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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Trabalho significativo e felicidade humana: explorando aproximações]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Work studies are complex and derive from various areas of scholarship. In psychology, attention to the meanings that workers attach to work grew, in a distinct way, with the studies by the MOW Group. This international group found that the meaning of work is associated with the centrality of labor, social standards regarding labor, and the values placed on the results of labor. Regarding these factors, research participants presented concepts grouped as positive, neutral (or instrumental), or negative. Further studies also found that the meaning of work can be represented in the form of a continuum, ranging from the positive to the negative pole, and that in contemporary society positive conceptions prevail. Thus it is appropriate to question, in this theoretical article, how current approaches that address the psychology of happiness at work may be related to positive perceptions of work. The actions or indicators found in organizations focused on happiness, well-being, and quality of working life, which involve the construction of supportive relationships and take into account healthy principles of human coexistence, are fundamental questions that guide the discussion in this work.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Trabalho significativo e felicidade humana: explorando aproxima&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Meaningful work and human happiness: exploring approaches</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Narbal Silva<sup>I</sup>; Suzana da Rosa Tolfo<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Universidade de Santa Catarina    <br> <sup>II</sup>Universidade de Santa Catarina</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos sobre o trabalho s&atilde;o complexos e provenientes de diferentes &aacute;reas do conhecimento. Na psicologia, a preocupa&ccedil;&atilde;o com os significados que os trabalhadores atribuem ao trabalho que realizam se desenvolveu, de modo especial, com os estudos do Grupo MOW. Esse grupo internacional identificou que o significado do trabalho est&aacute; associado &agrave; centralidade do trabalho, normas sociais sobre o trabalho e resultados valorizados do trabalho. Em rela&ccedil;&atilde;o a esses fatores, os participantes das pesquisas apresentavam concep&ccedil;&otilde;es agrupadas como positivas, neutras (ou instrumentais) ou negativas. Estudos posteriores tamb&eacute;m identificaram que os significados do trabalho podem ser representados na forma de um cont&iacute;nuo, que vai do polo positivo ao negativo, e que, na atual sociedade predominam concep&ccedil;&otilde;es positivas. Cabe, ent&atilde;o, questionar neste artigo te&oacute;rico, como abordagens atuais que tratam da felicidade no trabalho, a partir de perspectivas ancoradas na psicologia, podem ser relacionadas com percep&ccedil;&otilde;es positivas do trabalho. As a&ccedil;&otilde;es ou indicadores encontrados nas organiza&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; felicidade, bem estar e qualidade de vida no trabalho, que implicam a constru&ccedil;&atilde;o de relacionamentos solid&aacute;rios e que levam em conta princ&iacute;pios saud&aacute;veis de conv&iacute;vio entre seres humanos, constituem temas essenciais, que norteiam os argumentos constru&iacute;dos neste trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Felicidade, Significados do Trabalho, Psicologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Work studies are complex and derive from various areas of scholarship. In psychology, attention to the meanings that workers attach to work grew, in a distinct way, with the studies by the MOW Group. This international group found that the meaning of work is associated with the centrality of labor, social standards regarding labor, and the values placed on the results of labor. Regarding these factors, research participants presented concepts grouped as positive, neutral (or instrumental), or negative. Further studies also found that the meaning of work can be represented in the form of a continuum, ranging from the positive to the negative pole, and that in contemporary society positive conceptions prevail. Thus it is appropriate to question, in this theoretical article, how current approaches that address the psychology of happiness at work may be related to positive perceptions of work. The actions or indicators found in organizations focused on happiness, well-being, and quality of working life, which involve the construction of supportive relationships and take into account healthy principles of human coexistence, are fundamental questions that guide the discussion in this work.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords: </b>Meaning of Work, Happiness, Psychology.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O qu&ecirc; e como as pessoas fazem na atualidade, de modo formal ou informal em situa&ccedil;&otilde;es de trabalho, vem acompanhado de sentimentos que endere&ccedil;am para o sofrimento f&iacute;sico ou ps&iacute;quico? Ou pode gerar experi&ecirc;ncias contributivas para a constru&ccedil;&atilde;o de uma vida saud&aacute;vel? Voc&ecirc; &eacute; feliz, se for o seu caso, com o trabalho remunerado que realiza? &Eacute; poss&iacute;vel ser feliz realizando um trabalho ao qual se atribui pouco significado? Tais quest&otilde;es sup&otilde;em pensar sobre como encontrar prop&oacute;sitos relevantes para trabalhar que contribuam com a constru&ccedil;&atilde;o de sentimentos sustent&aacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agora convidamos voc&ecirc; a refletir sobre a seguinte quest&atilde;o: se voc&ecirc; tivesse dinheiro suficiente para viver o resto da sua vida confortavelmente sem trabalhar, o que voc&ecirc; faria em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho que executa hoje? Em diversos estudos protagonizados por diferentes pesquisadores, mais de 80% das pessoas consultadas respondeu que trabalharia mesmo assim (Morin, 1997; MOW, 1987;), mas sob condi&ccedil;&otilde;es diferentes. Os principais motivos elencados foram: continuar a se relacionar com os colegas de trabalho, n&atilde;o perder o sentimento de fazer parte de algo, sentir-se &uacute;til, evitar o vazio existencial e ter um objetivo ou causa considerada v&aacute;lida na vida. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tal compreens&atilde;o e os sentimentos relacionados denotam a relev&acirc;ncia do trabalho na vida das pessoas, em especial, ao que se refere &agrave; influ&ecirc;ncia que este exerce e representa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o e &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o das pessoas (Morin, 2001). Entre outros aspectos, por meio do trabalho, as pessoas podem satisfazer ou frustrar necessidades de sobreviv&ecirc;ncia, seguran&ccedil;a, conviv&ecirc;ncia, estima e autorrealiza&ccedil;&atilde;o (Maslow, 1970), bem como consubstanciar uma identidade positiva sobre si mesma (autoconceito), pois dizemos aos outros o que somos, muito influenciados por aquilo que fazemos (Ciampa, 1986). Na sociedade em que vivemos, centrada no mercado e, por conseguinte, caracterizada por rela&ccedil;&otilde;es eminentemente econ&ocirc;micas ("&eacute; dando que se recebe"), a identidade ocupacional ocupa largos espa&ccedil;os da identidade pessoal. Para muitas pessoas &eacute; o que existe de mais importante (Schein, 1982). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao considerarmos a relev&acirc;ncia do trabalho na vida das pessoas, tamb&eacute;m levamos em conta as rela&ccedil;&otilde;es entre trabalho significativo e realiza&ccedil;&atilde;o humana por meio de tarefas constitu&iacute;das de import&acirc;ncia para quem as realiza. A autorrealiza&ccedil;&atilde;o humana implica encontrar prop&oacute;sitos v&aacute;lidos que confiram sentido &agrave; exist&ecirc;ncia humana nos planos de vida pessoal e no trabalho. Tornar-se tamb&eacute;m por meio do trabalho o que de fato se deseja ser. &Eacute; poss&iacute;vel ser autorrealizado e n&atilde;o ser feliz? Autorrealiza&ccedil;&atilde;o e felicidade no trabalho constituem fen&ocirc;menos que se influenciam mutuamente? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caso pensemos que sim, trabalhos percebidos e sentidos como significativos contribuem para a realiza&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento humano, assim como ajudam a gerar o que denominamos felicidade, um sentimento mais est&aacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho. A demonstra&ccedil;&atilde;o concreta dessa afirma&ccedil;&atilde;o pode ocorrer pela observa&ccedil;&atilde;o dos comportamentos motivados das pessoas quando movidos por causas que estas julguam "valer a pena" se dedicar (McGregor, 1992). Nesse caso, o trabalho &eacute; compreendido como gratificante para quem o realiza, sendo associado a significados pessoais e sociais positivos. A import&acirc;ncia proporcionada pelo trabalho &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do bem-estar &eacute; variada, mas na sociedade atual tende a ser relevante, pois aqueles que trabalham s&atilde;o cercados de designativos positivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio do trabalho temos oportunidades de: construir a identidade, interagir e ter suporte social, encontrar um prop&oacute;sito ao qual valha a pena se dedicar, despender tempo de modo relevante, encontrar desafios, adquirir <i>status</i> e obter renda (Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010). Nessas circunst&acirc;ncias, temos o que Snyder e Lopez (2009) denominam de atividade gratificante. O que significa fazer trabalhos que confiram prop&oacute;sitos importantes &agrave; exist&ecirc;ncia humana, de modo que, ao serem feitos, contribuam para a forma&ccedil;&atilde;o de percep&ccedil;&otilde;es e sentimentos decorrentes de que a vida no trabalho vale a pena. Entre outros fatores determinantes, um trabalho provido de significado contempla em suas caracter&iacute;sticas essenciais a participa&ccedil;&atilde;o do trabalhador na identifica&ccedil;&atilde;o e solu&ccedil;&atilde;o de problemas, que de modo direto ou indireto poder&atilde;o repercutir na sua vida pessoal e no trabalho (Roche &amp; Mackinnon, 1976). