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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Controle condicional sobre a produção de sentenças: efeitos da ordem de treino do tipo de sentença]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Pará  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Recent study has demonstrated automatized overlapping words procedure as an effective method to teach colors conditional control on the active and passive voice sentence construction for four children that have learn problems at school. However, children did not shown conditional control over construction of new sentences, when recombination of the words presented in directed trained sentences was required; children were able to construct only active voice new sentences. The objective of the present study was investigate if the training order of two types of sentences could have an effect over the conditional control emergency and maintenance on the new sentences construction repertory. Four participants were first exposed to teaching of active voice sentence followed by passive voice sentence. Other four participants learned first passive voice sentence and then active one. According to the previous study all the participants learned how to construct sentences under conditional control. Therefore, the training was insufficient to all children produce a combinative repertory in new sentences under conditional control. The participants have correctly composed one or another type of sentence. Further studies may first comprehend different types of emergence tests of new sentences, before get evolved with teach and conditional control tests.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ensino por sobreposição]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Controle condicional sobre a produ&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as: efeitos da ordem de treino do tipo de senten&ccedil;a.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conditional control over sentence production: effects of the order of sentences' types in training</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Pedro Felipe dos Reis Soares;<a name="1"></a><a href="#1a"><sup>1</sup></a> Grauben Jos&eacute; Alves de Assis;<a name="2"></a><a href="#2a"><sup>2</sup></a> Ana Leda de Faria Brino<a name="3"></a><a href="#3a"><sup>3</sup></a></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Universidade Federal do Par&aacute;  (Brasil)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudo recente demonstrou que um m&eacute;todo automatizado de ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o foi efetivo em ensinar   o controle condicional de cores sobre a constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as (na voz ativa e passiva) para quatro crian&ccedil;as   com hist&oacute;rico de fracasso escolar. Entretanto, as crian&ccedil;as n&atilde;o constru&iacute;ram novas senten&ccedil;as sob controle condicional,   quando era exigida a recombina&ccedil;&atilde;o de palavras das senten&ccedil;as ensinadas. As crian&ccedil;as constru&iacute;ram   corretamente novas senten&ccedil;as apenas na voz ativa. O objetivo deste estudo foi investigar se a ordem de treino   dos dois tipos de senten&ccedil;as teria efeito sobre a emerg&ecirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o de controle condicional sobre   repert&oacute;rio de constru&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as. Quatro participantes foram expostos ao ensino de senten&ccedil;as na   voz ativa, seguido pelo ensino na voz passiva; para outros quatro, a ordem de ensino foi invertida. Corroborando   o estudo anterior, todos os participantes aprenderam a construir as senten&ccedil;as sob controle condicional.   Contudo, o treino foi insuficiente para produzir repert&oacute;rio recombinativo de constru&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as   sob controle condicional para todas as crian&ccedil;as. Os participantes constru&iacute;am corretamente um ou outro tipo   de senten&ccedil;a. Estudos posteriores podem envolver primeiramente testes de emerg&ecirc;ncia de novas senten&ccedil;as de   tipos diferentes antes da exposi&ccedil;&atilde;o ao ensino e teste de controle condicional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as, controle condicional, senten&ccedil;as na voz ativa e passiva, crian&ccedil;as com hist&oacute;rico de fracasso escolar.</font></p> <hr noshade size="1">     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recent study has demonstrated automatized overlapping words procedure as an effective method to teach   colors conditional control on the active and passive voice sentence construction for four children that have learn problems at school. However, children did not shown conditional control over construction of new   sentences, when recombination of the words presented in directed trained sentences was required; children   were able to construct only active voice new sentences. The objective of the present study was investigate if   the training order of two types of sentences could have an effect over the conditional control emergency and   maintenance on the new sentences construction repertory. Four participants were first exposed to teaching of   active voice sentence followed by passive voice sentence. Other four participants learned first passive voice   sentence and then active one. According to the previous study all the participants learned how to construct   sentences under conditional control. Therefore, the training was insufficient to all children produce a combinative   repertory in new sentences under conditional control. The participants have correctly composed one   or another type of sentence. Further studies may first comprehend different types of emergence tests of new   sentences, before get evolved with teach and conditional control tests.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> overlapping words procedure, sentence production, conditional control, active and passive voice, children.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As senten&ccedil;as usadas em nossa comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o compostas por classes gramaticais como artigo, sujeito, verbo,   objeto. Diversas senten&ccedil;as apresentam usualmente uma ordem comum, de modo que cada palavra pode   passar a exercer uma fun&ccedil;&atilde;o discriminativa baseada em sua ordem na senten&ccedil;a, por exemplo, de primeira,   segunda, terceira posi&ccedil;&atilde;o e assim por diante. Nesse sentido, a forma&ccedil;&atilde;o de classes ordinais compostas por   palavras se constitui como objeto de an&aacute;lise para a compreens&atilde;o do fen&ocirc;meno da produtividade de senten&ccedil;as   sintaticamente apropriadas. Alguns autores t&ecirc;m investigado a produ&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as com diferentes procedimentos   de ensino (ver Sampaio, Assis, &amp; Baptista, 2010), dentre eles os procedimentos de encadeamento de respostas ou sobreposi&ccedil;&atilde;o de palavras.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o de palavras (conforme o paradigma de Green, Stromer, &amp; Mackay, 1993),   ap&oacute;s duas palavras serem apresentadas simultaneamente (por exemplo, O e RATO), o participante deve   escolher a palavra O e posteriormente a palavra RATO, para produzir consequ&ecirc;ncias positivas. Ap&oacute;s essa   tarefa, a primeira palavra &eacute; removida da sequ&ecirc;ncia e uma nova palavra &eacute; introduzida (por exemplo, RATO   e MORDEU). Novamente, ambas as palavras s&atilde;o apresentadas simultaneamente e o participante precisa   responder primeiro &agrave; palavra RATO e depois &agrave; nova palavra da sequ&ecirc;ncia, MORDEU, para produzir as   mesmas consequ&ecirc;ncias anteriores. O ensino segue desta forma, acrescentando-se uma nova palavra a cada   fase at&eacute; que todas as palavras da senten&ccedil;a tenham sido apresentadas em pares. Terminado o ensino, testes de   constru&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a s&atilde;o aplicados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Nos estudos desta &aacute;rea, os testes envolvem a recombina&ccedil;&atilde;o de palavras de ambas as senten&ccedil;as em   posi&ccedil;&otilde;es consistentes com aquelas ocupadas nas sequ&ecirc;ncias ensinadas. A habilidade em recombinar componentes   de senten&ccedil;as distintas em ordem "correta" (em acordo com a usada na comunidade verbal do participante),   indica a forma&ccedil;&atilde;o de classes de est&iacute;mulos ordinais entre os membros que ocupam a mesma posi&ccedil;&atilde;o   nas diferentes frases (Mackay &amp; Fields, 2009; Verdu, de Souza, &amp; Lopes Junior, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Uma proposta seminal para o estudo de classes sint&aacute;ticas (cf. Skinner, 1992) e das rela&ccedil;&otilde;es ordinais   entre est&iacute;mulos que comp&otilde;em sequ&ecirc;ncias foi apresentada por Green <i>et al.</i> (1993) em um estudo conceitual.   Os autores descreveram o paradigma de rela&ccedil;&otilde;es ordinais, propondo dois arranjos experimentais diferentes   para o ensino de sequ&ecirc;ncias (encadeamento e sobreposi&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos), identificando as rela&ccedil;&otilde;es entre   est&iacute;mulos de uma mesma sequ&ecirc;ncia e de sequ&ecirc;ncias diferentes, e apresentando testes comportamentais espec&iacute;ficos   delineados para verificar as propriedades relacionais indicativas de forma&ccedil;&atilde;o de classes ordinais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   As propriedades de uma rela&ccedil;&atilde;o ordinal propostas por Green <i>et al.