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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da interação terapêutica em grupo: respostas de clientes diante de recomendações e solicitações de reflexão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The therapeutic interaction studies grants the description of how the therapist and client behave and how they influence each other. The present study analyzed the clients' responses in front of therapists' interventions categorized as Recommendations (REC) and Request Reflections (SRF), besides other variables related to these behavior categories. Five clients (diagnosed with Bipolar Affective Disorder) and two therapists participated. The filming of three psychotherapeutic group sessions provided the data to analyzed and that were categorized with basement in SiMMCIT. The selected stretches analysis was carried out according to the presence of the REC or SRF categories, which were later organized in tables. It was verified which categories preceded and followed REC and SRF, individual or group targeting, and clients' responses to them. The results indicated that, even in the group therapy modality, most of the behaviors of the REC and SRF categories were individually targetable. It was found that the difference between the frequency of SRF and REC presented was not significant. It was noticed the therapists' concernment in favoring for the clients the establishment relations between events and the development of a greater autonomy. There was a high receptivity of directive interventions by clients. It is suggested the development of researches that investigates the interaction between categories that can make psychotherapeutic processes more effective.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enda"></a><b>An&aacute;lise da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em grupo: respostas de clientes diante de recomenda&ccedil;&otilde;es e solicita&ccedil;&otilde;es de reflex&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif"><b>Therapeutic interaction analysis in a group: the response of clients to recommendations and reflection requests</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hans Werner Alves; Deivid Regis dos Santos; Maria Rita Zoega Soares</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Estadual de Londrina</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia para</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica permite a descri&ccedil;&atilde;o de como terapeuta e cliente se comportam e se influenciam durante as sess&otilde;es. O presente estudo buscou analisar como clientes respondiam &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es dos terapeutas categorizadas como Recomenda&ccedil;&otilde;es (REC) e Solicita&ccedil;&atilde;o de Reflex&otilde;es (SRF) e outras vari&aacute;veis relacionadas a essas categorias. Participaram cinco clientes (diagnosticados com Transtorno Bipolar) e dois terapeutas. Os dados foram obtidos por filmagens de tr&ecirc;s sess&otilde;es e categorizados a partir do SiMCCIT. A an&aacute;lise dos trechos selecionados foi realizada de acordo com a presen&ccedil;a das categorias REC ou SRF. Verificou-se quais categorias as antecediam e seguiam, direcionamento individual ou ao grupo e as respostas emitidas pelos clientes. Os resultados indicaram que, mesmo na modalidade de terapia de grupo, a maioria dos comportamentos das categorias REC e SRF foram individualmente direcionadas. Constatou-se que a diferen&ccedil;a entre a frequ&ecirc;ncia apresentada de SRF e REC foi pouco significativa. Percebeu-se a preocupa&ccedil;&atilde;o dos terapeutas em favorecer aos clientes o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es entre eventos e desenvolvimento de maior autonomia. Observou-se alta receptividade das interven&ccedil;&otilde;es diretivas por parte dos clientes. Sugere-se o desenvolvimento de pesquisas que investiguem a intera&ccedil;&atilde;o entre categorias que podem tornar os processos psicoterap&ecirc;uticos mais efetivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>  interven&ccedil;&atilde;o diretiva, psicoterapia de grupo, intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  The therapeutic interaction studies grants the description of how the therapist and client behave and how they influence each other. The present study analyzed the clients' responses in front of therapists' interventions categorized as Recommendations (REC) and Request Reflections (SRF), besides other variables related to these behavior categories. Five clients (diagnosed with Bipolar Affective Disorder) and two therapists participated. The filming of three psychotherapeutic group sessions provided the data to analyzed and that were categorized with basement in SiMMCIT. The selected stretches analysis was carried out according to the presence of the REC or SRF categories, which were later organized in tables. It was verified which categories preceded and followed REC and SRF, individual or group targeting, and clients' responses to them. The results indicated that, even in the group therapy modality, most of the behaviors of the REC and SRF categories were individually targetable. It was found that the difference between the frequency of SRF and REC presented was not significant. It was noticed the therapists' concernment in favoring for the clients the establishment relations between events and the development of a greater autonomy. There was a high receptivity of directive interventions by clients. It is suggested the development of researches that investigates the interaction between categories that can make psychotherapeutic processes more effective.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b>  directive intervention, group psychotherapy, therapeutic interaction.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o do processo psicoterap&ecirc;utico e o consequente efeito das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas tem sido um desafio para pesquisadores e cl&iacute;nicos. Estudos na &aacute;rea de Psicologia Cl&iacute;nica t&ecirc;m auxiliado na consolida&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas em prol do desenvolvimento de conhecimentos que promovam melhor qualidade da interven&ccedil;&atilde;o. Pesquisas nesta &aacute;rea costumam contemplar a observa&ccedil;&atilde;o e posterior descri&ccedil;&atilde;o e/ou an&aacute;lise de rela&ccedil;&otilde;es entre o terapeuta e o cliente, averiguando as implica&ccedil;&otilde;es de um determinado evento sobre o outro (Amaral, 2010; Peron &amp; Lubi, 2011; Sadi, 2011; Zamignani &amp; Meyer, 2011; Fernandes, 2012; Rossi, 2012; Garcia, 2014; Tozze, Bolsoni-Silva, Garcia, &amp; Nunes, 2015; Kanamota, Bolsoni-Silva &amp; Kanamota, 2016; Nobile, 2016; e Dos Santos, 2017).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Essas an&aacute;lises possibilitam a compreens&atilde;o de vari&aacute;veis que controlam determinados comportamentos e auxiliam no planejamento de interven&ccedil;&otilde;es que resultem em maior efetividade do processo terap&ecirc;utico. Dentre a variedade de linhas de pesquisa poss&iacute;veis nesse &acirc;mbito, existem aquelas voltadas a analisar a intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, linha de estudo que busca analisar as intera&ccedil;&otilde;es do profissional com o cliente ou os resultados do uso de uma interven&ccedil;&atilde;o em espec&iacute;fico (Zamignani &amp; Meyer, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O processo terap&ecirc;utico pode ser definido como um encadeamento de procedimentos propostos pelo psic&oacute;logo, com a finalidade de produzir mudan&ccedil;as graduais nos comportamentos do cliente e que visam sua melhora (Zamignani &amp; Meyer, 2011). Desse modo, para esses autores, &eacute; poss&iacute;vel estudar o processo que ocorre em psicoterapia de acordo com a descri&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es do terapeuta, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es de comportamento apresentadas pelo cliente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">No &acirc;mbito terap&ecirc;utico, um profissional devidamente capacitado usa de seus conhecimentos, ferramentas e habilidades sociais, para auxiliar o cliente a lidar com eventos aversivos e aprimorar suas formas de acesso a eventos agrad&aacute;veis e/ou consequ&ecirc;ncias que sejam importantes do ponto de vista da pessoa. O estabelecimento e fortalecimento do v&iacute;nculo, entre terapeuta e cliente, est&atilde;o ligados &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de bons resultados no processo terap&ecirc;utico, assim como a percep&ccedil;&atilde;o que o cliente tem dessa rela&ccedil;&atilde;o (Meyer &amp; Vermes, 2001).