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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuição do teatro espontâneo em pesquisa com jovens de uma escola pública]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The use of spontaneous theatre in a research with public school pupils]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Mineiro de Psicodrama Jacob Levy Moreno  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The author presents the use of spontaneous theatre as a device of qualitative methodology in a research exploring how young public school pupils of a Youth and Adult Education programme in Belo Horizonte experienced school. The paper presents the involvement and participation of youngsters in spontaneous theatre workshops and the show they put on following these workshops. Spontaneous theatre is described as a sociopsychodramatic method, which is based on the principles of qualitative and participative research. The author arrives to the following conclusions: spontaneous theatre has proved to be an effective investigative and educational instrument for youngsters; it qualitatively complemented data obtained through other procedures, especially with regards to the interactive axis of participative research; and, it was perceived by youngsters as being an important aspect of their school experience and subjectivity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SE&Ccedil;&Atilde;O TEM&Aacute;TICA:   Psicodrama e pesquisa: projetos, processos, resultados</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Contribui&ccedil;&atilde;o do teatro espont&acirc;neo em pesquisa com jovens de uma escola p&uacute;blica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The use of spontaneous theatre in a research with public school pupils</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Zo&eacute; Margarida Chaves Vale<a name="a"></a><sup><a href="b">*</a></sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Instituto Mineiro de Psicodrama Jacob Levy Moreno (Belo Horizonte, MG)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#end2">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A autora discorre sobre a contribui&ccedil;&atilde;o do teatro espont&acirc;neo como   dispositivo de metodologia qualitativa numa pesquisa sobre os sentidos   da experi&ecirc;ncia escolar para os jovens alunos de EJA &ndash; Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens   e Adultos &ndash; de uma escola p&uacute;blica de Belo Horizonte. Descreve o funcionamento   e o modo de participa&ccedil;&atilde;o dos jovens nas oficinas e no espet&aacute;culo   final de teatro espont&acirc;neo, o qual &eacute; apresentado como metodologia   sociopsicodram&aacute;tica que se fundamenta nos princ&iacute;pios de pesquisa qualitativa   e participante. Apresenta como conclus&atilde;o: o teatro espont&acirc;neo   funcionou como um instrumento v&aacute;lido de investiga&ccedil;&atilde;o e de educa&ccedil;&atilde;o   para/com os jovens, complementou de forma qualitativa os dados obtidos   por outros procedimentos, em especial quanto ao eixo interacional   da pesquisa participante, e foi percebido pelos jovens como um espa&ccedil;o   relevante de experi&ecirc;ncia escolar e de subjetiva&ccedil;&atilde;o juvenil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras chave:</b> Pesquisa participante com jovens, teatro espont&acirc;neo, metodologia sociopsicodram&aacute;tica, educa&ccedil;&atilde;o para/com os jovens.</font></p> <hr noshade size="1">     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The author presents the use of spontaneous theatre as a device of   qualitative methodology in a research exploring how young public school   pupils of a Youth and Adult Education programme in Belo Horizonte experienced   school. The paper presents the involvement and participation of   youngsters in spontaneous theatre workshops and the show they put on   following these workshops. Spontaneous theatre is described as a sociopsychodramatic   method, which is based on the principles of qualitative   and participative research. The author arrives to the following conclusions: spontaneous theatre has proved to be an effective investigative and educational   instrument for youngsters; it qualitatively complemented data   obtained through other procedures, especially with regards to the interactive   axis of participative research; and, it was perceived by youngsters as   being an important aspect of their school experience and subjectivity.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Participative research with youngsters; spontaneous theatre; sociopsychodramatic method; education of/with youngsters.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo parte de uma reflex&atilde;o sobre a metodologia utilizada em   minha pesquisa de mestrado em psicologia social - "<i>Encontros e desencontros   entre os jovens e a escola: sentidos da experi&ecirc;ncia escolar na   Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos - EJA</i>"<sup> <a name="1"></a><a href="#1a">1</a></sup>. A investiga&ccedil;&atilde;o teve como intuito   compreender os sentidos da experi&ecirc;ncia escolar para jovens entre quinze   e vinte e sete anos e investigar se a escola tem buscado atender &agrave;s demandas   juvenis, em prol de uma educa&ccedil;&atilde;o para/com os jovens e de acordo   com uma concep&ccedil;&atilde;o do aluno jovem como sujeito de direitos. Esta concep&ccedil;&atilde;o   (Arroyo, 2005 e 2006; Dayrell, 2003 e 2005; Le&atilde;o, 2004 e 2005;   Paiva, 2006 e Soares, 2005) enfatiza a pr&aacute;tica da cidadania juvenil: afirma&ccedil;&atilde;o   da personalidade individual do jovem aluno e promo&ccedil;&atilde;o de modelos educacionais e culturais que favore&ccedil;am a emancipa&ccedil;&atilde;o social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A EJA apresenta um campo escolar mais prop&iacute;cio &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de coletivos     e de luta por novos direitos sociais e educacionais, e sua trajet&oacute;ria     tem sido marcada pela influ&ecirc;ncia do Movimento de Educa&ccedil;&atilde;o Libertadora     - Paulo Freire (1967 e 1985), Popular - Brand&atilde;o (1986 e 2002) e da Escola     Plural - Arroyo (2005 e 2006). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A concep&ccedil;&atilde;o de uma educa&ccedil;&atilde;o para/com os jovens no contexto de EJA       mostrou-se coerente com a perspectiva te&oacute;rica que fundamentou a pesquisa:       da Sociologia da Experi&ecirc;ncia Escolar - de Dubet e Martuccelli (1996       e 1997) - e da Escola do Sujeito &ndash; de Touraine (1998). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo estes dois autores, a escola contempor&acirc;nea apresenta<i> fun&ccedil;&otilde;es         m&uacute;ltiplas</i>: deve articular a fun&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica de socializa&ccedil;&atilde;o com as <i>fun&ccedil;&otilde;es         estrat&eacute;gica</i> (de distribui&ccedil;&atilde;o de saberes e compet&ecirc;ncias) e educativa.         Nesta terceira fun&ccedil;&atilde;o, a escola deve favorecer o processo de subjetiva&ccedil;&atilde;o         dos jovens atrav&eacute;s da experi&ecirc;ncia escolar, buscando combinar as expectativas         das personalidades dos sujeitos, seus projetos profissionais, motiva&ccedil;&otilde;es         pessoais e interesses culturais, com as possibilidades oferecidas pelos         saberes tecnol&oacute;gicos e cient&iacute;ficos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escolha da EJA p&uacute;blica se deu pelo interesse numa investiga&ccedil;&atilde;o com           jovens de camadas populares da periferia urbana (caracteriza&ccedil;&atilde;o do corpo         discente da EJA na escola pesquisada<a name="2"></a><sup><a href="#2a">2</a></sup>) e por apresentar maior flexibilidade nos tempos e conte&uacute;dos curriculares, facilitando a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos         de pesquisa participante que implicam maior disponibilidade de tempo         dos sujeitos envolvidos. A investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica ocorreu durante cerca de         quinze meses de per&iacute;odo letivo, entre setembro de 2005 e junho de 2007, na EJA da <i>Escola Municipal Freire Arroyo Brand&atilde;o</i> &ndash; Emfab<sup><a name="3"></a><a href="#3a">3</a></sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Do ponto de vista metodol&oacute;gico buscou-se uma abordagem epistemol&oacute;gica           qualitativa, a pesquisa participante - PP, amplamente utilizada           em psicologia social e em educa&ccedil;&atilde;o, entre outros por: Brand&atilde;o (1982,           1987 e 2002); Demo (1987 e 1993); Freire (1982 e 1985); Moreno, (1975, 1984,1992), Pag&egrave;s (1982) e Thiollent (1987). </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa participante             implica na <i>participa&ccedil;&atilde;o dos sujeitos na pesquisa como agentes             da investiga&ccedil;&atilde;o</i>, deixando de ser apenas pesquisa da a&ccedil;&atilde;o para se tornar pesquisa em a&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A pesquisa participante na escola exige um tempo inicial explorat&oacute;rio               para captar as demandas e "negociar" a entrada do pesquisador no campo.               Nos primeiros meses foram utilizados os seguintes procedimentos:               entrevistas coletivas (com dire&ccedil;&atilde;o, professores e alunos da EJA), observa&ccedil;&atilde;o               participante (nas atividades pedag&oacute;gicas, culturais e sociais em que               os jovens alunos estavam envolvidos em grupo, dentro e fora da sala de               aula e da escola), e uma atividade sociodram&aacute;tica,<a name="4"></a><sup><a href="#4a">4</a></sup> com todos os alunos e docentes da EJA/Emfab.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A coleta inicial dos dados indicou que o processo de socializa&ccedil;&atilde;o pela                 escola est&aacute; menos institucionalizado e concorrendo com outras inst&acirc;ncias                 como a m&iacute;dia, os grupos e as culturas juvenis (Sp&oacute;sito, 1999, 2005 e 2006;                 Dayrell, 2003 e 2005 e Margulis, 2004). Foram observadas v&aacute;rias formas                 interativas de sociabilidade livre e espont&acirc;nea, tipicamente juvenis, como a                 zoa&ccedil;&atilde;o, o bate-papo e brincadeiras corporais entre garotos e meninas, as escapadas de aulas, os jogos de mesa, o futebol, o <i>breaking</i> e o<i> rap</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por outro lado, os adultos e idosos da EJA priorizavam a fun&ccedil;&atilde;o escolar                   estrat&eacute;gica &ndash; aprender a ler, escrever, falar e "tirar o diploma" &ndash; e os mais                   jovens valorizavam os espa&ccedil;os de subjetiva&ccedil;&atilde;o, especialmente as atividades                   art&iacute;stico-culturais, e se mostraram preocupados com os problemas de sua                   comunidade, como: viol&ecirc;ncia, consumo e tr&aacute;fico de drogas pelos jovens,                   falta de oportunidades profissionais e de perspectiva de futuro escolar. As                   informa&ccedil;&otilde;es e observa&ccedil;&otilde;es desta etapa determinaram a escolha pelo tema dos sentidos da experi&ecirc;ncia escolar para os jovens da EJA da Emfab.