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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estimulação do desenvolvimento de competências funcionais hemisféricas em escolares com dificuldades de atenção: uma perspectiva neuropsicopedagógica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[PURPOSE: The objective of this study was to investigate attention behaviors through motor and cognitive evaluation and hemispherical preference of 10 students between 7 and 8 years old and possible attention behaviors modifications on motor and cognitive performance, using playful activities, stimulating brain functional skills, considering the dynamic of hemisphericity. METHODS: To reach this objective it was applied as methodological strategy interviews with students, students parents and school professionals; psychomotor evaluation (motor conduct and behavior); cognitive evaluation (Test of Reading Readiness - CEPA); CLEM Test; collection of brain-wave recording of electroencephalogram base line (C3 e C4 points) and neuropsychopedagogic intervention sessions. RESULTS: It was observed that some remarkable characteristics referring to hemisphericity directly interfere, in various ways, in the learning process. As both hemispheres are specialized in different ways of thinking, it is presumed here that this distinguished use reflects a "cognitive style" with personal preferences in solving problems. CONCLUSION: As far as hemisphericity does not interfere solely on attention and perceptional processes, but all over intellectual and personality dimensions, it is proposed, though, a reflection on the conduction of the didactical shape of this process, mainly in the early stages on the teaching of read and write.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO    DE REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Estimula&ccedil;&atilde;o    do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias funcionais hemisf&eacute;ricas em escolares    com dificuldades de aten&ccedil;&atilde;o: uma perspectiva neuropsicopedag&oacute;gica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Development    stimulation of hemispherical functional skills in students with attention difficulties:    a neuropsychopedagogic perspective</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ros&acirc;ngela    Rabello Carneiro<sup>I</sup>; Fabr&iacute;cio Bruno Cardoso<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Psic&oacute;loga;    P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicopedagogia Cl&iacute;nico - Institucional;    Psicologia M&eacute;dica e Psicossom&aacute;tica, Mestre em Ci&ecirc;ncia da    Motricidade Humana; Psic&oacute;loga e Psicopedagoga no col&eacute;gio Brigadeiro    Newton Braga    <br>   <sup>II</sup>Graduado em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica; Mestre em Ci&ecirc;ncia    da Motricidade Humana; Professor assistente do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o    em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica Escolar da UERJ; Pesquisador do LABFILC    e do LANEU II</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>    O objetivo deste estudo foi investigar comportamentos de aten&ccedil;&atilde;o    por meio de avalia&ccedil;&atilde;o motora, cognitiva e da prefer&ecirc;ncia    hemisf&eacute;rica de 10 escolares, entre 7 e 8 anos de idade, e poss&iacute;veis    modifica&ccedil;&otilde;es em comportamento de aten&ccedil;&atilde;o no desempenho    motriz e cognitivo, por meio de atividades l&uacute;dicas, estimulando o desenvolvimento    das compet&ecirc;ncias funcionais cerebrais, considerando a din&acirc;mica da    hemisfericidade.    <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> Para a consecu&ccedil;&atilde;o de tal objetivo, utilizou-se    como estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica entrevistas com os alunos, respons&aacute;veis    e profissionais da escola, uma avalia&ccedil;&atilde;o psicomotora (conduta    e comportamento motor), cognitiva (Teste de Prontid&atilde;o para Leitura TPL    - CEPA), Teste de CLEM e Coleta de registro de ondas cerebrais da linha de base    EEG (pontos C3 e C4), e sess&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o neuropsicopedag&oacute;gica.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> Constatou-se que algumas caracter&iacute;sticas marcantes    referentes &agrave; hemisfericidade interferem diretamente, em diversas formas,    no processo de aprendizagem. Como os dois hemisf&eacute;rios s&atilde;o especializados    em diferentes modos de pensamento, presume-se aqui que esta utiliza&ccedil;&atilde;o    diferenciada reflete um "estilo cognitivo", com prefer&ecirc;ncias pessoais    na solu&ccedil;&atilde;o de problemas.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> Visto que a hemisfericidade n&atilde;o interfere apenas    nos processos atencionais e de percep&ccedil;&atilde;o, mas em todas as dimens&otilde;es    intelectuais e de personalidade, se prop&otilde;e, ent&atilde;o, uma reflex&atilde;o    na condu&ccedil;&atilde;o do formato did&aacute;tico deste processo, em especial    nos per&iacute;odos iniciais de escolariza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos:</b>    Aten&ccedil;&atilde;o. C&eacute;rebro. Aprendizagem.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>PURPOSE:</b>    The objective of this study was to investigate attention behaviors through motor    and cognitive evaluation and hemispherical preference of 10 students between    7 and 8 years old and possible attention behaviors modifications on motor and    cognitive performance, using playful activities, stimulating brain functional    skills, considering the dynamic of hemisphericity.    <br>   <b>METHODS:</b> To reach this objective it was applied as methodological strategy    interviews with students, students parents and school professionals; psychomotor    evaluation (motor conduct and behavior); cognitive evaluation (Test of Reading    Readiness - CEPA); CLEM Test; collection of brain-wave recording of electroencephalogram    base line (C3 e C4 points) and neuropsychopedagogic intervention sessions.    <br>   <b>RESULTS:</b> It was observed that some remarkable characteristics referring    to hemisphericity directly interfere, in various ways, in the learning process.    As both hemispheres are specialized in different ways of thinking, it is presumed    here that this distinguished use reflects a "cognitive style" with personal    preferences in solving problems.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> As far as hemisphericity does not interfere solely on attention    and perceptional processes, but all over intellectual and personality dimensions,    it is proposed, though, a reflection on the conduction of the didactical shape    of this process, mainly in the early stages on the teaching of read and write.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    Attention. Cerebrum. Learning.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste    estudo foi investigar comportamentos de aten&ccedil;&atilde;o, por meio de avalia&ccedil;&atilde;o    motora, cognitiva e da prefer&ecirc;ncia hemisf&eacute;rica dos escolares, e    poss&iacute;veis modifica&ccedil;&otilde;es em comportamento de aten&ccedil;&atilde;o    no desempenho motriz e cognitivo, por meio de atividades l&uacute;dicas, estimulando    o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias funcionais cerebrais, considerando    a din&acirc;mica da hemisfericidade. Isto foi feito atrav&eacute;s do pensamento    de alguns autores da psicologia do desenvolvimento<sup>1</sup> e de outros pertencentes    &agrave; &aacute;rea do conhecimento espec&iacute;fico<sup>2-4</sup>. Para tal,    tomou-se como base, identificar as dificuldades de diferentes naturezas, priorizando    as de caracter&iacute;sticas fenom&ecirc;nicas. Estas dificuldades foram estratificadas    em dificuldades biof&iacute;sicas, biops&iacute;quicas ou bioemocionais, biomorais    (&eacute;tica e bio&eacute;tica) ou humanas e biossociais ou hist&oacute;ricas.    