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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os neurobiomecanismos do aprender: a aplicação de novos conceitos no dia-a-dia escolar e terapêutico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of the present paper is to provide information related to distinct areas linked to learning processes, in order to improve the day-by-day practice of clinicians and education professionals. The work was developed upon the use of the knowledge from a variety of areas ranging from developmental psychology, neuroscience and physiology to education and anatomy, aiming to instigate and deepen the knowledge of the student/client and his/her teacher/therapist. Gathering the knowledge from different areas related to the neuropsychophysiological processes of mankind will promote learning and education and make students and teachers, therapists and clients, companions of the same process, closer.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aprendizagem]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Percepção]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO    DE REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Os    neurobiomecanismos do aprender: a aplica&ccedil;&atilde;o de novos conceitos    no dia-a-dia escolar e terap&ecirc;utico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The neurobiomechanisms    of learning: the use of new concepts at school and therapeutic setting</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Alvarez<sup>I</sup>;    Ivana de Carvalho Lemos<sup>II</sup></b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Fonoaudi&oacute;loga    graduada Ana Alvarez; Ivana de Carvalho Lemospela Escola Paulista de Medicina    - Universidade Federal de S&atilde;o Paulo -UNIFESP; Doutor em Ci&ecirc;ncias    pela Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo - USP    <br>   <sup>II</sup>Arquiteta graduada pela Faculdade Br&aacute;s Cubas de Mogi das    Cruzes; Acad&ecirc;mica de Psicologia - Faculdades Metropolitanas Unidas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste    trabalho &eacute; fornecer informa&ccedil;&otilde;es, a partir de um quadro    interdisciplinar de &aacute;reas ligadas &agrave; aprendizagem, que facilitem    e aperfei&ccedil;oem a tarefa dos educadores e terapeutas no seu dia-a-dia.    Partindo de no&ccedil;&otilde;es da psicologia do desenvolvimento e da neuroci&ecirc;ncia    e somando-as com as da fisiologia, pedagogia e anatomia, desenvolve-se o tema    com o intuito de somar esses saberes para que o aprender seja mais abrangente,    compreensivo e instigante, tanto para aquele que ensina quanto para o aprendiz.    Pretende-se, aqui, agregar conhecimento de diferentes &aacute;reas relacionadas    aos processos neuropsicofisiol&oacute;gicos do homem, a fim de facilitar tanto    o ensino quanto a aprendizagem, aproximando afetivamente alunos e professores,    terapeutas e pacientes, companheiros no mesmo processo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos:</b>    Aprendizagem. C&eacute;rebro. Percep&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The purpose of    the present paper is to provide information related to distinct areas linked    to learning processes, in order to improve the day-by-day practice of clinicians    and education professionals. The work was developed upon the use of the knowledge    from a variety of areas ranging from developmental psychology, neuroscience    and physiology to education and anatomy, aiming to instigate and deepen the    knowledge of the student/client and his/her teacher/therapist. Gathering the    knowledge from different areas related to the neuropsychophysiological processes    of mankind will promote learning and education and make students and teachers,    therapists and clients, companions of the same process, closer.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    Learning. Brain. Perception.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <i>"A urg&ecirc;ncia    em tomar decis&otilde;es colaborativas sobre o meio ambiente mundial, a tecnologia    e os recursos naturais ir&atilde;o nos compelir a novas maneiras de trabalhar    conjuntamente. A organiza&ccedil;&atilde;o tribal deve dar lugar &agrave; global...    Pessoas de todos os lugares v&atilde;o ter que se exigir muito mais. Para o    futuro, quem quiser ser brilhante deve ser guiado pela luz do aprendizado, a    verdadeira Tocha" <sup>1</sup>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(W.A. Henry III    , p.29)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aprender, aprender.    Passamos a vida aprendendo. Aprendendo a falar, a andar de bicicleta, a ler,    a escrever, a contar, a memorizar a tabuada, a falar ingl&ecirc;s, a ter id&eacute;ias.    Quase todos n&oacute;s crescemos ouvindo que todos os acontecimentos da vida    ensinam algo<sup>2</sup> e que devemos estar alertas e motivados a aprender,    aprender sempre.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Afinal, como se    aprende alguma coisa? Aprender &eacute; um processo constante e ininterrupto,    embora as janelas de oportunidade ofere&ccedil;am momentos da vida facilitadores    para certo tipo de aprendizagem, se aprende a todo instante. Aprender significa    agregar novas informa&ccedil;&otilde;es &agrave; nossa mem&oacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A aprendizagem    n&atilde;o &eacute; uma simples absor&ccedil;&atilde;o passiva de conte&uacute;dos.    