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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We present a report about a reflexive support group carried out with Psychology students that discussed different processes of their academic development. It emphasizes the psychological dimension of the learning process and the integration of group´s action. The coordinator´s single role is to produce a creative and innovative perception that will allow a change of some stereotypical attitudes in the group. All along the five encounters realized, it has been possible to discuss professional choices and difficulties in the academic development. During the sessions, the coordinator was always aware of the group´s reactions face the institutional spaces in-between, even if he always avoided being obvious about it. The students could perceive how their criticism against the institution was somehow invalidated by their strong links with the institution itself, searching for other holdings and for new ways of discrimination and singularization. This group work was a very important step towards a deeper improvement of the construction of their academic life process and of the relation with the institution where the reflexive support group happened.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RELATOS    DE EXPERI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Sentidos    para a forma&ccedil;&atilde;o em um grupo de reflex&atilde;o</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Meanings for    the education in a discussion group</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Erich Montanar    Franco<sup>I</sup>; Altivir Jo&atilde;o Volpe<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Universidade    presbiteriana Mackenzie. Doutor em psicologia social - USP. <a href="mailto:efranco@bol.com.br">efranco@bol.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Universidade Presbiteriana Mackenzie. Doutor em psicologia social    - USP. <a href="mailto:aj.volpe@uol.com.br">aj.volpe@uol.com.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apresentamos um    relato de experi&ecirc;ncia com um grupo de reflex&atilde;o realizado com estudantes    de psicologia. Essa modalidade de grupo visa o trabalho operativo, que enfatiza    a dimens&atilde;o psicossocial da aprendizagem e a integra&ccedil;&atilde;o    da a&ccedil;&atilde;o grupal. O papel do coordenador &eacute; favorecer e desencadear    viv&ecirc;ncias criativas e inovadoras que permitam a supera&ccedil;&atilde;o    de condutas estereotipadas. No decorrer de cinco encontros, foi poss&iacute;vel    refletir sobre as escolhas profissionais e as dificuldades do percurso acad&ecirc;mico.    Durante as atividades, o coordenador transitou entre os processos impl&iacute;citos    e o acontecer expl&iacute;cito no espa&ccedil;o institucional. Os universit&aacute;rios    deslocaram-se, gradativamente, da constante e forte cr&iacute;tica &agrave;    institui&ccedil;&atilde;o para o reconhecimento da grande liga&ccedil;&atilde;o    de todos com a din&acirc;mica institucional, buscando outras refer&ecirc;ncias    e novos processos de discrimina&ccedil;&atilde;o e singulariza&ccedil;&atilde;o.    A atividade foi uma importante experi&ecirc;ncia de apropria&ccedil;&atilde;o    do percurso acad&ecirc;mico e das suas rela&ccedil;&otilde;es com a vida universit&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:    </b> grupo operativo, estudantes universit&aacute;rios, psicologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">We present a report    about a reflexive support group carried out with Psychology students that discussed    different processes of their academic development. It emphasizes the psychological    dimension of the learning process and the integration of group&acute;s action.    The coordinator&acute;s single role is to produce a creative and innovative    perception that will allow a change of some stereotypical attitudes in the group.    All along the five encounters realized, it has been possible to discuss professional    choices and difficulties in the academic development. During the sessions, the    coordinator was always aware of the group&acute;s reactions face the institutional    spaces in-between, even if he always avoided being obvious about it. The students    could perceive how their criticism against the institution was somehow invalidated    by their strong links with the institution itself, searching for other holdings    and for new ways of discrimination and singularization. This group work was    a very important step towards a deeper improvement of the construction of their    academic life process and of the relation with the institution where the reflexive    support group happened.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    discussion group, students, psychology.