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em sentido oposto, o trabalho tamb&eacute;m pode ser compreendido e vivenciado como tortura, sofrimento ou esfor&ccedil;o doloroso, e visto como fonte de aliena&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e de afli&ccedil;&atilde;o para aqueles que o realizam (Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010). Tal concep&ccedil;&atilde;o vincula o labor &agrave; explora&ccedil;&atilde;o e deteriora&ccedil;&atilde;o da qualidade vida do ser humano, quando este despende esfor&ccedil;o f&iacute;sico e ps&iacute;quico com significados negativos ou pouco relevantes (Zanelli, Calzaretta, Garc&iacute;a, Lipp &amp; Chambel, 2010). O rebaixamento dos padr&otilde;es de qualidade de vida no trabalho, entre outros fatores, implica em sofrimento f&iacute;sico e ps&iacute;quico, que pode ser compreendido como o t&eacute;dio experimentado em situa&ccedil;&otilde;es que resultam na sensa&ccedil;&atilde;o de cansa&ccedil;o, des&acirc;nimo e descontentamento dos seres humanos com os trabalhos que realizam (Mendes &amp; Tamayo, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, os motivos que justificam as a&ccedil;&otilde;es das pessoas no trabalho est&atilde;o vinculados &agrave; fun&ccedil;&atilde;o denominada expressiva, o que significa ter um trabalho interessante, fonte de autoestima e de autorrealiza&ccedil;&atilde;o, concomitante com a fun&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de prover necessidades fisiol&oacute;gicas e de seguran&ccedil;a (Maslow, 1970; Morin, 2001). Esse tipo de compreens&atilde;o aliada aos fins de produtividade e de qualidade nas organiza&ccedil;&otilde;es tem levado &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o recente de estudiosos e gestores de que a possibilidade das pessoas experimentarem sentimentos de felicidade por meio do trabalho que realizam deixe de ser algo ut&oacute;pico e passe de fato a ser experimentada no cotidiano laboral. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas perspectivas de estudos mais atuais, a felicidade resulta de meios que propiciam bem-estar f&iacute;sico e psicossocial, que levem as pessoas a se sentir em paz, voltar-se aos outros e contribuir para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida no ambiente de trabalho (Matos, 2001). Como, ent&atilde;o, a constru&ccedil;&atilde;o de significados positivos no trabalho pode se articular com a felicidade? &Eacute; vi&aacute;vel experimentar sentimentos de felicidade no trabalho concomitantes com a realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas pouco ou nada significativas? Frente a essas argumenta&ccedil;&otilde;es, consideramos relevante social e cientificamente explorar poss&iacute;veis articula&ccedil;&otilde;es entre sentidos e significados do trabalho e decorrentes sentimentos de felicidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entendemos como significado do trabalho a representa&ccedil;&atilde;o que a tarefa executada tem para o trabalhador, seja individual (a identifica&ccedil;&atilde;o de seu trabalho no resultado da tarefa), coletivo (o sentimento de perten&ccedil;a a uma classe unida pela execu&ccedil;&atilde;o de um mesmo trabalho), ou social (o sentimento de executar um trabalho que contribua para a sociedade). J&aacute; o sentido do trabalho pode ser concebido, al&eacute;m do significado - individual, coletivo e social do trabalho -, como a utilidade da tarefa executada para a organiza&ccedil;&atilde;o a que se pertence, a autorrealiza&ccedil;&atilde;o e a satisfa&ccedil;&atilde;o, o sentimento de desenvolvimento e evolu&ccedil;&atilde;o pessoal e profissional (Tolfo &amp; Piccinini, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os sentimentos de felicidade decorrentes de experi&ecirc;ncias gratificantes com relativa const&acirc;ncia no trabalho s&atilde;o produzidos por meio de interpreta&ccedil;&otilde;es cognitivas das situa&ccedil;&otilde;es que, n&atilde;o raro, encontram vincula&ccedil;&otilde;es com o que j&aacute; existe de registro na mem&oacute;ria de quem as experimenta. Portanto, os sentimentos constituem interpreta&ccedil;&otilde;es subjetivas do que est&aacute; ocorrendo internamente, constru&iacute;das por meio do processamento cognitivo das rea&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas e dos conte&uacute;dos da mem&oacute;ria, cujo conjunto repercute nas express&otilde;es faciais, gestuais e verbais de um ser humano (Gondim &amp; Siqueira, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, ao levarmos em conta a import&acirc;ncia conferida ao trabalho, sobretudo no que diz respeito &agrave;s amplas possibilidades deste prover ou n&atilde;o felicidade &agrave;s pessoas na sociedade atual, na se&ccedil;&atilde;o que segue discute-se a respeito da relev&acirc;ncia do trabalho para a vida humana associada. Destacaremos tamb&eacute;m os m&uacute;ltiplos significados conferidos ao trabalho e &agrave;s metamorfoses pelas quais este tem passado na sociedade contempor&acirc;nea.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPRESENTA&Ccedil;&Otilde;ES E METAMORFOSES NO MUNDO DO TRABALHO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho constitui um fen&ocirc;meno psicossocial fundamental &agrave; exist&ecirc;ncia humana, sobretudo nas organiza&ccedil;&otilde;es. Tal condi&ccedil;&atilde;o se explica pelo fato de que, por meio de esfor&ccedil;os f&iacute;sicos e ps&iacute;quicos, mediamos nossas rela&ccedil;&otilde;es com as pessoas com as quais nos relacionamos. Portanto, o trabalho se caracteriza como uma categoria central da vida humana associada que, por sua vez, tem passado por intensas e progressivas transforma&ccedil;&otilde;es desde o final da d&eacute;cada de 1950. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tais metamorfoses t&ecirc;m ocorrido em fun&ccedil;&atilde;o das reconfigura&ccedil;&otilde;es geopol&iacute;ticas, sociais, econ&ocirc;micas, culturais e psicol&oacute;gicas, via de regra expressas na intensifica&ccedil;&atilde;o da globaliza&ccedil;&atilde;o, cria&ccedil;&atilde;o acirrada de tecnologias, reestrutura&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e novas arquiteturas organizacionais. Tamb&eacute;m devemos considerar o aumento da expectativa de vida e do n&iacute;vel educacional da for&ccedil;a de trabalho. No Brasil, por exemplo, a expectativa de vida, que na d&eacute;cada de 1950 era de 48 anos, no in&iacute;cio da segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI passou para 73,5 anos. A escolaridade m&eacute;dia, que no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990 era de 4,9 anos, passou na atualidade para 7,2 anos (Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano - PNUD, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por conseguinte, mudan&ccedil;as ocorreram nas percep&ccedil;&otilde;es do que venha a ser trabalho e nos significados atribu&iacute;dos &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es que o ser humano estabelece com este. Analisar fen&ocirc;menos relacionados a trabalho remete ao pr&oacute;prio conceito, que &eacute; poliss&ecirc;mico, amplo e envolve diferentes tipos de rela&ccedil;&otilde;es entre o homem e as atividades das quais ele se apropria. Nos estudos acad&ecirc;micos capitaneados pela sociologia contempor&acirc;nea, as concep&ccedil;&otilde;es tradicionais e prevalentes de trabalho tratam da capacidade do homem de transformar a natureza de modo intencional, e essa rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica homem-natureza implica na transforma&ccedil;&atilde;o de ambos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na sociedade capitalista atual, o trabalho adquire um papel de categoria sociol&oacute;gica chave, se configurando como o principal fato social (Antunes, 2000; Ciampa, 1986; Borges, 1997) em virtude da sua import&acirc;ncia como organizador da sociedade e dos indiv&iacute;duos e pelas mudan&ccedil;as que vem passando como institui&ccedil;&atilde;o - pluralidade nas formas, flexibiliza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho, altera&ccedil;&otilde;es nos contratos, desemprego estrutural, entre outras. Essas altera&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m ocorrem nas atribui&ccedil;&otilde;es de significados e sentidos ao trabalho pelos sujeitos, bem como &agrave;s viv&ecirc;ncias de felicidade e bem-estar relacionadas ao seu fazer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na sociedade capitalista, comumente o trabalho &eacute; tratado como sin&ocirc;nimo de emprego (Antunes, 2000). Conforme Rebello (2002) existem duas perspectivas relativas ao trabalho &agrave;s quais o emprego pode ou n&atilde;o ser equiparado: uma delas vincula trabalho a emprego - a "l&oacute;gica do emprego assalariado" - e outra contrap&otilde;e trabalho a emprego - a "l&oacute;gica da atividade". Na primeira, o emprego se associa &agrave; exist&ecirc;ncia de um posto de trabalho, que caracteriza o emprego dito tradicional, com o pagamento de contrapartida financeira - o sal&aacute;rio, a dedica&ccedil;&atilde;o em tempo integral (jornada de trabalho) e o contrato de trabalho por tempo indeterminado. A l&oacute;gica da atividade se refere a outras atividades com fun&ccedil;&otilde;es sociais e que conferem <i>status</i> ao seu realizador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m do significado mais instrumental do trabalho, equiparado ao emprego, &eacute; poss&iacute;vel atribuir tanto significados positivos quanto negativos. Apesar de ter como origem a palavra <i>tripalium</i>, associada &agrave; ideia de tortura, na atualidade a valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho faz o fen&ocirc;meno se tornar uma institui&ccedil;&atilde;o cercada de adjetivos positivos. O fato de dizermos aos outros quem somos por meio da a&ccedil;&atilde;o laboral torna o trabalho parte fundamental da nossa identidade, como indiv&iacute;duos, pessoas dignas e socialmente inseridas. Tal qual afirma Ciampa (1986), formamos nossas identidades a partir de nossas a&ccedil;&otilde;es, daquilo que fazemos, em condi&ccedil;&otilde;es materiais e hist&oacute;ricas dadas, sendo o trabalho uma categoria central na vida de cada um. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao considerarmos a centralidade do trabalho na vida dos trabalhadores, na se&ccedil;&atilde;o que segue ser&aacute; abordada a tarefa de demonstrar alguns significados que t&ecirc;m sido atribu&iacute;dos a este na atualidade. Mostraremos tamb&eacute;m, as dimens&otilde;es consideradas centrais do trabalho, que, ao serem percebidas de modo otimista ou favor&aacute;vel, geram percep&ccedil;&otilde;es e sentimentos positivos, que tamb&eacute;m podem ser compreendidos como viv&ecirc;ncias e sentimentos de felicidade decorrentes de um trabalho concebido como gratificante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Significados m&uacute;ltiplos conferidos ao trabalho </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fen&ocirc;meno trabalho &eacute; complexo, multifacetado e poliss&ecirc;mico, podendo assumir diferentes conota&ccedil;&otilde;es. Em meio a diversas defini&ccedil;&otilde;es e perspectivas epistemol&oacute;gicas de an&aacute;lise, adotou-se uma defini&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica, capaz de abarcar as especificidades das situa&ccedil;&otilde;es concretas, conforme proposto por Blanch Ribas (2003). Para o autor, o trabalho &eacute; uma atividade humana social, complexa e din&acirc;mica, exercida de forma individual ou coletiva. N&atilde;o se reduz a a&ccedil;&otilde;es instintivas decorrentes das fun&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas voltadas para a sobreviv&ecirc;ncia; mas "&#91;...&#93; Se distingue de qualquer outro tipo de pr&aacute;tica animal por sua natureza reflexiva, consciente, propositiva, estrat&eacute;gica, instrumental e moral" (Blanch Ribas, 2003, p.35).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse fen&ocirc;meno, no cen&aacute;rio contempor&acirc;neo atual de diversifica&ccedil;&atilde;o e de complexifica&ccedil;&atilde;o das formas de trabalho, traz novos elementos para a rela&ccedil;&atilde;o homem/trabalho. As implica&ccedil;&otilde;es para tal rela&ccedil;&atilde;o s&atilde;o tanto objetivas quanto subjetivas, dado que analisar a categoria trabalho implica considerar n&atilde;o s&oacute; as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas nas quais essa a&ccedil;&atilde;o humana se desenvolve, mas tamb&eacute;m o significado, o sentido e o valor socioculturais dessa experi&ecirc;ncia (Blanch Ribas, 2003). Mas em que consistem os sentidos e significados atribu&iacute;dos ao trabalho? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos &uacute;ltimos 30 anos v&ecirc;m se ampliando os estudos cujo foco de interesse est&aacute; em responder a quest&otilde;es que embasam nossa constitui&ccedil;&atilde;o de sujeitos trabalhadores. Qual a import&acirc;ncia do trabalho na vida? Quais os sentidos pessoais que atribuo ao meu trabalho? Quais os significados sociais compartilhados na nossa sociedade em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho? O trabalho &eacute; um fardo ou traz felicidade e bem estar? Essas quest&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m respostas de consenso, pois as tem&aacute;ticas dos sentidos e dos significados do trabalho s&atilde;o pesquisadas por diferentes autores baseados em diversas vertentes epistemol&oacute;gicas (Tolfo et al., 2011). A palavra sentido etimologicamente vem do latim <i>sensus,</i> compreendido como "faculdade da percep&ccedil;&atilde;o, significado ou interpreta&ccedil;&atilde;o, percep&ccedil;&atilde;o, sentimento, empreendimento", ou do verbo <i>sentire:</i> "perceber, sentir, saber" (Harper, 2005). A origem da palavra remete, sobretudo, &agrave; an&aacute;lise e compreens&atilde;o do sujeito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos mais cl&aacute;ssicos sobre significados do trabalho foram desenvolvidos na d&eacute;cada de 1980 por pesquisadores do grupo MOW - Meaning of Working (1987). Para eles, o significado do trabalho se constitui como um construto psicol&oacute;gico multidimensional e din&acirc;mico, formado da intera&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis pessoais e ambientais e influenciado pelas mudan&ccedil;as no indiv&iacute;duo. Em um estudo foram operacionalizadas e avaliadas amostras representativas de oito pa&iacute;ses (Jap&atilde;o, Israel, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Holanda, B&eacute;lgica e Fran&ccedil;a) entre 1981 e 1983, que permitiram estruturar os dados emp&iacute;ricos em 12 fatores, que por sua vez foram agrupados em quatro dimens&otilde;es principais: a centralidade do trabalho, as normas sociais sobre o trabalho, os resultados valorizados do trabalho/metas do trabalho e a identifica&ccedil;&atilde;o das regras do trabalho, sendo que esta &uacute;ltima dimens&atilde;o foi estatisticamente pouco consistente e, por isso, exclu&iacute;da (MOW, 1987). As tr&ecirc;s dimens&otilde;es restantes s&atilde;o as seguintes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <b>Centralidade do trabalho:</b> o grau de import&acirc;ncia que o trabalho tem na vida de uma pessoa em determinado momento. Inclui um componente valorativo - a centralidade absoluta do trabalho -, que mede o valor atribu&iacute;do na vida dos sujeitos (Qual a import&acirc;ncia do trabalho na sua vida?); e outro sobre a centralidade relativa do trabalho, comparada a outras esferas importantes na sua vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>- Normas sociais sobre o trabalho:</b> s&atilde;o normas derivadas de valores morais e &eacute;ticos relacionados com o trabalho e que atuam como antecedentes dos princ&iacute;pios e condutas sociais associados &agrave;s cren&ccedil;as sobre as obriga&ccedil;&otilde;es e os direitos do trabalhador. Estas funcionam como padr&otilde;es sociais que fundamentam as avalia&ccedil;&otilde;es individuais sobre as recompensas obtidas pelo trabalho e consistem em uma express&atilde;o geral sobre trocas equitativas entre o que o indiv&iacute;duo recebe por meio do trabalho e as contribui&ccedil;&otilde;es que ele traz para o trabalho. Dependem das circunst&acirc;ncias do meio, influenciadas por vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e pessoais que tamb&eacute;m incluem os direitos e deveres. Os deveres s&atilde;o os padr&otilde;es sociais relacionados ao trabalho, considerados corretos pelos indiv&iacute;duos na sua rela&ccedil;&atilde;o com a sociedade. Vinculados aos deveres, os sentidos do trabalho s&atilde;o expressos por meio do entendimento de que todo indiv&iacute;duo tem o dever de contribuir para o bem social por meio do seu trabalho. J&aacute; os direitos implicam nas obriga&ccedil;&otilde;es da sociedade em rela&ccedil;&atilde;o ao indiv&iacute;duo e que incluem os aspectos contratuais, a expectativa de um trabalho interessante e significante, que possibilite participar da tomada de decis&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- <b>Resultados valorizados do trabalho: </b>referem-se &agrave;s finalidades das atividades para a pessoa, aos motivos que a levam a trabalhar. Os resultados abrangem o conjunto de produtos b&aacute;sicos que os indiv&iacute;duos buscam no trabalho, as fun&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m e as necessidades que lhes permitem se satisfazer - obter prest&iacute;gio e retorno financeiro, manter-se em atividade, fazer contato social, estabelecer rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e contribuir para a autorrealiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base na ideia de que constitui construto psicol&oacute;gico multidimensional e din&acirc;mico (MOW, 1987), o trabalho &eacute; compreendido como um componente da realidade social constru&iacute;da e reproduzida, que interage com diferentes vari&aacute;veis pessoais e sociais e influencia as a&ccedil;&otilde;es das pessoas e a natureza da sociedade em dado momento hist&oacute;rico. Os valores relacionados com o trabalho se estabelecem por interm&eacute;dio da educa&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia e t&ecirc;m efeito dur&aacute;vel na personalidade das pessoas, mas se modificam e se adaptam nas diferentes etapas da vida e em situa&ccedil;&otilde;es sociais distintas (MOW, 1987).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudiosos do grupo MOW s&atilde;o os que t&ecirc;m contribui&ccedil;&otilde;es mais extensas para a compreens&atilde;o do fen&ocirc;meno em n&iacute;vel mundial, ao identificarem que os significados do trabalho s&atilde;o constitu&iacute;dos pelo significado individual, coletivo/grupal e social; pela utilidade do trabalho para a organiza&ccedil;&atilde;o; pela autorrealiza&ccedil;&atilde;o e satisfa&ccedil;&atilde;o gerada pela realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho; pelo sentimento de desenvolvimento e evolu&ccedil;&atilde;o pessoal e profissional; e pela liberdade e autonomia existente para a execu&ccedil;&atilde;o do trabalho. Ruiz-Quintanilla e Claes (2000) sistematizaram duas dimens&otilde;es constituintes dos significados e que motivam a pessoa a trabalhar: a busca de objetivos econ&ocirc;micos, como a remunera&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a no trabalho; e a busca de objetivos expressivos, como a autonomia, a realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho interessante e a possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias existentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na busca de definir o que significa trabalho, os pesquisadores do grupo MOW (1987) descobriram seis padr&otilde;es, os quais classificaram de A a F. Nos padr&otilde;es de A a C o trabalho assume uma concep&ccedil;&atilde;o positiva. Em rela&ccedil;&atilde;o ao Padr&atilde;o A, o trabalho acrescenta valor a qualquer coisa, deve-se prestar conta deste e ocorre contrapartida em dinheiro para realiz&aacute;-lo. No Padr&atilde;o B, o trabalho implica sentimento de vincula&ccedil;&atilde;o, &eacute; remunerado e contribui com a sociedade. No Padr&atilde;o C, o trabalho permite beneficiar os outros, &eacute; remunerado, tem relev&acirc;ncia social e &eacute; fisicamente exigente. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos padr&otilde;es D e E, a concep&ccedil;&atilde;o de trabalho predominante &eacute; negativa. No Padr&atilde;o D, recebe-se dinheiro para realizar o trabalho, significa contrapartida das tarefas realizadas, algu&eacute;m pensa e determina o que deve ser feito e a tarefa &eacute; percebida como n&atilde;o agrad&aacute;vel. Por fim, os significados no Padr&atilde;o E implicam que o trabalho &eacute; mental e fisicamente desgastante, recebe-se dinheiro para faz&ecirc;-lo e este tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; percebido como esfor&ccedil;o f&iacute;sico e ps&iacute;quico gratificante. Uma concep&ccedil;&atilde;o neutra do trabalho foi sistematizada no Padr&atilde;o F, o que significa existir um hor&aacute;rio regular para desenvolver o trabalho, recebe-se dinheiro para faz&ecirc;-lo e o labor se encontra inclu&iacute;do nas rotinas di&aacute;rias das tarefas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es estabelecidos para o trabalho, os resultados dos estudos comparativos nos diferentes pa&iacute;ses demonstraram que predominou uma concep&ccedil;&atilde;o positiva do trabalho para a maioria dos participantes dos pa&iacute;ses investigados (55,8%), sendo que a concep&ccedil;&atilde;o negativa predominou para 32,3% do total da amostra investigada e a neutra para 11,8%. Na B&eacute;lgica, Inglaterra, Israel, Holanda, ex-Iugosl&aacute;via e, sobretudo, no Jap&atilde;o, a concep&ccedil;&atilde;o positiva predominou. Entre os alem&atilde;es e americanos predominou uma concep&ccedil;&atilde;o neutra do trabalho. Foi constatado, ainda, que o trabalho pode assumir desde uma condi&ccedil;&atilde;o neutra at&eacute; de centralidade na identidade pessoal e social dos investigados (MOW, 1987).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando foi avaliado o grau de import&acirc;ncia do trabalho entre as amostras dos mesmos pa&iacute;ses citados, os pesquisadores constataram que este aparece em segundo lugar em termos de import&acirc;ncia, ap&oacute;s a fam&iacute;lia, sendo seguido pelo lazer na maioria dos pa&iacute;ses pesquisados, exceto no Jap&atilde;o e na ex-Iugosl&aacute;via. Tal descoberta pode demonstrar que o sentimento de felicidade nos espa&ccedil;os de vida na fam&iacute;lia pode compensar, em parte, experi&ecirc;ncias de realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas percebidas com pouco significado? Os pesquisadores tamb&eacute;m verificaram que em todos os padr&otilde;es identificados, o sal&aacute;rio representa um elemento importante na defini&ccedil;&atilde;o de trabalho, o que pode revelar que a maioria dos pesquisados estabelece poucas diferen&ccedil;as entre trabalho e emprego, constata&ccedil;&atilde;o que vai ao encontro das descobertas dos estudos de Rebello (2002) sobre a exist&ecirc;ncia de tend&ecirc;ncias de equil&iacute;brio entre trabalho e emprego; o que pode ser considerado compat&iacute;vel com a l&oacute;gica de mercado existente na sociedade capitalista da qual fazemos parte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na perspectiva cognitivista, a pesquisadora brasileira Borges (1997, 1999), classifica o significado conferido pelos trabalhadores ao trabalho em tr&ecirc;s componentes: a) cogni&ccedil;&atilde;o subjetiva, que reflete a hist&oacute;ria pessoal de cada um e representa a forma como o ser humano interpreta e d&aacute; sentido ao trabalho; b) componente s&oacute;cio-hist&oacute;rico, caracterizado pelos aspectos compartilhados por um conjunto de pessoas e influenciado pelas condi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas da sociedade na qual se encontram inseridos; e c) componente din&acirc;mico, o que confere ao significado atribu&iacute;do ao trabalho, o car&aacute;ter de um construto inacabado, que se encontra em permanente processo de constru&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que significa que as mudan&ccedil;as ocorridas no mundo do trabalho t&ecirc;m alterado, substancialmente, os sentidos e significados atribu&iacute;dos ao trabalho, que, por conseguinte, proporcionam aos trabalhadores novas percep&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o a modos de agir, pensar e sentir o seu fazer. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao utilizar a abordagem de significado do trabalho do grupo MOW (1987), Borges (1999) aprofundou a an&aacute;lise sobre a estrutura fatorial das cren&ccedil;as existentes sobre o trabalho e estabeleceu distin&ccedil;&atilde;o entre os atributos valorativos (como o trabalho deve ser) e descritivos do trabalho (o que o trabalho de fato &eacute;). Os atributos valorativos se referem a como o trabalho deve ser e se relacionam com os valores inerentes a ele. J&aacute; os atributos descritivos designam o que o trabalho &eacute; concretamente, ou seja, o que representa do ponto de vista mental ou abstrato para cada pessoa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os atributos valorativos conferidos ao trabalho, destacam-se:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p>&#149; <b>exig&ecirc;ncias sociais</b> - a atribui&ccedil;&atilde;o do trabalho deve representar responsabilidade social;</p>       <p>&#149; <b>justi&ccedil;a no trabalho</b> - trabalho que proporciona prote&ccedil;&atilde;o ao indiv&iacute;duo, por meio da oferta de assist&ecirc;ncia na forma de seguran&ccedil;a f&iacute;sica, higiene e conforto no ambiente de trabalho, garante seus direitos, igualdade de esfor&ccedil;os e proporcionalidade entre entrega e recompensa, acolhimento interpessoal de colegas e superiores e respeito pelas pessoas;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#149; <b>esfor&ccedil;o corporal e desumaniza&ccedil;&atilde;o</b> - trabalho deriva de um fardo que levaria ao desgaste corporal;</p>       <p>&#149; <b>realiza&ccedil;&atilde;o pessoal</b> - relaciona-se com o trabalho que proporciona prazer por m&uacute;ltiplas causas e fontes;</p>       <p>&#149; <b>sobreviv&ecirc;ncia pessoal e familiar</b> - permite garantir o sustento do ser humano e de seus familiares. </p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como atributos descritivos se incluem:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p>&#149; <b>&ecirc;xito e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal</b> - apresenta o trabalho a partir das ideias de crescimento pessoal e desafio intelectual;</p>       <p>&#149; <b>justi&ccedil;a do trabalho</b> - mostra o trabalho representado quanto ao respeito que o trabalhador vivencia pelo cumprimento dos direitos por parte dos gestores nas organiza&ccedil;&otilde;es;</p>       <p>&#149; <b>sobreviv&ecirc;ncia pessoal e familiar e independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica</b> - fun&ccedil;&atilde;o social do trabalho em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia e &agrave;s garantias individuais de sobreviv&ecirc;ncia e recompensa financeira;</p>       <p>&#149; <b>carga mental</b> - descreve o trabalho como esfor&ccedil;o mental, subordina&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica, repeti&ccedil;&atilde;o, execu&ccedil;&atilde;o e exig&ecirc;ncia de ritmo.</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra autora que estuda o trabalho e utiliza a denomina&ccedil;&atilde;o sentidos para caracteriz&aacute;-lo &eacute; Morin (1996, 2001). Essa pesquisadora orienta seus estudos pelas pesquisas desenvolvidas pelo grupo MOW (1987) e pelos psiquiatras existencialistas, Viktor Frankl e Irvin Yalom. Conforme Frankl (1991, p.100), as pessoas precisam de uma vida com sentido e um dos modos de se descobrir sentido na vida &eacute; "criando um trabalho ou praticando um ato &#91;...&#93;". Com base nisto, Morin (1996, p.269) investigou as caracter&iacute;sticas de um trabalho que tem sentido e, orientada pela perspectiva existencialista, argumentou que "o sentido &eacute; um efeito, um produto da atividade humana. &#91;...&#93; o sentido &eacute; uma estrutura afetiva formada por tr&ecirc;s componentes: a significa&ccedil;&atilde;o, a orienta&ccedil;&atilde;o e a coer&ecirc;ncia". </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A significa&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es que o sujeito tem das suas atividades, bem como o valor que atribui a elas. A orienta&ccedil;&atilde;o representa o que guia as suas a&ccedil;&otilde;es. Por fim, a coer&ecirc;ncia &eacute; a harmonia ou o equil&iacute;brio esperado nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em pesquisas no Quebec e na Fran&ccedil;a, com uma amostra de estudantes de administra&ccedil;&atilde;o e outra de administradores, Morin (2001) constatou que predominava entre os participantes uma concep&ccedil;&atilde;o positiva do trabalho e que um trabalho com sentido possibilita a autonomia, o autodesenvolvimento, os relacionamentos satisfat&oacute;rios, a aprendizagem e o crescimento, assim como contribui para a sociedade. Morin, Tonelli e Pliopas (2007, p.54) constataram que, "o primeiro aspecto a ser ressaltado para os participantes dos seus estudos &eacute; o sentido positivo dado pelos entrevistados ao trabalho &#91;...&#93; os entrevistados se enquadram no padr&atilde;o B da pesquisa do grupo MOW (1987) &#91;...&#93;". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio da an&aacute;lise desses componentes foi poss&iacute;vel identificar tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas que conferem sentido ao trabalho: boas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho; oportunidades para aprender e prestar servi&ccedil;os; um trabalho interessante, variado e com ampla autonomia. Na dire&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria, um trabalho sem sentido inviabiliza qualquer tipo de avalia&ccedil;&atilde;o positiva das caracter&iacute;sticas que lhe conferem sentido.