Para que ela se concretize &eacute; preciso a intera&ccedil;&atilde;o de uma    rede de complexas opera&ccedil;&otilde;es neurofisiol&oacute;gicas e neuropsicol&oacute;gicas    que associam, combinam e organizam est&iacute;mulos fornecidos pelo meio e a    eles d&ecirc;em as respostas mais adequadas, assimila&ccedil;&otilde;es e fixa&ccedil;&otilde;es    que possibilitem futuras evoca&ccedil;&otilde;es<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da    contribui&ccedil;&atilde;o do meio ambiente para a aprendizagem, devem-se considerar    os processos cognitivos internos, isto &eacute;, como o indiv&iacute;duo elabora    os est&iacute;mulos recebidos, sua capacidade de integrar informa&ccedil;&otilde;es    e process&aacute;-las, formando uma complexa rede de representa&ccedil;&otilde;es    mentais, que possibilite a ele resolver situa&ccedil;&otilde;es problema, adquirir    conceitos novos e interpretar s&iacute;mbolos diversos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As emo&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o componentes essenciais ao funcionamento cognitivo e &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o    de conhecimento. Uma situa&ccedil;&atilde;o de aprendizagem estimulante e motivadora    tende a ser mais eficaz, sobretudo para as crian&ccedil;as. O interc&acirc;mbio    de est&iacute;mulos &eacute; essencial para a aprendizagem. Defende-se uma vis&atilde;o    integradora de aprendizagem, onde o conhecimento &eacute; produto da intera&ccedil;&atilde;o    entre o homem e sua viv&ecirc;ncia de realidade, o mundo dos est&iacute;mulos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitos estudaram    o processo de aprendizagem, entre eles: Erikson, Piaget, Vygotsky, Bronfenbrenner,    Bandura, cada qual dando &ecirc;nfase a um aspecto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Erikson, aluno    de Freud, desenvolveu a teoria psicossocial de desenvolvimento. Nela, temos    j&aacute; uma vis&atilde;o de que o desenvolvimento se d&aacute; em todas as    fases da vida. Piaget estudou os est&aacute;gios do pensamento, que resultam    das mudan&ccedil;as nas teorias que as crian&ccedil;as fazem sobre o mundo;    as crian&ccedil;as agregam novas informa&ccedil;&otilde;es &agrave;s hip&oacute;teses    que elas j&aacute; tinham formulado. Vygotsky salientou o papel dos pais e outros    adultos na intera&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a para a transmiss&atilde;o    de cultura de uma gera&ccedil;&atilde;o a outra. Bronfenbrenner afirmou que    o desenvolvimento se d&aacute; num contexto de sistemas interligados, desde    o microssistema (pais, irm&atilde;os e adultos pr&oacute;ximos &agrave; crian&ccedil;a),    at&eacute; chegar ao macrossistema (culturas e subculturas de um povo), passando    pela escola, m&iacute;dia, etc. Bandura defendeu a teoria social cognitiva,    onde a crian&ccedil;a interpreta ativamente os acontecimentos. Ele enfatizou    a import&acirc;ncia da observa&ccedil;&atilde;o e da modelagem dos comportamentos,    que refletem nas atitudes e respostas emocionais. Para Bandura, os processos    que comp&otilde;em a aprendizagem por observa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: a    aten&ccedil;&atilde;o, que pressup&otilde;e tanto a clareza dos est&iacute;mulos    quanto a motiva&ccedil;&atilde;o do aprendiz; a reten&ccedil;&atilde;o, que    acontece por meio da codifica&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica; a organiza&ccedil;&atilde;o    cognitiva, isto &eacute;, os ensaios simb&oacute;lico e motor; a reprodu&ccedil;&atilde;o    motora, que inclui capacidades f&iacute;sicas, auto-observa&ccedil;&atilde;o    da reprodu&ccedil;&atilde;o e exatid&atilde;o do retorno; e a motiva&ccedil;&atilde;o,    que agrega o refor&ccedil;o externo e o individual.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os est&aacute;gios    de desenvolvimento psicossocial de Erikson abrangem a vida toda. Nas viv&ecirc;ncias    em cada fase da vida, o indiv&iacute;duo captar&aacute; o mundo externo como    acolhedor ou agressivo, dependendo de como suas necessidades internas s&atilde;o    bem ou mal resolvidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se o beb&ecirc;    &eacute; bem alimentado pela m&atilde;e nos seus primeiros meses, est&aacute;    sempre limpo e mant&eacute;m com os adultos um bom contato, desenvolver&aacute;    um sentimento de confian&ccedil;a b&aacute;sica no mundo. Ver&aacute; o mundo    como um lugar bom. Caso contr&aacute;rio, ver&aacute; o mundo com reserva e    passar&aacute; a sentir desconfian&ccedil;a b&aacute;sica em rela&ccedil;&atilde;o    ao mundo. Assim se d&atilde;o para Erikson todas as etapas de desenvolvimento.    A cada etapa um desafio a ser enfrentado, e a cada sucesso, uma maior autonomia    e confian&ccedil;a para enfrentar novos desafios (<a href="/img/revistas/psicoped/v23n71/71a11t01.gif">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Piaget, observando    o desenvolvimento de crian&ccedil;as, principalmente dos seus filhos, dividiu    a aprendizagem em est&aacute;gios (<a href="/img/revistas/psicoped/v23n71/71a11t02.gif">Tabela 2</a>).    