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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Considerações sobre o autismo infantil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article discusses, from a physcoanalytical point of view, the autism estruturation as a result of the lack of a space opened to the word, in which the child is inserted when she is born. It makes this child rises in a environment without human sense. The text also talks about the diferenciation between psicose and infantile autism.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><font size="4">Considera&ccedil;&otilde;es sobre o autismo infantil<a name="Link1" href="#2"><sup>1</sup></a></font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><font size="3">Considerations about autism infantile</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Thelma Pontes Borges<a name="Autor" href="#Autora"><sup>&#42;</sup></a></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade Presidente Ant&ocirc;nio Carlos - Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="top" href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <HR size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No texto se discute, a partir do referencial psicanal&iacute;tico, a estrutura&ccedil;&atilde;o do autismo como resultado da n&atilde;o constru&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o falante no qual a crian&ccedil;a se insere ao nascer, o que faz com que fique desprovida do sentido humano. Fala&#45;se tamb&eacute;m sobre a diferencia&ccedil;&atilde;o entre psicose e autismo infantil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras&#45;chave:</b>  Psican&aacute;lise, Autismo infantil, Psicose, Estrutura,  Porta&#45;voz.</font></p> <HR size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The article discusses, from a physcoanalytical point of view, the autism estruturation as a result of the lack of a space opened to the word, in which the child is inserted when she is born. It makes this child rises in a environment without human sense. The text also talks about the diferenciation between psicose and infantile autism.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>  Phsychoanalysis, Autism infantile, Psicosis, Strutcture, Spokesman.</font></p> <HR size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b> Considera&ccedil;&otilde;es sobre o autismo infantil</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde as primeiras descri&ccedil;&otilde;es de autismo infantil, por Leo Kanner<a name="Link3" href="#4"><sup>2</sup></a> &#40;1997&#41;, na d&eacute;cada de 40, chamava&#45;se a aten&ccedil;&atilde;o para uma poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre a subjetividade do casal parental e do filho autista. Na &eacute;poca, Kanner construiu a &#39;teoria da m&atilde;e&#45;geladeira&#39;, que dizia do alto n&iacute;vel intelectual dos pais, da descri&ccedil;&atilde;o pormenorizada do comportamento do filho e, conseq&uuml;entemente, da fria rela&ccedil;&atilde;o entre m&atilde;e e filho. Essa teoria foi desconsiderada; contudo, &eacute; interessante perceber, longe de culpar os pais pela condi&ccedil;&atilde;o de seu filho, que Kanner se refere a algo, talvez, do indiz&iacute;vel da rela&ccedil;&atilde;o. Algo que vai na dire&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias psicanal&iacute;ticas, no sentido de que o sujeito adv&eacute;m do encontro entre mais de um espa&ccedil;o ps&iacute;quico, e nesse encontro algo acontece ou deixa de acontecer, gerando conseq&uuml;&ecirc;ncias para seus participantes. Para a psican&aacute;lise, o sujeito se constitui por meio de duas opera&ccedil;&otilde;es importantes: a respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o do &#39;eu&#39; e pelo advento do sujeito desejante.