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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper intends to discuss the Youth and Adults Education from the perspective of the Neurosciences. It aims to further understand the pathway of this educational modality in Brazil and outline a profile of these youth and adults. From that, we focus on biological and social differences that are part of this stage of life and, in some occasions, have an impact on their learning process. We believe education, associated to neurosciences, might help to understand the cognitive structure of adults and their aging process, since many learning difficulties found by these adults are attributed to age, several changes and decreases in their biological structure. However, in this stage of life, there is also space to major learnings and achievements, and education professionals must understand these changes so that they can help to break with the stereotype that people undergoing the aging process are not able to learn anymore. Therefore, when studying this person biologically and socially, we can develop more significant pedagogical practices, aimed at their interests and needs in order to allow their learning and continuity of the studies.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO    DE REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><a name="top"></a><b>A    educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos na perspectiva das neuroci&ecirc;ncias</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Youth and adults    education from the perspective of the Neurosciences</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Caroline Lacerda    Dorneles<sup>I</sup>; Aliana Anghinoni Cardoso<sup>II</sup>; Fernanda Antoniolo    Hammes de Carvalho<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Pedagoga    pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss&otilde;es (URI),    Campus Santiago-RS, Especialista em Psicopedagogia pela mesma Universidade,    Mestranda do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o    da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Pedagoga do Instituto    Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Rio Grande do    Sul (IFRS), Campus Rio Grande/RS, Rio Grande, RS, Brasil</font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>II</sup>Pedagoga    pela Universidade Federal de Pelotas/RS (UFPel), Especialista em Supervis&atilde;o    Educacional pelo Centro Universit&aacute;rio La Salle, e Mestranda em Educa&ccedil;&atilde;o    pela UFPel, Pedagoga do IFRS, Campus Rio Grande/RS, Rio Grande, RS, Brasil</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>III</sup>Graduada    em Ci&ecirc;ncias - Habilita&ccedil;&atilde;o em Biologia pela Universidade    Cat&oacute;lica de Pelotas-RS, mestre em Letras pela Universidade Cat&oacute;lica    de Pelotas e doutora em Educa&ccedil;&atilde;o pela Pontif&iacute;cia Universidade    Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul. P&oacute;s-doutoranda PRODOC CAPES no    PPG Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias: Qu&iacute;mica da Vida e Sa&uacute;de/    Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas-Laborat&oacute;rio de Neuroci&ecirc;ncias    da Universidade Federal do Rio Grande-RS, Rio Grande, RS, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O texto que segue    pretende discutir a Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos na perspectiva    das Neuroci&ecirc;ncias. Busca entender o percurso dessa modalidade de educa&ccedil;&atilde;o    no Brasil e tra&ccedil;ar um perfil desses sujeitos. A partir disso, enfocamos    as diferen&ccedil;as biol&oacute;gicas e sociais que fazem parte dessa etapa    da vida e que, em algumas vezes, repercutem no processo de aprendizagem. Acreditamos    que a educa&ccedil;&atilde;o, aliada &agrave;s Neuroci&ecirc;ncias, pode ajudar    a entender a estrutura cognitiva do adulto e o seu processo de envelhecimento,    pois muitas das dificuldades de aprendizagem encontradas por esses sujeitos    s&atilde;o atribu&iacute;das &agrave; idade, &agrave;s diversas mudan&ccedil;as    e decl&iacute;nios em sua estrutura biol&oacute;gica. No entanto, nessa etapa    da vida tamb&eacute;m h&aacute; espa&ccedil;o para grandes aprendizagens e conquistas,    e os profissionais da educa&ccedil;&atilde;o precisam entender essas mudan&ccedil;as    para ajudar a romper com o estere&oacute;tipo de que as pessoas em processo    de envelhecimento n&atilde;o t&ecirc;m mais idade para aprender. Dessa forma,    ao estudarmos biologicamente e socialmente esse sujeito, poderemos desenvolver    pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas mais significativas, voltadas para seus interesses    e necessidades e, assim, permitir a sua aprendizagem e continuidade nos estudos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos:</b>    Educa&ccedil;&atilde;o. Adulto. Neuroci&ecirc;ncias. Envelhecimento.