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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The partial, temporary, precarious, sub-contracted jobs characterize the work relationships found in tourist cities. With the objective of characterizing some aspects of the workers' condition, life, health and work and characterizing their behavior in their work places, the research studied 20 retail store salespeople from a shopping mail in a tourist city during the low season. From these 20 people, 8 were observed directly in the same place during the same period of time. It was noticed that most of them were women, with an average of 26 years old., with a participation of more than in the family income, low level salary, they had little stability, they felt satisfied with their work; they had good health conditions. The information obtained on the salespeolple's behavior in their work places, when there's clients'absence, revealed that the categories that presented more occurrences were the ones about amusement (46%), of waiting (44%) and of locomotion (43%); the behavior related to arrange the store had less occurrences (15%). When it comes to the salespeople's behavior in relation to the costumers, the categories that appeared most were the ready service (28%) and during the service to the costumer, the ones that appeared most were the selling (19%) and the interaction with the costumer (11%). It comes to the conclusion that those employees seem to have good life conditions and health. However, in their jobs they have low salary level and little stability in their jobs. The information of the worker's behavior ín their local work indicate that they don't have to replace activities for sales in the low season.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, vida e sa&uacute;de de trabalhadores de com&eacute;rcio em <i>shopping center</i></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Working conditions, everyday life and health of shopping center's workers</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria Marcela Fern&aacute;ndez de Claro<sup>I</sup>;  S&iacute;lvio Paulo Botom&eacute;<sup>II</sup>;  Olga Mitsue Kubo<sup>III </sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestranda do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina    (<a href="mailto:marcela@cfh.ufsc.br">marcela@cfh.ufsc.br</a>)    <br> <sup>II</sup>Doutor em Psicologia, Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa    Catarina (<a href="mailto:botome@cfh.ufsc.hr">botome@cfh.ufsc.hr</a>)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Doutora em Psicologia, Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa    Catarina (<a href="mailto:ok@cfh.ufsc.br">ok@cfh.ufsc.br</a>)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A "subproletariza&ccedil;&atilde;o" - trabalhos parciais, tempor&aacute;rios, prec&aacute;rios e sub-contratados - caracteriza as rela&ccedil;&otilde;es de trabalho encontradas principalmente em cidades tur&iacute;sticas. Com o objetivo de caracterizar alguns aspectos das condi&ccedil;&otilde;es de vida, trabalho e sa&uacute;de de trabalhadores do com&eacute;rcio varejista e de comportamentos apresentados em local de trabalho, foram entrevistados 20 vendedores de lojas em um <i>shopping center</i> e realizadas observa&ccedil;&otilde;es direta de oito vendedores de lojas no mesmo local, durante o per&iacute;odo de baixa esta&ccedil;&atilde;o. Percebeu-se que o predom&iacute;nio &eacute; de mulheres, com m&eacute;dia de idade de 26 anos, com participa&ccedil;&atilde;o na renda familiar de mais de 50%, baixo n&iacute;vel salarial e com pouco tempo de servi&ccedil;o no local. A maioria desses vendedores sentem-se satisfeitos com seu trabalho, e dizem ter boas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, Os dados obtidos por meio da observa&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de vendedores em seus locais de trabalho permitiu revelar que, entre os comportamentos quando da aus&ecirc;ncia de clientes, as categorias que apresentaram mais ocorr&ecirc;ncias foram as de distra&ccedil;&atilde;o (46%), de espera (44%) e de locomo&ccedil;&atilde;o (43%); o comportamento relacionado a arrumar a loja teve menos ocorr&ecirc;ncias (15%). Dentre os comportamentos do vendedor em rela&ccedil;&atilde;o ao cliente, as categorias que mais aparecem foram as de pronto atendimento (28%) e, durante o atendimento ao cliente, as que mais ocorreram foram aquelas caracteristicamente de vender (19%) e de intera&ccedil;&atilde;o com o cliente (11%). Os dados permitem concluir que esses funcion&aacute;rios parecem possuir boas condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de, entretanto, no trabalho t&ecirc;m baixo n&iacute;vel salarial e pouco tempo de servi&ccedil;o no emprego. A partir dos dados obtidos na observa&ccedil;&atilde;o direta, foi poss&iacute;vel concluir que a atividade primordial para a qual s&atilde;o contratados &eacute; a venda, e que n&atilde;o parece haver atividades substitutivas para eles em per&iacute;odos de pouco movimento de clientes e durante a baixa esta&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>  condi&ccedil;&otilde;es de trabalho de trabalhadores de com&eacute;rcio; condi&ccedil;&otilde;es de vida de trabalhares de com&eacute;rcio; condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de trabalhadores de com&eacute;rcio </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The partial, temporary, precarious, sub-contracted jobs characterize the work relationships found in tourist cities. With the objective of characterizing some aspects of the workers' condition, life, health and work and characterizing their behavior in their work places, the research studied 20 retail store salespeople from a shopping mail in a tourist city during the low season. From these 20 people, 8 were observed directly in the same place during the same period of time. It was noticed that most of them were women, with an average of 26 years old., with a participation of more than in the family income, low level salary, they had little stability, they felt satisfied with their work; they had good health conditions. The information obtained on the salespeolple's behavior in their work places, when there's clients'absence, revealed that the categories that presented more occurrences were the ones about amusement (46%), of waiting (44%) and of locomotion (43%); the behavior related to arrange the store had less occurrences (15%). When it comes to the salespeople's behavior in relation to the costumers, the categories that appeared most were the ready service (28%) and during the service to the costumer, the ones that appeared most were the selling (19%) and the interaction with the costumer (11%). It comes to the conclusion that those employees seem to have good life conditions and health. However, in their jobs they have low salary level and little stability in their jobs. The information of the worker's behavior &iacute;n their local work indicate that they don't have to replace activities for sales in the low season. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b>  salespeople's work conditions; salespeople's life conditions; salespeople's health conditions. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudan&ccedil;as ocorridas nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, impulsionadas pelo fen&ocirc;meno da globaliza&ccedil;&atilde;o, foram tantas e t&atilde;o r&aacute;pidas que esse per&iacute;odo v&ecirc;m sendo chamado por alguns autores, como Matosso (1995), de terceira revolu&ccedil;&atilde;o industrial. O aumento do desemprego, as perdas de garantias sociais e o aumento dos n&iacute;veis de trabalhos informais e tempor&aacute;rios s&atilde;o algumas das caracter&iacute;sticas mais marcantes dessa &eacute;poca, trazendo como conseq&uuml;&ecirc;ncia o aumento da incerteza e a da imprevisibilidade na vida dos trabalhadores. O fazer humano, na forma de trabalho, tem sido objeto de interesse e de estudo de muitas disciplinas. No mundo globalizado, faz-se cada vez mais necess&aacute;ria a integra&ccedil;&atilde;o das diferentes contribui&ccedil;&otilde;es dessas disciplinas para compreender o fen&ocirc;meno do trabalho humano. Economia, sociologia, psicologia e medicina s&atilde;o algumas das disciplinas que t&ecirc;m contribu&iacute;do para um melhor entendimento das rela&ccedil;&otilde;es do trabalho e da sa&uacute;de dos trabalhadores de maneira geral. No interesse de contribuir para as investiga&ccedil;&otilde;es nessa &aacute;rea, &eacute; inequ&iacute;voca a import&acirc;ncia de produzir conhecimento sobre o que acontece com a vida, o trabalho e a sa&uacute;de dos trabalhadores de com&eacute;rcio varejista, na baixa esta&ccedil;&atilde;o, em uma cidade tur&iacute;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho pode ser entendido como mediador importante entre as inst&acirc;ncias sociais e individuais, afetando, por meio de seus processos, as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos. Nesse sentido, Seligmann-Silva (1997) indica que o trabalho pode ser fonte de fortalecimento ou de desgaste da sa&uacute;de. Ao analisar as rela&ccedil;&otilde;es entre as diferentes vari&aacute;veis que determinam as condi&ccedil;&otilde;es de vida e trabalho de uma parte espec&iacute;fica da popula&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel entender melhor de que forma a sa&uacute;de pode ser afetada pelos diferentes arranjos das condi&ccedil;&otilde;es que configuram a baixa esta&ccedil;&atilde;o em uma cidade tur&iacute;stica. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. O turismo e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o trabalho</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O turismo &eacute; uma das alternativas para enfrentar o desemprego estrutural, aquele que se origina de uma inadequa&ccedil;&atilde;o da estrutura da economia e que opera sem a utiliza&ccedil;&atilde;o plena da for&ccedil;a de trabalho existente. Esse tipo de desemprego vem acompanhado, como indica Matosso (1998), de um conjunto de inseguran&ccedil;as causadas pela perda do emprego industrial, de empregos est&aacute;veis e permanentes, levando a uma precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho e das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas nesse contexto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No panorama de incertezas do emprego, cidades ou mesmo pa&iacute;ses com potencial tur&iacute;stico t&ecirc;m encontrado na atividade do turismo uma das possibilidades vi&aacute;veis para diminuir os altos &iacute;ndices de desocupa&ccedil;&atilde;o provocados pelo desemprego estrutural. O turismo vem sendo considerado como setar de import&acirc;ncia estrat&eacute;gica para o desenvolvimento em alguns pa&iacute;ses, como indicam Hasin, Galiza & Medeiros (2002); a sua import&acirc;ncia no tocante &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de riquezas &eacute; menor apenas do que a da ind&uacute;stria de armamentos e do petr&oacute;leo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia do turismo para o desenvolvimento do sistema econ&ocirc;mico de uma cidade ou pa&iacute;s pode ser confirmada pela capacidade em gerar um alto crescimento do setor terci&aacute;rio e de servi&ccedil;os, no qual o com&eacute;rcio tem sido um dos maiores benefici&aacute;rios. Hazin <i>et alii</i>(2002) indicam que em Porto de Galinhas, distrito de Ipojuca (Pernambuco), a partir de 1996, a comunidade que tinha como atividade principal a produ&ccedil;&atilde;o de cana de a&ccedil;&uacute;car e que empregava duas mil pessoas em sistema tempor&aacute;rio, passou a absorver quatro mil trabalhadores permanentemente para atender &agrave;s redes hoteleira, de restaurantes e do com&eacute;rcio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Junto com o aumento da oferta de emprego, podem aparecer tamb&eacute;m as caracter&iacute;sticas de subproletariza&ccedil;&atilde;o indicadas por Antunes (1997): diferentes tipos de rela&ccedil;&atilde;o de explora&ccedil;&atilde;o, desigualdade de direitos, falta de garantias laborais e de benef&iacute;cios sociais - sobretudo quando a oferta est&aacute; associada ao movimento sazonal do turismo, ou seja, quando existem per&iacute;odos de alta e baixa esta&ccedil;&atilde;o, como nos casos das cidades litor&acirc;neas, onde os n&iacute;veis de inseguran&ccedil;a e imprevisibilidade se apresentam de forma concreta. Como aponta Moura (1998), no passado a ansiedade era uma resposta apresentada frente &agrave; amea&ccedil;a de perigo f&iacute;sico devido &agrave; amea&ccedil;a de ataque de animais selvagens, ou ainda dos fen&ocirc;menos da natureza que punham em perigo a sobreviv&ecirc;ncia dos seres vivos. Hoje em dia, as amea&ccedil;as s&atilde;o de origem distinta, e afetam tanto mulheres quanto homens: o desemprego, a ruptura familiar, inseguran&ccedil;a financeira, falta de alternativa, pouca perspectiva de crescimento, entre outros. Diante dessas caracter&iacute;sticas, os indiv&iacute;duos sentem-se limitados para encontrar solu&ccedil;&otilde;es. Moura (1998) afirma que, em estudos realizados na Universidade de Harvard, alcoolismo, isolamento emocional, trabalho em excesso, viol&ecirc;ncia e problemas cardiovasculares s&atilde;o alguns dos sintomas apresentados pela popula&ccedil;&atilde;o masculina em resposta &agrave; ansiedade relacionada com a inseguran&ccedil;a s&oacute;cio-econ&ocirc;mica. As mulheres, por sua vez, diante desse mesmo tipo de inseguran&ccedil;a manifestam baixa auto-estima, depend&ecirc;ncia emocional, desconfian&ccedil;a e conflitos destrutivos, entre outros sintomas f&iacute;sicos - como dores de cabe&ccedil;a, tens&atilde;o pr&eacute;-menstrual etc. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No com&eacute;rcio predominam tarefas de natureza simples, em que o grau de qualifica&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores muitas vezes supera as exig&ecirc;ncias da tarefa (Almeida, 1997). Isso, a princ&iacute;pio, pode dar a impress&atilde;o de que o com&eacute;rcio n&atilde;o oferece risco para a sa&uacute;de dos seus trabalhadores, sobretudo se comparado com outras ocupa&ccedil;&otilde;es. Entretanto, a disparidade entre a capacita&ccedil;&atilde;o individual e o n&iacute;vel de complexidade da tarefa, por exemplo, pode resultar para o trabalhador, segundo Seligmann-Silva (1994), em frustra&ccedil;&otilde;es que diminuem as perspectivas quanto ao futuro: quando o trabalhador n&atilde;o se reconhece no seu trabalho, surgem frustra&ccedil;&otilde;es e sentimentos de autodesvaloriza&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas cidades tur&iacute;sticas onde o com&eacute;rcio sofre com os efeitos negativos da sazonalidade, os trabalhadores ficam, tamb&eacute;m, expostos a um movimento que interrompe o ritmo de trabalho, a regularidade dos ganhos, as possibilidades de emprego e, conseq&uuml;entemente, os modos de vida dos trabalhadores. Ora os trabalhadores est&atilde;o sujeitos a longas jornadas de trabalho, estresse no atendimento aos clientes e pouco tempo com a fam&iacute;lia, de forma a obter uma melhoria dos ganhos, ora o trabalho e a renda diminuem, aumenta o tempo livre dentro e fora do trabalho, e bem assim a possibilidade de desemprego. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seligmann-Silva (1986) lembra que foram realizadas pesquisas com o objetivo de identificar de que modo os determinantes econ&ocirc;micos, tanto em fases de crescimento como em &eacute;pocas de recess&atilde;o, afetavam a sa&uacute;de humana. Essas permitiram concluir que os efeitos da recess&atilde;o afetavam tanto os que trabalham quanto os que perdem o emprego, particularmente quando h&aacute; uma eleva&ccedil;&atilde;o das taxas de desemprego. As afec&ccedil;&otilde;es relacionadas com, e influenciadas pela tens&atilde;o, h&aacute;bitos de vida, alimenta&ccedil;&atilde;o e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho foram as que mais apareceram. As pesquisas revelaram, tamb&eacute;m, que muitos efeitos da recess&atilde;o s&atilde;o sentidos na sequ&ecirc;ncia de per&iacute;odos que variam de um a tr&ecirc;s anos, a partir dos quais aumentam os &iacute;ndices de mortalidade infantil e de mortalidade por doen&ccedil;as cardiovasculares vinculadas ao desemprego. Outro dado elucidativo da gravidade desse fen&ocirc;meno refere-se ao aumento das taxas de suic&iacute;dio e homic&iacute;dio durante o primeiro ano de recess&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro estudo apoiado em pesquisas experimentais &eacute; citado por Seligmann-Silva (1986) por sua import&acirc;ncia em dar &ecirc;nfase &agrave; necessidade de estudar, al&eacute;m dos fatores econ&ocirc;micos, os fatores sociais que atuam na etiologia das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas. As pesquisas experimentais citadas permitiram concluir que as viv&ecirc;ncias prolongadas de tens&atilde;o de origem social influenciam negativamente o sistema psiconeuroend&oacute;crino. A diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade imunol&oacute;gica do organismo reafirma as evid&ecirc;ncias da rela&ccedil;&atilde;o de determina&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o a qual trabalhadores s&atilde;o submetidos, na origem do c&acirc;ncer e das doen&ccedil;as cardiovasculares, ainda que os efeitos das crises n&atilde;o necessariamente se manifestem de imediato. &Eacute; o caso do estresse e da fadiga, que enfraquecem o organismo aos poucos. Quando essa condi&ccedil;&atilde;o &eacute; aliada &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a carcin&oacute;genos, a probabilidade de resultar em c&acirc;ncer ap&oacute;s quinze a vinte anos &eacute; alta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia do turismo como gerador de emprego &eacute; uma realidade. Entretanto, o turismo apresenta caracter&iacute;sticas muitas vezes perversas e injustas que se mostram, por exemplo, por meio dos trabalhos tempor&aacute;rios ou das desigualdades de direitos. A incerteza e a imprevisibilidade, resultado dessas caracter&iacute;sticas, s&atilde;o agravadas ainda mais pela sazonalidade do turismo. Tudo isso pode ter repercuss&otilde;es na sa&uacute;de dos trabalhadores, considerando os efeitos da ansiedade prolongada a que os indiv&iacute;duos est&atilde;o sujeitos em per&iacute;odos de recess&atilde;o. Assim, os determinantes econ&ocirc;micos e sociais, entre outros, s&atilde;o considerados por pesquisadores como agentes de perturba&ccedil;&otilde;es da sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos, Por isso, a necessidade de se examinar as diferentes vari&aacute;veis que se configuram a partir do trabalho das pessoas se faz cada vez mais urgente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. Sa&uacute;de - um fen&ocirc;meno multideterminado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para compreender o que &eacute; a sa&uacute;de dos trabalhadores, &eacute; preciso examinar cuidadosamente o significado do conceito de sa&uacute;de. Uma das concep&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de, talvez a mais comum delas, apresenta a sa&uacute;de como fen&ocirc;meno oposto a outro, denominado "doen&ccedil;a". O fen&ocirc;meno sa&uacute;de-doen&ccedil;a, entendido como a dicotomia de dois polos em oposi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se mostra suficientemente esclarecedor nem adequado para entender muitos dos fen&ocirc;menos que ocorrem com as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos. Essa forma simplista de entender sa&uacute;de e doen&ccedil;a reduzem o fen&ocirc;meno a um estado moment&acirc;neo em que o organismo se encontra, e n&atilde;o o identifica como uma condi&ccedil;&atilde;o que apresenta diferentes graus que podem variar, dependendo dos fatores que se conjugam num determinado momento. No <a href="#qua01">Quadro 1</a> &eacute; poss&iacute;vel observar os diferentes valores que a "condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de um organismo" pode apresentar, variando num gradiente cont&iacute;nuo, onde num extremo se encontram plenas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e, no outro, a morte. </font></p>     <p><a name="qua01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04qua01.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A epidemiologia social permitiu evidenciar a pouca for&ccedil;a explicativa das teorias unicausal e multicausais dos processos sa&uacute;de-doen&ccedil;a. Hoje, como indicam Rebelatto e Botom&eacute; (1999), a explicita&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas vari&aacute;veis que interagem, determinando um fen&ocirc;meno como a sa&uacute;de, se mostra mais eficiente. S&atilde;o muitas as evid&ecirc;ncias mostrando que considerar a ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as apenas por determinantes biol&oacute;gicos, sem considerar as influ&ecirc;ncias dos processos sociais, &eacute; ter um entendimento parcial sobre esses processos. Essa forma parcial de entender a doen&ccedil;a fortalece a vis&atilde;o ideol&oacute;gica que valoriza a explora&ccedil;&atilde;o do trabalho, a competi&ccedil;&atilde;o e a capacidade produtiva, aliviando o compromisso e a responsabilidade das institui&ccedil;&otilde;es que cuidam da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. De acordo com essa concep&ccedil;&atilde;o, a origem do adoecimento &eacute; sempre conseq&uuml;&ecirc;ncia de m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es ou de m&aacute;s forma&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas. Dessa forma, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel responsabilizar as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas oferecidas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o pelos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, institui&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&otilde;es e pela pr&oacute;pria sociedade, caracterizando um processo que pode ser<sub> </sub>chamado de naturaliza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar das importantes contribui&ccedil;&otilde;es trazidas pela epidemiologia social para o entendimento do conceito de sa&uacute;de, essa concep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permite ainda visualizar com a clareza necess&aacute;ria de que forma os determinantes de sa&uacute;de est&atilde;o inter-relacionados. Nesse sentido, Rebelatto e Botom&eacute; (1999) prop&otilde;em que se fale em "rela&ccedil;&otilde;es de determina&ccedil;&atilde;o", ou em "determinismo probabil&iacute;stico", ou seja, que dependendo da forma como se estruturam e arranjam os diferentes fatores, as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de podem variar de melhor a pior ou manter-se constantes. Dessa forma, &eacute; poss&iacute;vel dizer que a sa&uacute;de varia em maior ou menor grau dependendo das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com outras vari&aacute;veis e seus valores, fazendo com que uma condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de seja, como analisa St&eacute;dile (1996), um fen&ocirc;meno din&acirc;mico, com m&uacute;ltiplas possibilidades de combina&ccedil;&atilde;o, o que o torna um processo n&atilde;o somente din&acirc;mico, mas tamb&eacute;m complexo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Kubo e Botom&eacute; (2001), quando o objetivo &eacute; a melhoria da qualidade vida e, conseq&uuml;entemente, da sa&uacute;de das comunidades, os fatores sociais, ambientais e gen&eacute;ticos devem ser considerados. Isto coincide como que diz Rouquayrol (1994): o resultado da sinergiza&ccedil;&atilde;o ou estrutura&ccedil;&atilde;o dos fatores pol&iacute;ticos, econ&ocirc;micos, sociais, culturais, psicol&oacute;gicos, gen&eacute;ticos, biol&oacute;gicos, f&iacute;sicos e qu&iacute;micos &eacute; que pode provocar a doen&ccedil;a, e n&atilde;o simplesmente a soma dos mesmos. Isso significa, portanto, que assim como s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel determinar probabilisticamente e n&atilde;o com precis&atilde;o absoluta o que acontece com os eventos, estados ou ocorr&ecirc;ncias da natureza, assim tamb&eacute;m ocorre em rela&ccedil;&atilde;o ao fen&ocirc;meno sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entender a sa&uacute;de do homem como um fen&ocirc;meno din&acirc;mico e complexo implica investigar, independentemente