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muito antes do nascimento da crian&ccedil;a, um espa&ccedil;o de discurso &eacute; criado, no qual pai e m&atilde;e se colocam como desejantes desse filho. Nesse espa&ccedil;o tudo &eacute; colocado na ordem do diz&iacute;vel e do culturalmente aceito. Quando a crian&ccedil;a vem ao mundo, nasce nesse espa&ccedil;o que Aulagnier &#40;1979&#41; define como &#39;espa&ccedil;o falante&#39;, e &eacute; nele, nesse local intermedi&aacute;rio entre a crian&ccedil;a e o mundo, que o &#39;eu&#39; da crian&ccedil;a vir&aacute; a se constituir como tal. Isso ocorrer&aacute; pelo desejo e discurso do casal parental. &Eacute; nesse &#39;espa&ccedil;o falante&#39;, marcado pelo discurso, que se definir&aacute; a estrutura ps&iacute;quica da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rios fatores s&atilde;o determinantes desse espa&ccedil;o no qual a crian&ccedil;a nasce. Um deles &eacute; o fato de que a m&atilde;e pode exercer o papel de &#39;porta&#45;voz&#39; da crian&ccedil;a, ao nomear o que esta sente e faz, o que pode inclu&iacute;&#45;la num discurso ao criar um espa&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o entre m&atilde;e e beb&ecirc;. Quando a m&atilde;e diz: &#39;est&aacute; chorando, deve estar molhado&#39;, ou &#39;que choro de fome&#39;, ela nomeia o choro do beb&ecirc; e d&aacute; sentido a ele, ou seja, a m&atilde;e torna aquilo que &eacute; para o beb&ecirc; da ordem do sem sentido, do incognosc&iacute;vel, numa realidade humana que s&oacute; assim o &eacute; por um investimento libidinal materno definido pelo discurso do Outro. &Agrave; medida que a m&atilde;e exerce essa fun&ccedil;&atilde;o, ao nomear o que a crian&ccedil;a sente e faz, ela oferece material ps&iacute;quico estruturante ao sujeito, e esse &eacute; o primeiro passo para uma organiza&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A m&atilde;e, ao exercer o papel de porta&#45;voz da crian&ccedil;a, realiza o que Aulagnier &#40;1979&#41; define como viol&ecirc;ncia prim&aacute;ria. Tal viol&ecirc;ncia &eacute; necess&aacute;ria, j&aacute; que oferece &agrave; crian&ccedil;a uma pr&oacute;tese ps&iacute;quica que auxiliar&aacute; no advento do sujeito desejante. A m&atilde;e, ao praticar tal viol&ecirc;ncia, mesmo sem saber, &eacute; respons&aacute;vel pela estrutura&ccedil;&atilde;o do filho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A viol&ecirc;ncia exercida pela m&atilde;e na antecipa&ccedil;&atilde;o do discurso da crian&ccedil;a preenche um vazio, caracterizado pela falta; dessa forma, ela entra, junto com a crian&ccedil;a, num estado de plenitude. Assim, a m&atilde;e excede em sua viol&ecirc;ncia antecipat&oacute;ria e cai no que Aulagnier &#40;1979&#41; define como viol&ecirc;ncia secund&aacute;ria. Ao fazer isso, a m&atilde;e tenta manter um <i>status quo</i> na rela&ccedil;&atilde;o com o filho. O que ela deseja &eacute; a n&atilde;o modifica&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o atual e, para isso, usa a &#34;voz&#34; como abuso de interpreta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; f&aacute;cil compreender o que ela n&atilde;o quer perder.</font></p>     <blockquote><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#91;...&#93; um lugar que ningu&eacute;m mais pode conceber, o lugar de um doador de vida, detentor de objetos de necessidade e dispensador de tudo o que &eacute; suposto ser para o outro fonte de prazer, de quietude e de alegria &#40;AULAGNIER, 1979, p. 122&#41;.</font></blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A m&atilde;e acha que est&aacute; exercendo sua fun&ccedil;&atilde;o de maneira exemplar, pois aquele corpo responde ao que &eacute; pedido &#45; come, defeca, dorme. No entanto, a m&atilde;e espera outra coisa daquele corpo, o pensamento, pois s&oacute; atrav&eacute;s dele &eacute; que se poderia comprovar seu sucesso como m&atilde;e. Por&eacute;m, a crian&ccedil;a quando pensa pode, pela primeira vez, fazer algo sem que a m&atilde;e saiba, visto que ela n&atilde;o pode parar suas fun&ccedil;&otilde;es vitais. A &uacute;nica coisa que pode preservar como seu, em um espa&ccedil;o aut&ocirc;nomo, &eacute; o pensamento. Isso nos leva ao entendimento de que esse excesso de viol&ecirc;ncia exercido pela m&atilde;e pode facilitar o desenvolvimento de