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A realiza&ccedil;&atilde;o de <i>oficinas de teatro espont&acirc;neo</i> &ndash; TE - surgiu como demanda                     pedag&oacute;gica da pr&oacute;pria Emfab, que estava implementando um                     projeto de forma&ccedil;&atilde;o de agentes culturais jovens, com o objetivo de capacit&aacute;-                     los para desenvolver a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de,                     participa&ccedil;&atilde;o social e cultura de paz, atrav&eacute;s de manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas e                     da cultura popular (Ara&uacute;jo, 2006). Foram organizadas duas turmas exclusivas                     de jovens e os hor&aacute;rios da EJA foram reajustados para que os interessados                     pudessem participar das oficinas de inicia&ccedil;&atilde;o musical, tambor e teatro, uma vez por semana cada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A dire&ccedil;&atilde;o da Emfab aceitou a proposta da pesquisadora mestranda de                       que as oficinas fossem de TE, pois este poderia funcionar como dispositivo complementar aos outros procedimentos de pesquisa participante, de                       forma coerente com os pressupostos da <i>epistemologia qualitativa.</i> Este                       termo, cunhado por Turato<sup><a name="5"></a><a href="#5a">5</a></sup> (apud Brito, 2006, p. 29) designa "<i>um conjunto                       amplo de formas de gerar conhecimento que privilegia a dimens&atilde;o                       subjetiva, singular, s&oacute;cio-hist&oacute;rica da experi&ecirc;ncia humana</i>". De fato, o TE                       possibilitou um contato mais pr&oacute;ximo com os jovens, melhor conhecimento                       de sua realidade, de suas hist&oacute;rias de vida, enfim, de seu modo de                       ser jovem e de ser aluno de EJA. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O TEATRO ESPONT&Acirc;NEO COMO DISPOSITIVO DE PESQUISA PARTICIPANTE COM JOVENS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Menegazzo (apud Vale, 2001), as primeiras a&ccedil;&otilde;es dram&aacute;ticas                             emergiram com o ritual m&aacute;gico no limiar das culturas, enraizadas                             no pensamento concreto e pr&eacute;-simb&oacute;lico de <i>encarna&ccedil;&atilde;o</i>. Houve um salto                             qualitativo, quando se avan&ccedil;ou para <i>o pensar m&iacute;tico</i>, simb&oacute;lico e protohist&oacute;rico.                             S&oacute; ent&atilde;o surgiu o jogo de simula&ccedil;&atilde;o que, atrav&eacute;s da <i>representa&ccedil;&atilde;o                             dram&aacute;tica intencional</i>, passou a sintetizar e organizar as experi&ecirc;ncias                             e a possibilitar uma media&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, atrav&eacute;s da encena&ccedil;&atilde;o ritual&iacute;stica                             e compartilhada das emo&ccedil;&otilde;es, experi&ecirc;ncias e paix&otilde;es humanas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A representa&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica m&iacute;tica apresentava quatro fun&ccedil;&otilde;es fundamentais:                               <i>comunica&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o, compreens&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o</i>. Como                               todos participavam e se envolviam diretamente no ritual, ocorria uma catarse                               <i>ativa e &eacute;tica</i>. Posteriormente surgiu a trag&eacute;dia na Gr&eacute;cia como uma                               forma evolu&iacute;da e tardia das representa&ccedil;&otilde;es dram&aacute;ticas m&iacute;ticas. Tanto Boal                               (1996) como Moreno (1975) ressaltam a natureza passiva da catarse descrita                               por Arist&oacute;teles e oriunda da trag&eacute;dia grega: os espectadores sofriam e se "purificavam" <i>do desejo de transforma&ccedil;&atilde;o</i> ao se identificarem com os atores,                               com &ecirc;nfase na busca de adaptar o indiv&iacute;duo &agrave; sociedade (Vale, 2001).                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Moreno, quando criou e desenvolveu o Teatro Vienense da Espontaneidade,                                 entre 1921 e 1923, almejava produzir uma revolu&ccedil;&atilde;o no teatro                                 e <i>"oferecer possibilidades ilimitadas para a pesquisa de espontaneidade                                 a n&iacute;vel experimental"</i> (1984, p.19). Ao resgatar a import&acirc;ncia da catarse                                 ativa e &eacute;tica do teatro primordial, foram identificadas quatro propostas de                                 mudan&ccedil;as atrav&eacute;s do Teatro Vienense da Espontaneidade: </font></p>     <blockquote>       <blockquote>         <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"1. Elimina&ccedil;&atilde;o do dramaturgo e do texto teatral por escrito; 2. Participa&ccedil;&atilde;o                                           da audi&ecirc;ncia: cada um e todos s&atilde;o atores; 3. Atores e plat&eacute;ia                                           s&atilde;o co-criadores; tudo &eacute; improvisado - a pe&ccedil;a, a a&ccedil;&atilde;o, o motivo, o                                           di&aacute;logo, o encontro e a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos; 4. No lugar do palco                                           tradicional, desponta o palco-espa&ccedil;o, o espa&ccedil;o aberto da vida, a vida         mesma" (op.cit, p. 9).</i></font></p>   </blockquote> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Nesta proposta moreniana, a catarse deslocava-se do espectador para                                     o ator e do ator novamente de volta para o espectador, e, como era fruto                                     de um processo coletivo de co-cria&ccedil;&atilde;o, Moreno a denominou catarse                                     de integra&ccedil;&atilde;o, tanto intraps&iacute;quica como interpessoal, dos atores com o                                     grupo e entre seus membros. Por isso ele deixou de priorizar a est&eacute;tica do espet&aacute;culo e a perfei&ccedil;&atilde;o da performance dos atores, pois, para ele, o                                     processo de cria&ccedil;&atilde;o, a integridade e a sinceridade dos atores significavam                                     mais do que o n&iacute;vel art&iacute;stico em si mesmo.                                     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Brito (2006), Moreno foi um cientista social que conclamou                                       a formas mais engajadas, abertas e flex&iacute;veis de abordar as rela&ccedil;&otilde;es humanas,                                       tendo optado por um caminho cient&iacute;fico e original de compreender,                                       descrever e intervir com pessoas e grupos, caracterizando a metodologia                                       sociopsicodram&aacute;tica como pesquisa qualitativa da subjetividade. Cientistas                                       sociais contempor&acirc;neos, como Boaventura S. Santos (2003) tamb&eacute;m                                       defendem a possibilidade dos saberes cient&iacute;ficos se deixarem penetrar por                                       outras formas de conhecimento, especialmente do senso comum e outras                                       formas de discursos, como a arte e poesia.                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Devido &agrave; <i>"enorme resist&ecirc;ncia por parte do p&uacute;blico e da imprensa,                                         acostumados a depender das 'conservas culturais' do teatro tradicional                                         e a n&atilde;o confiar na criatividade espont&acirc;nea"</i> (1984, p. 9), Moreno criou                                         outras modalidades &ndash; uma sociodram&aacute;tica, o "jornal vivo" (dramatiza&ccedil;&atilde;o                                         espont&acirc;nea de fatos e situa&ccedil;&otilde;es sociais) e outra psicodram&aacute;tica, o "teatro                                         terap&ecirc;utico" ou psicodrama. Nos Estados Unidos, a partir do final da                                         d&eacute;cada de 1930, prevaleceu a vertente terap&ecirc;utica, em que um membro                                         do grupo se tornava protagonista e podia trazer o seu verdadeiro mundo,                                         real ou imagin&aacute;rio, e os atores profissionais se transformavam em egos                                         auxiliares (pp. 10 e 53).                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O movimento psicodram&aacute;tico se expandiu no Brasil a partir de 1960, e,                                           durante o per&iacute;odo da ditadura militar, predominou a fun&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica &ndash; mais "psico" e menos "s&oacute;cio", mais individual que grupal, e mais                                           cl&iacute;nico do que drama, conforme analisa Aguiar (1998). A partir dos anos                                           90, com a redemocratiza&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, houve uma retomada da vertente                                           sociodram&aacute;tica e <i>criat&uacute;rgica</i><SUP><a name="6"></a><a href="#6a">6</a></SUP>, a id&eacute;ia de um teatro interativo, do momento,                                           aliando improvisa&ccedil;&atilde;o e interatividade, propiciando aos psicodramatistas                                           efetivar interven&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s do teatro espont&acirc;neo em p&uacute;blico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Aguiar optou pela denomina&ccedil;&atilde;o "teatro espont&acirc;neo" para indicar                                             uma diferen&ccedil;a sem&acirc;ntica sutil: enquanto o teatro vienense de Moreno                                             visava pesquisar/desenvolver a espontaneidade, o TE contempor&acirc;neo "<i>&eacute;   feito de maneira espont&acirc;nea</i>" (1998, p. 20) para v&aacute;rios outros fins, entre                                             outros, o de desenvolvimento e pesquisa em contextos educacionais. O TE                                             contempor&acirc;neo vem se diversificando em muitas modalidades, mas sempre                                             utilizando os princ&iacute;pios e procedimentos da metodologia sociopsicodram&aacute;tica &ndash; intera&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico, co-cria&ccedil;&atilde;o (pesquisador e grupo ou                                             p&uacute;blico) do texto no aqui e agora, encena&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea e catarse ativa                                             e &eacute;tica. Diferencia-se do psicodrama psicoterap&ecirc;utico ao valorizar a forma                                             est&eacute;tica, a linguagem dram&aacute;tica e a produ&ccedil;&atilde;o de um espet&aacute;culo teatral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em comum com os modelos de pesquisa participante de Freire e Brand&atilde;o,                                               o TE apresenta o funcionamento construtivista de pesquisa-educa&ccedil;&atilde;o                                               e a reflex&atilde;o sobre a a&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o se persegue um perfeccionismo art&iacute;stico                                               nem intelectual, busca-se valorizar, em cada oficina ou espet&aacute;culo p&uacute;blico,                                               o processo de cria&ccedil;&atilde;o individual e coletivo e a express&atilde;o espont&acirc;nea                                               no conte&uacute;do subjetivo e na forma est&eacute;tica. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao <i>grupo focal</i>, o TE tem com ponto comum o fato de                                                 funcionar como complementa&ccedil;&atilde;o &agrave; observa&ccedil;&atilde;o participante ou a um programa                                                 mais amplo de pesquisa-a&ccedil;&atilde;o ou mesmo de investiga&ccedil;&atilde;o quantitativa.                                                 O grupo focal exige ao menos dois pequenos grupos, de cinco a sete                                                 pessoas, para cada vari&aacute;vel pertinente ao tema, tem uma sequ&ecirc;ncia mais                                                 estruturada, menor dura&ccedil;&atilde;o (&agrave;s vezes pode bastar um encontro) e baseiase                                                 num "guia de temas" previamente estabelecido para aprofundar determinados                                                 temas ou para compreender opini&otilde;es, atitudes e prefer&ecirc;ncias. J&aacute;   o TE exige um maior n&uacute;mero de encontros, prioriza a intera&ccedil;&atilde;o natural em                                                 um &uacute;nico grupo que pode ter em torno de vinte participantes, o pesquisador                                                 funciona como um catalisador dos <i>movimentos espont&acirc;neos latentes</i>  no grupo e as quest&otilde;es de pesquisa s&atilde;o articuladas com as informa&ccedil;&otilde;es                                                 obtidas a <i>posteriori</i>.                                                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Minha atua&ccedil;&atilde;o como pesquisadora ficou mais ativa com os jovens,                                                   pois, atrav&eacute;s da minha inser&ccedil;&atilde;o nas oficinas, fiz interven&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o                                                   aos processos grupais e modos de intera&ccedil;&atilde;o e quanto ao "fazer teatral",                                                   na perspectiva de teatro interativo e espont&acirc;neo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>OS JOVENS COMO PROTAGONISTAS NO PALCO DA VIDA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maioria das oficinas de teatro foi realizada fora da escola, no sal&atilde;o e                                                         palco do centro cultural do bairro. A professora S&ocirc;nia7 assumiu a coordena&ccedil;&atilde;o                                                         pedag&oacute;gica das tr&ecirc;s atividades culturais &ndash; inicia&ccedil;&atilde;o musical, tambor                                                         e teatro &ndash; e atuou como agente intermedi&aacute;rio que "abria as portas" e                                                         dissipava as d&uacute;vidas das pessoas da escola, tornando-se, com o tempo, de                                                         informante-chave a colaboradora da pesquisa.                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como pesquisadora estive presente em todas as atividades relacionadas                                                           ao grupo de teatro entre junho e novembro de 2006. Algumas oficinas                                                           de teatro foram conduzidas por S&ocirc;nia e outras por tr&ecirc;s outros agentes                                                           culturais externos com experi&ecirc;ncia em TE, por&eacute;m conduzi a maioria das                                                           oficinas como pesquisadora-participante. Os registros eram elaborados                                                           no di&aacute;rio de campo ap&oacute;s cada oficina, incluindo os coment&aacute;rios dos agentes                                                           envolvidos.                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cada oficina seguia a sequ&ecirc;ncia metodol&oacute;gica da pr&aacute;tica de TE, apresentada                                                             por Vale (2001): atividades de "aquecimento" (trabalhos de corpo,                                                             de intera&ccedil;&atilde;o grupal e laborat&oacute;rio com jogos teatrais); narra&ccedil;&atilde;o de                                                             hist&oacute;rias dos pr&oacute;prios sujeitos; prepara&ccedil;&atilde;o dos atores e dramatiza&ccedil;&atilde;o das                                                             hist&oacute;rias no palco; compartilhamento de sentimentos; s&iacute;ntese das hist&oacute;rias                                                             e de seu significado e avalia&ccedil;&atilde;o final. Do ponto de vista teatral, eram "trabalhados":                                                             a linguagem dram&aacute;tica, o uso do espa&ccedil;o c&ecirc;nico, a composi&ccedil;&atilde;o                                                             dos personagens e t&eacute;cnicas de improvisa&ccedil;&atilde;o e de representa&ccedil;&atilde;o teatral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os jovens eram desafiados a contar e dramatizar com espontaneidade                                                               suas hist&oacute;rias, vividas no cotidiano. Cleber, 27 anos, relatou o seguinte:                                                               <i>"Fui adotado quando pequeno. Minha m&atilde;e n&atilde;o gosta que eu estude na                                                               escola, nem quer que eu fa&ccedil;a teatro, acha que &eacute; coisa de bobo, nem                                                               esportes, nada. Meus irm&atilde;os n&atilde;o estudaram por isso, a m&atilde;e n&atilde;o gosta                                                               mesmo de escola, n&atilde;o entende o valor. Uma cena marcante que eu gostaria                                                               de encenar &eacute; o dia do meu anivers&aacute;rio em 2003, 17 de dezembro, quando fiz 25 anos. Foi a primeira vez que comemorei um anivers&aacute;rio.                                                               Teve at&eacute; um churrasco l&aacute; em casa, com cerveja, refrigerante, carne &agrave; vontade.                                                               Neste ano eu trabalhava na Fiat e com o dinheiro do sal&aacute;rio, comprei                                                               tudo sozinho, todos meus irm&atilde;os vieram; s&oacute; o que mora em Betim n&atilde;o                                                               veio, mas a&iacute;, quando eu j&aacute; n&atilde;o esperava, ele chegou de surpresa depois, e                                                               foi muito bom. Viramos a noite no churrasco, cheguei a chorar quando vi                                                               todos meus parentes reunidos"</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os jovens tamb&eacute;m constru&iacute;am personagens e cenas imagin&aacute;rias, experimentando,                                                                 no "como se", muitas identidades poss&iacute;veis, prov&aacute;veis e                                                                 improv&aacute;veis, como na seguinte atividade: primeiro refletiram e depois comunicaram                                                                 ao grupo que "personagem" eles gostariam de ser e representar                                                                 (de cinema, de hist&oacute;rias e contos, mitos, TV); fizeram a descri&ccedil;&atilde;o do                                                                 personagem &ndash; caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, qualidades, dons e fraquezas; depois                                                                 se agruparam em trios e prepararam uma cena em que os personagens                                                                 se apresentavam e tinham uma intera&ccedil;&atilde;o. As dramatiza&ccedil;&otilde;es foram apresentadas                                                                 no p&aacute;tio da escola para outros alunos jovens da EJA. Ao final                                                                 os atores voltaram a se reunir com a pesquisadora, compartilharam seus                                                                 sentimentos e relacionaram os personagens com suas vidas e identidades,                                                                 como nos relatos de Monique e de Jan Clode.                                                                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Monique, 17 anos, escreveu: "<i>Sou Ang&eacute;lica, a Bela Adormecida. Minhas                                                                   qualidades: baixa e alegre. Caracter&iacute;sticas da personagem: dorminhoca                                                                   e lerda. Meu talento &eacute;: ser pregui&ccedil;osa e dormir demais. Minha                                                                   maior fraqueza &eacute; a bruxa m&aacute; que me enfeiti&ccedil;ou"</i>. Nos coment&aacute;rios finais,                                                                   ela disse que trabalhava demais, portanto, n&atilde;o era pregui&ccedil;osa, mas estava                                                                   precisando descansar e, como a Bela Adormecida, esperava o seu pr&iacute;ncipe                                                                   encantado. De fato, neste per&iacute;odo, ela j&aacute; estava trabalhando como aprendiz                                                                   numa empresa municipal de transportes, amamentava sua filhinha de                                                                   7 meses e n&atilde;o convivia com o pai desta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Jan Clode comunicou ao grupo: <i>"Eu sou Diocros, o lutador. Meu dom &eacute; em artes marciais; luto carat&ecirc; e sou defensor dos inocentes. O que pode                                                                     me derrubar &eacute; s&oacute; a luz divina"</i>. Nos coment&aacute;rios finais disse que gostava                                                                     de ser questionador e protetor, que fazia rap e praticava capoeira, por isso                                                                     admirava os dons do personagem escolhido.                                                                     