</i> (1993) t&ecirc;m base em defini&ccedil;&otilde;es   matem&aacute;ticas ilustradas por Stevens (1951), quais sejam: 1) irreflexividade, que sugere que uma rela&ccedil;&atilde;o   ordinal &eacute; explicitamente n&atilde;o reflexiva, n&atilde;o sendo verdadeira uma sequ&ecirc;ncia A &rarr; A, ou seja, A n&atilde;o "vem antes de" A; 2) assimetria, que indica que uma rela&ccedil;&atilde;o entre os est&iacute;mulos de uma sequ&ecirc;ncia &eacute; unidirecional,   isto &eacute;, se A&rarr;B, B&rarr;A n&atilde;o &eacute; verdade; 3) transitividade, em que dadas as rela&ccedil;&otilde;es sequenciais A&rarr;B e B&rarr;C,   ent&atilde;o A&rarr;C &eacute; produto, poss&iacute;vel pela correla&ccedil;&atilde;o com o est&iacute;mulo "B", presente em ambas as sequ&ecirc;ncias ; e   4) conectividade, em que todos os est&iacute;mulos de uma sequ&ecirc;ncia s&atilde;o pass&iacute;veis de serem relacionados em uma   dada ordem, tendo em vista que as propriedades de irreflexividade e de assimetria devem ser respeitadas, por   exemplo, se A&rarr;B&rarr;C &eacute; treinado, ent&atilde;o A&rarr;B, A&rarr;C e B&rarr;C s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es derivadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ensinando-se sequ&ecirc;ncias distintas, que devem apresentar as propriedades acima descritas, a observa&ccedil;&atilde;o   da forma&ccedil;&atilde;o de classes ordinais depende de testes de verifica&ccedil;&atilde;o de substituibilidade entre elementos   que ocupam a mesma posi&ccedil;&atilde;o nas diferentes sequ&ecirc;ncias treinadas. A forma&ccedil;&atilde;o de classes ordinais parece ser   um fen&ocirc;meno subjacente &agrave; aprendizagem da sintaxe e, consequentemente, &agrave; produtividade de novas senten&ccedil;as   para al&eacute;m daquelas &agrave;s quais as crian&ccedil;as s&atilde;o expostas em sua comunidade verbal. Os desempenhos em   testes de substituibilidade demonstram a produtividade como propriedade cr&iacute;tica da sintaxe. A demonstra&ccedil;&atilde;o   de produtividade significa que ap&oacute;s um indiv&iacute;duo ter aprendido um pequeno n&uacute;mero de senten&ccedil;as em uma   dada estrutura sint&aacute;tica, um grande n&uacute;mero de novas senten&ccedil;as emergir&aacute; sem ensino direto, e cada nova   senten&ccedil;a conter&aacute; um conjunto novo de palavras produzidas em uma ordem apropriada. Essa produtividade   aponta que o indiv&iacute;duo adquiriu uma sintaxe relacional refletida pela produ&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as gramaticalmente   corretas (Mackay &amp; Fields, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para isso, a ordem de apresenta&ccedil;&atilde;o dos est&iacute;mulos, torna-se a principal vari&aacute;vel de controle (Miccione,   Assis, &amp; Dias, 2010) sobre a forma&ccedil;&atilde;o das classes de primeiros, segundos, terceiros e assim por diante, por   meio de conting&ecirc;ncias de refor&ccedil;amento diferencial que demandam respostas de orden&aacute;-los numa sequ&ecirc;ncia   programada experimentalmente (por exemplo, Assis, Corr&ecirc;a, Souza, &amp; Prado, 2010; Assis, Magalh&atilde;es,   Monteiro, &amp; Carmo, 2011; Green <i>et al.</i>, 1993; Souza, Assis, Magalh&atilde;es, &amp; Prado, 2008; Stromer &amp; Mackay,   1993 - Experimento 2; Verdu, et al, 2006).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A ordem das palavras em uma senten&ccedil;a &eacute; vari&aacute;vel relevante no controle de respostas espec&iacute;ficas dos   ouvintes de determinada l&iacute;ngua (ver Sella &amp; Bandini, 2012, para uma discuss&atilde;o mais extensa dessa quest&atilde;o).   Por exemplo, a express&atilde;o "Busque minha bolsa, por favor", usualmente controla a resposta do ouvinte   de busc&aacute;-la, obviamente se outras vari&aacute;veis motivacionais n&atilde;o estiverem controlando o comportamento do   ouvinte no momento. No entanto, se algu&eacute;m disser "Minha favor bolsa por busque", caso o ouvinte responda   de acordo com a frase anterior, no m&iacute;nimo, sua resposta ser&aacute; emitida ap&oacute;s maior lat&ecirc;ncia. No entanto, algumas   constru&ccedil;&otilde;es frasais que cont&eacute;m um conjunto muito similar de palavras expressas em ordens distintas   podem controlar o mesmo padr&atilde;o de responder. Por exemplo, senten&ccedil;as na voz ativa ("O magistrado proferiu   a senten&ccedil;a") e na voz passiva ("A senten&ccedil;a foi proferida pelo magistrado") podem controlar respostas   comuns do ouvinte, embora o arranjo ordinal das palavras n&atilde;o seja o mesmo. O fato de os indiv&iacute;duos de   determinada comunidade verbal usarem uma ou outra constru&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es muitas vezes distintas nos   sugere que a produ&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as em uma ou outra ordem sofre controle condicional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O controle condicional da constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as foi estudado por Yamamoto e Miya (1999) que   usaram um procedimento informatizado de ensino e de testes utilizando palavras como est&iacute;mulos para a   constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as e imagens como modelos. Os autores conduziram dois estudos para avaliar as   condi&ccedil;&otilde;es suficientes para a produ&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as em tr&ecirc;s autistas com comportamento vocal restrito. No   primeiro estudo, ap&oacute;s o ensino da constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as com quatro palavras cada, na presen&ccedil;a de uma   imagem correspondente, os participantes foram capazes de construir novas senten&ccedil;as gramaticalmente corretas   quando novas imagens eram apresentadas como modelo. No segundo estudo, unidades espec&iacute;ficas da   l&iacute;ngua japonesa foram inclu&iacute;das como escolhas em tarefas de constru&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as; a posi&ccedil;&atilde;o de tais   unidades era condicional &agrave; ordem, passiva ou ativa, da senten&ccedil;a. Quando apresentadas uma figura e uma palavra   da classe gramatical sujeito como modelo, cabia ao participante selecionar uma ordem X de part&iacute;culas   e outras palavras (das classes objeto e verbo) para completar a frase; se uma figura e uma palavra da classe gramatical objeto eram modelo, uma ordem Y de part&iacute;culas e outras palavras deveriam ser selecionadas para   completar a frase. Novamente, o ensino resultou na produ&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as gramaticalmente corretas   na presen&ccedil;a de est&iacute;mulos condicionais correlacionados no treino &agrave; constru&ccedil;&atilde;o na voz passiva ou ativa. O   procedimento utilizado por Yamamoto e Miya demonstra a import&acirc;ncia da informatiza&ccedil;&atilde;o como ferramenta   de ensino e apresenta refinamento experimental pelo uso de quatro palavras em cada senten&ccedil;a, com especifica&ccedil;&atilde;o   de voz por est&iacute;mulos condicionais, promovendo um avan&ccedil;o no arranjo experimental no que concerne &agrave; complexidade do repert&oacute;rio ensinado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   De acordo com Mackay e Fields (2009), utilizando-se o paradigma de classes ordinais proposto por   Green <i>et al.</i> (1993) e fazendo uso de tecnologia informatizada como contexto de treino de controle de est&iacute;mulos, &eacute; poss&iacute;vel ensinar senten&ccedil;as com componentes gramaticais e realizar testes para avaliar se ocorre a   produ&ccedil;&atilde;o de sequ&ecirc;ncias nas quais os membros apresentam posi&ccedil;&otilde;es indicativas de igualdade de classe de   est&iacute;mulos, ou seja, gram&aacute;tica e sintaticamente corretas. Adicionalmente, os autores assumem altera&ccedil;&otilde;es na   ordem das palavras como forma de aproxima&ccedil;&atilde;o de contextos cotidianos. Portanto, por essa via h&aacute; a amplia&ccedil;&atilde;o   do escopo anal&iacute;tico ao colocar a produ&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as tamb&eacute;m sob controle condicional (Mackay &amp; Fields, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Nesse campo de investiga&ccedil;&atilde;o, Corr&ecirc;a, Assis e Brino (no prelo) investigaram os efeitos do ensino por   sobreposi&ccedil;&atilde;o de palavras sobre a produ&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as na voz ativa e passiva. Adicionalmente, os autores   investigaram a extens&atilde;o do controle condicional de cores sobre a constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as nas duas ordens.   Seis crian&ccedil;as com hist&oacute;ria de fracasso escolar e idades entre 6 e 10 anos participaram do estudo e aprenderam   a construir duas senten&ccedil;as na voz ativa e duas na voz passiva. No treino, o responder sequencial foi   treinado primeiramente para gerar repert&oacute;rio de constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as na voz ativa, e depois de senten&ccedil;as   na voz passiva. Ap&oacute;s a aquisi&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as, a resposta de constru&ccedil;&atilde;o de um ou outro tipo,   ativa ou passiva, foi correlacionada &agrave; presen&ccedil;a da cor verde e vermelha como modelo, respectivamente. Testes   de substituibilidade aplicados em seguida verificaram o controle condicional das cores sobre a constru&ccedil;&atilde;o   de oito novas senten&ccedil;as, quatro na ativa e quatro na passiva, que envolviam a recombina&ccedil;&atilde;o das palavras   das quatro senten&ccedil;as diretamente treinadas (ver senten&ccedil;as na <a href="#t2">Tabela 2</a>). Segundo os autores, nem todos os   participantes responderam consistentemente na tarefa de construir as novas senten&ccedil;as sob controle condicional.   