uma psicose infantil na crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que deveria acontecer se n&atilde;o fosse o excesso de viol&ecirc;ncia&#63; Ter&iacute;amos a a&ccedil;&atilde;o estruturante da viol&ecirc;ncia prim&aacute;ria que, num primeiro momento, anteciparia o discurso do beb&ecirc; e o levaria &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o de um &#39;eu&#39; separado do de sua m&atilde;e e, num segundo momento, encerraria a rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica entre m&atilde;e e beb&ecirc; atrav&eacute;s da entrada de um terceiro na rela&ccedil;&atilde;o, o que permitiria o surgimento de um sujeito desejante instaurado no simb&oacute;lico. No entanto, para que tal fun&ccedil;&atilde;o seja exercida, algumas condi&ccedil;&otilde;es devem existir: ter um amor dedicado ao seu filho; ter sofrido o recalque de sua sexualidade infantil; saber, culturalmente, qual a sua fun&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e e ter um pai a quem dedicar sentimentos positivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Perguntamos por que s&atilde;o necess&aacute;rias tais condi&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, o espa&ccedil;o falante &eacute; dependente do amor dedicado &agrave; crian&ccedil;a. Sem o amor, pode&#45;se n&atilde;o criar esse espa&ccedil;o, ficando a crian&ccedil;a desprovida de um lugar estruturante do seu eu e de seu corpo. Esse amor possibilita o investimento libidinal e, conseq&uuml;entemente, a puls&atilde;o de vida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O segundo fator, que a m&atilde;e tenha sofrido o recalque de sua sexualidade infantil, &eacute; importante j&aacute; que o discurso a ser passado para a crian&ccedil;a ser&aacute; estruturante e marcado pelo simb&oacute;lico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O terceiro fator refere&#45;se &agrave; possibilidade de a m&atilde;e exercer sua fun&ccedil;&atilde;o e poder trazer &agrave; crian&ccedil;a fatores determinantes da forma&ccedil;&atilde;o de um &#39;eu&#39;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o &#39;eu&#39; formado, ainda resta a estrutura&ccedil;&atilde;o de um sujeito desejante e, para que isso ocorra, &eacute; necess&aacute;rio a refer&ecirc;ncia a um pai<a name="Link5" href="#6"><sup>3</sup></a>, na medida em que ele &eacute; o representante dos outros. &Eacute; a refer&ecirc;ncia a esse terceiro que incluir&aacute; o sujeito na ordem do cultural.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O processo de entrada desse terceiro ocorre quando a crian&ccedil;a percebe, intui, por meio do discurso materno, que ela n&atilde;o &eacute; tudo que completa sua m&atilde;e, e o que a m&atilde;e deseja, ela n&atilde;o pode dar. Nesse momento, a crian&ccedil;a se depara com o pai, ao perceber que &eacute; ele quem recebe a aten&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e e, talvez por isso, seja ele quem possua o que a m&atilde;e deseja. Ao se deparar com o pai, a crian&ccedil;a se encontra com o &uacute;ltimo fator importante e estruturante do sujeito, ocorrendo a&iacute; o &#34;Nome do Pai&#34; ou &#34;Met&aacute;fora Paterna&#34;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atrav&eacute;s da fun&ccedil;&atilde;o materna, a m&atilde;e se torna respons&aacute;vel por apresentar o mundo &agrave; crian&ccedil;a, de modo interessante, na medida em que ela, a m&atilde;e, assim o considere. Desta forma, um dos elementos que ser&aacute; apresentado &agrave; crian&ccedil;a ser&aacute; o pai; &agrave; m&atilde;e cabe a responsabilidade de sustentar a fun&ccedil;&atilde;o do pai diante do filho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dos pontos centrais da met&aacute;fora paterna est&aacute; no conceito de &#34;castra&ccedil;&atilde;o&#34;, central na psican&aacute;lise, por ser o operador estruturante do psiquismo que ir&aacute; definir uma experi&ecirc;ncia neur&oacute;tica, perversa ou psic&oacute;tica. O Complexo de Castra&ccedil;&atilde;o se estrutura a partir da &#34;primazia do falo&#34;, que remete &agrave; teoria sexual infantil que atribui a exist&ecirc;ncia do p&ecirc;nis em todos os seres vivos e n&atilde;o vivos. Essa teoria ser&aacute; confrontada com a quest&atilde;o das diferen&ccedil;as sexuais entre meninos e meninas que, por sua vez, criar&atilde;o mais teorias para tentar entender tais diferen&ccedil;as. A princ&iacute;pio, o menino justifica a falta de p&ecirc;nis na menina ao afirmar que ela o possui, mas ainda n&atilde;o cresceu e vai crescer. Por&eacute;m, aos poucos, chega &agrave; conclus&atilde;o de que as meninas os possu&iacute;am, mas o perderam. Essa forma de pensar os torna amedrontados quanto &agrave; possibilidade de tamb&eacute;m perderem o seu p&ecirc;nis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A amea&ccedil;a da castra&ccedil;&atilde;o faz com que a crian&ccedil;a tenha como alvo de destrui&ccedil;&atilde;o as fantasias em torno da m&atilde;e; ela teme ser castrada, caso continue a manter essa rela&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e. Assim, a m&atilde;e lhe &eacute; proibida e o pai &eacute; escolhido como objeto de identifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A met&aacute;fora paterna se apresenta em tr&ecirc;s tempos. No primeiro tempo, a crian&ccedil;a est&aacute; no lugar do falo, como objeto de desejo da m&atilde;e. Nesse momento, a crian&ccedil;a tenta responder a uma significativa quest&atilde;o para ela: se &eacute; ou n&atilde;o o falo dessa m&atilde;e. No segundo tempo, o pai se interp&otilde;e, criando um corte na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e&#45;filho. Nesse momento, a crian&ccedil;a inaugura o tempo do desejo, da &#34;&#91;...&#93; experi&ecirc;ncia exclusiva dos falantes que habitam o universo do discurso &#91;...&#93;&#34; &#40;FALSSETTI, 1991, p. 70&#41;. No terceiro tempo, a crian&ccedil;a n&atilde;o &eacute; mais o falo; a quest&atilde;o do ser ou n&atilde;o ser abre espa&ccedil;o para o ter ou n&atilde;o ter o falo. Nesse momento, a crian&ccedil;a entra na esfera das identifica&ccedil;&otilde;es. Se o pai &eacute;, supostamente, quem tem um falo, &eacute; com ele que a crian&ccedil;a vai se identificar, finalizando a viv&ecirc;ncia ed&iacute;pica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; a &#34;Met&aacute;fora Paterna&#34; que ir&aacute; organizar a estrutura da crian&ccedil;a que, no momento da identifica&ccedil;&atilde;o com o pai, pode assujeitar&#45;se &agrave; lei da castra&ccedil;&atilde;o e estruturar&#45;se como neur&oacute;tico, ou continuar no verbo ser e se estruturar como psic&oacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Devemos ressaltar a import&acirc;ncia da m&atilde;e ou de algu&eacute;m que exer&ccedil;a sua fun&ccedil;&atilde;o, pois, al&eacute;m de ser respons&aacute;vel pela estrutura&ccedil;&atilde;o do &#34;eu&#34;, &eacute; ela tamb&eacute;m que, atrav&eacute;s de seu discurso, dar&aacute; exist&ecirc;ncia ao &#34;Nome do Pai&#34;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O autismo e sua constitui&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tentaremos pensar em como se inscreve a crian&ccedil;a autista nessa configura&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica. &Eacute; comum vermos em crian&ccedil;as autistas uma n&atilde;o unidade corporal, na qual boca, m&atilde;os e p&eacute;s n&atilde;o possuem qualquer representa&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica de suas fun&ccedil;&otilde;es. &Eacute; como se a crian&ccedil;a autista n&atilde;o tivesse raz&atilde;o de ser, &#34;&#91;...&#93; nascida n&atilde;o de dois, gerada simplesmente &#40;se isso &eacute; poss&iacute;vel&#41;, resultante de um projeto fracassado ou at&eacute; de um n&atilde;o projeto &#91;...