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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A importância da figura paterna para o desenvolvimento infantil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Depending on the social, cultural and family occurred since the last century, the role of father figure now and is undergoing significant changes in our society. The aim of this paper is to shed light on some reflections on the present role of the father, both for the child, and for the family and its great importance in the psychic structure and social and cognitive development of children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO    DE REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A    import&acirc;ncia da figura paterna para o desenvolvimento infantil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The importance    of the father in child development</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Edyleine Bellini    Peroni Benczik</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Doutora em Psicologia    Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da Universidade    de S&atilde;o Paulo (IPUSP), S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em fun&ccedil;&atilde;o    das transforma&ccedil;&otilde;es sociais, culturais e familiares ocorridas,    desde o s&eacute;culo passado, o papel da figura paterna passou e est&aacute;    passando por mudan&ccedil;as significativas na nossa sociedade. O objetivo do    presente artigo &eacute; trazer &agrave; luz algumas reflex&otilde;es sobre    o atual papel do pai, tanto para o filho, quanto para a fam&iacute;lia, bem    como a sua grande import&acirc;ncia na estrutura&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica    e no desenvolvimento social e cognitivo da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos:</b>    Pai. Rela&ccedil;&otilde;es Pai-Filho. Rela&ccedil;&otilde;es Familiares. Fam&iacute;lia.    Desenvolvimento infantil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Depending on the    social, cultural and family occurred since the last century, the role of father    figure now and is undergoing significant changes in our society. The aim of    this paper is to shed light on some reflections on the present role of the father,    both for the child, and for the family and its great importance in the psychic    structure and social and cognitive development of children.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    Fathers. Father-Child Relations. Family Relations. Family. Child development.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O papel do pai    na Sociedade tem se transformado, sobretudo, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.    De fato, a "condi&ccedil;&atilde;o" de Pai evoluiu e continua em franco processo    de evolu&ccedil;&atilde;o, devido &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es culturais,    sociais e familiares, passando pela fase em que os filhos eram propriedades    do pai (com as m&atilde;es quase sem direitos), e pela fase em que o pai era    apenas o suporte financeiro da fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa<sup>1</sup>    resgata o pai antigo, propriet&aacute;rio de bens, escravos e filhos, disposto    a impor sua lei e seus direitos e a resguardar seu nome e sua honra. Autorit&aacute;rio,    se isentava de maiores compromissos e de manifesta&ccedil;&otilde;es afetivas    para com os filhos, cuja rela&ccedil;&atilde;o era marcada pela ideia da diferen&ccedil;a,    ao se referir &agrave; hierarquia familiar: <i>"adulto &eacute; diferente de    crian&ccedil;a, est&aacute; na posi&ccedil;&atilde;o de quem sabe 'mais e melhor',    e pode - e mesmo deve - de quando em quando, mostrar seu poder atrav&eacute;s    do exerc&iacute;cio legitimo da disciplina"</i><sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gomes e Resende<sup>3</sup>    comentam que o homem encontrava dificuldades para separar sua individualidade    das fun&ccedil;&otilde;es de pai. Manteve-se protegido no sil&ecirc;ncio, comprometedor    de toda possibilidade de di&aacute;logo com a fam&iacute;lia, especialmente    com os filhos. Foi sempre apoiado pela cultura que, sendo patriarcal, reservou-lhe    lugar acima da trama dom&eacute;stica constitu&iacute;da, sobretudo pela mulher    e pela crian&ccedil;a. Esta situa&ccedil;&atilde;o vem-se modificando, lenta    e progressivamente, de modo indissoci&aacute;vel, da sociedade e fam&iacute;lia.    Por&eacute;m, a mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos n&atilde;o acompanha o ritmo    da transforma&ccedil;&atilde;o de valores. Antes de assimilar a nova configura&ccedil;&atilde;o    familiar, modelado no processo que introduziu a mulher no mercado de trabalho,    o homem &eacute; surpreendido pela ruptura da hierarquia dom&eacute;stica e    pelo constante questionamento de sua autoridade. Tais mudan&ccedil;as n&atilde;o    contribu&iacute;ram para reduzir o vazio instalado na rede de rela&ccedil;&otilde;es    afetivas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O distanciamento    entre o homem e os demais membros do n&uacute;cleo familiar denuncia-se na fragilidade    do v&iacute;nculo estabelecido entre pai e filho, principalmente quando se trata    de crian&ccedil;as do sexo masculino. Penetrar este sil&ecirc;ncio e entender    a quest&atilde;o do pai, tendo como eixo a identidade masculina, culturalmente    determinada, tem sido tarefa de estudos, que colocam em perspectiva experi&ecirc;ncias    contempor&acirc;neas de paternidade<sup>4</sup>. O pai exercia o poder na casa,    com for&ccedil;a para manter o c&iacute;rculo vicioso em que a fam&iacute;lia    estava secularmente encerrada. Sua autoridade valia tanto para os filhos como    para a mulher, que dele dependia economicamente e a quem se submetia de acordo    com as regras estabelecidas. A import&acirc;ncia do pai, do patrim&ocirc;nio    e da religi&atilde;o reduziu, expressivamente, o espa&ccedil;o f&iacute;sico    e sentimental da crian&ccedil;a<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Historicamente,    at&eacute; ao fim do s&eacute;culo passado, o pai desempenhava essencialmente    uma fun&ccedil;&atilde;o educadora e disciplinadora, segundo c&oacute;digos    frequentemente r&iacute;gidos e repressivos. E, a intera&ccedil;&atilde;o entre    pai e filho era reduzida, particularmente nos primeiros anos de vida, bem como    a sua participa&ccedil;&atilde;o nos cuidados di&aacute;rios &agrave; crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Marques et al.