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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Discussão da noção de intersubjetividade à luz de contribuições da psicanálise]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper proposes a discussion of the notion of intersubjectivity and of the concept of drive, both essential to thinking about development and the process of psychic emergence of the newborn. Although coming from different theoretical and methodological perspectives, the developmental psychology and psychoanalysis, some articulations can be woven between them. As a rereading of the notion of support suggested by Freud (1905), sustains the thesis that the infant's innate ability intersubjective experienced in bonding with their caregivers serve as a launching pad of the drive, allowing the drive is constituted as a circuit (Laznik , 2004, 2006, 2007).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top1"></a><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade &agrave; luz de contribui&ccedil;&otilde;es da psican&aacute;lise</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discussion of the concept of intersubjectivity in the light of contributions of psychoanalysis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gabriela de Araujo<sup>I</sup>; Rog&eacute;rio Lerner<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Psic&oacute;loga. Doutoranda pela Universit&eacute; Paris VII em co-orienta&ccedil;&atilde;o com o Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br> <sup>II</sup>Psicanalista. Psic&oacute;logo. Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho prop&otilde;e uma discuss&atilde;o sobre a no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade e o conceito de puls&atilde;o, ambos fundamentais para pensar o desenvolvimento e o processo de emerg&ecirc;ncia ps&iacute;quica do rec&eacute;m-nascido. Embora oriundos de perspectivas te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas distintas, a psicologia do desenvolvimento e a psican&aacute;lise, algumas articula&ccedil;&otilde;es podem ser tecidas entre os mesmos, ensejando avan&ccedil;os no estudo sobre a constru&ccedil;&atilde;o do la&ccedil;o entre o beb&ecirc; e seus cuidadores. Como releitura da no&ccedil;&atilde;o de apoio sugerida por Freud (1905), sustenta-se a tese de que a capacidade intersubjetiva inata do beb&ecirc;, experimentada no enla&ccedil;amento com seus cuidadores, serve como plataforma de lan&ccedil;amento da puls&atilde;o, permitindo que esta se constitua como circuito (Laznik, 2004, 2006, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Puls&atilde;o, Intersubjetividade, Psican&aacute;lise, Desenvolvimento.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This paper proposes a discussion of the notion of intersubjectivity and of the concept of drive, both essential to thinking about development and the process of psychic emergence of the newborn. Although coming from different theoretical and methodological perspectives, the developmental psychology and psychoanalysis, some articulations can be woven between them. As a rereading of the notion of support suggested by Freud (1905), sustains the thesis that the infant's innate ability intersubjective experienced in bonding with their caregivers serve as a launching pad of the drive, allowing the drive is constituted as a circuit (Laznik , 2004, 2006, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Drive, Intersubjectivity, Development, Psychoanalysis.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Acerca da no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade</i> </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que um beb&ecirc; que acaba de nascer  se torne um sujeito, ele precisa estabelecer  um la&ccedil;o pulsional com Outro, representado  no primeiro momento pelos  cuidadores que dele se ocupam. A instala&ccedil;&atilde;o  deste la&ccedil;o depende de diversos fatores,  tanto org&acirc;nicos como subjetivos,  que dizem respeito aos envolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As descobertas realizadas a partir dos  anos 1960 sobre as compet&ecirc;ncias do rec&eacute;m-  nascido vieram enriquecer consideravelmente  as pesquisas relativas aos processos  implicados nas trocas entre o beb&ecirc;  e o seu entorno (HOUZEL, 2003). Segundo  Roussillon (2004a), atualmente ningu&eacute;m  contestaria que o sujeito humano  s&oacute; se constr&oacute;i com a a&ccedil;&atilde;o de outro sujeito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora psicanalistas e psic&oacute;logos do  desenvolvimento concordem que as rela&ccedil;&otilde;es precoces entre os humanos fundam  as bases para as outras capacidades sociais  (ALVAREZ e LEE, 2004), h&aacute; diverg&ecirc;ncias  na forma de pensar o estabelecimento  da rela&ccedil;&atilde;o com o outro no processo  de desenvolvimento humano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A no&ccedil;&atilde;o de intersubjetivade pode ser  utilizada como eixo condutor para pensar  este processo. Sabe-se que tal no&ccedil;&atilde;o assume  diferentes sentidos de acordo com os  diversos contextos te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos  considerados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trevarthen (2003), psic&oacute;logo e pesquisador  do desenvolvimento humano, foi  um dos primeiros a propor e investigar a  intersubjetividade como inata. Seus estudos  sobre as compet&ecirc;ncias precoces do  rec&eacute;m-nascido evidenciaram que este tem  um papel ativo no la&ccedil;o que estabelece com  seus cuidadores.