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<journal-title><![CDATA[Gerais : Revista Interinstitucional de Psicologia]]></journal-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to identify the academic background, demeanor, and emotional reaction of mental health professionals regarding suicide. Individual, semi-structured interviews were carried out with nine professionals. The information was submitted to content analysis and generated three categories: staff 's background, demeanor when handling with suicidal behavior, and staff 's emotional reactions regarding suicidal behavior. Results showed that participants reported emotional discomfort more frequently, as well as the perception of academic deficits to deal with suicidal behavior. As for the conduct, staff 's attitudes were according to the manuals that guide the way to deal with these situations. We concluded that the professionals' knowledge, practices, and feelings are related when it comes to working with suicidal behavior. The academic background deficit may contribute to the emotional discomfort experienced by the staff, besides limiting the strategies available to be applied when dealing with risk patients.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Suicídio]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Formação profissional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><a name="nta"></a><b>Percep&ccedil;&otilde;es de uma equipe de sa&uacute;de mental sobre o comportamento suicida</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Mental health staff's perceptions about suicidal behavior </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Clarissa Tochetto de Oliveira<a href="#nt"><sup>1</sup></a>; Lucas Abreu Collares; Martha Helena Oliveira  Noal; Ana Cristina Garcia Dias</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Universidade Federal do Rio Grande do Sul</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Buscou-se conhecer a forma&ccedil;&atilde;o, a conduta e as rea&ccedil;&otilde;es emocionais dos profissionais de sa&uacute;de mental frente ao comportamento suicida. Foram conduzidas entrevistas semiestruturadas individuais com nove profissionais. As informa&ccedil;&otilde;es foram submetidas &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do tem&aacute;tica e deram origem &agrave;s categorias: forma&ccedil;&atilde;o da equipe, condutas, e rea&ccedil;&otilde;es emocionais da equipe frente ao comportamento suicida. Verificou-se que o desconforto emocional foi relatado com maior frequ&ecirc;ncia pelos participantes deste estudo, bem como percep&ccedil;&otilde;es de d&eacute;ficits na forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica para lidar com o comportamento suicida. Quanto ao manejo, a conduta adotada pela equipe est&aacute; de acordo com os manuais que orientam como lidar com essas situa&ccedil;&otilde;es. Conclui-se que os conhecimentos, as pr&aacute;ticas e as rea&ccedil;&otilde;es emocionais dos profissionais est&atilde;o relacionados quando se trata do comportamento suicida. O d&eacute;ficit na forma&ccedil;&atilde;o pode contribuir para o desconforto emocional vivenciado pela equipe, al&eacute;m de limitar o repert&oacute;rio de estrat&eacute;gias para lidar com pacientes de risco.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Suic&iacute;dio; Pessoal da sa&uacute;de mental; Forma&ccedil;&atilde;o profissional</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">The aim of this study was to identify the academic background, demeanor, and emotional reaction of mental health professionals regarding suicide. Individual, semi-structured interviews were carried out with nine professionals. The information was submitted to content analysis and generated three categories: staff 's background, demeanor when handling with suicidal behavior, and staff 's emotional reactions regarding suicidal behavior. Results showed that participants reported emotional discomfort more frequently, as well as the perception of academic deficits to deal with suicidal behavior. As for the conduct, staff 's attitudes were according to the manuals that guide the way to deal with these situations. We concluded that the professionals' knowledge, practices, and feelings are related when it comes to working with suicidal behavior. The academic background deficit may contribute to the emotional discomfort experienced by the staff, besides limiting the strategies available to be applied when dealing with risk patients.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Suicide; Mental health personnel; Professional education</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O espectro do comportamento suicida envolve o suic&iacute;dio (processo de morte autoinfligida), a tentativa de suic&iacute;dio (comportamento autoagressivo sem evolu&ccedil;&atilde;o fatal) e idea&ccedil;&atilde;o suicida (pensar em acabar com a pr&oacute;pria vida). Esses comportamentos s&atilde;o frequentes na popula&ccedil;&atilde;o mundial e constituem um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica (Waiselfisz, 2011). Para cada morte por suic&iacute;dio, 10 a 20 tentativas s&atilde;o praticadas (Freitas &amp; Borges, 2014).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Os comportamentos suicidas s&atilde;o fen&ocirc;menos de ordem biopsicossocial, nos quais uma gama de fatores de risco interage, predispondo o indiv&iacute;duo a uma agress&atilde;o autoinfligida que pode resultar em sua morte, incapacita&ccedil;&atilde;o ou les&otilde;es superficiais. Um dos principais fatores de risco para comportamentos suicidas &eacute; a presen&ccedil;a de transtornos mentais (Sena-Ferreira, Pessoa, Boechat-Barros, Figueiredo, &amp; Minayo, 2014) como depress&atilde;o, transtorno do humor bipolar e depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias psicoativas (Botega, 2014). Al&eacute;m disso, existem outras vari&aacute;veis que podem interferir no comportamento suicida, por exemplo: aspectos demogr&aacute;ficos, fatores diagn&oacute;sticos (doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas acompanhadas de dor ou incapacita&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica), hist&oacute;rico pessoal (tentativas pr&eacute;vias de suic&iacute;dio, n&uacute;mero de epis&oacute;dios de transtorno de humor) e caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas (desesperan&ccedil;a, impulsividade e d&eacute;ficits na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas) (Botega, Rapeli, &amp; Freitas, 2004; Diehl, 2011; Cataldo Neto, Gauer, Morelli, &amp; Menezes, 2003; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, 2000; Souza <i>et al</i>., 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">In&uacute;meros aspectos podem ser pesquisados no que se refere ao comportamento suicida. Neste estudo, optou-se por investigar quest&otilde;es relativas &agrave; equipe de sa&uacute;de mental diante do comportamento suicida. Esta equipe pode ser composta por diferentes profissionais, como psiquiatras, residentes, enfermeiros, t&eacute;cnicos em enfermagem, psic&oacute;logos, assistentes sociais, entre outros, que trabalham em conjunto para auxiliar o paciente e a fam&iacute;lia. H&aacute; evid&ecirc;ncias de que esses profissionais est&atilde;o sujeitos a ter, pelo menos, uma experi&ecirc;ncia com pacientes que apresentam comportamento suicida (Gulfi, Dransart, Heeb, &amp; Gutjahr, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Comportamentos