Observou o que elas eram capazes de executar, como interagiam com as informa&ccedil;&otilde;es    externas que lhes chegavam transformando o modo como viam o mundo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Piaget considerava    fundamental para o beb&ecirc; a no&ccedil;&atilde;o de perman&ecirc;ncia dos    objetos, isto &eacute;, que ele pudesse entender que um objeto existia independentemente    dele e de suas a&ccedil;&otilde;es. Ele dizia que, entre um e quatro meses,    a crian&ccedil;a acredita que os objetos passam a n&atilde;o existir a partir    do momento em que somem de suas vistas. Aos oito meses, o beb&ecirc; procura    os objetos, mas ainda n&atilde;o tem uma completa no&ccedil;&atilde;o da perman&ecirc;ncia    dos mesmos. Entre os oito e os 10 meses, ao ver um objeto ser escondido embaixo    ou atr&aacute;s de alguma coisa, vai procur&aacute;-lo. Nesse momento, sabe-se    hoje, se iniciam as primeiras codifica&ccedil;&otilde;es da informa&ccedil;&atilde;o    na mem&oacute;ria operacional ou mem&oacute;ria de trabalho. Piaget defendeu    que aos 10 meses o beb&ecirc; tem uma compreens&atilde;o fragment&aacute;ria    do objeto, pois n&atilde;o diferencia este das a&ccedil;&otilde;es que emprega    para encontr&aacute;-lo. S&oacute; em torno de 18 meses, o beb&ecirc; parece    adquirir plena compreens&atilde;o da perman&ecirc;ncia do objeto. Considera-se    que seja a partir da&iacute; que as informa&ccedil;&otilde;es sejam codificadas    de maneira mais est&aacute;vel na mem&oacute;ria de trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje, se sabe que    o feto com 27 semanas se acostuma a sons, tonalidades e entona&ccedil;&atilde;o    da l&iacute;ngua materna. O feto ouve, no &uacute;tero da m&atilde;e, n&atilde;o    s&oacute; o bater de seu cora&ccedil;&atilde;o, os sons de seus &oacute;rg&atilde;os    em funcionamento, mas tamb&eacute;m a voz da m&atilde;e. Os outros sons do ambiente,    no progresso da gesta&ccedil;&atilde;o, v&atilde;o passar a se incorporar aos    conte&uacute;dos que o feto pode ouvir. Aos quatro dias de nascido, o beb&ecirc;    pode n&atilde;o s&oacute; reconhecer a voz de sua m&atilde;e, como tamb&eacute;m    demonstra prefer&ecirc;ncia em ouvir a l&iacute;ngua materna, talvez pelo fato    de que esta j&aacute; lhe ser familiar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aprende-se desde    o &uacute;tero materno e se tem a capacidade de aprender sempre porque o c&eacute;rebro    humano se adapta, estabelecendo novas conex&otilde;es neuronais a cada nova    aprendizagem. Se, j&aacute; adulto resolvermos aprender a tocar um instrumento    musical por exemplo a plasticidade neural far&aacute; com que novos caminhos    sejam trilhados por meio de novas conex&otilde;es entre neur&ocirc;nios que    permitir&atilde;o a aprendizagem de conte&uacute;dos novos a qualquer momento    da vida. Comprova&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do que instintivamente    Erikson j&aacute; pregava ao dizer que diferentes est&aacute;gios da vida moldavam    o indiv&iacute;duo, mesmo que este atingisse a maturidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, se o indiv&iacute;duo    se dispuser, a qualquer momento da vida, a novas aprendizagens, como dan&ccedil;ar    tango, jogar t&ecirc;nis ou aprender uma l&iacute;ngua estrangeira, estar&aacute;    modificando estruturalmente seu c&eacute;rebro com tais experi&ecirc;ncias novas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, nasce-se    com o mesmo n&uacute;mero de neur&ocirc;nios que se ter&aacute; durante a vida;    se a pessoa for saud&aacute;vel n&atilde;o perder&aacute; neur&ocirc;nios em    tempo algum. Na adolesc&ecirc;ncia, por&eacute;m, as sinapses diminuem de intensidade    e a camada de mielina, esp&eacute;cie de gordura que envolve ax&ocirc;nios e    dendritos, engrossa definitivamente, facilitando a comunica&ccedil;&atilde;o    el&eacute;trica de informa&ccedil;&otilde;es neuronais. Regi&otilde;es pr&eacute;-frontais    do c&eacute;rebro, sua parte nobre, amadurecem. O lobo pr&eacute;-frontal &eacute;    respons&aacute;vel tanto pela intercomunica&ccedil;&atilde;o cerebral como pelo    que se tem de humano, como: comportamento, julgamento, planejamento, execu&ccedil;&otilde;es    complexas; tudo isso amadurece nessa fase da vida. Entre os mam&iacute;feros,    mesmo comparado aos chimpanz&eacute;s, o homem &eacute; o ser que mais desenvolveu    o lobo pr&eacute;-frontal. Essa regi&atilde;o desenvolvida &eacute; o que se    tem de mais humano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pedagogicamente,    a motiva&ccedil;&atilde;o, o envolvimento entre o aprendiz, o professor e o    conte&uacute;do, a compreens&atilde;o do funcionamento cerebral, s&atilde;o    fundamentais para que se garanta uma aprendizagem &aacute;gil e eficiente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aprender coisas    novas, ligar as informa&ccedil;&otilde;es novas com as j&aacute; guardadas na    mem&oacute;ria, relacionar umas &agrave;s outras, tirar novas conclus&otilde;es,    tudo isso s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel gra&ccedil;as &agrave; capacidade    de memoriza&ccedil;&atilde;o e de interface entre informa&ccedil;&otilde;es,    o que ocorre por um processo neurobioqu&iacute;mico, sin&aacute;ptico, no sistema    nervoso do ser humano.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que &eacute;    e como funciona o sistema nervoso do homem? O sistema nervoso humano &eacute;    formado por uma estrutura tubular que tem uma por&ccedil;&atilde;o dilatada,    o enc&eacute;falo ou c&eacute;rebro, ou sistema nervoso superior, que continua    num cilindro formando a medula espinhal. Esse sistema &eacute; protegido pelos    ossos do cr&acirc;nio e da coluna vertebral. O sistema nervoso &eacute; constitu&iacute;do    por tecido nervoso, cujas c&eacute;lulas se chamam neur&ocirc;nios. Estes possuem    grande capacidade de condutibilidade el&eacute;trica, o que lhes possibilita    perceber e reagir a est&iacute;mulos, tanto do meio ambiente quanto do pr&oacute;prio    corpo, a propriocep&ccedil;&atilde;o. A comunica&ccedil;&atilde;o entre neur&ocirc;nios    &eacute; muito eficiente e se d&aacute; por meio de sinapses, fen&ocirc;meno    eletroqu&iacute;mico de transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es neuronais.    