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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this paper is to analyze the psychosocial characteristics that facilitate adequate coping with stressors in the transition to retirement. The basic assumption is that change is ongoing and inherent to human development. Thus, retirement is one more event, although significant, among many changes. The text is divided into three sections. The first section deals with the events contingent on retirement from usual work activities. Among such events are the rearrangement of everyday tasks, the perceptions of gains and losses, planning, and the way in which this new phase is experienced. In the second section, interpersonal changes relevant in the transition to retirement are analyzed, such as the shifting in reference groups and the possibility of expanded time for marital and family life. In the third, the main aspects related to finances, leisure time, and well-being entail management of personal and family finances, lifestyle and consumption, differences in the use of free time, and fulfillment of desires and a search for satisfaction with life. In the conclusion, we emphasize that a complex interplay of variables influences well-being in retirement, and demands continued guidance and care in work organizations. This is necessary for individual development and collective damage reduction.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Processos Psicossociais, bem-estar e  estresse na aposentadoria</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Psychosocial processes, well-being, and stress in retirement</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jos&eacute; Carlos Zanelli</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(Universidade Federal de Santa Catarina). Psic&oacute;logo, especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho pelo Instituto Sedes Sapientiae (1978), mestre em Psicologia Social das Organiza&ccedil;&otilde;es pelo Instituto Metodista de Ensino Superior de S&atilde;o Bernardo do Campo (1984), doutorado em Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Estadual de Campinas (1992), p&oacute;s-doutorado pela Universidade de S&atilde;o Paulo. Professor do curso de gradua&ccedil;&atilde;o e de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em psicologia da UFSC. Endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:jczanelli@terra.com.br">jczanelli@terra.com.br</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste ensaio &eacute; analisar as caracter&iacute;sticas psicossociais que facilitam o enfrentamento adequado dos estressores na transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria. Parte-se do pressuposto de que as mudan&ccedil;as s&atilde;o cont&iacute;nuas e inerentes ao desenvolvimento humano. Desse modo, a aposentadoria &eacute; mais um evento, embora significativo, entre tantas mudan&ccedil;as. O texto est&aacute; subdivido em tr&ecirc;s se&ccedil;&otilde;es.    <br>   A primeira se&ccedil;&atilde;o trata de eventos contingentes ao afastamento das atividades usuais de trabalho. Entre tais eventos, est&atilde;o as reorganiza&ccedil;&otilde;es das tarefas cotidianas, as percep&ccedil;&otilde;es de perdas e ganhos, o planejamento e o modo como o novo per&iacute;odo &eacute; vivenciado. Na segunda, mudan&ccedil;as interpessoais relevantes na transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria s&atilde;o analisadas, como a altern&acirc;ncia de grupos de refer&ecirc;ncia e a possibilidade de maior conv&iacute;vio familiar e conjugal. Na terceira, os principais aspectos relacionados &agrave;s finan&ccedil;as, ao tempo livre e ao bem-estar implicam manejo econ&ocirc;mico pessoal e familiar, estilo de vida e consumo, diferen&ccedil;as na utiliza&ccedil;&atilde;o do tempo livre e realiza&ccedil;&atilde;o dos desejos e busca de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. Ao final, ressalta-se que uma complexa intera&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis influencia o bem-estar na aposentadoria e demanda continuada orienta&ccedil;&atilde;o e cuidados nas organiza&ccedil;&otilde;es de trabalho, a favor do desenvolvimento individual e redu&ccedil;&atilde;o de danos coletivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Aposentadoria, Processos Psicossociais, Bem-Estar, Estresse.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The aim of this paper is to analyze the psychosocial characteristics that facilitate adequate coping with stressors in the transition to retirement. The basic assumption is that change is ongoing and inherent to human development. Thus, retirement is one more event, although significant, among many changes. The text is divided into three sections. The first section deals with the events contingent on retirement from usual work activities. Among such events are the rearrangement of everyday tasks, the perceptions of gains and losses, planning, and the way in which this new phase is experienced. In the second section, interpersonal changes relevant in the transition to retirement are analyzed, such as the shifting in reference groups and the possibility of expanded time for marital and family life. In the third, the main aspects related to finances, leisure time, and well-being entail management of personal and family finances, lifestyle and consumption, differences in the use of free time, and fulfillment of desires and a search for satisfaction with life. In the conclusion, we emphasize that a complex interplay of variables influences well-being in retirement, and demands continued guidance and care in work organizations. This is necessary for individual development and collective damage reduction.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords: </b>Retirement; Psychosocial Processes; Well-Being; Stress.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mudan&ccedil;as cont&iacute;nuas, em diferentes graus ou intensidades, s&atilde;o inerentes ao desenvolvimento humano. Para Erikson (1987), o desenvolvimento humano se d&aacute; por meio de etapas e crises, que podem surgir nos momentos de mudan&ccedil;a ou passagens de fases, caracterizadas como adapta&ccedil;&otilde;es ou ajustamentos. Portanto, &eacute; coerente postular que estressores nos acompanham ao longo de toda vida, pois fazem parte da condi&ccedil;&atilde;o humana (Antonovsky, 1979). Nem sempre estes s&atilde;o intrinsecamente negativos ou t&ecirc;m apenas consequ&ecirc;ncias prejudiciais. Os estressores podem promover o crescimento, a maturidade ou ter consequ&ecirc;ncias saud&aacute;veis (Antonovsky, 1984; Antonovsky &amp; Bernstein, 1986).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenvolvimento saud&aacute;vel depende da capacidade de interagir com novas situa&ccedil;&otilde;es, em especial aquelas que envolvem outras pessoas, em diferentes graus de significa&ccedil;&atilde;o para cada uma. De algum modo, tal processo afeta a maneira como aquele que passa pela transi&ccedil;&atilde;o convive com seus pap&eacute;is e se sente aceito ou n&atilde;o pelos que o rodeiam. Eventuais dificuldades na transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria prov&ecirc;m das d&uacute;vidas e incertezas que podem acompanhar o encerramento de uma carreira, sobretudo se a identidade pessoal est&aacute; fortemente vinculada ao papel profissional (Mutran &amp; Reitzes, 1981).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O per&iacute;odo da aposentadoria n&atilde;o implica necessariamente um tempo de afastamento radical das atividades caracter&iacute;sticas do desenvolvimento de uma carreira. Atividades alternativas podem ser conectadas &agrave;quilo que a pessoa realizou antes do evento da aposentadoria (Zanelli, 2000). Contudo, quanto mais o papel profissional diminui em for&ccedil;a na constru&ccedil;&atilde;o da identidade ou, em outras palavras, quanto mais atividades de trabalho deixam de ser referenciadas ou associadas &agrave; pessoa que as desenvolvia, mais ela tender&aacute; a se conectar com outras caracter&iacute;sticas que j&aacute; detinha ou passou a revelar ap&oacute;s a transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria. Trata-se, portanto, de um per&iacute;odo prop&iacute;cio a descobertas e aprendizados sobre si e sobre o mundo, as quais depender&atilde;o das habilidades que a pessoa desenvolveu e das suas condi&ccedil;&otilde;es objetivas de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As decorr&ecirc;ncias dos processos psicossociais dependem das respostas da pessoa e das condi&ccedil;&otilde;es do ambiente externo que s&atilde;o constru&iacute;das. A tens&atilde;o resultante de tais processos pode ser vivida de diferentes maneiras. Se a pessoa lida de modo inapropriado com os estressores, a probabilidade de consequ&ecirc;ncias nocivas pode ser acentuada. Contudo, lidar de modo adequado pode neutralizar preju&iacute;zos ou at&eacute; favorecer o desenvolvimento individual e, tamb&eacute;m, coletivo, ao demandar menos desgaste e proporcionar alinhamento produtivo e saud&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, o termo processo tem o significado de conjunto de etapas e atividades sequenciadas, nem sempre em articula&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica, que produzem resultados. Assim, o momento de efetiva&ccedil;&atilde;o da aposentadoria &eacute; resultado de etapas e atividades que t&ecirc;m in&iacute;cio remoto, anterior ao ingresso da pessoa no mercado de trabalho ou princ&iacute;pio de uma carreira. A inf&acirc;ncia pode ser considerada a primeira etapa na prepara&ccedil;&atilde;o para o mundo laboral (Zanelli, Silva &amp; Tordera, no prelo).