A identifica&ccedil;&atilde;o de tais dificuldades tem como prop&oacute;sito    iluminar a dificuldade principal dos referidos escolares, isto &eacute;, a dificuldade    de aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neurocientistas<sup>3-8</sup>    v&ecirc;m se dedicando a estudar as diferen&ccedil;as funcionais entre os hemisf&eacute;rios    cerebrais, suas rela&ccedil;&otilde;es de aprendizagem com a prefer&ecirc;ncia    hemisf&eacute;rica e processamento das informa&ccedil;&otilde;es. Estes estudos    t&ecirc;m sido de grande import&acirc;ncia, e sua aplica&ccedil;&atilde;o se    d&aacute; tamb&eacute;m na &aacute;rea psicopedag&oacute;gica, onde um dos objetivos    &eacute; compreender e qualificar o indiv&iacute;duo para a aprendizagem. As    pesquisas em neuroci&ecirc;ncia apresentam estudos que nos levam &agrave; reflex&atilde;o    sobre a elabora&ccedil;&atilde;o de atividades espec&iacute;ficas de facilita&ccedil;&atilde;o    de aprendizagem, favorecendo um estado de homeostase do c&eacute;rebro. Sendo    assim, no presente estudo, faz-se o seguinte questionamento: a prefer&ecirc;ncia    hemisf&eacute;rica poder&aacute; interferir no processo atencional de escolares    com dificuldades na aprendizagem e em especial da linguagem escrita?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizou-se a estrat&eacute;gia    metodol&oacute;gica de uma pesquisa bibliogr&aacute;fica e experimental, considerando-se    a faixa et&aacute;ria dos escolares, de 7 e 8 anos de idade; o per&iacute;odo    do desenvolvimento em que se encontravam, em particular o neuropsicol&oacute;gico.    Optou-se por uma avalia&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica    e neuropsicol&oacute;gica, direcionadas principalmente para o aluno, entretanto    tamb&eacute;m foi assistido o corpo docente da escola, com orienta&ccedil;&otilde;es    na &aacute;rea da psicopedagogia, neuropsicologia, neuroci&ecirc;ncia e palestra    informativa sobre hemisfericidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As dificuldades    no processo ensino-aprendizagem da linguagem escrita nas s&eacute;ries iniciais    do Ensino Fundamental passam pela viv&ecirc;ncia do aluno; pela linguagem veiculada    pela escola; pela conscientiza&ccedil;&atilde;o e conhecimento do professor,    inclusive do seu aluno, e pela fun&ccedil;&atilde;o que esta aprendizagem ter&aacute;    na vida de cada um<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os educadores se    questionam como solucionar as dificuldades no processo ensino-aprendizagem da    linguagem escrita e como despertar o interesse dos alunos em prestar aten&ccedil;&atilde;o    nas atividades. Cabe ressaltar que o fracasso de alguns alunos, em particular    na aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem escrita e leitura, em sua maioria, n&atilde;o    &eacute; de ordem disl&eacute;xica e sim tipicamente de um analfabetismo funcional<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Pesquisa bibliogr&aacute;fica</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conhecer um pouco    sobre o aluno e as caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias de uma faixa et&aacute;ria    nos permite, a partir de um car&aacute;ter explorat&oacute;rio, perceber e reconhecer    as individualidades, o que poder&aacute; nos tornar mais aptos para a observa&ccedil;&atilde;o    e interpreta&ccedil;&atilde;o de determinados comportamentos<sup>1</sup>. O    escopo desse trabalho tem como perspectiva te&oacute;rica o estudo do desenvolvimento    do ser humano, considerando-se os aspectos do desenvolvimento f&iacute;sico,    cognitivo e psicossocial. Para efeito deste estudo, ser&aacute; dada &ecirc;nfase    ao aspecto biof&iacute;sico, abordando quest&otilde;es referentes ao c&eacute;rebro,    com prioridade ao funcionamento dos hemisf&eacute;rios cerebrais. Houve um grande    avan&ccedil;o no conhecimento da rela&ccedil;&atilde;o entre o c&eacute;rebro    e as fun&ccedil;&otilde;es mentais, devido ao desenvolvimento das t&eacute;cnicas    de neuroimagem e do refinamento da avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica<sup>11</sup>.    Essas t&eacute;cnicas exigem condi&ccedil;&otilde;es experimentais espec&iacute;ficas    para serem aplicadas em crian&ccedil;as, pois s&atilde;o t&eacute;cnicas que    requerem coopera&ccedil;&atilde;o e envolvem imobiliza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica,    desta forma, grande parte dos estudos &eacute; feita com adultos. Assim, os    conhecimentos em neuropsicologia do desenvolvimento infantil ainda est&atilde;o,    em grande parte, relacionados &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es qualitativas,    como entrevistas, avalia&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas, neuropsicol&oacute;gicas,    question&aacute;rios de psicodiagn&oacute;stico e, principalmente, de relatos    e trocas entre profissionais que atuam em conjunto, como professores, pedagogos,    psic&oacute;logos, m&eacute;dicos, fonoaudi&oacute;logos, etc., conforme a &aacute;rea    de interven&ccedil;&atilde;o, considerando tamb&eacute;m as vari&aacute;veis    dos fatores sociais e culturais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Desenvolvimento    maturacional</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o    e a elabora&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias fun&ccedil;&otilde;es cognitivas    passam por um processo de ontog&ecirc;nese que atravessa v&aacute;rios est&aacute;gios.    A esses est&aacute;gios pode-se atribuir uma correla&ccedil;&atilde;o significativa    com as fases do desenvolvimento cerebral. A partir dos 6-7 anos, a crian&ccedil;a    tem maior desenvolvimento das no&ccedil;&otilde;es de lateralidade, orienta&ccedil;&atilde;o    direita e esquerda, sendo capaz de reproduzir movimentos alternados e simult&acirc;neos.    H&aacute; um grande desenvolvimento das &aacute;reas associativas espec&iacute;ficas    e das conex&otilde;es inter-hemisf&eacute;ricas do c&oacute;rtex motor e sensorial<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mieliniza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observam-se diferen&ccedil;as    sexuais na cronologia da mieliniza&ccedil;&atilde;o, mais precoce nas meninas    em &aacute;reas relacionadas com a linguagem, hemisf&eacute;rio esquerdo. Para    os meninos, o ciclo maturacional do hemisf&eacute;rio direito parece ser mais    prolongado, o que poderia justificar a maior habilidade em tarefas que envolvem    o processamento viso-espacial<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Lateralidade    das fun&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A no&ccedil;&atilde;o    de lateraliza&ccedil;&atilde;o ou simetria funcional da linguagem e outras fun&ccedil;&otilde;es    cognitivas, iniciou-se em 1861, com o neurologista Pierre Paul Broca. Observa-se    que cada hemisf&eacute;rio utiliza estrat&eacute;gias de processamentos diferentes    e complementares, um de base verbal-anal&iacute;tica, hemisf&eacute;rio esquerdo    (como a linguagem) e o outro visuo-espacial, hemisf&eacute;rio direito (por    meio de imagens)<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Hemisf&eacute;rio    esquerdo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O hemisf&eacute;rio    esquerdo (HE) parece ter o substrato neural para a express&atilde;o, an&aacute;lise    e compreens&atilde;o da linguagem, que compreendem sistemas para a percep&ccedil;&atilde;o    e classifica&ccedil;&otilde;es de materiais que s&atilde;o codificados linguisticamente;    tamb&eacute;m &eacute; associado &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o temporal    e sequencial da informa&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es de racioc&iacute;nio    abstrato, matem&aacute;tico e anal&iacute;tico, forma&ccedil;&atilde;o de conceitos    verbais e distin&ccedil;&atilde;o de sons e outras caracter&iacute;sticas