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica deve proporcionar est&iacute;mulos refor&ccedil;adores aos comportamentos do cliente de forma natural, possibilitando que os comportamentos refor&ccedil;ados em terapia sejam generalizados para outros ambientes (Delitti, 2005). A rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica pode dispor de diferentes aspectos, um deles &eacute; a intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, a qual pode ser investigada por meio da sistematiza&ccedil;&atilde;o e categoriza&ccedil;&atilde;o de comportamentos do terapeuta e do cliente durante os atendimentos. Essa alternativa possibilita a compreens&atilde;o do funcionamento dessa intera&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de recursos terap&ecirc;uticos (Zamignani &amp; Meyer, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Fornecer instru&ccedil;&otilde;es no processo psicoter&aacute;pico faz parte do repert&oacute;rio de terapeutas para obter os resultados esperados. Perguntas como: "O que poderia ser feito para alterar os comportamentos do cliente?", "De que maneira o terapeuta pode tornar a terapia mais eficiente?", entre outras, s&atilde;o plaus&iacute;veis de surgir. Pesquisas na &aacute;rea de Psicologia Cl&iacute;nica, com base na An&aacute;lise do Comportamento, t&ecirc;m interesse em abordar quest&otilde;es relacionadas ao modo de funcionamento e os componentes de um processo psicoter&aacute;pico (Zamignani &amp; Meyer, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Na maior parte do tempo, o processo de psicoterapia costuma ser verbal, principalmente vocal (Zamignani, 2007). O comportamento verbal &eacute; operante (comportamento que gera consequ&ecirc;ncias - mudan&ccedil;a no ambiente - e que pode ser afetado por essas consequ&ecirc;ncias), por&eacute;m se diferencia de outras a&ccedil;&otilde;es operantes por agir indiretamente no ambiente f&iacute;sico, uma vez que suas consequ&ecirc;ncias s&atilde;o sociais (Skinner, 1957). "Pode-se dizer que o comportamento verbal &eacute; basicamente uma rela&ccedil;&atilde;o entre o ambiente social, representado pelo outro, o ouvinte, e um organismo vivo, o emitente" (Matos, 1991, p. 333). O estudo do comportamento verbal &eacute; uma das vias por onde se pode fazer a an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es sociais, como tal, &eacute; um caminho para o estudo do ambiente terap&ecirc;utico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O comportamento verbal possui divis&otilde;es em categorias conhecidas como operantes verbais, como por exemplo o mando. O operante mando &eacute; definido como instru&ccedil;&otilde;es, ordens e pedidos (Skinner, 1957). Nessa categoria, a resposta verbal fica sob o controle de opera&ccedil;&otilde;es motivacionais (ex.: estar com sede ou privado de &aacute;gua) e pode produzir uma consequ&ecirc;ncia espec&iacute;fica (ex.: obter &aacute;gua). Em um mando, a resposta verbal pode especificar tanto o comportamento do ouvinte, quanto a consequ&ecirc;ncia esperada. Esse operante verbal, usualmente, atua em benef&iacute;cio do falante, e o refor&ccedil;amento do ouvinte costuma ser de ordem social (Skinner, 1957). Essas defini&ccedil;&otilde;es de mando possibilitam enquadrar todas as formas de regra nesse operante.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O termo "regra(s)" pode ser definido como est&iacute;mulos que:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"... podem evocar o comportamento por eles especificado, alterar as fun&ccedil;&otilde;es dos est&iacute;mulos por eles descritos, exercer estes dois efeitos simultaneamente, e estabelecer comportamentos novos antes destes comportamentos manterem contato com as suas consequ&ecirc;ncias. Portanto, regras deveriam ser classificadas como est&iacute;mulos antecedentes que podem descrever conting&ecirc;ncias e exercer m&uacute;ltiplas fun&ccedil;&otilde;es." (Albuquerque, 2001, p. 139).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Assim, as pr&oacute;prias regras podem ser entendidas como um tipo de mando, onde seria poss&iacute;vel ensinar um comportamento, sem necessariamente o contato direto com as conting&ecirc;ncias ou mesmo na aus&ecirc;ncia das consequ&ecirc;ncias citadas. As regras possibilitam que interven&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas realizadas em sess&atilde;o tenham efeito fora dela, pois o terapeuta age em um ambiente diferente daquele em que o cliente est&aacute; inserido no restante do dia (Borloti, 2004). Dessa forma, o terapeuta pode passar instru&ccedil;&otilde;es durante a sess&atilde;o para atividades que sejam realizadas e refor&ccedil;adas, tanto dentro quanto fora dela. Al&eacute;m disso, pode-se dizer que a simples descri&ccedil;&atilde;o de conting&ecirc;ncias pode funcionar como antecedentes verbais que controlariam outros comportamentos (H&uuml;bner, 1997).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Se o terapeuta fornece instru&ccedil;&otilde;es, no m&iacute;nimo faz uma descri&ccedil;&atilde;o daquilo que espera ser realizado. De acordo com Del Prette (2011, p. 66), as descri&ccedil;&otilde;es de conting&ecirc;ncias "auxiliam no autocontrole e na autonomia do cliente para controlar as vari&aacute;veis de suas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es". Em uma descri&ccedil;&atilde;o completa de um comportamento &eacute; necess&aacute;rio identificar os antecedentes (contexto), a resposta (a a&ccedil;&atilde;o ou conjunto de a&ccedil;&otilde;es) e as consequ&ecirc;ncias (os resultados). Quanto mais operacionalizada for a descri&ccedil;&atilde;o (conter todos os antecedentes, respostas e consequ&ecirc;ncias presentes), maior o n&uacute;mero de informa&ccedil;&otilde;es que podem ser compreendidas, favorecendo um planejamento das interven&ccedil;&otilde;es realizadas (Del Prette, 2011). Logo, descri&ccedil;&otilde;es acuradas realizadas pelo terapeuta podem intensificar o desempenho do cliente em terapia. Da mesma forma, clientes que conseguem fazer descri&ccedil;&otilde;es acuradas de seus comportamentos, considerando a resposta, as vari&aacute;veis antecedentes e as consequentes, tamb&eacute;m podem apresentar um bom desempenho em terapia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Como mencionado em par&aacute;grafos anteriores, o comportamento verbal e a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos do terapeuta podem ser considerados componentes relevantes na pesquisa sobre intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Uma das possibilidades de se estudar o fen&ocirc;meno do comportamento verbal dentro da cl&iacute;nica seria utilizar-se de categorias comportamentais previamente definidas. O Sistema Multidimensional para  Categoriza&ccedil;&atilde;o de Comportamentos da Intera&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica (SiMCCIT) tem possibilitado categorizar e analisar a intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Nesse sistema, categorias comportamentais do terapeuta e do cliente s&atilde;o definidas, descritas e divididas em tr&ecirc;s partes: comportamentos verbais do terapeuta e do cliente (Eixo I); tema da intera&ccedil;&atilde;o (Eixo II); e comportamentos motores do terapeuta e do cliente (Eixo III) (Zamignani &amp; Meyer, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O Eixo I do SiMCCIT, utilizado na presente pesquisa, &eacute; composto pelas categorias do terapeuta: Solicita&ccedil;&atilde;o de relato (SRE); Facilita&ccedil;&atilde;o (FAC); Empatia (EMP); Informa&ccedil;&atilde;o (INF); Solicita&ccedil;&atilde;o de reflex&atilde;o (SRF); Recomenda&ccedil;&atilde;o (REC); Interpreta&ccedil;&atilde;o (INT); Aprova&ccedil;&atilde;o (APR); Reprova&ccedil;&atilde;o (REP); Outras verbaliza&ccedil;&otilde;es do terapeuta (TOU); e T sil&ecirc;ncio (TSL). E pelas categorias do cliente: Solicita&ccedil;&atilde;o (SOL); Relato (REL); Melhora (MEL); Metas (MET); Cliente estabelece rela&ccedil;&otilde;es entre eventos (CER); Concord&acirc;ncia (CON); Oposi&ccedil;&atilde;o (OPO); Outras verbaliza&ccedil;&otilde;es do cliente (COU); e Cliente sil&ecirc;ncio (CS).