Um participante alcan&ccedil;ou 87,5%, dois obtiveram 75% e para os demais, a porcentagem de acerto foi   de 62,5%, 50% e 37,5%. Os desempenhos pr&oacute;ximos ou inferiores a 50% de acertos n&atilde;o indicavam controle   condicional parcial, mas que as crian&ccedil;as constru&iacute;am corretamente apenas as senten&ccedil;as na ordem ativa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Um segundo experimento foi conduzido por Corr&ecirc;a <i>et al.</i> (no prelo), envolvendo maior n&uacute;mero de   tentativas de treino de controle condicional sobre a constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as da linha de base e crit&eacute;rio de   desempenho mais exigente antes da aplica&ccedil;&atilde;o dos testes; as tr&ecirc;s crian&ccedil;as que obtiveram os menores &iacute;ndices   de acertos acima apresentados participaram desse segundo experimento. Nos testes de substituibilidadedessa   replica&ccedil;&atilde;o, dois participantes obtiveram 100% e 87,5% de acerto. No entanto, quando os testes de   substituibilidade foram aplicados ap&oacute;s 45 dias do encerramento de ambos os experimentos,somente um participante   manteve seu repert&oacute;rio. Os dados indicaram que as senten&ccedil;as constru&iacute;das corretamente envolviam   somente a ordem da voz ativa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No estudo acima descrito, a ordem de treino de senten&ccedil;as envolveu, sempre, primeiramente as senten&ccedil;as   na voz ativa e, posteriormente, as senten&ccedil;as na voz passiva. Embora a voz ativa pare&ccedil;a ser mais usualmente   empregada pela comunidade verbal, o que poderia explicar a manuten&ccedil;&atilde;o somente desse repert&oacute;rio   observada nos testes de manuten&ccedil;&atilde;o do estudo previamente descrito, levantou-se a hip&oacute;tese de se a ordem de   treino do tipo de senten&ccedil;a, ativa-passiva ou passiva-ativa, seria uma vari&aacute;vel capaz de afetar o desempenho e   produzir controle condicional por permitir a manuten&ccedil;&atilde;o das respostas de constru&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m das senten&ccedil;as   na voz passiva. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente estudo &eacute; uma replica&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de Corr&ecirc;a, et al (no prelo) cujo objetivo foi verificar   o efeito da ordem de treino de senten&ccedil;as, na voz passiva e na voz ativa, sobre a constru&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es   sint&aacute;ticas sob controle condicional em pr&eacute;-escolares. Avaliou-se ainda a manuten&ccedil;&atilde;o do desempenho de   controle condicional sobre a constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as na ativa e passiva ap&oacute;s um per&iacute;odo sem contato com   as conting&ecirc;ncias de ensino e de testes de senten&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">     <b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Participantes</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Participaram do estudo oito crian&ccedil;as do ensino fundamental, recrutadas em uma institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental   de apoio a popula&ccedil;&otilde;es carentes, na cidade onde o estudo foi realizado. Um Termo de Consentimento   Livre e Esclarecido (protocolo no 022/09 &ndash; CEP-ICS/UFPA), conforme exig&ecirc;ncia da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do   Conselho Nacional de Sa&uacute;de, contendo especifica&ccedil;&otilde;es acerca dos objetivos e demais informa&ccedil;&otilde;es sobre o   estudo, foi assinado pelos respons&aacute;veis dos participantes, autorizando-os a participar do estudo. A Tabela 1   apresenta a rela&ccedil;&atilde;o dos participantes, por idade, escolaridade e sexo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/actac/v21n2/a04t1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Ambiente Experimental e Equipamento</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   As sess&otilde;es experimentais foram conduzidas em uma sala reservada da institui&ccedil;&atilde;o, com ilumina&ccedil;&atilde;o artificial,   climatizada e relativo isolamento ac&uacute;stico. Cada participante permanecia sentado em frente a um notebook,   com o experimentador ao seu lado monitorando a sess&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Utilizou-se um notebook com tela de 15'' e o <i>software</i> PROLER (Assis &amp; Santos, 2010 - em vers&atilde;o   5.2), elaborado em linguagem <i>Java</i>, a partir de vers&otilde;es anteriores. O <i>software</i> apresentava os est&iacute;mulos, n&uacute;meros   de tentativas programadas, as posi&ccedil;&otilde;es de cada est&iacute;mulo na tela do monitor e registrava as respostas   corretas e incorretas, apresentando um relat&oacute;rio de sess&atilde;o ao t&eacute;rmino de cada passo de ensino ou teste programado.   A tela do computador estava dividida em duas &aacute;reas principais. A parte superior da tela com oito "janelas", fundo da cor cinza, foi denominada "&aacute;rea de constru&ccedil;&atilde;o", na qual eram apresentados os est&iacute;mulos,   dispostos lado a lado, ap&oacute;s se deslocarem da "&aacute;rea de escolha", localizada na parte inferior da tela. Na &aacute;rea   de escolha, o programa reservou doze "janelas" de 2,5 cm x 2,5 cm nas quais os est&iacute;mulos que formavam   cada senten&ccedil;a eram apresentados de forma randomizada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <i>Est&iacute;mulos</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Duas cores, verde e vermelho, foram usadas como est&iacute;mulos condicionais &agrave;s respostas de constru&ccedil;&atilde;o de   senten&ccedil;as na voz ativa ou na voz passiva, respectivamente. Um quadrado de cor verde ou vermelha, medindo   2 x 2 cm, era apresentado na por&ccedil;&atilde;o superior da tela do computador quando o ensino ou o teste envolvia o   controle condicional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Al&eacute;m dos est&iacute;mulos condicionais, as palavras que constitu&iacute;am as quatro senten&ccedil;as diretamente treinadas   ou testadas no estudo poderiam ser apresentadas na tela do computador. As senten&ccedil;as deveriam ser   constru&iacute;das na voz ativa ou na voz passiva. A Tabela 2 a seguir apresenta as senten&ccedil;as usadas nas condi&ccedil;&otilde;es   de ensino com o objetivo de construir repert&oacute;rio de linha de base (LB) para a aplica&ccedil;&atilde;o dos testes. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t2"></a><img src="img/revistas/actac/v21n2/a04t2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Procedimento</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Inicialmente, no recrutamento uma avalia&ccedil;&atilde;o de leitura das senten&ccedil;as que seriam usadas neste estudo foi   aplicada, com o objetivo de medir o n&iacute;vel de leitura fluente dos alunos. Essa avalia&ccedil;&atilde;o consistiu na exposi&ccedil;&atilde;o   de cada aluno &agrave;s quatro senten&ccedil;as apresentadas na <a href="#t2">Tabela 2</a>. Cada senten&ccedil;a era apresentada no computador   em tela cheia, sendo solicitada &agrave; crian&ccedil;a a leitura em voz alta de cada uma delas. Verificada soletra&ccedil;&atilde;o, alta   lat&ecirc;ncia na verbaliza&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as, indicativo de verbaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fluente de senten&ccedil;as, o aluno era   recrutado para o estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O procedimento de ensino iniciava com o treino por sobreposi&ccedil;&atilde;o de repert&oacute;rio constru&ccedil;&atilde;o de cada   uma de quatro senten&ccedil;as, duas na voz ativa (constitu&iacute;das de cinco palavras) e duas na passiva (constitu&iacute;das   de seis palavras). O procedimento por sobreposi&ccedil;&atilde;o era caracterizado pelo ensino de pares de palavras de   uma mesma senten&ccedil;a, seguido de sondas intercaladas para verificar a constru&ccedil;&atilde;o de cada par de palavras   pelo participante. Ap&oacute;s o ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o seguido da sonda de constru&ccedil;&atilde;o de cada par de palavras   que compunha uma senten&ccedil;a, testes de constru&ccedil;&atilde;o de cada senten&ccedil;a completa eram aplicados. Ap&oacute;s o estabelecimento   de cada par de senten&ccedil;as, uma na voz ativa e outra na voz passiva, apresentava-se o ensino de rela&ccedil;&otilde;es condicionais cor-senten&ccedil;a para um dos pares e, posteriormente, testes de controle condicional   emergente sobre a constru&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as do segundo par. O teste de controle condicional emergente era   seguido por um teste de substituibilidade envolvendo repert&oacute;rio de recombina&ccedil;&atilde;o das palavras das quatro   senten&ccedil;as sob controle condicional; ap&oacute;s o teste de substituibilidade, os participantes foram expostos a