(Morin, Tonelli &amp; Pliopas, 2003, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pesquisas realizadas pelo grupo MOW (1987) e por Morin (1996, 2001), conforme visto anteriormente, demonstraram que a maioria dos participantes, mesmo que tivessem condi&ccedil;&otilde;es para viver o resto da vida confortavelmente, continuariam a trabalhar; talvez sob outras condi&ccedil;&otilde;es e realizando outro tipo de trabalho. A justificativa para esse tipo de escolha &eacute; que por meio do trabalho se relacionam com outras pessoas, t&ecirc;m sentimentos de vincula&ccedil;&atilde;o, sentem que t&ecirc;m algo para fazer, evitam o t&eacute;dio e &eacute; poss&iacute;vel conferir prop&oacute;sitos &agrave; vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos estudos cognitivistas at&eacute; aqui elencados, referentes aos significados e sentidos do trabalho, leva &agrave; ideia da exist&ecirc;ncia de dois polos que delimitam um <i>continuum </i>ou gradiente. A esse respeito, Blanch Ribas (2003) contribuiu para a compreens&atilde;o do gradiente ou <i>continuum</i>, ao identificar tr&ecirc;s posi&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho: um polo negativo, um centro e um polo positivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O polo negativo vai ao encontro da ideia do <i>tripalium</i>, ou seja, de castigo, coer&ccedil;&atilde;o, esfor&ccedil;o, maldi&ccedil;&atilde;o e penalidade. Na posi&ccedil;&atilde;o central est&atilde;o os significados do trabalho em uma perspectiva instrumental. O que significa que, por meio do trabalho, o ser humano pode prover sustenta&ccedil;&atilde;o das suas necessidades mais elementares, bem como das mais elevadas na hierarquia das necessidades humanas (Maslow, 1970). O polo positivo do trabalho &eacute; associado a possibilidades de satisfa&ccedil;&atilde;o e de autorrealiza&ccedil;&atilde;o, de compreender e legitimar a miss&atilde;o e vis&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o, e, por fim, tomar consci&ecirc;ncia dos valores centrais que norteiam modos t&iacute;picos de pensar, sentir e agir na vida organizacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vale ressaltar que, na sociedade contempor&acirc;nea, o trabalho &eacute; predominantemente associado a valores positivos, em virtude da valoriza&ccedil;&atilde;o da &eacute;tica do trabalho, que por sua vez &eacute; influenciada pela doutrina protestante, onde reside a cren&ccedil;a de que "o trabalho dignifica o homem", conforme mencionado por Weber (Blanch Ribas, 2003; Borges &amp; Yamamoto, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As m&uacute;ltiplas possibilidades e vertentes de entendimento do trabalho e dos significados que o trabalhador atribui ao seu fazer se refletem nos estudos da psicologia. No caso dos significados do trabalho, verifica-se a exist&ecirc;ncia de diferentes abordagens<a name="nt"></a><a href="#nta"><sup>1</sup></a>, com estudos nos &uacute;ltimos 30 anos, o que permite demonstrar que, embora a tem&aacute;tica venha sendo objeto de interesse dos pesquisadores, ela &eacute; complexa e ainda est&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o. Tolfo e colaboradores (2005, 2011) asseveram que mesmo em presen&ccedil;a de correntes epistemol&oacute;gicas diferentes que estudam os sentidos e os significados, h&aacute; algo em comum entre elas: predomina a concep&ccedil;&atilde;o de que estes s&atilde;o produzidos pelos sujeitos a partir de suas experi&ecirc;ncias concretas na realidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos estudos emp&iacute;ricos sobre a tem&aacute;tica, tamb&eacute;m se verifica que, em diferentes pa&iacute;ses e para trabalhadores de diferentes profiss&otilde;es, predominam significados positivos associados ao trabalho, e a maior parte das pessoas, mesmo que pudesse deixar de faz&ecirc;-lo, continuaria a trabalhar (MOW, 1987; Ruiz-Quintanilla &amp; Claes, 2000; Morin, 1996, 2001). Poder&iacute;amos pensar, ent&atilde;o, no trabalho como fonte e importante preditor da felicidade? Em caso positivo, de que modos os dois fen&ocirc;menos se aproximam? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Centralidade do trabalho gratificante e felicidade: utopia ou fato?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A atual pluralidade da institui&ccedil;&atilde;o trabalho tem levado a um acalorado debate quanto a sua centralidade como categoria, seja do ponto de vista sociol&oacute;gico, psicol&oacute;gico, cultural, pol&iacute;tico ou econ&ocirc;mico. Por um lado, existem os defensores da perda da centralidade do trabalho em virtude do aumento dos &iacute;ndices de desemprego que contribuem para a pauperiza&ccedil;&atilde;o, racionaliza&ccedil;&atilde;o e aliena&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da perda de princ&iacute;pios &eacute;ticos; pois "&#91;...&#93; o seu sentido para o oper&aacute;rio n&atilde;o coincide com sua significa&ccedil;&atilde;o objetiva" (Offe, 1989, p.122). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em estudo cl&aacute;ssico, Bernardes (1994) reafirmou que o trabalho constitui categoria anal&iacute;tica privilegiada, o que tamb&eacute;m &eacute; referendado por Antunes (1998; 2000) e Harvey (2000). O primeiro autor argumenta que, com a reestrutura&ccedil;&atilde;o mundial, predominam as estrat&eacute;gias competitivas pautadas na qualifica&ccedil;&atilde;o das pessoas nas organiza&ccedil;&otilde;es e h&aacute; uma revaloriza&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e moral do trabalho, na qual o indiv&iacute;duo se torna sujeito do processo de trabalho, e h&aacute; uma "reprofissionaliza&ccedil;&atilde;o", que requer o uso da intelig&ecirc;ncia pelo trabalhador. Para al&eacute;m da perspectiva macrossociol&oacute;gica, De la Garza Toledo (2008, p.1) enfatiza a necessidade de "um conceito ampliado de trabalho que considere as dimens&otilde;es objetiva e subjetiva. Quer dizer, parte do pressuposto de que o trabalho &eacute; uma forma de intera&ccedil;&atilde;o entre seres humanos e com objetos materiais e simb&oacute;licos, que todo trabalho implica constru&ccedil;&atilde;o e interc&acirc;mbio de significados". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na perspectiva social, o trabalho &eacute; o principal ordenador da vida humana associada. Regras, hor&aacute;rios, atividades e intera&ccedil;&otilde;es sociais s&atilde;o dispostas conforme as exig&ecirc;ncias que as tarefas imp&otilde;em. Tais caracter&iacute;sticas, se por um lado contemplam a peculiaridade humana de busca por ordem, consist&ecirc;ncia e previsibilidade, por outro, ao estabelecerem sincronicidade e um ritmo fren&eacute;tico de vida no trabalho, disp&otilde;em &agrave;s pessoas tempo f&iacute;sico e ps&iacute;quico restrito para que possam pensar e aprimorar suas vidas pessoais (Senge, 1999). Tamb&eacute;m &eacute; um n&uacute;cleo definidor do sentido da exist&ecirc;ncia humana, pois praticamente toda a nossa vida adulta se articula em torno do trabalho. Os processos de socializa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e secund&aacute;ria nos preparam para isso, mesmo quando ainda n&atilde;o entendemos de modo mais preciso tais significados (Berger &amp; Luckmann, 1985).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; por meio do trabalho assalariado que as pessoas, em expressiva parcela, buscam o atendimento de suas necessidades e o alcance de autonomia. Contudo, as rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o se caracterizam pelo estabelecimento de outra forma de depend&ecirc;ncia: a organiza&ccedil;&atilde;o disp&otilde;e da for&ccedil;a de trabalho e, quase sempre, retribui parcimoniosamente. Neste caso, quando os geridos entregam sua for&ccedil;a de trabalho, e s&atilde;o remunerados por isso pelos gestores, o comprometimento gerado que se p&otilde;e em evid&ecirc;ncia &eacute; restrito, e se caracteriza como do tipo instrumental, como decorr&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o do tipo racional-econ&ocirc;mica (Meyer &amp; Allen, 1997; Schein, 1982).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade, com base na filosofia, nas religi&otilde;es, na psicologia ou articuladas &agrave; administra&ccedil;&atilde;o/gest&atilde;o de pessoas. O ser humano, desde os prim&oacute;rdios, sempre buscou a felicidade. Fil&oacute;sofos e religiosos, em todos os tempos, sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria &agrave; felicidade plena. Contudo, em que pese a base do fen&ocirc;meno ter sido identificada desde os fil&oacute;sofos cl&aacute;ssicos, ainda &eacute; dif&iacute;cil definir rigorosamente a felicidade e sua mensura&ccedil;&atilde;o; demonstra&ccedil;&atilde;o disso &eacute; que para as emo&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; felicidade, os fil&oacute;sofos preferem utilizar a palavra prazer (Schoch, 2011). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o intuito de avan&ccedil;ar na constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos referentes &agrave; felicidade, psic&oacute;logos desenvolveram diferentes m&eacute;todos e instrumentos de pesquisa, como por exemplo, o "Question&aacute;rio da Felicidade de Oxford", com o prop&oacute;sito de mensurar o n&iacute;vel de felicidade de um indiv&iacute;duo. O Oxford Happiness Inventory (OHI) (Argyle et al., 1989) &eacute; um question&aacute;rio de 29 itens que avalia as causas psicol&oacute;gicas gerais da felicidade, incluindo realiza&ccedil;&atilde;o, satisfa&ccedil;&atilde;o, vigor e sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em geral, tais m&eacute;todos de pesquisa levam em conta fatores f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos, tais como envolvimento religioso ou pol&iacute;tico, estado civil, paternidade, idade, renda, etc. Tais estudos t&ecirc;m como pressupostos epistemol&oacute;gicos e metodol&oacute;gicos os que ancoram os conceitos fundamentais da psicologia positiva e do humanismo, que priorizam a sa&uacute;de psicossocial, n&atilde;o o adoecimento do ser humano. Nesse caso, a felicidade est&aacute; vinculada a afetos e a&ccedil;&otilde;es positivas. O prop&oacute;sito &eacute; o de descobrir estados afetivos positivos, como a felicidade, o contentamento, a resili&ecirc;ncia, o otimismo, a gratid&atilde;o e a qualidade de vida, entre outros correlatos (Snyder &amp; Lopez, 2009; Seligman, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas o que significa