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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tempo de cuidado com o bebê, divisão de tarefas e rede de apoio materna]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Considering the importance of mother-infant interaction for the child's development, researchers have questioned whether the insertion of women in the labor market changes the dynamics of this interaction. This study aimed to compare the time taken to care for the baby, the division of domestic tasks and the social support network of mothers who do not work and the mothers who work outside the home. Regarding baby care, the results indicated that mothers who work outside dedicate more time to their children on weekends, while mothers who do not work dedicate more time during weekdays. In addition, the mother was appointed as the main responsible for the care of the baby, followed by the father and the grandmother. In the division of domestic tasks, more time was devoted by mothers who do not work. In general, the grandmother appeared as a fundamental figure in the maternal support network.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Emprego]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  	  	     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Tempo    de cuidado com o beb&ecirc;, divis&atilde;o de tarefas e rede de apoio materna</b></font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Baby care time,    division of tasks and maternal support network</b></font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&Eacute;rica Vidal Cunha<sup>I</sup>; L&iacute;gia Ebner Melchiori<sup>II</sup>; Manoel Henrique Salgado<sup>III</sup></b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Universidade Estadual Julio de Mesquita Filho, Bauru, Brasil. E-mail: <a href="mailto:ericav_cunha@yahoo.com.br">ericav_cunha@yahoo.com.br</a>; (<a href="http://orcid.org/0000-0003-0469-4540" target="_blank">orcid.org/0000-0003-0469-4540</a>)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><sup>II</sup>Universidade Estadual Julio de Mesquita Filho, Bauru, Brasil. E-mail: <a href="mailto:ligia.melch@gmail.com">ligia.melch@gmail.com</a>; (<a href="http://orcid.org/0000-0002-4771-8832" target="_blank">orcid.org/0000-0002-4771-8832</a>)    <br><sup>III</sup>Universidade Estadual Julio de Mesquita Filho, Bauru, Brasil. E-mail: <a href="mailto:henri@feb.unesp.br">henri@feb.unesp.br</a>; (<a href="http://orcid.org/0003.0003-2571.6366" target="_blank">orcid.org/0003.0003-2571.6366</a>)</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1"> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a import&acirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&ecirc; para o desenvolvimento da crian&ccedil;a, pesquisadores t&ecirc;m questionado se a inser&ccedil;&atilde;o da mulher no mercado de trabalho altera a din&acirc;mica dessa intera&ccedil;&atilde;o. Este estudo teve o objetivo de comparar o tempo de cuidado com o beb&ecirc;, a divis&atilde;o de tarefas dom&eacute;sticas e a rede de apoio social de m&atilde;es que n&atilde;o trabalham e m&atilde;es que trabalham fora de casa. Em rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados com o beb&ecirc;, os resultados apontaram que m&atilde;es que trabalham fora dedicam mais tempo aos filhos nos finais de semana, enquanto m&atilde;es que n&atilde;o trabalham dedicam mais tempo durante os dias da semana. Al&eacute;m disso, a m&atilde;e foi apontada como maior respons&aacute;vel pelo cuidado com o beb&ecirc;, seguida pelo pai e a av&oacute;. Na divis&atilde;o de tarefas dom&eacute;sticas, observou-se maior tempo de dedica&ccedil;&atilde;o pelas m&atilde;es que n&atilde;o trabalham. De modo geral, a av&oacute; apareceu como figura fundamental na rede de apoio materna.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>: Emprego. Tarefas dom&eacute;sticas. Rede de apoio social.</font></p> <hr noshade size="1"> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considering the importance of mother-infant interaction for the child's development, researchers have questioned whether the insertion of women in the labor market changes the dynamics of this interaction. This study aimed to compare the time taken to care for the baby, the division of domestic tasks and the social support network of mothers who do not work and the mothers who work outside the home. Regarding baby care, the results indicated that mothers who work outside dedicate more time to their children on weekends, while mothers who do not work dedicate more time during weekdays. In addition, the mother was appointed as the main responsible for the care of the baby, followed by the father and the grandmother. In the division of domestic tasks, more time was devoted by mothers who do not work. In general, the grandmother appeared as a fundamental figure in the maternal support network.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>: Employment. Housework. Social support network.</font></p> <hr noshade size="1"> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando um beb&ecirc; nasce, surge a necessidade de a m&atilde;e se dividir entre os cuidados com o rec&eacute;m-nascido e com a vida familiar (Jorge, 2011). Contudo, quando a m&atilde;e em quest&atilde;o est&aacute; inserida no mercado de trabalho, findos os meses da licen&ccedil;a maternidade, ela ter&aacute; que se dividir entre os cuidados com o beb&ecirc;, a fam&iacute;lia e o trabalho. A literatura aponta como a fase mais dif&iacute;cil, na concilia&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is, a que vai do nascimento at&eacute; o primeiro ano de vida do beb&ecirc; (Troiano, 2007).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dados do censo demogr&aacute;fico realizado no ano de 2010 apontam que 76% das mulheres, na faixa et&aacute;ria de 30 a 34 anos, tinham ao menos um filho (Brasil, 2014). Segundo os dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domic&iacute;lios - PNAD, em 2015, 43,7% da for&ccedil;a de trabalho no Brasil era feminina (Brasil, 2016). Al&eacute;m disso, em pesquisa recente, verificou-se que, dentre os trabalhadores em tempo parcial (at&eacute; 30 h/semana), 28,2% eram mulheres, contra 14,1% de homens (Brasil, 2018). A esse respeito, Amaral (2012) e Lopes, Dellazzana-Zanon e Boeckel (2014) verificaram que a multiplicidade de pap&eacute;is assumidos pelas mulheres, ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, foi respons&aacute;vel pelas mudan&ccedil;as nos projetos de vida e nas escolhas relacionadas &agrave; carreira e aos estudos, fatores que contribu&iacute;ram para o adiamento da maternidade.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aumento da escolaridade da mulher se configura como fator que contribui tanto para maior inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho quanto para maior qualidade na maternidade. De acordo com o censo, em 2011, o contingente de mulheres de 20 a 24 anos no ensino superior era 25% maior que o dos homens da mesma faixa et&aacute;ria, sendo que a m&eacute;dia de tempo de estudo da mulher era de 8 anos completos contra 7,6 dos homens (Brasil, 2014). Contudo, verifica-se que as &aacute;reas gerais de forma&ccedil;&atilde;o em que as mulheres de 25 anos ou mais est&atilde;o inseridas, em maior propor&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o Educa&ccedil;&atilde;o, Humanidades e Artes, respons&aacute;veis pelos menores registros m&eacute;dios mensais de rendimento e, menores ainda, quando a ocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; feminina. Esses dados demonstram que, embora a participa&ccedil;&atilde;o feminina no mercado de trabalho tenha aumentado, a remunera&ccedil;&atilde;o e o reconhecimento do mercado n&atilde;o se equipararam aos dos homens.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, mesmo que os rendimentos da mulher ainda sejam menores, a inser&ccedil;&atilde;o qualificada da mulher no mercado de trabalho vem possibilitando o acesso a uma posi&ccedil;&atilde;o mais gratificante, tanto no sentido financeiro, quanto no sentido da realiza&ccedil;&atilde;o pessoal e profissional (Guedes &amp; Alves, 2004). A literatura destaca que esses diferenciais, em muitos casos, fazem com que a mulher opte por trabalhar fora, mesmo que isso implique na sua aus&ecirc;ncia do campo dom&eacute;stico e da fam&iacute;lia. Segundo Crowley (2014), al&eacute;m do reconhecimento pessoal e profissional, o trabalho modela comportamentos de autossufici&ecirc;ncia nos filhos e contribui para aumentar o padr&atilde;o familiar.