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria &eacute;, tipicamente, um momento de mudan&ccedil;a durante a vida humana. Quest&otilde;es que podem ser suscitadas para esse per&iacute;odo do desenvolvimento, do ponto de vista psicossocial, est&atilde;o relacionadas aos aspectos e &agrave;s possibilidades de superar com vantagens ou aprender com tal processo de transi&ccedil;&atilde;o. Com base em tais pressupostos, o objetivo deste artigo &eacute; analisar as caracter&iacute;sticas psicossociais que facilitam o enfrentamento adequado dos estressores na transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria. Com tal prop&oacute;sito, este texto est&aacute; sequenciado em tr&ecirc;s se&ccedil;&otilde;es. A seguir, ser&atilde;o tratados eventos contingentes ao afastamento das atividades usuais de trabalho. Logo ap&oacute;s, ser&atilde;o analisadas mudan&ccedil;as interpessoais relevantes na transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria. Finalmente, ser&atilde;o considerados os principais aspectos relacionados &agrave;s finan&ccedil;as, ao tempo livre e ao bem-estar na aposentadoria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AFASTAMENTO DAS ATIVIDADES USUAIS DE TRABALHO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se as mudan&ccedil;as que ocorrem na transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria s&atilde;o inevit&aacute;veis, para alguns elas podem representar uma significativa turbul&ecirc;ncia na inser&ccedil;&atilde;o pessoal em diferentes contextos. O afastamento das atividades usuais de trabalho induz reorganiza&ccedil;&otilde;es temporais das tarefas cotidianas. O modo de vivenciar a aposentadoria atrela-se aos interesses e motiva&ccedil;&otilde;es pessoais, ao grau de comprometimento com o papel profissional at&eacute; ent&atilde;o exercido e &agrave; condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do aposentado. Problemas decorrentes do rompimento muitas vezes est&atilde;o vinculados a sentimentos de frustra&ccedil;&atilde;o, de impot&ecirc;ncia frente &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es e, em casos extremos, &agrave; perda do amor pr&oacute;prio (Caldas, 2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se, para alguns, a aposentadoria &eacute; percebida como um per&iacute;odo de enfraquecimento de significados atribu&iacute;dos &agrave; vida, de sentimentos de inutilidade e autodesvaloriza&ccedil;&atilde;o, de vazio e solid&atilde;o, para outros representa um tempo de novas conquistas, de liberdade, de desenvolvimento pessoal - a fase em que se pode executar o que a restri&ccedil;&atilde;o de tempo impedia (Fraiman, 1990; Zanelli &amp; Silva, 1996; Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010). Portanto, a depender da capacidade pessoal de enfrentamento e das condi&ccedil;&otilde;es que o ambiente proporciona para o crescimento individual, a aposentadoria pode ser vivenciada de maneira construtiva ou restritiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aposentadoria, quando vivenciada como mudan&ccedil;as que s&atilde;o impostas ao mundo social e pessoal, pode acarretar isolamento social, desajustes familiares e conjugais, enfermidades e at&eacute; mesmo mortes inesperadas em per&iacute;odos imediatamente posteriores ao desligamento do trabalho (Fraiman, 1990; Salgado, 1980). Contudo, as atividades que favorecem a satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal podem contribuir para o desenvolvimento f&iacute;sico e mental, incrementar a intera&ccedil;&atilde;o social e ser percebida como um meio de contrabalan&ccedil;ar eventuais perdas (Deps, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; necess&aacute;rio analisar o contexto de transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria. O grau de satisfa&ccedil;&atilde;o e o comprometimento com o trabalho realizado e o comprometimento com a organiza&ccedil;&atilde;o ou organiza&ccedil;&otilde;es com as quais a pessoa manteve v&iacute;nculos, as intera&ccedil;&otilde;es com colegas e com superiores, as oportunidades de crescimento pessoal e autonomia, entre outros aspectos, influenciam na decis&atilde;o pela aposentadoria e seus poss&iacute;veis desdobramentos. As percep&ccedil;&otilde;es de perdas e ganhos decorrentes da aposentadoria s&atilde;o relevantes. Poss&iacute;veis mudan&ccedil;as nos aspectos normativos da legisla&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria podem pressionar a decis&atilde;o de desligamento: ter completado o tempo de servi&ccedil;o exigido em lei para requerer a aposentadoria, associada &agrave; expectativa de exercer com mais intensidade atividades l&uacute;dicas, de ter uma vida menos cansativa e estressante, de dedicar-se mais &agrave; fam&iacute;lia ou, de modo diverso, a expectativa de iniciar outra carreira, s&atilde;o elementos considerados na decis&atilde;o. A perspectiva de poss&iacute;vel maior controle do tempo dispon&iacute;vel e uso para satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades pessoais est&atilde;o, no geral, entre as percep&ccedil;&otilde;es frequentes de ganho. Em contrapartida, a inseguran&ccedil;a no que concerne &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de rendimentos ou &agrave; estabilidade financeira s&atilde;o muito comuns. Tamb&eacute;m est&atilde;o entre as perdas, preocupa&ccedil;&otilde;es com os v&iacute;nculos de amizade do ambiente laboral, redu&ccedil;&atilde;o de oportunidades de desenvolvimento profissional, perda de <i>status</i> profissional e sentimentos de inutilidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As condi&ccedil;&otilde;es de trabalho ao longo de muitos anos, para grande parcela de aposentados, acabam por se revelar na forma de problemas f&iacute;sicos e sintomas de distresse (ou estresse negativo), j&aacute; que a busca por rendimentos para a sobreviv&ecirc;ncia pode reduzir a busca por atividades l&uacute;dicas, h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis e a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos regulares (OMS, 2002; Caldas, 2009). A oportunidade da pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas regulares retarda o processo de envelhecimento e minimiza a depend&ecirc;ncia patol&oacute;gica para a sobreviv&ecirc;ncia (Deps, 1994; Neri, 2007; Shephard, 1994). Al&eacute;m disso, as atividades f&iacute;sicas quando associadas &agrave;s atividades sociais t&ecirc;m efeitos terap&ecirc;uticos e s&atilde;o preventivas do distresse, em especial, quando diz respeito &agrave; insuficiente ativa&ccedil;&atilde;o do organismo. Um estilo de vida que combina atividade f&iacute;sica regular, alimenta&ccedil;&atilde;o adequada e controle do estresse podem proporcionar longevidade e uma vida mais saud&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Planejar a aposentadoria, estar preparado para poss&iacute;veis turbul&ecirc;ncias e ajustes no curso dessa etapa da vida, sem d&uacute;vida, &eacute; positivo e relevante para a sobreviv&ecirc;ncia. Algar&iacute;n, Bernal e S&aacute;nchez-Serrano (2007) analisam o fen&ocirc;meno e defendem que pessoas com n&iacute;veis mais elevados de educa&ccedil;&atilde;o, com maiores rendimentos e enquadre profissional s&atilde;o aquelas que melhor planejam suas aposentadorias e, por isso, apresentam maior adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; nova etapa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ansiedade, em diferentes graus, &eacute; recorrente no per&iacute;odo pr&oacute;ximo ao afastamento, como em qualquer processo de transi&ccedil;&atilde;o. Nem todos est&atilde;o seguros do que far&atilde;o, mas o desconhecimento de informa&ccedil;&otilde;es pertinentes e a nega&ccedil;&atilde;o de fatores emocionais espec&iacute;ficos desse momento s&atilde;o potenciais dificultadores da transi&ccedil;&atilde;o. Embora pouco praticado pelos brasileiros (Bellotto, 2009), o planejamento &eacute; largamente citado como a melhor maneira de reduzir os riscos e aprender a lidar com os estressores potenciais da aposentadoria (Fran&ccedil;a, 1992; Zanelli &amp; Silva, 1996; Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010). Entre os elementos previs&iacute;veis na adapta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, os aspectos financeiros s&atilde;o os que centralizam a aten&ccedil;&atilde;o da maioria dos que v&atilde;o se aposentar e que poderiam ser minimizados se fossem antecipados pela educa&ccedil;&atilde;o ou planejamento, como responsabilidade, sobretudo, do Estado (Stepansky, 2012). Contudo, &eacute; ineg&aacute;vel a influ&ecirc;ncia de fatores relacionados ao bem-estar f&iacute;sico, social e psicol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A manuten&ccedil;&atilde;o de uma autoimagem de sa&uacute;de f&iacute;sica prec&aacute;ria, decorrente e refor&ccedil;ada pelos desgastes profissionais, por condi&ccedil;&otilde;es inadequadas do exerc&iacute;cio das atividades de trabalho, pode tamb&eacute;m ser prop&iacute;cia a manifesta&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas desfavor&aacute;veis. Conforme Gabriel (1984), atitude favor&aacute;vel e autoimagem positiva da sa&uacute;de f&iacute;sica potencializam sensa&ccedil;&otilde;es de bem-estar. Assim, estas podem proporcionar cogni&ccedil;&otilde;es de distanciamento da velhice e da morte, usufruir melhor a vida, favorecer mobilidade e encontros para recrea&ccedil;&atilde;o ou constru&ccedil;&atilde;o social (Fran&ccedil;a, 2009a).