uma   sess&atilde;o de teste de leitura com compreens&atilde;o, envolvendo figuras correlacionadas &agrave;s quatro senten&ccedil;as da linha   de base (<a href="#t2">Tabela 2</a>); finalmente, testes de verifica&ccedil;&atilde;o de manuten&ccedil;&atilde;o de desempenho foram aplicados 45 dias   ap&oacute;s o t&eacute;rmino do estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Para o ensino de cada par de palavras, o experimentador fornecia a seguinte instru&ccedil;&atilde;o ao participante: "Toque em uma palavra de cada vez". Requeria-se tamb&eacute;m do participante que ele nomeasse cada   palavra ap&oacute;s toc&aacute;-la. Durante a tarefa de toque nas palavras, se o participante n&atilde;o nomeasse a palavra ou se   nomeasse a palavra incorretamente, o experimentador fornecia o modelo verbal e solicitava ao participante   que repetisse oralmente o modelo verbal apresentado; se o participante apresentasse a oraliza&ccedil;&atilde;o correta da   palavra ou da sequ&ecirc;ncia, a resposta era seguida por elogios do experimentador. Em todas as fases de treino, o   experimentador poderia fornecer uma dica verbal, por exemplo, "preste aten&ccedil;&atilde;o", "voc&ecirc; est&aacute; certo que &eacute; esta   palavra?" e outros do tipo, de forma que o repert&oacute;rio do participante pudesse ser estabelecido com o m&iacute;nimo   de erros. Ao fim das sess&otilde;es experimentais, que ocorriam tr&ecirc;s vezes por semana, os participantes recebiam "brindes" (brinquedos e jogos educativos), independente de seu desempenho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os oito alunos selecionados para o estudo foram distribu&iacute;dos aleatoriamente em dois grupos experimentais   com quatro participantes cada. Os participantes do Grupo 1 (POL, LUC, DAN, STU) foram expostos   ao ensino de constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as na voz ativa (cinco palavras), seguido do ensino na voz passiva   (seis palavras) e testes alternados e consecutivos; os participantes do Grupo 2 (DAV, SAM, ERI, EVE) foram   expostos &agrave; ordem de ensino de voz passiva-ativa, tamb&eacute;m alternados e seguidos pelas condi&ccedil;&otilde;es de teste. As   condi&ccedil;&otilde;es de ensino e teste s&atilde;o descritas com mais detalhes a seguir e fazem refer&ecirc;ncia &agrave; ordem de exposi&ccedil;&atilde;o   relativa ao Grupo 1; para o Grupo 2,como acima citado, a exposi&ccedil;&atilde;o ao ensino se iniciava com a senten&ccedil;a   em voz passiva (Senten&ccedil;a 2 seguida de Senten&ccedil;a 1 e, posteriormente, Senten&ccedil;a 4 seguida de Senten&ccedil;a 3).A   <a href="#t3">Tabela 3</a>, apresentada ap&oacute;s a descri&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es, resume a sequ&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es aplicada para cada   grupo de participantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   C<i>ondi&ccedil;&atilde;o 1. Ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o com a Senten&ccedil;a 1 (voz ativa)</i>. Na primeira tentativa, duas   palavras eram apresentadas em qualquer das "c&eacute;lulas" que estavam dispon&iacute;veis na "&aacute;rea de escolha". Na   primeira tentativa, as palavras "O" e "RATO" eram apresentadas em duas "c&eacute;lulas", enquanto as demais "c&eacute;lulas" permaneciam desativadas e o toque sobre elas n&atilde;o tinha consequ&ecirc;ncia diferencial programada.A   topografia de resposta de tocar na palavra produzia seu deslocamento da "&aacute;rea de escolha" para a "&aacute;rea de   constru&ccedil;&atilde;o", na parte superior da tela.As palavras se deslocavam da "&aacute;rea de escolha", uma de cada vez, para   a parte superior da tela (&aacute;rea de constru&ccedil;&atilde;o), da esquerda para a direita, onde permaneciam por 5s. Uma anima&ccedil;&atilde;o   gr&aacute;fica era apresentada contingentemente &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de sequ&ecirc;ncias corretas na tela do computador,   juntamente com o refor&ccedil;o social do experimentador "Muito bem, voc&ecirc; acertou!", ou "Parab&eacute;ns!", "Legal   voc&ecirc; conseguiu!". Quando a ordem da senten&ccedil;a constru&iacute;da pelo participante era diferente da programada,   por exemplo, RATO &rarr;O, a tela se escurecia por 3s e um procedimento de corre&ccedil;&atilde;o era aplicado em que os   mesmos est&iacute;mulos reapareciam na "&aacute;rea de escolha" na mesma posi&ccedil;&atilde;o para que novas escolhas ocorressem.   O participante era exposto a cada par da sequ&ecirc;ncia at&eacute; no m&aacute;ximo seis vezes. Caso continuasse a n&atilde;o formar   a senten&ccedil;a prevista, o participante deveria retornar &agrave; fase imediatamente anterior do procedimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ap&oacute;s atingir o crit&eacute;rio de acerto de ordenar corretamente as duas primeiras palavras da senten&ccedil;a em   tr&ecirc;s tentativas consecutivas, outro par de palavras da senten&ccedil;a era apresentado em qualquer uma das c&eacute;lulas, "RATO" e "MORDEU", e a tarefa do participante era tocar a palavra "RATO" e em seguida a palavra "MORDEU"; as mesmas consequ&ecirc;ncias descritas acima eram programadas para as respostas corretas e   incorretas. A ordena&ccedil;&atilde;o dos demais pares de palavras da senten&ccedil;a foi ensinada no mesmo formato. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cada par ensinado da senten&ccedil;a, o participante era submetido &agrave;s sondas. As sondas eram uma mesma   tentativa de ensino, por&eacute;m sem consequ&ecirc;ncia diferencial programada para a resposta de constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a.   Ainda que a resposta na tentativa de sonda fosse incorreta, o participante avan&ccedil;ava nas fases do estudo,   dado que o principal objetivo das sondas era a exposi&ccedil;&atilde;o dos participantes a condi&ccedil;&otilde;es sem refor&ccedil;amento   programado, que ocorreriam nas fases de teste subsequentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 2. Teste de constru&ccedil;&atilde;o de Senten&ccedil;a1</i>. Este teste tinha como objetivo verificar a efetividade   do procedimento de sobreposi&ccedil;&atilde;o sobre o ensino da constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as e tamb&eacute;m avaliar se as rela&ccedil;&otilde;es   ensinadas apresentavam ordinalidade. Nesta condi&ccedil;&atilde;o, o participante era submetido ao teste de produ&ccedil;&atilde;o   de senten&ccedil;as com as palavras que formavam a Senten&ccedil;a 1. Todas as palavras que formavam a Senten&ccedil;a 1   eram disponibilizadas simultaneamente em "c&eacute;lulas" dispostas lado a lado, randomicamente, na "&aacute;rea de   escolha". O experimentador dizia ao participante:<i>"Olhe para as palavras. Agora voc&ecirc; ter&aacute; que tocar uma   palavra de cada vez"</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   O participante deveria tocar em todas as palavras apresentadas at&eacute; que nenhuma mais restasse na "&aacute;rea de escolha". A tarefa do participante era similar aos par&acirc;metros adotados para as sondas, sem consequ&ecirc;ncia   diferencial para as respostas. Em caso de constru&ccedil;&atilde;o de uma senten&ccedil;a diferente da ensinada, o   participante era exposto novamente ao ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o daquela senten&ccedil;a e, em seguida, novamente   ao teste correspondente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 3. Ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o com a Senten&ccedil;a 2 (Voz Passiva)</i>.O ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o com   as palavras que formavam a Senten&ccedil;a 2 seguiu os mesmos passos descritos para o ensino da Senten&ccedil;a 1. A   tentativa de sonda para cada par de palavras que formavam a Senten&ccedil;a 2 seguiu os mesmos passos descritos   para a Senten&ccedil;a 1.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 4. Teste de constru&ccedil;&atilde;o de Senten&ccedil;a 2</i>. Este teste seguia os mesmos par&acirc;metros de teste   aplicado com a Senten&ccedil;a 1.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 5. Ensino de controle condicional de cores (verde e vermelho) sobre as respostas de constru&ccedil;&atilde;o     das Senten&ccedil;as 1 e 2</i>. Nessa condi&ccedil;&atilde;o, houve revis&atilde;o de linha de base das respostas de constru&ccedil;&atilde;o das   Senten&ccedil;as 1 e 2, nas vozes ativa e passiva,durante o ensino de controle condicional das cores verde e vermelho   sobre as respostas de constru&ccedil;&atilde;o dessas duas senten&ccedil;as. A cada tentativa, uma das duas cores era apresentada   na parte superior da tela do computador em uma janela centralizada. O participante era solicitado, pela   instru&ccedil;&atilde;o verbal "<i>Que cor &eacute; esta?</i>", a nomear a cor presente. Ap&oacute;s a nomea&ccedil;&atilde;o adequada da cor, as palavras   que compunham as Senten&ccedil;as 1 e 2 eram apresentadas randomicamente na &aacute;rea de escolha e o participante   deveria tocar as palavras na ordem da Senten&ccedil;a 1 ou 2, de acordo com a cor presente. Na presen&ccedil;a da cor   verde, a constru&ccedil;&atilde;o da Senten&ccedil;a 1 (voz ativa) era programada como resposta correta e, na presen&ccedil;a da cor   vermelha, a resposta de constru&ccedil;&atilde;o da Senten&ccedil;a 2 (voz passiva). Em caso de acerto na produ&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a,   o desempenho era seguido de refor&ccedil;o social, como j&aacute; descrito; em caso de erro, n&atilde;o havia consequ&ecirc;ncia   social e o participante era exposto &agrave; senten&ccedil;a seguinte.