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; muito    se reconhece a import&acirc;ncia das pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias como    organizadoras da pr&aacute;tica do psic&oacute;logo e do trabalhador da &aacute;rea    da sa&uacute;de mental. &Eacute; importante salientar a relev&acirc;ncia desse    processo de reflex&atilde;o no decorrer da forma&ccedil;&atilde;o de um estudante    de psicologia e no dia-a-dia de um profissional, pois as rela&ccedil;&otilde;es    institucionais s&atilde;o marcadas por conflitos de toda ordem e, ao mesmo tempo,    servem de sustenta&ccedil;&atilde;o e ancoragem para que ambos possam sustentar    o trabalho ou as ang&uacute;stias resultantes de rela&ccedil;&otilde;es pouco    satisfat&oacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pretendemos trazer    aqui o relato de cinco sess&otilde;es de uma modalidade operativa denominada    grupo de reflex&atilde;o, analisando seus benef&iacute;cios para a forma&ccedil;&atilde;o    do psic&oacute;logo, o t&ecirc;nue limite entre esse tipo de pr&aacute;tica    e a terapia de grupo, bem como aspectos ligados &agrave; fun&ccedil;&atilde;o    do coordenador do grupo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>PROPOSTA DE    TRABALHO COM GRUPO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A experi&ecirc;ncia    apresentada n&atilde;o constitui uma pesquisa, antes comp&otilde;e um conjunto    de a&ccedil;&otilde;es institucionais que integram um programa de orienta&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica e pedag&oacute;gica com o objetivo de ampliar as modalidades    de apoio oferecidas ao aluno de psicologia no decorrer de sua forma&ccedil;&atilde;o.    Essas atividades t&ecirc;m sido orientadas tanto para a resolu&ccedil;&atilde;o    de dificuldades pontuais do percurso acad&ecirc;mico - como a escolha de &aacute;reas    de est&aacute;gio ou de temas para o trabalho de conclus&atilde;o de curso -    quanto no aux&iacute;lio para o enfrentamento de dilemas pessoais por meio da    reflex&atilde;o sobre as possibilidades de atendimento psicoter&aacute;pico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este relato diz    respeito, pois, &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o continente    de express&atilde;o de sentimentos e pensamentos de um grupo mediados pela escuta    de um coordenador. Com efeito, o que descrevemos nesse trabalho tamb&eacute;m    vem sendo observado em outras iniciativas nos espa&ccedil;os acad&ecirc;micos,    relacionadas ou n&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es de pesquisa e interven&ccedil;&atilde;o.    Nesse sentido, Fernandes (2003) comenta que tais atividades s&atilde;o obrigat&oacute;rias    em cursos de forma&ccedil;&atilde;o de analistas de grupo. &Eacute; poss&iacute;vel    que elas tamb&eacute;m ocorram nos cursos de psicologia, mas certamente n&atilde;o    t&ecirc;m sido devidamente noticiadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    &eacute; poss&iacute;vel localizar experi&ecirc;ncias com grupos utilizadas    como estrat&eacute;gia de forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica em diversas    &aacute;reas da sa&uacute;de. Por exemplo, Colares e Andrade (2009) relatam    pesquisa sobre efeito de atividades reflexivas grupais no desenvolvimento profissional    de estudantes de medicina. Nesse caso, o uso do sociodrama-educacional favoreceu    os seguintes resultados: compartilhamento das dificuldades da forma&ccedil;&atilde;o,    integra&ccedil;&atilde;o por meio de v&iacute;nculos positivos dos alunos de    diversas etapas do curso e reflex&atilde;o cr&iacute;tica sobre a pr&aacute;tica    m&eacute;dica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em outro trabalho    (LUCCHESE; BARROS, 2002), desta vez com estudantes do &uacute;ltimo ano de enfermagem,    observa-se como resultado uma proposta de produ&ccedil;&atilde;o coletiva de    conhecimento - considerada pelos membros do grupo uma viv&ecirc;ncia significativa    que permitiu o aprimoramento da plasticidade na busca de solu&ccedil;&otilde;es    frente aos impasses do cotidiano. A viv&ecirc;ncia grupal favoreceu a reelabora&ccedil;&atilde;o    dos v&iacute;nculos e mobilizou resson&acirc;ncias internas que impulsionaram    n&atilde;o s&oacute; a reflex&atilde;o sobre a produ&ccedil;&atilde;o de respostas    mas, antes de tudo, a compreens&atilde;o de seu car&aacute;ter sempre provis&oacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Zimerman (2002),    por sua vez, lembra que a pr&aacute;tica dos grupos de reflex&atilde;o, &agrave;    semelhan&ccedil;a dos grupos operativos de Pichon-Rivi&egrave;re, se desenvolve    operativamente sobre determinada tarefa e seu objetivo n&atilde;o &eacute; prioritariamente    psicoterap&ecirc;utico, embora efeitos e resson&acirc;ncias desse tipo possam    ser produzidos. A seu ver, a tarefa operativa permite organizar e integrar a    a&ccedil;&atilde;o grupal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A respeito dessa    modalidade, Coutinho e Rocha (2007) afirmam que o trabalho do coordenador nos    grupos de reflex&atilde;o est&aacute; voltado para interven&ccedil;&otilde;es    que desencadeiam processos criativos e viv&ecirc;ncias inovadoras por meio do    entendimento do fen&ocirc;meno da transfer&ecirc;ncia. Nos termos desses autores,    os grupos de reflex&atilde;o favorecem "a circula&ccedil;&atilde;o de sentidos    e os deslizamentos significantes, com alguma repercuss&atilde;o poss&iacute;vel    nos modos de gozo dos sujeitos que deles participam, atrelados &agrave;s identifica&ccedil;&otilde;es    e aos lugares ocupados por eles no campo da cultura" (COUTINHO; ROCHA, 2007,    p. 76).