suicidas s&atilde;o considerados a situa&ccedil;&atilde;o de maior emerg&ecirc;ncia na &aacute;rea da psiquiatria, e podem mobilizar todos os membros da equipe (Gulfi <i>et al</i>., 2010; Cataldo Neto <i>et al</i>., 2003). Entre as rea&ccedil;&otilde;es que comportamentos suicidas de pacientes podem despertar nos profissionais da sa&uacute;de mental est&atilde;o maior ansiedade por trabalhar com pacientes em risco de suic&iacute;dio, agressividade, preconceito, desprezo, raiva, incompreens&atilde;o e distanciamento (Brocker, 2007, Gulfi <i>et al</i>., 2010). Al&eacute;m disso, &eacute; poss&iacute;vel que a experi&ecirc;ncia de ter um paciente que cometeu suic&iacute;dio interfira nas condutas adotadas pelos profissionais da sa&uacute;de mental. Exemplos dessas mudan&ccedil;as incluem maior interesse por quest&otilde;es relacionadas ao suic&iacute;dio, maior tend&ecirc;ncia a internar pacientes que apresentam risco de suic&iacute;dio, maior tend&ecirc;ncia a consultar colegas de trabalho e maior aten&ccedil;&atilde;o a quest&otilde;es legais (Gulfi <i>et al</i>., 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Em suma, sabe-se que comportamentos suicidas podem desencadear rea&ccedil;&otilde;es por parte dos profissionais de sa&uacute;de mental e interferir na conduta adotada por eles. O que esses estudos n&atilde;o relatam &eacute; qual a forma&ccedil;&atilde;o recebida pelos profissionais para lidar com comportamentos suicidas. Tamb&eacute;m n&atilde;o fica claro como sentimentos, forma&ccedil;&atilde;o e condutas adotadas se relacionam na vis&atilde;o da equipe. Assim, o objetivo deste estudo consiste em conhecer, de forma integrada, os sentimentos, a forma&ccedil;&atilde;o e a conduta dos profissionais de sa&uacute;de da equipe da unidade psiqui&aacute;trica de um hospital universit&aacute;rio diante do fen&ocirc;meno do suic&iacute;dio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Trata-se de um estudo qualitativo, realizado nas depend&ecirc;ncias de um Hospital Universit&aacute;rio (HU), localizado em uma cidade no Rio Grande do Sul. O setor de Psiquiatria do HU compreende o Ambulat&oacute;rio de Sa&uacute;de Mental, unidade de Interna&ccedil;&atilde;o Psiqui&aacute;trica e Pronto-Socorro Psiqui&aacute;trico. O setor de Psiquiatria (ambulat&oacute;rio, interna&ccedil;&atilde;o e emerg&ecirc;ncia) foi o <i>locus </i>deste estudo. Os pacientes que apresentam alguma dimens&atilde;o do comportamento suicida (suic&iacute;dio, tentativa de suic&iacute;dio e idea&ccedil;&atilde;o suicida) s&atilde;o atendidos no Pronto-Socorro Psiqui&aacute;trico, s&atilde;o medicados e ficam sob a observa&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico residente de psiquiatria e de profissionais de enfermagem. Caso ocorra um recrudescimento do quadro psiqui&aacute;trico do paciente, este seguir&aacute; para a ala de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica. Na interna&ccedil;&atilde;o, o paciente ser&aacute; avaliado e acompanhado por equipe de sa&uacute;de multiprofissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>PARTICIPANTES</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Participaram deste estudo nove profissionais de sa&uacute;de (tr&ecirc;s homens e seis mulheres) que trabalhavam na unidade de interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica supracitada. As profiss&otilde;es dos entrevistados s&atilde;o: Psicologia, Enfermagem, Medicina, Servi&ccedil;o Social e Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. A idade dos participantes variou entre 23 e 53 anos (<i>M</i> = 32 anos, <i>DP</i> = 9,54). Todos os participantes possu&iacute;am p&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o (dois Mestres, um Especialista, um Residente de Psiquiatria e cinco Residentes Multiprofissionais). Os indiv&iacute;duos foram nomeados pela associa&ccedil;&atilde;o da letra E (da palavra entrevistado) mais um n&uacute;mero, que indica a ordem cronol&oacute;gica das entrevistas realizadas, para garantir o anonimato dos informantes. A sele&ccedil;&atilde;o dos profissionais que participaram do estudo foi definida pelos seguintes crit&eacute;rios: ser profissional de sa&uacute;de, atuar em equipe de emerg&ecirc;ncia psiqui&aacute;trica e/ ou interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, ter trabalhado com pacientes que expressaram alguma dimens&atilde;o do comportamento suicida (suic&iacute;dio, tentativa de suic&iacute;dio e idea&ccedil;&atilde;o suicida persistente).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>PROCEDIMENTOS E INSTRUMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Os profissionais do setor de psiquiatria foram convidados a participar da pesquisa, sendo explicados os objetivos e procedimentos do estudo, ap&oacute;s sua aprova&ccedil;&atilde;o no Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP) da universidade onde a pesquisa foi realizada. Este projeto foi protocolado no CEP com o n&uacute;mero 23081.023/2011. A sele&ccedil;&atilde;o dos participantes para compor a amostra seguiu o procedimento conhecido como bola de neve (<i>snowball</i>). Inicialmente se identifica um indiv&iacute;duo que possui as caracter&iacute;sticas de interesse da pesquisa e, por meio da indica&ccedil;&atilde;o dessa pessoa, se chega a outros indiv&iacute;duos que compartilham caracter&iacute;sticas semelhantes (Biernacki &amp; Waldorf, 1981). Os primeiros profissionais entrevistados indicaram outros e assim procedeu-se sucessivamente at&eacute; que se alcan&ccedil;asse a satura&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es obtidas, ou seja, at&eacute; que a coleta de novas informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o mais modificasse os resultados anteriormente encontrados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Foi realizada uma entrevista semiestruturada individual por um dos autores do estudo com os profissionais de sa&uacute;de do setor de psiquiatria do hospital que aceitaram participar do estudo, ap&oacute;s assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O instrumento buscou conhecer os sentimentos, forma&ccedil;&atilde;o e conduta dos profissionais diante do comportamento suicida. As entrevistas foram gravadas em &aacute;udio e apagadas ap&oacute;s a transcri&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>AN&Aacute;LISE DAS INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">As informa&ccedil;&otilde;es foram analisadas pelo m&eacute;todo da an&aacute;lise de conte&uacute;do tem&aacute;tica (Bardin, 1977). As informa&ccedil;&otilde;es foram organizadas em tr&ecirc;s categorias definidas <i>a priori</i>: (i) forma&ccedil;&atilde;o da equipe frente ao comportamento suicida, (ii) conduta frente ao comportamento suicida, e (iii) rea&ccedil;&otilde;es emocionais da equipe ao comportamento suicida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es permitiu conhecer a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais, as condutas adotadas para lidar com o comportamento suicida e as rea&ccedil;&otilde;es emocionais face ao comportamento suicida, bem como identificar de que forma esses aspectos se influenciam mutuamente. A intera&ccedil;&atilde;o entre conhecimentos, sentimentos e pr&aacute;ticas &eacute; discutida nas categorias a seguir.