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Nesta fase estavam previstas dez tentativas por sess&atilde;o, cinco para cada cor como est&iacute;mulo condicional;   as tentativas eram apresentadas de forma randomizada no decorrer da sess&atilde;o, com o objetivo de estabelecer   o controle condicional da cor presente sobre a produ&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a. O crit&eacute;rio de desempenho exigido   no ensino para a exposi&ccedil;&atilde;o posterior aos testes consistiu de 90% de acertos em tr&ecirc;s blocos consecutivos de   10 tentativas, ou seja, permitia-se que o participante apresentasse apenas uma resposta de constru&ccedil;&atilde;o incorreta   a cada 10 tentativas, em 3 blocos consecutivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 6. Ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o com Senten&ccedil;a 3 (voz ativa)</i>. O ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o com   as palavras que formam a Senten&ccedil;a 3 seguiu os mesmos passos descritos para o ensino das Senten&ccedil;as 1 e 2.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 7. Teste de constru&ccedil;&atilde;o de Senten&ccedil;a 3</i>. O ensino seguiu os mesmos par&acirc;metros dos testes de   constru&ccedil;&atilde;o das Senten&ccedil;as 1 e 2. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Condi&ccedil;&atilde;o 8. Ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o da Senten&ccedil;a 4 (voz passiva)</i>. O ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o com as   palavras que formam a Senten&ccedil;a 4 seguiu os mesmos passos descritos para o ensino das tr&ecirc;s senten&ccedil;as anteriores.   O teste de sondagem com as palavras que formam a Senten&ccedil;a 4 seguiu os mesmos passos descritos   para os testes de sondagem das senten&ccedil;as previamente ensinadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 9. Teste de constru&ccedil;&atilde;o da Senten&ccedil;a 4</i>. Este teste seguiu os mesmos par&acirc;metros dos testes   das senten&ccedil;as anteriores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 10. Retomada de linha de base de controle condicional sobre a constru&ccedil;&atilde;o das Senten&ccedil;as 1     e 2</i>. A revis&atilde;o de linha de base com as senten&ccedil;as 1 e 2 (Condi&ccedil;&atilde;o 5) era retomada para garantir pr&eacute;-requisito   de controle condicional, pois, caso o participante n&atilde;o apresentasse essa linha de base, obviamente os testes   de extens&atilde;o do controle seriam negativos. Em caso de erro na produ&ccedil;&atilde;o de qualquer uma das senten&ccedil;as   dessa condi&ccedil;&atilde;o, o participante era exposto novamente a um bloco da Condi&ccedil;&atilde;o 5 e somente quando atingisse   90% de acerto retornaria &agrave; esta Condi&ccedil;&atilde;o 10. Esta condi&ccedil;&atilde;o era aplicada at&eacute; que o participante apresentasse   o desempenho de 100% de acertos na produ&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as sob controle condicional. O desempenho de   100% era pr&eacute;-requisito para a exposi&ccedil;&atilde;o de cada participante ao teste seguinte, de expans&atilde;o de controle   condicional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 11. Teste e treino de extens&atilde;o de controle condicional das cores sobre as Senten&ccedil;as 3 e 4</i>.   Nesse teste, oito tentativas compunham a sess&atilde;o, com quatro tentativas para cada cor como est&iacute;mulo condicional,   distribu&iacute;das randomicamente durante a sess&atilde;o. N&atilde;o havia consequ&ecirc;ncia diferencial programada   para a constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as na primeira tentativa de cada cor como modelo; as outras tr&ecirc;s tentativas eram   refor&ccedil;adas diferencialmente. Os crit&eacute;rios a serem atendidos nessa condi&ccedil;&atilde;o eram os mesmos descritos para   a Condi&ccedil;&atilde;o 5.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 12. Retomada de linha de base de controle condicional sobre a constru&ccedil;&atilde;o das Senten&ccedil;as     1 e 2, e das Senten&ccedil;as 3 e 4</i>. Na revis&atilde;o de linha de base final, os participantes foram expostos novamente &agrave; tarefa de produzir uma senten&ccedil;a prevista condicionalmente &agrave; cor apresentada. As palavras contendo duas   dentre as quatro senten&ccedil;as do estudo eram apresentadas de forma randomizada; em duas tentativas, as palavras   das Senten&ccedil;as 1 e 2 estavam dispon&iacute;veis na &aacute;rea de escolha e em outras duas tentativas, as palavras   das Senten&ccedil;as 3 e 4. As Senten&ccedil;as 1 e 3 (voz ativa) deveriam ser constru&iacute;das na presen&ccedil;a do quadrado verde,   e as Senten&ccedil;as 2 e 4 (voz passiva) na presen&ccedil;a do quadrado vermelho. Em casos de erro na produ&ccedil;&atilde;o das   Senten&ccedil;as 1 e 2, o participante era exposto novamente a um bloco da Condi&ccedil;&atilde;o 5 e quando atingisse 90%   de acertos,retornava &agrave;s tentativas de teste envolvendo as Senten&ccedil;as 1 e 2; em caso de erros na produ&ccedil;&atilde;o das   Senten&ccedil;as 3 e 4, o participante era exposto novamente a um bloco da Condi&ccedil;&atilde;o 11 e quando atingisse 90%   de acerto retornava &agrave;s tentativas envolvendo as Senten&ccedil;as 3 e 4. Este procedimento era repetido at&eacute; que o   participante apresentasse o desempenho de 100% de acertos na produ&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as desta condi&ccedil;&atilde;o,   considerado pr&eacute;-requisito para o Teste de Substituibilidade, aplicado na sequ&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o13. Teste de Substituibilidade</i>. Nesta condi&ccedil;&atilde;o, testou-se se os participantes seriam capazes   de produzir novas senten&ccedil;as sob controle condicional das cores, a partir da recombina&ccedil;&atilde;o das palavras de todas   as quatro senten&ccedil;as diretamente ensinadas. Oito novas senten&ccedil;as poderiam ser produzidas, quatro na voz   ativa e quatro na voz passiva (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>, Senten&ccedil;as 5 a 12).Uma tentativa era programada para cada uma   das oito novas senten&ccedil;as com as cores como est&iacute;mulo condicional &agrave; constru&ccedil;&atilde;o na voz ativa (cor verde) ou   na passiva (cor vermelha).N&atilde;o havia refor&ccedil;amento diferencial programado para as respostas de constru&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Por exemplo, as palavras das Senten&ccedil;as 1 e 2 eram apresentadas randomicamente na "&aacute;rea de escolha"   ,"O&rarr;RATO&rarr;MORDEU&rarr;UMA&rarr;FRUTA" e "UMA&rarr;FRUTA&rarr;FOI&rarr; MORDIDA&rarr;PELO&rarr;RATO",   em "c&eacute;lulas" dispostas lado a lado. Na presen&ccedil;a de todos os est&iacute;mulos na "&aacute;rea de escolha", o experimentador   solicitava a nomea&ccedil;&atilde;o da cor. Em seguida, fornecia instru&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas ao participante "<i>Toque uma   palavra de cada vez</i>". O participante deveria selecionar as palavras compondo uma senten&ccedil;a de acordo com a cor presente (voz ativa ou passiva). O participante precisava tocar em todas as palavras que compunham   uma senten&ccedil;a e a senten&ccedil;a permanecia por 5s na tela do computador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 14. Teste de compreens&atilde;o de leitura</i>. Nesse teste, uma das quatro senten&ccedil;as de linha de   base, Senten&ccedil;a 1,2,3 ou 4, era apresentada na tela do computador e o participante deveria selecionar dentre   tr&ecirc;s fotografias, uma ao lado da outra, aquela que correspondia &agrave; senten&ccedil;a apresentada como modelo. Uma   tentativa de cada senten&ccedil;a constitu&iacute;a a sess&atilde;o de teste e n&atilde;o havia consequ&ecirc;ncia diferencial para as escolhas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">     <i>Condi&ccedil;&atilde;o 15. Teste manuten&ccedil;&atilde;o da substituibilidade</i>. O teste aplicado na Condi&ccedil;&atilde;o 13 foi reaplicado   ap&oacute;s um per&iacute;odo de 45 dias do t&eacute;rmino da Condi&ccedil;&atilde;o 14. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="t3"></a><img src="img/revistas/actac/v21n2/a04t3.