felicidade? Podemos defini-la como um estado perene de satisfa&ccedil;&atilde;o, equil&iacute;brio f&iacute;sico e ps&iacute;quico. Nessas condi&ccedil;&otilde;es, o sofrimento e a inquietude estariam ausentes na vida de um ser humano. A felicidade tem ainda o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Tamb&eacute;m se caracteriza como uma emo&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica que denota estados emocionais positivos de bem-estar associados &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de sucesso e &agrave; compreens&atilde;o coerente e l&uacute;cida do mundo (Seligman, 2004). Nessa perspectiva, a felicidade pode ser compreendida como uma condi&ccedil;&atilde;o perene de realiza&ccedil;&atilde;o, tanto na vida profissional, quanto em outros espa&ccedil;os da vida pessoal. O que pode significar que estados moment&acirc;neos de alegria ou de tristeza n&atilde;o impliquem necessariamente em aus&ecirc;ncia de felicidade (Islam, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dessa &oacute;tica, a constru&ccedil;&atilde;o da felicidade n&atilde;o fica restrita &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es materiais de exist&ecirc;ncia, seja no contexto das organiza&ccedil;&otilde;es ou no &acirc;mbito macro societ&aacute;rio, conforme preconizados nos pressupostos capitalistas de &ecirc;nfase no consumo e intensifica&ccedil;&atilde;o da competitividade (Silva e Tolfo, 2011). Ao contr&aacute;rio do que acreditava Taylor (1911), o ser humano n&atilde;o &eacute; eminentemente racional econ&ocirc;mico, ou seja, tamb&eacute;m &eacute; um ser que busca e necessita de rela&ccedil;&otilde;es e prop&oacute;sitos de vida significativos e gratificantes (Schein, 1982; Frankl, 1991). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao considerar as rela&ccedil;&otilde;es de m&uacute;tua influ&ecirc;ncia entre tais vari&aacute;veis, n&atilde;o d&aacute; para afirmar que o caminho para a constru&ccedil;&atilde;o da felicidade humana tem como preditor exclusivo as melhorias das condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas (Silva &amp; Tolfo, 2011). A sustenta&ccedil;&atilde;o de tal afirma&ccedil;&atilde;o implica admitir a motiva&ccedil;&atilde;o humana restrita &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de incentivos financeiros. Ou seja, n&atilde;o importa o que e onde se faz, o primordial s&atilde;o os ganhos obtidos pelo trabalho realizado; quanto mais ganho, mais sou mais feliz: esta &eacute; a equa&ccedil;&atilde;o que muitos gestores tentam vincular de modo muito simplista e linear quando se trata de felicidade e trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A felicidade no trabalho &eacute; poss&iacute;vel ou ut&oacute;pica?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Concebida por outra via, a obten&ccedil;&atilde;o de felicidade no trabalho, entre outros aspectos, pode tamb&eacute;m ser vista como conectada com o alcance de prop&oacute;sitos percebidos como relevantes via trabalhos significativos. Para isso, &eacute; crucial compreender e atuar em todas as etapas do processo de trabalho, utilizar m&uacute;ltiplas compet&ecirc;ncias (conhecimentos, habilidades e atitudes), perceber a import&acirc;ncia que o trabalho tem para si e para os outros potenciais beneficiados, exercer autonomia (pensando e tomando decis&otilde;es) e receber <i>feedbacks</i> sistem&aacute;ticos (corretivos e positivos), sempre baseados em fatos a respeito do desempenho laboral (Hackman &amp; Oldham, 1975; Schein, 1982). Al&eacute;m desses aspectos, a percep&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas de reconhecimento como contrapartida do valor agregado ao trabalho tamb&eacute;m &eacute; fator relevante &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do bem-estar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Qual &eacute; o lugar ocupado pelo trabalho na felicidade das pessoas? Quais s&atilde;o os aspectos considerados centrais do trabalho capazes de tornar felizes ou infelizes as pessoas enquanto trabalham? Tais aspectos influenciam a felicidade das pessoas no trabalho da mesma forma? (Baudelot; Gollac, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao transportarmos o conceito de felicidade para as organiza&ccedil;&otilde;es, os desafios impostos aos gestores de entidades p&uacute;blicas, privadas e n&atilde;o governamentais de contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas organizacionais que enderecem para experi&ecirc;ncias de felicidade e de bem-estar da for&ccedil;a de trabalho, t&ecirc;m sido complexos. A felicidade adviria de meios que proporcionam bem-estar f&iacute;sico e psicossocial, de modo que as pessoas se sintam em paz, voltem-se aos outros, encontrem prop&oacute;sitos significativos e contribuam para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida no ambiente de trabalho. Da&iacute; resulta a motiva&ccedil;&atilde;o maior do homem: realizar, realizando-se (Matos, 2001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao considerarmos a relev&acirc;ncia da felicidade tamb&eacute;m em situa&ccedil;&otilde;es de trabalho, o que caracterizaria uma organiza&ccedil;&atilde;o percebida pelos trabalhadores como um lugar de excel&ecirc;ncia emocional para trabalhar? O que fazem organiza&ccedil;&otilde;es preocupadas com o bem-estar subjetivo e psicol&oacute;gico (Siqueira &amp; Padovan, 2008) dos seus trabalhadores diferenciarem-se das demais? Uma quest&atilde;o como essa implica respostas complexas. A raz&atilde;o &eacute; que temos de levar em conta m&uacute;ltiplas vari&aacute;veis relevantes para que uma organiza&ccedil;&atilde;o seja considerada um lugar de excel&ecirc;ncia humana para trabalhar. Trata-se, portanto, de um fen&ocirc;meno multicausal, cujos estudos podem ser encontrados, de forma mais delimitada, sob a denomina&ccedil;&atilde;o de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Um meio fundamental para gerar felicidade no trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos principais &iacute;cones em estudos sobre qualidade de vida no trabalho, Richard Walton (1973), estabeleceu dimens&otilde;es e respectivos indicadores que permitem identificar e avaliar a exist&ecirc;ncia de qualidade de vida em uma organiza&ccedil;&atilde;o. Tais dimens&otilde;es s&atilde;o em n&uacute;mero de oito, conforme descritas a seguir: Oportunidade de uso e desenvolvimento das capacidades; Oportunidade de crescimento cont&iacute;nuo e seguran&ccedil;a; Integra&ccedil;&atilde;o social no trabalho; Compensa&ccedil;&atilde;o justa e adequada; Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho; Constitucionalismo; Trabalho e o espa&ccedil;o total da vida; e Relev&acirc;ncia social da vida no trabalho. O conjunto dessas e de outras condi&ccedil;&otilde;es pode atuar para a constru&ccedil;&atilde;o de ambientes mais saud&aacute;veis e voltados para o bem-estar, que est&atilde;o na base de um ambiente laboral favor&aacute;vel &agrave; felicidade dos trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m na busca por fatores contributivos &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de felicidade no trabalho, Snyder e Lopes (2009) descreveram oito benef&iacute;cios ou caracter&iacute;sticas que podem ser encontrados em um trabalho percebido e sentido como gratificante. Tais qualidades s&atilde;o as que seguem: a possibilidade de realizar variadas tarefas, podendo, deste modo, dar ampla vaz&atilde;o ao repert&oacute;rio cognitivo e afetivo; trabalhar em um ambiente considerado seguro nos aspectos f&iacute;sico e psicossocial; poder proporcionar renda satisfat&oacute;ria para manter a fam&iacute;lia e a si; encontrar prop&oacute;sito percebido como significativo para fazer um produto ou prestar um servi&ccedil;o; encontrar felicidade e satisfa&ccedil;&atilde;o naquilo que faz; sentir-se comprometido afetivamente com a causa resultante do trabalho; perceber que o desempenho no trabalho &eacute; satisfat&oacute;rio e que os objetivos est&atilde;o sendo alcan&ccedil;ados; perceber e sentir companheirismo, lealdade e confian&ccedil;a nas rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com colegas e gestores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dos indicadores propostos por Walton (1973), Hackman e Oldham (1975) e Snyder e Lopes (2009) foram acrescentados outros, de natureza estrutural e processual, que constam na avalia&ccedil;&atilde;o das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, da Revista Exame, como por exemplo, o &iacute;ndice de felicidade (REVISTA VOC&Ecirc; S/A/EXAME, 2010). Conforme o m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, o &iacute;ndice de felicidade no trabalho dimensiona as pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas de gest&atilde;o de pessoas e a percep&ccedil;&atilde;o das pessoas sobre o ambiente de trabalho. A pesquisa, coordenada pelos professores Andr&eacute; Fischer e Joel Dutra define a felicidade como composta por 70% do &iacute;ndice de qualidade do ambiente, 25% do &iacute;ndice de qualidade na gest&atilde;o de pessoas e 5% pela avalia&ccedil;&atilde;o do jornalista que observa a organiza&ccedil;&atilde;o e a avalia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A guisa de ilustra&ccedil;&atilde;o, uma das importantes descobertas desse estudo em sua vers&atilde;o de 2010 foi a de que as organiza&ccedil;&otilde;es que concentram um n&uacute;mero maior de trabalhadores felizes s&atilde;o aquelas que apresentam &iacute;ndices mais prof&iacute;cuos de rentabilidade. Ou seja, a conclus&atilde;o &eacute; a de que felicidade no trabalho, produtividade e rentabilidade andam juntas. Na equa&ccedil;&atilde;o felicidade e desempenho econ&ocirc;mico da organiza&ccedil;&atilde;o, 12 elementos s&atilde;o considerados essenciais: conhecer bem o trabalho, ter acesso a materiais e equipamentos de qualidade, ter oportunidade para fazer o que cada um faz de melhor, ser reconhecido, perceber que os gestores se preocupam com cada um dos empregados, ser encorajado para crescer como pessoa e profissional, ter a opini&atilde;o levada em conta, identificar-se com a miss&atilde;o e a vis&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o, ter colegas