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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Novas demandas para o fazer do psicólogo clínico no encontro com o social]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Motivated by reflections constructed during the dissertation research, which investigated psychologists who have been working in institutions dedicated to attend families in situations of social vulnerability, this article aims at addressing participants' questions, raised by this observation, concerning the need to create new resources for the psychologist's procedures when facing poverty and social exclusion issues. These questionings, which challenged the representation and significance of their work, can lead to a new setup for Clinical Psychology, considered in this case as Social Action; and are presented and analyzed here based on the reflections and practices of researchers who use as reference the New-Paradigmatic Systemic Thinking]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicologia Clínica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="add"></a><b>Novas demandas para o fazer do psic&oacute;logo cl&iacute;nico no encontro com o  social</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>New demands for the work of the clinical psychologist regarding social issues</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria Jos&eacute; Lima<a href="#add1"><sup>*</sup></a>; Rosa Maria Stefanini de Macedo; Ceneide Maria de Oliveira  Cerveny</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo - SP -  Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Motivado pelas reflex&otilde;es constru&iacute;das em pesquisa de disserta&ccedil;&atilde;o, a qual se voltou para os psic&oacute;logos que vinham atuando em institui&ccedil;&otilde;es e que atendiam fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade social, este artigo pretende tratar das quest&otilde;es que a&iacute; emergiram concernentes &agrave; necessidade apontada pelos participantes, da constru&ccedil;&atilde;o de novos recursos para atua&ccedil;&atilde;o quando frente a frente com as quest&otilde;es da vida em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade. Os questionamentos ali levantados, que punham em quest&atilde;o a designa&ccedil;&atilde;o e significa&ccedil;&atilde;o de seu trabalho, podem levar a uma nova configura&ccedil;&atilde;o para a Psicologia Cl&iacute;nica, nesse caso considerada como A&ccedil;&atilde;o Social, aqui apresentada e analisada pelas lentes do Pensamento Sist&ecirc;mico Novo-Paradigm&aacute;tico, por meio de reflex&otilde;es e pr&aacute;ticas de pesquisadores que o t&ecirc;m como refer&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Psicologia Cl&iacute;nica; a&ccedil;&atilde;o social; pensamento sist&ecirc;mico.</font></p><hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Motivated by reflections constructed during the dissertation research, which investigated psychologists who have been working in institutions dedicated to attend families in situations of social vulnerability, this article aims at addressing participants' questions, raised by this observation, concerning the need to create new resources for the psychologist's procedures when facing poverty and social exclusion issues. These questionings, which challenged the representation and significance of their work, can lead to a new setup for Clinical Psychology, considered in this case as Social Action; and are presented and analyzed here based on the reflections and practices of researchers who use as reference the New-Paradigmatic Systemic Thinking.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> Clinical Psychology; social action; systemic thinking</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma nova e produtiva situa&ccedil;&atilde;o profissional do psic&oacute;logo, mais presente nas institui&ccedil;&otilde;es que atendem &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que vive em n&iacute;veis significativos de vulnerabilidade social, vem produzindo um rico campo de questionamento a respeito de sua a&ccedil;&atilde;o profissional no que concerne &agrave; sua legitimidade, assim como a sua efetividade no atendimento a essa popula&ccedil;&atilde;o. Esclarece-se que o termo <i>vulnerabilidade social </i>&eacute; aqui utilizado em substitui&ccedil;&atilde;o ao termo <i>pobreza</i>, em alinhamento com os pressupostos te&oacute;ricos do Pensamento Sist&ecirc;mico, por contemplar a complexidade dos fatores que constituem e sustentam esta condi&ccedil;&atilde;o de vida, conforme desenvolvido pela SEAD - Funda&ccedil;&atilde;o Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi este o cen&aacute;rio vivenciado em pesquisa de Disserta&ccedil;&atilde;o (Lima, 2010) na qual, ao serem ouvidos psic&oacute;logos que atuavam em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas junto a tal popula&ccedil;&atilde;o, deparou-se com reflex&otilde;es que apontavam n&atilde;o s&oacute; para estes questionamentos, como para a constata&ccedil;&atilde;o da necessidade de constru&ccedil;&atilde;o de um novo campo de trabalho, diferente dos tradicionais da Psicologia, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo cl&iacute;nico tradicional. A constru&ccedil;&atilde;o deste texto, motivado por uma hist&oacute;ria profissional entre a cl&iacute;nica privada e as institui&ccedil;&otilde;es, realizado junto a um N&uacute;cleo onde se discutem amplamente essas quest&otilde;es, favoreceu o conhecimento de pr&aacute;ticas direcionadas por este repensar da Psicologia, a partir das interfaces com as quest&otilde;es sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo pretende refazer um pouco deste percurso, desde seu in&iacute;cio na d&eacute;cada de 1980 at&eacute; os dias atuais, a partir das produ&ccedil;&otilde;es de profissionais/pesquisadores que pensam este encontro a partir das contribui&ccedil;&otilde;es do Pensamento Sist&ecirc;mico Novo-Paradigm&aacute;tico (Vasconcellos, 2002), com a inten&ccedil;&atilde;o de atender as novas demandas que da&iacute; emergem, de maneira mais adequada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escolha deste referencial te&oacute;rico se justifica por estar o movimento de inser&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo nas institui&ccedil;&otilde;es acontecendo junto com o movimento mais amplo de mudan&ccedil;as de paradigmas nas ci&ecirc;ncias, no qual se d&aacute; o desenvolvimento do chamado Pensamento Sist&ecirc;mico Novo-Paradigm&aacute;tico, que se volta para a apreens&atilde;o do mundo a partir de sua complexidade, compreendendo todos os acontecimentos como fen&ocirc;menos relacionados, conectados aos contextos em que ocorrem. Segundo Vasconcellos (2005), o novo se associa ao paradigm&aacute;tico, para marcar a passagem dos pressupostos epistemol&oacute;gicos que constitu&iacute;am o paradigma da ci&ecirc;ncia tradicional (a simplicidade, a estabilidade e a objetividade), para os tr&ecirc;s novos pressupostos que definem este pensamento (a complexidade, a instabilidade e a intersubjetividade).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A met&aacute;fora para o universo como uma rede, n&atilde;o mais como a mec&acirc;nica do rel&oacute;gio, favorecendo outra forma de pensar o social, em que o conhecimento &eacute; visto como "<i>o resultado da intera&ccedil;&atilde;o global do homem ao mundo a que pertence</i>" (Najmanovich, 1998, p.63), emergiu da cultura da complexidade. Portanto a Psicologia da P&oacute;s-Modernidade &eacute; chamada a atuar com o sujeito complexo, n&atilde;o mais visto como meramente um indiv&iacute;duo, mas como o que "<i>adv&eacute;m como tal na trama relacional de sua sociedade</i>" (p. 63).