das circunst&acirc;ncias em que esse se encontre, como as diferentes vari&aacute;veis e seus valores se estruturam e se articulam para configurar a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Per&iacute;odos de recess&atilde;o prolongada, por exemplo, podem gerar inseguran&ccedil;as no mundo do trabalho provocadas pelas perdas das garantias laborais e de benef&iacute;cios sociais. De acordo com resultados de diferentes pesquisas (Hasin e col., 2002; Moura, 1998; Seligmann-Silva, 1986; 1994) condi&ccedil;&otilde;es como essa podem estar diretamente relacionadas ao aumento de ansiedade, estresse, alcoolismo, problemas cardiovasculares, baixa auto-estima, conflitos, desconfian&ccedil;as, etc., nos trabalhadores. Nas cidades tur&iacute;sticas, o per&iacute;odo de baixa esta&ccedil;&atilde;o est&aacute; associado &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica econ&ocirc;mica, o que por sua vez altera os fatores sociais, ambientais. Caracterizar as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, de vida e de sa&uacute;de de trabalhadores do com&eacute;rcio varejista de uma cidade tur&iacute;stica no per&iacute;odo de baixa esta&ccedil;&atilde;o torna-se, dessa forma, relevante para aumentar a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre trabalho e sa&uacute;de. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.1 . Sujeitos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram entrevistados 20 funcion&aacute;rios de com&eacute;rcio varejista que trabalham com atendimento direto ao cliente em lojas que fazem parte de um <i>shopping center.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Do total, 19 eram mulheres e um homem. A m&eacute;dia de idade foi de 26 anos e seis meses, variando em uma faixa de 16 a 61 anos de idade. A maior incid&ecirc;ncia de sujeitos foi na faixa de 21 a 25 anos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao grau de escolaridade dos sujeitos, metade deles possu&iacute;am o 2º grau completo, tr&ecirc;s tinham 2º grau incompleto, quatro tinham 3º grau, sendo dois deles incompletos, e tr&ecirc;s possu&iacute;am, 1º grau completo, sendo um deles incompleto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A grande maioria dos entrevistados era natural de outros estados: Mato Grosso (1), Minas Gerais (1), S&atilde;o Paulo (1), Paran&aacute;    (7), Rio Grande do Sul (2). Do interior de Santa Catarina participaram cinco pessoas e tr&ecirc;s pessoas eram naturais da cidade onde a pesquisa foi realizada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil dos entrevistados, 14 eram solteiros, sendo que seis deles possu&iacute;am filhos e seis eram casados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.2. Situa&ccedil;&atilde;o e ambiente</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As observa&ccedil;&otilde;es diretas e as entrevistas foram feitas nos locais de trabalho, no per&iacute;odo de baixa esta&ccedil;&atilde;o, durante os meses de maio e junho. Esses meses s&atilde;o considerados os meses de menor movimento comercial em uma cidade litor&acirc;nea que tem o turismo como principal fonte de recursos. Os locais onde foram feitas as pesquisas faziam parte das instala&ccedil;&otilde;es concentradas em forma de shopping center. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.3. Equipamento e material</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas observa&ccedil;&otilde;es diretas foram utilizadas folhas de registro e rel&oacute;gio para controlar o tempo total de observa&ccedil;&atilde;o dos comportamentos dos sujeitos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para as entrevistas foi utilizado um roteiro contendo perguntas semi-estruturadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.4. Procedimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.4.1. Escolha dos sujeitos.</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram escolhidos como sujeitos vinte (20) funcion&aacute;rios de com&eacute;rcio varejista que trabalham com atendimento direto ao cliente. Os sujeitos foram selecionados considerando a diversidade de ramos dessa atividade: com&eacute;rcio de confec&ccedil;&otilde;es, perfumaria, papelaria, CDs., cal&ccedil;ados, moda praia, presentes, acess&oacute;rios de couro e artigos de cozinha. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os 10 trabalhadores varejistas cujos comportamentos na loja foram observados diretamente foram escolhidos por estarem na loja no hor&aacute;rio das observa&ccedil;&otilde;es. Cada um dos sujeitos escolhidos pertencia a uma loja; dessa forma, os distintos segmentos comerciais foram representados. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4. Coleta de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4.1 	Observa&ccedil;&atilde;o direta</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A t&eacute;cnica de observa&ccedil;&atilde;o escolhida foi a de registro cont&iacute;nuo cursivo registrando o que ocorria na situa&ccedil;&atilde;o, obedecendo &agrave; seq&uuml;&ecirc;ncia temporal em que os fatos se davam, com o intuito de caracterizar os comportamentos apresentados por um trabalhador dentro da loja, nos per&iacute;odos em que havia e n&atilde;o havia clientes para serem atendidos. O dia escolhido para fazer as observa&ccedil;&otilde;es foram sempre &agrave;s segundas feiras no per&iacute;odo da tarde, o tempo de cada observa&ccedil;&atilde;o teve uma varia&ccedil;&atilde;o de 30 a 40 minutos. Foram feitas 10 observa&ccedil;&otilde;es com todos 20 sujeitos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4.2 Observa&ccedil;&atilde;o indireta</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As entrevistas foram realizadas com posterioridade &agrave;s observa&ccedil;&otilde;es direta, em diferentes dias da semana. Foi utilizado como instrumento, um conjunto de quest&otilde;es estandardizadas que obedeceram a uma ordem invari&aacute;vel &agrave; totalidade dos sujeitos e cuja natureza das quest&otilde;es dizia respeito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o sobre condi&ccedil;&atilde;o de vida (moradia, quantidade de pessoas, etc.), de trabalho (horas de trabalho, folgas, etc.) e sobre condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de (horas de sono di&aacute;rio, tipo de alimentos, etc.). Todos os sujeitos contatados para serem entrevistados aceitaram e se interessaram em responder &agrave;s perguntas; apenas um (01) sujeito solicitou antes, permiss&atilde;o da gerente da loja. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5. 	Elabora&ccedil;&atilde;o das categorias de    comportamentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os diferentes tipos de comportamentos observados foram agrupados em categorias, obedecendo ao crit&eacute;rio de funcionalidade. Dessa forma, cada categoria envolveu um grupo de comportamentos apresentados pelos funcion&aacute;rios de com&eacute;rcio:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5.1. 	Na aus&ecirc;ncia de clientes</b></font></p>     <blockquote>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Distrair-se</b>    <br>     Ler revistas, desenhar, escrever, conversar por telefone. </p>     <p><b>Esperar</b>    <br>     Ficar em p&eacute;, apoiar-se no balc&atilde;o, sentar-se. </p>     <p><b>Locomover-se</b>    <br>     Andar dentro da loja, sair da loja e andar no corredor, andar atr&aacute;s do balc&atilde;o. </p>     <p><b>Relacionar-se consigo mesmo</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     Pentear-se, olhar-se no espelho, experimentar brincos, maquiar-se, apertar espinhas no rosto. </p>     <p><b>Arrumar a loja</b>    <br>     Dobrar mercadorias, retirar mercadorias da prateleira, limpar a loja, arrumar a vitrine, organizar os produtos expostos. </p>     <p><b>Alimentar-se</b>    <br>     Comer atr&aacute;s do balc&atilde;o, beber dentro da loja. </FONT></P></BLOCKQUOTE>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>5.2. Na presen&ccedil;a de clientes</b></font></p>     <blockquote>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atender prontamente</b>    <br>     Ir ao encontro do cliente; levantar-se rapidamente para atender o cliente; cumprimentar, imediatamente, o cliente ao entrar na loja. </p>     <p><b>N&atilde;o atender</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     Ficar sentado enquanto o cliente olha os produtos, continuar com outra atividade sem dar aten&ccedil;&atilde;o ao cliente. </p>     <p><b>Vender</b>    <br>     Mostrar mercadoria; procurar outras mercadorias, ver o pre&ccedil;o dos produtos, cobrar, embrulhar o produto. </p>     <p><b>Interagir com o cliente</b>    <br>     Conversar com o cliente de assuntos n&atilde;o relacionados com a venda, rir junto com o cliente. </FONT></P></BLOCKQUOTE>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>6. Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados obtidos por meio de entrevistas realizadas com 20 funcion&aacute;rios de com&eacute;rcio de um <i>shopping center,</i>e de observa&ccedil;&otilde;es diretas de comportamentos de funcion&aacute;rios desse mesmo local, ser&atilde;o apresentados organizados em conjuntos: 1. caracter&iacute;sticas das condi&ccedil;&otilde;es familiares, de moradia e participa&ccedil;&atilde;o na renda familiar, 2. caracter&iacute;sticas das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, 3. caracter&iacute;sticas das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e 4. tipos e freq&uuml;&ecirc;ncia dos comportamentos apresentados por funcion&aacute;rios no local de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>6.1. Caracter&iacute;sticas das condi&ccedil;&otilde;es familiares, de moradia e participa&ccedil;&atilde;o na renda familiar</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab01">Tabela 1</a>, est&atilde;o apresentados dados sobre a quantidade de pessoas com que os entrevistados moram, a situa&ccedil;&atilde;o de moradia e a quantidade de c&ocirc;modos do im&oacute;vel em que residem. &Eacute; poss&iacute;vel notar que 65% dos entrevistados vivem em fam&iacute;lia com at&eacute; tr&ecirc;s pessoas, e os restantes constituem fam&iacute;lias de quatro a cinco pessoas. 65% dos entrevistados informaram que possu&iacute;am casa pr&oacute;pria. A situa&ccedil;&atilde;o de moradia dos restantes 35% era de residir em casas alugadas. O n&uacute;mero de c&ocirc;modos que constituem as resid&ecirc;ncias varia de um quarto a mais de tr&ecirc;s. 60% dos entrevistados informaram que residem em casas com at&eacute; dois quartos e 30% em casas com tr&ecirc;s quartos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A propor&ccedil;&atilde;o de tempo compartilhado com a fam&iacute;lia e o grau de disposi&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria para realizar tarefas de casa est&atilde;o apresentados na <a href="#tab02">Tabela 2</a>. Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo compartilhado com a fam&iacute;lia, 45% dos entrevistados dedicam de quatro a seis horas, 20% mais de seis horas e 25% entre duas a quatro horas di&aacute;rias. A propor&ccedil;&atilde;o de pessoas que dedicam menos de duas horas di&aacute;rias com a fam&iacute;lia &eacute; de 10% da amostra. A categoria que obteve maior propor&ccedil;&atilde;o de indica&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o sobre a disposi&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios depois de um dia de trabalho foi de "cansada e satisfeita" (80%), e 55% deles relatam ter disposi&ccedil;&atilde;o (grau m&eacute;dio de disposi&ccedil;&atilde;o) para tarefas de casa depois de chegar do trabalho. Propor&ccedil;&atilde;o menor (10%) relata indisposi&ccedil;&atilde;o para tarefas dom&eacute;sticas. </font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab03">Tabela 3</a>, est&atilde;o apresentadas as propor&ccedil;&otilde;es sobre participa&ccedil;&atilde;o dos entrevistados no or&ccedil;amento familiar. 65% disseram ser respons&aacute;veis, ou pela metade da renda total familiar, ou pela totalidade dela, sendo que a renda de 35% desses &eacute; a &uacute;nica fonte de renda familiar. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio dos dados coletados foi poss&iacute;vel verificar que a maioria dos pesquisados possui boas condi&ccedil;&otilde;es de moradia, tanto relativamente &agrave;s acomoda&ccedil;&otilde;es quanto por serem propriet&aacute;rios dos im&oacute;veis. Existe pouca probabilidade de que os trabalhadores possuam boas condi&ccedil;&otilde;es de moradia como conseq&uuml;&ecirc;ncia direta do n&iacute;vel salarial. &Eacute; poss&iacute;vel conjecturar que o acesso &agrave; casa pr&oacute;pria est&aacute; mais relacionado com as caracter&iacute;sticas da regi&atilde;o onde os valores dos im&oacute;veis s&atilde;o mais baixos comparados a outras regi&otilde;es do pa&iacute;s, como S&atilde;o Paulo, Minas Gerais ou Rio Grande do Sul, possibilitando &agrave;s pessoas oriundas dessas regi&otilde;es que adquiram im&oacute;veis com maior facilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se notar, tamb&eacute;m, que os trabalhadores se dedicam &agrave;s suas fam&iacute;lias e compartilham com elas boa parte do dia, j&aacute; que na baixa esta&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica as horas de jornada de trabalho diminuem. Apesar de cansados, os sujeitos entrevistados dizem sentir-se satisfeitos com seu trabalho, mesmo que o trabalhar fora signifique um ac&uacute;mulo de pap&eacute;is e tarefas. A boa disposi&ccedil;&atilde;o para enfrentar uma dupla jornada de trabalho pode ser resultado de pouco desgaste f&iacute;sico, pela falta de atividade no com&eacute;rcio na baixa esta&ccedil;&atilde;o. J&aacute; a satisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho pode ter rela&ccedil;&atilde;o com a assimila&ccedil;&atilde;o de que o fato de estar empregado &eacute;, em si mesmo, um benef&iacute;cio, independentemente do conte&uacute;do e das condi&ccedil;&otilde;es do mesmo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>6.2. Caracter&iacute;sticas das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de dos trabalhadores entrevistados foram caracterizadas segundo informa&ccedil;&otilde;es fornecidas em rela&ccedil;&atilde;o a horas de sono di&aacute;rias, qualidade do sono (freq&uuml;&ecirc;ncia com que acordam durante a noite), quantidade de refei&ccedil;&otilde;es e tipos de alimentos consumidos, atividades que realizam em dias de folga, freq&uuml;&ecirc;ncia de pr&aacute;tica desportiva e em rela&ccedil;&atilde;o a tipos e freq&uuml;&ecirc;ncia de problemas ou desconfortos de sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab04">Tabela 4</a> apresenta a quantidade de horas de sono relatada pelos trabalhadores, bem como a qualidade do sono, avaliada pela freq&uuml;&ecirc;ncia com que acordam durante a noite. 50% deles costumam ter oito horas di&aacute;rias de sono, 15% nove horas e 5% mais de dez horas de sono. As indica&ccedil;&otilde;es de seis horas de sono foram feitas por 15% dos entrevistados, e de sete horas igualmente por 15%. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia com que acordam durante a noite, 45% relatam que nunca acordam, 30% relatam que acorda com freq&uuml;&ecirc;ncia e 25% indicam que acordam pouco. </font></p>     <p><a name="tab04"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab04.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab05">Tabela 5</a>, est&atilde;o apresentadas as percentagens de indica&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; quantidade de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e aos tipos de alimentos consumidos pelos entrevistados. A maior propor&ccedil;&atilde;o de indica&ccedil;&otilde;es (45%) &eacute; feita para duas refei&ccedil;&otilde;es, seguida por indica&ccedil;&otilde;es para tr&ecirc;s refei&ccedil;&otilde;es (30%) e por quatro refei&ccedil;&otilde;es (20%). O tipo de alimentos consumido mais indicado (75%) foi alimentos do tipo caseiro. Lanches e outros tipos de alimentos foram indicados por 20% e 5% dos entrevistados, respectivamente. </font></p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab05.