<sup>5</sup>    relatam que, depois da II Guerra Mundial e, em consequ&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es    profundas que se deram na sociedade ocidental, como os pais empregados, a composi&ccedil;&atilde;o    da fam&iacute;lia nuclear e as dificuldades econ&ocirc;micas, o pai foi-se tornando    cada vez mais participativo. Moraes<sup>6</sup> afirma que, com um n&uacute;mero    de mulheres cada vez maior ingressando no mercado de trabalho e conquistando    a independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, ocorreram novos arranjos familiares,    com significativa mudan&ccedil;a nas rela&ccedil;&otilde;es entre homens e mulheres,    como a separa&ccedil;&atilde;o entre pap&eacute;is conjugais e pap&eacute;is    parentais. Nesta nova redistribui&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria dos pap&eacute;is    masculino e feminino, o homem como marido e como pai tem sido o principal alvo    de transforma&ccedil;&atilde;o. No entanto, somente a partir da d&eacute;cada    de 50, e em resultado de progressos no dom&iacute;nio perinatal, que v&aacute;rios    investigadores t&ecirc;m se debru&ccedil;ado sobre o papel do pai na vida do    beb&ecirc;, sobre a rela&ccedil;&atilde;o pai e filho e o processo de vincula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O PAI E A FUN&Ccedil;&Atilde;O    PATERNA</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; reconhecido    como importante o papel do pai no desenvolvimento da crian&ccedil;a e a intera&ccedil;&atilde;o    entre pai e filho &eacute; um dos fatores decisivos para o desenvolvimento cognitivo    e social, facilitando a capacidade de aprendizagem e a integra&ccedil;&atilde;o    da crian&ccedil;a na comunidade<sup>7</sup>. A experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica    tem mostrado que, na vida adulta, as representa&ccedil;&otilde;es dessa viv&ecirc;ncia    insurgem nas v&aacute;rias possibilidades de constru&ccedil;&atilde;o psicoafetiva,    com repercuss&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es sociais<sup>3</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As teorias psicol&oacute;gicas    e as pesquisas cient&iacute;ficas afirmam e fundamentam o papel da figura paterna    no desenvolvimento e no psiquismo infantil. &Eacute; pressuposto da teoria psicanal&iacute;tica    o papel estruturante do pai, a partir da instaura&ccedil;&atilde;o do complexo    de &Eacute;dipo. Na trama familiar, o sujeito se constr&oacute;i e sai do estado    de natureza para ingressar na cultura. Freud<sup>8</sup>, em seu trabalho <i>Leonardo    da Vinci e uma lembran&ccedil;a da sua inf&acirc;ncia</i>, afirma: "<i>na maioria    dos seres humanos, tanto hoje como nos tempos primitivos, a necessidade de se    apoiar numa autoridade de qualquer esp&eacute;cie &eacute; t&atilde;o imperativa    que seu mundo desmorona se essa autoridade &eacute; amea&ccedil;ada</i>". Para    Aberastury<sup>9</sup>, o pai representa a possibilidade do equil&iacute;brio    pensado como regulador da capacidade da crian&ccedil;a investir no mundo real.    A necessidade da figura paterna no processo de desenvolvimento infantil ocorre    entre seis e doze meses, quando a crian&ccedil;a se v&ecirc; inserida no tri&acirc;ngulo    ed&iacute;pico, denominado organiza&ccedil;&atilde;o genital precoce, e, na    adolesc&ecirc;ncia, quando a matura&ccedil;&atilde;o genital obriga a crian&ccedil;a    a definir seu papel na procria&ccedil;&atilde;o, havendo um movimento mais intenso    na adolesc&ecirc;ncia para que o filho alcance maior autonomia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Aberatury<sup>9</sup>    (1991), o lugar do pai, entre seis e doze meses, n&atilde;o &eacute; t&atilde;o    destacado na literatura, como acontece com a figura materna, no entanto, o contato    corporal entre o beb&ecirc; e o pai, no cotidiano, &eacute; refer&ecirc;ncia    na organiza&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica da crian&ccedil;a, devido &agrave;    sua fun&ccedil;&atilde;o estruturante para o desenvolvimento do ego. No segundo    ano de vida, j&aacute; existe a imagem de pai e de m&atilde;e, e a figura paterna    fica mais acentuada e tem a fun&ccedil;&atilde;o de apoiar o desenvolvimento    social da crian&ccedil;a, auxiliando-a nas dificuldades peculiares a este per&iacute;odo    e no desprendimento necess&aacute;rio da crian&ccedil;a aos costumes da situa&ccedil;&atilde;o    familiar, mantidos pela m&atilde;e<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muza<sup>10</sup>    afirma que o pai aparece como o terceiro imprescind&iacute;vel para que a crian&ccedil;a    elabore a perda da rela&ccedil;&atilde;o inicial com a m&atilde;e, sendo que    a crian&ccedil;a necessita do pai para desprender-se da m&atilde;e e, ao mesmo    tempo, tamb&eacute;m necessita de um pai e de uma m&atilde;e para satisfazer,    por identifica&ccedil;&atilde;o, sua bissexualidade. Este autor afirma, ainda,    que o pai passa a representar um princ&iacute;pio de realidade e de ordem na    fam&iacute;lia, e a crian&ccedil;a sente que ela n&atilde;o &eacute; mais a    &uacute;nica a compartilhar a aten&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cavalcante<sup>11</sup>,    