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>     <p> <i>"Os rec&eacute;m-nascidos, com seus c&eacute;rebros complexos, mas imaturos, com aptid&otilde;es cognitivas limitadas e um corpo fr&aacute;gil, se mostram motivados para comunicar-se com as formas expressivas e r&iacute;tmicas de interesse e de emo&ccedil;&atilde;o oriundas do outro, e o fazem atrav&eacute;s de um comportamento diferente do comportamento instintivo, que atrai o cuidado parental para a satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades biol&oacute;gicas imediatas"</i><a name="1b"></a><a href="#1a"><sup>1</sup></a> (TREVARTHEN &amp; AI-TKEN, 2003, p. 309).</p> </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Trevarthen (2005), a intersubjetividade pode ser definida como a capacidade psicol&oacute;gica de ter e partilhar objetivos, interesses, emo&ccedil;&otilde;es e de estar pronto para comunicar os acontecimentos intrinsecamente psicol&oacute;gicos a outras pessoas.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>     <p> <i>"Para partilhar o controle mental com outras pessoas, o lactente deve possuir duas compet&ecirc;ncias. De um lado, ele deve ao menos mostrar que possui os rudimentos de uma consci&ecirc;ncia individual e intencional. &Eacute; o que eu chamo de subjetividade. De outro lado, para poder comunicar, o lactente deve poder adaptar ou ajustar seu papel subjetivo &agrave; subjetividade dos outros: &eacute; a intersubjetividade"</i>* (TREVARTHEN &amp; AITKEN, 2003, p. 315).</p> </blockquote></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos de Trevarthen e de diversos colaboradores evidenciam que esta coopera&ccedil;&atilde;o expressiva e ps&iacute;quica entre o beb&ecirc; e o adulto pode ser observada nas intera&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas desde o nascimento (GRATIER, 2007). As afirma&ccedil;&otilde;es de Trevarthen (2004) sobre a capacidade inata para a intersubjetividade se apoiam sobre a hip&oacute;tese de que bases dos sistemas emocionais e de motiva&ccedil;&atilde;o se organizam muito antes do nascimento, decorrendo da a&ccedil;&atilde;o combinada e coordenada de partes do sistema nervoso em articula&ccedil;&atilde;o com suas extens&otilde;es aferentes (&oacute;rg&atilde;os dos sentidos) e eferentes (aparelho musculoesquel&eacute;tico).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se de pensar que os rec&eacute;m-nascidos apresentam uma predisposi&ccedil;&atilde;o para rudimentos de capacidades sociais que permite uma harmoniza&ccedil;&atilde;o afetiva e a regula&ccedil;&atilde;o emocional, gerando uma sensa&ccedil;&atilde;o de estabilidade interna e levando a uma comunica&ccedil;&atilde;o precoce entre a crian&ccedil;a e seu cuidador (ALVAREZ e LEE, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se os diversos estudos de Trevarthen e colaboradores tendem a enfatizar o inatismo dos processos fundamentais requeridos pela intersubjetividade, outros autores tendem a destacar as etapas pelas quais o processo de sua instala&ccedil;&atilde;o tem que passar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Stern (2004, 2005) afirma que a intersubjetividade pode ser definida como a partilha da experi&ecirc;ncia vivida entre duas pessoas, decorrendo de um sistema fundamental de motiva&ccedil;&atilde;o inata e essencial para a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie. O autor descreve a intersubjetividade como um processo que deve ser definido em diversas etapas no qual o beb&ecirc; e os pais t&ecirc;m um papel a ocupar.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>     <p> <i>"Primeiro, os pais devem ser capazes de ler o estado emocional do lactente no seu comportamento manifesto. Em seguida, eles devem apresentar um certo comportamento que, embora n&atilde;o se reduza a uma imita&ccedil;&atilde;o estrita, corresponda sob certos aspectos ao comportamento manifesto do lactente. Enfim, o beb&ecirc; deve estar na medida de compreender que a rea&ccedil;&atilde;o parental correspondente tem uma rela&ccedil;&atilde;o com sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia emocional inicial e n&atilde;o somente com a imita&ccedil;&atilde;o do seu comportamento"</i>* (STERN, 2003, p.182).