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As percentagens de indica&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas desportivas, aos tipos de atividades realizadas em dias de folga e &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia de problemas ou desconfortos de sa&uacute;de est&atilde;o apresentadas na <a href="#tab06">Tabela 6</a>. 30% das indica&ccedil;&otilde;es se referem a pr&aacute;tica de esporte freq&uuml;ente (sempre), ao passo que a mesma propor&ccedil;&atilde;o de indica&ccedil;&otilde;es &eacute; feita em rela&ccedil;&atilde;o a nunca realizar uma pr&aacute;tica desportiva. 40% das indica&ccedil;&otilde;es se referem a pouca pr&aacute;tica desportiva. As percentagens de indica&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;s atividades que os entrevistados realizam em dias de folga apresentam as seguintes distribui&ccedil;&otilde;es: 30% das indica&ccedil;&otilde;es dizem respeito &agrave; pr&aacute;tica de esporte, 20% &agrave;s atividades de limpeza da casa, 15% a passeios, 5% a atividades de cuidados com filhos e 30% a outros tipos de atividades. Irrita&ccedil;&atilde;o &eacute; o tipo de desconforto que recebeu 40% das indica&ccedil;&otilde;es como sendo freq&uuml;ente nos entrevistados, seguido por relatos de dores de cabe&ccedil;a (30%) e cansa&ccedil;o (20%). Des&acirc;nimo aparece com 70% das indica&ccedil;&otilde;es como o desconforto de pouca freq&uuml;&ecirc;ncia, cansa&ccedil;o recebeu 60% das indica&ccedil;&otilde;es para a mesma categoria de pouca freq&uuml;&ecirc;ncia, seguido de irrita&ccedil;&atilde;o (40%), dores de cabe&ccedil;a (35%) e hipertens&atilde;o (10%). 90% das indica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o para nunca terem tido hipertens&atilde;o, 35% nunca terem tido dores de cabe&ccedil;a, 30% para des&acirc;nimo, 20% cansa&ccedil;o e a mesma percentagem para irrita&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><a name="tab06"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab06.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sa&uacute;de dos funcion&aacute;rios de com&eacute;rcio, como indicam os dados, &eacute; boa: tanto o sono, quanto a alimenta&ccedil;&atilde;o possuem qualidade e quantidade satisfat&oacute;rias. A pr&aacute;tica esportiva faz parte das atividades da maioria dos pesquisados; somente 30% afirmaram que nunca praticam esse tipo de atividade, o que mostra que os pesquisados se preocupam em manter h&aacute;bitos saud&aacute;veis. Dentre os sintomas apresentados pelos entrevistados, &eacute; not&aacute;vel o percentual de irrita&ccedil;&atilde;o, indicado por 80% como sensa&ccedil;&atilde;o percebida freq&uuml;entemente ou algumas vezes. Dor de cabe&ccedil;a, tamb&eacute;m na mesma freq&uuml;&ecirc;ncia, &eacute; um sintoma percebido por 65% dos pesquisados. Os sintomas podem ser resultado do aumento da ansiedade, como indica Moura (1998): frente a Instabilidade financeira ou &agrave; pouca perspectiva de crescimento, o n&iacute;vel de ansiedade aumenta, provocando sintomas como dores de cabe&ccedil;a, excesso de trabalho e isolamento social, entre outros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>6.3. 	Caracter&iacute;sticas das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tempo de emprego no local, tempo de jornada de trabalho, comiss&otilde;es sobre as vendas realizadas e o n&iacute;vel salarial dos entrevistados est&atilde;o apresentados na <a href="#tab07">Tabela 7</a>. Em termos de tempo, a maior propor&ccedil;&atilde;o (45%) dos entrevistados est&aacute; empregada entre seis meses a um ano, 20% est&aacute; de um a dois anos no emprego, uma propor&ccedil;&atilde;o menor (10%) est&aacute; de tr&ecirc;s a quatro anos. 25% do total dos entrevistados est&aacute; empregada h&aacute; menos de seis meses. </font></p>     <p><a name="tab07"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab07.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quantidade de horas dedicadas ao trabalho, grande parte (65%) dos entrevistados dedica seis horas, 30% relatam dedicar entre sete e oito horas de trabalho e uma propor&ccedil;&atilde;o menor (5%) dedica dez horas no trabalho. Do total de pessoas entrevistadas, 60% relatam receber comiss&otilde;es sobre as vendas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto aos n&iacute;veis salariais auferidos pelos entrevistados, conforme os seus relatos, 90% recebem entre um a tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos, e 10% auferem entre tr&ecirc;s a seis sal&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#tab08">Tabela 8</a> est&atilde;o apresentados dados relativos &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia com que o chefe das pessoas entrevistadas solicita a opini&atilde;o deles no e sobre o trabalho, a freq&uuml;&ecirc;ncia com que se re&uacute;ne com colegas do trabalho fora desse ambiente e o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com o seu trabalho. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia com que o chefe no trabalho solicita a opini&atilde;o do entrevistado, 40% dos relatos mostram que sempre o chefe solicita a opini&atilde;o do entrevistado, 25% relatam que s&atilde;o solicitados freq&uuml;entemente (medianamente), 40% relatam que s&atilde;o pouco solicitados por seus chefes e 5% dizem nunca serem solicitados pelos seus chefes. </font></p>     <p><a name="tab08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab08.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos da freq&uuml;&ecirc;ncia com que os entrevistados se re&uacute;nem com colegas fora do ambiente do trabalho, 50% relatam que nunca se re&uacute;nem, 40% que se re&uacute;nem pouco e 10% que se re&uacute;nem com mais freq&uuml;&ecirc;ncia. E alto o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com seu trabalho indicado pelos entrevistados. 55% deles indicam estar muitos satisfeitos, e o restante indica estarem satisfeitos com seu trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre a situa&ccedil;&atilde;o de trabalho, a maioria tem curto per&iacute;odo de dura&ccedil;&atilde;o no emprego. As horas di&aacute;rias dedicadas ao trabalho, na baixa esta&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o para a maioria dos pesquisados de seis horas; muito poucos superam as oito horas di&aacute;rias, indicando um tempo considerado adequado para dedicar ao trabalho. O n&iacute;vel salarial &eacute; baixo, considerando que 90% ganha entre um a tr&ecirc;s sal&aacute;rios, a&iacute; se incluindo os ganhos por comiss&otilde;es indicados por 60% do total. O baixo n&iacute;vel salarial fica ainda mais evidente se comparado com as exig&ecirc;ncias, tanto no que se refere &agrave; escolaridade, experi&ecirc;ncia e apresenta&ccedil;&atilde;o pessoal, quanto &agrave; responsabilidade que &eacute; conferida a muitos deles. Por se tratar de com&eacute;rcio em <i>shopping center,</i>&eacute; necess&aacute;rio lembrar que esses possuem, como diz Fr&uacute;goli (1990), um sistema simb&oacute;lico que cria uma identidade coletiva que tem por objetivo manter um pacto seletivo-excludente. Essa identidade se traduz nas roupas, no vocabul&aacute;rio e no comportamento; isso pode fazer com que muitos trabalhadores dediquem grande parte do seu sal&aacute;rio a gastos que visam acompanhar, sobretudo na apar&ecirc;ncia, esse sistema simb&oacute;lico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o direta na tomada de decis&otilde;es no trabalho, apenas 40% s&atilde;o sempre solicitados por seus chefes a darem opini&atilde;o. Para pelo menos 60% dos entrevistados a n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o nos processos de decis&otilde;es dos assuntos referentes ao seu trabalho pode aumentar a frustra&ccedil;&atilde;o e auto-desvaloriza&ccedil;&atilde;o. A n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o pode fazer com que o trabalho perca o significado para o trabalhador, pois, como indica Seligmann-Silva (1994), o trabalhador n&atilde;o se reconhece nele. O conv&iacute;vio social com os colegas de trabalho &eacute; pouco freq&uuml;ente, o que pode demonstrar que os pesquisados n&atilde;o estabelecem rela&ccedil;&otilde;es muito significativas no ambiente de trabalho. Apesar das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho n&atilde;o oferecerem muitos pontos positivos, a grande maioria diz estar satisfeita com o seu trabalho, o que pode significar uma assimila&ccedil;&atilde;o do fato de que estar empregado, em qualquer circunst&acirc;ncia representa um benef&iacute;cio - como j&aacute; foi referido. As condi&ccedil;&otilde;es de trabalho evidenciadas pelos dados revelam muitas das caracter&iacute;sticas indicadas por Antunes (1997) como sendo de subproletariza&ccedil;&atilde;o, pela falta de garantias laborais ou benef&iacute;cios sociais ou mesmo pelo modelo de explora&ccedil;&atilde;o refletido pelos baixos sal&aacute;rios. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>6.4. Tipos de comportamentos apresentados por funcion&aacute;rios nos locais de venda</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os comportamentos observados apresentados por funcion&aacute;rios em lojas de um <i>shopping center</i> foram organizados em tr&ecirc;s conjuntos: a) aqueles apresentados na aus&ecirc;ncia de clientes, b) quando o cliente entra na loja e c) durante o atendimento ao cliente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab09">Tabela 9</a> est&atilde;o apresentados os tipos de comportamentos observados organizados em categorias. As tr&ecirc;s categorias que aparecem com maior freq&uuml;&ecirc;ncia e com valores pr&oacute;ximos s&atilde;o: distrair-se (26,4%), esperar (25,3%) e locomover-se (24,7%). A categoria "relacionar-se consigo mesmo" aparece com uma freq&uuml;&ecirc;ncia de 12%, seguida de "arrumar a loja" (8,6%) e, por &uacute;ltimo, "alimentar-se" (2,8%). </font></p>     <p><a name="tab09"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab09.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os tipos de comportamentos observados apresentados por funcion&aacute;rios quando o cliente entra na loja e durante o atendimento est&atilde;o organizados na <a href="#tab10">Tabela 10</a>. Quando o cliente entra na loja, 77,7% dos comportamentos dos funcion&aacute;rios s&atilde;o de atender prontamente, 16,6% s&atilde;o de n&atilde;o atender e 5,5% de ficar aguardando a manifesta&ccedil;&atilde;o do cliente. Durante o atendimento ao cliente, o comportamento que aparece com maior freq&uuml;&ecirc;ncia diz respeito a vender (54,2%), 31,4% de interagir excetuando os comportamentos de vender propriamente ditos, e 14,2% se referem a esperar (aguardar a manifesta&ccedil;&atilde;o do cliente). </font></p>     <p><a name="tab10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rpot/v3n2/a04tab10.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio das observa&ccedil;&otilde;es diretas, foi poss&iacute;vel identificar que na aus&ecirc;ncia do cliente o comportamento de arrumar a loja , tem uma baixa freq&uuml;&ecirc;ncia - 8,6% do total. Isso significa que os funcion&aacute;rios permanecem nos locais de trabalho, sem realizar tarefas inerentes ao trabalho no com&eacute;rcio, o que pode ser relacionado a uma perda do significado do trabalho e &agrave; conseq&uuml;ente desvaloriza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria atividade. Comportamentos como se distrair, esperar, locomover-se e relacionar-se consigo mesmo, que somados representam 88,5% do total, podem estar relacionados &agrave; necessidade dos trabalhadores realizarem atividades que simplesmente tenham o objetivo de passar o tempo. A monotonia no ambiente de trabalho tamb&eacute;m pode ser considerada como uni dos fatores que aumentam o risco de adoecimento dos trabalhadores. Quando o cliente entra na loja, o funcion&aacute;rio atende prontamente na maioria das vezes, como foi indicado na <a href="#tab10">Tabela 10</a>. Isso demonstra que, apesar das atividades de n&atilde;o trabalho, o atendimento ao cliente &eacute; considerado por eles como prioridade. O comportamento de n&atilde;o atendimento ao cliente, quando esse entra na loja, &eacute; indicado com uma freq&uuml;&ecirc;ncia de 16,7% do total de comportamentos apresentados por funcion&aacute;rios. Esse dado parece ser significativo, podendo ser atribu&iacute;do ao desinteresse e apatia provocados pela aus&ecirc;ncia de atividade. Outro dado que chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o comportamento de venda (54,3%) como finaliza&ccedil;&atilde;o de uma tarefa. Essa freq&uuml;&ecirc;ncia pode significar que, al&eacute;m dos longos per&iacute;odos de aus&ecirc;ncia de clientes, quando esses ingressam na loja isto n&atilde;o significa que efetivar&atilde;o a compra, provocando novamente a frustra&ccedil;&atilde;o do vendedor. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>7. 	Trabalhador de com&eacute;rcio em <i>shopping    center</i>em uma cidade tur&iacute;stica:    quem &eacute; ele?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos sujeitos s&atilde;o mulheres, jovens, solteiras, muitas delas com filhos, origin&aacute;rias de outras cidades do interior ou de outros estados. 70% dos trabalhadores entrevistados relataram ter entre menos de 6 meses at&eacute; a um ano de trabalho no local, o que indica se tratar dum cargo de alta rotatividade no com&eacute;rcio varejista. Essa alta rotatividade pode ter rela&ccedil;&atilde;o com o baixo n&iacute;vel salarial auferido pelos vendedores (90% dos entrevistados relataram receber entre 1 a 3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos), embora alguns deles pudessem complement&aacute;-lo com comiss&otilde;es sobre as vendas. De qualquer forma, durante o per&iacute;odo da baixa    esta&ccedil;&atilde;o essa complementa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m sofreria os efeitos da redu&ccedil;&atilde;o de vendas. Estes dados poderiam indicar um descontentamento dos funcion&aacute;rios; no entanto, a maioria declarou estar    satisfeita com o seu trabalho. Apesar de terem uma dupla jornada de trabalho, o que gera um ac&uacute;mulo de pap&eacute;is e tarefas,    dizem sentir-se dispostos para realizar trabalhos dom&eacute;sticos.    Isso pode ser conseq&uuml;&ecirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho e    do ritmo do mesmo, durante a baixa temporada tur&iacute;stica, ocasionando pouco desgaste f&iacute;sico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante disso, algumas perguntas emergem: o que faz com que mulheres jovens, com n&iacute;vel m&eacute;dio de escolaridade, muitas delas chefes de fam&iacute;lia, estejam satisfeitas com um trabalho, &agrave;s vezes desinteressante, mon&oacute;tono ou frustrante? Por que est&atilde;o satisfeitas, apesar dos baixos sal&aacute;rios? H&aacute; que convir que foi formulada somente uma quest&atilde;o acerca do grau de satisfa&ccedil;&atilde;o que esses trabalhadores t&ecirc;m. N&atilde;o foram investigadas, em min&uacute;cia, todas as dimens&otilde;es que envolvem o que est&aacute; sendo chamado de "satisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho". Al&eacute;m disso, os dados sobre as observa&ccedil;&otilde;es que foram feitas durante per&iacute;odos de trabalho de 10 desses entrevistados mostraram que a atividade primordial para a qual foram contratados &eacute; a venda. Na aus&ecirc;ncia de clientes, uma boa propor&ccedil;&atilde;o dos comportamentos apresentados pelos trabalhadores foi a de "matar o tempo" em atividades sem nenhuma funcionalidade profissional aparente (menos de 10% desses comportamentos estavam relacionados a arruma&ccedil;&atilde;o da loja ou atividades correlatas). Mesmo na presen&ccedil;a do cliente, comportamentos de esperar a solicita&ccedil;&atilde;o do cliente para ser atendido, ou mesmo o n&atilde;o atendimento, que juntos representaram 22% dos comportamentos apresentados pelos vendedores, podem ser considerados como ind&iacute;cios de baixa expectativa por parte desses vendedores de realiza&ccedil;&atilde;o de uma venda. Apesar disso, &eacute; poss&iacute;vel conjecturar que sentimentos de frustra&ccedil;&atilde;o, ou de autodesvaloriza&ccedil;&atilde;o advindos de uma condi&ccedil;&atilde;o em que o grau de qualifica&ccedil;&atilde;o supera o de exig&ecirc;ncia da tarefa (70% dos entrevistados tinham 2º grau completo ou 3º grau incompleto), como bem mostrados por Seligmann-Silva (1994), podem estar sendo minimizados pelo pouco tempo de emprego que a maioria tem, pelo fato de serem, na sua grande maioria, mulheres (&eacute; sabido que no mercado o n&iacute;vel salarial para as mulheres &eacute; mais baixo do que para os homens nas mesmas ocupa&ccedil;&otilde;es) e jovens (a probabilidade de ser um dos primeiros empregos para muitos deles &eacute; alta), e ainda pelo fato da percep&ccedil;&atilde;o de que um trabalho em um <i>shopping center</i>tem mais <i>"glamour"</i>do que no com&eacute;rcio aberto (nas ruas). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma outra quest&atilde;o, que revela um paradoxo na resposta da maioria dos entrevistados de que estavam satisfeitos com seu trabalho, diz respeito ao fato de se sentirem irritados e com freq&uuml;entes dores de cabe&ccedil;a. Evidentemente, h&aacute; mais perguntas do que respostas, j&aacute; que este estudo &eacute; mais uma aproxima&ccedil;&atilde;o ao fen&ocirc;meno do que uma investiga&ccedil;&atilde;o do mesmo. Mas h&aacute; algumas considera&ccedil;&otilde;es que podem ser relevantes para tentar entender essas caracter&iacute;sticas. A cultura de <i>shopping center</i>pode ser uma das explica&ccedil;&otilde;es para o alto &iacute;ndice de satisfa&ccedil;&atilde;o indicado pelos sujeitos. Fr&uacute;goli (1990) indica que os <i>shoppings center</i> est&atilde;o perpassados por significados e relaciona a sociabilidade que ali se estabelece com um jogo simb&oacute;lico, ou uma forma l&uacute;dica de intera&ccedil;&atilde;o e associa&ccedil;&atilde;o, onde as diferen&ccedil;as sociais s&atilde;o reelaboradas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; comum, entre os funcion&aacute;rios de com&eacute;rcio, gastarem grande parte de seus sal&aacute;rios em mercadorias da loja em que trabalham. Algumas lojas t&ecirc;m como norma que seus funcion&aacute;rios usem somente roupas da pr&oacute;pria <i>griffe,</i>obrigando-os a renovar o guarda-roupa a cada esta&ccedil;&atilde;o. Para isso, s&atilde;o concedidos descontos para a compra do vestu&aacute;rio; ainda assim, muitas vezes os valores das compras superam o valor do sal&aacute;rio mensal. Dessa forma, as vendedoras t&ecirc;m a apar&ecirc;ncia de sofistica&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para manter uma identidade coletiva configurada pela seletividade e pela sofistica&ccedil;&atilde;o. Por se tratar de mulheres jovens, que sabidamente respondem de forma eficaz ao apelo do consumo sofisticado, sentem-se atra&iacute;das, sobretudo, pelo consumo da imagem do <i>shopping.</i>Isso lhes permitiria participar das redes de sociabilidade formadas por camadas sociais mais favorecidas. A import&acirc;ncia deste estudo reside, principalmente, em indicar as caracter&iacute;sticas principais de um tipo de trabalho, pouco pesquisado, e ser fonte de questionamentos sobre a sua rela&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de. Fica como sugest&atilde;o a necessidade de realizar mais estudos que focalizem o trabalho no com&eacute;rcio e as suas implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de dos o trabalhadores de maneira mais aprofundada. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALMEIDA, M. L. de.    Com&eacute;rcio: Perfil, reestrutura&ccedil;&atilde;o e    tend&ecirc;ncias. <i>Educa&ccedil;&atilde;o</i>& <i>Sociedade.</i>V18 n.61. Campinas, dez. 1997. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082714&pid=S1984-6657200300020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ANTUNES, R. <i>Adeus ao Trabalbo? Ensaio sobre as Metamorfoses e a Centralidade do Mundo do Trabalho.</i>4ª ed. S&atilde;o Paulo: Cortez, 1997. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082715&pid=S1984-6657200300020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CHAVES, M. M. <i>Sa&uacute;de e sistemas.</i>Rio de Janeiro:    Editora da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas,    1980. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082716&pid=S1984-6657200300020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DANNA, M. F. e MATOS, M.A. <i>Ensinando observa&ccedil;&atilde;o:</i>uma introdu&ccedil;&atilde;o. 4ª ed. S&atilde;o Paulo: Edicon, 1999. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082717&pid=S1984-6657200300020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FR&Uacute;GOLI, JR. H.    Shopping Centers: avenidas de    sonho. <i>Ci&ecirc;ncia Hoje.</i>V. 12/n.67. S&atilde;o  Paulo, 1990. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082718&pid=S1984-6657200300020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HASIN, A., GALIZA, C. e    MEDEIROS, R. <i>Turismo e M&atilde;o-de-Obra:</i>entre o    real e o ideal. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://www.fundaj.gov.br/docs/impo/pesq/impso.html" target="_blank">www.fundaj.gov.br/docs/impo/pesq/impso.html</a>. 2002. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082719&pid=S1984-6657200300020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">KUBO, O. M. e BOTOM&Eacute;, S. P.    Forma&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo  para o trabalho em sa&uacute;de e em organiza&ccedil;&otilde;es de atendimento &agrave; sa&uacute;de.<i> InterA&ccedil;&atilde;o</i>, 5, p.93-122, 2001 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082720&pid=S1984-6657200300020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MATOSSO, J. E. L.    Transforma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas recentes    e mudan&ccedil;as no mundo do trabalho.    Em: OLIVEIRA, M. A. (org.), <i>Economia</i>& <i>Trabalho:</i>textos    b&aacute;sicos. Campinas: Ed. da    Unicamp, 1998. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082721&pid=S1984-6657200300020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MOURA, C. P. <i>A crise do emprego:</i>uma vis&atilde;o al&eacute;m da economia. Rio de Janeiro: Mauad, 1998. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082722&pid=S1984-6657200300020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">REBELATO, J. R. e BOTOM&Eacute;, S. P. <i>Fisioterapia no Brasil:</i>perspectivas    de evolu&ccedil;&atilde;o como campo profissional    e como &aacute;rea de conhecimento. S&atilde;o    Paulo: Editora Manole, 1987. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082723&pid=S1984-6657200300020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ROQUAYROL, M. Z. <i>Epidemiologia e sa&uacute;de.</i>4ª ed. Rio de    Janeiro: Editora M&eacute;dica e Cient&iacute;fica,    1994. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082724&pid=S1984-6657200300020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SELIGMAN-SILVA, E. Crise econ&ocirc;mica, trabalho e sa&uacute;de mental. Em: ANGERAMI, V. (org.), <i>Crise, trabalho e sa&uacute;de mental no Brasil.</i>S&atilde;o Paulo: Tra&ccedil;o, 1986 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082725&pid=S1984-6657200300020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SELIGMAN-SILVA, E. <i>Desgaste mental no trabalho dominado.</i>Rio de Janeiro: Editora UFRJ/Cortez Editora, 1994. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082726&pid=S1984-6657200300020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SELIGAMAN-SILVA, E.    Sa&uacute;de mental e automa&ccedil;&atilde;o: a    prop&oacute;sito de um estudo de caso no    setor ferrovi&aacute;rio. <i>Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica</i> v.13 s.2. Rio de Janeiro,    1997. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082727&pid=S1984-6657200300020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ST&Eacute;DILE, N. L. R. <i>Preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: comportamentos profissionais a desenvolver na forma&ccedil;&atilde;o do enfermeiro.</i>Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o - &Aacute;rea Metodologia do Ensino, da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos. S&atilde;o Carlos, 1996. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4082728&pid=S1984-6657200300020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido: 17/12/02     <br> Revisado: 28/04/03    ]]></body>
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