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>FORMA&Ccedil;&Atilde;O DA EQUIPE FRENTE AO COMPORTAMENTO SUICIDA</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Verifica-se uma lacuna na forma&ccedil;&atilde;o percebida pelos profissionais entrevistados nesta pesquisa no que se refere &agrave; tem&aacute;tica do suic&iacute;dio. O d&eacute;ficit de conhecimentos sobre o fen&ocirc;meno em quest&atilde;o foi descrito pela maioria dos participantes, que relataram n&atilde;o ter recebido um treinamento institucional (acad&ecirc;mico e/ou hospitalar) para manejar o comportamento autoagressivo, com exce&ccedil;&atilde;o da entrevistada E2 (enfermeira), que recebeu treinamento para lidar com o suic&iacute;dio, e do E3 (m&eacute;dico), que discutiu ativamente a quest&atilde;o do comportamento suicida durante a academia e na resid&ecirc;ncia.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">     <blockquote>     <p>&#149; Na academia, n&atilde;o tive nenhuma mat&eacute;ria que falasse sobre esse tema. (E5, 26 anos, assistente social)</p>     <p>&#149; A forma&ccedil;&atilde;o profissional de sa&uacute;de &eacute; muito pautada no salvar vidas, no promover sa&uacute;de, no prever riscos. Ent&atilde;o, a gente n&atilde;o trabalha nem os processos de morte natural. (E7, 24 anos, enfermeira)</p>     <p>&#149; Na minha gradua&ccedil;&atilde;o, eu tive pouca coisa sobre isso... Eu fiz uma &#91;disciplina&#93; optativa chamada morte e luto. Isso me deu uma prepara&ccedil;&atilde;o, principalmente aceita&ccedil;&atilde;o da morte, como as pessoas lidam com isso &#91;...&#93;, mas sobre o suic&iacute;dio em si, pouca coisa. At&eacute; hoje eu tento pesquisar, mas vejo pouca coisa sobre isso. (E4, 23 anos, psic&oacute;loga)</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Embora a forma&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias emocionais sejam fundamentais para o cuidado dos pacientes com comportamento suicida (Carmona-Navarro &amp; Pichardo-Mart&iacute;nez, 2012), o aprofundamento te&oacute;rico no ensino superior sobre comportamentos suicidas parece reduzido ou mesmo inexistente. Essa informa&ccedil;&atilde;o vai ao encontro do resultado de um estudo conduzido com m&eacute;dicos, enfermeiros e t&eacute;cnicos de enfermagem, no qual poucos participantes presenciaram alguma aula a respeito do tema na gradua&ccedil;&atilde;o (Souza, 2012). Isso faz com que a maioria dos profissionais se sinta despreparada para lidar com o indiv&iacute;duo suicida. O despreparo profissional tamb&eacute;m foi encontrado nos estudos de Brocker (2007) e Kohlraush <i>et al</i>. (2008) com enfermeiros e foi apontado como gerador de dificuldades para a equipe de sa&uacute;de lidar com o suic&iacute;dio, incluindo o desconforto emocional e outras rea&ccedil;&otilde;es (Botega <i>et al</i>., 2005; Kohlraush <i>et al</i>., 2008; Vidal &amp; Gontijo, 2013). Al&eacute;m disso, a capacita&ccedil;&atilde;o insuficiente por parte das equipes de atendimento pode interferir na conduta do profissional, que pode adotar uma postura impessoal e ter dificuldade de atuar de forma humanizada (Vidal &amp; Gontijo, 2013). Assim, nota-se a import&acirc;ncia de esse tema ser tratado com mais aten&ccedil;&atilde;o na academia, uma vez que &eacute; complexo e impacta na sa&uacute;de p&uacute;blica.</font> </p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Foi perguntado aos profissionais se eles adotavam algum protocolo no atendimento a pacientes suicidas. Observou-se a inexist&ecirc;ncia de procedimentos padronizados (como a utiliza&ccedil;&atilde;o de um manual ou protocolo) no manejo do comportamento suicida. A conduta dos participantes parece depender da orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica e da avalia&ccedil;&atilde;o caso a caso, embora conversem informalmente entre si em algumas situa&ccedil;&otilde;es. No entanto, questionase como os profissionais avaliam os casos se afirmaram n&atilde;o ter preparo acad&ecirc;mico e t&eacute;cnico para tal.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#149;  Protocolo de suic&iacute;dio, que eu saiba n&atilde;o. (E1, 26 anos, psic&oacute;loga)</p>     <p>&#149;  N&atilde;o, a gente segue a orienta&ccedil;&atilde;o e prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. (E2, 53 anos, enfermeira)</p>     <p>&#149;  N&atilde;o formalmente. N&oacute;s trocamos impress&otilde;es, conversamos informalmente sobre isso. Eventualmente conversamos formalmente quando surge algum incidente. A equipe toda se baseia muito na indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. (E6, 31 anos, psic&oacute;logo)</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O d&eacute;ficit percebido pelos participantes na forma&ccedil;&atilde;o, resultado da reduzida discuss&atilde;o nos meios acad&ecirc;micos sobre o suic&iacute;dio, est&aacute; repercutindo na pr&aacute;tica dos profissionais. Tanto o manual da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de quanto o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de s&atilde;o pouco conhecidos, ou mesmo n&atilde;o adotados na pr&aacute;tica, como &eacute; o caso da equipe entrevistada. A utiliza&ccedil;&atilde;o de um m&eacute;todo padronizado para atendimento de pacientes e familiares pode colaborar para a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados &agrave; sa&uacute;de (Gutierrez, 2014). A utiliza&ccedil;&atilde;o de manuais de preven&ccedil;&atilde;o/ interven&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais poderia n&atilde;o s&oacute; contribuir para os servi&ccedil;os prestados em termos de forma&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o no comportamento suicida, mas tamb&eacute;m favorecer a coer&ecirc;ncia entre as a&ccedil;&otilde;es da equipe e as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas atuais. Alguns casos de suic&iacute;dio de fato acontecer&atilde;o, todavia as habilidades demonstradas pela equipe para lidar com o comportamento de autoagress&atilde;o, como manejo e tratamento adequados, s&atilde;o determinantes para o n&uacute;mero de vidas que podem ser salvas todos os anos (Bertolote <i>et al</i>., 2010; Gutierrez, 2014).</font> </p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Comportamentos suicidas mobilizam os profissionais de sa&uacute;de, que formam uma rede interdisciplinar para lidar com as situa&ccedil;&otilde;es de crise (Heck <i>et al</i>., 2012). Reuni&otilde;es de equipe, como mencionadas pelos participantes deste estudo, tamb&eacute;m contribuem para a preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos suicidas, j&aacute; que possibilitam um espa&ccedil;o para a discuss&atilde;o de casos e para que cada profissional relate suas impress&otilde;es sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do tratamento de cada paciente. H&aacute; relatos de que casos de suic&iacute;dio s&atilde;o raros em unidades psiqui&aacute;tricas nas quais os membros da equipe trabalham de forma integrada (Cataldo Neto <i>et al</i>., 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Fomentar reuni&otilde;es ou espa&ccedil;os para dialogar a respeito da pr&aacute;tica em sa&uacute;de pode beneficiar o profissional tanto no sentido de dirimir d&uacute;vidas a respeito da atividade cl&iacute;nica quanto na constru&ccedil;&atilde;o de um protocolo coletivo de interven&ccedil;&atilde;o. Em um estudo realizado por Figueiredo e Campos (2014), resultados promissores foram demonstrados no processo de forma&ccedil;&atilde;o de alguns profissionais da sa&uacute;de por meio da metodologia Paideia, a qual envolve um processo de aprendizagem ativo e cr&iacute;tico acerca da