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A proposta em quest&atilde;o    neste relato de experi&ecirc;ncia tamb&eacute;m deriva de uma concep&ccedil;&atilde;o    da situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem contr&aacute;ria &agrave; chamada    educa&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria, t&atilde;o criticada por Paulo Freire    (2007). Desta forma, destaca o aspecto vivencial e transformador do processo    em quest&atilde;o. Assim, o processo de ensino-aprendizagem &eacute; compreendido    como instrumento da emancipa&ccedil;&atilde;o e liberta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os autores    da perspectiva te&oacute;rica que sustentam a pr&aacute;tica com grupos de reflex&atilde;o    cabe destacar o trabalho de Bleger (2001). Em seu cl&aacute;ssico texto sobre    grupos operativos no ensino, ele enfatiza a dimens&atilde;o psicossocial da    aprendizagem e rev&ecirc; a rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno. Para ele,    ensino e aprendizagem s&atilde;o elementos de um percurso dial&eacute;tico no    qual devem ocorrer altera&ccedil;&otilde;es no plano da conduta. No grupo operativo,    busca-se o enriquecimento da personalidade por meio da reflex&atilde;o problematizadora    a respeito de padr&otilde;es estereotipados da conduta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com Fernandes    (2003), os grupos de reflex&atilde;o t&ecirc;m sido utilizados em institui&ccedil;&otilde;es    formadoras da &aacute;rea da sa&uacute;de e da educa&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m    em unidades de sa&uacute;de ou hospitais e em &oacute;rg&atilde;os de classe    (conselhos de enfermagem, de servi&ccedil;o social, de psicologia dentre outros).    O principal objetivo dessa pr&aacute;tica &eacute; o aprendizado da pr&oacute;pria    viv&ecirc;ncia grupal, na medida em que esta pr&aacute;tica permite a apropria&ccedil;&atilde;o    dos v&iacute;nculos entre os pares, funcion&aacute;rios, chefes, alunos e professores    e com a institui&ccedil;&atilde;o &agrave; qual pertencem. Nessa forma de trabalho    n&atilde;o existem temas predeterminados e os participantes se manifestam sobre    aquilo que quiserem. No que diz respeito ao manejo dos aspectos transferenciais,    o emergente &eacute; institucional, ou seja, os assinalamentos, indaga&ccedil;&otilde;es    e poss&iacute;veis interpreta&ccedil;&otilde;es dizem respeito aos dep&oacute;sitos    inconscientes feitos no contexto grupo-institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda que o foco    seja o exame das dificuldades relacionais presentes durante a atividade de aprendizagem,    um dos desafios do coordenador &eacute; estar atento para que os encontros n&atilde;o    cumpram fun&ccedil;&otilde;es grupoter&aacute;picas, solicita&ccedil;&atilde;o    muito frequente que parte dos pr&oacute;prios grupos. Fernandes (2003b), ao    debater a proximidade entre as viv&ecirc;ncias em um grupo terap&ecirc;utico    e um grupo operativo, assinala o manejo da atividade grupal no que diz respeito    &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o da transfer&ecirc;ncia. Segundo ele, embora    alguns analistas latinoamericanos fa&ccedil;am uso da interpreta&ccedil;&atilde;o    em grupos operativos, o coordenador deve privilegiar o foco institucional. Para    ele, &eacute; consenso que as interven&ccedil;&otilde;es do coordenador devem    focar sempre o grupo e n&atilde;o o indiv&iacute;duo. O lugar de coordenador    exige que ele evite demandas no sentido de mediar os conflitos com a universidade,    institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica ou invada a vida privada dos participantes.    Ao explicitar o que acontece implicitamente, o coordenador trabalha com a informa&ccedil;&atilde;o    que o grupo revela a cada momento, isto &eacute;, o que os participantes toleram    e conseguem elaborar naquele momento (FERNANDES, 2003b).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>FORMA&Ccedil;&Atilde;O    DO GRUPO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O convite para    os encontros e o esclarecimento quanto &agrave; natureza da atividade foram    realizados pelos pr&oacute;prios professores da institui&ccedil;&atilde;o de    ensino aos seus alunos nas salas de aula. Os interessados puderam se inscrever    no mesmo momento em que tomaram conhecimento do convite, por meio do preenchimento    de uma lista na qual indicavam o primeiro nome e um telefone para contato. Em    seguida, foram realizadas entrevistas em grupo com os inscritos, cuja finalidade    era retomar a proposta e informar novamente aos participantes os objetivos da    modalidade do grupo oferecidas, possibilidades de participa&ccedil;&atilde;o    e sobre o enquadre propriamente dito (dura&ccedil;&atilde;o, hor&aacute;rios,    locais, presen&ccedil;a de observador, n&uacute;mero de participantes, composi&ccedil;&atilde;o    do grupo, etc). Nessa entrevista, o coordenador do grupo tamb&eacute;m p&ocirc;de    esclarecer que n&atilde;o se tratava de um grupo de estudo ou de um grupo terap&ecirc;utico,    mas sim de um grupo operativo que tinha como tarefa a reflex&atilde;o sobre    a pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o e que isso ocorreria por meio da problematiza&ccedil;&atilde;o    de quest&otilde;es relacionadas ao cotidiano universit&aacute;rio. Enfatizou-se    que o principal objetivo consistia em potencializar processos criativos e vivenciais    que enriquecem a vida acad&ecirc;mica como um todo. Al&eacute;m disso, foi poss&iacute;vel    realizar um reconhecimento das expectativas dos participantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A proposta consistiu    na realiza&ccedil;&atilde;o de cinco encontros ocorridos em uma sala cedida    pela universidade, com dura&ccedil;&atilde;o de duas horas e periodicidade quinzenal.    Em fun&ccedil;&atilde;o do contexto e das condi&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o    das atividades do grupo, apresentaremos em seguida apenas pequenas vinhetas    e recortes dos encontros desenvolvidos na institui&ccedil;&atilde;o de ensino.    