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A avalia&ccedil;&atilde;o de leitura das senten&ccedil;as usadas no recrutamento, com o objetivo de medir o n&iacute;vel de leitura   fluente dos alunos, consistiu na exposi&ccedil;&atilde;o de cada aluno &agrave;s quatro senten&ccedil;as apresentadas na <a href="#t2">Tabela 2</a>. Para   todos os alunos recrutados verificou-se soletra&ccedil;&atilde;o, alta lat&ecirc;ncia na verbaliza&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as, indicativo de   verbaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fluente de senten&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Todos os participantes aprenderam a construir as quatro senten&ccedil;as de linha de base por meio do treino   por sobreposi&ccedil;&atilde;o (Condi&ccedil;&otilde;es 1, 3, 6 e 8), variando-se entre os sujeitos o n&uacute;mero de exposi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias   para alcance de crit&eacute;rio para cada par de palavras das quatro senten&ccedil;as. Por exemplo, para os participantes do   Grupo 2, o treino por sobreposi&ccedil;&atilde;o foi bem mais extenso para a primeira senten&ccedil;a ("Um queijo foi mordido   pelo rato") em que o n&uacute;mero total de exposi&ccedil;&atilde;o aos pares de palavras foi de 51 para o participante DAV e   de 149 para EVE. No ensino das tr&ecirc;s frases seguintes, os participantes precisaram de um n&uacute;mero inferior   de exposi&ccedil;&otilde;es. DAV precisou de 25e EVE de 47 exposi&ccedil;&otilde;es aos pares de palavras da Senten&ccedil;a 2 ("O rato   mordeu um queijo") para atingir o crit&eacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Nos testes de constru&ccedil;&atilde;o de cada uma das quatro senten&ccedil;as (Condi&ccedil;&otilde;es 2, 4, 7 e 9), os participantes   precisaram ser expostos a um m&iacute;nimo de tr&ecirc;s e m&aacute;ximo de dez tentativas de constru&ccedil;&atilde;o de cada senten&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Ap&oacute;s atingiremos crit&eacute;rios nas condi&ccedil;&otilde;es de ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o das Senten&ccedil;as 1 e 2, e responderem   corretamente nos testes de constru&ccedil;&atilde;o dessas senten&ccedil;as, os participantes dos dois grupos experimentais   foram expostos &agrave; Condi&ccedil;&atilde;o 5, de treino de controle condicional das cores verde e vermelho sobre a constru&ccedil;&atilde;o   de senten&ccedil;as na ativa e passiva, respectivamente. Os resultados s&atilde;o exibidos na <a href="#fig1">Figura 1</a>. No geral,   os participantes do G1, que receberam primeiramente o treino na voz ativa, necessitaram de um n&uacute;mero   menor de sess&otilde;es para atingir o crit&eacute;rio de desempenho igual ou superior a 90% de acertos em tr&ecirc;s blocos   consecutivos de 10 tentativas cada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Um n&uacute;mero ainda menor de tentativas (m&iacute;nimo de 1 e m&aacute;ximo de 2) foram necess&aacute;rias para alcan&ccedil;ar   o crit&eacute;rio nas condi&ccedil;&otilde;es de treino por sobreposi&ccedil;&atilde;o das Senten&ccedil;as 3 e 4, e nos testes de constru&ccedil;&atilde;o dessas   senten&ccedil;as, para todos os participantes. Na retomada de LB de controle condicional com as Senten&ccedil;as 1 e   2(Condi&ccedil;&atilde;o 10), apenas o participante EVE, do Grupo 2, precisou de mais uma exposi&ccedil;&atilde;o ao treino de controle condicional pela cor verde sobre a constru&ccedil;&atilde;o da Senten&ccedil;a 1 (voz ativa). Os outros sete participantes   responderam corretamente em todas as tentativas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="fig1"></a><img src="img/revistas/actac/v21n2/a04fig1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No teste e treino de extens&atilde;o de controle condicional das cores sobre a constru&ccedil;&atilde;o das Senten&ccedil;as 3 e 4   (Condi&ccedil;&atilde;o 11), com exce&ccedil;&atilde;o de EVE, os participantes de ambos os grupos precisaram de um n&uacute;mero similar   de sess&otilde;es para atingirem o crit&eacute;rio de tr&ecirc;s blocos sucessivos com desempenho igual ou superior a 90% de   acertos (ver <a href="#fig2">Figura 2</a>). A percentagem de acertos na primeira sess&atilde;o demonstra que nenhum participante   apresentou extens&atilde;o de controle condicional emergente nesse momento do estudo. Somente o participante   DAN apresentou 80% de acertos na primeira sess&atilde;o, acertando inclusive a primeira tentativa de controle   condicional sobre a constru&ccedil;&atilde;o de cada senten&ccedil;a, na voz ativa e na passiva. Os demais participantes acertaram   apenas a constru&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as na voz ativa, na presen&ccedil;a da cor verde; o participante STU respondeu   incorretamente a constru&ccedil;&atilde;o de ambos os tipos de senten&ccedil;as. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="fig2"></a><img src="img/revistas/actac/v21n2/a04fig2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na retomada de LB de controle condicional sobre a constru&ccedil;&atilde;o das quatro senten&ccedil;as (Condi&ccedil;&atilde;o 12),   os participantes do primeiro grupo necessitaram de menos exposi&ccedil;&otilde;es &agrave;s tentativas cor-senten&ccedil;a para emitirem   a resposta correta em todas elas. Em fun&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o incorreta das Senten&ccedil;as 1 e 2, tr&ecirc;s dos   participantes foram expostos novamente &agrave; Condi&ccedil;&atilde;o 5, na qual o participante STU (G1) obteve 100% de   acertos, SAM (G2) obteve 50% de acertos no primeiro bloco de treino, 100% no segundo e 90% no terceiro;   ERI (G2) obteve 60% de acertos e 90% no segundo bloco. Na nova exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; Condi&ccedil;&atilde;o 11, que envolvia   o controle condicional das Senten&ccedil;as 3 e 4, o participante LUC (G1) obteve 100% de acertos, DAV (G2) obteve 90% e SAM (G2), 100% de acertos logo na primeira sess&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A <a href="#fig3">Figura 3</a> demonstra o desempenho dos participantes dos dois grupos no Teste de Substituibilidade   (Condi&ccedil;&atilde;o 13) e no Teste de Manuten&ccedil;&atilde;o (Condi&ccedil;&atilde;o 15), nos quais os participantes eram solicitados a   produzir novas senten&ccedil;as sob controle condicional, fazendo uso das palavras das senten&ccedil;as de linha de base   para formar recombina&ccedil;&otilde;es. No geral, os participantes do Grupo 1 apresentaram melhor desempenho que os participantes do Grupo 2. A maior parte das constru&ccedil;&otilde;es corretas dos participantes do Grupo 1 ocorreram na   presen&ccedil;a da cor verde, correspondente &agrave; voz ativa. Houve grande variabilidade de desempenho entre os participantes   do Grupo 2, sendo que um deles construiu corretamente todas as senten&ccedil;as na voz ativa, e outro,   todas as da voz passiva. Considerando-se o total de tentativas de todos os participantes, um n&uacute;mero maior   de senten&ccedil;as na voz passiva foi constru&iacute;do corretamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No Teste de Manuten&ccedil;&atilde;o da Substituibilidade, aplicado ap&oacute;s 45 dias sem contato com as conting&ecirc;ncias   programadas no estudo, nota-se deteriora&ccedil;&atilde;o de desempenho em ambos os grupos de participantes. Do   Grupo 1, DAN e STU apresentaram bom desempenho, 75% de acertos nas constru&ccedil;&otilde;es das senten&ccedil;as na   ativa e na passiva. Um dado interessante do Grupo 2 foi que o participante ERI apresentou constru&ccedil;&atilde;o correta   de todas as senten&ccedil;as na voz passiva, e que outros participantes desse grupo (SAM e EVE) responderam   corretamente em metade das senten&ccedil;as na passiva. Esses dados sugerem que a ordem de treino pode favorecer   o desempenho de construir senten&ccedil;as na voz passiva, embora n&atilde;o possamos inferir controle condicional,   em fun&ccedil;&atilde;o da baixa percentagem de acertos no total de tentativas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="fig3"></a><img src="img/revistas/actac/v21n2/a04fig3.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Teste de leitura com compreens&atilde;o (Condi&ccedil;&atilde;o 14), seis dos oito participantes emitiram escolhas   corretas em todas as tentativas; os outros dois participantes escolheram incorretamente em duas das quatro   tentativas, sendo que os erros ocorreram, para ambos, nas tentativas das Senten&ccedil;as 1 e 3, na voz ativa. O   procedimento foi efetivo em produzir a leitura com compreens&atilde;o em crian&ccedil;as que iniciaram este estudo com   repert&oacute;rio m&iacute;nimo de reconhecimento de algumas letras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">     <b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Inicialmente, levantou-se a hip&oacute;tese de se a ordem de treino do tipo de senten&ccedil;a, ativa-passiva ou passivaativa,   seria uma vari&aacute;vel capaz de afetar o desempenho e produzir controle condicional por permitir a manuten&ccedil;&atilde;o   das respostas de constru&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m das senten&ccedil;as na voz passiva.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os resultados do presente estudo corroboram aqueles obtidos por Corr&ecirc;a et al. (no prelo) no que diz   respeito &agrave; efic&aacute;cia do procedimento de sobreposi&ccedil;&atilde;o de palavras para o ensino de constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as.   No presente estudo e no de Corr&ecirc;a e colegas, as sequ&ecirc;ncias envolviam palavras cuja ordena&ccedil;&atilde;o seguia o   formato de senten&ccedil;as na voz ativa e na voz passiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Observou-se adicionalmente que o procedimento foi efetivo em gerar a leitura fluente e com compreens&atilde;o   das frases diretamente ensinadas. A ocorr&ecirc;ncia de leitura com compreens&atilde;o pode estar correlacionada   com algumas caracter&iacute;sticas do procedimento de ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o, que requeria do participante   a nomea&ccedil;&atilde;o de cada palavra ap&oacute;s a emiss&atilde;o do toque na tarefa sequencial. Nos casos em que o participante   n&atilde;o era capaz de nomeara palavra, o experimentador fornecia o modelo verbal e solicitava ao participante   que repetisse oralmente o modelo verbal apresentado e se a oraliza&ccedil;&atilde;o fosse correta, a resposta era seguida   por elogios do experimentador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No entanto, no que concerne &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as sob controle condicional, os resultados   foram parcialmente satisfat&oacute;rios, mas, coerentes com as suposi&ccedil;&otilde;es descritas por Mackay e Fields (2009) e   das propriedades relacionais, conforme o paradigma de Green <i>et al.