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cleber se identificou como <i>"Magaiver: minha caracter&iacute;stica &eacute; investigar                                                                       e destruir. Minha fraqueza &eacute; mulher" e explicou que gostaria de ser forte e                                                                       inteligente e proteger os mais fracos. Thain&aacute; se identificou com o personagem "Tempestade": "sou alegre, alta, tenho olhos grandes, cabelos longos                                                                       e brancos. Meu talento &eacute; afastar os inimigos e armar tempestades".                                                                       Comentou que tinha dificuldade de dizer</i> "<i>n&atilde;o</i>", de expressar raiva e que                                                                       precisava se proteger mais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os jovens discorriam com mais naturalidade sobre situa&ccedil;&otilde;es do seu                                                                         cotidiano, dentro e fora da escola, e sobre temas mais dif&iacute;ceis de serem                                                                         abordados por outros m&eacute;todos, como sexualidade, alcoolismo e drogas.                                                                         Jackson contou a seguinte hist&oacute;ria: <i>"Meu primo estava 'noiando'(usando                                                                         droga); ele comprava cerveja na conta da m&atilde;e dele e trocava por droga;                                                                         foi mandado para uma cl&iacute;nica para se tratar, mas fugiu de l&aacute;. Continuou a                                                                         trabalhar, fumando &agrave;s custas da m&atilde;e, fumando 'cigarro do capeta'"</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Num momento de narra&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias, Mauro se refere aos encontros                                                                           de fins de semana com os colegas de escola: "<i>Toda sexta-feira vamos                                                                           para um bar, bebemos pelo menos duas caixas de cerveja e viramos a noite.                                                                           No dia seguinte, s&aacute;bado, a gente toma um banho quando chega em                                                                           casa e l&aacute; vamos de novo para beber. Domingo paramos e descansamos                                                                           pra trabalhar cedo na segunda-feira. Ah, as meninas tamb&eacute;m acompanham                                                                           os garotos e v&atilde;o juntos ao pagode, boate, forr&oacute;. Pra dizer a verdade,                                                                           as meninas bebem tanto como os rapazes. (&hellip;) No baile funk rola                                                                           muito beijo na boca, bebemos muito, mas n&atilde;o aprontamos. S&oacute; bebemos                                                                           assim no final de semana"</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As oficinas art&iacute;stico-culturais de TE foram gradualmente atraindo os                                                                             jovens, a despeito de a frequ&ecirc;ncia ter sido irregular, pois a maioria trabalhava                                                                             o dia todo e ainda assumia responsabilidades dom&eacute;sticas, inclusive                                                                             com filhos pequenos. Havia participa&ccedil;&atilde;o efetiva dos jovens nas atividades                                                                             propostas.                                                                             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em ambiente mais informal e l&uacute;dico, sem a exig&ecirc;ncia de um padr&atilde;o escolar                                                                               de desempenho, podiam ocorrer mais livremente os movimentos de                                                                               sociabilidade libert&aacute;ria juvenil, como as fugas tempor&aacute;rias, o isolamento,                                                                               os sil&ecirc;ncios e "amuos" e a zoa&ccedil;&atilde;o. Como analisa Nogueira (2006), h&aacute; na                                                                               zoa&ccedil;&atilde;o um predom&iacute;nio da l&oacute;gica da subjetiva&ccedil;&atilde;o, pois zoar &eacute; uma vari&aacute;vel                                                                               importante na integra&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o conflitivo da escola; representa                                                                               um espa&ccedil;o simb&oacute;lico juvenil em afirmar-se como sujeito e contribui para                                                                               que os pr&oacute;prios jovens experimentem a articula&ccedil;&atilde;o entre suas identidades                                                                               juvenil e discente.                                                                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os jovens experimentavam, assim, expandir sua corporeidade, sintonizados                                                                                 com as experi&ecirc;ncias multidimensionais e novas linguagens, pois,                                                                                 numa cria&ccedil;&atilde;o coletiva, integr&aacute;vamos, &agrave; representa&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica, outras                                                                                 formas de express&atilde;o juvenil como o rap, a dan&ccedil;a e a poesia. No &uacute;ltimo m&ecirc;s                                                                                 foram realizados os ensaios para um espet&aacute;culo final. Quando algum/a jovem                                                                                 faltava a um ensaio, v&aacute;rios outros/as jovens presentes prontamente se                                                                                 ofereciam para substitu&iacute;-lo/a, porque o roteiro refletia uma trama coletiva                                                                                 em que todos se reconheciam.                                                                                 </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>ENCONTROS, DESENCONTROS E REENCONTROS: O ESPET&Aacute;CULO FINAL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na fase final das oficinas, foi preparado pela pesquisadora mestranda                                                                                       um roteiro dramat&uacute;rgico para apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &agrave; comunidade.                                                                                       A pe&ccedil;a apresentada, "<i>Encontros, desencontros e reencontros: cenas de                                                                                       nosso cotidiano</i>", n&atilde;o foi um texto liter&aacute;rio autoral, mas um roteiro com                                                                                       indica&ccedil;&otilde;es de cenas &ndash; a&ccedil;&otilde;es e falas &ndash; a serem vividas no palco, com espa&ccedil;o                                                                                       para improvisa&ccedil;&atilde;o, e mesclavam os fatos, sentimentos e hist&oacute;rias reais                                                                                       narrados pelos jovens durante as oficinas.                                                                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pe&ccedil;a desenvolveu-se em quatro atos: "Descobrindo o corpo jovem,                                                                                         o amor e a turma"; "As faces do amor"; "Profiss&atilde;o: ser jovem da periferia"   e "Fam&iacute;lia nossa de cada dia". As cenas mesclavam os fatos, sentimentos                                                                                         e hist&oacute;rias reais narrados pelos jovens durante as oficinas.                                                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No primeiro ato, apareceram hist&oacute;rias de paquera, namoro e encontros em grupo para festas e bailes <i>funk</i>; o segundo ato foi uma coreografia                                                                                           sem texto falado, em que dois casais se entrecruzam e aparece uma                                                                                           gravidez n&atilde;o planejada. Relatamos abaixo o resumo do roteiro do ato I: "Descobrindo o corpo jovem, o amor, a turma":                                                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cena 1:<i> Expectativas</i> &ndash; Di&aacute;logo ao telefone entre <i>Carol</i> (Monique) e                                                                                             <i>B&aacute;rbara </i>(Gabriela), que &eacute; convidada para se encontrarem com dois garotos                                                                                             que a primeira conhecera. O irm&atilde;o pequeno de Carol, <i>Juninho</i> (Erleomar),                                                                                             chora e a perturba quando fala ao telefone e se arruma para sair.                                                                                             