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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESENHA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Rela&ccedil;&otilde;es    fraternas: uma hist&oacute;ria atravessada pelo transtorno do espectro autista</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Emellyne Lima    de Medeiros Dias Lemos<sup>I</sup>; Cibele Sh&iacute;rley Agripino-Ramos<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Doutora    em Psicologia Social, Universidade Federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa,    PB, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Doutora em Psicologia Social, Universidade Federal da Para&iacute;ba,    Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#corresp">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Transtorno do    Espectro Autista (TEA) acomete precocemente o desenvolvimento, causando preju&iacute;zos    nas &aacute;reas sociocomunicativa e comportamental, em diferentes graus<sup>1</sup>.    O aumento vertiginoso na popula&ccedil;&atilde;o mundial tem sido apontado;    por&eacute;m, no Brasil, os dados epidemiol&oacute;gicos s&atilde;o escassos.    Objetivando solucionar esta quest&atilde;o no pa&iacute;s, em 2019 foi sancionada    a lei 13.861/2019<sup>2</sup>, que inclui dados sobre o transtorno no Censo    do IBGE. Segundo o <i>Centers for Disease Control and Prevention</i>, nos Estados    Unidos, uma em cada 54 crian&ccedil;as foi identificada com TEA<sup>3</sup>.    Nesse sentido, ao abordar um tema t&atilde;o coletivo, na medida em que afeta    grande n&uacute;mero de pessoas, e t&atilde;o particular, considerando cada    sujeito em sua singularidade, as autobiografias s&atilde;o importantes para    quem pesquisa e trabalha com o tema, ao compreender o fen&ocirc;meno sob o olhar    daqueles que o vivenciam em seu cotidiano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O livro "<i>How    to be a sister - a </i><i>love story with a twist of autism</i>" foi escrito    por uma autora norte-americana em sua fase adulta, j&aacute; casada e residindo    em uma cidade diferente de sua irm&atilde; com TEA, Margaret, que, adulta, mora    em uma resid&ecirc;ncia coletiva. Traduzido para o Brasil como "Eu, minha irm&atilde;    e seu universo particular: uma hist&oacute;ria de amor e autismo", e publicado    no pa&iacute;s no ano de 2019, a narrativa &eacute; dividida em 11 cap&iacute;tulos,    abordando a desafiadora e edificante trajet&oacute;ria de uma fam&iacute;lia    (constitu&iacute;da por pai, m&atilde;e e cinco filhos) atravessada pelo autismo<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O pref&aacute;cio,    escrito pelo Professor Doutor Gustavo Teixeira, importante nome na &aacute;rea,    aponta que a obra &eacute; aclamada pela cr&iacute;tica especializada norte-americana    e destaca que deve ser lida por todos aqueles que militam pela causa do autismo    no Brasil, em especial por pais, profissionais e educadores que trabalham com    crian&ccedil;as, adultos ou adolescentes com TEA.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Destaca-se a relev&acirc;ncia    da obra especialmente para os irm&atilde;os que, segundo a autora, s&atilde;o    carentes de informa&ccedil;&otilde;es dirigidas a eles. Por anos, a autora buscou    leituras que dessem voz a esse p&uacute;blico esclarecendo quest&otilde;es como:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Como voc&ecirc;      lidou com isso?", "Consegue se relacionar com essa irm&atilde;?", "Como faz      para estruturar sua vida sabendo que a dela sempre estar&aacute; limitada      pela defici&ecirc;ncia?", "O que voc&ecirc; faz com a culpa, a raiva, o sofrimento?",      "O que far&aacute; quando seus pais morrerem?" (p. 80)<sup>4</sup>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os cap&iacute;tulos    descrevem, detalhadamente, situa&ccedil;&otilde;es do cotidiano familiar, na    perspectiva da autora, em diferentes fases do seu desenvolvimento, e abordam    tudo aquilo que permeia sua