</p> </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ideia de base &eacute; que a consci&ecirc;ncia humana se constr&oacute;i e se mant&eacute;m gra&ccedil;as &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o intersubjetiva entre o "eu e o outro" (STERN, 2005). Este processo de constru&ccedil;&atilde;o da intersubjetividade depende ent&atilde;o da dupla adapta&ccedil;&atilde;o entre os pais e a crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Golse (2004), o processo de acesso &agrave; intersubjetivdade pode ser compreendido como um movimento de diferencia&ccedil;&atilde;o que vai permitir &agrave; crian&ccedil;a experimentar, sentir e integrar que o eu n&atilde;o &eacute; o mesmo que o outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sem querermos negar que a no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade representa um avan&ccedil;o nos estudos sobre o desenvolvimento do beb&ecirc; e que contribui para o trabalho cl&iacute;nico, parece-nos que seu estudo n&atilde;o leva suficientemente em conta a exist&ecirc;ncia do inconsciente. &Eacute; com este intuito que se pretende uma discuss&atilde;o desse conceito a partir de um ponto de vista psicanal&iacute;tico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Inexorabilidade do inconsciente para a psican&aacute;lise</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para discutir a no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade partindo da psican&aacute;lise &eacute; necess&aacute;rio destacar a dimens&atilde;o inconsciente da subjetividade. Marcelli prop&otilde;e que na intersubjetividade "<i>n&atilde;o se trata somente do fato de que dois sujeitos se interessem um pelo outro. Pois se fosse assim, a intersubjetividade se resumiria a uma troca consciente e seria definida simplesmente como uma rela&ccedil;&atilde;o interpessoal</i>"* (MARCELLI, 2004, p.55).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disto, segundo Freud, torna-se dif&iacute;cil concordar com o postulado que estipula a exist&ecirc;ncia da diferencia&ccedil;&atilde;o inata completa entre o eu e o outro, sendo necess&aacute;rio admitir que "<i>uma unidade compar&aacute;vel ao Eu n&atilde;o existe desde o come&ccedil;o no indiv&iacute;duo; o Eu tem que ser desenvolvido</i>" (FREUD, 2010, p.18), para o que se requer uma nova a&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica (1914).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, seguindo nesta forma de pensar a intersubjetividade, temos "<i>o encontro de um sujeito, animado de puls&otilde;es e de uma vida ps&iacute;quica inconsciente, com um objeto, que &eacute; tamb&eacute;m um outro sujeito, e que &eacute; tamb&eacute;m animado por uma vida pulsional de onde uma parte &eacute; inconsciente</i>"* (ROUSSI-LLON, 2004b, p.735). O conceito de puls&atilde;o foi definido por Freud como</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>     <p> <i>"um conceito limite entre o som&aacute;tico e o ps&iacute;quico, como o representante ps&iacute;quico dos est&iacute;mulos oriundos do interior do corpo e que atingem a alma, como uma medida do trabalho imposto &agrave; psique por sua liga&ccedil;&atilde;o com o corpo"</i> (FREUD, 2010, p.57).</p> </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Utilizando o conceito de puls&atilde;o de Freud, podemos melhor compreender a ideia de que o rec&eacute;m-nascido &eacute; mobilizado pela busca da rela&ccedil;&atilde;o. Quer dizer que &eacute; em apoio e para al&eacute;m da satisfa&ccedil;&atilde;o das <i>necessidades biol&oacute;gicas imediatas</i> que o beb&ecirc; procura entrar em contato com os outros (1905). De fato, as puls&otilde;es - diferentemente das necessidades - n&atilde;o s&atilde;o satisfeitas sempre do mesmo modo. Segundo Freud, j&aacute; que a puls&atilde;o "<i>n&atilde;o ataca de fora, mas do interior do corpo, nenhuma fuga pode servir contra ela</i>" (FREUD, 2010, p.54). Aqui se situa uma diferen&ccedil;a fundamental da contribui&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s anteriormente citadas: n&atilde;o se considera haver um processo de desenvolvimento com etapas potenciais previamente definidas para o investimento pulsional; outrossim, seu impacto sobre o humano decorre justamente de um inacabamento e de uma imperfei&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&atilde;o fundamental de desamparo que imp&otilde;e uma constru&ccedil;&atilde;o constante do que n&atilde;o est&aacute; dado <i>a priori</i>. Todo o investimento pulsional que ocorre ao longo da vida guarda as marcas da especificidade da constru&ccedil;&atilde;o sempre imperfeita que engendrou a subjetividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lacan prop&otilde;e pensar a puls&atilde;o como algo que "<i>n&atilde;o tem dia nem noite, n&atilde;o tem primavera nem outono, que ela n&atilde;o tem subida nem descida. &Eacute; uma for&ccedil;a constante</i>" (LACAN, 1985b, p.157). Ou seja, segundo Lacan, em fun&ccedil;&atilde;o das puls&otilde;es, a vida ps&iacute;quica &eacute; de um outro registro que aquele segundo a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades (LACAN, 2001).</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>     <p> <i>"A puls&atilde;o apreendendo seu objeto, aprende de algum modo que n&atilde;o &eacute; justamente por a&iacute; que ela se satisfaz. Pois se se distingue, no come&ccedil;o da dial&eacute;tica da puls&atilde;o, o Not e o Bed&uuml;rfnis, a necessidade e a exig&ecirc;ncia pulsional - &eacute; justamente porque nenhum objeto de nenhum Not, necessidade, pode satisfazer a puls&atilde;o.