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cena 2: <i>Encontro no parque</i> &ndash; as meninas se encontram para ir ao                                                                                               parque,                                                                                               </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apresenta&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas, paquera, lanche. Pedro Paulo (Jackson) e Diego                                                                                                 (Josimar) j&aacute; est&atilde;o no parque, esperando ansiosos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Cena 3:<i> O baile funk, o ficar</i>. Come&ccedil;a com os jovens dan&ccedil;ando (Daiane,                                                                                                 Thain&aacute;, Alexandre Jr., Fabr&iacute;cio, Ang&eacute;lica). Chegam os dois casais que estavam                                                                                                 no parque, todos dan&ccedil;am, alguns bebem e "ficam". Jan Clode canta                                                                                                 <i>rap</i> e <i>funk</i>, com percuss&atilde;o de Guilherme.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os temas da viol&ecirc;ncia, do tr&aacute;fico, das drogas, assim como o da viol&ecirc;ncia                                                                                                   dos policiais, apareceram muito nas hist&oacute;rias narradas pelos jovens nas                                                                                                   oficinas, e este foi o texto dram&aacute;tico do terceiro ato, "Profiss&atilde;o: ser jovem                                                                                                   da periferia", que se desenvolveu em duas cenas: o encontro e a transa                                                                                                   entre<i> Pedro Paulo</i> (Jackson) e <i>B&aacute;rbara</i> (Gabriela); e a pris&atilde;o de <i>Pedro Paulo</i>,                                                                                                   sob acusa&ccedil;&atilde;o de tr&aacute;fico de drogas, incluindo a troca de cartas entre                                                                                                   ele e <i>B&aacute;rbara</i>. No final do ato, Jan Clode cantou o rap de sua autoria: "<i>No                                                                                                   meio dessa guerra circulam muitos irm&atilde;o/ alguns amigos meus circulam                                                                                                   no sal&atilde;o/ gente interessada na nossa cidade/ o meu bairro est&aacute; vazio, passando                                                                                                   necessidade/ homens jovens e crian&ccedil;as, pessoas e mulher sofrendo                                                                                                   a cada dia com a discrimina&ccedil;&atilde;o/ eu n&atilde;o aguento mais este sofrimento/ eu                                                                                                   vi meus mano indo embora, ouvi o seu lamento"</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O &uacute;ltimo ato encenou a hist&oacute;ria das dificuldades de alguns jovens com                                                                                                     suas fam&iacute;lias na hora de sair de casa para ir &agrave; EJA: um rapaz e uma garota                                                                                                     encontram-se na rua e v&atilde;o conversando sobre suas fam&iacute;lias no caminho                                                                                                     da escola. A cena final encenou a comemora&ccedil;&atilde;o conjunta (fam&iacute;lia e jovens                                                                                                     da escola) do anivers&aacute;rio de Cleber.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da pe&ccedil;a aconteceu no audit&oacute;rio do Centro Cultural,                                                                                                       lotado, com pessoas da comunidade escolar, familiar e dos bairros e                                                                                                       alguns educadores de outras escolas, convidados pela dire&ccedil;&atilde;o da Emfab.                                                                                                       Ap&oacute;s desenvolvimento da pe&ccedil;a, os jovens e demais participantes se apresentaram                                                                                                       e a mestranda, como diretora do espet&aacute;culo de TE, coordenou                                                                                                       um momento de intera&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico com os jovens atores. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>SENTIDOS DA EXPERI&Ecirc;NCIA DE TEATRO ESPONT&Acirc;NEO PARA OS JOVENS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Abrantes (2003) e Perrenoud (1995 e 1996) consideram que a constru&ccedil;&atilde;o                                                                                                           dos sentidos da experi&ecirc;ncia escolar pelos jovens &eacute; moldada por                                                                                                           tr&ecirc;s eixos: estrutural, longitudinal e interacional. Nesta pesquisa o eixo                                                                                                           <i>estrutural</i> referia-se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas e culturais dos sujeitos                                                                                                           jovens em uma periferia urbana; no <i>eixo longitudinal</i> foram analisadas as influ&ecirc;ncias da trajet&oacute;ria de vida, em particular a escolar, e de outras                                                                                                           inst&acirc;ncias socializadoras extra-escola; e o eixo interacional foi constitu&iacute;do                                                                                                           pela an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es dos jovens entre si, com a escola e os professores,                                                                                                           com a pr&oacute;pria pesquisadora e os adultos em geral.                                                                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O <i>eixo interacional </i>foi o mais contemplado nas observa&ccedil;&otilde;es durantes                                                                                                             as oficinas de TE, pois estas propiciaram maior conhecimento dos processos                                                                                                             de intera&ccedil;&atilde;o e de sociabilidade, dos modos de ser jovem, das culturas,                                                                                                             interesses e linguagens <i>daqueles sujeitos jovens espec&iacute;ficos</i>. Ouvindo                                                                                                             suas hist&oacute;rias de alegria, tristeza, raiva ou amor, no trabalho, nas rela&ccedil;&otilde;es                                                                                                             amorosas, na fam&iacute;lia e na escola, a pesquisadora, a professora S&ocirc;nia e os                                                                                                             agentes culturais envolvidos puderam colocar-se "no lugar dos jovens",                                                                                                             para captar os seus desejos, perplexidades e modos de ser jovem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A partir da inser&ccedil;&atilde;o nas oficinas de TE, foi-me poss&iacute;vel compreender                                                                                                               que parte significativa da sociabilidade dos jovens na escola est&aacute; mais                                                                                                               pendente para um modelo "libert&aacute;rio" (zoa&ccedil;&atilde;o, brincadeiras e aproxima&ccedil;&atilde;o                                                                                                               corporal) do que para o modelo de participa&ccedil;&atilde;o lewiniano (democr&aacute;tico                                                                                                               e organizado com distintas fun&ccedil;&otilde;es e pap&eacute;is) e com a ideologia da                                                                                                               democracia liberal republicana.                                                                                                               </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O <i>eixo estrutural</i> da pesquisa foi ampliado e enriquecido quando, nas                                                                                                                 encena&ccedil;&otilde;es das hist&oacute;rias, definiam-se os cen&aacute;rios do interior das casas e                                                                                                                 as caracter&iacute;sticas dos outros atores sociais do mundo vivido pelos protagonistas                                                                                                                 jovens. Isto contribuiu para firmar uma percep&ccedil;&atilde;o positiva dos                                                                                                                 jovens, na contram&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o adultoc&ecirc;ntrica e estereotipada do "protagonismo                                                                                                                 negativo" (Arroyo, 2005), o qual concebe estes jovens de EJA                                                                                                                 p&uacute;blica como indiv&iacute;duos "carentes" de tudo e n&atilde;o como pessoas inteiras                                                                                                                 e sujeitos de direitos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este novo olhar positivo sobre os jovens favoreceu a realiza&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria                                                                                                                   das entrevistas individuais posteriores, criando um clima de solidariedade                                                                                                                   m&uacute;tua &ndash; entre eles e mim, como pesquisadora &ndash; e ficou refletido na                                                                                                                   an&aacute;lise dos dados, transparecendo em toda a disserta&ccedil;&atilde;o.                                                                                                                   