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se por um lado o aumento na escolaridade feminina contribui para a inser&ccedil;&atilde;o qualificada no mercado de trabalho, por outro, pesquisadores apontam que as mulheres com n&iacute;vel superior encontram dificuldades para conciliar as demandas familiares com o trabalho, o que favorece o afastamento do mercado, mesmo que por tempo limitado, para que seja poss&iacute;vel a elas dedicarem-se &agrave; maternidade (Dias Junior &amp; Verona, 2016). Para os autores, a ansiedade, culpa e outros sentimentos negativos favorecem a busca por atividades informais com jornadas de trabalho mais flex&iacute;veis. Esse achado &eacute; corroborado pela pesquisa de Peruchi, Donelli e Marin (2016), que al&eacute;m de constatarem o aumento da ansiedade nas mulheres m&atilde;es de filhos pequenos, verificaram tamb&eacute;m o aumento na cren&ccedil;a de que elas s&atilde;o as &uacute;nicas pessoas capazes de cuidar bem das crian&ccedil;as. Associa&ccedil;&atilde;o entre retorno ao trabalho e presen&ccedil;a de depress&atilde;o entre m&atilde;es que afirmavam n&atilde;o querer retornar ao trabalho (p=0,001) ap&oacute;s o nascimento da crian&ccedil;a foi verificada nos estudos de Manente e Rodrigues (2016), com 30 primigestas<sup><a name="top_fn1"></a><a href="#back_fn1">1</a></sup> com beb&ecirc;s entre dois e seis meses. Essa dificuldade pode ser visualizada em pesquisa do IBGE (Brasil, 2013), a qual apontou que apenas 10% das mulheres que tinham ao menos um filho estudavam. Dentre as mulheres com 25 a 29 anos com um ou mais filhos, 74,1 % n&atilde;o trabalhavam nem estudavam quando a pesquisa foi realizada. Dessas, 31,5% possu&iacute;am o ensino fundamental incompleto, 20% o ensino fundamental completo ou o m&eacute;dio incompleto, 39,2% o ensino m&eacute;dio completo e apenas 9,3% possu&iacute;am ensino superior completo.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse contexto, a creche tem sido apontada como um dos mecanismos que pode favorecer o retorno das m&atilde;es ao trabalho, sendo utilizada como ferramenta de apoio para v&aacute;rias fam&iacute;lias. A mesma pesquisa do IBGE, citada anteriormente, apontou que, das mulheres com filhos entre zero e tr&ecirc;s anos de idade que frequentam creche, 71,7% estavam empregadas na semana de refer&ecirc;ncia da pesquisa. Entretanto, quando nenhum filho frequentava creche, apenas 43,9% trabalhavam fora de casa (Brasil, 2013).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo dados obtidos por Milkie, Nomaguchi e Denny (2015), observa-se a cren&ccedil;a de que as m&atilde;es s&atilde;o mais sens&iacute;veis &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as do que outros adultos e, por isso, o tempo que elas passariam com os filhos seria &uacute;nico e insubstitu&iacute;vel. Ademais, ao sair para o trabalho, a m&atilde;e estaria, de certa forma, privando a crian&ccedil;a de seu conv&iacute;vio e dos benef&iacute;cios advindos dele (Wall, 2013). Contudo, Craig, Powell e Smyth (2014) ressaltaram que &eacute; importante identificar se, no tempo que as m&atilde;es passam com os filhos, elas est&atilde;o realmente engajadas na intera&ccedil;&atilde;o, conversando e brincando, ou somente supervisionando suas a&ccedil;&otilde;es.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns estudiosos (Bossardi, 2011; Craig, Powell, &amp; Smyth, 2014; Faria, Santos, &amp; Fuertes, 2014; Giallo, Treyvaud, Cooklin, &amp; Wade, 2013; Huston &amp; Aronson, 2005; Mendon&ccedil;a &amp; Matos, 2015; Milkie, Nomaguchi, &amp; Denny, 2015), pautados na quest&atilde;o do tempo da m&atilde;e com o beb&ecirc; e na concilia&ccedil;&atilde;o entre trabalho e maternidade, t&ecirc;m procurado compreender, entre outros pontos, se o tempo que a m&atilde;e dedica ao filho sofre influ&ecirc;ncia do trabalho materno. Em um estudo realizado nos Estados Unidos, com 1364 m&atilde;es que podiam optar por trabalhar ou n&atilde;o, sendo 91% com m&eacute;dio ou alto n&iacute;vel educacional e 86% casadas, Huston e Aronson (2005) buscaram analisar se o trabalho materno tem rela&ccedil;&atilde;o com o tempo exclusivo que as m&atilde;es passam interagindo socialmente com seus beb&ecirc;s e cuidando deles. Os autores conclu&iacute;ram que as m&atilde;es que trabalhavam fora passavam, por semana, cerca de uma hora a menos com seus beb&ecirc;s do que as m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam fora. Isso se justifica porque as primeiras reduziam o tempo em tarefas dom&eacute;sticas, organiza&ccedil;&atilde;o, lazer e atividades sociais para se dedicarem mais aos filhos, ou seja, mais tempo brincando, conversando ou segurando seus beb&ecirc;s, e menos tempo em cuidados instrumentais. O tempo dispon&iacute;vel para os filhos foi um indicador de cuidados maternos positivos e de qualidade no ambiente dom&eacute;stico. Para Huston e Aronson (2005), o emprego pode contribuir com fatores positivos, seja por causa da renda, seja da estimula&ccedil;&atilde;o social e intelectual que a m&atilde;e oferece ao beb&ecirc;.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O engajamento (intera&ccedil;&atilde;o, cuidado, afeto, provimento e responsabilidade) de m&atilde;es que trabalhavam fora tamb&eacute;m foi um dos pontos estudados por Bossardi (2011) e Giallo, Treyvaud, Cooklin e Wade (2013). Ambos estudos apontaram que a jornada de trabalho dos pais tem influ&ecirc;ncia no engajamento com o beb&ecirc;. Verificou-se que quando a jornada de trabalho materna era menor ou em tempo parcial, o engajamento com os filhos era maior. Bossardi (2011) ainda ressaltou que as m&atilde;es dedicavam mais tempo aos cuidados b&aacute;sicos com o beb&ecirc; quando trabalhavam menos. Entre as atividades realizadas, Giallo et al. (2013) apontaram que as mais comuns eram brincadeiras dentro de casa, relatadas por 50% das participantes, enquanto brincar ao ar livre e contar hist&oacute;rias foram as atividades menos citadas. Ambos os estudos ressaltaram que, mesmo quando a m&atilde;e trabalhava em tempo integral, o cuidado e a aten&ccedil;&atilde;o que dispensava &agrave; crian&ccedil;a eram predominantes em rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados dispensados por outros membros da fam&iacute;lia.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Faria, Santos e Fuertes (2014) realizaram uma revis&atilde;o de literatura na qual questionaram qual fator mais influencia a vincula&ccedil;&atilde;o pais-crian&ccedil;as: o tempo dedicado &agrave; intera&ccedil;&atilde;o ou o g&ecirc;nero dos pais. Assim como Bossardi (2011), as autoras descobriram que as m&atilde;es dedicavam mais tempo aos seus filhos do que os pais. Al&eacute;m disso, apontaram que a qualidade do tempo passado com a crian&ccedil;a tinha mais import&acirc;ncia do que a quantidade do tempo dedicado. Ademais, Faria et al. (2014) ressaltaram que m&atilde;es que brincavam e passeavam com seus filhos tendiam a estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o mais segura e intera&ccedil;&atilde;o mais positiva do que m&atilde;es que n&atilde;o o faziam.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando os estudos com tend&ecirc;ncia &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o da maternidade intensiva, Craig et al. (2014) realizaram uma pesquisa na Austr&aacute;lia, comparando dados de anos distintos (1992 e 2006), visando identificar mudan&ccedil;as ao longo do tempo relacionadas aos cuidados e comportamentos parentais em rela&ccedil;&atilde;o aos filhos. Em suma, os autores encontraram que, embora a m&eacute;dia geral de horas que os pais dedicaram aos filhos tenha sido menor em 2006, o tempo gasto em lazer e atividades sociais praticamente n&atilde;o se alterou quando comparado a 1992. Com rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho materno, os dados demonstraram que estar fora do mercado de trabalho n&atilde;o se traduziu em aumento do tempo de lazer ou atividades sociais com os filhos. O mesmo ocorreu com as m&atilde;es que trabalhavam em meio per&iacute;odo: os dados n&atilde;o apontaram aumento no tempo dedicado ao lazer e/ou social quando comparados aos de 1992. Para os autores, esses comportamentos parentais refletiram o esfor&ccedil;o que os pais, mesmo com as altera&ccedil;&otilde;es no mercado de trabalho, t&ecirc;m realizado para priorizar o tempo dedicado aos filhos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na mesma linha dos estudos relacionados &agrave; maternidade intensiva, Milkie et al. (2015), nos Estados Unidos, analisaram se o tempo que as m&atilde;es passavam com seus filhos, de 3 a 18 anos, tinha rela&ccedil;&atilde;o com os resultados comportamentais, emocionais e acad&ecirc;micos dos filhos. Os dados n&atilde;o apontaram associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre tempo materno de qualquer tipo e os resultados da crian&ccedil;a. Contudo, a educa&ccedil;&atilde;o materna, a renda familiar e a estrutura familiar se relacionaram a alguns resultados. Por exemplo, quanto maior o per&iacute;odo de educa&ccedil;&atilde;o formal materna, maior era o desempenho das crian&ccedil;as em leitura e matem&aacute;tica, e, tamb&eacute;m, a renda familiar foi positivamente associada ao desempenho em matem&aacute;tica das crian&ccedil;as. Contudo, para os adolescentes, menor tempo dispon&iacute;vel ao filho por parte da m&atilde;e foi associado negativamente aos comportamentos de risco, e o menor tempo dedicado por m&atilde;e e pai foi associado ao maior uso de subst&acirc;ncias il&iacute;citas. Os dados demonstram que o tempo que os pais