhorando suas intera&ccedil;&otilde;es e tornando-os mais independentes em todas as suas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o (Ribeiro, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tais modelos t&ecirc;m sido objeto de estudos acad&ecirc;micos, com discursos frequentemente permeados por ideologias, pol&iacute;tica e teorias em moda, muitas vezes desconsiderando ou desvalorizando as evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas que respaldem sua efetividade e aplica&ccedil;&atilde;o social. Defende-se, no entanto, que &eacute; papel da ci&ecirc;ncia lan&ccedil;ar o olhar sobre essas possibilidades terap&ecirc;uticas, dando voz aos seus atores sociais envolvidos - sujeito com TEA, familiares e profissionais, analisando suas potencialidades e entraves.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre as abordagens usadas como m&eacute;todo de interven&ccedil;&atilde;o comportamental no tratamento dos sintomas do autismo est&aacute; a An&aacute;lise Aplicada do Comportamento, mais conhecida no Brasil pela sigla em ingl&ecirc;s ABA (Applied Behavioral Analysis) (Camargo &amp; Rispoli, 2013; Ribeiro, 2010). Existe uma variedade de metodologias de ensino intensivo da ABA para crian&ccedil;as com TEA, como o Modelo Denver de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (Early Start Denver Model), a Interven&ccedil;&atilde;o Comportamental Intensiva Precoce (Early and Intensive Behavioral Intervention - EIBI) e o Ensino por Tentativas Discretas (Discrete Trial Teaching - DTT) (Roane et al., 2016; Silva, Barboza, Miguel, &amp; Barros, 2019).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A terapia ABA possui grande suporte cient&iacute;fico e tem sido o m&eacute;todo de interven&ccedil;&atilde;o mais pesquisado e amplamente adotado, sobretudo nos Estados Unidos e no Canad&aacute;, para promover a qualidade de vida de pessoas com TEA (Camargo; Rispoli, 2013). Ele busca avaliar, explicar e modificar comportamentos (Cartagenes et al., 2016). A An&aacute;lise do Comportamento, que se estrutura sobre a ideia de que o comportamento &eacute; modelado pelo ambiente por meio das consequ&ecirc;ncias. Desta forma, se um comportamento &eacute; seguido de uma consequ&ecirc;ncia favor&aacute;vel (refor&ccedil;o), ele tende a continuar e at&eacute; aumentar de frequ&ecirc;ncia; mas se o comportamento n&atilde;o &eacute; refor&ccedil;ado, ou se o tipo de refor&ccedil;o usado n&atilde;o &eacute; mais gratificante, o comportamento tende a diminuir de frequ&ecirc;ncia e at&eacute; extinguir (Camargo &amp; Rispoli, 2013, Fisher &amp; Piazza, 2015; Nascimento &amp; Souza, 2018, Roane et al., 2016).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As caracter&iacute;sticas gerais de uma interven&ccedil;&atilde;o baseada na ABA, envolvem identifica&ccedil;&atilde;o de comportamentos e habilidades que precisam ser melhorados, sele&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o dos objetivos, e delineamento de uma interven&ccedil;&atilde;o que envolve estrat&eacute;gias comprovadamente efetivas para modifica&ccedil;&atilde;o do comportamento. Ao final, a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; que as condutas aprendidas e modificadas sejam generalizadas para diversas &aacute;reas da vida do indiv&iacute;duo (Camargo &amp; Rispoli, 2013; Cartagenes et al., 2016; Fisher &amp; Piazza, 2015).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para tanto, durante as sess&otilde;es de aplica&ccedil;&atilde;o das atividades da ABA, o profissional deve realizar manejos comportamentais que s&atilde;o necess&aacute;rios para o desenvolvimento da crian&ccedil;a, por exemplo, criar diferentes maneiras de brincar com os brinquedos, elogiar, imitar e reproduzir o comportamento da crian&ccedil;a (Shillingsburg, Hansen, &amp; Wrigth, 2018). Deve definir e medir continuamente os comportamentos-alvos, aumentar a motiva&ccedil;&atilde;o por meio de fornecimento variado de refor&ccedil;os (seja algum brinquedo, objeto que a crian&ccedil;a goste ou elogios), fornecer instru&ccedil;&otilde;es claras e diretas, identificar e usar instru&ccedil;&otilde;es efetivas, refor&ccedil;ar toda vez que a crian&ccedil;a se aproximar do comportamento-alvo (modela&ccedil;&atilde;o), buscar respostas simples em comportamentos mais complexos e por fim, usar m&eacute;todos expl&iacute;citos para promover a generaliza&ccedil;&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o dos comportamentos, em que os comportamentos alvos sejam reproduzidos em v&aacute;rios contextos da vida da crian&ccedil;a (Fisher &amp; Piazza, 2015).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, a ABA &eacute; caracterizada por uma coleta de dados antes, durante e depois da interven&ccedil;&atilde;o. O acompanhamento dessas informa&ccedil;&otilde;es serve para analisar o progresso individual da crian&ccedil;a e auxiliar na tomada de decis&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o aos programas de interven&ccedil;&atilde;o e as poss&iacute;veis estrat&eacute;gias que melhor promovem a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades necess&aacute;rias para cada crian&ccedil;a (Camargo &amp; Rispoli, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O m&eacute;todo pode ser utilizado por diversos profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de, desde que tenham a credencial de certifica&ccedil;&atilde;o, a Behavior Analyst Certification Board - BACB (Nascimento &amp; Souza, 2018). O sucesso da interven&ccedil;&atilde;o depende de v&aacute;rias caracter&iacute;sticas principais: in&iacute;cio da interven&ccedil;&atilde;o (a partir de 2 anos de idade), dura&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o (cerca de 2 anos), intensidade da interven&ccedil;&atilde;o (entre 25 a 40 horas por semana) e abrang&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o (m&uacute;ltiplos ambientes e m&uacute;ltiplos objetivos de ensino) (Barboza, Costa,  &amp; Barros, 2019). No entanto, a intensidade e os custos prescritos associados a esses tipos de interven&ccedil;&otilde;es geralmente o tornam inacess&iacute;vel para uma grande propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o afetada, principalmente em pa&iacute;ses em desenvolvimento com pouco apoio governamental, como o Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se, portanto, de um m&eacute;todo complexo, que promete auxiliar a maior adapta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com TEA ao ambiente familiar, escolar e social, cuja efic&aacute;cia deve ser constantemente avaliada. Torna-se sine qua non identificar atrav&eacute;s das experi&ecirc;ncias dos sujeitos envolvidos de que forma a ABA tem contribu&iacute;do para o desenvolvimento de crian&ccedil;as com TEA. Tal demanda surge em fun&ccedil;&atilde;o do aumento de crian&ccedil;as diagnosticadas com TEA, da necessidade de tratamentos efetivos, comprovados cientificamente, que ofere&ccedil;am solu&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas para o desenvolvimento, socializa&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com TEA. Para agregar informa&ccedil;&otilde;es, a presente pesquisa objetivou identificar a percep&ccedil;&atilde;o dos pais e profissionais sobre a aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica ABA em crian&ccedil;as com TEA.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizada uma pesquisa explorat&oacute;ria, transversal de abordagem qualitativa. A partir dessa, pode-se aprofundar a compreens&atilde;o sobre determinado grupo social ou fen&ocirc;meno e explic&aacute;-lo a partir de aspectos da realidade que n&atilde;o podem ser quantificados (Gerhardt &amp; Silveira, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Participantes </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contou-se com a colabora&ccedil;&atilde;o de 17 participantes, sendo 3 psic&oacute;logos, 5 estagi&aacute;rios de psicologia e 1 psicopedagoga que atuam com a ABA (Participantes 1 a 9) e 8 m&atilde;es de crian&ccedil;as com TEA (Participantes 10 a 17), seguindo o crit&eacute;rio de satura&ccedil;&atilde;o de dados de S&aacute; (1998). Os participantes foram contatados a partir de duas cl&iacute;nicas que possuem os servi&ccedil;os de interven&ccedil;&atilde;o em ABA para indiv&iacute;duos que possuem algum tipo de atraso cognitivo, dentre eles, o TEA. As entrevistas foram realizadas em casa ou nas cl&iacute;nicas. Considerou-se como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o para participar dessa pesquisa ser maior de 18 anos, familiar (pais ou respons&aacute;veis) de crian&ccedil;a com TEA que fa&ccedil;a tratamento com ABA h&aacute; 6 meses ou mais, e que acompanhe o tratamento; ou ser um profissional (formado ou estagi&aacute;rio) que atue com a ABA em crian&ccedil;as com TEA h&aacute; no m&iacute;nimo 6 meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Instrumentos </i></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram utilizados dois roteiros de entrevista semiestruturados. Para os profissionais, foram abordadas as seguintes categorias: (1) Dados sociodemogr&aacute;fico e t&eacute;cnico-profissional; (2) A forma&ccedil;&atilde;o na terapia ABA; e (3) A percep&ccedil;&atilde;o sobre comportamento obsessivo-compulsivo, comportamento afetivo e habilidade social. O segundo roteiro foi utilizado com os familiares, abordando as seguintes categorias: (1)Do diagn&oacute;stico ao tratamento; (2) Percep&ccedil;&atilde;o sobre o tratamento com ABA; (3) Outros tipos de tratamento e escolariza&ccedil;&atilde;o; e (4) A percep&ccedil;&atilde;o sobre comportamento obsessivo-compulsivo, comportamento afetivo e habilidade social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Procedimentos </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s aprova&ccedil;&atilde;o de Comit&ecirc; de Etica em Pesquisa, sob o parecer nº 3.215.602, os participantes foram convidados para participar da pesquisa. As entrevistas foram realizadas pessoalmente, de forma individual, com o aux&iacute;lio de gravador, em local reservado escolhido pelo participante, com dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 50 minutos cada entrevista. Os procedimentos seguiram as diretrizes &eacute;ticas para pesquisas envolvendo seres humanos propostas nas resolu&ccedil;&otilde;es nº 466/12 e 510/16 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>An&aacute;lise dos dados </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As entrevistas foram compreendidas por meio do software IRaMuTeQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires), um programa gratuito que busca apreender a estrutura e a organiza&ccedil;&atilde;o do discurso, sendo capaz assim de informar as rela&ccedil;&otilde;es entre os mundos lexicais que s&atilde;o mais frequentemente enunciados pelos participantes da pesquisa. Trata-se de um software cada vez mais presentes em pesquisas qualitativas das &aacute;reas de Ci&ecirc;ncias Humanas, Sociais e da Sa&uacute;de, que traz dados a serem analisados com um grande volume textual e que buscam maior rigor metodol&oacute;gico (Camargo &amp; Justo, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As an&aacute;lises foram realizadas em tr&ecirc;s etapas. Foram realizadas an&aacute;lises lexicogr&aacute;ficas cl&aacute;ssicas, para verifica&ccedil;&atilde;o de estat&iacute;stica de quantidade de segmentos de texto (ST), evoca&ccedil;&otilde;es e formas; a Classifica&ccedil;&atilde;o Hier&aacute;rquica Descendente (CHD), para o reconhecimento do dendrograma com as classes que surgiram, onde quanto maior o </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup>, mais associada est&aacute; a palavra com a classe, e desconsiderando as palavras com </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2 &lt; 3,80 (p &lt; 0,05); e a Nuvem de Palavras, a fim de agrupar as palavras e as organizar graficamente em fun&ccedil;&atilde;o da sua relev&acirc;ncia, sendo as maiores as que possuem maior frequ&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Classifica&ccedil;&atilde;o Hier&aacute;rquica Descendente </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O corpus geral foi constitu&iacute;do por 17 entrevistas, 433 segmentos de texto (ST), com aproveitamento de 412 STs (95,30%). Emergiram 15.189 ocorr&ecirc;ncias (palavras, formas ou voc&aacute;bulos), sendo 2.292 palavras distintas e 1.196 com uma &uacute;nica ocorr&ecirc;ncia. O conte&uacute;do analisado foi categorizado em quatro classes: Classe 1 - Comportamento Obsessivo Compulsivo e estereotipias, com 89 ST (20,55%); Classe 2 - T&eacute;cnicas da ABA, com 110 ST (25,41%); Classe 3 - Desenvolvimento dos comportamentos funcionais, com 114 ST (26,32%) e Classe 4 - Desenvolvimento das habilidades sociais e afetivas, com 120 ST (27,72%) (ver <a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cclin/v13n1/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreende 20,55% (f = 89 ST) do corpus total analisado. Constitu&iacute;da por palavras e radicais no intervalo entre </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 2,2 (Dois) e </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup>= 28,99 (Escola). Essa classe &eacute; composta por palavras como &quot;Obsessivo&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 24,59); &quot;Ecolalia&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 20.28); &quot;Ridigez&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 15,35) e &quot;Desorganiza&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 04,01).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa classe foram abordadas duas grandes dificuldades das pessoas com TEA: comportamento obsessivo-compulsivo e estereotipias. Foram citadas a rigidez na rotina, ecolalia, estereotipias em rela&ccedil;&atilde;o a movimentos motores, estereotipias de enfileirar objetos, empilhar coisas. Para Fonseca et al (2007) Al&eacute;m de compartilhar caracter&iacute;sticas comuns a outros transtornos do &quot;espectro autista&quot;, alguns de seus principais sintomas se sobrep&otilde;em a outras condi&ccedil;&otilde;es, tais como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim, as duas crian&ccedil;as que atendo apresentam comportamentos assim obsessivo-compulsivo. A menor, de 3 anos, tem uma rigidez de rotina bem clara. Se eu for l&aacute; e n&atilde;o tiver terapia ele se desorganiza, no meu hor&aacute;rio. Isso tem melhorado com o passar do tempo&quot;. (Participante 8 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Isso depende de caso para caso, um dos meus pacientes tem o uso obsessivo com o celular. Todos eles apresentam estereotipias, uns mais outros menos&quot;. (Participante 3 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;A quest&atilde;o do contato visual, a repeti&ccedil;&atilde;o, ele tem estereotipias diversas, enfileirar objetos, empilhar coisas. &#91;...&#93; Se alguma crian&ccedil;a se aproximasse pra brincar, ele tipo dava as costas como se aquela crian&ccedil;a n&atilde;o tivesse ali, n&eacute;? E tamb&eacute;m fazia isso com outras pessoas&quot;. (Participante 14 - M&atilde;e).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;O que eu observei de comportamento obsessivo-compulsivo &eacute; a ecolalia, estereotipias em rela&ccedil;&atilde;o a movimentos motores, a crian&ccedil;a que eu estou agora ele gosta muito de andar nas pontas dos p&eacute;s, de fazer um barulhos espec&iacute;ficos com a boca e balan&ccedil;ar freneticamente os bra&ccedil;os&quot;. (Participante 6 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Ele chega at&eacute; a querer brincar e interagir com as outras crian&ccedil;as, mas n&atilde;o consegue continuar a intera&ccedil;&atilde;o. E ele tem algumas estereotipias como bater palminhas, dar uns gritinhos&quot;. (Participante 16 - M&atilde;e).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Consigo notar alguns comportamentos obsessivos-compulsivos sim. Existe uma quantidade que t&ecirc;m esses padr&otilde;es, mas se estivermos falando de apego &agrave; rotina, a maioria tem. E pode-se notar uma melhora desses comportamentos. O que acontece &eacute; que n&oacute;s n&atilde;o vamos mexer nos comportamentos que n&atilde;o interferem na vida do sujeito, n&oacute;s s&oacute; intervimos nos comportamentos que afetam, que atrapalham a vida do sujeito&quot;. (Participante 7 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Vou descrever como topografia e podemos qualificar como comportamento obsessivo-compulsivo &#91;...&#93; a maioria delas tem fixa&ccedil;&atilde;o em refor&ccedil;adores e tem fixa&ccedil;&atilde;o em uma topografia de comportamento realizado com determinados est&iacute;mulos. Por isso, &eacute; importante trabalhar v&aacute;rios comportamentos com o mesmo est&iacute;mulo, para que ela n&atilde;o associe que somente aquele comportamento traz o est&iacute;mulo. Mas apesar delas apresentarem uma rigidez, o tempo de tratamento pode flexibilizar isso&quot;. (Participante 4 - Profissional).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Classe 2 - T&eacute;cnicas da ABA </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreende 25,491 (f = 110 ST) do corpus total analisado. Constitu&iacute;da por palavras e radicais no intervalo entre </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 3,96 (Muita) e </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 13,69 (Sempre). Essa classe &eacute; composta por palavras como &quot;Buscar&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 11,23); &quot;Refor&ccedil;ador&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 11,2) e &quot;Brincar&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 8,81).