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as categorias dos terapeutas apresentadas, as "Recomenda&ccedil;&atilde;o" e "Solicita&ccedil;&atilde;o de Reflex&atilde;o" podem ter a fun&ccedil;&atilde;o de mando. Dos Santos (2017) indicou que essas categorias s&atilde;o importantes por auxiliarem no estabelecimento de novos comportamentos. A Recomenda&ccedil;&atilde;o (REC) especifica a&ccedil;&otilde;es a serem feitas pelo cliente sem uma an&aacute;lise cr&iacute;tica e, assim, s&atilde;o mais prop&iacute;cias de serem usadas em interven&ccedil;&otilde;es de curto prazo, pois definem os comportamentos a serem executados pelo cliente, solicitando que ele se engaje em uma tarefa espec&iacute;fica. Por outro lado, a Solicita&ccedil;&atilde;o de Reflex&atilde;o (SRF) exigiria an&aacute;lise, avalia&ccedil;&atilde;o, previs&atilde;o e observa&ccedil;&atilde;o dos eventos por parte do cliente e seriam mais prop&iacute;cias ao desenvolvimento da autonomia. Tais exig&ecirc;ncias visam prepar&aacute;-lo para estabelecer rela&ccedil;&otilde;es entre eventos e para identificar as vari&aacute;veis que controlam o seu comportamento, sem depender do aux&iacute;lio do terapeuta futuramente (Dos Santos, 2017).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Donadone e Meyer (2005) avaliaram a categoria Recomenda&ccedil;&atilde;o (REC) por meio da compara&ccedil;&atilde;o de comportamentos de terapeutas experientes e pouco experientes  em considera&ccedil;&atilde;o a emiss&atilde;o de orienta&ccedil;&otilde;es. Os dados indicaram que terapeutas experientes orientavam no m&iacute;nimo sete por cento a mais de vezes em compara&ccedil;&atilde;o com os pouco experientes. Vale ressaltar que nesse estudo, as categorias utilizadas diferiam em alguns aspectos das descritas por Zamiganani (2007). Para Donadone e Meyer (2005) a orienta&ccedil;&atilde;o deveria incluir a&ccedil;&otilde;es que o cliente deve realizar fora da sess&atilde;o, al&eacute;m de conter implicitamente ou explicitamente as consequ&ecirc;ncias de tais a&ccedil;&otilde;es. As categorias descritas por Zamignani (2007) abarcaram a&ccedil;&otilde;es executadas dentro e fora da sess&atilde;o e n&atilde;o exigiam que as consequ&ecirc;ncias fossem especificadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Na interven&ccedil;&atilde;o em cl&iacute;nica, algumas circunst&acirc;ncias exigem uma postura mais diretiva do terapeuta, no sentido de buscar aumentar as chances de que comportamentos considerados mais adaptativos sejam apresentados pelo(a) cliente. Nesse sentido, seria relevante analisar aspectos da intera&ccedil;&atilde;o entre terapeutas e clientes, principalmente epis&oacute;dios em que profissionais tem uma postura mais diretiva em sess&atilde;o. Essa postura possibilita resultados mais r&aacute;pidos, por&eacute;m pode aumentar a probabilidade de o cliente apresentar comportamentos de oposi&ccedil;&atilde;o (Oshiro &amp; Meyer, 2014). No estudo de Silveira (2009), foi identificada a frequ&ecirc;ncia e a dura&ccedil;&atilde;o de categorias verbais vocais de uma interven&ccedil;&atilde;o em grupo com cuidadoras de crian&ccedil;as. O grupo foi composto por uma terapeuta anal&iacute;tico-comportamental e tr&ecirc;s clientes. A autora apresentou an&aacute;lises correlacionais e sequenciais sobre os padr&otilde;es de categorias apresentadas pela terapeuta e pelas clientes. A partir das an&aacute;lises correlacionais e sequenciais, a autora concluiu que verbaliza&ccedil;&otilde;es do terapeuta de Empatia (EMP) e/ou Aprova&ccedil;&atilde;o (APR) junto &agrave; emiss&atilde;o de Recomenda&ccedil;&atilde;o (REC) ou Solicita&ccedil;&atilde;o de Reflex&atilde;o (SRF) podem diminuir o car&aacute;ter aversivo das interven&ccedil;&otilde;es diretivas. Neste caso, sugeriu que se deveria intercalar EMP e/ou APR com as interven&ccedil;&otilde;es contendo REC ou SRF. A presen&ccedil;a de falas relacionadas a essas categorias (EMP ou APR) podem possibilitar uma maior frequ&ecirc;ncia de apresenta&ccedil;&atilde;o da categoria Concord&acirc;ncia (CON) dos clientes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es do terapeuta e, consequentemente, uma menor frequ&ecirc;ncia da categoria Oposi&ccedil;&atilde;o (OPO).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Uma maior concord&acirc;ncia entre cliente e terapeuta &eacute; importante para a ades&atilde;o &agrave; terapia, uma vez que, "o abandono &eacute; aparente quando n&atilde;o h&aacute; acordo na rela&ccedil;&atilde;o terapeuta-cliente" (Lima, 2007, p. 4). Devido a isso, analisar a frequ&ecirc;ncia das categorias Concord&acirc;ncia (CON) e Oposi&ccedil;&atilde;o (OPO) do cliente pode ser uma alternativa para se verificar a ades&atilde;o dos clientes &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es emitidas pelo terapeuta. Uma observa&ccedil;&atilde;o a ser feita &eacute; a de que a categoria Concord&acirc;ncia (CON) apresentada pelo cliente, n&atilde;o necessariamente implicaria na compreens&atilde;o daquilo que foi descrito pelo terapeuta ou que o cliente v&aacute; seguir tal orienta&ccedil;&atilde;o. O mais seguro a se dizer &eacute; que ela pode ser um indicativo da disposi&ccedil;&atilde;o do cliente a colaborar com o processo terap&ecirc;utico (Dos Santos, 2017).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O SiMCCIT tem sido utilizado por pesquisadores como base para categorizar e assim contabilizar comportamentos durante a intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, possibilitando uma an&aacute;lise com maior acur&aacute;cia dos dados (Donadone &amp; Meyer, 2014; Dos Santos, 2017; Nobile, Garcia &amp; Bolsoni-Silva, 2017; Silveira, 2009). Tal sistema permite a identifica&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de padr&otilde;es comportamentais relevantes para a condu&ccedil;&atilde;o do processo terap&ecirc;utico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Nobile, Garcia e Bolsoni-Silva (2017) descreveram comportamentos da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, a partir de an&aacute;lises sequenciais em uma terapia para universit&aacute;rios com Transtorno de Ansiedade Social. Foram categorizadas onze sess&otilde;es de um atendimento cl&iacute;nico comportamental. A an&aacute;lise destacou que comportamentos do terapeuta dentro das categorias Solicita&ccedil;&atilde;o de Relato (SRE) e Facilita&ccedil;&atilde;o (FAC) colaboraram para a emiss&atilde;o de comportamentos de Relato (REL) do cliente. Comportamentos do terapeuta pertinentes &agrave;s categorias de Informa&ccedil;&atilde;o (INF), Interpreta&ccedil;&atilde;o (INT) e Recomenda&ccedil;&atilde;o (REC) favoreceram a emiss&atilde;o de comportamentos Concord&acirc;ncia do cliente. Comportamentos do terapeuta de Solicita&ccedil;&atilde;o de Reflex&atilde;o (SRE) e Facilita&ccedil;&atilde;o (FAC) favoreceram a emiss&atilde;o de comportamentos do cliente dentro da categoria Cliente estabelece rela&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Ao estudar o efeito do aumento de frequ&ecirc;ncia das categorias Empatia e Recomenda&ccedil;&atilde;o sobre a intera&ccedil;&atilde;o entre terapeuta e cliente, Kanamota, Bolsoni-Silva e Kanamota (2016) utilizaram o SiMCCIT para a categoriza&ccedil;&atilde;o de comportamentos e an&aacute;lise das verbaliza&ccedil;&otilde;es do terapeuta e do cliente. Os resultados indicaram que a Facilita&ccedil;&atilde;o foi a categoria de comportamento mais emitida por terapeutas e Recomenda&ccedil;&otilde;es foram utilizadas poucas vezes. Para clientes, a categoria com maior representa&ccedil;&atilde;o foi o Relato, seguido pela Concord&acirc;ncia. Os autores conclu&iacute;ram que comportamentos de empatia facilitaram o estabelecimento de v&iacute;nculo terap&ecirc;utico, por&eacute;m se utilizados em demasia podem postergar a obten&ccedil;&atilde;o dos resultados esperados, uma vez que o ambiente terap&ecirc;utico pode se tornar altamente acolhedor e o cliente pode se sentir confort&aacute;vel em permanecer do modo como est&aacute;. Tamb&eacute;m pode apenas favorecer a rela&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o provocar mudan&ccedil;as diretas. Ademais, identificaram que apesar dos comportamentos de Recomenda&ccedil;&atilde;o serem caracter&iacute;sticos do terapeuta, podem dificultar o desenvolvimento da categoria CER, pois nessa situa&ccedil;&atilde;o o cliente j&aacute; recebe as an&aacute;lises prontas, diferentemente das perguntas reflexivas (SRF) que favorecem a an&aacute;lise por parte do cliente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Donadone e Meyer (2014) analisaram quais categorias do SiMCCIT apresentadas pelo terapeuta antecederam a categoria de Recomenda&ccedil;&atilde;o. A maioria foi antecedida por SRF (30%), INT (24%) e SRE (18,3%), sendo que esta &uacute;ltima foi emitida mais por terapeutas inexperientes. Levando em considera&ccedil;&atilde;o a alta frequ&ecirc;ncia das categorias SRF e INT, as pesquisadoras conclu&iacute;ram que antes de recomendar (REC), os terapeutas tentaram favorecer que clientes se auto orientassem. No que se refere as categorias subsequentes, constatou-se que as mais frequentes foram: CON (46,2%), OPO (26,9%) e REC (11,5%).