passam com os filhos tem mais impacto na adolesc&ecirc;ncia do que na inf&acirc;ncia. Os autores ressaltam que o foco, nesse estudo, foi o tempo de engajamento materno, e n&atilde;o a qualidade do tempo dispensado aos filhos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O tempo passado em fam&iacute;lia tem sido ressaltado como ponto de apoio, tanto para os filhos, quanto para os pais. Segundo Craig et al. (2014), os pais t&ecirc;m optado por realizar o lazer em fam&iacute;lia, abdicando-se do lazer pessoal, para priorizar mais tempo com os filhos. Para os autores, o lazer compartilhado facilita o v&iacute;nculo entre os membros e proporciona momentos agrad&aacute;veis e divertidos para pais e filhos. Tamb&eacute;m nessa dire&ccedil;&atilde;o, metade das participantes da pesquisa realizada por Mendon&ccedil;a e Matos (2015) apontaram que a satisfa&ccedil;&atilde;o encontrada junto &agrave; fam&iacute;lia, principalmente na intera&ccedil;&atilde;o com os filhos, &eacute; um fator que contribui para atenuar o estresse decorrente do trabalho materno. Entretanto, nesse mesmo estudo, mais da metade dos pais relataram cansa&ccedil;o f&iacute;sico e psicol&oacute;gico ocasionado pelo trabalho que, por sua vez, competiu com a disponibilidade para a intera&ccedil;&atilde;o positiva com o filho. Para Faria et al. (2014), m&atilde;es com trabalhos estressantes ou inseridas em jornadas de trabalho irregulares apresentam maior dificuldade de se envolverem em rela&ccedil;&otilde;es positivas com seus filhos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em estudo sobre experi&ecirc;ncia da maternidade relacionada ao trabalho, a maternidade aliada &agrave; dedica&ccedil;&atilde;o ao ambiente dom&eacute;stico foi considerada desafiadora e cansativa para todas as mulheres, independente de trabalharem ou n&atilde;o fora de casa (Quadrelli, 2016). Esse cen&aacute;rio ocorreu mesmo entre aquelas que contavam com o aux&iacute;lio das av&oacute;s e/ou creches nos afazeres e cuidados com o beb&ecirc;.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a PNAD (Brasil, 2018) de 2016 a 2017, embora a realiza&ccedil;&atilde;o de afazeres dom&eacute;sticos e o cuidado de pessoas tenha crescido entre os homens nos &uacute;ltimos anos, as mulheres dedicam uma m&eacute;dia de 20,9 horas semanais nessas atividades, contra 10,8 horas dedicadas por eles. A pesquisa tamb&eacute;m apontou que 76,4% dos homens realizam trabalho dom&eacute;stico. Dentre as mulheres, esse n&uacute;mero chega a 97%. Observou-se que, quanto maior o n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o dos homens, mais realizam atividades dom&eacute;sticas: 73% dentre os que possuem menor escolaridade, e 83,8% dentre os que possuem n&iacute;vel superior completo.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Dush, Yavorsky e Schoppe-Sullivan (2018), mesmo entre casais de classes mais altas, h&aacute; pr&aacute;ticas desiguais de trabalho. Esses autores, em suas pesquisas, constataram que homens estavam envolvidos em atividades de lazer ao mesmo tempo em que suas esposas realizavam trabalhos dom&eacute;sticos ou estavam com o beb&ecirc;. Contudo, n&atilde;o foi verificada altera&ccedil;&atilde;o no tempo de lazer das m&atilde;es enquanto seu companheiro estava no trabalho.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A fim de explorar, entre outras quest&otilde;es, a vis&atilde;o masculina com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; divis&atilde;o de tarefas, Teykal e Rocha-Coutinho (2007) realizaram uma pesquisa com cinco homens que trabalhavam e tinham relacionamento conjugal est&aacute;vel. Os resultados apontaram para uma mudan&ccedil;a discreta no padr&atilde;o tradicional, demonstrando maior participa&ccedil;&atilde;o masculina no espa&ccedil;o dom&eacute;stico. Contudo, a participa&ccedil;&atilde;o do homem era vista como colabora&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o como responsabilidade. Resultado similar foi obtido no estudo de Jablonski (2010), que contou com 20 casais de classe m&eacute;dia. Por&eacute;m, nessa pesquisa, os homens relataram contribui&ccedil;&atilde;o maior do que a apontada por suas esposas. O autor declara que, considerando que as entrevistadoras eram mulheres, as respostas podem ter sido dadas de acordo com o que se considera politicamente correto, ou ainda, que os homens superestimavam as atividades que realmente faziam no ambiente dom&eacute;stico.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Borsa e Nunes (2011) e Oliveira e Traesel (2008) discutiram que a baixa ades&atilde;o masculina &agrave; divis&atilde;o de tarefas pode decorrer da resist&ecirc;ncia das pr&oacute;prias mulheres em abrir m&atilde;o do monop&oacute;lio das fun&ccedil;&otilde;es ditas do lar, pois que essas fun&ccedil;&otilde;es ainda s&atilde;o valorizadas entre elas. Para os autores, esse &eacute; um campo historicamente relacionado ao poder feminino, havendo uma ambival&ecirc;ncia de sentimentos em que, ao mesmo tempo que reivindicam maior participa&ccedil;&atilde;o do companheiro, tamb&eacute;m demonstram resist&ecirc;ncia no compartilhamento de pap&eacute;is com os homens, desvalorizando o trabalho dom&eacute;stico que eles eventualmente realizam.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para contribuir com a mulher no desafio da divis&atilde;o de pap&eacute;is e tarefas, a ajuda profissional e o apoio de familiares no cuidado com os filhos foram apontados como fatores que contribu&iacute;ram para aumentar a disponibilidade da mulher para os filhos, a fam&iacute;lia e o trabalho (Jablonski, 2010; Teykal &amp; Rocha-Coutinho, 2007). Al&eacute;m disso, verificou-se que o suporte &agrave; m&atilde;e por parte do companheiro e familiares esteve associado &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de sintomatologias depressivas, proporcionando efeitos positivos &agrave; d&iacute;ade durante e ap&oacute;s o nascimento do beb&ecirc;, contribuindo para o bem-estar f&iacute;sico e emocional materno (Souza, Souza, &amp; Rodrigues, 2013; Theme Filha, Ayers, Gama, &amp; Leal, 2016).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em uma pesquisa com 30 m&atilde;es prim&iacute;paras, com beb&ecirc;s entre dois e seis meses de vida, 77% das participantes relataram colabora&ccedil;&atilde;o do parceiro com os cuidados referentes ao beb&ecirc;. Contudo, os outros tipos de apoio recebidos advinham dos av&oacute;s e outros familiares (Manente &amp; Rodrigues, 2016). Nesse contexto, pesquisando sobre trabalho e cotidiano das mulheres, &Aacute;vila e Ferreira (2014) verificaram que 74% das participantes do estudo contavam com algum tipo de ajuda para cuidar da casa. Entretanto, entre as mulheres casadas, 71% afirmavam que a ajuda n&atilde;o provinha do marido. Entre as m&atilde;es solteiras ou vi&uacute;vas, a principal fonte de aux&iacute;lio era a av&oacute; materna.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sentimentos de tranquilidade e seguran&ccedil;a foram relatados por profissionais da sa&uacute;de que se tornaram m&atilde;es e puderam contar com o apoio de familiares. Al&eacute;m disso, o apoio da fam&iacute;lia extensa, tios, tias e amigos, torna-se mais forte quando h&aacute; proximidade geogr&aacute;fica e afetiva (Rodrigues, Mazza, &amp; Harumi, 2014). Observa-se que o suporte &agrave;s m&atilde;es atua como fator de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; maternidade, e faz-se importante uma rede que ofere&ccedil;a aux&iacute;lio tanto com rela&ccedil;&atilde;o ao beb&ecirc;, quanto aos cuidados dom&eacute;sticos e assist&ecirc;ncia &agrave; mulher (Manente &amp; Rodrigues, 2016).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a import&acirc;ncia dessas quest&otilde;es para a m&atilde;e e seu beb&ecirc;, o objetivo geral desta pesquisa foi identificar diferen&ccedil;as no tempo de cuidado materno com o beb&ecirc; em fun&ccedil;&atilde;o de seu trabalho externo, bem como conhecer a divis&atilde;o de tarefas entre o casal e a rede de apoio percebida pelas m&atilde;es. Os objetivos espec&iacute;ficos foram: a) caracterizar e comparar as d&iacute;ades participantes em termos de atividades, divis&atilde;o de tarefas e rede de apoio familiar; b) descrever e comparar o tempo de cuidado que as m&atilde;es que trabalham fora, remuneradas ou n&atilde;o, dedicam exclusivamente aos beb&ecirc;s.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Aspectos &eacute;ticos</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo faz parte de uma pesquisa mais ampla e foi submetido &agrave; Plataforma Brasil, conforme as condi&ccedil;&otilde;es estabelecidas na resolu&ccedil;&atilde;o 466/2012 da Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa, CAAE 61211616.9.0000.5398, obtendo o parecer favor&aacute;vel de n&uacute;mero 1.817.775.