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&iacute;vel econ&ocirc;mico, o tipo de trabalho praticado, o estilo de vida e a sa&uacute;de pr&eacute;via est&atilde;o relacionados ao estado de bem-estar experimentado nos anos posteriores &agrave; aposentadoria. S&atilde;o fatores em mutidetermina&ccedil;&otilde;es e requerem abordagens multidisciplinares para a compreens&atilde;o da aposentaodoria (Fran&ccedil;a &amp; Stepansky, 2012). Assim como a sa&uacute;de, o estado civil, os rendimentos financeiros e o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o cumprem um papel destacado na predi&ccedil;&atilde;o do ajuste posterior &agrave; aposentadoria. Todas essas vari&aacute;veis interagem de modo conjugado. Contudo, os que det&ecirc;m maior n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o aqueles que melhor planejam a continuidade de vida para a nova situa&ccedil;&atilde;o (Queiroz, 2006, 2007). Raz&otilde;es positivas para antecipar a aposentadoria, como a busca de liberdade, desfrute de atividades e relacionamentos prazeirosos ocorrem com maior frequ&ecirc;ncia entre trabalhadores em ocupa&ccedil;&otilde;es mais altas, com maior n&iacute;vel educacional e pessoal do setor de servi&ccedil;os (Henkes &amp; Siegers, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para quem est&aacute; prestes a se aposentar, os anos imediatamente anteriores ao evento formal de desligamento pela aposentadoria podem ser de intensas preocupa&ccedil;&otilde;es ou nem tanto. De qualquer maneira, al&eacute;m dos aspectos de ordem subjetiva, as condi&ccedil;&otilde;es objetivas desse per&iacute;odo s&atilde;o relevantes. Entre os aspectos pessoais, est&atilde;o inclu&iacute;das as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, interesses, finan&ccedil;as, oportunidades de novos rendimentos, responsibilidades ou demandas familiares. A organiza&ccedil;&atilde;o onde a pessoa trabalha, pautada por suas pol&iacute;ticas e caracter&iacute;sticas culturais, tamb&eacute;m pode for&ccedil;ar o evento. O grupo de trabalho pode, igualmente, se revelar pressionador (Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010). Potocnik, Tordera e Peir&oacute; (2009, 2010) demonstram que o contexto organizacional e o contexto do grupo desempenham um papel importante e fatores de ambos os contextos interagem no processo exitoso de aposentadoria. Potocnik, Tordera e Peir&oacute; (2009) argumentam que os contextos grupais e organizacionais desempenham um papel importante no processo de aposentadoria. Al&eacute;m disso, seus resultados sustentam uma intera&ccedil;&atilde;o entre os fatores grupais e os organizacionais no processo de desligamento do trabalho, nomeadamente, as pr&aacute;ticas de Recursos Humanos e as normas do grupo de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como o papel profissional &eacute; vivido em diferentes intensidades, o afastamento das atividades usuais de trabalho afeta as pessoas de forma distinta. Para alguns, o papel profissional se constitui na principal fonte de significados, de prest&iacute;gio e de reconhecimento. O afastamento formal das atividades de uma carreira, quando resulta em crise, remete a sentimentos de vazio e solid&atilde;o. Santos (1990) classifica tr&ecirc;s tipos principais de viv&ecirc;ncias da aposentadoria: aposentadoria recusa, aposentadoria sobreviv&ecirc;ncia e aposentadoria liberdade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aposentadoria recusa, como o nome indica, &eacute; caracterizada pela dificuldade em aceitar o papel de aposentado e aus&ecirc;ncia de projetos desvinculados do contexto de trabalho. O conceito de trabalho &eacute; fortemente impregnado da ideia de juventude e a aposentadoria, por decorr&ecirc;ncia, representa velhice e, mesmo, marginalidade. O papel profissional &eacute; a principal fonte de prest&iacute;gio, poder, engajamento e confronto da ang&uacute;stia ou vazio existencial. O tempo livre, para muitos, ao longo da vida, &eacute; dedicado &agrave; fam&iacute;lia e &agrave;s atividades de lazer. Ao chegar &agrave; aposentadoria, o entorno pessoal imediato est&aacute; reestruturado, muitas vezes com os filhos distantes de casa, envolvidos com seus interesses (Allonso, 2012). Resumir uma vida ao trabalho pode resultar, ao chegar o momento da aposentadoria, em uma situa&ccedil;&atilde;o de crise. Mesmo se o esfor&ccedil;o de uma vida de trabalho permitiu ac&uacute;mulo financeiro e acesso a condi&ccedil;&otilde;es facilitadoras, a busca da continuidade de dedica&ccedil;&atilde;o laboral persiste.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aposentadoria sobreviv&ecirc;ncia acontece para pessoas que investiram intensamente no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias profissionais como garantia de subsist&ecirc;ncia. &Eacute; comum na hist&oacute;ria de pessoas que tiveram no trabalho uma alternativa de sair de condi&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis ou de desfavorecimento econ&ocirc;mico. O trabalho pode n&atilde;o representar, em si, uma fonte de significados ou, at&eacute;, representar opress&atilde;o e aliena&ccedil;&atilde;o. O tempo de trabalho &eacute; supervalorizado e o n&atilde;o trabalho &eacute; desperd&iacute;cio. O que leva &agrave; imagem da aposentadoria como algo negativo, de perda de rendimentos. A &uacute;nica vantagem &eacute; a de uma entrada financeira sem a obriga&ccedil;&atilde;o laboral. O descanso e o tempo para si n&atilde;o fazem parte dos projetos pessoais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, a aposentadoria liberdade &eacute; vivida como um momento de realiza&ccedil;&atilde;o, um direito adquirido pelos esfor&ccedil;os durante o per&iacute;odo dedicado &agrave;s atividades laborais. Pessoas nessa perspectiva constroem suas identidades baseadas n&atilde;o apenas no papel profissional, mas tamb&eacute;m em outras fontes de engajamento, outras motiva&ccedil;&otilde;es e pap&eacute;is sociais. A aposentadoria &eacute; vivida como um novo per&iacute;odo, voltado para atividades que podem proporcionar prazer e autorrealiza&ccedil;&atilde;o. Os sentimentos s&atilde;o positivos e os projetos de vida fora do trabalho formal emergem facilmente (Costa &amp; Soares, 2011). Nessa condi&ccedil;&atilde;o, a pessoa pode se dedicar a atividades de assist&ecirc;ncia ou de colabora&ccedil;&atilde;o ativa em entidades beneficentes ou &agrave; pr&oacute;pria fam&iacute;lia. Outra possibilidade &eacute; o direcionamento para atividades de constru&ccedil;&atilde;o e aprimoramento pessoal, em rela&ccedil;&otilde;es conjuntas ou centradas em objetivos pessoais, visando o autodesenvolvimento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUDAN&Ccedil;AS INTERPESSOAIS NA TRANSI&Ccedil;&Atilde;O PARA APOSENTADORIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A condi&ccedil;&atilde;o de aposentado &eacute; percebida por muitos como o ato de requerer o desligamento formalmente, retirar-se das atividades de trabalho de sua carreira e passar a viver exclusivamente pelo suporte financeiro de seus proventos de aposentado (Fraiman, 1990). Como decorr&ecirc;ncia, inserir-se em um novo grupo e condi&ccedil;&atilde;o social leva a necess&aacute;rias adapta&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o percebidas em diferentes graus de estresse. Ainda mais, os significados impl&iacute;citos - para a maior parte das pessoas, n&atilde;o conscientes - est&atilde;o associados, em uma s&oacute; palavra, ao t&eacute;rmino. A ideia mais contundente de t&eacute;rmino &eacute; a que diz respeito &agrave; pr&oacute;pria vida (Zanelli, 1994). A concep&ccedil;&atilde;o de envelhecimento emparelhada &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria pode ser real, no sentido biol&oacute;gico de deteriora&ccedil;&atilde;o do organismo ao longo dos anos de trabalho e situa&ccedil;&otilde;es de prec&aacute;ria qualidade de vida. Pode, tamb&eacute;m, ser psicol&oacute;gica, no sentido de uma percep&ccedil;&atilde;o de finitude que n&atilde;o corresponde exatamente ao desgaste biol&oacute;gico e f&iacute;sico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho tem sido amplamente discutido em suas implica&ccedil;&otilde;es para significados relevantes, tanto na perspectiva psicol&oacute;gica como social. &Eacute; tanto fundamental para o desenvolvimento da autoestima como para a constru&ccedil;&atilde;o da realidade social. O trabalho tem potencial realizador para o ser humano e pode propiciar prazer e satisfa&ccedil;&atilde;o, como pode alienar e fragmentar. A submiss&atilde;o a atividades sem significados aliena, enquanto as condi&ccedil;&otilde;es expropriat&oacute;rias devastam o ambiente, aumentam o consumo e convertem-se em objetivos deteriorantes (Martin-Bar&oacute;, 1985).