articulat&oacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Hemisf&eacute;rio    direito</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O hemisf&eacute;rio    direito (HD) parece ser predominantemente n&atilde;o lingu&iacute;stico, emocional    e respons&aacute;vel pela integra&ccedil;&atilde;o sensorial de vari&aacute;veis    internas e externas, isto &eacute;, orienta&ccedil;&atilde;o espacial, percep&ccedil;&atilde;o    de est&iacute;mulos, an&aacute;lise e posi&ccedil;&atilde;o do corpo no espa&ccedil;o,    com a imagem corporal, percep&ccedil;&atilde;o do todo de um est&iacute;mulo,    rela&ccedil;&otilde;es visuo-espaciais, bem como participa da media&ccedil;&atilde;o    da express&atilde;o emocional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o desenvolvimento    da especializa&ccedil;&atilde;o hemisf&eacute;rica, observa-se que a lateralidade    de fun&ccedil;&atilde;o no c&eacute;rebro se desenvolve com o tempo e parece    ser totalmente estabelecida na adolesc&ecirc;ncia. Observa-se que les&otilde;es    ocorridas no hemisf&eacute;rio esquerdo, ocorrendo entre o in&iacute;cio da    fase da fala e adolesc&ecirc;ncia, associam-se a dist&uacute;rbios de linguagem.    Desta forma, provavelmente a lateralidade, na utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    de processamentos, tem sua emerg&ecirc;ncia tamb&eacute;m na &eacute;poca da    aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem. Algumas diferen&ccedil;as no processamento    hemisf&eacute;rico j&aacute; est&atilde;o presentes desde o nascimento, mas    s&atilde;o suscept&iacute;veis &agrave; modula&ccedil;&atilde;o e &agrave; modifica&ccedil;&atilde;o    mediante experi&ecirc;ncia<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Plasticidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verifica-se que    os sistemas neurais que mediam a linguagem t&ecirc;m um progn&oacute;stico para    a sua recupera&ccedil;&atilde;o, de algum preju&iacute;zo, aproximadamente at&eacute;    aos 12 anos de idade. Numa perspectiva evolutiva maturacional, les&otilde;es    e disfun&ccedil;&otilde;es caracterizam-se de acordo com as fases do crescimento    neuronal, mieliniza&ccedil;&atilde;o e matura&ccedil;&atilde;o sequencial das    v&aacute;rias regi&otilde;es cerebrais:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&#91;...&#93;      os determinantes de disfun&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica na inf&acirc;ncia      sofrem influ&ecirc;ncia de fatores gen&eacute;ticos e estruturais (relacionados      com a topografia das les&otilde;es), especificidade das &aacute;reas cerebrais      envolvidas com o comportamento (relacionadas a &aacute;reas eloquentes da      linguagem e mem&oacute;ria), a extens&atilde;o das disfun&ccedil;&otilde;es,      fatores de neuroplasticidade e os relacionados ao paradigma da especializa&ccedil;&atilde;o      hemisf&eacute;rica, isto &eacute;, estilo cognitivo hol&iacute;stico do hemisf&eacute;rio      direito ou anal&iacute;tico do hemisf&eacute;rio esquerdo</i><sup>11</sup>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desenvolvimento    psicol&oacute;gico se d&aacute; por meio de uma intera&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica    e cont&iacute;nua das experi&ecirc;ncias sociais e ambientais e por isso &eacute;    necess&aacute;rio, n&atilde;o s&oacute; identificar os fatores que interferem    nesse processo, mas tamb&eacute;m sua influ&ecirc;ncia. Padr&otilde;es rudimentares    de atividade neural fornecer&atilde;o a base do desenvolvimento psicol&oacute;gico    da crian&ccedil;a<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Fatores ambientais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os fatores ambientais    est&atilde;o diretamente relacionados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es nutricionais,    quantidade e qualidade de estimula&ccedil;&atilde;o, cuidados f&iacute;sicos,    tanto da crian&ccedil;a quanto da m&atilde;e, ocupa&ccedil;&atilde;o dos pais,    escolaridade e estilos de intera&ccedil;&atilde;o familiar e social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Fatores culturais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cultura refere-se    ao comportamento aprendido e aos tra&ccedil;os que s&atilde;o atribu&iacute;veis    &agrave;s experi&ecirc;ncias socializadas de um particular sistema ou institui&ccedil;&atilde;o    de uma sociedade, diferentes ambientes culturais levam ao desenvolvimento de    diferentes padr&otilde;es e habilidades, incluindo tamb&eacute;m as habilidades    cognitivas. Os fatores culturais tamb&eacute;m alteram diferente e dinamicamente    o desenvolvimento do c&eacute;rebro:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&#91;...&#93;      o c&eacute;rebro n&atilde;o funciona como vari&aacute;vel independente que      dita ou controla o comportamento, mas que atua como uma vari&aacute;vel dependente      que reflete e &eacute; influenciada pelos fatores ambientais. O desenvolvimento      e a plasticidade sin&aacute;ptica das fun&ccedil;&otilde;es cognitivas chamadas      "superiores" s&atilde;o ativados no processo do contato social da crian&ccedil;a      e n&atilde;o somente determinados por fatores estruturais e de mieliniza&ccedil;&atilde;o      das regi&otilde;es corticais. (grifo da autora da pesquisa)<sup>11</sup>.</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A totalidade das    id&eacute;ias, habilidades e costumes a qual cada crian&ccedil;a nasce e cresce    estariam envolvidas no seu desenvolvimento e no perfil de habilidades cognitivas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Fun&ccedil;&atilde;o    atencional</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A fun&ccedil;&atilde;o    atencional est&aacute; relacionada tanto &agrave; entrada de informa&ccedil;&atilde;o,    como na execu&ccedil;&atilde;o de tarefas complexas, onde a pessoa adquire informa&ccedil;&atilde;o    sobre si pr&oacute;pria, sobre o seu meio e, com isso, afeta o seu comportamento<sup>12</sup>.    De todas as fun&ccedil;&otilde;es cognitivas, a aten&ccedil;&atilde;o &eacute;    provavelmente aquela que mais frequentemente se torna comprometida quando se    consideram as les&otilde;es cerebrais como um todo, independente de sua localiza&ccedil;&atilde;o.    Os d&eacute;ficits atentivos podem se manifestar em diferentes quadros cl&iacute;nicos<sup>13</sup>.    A partir dos cinco anos, a aten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a fica sob    o controle de processos l&oacute;gicos internos como, por exemplo, as estrat&eacute;gias    de procura seletiva, onde ela tem dificuldades em ignorar distra&ccedil;&otilde;es    e discriminar est&iacute;mulos que s&atilde;o ou n&atilde;o relevantes para    uma tarefa<sup>14</sup>. Prestar aten&ccedil;&atilde;o &eacute; focalizar a    consci&ecirc;ncia, concentrando os processos mentais em uma &uacute;nica tarefa    principal e colocando as demais em segundo plano. A aten&ccedil;&atilde;o apresenta-se    sob dois aspectos: a cria&ccedil;&atilde;o de um estado geral de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    - estado de alerta e a focaliza&ccedil;&atilde;o desse estado de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    sobre certos processos mentais e neurobiol&oacute;gicos. Podemos focalizar a    aten&ccedil;&atilde;o em est&iacute;mulos sensoriais (som, cheiro), e em processos    mentais (c&aacute;lculo matem&aacute;tico, pensamento, lembran&ccedil;a). A    aten&ccedil;&atilde;o mental &eacute; chamada de cogni&ccedil;&atilde;o seletiva    e a aten&ccedil;&atilde;o sensorial, de percep&ccedil;&atilde;o seletiva<sup>6</sup>.    