(...) essa boca que se abre no registro da puls&atilde;o - n&atilde;o &eacute; pelo alimento que ela se satisfaz..."</i> (LACAN, 1985b, p.159).</p> </blockquote></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ent&atilde;o, mais do que necessidades, &eacute; preciso que o beb&ecirc; tenha tamb&eacute;m demandas: que ele saia do registro da necessidade e possa entrar no campo do desejo. Pode-se dizer que mais do que fome, &eacute; preciso que o beb&ecirc; tenha apetite. Como diz Lacan, "<i>o desejo, fun&ccedil;&atilde;o central em toda experi&ecirc;ncia humana, &eacute; desejo de nada que possa ser nomeado</i>" (LACAN, 1985a, p.281).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este aspecto radical do funcionamento ps&iacute;quico humano "<i>que entende as necessidades como demandas que desejam ser satisfeitas faz com que o beb&ecirc;, desde que ele entre em contato com o outro, deixe de ser um ser de necessidade para se tornar um ser do desejo</i>"* (CRESPIN, 2007, p.22).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Circuito pulsional: instala&ccedil;&atilde;o de uma disjun&ccedil;&atilde;o intersubjetiva</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho de Laznik (2004, 2006, 2007) permite-nos estabelecer uma articula&ccedil;&atilde;o entre a concep&ccedil;&atilde;o lacaniana das puls&otilde;es e a no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade de Trevarthen. Retomando o conceito de puls&atilde;o proposto por Freud (1915) e revisitado por Lacan no seu semin&aacute;rio "Os quatro conceitos fundamentais da psican&aacute;lise", Laznik nos convida a refletir sobre o papel do circuito pulsional na emerg&ecirc;ncia ps&iacute;quica do rec&eacute;m-nascido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Laznik (2007), a puls&atilde;o cumpre sua meta de satisfa&ccedil;&atilde;o por meio do estabelecimento de um circuito de tr&ecirc;s tempos, ideia fundamental para entender o processo de constitui&ccedil;&atilde;o subjetiva, quer dizer, a forma como abandonamos o estatuto de ser de necessidade para tornarmonos seres de desejo. No primeiro tempo o beb&ecirc; vai em dire&ccedil;&atilde;o ao objeto oral para se satisfazer. Freud chamou este tempo de a busca ativa da parte do beb&ecirc; (LAZNIK, 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O segundo tempo &eacute; reflexivo ou autoer&oacute;tico. &Eacute; o que Freud descreveu como  o retorno da puls&atilde;o sobre uma parte do corpo pr&oacute;prio. &Eacute; o tempo da capacidade de se acalmar chupando o dedo, a m&atilde;o... No terceiro tempo, o beb&ecirc; se faz, ele mesmo, objeto de um outro, colocando seu dedo na boca da m&atilde;e, que aproveita e, gozando, faz de conta que o est&aacute; comendo. Por&eacute;m, ao contr&aacute;rio de Freud que qualifica este terceiro tempo como passivo, Laznik o pensa como uma <i>passividade ativa</i>. "<i>Com efeito, &eacute; muito ativamente que ele vai se fazer comer por este outro, para o qual ele se faz, ele mesmo, objeto</i>" (LAZNIK, 2004, p.28).</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>     <p> <i>"O beb&ecirc; n&atilde;o &eacute; passivo na situa&ccedil;&atilde;o, claramente ele a procura. &Eacute; ele que vai procurar se fazer olhar, se fazer ouvir ou bem, ao n&iacute;vel oral, se fazer 'comer o pezinho'. Este aspecto eminentemente ativo do terceiro tempo do circuito pulsional havia sido evidenciado por Lacan que o chamava o tempo do 'se fazer'"</i>*. (LA-ZNIK, 2000, p.73).</p> </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; somente depois do terceiro tempo que se pode falar em satisfa&ccedil;&atilde;o pulsional (LAZNIK, 2000). Lacan coloca que &eacute; "<i>no momento em que o fecho se fechou, quando &eacute; de um polo ao outro que houve revers&atilde;o, quando o outro entrou em jogo, que o sujeito tomou-se por termo terminal da puls&atilde;o</i>" (LA-CAN, 1985b, p.173). E &eacute; a&iacute; que vemos que o beb&ecirc; procura o gozo do outro.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p> <i>"A puls&atilde;o se satisfaz pelo fato de que este circuito gira e de que cada um dos tempos tornar&aacute; a passar um infinito n&uacute;mero de vezes. N&oacute;s s&oacute; podemos estar certos do car&aacute;ter verdadeiramente pulsional dos dois primeiros tempos na medida em que tivermos constatado o terceiro"</i> (LAZ-NIK, 2004, p.29).