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<journal-title><![CDATA[Estudos Interdisciplinares em Psicologia]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A psicologia em contextos de expressão da desigualdade social: desafios e possibilidades]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESENHA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif"><b>A psicologia em contextos de express&atilde;o da desigualdade social: desafios e possibilidades</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif"><b>Kairon Pereira de Ara&uacute;jo Sousa<a href="https://orcid.org/0000-0003-0779-343X" target="_blank"><img src="/img/revistas/eip/v12n1/orcid.jpg"></a></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Federal do Piau&iacute; - UFPI</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Santos, L. N. (2014). <i>A psicologia na assist&ecirc;ncia social: convivendo com a desigualdade.</i> S&atilde;o Paulo, SP: Cortez.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O livro A psicologia na assist&ecirc;ncia social: convivendo com a desigualdade resulta da disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado de Luane Neves Santos, na Universidade Federal da Bahia - UFBA. A obra se prop&otilde;e, a partir da perspectiva s&oacute;cio-hist&oacute;rica e da no&ccedil;&atilde;o de compromisso social da psicologia, a refletir sobre a desigualdade social brasileira e sua repercuss&atilde;o na pr&aacute;xis psicol&oacute;gica no Sistema &Uacute;nico de Assist&ecirc;ncia Social - SUAS, bem como o encontro entre a psicologia e o social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Para tanto, a autora busca ampliar o debate acerca do tema, apresentando a dimens&atilde;o subjetiva sobre a desigualdade social, articulando-a a dimens&atilde;o objetiva que historicamente procurou explicar as causas da desigualdade social a partir de sua rela&ccedil;&atilde;o, especificamente, com os aspectos econ&ocirc;micos. A obra se estrutura em seis cap&iacute;tulos, em sua maioria curtos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">No primeiro cap&iacute;tulo, O princ&iacute;pio da caminhada, a autora faz men&ccedil;&atilde;o &agrave; sua trajet&oacute;ria frente ao tema da desigualdade social, seja como uma brasileira (que tamb&eacute;m &eacute; afetada por este fen&ocirc;meno), profissional da psicologia ou ainda como pesquisadora. Ademais, referencia as abordagens te&oacute;ricas, como a da desigualdade social, psicologia s&oacute;cio-hist&oacute;rica e do compromisso social, respons&aacute;veis pela sua implica&ccedil;&atilde;o com tal objeto de estudo, balizando as dire&ccedil;&otilde;es adotadas, limites e possibilidades de reflex&atilde;o acerca deste.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O cap&iacute;tulo seguinte &eacute; intitulado A desigualdade social brasileira: uma quest&atilde;o em debate. Neste, a autora procura demonstrar que a desigualdade social &eacute; um fen&ocirc;meno complexo e multifacetado. Para tanto, inicia com uma exposi&ccedil;&atilde;o geral referente &agrave; desigualdade social brasileira, apresentando estimativas nacionais, como os dados provenientes do IBGE e o &Iacute;ndice Gini.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Santos discute como a desigualdade social foi se perpetuando em solo brasileiro, tornando-se pouco acess&iacute;vel &agrave; percep&ccedil;&atilde;o (inviabilizada) atrav&eacute;s de mecanismos como o processo de naturaliza&ccedil;&atilde;o, constru&iacute;do pela forte vincula&ccedil;&atilde;o de ideias tais como: "meritocracia, trajet&oacute;rias pessoais fracassadas, sorte ou azar" (Santos, 2014, p. 28).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Expondo uma leitura cr&iacute;tica sobre tal fen&ocirc;meno, a autora trata de questionar a dicotomia presente em diversos estudos referentes ao tema que, ao longo dos anos, contribu&iacute;ram para uma vis&atilde;o alienante da desigualdade social, sobremaneira pela &ecirc;nfase majorit&aacute;ria na dimens&atilde;o objetiva que priorizou uma explica&ccedil;&atilde;o para as causas da desigualdade salientando aspectos como distribui&ccedil;&atilde;o da renda, a corrup&ccedil;&atilde;o, diferen&ccedil;as regionais, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Luane aborda a dimens&atilde;o subjetiva, trazendo ao debate outras vari&aacute;veis psicossociais que ampliam a compreens&atilde;o dessa problem&aacute;tica. Entretanto, ao inv&eacute;s de incorrer na manuten&ccedil;&atilde;o da dicotomia, prop&otilde;e a reflex&atilde;o e discuss&atilde;o da desigualdade social tendo em conta as duas dimens&otilde;es supracitadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Ganha relevo na discuss&atilde;o a apresenta&ccedil;&atilde;o da autora do conceito de m&aacute;-f&eacute; institucional, construto desenvolvido por Jess&eacute; Souza, na obra A ral&eacute; brasileira: quem &eacute; e como vive. Santos emprega tal conceito para esclarecer o leitor a respeito de como o processo de desigualdade social &eacute; constru&iacute;do no corpo social. Especificamente, menciona a m&aacute;-f&eacute; institucional em tr&ecirc;s esferas: escola, justi&ccedil;a e sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A m&aacute;-f&eacute; institucional