comprometidos, ter o melhor amigo no trabalho, acompanhar o progresso das discuss&otilde;es e ter oportunidade para aprender (Instituto Americano de Pesquisa Gallup, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que existam na atualidade a&ccedil;&otilde;es nas organiza&ccedil;&otilde;es voltadas para a felicidade, o bem-estar e a qualidade de vida no trabalho, tamb&eacute;m perduram organiza&ccedil;&otilde;es cujos valores e cren&ccedil;as contribuem para a constru&ccedil;&atilde;o de competi&ccedil;&atilde;o destrutiva, o estabelecimento unilateral de metas percebidas como inalcan&ccedil;&aacute;veis e a constru&ccedil;&atilde;o de relacionamentos utilit&aacute;rios e ego&iacute;stas, que n&atilde;o levam em conta princ&iacute;pios saud&aacute;veis de conv&iacute;vio entre seres humanos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o que podemos observar, parece que nas sociedades atuais, em qualquer parte do mundo, as oportunidades de um trabalho significativo e motivador tendem a se tornarem cada vez menos poss&iacute;veis. Ao mesmo tempo, intensificam-se as exig&ecirc;ncias para os trabalhadores, paralelas ao aumento dos &iacute;ndices de desemprego (Muchinsky, 2004). Contudo, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel observar desde a d&eacute;cada de 1990, um crescente desejo de autonomia e de envolvimento dos trabalhadores nas decis&otilde;es que os afetam direta ou indiretamente. As rela&ccedil;&otilde;es de mando e subordina&ccedil;&atilde;o est&atilde;o se transformando n&atilde;o s&oacute; no &aacute;pice da pir&acirc;mide organizacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os gestores em todos os n&iacute;veis da estrutura organizacional est&atilde;o "tomando consci&ecirc;ncia" de que os trabalhadores j&aacute; n&atilde;o aceitam mais ordens sem refletirem a respeito delas. Cada vez mais fazem perguntas e exigem respostas coerentes e r&aacute;pidas (Toffler, 1990).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seguindo essas tend&ecirc;ncias contradit&oacute;rias, o trabalho ocupa amplos espa&ccedil;os na constitui&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia humana. Insere-se entre as atividades mais importantes, como fonte relevante de significados na constru&ccedil;&atilde;o da vida humana associada. O que vem ao encontro de que a ocupa&ccedil;&atilde;o de um ser humano, expressa por meio de suas atividades di&aacute;rias, ao satisfazerem suas necessidades b&aacute;sicas e motivacionais, comp&otilde;e elemento central do seu autoconceito, que se torna vital &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de sua autoestima e do "sentir-se feliz" (Zanelli &amp; Silva, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na perspectiva psicol&oacute;gica, &eacute; uma categoria central no desenvolvimento do autoconceito e importante fonte de autoestima. &Eacute; fundamental para o desenvolvimento do ser humano, pois tamb&eacute;m estabelece e direciona suas aspira&ccedil;&otilde;es e seu estilo de vida. Em suma, o trabalho &eacute; um forte componente na constru&ccedil;&atilde;o da pessoa que convive bem consigo mesma, acredita e se orgulha de si (Zanelli, Silva &amp; Soares, 2010). A explica&ccedil;&atilde;o est&aacute; no fato de que, nossa autoimagem ocupacional &eacute; uma parte essencial de nossa autoimagem total. Para muitas pessoas, &eacute; a parte mais relevante (Schein, 1982, 1984).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao considerarmos que o trabalho ocupa uma posi&ccedil;&atilde;o central na vida das pessoas, enquanto fonte de realiza&ccedil;&atilde;o e de felicidade pessoal, urge refletir a respeito de condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e psicossociais imprescind&iacute;veis &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de felicidade no trabalho. A satisfa&ccedil;&atilde;o plena de necessidades fisiol&oacute;gicas (comer, beber, dormir, etc.), de seguran&ccedil;a f&iacute;sica e ps&iacute;quica (boas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho livres de ass&eacute;dio moral), de intera&ccedil;&otilde;es humanas saud&aacute;veis e gratificantes, de autoestima por meio de leg&iacute;timas pr&aacute;ticas de reconhecimento e, por fim, de oportunidades aut&ecirc;nticas de autoatualiza&ccedil;&atilde;o (crescimento pessoal e profissional) e de autorrealiza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o imprescind&iacute;veis &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de sentimentos que levem a experi&ecirc;ncias de efetiva felicidade nos ambientes f&iacute;sico e ps&iacute;quico de trabalho. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antunes, R. (1998) <i>Adeus ao trabalho?</i> Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 5. ed. S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117267&pid=S1984-6657201200030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antunes, R. (2000) <i>Os sentidos do trabalho:</i> ensaio sobre a afirma&ccedil;&atilde;o e a nega&ccedil;&atilde;o do trabalho. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Bontempo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117269&pid=S1984-6657201200030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Argyle, M.; Martin, M. &amp; Crossland, J. (1989) Happiness as a function of personality and social encounters. In: Forgas, J. &amp; Innes, J. (eds.). <i>Recent advances in social psychology</i>: an international perspective. Elsevier, North Holland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117271&pid=S1984-6657201200030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baudelot, C. &amp; Gollac, M. (2011). <i>Trabajar para ser feliz</i>? La felicidad y el trabajo en Francia. Buenos Aires: Mi&ntilde;o y D&aacute;vila.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117273&pid=S1984-6657201200030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Blanch Ribas, J. M. (2003) Trabajar en la modernidad industrial. In: Blanch Ribas, J. M.; M. J. E. Tom&aacute;s, C. G. Duran, &amp; Artiles, A. M. <i>Teoria de las relaciones laborales. Fundamentos</i> (p. 19-147). Barcelona: Editorial UOC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117275&pid=S1984-6657201200030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Berger, P. L. &amp; Luckmann, T. (1985). <i>A constru&ccedil;&atilde;o social da realidade</i>. S&atilde;o Paulo: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117277&pid=S1984-6657201200030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bernardes, R. (1994). Trabalho: a centralidade de uma categoria anal&iacute;tica. <i>S&atilde;o Paulo em Perspectiva</i>, 8(4):33-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117279&pid=S1984-6657201200030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borges, L. O. (1997) Os atributos e a medida do significado do trabalho. <i>Psicologia:teoria e pesquisa</i>, 13(2),211-221. mai./ago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117281&pid=S1984-6657201200030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borges, L. O. (1999) As concep&ccedil;&otilde;es do trabalho: um estudo de an&aacute;lise de conte&uacute;do de dois peri&oacute;dicos de circula&ccedil;&atilde;o nacional. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o Contempor&acirc;nea</i>, Rio de Janeiro. 39(3),81-108. set./dez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117283&pid=S1984-6657201200030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borges, L. O. &amp; Yamamoto, O. (2004). O mundo do trabalho. In: J.C. Zanelli; J. Borges-Andrade, &amp; A.V. Bastos. <i>Psicologia, organiza&ccedil;&otilde;es e trabalho no Brasil</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117285&pid=S1984-6657201200030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ciampa, A. da C. (1986) Identidade. In: Lane, S. &amp; Codo, W. <i>Psicologia Social</i>. S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117287&pid=S1984-6657201200030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De la Garsa Toledo, A. (2008) Hacia un concepto ampliado de trabajo. In: De la Garsa Toledo, A. <i>Trabajo, calificaci&oacute;n e identidad</i>. Buenos Aires.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117289&pid=S1984-6657201200030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frankl, V. E. (1991) <i>Em busca de sentido: </i>um psic&oacute;logo no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Petr&oacute;polis: Editora Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117291&pid=S1984-6657201200030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hackman, J. R. &amp; Oldham, G. R (1975). Development of the job diagnostic survey. <i>Journal of applied Psychology</i>, v.60, p.159-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117293&pid=S1984-6657201200030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Harper, D. (2005) <i>Online Etymology Dictionary</i> . Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.etymonline.com" target="_blank">http://www.etymonline.com</a>&gt; Acesso em: 05 set. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117295&pid=S1984-6657201200030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Harvey, D. (2000). <i>Condi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-moderna:</i> uma pesquisa sobre as origens da mudan&ccedil;a cultural. 9. ed. S&atilde;o Paulo: Loyola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117297&pid=S1984-6657201200030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Instituto Gallup de Pesquisa (Estados Unidos). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gallup.com/home.aspxr" target="_blank">http://www.gallup.com/home.aspxr</a>&gt;. Acesso em: 20 de junho de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117299&pid=S1984-6657201200030000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gondim, S. M. G. &amp; Siqueira, M. M. M. (2004). Emo&ccedil;&otilde;es e afetos no trabalho. In: Zanelli, J. C.; Borges-Andrade, J. E. &amp; Bastos, A. V. B. <i>Psicologia, organiza&ccedil;&otilde;es e trabalho no Brasil</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117301&pid=S1984-6657201200030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maslow, A. (1970) <i>Motivation and Personality.