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa classe mostra que os profissionais tentam utilizar objetos e brinquedos que as crian&ccedil;as j&aacute; gostam para realizar as atividades. A terapia &eacute; l&uacute;dica, com brincadeiras que possuem o objetivo de fazer com que a crian&ccedil;a se sinta confort&aacute;vel, percebendo a terapia como algo interessante, para assim ter melhor ades&atilde;o e resultados no desenvolvimento pretendido, sem tornar-se algo cansativo e mon&oacute;tono. Os brinquedos entram como refor&ccedil;adores para obter a aten&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, quanto maior for a magnitude do refor&ccedil;ador, melhor e maior ser&aacute; o rendimento durante a sess&atilde;o. Como pode ser observado nos relatos a seguir:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim, noto ele ser muito obcecado por n&uacute;meros e brinquedos musicais. Por exemplo, sempre durante o atendimento, o objeto refor&ccedil;ador dele s&atilde;o n&uacute;meros de EVA&quot;. (Participante 2 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Essa crian&ccedil;a que eu estou h&aacute; 6 meses, ela tem sinais maiores desses comportamentos. Ela tem um cofrinho onde ela fica tirando e colocando as moedas dentro o tempo todo, o que pode ser usado como refor&ccedil;ador, pois ele gosta muito&quot;. (Participante 5 - Profissional).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Desde que eu comecei a ser aplicadora dele na ABA, a gente come&ccedil;ou a trabalhar com coisas mais funcionais, por exemplo, pra ele montar um quebra-cabe&ccedil;a ou ent&atilde;o a gente brinca de algo bem social, por exemplo, fa&ccedil;o c&oacute;cegas ou fa&ccedil;o ele correr atr&aacute;s de mim, brincamos de 'achou'&quot;. (Participante 2 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;A ABA est&aacute; sendo muito importante para o desenvolvimento do meu filho, antes ele n&atilde;o conseguia obedecer comandos, mas hoje ele aprendeu a sentar e ficar sentado, melhorou a aten&ccedil;&atilde;o, melhorou os pedidos, forma de se comunicar. Mas isso s&oacute; aconteceu quando come&ccedil;ou a ABA natural&iacute;stico, pois o tradicional era muito ruim, muito regrado, ele se estressava demais e n&atilde;o rendia. O natural&iacute;stico ele adora, leva na brincadeira e aprende bem mais. Hoje ele tem mais interesse no outro do que antigamente&quot;. (Participante 17 - M&atilde;e).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Classe 3 - Desenvolvimento dos comportamentos funcionais </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreende 26,32% (f = 114 ST) do corpus total analisado. Constitu&iacute;da por palavras e radicais no intervalo entre </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 2,27 (Por) e </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 22,59 (ABA). Essa classe &eacute; composta por palavras como &quot;ABA&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 22,59); &quot;Aprender&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 16,32); &quot;Atividades&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 14,6) e &quot;Birra&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 11,56).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aqui os participantes falam um pouco de como a ABA foi capaz de promover uma melhora do quadro geral do TEA. Dessa forma, tanto os pais como os profissionais, relatam que pela ABA ser uma metodologia de ensino intensiva, este possibilita observar melhoras em muitos aspectos como em comportamentos incomuns socialmente, ou seja, as &quot;birras&quot;, a concentra&ccedil;&atilde;o, a aten&ccedil;&atilde;o, as habilidades sociais, intera&ccedil;&atilde;o, autonomia e a amplia&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio comportamental, onde &eacute; poss&iacute;vel notar grandes dificuldades dos indiv&iacute;duos com TEA.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Ele se desenvolveu muito nesse tempo que estive com ele aplicando a ABA, n&atilde;o tive contato com a AT anterior, ent&atilde;o n&atilde;o sei falar da evolu&ccedil;&atilde;o dele, mas ele aprendeu diversos comandos, diversos outros programas, principalmente de imita&ccedil;&atilde;o. Ele &eacute; muito bom em imita&ccedil;&atilde;o e tudo. Ele avan&ccedil;ou demais, a aten&ccedil;&atilde;o dele agora &eacute; muito boa&quot;. (Participante 2 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Melhorou a autonomia, n&eacute;? Por exemplo, eu tracei alguns objetivos, eu falei que gostaria que ela me ajudasse nessa quest&atilde;o dele se vestir... ele tinha dificuldade pra colocar o sapato e pra tirar e colocar a blusa, e ele j&aacute; t&aacute; fazendo essas coisas, &agrave;s vezes ele se enrosca um pouco, mas j&aacute; t&aacute; fazendo&quot;. (Participante 13 - M&atilde;e).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim! O maior avan&ccedil;o da ABA pra mim foi diminui&ccedil;&atilde;o das birras e dessa forma ele pode se desenvolver melhor, pois est&aacute; aprendendo a se comunicar melhor &#91;...&#93; A ABA est&aacute; sendo muito importante para o desenvolvimento do meu filho, antes ele n&atilde;o conseguia obedecer comandos, mas hoje ele aprendeu a sentar e ficar sentado, melhorou a aten&ccedil;&atilde;o, melhorou os pedidos, forma de se comunicar&quot;. (Participante 17 - M&atilde;e).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Tenho gostado muito da ABA, principalmente, na parte de comportamento, da educa&ccedil;&atilde;o. Quando &eacute; pedido para que fiquem sentados numa mesa eles ficam, antes tinham dificuldades, o brincar, como interagir melhor, agora passam a participar melhor das atividades dos dias&quot;. (Participante 10 - M&atilde;e).</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Pouco a pouco ela foi trabalhando e ele j&aacute; t&aacute; expressando muito mais o pensamento dele por desenhos. &#91;...