Todos os nomes de participantes do grupo apresentados neste texto s&atilde;o    fict&iacute;cios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>PRIMEIRO ENCONTRO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos 13 alunos inicialmente    inscritos para a atividade, apenas dois n&atilde;o compareceram. Ap&oacute;s    r&aacute;pidas apresenta&ccedil;&otilde;es dos integrantes fez-se um sil&ecirc;ncio    de aproximadamente dois minutos. Na seq&uuml;&ecirc;ncia, Pedro falou exaltado    durante uns dez minutos sobre o aumento do consumo de &aacute;lcool e de outras    drogas nas proximidades da universidade. Joana polarizou uma discuss&atilde;o    intelectualizada sobre as drogas e seus efeitos, e os dois interlocutores polarizam    um di&aacute;logo no qual forneceram justificativas - a seu ver, sociol&oacute;gicas    e culturais da p&oacute;s-modernidade - para explicar tal crescimento ou mesmo    afirmando o direito dos jovens viverem fatos e situa&ccedil;&otilde;es que rompam    com o status quo, com a mesmice &#91;sic&#93; dos cursos universit&aacute;rios.    Os demais integrantes do grupo fazem pequenos apartes, mas n&atilde;o s&atilde;o    ouvidos pela dupla.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse momento,    o coordenador - frente a necessidade desses dois participantes se fazerem reconhecer    pelos demais integrantes - questiona se esse debate n&atilde;o seria uma forma    de sondar as possibilidades de express&atilde;o dentro do grupo: "Ser&aacute;    que a gente vai poder viajar aqui &#91;sic&#93;? Acho que todos querem saber    se poder&atilde;o falar livremente no grupo".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os desdobramentos    produzem diversas tem&aacute;ticas: d&uacute;vidas sobre a proposta inicial    do grupo e sobre a escolha pela Psicologia; alternativas que os cursos universit&aacute;rios    oferecem; as regras da sociedade e da institui&ccedil;&atilde;o na qual se encontram    (o curso &eacute; apontando como exemplo de mais uma dessas regras); o sentimento    de impot&ecirc;ncia frente &agrave; grande diversidade de conte&uacute;dos a    serem estudados; a suposta exig&ecirc;ncia de ser totalmente equilibrado e n&atilde;o    se contaminar com a loucura, como disse um dos integrantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O coordenador assinala    as diversas tem&aacute;ticas abordadas pelo grupo e chama a aten&ccedil;&atilde;o    para a grande mobiliza&ccedil;&atilde;o de todos frente a elas. A fala de Bruno    pontua esse momento: "&Eacute; dif&iacute;cil ponderar ou escolher diante de    tanta coisa, corre-se o risco de ficar contaminado ou se desequilibrar".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SEGUNDO ENCONTRO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre as tem&aacute;ticas    que mobilizaram o grupo nesse encontro, destaca-se a aus&ecirc;ncia de muitos    integrantes presentes ao primeiro encontro. Fala-se sobre a vontade de vir e,    ao mesmo tempo, a dificuldade de resistir &agrave; vontade de n&atilde;o vir    e fazer outras coisas. Tamb&eacute;m s&atilde;o retomadas as d&uacute;vidas    a respeito da proposta inicial do grupo, que oscilaram entre as possibilidades    terap&ecirc;uticas e o foco da reflex&atilde;o sobre a institui&ccedil;&atilde;o.    Alguns imaginavam que o objetivo era discutir a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o.    Durante boa parte do encontro, as falas giraram em torno das regras da institui&ccedil;&atilde;o,    sua inflex&atilde;o e pouca abertura. Por fim, Maur&iacute;cio, Fernanda, Gislaine    e Marcela refletem sobre sua depend&ecirc;ncia e expectativas em rela&ccedil;&atilde;o    ao coordenador que, supostamente, deveria trazer solu&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas    para o tumulto e a multiplicidade de caminhos surgidos. Por fim, Maur&iacute;cio    expressa seus sentimentos: "Eu me sinto em uma encruzilhada".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ent&atilde;o, o    coordenador assinala que o grupo mostra certa flexibilidade para se organizar,    mas se assusta com a responsabilidade da tarefa, e imagina que ele, coordenador,    poderia encontrar alternativas r&aacute;pidas para a conviv&ecirc;ncia e para    os trabalhos acad&ecirc;micos naquela universidade ou, at&eacute; mesmo, resolver    os conflitos com a institui&ccedil;&atilde;o. Os participantes oferecem ao coordenador    o papel de salvador, pois se sentem incapazes de agir, de pensar suas insatisfa&ccedil;&otilde;es    ou alternativas com as quais se deparam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maur&iacute;cio,    Fernanda e Lu&iacute;s Felipe mudam de assunto e expressam a necessidade urgente    de ter arm&aacute;rios para guardar suas coisas e que iriam conversar a respeito    com seus colegas e professores do grupo de pesquisa do qual participam para    tentar resolver esse problema. O coordenador reflete com o grupo: "nosso grupo    tamb&eacute;m pode ser um espa&ccedil;o para guardar e organizar nossas quest&otilde;es,    tomar decis&otilde;es, correr riscos (...)".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>TERCEIRO ENCONTRO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse encontro,    a tem&aacute;tica regra predomina. Questionam-se as normas da institui&ccedil;&atilde;o,    a necessidade de estabelecer tantos prazos, de preencher tantos formul&aacute;rios    e declara&ccedil;&otilde;es. Diante disso, os integrantes do grupo fazem tentativas    de desafiar o que a institui&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e e, ao mesmo tempo,    se dedicam prolongadamente a criticar um dos integrantes que propunha o fim    das regras. Fernanda, Bruno e Roberto falam de como lidam com as regras e seu    funcionamento no cotidiano (maior ou menor exig&ecirc;ncia; maior ou menor toler&acirc;ncia    &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o; perdas e danos).