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pessoa tanto pode se tornar significativa para si e para os demais por meio de seu trabalho, como entrar em uma espiral crescente de frustra&ccedil;&atilde;o. Ao se aproximar do per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria, os sentimentos e sentidos atribu&iacute;dos ao pr&oacute;prio trabalho podem oscilar desde relevantes para si e para o entorno, como a autopercep&ccedil;&atilde;o de uma pe&ccedil;a substitu&iacute;vel na cadeia produtiva e sensa&ccedil;&atilde;o de al&iacute;vio ao se livrar de um fardo. Tanto pode representar uma nova fase na vida, oportunidades de realizar projetos e de desenvolvimento pessoal, como pode ser um pren&uacute;ncio de perdas insuper&aacute;veis (Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O rompimento com a rotina de trabalho, sobretudo quando se efetiva de uma maneira brusca e produz transforma&ccedil;&otilde;es significativas nos aspectos de vida ligados ao contexto interpessoal, financeiro e de lazer implica a readapta&ccedil;&atilde;o. Tal processo muitas vezes &eacute; associado &agrave; perda de um posto no sistema de produ&ccedil;&atilde;o que afeta fortemente a autoimagem e a autoestima. Na perspectiva psicossocial, no sistema de produ&ccedil;&atilde;o que nos cerca, o trabalho est&aacute; fortemente vinculado aos ganhos financeiros e possibilidades de adquirir bens. A isso, muitas vezes, se atribui o significado de realiza&ccedil;&atilde;o: <i>status</i> econ&ocirc;mico e proje&ccedil;&atilde;o social. O contraponto dessa l&oacute;gica que valoriza as pessoas economicamente ativas &eacute; a desvaloriza&ccedil;&atilde;o daqueles que se tornam "inativos" (Moragas Moragas, 1998), denomina&ccedil;&atilde;o convencionada no Brasil para caracterizar formalmente quem se retirou do mercado de trabalho ou n&atilde;o colabora regularmente com o sistema vigente de produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A transi&ccedil;&atilde;o para a aposentadoria - compreendida como o lapso de tempo desde o per&iacute;odo imediatamente anterior e o posterior ao evento formal do desligamento ou encerramento de uma carreira - &eacute; vivenciada peculiarmente pelas pessoas como dependente de sua experi&ecirc;ncia com o trabalho, desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, capacidade de enfretamento e resili&ecirc;ncia, condi&ccedil;&otilde;es de vida e outros aspectos. As possibilidades e dificuldades que podem incidir no per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria t&ecirc;m sido debatidas e reconhecidas como facilitadas em atividades promotoras de compreens&otilde;es e viv&ecirc;ncias antecipat&oacute;rias nos programas de prepara&ccedil;&atilde;o ou de orienta&ccedil;&atilde;o (Fran&ccedil;a, 2008; Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010). No geral, pode-se argumentar, h&aacute; uma estigmatiza&ccedil;&atilde;o e rejei&ccedil;&atilde;o social de tal per&iacute;odo (Fraiman,1990), pelos motivos j&aacute; mencionados de exclus&atilde;o do mundo produtivo ou conex&otilde;es com a velhice e t&eacute;rmino de vida. Em compensa&ccedil;&atilde;o, as possibilidades de adapta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e redu&ccedil;&atilde;o do estresse dizem respeito ao controle financeiro, promo&ccedil;&atilde;o de autonomia e independ&ecirc;ncia, suporte afetivo e integra&ccedil;&atilde;o social na fam&iacute;lia, c&ocirc;njuge e amigos, de modo a proporcionar a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, motiva&ccedil;&atilde;o e interesse por projetos de continuidade (Brasil, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A participa&ccedil;&atilde;o em um grupo de trabalho durante d&eacute;cadas propicia identifica&ccedil;&otilde;es e autopercep&ccedil;&otilde;es de pertencimento a tal grupo (endogrupo) como uma refer&ecirc;ncia nas constru&ccedil;&otilde;es subjetivas. A aproxima&ccedil;&atilde;o do evento da aposentadoria, mais para alguns do que para outros, &eacute; vivenciada como um momento para observar as implica&ccedil;&otilde;es da retirada, ou seja, as poss&iacute;veis decorr&ecirc;ncias de uma passagem ou transi&ccedil;&atilde;o do endogrupo para o exogrupo, o dos aposentados (Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010). A consci&ecirc;ncia das press&otilde;es internas e externas &agrave; pessoa, a busca de alternativas ou projetos de continuidade, a desvincula&ccedil;&atilde;o progressiva das rotinas de trabalho s&atilde;o facilitadoras do processo de transi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O apoio de familiares e amigos tem estrita conex&atilde;o com a atitude frente &agrave; aposentadoria (Fran&ccedil;a, 2009b). Dois aspectos s&atilde;o particularmente importantes nesse processo. A reconstru&ccedil;&atilde;o da identidade &eacute; facilitada na propor&ccedil;&atilde;o do apoio percebido pelo aposentado. O outro aspecto, n&atilde;o menos importante, &eacute; o grau de conson&acirc;ncia nas expectativas acerca da aposentadoria por parte do aposentado e das pessoas que o rodeiam. Se a conson&acirc;ncia &eacute; positiva, no sentido de confirmar e refor&ccedil;ar, a reconstru&ccedil;&atilde;o da identidade tender&aacute; a ser satisfat&oacute;ria (Neri, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A din&acirc;mica familiar exerce influ&ecirc;ncia na vida do aposentado. Quando a op&ccedil;&atilde;o &eacute; por maior perman&ecirc;ncia no lar, ou seja, quando o aposentado n&atilde;o busca atividades de continuidade de trabalho, remuneradas ou n&atilde;o, ou atividades de lazer e ocupa&ccedil;&atilde;o do tempo externas ao conv&iacute;vio familiar, podem advir problemas de relacionamento conjugal e com os demais membros da fam&iacute;lia. Em contraponto, dependendo das caracter&iacute;sticas dos relacionamentos familiares anteriores &agrave; aposentadoria e das viv&ecirc;ncias nesse per&iacute;odo, intera&ccedil;&otilde;es gratificantes podem ser estabelecidas (Fraiman, 1990; Gabriel, 1984; Moragas Moragas, 1998; Salgado, 1980).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Szinovacz (1996) registra que a maioria dos casais tem um bom ajuste ao processo de transi&ccedil;&atilde;o para a aposentadoria e gozam de satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal. Quando ocorrem problemas, est&atilde;o associados a falta de sa&uacute;de, car&ecirc;ncias financeiras e assincronia, ou seja, aposentadorias em diferentes tempos. Concluiu que quando o marido se aposenta e a mulher continua trabalhando as percep&ccedil;&otilde;es de menor qualidade conjugal s&atilde;o atribu&iacute;das aos casais com pap&eacute;is de g&ecirc;nero tradicional - o homem como provedor do lar. Ao contr&aacute;rio, mulheres aposentadas e maridos trabalhando relatam maior qualidade matrimonial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Szinovacz e Washo (1992) postulam que as dificuldades que mulheres apresentam na aposentadoria podem estar relacionadas aos pap&eacute;is tradicionais da mulher na sociedade, vinculados &agrave; inferioridade, depend&ecirc;ncia e passividade, se comparadas aos homens. A menor satisfa&ccedil;&atilde;o na aposentadoria por parte das mulheres pode estar atrelada a um menor n&iacute;vel de rendimentos financeiros (Osorio, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na sociedade ocidental, sup&otilde;e-se que o trabalho &eacute; um elemento central da identidade masculina (Santos, 1990; Witczak, 2005). Para a mulher, embora a crescente inser&ccedil;&atilde;o feminina no mundo formal de trabalho, as atividades de cuidados da fam&iacute;lia e do lar ainda representam parcela relevante. Ou seja, no geral, a mulher pode encontrar pontos referenciais de identifica&ccedil;&atilde;o que extrapolam o circuito formal de trabalho. Tanto para Moragas Moragas (1998) como para Santos (1990), a assun&ccedil;&atilde;o das responsabilidades dom&eacute;sticas ameniza poss&iacute;veis efeitos adversos da aposentadoria para as mulheres. Moragas Moragas (1998) argumenta que, para a mulher, conflitos podem decorrer pela efetiva&ccedil;&atilde;o da aposentadoria do marido e, assim, alterar o ritmo das atividades dom&eacute;sticas, pelo maior tempo de perman&ecirc;ncia dele no lar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desfrute