pr&oacute;pria conduta profissional, aprofundando conhecimentos e descobrindo novos modos de intervir sobre situa&ccedil;&otilde;es-problema. Os autores sugerem que o advento de espa&ccedil;os dial&oacute;gicos pode provocar mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas dos profissionais da sa&uacute;de e na consci&ecirc;ncia que eles apresentam de seu papel social. Desse modo, o fomento de espa&ccedil;os dial&oacute;gicos pode beneficiar os participantes do estudo, sobretudo no que se refere ao fen&ocirc;meno do suic&iacute;dio, assunto relevante e pouco desenvolvido pela maioria dos entrevistados. Al&eacute;m disso, a cria&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os dial&oacute;gicos vai ao encontro do conceito de educa&ccedil;&atilde;o permanente em sa&uacute;de, que pode ser compreendida como uma estrat&eacute;gia essencial para o desenvolvimento de mudan&ccedil;as no &acirc;mbito dos processos de trabalho (Ceccim, 2005). Esses espa&ccedil;os devem apresentar um car&aacute;ter ativo, cr&iacute;tico-reflexivo, propositivo, compromissado e de compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>CONDUTAS DIANTE DO COMPORTAMENTO SUICIDA</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">As principais condutas realizadas pelos profissionais foram a avalia&ccedil;&atilde;o do funcionamento psicossocial do paciente e a realiza&ccedil;&atilde;o de seu acolhimento, seguida do contato com a fam&iacute;lia em alguns casos. Muitas vezes, a interven&ccedil;&atilde;o ocorre durante o processo de avalia&ccedil;&atilde;o, quando se busca conhecer os motivos da tentativa de suic&iacute;dio e/ou idea&ccedil;&atilde;o suicida persistente e mensurar o grau de intencionalidade, com o objetivo de verificar se o paciente ainda est&aacute; em risco.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O manejo, pra al&eacute;m de investigar causas e ver o que ele est&aacute; pensando a partir daquela ideia suicida, &eacute; tentar fazer uma costura protetiva. Dentro do hospital, &eacute; conversar com psiquiatra, ver como est&aacute; a medica&ccedil;&atilde;o. Dependendo da intensidade da ideia, recorrer ao Pronto-Socorro psiqui&aacute;trico. Contatar os familiares &eacute; outra possibilidade. (E1, 26 anos, psic&oacute;loga) </p>     <p>Primeiro, fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o de como foi essa tentativa, pensar os n&iacute;veis de gravidade da tentativa de suic&iacute;dio. Marcar pro paciente retornar em 24 horas pra ver como ele est&aacute;, disponibilizar pra ele um servi&ccedil;o que fique aberto 24 horas. Questionar se ele se sente capaz de procurar a gente se ele precisar. (E3, 30 anos, m&eacute;dico)</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Os profissionais entrevistados utilizam condutas similares &agrave;s previstas na literatura, realizando o manejo aconselhado por institui&ccedil;&otilde;es (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, 2000) e &oacute;rg&atilde;os governamentais, como o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Brasil, 2006). Quando o indiv&iacute;duo entra na unidade hospitalar em decorr&ecirc;ncia de uma tentativa de suic&iacute;dio, o primeiro passo do profissional de sa&uacute;de deve ser compreender que tal ato &eacute; o resultado de uma s&eacute;rie de fatores que est&atilde;o desorganizados na vida desse paciente (Loureiro, 2006). O objetivo do primeiro contato com o indiv&iacute;duo que se engajou no comportamento suicida &eacute; realizar uma coleta de informa&ccedil;&otilde;es sobre a vida do paciente e as raz&otilde;es que o levaram a tal comportamento (Bertolote <i>et al</i>., 2010). A avalia&ccedil;&atilde;o inicial permitir&aacute; determinar o grau de risco do comportamento suicida (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, 2000), bem como o manejo adequado para a situa&ccedil;&atilde;o (Bertolote <i>et al</i>., 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Ao mesmo tempo, busca-se estabelecer um v&iacute;nculo colaborativo com o paciente (Bertolote <i>et al</i>., 2010). O procedimento padr&atilde;o do profissional de sa&uacute;de ao atender o indiv&iacute;duo que apresenta comportamento suicida deve ser ouvi-lo atentamente e demonstrar empatia para realizar interven&ccedil;&otilde;es protetivas em um ambiente tranquilo e com privacidade, evitando o excesso de tecnicismo. Revisar seus pr&oacute;prios preconceitos e cren&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento suicida pode ser uma iniciativa valiosa para a remo&ccedil;&atilde;o de barreiras que impe&ccedil;am um contato de qualidade com o sujeito (Meleiro <i>et al</i>., 2004). O profissional ainda precisa contatar familiares, manter algu&eacute;m pr&oacute;ximo do paciente ou encaminh&aacute;-lo a um m&eacute;dico ou hospital, dependendo da intensidade do risco (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, 2000). </font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Os participantes do estudo relataram que a equipe tende a aumentar a vigil&acirc;ncia do indiv&iacute;duo potencialmente suicida ap&oacute;s as interven&ccedil;&otilde;es iniciais. Existe um cuidado para evitar a ocorr&ecirc;ncia de qualquer manifesta&ccedil;&atilde;o autoagressiva. Para tanto, s&atilde;o realizadas restri&ccedil;&otilde;es ambientais e materiais.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">     <blockquote>     <p>A gente j&aacute; teve paciente que tentou suic&iacute;dio aqui na unidade, ele foi transferido pra um lugar mais seguro. (E2, 53 anos, enfermeira)</p>     <p> Tem toda uma preocupa&ccedil;&atilde;o em evitar novas tentativas. O paciente que chega com hist&oacute;ria de ter tentado suic&iacute;dio na interna&ccedil;&atilde;o vai ser um paciente que vai ter certa vigil&acirc;ncia. Rea&ccedil;&otilde;es negativas, estados depressivos v&atilde;o suscitar uma preocupa&ccedil;&atilde;o maior que outros pacientes sem esse hist&oacute;rico suscitariam. (E6, 31 anos, psic&oacute;logo) </p>     <p>A gente antecipa a situa&ccedil;&atilde;o, busca uma medica&ccedil;&atilde;o, conversa com o paciente, procura outro paciente que ele tenha uma boa rela&ccedil;&atilde;o pra ficar junto. Como ele tem um hist&oacute;rico de tentativa de suic&iacute;dio, a gente vai procurar n&atilde;o deixar no ambiente nada que possa ser usado por ele pra suic&iacute;dio. Ent&atilde;o, aqui os pacientes, em geral, n&atilde;o usam facas. O paciente n&atilde;o vai ficar em salas que tenham objetos cortantes, pontiagudos, a gente vai ficar mais pr&oacute;ximo desse paciente, cuidar ele pra que ele n&atilde;o fique isolado, sozinho. (E9, 39 anos, enfermeiro)</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> O paciente que tentou suic&iacute;dio poder&aacute; fazer novas tentativas dentro do hospital. Por isso, o comportamento preventivo dos profissionais &eacute; considerado uma medida de seguran&ccedil;a importante no manejo do indiv&iacute;duo suicida (Cataldo Neto et al., 2003). Para tanto, preparo e aten&ccedil;&atilde;o da equipe assim como a identifica&ccedil;&atilde;o e remo&ccedil;&atilde;o dos fatores de riscos e a prote&ccedil;&atilde;o do paciente s&atilde;o alguns procedimentos b&aacute;sicos a serem adotados por profissionais (Bertolote et al., 2010; Botega, 2014). Outras condutas incluem a modifica&ccedil;&atilde;o de medidas ambientais (evitar o acesso do indiv&iacute;duo a medica&ccedil;&otilde;es e a objetos cortantes ou de lugares onde possa cometer um ato suicida, como banheiros com tranca), psicoterapia, psicofarmacoterapia, acompanhamento familiar (facilitar a presen&ccedil;a da fam&iacute;lia no tratamento e melhorar o v&iacute;nculo do paciente com a fam&iacute;lia) e monitoramento p&oacute;s-alta – continuidade da psicoterapia e do manejo farmacol&oacute;gico (Botega, 2014; Conte et al., 2012; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, 2000).