apoiada pela teoria junguiana, sustenta que o arqu&eacute;tipo do pai, vivenciado    atrav&eacute;s da encarna&ccedil;&atilde;o no pai real, &eacute; o s&iacute;mbolo    que promove a estrutura&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica da crian&ccedil;a e    lhe permite abrir-se para o horizonte de novas possibilidades. Neste sentido,    a identifica&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com o universo de seu pai se    d&aacute; por meio da experi&ecirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o, quando ele    aparece como interdito na rela&ccedil;&atilde;o <i>urob&oacute;rica</i>, entre    m&atilde;e e filho e a sua presen&ccedil;a marca, simbolicamente, a din&acirc;mica    de rompimento desta fase<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Corneau<sup>12</sup>,    fundamentado pelas ideias de Lacan, reafirma que o pai &eacute; o primeiro outro    que a crian&ccedil;a encontra fora do ventre de sua m&atilde;e, sendo ele indistinto    para o rec&eacute;m-nascido, mas ao bloquear o desejo incestuoso, sua figura    vai se diferenciando, permitindo o nascimento da interioridade do filho e desfaz,    assim, a fus&atilde;o entre o eu e o n&atilde;o eu, o pai encarna inicialmente    a n&atilde;o m&atilde;e e d&aacute; forma a tudo que n&atilde;o seja ela. A    presen&ccedil;a do pai &eacute; que poder&aacute; facilitar &agrave; crian&ccedil;a    a passagem do mundo da fam&iacute;lia para o da sociedade. Ser&aacute; permitido    o acesso &agrave; agressividade, &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o de si, &agrave;    capacidade de se defender e de explorar o ambiente. Este mesmo autor acredita    que as crian&ccedil;as que sentem o pai pr&oacute;ximo e presente sentem-se    mais seguras em seus estudos, na escolha de uma profiss&atilde;o ou na tomada    de iniciativas pessoais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir de um    estudo de caso cl&iacute;nico e de uma rigorosa revis&atilde;o da literatura,    relacionada &agrave; import&acirc;ncia da figura paterna na vida dos filhos,    Eizirik e Bergamann<sup>13</sup> afirmam que a aus&ecirc;ncia paterna tem potencial    para gerar conflitos no desenvolvimento psicol&oacute;gico e cognitivo da crian&ccedil;a,    bem como influenciar o desenvolvimento de dist&uacute;rbios de comportamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Shinn<sup>14</sup>    revisou os efeitos da aus&ecirc;ncia paterna no desenvolvimento cognitivo das    crian&ccedil;as e concluiu que, em fam&iacute;lias sem a presen&ccedil;a do    pai ou nas quais os pais apresentavam pouca intera&ccedil;&atilde;o com seus    filhos, havia maior associa&ccedil;&atilde;o com desempenhos pobres em testes    cognitivos das crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Montgomery<sup>15</sup>    observou que crian&ccedil;as com aus&ecirc;ncia do pai biol&oacute;gico t&ecirc;m    duas vezes mais probabilidade de repetir o ano escolar, e que as crian&ccedil;as    que apresentam comportamento violento nas escolas t&ecirc;m 11 vezes mais chance    de n&atilde;o conviver na companhia do pai biol&oacute;gico do que crian&ccedil;as    que n&atilde;o t&ecirc;m comportamento violento. Essas crian&ccedil;as, principalmente    meninos, evidenciam maiores dificuldades nas provas finais e uma m&eacute;dia    mais baixa de leitura.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m do    papel crucial que o pai exerce na triangula&ccedil;&atilde;o pai-m&atilde;e-filho,    Muza<sup>10</sup> cita que o papel paterno &eacute; crucial tamb&eacute;m para    o desenvolvimento dos filhos na entrada na adolesc&ecirc;ncia, quando a matura&ccedil;&atilde;o    genital obriga a crian&ccedil;a a definir o seu papel na procria&ccedil;&atilde;o.    O impacto da aus&ecirc;ncia do pai na adolesc&ecirc;ncia foi estudado por Jones    et al.<sup>16</sup>, que compararam a separa&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    e separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o dos pais de 50 meninos,    subdivididos em dois grupos, um de 25 meninos adolescentes que viviam com seus    dois pais biol&oacute;gicos e 25 meninos adolescentes que viviam apenas com    suas m&atilde;es biol&oacute;gicas. Os resultados mostraram que os meninos dos    dois grupos n&atilde;o diferiram nas medidas de separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o,    e que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho mediou muitas manifesta&ccedil;&otilde;es    de separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o avaliadas. Estes resultados    enfatizam a import&acirc;ncia da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o do filho    com sua m&atilde;e e com seu pai como um mediador de muitas dimens&otilde;es    do processo de separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o. Segundo Muza<sup>10</sup>,    crian&ccedil;as que n&atilde;o convivem com o pai acabam tendo problemas de    identifica&ccedil;&atilde;o sexual, dificuldades de reconhecer limites e de    aprender regras de conviv&ecirc;ncia social. Isso mostraria a dificuldade de    internaliza&ccedil;&atilde;o de um pai simb&oacute;lico, capaz de representar    a inst&acirc;ncia moral do indiv&iacute;duo. Tal falta pode se manifestar de    diversas maneiras, entre elas uma maior propens&atilde;o para o envolvimento    com a delinqu&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mason et al.<sup>17</sup>    abordaram os problemas de comportamento associados ao efeito dos pares e ao    papel moderador da aus&ecirc;ncia paterna e da rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho.    O comportamento dos pares e a aus&ecirc;ncia paterna v&ecirc;m sendo associados    com maiores &iacute;ndices de dist&uacute;rbios do comportamento em adolescentes.    