m&uacute;tuo entre os c&ocirc;njuges depende de como sentem satisfa&ccedil;&atilde;o na companhia um do outro. As experi&ecirc;ncias ao longo da vida e o modo como os pap&eacute;is foram experienciados s&atilde;o relevantes: aatra&ccedil;&atilde;o e sexualidade; a administra&ccedil;&atilde;o familiar para prover a alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e recrea&ccedil;&atilde;o; o prazer e a aprecia&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua; as habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o; o companheirismo e a coopera&ccedil;&atilde;o; os cuidados e o relacionamento com os filhos. Sup&otilde;e-se que os filhos, nessa etapa da vida, podem estar casados. Os netos do aposentado, nesse caso, podem constituir um assunto particular, no sentido de que podem ser uma fonte de satisfa&ccedil;&atilde;o, bem como de conflitos, se ocorrerem diverg&ecirc;ncias relativas &agrave; cria&ccedil;&atilde;o destes e outros desacordos. Se os filhos do aposentado ainda permanecem no lar, interfer&ecirc;ncias cont&iacute;nuas em seus estilos de vida ter&atilde;o rea&ccedil;&otilde;es indesejadas, o que pode provocar disc&oacute;rdias e levar a sentimentos de frustra&ccedil;&atilde;o e rejei&ccedil;&atilde;o. Mas tamb&eacute;m podem encontrar nos filhos uma fonte de significados que d&atilde;o raz&atilde;o &agrave; exist&ecirc;ncia e &agrave; continuidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A redu&ccedil;&atilde;o dos processos estressores negativos depende da facilita&ccedil;&atilde;o de aprendizagens de esquemas de conduta assertivas quanto aos estigmas da sociedade ocidental que atribui relev&acirc;ncia exacerbada &agrave; juventude e &agrave; produtividade econ&ocirc;mica. Por consequ&ecirc;ncia, as condi&ccedil;&otilde;es oferecidas pela sociedade para atualiza&ccedil;&otilde;es e reciclagens das pessoas nesse per&iacute;odo de vida s&atilde;o escassas. Podem ser considerados investimentos com baixo retorno, em base de concep&ccedil;&otilde;es infundadas de inevit&aacute;vel decl&iacute;nio f&iacute;sico e das capacidades vitais que acabam, em ciclo perverso, que leva a cren&ccedil;as e sentimentos de menos valia. Trata-se de um processo de constru&ccedil;&atilde;o social de barreiras e expectativas desfavor&aacute;veis, que induz o aposentado ou mesmo o aposentando a se autolimitar e desenvolver autopercep&ccedil;&otilde;es de inefic&aacute;cia e de ren&uacute;ncia. A contrapartida redentora &eacute; o convencimento de que as experi&ecirc;ncias de uma vida longa produzem um repert&oacute;rio de compet&ecirc;ncias e que, por hip&oacute;tese, a maturidade fortalece capacidades de enfrentamento distintas e significativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A intera&ccedil;&atilde;o e o compartilhamento, em especial com pessoas da mesma faixa et&aacute;ria, favorecem a emerg&ecirc;ncia de sentidos para a vida, projetos comuns e o bem-estar. &Eacute; uma alternativa adequada para enfrentar perdas eventuais, desmitificar valores dessa sociedade de consumo desenfreado, refor&ccedil;ar o autoconceito e a autoefic&aacute;cia; enfim, manejar as situa&ccedil;&otilde;es estressoras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FINAN&Ccedil;AS, TEMPO LIVRE E BEM-ESTAR NA APOSENTADORIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tend&ecirc;ncia de consumo exacerbado que a nossa sociedade incute conduz as pessoas a um envolvimento intenso com o trabalho. Como decorr&ecirc;ncia, o tempo livre para desfrutar o que a vida nos oferece de prazeres no desenvolvimento intelectual, relacional, espiritual e de contempla&ccedil;&otilde;es s&atilde;o relegadas a um segundo plano. O trabalho tem se tornado a grande raz&atilde;o da exist&ecirc;ncia, ainda que com exce&ccedil;&otilde;es veementes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os relacionamentos e as condi&ccedil;&otilde;es de acesso ao lazer s&atilde;o demarcados pelas possibilidades econ&ocirc;micas. Na aposentadoria, dependendo das condi&ccedil;&otilde;es, as desigualdades sociais e as iniquidades do sistema social ficam ainda mais &oacute;bvias. A transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria implica, para grande parte dos trabalhadores brasileiros, uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa no padr&atilde;o de consumo e de qualidade de vida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As dificuldades financeiras s&atilde;o agravadas se o entorno familiar e a m&iacute;dia corrobora para instigar um padr&atilde;o de consumo desproporcional aos rendimentos. Mecanismos de compara&ccedil;&atilde;o com outras pessoas podem favorecer sentimentos de incompet&ecirc;ncia, de insufici&ecirc;ncias e percep&ccedil;&otilde;es de finitude ou de escassez de tempo para realiza&ccedil;&otilde;es. Frustra&ccedil;&atilde;o e revolta podem advir da autopercep&ccedil;&atilde;o de ter trabalhado durante anos e n&atilde;o ter conseguido o suficiente para manter o prest&iacute;gio, a dignidade, ou mesmo a sobreviv&ecirc;ncia (S&aacute; J&uacute;nior, 1980).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estilo de vida e condi&ccedil;&otilde;es financeiras t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es evidentes (Sorensen &amp; Buhl, 2007). As atitudes relativas ao controle econ&ocirc;mico pessoal e familiar e o modo de encarar a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos e gastos influenciam a satisfa&ccedil;&atilde;o na transi&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; aposentadoria. Percep&ccedil;&atilde;o e manejo balanceado dos ingressos financeiros, tanto para homens como para mulheres, quando aliados a uma boa sa&uacute;de, a condi&ccedil;&otilde;es ambientais vivenciadas como agrad&aacute;veis e ao conv&iacute;vio social gratificante perfazem uma configura&ccedil;&atilde;o ideal para o ajuste do aposentado &agrave; sua nova condi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A qualidade de vida, em estreita rela&ccedil;&atilde;o com a capacidade de enfrentamentos de poss&iacute;veis estressores durante a transi&ccedil;&atilde;o para aposentadoria, &eacute; multideterminada por vari&aacute;veis que interligam dimens&otilde;es que propiciam satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida conforme ela &eacute; percebida, incluindo satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, com a vida social, com as atividades f&iacute;sicas e de trabalho. Um conjunto de par&acirc;metros individuais, socioculturais e ambientais que caracterizam as condi&ccedil;&otilde;es em que vive o ser humano (Nahas, 1989; 1994). Portanto, uma percep&ccedil;&atilde;o individual relativa ao bem-estar f&iacute;sico, emocional, cognitivo e comportamental, que integra componentes do trabalho, fam&iacute;lia e amigos. Uma classifica&ccedil;&atilde;o elaborada por Baker e Intagliata (1982), nas dimens&otilde;es delimitadoras da qualidade de vida, inclui: bem-estar f&iacute;sico e material, relacionamento interpessoal, atividades sociais, comunit&aacute;rias e c&iacute;vicas, satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal e recrea&ccedil;&atilde;o, percep&ccedil;&atilde;o intrapessoal (autoimagem e autoestima). Enfim, a qualidade de vida &eacute; influenciada por fatores financeiros, socioculturais, &eacute;ticos e pelo estilo de vida. Na aposentadoria, revela-se o bem-estar individual, com suas implica&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e psicossociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inadapta&ccedil;&atilde;o na aposentadoria, portanto, decorre de um conjunto de fatores que &eacute; caracterizado por insatisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e pode se manifestar em comportamentos e sintomas depressivos ou de ansiedade. Agrava-se pela incapacidade de lidar com a perda de amigos e os medos de doen&ccedil;as, da solid&atilde;o, da inseguran&ccedil;a econ&ocirc;mica e da morte. Requer aten&ccedil;&atilde;o quando surgem preocupa&ccedil;&otilde;es excessivas, desinteresse pelos fatos cotidianos, fadiga constante, perda de espontaneidade e, sobretudo, quando s&atilde;o expressas autopercep&ccedil;&otilde;es de inseguran&ccedil;a, de inutilidade, de des&acirc;nimo e tristeza, &agrave;s vezes, acompanhadas de epis&oacute;dios de compuls&atilde;o alimentar ou perda de apetite, emagrecimento ou obesidade e outras manifesta&ccedil;&otilde;es som&aacute;ticas. Tamb&eacute;m pode ocorrer o consumo excessivo de drogas. No extremo, verbaliza&ccedil;&otilde;es ou at&eacute; tentativas de suic&iacute;dio. Na dimens&atilde;o interacional, a inseguran&ccedil;a e a agressividade podem prejudicar os relacionamentos gerais e, entre os mais pr&oacute;ximos, restringir o c&iacute;rculo de amizades do aposentado e causar conflitos no &acirc;mbito familiar, em especial, com o c&ocirc;njuge.