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Em um contexto de psicoterapia em grupo, Dos Santos (2017) analisou a frequ&ecirc;ncia e a dura&ccedil;&atilde;o de categorias comportamentais do terapeuta e dos clientes diagnosticados com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). As an&aacute;lises foram feitas a partir de grava&ccedil;&otilde;es e transcri&ccedil;&otilde;es das sess&otilde;es, identificando comportamentos verbais vocais apresentados em nove sess&otilde;es. A an&aacute;lise de frequ&ecirc;ncia evidenciou o engajamento dos terapeutas principalmente nas categorias Informa&ccedil;&atilde;o (INF), Facilita&ccedil;&atilde;o (FAC), Solicita&ccedil;&atilde;o de Relato (SRF), Aprova&ccedil;&atilde;o (APR) e Recomenda&ccedil;&atilde;o (REC). No que se refere &agrave; dura&ccedil;&atilde;o, as categorias Informa&ccedil;&atilde;o e Interpreta&ccedil;&atilde;o foram as que tomaram maior tempo de verbaliza&ccedil;&otilde;es dos terapeutas. Ambos os terapeutas raramente apresentaram comportamentos da categoria Reprova&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o despenderam muito tempo na mesma. Os clientes se engajaram principalmente em relatar. Ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o dos dados, foi poss&iacute;vel demonstrar o funcionamento de um sistema de co-terapeutas e evidenciar mudan&ccedil;as nos comportamentos dos clientes, tais como redu&ccedil;&atilde;o de comportamentos caracter&iacute;sticos do Transtorno Bipolar (ex. falas em excesso ou fora de contexto na mania e baixa intera&ccedil;&atilde;o social na depress&atilde;o). O sistema de co-terapia consistiu na colabora&ccedil;&atilde;o mutua de dois terapeutas que conseguiram estar de acordo com os objetivos da sess&atilde;o, mesmo durante situa&ccedil;&otilde;es inesperadas que surgiram durante as sess&otilde;es. O autor considera que o modo como os terapeutas conduziram as sess&otilde;es favoreceu a ades&atilde;o &agrave; terapia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Como exposto anteriormente, as interven&ccedil;&otilde;es diretivas apresentam vantagem ao favorecer o estabelecimento de novos comportamentos (REC e SRF) e ao favorecer a autonomia do cliente (SRF). O presente estudo buscou analisar como os clientes respondiam &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es dos terapeutas de fazer Recomenda&ccedil;&otilde;es e Solicitar reflex&otilde;es, bem como outras vari&aacute;veis relacionadas a essas categorias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Participantes</b></i> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Os dados da presente pesquisa se referem &agrave; categoriza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es em grupo direcionadas ao atendimento de indiv&iacute;duos com diagn&oacute;stico de Transtorno Afetivo</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Bipolar (TAB). Os participantes foram diagnosticados e encaminhados por psiquiatras que conduziam o tratamento deles. No per&iacute;odo da interven&ccedil;&atilde;o, os clientes se encontravam em estado eut&iacute;mico, mas apresentavam sintomas residuais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Todos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, que autoriza o registro e uso dos dados em pesquisas (Certificado de Apresenta&ccedil;&atilde;o para Aprecia&ccedil;&atilde;o &Eacute;tica 49062715.8.0000.5231). No momento da realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, nenhum dos clientes estava se submetendo a acompanhamento psicol&oacute;gico, n&atilde;o apresentavam indica&ccedil;&otilde;es de preju&iacute;zo cognitivo e utilizavam medica&ccedil;&atilde;o controlada. A descri&ccedil;&atilde;o dos participantes pode ser vista na <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03tab01.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os terapeutas que participaram da interven&ccedil;&atilde;o, cujos comportamentos foram alvo de an&aacute;lise, foram: T1 (g&ecirc;nero feminino, 24 anos) e T2 (g&ecirc;nero masculino, 28 anos), ambos alunos do Programa de Mestrado em An&aacute;lise do Comportamento da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e com um ano de experi&ecirc;ncia em atendimento psicol&oacute;gico em grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Instrumentos</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O SiMCCIT (Zamignani, 2007) foi utilizado para categorizar os comportamentos dos terapeutas e clientes. Nesse instrumento foi poss&iacute;vel verificar descri&ccedil;&otilde;es e defini&ccedil;&otilde;es de categorias comportamentais do terapeuta e do cliente. As categorias utilizadas na pesquisa est&atilde;o detalhadas na <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03fig01.jpg">Figura 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Procedimentos</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram obtidos por meio dos registros audiovisuais e das transcri&ccedil;&otilde;es realizadas no estudo de Dos Santos (2017). O referido pesquisador realizou dois testes de concord&acirc;ncia entre observadores a partir das sess&otilde;es 4, 6 e 9, escolhidas por sorteio com o intuito de garantir confiabilidade da categoriza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos. O percentual obtido foi de 60 a 70% de concord&acirc;ncia {PC = &#91;(eventos concordantes) / eventos concordantes + eventos discordantes)&#93; x 100}. O coeficiente Kappa obtido foi de 0,63 a 0,66. Os testes de concord&acirc;ncia realizados se basearam na frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de categorias comportamentais e estrutura&ccedil;&atilde;o dos seguimentos de verbaliza&ccedil;&atilde;o. Foram selecionadas para a an&aacute;lise dos dados as mesmas sess&otilde;es que foram alvo dos testes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Foi utilizada a categoriza&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica proposta por Zamignani (2007) e complementada por categorias sugeridas por Silveira (2009) e Dos Santos (2017). Como apenas as categorias de Zamignani (2007) ocorreram com certa frequ&ecirc;ncia, as categorias dos outros autores ser&atilde;o analisadas com as categorias TOU/COU. A an&aacute;lise investigativa dos trechos foi realizada de acordo com as categorias REC ou SRF. Para tal, selecionaram-se os trechos das sess&otilde;es que continham tais categorias (REC ou SRF) e posteriormente, verificou-se quais categorias as antecediam e as seguiam. Tamb&eacute;m foi verificado se as categorias eram direcionadas ao grupo ou individualmente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Para o presente estudo, as categorias dos clientes descritas no Eixo I do SiMCCIT: Solicita&ccedil;&atilde;o (SOL); Relato (REL); Melhora (MEL); Metas (MET); Cliente estabelece rela&ccedil;&otilde;es entre eventos (CER); Concord&acirc;ncia (CON); Oposi&ccedil;&atilde;o (OPO); e Outras verbaliza&ccedil;&otilde;es do cliente (COU) deveriam ser apresentadas ap&oacute;s REC e SRF (dos terapeutas). Al&eacute;m disso, foram analisadas a presen&ccedil;a de verbaliza&ccedil;&otilde;es do terapeuta referentes &agrave;s categorias Empatia (EMP) e Aprova&ccedil;&atilde;o (APR), antes ou depois da Recomenda&ccedil;&atilde;o (REC) ou da Solicita&ccedil;&atilde;o de Reflex&atilde;o (SRF), como sugeriu Silveira (2009). N&atilde;o foram categorizados os comportamentos relacionados &agrave; categoria C sil&ecirc;ncio (CSL), que se referem a aus&ecirc;ncia de verbaliza&ccedil;&atilde;o do cliente. Dos Santos (2017) considerou que a frequ&ecirc;ncia e a dura&ccedil;&atilde;o dessa categoria poderiam ter pouca relev&acirc;ncia para a an&aacute;lise de uma terapia em grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A partir da transcri&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es, foi realizada a identifica&ccedil;&atilde;o dos trechos de cada REC e SRF e indica&ccedil;&atilde;o de aspectos "antecedentes", "resposta" e "consequ&ecirc;ncia". Al&eacute;m disso, verificou-se se a REC ou SRF apresentavam uma descri&ccedil;&atilde;o completa (com antecedente, resposta e consequ&ecirc;ncia prov&aacute;vel) ou parcial (com dois ou menos componentes da descri&ccedil;&atilde;o completa) da conting&ecirc;ncia comportamental.