Pesquisas demonstram que a aus&ecirc;ncia paterna geralmente tem impacto negativo    em crian&ccedil;as e adolescentes, sendo que estes estariam em maior risco para    desenvolver problemas de comportamento. O estudo examinou o impacto dos pares,    a aus&ecirc;ncia paterna e a rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho em 112 adolescentes    afroamericanos com problemas de comportamento. Um modelo moderador foi usado    para testar a hip&oacute;tese de que a aus&ecirc;ncia do pai (ou um equivalente)    exacerbaria o impacto negativo de pares com dist&uacute;rbios de comportamento,    enquanto uma rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho positiva seria um fator    protetor contra esse risco e quanto &agrave; aus&ecirc;ncia paterna. O modelo    moderador sugeriu que a aus&ecirc;ncia paterna ou de equivalente aumentou o    impacto negativo de pares com problema comportamental, enquanto uma rela&ccedil;&atilde;o    positiva m&atilde;e-adolescente atenuou este risco. Uma forte rela&ccedil;&atilde;o    m&atilde;e-adolescente tamb&eacute;m mostrou proteger adolescentes de fam&iacute;lias    sem pai do risco de dist&uacute;rbios comportamentais associados ao envolvimento    com pares com tais problemas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paschall et al.<sup>18</sup>    estudaram os efeitos de aus&ecirc;ncia paterna, cuidado parental e associa&ccedil;&atilde;o    com pares delinquentes entre adolescentes afroamericanos com comportamento delinquente.    Os autores relataram que os achados de estudos relacionados ao tema s&atilde;o    mistos e inconclusivos e que h&aacute; grande preocupa&ccedil;&atilde;o a respeito    da aus&ecirc;ncia paterna em fam&iacute;lias afroamericanas em rela&ccedil;&atilde;o    ao efeito negativo que isso pode causar no desenvolvimento desses meninos. Nesse    estudo, a aus&ecirc;ncia paterna n&atilde;o foi associada com comportamento    delinquente dos filhos e tamb&eacute;m n&atilde;o foi moderadora da rela&ccedil;&atilde;o    entre associa&ccedil;&atilde;o com pares delinquentes e comportamento delinquente    dos filhos. Mas o efeito negativo do fator socioecon&ocirc;mico no comportamento    delinquente foi mais frequente em fam&iacute;lias com pai ausente. Pfiffner    et al.<sup>19</sup> estudaram a associa&ccedil;&atilde;o entre aus&ecirc;ncia    paterna e caracter&iacute;sticas anti-sociais familiares. Os resultados apontaram    que fam&iacute;lias com o pai morando em casa tiveram menos sintomas anti-sociais    na m&atilde;e, no pai e na crian&ccedil;a do que fam&iacute;lias sem o pai.    Caracter&iacute;sticas anti-sociais foram maiores quando os pais n&atilde;o    foram encontrados para participa&ccedil;&atilde;o no estudo. Os autores concluem    que comportamento anti-social em qualquer membro da fam&iacute;lia &eacute;    mais prov&aacute;vel se o pai &eacute; ausente ou n&atilde;o-participativo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O vazio promovido    pela aus&ecirc;ncia do pai, segundo Ferrari<sup>20</sup>, &eacute; formado pela    no&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as de n&atilde;o serem amadas pelo genitor    que est&aacute; ausente, com uma grande desvaloriza&ccedil;&atilde;o de si mesmas,    em consequ&ecirc;ncia disso. Al&eacute;m dessa autodesvaloriza&ccedil;&atilde;o,    ocorrem os sentimentos de culpa por a crian&ccedil;a se achar m&aacute;, por    acreditar haver provocado a separa&ccedil;&atilde;o e at&eacute; por ter nascido.    A crian&ccedil;a pensa ser m&aacute; tamb&eacute;m por ter sido deixada. O autor    coloca que isso pode gerar rea&ccedil;&otilde;es variadas, desde tristeza e    melancolia at&eacute; agressividade e viol&ecirc;ncia. E prossegue dizendo que    os t&iacute;midos e temerosos do exterior se fecham em si mesmos, e os extrovertidos    e temerosos do interior de sua hist&oacute;ria se vingam no mundo com condutas    anti-sociais<sup>20</sup>. Para Eizirich e Bergmann<sup>13</sup> e Gomes e Resende<sup>3</sup>,    a literatura evidencia as modifica&ccedil;&otilde;es na estrutura das fam&iacute;lias    contempor&acirc;neas, os efeitos negativos da aus&ecirc;ncia do pai e as repercuss&otilde;es    decorrentes dessa aus&ecirc;ncia, tanto nos aspectos comportamentais, quanto    nas viv&ecirc;ncias emocionais relacionadas ao complexo de &Eacute;dipo. Estes    autores relacionam a aus&ecirc;ncia da figura paterna &agrave; produ&ccedil;&atilde;o    de variadas express&otilde;es de conflitos, defesas e sentimentos de culpa nos    filhos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Gai<sup>21</sup>,    atualmente, tenta-se que a interven&ccedil;&atilde;o do pai seja cada vez mais    precoce, inclusive desde o momento do nascimento, onde a sua presen&ccedil;a    parece aumentar o interesse e o envolvimento posterior com a crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como vimos, a priva&ccedil;&atilde;o    do pai pode ter consequ&ecirc;ncias graves, a longo prazo, com problemas na    modula&ccedil;&atilde;o e na intensidade do afeto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santoro<sup>22</sup>    afirma que a aus&ecirc;ncia do pai pode comprometer a sa&uacute;de da crian&ccedil;a,    e relata que pesquisas recentes revelam que a presen&ccedil;a da figura paterna    ajuda a afastar problemas como a obesidade e uma s&eacute;rie de outros transtornos    psicol&oacute;gicos. A pediatra Melissa Wake, do Royal Children's Hospital,    em Melbourne, na Austr&aacute;lia, realizou uma pesquisa com quase 5 mil crian&ccedil;as    entre quatro e 5 anos. Ela descobriu que a incid&ecirc;ncia de sobrepeso e obesidade    nas crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar tem rela&ccedil;&atilde;o direta    com a neglig&ecirc;ncia dos pais. Outras pesquisas demonstram que as crian&ccedil;as    que t&ecirc;m pai presente apresentam n&iacute;vel de autoestima superior &agrave;quelas    que t&ecirc;m pai ausente, com o qual n&atilde;o convivem. O pai &eacute; um    