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fazer teatral nas oficinas de TE convocava &agrave; subjetividade e &agrave; intersubjetividade,                                                                                                                     buscando integrar tanto os aspectos cognitivos (<i>logos</i>)                                                                                                                     como a corporeidade, a experi&ecirc;ncia no presente e a emo&ccedil;&atilde;o (<i>pathos</i>).                                                                                                                     Buscava-se valorizar a produ&ccedil;&atilde;o coletiva em vez de real&ccedil;ar os "estrelismos"   individuais.   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Houve tamb&eacute;m os<i> aprendizados sociais</i>: o se fazer ouvir, ouvir o outro,                                                                                                                       capacidade de esperar, valorizar a hist&oacute;ria e compreender a singularidade                                                                                                                       e as idiossincrasias de cada um, assim como a &ecirc;nfase em temas comuns ao                                                                                                                       grupo. Acredito que o car&aacute;ter de interven&ccedil;&atilde;o visando a mudan&ccedil;as ocorreu                                                                                                                       no desenvolvimento das oficinas de TE, atrav&eacute;s da experimenta&ccedil;&atilde;o de novos                                                                                                                       olhares &ndash; sobre si, o outro, o grupo e a realidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As oficinas de TE tiveram tanto um car&aacute;ter <i>educativo</i> &ndash; no sentido                                                                                                                         exposto por Dubet e Touraine, como espa&ccedil;o para a experi&ecirc;ncia escolar                                                                                                                         de subjetiva&ccedil;&atilde;o juvenil &ndash; como investigativo, o que nos remete a Freire, a                                                                                                                         respeito do permanente e din&acirc;mico movimento entre pesquisar e educar                                                                                                                         (1982, p. 37).                                                                                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta perspectiva, &eacute; significativo que, para alguns jovens entrevistados, "o teatro" foi percebido no mesmo "n&iacute;vel" das disciplinas curriculares,                                                                                                                           quando responderam &agrave; pergunta "que mat&eacute;rias, aulas e atividades escolares                                                                                                                           voc&ecirc; mais gostou neste per&iacute;odo na Emfab"; os seis entrevistados que                                                                                                                           participaram das oficinas de TE ressaltaram que "o teatro", especialmente                                                                                                                           a apresenta&ccedil;&atilde;o final, foi das experi&ecirc;ncias escolares mais importantes que                                                                                                                           tiveram na Emfab e em toda sua trajet&oacute;ria escolar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em fun&ccedil;&atilde;o da complexidade do contexto escolar e do objetivo da pesquisa                                                                                                                                 de mestrado &ndash; investigar os sentidos da experi&ecirc;ncia escolar para os                                                                                                                                 jovens de EJA &ndash; foram utilizados v&aacute;rios procedimentos de pesquisa participante.                                                                                                                                 A variedade de m&eacute;todos permitiu a obten&ccedil;&atilde;o de dados sobre                                                                                                                                 a escola, no contexto da EJA/Emfab, assim como dados sobre os jovens                                                                                                                                 alunos de EJA.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Nas oficinas de TE os dados estruturais foram ampliados e a dimens&atilde;o                                                                                                                                   interacional ficou sobremaneira enriquecida: descobri o modo singular de                                                                                                                                   cada jovem sujeito da pesquisa perceber a si mesmo e a escola e captei                                                                                                                                   melhor as manifesta&ccedil;&otilde;es comuns do "modo de ser jovem" e do "modo de                                                                                                                                   ser aluno jovem" na EJA/Emfab.                                                                                                                                   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como pesquisadora aprendiz no contexto escolar, foi gratificante a                                                                                                                                     possibilidade de articular a metodologia sociopsicodram&aacute;tica com outras                                                                                                                                     metodologias que tamb&eacute;m s&atilde;o vertentes da epistemologia qualitativa,                                                                                                                                     como a entrevista individual em profundidade, as observa&ccedil;&otilde;es participantes                                                                                                                                     e as interven&ccedil;&otilde;es a partir de inser&ccedil;&atilde;o no campo de pesquisa, al&eacute;m de                                                                                                                                     levantamentos quantitativos sobre a movimenta&ccedil;&atilde;o dos jovens na EJA/                                                                                                                                     Emfab. Foi tamb&eacute;m gratificante a possibilidade de ter vivenciado, com os                                                                                                                                     alunos jovens, significativas experi&ecirc;ncias de intera&ccedil;&atilde;o e de espontaneidade                                                                                                                                     e criatividade interpessoais, sem abrir m&atilde;o da abordagem cient&iacute;fica.                                                                                                                                     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o se trata de fazer uma apologia do teatro espont&acirc;neo como mais                                                                                                                                       uma pedagogia ativa e cooperativa, pois qualquer metodologia did&aacute;tica                                                                                                                                       ou de pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o s&oacute; tem for&ccedil;a se permitir "n<i>o esp&iacute;rito dos                                                                                                                                       alunos e talvez mesmo no dos professores, uma outra constru&ccedil;&atilde;o de sentido&hellip;"</i>   (Perrenoud, 1995, p. 191).   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se a educa&ccedil;&atilde;o para/com os jovens precisa se "rejuvenescer", se abrindo &agrave;s novas demandas das juventudes das sociedades complexas contempor&acirc;neas,                                                                                                                                         consideramos que a pesquisa, no contexto escolar <i>sobre os jovens</i>,                                                                                                                                         deve considerar e incluir os espa&ccedil;os de subjetiva&ccedil;&atilde;o, as linguagens e                                                                                                                                         culturas juvenis, atrav&eacute;s de procedimentos que possibilitem tamb&eacute;m uma                                                                                                                                         investiga&ccedil;&atilde;o com os jovens.                                                                                                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A utiliza&ccedil;&atilde;o do teatro espont&acirc;neo como dispositivo de pesquisa favoreceu                                                                                                                                           este aspecto, mas h&aacute; muito a investigar e compreender neste campo. </font></p> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Referencias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ABRANTES, P.