subjetividade: pensamentos, mem&oacute;rias, questionamentos,    expectativas, sonhos e sentimentos. Perpassam, tamb&eacute;m, valorosas descri&ccedil;&otilde;es    sobre as caracter&iacute;sticas do transtorno que, em diferentes graus, podem    ser identificadas pelos leitores nas pessoas com TEA com quem convivem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A autora transita    pelo pret&eacute;rito, presente e futuro, ao descrever como percebia um acontecimento    na ocasi&atilde;o em que ele ocorreu, como o percebe agora em sua fase adulta    ou fazendo questionamentos sobre ele no futuro. As descri&ccedil;&otilde;es    das rea&ccedil;&otilde;es das pessoas diante de epis&oacute;dios de crise da    irm&atilde; autista, com n&iacute;vel grave de comprometimento, e o relato dos    seus sentimentos de medo, tristeza, frustra&ccedil;&atilde;o, raiva e impot&ecirc;ncia    misturam-se &agrave; narrativa detalhada de mem&oacute;rias de sons, m&uacute;sicas,    cheiros, sabores, cores, ambientes e objetos. Por outro lado, s&atilde;o abordados    desfechos positivos colocando como ela e os irm&atilde;os precisaram lidar com    certo humor nessas situa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Posto isso, h&aacute;    tr&ecirc;s aspectos interessantes que merecem ser destacados. O primeiro deles    est&aacute; relacionado ao esfor&ccedil;o da autora para reconhecer as diferen&ccedil;as    entre as caracter&iacute;sticas do transtorno e aquelas relacionadas &agrave;    personalidade. O segundo refere-se &agrave; analogia de que, como tudo na vida,    h&aacute; o lado bom e o lado ruim em ter uma irm&atilde; com TEA. O terceiro,    por sua vez, diz respeito &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de que o autismo    pode assumir diferentes significados devido &agrave; variedade de fatores a    ele relacionados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na obra, a autora    deixa claro como foi ressignificando os comportamentos da irm&atilde; e seus    epis&oacute;dios de crise, embora nunca conseguisse diminuir a ansiedade antes    de cada encontro com ela. Fica evidente que as dificuldades em compreender esses    comportamentos diminuem seu senso de autoefic&aacute;cia, mas a experi&ecirc;ncia    na fase adulta tem demonstrado que est&aacute; aprendendo a lidar com eles,    fazendo com que saia de cada encontro mais esperan&ccedil;osa. Ela pondera que    Margaret, aos 40 anos, vive uma fase mais tranquila na resid&ecirc;ncia coletiva,    que divide com tr&ecirc;s adultos com a mesma condi&ccedil;&atilde;o, ressaltando    que isso s&oacute; foi poss&iacute;vel devido aos anos de esfor&ccedil;os dos    familiares e dos profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No cap&iacute;tulo    intitulado "Jantar ao estilo familiar", a autora descreve detalhadamente o que    &eacute; comum na situa&ccedil;&atilde;o de jantar familiar em ambientes p&uacute;blicos    e relaciona as experi&ecirc;ncias da inf&acirc;ncia ao evento de sua vida adulta:    convidar sua irm&atilde; para um almo&ccedil;o. No cap&iacute;tulo "O almo&ccedil;o",    ela relata a ansiedade que precede os encontros, as tentativas de prever os    comportamentos da irm&atilde;, a dificuldade em estabelecer di&aacute;logos    e a sensa&ccedil;&atilde;o ao perceber que a irm&atilde; pareceu feliz ao v&ecirc;-la.    Embora Margaret n&atilde;o tenha se comportado de maneira socialmente aceita    durante todo o almo&ccedil;o, a autora pondera que quase ningu&eacute;m acerta    o tempo todo, saindo esperan&ccedil;osa do encontro social de irm&atilde;s adultas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em "Que ela coma    o bolo", a autora rememora os comportamentos de Margaret nos casamentos de todos    os irm&atilde;os, inclusive no seu, cuja ansiedade era em comer o bolo de casamento.    