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este posicionamento epistemol&oacute;gico vem provocar um repensar do social, visto agora como em <i>interconstitui&ccedil;&atilde;o </i>com o individual (Grandesso, 2000), com o consequente repensar das atua&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas em seus diferentes campos de a&ccedil;&atilde;o, especialmente o da Cl&iacute;nica, considerando que para o psic&oacute;logo cl&iacute;nico o "<i>foco &eacute; o sujeito da a&ccedil;&atilde;o e sua subjetividade</i>" (Macedo, 2004, p. 3). Essa constitui&ccedil;&atilde;o vem sendo compreendida, dentro do pensamento sist&ecirc;mico novo-paradigm&aacute;tico, a partir do pressuposto da <i>intersubjetividade </i>(Vasconcellos 2002). Ao conceber a interconstitui&ccedil;&atilde;o individual/social, sua interdepend&ecirc;ncia e n&atilde;o contradi&ccedil;&atilde;o, esta vis&atilde;o epistemol&oacute;gica d&aacute; lugar &agrave; constru&ccedil;&atilde;o relacional e contextual do conhecimento, no encontro das diferentes subjetividades, denominada como intersubjetividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir deste posicionamento este artigo enfoca a pr&aacute;tica da Psicologia <i>como a&ccedil;&atilde;o social</i>, percorrendo um pouco do que vem sendo pensado e constru&iacute;do na pr&aacute;tica contempor&acirc;nea da Psicologia em contextos de pobreza e exclus&atilde;o social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A Psicologia como projeto da modernidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hist&oacute;ria da Psicologia foi marcada desde o in&iacute;cio por esfor&ccedil;os de uma valida&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, o que significava uma busca de compatibiliza&ccedil;&atilde;o com as Ci&ecirc;ncias Naturais (Santos, 2003), movimento este que pode ter favorecido uma ades&atilde;o ao modelo m&eacute;dico, deixando nos profissionais da &aacute;rea forte identidade com a chamada cl&iacute;nica tradicional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os seus referenciais te&oacute;ricos foram constru&iacute;dos dentro da modernidade e Kvale (1992) afirmou, que os via como "<i>teorias entrincheiradas na modernidade</i>" (p. 21), ao mesmo tempo em que apontava o paradoxo da pr&aacute;tica tendo que "<i>enfrentar a vida humana na p&oacute;s-modernidade</i>" (p. 21). Falou, portanto, de um desencontro que levou Portella (2008, p. 6) a afirmar que "<i>nossos referenciais te&oacute;ricos n&atilde;o d&atilde;o conta de um sujeito em muta&ccedil;&atilde;o</i>".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tal desencontro pode ajudar a compreender os questionamentos atuais quanto aos modelos de forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo, principalmente oriundos daqueles profissionais que est&atilde;o atuando em contextos diferentes dos tradicionais da Psicologia, que at&eacute; ent&atilde;o vinham se construindo em tr&ecirc;s grandes &aacute;reas: cl&iacute;nica, escolar e industrial, sendo a cl&iacute;nica, segundo Ferreira Neto (2010, p. 137) a "<i>&aacute;rea nobre</i>", preponderante nos curr&iacute;culos, marcando inclusive o imagin&aacute;rio social da figura do psic&oacute;logo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cl&iacute;nica, caracterizada como herdeira do modelo m&eacute;dico, exercida em consult&oacute;rios particulares, por profissionais liberais, com foco no individual/intraps&iacute;quico, era uma cl&iacute;nica do segredo, distante das quest&otilde;es sociais, um cen&aacute;rio que favoreceu uma pr&aacute;tica cl&iacute;nica "<i>descomprometida do contexto social, ou com parte dele apenas</i>" (Moreira, Romagnolli &amp; Neves, 2007, p. 5). Ela visava receber pessoas que "<i>passaram a experimentar processos psicol&oacute;gicos t&iacute;picos das sociedades industriais modernas, caracterizados por uma alta valoriza&ccedil;&atilde;o da interioridade psicol&oacute;gica, o que as transformaram em &aacute;vidas consumidoras dos servi&ccedil;os psicol&oacute;gicos</i>" (Ferreira Neto, 2010, p. 133).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; neste cen&aacute;rio que emergiram os profissionais que iniciaram uma pr&aacute;tica, que se depara com os outros, que pertencem ao grupo dos que t&ecirc;m grande dificuldade de acesso aos bens sociais b&aacute;sicos, inclusive ao atendimento psicol&oacute;gico p&uacute;blico ou privado. A seguir ser&aacute; apresentado um pouco deste percurso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A INSER&Ccedil;&Atilde;O DO PSIC&Oacute;LOGO JUNTO &Agrave;S INSTITUI&Ccedil;&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta an&aacute;lise se inicia pela d&eacute;cada de 1980, n&atilde;o apenas por terem sido os anos dos primeiros movimentos de inser&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo junto &agrave; Rede P&uacute;blica de atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e &agrave;s chamadas Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais, como tamb&eacute;m porque foram anos de importantes reflex&otilde;es e produ&ccedil;&otilde;es a respeito do profissional psic&oacute;logo, que se deparava com "<i>um contexto social e pol&iacute;tico que n&atilde;o fazia parte de seu universo de a&ccedil;&otilde;es</i>" (Andrade, 1999, p. 66).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Macedo (1984) produziu um cap&iacute;tulo, que analisava a rela&ccedil;&atilde;o da Psicologia Cl&iacute;nica com a sociedade e as classes sociais. Constatou uma pr&aacute;tica at&eacute; ent&atilde;o voltada para a demanda das classes mais privilegiadas, afirmando, assim como Mejias (1984, p. 157), que as reais necessidades da popula&ccedil;&atilde;o agora inclu&iacute;da nos atendimentos institucionais, seriam desconhecidas por n&atilde;o terem sido "<i>nem vivenciadas nem pesquisadas pelos psic&oacute;logos</i>".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mejias (1984) tamb&eacute;m discorreu sobre uma "Psicologia associal", com objetivos muito estreitos que evitariam quest&otilde;es relativas &agrave;s pol&iacute;ticas de sa&uacute;de. Como sa&iacute;da para esse impasse apontou como resposta a Psicologia Comunit&aacute;ria, n&atilde;o s&oacute; como meio de tornar o atendimento psicol&oacute;gico mais acess&iacute;vel e &uacute;til a uma faixa da popula&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m como um meio de se conhecer o dia a dia e os valores dessa comunidade. Trouxe a <i>preven&ccedil;&atilde;o </i>no campo da Psicologia para al&eacute;m das quest&otilde;es de diagn&oacute;stico/progn&oacute;stico/tratamento e como forma de ajud&aacute;-los a reconhecer sua pr&oacute;pria responsabilidade, relativamente a sua sa&uacute;de mental e org&acirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, as ideias relacionadas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as tamb&eacute;m passaram a receber cr&iacute;ticas, por estarem associadas a uma forma de a&ccedil;&atilde;o higienista e normatizadora, de cima para baixo, assim como relatou Westphal (2007), no cap&iacute;tulo do livro "Tratado da Sa&uacute;de Coletiva". A partir do hist&oacute;rico das pr&aacute;ticas de sa&uacute;de, destacou o conceito de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, como alternativa ao paradigma biom&eacute;dico, vigente e hegem&ocirc;nico at&eacute; hoje, priorizando a natureza biol&oacute;gica da doen&ccedil;a. Embora reconhecesse os avan&ccedil;os associados a este paradigma, afirmou que estes "<i>n&atilde;o deram e n&atilde;o est&atilde;o dando conta dos efeitos das mudan&ccedil;as sociais, culturais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas deste come&ccedil;o de s&eacute;culo</i>" (p. 648). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conceito de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de marcou um avan&ccedil;o em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s demandas da complexidade, ao buscar considerar os determinantes sociais do processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a, para trabalhar mais efetivamente em rela&ccedil;&atilde;o ao aumento da pobreza e &agrave; dificuldade de revers&atilde;o dessa situa&ccedil;&atilde;o. Esse conceito deixou definitivamente expl&iacute;cito o envolvimento dos psic&oacute;logos no campo da Sa&uacute;de P&uacute;blica, conforme destaca Westphal (2007, p. 648), citando a Carta de Ottawa (1986), que afirma que "<i>para um completo bem-estar f&iacute;sico, mental e social, um indiv&iacute;duo ou grupo deve ser capaz de identificar e realizar aspira&ccedil;&otilde;es, satisfazer necessidades e mudar e se adaptar ao meio</i>".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse discurso que apresentava m&uacute;ltiplos desafios para o profissional, que se aproximava desta realidade. Desafios que provavelmente ajudaram a configurar o que Macedo (1984, p. 15) chamou de "<i>crise de identidade profissional</i>", em que o modelo constitu&iacute;do vinha se mostrando ineficiente em contextos outros que n&atilde;o os da cl&iacute;nica particular tradicional. Uma crise que, segundo a autora, contava tamb&eacute;m com os questionamentos do movimento chamado de antipsiquiatria<i>, </i>deflagrado na &eacute;poca, que por sua vez punha em xeque, com muita &ecirc;nfase naquele momento, a estrutura manicomial, construindo cr&iacute;ticas aos m&eacute;todos terap&ecirc;uticos e ao saber cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste momento foram questionadas, n&atilde;o apenas as interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas nos contextos institucionais, como as pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es. Macedo (1984, p. 20) citou a pesquisa de Carvalho (1983) para tratar da "<i>pouca abertura das institui&ccedil;&otilde;es</i>", que pareciam "<i>n&atilde;o saber o que exigir do psic&oacute;logo</i>". Falou sobre uma desorienta&ccedil;&atilde;o profissional, &agrave; medida em que, tanto as institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tinham suas demandas definidas para este profissional, como tamb&eacute;m este, n&atilde;o recebia forma&ccedil;&atilde;o para atua&ccedil;&atilde;o em contextos diversos. Exposta a crise, Macedo prop&ocirc;s o desafio de mudar, na Psicologia, desde a forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica at&eacute; o n&iacute;vel da atua&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Andrade (1999), apesar de uma an&aacute;lise posterior &agrave; d&eacute;cada de 1980 ainda revelar preocupa&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave;s das autoras citadas anteriormente, ela apontava tamb&eacute;m um envolvimento que vinha gerando "<i>desafios e ang&uacute;stias para os psic&oacute;logos compromissados</i>" (p.66). Ao falar de envolvimento e de compromissados, apontou na dire&ccedil;&atilde;o de respostas a estes desafios, conforme reflex&atilde;o realizada com as psic&oacute;logas participantes de pesquisa de uma disserta&ccedil;&atilde;o, as quais se referiram a um comprometimento social sendo constru&iacute;do, enquanto era desenvolvido um trabalho, que inclu&iacute;a a realidade de vida da grande maioria das pessoas (Lima, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Andrade (1999), ao falar do risco de um trabalho alienante, que &eacute; feito em nome de uma verdade, que n&atilde;o acolhe o processualmente emergente, tamb&eacute;m apontou a necessidade de "<i>uma nova postura, outra forma de conceber as rela&ccedil;&otilde;es sociais, o homem, a vida</i>" (p.69). Ressaltou a import&acirc;ncia da dimens&atilde;o &eacute;tica nas pr&aacute;ticas do psic&oacute;logo, considerando que na interface com as institui&ccedil;&otilde;es e suas vicissitudes a "<i>suposta neutralidade do psic&oacute;logo cl&iacute;nico no seu saber/fazer n&atilde;o mais se sustenta</i>" (p.69). Vislumbra-se aqui a atua&ccedil;&atilde;o do profissional como parte do sistema, n&atilde;o mais como um observador/ interventor, que atua amparado em suposta neutralidade, mas um observador/participante, buscando meios para uma a&ccedil;&atilde;o contextualizada. Nesta reflex&atilde;o, Andrade (1999) colaborou ainda com a defini&ccedil;&atilde;o de um trabalho contextualizado, cuidando para que fosse compreendido "<i>enquanto possibilidade de acolher os engendramentos presentes na situa&ccedil;&atilde;o, de forma a permitir a concretiza&ccedil;&atilde;o de outras formas de exist&ecirc;ncia para aquele contexto" </i>(p. 67).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inser&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo em contextos diferentes do da cl&iacute;nica privada particular ganhou refor&ccedil;os na d&eacute;cada de 1990 com o movimento do chamado novo voluntariado, analisado por Cunha (2010), em trabalho em que prop&ocirc;s identificar o processo de constru&ccedil;&atilde;o de tal voluntariado. A autora apontou um discurso institucional, que deixaria um anterior, marcado pela interpela&ccedil;&atilde;o e reivindica&ccedil;&otilde;es, e assumiria naquele momento ares de uma solidariedade renovada, de um exerc&iacute;cio da cidadania, visto ent&atilde;o como uma nova oportunidade de a&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o nos rumos da sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parece ganhar lugar neste momento a responsabilidade profissional do cidad&atilde;o, que, por sua vez, ganhou voz para os psic&oacute;logos por meio de seus &oacute;rg&atilde;os representativos que passaram a falar do <i>Compromisso Social do Psic&oacute;logo</i>, um conceito que surgiu em um documento do Conselho Federal de Psicologia (2007) em suas notas introdut&oacute;rias, "<i>para expandir a contribui&ccedil;&atilde;o do profissional da Psicologia para a sociedade brasileira</i>". Esse compromisso envolve "<i>a&ccedil;&otilde;es conectadas com seus territ&oacute;rios, seus sujeitos, suas prioridades</i>" (CREPOP, 2007, p. 11) no sentido de uma pol&iacute;tica para a promo&ccedil;&atilde;o da vida, em nome do que se configura como dimens&atilde;o &eacute;tico-pol&iacute;tica da Assist&ecirc;ncia Social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Delineia-se a partir de ent&atilde;o um convite para uma pr&aacute;tica comprometida com a realidade social do pa&iacute;s, que encontra sustenta&ccedil;&atilde;o no campo das leis. Aprovada em 1993, a Lei Org&acirc;nica da Assist&ecirc;ncia Social - LOAS (1998) colocou a Assist&ecirc;ncia Social na categoria de direitos, junto com a Sa&uacute;de e a Previd&ecirc;ncia Social. O psic&oacute;logo atuante na interface com as quest&otilde;es pol&iacute;tico sociais inerentes ao trabalho com a sa&uacute;de p&uacute;blica ou coletiva passou a responder &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es do LOAS (1998). Isto representou um grande avan&ccedil;o no sentido de se abandonar um modelo assistencial hegem&ocirc;nico, por outro que enfatiza o "<i>desenvolvimento de servi&ccedil;os mais pr&oacute;ximos da popula&ccedil;&atilde;o, das suas necessidades e prioridades</i>" (Dimenstein, 2001, p. 58).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao mesmo tempo, Dimenstein (2001) se referiu &agrave;s poss&iacute;veis dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o do profissional, &agrave;s din&acirc;micas condi&ccedil;&otilde;es de perfil profissional exigidas pela nova lei, por estar ainda muito arraigado a sua forma&ccedil;&atilde;o profissional. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o, que se alinha a considera&ccedil;&otilde;es no sentido de uma lei mais avan&ccedil;ada do que a realidade das pr&aacute;ticas, levando a supor um tipo de realidade que n&atilde;o existe, mas que &eacute; desej&aacute;vel e pode ser concretizada com o empenho dos envolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O avan&ccedil;o das leis se revelou, portanto, como mais um fator desencadeante de inquieta&ccedil;&otilde;es e desafios no dia a dia do trabalho em institui&ccedil;&otilde;es que atendem a popula&ccedil;&atilde;o, principalmente a que recentemente foi inclu&iacute;da no campo de atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo e relacionada &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. O psic&oacute;logo encontra neste momento, n&atilde;o apenas a realidade da vida em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, mas tamb&eacute;m a das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Esses encontros, que contribuem para a configura&ccedil;&atilde;o de suas novas demandas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ajuda importante veio do Conselho Federal de Psicologia que, por interven&ccedil;&atilde;o de seu sistema de Conselhos, criou o CREPOP (2007) - Centro de Refer&ecirc;ncias T&eacute;cnicas em Psicologia e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, representado pelo documento "Refer&ecirc;ncias T&eacute;cnicas para atua&ccedil;&atilde;o do(a) psic&oacute;logo(a) no CRAS/ SUAS". Oferecendo, segundo Bock (2007, p. 6), "<i>reflex&otilde;es sobre a dimens&atilde;o &eacute;tico-pol&iacute;tica da Assist&ecirc;ncia Social, a rela&ccedil;&atilde;o da Psicologia com a Assist&ecirc;ncia Social, a atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo no CRAS (Centro de Refer&ecirc;ncia em Assist&ecirc;ncia Social) e a gest&atilde;o de trabalho no Sistema &Uacute;nico de Assist&ecirc;ncia Social (SUAS)</i>".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao tratar das rela&ccedil;&otilde;es da Psicologia com a Assist&ecirc;ncia Social, o documento revelou um embasamento na leitura s&oacute;cio-hist&oacute;rica, ressaltando "<i>uma pr&aacute;tica comprometida com o desenvolvimento, a justi&ccedil;a e a equidade social</i>" (CREPOP, 2007, p. 22), contemplando tamb&eacute;m constructos te&oacute;ricos advindos do Pensamento Sist&ecirc;mico Novo-paradigm&aacute;tico, ao afirmar que "<i>a capacidade de enfrentamento das situa&ccedil;&otilde;es da vida &eacute; afetada pelas experi&ecirc;ncias, condi&ccedil;&otilde;es de vida e significados constru&iacute;dos ao longo do processo de desenvolvimento</i>", advogando a favor de uma "<i>subjetividade que se constr&oacute;i na intera&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos indiv&iacute;duos com os aspectos hist&oacute;rico-culturais e afetivo-relacionais que os cercam</i>" (p. 18). A leitura sist&ecirc;mica se torna aqui poss&iacute;vel ao se conceber a co-constru&ccedil;&atilde;o dos significados, em uma intera&ccedil;&atilde;o compreendida na interconstitui&ccedil;&atilde;o do individual e do social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pr&aacute;tica profissional constru&iacute;da neste documento se referiu a um profissional da &aacute;rea social, que trabalharia "<i>na interface entre v&aacute;rias &aacute;reas da Psicologia" </i>(CREPOP, 2007, p. 26). As diretrizes para a atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo no CRAS pediram aten&ccedil;&atilde;o para o significado social da profiss&atilde;o e da interven&ccedil;&atilde;o, apontando para um rompimento com o privativo da cl&iacute;nica. Ficou clara, para essa pr&aacute;tica profissional, a necessidade de mudan&ccedil;as nos referenciais te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos, que se traduziriam em "<i>mudan&ccedil;as na forma de compreendermos a pobreza e a maneira de atuarmos sobre ela</i>" (CREPOP, 2007, p. 28).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir deste movimento, possivelmente alimentado pelo conjunto de fatores expostos anteriormente, tais como as mudan&ccedil;as paradigm&aacute;ticas das ci&ecirc;ncias, a inser&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos nas institui&ccedil;&otilde;es e as novas orienta&ccedil;&otilde;es do Conselho Federal de Psicologia, emergiram o que neste artigo foi chamado de <i>novas demandas </i>para o profissional da Psicologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o a esse envolvimento do profissional da Psicologia com as quest&otilde;es sociais, Yamamoto (2009, p. 42) questionou este compromisso, de "<i>extens&atilde;o da cobertura da aten&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica a camadas amplas da popula&ccedil;&atilde;o</i>", perguntando, se a inser&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo no campo das pol&iacute;ticas sociais representaria de fato um maior comprometimento com essas popula&ccedil;&otilde;es. Uma preocupa&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da pelo autor a partir dos limites associados ao antagonismo irreconcili&aacute;vel de classes. A sa&iacute;da estaria na forma como este compromisso vem se constrin&iacute;do, n&atilde;o devendo ser apenas uma extens&atilde;o das pr&aacute;ticas convencionais, sem problematiza&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es. Apontou a necessidade urgente de discuss&atilde;o de alternativas, partindo de "<i>outras modalidades de leitura do real e de abordagem do fen&ocirc;meno psicol&oacute;gico</i>" (p. 50). Assim, estas a&ccedil;&otilde;es, amparadas pelo Pensamento Sist&ecirc;mico Novo-Paradigm&aacute;tico, podem contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de alternativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seguir, com o intuito de considerar a pr&aacute;tica da Psicologia como A&ccedil;&atilde;o Social, ser&aacute; apresentada uma vis&atilde;o do que vem sendo pensado e constru&iacute;do na pr&aacute;tica contempor&acirc;nea da Psicologia em contextos de vida em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A PR&Aacute;TICA DA PSICOLOGIA COMO A&Ccedil;&Atilde;O SOCIAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Novas demandas convidam a questionar saberes e repensar fazeres. Uma significativa contribui&ccedil;&atilde;o para essa proposta pode estar se configurando a partir de constru&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas realizadas por profissionais e pesquisadores, que se alinham com o Pensamento Sist&ecirc;mico Novo-Paradigm&aacute;tico, o qual convida a repensar o sentido de <i>social</i>, considerando o enredamento relacional em que os indiv&iacute;duos s&atilde;o constitu&iacute;dos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; atrav&eacute;s das lentes deste pensamento que se prop&otilde;e dimensionar a Psicologia, inclusive a Cl&iacute;nica, como A&ccedil;&atilde;o Social, o que significa compreend&ecirc;-la a partir da complexidade, ou seja, da "<i>n&atilde;o oposi&ccedil;&atilde;o entre o individual e o social</i>", de sua interconstitui&ccedil;&atilde;o (Grandesso, 2002, p. 112), o que possibilita considerar toda a&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica como social, que n&atilde;o se restringe a contextos de vulnerabilidade, cujo atendimento &eacute; tradicionalmente atrelado a uma vis&atilde;o assistencialista ou, at&eacute; mesmo, a vis&otilde;es pol&iacute;tico-partid&aacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tal olhar, na medida em que destaca novas demandas, recursivamente pode levar o profissional, envolvido em pr&aacute;ticas psicol&oacute;gicas tradicionais, a questionar seus saberes e fazeres. Por isso o destaque neste artigo aos trabalhos associados ao contexto da vulnerabilidade social e n&atilde;o, porque o social da a&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica se restrinja a este contexto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ressaltar que, ao se falar em repensar saberes, n&atilde;o est&aacute; sendo questionada a validade das teorias. As teorias n&atilde;o perdem o seu valor. O que vem sendo repensado &eacute; o seu uso, tanto no mundo acad&ecirc;mico como na rotina das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas em seus diferentes contextos. Vistas a partir dos paradigmas emergentes da ci&ecirc;ncia contempor&acirc;nea, essas teorias n&atilde;o podem mais ser