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Todos esses dados foram distribu&iacute;dos em quadros separadamente e a partir disso, foi realizado o registro de frequ&ecirc;ncia das categorias. Para tal, foram utilizadas tabelas confeccionadas no aplicativo Microsoft Excel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Por meio da verifica&ccedil;&atilde;o dos registros audiovisuais e transcri&ccedil;&otilde;es das sess&otilde;es 4, 6 e 9 identificou-se um total de 130 trechos para an&aacute;lise. A <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03fig02.jpg">Figura 2</a> demonstra a frequ&ecirc;ncia de emiss&atilde;o das categorias REC e SRF pelos terapeutas em cada sess&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03fig02.jpg">Figura 2</a> demonstra que, dos 42 trechos da Sess&atilde;o 4, 21 foram da categoria REC e os outros 21 foram SRF. Dos 53 trechos da Sess&atilde;o 6, 22 foram REC e 31 foram SRF. Nos 35 trechos da Sess&atilde;o 9, 18 foram REC e 17 foram SRF. A frequ&ecirc;ncia das categorias REC e SRF foram similares entre as sess&otilde;es, com exce&ccedil;&atilde;o da SRF na sess&atilde;o 6, onde muitas SRF foram direcionadas a P3. Dos Santos (2017) atribui o fato de P3 ter apresentado comportamentos comuns aos considerados caracter&iacute;sticos de "clientes dif&iacute;ceis", exigindo um maior trabalho reflexivo. De acordo com Oshiro, Kanter e Meyer (2012), clientes dif&iacute;ceis s&atilde;o aqueles que apresentam um baixo n&iacute;vel de engajamento na terapia, envolvendo comportamentos que podem ser entendidos como de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es diretivas, relatos de melhoras incondizentes ao observado pelo terapeuta, hist&oacute;rico de ter se submetido a outros processos psicoterap&ecirc;uticos e dificuldade em aceitar cuidado e apre&ccedil;o emitidos pelo terapeuta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Ao utilizar interven&ccedil;&otilde;es reflexivas &eacute; esperado que o cliente fa&ccedil;a a pr&oacute;pria an&aacute;lise e se auto-oriente, podendo chegar &agrave; conclus&atilde;o de que deve emitir algum comportamento sem que o terapeuta tivesse que instru&iacute;-lo diretamente. Dado semelhante foi identificado no estudo de Donadone e Meyer (2014) que observaram que em algumas ocasi&otilde;es, terapeutas primeiramente tentaram favorecer que os clientes se auto-orientassem para posteriormente, utilizarem a Recomenda&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03fig03.jpg">Figura 3</a> demonstra a frequ&ecirc;ncia de emiss&atilde;o de categorias de REC e SRF nas sess&otilde;es (4, 6 e 9), realizadas pelos terapeutas e direcionadas ao grupo como um todo ou a um indiv&iacute;duo em espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Dos 130 trechos analisados, 48 deles foram dirigidos ao grupo, enquanto 82 foram direcionados a clientes individualmente. Desses, foram direcionados a: P1  17 (12 REC e 5 SRF) trechos; P2  4 (3 REC e 1 SRF); P3 36 (10 REC e 26 SRF) trechos; P4  2 (0 REC e 2 SRF) trechos; P5 23 (7 REC e 16 SRF) trechos. Nota-se que com o passar das sess&otilde;es, a frequ&ecirc;ncia das categorias REC ou SRF direcionadas ao grupo diminuiu gradualmente. Trechos voltados ao grupo prevaleceram na Sess&atilde;o 4, enquanto os designados a um &uacute;nico cliente foram predominantes nas Sess&otilde;es 6 e 9. Os resultados indicam que a maior parte da emiss&atilde;o de categorias REC e SRF foi direcionada aos clientes de maneira individual. Isto pode sugerir que, mesmo em sess&otilde;es direcionadas ao cumprimento de metas em comum para o grupo (psicoeduca&ccedil;&atilde;o, por ex.), terapeutas tamb&eacute;m direcionaram a interven&ccedil;&atilde;o a determinados clientes. Tal aspecto pode ser atribu&iacute;do ao fato que em uma terapia de grupo, algumas considera&ccedil;&otilde;es feitas por terapeutas a clientes espec&iacute;ficos podem ser tamb&eacute;m aproveitadas pelos demais membros, principalmente se houver semelhan&ccedil;as nas experi&ecirc;ncias de vida dos integrantes (Dos</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Santos, 2017). Al&eacute;m disso, o aumento de intimidade dos terapeutas com os clientes, bem como uma maior compreens&atilde;o sobre os problemas dos clientes e sobre as conting&ecirc;ncias que os mant&eacute;m, podem ter favorecido o aumento das interven&ccedil;&otilde;es individualizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A<a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03tab02.jpg"> Tabela 2</a> demonstra a frequ&ecirc;ncia de categorias de REC e SRF que foram seguidas de falas dos clientes em cada sess&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03tab02.jpg">Tabela 2</a> demonstra que dos 130 trechos analisados, em um total de 98, clientes se expressaram vocalmente logo ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o das categorias de REC ou SRF emitidas pelos terapeutas. Assim, 63% das categorias de REC apresentadas e 85% das SRF foram seguidas diretamente por algum comportamento verbal vocal dos clientes. As demais foram seguidas por sil&ecirc;ncio dos clientes ou outras falas dos terapeutas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03tab03.jpg">Tabela 3</a> apresenta a frequ&ecirc;ncia das categorias dos clientes apresentadas ap&oacute;s as categorias REC e SRF.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Nota-se a predomin&acirc;ncia das categorias CON (44%), REL (18%) e SOL (15%) ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o da REC dos terapeutas. Dos Santos (2017) discute que seria preciso esclarecer que o fato dos clientes concordarem, n&atilde;o significa necessariamente que iriam seguir tais recomenda&ccedil;&otilde;es. O autor ainda complementa que as vari&aacute;veis aptas a controlar o comportamento verbal de "concordar com determinada recomenda&ccedil;&atilde;o" s&atilde;o diferentes das vari&aacute;veis que controlam o comportamento de "seguir uma regra fora da sess&atilde;o". Constatou-se que, durante o processo terap&ecirc;utico foi frequente a apresenta&ccedil;&atilde;o da categoria REL, condi&ccedil;&atilde;o j&aacute; apontada pela literatura (Donadone &amp; Meyer, 2014; Silveira, 2009). No que se refere &agrave; frequ&ecirc;ncia da categoria SOL, pode-se dizer que ap&oacute;s a REC dos terapeutas, alguns clientes solicitavam mais explica&ccedil;&otilde;es sobre a recomenda&ccedil;&atilde;o emitida pelo terapeuta, motivos pelos quais deveriam agir de determinada maneira ou solicitando mais recomenda&ccedil;&otilde;es, de modo a esclarecer como realizar algum comportamento ou o motivo de se realizar algum comportamento espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se uma predomin&acirc;ncia das categorias REL (41%), CER (25%) e CON (12%) ap&oacute;s SRF. Frequentemente quando os clientes emitiram REL ap&oacute;s a SRF, tamb&eacute;m descreveram comportamentos ocorridos fora da sess&atilde;o. Isso demonstrou a baixa efetividade das Solicita&ccedil;&otilde;es de reflex&atilde;o por parte dos terapeutas, pois seria esperado que ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o dessa categoria os clientes se engajassem principalmente em comportamentos de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es entre eventos. &Eacute; poss&iacute;vel que a maneira como o terapeuta realiza a SRF influencie no engajamento do cliente em comportamentos de an&aacute;lise ou de outros comportamentos. Outro fator que pode ter contribu&iacute;do &eacute; que o comportamento de analisar n&atilde;o seria muito comum no repert&oacute;rio de clientes no in&iacute;cio do processo terap&ecirc;utico. Como a interven&ccedil;&atilde;o foi de curta dura&ccedil;&atilde;o (dez sess&otilde;es) pode n&atilde;o ter tido tempo suficiente para que tal comportamento aumentasse significativamente em frequ&ecirc;ncia. Al&eacute;m do mais, para que o engajamento em comportamentos de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es entre eventos ocorra, seria importante que o cliente tivesse mais um tempo para reflex&atilde;o durante a sess&atilde;o, o que n&atilde;o foi considerado vi&aacute;vel devido ao n&uacute;mero de clientes e o tempo despendido para cada um. Kanamota, Bolsoni-Silva e Kanamota (2016) constataram que a Recomenda&ccedil;&atilde;o pode dificultar o desenvolvimento da categoria CER, principalmente se for usada excessivamente. No presente estudo n&atilde;o foi poss&iacute;vel verificar se as emiss&otilde;es de REC pelos terapeutas foi uma vari&aacute;vel que realmente influenciou de modo direto a frequ&ecirc;ncia da categoria CER.