O ser humano tem cerca de 100 bilh&otilde;es de neur&ocirc;nios espalhados por    todo o corpo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por 600 milh&otilde;es    de anos, durante a sua evolu&ccedil;&atilde;o como esp&eacute;cie, o ser humano    desenvolveu seu sistema nervoso, tornando-o cada vez mais complexo. No est&aacute;gio    mais primitivo de desenvolvimento, o sistema nervoso d&aacute; respostas muito    simples, r&aacute;pidas, aos est&iacute;mulos - s&atilde;o os reflexos, circunscritos    ao corpo, como batimento card&iacute;aco, press&atilde;o arterial, respira&ccedil;&atilde;o,    coisas que o indiv&iacute;duo faz mesmo dormindo ou inconsciente. Circuitos    mais recentes elaboram comportamentos instintivos simples, como comer, beber,    ca&ccedil;ar ou acasalar-se, as necessidades mais primitivas do homem, para    a sobreviv&ecirc;ncia como indiv&iacute;duo e como esp&eacute;cie. Como em todos    os mam&iacute;feros, o homem possui a riqueza do comportamento emocional e social,    num processo ainda mais recente historicamente, se emociona, fica raivoso, procura    proteger a prole; muitos animais formam casais. Finalmente, o que caracteriza    apenas o ser humano &eacute; a sua capacidade de elabora&ccedil;&atilde;o cognitiva    dos eventos, permitindo diversa gama de atribui&ccedil;&atilde;o de significados    e consecutivas respostas. Reflexo, instinto, emo&ccedil;&atilde;o e intelecto    est&atilde;o organizados hierarquicamente, cabendo &agrave; medula espinhal    e ao tronco encef&aacute;lico os reflexos e os instintos, enquanto que ao c&eacute;rebro    cabem elabora&ccedil;&otilde;es afetivas e cognitivas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma crian&ccedil;a,    por&eacute;m, n&atilde;o nasce com sua capacita&ccedil;&atilde;o cerebral completa,    apesar de j&aacute; possuir todos os neur&ocirc;nios que ter&aacute; na fase    adulta; o sistema nervoso amadurece at&eacute; a adolesc&ecirc;ncia, mudando    estrutural e funcionalmente. Seu sistema nervoso amadurece diferentes fun&ccedil;&otilde;es    em etapas de crescimento. H&aacute; per&iacute;odos cr&iacute;ticos de aprendizagem    de certas fun&ccedil;&otilde;es. Esses per&iacute;odos cr&iacute;ticos s&atilde;o    as chamadas janelas de oportunidade. A aprendizagem da l&iacute;ngua materna    ou estrangeira, da m&uacute;sica, de conceitos matem&aacute;ticos, de fun&ccedil;&otilde;es    sociais ou de pap&eacute;is familiares &eacute; mais eficaz em diferentes etapas,    estudadas por Jean Piaget. A longa inf&acirc;ncia do ser humano permite a este    uma plasticidade e complexidade de comportamento incompar&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante a adolesc&ecirc;ncia,    o c&eacute;rebro humano se modifica, se reestrutura. Apesar de o c&eacute;rebro    adulto ser muito maior que o do beb&ecirc;, acredita-se que n&atilde;o haja    aumento no n&uacute;mero de neur&ocirc;nios, eles se mant&ecirc;m em n&uacute;mero.    O que se altera &eacute; sua conforma&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o,    mesmo que haja renova&ccedil;&atilde;o constante de neur&ocirc;nios no bulbo    olfat&oacute;rio e no hipocampo, o n&uacute;mero de neur&ocirc;nios n&atilde;o    aumenta, suas conex&otilde;es se tornam mais complexas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O bulbo olfat&oacute;rio    se situa internamente, na regi&atilde;o superior das fossas nasais. &Eacute;    considerado um peda&ccedil;o do c&eacute;rebro fora do c&eacute;rebro. Quando    se sente o odor de algo, em apenas uma sinapse, j&aacute; se &eacute; capaz    de interpretar a informa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; o sentido humano mais eficiente;    acredita-se que o olfato tenha tido importante papel na sobreviv&ecirc;ncia    do homem no planeta, tanto quando o homem ca&ccedil;ava como quando era ca&ccedil;ado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O hipocampo juntamente    com as am&iacute;gdalas cerebrais t&ecirc;m importante papel na efici&ecirc;ncia    de mem&oacute;ria operacional do ser humano, centro respons&aacute;vel pelo    processo cognitivo de fixa&ccedil;&atilde;o e evoca&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recentemente, tem-se    descoberto que o c&eacute;rebro adolescente sofre uma reorganiza&ccedil;&atilde;o    em sua estrutura capaz de afetar sua capacidade de trocar sinais entre neur&ocirc;nios.    Acredita-se hoje que o comportamento adolescente seja mais influenciado por    essa reestrutura&ccedil;&atilde;o cerebral do que pelas descargas hormonais    que ocorrem nessa fase. Sabe-se atualmente que tanto os pais quanto os educadores    podem exercer influ&ecirc;ncia na reestrutura&ccedil;&atilde;o cerebral adolescente,    quer para o bem, quer para o mal. Ainda h&aacute; tempo para reparar danos quando    as crian&ccedil;as n&atilde;o puderam absorver toda a informa&ccedil;&atilde;o    necess&aacute;ria em sua etapa pr&oacute;pria de desenvolvimento, ou quando    ainda n&atilde;o adquiriram comportamento adequado ao ambiente na inf&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entende-se que    no c&oacute;rtex cerebral da crian&ccedil;a v&aacute; aumentando a cada dia    o n&uacute;mero de conex&otilde;es que um neur&ocirc;nio faz com outros. Um    &uacute;nico neur&ocirc;nio pode conectar-se a 1 at&eacute; a 100 mil outros    neur&ocirc;nios, percorrendo caminhos diferentes. Na adolesc&ecirc;ncia, entretanto,    o n&uacute;mero de sinapses atinge seu &aacute;pice. As sinapses que s&atilde;o    muito usadas s&atilde;o fortalecidas; as negligenciadas, eliminadas. Essa &eacute;    uma grande not&iacute;cia da neuroci&ecirc;ncia. &Eacute; poss&iacute;vel aproveitar    esse momento de reorganiza&ccedil;&atilde;o neuronal para fortalecer caminhos    sin&aacute;pticos e refor&ccedil;ar a aprendizagem. Tem-se uma segunda chance    na adolesc&ecirc;ncia, tudo gra&ccedil;as &agrave;s possibilidades que esse    novo c&eacute;rebro pode proporcionar de se reorganizar, a plasticidade cerebral.    