O controle da aten&ccedil;&atilde;o refere-se ao esfor&ccedil;o, por parte do    sujeito, para manter a aten&ccedil;&atilde;o, &eacute; determinado por fatores    externos e internos. Os externos referem-se &agrave;s caracter&iacute;sticas    dos est&iacute;mulos, como tamanho, posi&ccedil;&atilde;o, cor, intensidade,    movimento, complexidade, relev&acirc;ncia e novidade. Os fatores internos s&atilde;o    aqueles que se relacionam diretamente com o estado do organismo, como fadiga,    estresse, interesse, uso de medicamentos e, provavelmente, a prefer&ecirc;ncia    de processamento hemisf&eacute;rico<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Bases neurais    da aten&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&oacute;rtex    frontal e o temporal s&atilde;o as estruturas corticais envolvidas na aten&ccedil;&atilde;o,    uma rede atencional composta de &aacute;reas frontais que mobilizam seletivamente    o c&oacute;rtex parietal (aten&ccedil;&atilde;o viso-espacial) e o c&oacute;rtex    temporal (aten&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica)<sup>14</sup>. Para se verificar    quais regi&otilde;es corticais estariam envolvidas na atividade de aten&ccedil;&atilde;o,    utilizaram-se t&eacute;cnicas de imagem por resson&acirc;ncia magn&eacute;tica    funcional (IRMf) e tomografia por emiss&atilde;o de p&oacute;sitrons (PET),    as quais nos capacitam a ver as altera&ccedil;&otilde;es na atividade encef&aacute;lica    humana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se considerar    que a aten&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com o processamento preferencial    de informa&ccedil;&atilde;o sensorial. O c&eacute;rebro n&atilde;o consegue    processar toda a informa&ccedil;&atilde;o sensorial que entra simultaneamente.    A atividade cerebral muda quando a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; dirigida para    um est&iacute;mulo espec&iacute;fico: visual, auditivo. Os dois hemisf&eacute;rios    cerebrais s&atilde;o especializados nos mecanismos atencionais por diferentes    caminhos. Um sistema de ativa&ccedil;&atilde;o, respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o    de respostas motoras, est&aacute; localizado no lado esquerdo do c&eacute;rebro,    enquanto que o sistema de alerta (provocativo), respons&aacute;vel pela resposta    f&aacute;sica aos est&iacute;mulos externos, encontra-se lateralizado para o    lado direito do c&eacute;rebro. Geralmente a dura&ccedil;&atilde;o de um determinado    foco de aten&ccedil;&atilde;o &eacute; breve<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Hemisfericidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A id&eacute;ia    de que os dois hemisf&eacute;rios s&atilde;o especializados em diferentes modos    de pensamento levou ao conceito de hemisfericidade. A hemisfericidade &eacute;    uma forte tend&ecirc;ncia para a predomin&acirc;ncia de um dos hemisf&eacute;rios    ou de um modo de processamento, independentemente do tipo de tarefa. Apesar    dos hemisf&eacute;rios parecerem semelhantes, eles t&ecirc;m particularidades    diferentes e fazem a diferen&ccedil;a entre os indiv&iacute;duos de acordo com    a sua prefer&ecirc;ncia de processamento e capacidade de balanceamento entre    eles<sup>4</sup>. Presume-se que esta utiliza&ccedil;&atilde;o diferencial se    reflete no "estilo cognitivo" do indiv&iacute;duo, as prefer&ecirc;ncias pessoais    e a abordagem na solu&ccedil;&atilde;o de problemas. A hemisfericidade n&atilde;o    se estende apenas &agrave; percep&ccedil;&atilde;o, mas a todos os tipos de    dimens&otilde;es intelectuais e de personalidade<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Hemisfericidade    e uso da linguagem verbal e n&atilde;o verbal</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conforme dito anteriormente,    o hemisf&eacute;rio direito processa a informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal,    &eacute; hol&iacute;stico, tem capacidade de reconhecer faces, formas e propriedades    geom&eacute;tricas, realizar transforma&ccedil;&otilde;es espaciais e transposi&ccedil;&otilde;es,    colocar forma nos moldes, copiar desenhos, discriminar e lembrar formas visuais    e uma pequena capacidade de processar habilidade verbal. O hemisf&eacute;rio    esquerdo processa informa&ccedil;&otilde;es anal&iacute;ticas, &eacute; verbal,    controla tamb&eacute;m a sequ&ecirc;ncia de movimentos dos membros superiores    e inferiores, sistema de produ&ccedil;&atilde;o da fala, melhor habilidade para    reconhecimento da fala humana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Especializa&ccedil;&atilde;o    hemisf&eacute;rica</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na dimens&atilde;o    neuropsicol&oacute;gica, a linguagem verbal, que define a prefer&ecirc;ncia    funcional do hemisf&eacute;rio esquerdo, &eacute; antecedida pela linguagem    n&atilde;o-verbal, que pertence ao hemisf&eacute;rio cerebral direito. Pode-se    dizer que: "<i>a especializa&ccedil;&atilde;o hemisf&eacute;rica requer que,    evolutivamente, o hemisf&eacute;rio direito assuma a lideran&ccedil;a das atividades    n&atilde;o-verbais, como os gestos, a postura, as brincadeiras, as imita&ccedil;&otilde;es,    a integra&ccedil;&atilde;o motora. Gradativamente, ao longo do desenvolvimento    humano, o hemisf&eacute;rio esquerdo transcende esta dimens&atilde;o, a fim    de se projetar e disponibilizar para as atividades lingu&iacute;sticas verbais    e cognitivas mais complexas<sup>17</sup>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>2. Pesquisa    te&oacute;rico-experimental</b></font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &#149; Amostra:      10 alunos, ambos os sexos, de 7 e 8 anos de idade, primeiro ciclo, de uma      Escola P&uacute;blica Municipal da zona norte da cidade do Rio de |Janeiro,      com dificuldades de aten&ccedil;&atilde;o (queixa do professor: aten&ccedil;&atilde;o      difusa, baixa concentra&ccedil;&atilde;o e rendimento escolar: insuficiente);</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Local:      variou de acordo com o grupo e a atividade (sala de aula, quadra de esporte,      p&aacute;tio recreativo, cantina, sala de leitura, sala da dire&ccedil;&atilde;o      e sala dos professores);</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Tempo      de dura&ccedil;&atilde;o: um semestre, uma vez por semana, ap&oacute;s o intervalo      da recrea&ccedil;&atilde;o, 30 minutos, grupo de quatro alunos. Com os professores,      antes ou ap&oacute;s as atividades do dia e entre a execu&ccedil;&atilde;o      de alguma avalia&ccedil;&atilde;o ou tarefa escolar. Com os respons&aacute;veis,      na reuni&atilde;o bimestral agendada pela dire&ccedil;&atilde;o/coordena&ccedil;&atilde;o      escolar.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Oportunizou-se    uma interven&ccedil;&atilde;o neuropsicopedag&oacute;gica, ap&oacute;s a coleta    de dados, por meio de atividades l&uacute;dicas, com o objetivo espec&iacute;fico    de estimular a aten&ccedil;&atilde;o, o desenvolvimento de motiva&ccedil;&atilde;o    para novas tarefas, um comportamento ativo, favorecer o desenvolvimento da abstra&ccedil;&atilde;o,    desenvolver a percep&ccedil;&atilde;o e a interpreta&ccedil;&atilde;o da realidade,    estimulando o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias funcionais hemisf&eacute;ricas    nos escolares com dificuldades de aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Entrevistas</b></font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Com os      alunos: local: sala de aula, p&aacute;tio e cantina da escola. De forma coletiva,      os alunos eram divididos em grupos, com o objetivo de coletar dados e informa&ccedil;&otilde;es      quanto &agrave; auto-percep&ccedil;&atilde;o de cada aluno com rela&ccedil;&atilde;o      a sua compreens&atilde;o e sentimentos sobre o espa&ccedil;o/escola e dificuldades      escolares;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Com os      professores: local: sala de aula, de forma individual, com o objetivo de coleta      de informa&ccedil;&otilde;es sobre os alunos, avalia&ccedil;&atilde;o escolar,      comportamento, participa&ccedil;&atilde;o familiar na escola e nos trabalhos      escolares;</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com os respons&aacute;veis:    local: sala de aula, de forma coletiva, com o objetivo de coleta de informa&ccedil;&otilde;es    sobre o aluno, com o preenchimento de question&aacute;rio psicopedag&oacute;gico,    acompanhados de orienta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o    psicomotora (avalia&ccedil;&atilde;o de conduta e comportamento motor: observa&ccedil;&atilde;o    de atividade recreativa de inicia&ccedil;&atilde;o esportiva para o basquetebol)</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizaram-se jogos    pr&eacute;-desportivos visando &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da combina&ccedil;&atilde;o    de habilidades motoras, desenvolvimento f&iacute;sico, t&eacute;cnico, t&aacute;tico,    psicol&oacute;gico, moral e social<sup>18</sup>. Aplica&ccedil;&atilde;o coletiva.    