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave;s participantes foram entregues duas c&oacute;pias do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE, que foram assinadas por elas e pela pesquisadora, cabendo a cada pessoa uma via do termo para guarda. Nessa ocasi&atilde;o, as participantes foram informadas sobre o objetivo do projeto, as atividades pertinentes a ele, o sigilo das informa&ccedil;&otilde;es pessoais fornecidas e sobre a possibilidade de desist&ecirc;ncia, que poderia ocorrer, sem &ocirc;nus, em qualquer fase deste trabalho.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Participantes</b></font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram deste estudo 16 d&iacute;ades m&atilde;es-beb&ecirc;s, selecionadas por conveni&ecirc;ncia, todas residindo em &aacute;rea urbana, sendo que oito m&atilde;es exerciam atividade remunerada fora de casa e oito n&atilde;o. Todas eram m&atilde;es biol&oacute;gicas, com idade entre 27 a 36 anos. Todas as m&atilde;es que trabalhavam possu&iacute;am n&iacute;vel superior completo. Dentre as que n&atilde;o trabalhavam, duas possu&iacute;am p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Somente uma m&atilde;e possu&iacute;a n&iacute;vel t&eacute;cnico. Todas as participantes moravam com o esposo ou companheiro adulto e possu&iacute;am entre dois e nove anos de relacionamento (m= 5,5 anos). A renda familiar de duas m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam era de cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos; todas as demais participantes tinham renda familiar maior ou igual a sete sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Dentre as m&atilde;es que trabalhavam fora, tr&ecirc;s eram profissionais liberais, tr&ecirc;s trabalhavam no setor administrativo e duas no setor da sa&uacute;de/educa&ccedil;&atilde;o. Para cinco m&atilde;es, a jornada di&aacute;ria de trabalho externo era de seis horas, e para tr&ecirc;s, era maior, chegando a 8 horas di&aacute;rias. Os companheiros estavam empregados como profissionais liberais, no setor administrativo/p&uacute;blico, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e na iniciativa privada, todos com jornada igual ou maior que oito horas di&aacute;rias. Todas as participantes estavam na primeira uni&atilde;o; os parceiros tinham entre 30 e 37 anos e nas resid&ecirc;ncias moravam apenas pai, m&atilde;e e filhos. Os beb&ecirc;s possu&iacute;am entre 12 e 19 meses de idade, sem risco de desenvolvimento relatado, sendo 12 meninos e quatro meninas. Dentre os beb&ecirc;s que frequentavam creche, tr&ecirc;s eram filhos de m&atilde;es que trabalhavam e cinco, filhos de m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam fora de casa. Os outros beb&ecirc;s estavam sob cuidados de familiares ou empregada durante o trabalho materno.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Local</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados foram coletados em uma sala de atendimento do Centro de Psicologia Aplicada (CPA) de uma universidade paulista, do interior do estado. Apenas no caso de duas d&iacute;ades, por indisponibilidade das m&atilde;es para se deslocarem ao CPA, os dados foram coletados nas resid&ecirc;ncias.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para caracterizar as fam&iacute;lias, foi utilizado o Question&aacute;rio de Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Sistema Familiar Vers&atilde;o - Pais ou Respons&aacute;vel de Dessen (2009), com &ecirc;nfase nos dados sociodemogr&aacute;ficos, divis&atilde;o de tarefas dom&eacute;sticas, cuidados di&aacute;rios com o beb&ecirc; e rede de apoio social.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O tempo de cuidado/intera&ccedil;&atilde;o social das m&atilde;es com os beb&ecirc;s foi analisado a partir do Protocolo de Atividade Di&aacute;ria, constru&iacute;do para esta pesquisa com base no instrumento "Atividades cotidianas da sua crian&ccedil;a" de Kobarg (2006). Investigou-se o tempo de dedica&ccedil;&atilde;o exclusivo da m&atilde;e com o beb&ecirc; durante um dia da semana e no final de semana, a quantidade de horas gastas em diferentes atividades rotineiras, como cozinhar, arrumar a casa, bordar, ler etc., e atividades de lazer com e sem a crian&ccedil;a. Al&eacute;m disso, investigou-se com quem a m&atilde;e poderia contar para ajud&aacute;-la a cuidar do beb&ecirc; durante a semana e nos finais de semana.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Procedimento de coleta de dados</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As m&atilde;es foram contatadas e foram agendados dia e hor&aacute;rio para esclarecimentos sobre a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa. Ap&oacute;s esclarecidas todas as d&uacute;vidas, as participantes assinaram o TCLE, aceitando participar da investiga&ccedil;&atilde;o. Em seguida, foram entregues os instrumentos, que ficaram dispon&iacute;veis para resposta por aproximadamente uma semana. Algumas m&atilde;es optaram pela devolu&ccedil;&atilde;o via e-mail; outras o fizeram pessoalmente, conforme sua prefer&ecirc;ncia.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Procedimento de an&aacute;lise dos dados</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados obtidos por meio do Question&aacute;rio de Caracteriza&ccedil;&atilde;o do Sistema Familiar Vers&atilde;o - Pais ou Respons&aacute;vel foram categorizados de acordo com as respostas obtidas e objetivos do estudo, seguindo a orienta&ccedil;&atilde;o da autora (Dessen, 2009).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados do Protocolo de Atividade Di&aacute;ria foram computados de forma a se obter mensura&ccedil;&atilde;o do tempo de intera&ccedil;&atilde;o exclusiva entre m&atilde;e-beb&ecirc; e categoriza&ccedil;&atilde;o das atividades que ocorreram na intera&ccedil;&atilde;o da d&iacute;ade, ou seja, quanto tempo a m&atilde;e dedicava exclusivamente ao beb&ecirc; e em quais atividades dedicava maior ou menor tempo. As respostas obtidas foram agrupadas em tr&ecirc;s categorias: Cuidados instrumentais (trocar fralda, banho, colocar para dormir); Alimenta&ccedil;&atilde;o (amamenta&ccedil;&atilde;o, mamadeira, almo&ccedil;o, jantar e lanches) e Lazer do beb&ecirc; (brincadeiras em geral, m&uacute;sica, hist&oacute;rias etc.). Tamb&eacute;m foram tabelados e comparados os dados referentes &agrave;s atividades que a m&atilde;e realizava durantes a semana, tais como: trabalhos dom&eacute;sticos; outras atividades (costurar, bordar, estudar, ler, escrever); atividades de lazer sem a crian&ccedil;a e atividades de lazer com a crian&ccedil;a. Para as compara&ccedil;&otilde;es entre os grupos, foram utilizadas estat&iacute;sticas descritivas (m&eacute;dias) e o teste n&atilde;o param&eacute;trico Mann-Whitney (amostra n&atilde;o emparelhada). As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram realizadas por meio do software <i>Statistical Package for the Social Sciences (SPSS).</i> Contudo, considerando o tamanho reduzido da amostra, foram discutidos os dados que apresentaram signific&acirc;ncia p &lt; 0,09.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados obtidos visaram identificar se havia diferen&ccedil;a significativa entre os grupos de m&atilde;es - que trabalhavam fora ou n&atilde;o - em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo dedicado exclusivamente a cuidados e intera&ccedil;&atilde;o com o beb&ecirc;, divis&atilde;o de tarefas dom&eacute;sticas e rede de apoio social.</font></p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As participantes    foram questionadas sobre a quantidade de horas que passavam em intera&ccedil;&atilde;o    exclusiva com o beb&ecirc;, em um dia comum do meio de semana e do fim de semana.    Os resultados da compara&ccedil;&atilde;o entre os grupos podem ser verificados    na <a href="/img/revistas/gerais/v14n2/10t1.jpg">Tabela 1</a> a seguir:</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; poss&iacute;vel observar que as m&atilde;es que trabalhavam fora dedicavam mais tempo em cuidados instrumentais com o beb&ecirc;, cuidados com a alimenta&ccedil;&atilde;o e em atividades de lazer com os filhos (principalmente nos finais de semana) do que as m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam fora. Especialmente no que diz respeito aos cuidados instrumentais, os dados demonstram diferen&ccedil;a significativa, ou seja, nos finais de semana, m&atilde;es que trabalhavam fora dedicavam mais tempo &agrave; troca de fralda, banho, e fazendo o beb&ecirc; dormir.</font></p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/gerais/v14n2/10t2.jpg">Tabela    2</a> podem ser visualizados os dados referentes &agrave; divis&atilde;o de    responsabilidades no cuidado com o beb&ecirc;. Observa-se que em ambos os grupos    houve maior n&uacute;mero de respostas compat&iacute;veis com a divis&atilde;o    de tarefas entre pai e m&atilde;e, contudo, os dados demonstraram que algumas    m&atilde;es realizavam as tarefas sozinhas. Nota-se tamb&eacute;m que, nas fam&iacute;lias    em que a m&atilde;e trabalhava fora, havia outras pessoas no suporte, al&eacute;m    do parceiro, tal como a av&oacute; e outros familiares. A av&oacute; ainda foi    citada por ambos os grupos como sendo a pessoa com quem se pode contar para    auxiliar nos cuidados do beb&ecirc;. Destaca-se que a categoria "levar para    atividade de lazer" foi apontada cinco vezes, em ambos os grupos de m&atilde;es,    como sendo uma atividade compartilhada pelo casal.