pilar muito importante no desenvolvimento de qualquer crian&ccedil;a. Quanto    maior &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o e o envolvimento do pai no crescimento    e na educa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, melhor &eacute; a qualidade da    rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre ambos<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bowlby<sup>24</sup>    tamb&eacute;m refor&ccedil;a a import&acirc;ncia dos pais fornecerem uma base    segura a partir da qual uma crian&ccedil;a ou um adolescente pode explorar o    mundo exterior e a ele retornar certos, de que ser&atilde;o bem-vindos, nutridos    f&iacute;sica e emocionalmente, confortados se houver um sofrimento e encorajados    se estiverem amea&ccedil;ados. A consequ&ecirc;ncia dessa rela&ccedil;&atilde;o    de apego &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o, por volta da metade do terceiro    ano de idade, de um sentimento de confian&ccedil;a e seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a    em rela&ccedil;&atilde;o a si mesma e, principalmente, em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;queles que a rodeiam, sejam estes suas figuras parentais ou outros integrantes    de seu c&iacute;rculo de rela&ccedil;&otilde;es sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mondardo e Valentina<sup>25</sup>    afirmam que um importante tra&ccedil;o do comportamento de apego &eacute; a    intensidade da emo&ccedil;&atilde;o que o acompanha, o tipo de emo&ccedil;&atilde;o    que surge de acordo com a rela&ccedil;&atilde;o entre a pessoa apegada e a figura    de apego.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lebovici<sup>26</sup>,    desenvolvendo estas ideias, refor&ccedil;a que, se tudo est&aacute; bem, h&aacute;    satisfa&ccedil;&atilde;o e um senso de seguran&ccedil;a, mas, se esta rela&ccedil;&atilde;o    est&aacute; amea&ccedil;ada, existem ci&uacute;me, ansiedade e raiva. Se, ocorre    uma ruptura, h&aacute; dor e depress&atilde;o. <i>"Os efeitos perniciosos da    priva&ccedil;&atilde;o variam de acordo com o grau da mesma. A priva&ccedil;&atilde;o    traz consigo a ang&uacute;stia, uma exagerada necessidade de amor, fortes sentimentos    de vingan&ccedil;a e, em consequ&ecirc;ncia, culpa e depress&atilde;o"</i><sup>26</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se uma pessoa teve    a sorte de crescer em um bom lar comum, ao lado de pais afetivos dos quais p&ocirc;de    contar com apoio incondicional, conforto e prote&ccedil;&atilde;o, consegue    desenvolver estruturas ps&iacute;quicas suficientemente fortes e seguras para    enfrentar as dificuldades da vida cotidiana. Nestas condi&ccedil;&otilde;es,    crian&ccedil;as seguramente apegadas aos seis anos s&atilde;o aquelas que tratam    seus pais de uma forma relaxada e amig&aacute;vel, estabelecendo com eles uma    intimidade de forma f&aacute;cil e sutil, al&eacute;m de manter com eles um    fluxo livre de comunica&ccedil;&atilde;o<sup>27</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O mesmo autor aponta    para as consequ&ecirc;ncias da situa&ccedil;&atilde;o inversa, ou seja, se esta    mesma pessoa vem a crescer em circunst&acirc;ncias diferentes, seu n&uacute;cleo    de confian&ccedil;a ser&aacute; esvaziado, ficando prejudicadas as rela&ccedil;&otilde;es    com outros semelhantes, havendo preju&iacute;zos nas demais fun&ccedil;&otilde;es    de seu desenvolvimento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As contribui&ccedil;&otilde;es    de Mahler<sup>7</sup> ao desenvolvimento infantil refor&ccedil;am as ideias    desenvolvidas por Bowlby<sup>24</sup> quanto ao estabelecimento, atrav&eacute;s    dos cuidados parentais, de uma base segura aos filhos. Suas contribui&ccedil;&otilde;es    referem-se &agrave; import&acirc;ncia fornecida &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es    de objeto precoces. Mahler<sup>7</sup> destaca que os tr&ecirc;s primeiros anos    de vida da crian&ccedil;a possuem importantes tarefas estruturantes, cujo alcance    e passagem s&atilde;o determinados por dois fatores: primeiro, a dota&ccedil;&atilde;o    gen&eacute;tica do beb&ecirc;, que o impulsiona para o v&iacute;nculo com o    meio ambiente, permitindo perceber e aceitar os cuidados proporcionados pelos    pais; e, segundo, a maternagem, ou seja, a presen&ccedil;a de uma m&atilde;e    que verdadeiramente proporcione esses cuidados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desenvolvimento    do n&uacute;cleo de confian&ccedil;a b&aacute;sico<sup>24</sup>, por meio do    qual a crian&ccedil;a &eacute; encorajada a explorar o mundo externo, adquire    confian&ccedil;a em si mesma e nos demais indiv&iacute;duos, e &eacute; de suma    import&acirc;ncia para a estrutura&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica da crian&ccedil;a.    Rohde et al.<sup>28</sup> relatam que a fun&ccedil;&atilde;o paterna &eacute;    fundamental para o desenvolvimento do beb&ecirc;. Segundo os autores, tal fun&ccedil;&atilde;o    &eacute; din&acirc;mica, j&aacute; que o pai representa um sustent&aacute;culo    afetivo para a m&atilde;e interagir com seu beb&ecirc; e tamb&eacute;m, ainda    nos primeiros anos da crian&ccedil;a, deve funcionar como um fator de divis&atilde;o    da rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica m&atilde;e-beb&ecirc;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Pupo<sup>23</sup>,    o ideal &eacute; que o pai participe dos cuidados com a crian&ccedil;a desde    o momento do nascimento: ele deve assistir ao banho, conversar com o pediatra    e enfermeiras, cantar uma cantiga de ninar, ajudar na troca de fraldas e no    banho<sup>21</sup>. Mesmo se o casal estiver separado, o pai deve participar    ao m&aacute;ximo poss&iacute;vel da rotina de seu filho, perguntando para aquela    pessoa que fica mais tempo com o beb&ecirc; sobre seus gostos e suas prefer&ecirc;ncias.    