</i>(1993). O crit&eacute;rio de desempenho exigido   na constru&ccedil;&atilde;o das senten&ccedil;as de linha de base, envolvendo &iacute;ndices de 90% ou mais de acertos, n&atilde;o foi   suficiente para produzir repert&oacute;rio emergente em todas as crian&ccedil;as do estudo. No Teste de Substituibilidade,   dentre as oito crian&ccedil;as, quatro foram capazes de construir novas senten&ccedil;as na voz ativa e na voz passiva sob   controle condicional das cores; tr&ecirc;s delas pertenciam ao Grupo 1, de ensino de constru&ccedil;&atilde;o na ordem voz   ativa-passiva (LUC, DAN e STU), e apenas uma delas pertencia ao Grupo 2, de ensino voz passiva-ativa   (EVE). No Estudo 2 de Corr&ecirc;a <i>et al.</i> (no prelo), duas das tr&ecirc;s crian&ccedil;as apresentaram resultados positivos   nesses testes. Os dados desse e do presente estudo indicam que o treino na voz passiva-ativa (Grupo 2 do   presente estudo) n&atilde;o favoreceu desempenho emergente de constru&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as, na voz ativa e   passiva, sob controle condicional de cores. No geral, as crian&ccedil;as expostas ao treino na sequ&ecirc;ncia ativa- passiva   apresentaram melhor desempenho nos testes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Das quatro crian&ccedil;as que apresentaram bom desempenho no Teste de Substituibilidade, apenas duas   (DAN e STU) apresentaram manuten&ccedil;&atilde;o desse repert&oacute;rio ap&oacute;s 45 dias do encerramento do estudo, sendo   que ambas pertenciam ao Grupo 1 ativa-passiva (Estamos considerando manuten&ccedil;&atilde;o de repert&oacute;rio um &iacute;ndice   de acertos de 75%, ou seja, as crian&ccedil;as constru&iacute;ram corretamente tr&ecirc;s de quatro senten&ccedil;as na voz ativa e tr&ecirc;s   de quatro senten&ccedil;as na passiva, na presen&ccedil;a das cores verde e vermelho, respectivamente, em oito tentativas   distribu&iacute;das aleatoriamente).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Uma diferen&ccedil;a adicional nos dados de compara&ccedil;&atilde;o entre os grupos p&ocirc;de ser observada nos resultados   dos Testes de Manuten&ccedil;&atilde;o da Substituibilidade. Para o Grupo 1 (treino ativa-passiva), as quatro crian&ccedil;as   acertaram entre 50% a 75% das tentativas em que as senten&ccedil;as deveriam ser constru&iacute;das na voz ativa; contrariamente,   uma dessas crian&ccedil;as acertou apenas 25% de constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as na voz passiva e outra   errou em todas as tentativas. Esses dados s&atilde;o consistentes com os resultados de Corr&ecirc;a et al. (no prelo), em que, em m&eacute;dia, as crian&ccedil;as constru&iacute;ram corretamente no m&iacute;nimo o dobro de senten&ccedil;as na voz ativa   comparando-se ao desempenho na voz passiva. Para o Grupo 2 (passiva-ativa) do presente estudo, os dados   foram inversos, os participantes responderam ligeiramente melhor a constru&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;as da voz passiva   (50% de acertos em m&eacute;dia) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s senten&ccedil;as na voz ativa (37,5% em m&eacute;dia). Os resultados sugerem   que a ordem de treino do tipo de senten&ccedil;a pode reduzir o vi&eacute;s observado no desempenho do Grupo 1 deste   estudo e nos participantes do estudo de Corr&ecirc;a e colegas, de construir corretamente apenas senten&ccedil;as na voz   ativa.Ainda assim, dada a aus&ecirc;ncia de repert&oacute;rio de constru&ccedil;&atilde;o de ambas as senten&ccedil;as nos testes de substituibilidade   e de manuten&ccedil;&atilde;o, os dados dos experimentos citados indicam que o controle condicional sobre a   constru&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as n&atilde;o resultou do ensino de todas as crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No entanto, o repert&oacute;rio de todas elas foi indiscutivelmente ampliado; os participantes deste estudo   eram crian&ccedil;as com hist&oacute;rico de fracasso escolar cujo repert&oacute;rio no in&iacute;cio do estudo envolvia somente o reconhecimento   de letras, algumas s&iacute;labas e poucas palavras. Essas crian&ccedil;as aprenderam a construir senten&ccedil;as,   na voz passiva e ativa, na presen&ccedil;a de duas cores, cada uma correlacionada a um tipo de sintaxe. Al&eacute;m disso,   elas foram capazes de selecionar figuras representativas correspondentes &agrave;s senten&ccedil;as como modelos em testes   de emparelhamento ao modelo, demonstrando leitura com compreens&atilde;o. Quatro delas constru&iacute;ram novas   senten&ccedil;as sintaticamente corretas, a partir da recombina&ccedil;&atilde;o das palavras usadas nas senten&ccedil;as de linha de   base. As novas senten&ccedil;as foram constru&iacute;das na forma ativa ou passiva, dependendo do est&iacute;mulo condicional   apresentado, a cor verde ou vermelha, demonstrando tamb&eacute;m extens&atilde;o de controle condicional das cores   sobre o repert&oacute;rio de constru&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Os resultados deste estudo demonstraram que o estabelecimento de controle condicional sobre respostas   de construir senten&ccedil;as em condi&ccedil;&otilde;es de ensino automatizadas &eacute; plenamente vi&aacute;vel. A extens&atilde;o desse   controle para a constru&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as &eacute; que n&atilde;o ocorreu para todos os participantes. Para grande   parte das crian&ccedil;as, observamos respostas corretas de constru&ccedil;&atilde;o de novas senten&ccedil;as envolvendo apenas   um ou outro tipo de ordena&ccedil;&atilde;o, principalmente nos testes de manuten&ccedil;&atilde;o de substituibilidade aplicados 45   dias ap&oacute;s o estudo. A aprendizagem da resposta de construir um ou outro tipo de frase, ativa ou passiva, e   n&atilde;o ambos os tipos, impede testes de controle condicional. Se a resposta de constru&ccedil;&atilde;o de dada ordem n&atilde;o   foi devidamente estabelecida, como propuseram Miccione, et al (2010), n&atilde;o h&aacute; como produzir controle   condicional sobre a resposta. Esses dados s&atilde;o consistentes com os resultados que Yamamoto e Mya (1999)   observaram em seu Experimento I, sobre o qual discutem que as crian&ccedil;as possivelmente haviam adquirido   apenas uma estrat&eacute;gia de ordenar as palavras (<i>word-order strategy</i>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Uma quest&atilde;o importante a ser discutida em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de senten&ccedil;as na voz ativa e passiva no   presente estudo e &agrave; observa&ccedil;&atilde;o de manuten&ccedil;&atilde;o de um ou outro repert&oacute;rio em nossos participantes diz respeito   ao estabelecimento do comportamento do ouvinte. De acordo com a an&aacute;lise de Stemmer (1992), o   repert&oacute;rio efetivo de ouvinte antecede necessariamente o repert&oacute;rio de falante competente. Discutindo a   suposi&ccedil;&atilde;o acima, Souza, Miccione e Assis (2009) afirmam que, ao estabelecerem o repert&oacute;rio de ouvinte,   as &lsquo;conting&ecirc;ncias ostensivas' tamb&eacute;m alteram a probabilidade da emiss&atilde;o de respostas verbais relacionadas &agrave;quelas conting&ecirc;ncias. A partir da sua emiss&atilde;o essas respostas poder&atilde;o ser refor&ccedil;adas diferencialmente pela   comunidade verbal. Pode-se inferir de alguns dados (Oliveira &amp; Capellini, 2010) que a comunidade verbal   n&atilde;o utiliza com mesma frequ&ecirc;ncia senten&ccedil;as na voz ativa e passiva, e que, portanto, o repert&oacute;rio de ouvinte   de voz passiva pode n&atilde;o ser bem instalado por meio de conting&ecirc;ncias ostensivas fora da escola, j&aacute; que o   uso de senten&ccedil;as desse tipo n&atilde;o ocorre com frequ&ecirc;ncia. Isso dificultaria a emiss&atilde;o de respostas do falante   usando a mesma estrutura de senten&ccedil;a, no caso, a ordena&ccedil;&atilde;o na voz passiva. O estudo de Oliveira e Capellini   (2010) relativo ao desempenho de leitura de escolares identificou que na prova de estruturas gramaticais foi   observado que os escolares de primeira e na segunda s&eacute;rie acertaram com maior frequ&ecirc;ncia as frases em voz   ativa enquanto que os escolares de terceira e quarta s&eacute;ries acertaram frases em voz ativa e passiva. Isso &eacute; um ind&iacute;cio de que o processo de educa&ccedil;&atilde;o formal parece ser condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria ao fortalecimento de repert&oacute;rio   de leitura na voz passiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   No caso do presente estudo, o procedimento aplicado para um dos grupos iniciava o ensino com   senten&ccedil;as na voz ativa. Esse grupo produziu senten&ccedil;as sintaticamente corretas nesta disposi&ccedil;&atilde;o de voz nos   testes de substituibilidade (ver <a href="#fig3">Figura 3</a>, Grupo 1). Este dado foi tamb&eacute;m observado no teste de extens&atilde;o   de rela&ccedil;&otilde;es condicionais, no qual a maioria dos participantes de ambos os grupos ordenou corretamente as   palavras para as senten&ccedil;as na voz ativa nas tentativas sem consequ&ecirc;ncia diferencial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Em rela&ccedil;&atilde;o aos participantes do Grupo 2, cuja ensino era iniciado com frases na voz passiva seguido   de frases na voz ativa, no geral, os desempenhos no teste de substituibilidade n&atilde;o indicaram uma regularidade   na produ&ccedil;&atilde;o correta de senten&ccedil;as em uma voz espec&iacute;fica, embora uma quantia maior de acertos tenha   ocorrido nas tentativas envolvendo a ordem passiva, para tr&ecirc;s dos quatro participantes.No teste de manuten&ccedil;&atilde;o   da substituibilidade, a variabilidade apresentada entre os sujeitos foi grande, embora, no total de tentativas,   tenha havido um n&uacute;mero ligeiramente maior de constru&ccedil;&otilde;es corretas de senten&ccedil;as na ordem passiva. O   fato &eacute; que, em ambas as ordens de ensino, o controle condicional n&atilde;o foi poss&iacute;vel porque seu pr&eacute;-requisito,   construir senten&ccedil;as em ordem ativa e passiva n&atilde;o foi bem estabelecido.