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No grupo de m&atilde;es que n&atilde;o exercem atividade remunerada, dentre cinco crian&ccedil;as que frequentavam a creche em per&iacute;odo parcial, dois pais foram citados como respons&aacute;veis por levarem o beb&ecirc; at&eacute; a institui&ccedil;&atilde;o, embora a m&atilde;e ainda tenha recebido maior n&uacute;mero de respostas para essa quest&atilde;o.</font></p> 	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/gerais/v14n2/10t3.jpg">Tabela    3</a>, encontram-se os dados relacionados ao tempo (em minutos) que as m&atilde;es    dos dois grupos dedicavam &agrave;s outras atividades que n&atilde;o envolviam    o cuidado exclusivo com o beb&ecirc;.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se diferen&ccedil;a significativa apenas nos "trabalhos dom&eacute;sticos", nos quais o grupo de m&atilde;es que n&atilde;o trabalhava fora dedicou significativamente mais tempo.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora os dados n&atilde;o tenham apontado outras diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, o grupo de m&atilde;es que trabalhava fora praticamente n&atilde;o realizava atividades semanais de lazer sem a companhia da crian&ccedil;a. Por outro lado, no outro grupo de m&atilde;es o lazer sem a crian&ccedil;a, mesmo que em n&uacute;mero reduzido de horas, era mais frequente. Ademais, observou-se que a m&atilde;e que trabalhava fora tamb&eacute;m dedicava mais tempo em atividades semanais de lazer com a crian&ccedil;a (como almo&ccedil;ar fora, passeios, visitas e shopping).</font></p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados da <a href="/img/revistas/gerais/v14n2/10t4.jpg">Tabela    4</a> demonstram que os afazeres dom&eacute;sticos continuavam em grande parte    sob responsabilidade da mulher. Contudo, no grupo de m&atilde;es que exercia    atividade remunerada, a participa&ccedil;&atilde;o do pai nos afazeres dom&eacute;sticos    foi um pouco maior, sendo que dois deles assumiam com exclusividade as atividades    de lavar/passar ou comprar alimentos. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; compra    de alimentos, observou-se consider&aacute;vel participa&ccedil;&atilde;o do    pai em ambos os grupos, apesar da atividade ser realizada junto com a esposa.    Destaca-se que no grupo de m&atilde;es que n&atilde;o exercia atividade remunerada,    cozinhar demonstrou ser responsabilidade preponderante da mulher.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro aspecto interessante foi que, no grupo de m&atilde;es que n&atilde;o trabalhava fora, a ajuda da empregada dom&eacute;stica foi citada mais vezes. Al&eacute;m disso, observou-se que no grupo de m&atilde;es que exercia atividade remunerada, o suporte partia de diversos membros da fam&iacute;lia: pai, av&oacute;s, tios do beb&ecirc; e empregadas. Por outro lado, no grupo de m&atilde;es que n&atilde;o exercia atividade remunerada, a maior parte das respostas concentrou-se nas quatro primeiras colunas da tabela, que correspondem &agrave; responsabilidade de apenas uma pessoa, seja ela m&atilde;e, av&oacute; ou empregada. Outro ponto a ser destacado &eacute; a aus&ecirc;ncia total da figura paterna nas atividades dom&eacute;sticas nesse grupo.</font></p> 	     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/gerais/v14n2/10t5.jpg">Tabela    5</a> apresenta dados sobre a rede de apoio percebida pelas m&atilde;es para    al&eacute;m dos cuidados com o beb&ecirc; e dos afazeres dom&eacute;sticos,    bem como a sua import&acirc;ncia na rotina da fam&iacute;lia.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados apontam para maior presen&ccedil;a dos amigos na rede de apoio n&atilde;o familiar entre as m&atilde;es que trabalhavam fora. Enquanto no outro grupo de m&atilde;es, os profissionais da rede de apoio institucional foram citados mais vezes, sendo o ber&ccedil;&aacute;rio a forma de apoio institucional utilizada por metade delas.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram deste estudo m&atilde;es que exerciam trabalho remunerado fora de casa e m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam fora. Considerando o tempo de dedica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e ao beb&ecirc;, verificou-se que, nos finais de semana, o tempo de dedica&ccedil;&atilde;o entre as m&atilde;es que trabalhavam foi maior, em todas as categorias, quando comparadas &agrave;s m&atilde;es que estavam em casa. Observou-se que as m&atilde;es que trabalhavam fora tentavam compensar sua aus&ecirc;ncia se dedicando mais &agrave; crian&ccedil;a quando em casa durante a semana e nos finais de semana, enquanto que a m&atilde;e que n&atilde;o trabalhava reduzia seu tempo de atividades com o beb&ecirc; nos finais de semana. Essa redu&ccedil;&atilde;o pode indicar a divis&atilde;o dos cuidados com o pai, que aos finais de semana possui mais tempo dispon&iacute;vel. Assim sendo, &eacute; poss&iacute;vel supor que o pai tamb&eacute;m "compensaria" sua aus&ecirc;ncia semanal nesses momentos.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses achados v&atilde;o na dire&ccedil;&atilde;o dos estudos de Craig et al. (2014), e Huston e Aronson (2005), que apontam para a equival&ecirc;ncia de horas gastas, nos cuidados com os filhos, entre m&atilde;es que trabalham fora de casa e m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam fora. Para os autores, as m&atilde;es que est&atilde;o inseridas no mercado de trabalho reduzem o tempo em tarefas de organiza&ccedil;&atilde;o do lar e cuidados pessoais tanto durante a semana quanto aos finais de semana, dedicando-se mais aos beb&ecirc;s, seja dando banho, alimentando, trocando fraldas ou brincando e conversando. Os autores apontam que a maior disponibiliza&ccedil;&atilde;o de tempo para a crian&ccedil;a pode indicar cuidados maternos mais positivos e maior qualidade no ambiente dom&eacute;stico.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, observou-se que as m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam fora realizavam mais atividades de lazer sem a crian&ccedil;a do que as m&atilde;es que trabalham fora, para quem o lazer pessoal, sem o beb&ecirc;, foi quase zero. Ou seja, elas n&atilde;o t&ecirc;m tempo dispon&iacute;vel para lazeres individuais ou com o parceiro, como o cinema, por exemplo, citado por elas como uma das atividades que n&atilde;o realizaram ap&oacute;s o nascimento do filho, dados que corroboram os achados de Craig et al. (2014) e Huston e Aronson (2005).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m do tempo materno, os dados ainda demonstram participa&ccedil;&atilde;o dos pais e das av&oacute;s no cuidado com o beb&ecirc;. Contudo, a m&atilde;e ainda foi identificada, em algumas fam&iacute;lias, como &uacute;nica respons&aacute;vel pelas tarefas. Tal fato ficou mais evidente entre as m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam fora, das quais metade das participantes apontou serem as &uacute;nicas respons&aacute;veis por alimentar e colocar o beb&ecirc; para dormir. Esses achados corroboram os estudos de Bossardi (2011) e Faria et al. (2014), que apontaram que os cuidados dispensados pelas m&atilde;es ainda s&atilde;o maiores, em quantidade, que os cuidados dispensados por outros membros da fam&iacute;lia. Contudo, observou-se um fato interessante: a av&oacute; foi bastante citada na fala de todas as participantes, principalmente entre as m&atilde;es que trabalhavam, demonstrando que, mesmo quando os filhos est&atilde;o adultos, a m&atilde;e (hoje, av&oacute;) continua no suporte ao filho e, por conseguinte, ao neto, ou seja, &agrave; fam&iacute;lia extensa como um todo. Os dados sugerem, portanto, que o papel de cuidado materno parece ultrapassar a constru&ccedil;&atilde;o familiar de uma gera&ccedil;&atilde;o, perpetuando o papel de cuidadora, a despeito da idade dos filhos.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessen e Braz (2000) tamb&eacute;m constataram a divis&atilde;o de tarefas entre m&atilde;e, pai e av&oacute;, sendo a &uacute;ltima apontada como atuante na rotina da casa, educa&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o dos filhos por meio da transmiss&atilde;o de valores e regras. Al&eacute;m dos pais e av&oacute;s, Bossardi (2011) apontou a presen&ccedil;a de outros membros da fam&iacute;lia no cuidado com os filhos, tais como: tios, funcion&aacute;rias dom&eacute;sticas, entre outros, corroborando os achados desta pesquisa. A literatura (Jablonski, 2010; Souza et al., 2013; Teykal &amp; Rocha-Coutinho, 2007; Theme Filha et al., 2016) tem ressaltado a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o dos familiares e ajuda de profissionais para garantir maior efic&aacute;cia materna na divis&atilde;o de tarefas, no cuidado com os filhos e com a fam&iacute;lia e no trabalho. Al&eacute;m disso, o suporte &agrave;s m&atilde;es tem sido associado ao aumento do bem-estar emocional materno e redu&ccedil;&atilde;o de sintomas depressivos, fatores important&iacute;ssimos para a rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&ecirc;. Silva (2010) aponta que o trabalho da m&atilde;e fora de casa se configura como principal motivo da inclus&atilde;o da av&oacute; no contexto familiar, e sua participa&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia contribui tamb&eacute;m para seu pr&oacute;prio bem-estar e realiza&ccedil;&atilde;o, na medida em que se sente &uacute;til e transmite valores familiares.