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As interven&ccedil;&otilde;es    do coordenador assinalam que, &agrave; medida que o grupo avan&ccedil;a em sua    tarefa, cada um pode falar de suas possibilidades e limites, de seus medos e    temores de n&atilde;o ser reconhecido e valorizado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>QUARTO ENCONTRO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Depois de longo    sil&ecirc;ncio, comenta-se a necessidade/obrigatoriedade de falar no grupo (relacionada    &agrave; n&atilde;o-diretividade do coordenador) e sobre a dificuldade para    estar ali em uma semana de provas e entrega de relat&oacute;rios com prazos    muito curtos. Na seq&uuml;&ecirc;ncia, Cristina, Fernanda, Lu&iacute;s Felipe    e Ricardo comentam que se sentem bem no grupo, que j&aacute; existe clima para    brincadeiras e que v&atilde;o sentir saudades durante o feriado que se aproxima.    Brincam com a possibilidade de mais encontros (semanais e n&atilde;o quinzenais).    O coordenador, que ficara boa parte do encontro sem se manifestar, assinala    que apesar do desconforto com o a sensa&ccedil;&atilde;o de obrigatoriedade,    existe a vontade de passar mais tempo com o grupo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>QUINTO ENCONTRO    (PRIMEIRO AP&Oacute;S O FERIADO)</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os integrantes    passam a maior parte do tempo discutindo o rein&iacute;cio e as dificuldades    que resultam disso. O tema da morte permeia toda a sess&atilde;o em forma de    anedota. Comentam que &eacute; como se estivessem em um novo grupo. Em seguida,    o foco passa a ser a dificuldade de cada um se expressar no grupo e quais as    perspectivas de cada um ali. Lu&iacute;s Felipe e Mar&iacute;lia falam sobre    as diferentes maneiras de se defender ou se proteger dentro do grupo. Maur&iacute;cio    lembra aos demais os objetivos iniciais do grupo e os desdobramentos havidos    no decorrer dos encontros. Fernanda e Cristina trazem poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es    para as desist&ecirc;ncias, a seu ver, conseq&uuml;&ecirc;ncia das diferentes    expectativas trazidas pelas (novas) tarefas propostas. Bruno comenta que esperava    aprender a trabalhar em grupo e que o clima existente agora permite brincar    e se comunicar com todos. Diz: "(&eacute;) Como se o coordenador n&atilde;o    existisse". Em seguida Maur&iacute;cio comenta: "E depois? O que vai acontecer    com o grupo? N&atilde;o quero ficar pensando s&oacute; como &eacute; bom viver    o momento presente!". Pouco depois (ap&oacute;s breve silencio), Fernanda fala    sobre dificuldades individuais e de sua necessidade de busca pela psicoterapia.    Essa tem&aacute;tica mobiliza o grupo e muitos expressam que sentiam a mesma    necessidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, os membros    do grupo e seu coordenador retomam a trajet&oacute;ria do grupo, suas dificuldades    e conquistas no percurso e ponderam sobre a possibilidade e a import&acirc;ncia    de atividades para refletir conjuntamente sobre a forma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>ALGUMAS CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No decorrer das    atividades com o grupo foi poss&iacute;vel perceber que os participantes demonstravam    grande interesse e ao mesmo tempo experimentavam certa desconfian&ccedil;a.    Os primeiros encontros foram marcados por um forte ataque &agrave; institui&ccedil;&atilde;o    e a suas normas, como um teste &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es do coordenador.    Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel pensar que esse tenha sido um recurso    do grupo para suportar ang&uacute;stias da viv&ecirc;ncia grupal, ou seja, a    partir desse pacto contra a institui&ccedil;&atilde;o, o grupo se consolida    como tal. Como afirma Ka&euml;s (2005, p. 133):</font></p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>(...) trata-se      de uma alian&ccedil;a inconsciente, uma forma&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica      intersubjetiva constru&iacute;da pelos sujeitos de um v&iacute;nculo para      refor&ccedil;ar, em cada um deles, certos processos, certas fun&ccedil;&otilde;es      ou certas estruturas vindas do recalque, ou da recusa, ou do desmentido e      da qual eles obt&ecirc;m um benef&iacute;cio, tal que, o v&iacute;nculo que      os liga, adquire, para sua vida ps&iacute;quica, um valor decisivo. As alian&ccedil;as      inconscientes enodam-se para que os sujeitos de um v&iacute;nculo estejam      assegurados de nada saber sobre seus pr&oacute;prios desejos, nem daqueles      que o precederam.</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pedro e Joana,    talvez como l&iacute;deres da resist&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a, trouxeram    ao primeiro encontro um saber intelectualizado, como se s&oacute; admitissem    os conte&uacute;dos do conhecimento j&aacute; pronto, sem abertura para a incorpora&ccedil;&atilde;o    do novo no campo grupal. Nesse interjogo das tarefas, &eacute; preciso <i>saber    n&atilde;o-saber</i>, suportar esse estado e buscar sua supera&ccedil;&atilde;o.    