</font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A maioria desses procedimentos foi descrita como sendo adotada pelos profissionais da equipe pesquisada. Todavia, existem outras condutas que poderiam ser utilizadas pelos participantes, mas que n&atilde;o foram mencionadas. &Eacute; importante que a equipe tenha compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica e avalie as condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, ps&iacute;quicas, sociais e de recursos de sa&uacute;de para conhecer a vulnerabilidade dos pacientes (Gutierrez, 2014). Destacam-se o uso de escalas psicom&eacute;tricas, que podem contribuir para a avalia&ccedil;&atilde;o no momento da interna&ccedil;&atilde;o e como um monitoramento para per&iacute;odos posteriores no tratamento (Cataldo Neto et al., 2003), a forma&ccedil;&atilde;o de uma rede de apoio para o paciente por meio do contato com familiares e amigos, o manejo da ambival&ecirc;ncia (viver ou morrer) a ponto de fortalecer o desejo de viver, o contrato verbal para evitar comportamentos autoagressivos e estimular o paciente na busca do apoio prestado pelas equipes de sa&uacute;de, a explora&ccedil;&atilde;o de alternativas ao suic&iacute;dio por meio da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A fam&iacute;lia pode contribuir para a preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos suicidas fora dos dom&iacute;nios hospitalares. Por isso, a interven&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; realizada com os familiares de pacientes que apresentam risco de suic&iacute;dio. Os profissionais relataram orientar os familiares a auxiliar na organiza&ccedil;&atilde;o da rotina do paciente e a proteg&ecirc;lo em ambientes seguros, ou seja, sem acesso a objetos que podem ser utilizados para cometer suic&iacute;dio. Al&eacute;m disso, as interven&ccedil;&otilde;es na fam&iacute;lia podem incluir um processo de escuta desta e orienta&ccedil;&otilde;es quanto ao manejo de preven&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que comportamentos suicidas podem trazer preocupa&ccedil;&otilde;es aos familiares, principalmente relacionadas &agrave; forma de lidar com o indiv&iacute;duo que se autoagrediu.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">     <blockquote>     <p> Ficar mais pr&oacute;ximo do familiar, tentar fazer controle da medica&ccedil;&atilde;o junto com o paciente. Protetivas nesse sentido de organiza&ccedil;&atilde;o de uma vida que possa diminuir o risco de ele voltar a tentar o suic&iacute;dio. (E1, 26 anos, psic&oacute;loga) </p>     <p>A gente sempre coloca no grupo de familiares. N&atilde;o adianta s&oacute; cuidar do paciente aqui dentro e a fam&iacute;lia estar toda desestruturada. (E4, 23 anos, psic&oacute;loga)</p>     <p> Se a pessoa tem suporte familiar, n&atilde;o necessariamente ela vai precisar ficar internada. Poder dar uma contin&ecirc;ncia pra fam&iacute;lia. Explicar o que est&aacute; acontecendo. Poder alertar a fam&iacute;lia dos sinais, de tirar veneno, faca, medica&ccedil;&otilde;es... tudo que a pessoa possa se machucar &#91;...&#93;. Tem que, de repente, marcar algumas entrevistas com a fam&iacute;lia ao longo do processo de luto, &#91;...&#93; tu poder encaminhar pra outro profissional, pra que essa pessoa tamb&eacute;m receba tratamento. (E3, 30 anos, m&eacute;dico).</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Comportamentos suicidas geram sofrimento n&atilde;o s&oacute; para o indiv&iacute;duo que os comete, mas tamb&eacute;m para seus familiares e pessoas pr&oacute;ximas. A incapacita&ccedil;&atilde;o decorrente das tentativas que n&atilde;o obtiveram &ecirc;xito pode causar preju&iacute;zos ocupacionais, econ&ocirc;micos e psicol&oacute;gicos para a fam&iacute;lia. J&aacute; nos casos em que o paciente obt&eacute;m &ecirc;xito na tentativa de suic&iacute;dio, familiares e pessoas pr&oacute;ximas enlutadas tendem a apresentar mudan&ccedil;as intensas no comportamento. Nesse sentido, s&atilde;o comuns atitudes de extremismo por parte dos familiares como forma de autopuni&ccedil;&atilde;o por n&atilde;o ter conseguido enxergar os sinais de que o outro indiv&iacute;duo estava em risco. Essas autopuni&ccedil;&otilde;es podem se tornar comportamentos de autodestrui&ccedil;&atilde;o e, inclusive, associados com idea&ccedil;&atilde;o suicida (Meleiro et al., 2004).</font> </p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Assim como a fam&iacute;lia pode fornecer aos profissionais informa&ccedil;&otilde;es relevantes sobre o paciente suicida para a defini&ccedil;&atilde;o do manejo a ser adotado (Machin, 2009), a equipe tamb&eacute;m pode orientar os familiares para que, juntos, possam zelar pela seguran&ccedil;a do indiv&iacute;duo que est&aacute; em risco. Atendimentos psicoter&aacute;picos, em grupo ou individual, s&atilde;o estrat&eacute;gias utilizadas pelos profissionais para auxiliar as pessoas a quem o suic&iacute;dio e/ou as tentativas atingem, j&aacute; que os conflitos familiares podem tornar mais grave a din&acirc;mica psicopatol&oacute;gica do paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Nota-se que os processos de avalia&ccedil;&atilde;o e manejo (interven&ccedil;&atilde;o) ocorrem quase simultaneamente. Muitas vezes, a avalia&ccedil;&atilde;o pode ir al&eacute;m de sua caracter&iacute;stica investigativa e se aproximar de aspectos interventivos, por exemplo, uma escuta sem julgamentos e uma postura de empatia. A interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve se limitar aos dom&iacute;nios hospitalares. Por isso, o trabalho em rede nos dispositivos de sa&uacute;de (hospital, unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, CAPS, entre outros) deve ser algo constantemente fomentado. De acordo com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2009), a implanta&ccedil;&atilde;o da l&oacute;gica do trabalho em redes de produ&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de &eacute; algo complexo que exige a articula&ccedil;&atilde;o adequada entre diferentes servi&ccedil;os, atores e especialidades; seu objetivo maior consiste na ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas integrais adaptadas &agrave;s necessidades dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os. Dessa forma, &eacute; poss&iacute;vel romper com o trabalho fragmentado em sa&uacute;de, atuando concomitantemente sobre aspectos de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>REA&Ccedil;&Otilde;ES EMOCIONAIS DA EQUIPE AO COMPORTAMENTO SUICIDA</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Os participantes do estudo relataram experimentar diversas rea&ccedil;&otilde;es emocionais diante do comportamento suicida (suic&iacute;dio, tentativa de suic&iacute;dio e idea&ccedil;&atilde;o suicida). As emo&ccedil;&otilde;es mais frequentes indicadas pelos profissionais foram preocupa&ccedil;&atilde;o, impot&ecirc;ncia, ansiedade, ang&uacute;stia, tristeza, frustra&ccedil;&atilde;o, medo, indigna&ccedil;&atilde;o, perda e receio. Os participantes justificaram as rea&ccedil;&otilde;es emocionais vivenciadas pela experi&ecirc;ncia profissional, que gera impot&ecirc;ncia, quando o tempo de experi&ecirc;ncia &eacute; curto, e ansiedade mesmo quando o profissional apresenta mais experi&ecirc;ncia no trabalho com o comportamento suicida.