Utilizou-se o tempo-aula de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica. Local: quadra    de esporte da escola. Material: garraf&atilde;o de basquetebol padr&atilde;o,    de parede. Bola n&atilde;o oficial, com tamanho, peso e flexibilidade adequados    para a atividade. Objetivo: acertar a bola dentro da cesta. Era observada principalmente    a aten&ccedil;&atilde;o para a instru&ccedil;&atilde;o, movimento e mudan&ccedil;a    de comportamento ap&oacute;s verificar o resultado do primeiro arremesso. Categorizava-se    cada conduta motora.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Teste de Prontid&atilde;o    para Leitura (TPL - CEPA)</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizou-se o tempo-aula    de leitura. Local: sala de leitura. Aplica&ccedil;&atilde;o coletiva. Material:    l&aacute;pis preto, marcador de papel e um exemplar do teste. Tempo de aplica&ccedil;&atilde;o:    aproximadamente quando 80% das crian&ccedil;as tivessem terminado cada etapa.    A aplica&ccedil;&atilde;o em duas partes e as tarefas apresentadas como um exerc&iacute;cio.    Objetivo: verificar se a crian&ccedil;a estava apta para entrar no per&iacute;odo    inicial de instru&ccedil;&atilde;o regular em leitura<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Teste de CLEM    (teste de conjuga&ccedil;&atilde;o lateral dos movimentos dos olhos)</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizaram-se tempos-aula.    Local: sala de leitura. Aplica&ccedil;&atilde;o individual. Protocolo com cinco    perguntas de conte&uacute;do anal&iacute;tico e cinco perguntas de conte&uacute;do    espacial. Objetivo: detectar tend&ecirc;ncias de domin&acirc;ncia cerebral em    processamentos mentais, avalia&ccedil;&atilde;o da hemisfericidade<sup>4,5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Coleta de registro    de ondas cerebrais da linha de base EEG (pontos C3 e C4)</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizou-se tempo-aula.    Local: sala de leitura. Foram realizadas as coletas da linha de base eletroencefalogr&aacute;fico    de forma individual. EEG com <i>neurofeedback</i>, usando aparelho eletr&ocirc;nico    computadorizado denominado ProComp+, BioGraph na vers&atilde;o 2.1., com um    programa que captura os dados advindos do aparelho de eletroencefalograma, ou    seja, nos permite analisar e comparar o funcionamento cerebral. A onda cerebral    priorizada foi a onda alfa (7 a 14 Hz) como uma linha de base, ideal para a    aprendizagem<sup>3,4,8</sup>; com os escolares em repouso e com os olhos abertos,    por tr&ecirc;s minutos e dez segundos, nas regi&otilde;es C3 (Hemisf&eacute;rio    Esquerdo) e C4 (Hemisf&eacute;rio Direito), ponto central, de maior abrang&ecirc;ncia    (para cada hemisf&eacute;rio cerebral), de acordo com as normas internacionais    de eletroencefalografia. Demonstrando predom&iacute;nio de atividade do HD.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Interven&ccedil;&atilde;o    neuropsicopedag&oacute;gica</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizaram-se atividades    l&uacute;dicas, modalidade n&atilde;o verbal, equivalente &agrave;s atividades    escolares, com objetivo geral de facilitar o funcionamento dos processos, habilidades    e estrat&eacute;gias de pensamento, em particular a aten&ccedil;&atilde;o, por    meio de: jogos de domin&oacute;, absurdo, de erros, onde est&aacute; (retirado    de jornais, e revista Coquetel Picol&eacute;), contribuindo para o desenvolvimento    cognitivo e motor. Buscou-se favorecer uma mudan&ccedil;a de atitude e desempenho    em diferentes situa&ccedil;&otilde;es escolares e da vida &agrave;s quais os    alunos estivessem expostos. Estas atividades apresentavam como objetivos espec&iacute;ficos,    respectivamente: estimular a aten&ccedil;&atilde;o e a necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o    de regras para qualquer atividade individual, de grupo e da vida; propiciar    o desenvolvimento da motiva&ccedil;&atilde;o para novas tarefas e comportamento    ativo, desenvolver a percep&ccedil;&atilde;o e a interpreta&ccedil;&atilde;o    da realidade; requerer a aten&ccedil;&atilde;o nas tarefas de encontrar semelhan&ccedil;as    e diferen&ccedil;as por meio da compara&ccedil;&atilde;o dos objetos; e, principalmente,    estimular a percep&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica por meio da divis&atilde;o    do todo em partes (desenvolvendo o pensamento divergente) e estimular e mediar    a integra&ccedil;&atilde;o das partes em um todo (desenvolvendo o pensamento    convergente).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a    natureza de cada teste, os instrumentos estat&iacute;sticos utilizados foram:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Referente &agrave;s    coletas de dados da capta&ccedil;&atilde;o de ondas cerebrais e os testes de    avalia&ccedil;&atilde;o motora e cognitiva:</b> discutidos sob forma de an&aacute;lise    qualitativa, 2) os dados referentes ao teste de CLEM: tratados com refer&ecirc;ncia    &agrave; ficha de Borg, ao analisar os movimentos conjugados laterais dos olhos,    este &eacute; registrado em um modelo de sistema num&eacute;rico "face dos rel&oacute;gios",    para cada pergunta feita, sendo detectada tend&ecirc;ncias a hemisfericidade    dos escolares. Por meio de um acompanhamento neuropsicopedag&oacute;gico sistematizado    de entrevistas e intercalado pelas avalia&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es,    procurou-se identificar as dificuldades de diferentes naturezas:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a) Dificuldades    de natureza biof&iacute;sica:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Necessidade      de desenvolvimento de novo plano no mapeamento de &aacute;reas cerebrais:      dificuldade na passagem das opera&ccedil;&otilde;es mais concretas e primitivas,      do per&iacute;odo anterior, pr&eacute;-operat&oacute;rio, segundo Piaget,      para o uso mais aperfei&ccedil;oado da l&oacute;gica, aquisi&ccedil;&atilde;o      da capacidade de leitura, escrita, c&aacute;lculos e intera&ccedil;&atilde;o      social;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Prov&aacute;vel      lentid&atilde;o no desenvolvimento estrutural das organiza&ccedil;&otilde;es      do c&eacute;rebro interferindo no aperfei&ccedil;oamento da mieliniza&ccedil;&atilde;o      dos circuitos elaborados intra-hemisf&eacute;ricos quanto ao aumento de vocabul&aacute;rio,      aquisi&ccedil;&atilde;o da leitura e da escrita;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Pouca      estimula&ccedil;&atilde;o para facilitar a especializa&ccedil;&atilde;o do      hemisf&eacute;rio esquerdo para fun&ccedil;&otilde;es mais complexas e abstratas      da linguagem;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Dificuldade      em perceber a realidade: aten&ccedil;&atilde;o difusa, pouca orienta&ccedil;&atilde;o      no tempo e espa&ccedil;o, percep&ccedil;&atilde;o corp&oacute;rea prejudicada      inclusive de reconhecimento e defini&ccedil;&atilde;o de lateralidade;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Dificuldade      de coordena&ccedil;&atilde;o motora geral e viso-motora;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Prov&aacute;vel      imaturidade no plano da conectividade neuronal hemisf&eacute;rica impedindo      e/ou dificultando os escolares de compreenderem e realizarem as atividades      necess&aacute;rias na fase de alfabetiza&ccedil;&atilde;o.