&#93; isso significa muito... porque se ele t&aacute; desenhando, se ele t&aacute; escrevendo ele se integra mais na escola, ele se integra mais com as emo&ccedil;&otilde;es dele, porque ele se expressa...&quot;. (Participante 13 - M&atilde;e).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Vejo que a ABA melhorou muito a concentra&ccedil;&atilde;o dela, ajudou ela a conseguir ficar parada, come&ccedil;ar e terminar uma atividade. A ABA melhorou demais a comunica&ccedil;&atilde;o dela e por isso, diminuiu birras e comportamentos auto-lesivos. Ela aprendeu a se organizar melhor para se relacionar com o mundo, ter paci&ecirc;ncia de terminar uma atividade e t&aacute; aprendendo a esperar, mas notei sim melhoras significativas&quot;. (Participante 11 - M&atilde;e).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Classe 4 - Desenvolvimento das habilidades sociais e afetivas </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreende 27,72% (f = 120 ST) do corpus total analisado. Constitu&iacute;da por palavras e radicais no intervalo entre </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 2,39 (Quanto) e </font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 18,31 (Afeto). Essa classe &eacute; composta por palavras como &quot;Afeto&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 18,35); &quot;Desenvolvimento&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 12,69) e &quot;Habilidade&quot; (</font>&#967;<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> = 10,00).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa classe, tanto os profissionais quanto os pais mostram que a ABA trouxe aprendizado de comportamentos que as crian&ccedil;as com TEA apresentavam dificuldades. Vale ressaltar que esses s&atilde;o importantes para intera&ccedil;&atilde;o social, como por exemplo responder a ordens, saber se portar socialmente de acordo com o contexto, aumentar o repert&oacute;rio de habilidades sociais, demonstrar afeto, compartilhar objetos, demonstrar comportamentos estereotipados, dentre outros.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Total, vejo um desenvolvimento no quadro geral do TEA com as duas crian&ccedil;as. Com a pequena mais, porque eu atendo ela a mais tempo. Ent&atilde;o tenho mais dados no qual basear as minhas respostas, tanto como repert&oacute;rio social, colaborativo. Ele tinha muita dificuldade em compartilhar os objetos de interesse, em manter contato visual, para fazer aten&ccedil;&atilde;o compartilhada. Ele tinha algumas dificuldades para imitar. E hoje ele imita muito bem. Ele n&atilde;o falava quase nada. Tinha dificuldade para ecoar e hoje ecoa, emite mandos, faz pedidos, ele nomeia. J&aacute; fala frases. Ent&atilde;o num per&iacute;odo de tempo de outubro para c&aacute; eu vi um &quot;Boom&quot; de desenvolvimento, de crescente bem bacana, frutos de muito trabalho que &eacute; bem gratificante poder observar as interven&ccedil;&otilde;es dando resultados&quot;. (Participante 8 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim, notei sim um desenvolvimento, ele se tornou mais aberto a mudan&ccedil;as e diminuiu as estereotipias&quot;. (Participante 12 - M&atilde;e).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Notei um desenvolvimento na habilidade social sim. Notei que ela se sente mais segura no sentido de como se comportar com outras pessoas&quot;. (Participante 11 - M&atilde;e).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verificou-se, de acordo com os relatos acima, que as crian&ccedil;as possuem um comportamento afetivo, principalmente, com pessoas mais pr&oacute;ximas do n&uacute;cleo familiar, por meio de demonstra&ccedil;&atilde;o de carinho, abra&ccedil;os, beijos e querer ficar pr&oacute;ximo a pessoa. No entanto, foi observado que durante a terapia, a crian&ccedil;a soube demonstrar esse afeto atrav&eacute;s de outras maneiras, diminuindo os comportamentos socialmente inadequados (birras), e passando a aceitar melhor o afeto vindo de outras pessoas.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim, voc&ecirc; &eacute; ambiente a mais para a crian&ccedil;a e fornece refor&ccedil;adores, onde ela provavelmente sentir&aacute; afeto vai sentir necessidade da sua presen&ccedil;a e afeto. Lembro do meu paciente que eu atendia, que ele ia me buscar na porta e sempre dizia 'Tia &#91;xx&#93;'. Quando voc&ecirc; vai embora, a crian&ccedil;a fica falando para n&atilde;o ir embora&quot;. (Participante 3 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim, com a fam&iacute;lia ele &eacute; bem afetivo e comigo ele &#91;crian&ccedil;a&#93; tamb&eacute;m passou a demonstrar mais afeto, dando abra&ccedil;os, pega na m&atilde;o e coisas do tipo&quot;. (Participante 8 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim, &eacute; poss&iacute;vel notar uma melhora na demonstra&ccedil;&atilde;o de afeto. E n&atilde;o s&oacute; isso, por exemplo, a gente ensina a nomear sentimentos e identificar os sentimentos e quando eles aprendem ficam mais f&aacute;cil eles manejarem&quot;. (Participante 7 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Quando eu estou atendendo ele, um dos refor&ccedil;os sociais que eu utilizo &eacute; justamente a quest&atilde;o do beijo, do abra&ccedil;o, da cosquinha, do carinho, ele gosta muito. Ultimamente ele tem algumas estereotipias bem acentuadas, por exemplo, quando ele est&aacute; muito euf&oacute;rico ele chega a beliscar alguma pessoa que esteja perto dele. E eu tentei, n&eacute;, tive algum sucesso de certa forma, em impedir que ele fizesse isso, para em vez de ele beliscar, ele fazer carinho na pessoa. Ent&atilde;o se ele t&aacute; indo beliscar e voc&ecirc; falar &quot;n&atilde;o, carinho&quot; ele faz carinho na pessoa. Notei que ele teve um avan&ccedil;o bom com rela&ccedil;&atilde;o a demonstra&ccedil;&atilde;o de afeto, como falei ali em cima&quot;&gt; (Participante 2 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos aspectos no qual os entrevistados percebem que as crian&ccedil;as obt&ecirc;m maior desenvolvimento &eacute; nas habilidades sociais. Essa &aacute;rea manifesta o maior d&eacute;ficit do indiv&iacute;duo com TEA - na comunica&ccedil;&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o social e reciprocidade socioemocional.