Exceto no casamento de um dos irm&atilde;os, no qual Margaret n&atilde;o foi    convidada, os demais se caracterizaram pela presen&ccedil;a de algum comportamento    socialmente inadequado, seguido de aprendizados para todos. O cap&iacute;tulo    "Improvisando" traz &agrave; tona a sensa&ccedil;&atilde;o de que os irm&atilde;os    tinham de que algo ruim estaria prestes a acontecer diante de eventos sociais    (f&eacute;rias, anivers&aacute;rios ou passeios em fam&iacute;lia).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O cap&iacute;tulo    "O que &eacute; autismo" trata sobre a busca de informa&ccedil;&otilde;es na    perspectiva de irm&atilde; de uma pessoa com o transtorno. Diante de um cen&aacute;rio    de poucas informa&ccedil;&otilde;es dirigidas aos irm&atilde;os, o autismo &eacute;    abordado de uma maneira geral, e tamb&eacute;m particular, dizendo: "Talvez    seja um aspecto definidor de uma personalidade ou t&atilde;o somente uma caracter&iacute;stica    de muitas complexidades que constituem uma pessoa" (p. 77)<sup>4</sup>. A autora    rememora como tinha fantasias sobre a cura da irm&atilde;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em "A ovelha est&aacute;    entre a mesa e o hamb&uacute;rguer" s&atilde;o abordadas situa&ccedil;&otilde;es    relacionadas ao uso exc&ecirc;ntrico da linguagem, vivenciadas pelos irm&atilde;os    com vergonha e humor, algumas das quais viraram piadas coletivas, levando a    crises de riso at&eacute; mesmo da pr&oacute;pria Margaret. Em meio a relatos    de como sua m&atilde;e investiu em ensinar boas maneiras &agrave; irm&atilde;,    a autora menciona irm&atilde;os que, sem alternativas, precisam se responsabilizar    pelos seus irm&atilde;os com TEA na vida adulta. No seu caso, mesmo n&atilde;o    tendo que morar com a irm&atilde;, busca como pode fazer mais por ela e demonstra    gratid&atilde;o aos funcion&aacute;rios que cuidam por 24 horas da irm&atilde;,    contribuindo para que ela tenha uma vida tranquila.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre "Amigos e    vizinhos", a autora faz men&ccedil;&atilde;o &agrave;s crises da irm&atilde;    autista e a como os seus vizinhos eram complacentes, especialmente uma fam&iacute;lia    da qual m&atilde;e e filha permaneceram amigas suas at&eacute; a vida adulta.    Na memor&aacute;vel crise pelo desaparecimento de uma escova azul, Margaret    gritara tanto, e pelo dia todo, que os vizinhos chamaram a pol&iacute;cia. Em    "A tia que n&atilde;o sabia de nada", o relato gira em torno da experi&ecirc;ncia    de cuidar dos seus tr&ecirc;s sobrinhos durante uma viagem de sua outra irm&atilde;,    momento no qual a autora declara sua decis&atilde;o de n&atilde;o ter filhos,    e como precisou se adaptar a uma casa com crian&ccedil;as com desenvolvimento    t&iacute;pico, diferentemente do que lembrava de sua inf&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No cap&iacute;tulo    "E agora, Margaret?", a pergunta &eacute; derivada de uma intera&ccedil;&atilde;o    das duas irm&atilde;s em um passeio, cuja lista de atividades planejadas foi    um pouco extensa e, ap&oacute;s essa pergunta, ambas decidem encerrar o passeio.    A autora tamb&eacute;m exp&otilde;e a falta de comunica&ccedil;&atilde;o familiar    a respeito da condi&ccedil;&atilde;o da irm&atilde; ao longo dos anos. No pen&uacute;ltimo    cap&iacute;tulo, "A vida &eacute; uma travessa de espaguete", h&aacute; novamente    o relato de uma crise de Margaret, dessa vez pela caixa de uma fita cassete.    A autora aborda como era complicado passar pela mesma situa&ccedil;&atilde;o    tantas vezes e continuar nunca sabendo como lidar com elas, novamente demonstrando    a falta de comunica&ccedil;&atilde;o familiar, visto que ap&oacute;s a crise    ningu&eacute;m proferiu uma palavra por um bom tempo. Nesse cap&iacute;tulo,    tamb&eacute;m h&aacute; uma breve reflex&atilde;o sobre seu papel no sistema    familiar e como jamais tivera a aten&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e exclusivamente    para si.