se materializa nessas tr&ecirc;s esferas da sociedade pelo modo desigual de assist&ecirc;ncia prestada aos diferentes grupos sociais. O servi&ccedil;o p&uacute;blico disponibilizado a grande parcela da popula&ccedil;&atilde;o contrasta com o do setor privado, sinalizando a segrega&ccedil;&atilde;o e a classifica&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica presente na sociedade brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Nas p&aacute;ginas seguintes, Santos se dedica a discuss&atilde;o sobre a dimens&atilde;o subjetiva da desigualdade social, trazendo &agrave; baila a teoria de Gonz&aacute;lez Rey acerca de tal construto. A autora retrata a car&ecirc;ncia de produ&ccedil;&otilde;es, no campo da psicologia, relacionadas &agrave; dimens&atilde;o subjetiva da desigualdade social, expondo os resultados de um dos poucos estudos nesta &aacute;rea: pesquisa conduzida por Bock (2010) com homens e mulheres de tr&ecirc;s bairros diferentes de S&atilde;o Paulo, indicativos de baixo, m&eacute;dio e alto &iacute;ndice de exclus&atilde;o social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A Psicologia e o "socia<b>l</b>" &eacute; o t&iacute;tulo do cap&iacute;tulo tr&ecirc;s. Aqui, Santos realiza um breve resgate da hist&oacute;ria da psicologia no Brasil, com o intuito de mostrar como essa &aacute;rea (que ao longo de seu itiner&aacute;rio hist&oacute;rico se manteve distante do social, uma vez que priorizou uma atua&ccedil;&atilde;o voltada para a individualiza&ccedil;&atilde;o, pondo-se a servi&ccedil;o dos interesses das camadas mais abastadas da sociedade) foi gradativamente se aproximando do social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">A autora salienta algumas mudan&ccedil;as na sociedade brasileira que contribu&iacute;ram para esta transforma&ccedil;&atilde;o no enfoque da psicologia. S&atilde;o elas: a promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 88; mudan&ccedil;as no mercado de trabalho na psicologia e a emerg&ecirc;ncia de produ&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas advogando em prol de uma psicologia com compromisso social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O cap&iacute;tulo quatro &eacute; intitulado O SUAS como espa&ccedil;o de trabalho das psic&oacute;logas. Na parte inicial do texto, a autora procura esclarecer ao leitor o motivo do emprego da express&atilde;o "psic&oacute;<b>l</b>ogas" ao inv&eacute;s do convenciona<b>l</b> e gen&eacute;rico termo "psic&oacute;<b>l</b>ogo". Sumariza, para tanto, dados do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que datam de 2011, para apontar um n&uacute;mero maior de mulheres na profiss&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Menciona tamb&eacute;m uma supremacia masculina na categoria referente &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de cargos de destaque, pelo que justifica a necessidade de se discutir esses atravessamentos, motivando-a a empregar tal express&atilde;o no cap&iacute;tulo. Entretanto, a partir da leitura desta parte do livro, o leitor constatar&aacute; que, apesar de indicar o uso do termo no feminino, ao longo do texto Santos acaba recorrendo &agrave; forma masculina, mesmo em trechos que n&atilde;o figuram como cita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o pontos principais abordados no presente cap&iacute;tulo: (1) o processo de constitui&ccedil;&atilde;o da Assist&ecirc;ncia Social como pol&iacute;tica p&uacute;blica - a autora discute como a assist&ecirc;ncia anteriormente efetuada como pr&aacute;tica de caridade ou benemer&ecirc;ncia foi se transformando em pol&iacute;tica de estado, direcionada a todos aqueles que dela necessitarem, sem contribui&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, materializando-se em equipamentos da prote&ccedil;&atilde;o social b&aacute;sica (CRAS) e especial (CREAS) -; (2) atua&ccedil;&atilde;o em psicologia no SUAS enfatiza-se os desafios, limites e possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o em psicologia no CRAS/SUAS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O cap&iacute;tulo cinco (o mais longo do livro, com 52 p&aacute;ginas no total) traz como t&iacute;tulo: O encontro das psic&oacute;<b>l</b>ogas com o "socia<b>l</b>": campos de express&atilde;o das desigualdades. &Eacute; a parte do livro que apresenta os resultados da pesquisa em campo, ou seja, a parte emp&iacute;rica do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Tendo isso em conta, Santos inicia situando o leitor a respeito do objetivo do estudo, bem como do m&eacute;todo empregado. Quanto a este, &eacute; realizada uma caracteriza&ccedil;&atilde;o pormenorizada, descrevendo-se os instrumentos, os participantes da pesquisa, o local do estudo e a an&aacute;lise de dados. A autora sumariza quatro eixos tem&aacute;ticos que nortearam a pesquisa, permitindo a coleta, organiza&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro versa sobre os aspectos da biografia das participantes, objetivando situ&aacute;-las a partir do "<b>l</b>ugar de fa<b>l</b>a". Est&atilde;o inclu&iacute;das, portanto, as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, a exemplo de: sexo, idade, escolaridade, estado civil, religi&atilde;o e dados referentes &agrave; transi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica da fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O segundo eixo aborda a trajet&oacute;ria acad&ecirc;mica das entrevistadas, procurando investigar como se deu a entrada destas no dispositivo CRAS; os suportes obtidos durante a forma&ccedil;&atilde;o para atua&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de pobreza decorrente da desigualdade social, como disciplinas, cursos, etc. O terceiro eixo foca a atua&ccedil;&atilde;o das psic&oacute;logas no CRAS (atividades realizadas). S&atilde;o apresentadas as limita&ccedil;&otilde;es encontradas pelas profissionais no cotidiano de trabalho com parcelas pobres da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Estas podem ser agrupadas em duas: dificuldades relativas &agrave; forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e de ordem institucional (aqui, a autora retoma o conceito de m&aacute;-f&eacute; institucional, apresentado no cap&iacute;tulo 2, para refletir sobre a precariza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho das psic&oacute;logas no dispositivo CRAS). Enfatiza-se tamb&eacute;m as frusta&ccedil;&otilde;es destas profissionais em rela&ccedil;&atilde;o a este campo de atua&ccedil;&atilde;o e suas pretens&otilde;es relativas &agrave; perman&ecirc;ncia ou n&atilde;o na &aacute;rea. Por fim, o quatro eixo explora a explica&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da pelas profissionais para o fen&ocirc;meno da desigualdade social, evidenciando suas percep&ccedil;&otilde;es relativas ao p&uacute;blico-alvo do servi&ccedil;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">No &uacute;ltimo cap&iacute;tulo do livro, Por uma atua&ccedil;&atilde;o com compromisso social, Santos apresenta as considera&ccedil;&otilde;es finais, retomando e refletindo acerca dos principais achados evidenciados nos quatro eixos anteriores. Nele, o leitor perceber&aacute; que a autora enfatiza a atua&ccedil;&atilde;o das psic&oacute;logas entrevistadas junto &agrave;s camadas menos abastadas da sociedade, ressaltando a falta de apropria&ccedil;&atilde;o, pelas profissionais, de referenciais te&oacute;ricos capazes de fomentar uma atua&ccedil;&atilde;o mais cr&iacute;tica e voltada para o compromisso social. Esse d&eacute;ficit, segundo a autora, contribui para uma vis&atilde;o naturalizante acerca da desigualdade social, bem como para uma pr&aacute;xis marcada pelo preconceito e aliena&ccedil;&atilde;o frente ao p&uacute;blico atendido.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">O livro aqui resenhado traz contribui&ccedil;&otilde;es para a &aacute;rea, sobretudo ao discutir o fen&ocirc;meno da desigualdade social estampada de v&aacute;rias formas nos CRAS a partir de uma &oacute;tica que contrap&otilde;e as explica&ccedil;&otilde;es superficiais e gen&eacute;ricas que a associam apenas a quest&otilde;es de ordem objetiva. Ademais, representa uma das poucas obras dispon&iacute;veis ao p&uacute;blico leitor que discute a atua&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos nesses dispositivos da assist&ecirc;ncia social, avaliando como estes profissionais percebem e desenvolvem suas pr&aacute;xis em meio a um contexto de vulnerabilidade, onde o fen&ocirc;meno da desigualdade social se torna mais evidente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m destes pontos mencionados acima, pode-se citar como uma das grandes contribui&ccedil;&otilde;es do livro a exposi&ccedil;&atilde;o do conceito de m&aacute;-f&eacute; institucional. A apropria&ccedil;&atilde;o deste construto por psic&oacute;logos que atuam com popula&ccedil;&otilde;es que vivenciam situa&ccedil;&otilde;es de extrema desigualdade social &eacute; relevante para o desenvolvimento de uma a&ccedil;&atilde;o consistente e direcionada a um projeto de compromisso social na psicologia, na qual estes espa&ccedil;os p&uacute;blicos (CRAS) sejam tomados como dispositivos de transforma&ccedil;&atilde;o social. Diante disso, recomenda-se a leitura desta obra aos estudantes, profissionais, professores e pesquisadores da psicologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 05/04/2020    <br>   1ª revis&atilde;o em: 16/05/2020    <br>   Aceito em: 17/05/2020</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONFLITOS DE INTERESSES</b>    <br>   N&atilde;o h&aacute; conflitos de interesse.    <br>   <b>SOBRE OS AUTORES</b>    <br>   Kairon Pereira de Ara&uacute;jo Sousa &eacute; psic&oacute;logo pela Universidade Estadual do Piau&iacute; e mestre em psicologia (Processos Psicossociais) pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia da Universidade Federal do Piau&iacute;. Trabalha como psic&oacute;logo social e desenvolve pesquisa na &aacute;rea da psicologia e sua avalia&ccedil;&atilde;o em diferentes contextos psicossociais. &Eacute; membro colaborador do N&uacute;cleo de Pesquisa do Laborat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica do Delta do Parna&iacute;ba - LABAP-UFPI.    <br>   E-mail: <a href="mailto:kaironpereira@hotmail.com">kaironpereira@hotmail.com</a>    <br>   <a href="https://orcid.org/0000-0003-0779-343X" target="_blank">https://orcid.org/0000-0003-0779-343X</a></font></p>      ]]></body>

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