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03tab04.jpg">Tabela 4</a> demonstra a frequ&ecirc;ncia e em qual momento dos trechos analisados as categorias APR e EMP dos terapeutas ocorreram antes e ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o de REC e SRF.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03tab04.jpg">Tabela 4</a> demonstra que de todos os 130 trechos selecionados para an&aacute;lise, 114 n&atilde;o possu&iacute;am combina&ccedil;&otilde;es entre as categorias REC ou SRF com APR e/ou EMP. Os dados indicam que aproximadamente 10% das REC e 12% das SRF foram intercalados com APR e/ou EMP. A maior parte delas foram aprova&ccedil;&otilde;es realizadas posteriormente &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es do terapeuta. A baixa frequ&ecirc;ncia de apresenta&ccedil;&atilde;o de APR e EMP est&aacute; em desacordo com as indica&ccedil;&otilde;es de Silveira (2009), que sugeriu que essas categorias (EMP ou APR) deveriam ser intercaladas com as interven&ccedil;&otilde;es diretivas como REC e SRF, o que pode diminuir o car&aacute;ter aversivo das mesmas. Na presente pesquisa percebe-se alta frequ&ecirc;ncia da categoria CON e baixa frequ&ecirc;ncia de OPO. Pode-se dizer que as interven&ccedil;&otilde;es comumente consideradas aversivas foram bem recebidas pelos clientes desta pesquisa mesmo com a aus&ecirc;ncia ou baixa frequ&ecirc;ncia das categorias APR e EMP de modo intercalado com as categorias REC e SRF. Na an&aacute;lise apresentada por Dos Santos (2017) identificou-se que a frequ&ecirc;ncia das categorias APR e EMP foi alta durante todo o processo terap&ecirc;utico. Portanto, &eacute; poss&iacute;vel que a presen&ccedil;a dessas categorias, em outros momentos do processo terap&ecirc;utico, possa ter sido suficiente para amenizar a aversividade de algumas interven&ccedil;&otilde;es, mesmo que n&atilde;o tenham ocorrido imediatamente antes ou depois.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Procurou-se analisar cada apresenta&ccedil;&atilde;o de REC e SRF, com a identifica&ccedil;&atilde;o de aspectos antecedentes, resposta e consequentes. Pode-se verificar a frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia das combina&ccedil;&otilde;es na <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03tab05.jpg">Tabela 5</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cclin/v13n2/a03tab05.jpg">Tabela 5</a> demonstra que dos 130 trechos identificados, 87 (equivalente a 67%) deles foram compostos apenas pelo componente Resposta sem um antecedente (contextualiza&ccedil;&atilde;o) e/ou consequ&ecirc;ncia (resultado da a&ccedil;&atilde;o). Entretanto, Dos Santos (2017) sugere a possibilidade de aumentar as chances de o cliente seguir recomenda&ccedil;&otilde;es quando o terapeuta descreve os poss&iacute;veis refor&ccedil;adores aos quais poder&aacute; ter acesso.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Durante a an&aacute;lise, constatou-se que, em alguns momentos, diante de falas demasiadas longas do terapeuta, o antecedente, a resposta e a consequ&ecirc;ncia, de uma REC ou SRF, poderiam ficar divididos entre segmentos de verbaliza&ccedil;&atilde;o distintos, dependendo da maneira como o terapeuta se expressava. Como o estudo teve como objetivo a an&aacute;lise das categorias REC e SRF, apenas as estruturas das falas pertinentes a essas categorias foram analisadas. Nesse caso, sugere-se a realiza&ccedil;&atilde;o de uma an&aacute;lise mais ampla do que foi realizada, considerando outras vari&aacute;veis relevantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Importante considerar que ao emitir uma REC ou SRF, na maioria das vezes o terapeuta apenas descrevia aquilo que esperava ou gostaria que fosse feito (o componente "Resposta"). Raras foram as vezes em que o terapeuta descreveu as condi&ccedil;&otilde;es em que o comportamento poderia ocorrer ("Antecedente"), ou as consequ&ecirc;ncias poss&iacute;veis para tal resposta ("Consequ&ecirc;ncia"). Para as SRF, foi comum a aus&ecirc;ncia de "Consequ&ecirc;ncia", o que era esperado uma vez que a SRF busca favorecer a emiss&atilde;o do estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es entre eventos (como mencionado no par&aacute;grafo anterior). Importante destacar que apenas sete das REC apresentadas descreveram "Antecedente"+"Resposta"+"Consequ&ecirc;ncia". Segundo Del Prette (2011), quanto mais operacionalizada for uma descri&ccedil;&atilde;o, mais se favorece a compreens&atilde;o e o planejamento das a&ccedil;&otilde;es. Nesse sentido, Dos Santos (2017) sugere que se aumentariam as chances de o cliente seguir uma recomenda&ccedil;&atilde;o, ao se descrever para o ouvinte, as consequ&ecirc;ncias quando positivas. Em casos como esse, para se verificar o efeito da interven&ccedil;&atilde;o sobre o comportamento dos clientes, seria adequado avaliar interven&ccedil;&otilde;es que contenham o antecedente e a resposta, apenas a resposta, ou a resposta e a consequ&ecirc;ncia ou toda a sequ&ecirc;ncia (antecedente, resposta e consequ&ecirc;ncia).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A REC e a SRF possuem a fun&ccedil;&atilde;o do operante verbal mando. A partir da presente pesquisa &eacute; poss&iacute;vel considerar que algumas vari&aacute;veis que controlam o mando do terapeuta podem ser as vari&aacute;veis antecedentes (an&aacute;lise funcional e protocolos de interven&ccedil;&atilde;o) e as consequentes (comportamento do cliente em rela&ccedil;&atilde;o ao mando). Pode-se dizer que os protocolos de tratamento que sugerem algumas interven&ccedil;&otilde;es especificas como treinos de habilidades sociais, estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional ou de manejo de crises, quando combinados com a an&aacute;lise funcional do caso, podem fornecer alguma forma de suporte para que se elabore interven&ccedil;&otilde;es mais diretivas. J&aacute; os comportamentos do cliente de CON; de seguir a regra dada pelo terapeuta; o aumento da autonomia ao emitir CER, pensar sozinho em estrat&eacute;gias para manipular conting&ecirc;ncias e, inclusive, as melhoras dos clientes poderiam sinalizar para o terapeuta que as interven&ccedil;&otilde;es realizadas por ele provocaram os efeitos esperados. Essas vari&aacute;veis, consideradas refor&ccedil;adoras nesse contexto, aumentariam a probabilidade de o terapeuta continuar emitindo interven&ccedil;&otilde;es diretivas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Skinner (1957), o mando atua em benef&iacute;cio do falante, sendo o refor&ccedil;amento do ouvinte de ordem social. Assim, no contexto cl&iacute;nico, o mando tamb&eacute;m beneficiaria de modo indireto o ouvinte para al&eacute;m do refor&ccedil;amento social liberado pelo terapeuta. Como abordado anteriormente, ao seguir o mando, o cliente poderia obter ganhos terap&ecirc;uticos de maior magnitude e se tornar mais aut&ocirc;nomo e consciente das vari&aacute;veis que controlam seu comportamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A presente pesquisa teve como objetivo analisar as vari&aacute;veis relacionadas &agrave;s categorias comportamentais em um processo