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, em "Como    ser irm&atilde;", a autora versa sobre as mem&oacute;rias da inf&acirc;ncia    e de como foi registrando que sua irm&atilde; era diferente a partir de acontecimentos    di&aacute;rios. Aborda sua primeira e &uacute;ltima festa de anivers&aacute;rio,    indicando seus esfor&ccedil;os, ao improvisar brincadeiras, com o prop&oacute;sito    de distrair a aten&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as dirigida &agrave; Margaret.    A autora faz alus&atilde;o tamb&eacute;m &agrave;s viv&ecirc;ncias da inf&acirc;ncia    quando ficava aos cuidados da av&oacute; para que a m&atilde;e levasse a irm&atilde;    &agrave;s terapias, quando olhava a escola especial de Margaret e achava mais    interessante que a sua ou quando revidou &agrave; irm&atilde; com uma mordida,    causando em si imenso sentimento de remorso e culpa. Com relatos emocionalmente    mais leves, muitas frases poderiam ser citadas, mas essa parece ser a mais representativa    de uma rela&ccedil;&atilde;o fraterna atravessada pelo autismo e ressignificada    atrav&eacute;s do tempo:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vou sentir reverberar      a nossa felicidade fr&aacute;gil, adquirida a duras penas, numa sensa&ccedil;&atilde;o      sonora do la&ccedil;o inquestion&aacute;vel que nos une. &Eacute; t&ecirc;nue      a fronteira entre esperan&ccedil;a e mudan&ccedil;a. Me apego a essa ideia      e procuro acreditar que isso possa se estender a tudo mais na minha vida.      (p. 200)<sup>4</sup>.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As interinflu&ecirc;ncias    nas intera&ccedil;&otilde;es familiares demonstradas nessa narrativa autobiogr&aacute;fica    revelam a contribui&ccedil;&atilde;o da obra e como o tema &eacute; promissor    em dire&ccedil;&atilde;o a novas pesquisas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. American Psychiatric    Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5<sup>th</sup>    ed. Arlington: American Psychiatric Association; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4415728&pid=S0103-8486202100010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Brasil. Presid&ecirc;ncia    da Rep&uacute;blica. Lei N<sup><u>o</u></sup> 13.861, de 18 de julho de 2019.    Altera a Lei N<sup><u>o</u></sup> 7.853, de 24 de outubro de 1989, para incluir    as especificidades inerentes ao transtorno do espectro autista nos censos demogr&aacute;ficos.    Bras&iacute;lia: Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4415730&pid=S0103-8486202100010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Maenner MJ,    Shaw KA, Baio J, Washington A, Patrick M, DiRienzo M, et al. Prevalence of Autism    Spectrum Disorder Among Children Aged 8 Years - Autism and Developmental Disabilities    Monitoring Network, 11 Sites, United States, 2016. MMWR Surveill Summ. 2020;69(4):1-12.    doi: 10.15585/ mmwr.ss6904a1</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4415732&pid=S0103-8486202100010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Garvin E. Eu,    minha irm&atilde; e seu universo particular: uma hist&oacute;ria de amor e autismo.    Rio de Janeiro: Agir; 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4415733&pid=S0103-8486202100010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#top" name="corresp"><img src="/img/revistas/psicoped/v38n115/seta.jpg" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>:    <br>   Emellyne Lima de Medeiros Dias Lemos    <br>   Universidade Federal da Para&iacute;ba, Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas, Letras    e Artes    <br>   Campus I - Cidade Universit&aacute;ria - Castelo Branco    <br>   Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil - CEP 58059-900    <br>   E-mail: <a href="mailto:emellyne@gmail.com">emellyne@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    11/7/2020    <br>   Aprovado: 11/2/2021</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Resenha do livro:    "Eu, minha irm&atilde; e seu universo particular: uma hist&oacute;ria de amor    e autismo." Autora: Eileen Garvin. Rio de Janeiro: Agir; 2019.</i></font></p>      ]]></body>
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