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim, n&oacute;s come&ccedil;amos a ensinar as habilidades b&aacute;sicas sociais para essas crian&ccedil;as tentando manter contato visual, brincar paralelamente sem nenhum comportamento disjuntivo, buscar o contato f&iacute;sico&quot;. (Participante 3- Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Consigo notar uma melhora nas habilidades sociais. Com o passar do tempo, as duas crian&ccedil;as passaram a lidar melhor com a troca de profissionais, claro que n&atilde;o &eacute; um progresso enorme, mas s&oacute; de eles estarem receptivos a pessoas novas j&aacute; mostra um ponto positivo&quot;. (Participante 8 - Profissional).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;Sim, sem sombra de d&uacute;vidas &eacute; poss&iacute;vel notar um desenvolvimento da habilidade social, &eacute; um dos nossos maiores focos, comunica&ccedil;&atilde;o e comportamento social&quot;. (Participante 7- Profissional).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Nuvem de palavras </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi analisada a nuvem de palavras obtida por meio dos relatos dos pr&oacute;prios participantes, verificando-se que as palavras mais utilizadas foram: &quot;Crian&ccedil;a&quot;, &quot;Comportamento&quot;, &quot;Contato&quot;, &quot;Social&quot;, &quot;ABA&quot;, &quot;Notar&quot;, &quot;Desenvolvimento&quot; e &quot;Estar&quot;, demonstrando que um dos maiores desenvolvimentos da ABA &eacute; no contato social e comportamental das crian&ccedil;as (ver <a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cclin/v13n1/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constata-se que a Nuvem de Palavras corrobora os resultados explanados anteriormente nos discursos dos pais e profissionais que convivem com crian&ccedil;as com TEA, mostrando que a ABA &eacute; capaz de promover muitos ganhos &agrave; crian&ccedil;a, desenvolvendo principalmente as habilidades sociais e comportamentais destas, diminuindo os impactos negativos que o transtorno causa na vida da crian&ccedil;a, confirmando a pesquisa realizada por MacDonald et al. (2014).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados mostram que entre os d&eacute;ficits de crian&ccedil;as com TEA, as duas maiores dificuldades detectadas por pais e profissionais referem-se ao comportamento obsessivo-compulsivo e estereotipias. Esses comportamentos s&atilde;o constitu&iacute;dos por padr&otilde;es restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, que se fundamentam em movimentos motores, uso de algum objeto insistentemente e falas estereotipadas ou repetitivas, conhecidas como ecolalias. S&atilde;o marcados pela dificuldade em modificar a rotina, e manuten&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es ritualizados. Dessa forma, se alguma modifica&ccedil;&atilde;o for feita, pode trazer grande sofrimento ao indiv&iacute;duo, pois eles se desorganizam cognitivamente (APA, 2013; Mergl &amp; Azoni, 2015; Nascimento &amp; Souza, 2018; Roane et al., 2016; Zanon et al., 2014).  Esses comportamentos s&atilde;o as principais barreiras para a sociabilidade e adapta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com TEA, e por isso representam a principal caracter&iacute;stica que os pais desejam melhoria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados mostram que a percep&ccedil;&atilde;o dos pais e profissionais confirmam o lugar da ABA como m&eacute;todo de interven&ccedil;&atilde;o que busca identificar, avaliar e modificar comportamentos e habilidades que precisam ser melhorados ou diminu&iacute;dos (Cartagenes et al., 2016). Refor&ccedil;am ainda que um dos diferenciais da ABA e que facilita a ades&atilde;o dos pacientes &eacute; que ele envolve aspectos voltados para o brincar e realizar engajamento como, por exemplo, criar diferentes maneiras de brincar com os brinquedos, elogiar, imitar e reproduzir o comportamento da crian&ccedil;a (Shillingsburg et al., 2018). A crian&ccedil;a percebe e aceita o atendimento pelo modo l&uacute;dico que lhe &eacute; apresentado, conseguindo aumentar o grau de rendimento e a efic&aacute;cia da metodologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Funciona a partir de um plano individualizado de habilidades para cada crian&ccedil;a, para entender quais os comportamentos alvos se desejam alcan&ccedil;ar e quais necessitam ser diminu&iacute;dos. Dentre os principais protocolos a serem seguidos pode-se destacar programas como o contato visual, imita&ccedil;&otilde;es, comunica&ccedil;&atilde;o funcional entre outras atividades. A principal caracter&iacute;stica da t&eacute;cnica ABA &eacute; o uso de refor&ccedil;adores, no caso, o objeto de maior interesse da crian&ccedil;a (Camargo &amp; Rispoli, 2013).