Fazer parte da vida de um filho &eacute; fazer parte de seu mundo, &eacute;    conhec&ecirc;-lo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde o &uacute;tero,    a crian&ccedil;a j&aacute; escuta e discrimina a voz dos pais devido &agrave;    diferen&ccedil;a de tonalidade. Portanto, o v&iacute;nculo do beb&ecirc; com    a figura paterna se inicia ainda no &uacute;tero<sup>23</sup>. Esta nova configura&ccedil;&atilde;o    social de mudan&ccedil;a de pap&eacute;is na fam&iacute;lia, com o pai se tornando    mais participante da vida dos filhos, possibilita que, al&eacute;m de provedores,    estejam tamb&eacute;m desejando permanecer guardi&otilde;es das crian&ccedil;as,    quando o casal opta pela separa&ccedil;&atilde;o<sup>29</sup>. Esta &eacute;    uma nova situa&ccedil;&atilde;o social hist&oacute;rica, com a qual casais t&ecirc;m    se deparado com frequ&ecirc;ncia. Em decorr&ecirc;ncia da separa&ccedil;&atilde;o,    muitos pais est&atilde;o solicitando a guarda compartilhada, ou seja, eles querem    continuar participando da vida de seus filhos, e, exercendo o papel de pai,    pois um novo perfil de pai foi se configurando: &Eacute; um homem oriundo das    classes m&eacute;dias ou altas, que se beneficia de uma forma&ccedil;&atilde;o    e de uma renda mais elevada que a m&eacute;dia. Tem uma profiss&atilde;o liberal    que lhe permite, bem como &agrave; sua mulher, dispor livremente de seu tempo    e rejeita a cultura masculina tradicional. A maioria se diz em ruptura com o    modelo de sua inf&acirc;ncia e n&atilde;o quer, por nada, reproduzir o comportamento    do pai, considerado "frio e distante". Eles almejam "reparar" sua pr&oacute;pria    inf&acirc;ncia. Finalmente, vivem com mulheres que n&atilde;o t&ecirc;m vontade    de ser m&atilde;es em tempo integral<sup>30</sup>. Aquela figura que comumente    se tinha somente nos finais de semana, d&aacute; lugar a um pai mais part&iacute;cipe,    envolvido com o dia-a-dia, com a educa&ccedil;&atilde;o e com o crescimento    de seus filhos, priorizando e garantindo &agrave;s crian&ccedil;as um ambiente    seguro, mediante um desenvolvimento preservado, em prol da estabilidade emocional    dos seus filhos. Mas, para Silveira<sup>29</sup>, ju&iacute;za de direito, a    Guarda Compartilhada s&oacute; torna-se vi&aacute;vel quando ambos os pais t&ecirc;m    um firme prop&oacute;sito, especialmente aquele que n&atilde;o reside com a    crian&ccedil;a, que &eacute; o de cumprir as tarefas, que antes da separa&ccedil;&atilde;o    eram cumpridas em parceria. Para esta autora, n&atilde;o basta compartilhar    a Guarda, para ela os pais devem exercer a sua paternidade com desprendimento,    amor, determina&ccedil;&atilde;o e convic&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES    FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com todas as transforma&ccedil;&otilde;es    ocorridas e que ainda est&atilde;o ocorrendo na sociedade relacionadas &agrave;    figura paterna, atualmente, ao seu papel de autoridade &eacute; agora adicionado    o de fornecedor de carinho<sup>5</sup>, sendo que participa, cada vez mais,    ativamente da vida das crian&ccedil;as e, brinca com elas, atuando na sua educa&ccedil;&atilde;o    e forma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Hoje em dia, o    pai divide com a mulher as tarefas dom&eacute;sticas, vai &agrave;s reuni&otilde;es    da escola, leva os filhos ao pediatra, ao dentista, &agrave;s aulas de nata&ccedil;&atilde;o,    futebol, dan&ccedil;a, ou ainda, ficam em casa quando os filhos est&atilde;o    doentes. Este novo pai, cada vez mais, tem participado, de forma igualit&aacute;ria,    nas atividades l&uacute;dicas da crian&ccedil;a. Pode-se considerar que a presen&ccedil;a    do pai na vida de um filho &eacute; t&atilde;o fundamental quanto a presen&ccedil;a    da m&atilde;e, quando se pensa em um bom desenvolvimento socioemocional da crian&ccedil;a,    sob v&aacute;rios n&iacute;veis e circunst&acirc;ncias<sup>25</sup>, pois n&atilde;o    s&oacute; complementa como refor&ccedil;a o modelo dado pela m&atilde;e, no    qual os dois assumem os pap&eacute;is de autoridade (impondo regras e puni&ccedil;&otilde;es)    e dos afetos (fornecendo carinhos e recompensas). As brincadeiras se tornam    mais ativas, ajudando a crian&ccedil;a a explorar o mundo e a relacionar-se    melhor com os outros. Para Gomes e Resende<sup>3</sup>, a crian&ccedil;a necessita    do par conjugal adulto para construir dentro de si imagem positiva das trocas    afetivas e da conviv&ecirc;ncia. Durante o desenvolvimento da personalidade,    o pai real se sobressai e ganha consist&ecirc;ncia quando a crian&ccedil;a o    percebe enquanto desejo da m&atilde;e e objeto daquilo que o filho est&aacute;    apto a apreender dele, estabelecendo uma dial&eacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos dias de hoje,    um dos maiores problemas na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos &eacute; a aus&ecirc;ncia    do pai ou de uma figura que o substitua. Vale ressaltar aqui que a figura paterna    pode ser representada por um tio, um av&ocirc; ou outro adulto do sexo masculino    que participe da vida da crian&ccedil;a e que tenha um v&iacute;nculo satisfat&oacute;rio    com ela. A educa&ccedil;&atilde;o, para ser equilibrada, necessita dos dois    progenitores. A presen&ccedil;a paterna na fam&iacute;lia &eacute; diferente    e complementar &agrave; materna. A falta de um modelo na educa&ccedil;&atilde;o,    masculino ou feminino, implica quase sempre um desequil&iacute;brio naquele    que &eacute; educado (no filho).