utilizadas de forma reificada, como se tratassem de realidade externa preexistente (Grandesso, 2006). Essa autora trouxe a express&atilde;o "verdades narrativas" no lugar das "verdades hist&oacute;ricas", considerando-se que n&atilde;o se busca mais os fatos determinantes de uma hist&oacute;ria, mas os significados constru&iacute;dos "<i>nos espa&ccedil;os comuns das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o</i>" (p.60), ou seja, na intersubjetividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entender o conhecimento como estando sob o dom&iacute;nio do intersubjetivo leva consequentemente a repensar o lugar/papel do especialista psic&oacute;logo. Aun (2002, p. 9) chegou a afirmar: "<i>N&atilde;o sei dizer se continuo psic&oacute;loga</i>". Em um artigo (Aun, 2007, p. 37) considerou, que diante da evolu&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia, essa identidade teria ficado "<i>totalmente abalada</i>". A partir de uma posi&ccedil;&atilde;o <i>construtivista </i>(avaliada por ela, como estando dentro da "terceira dimens&atilde;o do pensamento sist&ecirc;mico novo-paradigm&aacute;tico"), apontou a necessidade de revis&atilde;o das pr&aacute;ticas do psic&oacute;logo, lan&ccedil;ando a pergunta: "<i>Se a realidade &eacute; entendida como uma constru&ccedil;&atilde;o social, em qu&ecirc; o profissional &eacute; especialista?</i>". Sua resposta definiu a identidade do especialista em atendimento sist&ecirc;mico como a de um construtor de contextos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre esta designa&ccedil;&atilde;o Vasconcellos (2007, p. 61) desenvolveu um texto, no qual afirmou que o profissional se "<i>libera</i>" de sua identidade tradicional de "<i>promotor de cura</i>" para assumir a fun&ccedil;&atilde;o de promover "<i>conversa&ccedil;&otilde;es transformadoras"</i>, marcando uma mudan&ccedil;a de postura sist&ecirc;mica de primeira ordem, de um sistema observado, para a de segunda ordem, de um sistema observante. Esse profissional ao trabalhar com a <i>complexidade, </i>a <i>instabilidade </i>e a <i>intersubjetividade</i>, estaria fazendo-as "<i>emergir ao distingui-las</i>" (p. 63), considerando que n&atilde;o trabalha com uma realidade que est&aacute; l&aacute;, mas com a que faz emergir, sendo, portanto, respons&aacute;vel por ela, vendo-se como inevitavelmente participante na constitui&ccedil;&atilde;o da realidade com a qual est&aacute; trabalhando.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao se adotar o Pensamento Sist&ecirc;mico abrem-se caminhos para a articula&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es que possam "<i>propiciar a mudan&ccedil;a, sem ser o autor da mudan&ccedil;a</i>" (Aun, 2002, p. 9). Quem sai ganhando &eacute; a t&atilde;o desejada <i>autonomia </i>das pessoas envolvidas no atendimento ou interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. Neste novo cen&aacute;rio, que vai se delineando para o psic&oacute;logo, ele pode ser visto como "<i>agente de transforma&ccedil;&atilde;o social"</i>, conforme a Psicologia da p&oacute;s-modernidade o define, segundo Grandesso (2006, p. 61), sendo este agente "<i>constitu&iacute;do pelo pessoal, pol&iacute;tico e profissional</i>". A neutralidade, antes almejada para este profissional, &eacute; desconstru&iacute;da, implicando-o, a partir de ent&atilde;o, em uma &eacute;tica das rela&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro ponto levantado por Grandesso (2006), como parte de uma Psicologia da p&oacute;s-modernidade, &eacute; o fato de n&atilde;o se poder sustentar mais uma vis&atilde;o essencialista do self. Numa vis&atilde;o pluralista passa-se a compreender os "<i>selves</i>" como estando em processo constante e sendo constru&iacute;dos nas rela&ccedil;&otilde;es com pessoas significativas presentes nas experi&ecirc;ncias vividas. Vislumbra-se aqui a liberdade de ambos, psic&oacute;logo e cliente(s), no tocante &agrave; tarefa de encontrar a ess&ecirc;ncia do outro ou de si mesmo, como at&eacute; ent&atilde;o se preconizava.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, tal afirma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser compreendida como a primazia do social sobre o individual, uma vez que Grandesso (2006) alertou para a n&atilde;o oposi&ccedil;&atilde;o entre o individual e o social. Advogando pela sua <i>interconstitui&ccedil;&atilde;o </i>e recorrendo a Maturana, considerou que "<i>insistir no social significa desconsiderar a legitimidade do indiv&iacute;duo, e insistir no indiv&iacute;duo implica desconsiderar a legitimidade do social</i>" (p. 110). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um importante exemplo de a&ccedil;&atilde;o que se preocupa com a legitima&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o local de conhecimentos e valores, vem de Waldegrave (2001), com sua "<i>Just Therapy</i>" desenvolvida no Centro de Fam&iacute;lia em Wellington, Nova Zel&acirc;ndia, que fazia uso da Metodologia de A&ccedil;&atilde;o-Reflex&atilde;o de Paulo Freire, que orienta para a&ccedil;&otilde;es em que os contextos devem ser considerados em cada situa&ccedil;&atilde;o, oferecendo importantes reflex&otilde;es a respeito de como a terapia pode e deve "<i>libertar-se de seus limites modernos</i>" (p. 19), envolvendo-se com comunidades e sociedades. O que chamou de uma pr&aacute;tica cl&iacute;nica efetiva, preocupa-se em desenvolver "<i>abordagens congruentes com o modo de vida" da popula&ccedil;&atilde;o atendida, afirmando at&eacute; mesmo que para tanto os trabalhos deveriam ser desenvolvidos por "pessoas da pr&oacute;pria cultura"</i> (p. 26).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Waldegrave (2001), o rompimento com a "velha pr&aacute;tica" est&aacute; atrelado &agrave;s quest&otilde;es de justi&ccedil;a, por entender que h&aacute; a necessidade de se questionar pressupostos que viriam "<i>imobilizando pessoas em situa&ccedil;&otilde;es de desvantagem ou injusti&ccedil;a</i>" (p. 27). O "<i>Just</i>" est&aacute; a servi&ccedil;o tamb&eacute;m de apontar a necessidade de uma "<i>abordagem que procure identificar problemas essenciais do trabalho terap&ecirc;utico</i>" que seja "<i>destitu&iacute;do do vi&eacute;s cultural ocidental</i>". Contribuiu, portanto, com a preciosa considera&ccedil;&atilde;o de que no contexto da vulnerabilidade social os problemas de relacionamento e sa&uacute;de mental podem ser vistos como conseq&uuml;&ecirc;ncias das diferen&ccedil;as de poder e injusti&ccedil;as. Aquilo que poderia ser, &agrave; primeira vista, analisado como problema de relacionamento familiar, por ex., tem sido visto, na realidade de suas interven&ccedil;&otilde;es, como "<i>sintomas de pobreza</i>" (p. 22), que se construiriam dentro dos, antes marginalizados, contextos de cultura, g&ecirc;nero e status socioecon&ocirc;mico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O risco maior visto por Waldegrave (2001), quanto a continuar a trabalhar dentro dos limites do trabalho cl&iacute;nico ou social convencional, seria o de "<i>ajustar as pessoas &agrave; pobreza</i>" (p. 24), levando-as a acreditar que "<i>eram elas, e n&atilde;o as estruturas injustas, os autores de seus pr&oacute;prios problemas e fracassos</i>". Segundo Macedo (2001), alinhada com as preocupa&ccedil;&otilde;es de Waldegrave, em artigo em que tratou da <i>diversidade cultural </i>como um <i>desafio </i>para o terapeuta familiar, este risco aumentaria com o desconhecimento prov&aacute;vel deste, a respeito de suas lentes culturais, impedindo uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica de suas posi&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o aos vieses culturais. O risco seria aqui o de ficar preso &agrave; sua pr&oacute;pria vis&atilde;o de mundo de forma que ela seja entendida como norma ou como ideal, deixando para o cliente o lugar de <i>desviante</i>, fora da norma.