</p> </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Falando de um outro modo, significa que este ciclo se desenvolve diversas vezes na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-beb&ecirc;, mas &eacute; somente ap&oacute;s a instaura&ccedil;&atilde;o do terceiro tempo que os outros dois adquirem sentido. Como disse Lacan (1985b), este sujeito que existe gra&ccedil;as ao outro, aparece quando o circuito da puls&atilde;o pode se fechar. &Eacute; somente com a dimens&atilde;o do Outro que a fun&ccedil;&atilde;o da puls&atilde;o pode existir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, os movimentos do beb&ecirc; de procura do seio e de chupar o dedo para se acalmar podem enfim ser considerados como er&oacute;ticos. Porque s&oacute; podemos falar em registro pulsional no momento em que o gozo do Outro est&aacute; colocado em quest&atilde;o. &Eacute; este momento de <i>enganchamento</i> ao desejo do outro que permite ao <i>infans</i> aceder ao <i>status</i> de sujeito. &Eacute; neste sentido que Lacan afirma que o "<i>desejo do homem encontra seu sentido no desejo do outro, n&atilde;o porque o outro tenha as chaves do objeto desejado, mas porque o seu primeiro objetivo &eacute; ser reconhecido pelo outro</i>" (LACAN, 1998, p.132).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como se v&ecirc;, o estabelecimento do circuito pulsional instaura o desejo do Outro como meta da opera&ccedil;&atilde;o subjetiva desejante, isto &eacute;, inconsciente. O destino de tal estabelecimento n&atilde;o est&aacute; dado previamente no desenvolvimento, necessitando da participa&ccedil;&atilde;o e do acionamento rec&iacute;proco das opera&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas das fun&ccedil;&otilde;es materna e paterna, tanto da parte do beb&ecirc; como de seus pais ou cuidadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Golse, apoiando-se na revis&atilde;o da teoria lacaniana feita por Laznik, diz que o terceiro tempo do circuito pulsional pode ser caracterizado como "<i>o momento em que, tendo acedido &agrave; intersubjetividade, o infans torna-se ent&atilde;o capaz de se oferecer ele mesmo como objeto da puls&atilde;o do outro</i>"* (GOL-SE, 2004, p.449).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quer dizer que o momento de fechamento do circuito pulsional pode ser ent&atilde;o entendido como o momento de troca intersubjetiva se esta &eacute; pensada de um ponto de vista psicanal&iacute;tico, ou seja, orientada pelo desejo como decorrente da constru&ccedil;&atilde;o do circuito pulsional.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>     <p> <i>"Assim, quando a m&atilde;e coloca docemente os olhos sobre os olhos do seu beb&ecirc;, este mant&eacute;m seu olhar no de sua m&atilde;e e parece literalmente animado de um sopro de vida partilhado. (...) Rapidamente, ele procura,  por seu lado, fisgar o olhar da sua m&atilde;e. (...) O olhar do outro se torna um atrativo potente, a partilha do olhar um estabilizador comportamental que mant&eacute;m esta propens&atilde;o"</i>* (MARCELLI, p. 61, 2004).</p> </blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta ilustra&ccedil;&atilde;o de Marcelli pode caracterizar o momento de troca intersubjetiva e pode ser utilizada da mesma forma para descrever o circuito pulsional. Tratase de destacar a dimens&atilde;o desejante na articula&ccedil;&atilde;o do conceito de puls&atilde;o com a no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade, reconhecendo, assim, o lugar do circuito pulsional nas comunica&ccedil;&otilde;es humanas e nas trocas intersubjetivas (ROUSSILLON, 2004b).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A psican&aacute;lise permite que se destaque um aspecto importante na no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade. Se os estudos de Trevarthen e colaboradores evidenciaram a ocorr&ecirc;ncia de uma sintonia r&iacute;tmica multimodal (por envolver voz, movimentos de olhos e membros) que ocorre entre beb&ecirc; e cuidadores desde o nascimento, chamada por tais autores de simpatia, a psican&aacute;lise introduz uma dimens&atilde;o disjuntiva fundamental na no&ccedil;&atilde;o de intersubjetividade: ainda que haja mecanismos de desenvolvimento respons&aacute;veis pelo engajamento rec&iacute;proco coordenado entre beb&ecirc; e seus cuidadores, a passagem da posi&ccedil;&atilde;o demandante para a desejante faz com que se parta de uma pretens&atilde;o de completude perfeita no campo do Outro para o alcance de, apenas, alguma satisfa&ccedil;&atilde;o substitutiva e incompleta a partir do estabelecimento de seu esvaziamento decorrente do recalque. Essa disjun&ccedil;&atilde;o na dimens&atilde;o do Outro conquistada com a constitui&ccedil;&atilde;o subjetiva aponta para uma intersubjetividade fundamentalmente dissonante. O desejo torna necess&aacute;rio que nos enderecemos a um Outro que n&atilde;o tem como recobrir nossa exist&ecirc;ncia, ainda que fa&ccedil;a de conta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Fundamentos da intersubjetividade como plataforma de lan&ccedil;amento da puls&atilde;o</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pesquisas acerca da intersubjetividade evidenciam haver uma base nervosa inata para a ocorr&ecirc;ncia da coordena&ccedil;&atilde;o que envolve o beb&ecirc; e o cuidador no compartilhamento de experi&ecirc;ncias. A partir da leitura das considera&ccedil;&otilde;es de Freud sobre o papel desempenhado pelas zonas er&oacute;genas como polos da puls&atilde;o, podemos supor que os mecanismos corporais previamente determinados pelo desenvolvimento para