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se observar    que os filhos necessitam de apoio e seguran&ccedil;a e de valores que naturalmente    cabe ao pai transmitir. Os jovens procuram no seu pai um modelo com o qual possam    se identificar. Se o pai est&aacute; ausente, outros modelos vir&atilde;o ocupar    esse vazio, com grande probabilidade de n&atilde;o serem modelos propriamente    exemplares<sup>5</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, se    os pais participarem e definirem em conjunto como querem educar poder&atilde;o    refor&ccedil;ar os seus pap&eacute;is e dar&atilde;o aos seus filhos um modelo    de crescimento saud&aacute;vel e harmonioso, com todas as condi&ccedil;&otilde;es    para que o filho seja lan&ccedil;ado na vida adulta, de forma mais estruturada    e feliz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As transforma&ccedil;&otilde;es    hist&oacute;ricas e sociais, envolvendo as configura&ccedil;&otilde;es familiares,    principalmente com rela&ccedil;&atilde;o ao papel do pai, est&atilde;o ocorrendo,    desde o s&eacute;culo passado, e n&atilde;o chegaram ao seu final.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A figura paterna    tende a estar cada vez mais pr&oacute;xima de seus filhos. Hoje em dia, os pais    est&atilde;o mais participativos e compartilhando v&aacute;rios aspectos da    vida de suas crian&ccedil;as, tanto do ponto de vista emocional, social, quanto    cognitivo. Ainda, h&aacute; muitos pais que n&atilde;o est&atilde;o ocupando    este lugar, seja por n&atilde;o desejarem ocupar ou por acreditarem que n&atilde;o    podem. Por outro lado, h&aacute; tamb&eacute;m muitas m&atilde;es que n&atilde;o    concedem este direito ao pai de seus filhos. A literatura aponta que a participa&ccedil;&atilde;o    efetiva do pai na vida de um filho promove seguran&ccedil;a, autoestima, independ&ecirc;ncia    e estabilidade emocional<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta forma, caber&aacute;    aos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de mental a dif&iacute;cil    tarefa de orienta&ccedil;&atilde;o e de conscientiza&ccedil;&atilde;o junto    &agrave;s fam&iacute;lias, principalmente &agrave;s m&atilde;es que se sentiram    prejudicadas no relacionamento conjugal e que evitam a aproxima&ccedil;&atilde;o    do pai com o filho, no sentido da real import&acirc;ncia da fun&ccedil;&atilde;o    paterna no psiquismo infantil e do seu impacto no desenvolvimento cognitivo,    social e emocional de seus filhos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Costa JF. Ordem    m&eacute;dica e norma familiar. 2ª ed. Rio de Janeiro: Graal;1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356055&pid=S0103-8486201100010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Figueira SA.    Uma nova fam&iacute;lia? O moderno e o arcaico na fam&iacute;lia de classe m&eacute;dia    brasileira. Rio de Janeiro:Jorge Zahar;1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356057&pid=S0103-8486201100010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Gomes AJ, Resende    VR. O pai presente: o desvelar da paternidade em uma fam&iacute;lia contempor&acirc;nea.    Psic.: Teor. e Pesq. 2004;20(2):119-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356059&pid=S0103-8486201100010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Resende VR.    A paternidade e o resgate da experi&ecirc;ncia humana do homem </font><font size="2">&#91;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Resumo</font><font size="2">&#93;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">.    In: UNESP, Org. Anais, III F&oacute;rum de Debates em Extens&atilde;o Universit&aacute;ria    e Assuntos Comunit&aacute;rios. Bauru: UNESP;1997. p.46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356061&pid=S0103-8486201100010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Marques J, Letras    C, Silva JE, Carvalho R. O papel do pai na sociedade. Dispon&iacute;vel: <a href="http://www.scridb.com/dec/13674195-opapeldopai" target="_blank">http://www.scridb.com/dec/13674195-opapeldopai</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356063&pid=S0103-8486201100010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Moraes MLQ.    A estrutura contempor&acirc;nea da fam&iacute;lia. In: Comparato MCM, Monteiro    DSF, orgs. A crian&ccedil;a na contemporaneidade e a psican&aacute;lise. Vol.    I Fam&iacute;lia e sociedade: di&aacute;logos interdisciplinares S&atilde;o    Paulo:Casa do Psic&oacute;logo;2001. p.17-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356065&pid=S0103-8486201100010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Mahler MS. O    nascimento psicol&oacute;gico da crian&ccedil;a: simbiose e individua&ccedil;&atilde;o.    Porto Alegre:Artes M&eacute;dicas;1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356067&pid=S0103-8486201100010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Freud S. Leonardo    da Vinci e uma lembran&ccedil;a da sua inf&acirc;ncia 1910. In: Freud S. Obras    psicol&oacute;gicas completas. Vol.XI. Rio de Janeiro:Imago;1970. p.59-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356069&pid=S0103-8486201100010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Aberastury A.    A paternidade. In: Aberastury A, Salas EJ, eds. Paternidade: um enfoque psicanal&iacute;tico.    Porto Alegre:Artes M&eacute;dicas;1991. p.41-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356071&pid=S0103-8486201100010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Muza GM. Da    prote&ccedil;&atilde;o generosa &agrave; v&iacute;tima do vazio. In: Silveira    P, ed. Exerc&iacute;cio da paternidade. Porto Alegre:Artes M&eacute;dicas;1998.    p.143-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356073&pid=S0103-8486201100010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Cavalcante    R. O mundo do pai: mitos, s&iacute;mbolos e arqu&eacute;tipos. S&atilde;o Paulo:Cultrix;1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356075&pid=S0103-8486201100010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Corneau G.    