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contudo, embora esta pesquisa tenha verificado uma rede consider&aacute;vel de apoio em rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados com o beb&ecirc;, esta n&atilde;o se fez verdadeira quanto &agrave; divis&atilde;o de tarefas dom&eacute;sticas, mostrando que ainda tem muito a melhorar. Isso corrobora os achados da literatura que apontaram baixa ades&atilde;o do companheiro ao trabalho dom&eacute;stico (Jablonski, 2010; Manente &amp; Rodrigues, 2016; Teykal &amp; Rocha-Coutinho, 2007). O presente estudo apontou que limpar a casa, cozinhar, lavar e passar estavam sob responsabilidade quase exclusiva da mulher, principalmente no grupo de mulheres que n&atilde;o exerciam trabalho remunerado e dedicavam, aproximadamente, 15 horas semanais a essas atividades. A quantidade de horas apontadas na pesquisa, embora significativa na compara&ccedil;&atilde;o entre os grupos, est&aacute; abaixo da m&eacute;dia nacional (22,3 horas) de dedica&ccedil;&atilde;o das mulheres aos afazeres dom&eacute;sticos (Brasil, 2013). Contudo, mais da metade das participantes contavam com o aux&iacute;lio de uma empregada dom&eacute;stica, o que parece ter contribu&iacute;do para o resultado abaixo da m&eacute;dia nacional.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conforme apontado por Jablonski (2010) e Teykal e Rocha-Coutinho (2007), muito h&aacute; que se fazer em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; participa&ccedil;&atilde;o do homem nos trabalhos dom&eacute;sticos. Contudo, mesmo entre as mulheres, parece ser necess&aacute;ria uma mudan&ccedil;a na concep&ccedil;&atilde;o das responsabilidades do casal dentro de casa. Nota-se nas respostas das participantes que elas consideram o trabalho dom&eacute;stico como mais de sua responsabilidade que do outro, o que refor&ccedil;a o papel da mulher como "cuidadora do lar".</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A literatura aponta que esse papel de ajuda, e n&atilde;o de corresponsabilidade, pode ser refor&ccedil;ado pelas pr&oacute;prias mulheres e pela cultura na qual est&atilde;o inseridas, visto que que o papel materno e de boa "esposa", a que cuida do lar e da fam&iacute;lia, &eacute; valorizado entre elas (Borsa &amp; Nunes, 2011; Oliveira &amp; Traesel, 2008; Santos, 2014). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s m&atilde;es que deixaram suas profiss&otilde;es para dedicar-se exclusivamente &agrave; maternidade, Santos (2014) aponta que elas concebem o papel de cuidadora como inerente &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o de mulher, justificando as escolhas que fizeram em nome dos filhos e da casa.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ademais, embora de maneira discreta, este estudo identificou participa&ccedil;&atilde;o exclusiva do pai no levar &agrave; escola, o que pode expressar sua tentativa de maior participa&ccedil;&atilde;o na rotina do filho, visto que ele se ausenta ao menos oito horas di&aacute;rias do conv&iacute;vio com a fam&iacute;lia. Al&eacute;m disso, &eacute; respons&aacute;vel pela compra de alimentos, fato que foi apontado por cinco m&atilde;es de ambos os grupos e que, de certo modo, refor&ccedil;a o papel do homem como provedor financeiro (Teykal &amp; Rocha-Coutinho, 2007).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este trabalho foi realizado com uma composi&ccedil;&atilde;o mista de jornadas de trabalho maternas, ou seja, m&atilde;es que trabalhavam entre 30 e 40 horas semanais. Esse fator pode ter contribu&iacute;do para o resultado positivo desta pesquisa. Estudos (Bossardi, 2011; Giallo et al., 2013) apontam que, quanto menor a jornada de trabalho materna (ou quando &eacute; de meio per&iacute;odo), maior &eacute; o engajamento da m&atilde;e com o beb&ecirc;, ou seja, a quantidade de horas que a m&atilde;e trabalha influ&ecirc;ncia no engajamento. A realiza&ccedil;&atilde;o de outras pesquisas, com a participa&ccedil;&atilde;o de mulheres que trabalham em jornada de trabalho integral ou plant&atilde;o, pode contribuir na medida em que verifiquem poss&iacute;veis diferen&ccedil;as no tempo dedicado ao beb&ecirc; em fun&ccedil;&atilde;o das horas trabalhadas, considerando a especificidade desses tipos de jornada (Craig et al., 2014; Huston &amp; Aronson, 2005).</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conclui-se que os resultados n&atilde;o evidenciaram preju&iacute;zos para m&atilde;es e beb&ecirc;s quando as m&atilde;es, desta amostra, trabalhavam fora. Pelo contr&aacute;rio, verificou-se que, em alguns momentos, o tempo que elas dedicavam &agrave; maternidade e aos cuidados com o filho era igual ou maior do que o tempo dedicado pelas m&atilde;es que n&atilde;o trabalhavam. A esse respeito, Ribeiro, Perosa e Padovani (2013) conclu&iacute;ram que beb&ecirc;s de cerca de um ano, que moravam em bairros perif&eacute;ricos e eram atendidas em Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, apresentaram maior desenvolvimento quando suas m&atilde;es exerciam atividades remuneradas, e sugerem que essa tem&aacute;tica seja mais explorada.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os achados desta pesquisa contribuem para a literatura (Craig et al., 2014; Milkie et al., 2015; Wall, 2013) na medida em que auxiliam na desmistifica&ccedil;&atilde;o da ideia de que a m&atilde;e que n&atilde;o exerce atividade remunerada se dedica intensivamente &agrave; crian&ccedil;a e, por isso, prov&ecirc; atividades mais estimuladoras e melhor desenvolvimento ao seu filho, enquanto a m&atilde;e que exerce atividade remunerada supostamente n&atilde;o tem o tempo necess&aacute;rio para ficar com seus beb&ecirc;s. Al&eacute;m disso, este estudo corrobora a literatura na medida em que indica quanto espa&ccedil;o ainda h&aacute; dispon&iacute;vel na vida dom&eacute;stica e nos cuidados com o beb&ecirc; para atua&ccedil;&atilde;o masculina, de modo que essa atua&ccedil;&atilde;o resulte em melhor divis&atilde;o de tarefas entre o casal.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta pesquisa teve como objetivo identificar diferen&ccedil;as no tempo de cuidado que m&atilde;es que trabalham fora e m&atilde;es que n&atilde;o trabalham fora dedicam ao beb&ecirc;. Al&eacute;m disso, buscou-se conhecer a realidade dessas m&atilde;es quanto &agrave; divis&atilde;o de tarefas com o companheiro e a rede de apoio social. Destacou-se a baixa participa&ccedil;&atilde;o dos pais nos afazeres dom&eacute;sticos, embora, com rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados do beb&ecirc;, tenha-se verificado mudan&ccedil;a no padr&atilde;o tradicional, ainda que a mulher continue a ser a principal respons&aacute;vel. Al&eacute;m disso, destacou-se a participa&ccedil;&atilde;o das av&oacute;s, tanto no aux&iacute;lio aos cuidados com o beb&ecirc;, quanto no aux&iacute;lio aos afazeres dom&eacute;sticos, demonstrando que elas t&ecirc;m papel fundamental na din&acirc;mica familiar.</font></p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre as dificuldades encontradas para a composi&ccedil;&atilde;o da amostra, destaca-se a indisponibilidade das m&atilde;es, principalmente entre as que n&atilde;o trabalhavam fora de casa. Os dados aqui apresentados refletiram o resultado de um pequeno grupo, de n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico privilegiado e em condi&ccedil;&otilde;es de optar ou n&atilde;o pelo trabalho externo. Sugere-se que novos estudos sejam realizados, visando comparar m&atilde;es que trabalham em tempo integral, parcial e m&atilde;es que n&atilde;o trabalham fora, a fim de verificar poss&iacute;veis diferen&ccedil;as no tempo de intera&ccedil;&atilde;o exclusivo entre a d&iacute;ade m&atilde;e-beb&ecirc;. Al&eacute;m disso, seria importante incluir dados relacionados &agrave; sa&uacute;de mental materna, com o intuito de averiguar a influ&ecirc;ncia dessa vari&aacute;vel nos resultados. Novos estudos com popula&ccedil;&otilde;es de menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico s&atilde;o necess&aacute;rios para verificar se h&aacute; diferen&ccedil;a no tempo de dedica&ccedil;&atilde;o ao beb&ecirc; em outras parcelas da popula&ccedil;&atilde;o, considerando que os n&iacute;veis educacional e econ&ocirc;mico podem influenciar nos resultados obtidos. Por fim, acredita-se que os dados desta pesquisa possam contribuir para a tem&aacute;tica, na medida em que evidencia o trabalho como um dos fatores que podem colaborar para a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&ecirc; e cuidado materno e, n&atilde;o, como determinante de diferen&ccedil;as negativas referentes a essas quest&otilde;es.