Esses caminhos s&atilde;o fortalecidos ou enfraquecidos pelo uso, pelo treino    nos mais variados campos do saber.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se inclusive    dizer hoje, &agrave; luz das descobertas da neuroci&ecirc;ncia, que &eacute;    o crescimento do c&eacute;rebro, e n&atilde;o as descargas hormonais intensas,    o maior respons&aacute;vel pela instabilidade do comportamento adolescente.    &Eacute; na adolesc&ecirc;ncia que o c&eacute;rebro infantil se transforma em    c&eacute;rebro adulto, modifica-se tremendamente. Para que o c&eacute;rebro    se desenvolva nessa fase, &eacute; preciso que haja certo ac&uacute;mulo do    teor de gordura corporal na puberdade. As aptid&otilde;es de crescer corporalmente    e amadurecer sexualmente exigem forte gasto energ&eacute;tico dos adolescentes;    &eacute; preciso haver gordura acumulada para esse fim.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A neuroci&ecirc;ncia    comprova o que Piaget dizia. &Eacute; por volta da adolesc&ecirc;ncia que se    estabelece o racioc&iacute;nio abstrato; os jovens deixam de pensar apenas no    concreto e se capacitam a criar situa&ccedil;&otilde;es hipot&eacute;ticas,    imagin&aacute;rias e abstratas. O amadurecimento, tanto em forma como em estrutura    do c&oacute;rtex pr&eacute;-frontal, propicia esse salto intelectual. O racioc&iacute;nio    abstrato parece estar intimamente ligado ao c&oacute;rtex pr&eacute;-frontal<sup>5</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A mem&oacute;ria    de trabalho, um cap&iacute;tulo &agrave; parte. Desde muito cedo se aprende    com o aux&iacute;lio da mem&oacute;ria de trabalho. Segundo Patr&iacute;cia    Goldman-Rakid, ela se desenvolve fortemente entre o oitavo m&ecirc;s e o primeiro    ano de vida, quando o beb&ecirc; vai ao encontro de um objeto que ele viu ser    escondido. At&eacute; os sete meses, se um brinquedo some da vista de um beb&ecirc;,    ele perde imediatamente o interesse pelo objeto. Entre sete e nove meses, o    beb&ecirc; consegue manter na mente o brinquedo por at&eacute; cinco segundos    quando colocado fora de sua vista. Aos 12 meses, o beb&ecirc; ret&eacute;m a    mem&oacute;ria do objeto em torno de 10 segundos. Nos primeiros anos de vida,    a informa&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria de trabalho &eacute; passada cada    vez mais eficientemente para a mem&oacute;ria de longo prazo. Em torno de quatro    anos, a crian&ccedil;a &eacute; capaz de trabalhar com uma mem&oacute;ria capaz    de reter o objeto, mesmo que fora de seu campo visual por longo tempo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A mem&oacute;ria    de trabalho totalmente desenvolvida permite que o comportamento da crian&ccedil;a    seja guiado n&atilde;o s&oacute; pelos objetos do mundo externo, mas tamb&eacute;m    pelos objetos de seu mundo interno. Ela &eacute; capaz de pensar no que deseja    ser quando crescer, como se sente, expressar seus sentimentos. Outra habilidade    que a mem&oacute;ria de trabalho possibilita &eacute; que, mantendo os objetos    internos em foco, a crian&ccedil;a possa orientar seu comportamento, apesar    de distra&ccedil;&otilde;es ambientais ou desejos de fazer o oposto ao planejado.    A mem&oacute;ria de trabalho permite ao indiv&iacute;duo flexibilidade, liberdade    de escolha e controle sobre seu comportamento, habilidades que s&oacute; se    acentuam na adolesc&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; a mem&oacute;ria    de trabalho que permite ao adolescente fazer escolhas partindo de in&uacute;meras    possibilidades, direcionar seu comportamento no sentido de conseguir alcan&ccedil;ar    seu objetivo. Conex&otilde;es neuronais fortalecidas e mais eficientes, mantendo    apenas as sinapses necess&aacute;rias, s&atilde;o os mecanismos que o c&eacute;rebro    humano encontra na adolesc&ecirc;ncia de se tornar mais &aacute;gil. Esses caminhos    mais utilizados tornam mais acurado e eficiente o processo que transforma sensa&ccedil;&atilde;o    em percep&ccedil;&atilde;o e a conseq&uuml;ente tradu&ccedil;&atilde;o dessa    informa&ccedil;&atilde;o em mem&oacute;ria de trabalho<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como um indiv&iacute;duo    capta sensa&ccedil;&otilde;es sobre o mundo? Ora, pelos &oacute;rg&atilde;os    sensoriais, claro. Costuma-se dizer que o homem tem cinco &oacute;rg&atilde;os    dos sentidos: vis&atilde;o, audi&ccedil;&atilde;o, gusta&ccedil;&atilde;o, olfato    e tato. Num estudo mais acurado e atual, entendendo que se sente n&atilde;o    s&oacute; o que se passa no meio ambiente, como tamb&eacute;m o mundo interno,    podem-se classificar os &oacute;rg&atilde;os dos sentidos, entre outras formas,    pela localiza&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo, agregando tamb&eacute;m a    esses primeiros cinco sentidos o