<b> Os sentidos da escola</b>: identidades juvenis e din&acirc;micas de escolaridade. Oeiras, Celta 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596948&pid=S0104-5393200900020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> AGUIAR, M. <b>Teatro espont&acirc;neo e psicodrama</b>. S&atilde;o Paulo: &Aacute;gora, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596950&pid=S0104-5393200900020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ARA&Uacute;JO, A. N. <b>Plano de trabalho do Projeto Com-Viver</b>. Belo Horizonte:       Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Escola Municipal Maria Silveira, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596952&pid=S0104-5393200900020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ARROYO, M. G. Educa&ccedil;&atilde;o de jovens-adultos: um campo de direitos e de         responsabilidade p&uacute;blica. In: SOARES, Le&ocirc;ncio e GIOVANETTI, M.A.G. de         C. e GOMES, N. L. (orgs.) <b>Di&aacute;logos na educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos.</b>  Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica, 2005, pp. 19-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596954&pid=S0104-5393200900020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->       </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. Dez anos de Escola Plural. H&aacute; o que celebrar? In:<b> Tessituras</b>, n. 3. Pref.           de Belo Horizonte: Secretaria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o, jan. de 2006, pp. 7-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596956&pid=S0104-5393200900020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->         </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BOAL, A. <b>O arco-&iacute;ris do desejo</b>: m&eacute;todo Boal de teatro e terapia. Rio de             Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596958&pid=S0104-5393200900020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->           </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRAND&Atilde;O, Carlos R. <b>Educa&ccedil;&atilde;o Popular</b>.Brasiliense: 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596960&pid=S0104-5393200900020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. (org.). <b>Pesquisa participante</b>. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596962&pid=S0104-5393200900020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. (org.) <b>Repensando a pesquisa participante</b>. 3. ed. S&atilde;o Paulo:                 Brasiliense, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596964&pid=S0104-5393200900020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->               </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. <b>A educa&ccedil;&atilde;o popular na escola cidad&atilde;</b>. Petr&oacute;polis: Vozes, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596966&pid=S0104-5393200900020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                 </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRITO, V. Um convite &agrave; pesquisa: epistemologia qualitativa e psicodrama.                     In: MONTEIRO, A. Maur&iacute;cio; MERENGU&Eacute;; Devanir; BRITO, Val&eacute;ria. <b>Pesquisa                     qualitativa e psicodrama</b>. S&atilde;o Paulo: &Aacute;gora, 2006, pp. 13-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596968&pid=S0104-5393200900020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                 </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DAYRELL, J. O jovem como sujeito social. In: <b>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o</b>,                     n. 24, set/out/nov/dez, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596970&pid=S0104-5393200900020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DAYRELL, J.; LE&Atilde;O, G.; GOMES, N. L. <b>Pesquisa</b>: Juventude Brasileira e Democracia                       - participa&ccedil;&atilde;o, esferas e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Regi&atilde;o Metropolitana                       de Belo Horizonte. Relat&oacute;rio preliminar dos grupos de di&aacute;logo. iBase &amp;   Polis &amp; Observat&oacute;rio da Juventude UFMG: junho de 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596972&pid=S0104-5393200900020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DEMO, P. Elementos metodol&oacute;gicos da pesquisa participante. In: <b>Repensando                         a pesquisa participante</b>. 3. ed. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596974&pid=S0104-5393200900020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                       </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______.<b> Participa&ccedil;&atilde;o &eacute; conquista</b>. S&atilde;o Paulo: Cortez, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596976&pid=S0104-5393200900020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. e MARTUCELLI, D. <b>En la escuela</b>: sociologia de la experi&ecirc;ncia                           escolar. Madri: Editorial Losada, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596978&pid=S0104-5393200900020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. A socializa&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o escolar. In: <b>Revista de Cultura e                             pol&iacute;tica</b>, n. 40/41, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596980&pid=S0104-5393200900020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                             </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FREIRE, P. <b>Educa&ccedil;&atilde;o como pr&aacute;tica da liberdade</b>. Rio de Janeiro: Paz e                               Terra, 1967.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596982&pid=S0104-5393200900020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. Criando m&eacute;todos de pesquisa alternativa: aprendendo a faz&ecirc;-la                                 melhor atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o. In: BRAND&Atilde;O, C.R. (org.) <b>Pesquisa participante.</b>  2&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 1982, pp.34-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596984&pid=S0104-5393200900020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                 </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______.<b> Educa&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a</b>. Pref&aacute;cio de Moacir Gadotti e tradu&ccedil;&atilde;o                                   de Lilian Lopes Martin. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596986&pid=S0104-5393200900020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> LE&Atilde;O, G. M. P. <b>Pedagogia da cidadania tutelada</b>: lapidar corpos e                                     mentes. Uma an&aacute;lise de um programa federal de inclus&atilde;o social para jovens                                     pobres. S&atilde;o Paulo, 2004. 316f. Tese (Doutorado) - USP, Faculdade de                                     Educa&ccedil;&atilde;o, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596988&pid=S0104-5393200900020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. Pol&iacute;ticas de juventude e educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos: tecendo                                       di&aacute;logos a partir dos sujeitos. In: SOARES, Le&ocirc;ncio; e GIOVANETTI, M.A.G.                                       de C.; e GOMES, N. L. (orgs.) <b>Di&aacute;logos na educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos</b>.                                       Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica, 2005, pp. 69-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596990&pid=S0104-5393200900020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                       </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MARGULIS, M. Juventud o Juventudes? Entrevista concedida a Olga Celestina                                         da Silva Durand. In: <b>Perspectiva</b>. Florian&oacute;polis, v. 22, n. 02, pp.297-                                         324, jul-dez 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596992&pid=S0104-5393200900020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                         </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MORENO, J.L. <b>Psicoterapia de grupo e psicodrama</b>. S&atilde;o Paulo: Mestre                                           Jou, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596994&pid=S0104-5393200900020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. <b>Psicodrama</b>. 9. ed. S&atilde;o Paulo: Cultrix , 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596996&pid=S0104-5393200900020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. <b>O teatro da espontaneidade</b>. S&atilde;o Paulo: Summus Editora, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4596998&pid=S0104-5393200900020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                               </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. <b>Quem sobreviver&aacute;? Fundamentos da Sociometria</b>. Goi&acirc;nia: Dimens&atilde;o,                                                 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597000&pid=S0104-5393200900020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NOGUEIRA, P. H. <b>Identidade juvenil e identidade discente</b>. Texto apresentado                                                   no Col&oacute;quio de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o. Belo Horizonte: PUCMinas,                                                   29/09/2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597002&pid=S0104-5393200900020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                                   </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PAG&Egrave;S, M. <b>A vida afetiva dos grupos</b>: esbo&ccedil;o de uma teoria da rela&ccedil;&atilde;o                                                     humana. Petr&oacute;polis: Vozes, 1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597004&pid=S0104-5393200900020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                                     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PAIVA, J. Tramando concep&ccedil;&otilde;es e sentidos para redizer o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o                                                       de jovens e adultos. In: <b>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o</b>, v. 11 n.                                                       33, set/dez. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597006&pid=S0104-5393200900020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                                       </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PERRENOUD, Ph. <b>Oficio de aluno e sentido do trabalho escolar</b>. Trad.                                                         de J&uacute;lia Ferreira. Porto, Portugal: 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597008&pid=S0104-5393200900020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. <b>La construcci&oacute;n del &ecirc;xito y del fracaso escolar</b>. 