Pai ausente filho carente. Trad. Jahn L. S&atilde;o Paulo: Brasiliense;1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356077&pid=S0103-8486201100010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Eizirik M,    Bergmann DS. Aus&ecirc;ncia paterna e sua repercuss&atilde;o no desenvolvimento    da crian&ccedil;a e do adolescente: um relato de caso. Rev Psiquiatr Rio Gd    Sul. 2004;26(3):330-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356079&pid=S0103-8486201100010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Shinn M. Father    absence and children's cognitive development. Psychol Bull 1978;85(2):295-324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356081&pid=S0103-8486201100010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Montogmery    M. Breves coment&aacute;rios. In: Silveira P, ed. Exerc&iacute;cio da paternidade.    Porto Alegre:Artes M&eacute;dicas;1998. p.113-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356083&pid=S0103-8486201100010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Jones KA, Kramer    TL, Armitage T, Williams K. The impact of father absence on adolescent separation-individuation.    Genet Soc Gen Psychol Monogr 2003;129(1):73-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356085&pid=S0103-8486201100010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Mason CA, Cauce    AM, Gonzales N, Hiraga Y. Adolescent problem behavior: the effect of peers and    the moderating role of father absence and the mother-child relationship. Am    J Community Psychol. 1994;22(6):723-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356087&pid=S0103-8486201100010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Paschall MJ,    Ringwalt CL, Flewelling RL. Effects of parenting, father absence, and affiliation    with delinquent peers on delinquent behavior among African-American male adolescents.    Adolescence. 2003;38(149):15-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356089&pid=S0103-8486201100010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Pfiffner LJ,    McBurnett K, Rathouz PJ. Father absence and familial antisocial characteristics.    J Abnorm Child Psychol. 2001;29(5):357-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356091&pid=S0103-8486201100010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Ferrari JL.    Por que es importante el padre? In: Ferrai JL, ed. Ser padres en el tercer mil&ecirc;nio.    Mendoza: Ediciones del Canto Rodado;1999. p.91-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356093&pid=S0103-8486201100010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Gai C. O papel    do pai. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://gestantebebe.forum-livre.com/t41-o-papel-do-pai" target="_blank">http://gestantebebe.forum-livre.com/t41-o-papel-do-pai</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356095&pid=S0103-8486201100010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Santoro A.    O papel do pai. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://bebeabril.com.br/fam%EDlia/serpai/pai-ausente.php" target="_blank">http:bebeabril.com.br/fam&iacute;lia/serpai/pai-ausente.php</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356097&pid=S0103-8486201100010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Pupo I. O papel    do pai na fam&iacute;lia. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://pt.shvoong.com/humanities/1646481-papel-pai-na-familia/" target="_blank">http://pt.shvoong.com/humanities/1646481-papel-pai-na-familia/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356099&pid=S0103-8486201100010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Bowlby J. Uma    base segura: aplica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da teoria do apego. Porto    Alegre: Artes M&eacute;dicas;1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356100&pid=S0103-8486201100010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Mondardo AHE,    Valentina DD. Psicoterapia infantil: ilustrando a import&acirc;ncia do v&iacute;nculo    materno para o desenvolvimento da crian&ccedil;a. Psicol Reflex Crit. 1998;11(3):621-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356102&pid=S0103-8486201100010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Lebovici S.    O beb&ecirc;, a m&atilde;e e o psicanalista. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas;1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356104&pid=S0103-8486201100010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Bowlby J. Separa&ccedil;&atilde;o:    ang&uacute;stia e raiva. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes;1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356106&pid=S0103-8486201100010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Rohde LA, Wolf    AL, Couto AF, Shansis DM, Shansis FM, Cunha GB, et al. A fun&ccedil;&atilde;o    paterna no desenvolvimento do beb&ecirc;. Rev Psiquiatr Rio Gd Sul. 1991;13(3):127-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356108&pid=S0103-8486201100010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29. Silveira SM.    O direito de ser pai e m&atilde;e ap&oacute;s a dissolu&ccedil;&atilde;o do    v&iacute;nculo conjugal. RITOS - Revista da AMARN - Associa&ccedil;&atilde;o    dos Magistrados do RN. 2004;33. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.amages.org.br/silveiras.m" target="_blank">http://www.amages.org.br/silveiras.m</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356110&pid=S0103-8486201100010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30. Badinter E.    XY: sobre a identidade masculina. Trad. Estrada MID. Rio de Janeiro: Nova Fronteira;1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4356112&pid=S0103-8486201100010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/psicoped/v28n85/seta.jpg" border="0"></a>    <b>Correspond&ecirc;ncia:</b>     ]]></body>
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