engajar-se nas experi&ecirc;ncias de intersubjetividade servem como plataforma de lan&ccedil;amento da puls&atilde;o. N&atilde;o se quer dizer com isso que tais mecanismos determinam a puls&atilde;o ou que ela e seu circuito estejam previamente inscritos no desenvolvimento. O que ora sustentamos &eacute; que tais mecanismos podem ser considerados an&aacute;logos &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es vitais, em apoio &agrave;s quais Freud (1996b) prop&ocirc;s que as puls&otilde;es adv&ecirc;m: Embora n&atilde;o determinem o destino das puls&otilde;es, o qual depende de opera&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas n&atilde;o previamente inscritas no desenvolvimento, esses mecanismos corporais envolvidos nas experi&ecirc;ncias intersubjetivas iniciais servem como facilitadores da origem dos circuitos que vir&atilde;o a se estabelecer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Duas ilustra&ccedil;&otilde;es do que ora propomos podem ser consideradas &agrave; luz da puls&atilde;o esc&oacute;pica (FREUD, 1996b; LACAN, 1985b) e da puls&atilde;o invocante (LACAN, 1985b). Os estudos acerca da intersubjetividade evidenciam haver uma coordena&ccedil;&atilde;o entre o beb&ecirc; e seus cuidadores quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia e ritmo dos olhares entre si. Como vimos, caso haja desarmonia r&iacute;tmica entre o que o beb&ecirc; v&ecirc; do outro e o que tenta provocar nele, o beb&ecirc; entra em ansiedade. Em termos de desenvolvimento e especializa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea nervosa respons&aacute;vel pela vis&atilde;o por parte do beb&ecirc;, tal coordena&ccedil;&atilde;o intersubjetiva &eacute; fundamental por servir de guia para as vias neuronais envolvidas. &Eacute; a partir do engajamento intersubjetivo visual entre beb&ecirc; e cuidadores, determinado pelo desenvolvimento desde o nascimento do primeiro, que a puls&atilde;o esc&oacute;pica se instala.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tocante &agrave; voz, os estudos psicolingu&iacute;sticos (BATESON, 1975; FERNALD e SIMON, 1984; MASON e JUST, 2006) evidenciam que desde o nascimento ocorre um engajamento do beb&ecirc; com seus cuidadores em ritmos e frequ&ecirc;ncias carregados de significados capazes de deflagrar respostas emocionais precisas e espec&iacute;ficas. O beb&ecirc; &eacute; capaz tanto de responder como de tomar a iniciativa de provocar tais engajamentos. A partir de tal engajamento, a puls&atilde;o invocante, que segundo Lacan (1985b) &eacute; a mais pr&oacute;xima da experi&ecirc;ncia do inconsciente, instala-se como circuito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As considera&ccedil;&otilde;es tecidas acima est&atilde;o de acordo com a no&ccedil;&atilde;o formulada por Freud (1996b, 1996c, 1996d, 1996e) como s&eacute;ries complementares, decorrentes da defini&ccedil;&atilde;o da puls&atilde;o como um conceito que se situa no limite entre o som&aacute;tico e o ps&iacute;quico (FREUD, 1996a). Segundo tal no&ccedil;&atilde;o, a constitui&ccedil;&atilde;o subjetiva d&aacute;-se a partir de uma combina&ccedil;&atilde;o sempre singular entre constitui&ccedil;&atilde;o som&aacute;tica e constitui&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma consequ&ecirc;ncia poss&iacute;vel do que ora propomos &eacute; que uma base org&acirc;nica h&iacute;gida, capaz de engendrar experi&ecirc;ncias de intersubjetividade que engajam o beb&ecirc; e seus cuidadores, &eacute; condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, mas n&atilde;o suficiente, para o estabelecimento do circuito pulsional. Algumas das complica&ccedil;&otilde;es que podem incidir sobre esta base org&acirc;nica (como esclerose tuberosa com achados cerebrais, por exemplo), comprometendo o engajamento intersubjetivo que serve de plataforma de lan&ccedil;amento da puls&atilde;o, podem vir a ter consequ&ecirc;ncias adversas para o estabelecimento do circuito pulsional e a decorrente constitui&ccedil;&atilde;o subjetiva, levando a uma "<i>impermeabilidade biol&oacute;gica ao significante</i>" (JERUSALINSKY,1984).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bibliografia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALVAREZ, A.; LEE, A. Early forms of relatedness in autism: a longitudinal clinical and quantitative single-case study. In: <i>Clinical Child Psychology and Psychiatry,</i> v.9(4), p.449-518, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397696&pid=S0102-7395201000030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BATESON, M.C. Mother-infant exchanges: the epigenesis of conversational interaction. In: AA-RONSON, D.; RIEBER, R.W.