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, al&eacute;m dos estressores associados ao contexto da pobreza, acrescentar-se-ia outro estressor, advindo do contexto do atendimento, do <i>lugar </i>dado ao cliente, o de <i>desviante</i>, cuja avalia&ccedil;&atilde;o estaria nesta leitura, muito provavelmente baseada em "automatismos" (Macedo, 2001), que incluiria o uso estereotipado de testes, teorias, formul&aacute;rios, entrevistas pr&eacute;-concebidas, favorecendo um indesejado distanciamento do cliente ou proje&ccedil;&otilde;es provocadas justamente pela falta de autoescrut&iacute;neo do profissional. &Eacute; a partir dessas considera&ccedil;&otilde;es que esta autora fala da um "profissional culturalmente competente" para o trabalho com a diversidade cultural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o preocupa&ccedil;&otilde;es semelhantes &agrave;s apresentadas por Pakman (1999, p. 69) sobre a terapia em contexto de pobreza, afirmando contundentemente, que para este trabalho tornar-se-ia necess&aacute;rio "<i>tratar a pobreza da terapia</i>", dizendo que esta apresentaria "<i>limita&ccedil;&otilde;es pragm&aacute;ticas, te&oacute;ricas e sociais</i>". Tais considera&ccedil;&otilde;es ajudam a pensar na dif&iacute;cil rotina desses profissionais, convivendo com desesperan&ccedil;a e impot&ecirc;ncia, muitas vezes fazendo apenas o que se espera deles e, ainda, podendo ser vistos com desconfian&ccedil;a por aqueles que desejam ajudar, acabando por "<i>espelhar a frustra&ccedil;&atilde;o de seus pacientes</i>", apegando-se ao que o autor chamou de "<i>pseudo-solu&ccedil;&otilde;es</i>" (p. 12), sendo <i>pseudo </i>porque apenas perpetuariam "<i>a estrutura total que mant&eacute;m o problema"</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com tantos poss&iacute;veis descaminhos no encontro do profissional com sua clientela, pergunta-se qual ser&aacute; a imagem criada pela popula&ccedil;&atilde;o atendida a respeito do psic&oacute;logo e sua a&ccedil;&atilde;o nas diferentes institui&ccedil;&otilde;es. Uma resposta vem da pesquisa realizada por Mor&eacute; e Macedo (2006) dedicada &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de um modelo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos voltada para a demanda, ou seja, focada no pedido do consultante. Paralelamente foi realizada uma pesquisa para "<i>saber qual a representa&ccedil;&atilde;o social que as pessoas dessa realidade tinham a respeito do psic&oacute;logo e seu fazer</i>" (p. 13) e o resultado indicou, de fato, uma figura distante, descrita como desconhecida e associada &agrave; interven&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Macedo (2001), ao tratar da necessidade de uma outra postura, por parte do psic&oacute;logo, que atende &agrave; popula&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, e apontando a demanda de um trabalho que extrapole o intraps&iacute;quico, usou a express&atilde;o "trabalho cl&iacute;nico como a&ccedil;&atilde;o social" para caracterizar um novo trabalho que visaria a "<i>dar respostas, dialogar com situa&ccedil;&otilde;es de dor e sofrimento da popula&ccedil;&atilde;o" </i>(p. 9). Entendendo todo o contexto da pobreza como "importante fator na produ&ccedil;&atilde;o de problemas psicol&oacute;gicos", argumentou que esses fatores necessitariam ser vistos com a mesma import&acirc;ncia dos fatores intraps&iacute;quicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tanto neste texto, como no da Diversidade Cultural (2001), esta autora salientou que essa popula&ccedil;&atilde;o necessitaria de profissionais que pudessem trabalhar o seu empoderamento, ajudando efetivamente para que voltassem a acreditar minimamente na sua capacidade de conduzir a pr&oacute;pria vida, diminuindo a sensa&ccedil;&atilde;o de desamparo e de baixa autoestima, &agrave; medida que exploram e desenvolvem com o cliente estrat&eacute;gias para "<i>mudar sua posi&ccedil;&atilde;o de impot&ecirc;ncia" </i>(Macedo, 2001, p. 44). Para tanto, lembrou que este profissional precisa saber como lidar com as quest&otilde;es de <i>poder</i>, de modo a manter o seu senso de compet&ecirc;ncia, sem "<i>refor&ccedil;ar os sentimentos de incompet&ecirc;ncia e impot&ecirc;ncia dos que buscam sua ajuda</i>" (p. 44).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referindo-se aos cursos de forma&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos (Macedo, 2006, p. 17), sintetizou uma ideia que marcou uma virada conceitual para o trabalho do psic&oacute;logo junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o: "<i>As mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas, sociais e econ&ocirc;micas urgem por atualiza&ccedil;&atilde;o nas teorias e pr&aacute;ticas, que valorizem cada vez mais a pessoa como cidad&atilde;o participante na constru&ccedil;&atilde;o da sociedade</i>". Uma ideia que traz importantes quest&otilde;es, sendo uma delas a que se constr&oacute;i pelo fato de pensar o cliente como cidad&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O foco na cidadania distanciaria o trabalho terap&ecirc;utico do seu objetivo intraps&iacute;quico? N&atilde;o dentro da posi&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gica aqui utilizada, onde o individual e o social s&atilde;o concebidos como em interconstitui&ccedil;&atilde;o, levando a acreditar que o "tornar-se sujeito" (t&atilde;o sabiamente defendido pela pr&aacute;ticas psicodin&acirc;micas como o movimento primordial do trabalho cl&iacute;nico) pode ser acrescido do social, levando a pensar (Lima e Oliveira, 2007) em uma conjuga&ccedil;&atilde;o que resultaria em tornar-se sujeito socialmente reconhecido, em contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de "<i>subcidad&atilde;o</i>" associada &agrave; pobreza utilizada por Souza (2007) em suas reflex&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma segunda quest&atilde;o referente a, se esse movimento (o cliente tamb&eacute;m visto como cidad&atilde;o) incluiria uma passagem de foco do privado para o p&uacute;blico ou uma sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o do social. A resposta, dentro de uma vis&atilde;o complexa, seria <i>n&atilde;o</i>, pois as dicotomias ou polariza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o encontram lugar, quando todos os fen&ocirc;menos s&atilde;o compreendidos como interligados. O que se v&ecirc;, portanto, &eacute; que o "<i>privado e o p&uacute;blico coexistem no cotidiano</i>" (Sousa, Hespanha &amp; Grillo, 2007, p. 13). As dicotomias perdem sua for&ccedil;a e lugar, quando se concebe a constru&ccedil;&atilde;o relacional do conhecimento, permitindo a co-constru&ccedil;&atilde;o de significados, cujas implica&ccedil;&otilde;es evidenciam as interliga&ccedil;&otilde;es entre as aparentes oposi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A a&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo, em contextos p&uacute;blicos ou privados, de atendimentos individuais ou em grupos, quando favorece a reflex&atilde;o cr&iacute;tica e a reconstru&ccedil;&atilde;o de significados que v&ecirc;m norteando as escolhas do sujeito e, provavelmente alimentando seus sintomas, pode aumentar as chances de promo&ccedil;&atilde;o de crescimento pessoal e social, em sua interconstitui&ccedil;&atilde;o. Qual seria seu novo status, o do psic&oacute;logo, perante este reposicionamento tanto te&oacute;rico quanto pr&aacute;tico frente ao <i>social? </i>Os <i>settings </i>defendidos por diferentes linhas psicoterap&ecirc;uticas ganhariam ou perderiam, ao considerarem o sujeito objeto de seu trabalho como um sujeito social?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Macedo (2004, p. 3), em artigo escrito para o Jornal do Psic&oacute;logo, ajudou nesta reflex&atilde;o, defendendo a id&eacute;ia de que o psic&oacute;logo cl&iacute;nico teria "<i>espa&ccedil;o para atuar em qualquer setting ou contexto</i>". Isso se adotasse uma conceitua&ccedil;&atilde;o para o termo <i>cl&iacute;nica </i>como denotando uma "postura profissional", uma "atitude".