terap&ecirc;utico. De uma maneira geral, constatou-se a preocupa&ccedil;&atilde;o dos terapeutas em favorecer condi&ccedil;&otilde;es para que os clientes estabelecessem rela&ccedil;&otilde;es entre eventos e consequentemente, maior autoconhecimento e autonomia. Os dados encontrados durante a pesquisa demonstraram padr&otilde;es da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica que provavelmente passariam desapercebido em an&aacute;lises puramente estat&iacute;sticas ou de estruturas focadas apenas nos resultados finais. Considera-se que a alternativa adotada para a organiza&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise dos dados, demanda um alto custo de resposta, e sugere-se a indica&ccedil;&atilde;o para a participa&ccedil;&atilde;o de mais de um pesquisador e um tempo h&aacute;bil compat&iacute;vel para a realiza&ccedil;&atilde;o de todo o processo. Apesar disso, essa forma de categoriza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise demonstrou ser adequada e efetiva para a averigua&ccedil;&atilde;o desse tipo de proposta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Outro aspecto a ressaltar seria a necessidade de se investir em um contexto de intimidade e de similaridade com aspectos da rotina de cada cliente. Em um grupo que apresenta semelhan&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o a determinadas experi&ecirc;ncias de vida, tal condi&ccedil;&atilde;o pode propiciar um contexto ambiente favor&aacute;vel para que algumas interven&ccedil;&otilde;es ocorram e sejam direcionadas de modo individualizado. Esse aspecto pode auxiliar para que ocorra uma maior identifica&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o as experi&ecirc;ncias de cada um e a empatia entre os membros. Assim, considera-se relevante a an&aacute;lise do padr&atilde;o comportamental dos terapeutas ao apresentarem determinadas categorias diretivas, uma vez que possibilita uma descri&ccedil;&atilde;o mais detalhada de algumas habilidades a serem desenvolvidas pelo pr&oacute;prio psic&oacute;logo ao desempenhar a fun&ccedil;&atilde;o de conduzir uma sess&atilde;o de terapia individual ou em grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Espera-se que os dados obtidos na pesquisa possam auxiliar psic&oacute;logos a desenvolverem uma pr&aacute;tica efetiva, com a realiza&ccedil;&atilde;o de uma an&aacute;lise criteriosa de aspectos relacionados ao comportamento de terapeutas e clientes. Com base nos resultados obtidos, foi poss&iacute;vel averiguar a frequ&ecirc;ncia de alguns comportamentos emitidos por clientes, a partir de determinadas condutas diretivas dos terapeutas. Constatou-se a necessidade do desenvolvimento de estudos que avaliem, de forma detalhada, o padr&atilde;o comportamental de clientes e terapeutas em sess&otilde;es individuais ou em grupo. Esses estudos podem favorecer a compara&ccedil;&atilde;o de dados relevantes e a discuss&atilde;o mais ampla de resultados. Pesquisas com propostas similares &agrave;s apresentadas no presente estudo, devem priorizar: 1) maior n&uacute;mero de bases para coleta de dados (maior n&uacute;mero de sess&otilde;es analisadas, e/ou diversidade de terapeutas e compara&ccedil;&otilde;es entre sess&otilde;es individuais e em grupo com os mesmos clientes) e; 2) buscar maior concord&acirc;ncia entre os observadores que categorizaram as sess&otilde;es (Percentual de</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Concord&acirc;ncia de pelo menos 80%, ou Coeficiente Kappa de pelo menos 0,7 ou 0,75). Sugere-se que procurem analisar tanto a categoria Recomenda&ccedil;&atilde;o como a Solicita&ccedil;&atilde;o de Reflex&atilde;o, com a descri&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis antecedentes e a resposta; apenas a resposta; a resposta e a consequ&ecirc;ncia; ou toda a sequ&ecirc;ncia (antecedente, resposta e consequ&ecirc;ncia). Al&eacute;m disso, devem verificar se as condi&ccedil;&otilde;es citadas produzem efeitos diferentes sobre os comportamentos dos clientes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, demonstrou-se que interven&ccedil;&otilde;es diretivas, como REC e SRF, realmente podem favorecer a melhora dos clientes pois, ao se engajar nas recomenda&ccedil;&otilde;es e solicita&ccedil;&otilde;es, podem obter ganhos a curto e longo prazo. Tais interven&ccedil;&otilde;es possibilitam que os clientes entrem em contato direto com as conting&ecirc;ncias de refor&ccedil;amento, o que pode favorecer a aprendizagem do comportamento de fazer an&aacute;lises.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O processo pelo qual se desenvolve a pr&aacute;tica cl&iacute;nica &eacute; complexo e digno de estudos para sua melhor compreens&atilde;o. Pesquisadores devem reunir esfor&ccedil;os no sentido de dar continuidade na comprova&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica sobre a efetividade de interven&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas. A An&aacute;lise do Comportamento tem apresentado uma importante contribui&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento de uma teoria e pr&aacute;tica cl&iacute;nica s&eacute;ria e respeitada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Albuquerque, L. C. (2001). Defini&ccedil;&otilde;es de regras. In H. J. Guilhardi et al. (Orgs.), <i>Sobre comportamento e cogni&ccedil;&atilde;o - Expondo a variabilidade</i>. Santo Andr&eacute;: ESETec. 7, p.132-140.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Amaral S. S. (2010). <i>Efeitos da solicita&ccedil;&atilde;o e de subsequente descri&ccedil;&atilde;o dos relatos verbais de um terapeuta sobre seu desempenho em sess&otilde;es posteriores</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa de Estudos P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia Experimental, Pont&iacute;fice Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Borloti, E. (2004). As rela&ccedil;&otilde;es verbais elementares e o processo autocl&iacute;tico. <i>Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 6</i>(2),221-236. Recuperado em 07 de dezembro de 2016, de  <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1517-55452004000200008&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1517-55452004000200008&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557170&pid=S1983-3482202000020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Del Prette, G. (2011). Treino did&aacute;tico de an&aacute;lise de conting&ecirc;ncias e previs&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es sobre as consequ&ecirc;ncias do responder. <i>Perspectivas em an&aacute;lise do comportamento, 2(1),</i>53-71. Recuperado em 05 de abril de 2020, de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2177-35482011000100006&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2177-35482011000100006&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557172&pid=S1983-3482202000020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Delitti, M. (2005). A rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica na terapia comportamental. Em H. J. Guilhardi (Org.), <i>Sobre o comportamento e cogni&ccedil;&atilde;o: expondo a variabilidade</i> (pp. 360 - 369). S&atilde;o Paulo: ESETec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557174&pid=S1983-3482202000020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Donadone, J. C. ;  Meyer, S. B. (2005). Orienta&ccedil;&atilde;o e auto-orienta&ccedil;&atilde;o em atendimentos de terapeutas anal&iacute;tico-comportamentais experientes e pouco-experientes. <i>Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva</i>, 7(2),219-230. Recuperado em 05 de abril de 2020, de  <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1517-55452005000200007&amp;lng=pt&amp;tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-55452005000200007&lng=pt&tlng=pt</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557176&pid=S1983-3482202000020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Donadone, J. C. ;  Meyer, S. B. (2014). An&aacute;lise de conting&ecirc;ncias envolvidas na orienta&ccedil;&atilde;o. A pesquisa de processo em psicoterapia: estudos a partir do instrumento SiMCCIT (Sistema Multidimensional para a Categoriza&ccedil;&atilde;o de Comportamento na Intera&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica). 