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p> 	    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Amaral, G. A. (2012). Os desafios da inser&ccedil;&atilde;o da mulher no mercado de trabalho. <i>Itinerarius Reflectionis, 8</i>(2), 1-20. <a href="https://doi.org/10.5216/rir.v2i13.22336" target="_blank">https://doi.org/10.5216/rir.v2i13.22336</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807559&pid=S1983-8220202100020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Aacute;vila, M. B., &amp; Ferreira, V. (2014). Trabalho produtivo e reprodutivo no cotidiano das mulheres brasileiras. In M. B. &Aacute;vila, &amp; V. Ferreira (Orgs.), <i>Trabalho remunerado e trabalho dom&eacute;stico no cotidiano das mulheres</i> (pp. 13-46)<i>.</i> Recife: SOS Corpo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807560&pid=S1983-8220202100020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Borsa, J. C., &amp; Nunes, M. L. T. (2011). Preval&ecirc;ncia de problemas de comportamento em uma amostra de crian&ccedil;as em idade escolar da cidade de Porto Alegre. <i>Aletheia, </i>(34), 32-46. <a href="http://pepsic.bvsalud.org/pdf/ptp/v13n2/v13n2a02.pdf" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/pdf/ptp/v13n2/v13n2a02.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807562&pid=S1983-8220202100020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bossardi, C. N. (2011). <i>Rela&ccedil;&atilde;o do engajamento parental e conflito conjugal no investimento com os filhos </i>[Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. Reposit&oacute;rio Institucional da UFSC. <a href="http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95383" target="_blank">http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95383</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807563&pid=S1983-8220202100020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil, Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. (2013). <i>S&iacute;ntese de indicadores sociais 2013. Uma an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o brasileira</i>. Rio de Janeiro: IBGE. <a href="https://ww2.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015471711102013171529343967.pdf" target="_blank">https://ww2.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000015471711102013171529343967.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807564&pid=S1983-8220202100020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil, Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. (2014). <i>Estat&iacute;sticas de g&ecirc;nero. Uma an&aacute;lise dos dados resultados do censo demogr&aacute;fico 2010.</i> Rio de Janeiro: IBGE. <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv88941.pdf" target="_blank">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv88941.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807565&pid=S1983-8220202100020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil, Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. (2016). <i>Pesquisa nacional por amostra de domic&iacute;lios. S&iacute;ntese de indicadores 2015</i>. Rio de Janeiro: IBGE. <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv98887.pdf" target="_blank">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv98887.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807566&pid=S1983-8220202100020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil, Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. (2018). <i>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios Cont&iacute;nua 2017: Outras formas de trabalho.</i> Rio de Janeiro: IBGE. <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101560_informativo.pdf" target="_blank">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101560_informativo.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807567&pid=S1983-8220202100020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Craig, L., Powell, A., &amp; Smyth, C. (2014). Towards intensive parenting? Changes in the composition and determinants of mothers' and fathers' time with children 1992-2006. <i>The British Journal of Sociology</i>, <i>65</i>(3), 555-579. <a href="https://doi.org/10.1111/1468-4446.12035" target="_blank">https://doi.org/10.1111/1468-4446.12035</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807568&pid=S1983-8220202100020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Crowley, J. E. (2014). Staying at Home or Working for Pay? Attachment to Modern Mothering Identities. <i>Sociological Spectrum</i>, <i>34</i>(2), 114-135. <a href="https://doi.org/10.1080/02732173.2014.878605" target="_blank">https://doi.org/10.1080/02732173.2014.878605</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807569&pid=S1983-8220202100020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessen, M. A. (2009). Question&aacute;rio de caracteriza&ccedil;&atilde;o do sistema familiar: Vers&atilde;o - pais ou respons&aacute;vel. In L. Weber, &amp; M. A. Dessen (Orgs.), <i>Pesquisando a fam&iacute;lia: instrumentos para coleta e an&aacute;lise de dados</i> (pp. 115-131). Curitiba: Juru&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807570&pid=S1983-8220202100020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessen, M. A., &amp; Braz, M. P. (2000). Rede social de apoio durante transi&ccedil;&otilde;es familiares decorrentes do nascimento de filhos. <i>Psicologia: Teoria e Cr&iacute;tica,</i> <i>16</i>(3), 221-231. <a href="https://doi.org/10.1590/S0102-37722000000300005" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S0102-37722000000300005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807572&pid=S1983-8220202100020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dias Junior, C. S., &amp; Verona, A. P. (2016). Maternidade e trabalho: algumas reflex&otilde;es sobre mulheres em ocupa&ccedil;&otilde;es de n&iacute;vel superior. <i>Revista Brasileira De Sociologia, 4</i>(7), 111-133. <a href="https://doi.org/10.20336/rbs.152" target="_blank">https://doi.org/10.20336/rbs.152</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807573&pid=S1983-8220202100020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dush, C. M. H., Yavorsky, J. E., &amp; Schoppe-Sullivan, S. J. (2018). What Are Men Doing while Women Perform Extra Unpaid Labor? Leisure and Specialization at the Transitions to Parenthood. <i>Sex Roles, 78,</i> 715-730. <a href="https://doi.org/10.1007/s11199-017-0841-0" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s11199-017-0841-0</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807574&pid=S1983-8220202100020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Faria, A., Santos, P. L., &amp; Fuertes, M. (2014). Pais e m&atilde;es protegem, acarinham e brincam de formas diferentes. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>,<i> 32</i>(4), 419-437. <a href="https://doi.org/1014417/ap.32.3.698" target="_blank">https://doi.org/1014417/ap.32.3.698</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807575&pid=S1983-8220202100020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Giallo, R., Treyvaud, K., Cooklin, A., &amp; Wade, C. (2013). Mothers' and fathers' involvement in home activities with their children: psychosocial factors and the role of parental self-efficacy. <i>Early Child Development and Care, 183</i>(3-4), 343-359. <a href="https://doi.org/10.1080/03004430.2012.711587" target="_blank">https://doi.org/10.1080/03004430.2012.711587</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807576&pid=S1983-8220202100020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Guedes, M. C., &amp; Alves, J. E. D. (2004). A popula&ccedil;&atilde;o feminina no mercado de trabalho entre 1970-2000: particularidades do grupo com n&iacute;vel universit&aacute;rio. <i>Anais do XIV Encontro Nacional de Estudos Populacionais</i> (pp. 1-19). Caxamb&uacute;: ABEP. <a href="http://www.abep.org.br/publicacoes/index.php/anais/article/viewFile/1307/1271" target="_blank">http://www.abep.org.br/publicacoes/index.php/anais/article/viewFile/1307/1271</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807577&pid=S1983-8220202100020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Huston, A. C., &amp; Aronson, S. R. (2005). Mothers' time with infant and time in employment as predictors of mother-child relationships and children's early development. <i>Child Development</i>,<i> 76</i>(2), 467-482. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.2005.00857.x" target="_blank">https://doi.org/10.1111/j.1467-8624.2005.00857.