(Eds.). Developmental Psycholinguistics and Communication Disorders. <i>Annals of the New York Academy of Sciences</i>, v.263, p.101-113. New York: New York Academy of Sciences, 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397698&pid=S0102-7395201000030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CRESPIN, G. <i>L'&eacute;pop&eacute;e symbolique du nouveau-n&eacute;</i>. Paris: &Eacute;r&egrave;s, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397700&pid=S0102-7395201000030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FERNALD, A.; SIMON, T. "Expanded intonation Contours in mothers' speech to newborns". In <i>Developmental Psychology</i>, 20, p.104-113, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397702&pid=S0102-7395201000030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S. (1896) Rascunho K: As neuroses de defesa. <i>Edi&ccedil;&atilde;o Standard Brasileira das obras psicol&oacute;gicas completas</i>, v.I. Rio de Janeiro: Imago, 1996a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397704&pid=S0102-7395201000030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S. (1905).Tr&ecirc;s ensaios sobre a teoria da sexualidade. <i>Edi&ccedil;&atilde;o Standard Brasileira das obras psicol&oacute;gicas completas</i>, v.VII. Rio de Janeiro: Imago, 1996b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397706&pid=S0102-7395201000030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S. (1912). Din&acirc;mica da transfer&ecirc;ncia. <i>Edi&ccedil;&atilde;o Standard Brasileira das obras psicol&oacute;gicas completas</i>, v.XII. Rio de Janeiro: Imago, 1996c.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397708&pid=S0102-7395201000030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S. (1914). <i>Introdu&ccedil;&atilde;o ao narcisismo.</i> S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397710&pid=S0102-7395201000030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S. (1915) <i>Os instintos e seus destinos.</i> S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397712&pid=S0102-7395201000030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S. (1916). Algumas ideias sobre desenvolvimento e regress&atilde;o - etiologia, Conf.XXII. <i>Edi&ccedil;&atilde;o Standard Brasileira das obras psicol&oacute;gicas completas</i>, v.XVI. Rio de Janeiro: Imago, 1996d.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397714&pid=S0102-7395201000030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FREUD, S. (1933). Feminilidade, Conf.XXXIII. <i>Edi&ccedil;&atilde;o Standard Brasileira das obras psicol&oacute;gicas completas</i>, v.XXII. Rio de Janeiro: Imago, 1996e.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397716&pid=S0102-7395201000030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GOLSE, B. Les b&eacute;b&eacute;s savent-ils jouer? In: <i>La Psychiatrie de l'Enfant</i>, Paris, n.2, p.443-455, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397718&pid=S0102-7395201000030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GRATIER, M. Les rythmes de l'intersubjectivit&eacute;. In: <i>Spirale,</i> v.4, n. 44, p.47-57, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397720&pid=S0102-7395201000030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HOUZEL, D. Devenir parent. In: HOUZEL, D., GLEISSMANN, C. (dir). <i>L'enfant, ses parents et le psychanalyste.</i> Paris: Bayard &eacute;ditions, 2003, p.293-309, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397722&pid=S0102-7395201000030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">JERUSALINSKY, A. <i>Psican&aacute;lise do autismo.</i> Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397724&pid=S0102-7395201000030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. (1953). Fun&ccedil;&atilde;o e campo da palavra e da linguagem. In: <i>Escritos</i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397726&pid=S0102-7395201000030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. (1954). <i>O semin&aacute;rio, livro 2: o eu na teoria de Freud e na t&eacute;cnica da psican&aacute;lise.</i> Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397728&pid=S0102-7395201000030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. (1964). <i>O semin&aacute;rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican&aacute;lise.</i> Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397730&pid=S0102-7395201000030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LACAN, J. (1969). Note sur l'enfant. In: <i>Autres &eacute;crits.</i> Paris: Seuil, 2001, p.373-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397732&pid=S0102-7395201000030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LAZNIK, M-C. La th&eacute;orie lacanienne de la pulsion permettrait de faire avancer la recherche sur l'autisme. In: <i>La C&eacute;libataire - Revue de Psychanalyse</i>, automne-hiver, 2000, p.67-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397734&pid=S0102-7395201000030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LAZNIK, M-C. Godente ma non troppo - le minimum de jouissance de l'Autre n&eacute;cessaire &agrave; la constitution du sujet. In: L'enfant entre d&eacute;sir et jouissance. <i>Cahiers de l'Association Lacanienne Internationale</i>, Paris, 2006, p.13-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397736&pid=S0102-7395201000030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LAZNIK, M-C. Du pourquoi du langage st&eacute;r&eacute;otyp&eacute;... In: TOUATI, B; JOLY, F ; LAZNIK, M- C. <i>Langage, voix et parole dans l'autisme.