&#93;&#34; &#40;SILVA, 1997, p. 37&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Parece&#45;nos que o &#34;espa&ccedil;o falante&#34; n&atilde;o se configurou adequadamente para essas crian&ccedil;as, o que n&atilde;o permite haver um pren&uacute;ncio de constitui&ccedil;&atilde;o de &#39;eu&#39;. Sem esse espa&ccedil;o estruturante, a crian&ccedil;a se constitui apenas como um peda&ccedil;o biol&oacute;gico da m&atilde;e; n&atilde;o ocorre investimento. Podemos supor que essa &#39;desunidade&#39; corporal t&iacute;pica do autista prov&eacute;m da falta de um espa&ccedil;o discursivo. Assim, dizemos que esse ser de necessidade n&atilde;o foi interpretado pelo &#39;Outro&#39;, n&atilde;o foi falado. Cabe perguntar: ser&aacute; que essa m&atilde;e n&atilde;o criou um &#39;espa&ccedil;o falante&#39; porque n&atilde;o tinha condi&ccedil;&otilde;es para isso&#63; Ou ser&aacute; que diante de uma crian&ccedil;a que n&atilde;o responde a seus est&iacute;mulos esse espa&ccedil;o se dissipou&#63;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vimos que, num primeiro momento, a crian&ccedil;a &eacute; colocada e se deixa colocar no lugar de falo da m&atilde;e. Por&eacute;m, ao pensar no autismo, imaginamos que por algum motivo a crian&ccedil;a n&atilde;o pode entrar nesse local, permanece exclu&iacute;da de toda circula&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica e &eacute; reduzida &agrave; pura coisa &#40;FALSETTI, 1991&#41;. A crian&ccedil;a como coisa &eacute; desinvestida libidinalmente pelo pai e pela m&atilde;e, empobrecendo suas possibilidades de constitui&ccedil;&atilde;o de puls&atilde;o de vida. Essa id&eacute;ia nos leva &agrave;s de Fedida &#40;1992&#41;, que prop&otilde;e que o autismo seja pensado a partir de um &#39;auto sem Eros&#39;, e isso s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel atrav&eacute;s de um psiquismo que funcione regido pela puls&atilde;o de morte. Andr&eacute; Green &#40;1988&#41; nos diz que isso &eacute; poss&iacute;vel pelo fato de que ningu&eacute;m morre regido pela puls&atilde;o de morte; o que acontece &eacute; um desinvestimento de tudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conforme vimos, a estrutura&ccedil;&atilde;o da psicose vai ocorrer no &Eacute;dipo quando o sujeito que deveria deixar de ser o falo e se assujeitar &agrave; lei da castra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o o faz, forcluindo o &#34;Nome do Pai&#34;. No entanto, se a crian&ccedil;a autista n&atilde;o se estruturou enquanto &#34;eu&#34;, por n&atilde;o ter algu&eacute;m que lhe significasse e nomeasse seus fazeres, para que esses estivessem na ordem do diz&iacute;vel, do humano, podemos questionar: ser&aacute; que essa mesma crian&ccedil;a, que n&atilde;o passou pelos primeiros predicados da constitui&ccedil;&atilde;o do sujeito, teve a chance de ser apresentada ao &Eacute;dipo&#63; Ser&aacute; que a estrutura&ccedil;&atilde;o de seu autismo n&atilde;o se deu muito antes do &Eacute;dipo&#63; Se respondermos a essa &uacute;ltima quest&atilde;o afirmativamente, n&atilde;o poderemos classificar o autismo como uma psicose e, se n&atilde;o &eacute; um tipo de psicose, o que &eacute;, ent&atilde;o&#63; Existe outra maneira de se estruturar que n&atilde;o esteja centrada na castra&ccedil;&atilde;o, por vir muito antes dela&#63; Se existir outra maneira de se estruturar psiquicamente, que fuja &agrave; castra&ccedil;&atilde;o, teremos condi&ccedil;&otilde;es de conhecer e aceitar o mundo diferente, mas humano, do autismo&#63; E ser&aacute; que nesse modo diferente de advir n&atilde;o podemos encontrar tamb&eacute;m maneiras diversas para o autista se comunicar e desejar&#63; </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentro da psican&aacute;lise existem controv&eacute;rsias<a name="Link7" href="#8"><sup>4</sup></a> em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o do autismo. Contudo, temos um grupo significativo que ir&aacute; trabalhar com o autismo como estrutura ps&iacute;quica diferente da psicose, uma vez que a &uacute;ltima &eacute; o resultado de uma &#39;s&oacute; presen&ccedil;a materna&#39;, enquanto que no autismo essa presen&ccedil;a nem sequer teria se apresentado. Laznik&#45;Penot &#40;1997&#41; prop&otilde;e que o autismo seja compreendido como algo anterior &agrave; psicose, quest&atilde;o com a qual as diversas leituras da psican&aacute;lise concordam &#34;&#91;...