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807578&pid=S1983-8220202100020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jablonski, B. (2010). A divis&atilde;o de tarefas dom&eacute;sticas entre homens e mulheres no cotidiano do casamento. <i>Psicologia Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, 30</i>(2), 262-275. <a href="https://doi.org/10.1590/S1414-98932010000200004" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S1414-98932010000200004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807579&pid=S1983-8220202100020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jorge, E. R. M. (2011). <i>Trabalho vs. Fam&iacute;lia: o envolvimento parental nas diferentes dimens&otilde;es da din&acirc;mica familiar</i> [Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Instituto Superior de Psicologia Aplicada].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807580&pid=S1983-8220202100020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Kobarg, A. P. (2006). <i>Cren&ccedil;as e pr&aacute;ticas de m&atilde;es sobre o desenvolvimento infantil nos contextos rural e urbano</i> [Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina]. Reposit&oacute;rio Institucional da UFSC. <a href="http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/89118" target="_blank">http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/89118</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807582&pid=S1983-8220202100020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lopes, M. N., Dellazzana-Zanon, L. L., &amp; Boeckel, M. G. (2014). A multiplicidade de pap&eacute;is da mulher contempor&acirc;nea e a maternidade tardia. <i>Temas em Psicologia, 22</i>(4), 917-928. <a href="https://doi.org/10.9788/TP2014.4-18" target="_blank">https://doi.org/10.9788/TP2014.4-18</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807583&pid=S1983-8220202100020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Manente, M. V., &amp; Rodrigues, O. M. P. (2016). Maternidade e trabalho: Associa&ccedil;&atilde;o entre depress&atilde;o p&oacute;s-parto, apoio social e satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal. <i>Pensando Fam&iacute;lias, 20</i>(1), 99-111. <a href="http://pepsic.bvsalud.org/pdf/penf/v20n1/v20n1a08.pdf" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/pdf/penf/v20n1/v20n1a08.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807584&pid=S1983-8220202100020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mendon&ccedil;a, M., &amp; Matos, P. M. (2015). Concilia&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia-trabalho vivida a dois: Um estudo qualitativo com casais com filhos pequenos. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 33</i>(3), 317-334. <a href="https://doi.org/10.14417/ap.904" target="_blank">https://doi.org/10.14417/ap.904</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807585&pid=S1983-8220202100020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Milkie, M. A., Nomaguchi, K. M., &amp; Denny, K. E. (2015). Does the amount of time mothers spend with children or adolescents matter? <i>Journal of Marriage and Family,</i> (77)<i>,</i> 355-372. <a href="https://doi.org/10.1111/jomf.12170" target="_blank">https://doi.org/10.1111/jomf.12170</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807586&pid=S1983-8220202100020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oliveira, C. R., &amp; Traesel, E. S. (2008). Mulher, trabalho e vida familiar: A concilia&ccedil;&atilde;o de diferentes pap&eacute;is na atualidade. <i>Disciplinarum Scientia</i><i>, 9</i>(1), 149-163. <a href="https://www.periodicos.unifra.br/index.php/disciplinarumS/article/view/943/886" target="_blank">https://www.periodicos.unifra.br/index.php/disciplinarumS/article/view/943/886</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807587&pid=S1983-8220202100020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Peruchi, R. C., Donelli, T. M. S., &amp; Marin, A. H. (2016). Ajustamento conjugal, rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&ecirc; e sintomas psicofuncionais no primeiro ano de vida. <i>Quaderns de Psicologia, 18</i>(3), 55-67. <a href="https://doi.org/10.5565/rev/qpsicologia.1363" target="_blank">https://doi.org/10.5565/rev/qpsicologia.1363</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807588&pid=S1983-8220202100020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quadrelli, I. P. (2016). <i>Vai ter coragem? Uma descri&ccedil;&atilde;o fenomenol&oacute;gica da rela&ccedil;&atilde;o entre maternidade e trabalho</i> [Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Cat&oacute;lica de Bras&iacute;lia]. Biblioteca Digital de Disserta&ccedil;&otilde;es da Universidade Cat&oacute;lica de Bras&iacute;lia. <a href="https://bdtd.ucb.br:8443/jspui/handle/tede/2086" target="_blank">https://bdtd.ucb.br:8443/jspui/handle/tede/2086</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807589&pid=S1983-8220202100020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ribeiro, D.G., Perosa, G. B., &amp; Padovani, F. H. P. (2013). Fatores de risco para o desenvolvimento de crian&ccedil;as atendidas em Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, ao final do primeiro ano de vida: aspectos sociodemogr&aacute;ficos e de sa&uacute;de mental materna. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva, 19</i>(1), 215-226. <a href="https://doi.org/10.1590/1413-81232014191.1904" target="_blank">https://doi.org/10.1590/1413-81232014191.1904</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807590&pid=S1983-8220202100020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rodrigues, B. C., Mazza, V. A., &amp; Harumi, I. H. (2014). Rede social de apoio de enfermeiras-m&atilde;es no cuidado com os filhos. <i>Texto &amp; Contexto Enfermagem, 23</i>(2), 460-468. <a href="https://doi.org/10.1590/0104-0707014001070013" target="_blank">https://doi.org/10.1590/0104-0707014001070013</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807591&pid=S1983-8220202100020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos, L. S. (2014). <i>Donas de casa, donas da pr&oacute;pria vida? Problematiza&ccedil;&otilde;es acerca do trabalho (in)vis&iacute;vel e da sa&uacute;de mental de mulheres (des)valorizadas</i> [Tese de Doutorado, Universidade de Bras&iacute;lia]. Reposit&oacute;rio Institucional da UnB. <a href="https://repositorio.unb.br/handle/10482/18355" target="_blank">https://repositorio.unb.br/handle/10482/18355</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807592&pid=S1983-8220202100020001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva, A. P. G. (2010). <i>Percep&ccedil;&otilde;es de av&oacute;s cuidadoras maternas sobre a cria&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o dos netos </i>[Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Juiz de Fora]. 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Puerp&eacute;rio e a mulher contempor&acirc;nea: uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre a viv&ecirc;ncia e os impactos da perda da autonomia. <i>Revista da SBPH, 16</i>(1), 166-184. <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-08582013000100010" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-08582013000100010</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807594&pid=S1983-8220202100020001000033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Teykal, C. M., &amp; Rocha-Coutinho, M. L. (2007). O homem atual e a inser&ccedil;&atilde;o da mulher no mercado de trabalho. <i>PSICO, 38</i>(3), 262-268. <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/view/2888/" target="_blank">http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistapsico/article/view/2888/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807595&pid=S1983-8220202100020001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Theme Filha, M. M., Ayres, S., Gama, S. G. N., &amp; Leal, M. C. (2016). Factors associated with postpartum depressive symptomatology in Brazil: The birh in Brazil national research study, 2011/2012. <i>Journal of Affective Disorders, 194</i>, 159-167. <a href="https://doi.org/10.1016/jad.2016.01.020" target="_blank">https://doi.org/10.1016/jad.2016.01.020</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807596&pid=S1983-8220202100020001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Troiano, C. (2007). <i>Vida de equilibrista: dores e del&iacute;cias da m&atilde;e que trabalha</i>. S&atilde;o Paulo: Cultrix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807597&pid=S1983-8220202100020001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 	    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wall, G. (2013). 'Putting Family first: Shifting discourses of motherhood and childhood in representations of mothers' employment and child care. <i>Women's Studies International Forum, 40,</i> 162-171. <a href="https://doi.org/10.1016/j.wsif.2013.07.006" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.wsif.2013.07.006</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4807599&pid=S1983-8220202100020001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em: 27/7/2018    <br> Aprovado em: 22/3/2019</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back_fn1"></a><a href="#top_fn1">1</a> Que gesta pela primeira vez; primigr&aacute;vida. Mulher em sua primeira gesta&ccedil;&atilde;o.</font></p>           ]]></body>
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