</i> NY: Harper, Second Ed. NY: Harper.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117303&pid=S1984-6657201200030000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Islam, G. (2008). <i>Objective and subjective indicators of happiness in Brazil</i>: The mediating role of social. Insper Working Paper. S&atilde;o Paulo: Ibmec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117305&pid=S1984-6657201200030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Matos, F. G. de. (2001) <i>Empresa com alma</i>. S&atilde;o Paulo: Makron Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117307&pid=S1984-6657201200030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">McGregor, D. (1992) <i>O lado humano da empresa</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117309&pid=S1984-6657201200030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Meyer, J. P. &amp; Allen, N. J. (1997) <i>Commitment in the workplace</i>: Theory, research, and application. Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117311&pid=S1984-6657201200030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mendes, A.M. &amp; Tamayo, A. (2001). Valores organizacionais e prazer-sofrimento no trabalho. <i>Psico-USF</i>, Bragan&ccedil;a Paulista, 6(1),39-46, jan./jun.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117313&pid=S1984-6657201200030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Morin, E. M. (1996) Epistemologia da Complexidade. In: Schnitman, D. F. (Org.) <i>Novos Paradigmas, Cultura e Subjetividade</i>. Porto Alegre, Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117315&pid=S1984-6657201200030000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Morin, E. M. (1997) Le sens du travail pour des gestionnaires francophones. <i>Revue Psychologie du Travail et des Organisations</i>, 3(2/3),26-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117317&pid=S1984-6657201200030000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Morin, E. M. (2001) Os sentidos do trabalho. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o de Empresas - RAE</i>. S&atilde;o Paulo. 41(3),8-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117319&pid=S1984-6657201200030000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Morin, E.; Tonelli, M. J. &amp; Pliopas, A. L. V. (2003) O Trabalho e Seus Sentidos. <i>Anais</i>. Encontro Nacional da Associa&ccedil;&atilde;o de Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o. 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S&atilde;o Paulo, 19, Edi&ccedil;&atilde;o Especial 1,47-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117323&pid=S1984-6657201200030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MOW - Meaning of work international research team. (1987) <i>The meaning of working</i>. London: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117325&pid=S1984-6657201200030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muchinsky, P. (2004). <i>Psicologia organizacional</i>. S&atilde;o Paulo: Thonsom.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117327&pid=S1984-6657201200030000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Offe, C. (1989) Trabalho: a categoria sociol&oacute;gica chave? In: Offe, C. <i>Capitalismo desorganizado.</i> S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117329&pid=S1984-6657201200030000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rebello, G. (2002). A nova cultura do trabalho e do emprego: que desafios para os actores sociais? <i>Din&acirc;mia</i>. Centro de Estudos sobre a mudan&ccedil;a socieconomica. Lisboa: ISCTE,. 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Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117333&pid=S1984-6657201200030000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Revista Voc&ecirc;/SA/Exame (2010). <i>As melhores empresas para trabalhar no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Abril.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117335&pid=S1984-6657201200030000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Roche, W. J. &amp; Mackinnon, N. L. (1976). <i>Motivating people with meaningfull work</i> . Cambridge, Massachusetts: Harvard Business Review.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117337&pid=S1984-6657201200030000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ruiz-Quintanilla, S.A. &amp; Claes, R. (2000). MOW Research Programs. In: Katz; J.A. (Ed.), <i>Databases for the study of entrepreneurship</i>. New York: JAI/Elsevier Science Inc, 335-391.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117339&pid=S1984-6657201200030000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schein, E. H. <i>Psicologia organizacional</i> (1982). Rio de Janeiro: Prentice Hall do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117341&pid=S1984-6657201200030000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schein. E. A (1984). <i>Psicologia organizacional</i>. Rio de Janeiro: Prentice Hall do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117343&pid=S1984-6657201200030000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schoch, R. (2011). <i>A hist&oacute;ria da (In) Felicidade</i>: tr&ecirc;s mil anos de busca por uma vida melhor. S&atilde;o Paulo: Best Seller.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117345&pid=S1984-6657201200030000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seligman, M. E. P. (2004). <i>Felicidade aut&ecirc;ntica</i>. Rio de Janeiro: Objetiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117347&pid=S1984-6657201200030000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Silva, N. &amp; Tolfo, S. R. (2011) Processos psicossociais na constru&ccedil;&atilde;o de sentido &eacute;tico nas organiza&ccedil;&otilde;es. In: Costa, S. G. da<i> Psicologia aplicada &agrave; administra&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Elsiever.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117349&pid=S1984-6657201200030000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Senge, P. A dan&ccedil;a das mudan&ccedil;as. Rio de Janeiro: Campus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117351&pid=S1984-6657201200030000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Siqueira, M. M. M. &amp; Padovan, V. A. V. (2008). Bases te&oacute;ricas de bem-estar subjetivo, bem-estar psicol&oacute;gico e bem-estar no trabalho. <i>Psicologia: teoria e pesquisa</i>. 24(2),201-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117353&pid=S1984-6657201200030000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Snyder, C. R. &amp; Lopez, S. J. (2009) <i>Psicologia Positiva</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117355&pid=S1984-6657201200030000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Taylor, F. W. (1911). <i>The Principles of Scientific Management</i>, New York: UK: Harper &amp; Brothers</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117357&pid=S1984-6657201200030000800046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tofler, A. (1990) <i>Powershift</i>: As mudan&ccedil;as do poder. S&atilde;o Paulo: Record.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117358&pid=S1984-6657201200030000800047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tolfo, S.R; et al. (2005) Revisitando abordagens sobre sentidos e significados do trabalho. <i>Anais do II F&oacute;rum CRITEOS</i>, Porto Alegre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117360&pid=S1984-6657201200030000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tolfo, S.R.; et al. (2011) Sentidos y significados del trabajo: un an&aacute;lisis con base en diferentes perspectivas te&oacute;ricas y epistemol&oacute;gicas en psicolog&iacute;a. <i>Revista Universitas Psichologica</i>. 10 (1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117362&pid=S1984-6657201200030000800049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tolfo, S.R. &amp; Piccinini, V. "Sentidos e significados do trabalho: explorando conceitos, vari&aacute;veis e estudos emp&iacute;ricos brasileiros. <i>Psicologia e Sociedade</i>. 19, Edi&ccedil;&atilde;o especial 1:38-46,2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117364&pid=S1984-6657201200030000800050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Walton, R. (1973). Quality of working life: what is it? <i>Slow Management Review.</i> USA: 15(1),11-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117366&pid=S1984-6657201200030000800051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanelli, J. C. (Coord.), Calzaretta, A. V., Garc&iacute;a, A. J., Lipp, M.E. N., Chambel, M. J. (2010). Estresse nas organiza&ccedil;&otilde;es de trabalho: compreens&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o baseadas em evid&ecirc;ncias. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117368&pid=S1984-6657201200030000800052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanelli, J. C; Silva, N. &amp; Soares H. P. (2010). <i>Orienta&ccedil;&atilde;o para aposentadoria nas organiza&ccedil;&otilde;es</i>: projetos para o p&oacute;s-carreira. Porto Alegre: ARTMED.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117370&pid=S1984-6657201200030000800053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Zanelli, J. C. &amp; Silva, N. (2008). <i>Intera&ccedil;&atilde;o humana e gest&atilde;o: a constru&ccedil;&atilde;o psicossocial das organiza&ccedil;&otilde;es de trabalho</i>. S&atilde;o Paulo: Casa do psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4117372&pid=S1984-6657201200030000800054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 08.11.2011     <br>   Aprovado em: 27.11.2012 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nta"></a><a href="#nt">1</a> Para fins deste artigo, foram abordadas algumas perspectivas no estudo dos significados e dos sentidos do trabalho na psicologia, como a cognitivista e a existencialista estudadas pelo Grupo MOW (1987), por Borges (1999) e Morin (2001). Para uma an&aacute;lise mais pormenorizada das diferentes perspectivas, leia Tolfo e colaboradores (2011).</font></p>      ]]></body>
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