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa <i>atitude </i>referia-se, essencialmente &agrave; "compet&ecirc;ncia cultural" do profissional, ou seja, sua "capacidade de reconhecer a diversidade, respeit&aacute;-la e agir de acordo com ela". O que remete necessariamente a uma postura &eacute;tica de cuidados com a legitimidade do outro e sua subjetividade, assim como com o autoconhecimento do profissional. Uma atitude que possibilitou a designa&ccedil;&atilde;o do fazer da Psicologia Cl&iacute;nica como uma A&ccedil;&atilde;o Social.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As reflex&otilde;es apresentadas foram constru&iacute;das dando destaque aos questionamentos e inquieta&ccedil;&otilde;es que emergiram e emergem, &agrave; medida que a Psicologia evolui relativamente ao seu alcance, para al&eacute;m do preconizado para o atendimento cl&iacute;nico tradicional, configurando o que chamamos de novas demandas para o psic&oacute;logo. Foram reflex&otilde;es articuladas em torno de desafios que inclu&iacute;ram: a compet&ecirc;ncia para a assimila&ccedil;&atilde;o do novo, iniciando pelo exerc&iacute;cio de pensar a <i>complexidade</i>; acrescido da considera&ccedil;&atilde;o do <i>social</i>, dentro da vis&atilde;o sist&ecirc;mica novo-paradigm&aacute;tica, que demanda a legitima&ccedil;&atilde;o do outro como <i>leg&iacute;timo outro </i>e como especialista em sua pr&oacute;pria vida; culminando, na dimens&atilde;o pol&iacute;tica, como <i>cidad&atilde;o.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pergunta que da&iacute; emerge, em conson&acirc;ncia com a vis&atilde;o da cl&iacute;nica psicol&oacute;gica como a&ccedil;&atilde;o social, &eacute;: Estar&atilde;o os psic&oacute;logos preparados para atender ou realizar um encontro terap&ecirc;utico com o cidad&atilde;o? Ou ainda: Estar&atilde;o os psic&oacute;logos preparados para levar sua <i>atitude cl&iacute;nica </i>para os diferentes contextos para os quais t&ecirc;m sido chamados a atuar?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As contribui&ccedil;&otilde;es aqui apresentadas, ao pensar a Psicologia e suas novas demandas, referem-se tanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e t&eacute;cnica, como ao conjunto de estrat&eacute;gias utilizadas no dia a dia de suas interven&ccedil;&otilde;es. Mas se referem tamb&eacute;m, e principalmente, &agrave;s atitudes desenvolvidas e apresentadas na rela&ccedil;&atilde;o com os clientes, nas mais diversas situa&ccedil;&otilde;es inerentes a esse contexto de trabalho, dando lugar &agrave; <i>dimens&atilde;o &eacute;tica </i>desta rela&ccedil;&atilde;o. Instala-se aqui a necessidade de <i>novas compet&ecirc;ncias. </i>O desenvolvimento de novas compet&ecirc;ncias vem se dando no confronto com a pr&aacute;tica, ao mesmo tempo em que faz destacar a urg&ecirc;ncia de uma forma&ccedil;&atilde;o que contemple as novas demandas de uma cl&iacute;nica, que acolhe o social na sua interconstitui&ccedil;&atilde;o com o individual, dando voz aos engendramentos que o sustentam.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao vislumbrar esse movimento, no recorte aqui realizado, fica-se instigado a pensar que no desenvolvimento deste novo lugar do psic&oacute;logo cl&iacute;nico, caminhamos na dire&ccedil;&atilde;o de um <i>profissional cidad&atilde;o</i>, n&atilde;o s&oacute; pela percep&ccedil;&atilde;o de seu papel na sociedade, como de todos os demais profissionais, mas, principalmente, pela percep&ccedil;&atilde;o de sua natural implica&ccedil;&atilde;o na rede relacional que nos constitui, com todas as quest&otilde;es pertinentes a uma sociedade, n&atilde;o tendo outro caminho a n&atilde;o ser o do encontro com o outro, seja qual for sua condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atuar com a vulnerabilidade, com as institui&ccedil;&otilde;es e com a sa&uacute;de p&uacute;blica, tem se revelado uma condi&ccedil;&atilde;o especial para se pensar a atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo, n&atilde;o s&oacute; neste contexto espec&iacute;fico, pois suas vicissitudes t&ecirc;m produzido questionamentos que atingem a Psicologia de forma geral. Este &eacute; um movimento que possibilita pensar o fazer das pr&aacute;ticas psicol&oacute;gicas como uma a&ccedil;&atilde;o social, favorecendo o vislumbrar de uma cl&iacute;nica, que permite ser <i>ampliada</i>, abrindo-se para a rede de rela&ccedil;&otilde;es tanto dos clientes como dos colegas envolvidos em cada caso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Andrade, A.N. (1999). Psic&oacute;logo(a) cl&iacute;nico(a) e a atua&ccedil;&atilde;o em comunidade: Incertezas e desafios para sua forma&ccedil;&atilde;o. <i>N&uacute;mero especial: Mem&oacute;rias em Psicologia Comunit&aacute;ria. XXVI Congresso Interamericano de Psicologia, 8</i>(1), 65-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479277&pid=S0006-5943201500010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aun, J.G. (2002). Apresenta&ccedil;&atilde;o. In. M. J. E. Vasconcellos, <i>Pensamento sist&ecirc;mico. O novo paradigma da Ci&ecirc;ncia</i>. Campinas: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479279&pid=S0006-5943201500010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aun, J.G. (2007). Uma nova identidade para o profissional que lida com as rela&ccedil;&otilde;es humanas: O especialista em atendimento sist&ecirc;mico. In J. G. Aun, S. V. Coelho &amp; M. J. E. Vasconcellos, <i>Atendimento sist&ecirc;mico de fam&iacute;lias e redes sociais</i>. (Vol. II, tomo I, pp.14-38). Belo Horizonte: Ophicina de Arte &amp; Prosa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479281&pid=S0006-5943201500010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bock, A.M.B. (2007). Introdu&ccedil;&atilde;o. In Conselho Federal de Psicologia, <i>Refer&ecirc;ncia t&eacute;cnica para atua&ccedil;&atilde;o do Psic&oacute;logo no CRAS/SUAS</i>. Bras&iacute;lia: Conselho Federal de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479283&pid=S0006-5943201500010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brasil. Lei Org&acirc;nica de Assist&ecirc;ncia Social - LOAS. Lei no. 8.742, de 7 de dezembro de 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479285&pid=S0006-5943201500010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Centro de Refer&ecirc;ncia T&eacute;cnica em Psicologia e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas (CREPOP) (2007). <i>Refer&ecirc;ncia t&eacute;cnica para atua&ccedil;&atilde;o do Psic&oacute;logo no CRAS/SUAS</i>. Bras&iacute;lia: Conselho Federal de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479287&pid=S0006-5943201500010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cunha, M.P. (2010). <i>Os andaimes do novo voluntariado</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479289&pid=S0006-5943201500010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dimenstein, M. (2001). O psic&oacute;logo e o compromisso social no contexto da sa&uacute;de coletiva. <i>Psicologia em Estudo, 6(2)</i>, 57-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479291&pid=S0006-5943201500010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ferreira Neto, J.L. (2010). <i>Uma genealogia da forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo brasileiro</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fafich.ufmg.br/~memorandum/a18/ferreiraneto01.pdf" target="_blank">http://www.fafich.ufmg.br/~memorandum/a18/ferreiraneto01.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479293&pid=S0006-5943201500010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Funda&ccedil;&atilde;o SEAD - Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados.(2010). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.redalyc.uaemex.mx/pdf/647/64740106.pdf" target="_blank">http://www.redalyc.uaemex.mx/pdf/647/64740106.pdf</a> . Acesso em janeiro de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479295&pid=S0006-5943201500010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Grandesso, M. (2000). O individual e o social: Em busca da complexidade. In M. A. Grandesso, <i>Sobre a reconstru&ccedil;&atilde;o do significado: Uma an&aacute;lise epistemol&oacute;gica e hermen&ecirc;utica </i>da <i>pr&aacute;tica cl&iacute;nica</i>. (pp. 104-116). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479297&pid=S0006-5943201500010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kvale, S. (1992). Postmodern Psychology: A contradiction in terms? In S. Kvale (Ed.), <i>Psychology and Post Modernism</i>. (pp. 31-57). London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479299&pid=S0006-5943201500010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lima, M.J. (2010). <i>A compet&ecirc;ncia social do psic&oacute;logo: Estudo com profissionais de institui&ccedil;&otilde;es no atendimento &agrave;s fam&iacute;lias que vivem em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade social. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479301&pid=S0006-5943201500010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lima, M.J., &amp; Oliveira, S.M. (2007). <i>A cl&iacute;nica psicol&oacute;gica como a&ccedil;&atilde;o social</i>. Trabalho apresentado durante o II Congresso da ULAPSI, Havana, Cuba, setembro de 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479303&pid=S0006-5943201500010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Macedo, R.M.S. (2001). Diversidade cultural: Desafio para o terapeuta familiar. In: M.A. Grandesso (Org.), <i>Terapia e justi&ccedil;a social: Respostas &eacute;ticas a quest&otilde;es de dor em terapia</i>. (pp. 41-48 ). S&atilde;o Paulo: Associa&ccedil;&atilde;o Paulista de Terapia Familiar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479305&pid=S0006-5943201500010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Macedo, R.M.S., Kublikovsky, I., &amp; Santos, M.G. (2004). A interpreta&ccedil;&atilde;o em pesquisa qualitativa: A constru&ccedil;&atilde;o do significado. <i>Anais da primeira Confer&ecirc;ncia Internacional do Brasil de Pesquisa Qualitativa. </i>Taubat&eacute; - SP, 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479307&pid=S0006-5943201500010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Macedo, R.M.S. (1984). <i>Psicologia e institui&ccedil;&atilde;o: Novas formas de atendimento</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479309&pid=S0006-5943201500010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Macedo, R.M.S. (2004). Psicologia cl&iacute;nica: Uma conceitua&ccedil;&atilde;o. <i>Jornal do Psic&oacute;logo</i>, (jun/ago), 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479310&pid=S0006-5943201500010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Macedo, R.M.S. (2006). Introdu&ccedil;&atilde;o. In C. L. O. O. More &amp; R. M. S. Macedo (2006). <i>A Psicologia na comunidade: Uma proposta de interven&ccedil;&atilde;o</i>. (pp. 13-19). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479312&pid=S0006-5943201500010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mejias, N.P. (1984). Psic&oacute;logo, a sa&uacute;de p&uacute;blica e o esfor&ccedil;o preventivo. <i>Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica, 18</i>(2), 155-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479314&pid=S0006-5943201500010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mor&eacute;, C.L.O.O. &amp; Macedo, R.M.S. (2006). <i>A Psicologia na comunidade: Uma proposta de interven&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479316&pid=S0006-5943201500010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Moreira, J.O.; Romagnolli, R.&amp; Neves, E.O. (2007). O surgimento da cl&iacute;nica psicol&oacute;gica: Da pr&aacute;tica curativa aos dispositivos de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. <i>Psicologia: Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, 27 </i>(4), 608-621.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479318&pid=S0006-5943201500010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Najmanovich, D. (1998). El linguage de los vinculos. De la independ&ecirc;ncia absoluta a la autonomia relativa. In: E.Dabas, &amp; D<i>. </i>Najmanovich, <i>Redes in el linguage de los vinculos</i>, (pp. 345-356). Buenos Aires: Pa&iacute;dos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479320&pid=S0006-5943201500010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pakman, M. (1999). Terapia familiar em contexto de pobreza, viol&ecirc;ncia, disson&acirc;ncia &eacute;tnica. <i>Nova Perspectiva Sist&ecirc;mica, VIII, 13(4)</i>, 8-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479322&pid=S0006-5943201500010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portela, M.A. (2008). A crise da Psicologia cl&iacute;nica no mundo contempor&acirc;neo. <i>Estudos de Psicologia </i>(Campinas), <i>25</i>(1), 131-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479324&pid=S0006-5943201500010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Santos, B.S. (2003). Um discurso sobre as Ci&ecirc;ncias na transi&ccedil;&atilde;o para uma ci&ecirc;ncia p&oacute;s-moderna. In: B. S. Santos, <i>Introdu&ccedil;&atilde;o a uma ci&ecirc;ncia p&oacute;s-moderna</i>. (pp. 59-92). Rio de Janeiro:   Graal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479326&pid=S0006-5943201500010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sousa, L., Hespanha, P., Rodrigues, S., &amp; Grillo, P. (2007). <i>Fam&iacute;lias pobres: Desafios &agrave; interven&ccedil;&atilde;o social</i>. Lisboa: CLIMEPSI Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479328&pid=S0006-5943201500010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Souza, J. (2007). Democracia e subjetividade: A produ&ccedil;&atilde;o social dos sujeitos democr&aacute;ticos. <i>Jornal do Federal, XX(87)</i>, 14-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479330&pid=S0006-5943201500010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vasconcellos, M.J.E. (2002). <i>Pensamento sist&ecirc;mico: O novo paradigma da ci&ecirc;ncia</i>. 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Belo Horizonte: Ophicina de Arte e Prosa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479336&pid=S0006-5943201500010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Yamamoto, O.H. (2009). Quest&atilde;o social e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: Revendo o compromisso da Psicologia. In A. M. Bock, (Org.), <i>Psicologia e o compromisso social. </i>(pp. 37-55). S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479338&pid=S0006-5943201500010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Waldegrave, C. (2001). "Just therapy" com fam&iacute;lias e comunidades. In M. A. Grandesso, <i>Terapia e justi&ccedil;a social: Respostas &eacute;ticas a quest&otilde;es de dor em terapia</i>. (pp. 19-36). S&atilde;o Paulo: Associa&ccedil;&atilde;o Paulista de Terapia Familiar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479340&pid=S0006-5943201500010000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Westpahal, M.F. (2007). Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as. In: G. W. S. Campos, M.C.S. Minayo, M. Akerman, M. Drumond Jr., &amp; Y. M. Carvalho. <i>Tratado de sa&uacute;de coletiva</i>. (2<sup>a</sup> ed.; pp. 635-666). S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro: Ed. Hucitec, Ed. Fiocruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=479342&pid=S0006-5943201500010000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 10/04/2114    ]]></body>
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