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This paper intends    to discuss the Youth and Adults Education from the perspective of the Neurosciences.    It aims to further understand the pathway of this educational modality in Brazil    and outline a profile of these youth and adults. From that, we focus on biological    and social differences that are part of this stage of life and, in some occasions,    have an impact on their learning process. We believe education, associated to    neurosciences, might help to understand the cognitive structure of adults and    their aging process, since many learning difficulties found by these adults    are attributed to age, several changes and decreases in their biological structure.    However, in this stage of life, there is also space to major learnings and achievements,    and education professionals must understand these changes so that they can help    to break with the stereotype that people undergoing the aging process are not    able to learn anymore. Therefore, when studying this person biologically and    socially, we can develop more significant pedagogical practices, aimed at their    interests and needs in order to allow their learning and continuity of the studies.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    Education. Adult, Neurosciences. Aging.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Educa&ccedil;&atilde;o    de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil &eacute; uma modalidade amparada pela LDB/    9394/96-Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional<sup>1</sup>,    e se destina &agrave;queles que n&atilde;o tiveram acesso, na idade pr&oacute;pria,    ao ensino regular. Contempla o acesso ao ensino, a um p&uacute;blico com idade    mais avan&ccedil;ada se comparado ao do ensino regular. Geralmente os estudantes    da EJA chegam &agrave; escola com uma vasta experi&ecirc;ncia de vida e, em    consequ&ecirc;ncia, com algumas expectativas diferenciadas sobre o ensino, pois    esperam nos estudos avan&ccedil;os e promo&ccedil;&otilde;es no trabalho, assim    como melhores sal&aacute;rios ou mesmo melhores oportunidades de emprego.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para que essas    possibilidades sejam atendidas, esses sujeitos precisam ser pensados a partir    de suas peculiaridades e diferen&ccedil;as no processo de aprender, pois carregam    uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as biol&oacute;gicas e ambientais, al&eacute;m    de distintas trajet&oacute;rias de vida e de aprendizagens formais e informais    que a escola precisa considerar. Naturalmente, essas diversidades demandam que    os educadores apresentem mudan&ccedil;as em seu fazer pedag&oacute;gico para    atender a essas peculiaridades e, uma delas, &eacute; compreender o processo    de aprendizagem desses educandos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entender esse processo    requer iniciar pela compreens&atilde;o da estrutura biol&oacute;gica e social    que sustenta a aprendizagem dos alunos dessa modalidade de ensino, em especial,    os adultos. Nesse sentido, h&aacute; uma gama de estudos sobre o desenvolvimento    psicol&oacute;gico e a aprendizagem da crian&ccedil;a, que tem contribu&iacute;do    para as transforma&ccedil;&otilde;es no campo da educa&ccedil;&atilde;o e avan&ccedil;os    no entendimento da adolesc&ecirc;ncia. Entretanto, com rela&ccedil;&atilde;o    ao adulto verificamos uma car&ecirc;ncia de investiga&ccedil;&otilde;es sobre    sua aprendizagem, pois por muito tempo acreditou-se no estere&oacute;tipo de    que pessoas adultas e idosas n&atilde;o teriam mais capacidade para aprender    ou que apresentariam muita dificuldade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sabemos que o estudante    adulto est&aacute; em uma fase da vida em que se encaminha para o processo de    envelhecimento e na qual ocorrem diversas mudan&ccedil;as e decl&iacute;nios    na estrutura biol&oacute;gica. Contudo, os educadores precisam reconhecer que    nessa etapa da vida tamb&eacute;m h&aacute; espa&ccedil;o para grandes aprendizagens    e conquistas, pois dessa forma, poderemos romper com o estere&oacute;tipo de    que as pessoas em processo de envelhecimento n&atilde;o s&atilde;o capazes de    construir novos conhecimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa ruptura de    paradigma &eacute; urgente no cen&aacute;rio educacional brasileiro, pois o    Brasil caminha a passos acelerados com rela&ccedil;&atilde;o ao envelhecimento    de sua popula&ccedil;&atilde;o. Conforme aponta o Instituto brasileiro Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE), nos dados do censo 