2. ed. actualizada.                                                           Madrid: Fundaci&oacute;n Paideia e Ediciones Morata, S.L., 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597010&pid=S0104-5393200900020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                                           </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SANTOS, B. S. <b>Pela m&atilde;o de Alice</b>: o social e o pol&iacute;tico na p&oacute;s-modernidade.                                                             9. edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Cortez, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597012&pid=S0104-5393200900020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SOARES, L.; e GIOVANETTI, M.A.G. de C., e GOMES, N.L. (orgs.) <b>Di&aacute;logos                                                               na educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos</b>. Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597014&pid=S0104-5393200900020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                                               </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SP&Oacute;SITO, M. Algumas hip&oacute;teses sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre movimentos sociais,                                                                 juventude e educa&ccedil;&atilde;o. <b>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o</b>, jan/fev/                                                                 mar/abr, 1999, n. 13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597016&pid=S0104-5393200900020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. Algumas reflex&otilde;es e muitas indaga&ccedil;&otilde;es sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre                                                                   juventude e escola no Brasil. In: ABRAMO, Helena e BRANCO, Pedro Paulo                                                                   M. <b>Retratos da juventude brasileira</b>: an&aacute;lises de uma pesquisa nacional.                                                                   S&atilde;o Paulo: Ed. Perseu, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597018&pid=S0104-5393200900020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                                                   </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. Juventude e poder local: um balan&ccedil;o de iniciativas p&uacute;blicas voltadas                                                                     para jovens em munic&iacute;pios de regi&otilde;es metropolitanas. In: <b>Revista                                                                     Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o</b>. v.11 n. 32. Rio de Janeiro maio/ago 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597020&pid=S0104-5393200900020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                                                                     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">THIOLLENT, M. Notas para o debate sobre pesquisa-a&ccedil;&atilde;o. In: <b>Repensando                                                                       a Pesquisa Participante</b>. 3. ed. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 1987, 82-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597022&pid=S0104-5393200900020000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> TOURAINE, A. <b>Poderemos viver junto? Iguais e diferentes</b>. Trad. Jaime                                                                         A. Clasen e Ephraim F. Alves. Petr&oacute;polis: Vozes, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597024&pid=S0104-5393200900020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> VALE, Z.M.C. Playback Theatre: teatro arte, espont&acirc;neo e terap&ecirc;utico. <b>Revista                                                                         de Psicodrama</b>, jul-dez 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4597026&pid=S0104-5393200900020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>OBRAS CONSULTADAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DUBET, F. <b>Sociologia da experi&ecirc;ncia</b>. Trad. Fernando Tomaz. Lisboa: Instituto                                                                               Piaget, 1994.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. <b>A forma&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos:</b> a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o. Contemporaneidade                                                                         e Educa&ccedil;&atilde;o. Ano III, n. 3, mar&ccedil;o de 1998.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> MENEGAZZO, C. M. <b>Magia, mito e psicodrama</b>. S&atilde;o Paulo: &Aacute;gora, 1994.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NAFFAT NETO, A. <b>Psicodrama:</b> descolonizando o imagin&aacute;rio. S&atilde;o Paulo:                                                                             Brasiliense, 1979.                                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VALADARES, L. Os dez mandamentos da observa&ccedil;&atilde;o participante. Resenha                                                                             de "Sociedade de esquina: a estrutura social de uma &aacute;rea urbana                                                                             pobre e degradada" de William Foote WHYTE. In:<b> Revista Brasileira de                                                                             Ci&ecirc;ncias Sociais</b>. Vol. 22 n. 63, pp. 153-155.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. Garimpando hist&oacute;rias: a dire&ccedil;&atilde;o no playback theatre. In: CONGRESSO                                                                               DE PSICODRAMA, 13, 2002, Costa do Sau&iacute;pe, BA. &#091;<b>Anais eletr&ocirc;nicos</b>&hellip;&#093;.                                                                               S&atilde;o Paulo: Febrap, 2002. 1 CD-ROM. Mesa Redonda R6: Teatro                                                                               espont&acirc;neo.                                                                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. O teatro espont&acirc;neo nas organiza&ccedil;&otilde;es. Co-autoria com Maria                                                                                 N&eacute;lia Vale Cypriano. In: FLECHA, Beatriz (org.) <b>Pontes do Psicodrama</b>.                                                                                 Belo Horizonte: do autor, 2007, pp. 235-241.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. e van STRALEN, C. J. <b>Encontros e desencontros entre os jovens                                                                                   e a escola</b>: sentidos da experi&ecirc;ncia escolar na educa&ccedil;&atilde;o de jovens                                                                                   e adultos. 2007. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicologia Social &ndash; UFMG,                                                                                   P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o de Psicologia, Belo Horizonte, 2007.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end2"></a><a href="#end"><img src="/img/revistas/psicodrama/v17n2/seta.gif" border="0"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b></a>    <br> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     Rua Atenas, 465/302 Bairro Ana L&uacute;cia Sabar&aacute;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> MG CEP: 34710-010      <br> e-mail: <a href="mailto: ">zoemcvale@oi.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="b" id="b"></a><a href="#a">*</a></sup> Psic&oacute;loga, psicodramatista, docente   supervisora no Instituto Mineiro de Psicodrama   Jacob Levy Moreno (Belo Horizonte, MG),   mestre em Psicologia Social (Faculdade de   Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas da Universidade   Federal de Minas Gerais), especialista em   Psicologia Cl&iacute;nica, Organizacional e do Trabalho   (Conselho Federal de Psicologia), especialista   em Din&acirc;mica de Grupo e em Psicodrama   Tri&aacute;dico (Sociedade Brasileira de Psicoterapia,   Din&acirc;mica de Grupo e Psicodrama).    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><sup><a name="1a"></a> <a href="#1">1,</a></sup></b></font> - A pesquisa e disserta&ccedil;&atilde;o tiveram orienta&ccedil;&atilde;o do prof. Dr. Cornelis J.   Van Stralen.    <br>  <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><sup><a name="2"></a> <a href="#2a">2,</a></sup></b></font> - Tem ocorrido um fen&ocirc;meno de "rejuvenescimento" da EJA p&uacute;blica  nos &uacute;ltimos anos; nossos levantamentos confirmaram que, na Emfab, quaREVISTA  BRASILEIRA DE PSICODRAMA &ndash; Zo&eacute; Margarida Chaves Vale  90  se a metade dos alunos matriculados em 2006 tinha de 15 a 25 anos.     <br>  <SUP><a name="3a"></a><a href="#3">3</a></SUP> - Nome fict&iacute;cio que eu criei para esta escola, campo de minha pesquisa  de mestrado desde 2005, homenageando aos tr&ecirc;s grandes educadores  que se dedicaram &agrave; educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos: Paulo Freire,  Carlos Brand&atilde;o e Miguel Arroyo.    <br>  <sup><a name="4a"></a><a href="#4">4</a></sup> - Enquanto o m&eacute;todo "psicodrama" prioriza as ideologias privadas,  Moreno (1974) define sociodrama como m&eacute;todo de a&ccedil;&atilde;o profunda que  trata das rela&ccedil;&otilde;es inter e intragrupais e das ideologias coletivas, para explicitar  as identidades coletivas e elaborar os problemas socioculturais de  uma comunidade e do pr&oacute;prio grupo.    <br>  <sup><a name="5a"></a><a href="#5">5</a></sup> - TURATO, E. Tratado da metodologia da pesquisa cl&iacute;nico-qualitativa.  Petr&oacute;polis: Vozes, 2003.      ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  <sup><a name="6a"></a><a href="#6">6</a></sup><a href="#6"> -</a> Segundo Moreno (1975, p. 91), "A 'Criaturgia' (&hellip;) interessa-se pelo  pr&oacute;prio drama da cria&ccedil;&atilde;o".      <br>  <sup><a name="7a"></a><a href="#7">7</a></sup> - Todos os nomes aqui citados s&atilde;o fict&iacute;cios.</font></p>      ]]></body>
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<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ABRANTES]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
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</person-group>
<source><![CDATA[Os sentidos da escola: identidades juvenis e dinâmicas de escolaridade]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oeiras ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Celta]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[AGUIAR]]></surname>
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