Essa dupla pareceu n&atilde;o suportar a ferida narc&iacute;sica resultante    dessa condi&ccedil;&atilde;o. Talvez, por isso n&atilde;o tenham retornado ao    grupo depois do primeiro encontro. Pode-se pensar que essa alian&ccedil;a no    ataque &agrave; institui&ccedil;&atilde;o seja anterior ao grupo, isto &eacute;,    j&aacute; se estabelecera no espa&ccedil;o institucional, e acabara por se fazer    mais vis&iacute;vel e, por que n&atilde;o dizer, consciente no espa&ccedil;o    do grupo de reflex&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, oscilando    entre o ataque &agrave; institui&ccedil;&atilde;o e uma reflex&atilde;o sobre    a depend&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma, o grupo p&ocirc;de    pouco a pouco deslocar seu foco da institui&ccedil;&atilde;o e do institu&iacute;do    para suas pr&oacute;prias quest&otilde;es. Isso se explicitou em diversos momentos    do grupo. Por exemplo, a fala de Bruno ao final do primeiro encontro reflete    um movimento ambivalente frente ao objeto a conhecer, como se, diante do novo    conhecimento, sentissem medo de uma desorganiza&ccedil;&atilde;o geral dos conte&uacute;dos    da experi&ecirc;ncia que j&aacute; possu&iacute;am nesse in&iacute;cio do grupo.    Conforme Ka&euml;s (1991), frequentemente o sofrimento institucional revivido    &eacute; um meio para o estudo e acesso &agrave;s estruturas ps&iacute;quicas    nas institui&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cabe destacar outra    possibilidade em rela&ccedil;&atilde;o a esse movimento pendular: como alguns    integrantes do grupo tinham sido alunos do coordenador, &eacute; poss&iacute;vel    pensar que o v&iacute;nculo t&iacute;pico da rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno    tenha resistido ao enquadre do grupo de reflex&atilde;o. Dessa forma, essa sobreposi&ccedil;&atilde;o    de pap&eacute;is pode, por um lado, ter facilitado a forma&ccedil;&atilde;o    do grupo, uma vez que os alunos tinham uma boa rela&ccedil;&atilde;o com o professor.    Por outro lado, &eacute; poss&iacute;vel que ela tenha dificultado o reconhecimento    do grupo como um espa&ccedil;o n&atilde;o-disciplinar, tanto em rela&ccedil;&atilde;o    aos estudantes como ao coordenador. Por isso, embora possam ser facilitadoras    do v&iacute;nculo, tais condi&ccedil;&otilde;es de trabalho tamb&eacute;m exigiram    aten&ccedil;&atilde;o redobrada do coordenador e fizeram-no refletir sobre um    tempo mais prolongado de trabalho com o grupo. Ao coordenador coube refletir    sobre os riscos e benef&iacute;cios da forma&ccedil;&atilde;o de grupos nessas    condi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pensando sobre    o lugar do coordenador de grupos, ocorre-nos a fala inspiradora de Avenburg    (1998). Para ele, a fun&ccedil;&atilde;o do coordenador &eacute;:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>(...) a daquele      que mant&eacute;m a comunica&ccedil;&atilde;o em permanente circula&ccedil;&atilde;o.      Os pap&eacute;is, o de coordenador inclusive, devem ser intercambi&aacute;veis      em fun&ccedil;&atilde;o da tarefa; toda lideran&ccedil;a &eacute; funcional      e n&atilde;o deve cristalizar-se. O coordenador transita entre os processos      impl&iacute;citos e o acontecer expl&iacute;cito, no espa&ccedil;o transicional      entre o dito e o n&atilde;o-dito do homem-em-situa&ccedil;&atilde;o, o j&aacute;      e o ainda n&atilde;o (AVENBURG, 1998, p. 237).</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar das dificuldades,    no decorrer do processo grupal foi poss&iacute;vel refletir sobre a import&acirc;ncia    daquele espa&ccedil;o institucional para a forma&ccedil;&atilde;o dos estudantes.    Os participantes questionaram suas escolhas profissionais, o que o curso de    psicologia oferece, as regras da sociedade e da institui&ccedil;&atilde;o e    a import&acirc;ncia destas para a seguran&ccedil;a ps&iacute;quica de todos    e de cada um. Isto &eacute;, apesar do reconhecimento dos funcionamentos institucionais    autorit&aacute;rios e burocratizados (no sentido grupal e pol&iacute;tico),    foi poss&iacute;vel tornar consciente a &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o    de depend&ecirc;ncia de cada um com esses aspectos t&atilde;o criticados. As    dificuldades do curso e o sentimento de impot&ecirc;ncia frente &agrave; grande    diversidade de conte&uacute;dos a serem trabalhados, al&eacute;m da fantasia    acerca da possibilidade ou necessidade do pleno equil&iacute;brio ps&iacute;quico    do psic&oacute;logo tamb&eacute;m vieram &agrave; tona e puderam ser elaborados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora seja consenso,    entre aqueles que praticam grupos, a riqueza e a utilidade do dispositivo utilizado,    cremos que ainda merece destaque a potencialidade dessa pr&aacute;tica grupal    para favorecer a identifica&ccedil;&atilde;o e o reconhecimento das necessidades    pessoais e grupais durante o percurso acad&ecirc;mico. Nesse percurso grupal    ocorre um trabalho ps&iacute;quico que permitiu a supera&ccedil;&atilde;o de    estereotipias que reproduzem posi&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas institucionais    (em seus diversos n&iacute;veis) acerca do que &eacute; importante para cada    um e para o grupo como indiv&iacute;duos em forma&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido,    a aprendizagem ocorre no interjogo entre o subjetivamente concebido e o objetivamente    percebido no campo grupal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A no&ccedil;&atilde;o    de trabalho ps&iacute;quico remete &agrave; possibilidade de cria&ccedil;&atilde;o    e transforma&ccedil;&atilde;o. Ou seja, no &acirc;mbito intersubjetivo os processos    ps&iacute;quicos s&atilde;o atualizados pelo grupo e o funcionamento e as forma&ccedil;&otilde;es    ps&iacute;quicas do outro atuam no psiquismo do Sujeito Inconsciente (FERNANDES,    M. I. A., 2003).