2010<sup>2</sup>, h&aacute;    um crescente aumento da popula&ccedil;&atilde;o adulta no Brasil e destaque    para a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o idosa. Esses dados    ajudam a refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia e o papel fundamental da educa&ccedil;&atilde;o    para manter essa popula&ccedil;&atilde;o ativa e produtiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre esse aspecto,    estudos no campo das Neuroci&ecirc;ncias t&ecirc;m ajudado a compreender o desenvolvimento    humano, bem como a identificar as mudan&ccedil;as que ocorrem durante a idade    adulta e a velhice. Assim, h&aacute; a emergente necessidade dos profissionais    da educa&ccedil;&atilde;o entenderem como se processa esse desenvolvimento,    pois as pessoas adultas cada vez mais est&atilde;o inseridas no meio educacional    e o educador, por sua vez, precisa reconhecer e compreender que esses indiv&iacute;duos    possuem uma estrutura cognitiva complexa e individual e, por isso, requerem    tratamento de acordo com sua individualidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante desse desafio,    o texto que segue aborda um breve hist&oacute;rico da Educa&ccedil;&atilde;o    de Jovens e Adultos no Brasil. Isso ajudar&aacute; a compreender o percurso    dessa modalidade de educa&ccedil;&atilde;o em nosso pa&iacute;s e a tra&ccedil;ar    um perfil dos sujeitos nela inseridos, inclusive considerando aspectos neurobiol&oacute;gicos    dessa fase da vida. A partir disso, tentaremos suscitar reflex&otilde;es acerca    de pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas significativas para esse p&uacute;blico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A EDUCA&Ccedil;&Atilde;O    DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, a EJA    &eacute; marcada por um hist&oacute;rico de movimentos em busca da universaliza&ccedil;&atilde;o    do ensino, bem como pelo momento em que a sociedade brasileira se deparou com    a industrializa&ccedil;&atilde;o, o que, consequentemente, fez com que a procura    pela escola aumentasse. Torres et al.<sup>3</sup> destacam que a universaliza&ccedil;&atilde;o    do ensino est&aacute; associada ao movimento da Escola Nova, o qual tamb&eacute;m    buscava igualdade de oportunidades e acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o    de uma forma igualit&aacute;ria. Esses movimentos, bem como as inova&ccedil;&otilde;es    pedag&oacute;gicas na d&eacute;cada de 1930, tinham como objetivo alcan&ccedil;ar    a moderniza&ccedil;&atilde;o e a democracia no Brasil, o que se refletia no    planejamento de propostas curriculares voltadas para a educa&ccedil;&atilde;o    c&iacute;vica e para a cidadania.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pela primeira vez,    a educa&ccedil;&atilde;o foi destacada, na legisla&ccedil;&atilde;o brasileira,    atrav&eacute;s da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1934<sup>4</sup>, em seu cap&iacute;tulo    II, art. 150, o qual tratava da educa&ccedil;&atilde;o e da cultura. Tal documento    propunha como uma das compet&ecirc;ncias da Uni&atilde;o fixar o Plano Nacional    da Educa&ccedil;&atilde;o, compreendendo todos os graus e ramos do ensino. Al&eacute;m    disso, apontava a necessidade de obedecer &agrave; oferta de ensino prim&aacute;rio    integral e gratuito, cobrando frequ&ecirc;ncia obrigat&oacute;ria, inclusive    dos adultos. Porto<sup>5</sup> relembra que, entre 1937 e 1945, com o Estado    Novo, as conquistas referentes &agrave; oferta de escolariza&ccedil;&atilde;o    para adultos eram ainda muito reduzidas. Isso porque se ampliava a oferta de    educa&ccedil;&atilde;o, mas havia muita abertura &agrave; iniciativa privada,    que reservava a escola secund&aacute;ria para as elites do pa&iacute;s e destinava    a educa&ccedil;&atilde;o profissionalizante para a classe trabalhadora.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na tentativa de    ampliar os espa&ccedil;os educativos, no per&iacute;odo do Governo Militar,    foi instaurada, na d&eacute;cada de 1970, a primeira Lei de Diretrizes e Bases    da Educa&ccedil;&atilde;o (LDB), Lei nº 5692/71<sup>6</sup>, que tinha como    um de seus objetivos a organiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o de    adultos por meio do ensino supletivo. Essa medida teve por intuito escolarizar    grande parte da popula&ccedil;&atilde;o mediante baixo custo, al&eacute;m de    tentar satisfazer as necessidades emergentes. Nessa &eacute;poca, havia uma    forte influ&ecirc;ncia de Paulo Freire nos m&eacute;todos pedag&oacute;gicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre as tentativas    de universalizar o ensino, Haddad<sup>7</sup> destaca que a EJA n&atilde;o s&oacute;    foi reconhecida como um direito desde os anos 1930, mas tamb&eacute;m ganhou    