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">     <blockquote>     <p>Um dos sentimentos &eacute; a impot&ecirc;ncia. Pra mim, que tenho dois anos de forma&ccedil;&atilde;o, tenho pouca trajet&oacute;ria de atendimento, parece que &eacute; mais intenso esse sentimento. (E1, 26 anos, psic&oacute;loga)</p>     <p> O sentimento &eacute; de perda, &#91;...&#93; que tu n&atilde;o conseguiste fazer. Quando acontece o suic&iacute;dio, realmente a ansiedade aumenta, embora tu tenhas pr&aacute;tica de trabalhar. (E2, 53 anos, enfermeira)</p>     <p> Meus pacientes que se suicidaram s&atilde;o jovens. Tive um paciente que era um rapaz muito inteligente. Estava na universidade, tinha a capacidade de ter uma vida produtiva. A gente fica triste, se mobiliza e tenta refletir. (E3, 30 anos, m&eacute;dico)</p>     <p> Medo, ang&uacute;stia, ansiedade, certo sentimento de impot&ecirc;ncia frente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o. (E9, 39 anos, enfermeiro).</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Emo&ccedil;&otilde;es como frustra&ccedil;&atilde;o, fragilidade e impot&ecirc;ncia j&aacute; foram descritos na literatura como presentes nos profissionais na situa&ccedil;&atilde;o de comportamento suicida (Brocker, 2007; Gutierrez, 2014; Machin, 2009). O comportamento suicida mobiliza ang&uacute;stias e reflex&otilde;es em toda a equipe (Cataldo Neto et al., 2003). Outras rea&ccedil;&otilde;es como agressividade, preconceito, desprezo, raiva, incompreens&atilde;o, distanciamento, ansiedade por erro de conduta e temor das consequ&ecirc;ncias tamb&eacute;m s&atilde;o frequentes nos discursos dos profissionais (Brocker, 2007; Vidal &amp; Gontijo, 2013), embora n&atilde;o tenham sido mencionadas pelos participantes desta pesquisa. Esses comportamentos e emo&ccedil;&otilde;es podem n&atilde;o ter sido referidos pelos profissionais por serem considerados conden&aacute;veis em profissionais de sa&uacute;de e pelo medo de serem julgados por seus pares se descreverem que os experimentam. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Parte do desconforto emocional pode decorrer da interpreta&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de sobre a situa&ccedil;&atilde;o. A idea&ccedil;&atilde;o e a tentativa de suic&iacute;dio dos pacientes v&atilde;o de encontro &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais, assim como a finalidade de sua pr&aacute;tica, uma vez que foram preparados para lidar com a recupera&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de (Machin, 2009). As interven&ccedil;&otilde;es podem se tornar demasiadamente dif&iacute;ceis e pouco gratificantes diante das constantes reincid&ecirc;ncias do comportamento suicida e &agrave; incerteza quanto ao bem-estar do paciente ao voltar para casa (Meleiro, Botega, &amp; Prates, 2004). Assim, n&atilde;o &eacute; raro que os profissionais dediquem seus esfor&ccedil;os aos pacientes que desejam viver e n&atilde;o &agrave;queles que podem usar o suic&iacute;dio para "agredir o mundo" (Machin, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> A experi&ecirc;ncia do desconforto emocional tamb&eacute;m pode derivar da dificuldade de compreender o comportamento suicida (Loureiro, 2006) ou, ainda, de despreparo t&eacute;cnico (Botega et al., 2005). A falta de compreens&atilde;o e de conhecimento pode gerar diversas consequ&ecirc;ncias para a presta&ccedil;&atilde;o do cuidado, como neglig&ecirc;ncia, agressividade ou distanciamento. O distanciamento, por exemplo, expresso por meio de uma forma mec&acirc;nica de lidar com o paciente, pode ser uma tentativa de se defender do desconforto emocional vivenciado pela equipe (Meleiro et al., 2004).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Alguns participantes deste estudo j&aacute; se questionaram, em algum momento, se deveriam interferir na decis&atilde;o do paciente em rela&ccedil;&atilde;o a sua vida. A inseguran&ccedil;a sobre o papel do profissional e o limite at&eacute; onde pode impedir o paciente de cometer suic&iacute;dio parece causar ansiedade nos entrevistados e refletir as fragilidades da forma&ccedil;&atilde;o profissional diante do comportamento suicida.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">     <blockquote>     <p> Enquanto profissional da sa&uacute;de, de pensar e fazer o m&aacute;ximo poss&iacute;vel pra que aquela pessoa repense sobre esse pensamento suicida. Mas ser&aacute; que eu n&atilde;o estou interferindo demais? (E1, 26 anos, psic&oacute;loga)</p>     <p> Como pessoa e como profissional da sa&uacute;de, quem disse que eu tenho que fazer escolhas pelo paciente? A gente como profissional de sa&uacute;de tem sim a obriga&ccedil;&atilde;o de informar as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias, mas isso &eacute; uma escolha da pessoa de viver ou n&atilde;o. &#91;...&#93; &Eacute; um assunto que te deixa muito impotente. (E7, 24 anos, enfermeira) </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A d&uacute;vida sobre como atuar perante desejos de autodestrui&ccedil;&atilde;o do paciente suicida &eacute; algo recorrente entre os profissionais. Ao mesmo tempo em que devem respeitar o desejo da pessoa e sua ambival&ecirc;ncia entre vida e morte, os profissionais tamb&eacute;m devem realizar procedimentos que impe&ccedil;am um ato autodestrutivo do paciente que est&aacute; em sofrimento ps&iacute;quico ao final de um atendimento, como a interna&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria (Bertolote, Mello-Santos, &amp; Botega, 2010). Dessa forma, o profissional deve tentar compreender os motivos e desejos de morte do paciente, embora sua atitude t&eacute;cnica deva ser de prevenir qualquer a&ccedil;&atilde;o autoagressiva deste. H&aacute; evid&ecirc;ncias de que as principais dificuldades dos t&eacute;cnicos de sa&uacute;de em lidar com o suic&iacute;dio decorrem da falta de capacita&ccedil;&atilde;o ou treinamento para lidar com o fen&ocirc;meno e do desconforto emocional que essa situa&ccedil;&atilde;o suscita (Gutierrez, 2014; Kohlraush, Lima, Abreu, &amp; Soares, 2008).</font> </p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O contato com o paciente suicida tamb&eacute;m suscitou outras rea&ccedil;&otilde;es nos profissionais, como tranquilidade, valoriza&ccedil;&atilde;o da vida e responsabilidade. Observou-se que a experi&ecirc;ncia com comportamentos suicidas pode contribuir para vivenciar essas situa&ccedil;&otilde;es de forma menos ansiog&ecirc;nica, al&eacute;m de possibilitar refletir sobre suas pr&oacute;prias quest&otilde;es relacionadas &agrave; morte.</font></p> <font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">     <blockquote>     <p>No in&iacute;cio, eu tinha certo receio de trabalhar com eles. &#91;...&#93; Eu tinha inseguran&ccedil;a, mas a&iacute; com o passar do tempo fui me sentindo mais tranquila. (E8, 36 anos, educadora f&iacute;sica).</p>     <p> A minha experi&ecirc;ncia foi muito tranquila. Porque eu acho que o que &eacute; mais importante &eacute; tu ter dado assist&ecirc;ncia pro paciente. Quando acontece o suic&iacute;dio, &eacute; um fato do contexto cl&iacute;nico. E infelizmente alguns dos nossos pacientes v&atilde;o se suicidar, faz parte da profiss&atilde;o. &#91;...