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">b) Dificuldades    de natureza biops&iacute;quica ou emocional:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Sentimento      de inferioridade por n&atilde;o conseguirem aprender habilidades espec&iacute;ficas      da escolaridade, como escrever, ler e calcular;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Dificuldade      em selecionar est&iacute;mulos compat&iacute;veis com a escolariza&ccedil;&atilde;o,      n&atilde;o conseguindo manter a aten&ccedil;&atilde;o concentrada para atividades      escolares, como apresenta&ccedil;&atilde;o das letras e n&uacute;meros.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Lentid&atilde;o      e falta de interesse em atividades relacionadas com a linguagem escrita.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">c) Dificuldades    de natureza biomoral ou humana:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Buscam      companheiros que proporcionem o respeito m&uacute;tuo frente &agrave;s dificuldades,      geralmente aos pares, em pap&eacute;is que expressam as dificuldades das outras;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Indisciplina,      comportamento inadequado em sala de aula, andar, correr e sair da sala sem      autoriza&ccedil;&atilde;o.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">d) Dificuldades    de natureza biossocial ou hist&oacute;rica:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &#149; Autoconceito      prejudicado devido &agrave; percep&ccedil;&atilde;o e &agrave; conscientiza&ccedil;&atilde;o      de suas dificuldades e limita&ccedil;&otilde;es frente aos conte&uacute;dos      escolares;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Comportamento      inadequado, demonstrando agressividade e baixa toler&acirc;nci;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Auto-estima      e autoconfian&ccedil;a prejudicadas.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As dificuldades    relatadas anteriormente, em suas respectivas estratifica&ccedil;&otilde;es,    t&ecirc;m o prop&oacute;sito de adequar ou ordenar as mesmas, facilitando e    ampliando o conhecimento destes escolares do primeiro ciclo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Resultados do    desempenho motor</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para efeito deste    trabalho optou-se pelo jogo de basquetebol por ser uma modalidade de inicia&ccedil;&atilde;o    esportiva n&atilde;o utilizada na escola e tamb&eacute;m porque nenhum aluno    a executava em outro espa&ccedil;o (clube, pra&ccedil;a, casa), eliminando-se    a possibilidade de experi&ecirc;ncia e manejo dos movimentos espec&iacute;ficos    para o basquetebol. Buscou-se observar, em um primeiro momento, a aten&ccedil;&atilde;o    do aluno em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o (t&eacute;cnica)    para a execu&ccedil;&atilde;o de cada movimento e para a sequ&ecirc;ncia dos    movimentos (quicar a bola parado, quicar a bola andando, parar em frente &agrave;    marca para o arremesso e arremessar a bola em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;    cesta). Em seguida, tamb&eacute;m se observou a aten&ccedil;&atilde;o do aluno    em rela&ccedil;&atilde;o ao seu sucesso quanto ao objetivo de acertar a cesta    e dependendo do resultado, se ele manteve o mesmo movimento (comportamento)    ou se ele mudava de atitude frente ao insucesso (conduta), dando mais for&ccedil;a    ou menos for&ccedil;a ao movimento. Totalizando um escore de 10 pontos (<a href="#f1">Figura    1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v26n81/13f01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Resultados do    desempenho cognitivo: Teste de Prontid&atilde;o para Leitura</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O TPL mediu o desenvolvimento    dos escolares nas habilidades que s&atilde;o requeridas no per&iacute;odo inicial    da leitura. Houve pouca varia&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;a para crian&ccedil;a,    em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero e &agrave; natureza das experi&ecirc;ncias    que lhes foram proporcionadas, a intensidade do exerc&iacute;cio, a dire&ccedil;&atilde;o    dos interesses, a capacidade de aten&ccedil;&atilde;o e a energia volitiva (vontade).    Todos os alunos apresentaram escore acima da m&eacute;dia para prontid&atilde;o    para leitura<sup>19</sup> (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v26n81/13f02.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Resultados do    teste de prefer&ecirc;ncia de processamento hemisf&eacute;rico</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os indiv&iacute;duos    foram avaliados por meio de procedimentos de CLEM<sup>20</sup>. Encontrou-se    6 alunos hemisf&eacute;ricos esquerdos (HE) e 4 alunos hemisf&eacute;ricos direitos    (HD), conforme <a href="/img/revistas/psicoped/v26n81/13t01.gif">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Coleta de linha    de base do EEG: pontos C3 (HE) E C4 (HD)</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    dos dados coletados nos dois hemisf&eacute;rios com olhos abertos, sendo C3    representante do hemisf&eacute;rio esquerdo e C4, representante do hemisf&eacute;rio    direito, para fins de compara&ccedil;&atilde;o entre os hemisf&eacute;rios cerebrais    (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v26n81/13f03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Atividade motora:</b>    oportunizou aos alunos autoconhecimento de sua capacidade motora, de maneira    recreativa. O jogo de basquetebol apresentado como uma atividade l&uacute;dica,    adaptada, foi utilizado como facilitador do processo ensino-aprendizagem, pois    possibilitou adequar as atividades do jogo &agrave; viv&ecirc;ncia motora dos    alunos, respeitando a faixa et&aacute;ria, proporcionando uma maior motiva&ccedil;&atilde;o    para a pr&aacute;tica e facilitando a "resignifica&ccedil;&atilde;o" do aprender    em outro contexto, al&eacute;m do espa&ccedil;o sala de aula. Esta atividade    motora utilizada como estrat&eacute;gia neuropsicopedag&oacute;gica demonstrou    que, al&eacute;m de servir como est&iacute;mulo na constru&ccedil;&atilde;o    de processos atencionais, auxiliando o desenvolvimento das fun&ccedil;&otilde;es    cognitivas superiores, tamb&eacute;m favoreceu a promo&ccedil;&atilde;o do basquedesenvolvimento    da confian&ccedil;a de cada aluno em si mesmo, responsabilidade para cumprir    a tarefa, sociabilidade entre os demais colegas e coopera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Atividade cognitiva:</b>    Houve pouca varia&ccedil;&atilde;o entre os escolares. Todos os alunos apresentaram    escore acima da m&eacute;dia para prontid&atilde;o para leitura<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conv&eacute;m lembrar    que o hemisf&eacute;rio esquerdo processa informa&ccedil;&otilde;es anal&iacute;ticas    e sequenciais; e que, o hemisf&eacute;rio direito processa informa&ccedil;&otilde;es    espaciais e conceituais. Quando os alunos s&atilde;o submetidos a uma situa&ccedil;&atilde;o    estressante (processo de aprendizagem), entram em resposta de luta e fuga, e,    normalmente, durante esta resposta, o hemisf&eacute;rio direito "fecha-se ou    se desmobiliza", apresentando uma imagem do tra&ccedil;ado cortical bem desbalanceada<sup>3</sup>;    tornando o aprendizado ainda mais dif&iacute;cil, pois afeta a capacidade de    aprender. Observou-se que o grupo de alunos em que predomina a prefer&ecirc;ncia    de funcionamento do hemisf&eacute;rio direito, a cada nova etapa do processo    de alfabetiza&ccedil;&atilde;o em que eles n&atilde;o conseguiam acompanhar,    desenvolviam um processo de ansiedade, sendo reativado a cada nova tarefa relacionada    com a linguagem escrita e prejudicando seu interesse e aten&ccedil;&atilde;o.    