1ed.S&atilde;o Paulo: Paradigma ed. e Fapesp, v. 1, p. 79-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557178&pid=S1983-3482202000020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Dos Santos, D. R. (2017). An&aacute;lise do processo terap&ecirc;utico em grupo para clientes com Transtorno Bipolar. Disserta&ccedil;&atilde;o (P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em An&aacute;lise do Comportamento) - Universidade Estadual de Londrina, Londrina,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557180&pid=S1983-3482202000020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 2017.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Fernandes, F. A. D. (2012). <i>Rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica: uma an&aacute;lise dos comportamentos de terapeuta e cliente em sess&otilde;es iniciais de terapia</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Instituto de Psicologia, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Garcia, V. A. (2014). <i>An&aacute;lise da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em interven&ccedil;&otilde;es com universit&aacute;rios com transtorno de ansiedade social</i>. (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Universidade Estadual Paulista "J&uacute;lio de Mesquita Filho", Bauru.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557183&pid=S1983-3482202000020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">H&uuml;bner, M. M. C. (1997). O que &eacute; comportamento verbal. In: Banaco R. A.(Org.). Sobre comportamento e cogni&ccedil;&atilde;o: aspectos te&oacute;ricos, metodol&oacute;gicos e de forma&ccedil;&atilde;o em an&aacute;lise do comportamento e terapia cognitivista. Santo Andr&eacute;: ARBytes, p. 135-137</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557185&pid=S1983-3482202000020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Kanamota, P. F. C., Bolsoni-Silva, A. T. &amp; Kanamota, J. S. V. (2016). A influ&ecirc;ncia dos comportamentos de empatia e recomenda&ccedil;&atilde;o do terapeuta na intera&ccedil;&atilde;o terapeuta-cliente. <i>Revista Interamericana de Psicologia</i>. 50 (3),p 304-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557186&pid=S1983-3482202000020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Lima, E. R. (2007). <i>O papel da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica para o sucesso da terapia</i>. Monografia apresentada ao curso de Psicologia do UniCEUB - Centro Universit&aacute;rio de Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557188&pid=S1983-3482202000020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Matos, M. A. (1991). As Categorias Formais de Comportamento Verbal em Skinner. <i>Texto publicado nos Anais da XXI Reuni&atilde;o Anual da Sociedade de Psicologia de Ribeir&atilde;o Preto</i>. 333-341.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557190&pid=S1983-3482202000020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Meyer, S. B. &amp; Vermes, J. S. (2001). Rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Em B. Rang&eacute; (Org.), P<i>sicoterapias Cognitivo-Comportamentais: um di&aacute;logo com a psiquiatria.</i> (pp. 101-110). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557192&pid=S1983-3482202000020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Nobile, G. F. G., Garcia, V. A., &amp; Bolsoni-Silva, A. T. (2017). An&aacute;lise Sequencial dos comportamentos do terapeuta em psicoterapia com universit&aacute;rios com transtorno de ansiedade social. <i>Perspectivas em an&aacute;lise do comportamento, 8</i>(1),16-31.  <a href="https://dx.doi.org/10.18761/pac.2016.030" target="_blank">https://dx.doi.org/10.18761/pac.2016.030</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557194&pid=S1983-3482202000020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oshiro, C. K. B. ;  Meyer, S. B. (2014). Desafios metodol&oacute;gicos na pesquisa cl&iacute;nica: terapia com clientes dif&iacute;ceis. In: Zamignani, D. R. &amp; Meyer, S. B. (Org.). <i>A pesquisa de processo em psicoterapia: Estudos a partir do instrumento SiMCCIT - Sistema Multidimensional de Categoriza&ccedil;&atilde;o de Comportamentos na Intera&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica</i>. 1ed.S&atilde;o Paulo: Paradigma, 2014, v.2, p. 105-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557195&pid=S1983-3482202000020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Oshiro, C. K. B., Kanter, J. W., &amp; Meyer, S. B. (2012). A single-case experimental demonstration of functional analytic psychotherapy with two clients with severe interpersonal problems. <i>International Journal of Behavioral Consultation and Therapy</i>, 7,111-116. de  <a href="http://eric.ed.gov/?id=EJ983081" target="_blank">http://eric.ed.gov/?id=EJ983081</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557197&pid=S1983-3482202000020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Peron, F., &amp; Lubi, A. P. L. (2011). Inst&acirc;ncias da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica medidas a partir de um instrumento de categoriza&ccedil;&atilde;o. <i>Acta Comportalia, 20,</i>109-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557199&pid=S1983-3482202000020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Rossi, P. R. (2012). <i>Categoriza&ccedil;&atilde;o da quarta sess&atilde;o de psicoterapias bem e mal sucedidas</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado). Instituto de Psicologia, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Silveira, F. F. (2009). <i>An&aacute;lise da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em uma interven&ccedil;&atilde;o de grupo com cuidadoras.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Estadual Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557202&pid=S1983-3482202000020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Skinner, B. F. (1957). <i>Verbal Behavior</i>. New York: Applenton-Century-Crofts.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557204&pid=S1983-3482202000020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Tozze, K. F., Bolsoni-Silva, A. T., Garcia, V. A. &amp; Nunes, P. L. (2015). An&aacute;lise da intera&ccedil;&atilde;o terapeuta-cliente em sess&otilde;es iniciais de atendimento. <i>Perspectivas em an&aacute;lise do comportamento, 6</i>(1),24-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557206&pid=S1983-3482202000020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Zamignani, D. R. (2007). <i>O desenvolvimento de um sistema multidimensional para a categoriza&ccedil;&atilde;o de comportamentos na intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica</i>. Tese de Doutorado, Programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia, Instituto de Psicologia, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, 2007.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Zamignani, D. R. &amp; Meyer, S. B. (2007). Comportamento verbal no contexto cl&iacute;nico: contribui&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas a partir da an&aacute;lise do comportamento. <i>Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 9</i>(2),241-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557209&pid=S1983-3482202000020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Zamignani, D. R. &amp; Meyer, S. B. (2011). Comportamentos verbais do terapeuta no sistema multidimensional para a categoriza&ccedil;&atilde;o de comportamentos na intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. <i>Perspectivas em An&aacute;lise do Comportamento, 2,</i>25-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4557211&pid=S1983-3482202000020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="end"></a><a href="#enda"><img src="/img/revistas/cclin/v13n2/seta.jpg"></a>Correspond&ecirc;ncia para:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Hans Werner Alves    <br> Rodovia Celso Garcia Cid, PR-445, Km 380    <br> Campus Universit&aacute;rio, PR, 86057-970    <br> Email: <a href="mailto:hw_alves@hotmail.com">hw_alves@hotmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Submetido em: 26.05.2020    <br> Aceito em: 17.08.2020</font></p>      ]]></body>
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<source><![CDATA[Perspectivas em Análise do Comportamento]]></source>
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