&#93; &Eacute; bastante frustrante... mas tem um lado que te deixa mais preparado. (E3, 30 anos, m&eacute;dico).</p>     <p> "Eu tinha muito medo, por n&atilde;o conhecer como era o funcionamento, mas hoje consigo trabalhar melhor. &#91;...&#93; E a quest&atilde;o do suic&iacute;dio, principalmente de come&ccedil;ar a refletir sobre como eu lido com essa quest&atilde;o da morte" (E4, 23 anos, psic&oacute;loga). </p> </blockquote> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A vida est&aacute; repleta de dificuldades, como as situa&ccedil;&otilde;es de morte, solid&atilde;o e t&eacute;dio. Contudo, refletir sobre esses temas ou situa&ccedil;&otilde;es, ao mesmo tempo em que pode gerar ang&uacute;stia, leva &agrave; compreens&atilde;o da pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o humana (Angerami-Camon, 2000). Por mais complicado que seja se confrontar com essas situa&ccedil;&otilde;es, esse &eacute; um processo salutar, que oferece a possibilidade de dar outros sentidos &agrave;s pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Verificou-se que o desconforto emocional foi relatado com maior frequ&ecirc;ncia pelos participantes deste estudo. Contudo, a experi&ecirc;ncia com o comportamento suicida foi eliciadora de outras emo&ccedil;&otilde;es, que poderiam ser vistos at&eacute; como ben&eacute;ficos &agrave; pr&aacute;tica profissional, pois preparam para lidar com casos semelhantes no futuro. Parece que o entendimento de que comportamentos suicidas fazem parte da profiss&atilde;o e o conhecimento sobre como manejar pacientes em risco tamb&eacute;m podem contribuir para uma postura mais tranquila por parte da equipe.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Esta pesquisa trouxe informa&ccedil;&otilde;es que permitem uma maior compreens&atilde;o do fen&ocirc;meno do suic&iacute;dio e seu impacto em profissionais que comp&otilde;em a equipe de sa&uacute;de mental de um hospital universit&aacute;rio a partir da percep&ccedil;&atilde;o destes. Alguns comportamentos dos profissionais referentes &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o perante o paciente suicida e sua fam&iacute;lia s&atilde;o similares aos previstos nos manuais produzidos pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de e pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Contudo, demonstrar condutas em parte consonantes com aquilo que &eacute; previsto nos manuais n&atilde;o assegura que os profissionais estejam preparados para lidar com a complexidade do comportamento suicida. Os participantes perceberam um d&eacute;ficit na pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao tema do suic&iacute;dio, que se torna ainda mais evidente quando os profissionais relatam os conhecimentos adquiridos na gradua&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o foi constatado treinamento institucional (hospitalar e/ou acad&ecirc;mico) para manejo do comportamento suicida, nem a utiliza&ccedil;&atilde;o de manuais espec&iacute;ficos de avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o diante do comportamento suicida que poderiam fornecer orienta&ccedil;&otilde;es e procedimentos aos profissionais. Nesse sentido, a principal contribui&ccedil;&atilde;o deste estudo &eacute; pensar que o d&eacute;ficit na forma&ccedil;&atilde;o para lidar com o tema do suic&iacute;dio pode contribuir para a viv&ecirc;ncia do desconforto emocional relatado pelos participantes do estudo. O fazer e o sentir est&atilde;o intimamente relacionados com as condutas cl&iacute;nicas, assim o desconforto emocional diante do comportamento suicida, muitas vezes, pode advir da inseguran&ccedil;a pessoal e da falta de conhecimentos t&eacute;cnicos para lidar com a quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">A partir disso, permanecem alguns questionamentos sobre o fen&ocirc;meno do suic&iacute;dio, os procedimentos de manejo e a rela&ccedil;&atilde;o com as institui&ccedil;&otilde;es formadoras. Se o comportamento suicida &eacute; considerado um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, como pode a forma&ccedil;&atilde;o do ensino superior estar t&atilde;o deficit&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o a essa tem&aacute;tica? Se os atos suicidas s&atilde;o uma realidade presente no cen&aacute;rio hospitalar, como o profissional pode atuar com efici&ecirc;ncia se lhe falta um treinamento oficial? Nesse sentido, a implanta&ccedil;&atilde;o de um treinamento formal pode ser de grande valia para a popula&ccedil;&atilde;o pesquisada. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Este estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es que devem ser mencionadas. Esta pesquisa se trata de um estudo qualitativo com car&aacute;ter explorat&oacute;rio-descritivo cujo trabalho foi realizado com uma amostra local formada por um n&uacute;mero reduzido de participantes. Assim, as informa&ccedil;&otilde;es discutidas dizem respeito &agrave;s particularidades da forma&ccedil;&atilde;o recebida por essas pessoas, das condutas adotadas em determinado hospital universit&aacute;rio e das rea&ccedil;&otilde;es emocionais dos participantes. Pesquisas com equipes de sa&uacute;de multiprofissional de outras regi&otilde;es do pa&iacute;s podem ser relevantes para identificar se o conhecimento deficit&aacute;rio para lidar com comportamentos suicidas &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o de algumas forma&ccedil;&otilde;es ou, ainda, se &eacute; um problema regional ou nacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Angerami-Camon, V. A. (2000). Paradoxo, ang&uacute;stia e psicoterapia. In V. A. Angerami-Camon <i>et al</i>. (Org.). <i>Ang&uacute;stia e psicoterapia </i>(pp. 13-60). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778916&pid=S1983-8220201600010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Bardin, L. (1977). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778918&pid=S1983-8220201600010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Bertolote, J. M., Mello-Santos, C., &amp; Botega, N. J. (2010). Detec&ccedil;&atilde;o do risco de suic&iacute;dio nos servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia psiqui&aacute;trica. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria, 32</i>,87-95. Recuperado de <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S151644462010000600005" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S151644462010000600005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778920&pid=S1983-8220201600010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Biernacki, P., &amp; Waldorf, D. (1981). Snowball Sampling: problems and techniques of chain referral sampling. <i>Sociological Methods &amp; Research, 10</i>(2),141-163. Recuperado de doi: 10.1177/004912418101000205</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778921&pid=S1983-8220201600010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Botega, N. J. (2014). Comportamento suicida: epidemiologia. <i>Psicologia USP, 25</i>(3),231-236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778922&pid=S1983-8220201600010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Botega, N. J., Rapeli, C. B., &amp; Freitas, G. V. S. D. (2004). Perspectiva psiqui&aacute;trica. In B. G. Werlang, &amp; N. J. Botega. (Orgs.). <i>Comportamento suicida </i>(pp. 107-121). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778924&pid=S1983-8220201600010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Botega, N. J., Reginato, D. G., Silva, S. V., Cais, C. F. S., Rapeli, C. B., Mauro, M. L. F., &amp; Stefanello, S. (2005). Nursing personnel attitudes towards suicide: the development of a measure scale. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria, 27</i>(4),315-318. Recuperado de <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462005000400011" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462005000400011</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778926&pid=S1983-8220201600010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Brasil (2006). <i>Preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio: manual  dirigido a profissionais das equipes de sa&uacute;de mental. </i> Recuperado de <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_prevencao_suicidio_saude_mental.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_prevencao_suicidio_saude_mental.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778927&pid=S1983-8220201600010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Brasil (2009). <i>Redes de produ&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. </i>Recuperado de <a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/redes_producao_saude.pdf" target="_blank">http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/redes_producao_saude.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778928&pid=S1983-8220201600010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Brocker, E. A. (2007). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de atitudes de  profissionais de enfermagem frente ao suic&iacute;dio em um  hospital universit&aacute;rio</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778929&pid=S1983-8220201600010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Carmona-Navarro, M. C., &amp; Pichardo-Mart&iacute;nez, M. C. (2012). Atitudes do profissional de enfermagem em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento suicida: influ&ecirc;ncia da intelig&ecirc;ncia emocional. <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 20</i>(6),1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778931&pid=S1983-8220201600010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Cataldo Neto, A., Gauer, G. J. C., Morelli, L. B., &amp; Menezes, F. (2003). Manejo do paciente suicida. In A. Cataldo Neto, G. J. C. Gauer, &amp; N. R. Furtado. (Orgs.). <i>Psiquiatria para estudantes de medicina </i>(pp. 674-677). Porto Alegre: Edipucrs.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778933&pid=S1983-8220201600010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Ceccim, R. B. (2005). Educa&ccedil;&atilde;o Permanente em Sa&uacute;de: descentraliza&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de capacidade pedag&oacute;gica na sa&uacute;de. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 10</i>(4),975-986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778935&pid=S1983-8220201600010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Conte, M., Meneghel, S. N., Trindade, A. G., Ceccon, R. F., Hesler, L. Z., Cruz, C. W., &amp; Jesus, I. (2012). Programa de Preven&ccedil;&atilde;o ao Suic&iacute;dio: estudo de caso em um munic&iacute;pio do sul do Brasil. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, 17</i>(8),2017-2026.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778937&pid=S1983-8220201600010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Correia, C. M., Gomes, N. P., Couto, T. M., Rodrigues, A. D., Erdmann, A. L., &amp; Diniz, N. M. F. (2014). Representa&ccedil;&otilde;es sobre o suic&iacute;dio para mulheres com hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e tentativa do mesmo. <i>Texto &amp; Contexto Enfermagem, 23</i>(1),118-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778939&pid=S1983-8220201600010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Diehl, A. (2011). Suic&iacute;dio e depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica. In A. Diehl <i>et al</i>., <i>Depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica: preven&ccedil;&atilde;o, tratamento e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas </i>(pp. 444-452). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778941&pid=S1983-8220201600010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Figueiredo, M. D., &amp; Campos, G. W. S. (2014). O apoio Paideia como metodologia para processos de forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. <i>Interface (Botucatu), Supl 1</i>, 931-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778943&pid=S1983-8220201600010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Freitas, A. P. A., &amp; Borges, L. M. (2014). "O que eu penso daquilo que ele fez?" Os profissionais de Sa&uacute;de frente ao atendimento a tentativa de suic&iacute;dio no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. <i>Cadernos Brasileiros de Sa&uacute;de Mental/Brazilian Journal of Mental Health, 6</i>(13),150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778945&pid=S1983-8220201600010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Gulfi, A., Dransart, D. A. C., Heeb, J. L., &amp; Gutjahr, E. (2010). The impact of patient suicide on the professional reactions and practices of mental health caregivers and social workers. <i>Crisis: The Journal of Crisis Intervention and Suicide Prevention, 31</i>(4),202-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778947&pid=S1983-8220201600010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Gutierrez, B. A. O. (2014). Assist&ecirc;ncia hospitalar na tentativa de suic&iacute;dio. <i>Psicologia USP, 25</i>(3),262-269.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778949&pid=S1983-8220201600010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Heck, R. M., Kantorski, L. P., Borges, A. M., Lopes, C. V., Santos, M. C., &amp; Pinho, L. B. (2012). A&ccedil;&atilde;o dos profissionais de um Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial diante de usu&aacute;rios com tentativa e risco de suic&iacute;dio. <i>Texto Contexto Enfermagem, 21</i>(1),26-33. Recuperado de <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072012000100003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072012000100003</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778951&pid=S1983-8220201600010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Kohlrausch, E., Lima, M. A. D. S., Abreu, P., &amp; Soares, J. S. F. (2008). Atendimento ao comportamento suicida: concep&ccedil;&otilde;es de enfermeiras de unidades de sa&uacute;de. <i>Ci&ecirc;ncia, Cuidado e Sa&uacute;de, 7</i>(4),468-475. Recuperado de <a href="http://dx.doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v7i4.6628" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v7i4.6628</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778952&pid=S1983-8220201600010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Loureiro, R. M. (2006). Um poss&iacute;vel olhar do comportamento suicida pelos profissionais da sa&uacute;de. <i>Scientia M&eacute;dica</i>, 16(2),64-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4778953&pid=S1983-8220201600010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"> Machin, R. (2009). Nem doente, nem v&iacute;tima: o atendimento &agrave;s "les&otilde;es autoprovocadas" nas emerg&ecirc;ncias. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva, 14</i>(5),1741-1750. 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