O hemisf&eacute;rio direito &eacute; o respons&aacute;vel por processar todas    as informa&ccedil;&otilde;es novas para depois enviar para o hemisf&eacute;rio    de compet&ecirc;ncia<sup>3,4</sup>; para uma determinada atividade, podendo    ser no pr&oacute;prio hemisf&eacute;rio direito ou no hemisf&eacute;rio esquerdo;    e o hemisf&eacute;rio esquerdo, associado a uma tarefa de rotina. Este fato,    provavelmente, pode ter sido o principal fator relacionado a estes resultados    em fun&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo utilizado pela professora, isto &eacute;,    a quest&atilde;o do hemisf&eacute;rio direito ser o respons&aacute;vel pelo    processamento de atividades novas (atividades pedag&oacute;gicas relacionadas    &agrave; alfabetiza&ccedil;&atilde;o: nova letra, nova palavra, nova frase),    onde ap&oacute;s identificada, ser&aacute; enviada para o hemisf&eacute;rio    de sua compet&ecirc;ncia, o esquerdo, que tamb&eacute;m est&aacute; relacionado    ao processamento de atividades rotineiras, e a linguagem escrita. Verifica-se    que alunos predominantes de processamento hemisf&eacute;rico direito, por ter    esta caracter&iacute;stica pr&oacute;pria, necessitam de um tempo maior para    estabelecer um novo padr&atilde;o de homeostase cerebral e reiniciar ou dar    continuidade ao processo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A crian&ccedil;a,    uma vez ingressada no ciclo inicial, ter&aacute; um caminho cont&iacute;nuo    de desequil&iacute;brios, equil&iacute;brios e desequil&iacute;brios a percorrer.    Desta forma, por meio de um acompanhamento neuropsicopedag&oacute;gico sistematizado,    intercalado pelas avalia&ccedil;&otilde;es, procurou-se identificar, as dificuldades    de diferentes naturezas, considerando-se como refer&ecirc;ncia as dificuldades    biof&iacute;sicas, provavelmente consequentes a prefer&ecirc;ncias de funcionamento    hemisf&eacute;rico, em escolares com dificuldades de aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora se considere    um conjunto de fatores, como a motiva&ccedil;&atilde;o e auto-estima do aluno    e o envolvimento dos pais, ser&aacute; a diversidade do ensino, ministrado pelo    professor, que far&aacute; a diferen&ccedil;a, considerando-se o estilo cognitivo    dos alunos. O estado da mente suporta ambos os tipos de processamento, mental,    sequencial/anal&iacute;tico (hemisf&eacute;rio esquerdo), como tamb&eacute;m    espacial/conceitual (hemisf&eacute;rio direito). Em outras palavras, "aprendizagem    do c&eacute;rebro por inteiro"<sup>3</sup>. Na maioria das pessoas, na regi&atilde;o    frontal, no lobo direito, ocorrem os comandos para lidar com as situa&ccedil;&otilde;es    novas de aprendizagem; o hemisf&eacute;rio esquerdo trabalha com as situa&ccedil;&otilde;es    cotidianas, embora haja um ciclo cont&iacute;nuo de informa&ccedil;&otilde;es    que partem do hemisf&eacute;rio direito para o hemisf&eacute;rio esquerdo<sup>4,7</sup>.    Ao entrar na escola a crian&ccedil;a j&aacute; &eacute; um sujeito que efetivou    in&uacute;meras aquisi&ccedil;&otilde;es no que se refere ao conhecimento. O    aluno &eacute; algu&eacute;m que j&aacute; apresenta um estilo cognitivo na    aquisi&ccedil;&atilde;o destes conhecimentos, que resultam de suas experi&ecirc;ncias    cotidianas. Na pr&aacute;tica, as diversas abordagens do ensino defrontam-se    com estilos cognitivos diversos utilizados pelos escolares, colocando a quest&atilde;o    da (in)coer&ecirc;ncia entre diferentes abordagens e os seus efeitos na alfabetiza&ccedil;&atilde;o<sup>21</sup>;    a cada ano do ciclo. Os escolares que adotam o processo simult&acirc;neo em    detrimento do sequencial (hemisf&eacute;rio direito) podem apresentar dificuldades    para segmentar as palavras em s&iacute;labas e decodific&aacute;-las, seguir    sequ&ecirc;ncias, orienta&ccedil;&otilde;es, encontrar sequ&ecirc;n-</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">cias dos acontecimentos    em um relato (<a href="/img/revistas/psicoped/v26n81/13t01.gif">Tabela 1</a>). Os escolares que adotam    o processo sequencial sem utilizar o processo simult&acirc;neo (HE), podem apresentar    dificuldades para reconhecer globalmente uma palavra, fazer liga&ccedil;&otilde;es    l&oacute;gicas considerando o contexto, extrair a id&eacute;ia principal de    um texto e fazer um resumo (<a href="/img/revistas/psicoped/v26n81/13t01.gif">Tabela 1</a>). Estas    dificuldades pontuam &agrave; falta de correspond&ecirc;ncia entre a abordagem    utilizada pelo professor no ensino (sequencial ou simult&acirc;neo) e o modo    pelo quais os escolares tratam as informa&ccedil;&otilde;es (estilo cognitivo    de funcionamento cerebral: prefer&ecirc;ncia hemisf&eacute;rica), podendo gerar    dificuldade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As reflex&otilde;es    sobre as diferen&ccedil;as de desempenho na alfabetiza&ccedil;&atilde;o, &agrave;    luz da prefer&ecirc;ncia hemisf&eacute;rica, dos diversos enfoques dados &agrave;    alfabetiza&ccedil;&atilde;o, sugerem indaga&ccedil;&otilde;es sobre a interfer&ecirc;ncia    da abordagem predominante no ensino e a produ&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as    dos desempenhos dos escolares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se que    a utiliza&ccedil;&atilde;o diferenciada de "estilo cognitivo" de escolares poder&aacute;    levar a prefer&ecirc;ncias pessoais, e provavelmente a necessidades diferenciadas    no processo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, uma interven&ccedil;&atilde;o    com abordagens diferenciadas, na busca de amenizar e/ou solucionar alguns problemas    de aprendizagem. Pode-se dizer que, no caso espec&iacute;fico deste estudo,    a dificuldade de aten&ccedil;&atilde;o (abordagem geral) queixa principal do    professor, provavelmente &eacute; uma dificuldade, tempor&aacute;ria, consequente    da falta de correspond&ecirc;ncia entre a abordagem pedag&oacute;gica, no processo    de ensino no per&iacute;odo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, utilizada pelo professor    (processo sequencial) e o modo pelo qual os alunos recebiam e tratavam as informa&ccedil;&otilde;es    (estilo cognitivo). O grupo dos alunos com dificuldade de aten&ccedil;&atilde;o,    em que predominava o funcionamento do hemisf&eacute;rio esquerdo conseguiu ultrapassar    as dificuldades iniciais, entretanto os hemisf&eacute;rio direito observou-se    a continua&ccedil;&atilde;o das dificuldades no processo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o,    mesmo ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o neuropsicopedag&oacute;gica, necessitando    provavelmente de maior tempo de estimula&ccedil;&atilde;o com atividades voltadas    para o desenvolvimento das fun&ccedil;&otilde;es atencionais do hemisf&eacute;rio    esquerdo. Desta forma, em uma perspectiva neuropsicopedag&oacute;gica (abordagem    espec&iacute;fica), pode-se dizer que a dificuldade de aten&ccedil;&atilde;o    dos escolares s&atilde;o desordens de natureza org&acirc;nica, neurol&oacute;gica,    funcional, tempor&aacute;ria, que interferem na recep&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulom    caracterizando-se por uma discrep&acirc;ncia entre o potencial funcional do    aluno (prefer&ecirc;ncia hemisf&eacute;rica) e a estrat&eacute;gia pedag&oacute;gica    do professor (sequencial ou simult&acirc;neo) para a alfabetiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando-se    a quest&atilde;o da hemisfericidade, como fator relevante no processo de aprendizagem,    prop&otilde;e-se que programas educacionais com interven&ccedil;&otilde;es neuropsicopedag&oacute;gicas    sejam direcionados ao atendimento de todos os alunos, isto &eacute;, os alunos    com predomin&acirc;ncia de funcionamento tanto para o hemisf&eacute;rico direito    quanto esquerdo, independente da sua modalidade de aprender. E que outros estudos    sejam realizados no campo da educa&ccedil;&atilde;o, pois se considera esta    proposta de interven&ccedil;&atilde;o, precursora, necessitando de mais estudos    correlacionando as prefer&ecirc;ncias hemisf&eacute;ricas e os processos atencionais    interferindo na aprendizagem, inclusive a prefer&ecirc;ncia hemisf&eacute;rica    da professora, isto &eacute;, sua modalidade de ensinar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Papalia DE,    Olds SW. Desenvolvimento humano. Porto Alegre:Artmed;2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351718&pid=S0103-8486200900030001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Beresford H.    