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os principais benef&iacute;cios da ABA, pontuou-se o fato de refor&ccedil;ar comportamentos socialmente aceitos, bem como a modifica&ccedil;&atilde;o de comportamentos n&atilde;o aceitos e que atrapalham de alguma maneira a vida desses sujeitos, conforme sinaliza a literatura (Camargo &amp; Rispoli, 2013; Cartagenes et al., 2016; Fisher &amp; Piazza, 2015). Compreende-se que a ABA apresenta muitos ganhos para as crian&ccedil;as com TEA, por ser capaz de fazer com que elas aprendam e ampliem repert&oacute;rios comportamentais importantes e habilidades necess&aacute;rias para o seu desenvolvimento e autonomia, ainda que estas possuam dificuldade em aprender (APA, 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior parte desse aprendizado relaciona-se a situa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas do cotidiano, com foco sobre habilidades que elas ainda n&atilde;o possuem, mas s&atilde;o essenciais para o desenvolvimento e intera&ccedil;&atilde;o social, com foco em promover um aumento do repert&oacute;rio social. S&atilde;o trabalhadas a aten&ccedil;&atilde;o compartilhada, o contato visual, o fato de conseguir ficar sentado numa cadeira sem se levantar, conseguir iniciar e finalizar uma atividade, obedecer a comandos, melhorar o foco em alguma atividade, atender a chamados, interagir melhor com outros, dentre outros (Fisher &amp; Piazza, 2015). Nota-se pelos relatos dos participantes, que a ABA tem sido muito eficiente em auxiliar no desenvolvimento da crian&ccedil;a em diversos aspectos e diminuir os d&eacute;ficits, trabalhando o que a crian&ccedil;a necessita, de modo l&uacute;dico e divertido, por meio do v&iacute;nculo criado com os acompanhantes terap&ecirc;uticos (Barboza et al., 2019).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos resultados obtidos na presente pesquisa, em di&aacute;logo com os estudos realizados nas obras de diversos autores que tratam sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a An&aacute;lise Aplicada do Comportamento (ABA), &eacute; poss&iacute;vel concluir que os profissionais e pais de crian&ccedil;as com TEA percebem o avan&ccedil;o que este m&eacute;todo representa para a interven&ccedil;&atilde;o no tratamento de crian&ccedil;as com autismo. Isso se deve, principalmente, ao fato de que eles identificam resultados efetivos em diferentes &aacute;reas do desenvolvimento das crian&ccedil;as com TEA, apresentando comportamentos mais adaptativos, o que contribui para a melhora na qualidade de vida da pr&oacute;pria crian&ccedil;a e de sua fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As crian&ccedil;as que apresentavam algum tipo de dificuldade em interagir com outros, principalmente fora do seu n&uacute;cleo familiar, com o tratamento com a ABA foram capazes de apresentar uma melhora no comportamento social, como por exemplo, interagir melhor com outras pessoas, lidar melhor com a troca de profissionais, o que mostra uma abertura para interagir com pessoas mais desconhecidas. Aprenderam a obedecer aos comandos, se expressar melhor, melhoraram aten&ccedil;&atilde;o compartilhada, dentre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se ainda que o comportamento obsessivo est&aacute; presente no relato de pais e profissionais sobre o comportamento de crian&ccedil;as com TEA de diversas maneiras, tais como: obsess&atilde;o por objetos, ecolalias, comportamentos repetitivos e estereotipias. No entanto, a ABA tem se mostrado capaz tamb&eacute;m de melhorar esses comportamentos. Al&eacute;m disso, auxilia a crian&ccedil;a na apresenta&ccedil;&atilde;o de comportamentos afetivos, ensinando diferentes maneiras de intera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ressalta-se que este trabalho vem contribuir para a ci&ecirc;ncia de forma a ampliar a discuss&atilde;o sobre as potencialidades do ABA no tratamento de crian&ccedil;as com TEA, a partir da percep&ccedil;&atilde;o dos principais sujeitos envolvidos nesse processo - pais e profissionais de sa&uacute;de. Possui a limita&ccedil;&atilde;o de abordar os resultados de forma transversal, e por isso sugere-se que possam ser feitas pesquisas longitudinais, de acompanhamento cont&iacute;nuo, desde o in&iacute;cio do tratamento, verificando o processo de evolu&ccedil;&atilde;o. Pontua-se o m&eacute;rito da presente pesquisa de compreender a tem&aacute;tica em profundidade, a partir de diferentes atores sociais envolvidos - profissionais e familiares de crian&ccedil;as com TEA. Espera-se com isso proporcionar uma maior compreens&atilde;o e estimular o estudo sobre os avan&ccedil;os da ABA no desenvolvimento social, cognitivo e comportamental de crian&ccedil;as com TEA.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">American Psychiatric Association. (2013). <i>DSM-5: Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais </i>(5a ed.). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555068&pid=S1983-3482202000010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Barboza, A. A., Costa, L. C. B., &amp; Barros, R. S. (2019). Instructional Videomodeling to Teach Mothers of Children with Autism to Implement Discrete Trials: A Systematic Replication. <i>Trends in Psychology, 27</i>(3),795-804.  doi: 10.9788/tp2019.3-14</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555070&pid=S1983-3482202000010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Camargo, B. V., &amp; Justo, A. M. (2013). Iramuteq: um software gratuito para an&aacute;lise de dados textuais. <i>Temas em Psicologia</i>, 21(2),513-518. doi:10.9788/TP2013.2-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555071&pid=S1983-3482202000010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Camargo, S. P. H., &amp; Rispoli, M. (2013). An&aacute;lise do comportamento aplicada como interven&ccedil;&atilde;o para o autismo: defini&ccedil;&atilde;o, caracter&iacute;sticas e pressupostos filos&oacute;ficos. <i>Revista Educa&ccedil;&atilde;o Especial</i>, 26(47),639-650. doi: 10.5902/1984686X9694</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555073&pid=S1983-3482202000010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cartagenes, M. V., Castro, C. A. L., Almeida, G. K. F. C., Magalh&atilde;es Y. C., &amp; Almeida, W. R. M. (2016). Software baseado no m&eacute;todo ABA para aux&iacute;lio ao ensino-aprendizagem de crian&ccedil;as portadoras de Transtorno Global do Desenvolvimento-Autista. <i>Computer on the Beach</i>, 162-171. 