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   A poss&iacute;vel vari&aacute;vel extra experimental, referente &agrave; frequ&ecirc;ncia de uso de senten&ccedil;as de um ou outro tipo   pela comunidade verbal do participante, poderia ser minimizada com estudos envolvendo o uso de senten&ccedil;as   afirmativas e interrogativas que, aparentemente, s&atilde;o usadas com a mesma frequ&ecirc;ncia na comunidade verbal   da l&iacute;ngua portuguesa. Adicionalmente, dadas as possibilidades de escolha por exclus&atilde;o quando apenas duas   palavras comp&otilde;em cada fase de treino de uma frase no ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o, planejamentos futuros   devem acrescentar uma terceira palavra nas fases de ensino por sobreposi&ccedil;&atilde;o que sirva como um est&iacute;mulo   distrator na tarefa de escolha.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assis, G. J. A., &amp; Santos, M. B. (2010). <i>PROLER</i> (software - sistema computadorizado para o ensino de   comportamentos conceituais). Bel&eacute;m, PA: Universidade Federal do Par&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023558&pid=S0188-8145201300020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Assis, G., J. A., Corr&ecirc;a, D. R., Souza, C. B. A., &amp; Prado, P. S. T. (2010). Aprendizagem de rela&ccedil;&otilde;es ordinais   por meio de treino de uma &uacute;nica sequ&ecirc;ncia de est&iacute;mulos. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>, <i>26</i>, 165-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023560&pid=S0188-8145201300020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Assis, G. J. A., Magalh&atilde;es, P. G S., Monteiro, P. D. S., &amp; Carmo, J. S. (2011). Efeitos da ordem de ensino   e da transfer&ecirc;ncia de fun&ccedil;&otilde;es sobre rela&ccedil;&otilde;es ordinais em surdos. <i>Acta Comportamentalia</i>, <i>19</i>, 43-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023562&pid=S0188-8145201300020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Corr&ecirc;a, D. R., Assis, G. J. A., &amp; Brino, A. L. F. (no prelo). Efeitos de sobreposi&ccedil;&atilde;o de palavras sobre a composi&ccedil;&atilde;o   de senten&ccedil;as sob controle condicional. <i>Acta Comportamentalia</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023564&pid=S0188-8145201300020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Green, G., Stromer, R., &amp; Mackay, H. (1993).Relational learning in stimulus sequences.<i>The Psychological   Record</i>, <i>43</i>, 599-616.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023566&pid=S0188-8145201300020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Mackay, H. A., &amp; Fields, L. (2009). Syntax, grammatical transformation, and productivity: A synthesis   of stimulus sequences, equivalence classes and contextual control. In R. A. Rehfeldt &amp; Y. Barnes-Holmes (Eds.). <i>Derived relational responding applications for learners with autism and other developmental   disabilities: A progressive guide to change</i> (p.209-235). Oakland: Context Press/New   Harbinger Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023568&pid=S0188-8145201300020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Miccione, M. M, Assis, G. J. A., &amp; Costa, T. D. (2010).Vari&aacute;veis de controle sobre o responder ordinal:   Revisitando estudos emp&iacute;ricos. <i>Revista Perspectivas em An&aacute;lise do Comportamento</i>, <i>1</i> (2), 130-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023570&pid=S0188-8145201300020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Oliveira, A. M., Capellini, S. A (2010). Desempenho de escolares na adapta&ccedil;&atilde;o brasileira da avalia&ccedil;&atilde;o dos   processos de leitura. <i>Pr&oacute;-Fono Revista de Atualiza&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica</i>, <i>22</i>, 555-560.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023572&pid=S0188-8145201300020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sampaio, M. E. C., Assis, G. J. A., &amp; Baptista, M. Q. G. (2010). Vari&aacute;veis de procedimentos de ensino e   de testes na constru&ccedil;&atilde;o e leitura de senten&ccedil;as com compreens&atilde;o. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>, <i>26</i>,   145-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023574&pid=S0188-8145201300020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Sella, A. C., &amp; Bandini, C. S. M. (2012). Aquisi&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o e generaliza&ccedil;&atilde;o de sequ&ecirc;ncias verbais:   Alguns contrapontos entre a An&aacute;lise do Comportamento e Abordagens Cognitivistas. <i>Acta Comportamentalia</i>,   <i>20</i>, 157-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023576&pid=S0188-8145201300020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Skinner, B. F. (1992). <i>Verbal Behavior</i>. New York: Appleton- Century-Crofts. (Publicado originalmente em   1957)   </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023578&pid=S0188-8145201300020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Souza, C. B. A., Miccione, M. M., &amp; Assis, G. J. A. (2009). Rela&ccedil;&otilde;es autocl&iacute;ticas, gram&aacute;tica e sintaxe: o     tratamento skinneriano e as propostas de Place e Stemmer. <i>Arquivos de Psicologia</i>, <i>61</i>, 121-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023579&pid=S0188-8145201300020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Souza, R. D. C., Assis, G. J. A., Magalh&atilde;es, P. G. S., &amp; Prado, P. S. T. (2008). Efeitos de um procedimento   de ensino de produ&ccedil;&atilde;o de sequ&ecirc;ncias por sobreposi&ccedil;&atilde;o sob controle condicional em crian&ccedil;as surdas.   <i>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i>, <i>12</i>, 59-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023581&pid=S0188-8145201300020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Stemmer, N. (1992).The behavior of the listener, generic extensions, and the communicative adequacy of   verbal behavior.<i>The Analysis of Verbal Behavior</i>, <i>10</i>, 69-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023583&pid=S0188-8145201300020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Stevens, J. (1951). Mathematics, measurement, and psychophysics.In S. Stevens (Ed.), <i>Handbook of experimental   psychology</i> (pp. 1-49). New York: John Wiley and Sons, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023585&pid=S0188-8145201300020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Stromer, R., &amp; Mackay, H. A. (1993). Human sequential behavior: relations among stimuli, class formation   and derived sequences. <i>The Psychological Record</i>, <i>43</i>, 107-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023587&pid=S0188-8145201300020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Yamamoto, J., &amp; Miya, T. (1999). Acquisition and transfer of sentence construction in autistic students:   analysis by computer&ndash;based teaching. <i>Research in Developmental Retardation</i>, <i>20</i>, 355-377.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">   Verdu, A. C. M. A., de Souza, D. G., &amp; Lopes J&uacute;nior, J. L. (2006). Forma&ccedil;&atilde;o de classes ordinais ap&oacute;s a   aprendizagem de sequ&ecirc;ncias independentes. <i>Estudos de Psicologia</i>, <i>11</i>, 87-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=023590&pid=S0188-8145201300020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Received: June 14, 2012           <br>   Accepted: November 12, 2012</i> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">  <a name="1a"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a> Bolsista de Iniciação Científica – (PIBIC/CNPq.)         <br>   <a name="2a"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a> Doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Docente do Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Endereço para correspondência: Rua Jerônimo Pimentel, 426-1801 Bairro do Umarizal, Belém-Pará. 66.055.000. <a href="mailto:ggrauben@gmail.com">ggrauben@gmail.com</a>     <br> <a name="3a"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a> Doutora em Teoria e Pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará. Docente do Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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