Valor: saiba o que &eacute;. Rio de Janeiro:Shape;2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351720&pid=S0103-8486200900030001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Siever D. The    rediscovery of audio-visual entrainment technology. Montreal:Comptronic Devices    Limited;1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351722&pid=S0103-8486200900030001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Marques LJ.    Padr&atilde;o de atividades cortical &oacute;tima para a aprendizagem h&aacute;bil-motriz    e cognitiva &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro:Universidade    Castelo Branco;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351724&pid=S0103-8486200900030001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Springer SP,    Deutsch G. C&eacute;rebro esquerdo, c&eacute;rebro direito. S&atilde;o Paulo:Summus;1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351726&pid=S0103-8486200900030001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Lent R. Cem    bilh&otilde;es de neur&ocirc;nios: conceitos fundamentais de neuroci&ecirc;ncia.    S&atilde;o Paulo:Atheneu;2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351728&pid=S0103-8486200900030001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Ribeiro LHB.    A efic&aacute;cia da potencializa&ccedil;&atilde;o cerebral&reg; e controle    da mente na performance de atletas de equipes de nado sincronizado e futebol.    &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro:Universidade    Castelo Branco;2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351730&pid=S0103-8486200900030001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Fairweather    MM, Sidaway B. Implications of demispheric function for the effective teaching    of motor-skills. In: National Association for Physical Education on Higher Education.    QUEST. 1994;46(3):281-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351732&pid=S0103-8486200900030001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Barbosa LMS.    A psicopedagogia no &acirc;mbito da institui&ccedil;&atilde;o escolar. Curitiba:Expoente;2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351734&pid=S0103-8486200900030001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Valle LE, Capovilla    FC. Temas multidisciplinares de neuropsicologia &amp; aprendizagem. Ribeir&atilde;o    Preto:Tecmedd;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351736&pid=S0103-8486200900030001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Andrade VM,    Santos FH, Bueno OF. Neuropsicologia hoje. S&atilde;o Paulo:Artes M&eacute;dicas;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351738&pid=S0103-8486200900030001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Kandel ER.    Fundamentos da neuroci&ecirc;ncia e do comportamento. Rio de Janeiro:Guanabara    Koogan;2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351740&pid=S0103-8486200900030001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Ara&uacute;jo    C. Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica da aten&ccedil;&atilde;o.    In: Valle LE, Capovilla FC, eds. Temas multidisciplinares de neuropsicologia    &amp; aprendizagem. Ribeir&atilde;o Preto:Tecmedd;2004. p.501-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351742&pid=S0103-8486200900030001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Wagner CJP.    Aten&ccedil;&atilde;o visual em crian&ccedil;as e adolescentes: um estudo a    partir do paradigma de tempo de rea&ccedil;&atilde;o &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado&#93;. Porto Alegre:Universidade Federal do Rio Grande do Sul;2000.    Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.biblioteca.ufrgs/teses.ufrj.br" target="_blank">http://www.biblioteca.ufrgs/teses.ufrj.br</a>&gt;.    Acesso em 20 jan. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351744&pid=S0103-8486200900030001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Ballone GJ.    Aten&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria. PsiqWeb Psiquiatria Geral, 1999. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.psiqweb.med.br/cursos/memoria.html" target="_blank">http://www.psiqweb.med.br/cursos/memoria.html</a>&gt;.    Acesso em: 04 jan. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351746&pid=S0103-8486200900030001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Caldas AC.    O conceito de domin&acirc;ncia cerebral revisado. (Re)habilitar: Revista da    ESSA, jun,2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351748&pid=S0103-8486200900030001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Luria Y. Linguagem    e desenvolvimento intelectual na crian&ccedil;a. Porto Alegre:Artes M&eacute;dicas;1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351750&pid=S0103-8486200900030001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Paes RR. Aprendizagem    e competi&ccedil;&atilde;o precoce: o caso do basquetebol. Revista Portuguesa    em Ci&ecirc;ncias do Desporto. 1997;6(1). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielo.oces.mctes.pt" target="_blank">www.scielo.oces.mctes.pt</a>.&gt;    Acesso em: 05 jan. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351752&pid=S0103-8486200900030001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Kunz ER. Teste    de prontid&atilde;o para leitura. Rev. Rio de Janeiro: Centro Editor de Psicologia    Aplicada - CEPA;2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351754&pid=S0103-8486200900030001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Bakan P. Hypnotizability,    laterality of eye movement and functional brain asymmetry. In: Perceptual and    motor skills, 28, 1969.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351756&pid=S0103-8486200900030001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Micotti MCO.    &Ecirc;xito e insucesso em alfabetiza&ccedil;&atilde;o: diferen&ccedil;as iniciais.    Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho;2003. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2002/exitoeinsucesso.pdf" target="_blank">http://www.unesp.br/prograd/PDFNE2002/exitoeinsucesso.pdf</a>&gt;.    Acesso em: 06 dez. 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4351758&pid=S0103-8486200900030001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/psicoped/v26n81/seta.gif" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b> Ros&acirc;ngela Rabello Carneiro    <br>   Rua Baba&ccedil;u, 90, apto 201,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Jardim Guanabara - Ilha do Governador    <br>   Rio de Janeiro, RJ - CEP 21931-230    <br>   E-mail: <a href="mailto:rabellopsi@yahoo.com.br">rabellopsi@yahoo.com.br</a>    - <a href="mailto:fbc@bmrio.com.br">fbc@bmrio.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    3/7/2009    <br>   Aprovado: 12/12/2009</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Trabalho realizado    no Laborat&oacute;rio de Neuromotri-cidade II da Universidade Castelo Branco,    Rio de Janeiro, RJ.</i></font></p>      ]]></body>
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