somest&eacute;sico e o vestibular. Diz-se,    hoje, com mais propriedade, que o ser humano tem sete &oacute;rg&atilde;os dos    sentidos<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se os est&iacute;mulos    chegam do meio ambiente, classificam-se os sentidos como exteroceptores, pois    captam energia incidente externa ao corpo. Os exteroceptores se dividem em teleceptores    e proxiceptores. Se distantes, como visuais, auditivos e olfativos s&atilde;o    chamados de teleceptores; se pr&oacute;ximos, como os est&iacute;mulos gustativos,    olfativos, cut&acirc;neos, de dor ocasionada por ferimento externo e temperatura,    chamam-se proxiceptores. Interoceptores s&atilde;o os sentidos capacitados a    perceber o estado interno de corpo, como fome, sede, apetite sexual, febre e    dor em alguma parte do corpo. H&aacute;, nesse caso, altera&ccedil;&otilde;es    org&acirc;nicas provenientes de subst&acirc;ncias do organismo, como sais minerais,    taxas de oxig&ecirc;nio, de g&aacute;s carb&ocirc;nico e horm&ocirc;nios que    permitem essas sensa&ccedil;&otilde;es. Os proxiceptores ficam encarregados    de informar ao indiv&iacute;duo sobre seu movimento, postura, e correspondem    aos receptores do sistema somest&eacute;sico. J&aacute; o equil&iacute;brio    corporal &eacute; sentido pelo sistema vestibular.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m se    podem classificar os sentidos quanto ao tipo de energia proveniente do est&iacute;mulo    que incide sobre o indiv&iacute;duo: quando &eacute; luz, s&atilde;o fotoceptores    presentes na vis&atilde;o; quando &eacute; press&atilde;o, s&atilde;o os mecanoceptores    importantes na audi&ccedil;&atilde;o, tato, cinestesia e vestibular. Os termoceptores    s&atilde;o respons&aacute;veis pela sensa&ccedil;&atilde;o de temperatura, se    faz frio ou calor, est&atilde;o na pele; os quimioceptores s&atilde;o sensa&ccedil;&otilde;es    que se podem captar a partir de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas presentes    no ar - possibilitam a olfa&ccedil;&atilde;o e a gusta&ccedil;&atilde;o; o gosto    do alimento &eacute; tamb&eacute;m ligado ao odor do mesmo. Os nociceptores    indicam a sensa&ccedil;&atilde;o de dor ou desconforto proveniente do contato    com qualquer elemento que seja nocivo; seja de ordem qu&iacute;mica, de press&atilde;o    ou de mau funcionamento dos &oacute;rg&atilde;os internos do indiv&iacute;duo.    As fun&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas regulam a necessidade de nutri&ccedil;&atilde;o,    hidrata&ccedil;&atilde;o, o teor hormonal e de oxigena&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rios    a cada instante<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As percep&ccedil;&otilde;es,    absorvidas pelo ser humano como sensa&ccedil;&otilde;es pelos &oacute;rg&atilde;os    dos sentidos e posteriormente interpretadas pelo c&eacute;rebro juntamente aos    pensamentos e mem&oacute;rias, s&atilde;o transmitidas &agrave;s diferentes    &aacute;reas do sistema nervoso por meio dos neur&ocirc;nios, as c&eacute;lulas    nervosas. Os neur&ocirc;nios s&atilde;o c&eacute;lulas alongadas que se assemelham    a pequenas &aacute;rvores compostas por tr&ecirc;s partes: um sistema de ra&iacute;zes,    os ax&ocirc;nios, o corpo celular, e as suas ramifica&ccedil;&otilde;es, os    dendritos. Os neur&ocirc;nios trocam informa&ccedil;&otilde;es por meio de subst&acirc;ncias    qu&iacute;micas, os neurotransmissores, que ficam armazenados num pequeno espa&ccedil;o    existente entre eles - a fenda sin&aacute;ptica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns neurotransmissores    s&atilde;o vitais para a aprendizagem. Entre eles, a acetilcolina tem mostrado    ser o mais importante para as fun&ccedil;&otilde;es cognitivas<sup>9</sup>.    Pessoas com baixos n&iacute;veis de acetilcolina apresentam dificuldades de    concentra&ccedil;&atilde;o e problemas de mem&oacute;ria. Sabe-se que fun&ccedil;&otilde;es    complexas como memorizar e aprender, por exemplo, acontecem mais intensamente    em algumas regi&otilde;es do sistema nervoso e parece existir entre elas uma    complexa coordena&ccedil;&atilde;o. Para melhor entender esses processos, &eacute;    necess&aacute;rio conhecer-se o sistema nervoso humano e a maneira pela qual    funciona.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se dividir    o sistema nervoso central em tr&ecirc;s grandes partes: o tronco encef&aacute;lico,    o cerebelo e o c&eacute;rebro (<a href="#f1">Figura 1</a>). A medula cerebral    &eacute; um prolongamento que tamb&eacute;m integra o sistema nervoso central    e percorre a coluna espinhal. O tronco encef&aacute;lico est&aacute; localizado    logo acima da coluna vertebral e &eacute; especializado na aten&ccedil;&atilde;o,    na condu&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es sensoriais e no controle    de padr&otilde;es ditos autom&aacute;ticos, como a respira&ccedil;&atilde;o    e os batimentos do cora&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v23n71/71a11f01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O cerebelo est&aacute;    localizado aproximadamente na base da nuca, logo atr&aacute;s do tronco encef&aacute;lico,    sendo a este conectado, e &eacute; respons&aacute;vel pelo mapeamento do espa&ccedil;o    ao redor do indiv&iacute;duo, pela coordena&ccedil;&atilde;o motora e pela mem&oacute;ria    para movimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&eacute;rebro    humano &eacute; composto por duas semi-esferas: o hemisf&eacute;rio direito    e o esquerdo, os