</i> Paris: Le fil rouge, PUF, 2007,  p.39-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397738&pid=S0102-7395201000030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LAZNIK, M-C. <i>A voz da sereia.</i> Salvador: &Aacute;galma, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397740&pid=S0102-7395201000030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARCELLI, D. R&ecirc;verie intersubjective, promenade entre relation pr&eacute;coce et anthropologie historique. In: <i>Intersubjectivit&eacute;. Revue Psychiatrie Fran&ccedil;aise</i>, v.2,  2004, p.55-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397742&pid=S0102-7395201000030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MASON, R. A; JUST, A. M. Neuroimaging contributions to the understanding of discourse processes. In: <i>Handbook of Psycholinguistics</i>, M. Traxler et M. A. Gernsbachter (eds). Amsterdam: Elsevier, 2006, p.765-795.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397744&pid=S0102-7395201000030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ROUSSILLON, R. L'intersubjectivit&eacute; et la fonction messag&egrave;re de la pulsion. In: <i>Intersubjectivit&eacute;. Revue Psychiatrie Fran&ccedil;aise</i>, v.2, 2004a, p.45-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397746&pid=S0102-7395201000030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ROUSSILLON, R. La pulsion et l'intersubjectivit&eacute;. In: <i>Adolescence,</i> n.4, tome 50, 2004b, p.735-753.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397748&pid=S0102-7395201000030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SALOMONSSON, B. Semiotic transformations in psychoanalysis with infants and adults. In: <i>Int J Psychoanal.,</i> n.88, 2007, p.1201-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397750&pid=S0102-7395201000030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">STERN, D. <i>Le monde interpersonnel du nourrisson</i>. Paris: Le fil rouge, PUF, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397752&pid=S0102-7395201000030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">STERN, D. Un syst&egrave;me de motivation, primaire et fondamental. In: <i>Intersubjectivit&eacute;. Revue Psychiatrie Fran&ccedil;aise</i>, v.1, 2004, p.8-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397754&pid=S0102-7395201000030000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">STERN, D. Le d&eacute;sir d'intersubjectivit&eacute;. Pourquoi? Comment ? In: <i>Psychoth&eacute;rapies</i>, v.25, n.4, 2005, p.215-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397756&pid=S0102-7395201000030000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TREVARTHEN, C. La communication de l'exp&eacute;rience par l'intersubjectivit&eacute;: comment les b&eacute;b&eacute;s saisissent les sens de nos actions et de nos paroles. In: <i>Intersubjectivit&eacute;. Revue Psychiatrie Fran&ccedil;aise</i>, v.2, 2004, p.8-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397758&pid=S0102-7395201000030000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TREVARTHEN, C. Autisme, motivation en r&eacute;sonance et musicoth&eacute;rapie. In: <i>Neuropsychiatrie de l'enfant et de l'adolescence</i>, n.53, 2005, p.46-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397760&pid=S0102-7395201000030000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TREVARTHEN, C., J; AITKEN, K. (2003). Intersubjectivit&eacute; chez le nourrisson: recherche, th&eacute;orie et application clinique. In: <i>Devenir</i>, v.34, n.4, 2003, p.309-428.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2397762&pid=S0102-7395201000030000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="end"></a><a href="#top1"><img src="/img/revistas/reverso/v32n60/seta.jpg" border="0"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br> Al. Joaquim Eug&ecirc;nio de Lima, 1360/74    <br> 01403-002 - S&Atilde;O PAULO/SP    <br> Tel.: + 55 (11)7500-8862    <br> E-mail: <a href="mailto:gabrielaxdearaujo@hotmail.com">gabrielaxdearaujo@hotmail.com</a>, <a href="mailto:rogerlerner@usp.br">rogerlerner@usp.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RECEBIDO EM: 30/07/2010    <br> APROVADO EM: 02/08/2010</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sobre os Autores</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gabriela de Araujo</b>    <br> Psic&oacute;loga. Doutoranda pela Universit&eacute; Paris VII em co-orienta&ccedil;&atilde;o com o Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rog&eacute;rio Lerner</b>    <br> Psicanalista. Psic&oacute;logo. Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de S&atilde;o Paulo. Co-orientador do doutorado de Gabriela de Araujo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1a"></a><a href="#1b">1</a>. Texto traduzido livremente pelos autores. As cita&ccedil;&otilde;es traduzidas desta maneira ser&atilde;o marcadas por um asterisco (*).</font></p>      ]]></body>
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