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sup&otilde;e-se que as pessoas que preservam seu tempo livre, enquanto ainda est&atilde;o vinculadas ao exerc&iacute;cio da carreira, para atividades que extrapolam o trabalho, tendem a encontrar maior facilidade na transi&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio, aqueles que est&atilde;o habituados a preencher seu tempo livre com atividades diretamente relacionadas ao seu fazer laboral, seja por motivos de necessidades financeiras ou de atitudes e percep&otilde;es reduzidas &agrave; dimens&atilde;o econ&ocirc;mica, ter&atilde;o maior dificuldade de ajustes ao gozo do tempo livre e de intera&ccedil;&otilde;es gratificantes fora do trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como o circuito de amizades tende a ser fortemente uma decorr&ecirc;ncia ou est&aacute; estruturado com base nas pessoas que convivem no ambiente de trabalho, o afastamento desse contexto enfraquece tais la&ccedil;os e pode reduzir as oportunidades de intera&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo em que, pressup&otilde;e-se, o aposentado disp&otilde;e de tempo livre. A situa&ccedil;&atilde;o pode ser agravada pela redu&ccedil;&atilde;o dos proventos, como tem sido uma realidade comum para muitos aposentados, em diversos pa&iacute;ses. Ent&atilde;o, o tempo livre t&atilde;o duramente conquistado pode rapidamente se tornar tempo vazio, pela falta de amigos e pela car&ecirc;ncia financeira para cobrir despesas com atividades de lazer ou, mesmo, de desenvolvimento pessoal, como aprendizagens de uma l&iacute;ngua estrangeira ou oportunidades de viagens. O tempo livre, escasso antes da aposentadoria, nesse momento pode trazer os fantasmas do t&eacute;dio e da solid&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tempo livre, que tende a se tornar maior na aposentadoria, tem caracter&iacute;sticas distintas do tempo livre daquele que mant&eacute;m suas atividades regulares de trabalho, porque &eacute; institucionalmente determinado, de acordo com as regras de controle dos processos produtivos (Donfut, 1980). Em princ&iacute;pio, dispor de tempo livre na condi&ccedil;&atilde;o de aposentado, significa libertar-se das obriga&ccedil;&otilde;es e descortinar possibilidades de a&ccedil;&otilde;es potencialmente agrad&aacute;veis. Para os homens, em nossa cultura, &eacute; comum uma maior dedica&ccedil;&atilde;o &agrave;s prefer&ecirc;ncias esportivas e conv&iacute;vio com os amigos. Para muitas mulheres, s&atilde;o frequentes as op&ccedil;&otilde;es por atividades voltadas para o lar e as aten&ccedil;&otilde;es &agrave; fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O relacionamento com o c&ocirc;njuge, filhos, parentes, vizinhos e amigos, quando &eacute; consciente e valorizado de modo a se tornar um objetivo de busca prazeirosa de vida, tem repercuss&otilde;es &oacute;bvias no bem-estar do aposentado. A aproxima&ccedil;&atilde;o do casal, nessa fase, pode estar relacionada ao fato de os filhos estarem casados. Os espa&ccedil;os do lar podem ter ficado novamente &agrave; plena disposi&ccedil;&atilde;o de ambos - com as implica&ccedil;&otilde;es daquilo que tem sido denominado "s&iacute;ndrome do ninho vazio". Em vez de ser vivenciado negativamente, tal momento pode ser de prazeres se, por exemplo, o compartilhamento das tarefas dom&eacute;sticas for planejado para que ambos usufruam do lazer em conjunto. &Eacute; claro, o incremento de insatisfa&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas pode acontecer, assim como o comprometimento conjugal pode se acentuar, se participam das mesmas atividades ou quando h&aacute; limites e respeito pelas atividades, locais e hor&aacute;rios do lazer do outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizar desejos e ter satisfa&ccedil;&atilde;o ou prazer tem conota&ccedil;&otilde;es de bem-estar. Sem adentrar as vias do que pode produzir o ego&iacute;smo e o autocentramento, o aposentado, em princ&iacute;pio, disp&otilde;e de tempo para a busca que o aproximar&aacute; de maior bem-estar. A depender do desenvolvimento do aposentado e das condi&ccedil;&otilde;es de seu entorno, o tempo livre pode ser vivenciado de maneira positiva, para o desenvolvimento pessoal, al&eacute;m da oportunidade de descanso, em atividades recreacionais e culturais. Assim, a promo&ccedil;&atilde;o do crescimento, as trocas criativas e a expans&atilde;o de interesses s&atilde;o favorecidas. &Eacute; sempre necess&aacute;rio recordar que, para isso, &eacute; preciso que a pessoa detenha recursos financeiros proporcionais &agrave;s demandas, sa&uacute;de, otimismo, autonomia, campo de interesses ampliado e maturidade emocional (Moragas Moragas, 1998). O planejamento ou a prepara&ccedil;&atilde;o para aposentadoria, sem d&uacute;vida, tem como prop&oacute;sito auxiliar no alcance de tais resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A diversidade de interesses e motiva&ccedil;&otilde;es pessoais e as possibilidades de delinear projetos na aposentadoria, ou no per&iacute;odo anterior ao desligamento, facilitam a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; aposentadoria. Assim, o bem-estar subjetivo est&aacute; fortemente relacionado ao envolvimento em atividades fora da rotina e do isolamento, &agrave; busca de significados para a exist&ecirc;ncia; em suma, &agrave; capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o (Neri, 1993).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As experi&ecirc;ncias e assimila&ccedil;&otilde;es comuns na aposentadoria dependem da maneira como cada um percebe o transcurso do tempo e a perspectiva de finitude. O bem-estar nesse per&iacute;odo e a adequa&ccedil;&atilde;o aos fatos inelut&aacute;veis da exist&ecirc;ncia n&atilde;o se dissociam. Se a velhice e a morte s&atilde;o elaboradas em sua inevitabilidade, com ansiedade controlada e evolu&ccedil;&atilde;o natural, a capacidade de integra&ccedil;&atilde;o e conex&atilde;o com o presente &eacute; potencializada. Aumenta-se a probabilidade de vida ativa e consequentes impress&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o, de autonomia e de movimento, fundamentais para quem disp&otilde;e de tempo (Fran&ccedil;a, 1992). Em sentido contr&aacute;rio, a inatividade &eacute; percebida como vazio, aliena&ccedil;&atilde;o e pren&uacute;ncio da morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As atividadades grupais t&ecirc;m maior potencial de benef&iacute;cios, sobretudo nessa fase da vida, comparadas com o isolamento, na propor&ccedil;&atilde;o que o suporte social incrementa o compartilhamento para solu&ccedil;&atilde;o de problemas, a troca de conselhos e sugest&otilde;es, o descortinamento de a&ccedil;&otilde;es e alternativas que podem advir do conv&iacute;vio (Neri, 1993, 2001). Enfim, grupos de apoio auxiliam a manter o autoconceito positivo em momentos de prov&aacute;veis debilidades e emerg&ecirc;ncia de dificuldades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro aspecto que surge ou fica mais evidente nesse per&iacute;odo, muitas vezes associado aos grupos de apoio, &eacute; a aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas m&iacute;sticas, religiosas e filos&oacute;ficas. O despertar de sentimentos e comportamentos religiosos pode propiciar sentido &agrave; vida e compreens&atilde;o do mundo em um momento em que as pessoas podem dar maior aten&ccedil;&atilde;o a aspectos subjetivos. Para muitas pessoas, a sensa&ccedil;&atilde;o de bem-estar e de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida &eacute; corroborada (Neri, 1993, 2001).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As dificuldades no enfrentamento dos eventos associados &agrave; aposentadoria, como uma fase de ocorr&ecirc;ncias peculiares, podem ser derivadas de um foco excessivo nas perdas e priva&ccedil;&otilde;es: das atividades de trabalho, do <i>status</i>, dos relacionamentos, do reconhecimento profissional, entre outras. O tempo livre, nessa configura&ccedil;&atilde;o, pode deixar de ser visto como oportunidade para novas descobertas e aprendizagens e reduzir a capacidade de enfrentamento dos estressores caracter&iacute;sticos desse per&iacute;odo de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seja o desenvolvimento positivo na aposentadoria, que propicia o crescimento pessoal, o conv&iacute;vio saud&aacute;vel, atividades solid&aacute;rias e colaborativas, seja a desadapta&ccedil;&atilde;o e insatisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e suas consequ&ecirc;ncias nefastas, ambos est&atilde;o inelutavelmente ligados a uma complexa rede de vari&aacute;veis composta pela hist&oacute;ria de vida no trabalho, contexto social e de lazer, condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, ajustamento familiar, convic&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas e religiosas, espiritualidade, constru&ccedil;&atilde;o da subjetividade e percep&ccedil;&atilde;o da velhice. Observa-se que a autoaceita&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es positivas com os outros, desenvolvimento da autonomia, intencionalidade e direcionalidade na busca de metas na vida, senso de dom&iacute;nio e compet&ecirc;ncia sobre os eventos do ambiente e da pr&oacute;pria vida favorecem