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apoiados nas reflex&otilde;es    de Ka&euml;s (1997), podemos afirmar que o dispositivo grupal se constitui como    uma fronteira entre mundo externo e mundo interno. Em rela&ccedil;&atilde;o    ao fora do grupo, ele torna-se uma barreira que o protege contra os perigos    externos; em rela&ccedil;&atilde;o ao intragrupo, desempenha o papel de barreira    de conten&ccedil;&atilde;o, assegurando que aspectos "bons" permane&ccedil;am    em seu interior. Como membrana filtrante, o grupo favorece as trocas, o tr&acirc;nsito    dos intermedi&aacute;rios, a circula&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o    - em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a da palavra polif&ocirc;nica (sintaxe    e sem&acirc;ntica) e pela expressividade emotiva ou motora (risos, choros, cantos,    movimentos...).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cada um e todos    se tornam pouco a pouco interlocutores e estranhos, estabelecendo um entrejogo    marcado por aproxima&ccedil;&otilde;es, identifica&ccedil;&otilde;es e afastamentos    rec&iacute;procos. Nesse sentido, formar um grupo &eacute; suscitar a tens&atilde;o    fundamental entre contribuir para certa unidade ou coes&atilde;o grupal e estabelecer    um movimento de diferencia&ccedil;&atilde;o dos sujeitos (KA&Euml;S, 2005).    Estar junto e, ao mesmo tempo, perceber-se indiv&iacute;duo, separado dos demais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; uma experi&ecirc;ncia    acima de tudo intersubjetiva: sup&otilde;e da parte do coordenador que n&atilde;o    invada o espa&ccedil;o onde se forma a ilus&atilde;o dos sujeitos. Trata-se    de facilitar a cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o de compartilhamento    de experi&ecirc;ncias, d&uacute;vidas, temores, expectativas, na tentativa de    elaborar cren&ccedil;as estabelecidas, lacunas, aus&ecirc;ncias ou rupturas    sofridas, protegendo os integrantes do grupo, nesse sentido, das intrus&otilde;es    &agrave;s quais est&atilde;o expostos, das invas&otilde;es da subjetividade    do coordenador (ou dos demais integrantes do grupo).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como se viu, as    associa&ccedil;&otilde;es livres e a&ccedil;&otilde;es dos participantes do    grupo fornecem pequenos esbo&ccedil;os, desenhos rascunhados sem que se conhe&ccedil;a    sua forma final. Da&iacute; a pouca utilidade de o coordenador e os sujeitos    esperarem uma obra acabada, da pressa em colher o fruto antes da hora. Existem    vazios e fissuras, o que entreabre a possibilidade da conversa e do compartilhamento;    dos encontros e confrontos; do brincar e do humor; enfim, da cria&ccedil;&atilde;o    e utiliza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias intermedi&aacute;rias. A partir    do movimento em dire&ccedil;&atilde;o ao outro &eacute; poss&iacute;vel a passagem    do conhecido ao desconhecido, separando e aproximando os sujeitos; passado e    presente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como j&aacute;    sinalizamos, esse tipo de trabalho grupal favorece situa&ccedil;&otilde;es muito    pr&oacute;ximas daque las reconhecidas como pr&oacute;prias de processos psicoter&aacute;picos.    Tomaremos a experi&ecirc;ncia vivida pelo coordenador para pensar sobre esse    ponto a partir de agora.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Temas relacionados    &agrave; finalidade do grupo e seus poss&iacute;veis efeitos surgiram em diversos    encontros do grupo. Em rela&ccedil;&atilde;o a essa tem&aacute;tica, o quinto    encontro parece ter sido o momento de maior elabora&ccedil;&atilde;o. &Eacute;    importante que retomemos o contexto desse acontecimento. Era a primeira vez    que o grupo se reencontrava depois do feriado e alguns integrantes n&atilde;o    haviam comparecido. Tratava-se de um rein&iacute;cio, onde todos checavam se    as quest&otilde;es ou temas n&atilde;o haviam mudado, mas tamb&eacute;m pode-se    pensar que j&aacute; era sabido que a atividade se encaminhava para seu desfecho.    Talvez essa seja uma das raz&otilde;es porque o tema luto e morte surgiram tantas    vezes naquele encontro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; acostumado    ao grupo e confiante de boa vincula&ccedil;&atilde;o com os integrantes, o coordenador    sentiu-se, a princ&iacute;pio, bem &agrave; vontade para interagir com o grupo.    De fato, isso ocorreu de forma bem descontra&iacute;da. Pouco a pouco, sentiu    necessidade de oferecer respostas aos integrantes do grupo e participar de uma    descoberta mais profunda e &iacute;ntima. Ao se dar conta desse sentimento e    se incomodar com sua pr&oacute;pria atua&ccedil;&atilde;o (por julg&aacute;-la    excessiva), o coordenador convidou o grupo a refletir sobre as necessidades    e as possibilidades do grupo. Nesse sentido, ele manteve certa tens&atilde;o    entre dois lugares necess&aacute;rios e correlatos. No grupo, &eacute; o iniciador    do processo e, ao mesmo tempo, fica &agrave; escuta, para compreender e nomear.