quais mant&ecirc;m conex&otilde;es rec&iacute;procas para a    troca de informa&ccedil;&otilde;es (<a href="#f2">Figura 2</a>). O maior feixe    de conex&otilde;es &eacute; o corpo caloso, que liga regi&otilde;es de um hemisf&eacute;rio    &agrave;s suas contralaterais hom&oacute;logas. A camada exterior de revestimento    &eacute; chamada de c&oacute;rtex<sup>10</sup> e &eacute; extremamente enrugada    e plena de circunvolu&ccedil;&otilde;es, o que lhe confere uma &aacute;rea bastante    extensa. Esta camada &eacute; a central racional do homem, onde as informa&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o codificadas e os pensamentos acontecem. O c&oacute;rtex cerebral    e cerebelar s&atilde;o formados apenas pelo corpo neuronal, respons&aacute;vel    pela interpreta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, subst&acirc;ncia    cinzenta, pois n&atilde;o &eacute; impregnada de mielina. J&aacute; os ax&ocirc;nios    e dendritos s&atilde;o mielinizados e, por isso, chamados de subst&acirc;ncia    branca, respons&aacute;veis pela circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v23n71/71a11f02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cada tipo de habilidade    ou de comportamento pode ser mais bem relacionado a certas &aacute;reas do c&eacute;rebro    em particular. As regi&otilde;es posteriores do c&oacute;rtex, os lobos occipitais,    s&atilde;o mais especializadas para a vis&atilde;o; as regi&otilde;es laterais,    os lobos temporais, para audi&ccedil;&atilde;o e linguagem; as partes superiores,    os lobos parietais, s&atilde;o respons&aacute;veis pelo tato, por informa&ccedil;&otilde;es    somest&eacute;sicas, e as &aacute;reas situadas na parte anterior, isto &eacute;,    a parte anterior dos lobos parietais e os lobos frontais, est&atilde;o mais    bem relacionadas a fun&ccedil;&otilde;es motoras e planejamento e execu&ccedil;&atilde;o    de comportamentos complexos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; uma diferen&ccedil;a    entre as fun&ccedil;&otilde;es dos dois hemisf&eacute;rios: para a maior parte    das pessoas, o hemisf&eacute;rio esquerdo &eacute; dominante para o processamento    verbal e aspectos cognitivos da linguagem, e o hemisf&eacute;rio direito, para    o processamento da informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal e para a percep&ccedil;&atilde;o    de formas e dire&ccedil;&atilde;o. A domin&acirc;ncia cerebral &eacute; cruzada    para a vis&atilde;o, audi&ccedil;&atilde;o, fun&ccedil;&otilde;es motoras e    percep&ccedil;&atilde;o som&aacute;tica<sup>11</sup>. O cruzamento de informa&ccedil;&otilde;es    cognitivas se d&aacute; por meio do corpo caloso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No c&eacute;rebro    tamb&eacute;m est&aacute; o sistema l&iacute;mbico, situado no topo do tronco    encef&aacute;lico e, muitas vezes, chamado de "c&eacute;rebro emocional". O    sistema l&iacute;mbico, al&eacute;m de ser o centro de interpreta&ccedil;&atilde;o    da vida emocional do homem, &eacute; importante para a mem&oacute;ria, pois    nele se encontram o hipocampo e a am&iacute;gdala cerebral, estruturas onde    grande parte do processo de memoriza&ccedil;&atilde;o acontece. O hipocampo    &eacute; respons&aacute;vel pelo processamento dos conhecimentos formais sobre    o mundo e pelo armazenamento das mem&oacute;rias recentes<sup>12</sup>. A am&iacute;gdala    tem sido associada ao processamento das mem&oacute;rias carregadas de emo&ccedil;&atilde;o.    De certa forma, o c&eacute;rebro pode ser visto como um conjunto de especialistas    cooperantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os educadores    vivem, aprendem e ensinam num novo tempo, a era da informa&ccedil;&atilde;o    e da emo&ccedil;&atilde;o. Um tempo em que h&aacute; uma grande fus&atilde;o    de disciplinas diferentes entre si, como a anatomia, a fisiologia, a embriologia,    a psicologia, a psiquiatria, a neurologia, a neurocirurgia e a bioqu&iacute;mica,    que t&ecirc;m como objetivo estudar o desenvolvimento e o funcionamento do sistema    nervoso de uma maneira interdisciplinar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como resultado    dessa intera&ccedil;&atilde;o, pode-se chegar a uma compreens&atilde;o coesa    e abrangente acerca do desenvolvimento e do funcionamento do c&eacute;rebro    e de suas implica&ccedil;&otilde;es no cotidiano escolar e terap&ecirc;utico,    ou seja, sobre como tarefas espec&iacute;ficas alcan&ccedil;am objetivos programados    e vice-versa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Truque para turbinar    a aprendizagem: uma das maneiras de tornar o aprendizado agrad&aacute;vel &agrave;    crian&ccedil;a &eacute; tornar mais concretas suas d&uacute;vidas. Por exemplo,    se houver uma pergunta sobre como algo funciona, &eacute; prazeroso para a crian&ccedil;a    ver como o adulto se interessa pela quest&atilde;o, procurando formas de solucion&aacute;-la    de forma concreta. &Eacute; poss&iacute;vel levar a crian&ccedil;a a visitar    um zool&oacute;gico e a&iacute; aproveitar para introduzir conceitos de biologia,    geografia, por exemplo. Num passeio ao supermercado, a crian&ccedil;a poder&aacute;    aprender conceitos matem&aacute;ticos, treinar a leitura, al&eacute;m de aprender    como as rela&ccedil;&otilde;es sociais acontecem num ambiente p&uacute;blico,    e o valor do dinheiro<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; claro    que esse tipo de ensino, onde o professor n&atilde;o &eacute; agora o detentor    do saber, mas um mediador para a crian&ccedil;a entre conhecimento e aprendizagem,    exige maleabilidade, criatividade e constante investiga&ccedil;&atilde;o por    parte do profissional do ensino, al&eacute;m de seu interesse pelos conte&uacute;dos    de que os alunos j&aacute; s&atilde;o capazes de tratar por aprendizagem anterior,    em casa, com seus pais e irm&atilde;os, e o que eles podem aprender durante    o ano escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O professor deve    perceber que todo material pode colaborar para a aprendizagem da crian&ccedil;a.    