o processo de adapta&ccedil;&atilde;o. Outros fatores fazem parte do processo: percep&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, satisfa&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia, situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, atividades fora da fam&iacute;lia, <i>status</i> social, capacidade de iniciar e manter contatos sociais e avalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o atual. No geral, a compet&ecirc;ncia social, a produtividade, a efic&aacute;cia cognitiva e a continuidade de rela&ccedil;&otilde;es informais em grupos prim&aacute;rios, principalmente na rede de amigos e familiares, influenciam o bem-estar e a adapta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma complexa rede de vari&aacute;veis, que perpassa os n&iacute;veis institucional, organizacional, grupal, laboral e individual, afeta o bem-estar que &eacute;, em princ&iacute;pio, um direito inalien&aacute;vel do cidad&atilde;o que se aposenta. Parcela expressiva dos que se aposentam s&atilde;o pessoas maiores de 60 anos e, portanto, com direitos assegurados de condi&ccedil;&otilde;es para promover sua autonomia, integra&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o efetiva na sociedade pela Pol&iacute;tica Nacional do Idoso, promulgada em 1994 e regulamentada em 1996 (Lei nº 8.842/94 e Decreto nº 1.948/96) e, ainda mais abrangente, pelo Estatuto do Idoso, conforme Lei nº 10.741, de 1º/10/2003.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As organiza&ccedil;&otilde;es de trabalho, mais do que nunca, est&atilde;o sendo conclamadas a assumir responsabilidades na orienta&ccedil;&atilde;o de seus empregados e desenvolv&ecirc;-los para a realidade que se descortina no novo contexto da aposentadoria. Contudo, pode-se afirmar uma fragilidade da sociedade brasileira, sobretudo no que concerne aos sistemas de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, face &agrave; complexidade que emerge no crescente envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e, &eacute; evidente, tamb&eacute;m no interior das organiza&ccedil;&otilde;es de trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algar&iacute;n, E. B., Bernal, J. L. M., &amp; S&aacute;nchez-Serrano, J. L. S.(2007). Evoluci&oacute;n de la preparaci&oacute;n a la jubilaci&oacute;n en la empresa. <i>Aposta: Revista de Ciencias Sociales</i>, n. 35, Oct., Nov. y Dic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114156&pid=S1984-6657201200030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Allonso, F. (2012). Aposentadoria e vulnerabilidade social: as diferentes perspectivas para o envelhecimento a partir da inser&ccedil;&atilde;o do idoso na esfera familiar. In: L. Fran&ccedil;a &amp; D. Stepansky (Orgs.). <i>Propostas multidisciplinares para o bem-estar na aposentadoria. </i>Rio de Janeiro: Quartet: FAPERJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114158&pid=S1984-6657201200030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antonovsky, A. (1979). <i>Health, stress, and coping: new perspectives on mental and physical well-being</i>. San Francisco: Jossey-Bass, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114160&pid=S1984-6657201200030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antonovsky, A. (1984). The sense of coherence as a determinant of health. In: J. D. Matarazzo (Ed) <i>Behavioral health: a handbook of health enhancement and disease prevention</i>. New York: John Willey &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114162&pid=S1984-6657201200030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antonovsky, A., &amp; Bernstein, J. (1986). Pathogenesis and salutogenesis in war and other crises: Who studies the successful coper? In: N. A. Milgram (Ed.), <i>Stress and coping in time of war: Generalizations from the Israeli experience</i>. New York: Brunner; Mazel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114164&pid=S1984-6657201200030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baker, F., &amp; Intaglaita, J. (1982). Quality of life in the evaluation of community support systems. <i>Evaluation and Program Planning, 5</i>,69-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114166&pid=S1984-6657201200030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bellotto, A. (2009). Ainda falta planejamento para maioria dos brasileiros. <i>Jornal Valor Econ&ocirc;mico</i>, de 26 de junho de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114168&pid=S1984-6657201200030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brasil. Minist&eacute;rio Previd&ecirc;ncia Social (2008). <i>Envelhecimento e Depend&ecirc;ncia: desafios para a Organiza&ccedil;&atilde;o da Prote&ccedil;&atilde;o Social</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114170&pid=S1984-6657201200030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caldas, C. P. (2009). Prepara&ccedil;&atilde;o para uma aposentadoria ativa. In: J. C. Barros J&uacute;nior (Org.). <i>Empreendedorismo, trabalho e qualidade de vida na terceira idade</i>. S&atilde;o Paulo: Edicon. p. 141-151</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114172&pid=S1984-6657201200030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caldas, C. (2012). Promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de na aposentadoria. In: L. Fran&ccedil;a &amp; D. Stepansky (Orgs.). <i>Propostas multidisciplinares para o bem-estar na aposentadoria. </i>Rio de Janeiro: Quartet. FAPERJ. p. 75-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114173&pid=S1984-6657201200030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Costa, A. B.; Soares, D. H. P. (2011). <i>Aposenta&ccedil;&atilde;o: aposentadoria para a&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Vetor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114175&pid=S1984-6657201200030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Deps, V. L. (1994). <i>A transi&ccedil;&atilde;o &agrave; aposentadoria, na percep&ccedil;&atilde;o de professores rec&eacute;m-aposentados da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo</i>. Tese. Doutorado em Educa&ccedil;&atilde;o. Universidade Estadual de Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114177&pid=S1984-6657201200030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Donfut, C. A. (1980). Lazer e aposentadoria: aspectos conceituais. <i>Cadernos de Terceira Idade</i>, SESC, <i>5</i>,7-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114179&pid=S1984-6657201200030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Erikson, E. H. (1987). <i>Identidade: juventude e crise</i>. Rio de Janeiro: Guanabara.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114181&pid=S1984-6657201200030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fraiman, A. P. (1990). <i>N&oacute;s e nossos velhos: for&ccedil;as que falam e for&ccedil;as que se calam</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o. Mestrado em Psicologia. Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114183&pid=S1984-6657201200030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fran&ccedil;a, L. H. (1992). Terceira idade: o trabalho social com idosos no SESC e os programas de prepara&ccedil;&atilde;o para aposentadoria nas empresas. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica</i>, Rio de Janeiro, <i>26</i>(3), jul./set., p.174-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114185&pid=S1984-6657201200030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fran&ccedil;a, L. H. (2008). <i>O desafio da aposentadoria. </i>Rio de Janeiro: Rocco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114187&pid=S1984-6657201200030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fran&ccedil;a, L. (2009a). Aposentadoria ativa: o papel das organiza&ccedil;&otilde;es. In: J. C. Barros J&uacute;nior (Org.). <i>Empreendedorismo, trabalho e qualidade de vida na terceira idade</i>. S&atilde;o Paulo: Edicon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114189&pid=S1984-6657201200030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fran&ccedil;a, L. H. (2009b).<i> Atitudes de trabalhadores n&atilde;o-gerenciais frente &agrave; aposentadoria</i>. Relat&oacute;rio de Pesquisa. FAPERJ, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114191&pid=S1984-6657201200030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fran&ccedil;a, L., &amp; Stepansky, D. (Orgs.) (2012). <i>Propostas multidisciplinares para o bem-estar na aposentadoria. </i>Rio de Janeiro: Quartet: FAPERJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114193&pid=S1984-6657201200030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gabriel, J. R. (1984). <i>Sa&uacute;de mental e aposentadoria. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o. Mestrado em Psicologia Cl&iacute;nica. Universidade Metodista de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Bernardo do Campo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114195&pid=S1984-6657201200030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Henkes, K. Y., &amp; Siegers, J. (1994). <i>Early retirement: The case of the Nertherlands. Review of Labour Economics and Industrial Relations, 8(1),</i>143-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114197&pid=S1984-6657201200030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Martin-Bar&oacute;, I. (1985). <i>Acci&oacute;n e ideolog&iacute;a: psicolog&iacute;a social desde centroam&eacute;rica</i>. San Salvador: UCA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114199&pid=S1984-6657201200030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Moragas Moragas, R. (1998). <i>Gerontolog&iacute;a Social: envejecimiento y calidad de vida</i>. Barcelona: Herder.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114201&pid=S1984-6657201200030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mutran, E., &amp; Reitzes, D. C. (1981). Retirement, identity and wellbeing: realignment of role relationships. <i>Journal of Gerontology, 36</i>,733-740.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114203&pid=S1984-6657201200030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nahas, M. V. (1989). <i>Fundamentos de aptid&atilde;o f&iacute;sica relacionada &agrave; sa&uacute;de.</i> Florian&oacute;polis: Ed. da UFSC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114205&pid=S1984-6657201200030000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nahas, M. V. (1994). Revis&atilde;o de m&eacute;todos para determina&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica habitual em diversos grupos populacionais. <i>Anais Simp&oacute;sio Internacional de Ci&ecirc;ncias de Esporte</i>, S&atilde;o Paulo, 19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114207&pid=S1984-6657201200030000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neri, A. L. (1993). <i>Qualidade de vida e idade madura</i>. S&atilde;o Paulo: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114209&pid=S1984-6657201200030000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neri, A. L. (2001). <i>Desenvolvimento e envelhecimento: perspectivas biol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas e sociol&oacute;gicas</i>. Campinas: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114211&pid=S1984-6657201200030000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neri, A. L. (2007). <i>Idosos no Brasil: viv&ecirc;ncias, desafios e expectativas na terceira idade. </i>S&atilde;o Paulo: Editora Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo e Edi&ccedil;&otilde;es SESC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114213&pid=S1984-6657201200030000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">OMS (2002). <i>Active ageing: a policy framework</i> . Acesso em 06 de novembro de 2012, <a href="http://whqlibdoc.who.int/hq/2002/who_nmh_nph_02.8.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/hq/2002/who_nmh_nph_02.8.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114215&pid=S1984-6657201200030000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Osorio, P. (2007). Construcci&oacute;n Social de laVejez y Expectativas ante la Jubilaci&oacute;n en Mujeres Chilenas. <i>Universum. 22</i>(2),194-212.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114217&pid=S1984-6657201200030000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Potocnik, K., Tordera, N., &amp; Peir&oacute;, J. M. (2009). The role of human resource practices and group norms in the retirement process. <i>European Psychologist, 14</i>(3),193-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114219&pid=S1984-6657201200030000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Potocnik, K., Tordera, N., &amp; Peir&oacute;, J. M. (2010). The influence of the early retirement process on satisfaction with early retirement and psychological well-being. <i>International Journal of Aging and Human Development, 70</i>(3),251-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114221&pid=S1984-6657201200030000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Queiroz, B. (2006). Social security and couples' joint retirement decision in Brazil. In: <i>Annual Meeting of the Population Association of America</i>, Los Angeles.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114223&pid=S1984-6657201200030000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Queiroz, B. (2007). The determinants of male retirement in urban Brazil. <i>Nova Economia Belo Horizonte, 17</i>(1),11-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114225&pid=S1984-6657201200030000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&aacute; J&uacute;nior, L. S. M. (1980). <i>Psiquiatria e sociedade. </i>Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, p. 135-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114227&pid=S1984-6657201200030000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Salgado, M. A. (1980). <i>Velhice, uma nova quest&atilde;o social. </i>S&atilde;o Paulo: Biblioteca Cient&iacute;fica SESC. S&eacute;rie Terceira Idade.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114229&pid=S1984-6657201200030000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Santos, M. F. S. (1990). <i>Identidade e aposentadoria</i>. S&atilde;o Paulo: EPU.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114231&pid=S1984-6657201200030000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Shephard, R. J. (1994). Custos y benef&iacute;cios de una sociedad deportiva activa v/s una sociedad sedentaria. <i>Res&uacute;menes, 3º Simposio Internacional de Actualizaci&oacute;n en Ciencias Aplicadas al Desporte</i>. Rosario, p. 127-135, Mayo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114233&pid=S1984-6657201200030000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sorensen, O. B., &amp; Buhl, O. (2007). <i>The interplay of retirement systemps, social security systems labour market policies and taxation in shaping retirement patterns</i>. Technical report n.11. International social security association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114235&pid=S1984-6657201200030000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Stepansky, D. (2012). Trabalho, aposentadoria e cidadania: o real e o imagin&aacute;rio. In: L. Fran&ccedil;a &amp; D. Stepansky (Orgs.). <i>Propostas multidisciplinares para o bem-estar na aposentadoria. </i>Rio de Janeiro: Quartet: FAPERJ. p. 305-330</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114237&pid=S1984-6657201200030000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Szinovacz, M. (1996). Couples'employment/ retirement patterns and perceptions of marital quality. <i>Research on Aging, 18</i>(2),243-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114238&pid=S1984-6657201200030000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Szinovacz, M. Y., &amp; Washo, C. (1992). Gender differences in exposure to life events and adaptation to retirement. <i>Journal of Gerontology, 47</i>(4),191-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114240&pid=S1984-6657201200030000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Witczak, M. V. C. (2005). <i>Envelhecer ao aposentar-se: discutindo a aposentadoria masculina, o envelhecer e o subjetivar</i>. Santa Cruz do Sul: EDUNISC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114242&pid=S1984-6657201200030000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanelli, J. C. (1994). Aposentadoria: percep&ccedil;&otilde;es dos servidores da Universidade Federal de Santa Catarina. Encontro da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o. Curitiba, <i>Anais do ENANPAD</i>, v. 10, p. 26-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114244&pid=S1984-6657201200030000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanelli, J. C., &amp; Silva, N. (1996). <i>Programa de prepara&ccedil;&atilde;o para aposentadoria</i>. Florian&oacute;polis: Editora Insular.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114246&pid=S1984-6657201200030000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanelli, J. C. (2000). O programa de prepara&ccedil;&atilde;o para aposentadoria como um processo de interven&ccedil;&atilde;o ao final de uma carreira. <i>Revista do CFH, UFSC, 5</i>,157-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114248&pid=S1984-6657201200030000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanelli, J. C., Silva, N., &amp; Soares, D. H. (2010). <i>Orienta&ccedil;&atilde;o para aposentadoria nas organiza&ccedil;&otilde;es de trabalho: constru&ccedil;&atilde;o de projetos para o p&oacute;s-ca</i>rreira. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4114250&pid=S1984-6657201200030000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanelli, J. C., Silva, N., Tordera, N. (prelo). Orienta&ccedil;&atilde;o para aposentadoria e gest&atilde;o de pessoas nas organiza&ccedil;&otilde;es. In: Livia de Oliveira Borges; Luciana Mour&atilde;o (Orgs.). O trabalho e as organiza&ccedil;&otilde;es: atua&ccedil;&otilde;es a partir da Psicologia. 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