&#93; de forma un&acirc;nime, o autismo como uma problem&aacute;tica pr&eacute;&#45;especular, ao passo que a psicose seria especular. Deste modo, o autismo antecederia sempre &agrave; psicose&#34;. &#40;ROCHA, 2004, p. 3&#41;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ent&atilde;o, se a psicose &eacute; resultado de uma viol&ecirc;ncia secund&aacute;ria exercida pela m&atilde;e, que extrapola nos atos antecipat&oacute;rios de constru&ccedil;&atilde;o de sentidos para o sujeito e excede na interpreta&ccedil;&atilde;o da fala, o autismo seria justamente o contr&aacute;rio: a falta de um espa&ccedil;o captante que enrede o sujeito e o possibilite se constituir. Aulagnier &#40;1979, p. 194&#41; diz que &#34;&#91;...&#93; enquanto a crian&ccedil;a n&atilde;o fala, a m&atilde;e pode preservar a ilus&atilde;o de que h&aacute; uma concord&acirc;ncia entre o que ambas pensam &#91;...&#93;&#34;. E se a crian&ccedil;a n&atilde;o conseguir se desvencilhar da viol&ecirc;ncia interpretativa, n&atilde;o procurar&aacute; outros substitutos e ir&aacute; se refugiar na psicose. Hipotetizamos que no autismo ter&iacute;amos uma crian&ccedil;a que nasce no vazio, sem espa&ccedil;o falante e organizador de um &#39;eu&#39;, resultado de um n&atilde;o projeto &#40;SILVA, 1997&#41;. Sem acesso ao humano, por falta de um ref&uacute;gio materno estruturante de material indiz&iacute;vel e incognosc&iacute;vel, poder&iacute;amos dizer que o autista est&aacute; no limite da subjetiva&ccedil;&atilde;o como ser inconstitu&iacute;do ou, como coloca Kupfer &#40;1999&#41;, um <i>infans</i> que n&atilde;o foi captado no desejo materno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O trabalho com crian&ccedil;as autistas deve ser pensado a partir da possibilidade de circula&ccedil;&atilde;o de afeto, de restaura&ccedil;&atilde;o da capacidade de <i>ilus&atilde;o antecipat&oacute;ria</i> da m&atilde;e e, por fim, do surgimento de um sujeito do desejo. Somente dessa maneira ser&aacute; poss&iacute;vel escutar, localizar e decifrar as inscri&ccedil;&otilde;es e as significa&ccedil;&otilde;es dessas crian&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ATEM, L. M. Autismo e defesa prim&aacute;ria: quest&otilde;es sobre o sujeito e a transfer&ecirc;ncia. <i>Revista Latinoamericana de psicopatologia fundamental</i>. v. 1, n. 1, mar&ccedil;o de 1998.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436016&pid=S1679-4427200600020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">AULAGNIER, P. <i>A viol&ecirc;ncia da interpreta&ccedil;&atilde;o:</i> do pictograma ao enunciado. Rio de Janeiro: Imago, 1979.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436017&pid=S1679-4427200600020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FALSETTI, L. A. V. <i>A crian&ccedil;a, sua doen&ccedil;a e a m&atilde;e</i>. Um estudo da fun&ccedil;&atilde;o materna na constitui&ccedil;&atilde;o de sujeitos precocemente atingidos por doen&ccedil;a ou defici&ecirc;ncia. Tese &#40;Doutorado em Psicologia&#41;. Instituto de Psicologia, USP, S&atilde;o Paulo, 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436018&pid=S1679-4427200600020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">F&Eacute;DIDA, P. Auto&#45;erotismo e autismo: condi&ccedil;&otilde;es de efic&aacute;cia de um paradigma em psicopatologia. In: <i>Nome, figura e mem&oacute;ria</i>. A linguagem na situa&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica. S&atilde;o Paulo: Escuta, 1991.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436019&pid=S1679-4427200600020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GAUDERER, C. E. <i>Autismo d&eacute;cada de 80:</i> uma atualiza&ccedil;&atilde;o para os que atuam na &aacute;rea do especialista aos pais. S&atilde;o Paulo: Savier, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436020&pid=S1679-4427200600020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GREEN, A. <i>Confer&ecirc;ncias brasileiras</i>. Rio de Janeiro: Imago, 1990.