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa reflex&atilde;o    parece ter causado efeitos diversos nos integrantes e o grupo todo se mobilizou    fortemente, permanecendo um longo per&iacute;odo em sil&ecirc;ncio. Todos compartilharam    seus sentimentos sobre essa longa reflex&atilde;o. Ao final, pensaram juntos    sobre a necessidade da psicoterapia e como isso vinha se acentuando &agrave;    medida que avan&ccedil;avam no curso de psicologia. O trabalho ps&iacute;quico    no espa&ccedil;o intersubjetivo permitiu um pensar n&atilde;o-estereotipado    sobre essa quest&atilde;o. Isto &eacute;, no caso dos participantes, a busca    da psicoterapia n&atilde;o se caracterizou por um processo de reprodu&ccedil;&atilde;o    dos constantes alertas feitos aos estudantes de psicologia sobre a necessidade    instrumental e pessoal do acompanhamento psicoterap&ecirc;utico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se pensar    que a inseguran&ccedil;a dos la&ccedil;os fragment&aacute;rios e a incerteza    quanto ao futuro, caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias da contemporaneidade,    tenham levado os participantes a experimentar a ambiguidade dos tempos modernos.    Essa se traduz, por exemplo, na busca por outras configura&ccedil;&otilde;es    vinculares ou de religamento institucional, o que nos leva a pensar que &eacute;    sempre entre o risco cont&iacute;nuo de perda das refer&ecirc;ncias e a possibilidade    de constitui&ccedil;&atilde;o de outros espa&ccedil;os ou de busca de reasseguramento    que se processa o intenso trabalho pr&oacute;prio do devir humano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os integrantes    do grupo, em um espa&ccedil;o de escuta, puderam experimentar e buscar outros    marcos de refer&ecirc;ncia e sentidos, com novos processos de discrimina&ccedil;&atilde;o    e singulariza&ccedil;&atilde;o. Partindo de uma certa ilus&atilde;o de completude    e am&aacute;lgama presentes no in&iacute;cio do trabalho, puderam viver a separa&ccedil;&atilde;o    e desilusionamento trazidos pela aceita&ccedil;&atilde;o progressiva da realidade.    Tratam-se de experi&ecirc;ncias n&atilde;o excludentes, tarefa nunca acabada    entre o <i>j&aacute;</i> e o <i>ainda-n&atilde;o</i>, entre o que se encontra    e o que se cria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cabe assinalar    a import&acirc;ncia da amplia&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de    experi&ecirc;ncias com diversas modalidades do trabalho grupal. Pois, al&eacute;m    de sua grande efic&aacute;cia como estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o    psicossocial em campos como o da sa&uacute;de e da educa&ccedil;&atilde;o, o    trabalho grupal diversifica e aprofunda a forma&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos    que s&atilde;o solicitados a trabalhar com grupos. Nesse sentido, grupos de    reflex&atilde;o constituem importantes organizadores intersubjetivos para o    cotidiano desses profissionais, com desdobramentos nas formas de pensar e de    agir e, consequentemente, nos espa&ccedil;os sociais que ocupam.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">AVENBURG, R. Psicoan&aacute;lisis:    perspectivas te&oacute;ricas y cl&iacute;nicas. Buenos Aires: Publicar, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299392&pid=S2177-2061201100010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BLEGER, J. Temas    de psicologia: entrevista e grupos. S&atilde;o Paulo: WMF Martins Fontes, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299394&pid=S2177-2061201100010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COLARES, M. de    F. A.; ANDRADE, A. dos Ss. Atividades grupais reflexivas com estudantes de medicina.    Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica, Rio de Janeiro,    v. 33, n. 1, p.101-114, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299396&pid=S2177-2061201100010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COUTINHO, L. G.;    ROCHA, A. P. R. Grupos de reflex&atilde;o com adolescentes: elementos para uma    escuta psicanal&iacute;tica na escola. Psicologia Cl&iacute;nica, v.19, n. 2,    p. 71-85, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299398&pid=S2177-2061201100010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FERNANDES, M. I.    A. O trabalho ps&iacute;quico da intersubjetividade. Psicologia USP, S&atilde;o    Paulo, v. 14, n. 3, p. 47-55, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299400&pid=S2177-2061201100010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FERNANDES, W. J.    Grupos de reflex&atilde;o e grupos de discuss&atilde;o. In: FERNANDES, W. J.;    SVARTAM, B.; &amp; FERNANDES B. S. (Org.) Grupos e configura&ccedil;&otilde;es    vinculares. 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Porto Alegre: Artmed, 2003b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299404&pid=S2177-2061201100010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FREIRE, P. A&ccedil;&atilde;o    cultural para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299406&pid=S2177-2061201100010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KA&Euml;S, R. La    palabra y el v&iacute;nculo - procesos asociativos en los grupos. 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S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299410&pid=S2177-2061201100010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">__________.Realidade    ps&iacute;quica e sofrimento nas institui&ccedil;&otilde;es. In:______ (Org)    A institui&ccedil;&atilde;o e as institui&ccedil;&otilde;es: estudos psicanal&iacute;ticos.    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Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 36, n. 1, 66-74, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4299414&pid=S2177-2061201100010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ZIMERMAN, D. Minha    pr&aacute;tica com grupos de reflex&atilde;o. In: FRANKLIN, J.O.J. Grupos de    reflex&atilde;o no Brasil: grupos e educa&ccedil;&atilde;o. 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