Ela pode aprender com o conte&uacute;do de saquinhos de supermercado, latas,    revistinhas, fazendo compras, andando de metr&ocirc;, tanto quanto com livros.    Ela pode aprender a cultivar legumes, cozinhar, pintar, cantar, tricotar ou    tocar um instrumento. S&atilde;o todas atividades cognitivas que v&atilde;o    exigir diferentes processos neuronais e trabalho de &aacute;reas cerebrais diversas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A motiva&ccedil;&atilde;o    intr&iacute;nseca da crian&ccedil;a &agrave; aprendizagem deve ser incentivada    pela apresenta&ccedil;&atilde;o de novos materiais de aprendizagem, pela valoriza&ccedil;&atilde;o    dos conte&uacute;dos que o aprendiz j&aacute; possui antes de ingressar &agrave;    escola, assim como pelo envolvimento do professor com os conte&uacute;dos e    d&uacute;vidas apresentados. &Eacute; assim que o professor torna-se o parceiro-c&uacute;mplice    do aluno - pelo prazer da aprendizagem - incentivando-o a procurar sempre as    solu&ccedil;&otilde;es de suas d&uacute;vidas para encontrar sempre outras novas    d&uacute;vidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Henry WA III    In: Sharron H, ed. Changing children's minds. London:Sharron Pub;1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336535&pid=S0103-8486200600020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Alvarez A. Cres&ccedil;a    e apare&ccedil;a. Rio de Janeiro:Editora Record;2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336537&pid=S0103-8486200600020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Maluf MI, Relvas    MP. In: Capovilla AGS, Sennyey A, Luna ALT, Garcia APG, Alfano A, de Almeida    Prado AE, et al, eds. Neuropsicologia e aprendizagem: para viver melhor. Ribeir&atilde;o    Preto:Tecmedd;2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336539&pid=S0103-8486200600020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Kolb B, Whishaw    IQ. Neuroci&ecirc;ncia do comportamento. Tambor&eacute;:Manole;2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336541&pid=S0103-8486200600020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Kail RV. A crian&ccedil;a.    S&atilde;o Paulo:Prentice Hall;2004. p.7-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336543&pid=S0103-8486200600020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Herculano-Houzel    S. O c&eacute;rebro em transforma&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Objetiva;2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336545&pid=S0103-8486200600020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Lent R. Cem    bilh&otilde;es de neur&ocirc;nios: conceitos fundamentais de neuroci&ecirc;ncia.    S&atilde;o Paulo:Atheneu;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336547&pid=S0103-8486200600020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Sim&otilde;es    EAQ, Tiedemann KB. Psicologia da percep&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo:EPU;2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336549&pid=S0103-8486200600020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Sim&otilde;es    EAQ, Tiedemann KB. Cuide da sua mem&oacute;ria. S&atilde;o Paulo:Nova Cultural;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336551&pid=S0103-8486200600020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Alvarez A,    Caetano AL. Diagn&oacute;stico e reabilita&ccedil;&atilde;o da dislexia: uma    vis&atilde;o neuropsicol&oacute;gica. Revista Cefac - Atualiza&ccedil;&atilde;o    Cient&iacute;fica em Fonoaudiologia 1999;1(2):96-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336553&pid=S0103-8486200600020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Bakker DJ.    Neuropsychological treatment of dyslexia. New York: Oxford University Press;1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336555&pid=S0103-8486200600020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Kandel E, Scwartz    J, Jessel T. Fundamentos da neuroci&ecirc;ncia e do comportamento. Rio de Janeiro:Guanabara    Koogan;2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336557&pid=S0103-8486200600020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Welzien S.    Soltando as amarras. Viver Mente &amp; C&eacute;rebro 2006;162:96-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4336559&pid=S0103-8486200600020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/psicoped/v23n71/seta.gif" border="0"></a>    Correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b> Ana Alvarez    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rua Afonso Br&aacute;s, 525, cj. 102 - S&atilde;o Paulo - SP    <br>   Tel.: (11) 3842-5400 - Fax: (11) 3842-4957    <br>   E-mail: <a href="mailto:ana@anaalvarez.com.br">ana@anaalvarez.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    24/04/2006    <br>   Aprovado: 31/05/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trabalho realizado    no consult&oacute;rio privado da autora.</font></p>      ]]></body>
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