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436021&pid=S1679-4427200600020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KANNER, L. Os dist&uacute;rbios aut&iacute;sticos de contato afetivo. In: ROCHA, P. S. <i>Autismos</i>. 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Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436024&pid=S1679-4427200600020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LAZNIK &#45; PENOT, M. C. <i>Rumo &agrave; palavra:</i> tr&ecirc;s crian&ccedil;as autistas em psican&aacute;lise. S&atilde;o Paulo: Escuta, 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436025&pid=S1679-4427200600020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROCHA, F. H. Autismo: controv&eacute;rsias na psican&aacute;lise. Ano 4, LEPSI IP/ FE&#45;USP, Out. 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436026&pid=S1679-4427200600020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROCHA, P. S. A fun&ccedil;&atilde;o paterna revisada pela clinica do autismo. In: O espa&ccedil;o e o tempo na psican&aacute;lise. <i>Revista Pulsional</i> &#45; Centro de Psican&aacute;lise, S&atilde;o Paulo, ano X, n. 102, out. 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436027&pid=S1679-4427200600020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SILVA, A. R. R. O mito individual do autista. In: ROCHA, P. S. <i>Autismos</i>. S&atilde;o Paulo: Escuta, 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1436028&pid=S1679-4427200600020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/mental/v4n7/seta.gif" border="0"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b></a>    <br></b> Rua Capit&atilde;o Arnaldo de Carvalho, 635/502 36036180 &#45; Juiz de Fora &#45; MG    <br>   Tel: &#40;32&#41; 3218&#45;2269/ 8851&#45;2269    <br> E-mail: <a href="mailto:thelb@terra.com.br">thelb@terra.com.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido em: 3/4/2006    <br>   Aprovado para publica&ccedil;&atilde;o em: 4/5/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="Autora" href="#Autor"><sup>&#42;</sup></a>Psic&oacute;loga, mestre pelo Departamento de Psicologia Educacional da UNICAMP, professora do curso de Psicologia da UNIPAC &#45; Ub&aacute;.</font>    <br> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="2"></a><a href="#Link1"><sup>1</sup></a>As constru&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas propostas neste artigo foram iniciadas com a pesquisa &#34;Estudo explorat&oacute;rio das modalidades e fun&ccedil;&otilde;es da comunica&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as autistas&#34;,  financiada pela FAPESP &#40;Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo a Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo&#41;,  sob a orienta&ccedil;&atilde;o da Prof. Dr&#170; Meriti de Souza.    <br> <a name="4"></a><a href="#Link3"><sup>2</sup></a>L&eacute;o Kanner descreveu pela primeira vez a s&iacute;ndrome do autismo infantil em 1943 como um dist&uacute;rbio inato de contato afetivo. Em dois anos passou a chamar de s&iacute;ndrome do autismo infantil e a falar em autismo prim&aacute;rio &#40;aquele que ocorre desde o nascimento&#41; e secund&aacute;rio &#40;manifesta ap&oacute;s alguns anos&#41;. Durante algum tempo o autismo foi chamado de S&iacute;ndrome de Kanner &#40;Gauderer, 1992&#41;.    <br> <a name="6"></a><a href="#Link5"><sup>3</sup></a>Entendemos pai como &#34;&#91;...&#93;uma quantidade de trabalho ps&iacute;quico exigido do pai &#40;ou de um terceiro&#41; no contato com o beb&ecirc; &#40;...&#41; n&atilde;o s&oacute; no investimento libidinal, mas tamb&eacute;m na limita&ccedil;&atilde;o da loucura materna, sustentando assim uma dist&acirc;ncia entre a m&atilde;e e o beb&ecirc;, necess&aacute;rio ao surgimento do sujeito ps&iacute;quico&#34; &#40;Rocha, 1997:15&#41;.    <br> <a name="8"></a><a href="#Link7"><sup>4</sup></a>Para verificar tais controv&eacute;rsias ver ROCHA, Fulvio Holanda. Autismo e controv&eacute;rsias na psican&aacute;lise. Col&oacute;quios do LEPSI IP/FE &#45; USP, ano 4, out. 2002.</font></p>      ]]></body>
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