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Applied Behavior Analysis. <i>The Encyclopedia of Clinical Psychology</i>, 1-5. doi: org/10.1002/9781118625392.wbecp205</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555075&pid=S1983-3482202000010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fonseca J. M.A., Campos, A. L.M., L&oacute;pez, J. R.R.A.  (2007) S&iacute;ndrome de Asperger e TOC - comorbidade ou unidade?<i> Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 56</i>(4),287-289.  doi: 10.1590/S0047-20852007000400008</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555076&pid=S1983-3482202000010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gerhardt, T. E., Silveira, D. T. (2009). <i>M&eacute;todos de pesquisa</i>. Porto Alegre:  Editora da UFRGS. Recuperad    de <a href="http://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad005.pdf" target="_blank">http://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad005.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555077&pid=S1983-3482202000010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lemos, E. L. M., Salom&atilde;o, N. M. R., &amp; Agripino-Ramos, C. S. (2014). Inclus&atilde;o de crian&ccedil;as autistas: um estudo sobre intera&ccedil;&otilde;es sociais no contexto escolar. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o Especial</i>, 20(1),117-130. doi: 10.1590/S1413-65382014000100009</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555078&pid=S1983-3482202000010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MacDonald, R., Parry, D., Dupere, S., &amp; Ahearn, W. (2014) Assessing progress and outcome of early intensive behavioral intervention for toddlers with autismo. <i>Research in Developmental Disabilities</i>, 35(12),3632-3644. doi: 10.1016/j.ridd.2014.08.036</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555079&pid=S1983-3482202000010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mergl, M. &amp; Azoni, C. A. S. (2015). Tipo de ecolalia em crian&ccedil;as com transtorno do espectro autista. <i>Revista CEFAC</i>, 17(6),2072-2080. doi: 10.1590/1982-021620151763015</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555080&pid=S1983-3482202000010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nascimento, G. A., &amp; Souza, S. F. (2018). A inclus&atilde;o de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA): possibilidade de interven&ccedil;&atilde;o psicopegag&oacute;gica atrav&eacute;s da An&aacute;lise do Comportamento Aplicada. <i>Revista do Curso de Pedagogia da Universidade Fumec</i> - <i>Paid&eacute;ia, XIII</i> (19). 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Recuperado de <a href="https://nacoesunidas.org/rejeitar-pessoas-com-autismo-e-um-desperdicio-de-potencial-humano-destacam-representantes-da-onu/" target="_blank">https://nacoesunidas.org/rejeitar-pessoas-com-autismo-e-um-desperdicio-de-potencial-humano-destacam-representantes-da-onu/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555083&pid=S1983-3482202000010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ribeiro, S. H. <i>ABA: uma interven&ccedil;&atilde;o comportamental eficaz em casos de autismo. </i>Revista Autismo. S&atilde;o Paulo, v. 0, set. 2010. Dispon&iacute;vel em<a href="http://www.revistaautismo.com.br" target="_blank">http://www.revistaautismo.com.br</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555084&pid=S1983-3482202000010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Roane, H. S., Fisher, W. W., &amp; Carr, J. E. (2016). Applied Behavior Analysis as Treatment for Autism Spectrum Disorder. <i>The Journal of Pediatrics</i>, 1-6. doi: 10.1016/j.jpeds.2016.04.023</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555085&pid=S1983-3482202000010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rosa, F. D., Matsukura, T. S., &amp; Squassoni, C. E. (2019). Escolariza&ccedil;&atilde;o de pessoas com Transtornos do Espectro Autista (TEA) em idade adulta: relatos e perspectivas de pais e cuidadores de adultos com TEA. <i>Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, 27</i>(2),302-316.  doi: 10.4322/2526-8910.ctoao1845</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555086&pid=S1983-3482202000010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&aacute;, C. P. (1998). <i>A constru&ccedil;&atilde;o do objeto de pesquisa em Representa&ccedil;&otilde;es Sociais</i>. Rio de Janeiro: EDUERJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555087&pid=S1983-3482202000010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Shillingsburg, M. A., Hansen, B., &amp; Wright, M. (2018). Rapport Building and Instructional Fading Prior to Discrete Trial Instruction: Moving From Child-Led Play to Intensive <i>Teaching. Sage Journals,</i> 1-19. doi: 10.1177/0145445517751436</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555089&pid=S1983-3482202000010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Silva, &Aacute;lvaro J&uacute;nior Melo e, Barboza, Adriano Alves, Miguel, Caio F., &amp; Barros, Romariz da Silva. (2019). Evaluating the Efficacy of a Parent-Implemented Autism Intervention Program in Northern Brazil. <i>Trends in Psychology, 27</i>(2),523-532.  doi:10.9788/tp2019.2-16</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4555090&pid=S1983-3482202000010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanon, R. B., Backles, B., &amp; Bosa, C. A. (2014). Identifica&ccedil;&atilde;o dos Primeiros Sintomas do Autismo pelos Pais. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>, 30(1),25-33. 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<body><![CDATA[<br>   E-mail: <a href="mailto:cf.melo@yahoo.com.br">cf.melo@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Submetido em: 29.10.2019    <br>   Aceito em:  27.02.2020</font></p>      ]]></body>
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