relev&acirc;ncia por meio de diversas iniciativas. Como exemplos dessas tentativas,    podemos destacar as campanhas de alfabetiza&ccedil;&atilde;o nas d&eacute;cadas    de 1930 e 1940; os movimentos de cultura popular de 1960; o Movimento Brasileiro    de Alfabetiza&ccedil;&atilde;o (MOBRAL) na d&eacute;cada de 1970; o ensino supletivo    dos Governos Militares; e, por fim, na d&eacute;cada de 1980, a cria&ccedil;&atilde;o    da Funda&ccedil;&atilde;o EDUCAR. Ainda de acordo com o autor<sup>7</sup>, destacamos    que a referida funda&ccedil;&atilde;o extinguiu-se na d&eacute;cada de 1990,    sendo que, na mesma &eacute;poca, a EJA come&ccedil;ou a perder prest&iacute;gio    em fun&ccedil;&atilde;o dos poucos investimentos governamentais e da transfer&ecirc;ncia    da responsabilidade dessa modalidade de educa&ccedil;&atilde;o para os estados    e munic&iacute;pios. Somente no ano de 2003, a EJA voltou a ser prioridade para    o Governo Federal, tendo novamente a meta de erradicar o analfabetismo no Brasil.    Diante disso, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ou o    Programa Brasil Alfabetizado (PBA), voltado &agrave; alfabetiza&ccedil;&atilde;o    de jovens, adultos e idosos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Analisando a trajet&oacute;ria    hist&oacute;rica da EJA e os recentes investimentos no pa&iacute;s a ela relacionados,    acreditamos que atrav&eacute;s da compreens&atilde;o acerca dos sujeitos a quem    esta se direciona, poderemos mobilizar diversos saberes relacionados com a aprendizagem    desses indiv&iacute;duos. Essas reflex&otilde;es podem conduzir a um entendimento    sobre as diferen&ccedil;as no processo de aprender dos jovens e adultos, de    modo a contribuir para uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade a esse p&uacute;blico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>SUJEITOS DA    EDUCA&Ccedil;&Atilde;O DE JOVENS E ADULTOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vivemos em um panorama    de mudan&ccedil;as, com um ritmo acelerado das transforma&ccedil;&otilde;es    sociais e tecnol&oacute;gicas, em que a sociedade torna-se mais exigente e busca    profissionais qualificados que atendam &agrave;s demandas emergentes. Essas    transforma&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m se refletindo no cen&aacute;rio educacional,    pois os sujeitos com pouca escolariza&ccedil;&atilde;o est&atilde;o retornando    ao campo educacional, sejam eles jovens, adultos ou idosos, e a EJA vem propiciando    essa oportunidade de aprender e se qualificar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A EJA proporciona    esse acesso, pois ao passo que o sujeito aprende e se qualifica, consegue ter    mais for&ccedil;as para caminhar em busca da sua cidadania. Os alunos da EJA    s&atilde;o pessoas que caminham em busca do conhecimento, superam limites e    rompem com barreiras, pois participam de uma sociedade em transi&ccedil;&atilde;o,    na qual os trabalhadores descobrem como canal de crescimento e liberta&ccedil;&atilde;o,    a educa&ccedil;&atilde;o<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Porto<sup>5</sup>    referencia que essa liberta&ccedil;&atilde;o e busca pelo conhecimento e qualifica&ccedil;&atilde;o,    hoje, ocorre em um cen&aacute;rio sociocient&iacute;fico permanentemente reformulado,    em incessante movimento de renova&ccedil;&atilde;o. Refor&ccedil;a que, para    se situar nessa sociedade em constantes transforma&ccedil;&otilde;es, o ser    humano precisa construir patamares cada vez mais elevados de conhecimento, aprender    ao longo da vida e estar em constante evolu&ccedil;&atilde;o. Ao pensar nessa    constante aprendizagem, salientamos que o adulto n&atilde;o pode ser considerado    nesse processo como uma "crian&ccedil;a grande"<sup>9</sup>, mas como uma pessoa    repleta de experi&ecirc;ncias e aprendizagens. Na vis&atilde;o de Oliveira<sup>9</sup>,    esse territ&oacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o diz respeito a reflex&otilde;es    e a&ccedil;&otilde;es dirigidas a qualquer jovem ou adulto, mas a um grupo de    pessoas que fazem parte, no interior da diversidade, de grupos sociais, e que    precisam de materiais did&aacute;ticos, conte&uacute;dos e m&eacute;todos de    ensino espec&iacute;ficos para sua realidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Historicamente,    os sujeitos da EJA s&atilde;o educandos provenientes de diversas camadas sociais,    culturais, &eacute;tnicas, o que os torna pessoas com diversas experi&ecirc;ncias    e, por isso, precisam ser pensados visando &agrave; diferen&ccedil;a. Oliveira<sup>9</sup>    destaca que o adulto dessa modalidade de educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;    o estudante universit&aacute;rio, nem o profissional qualificado que frequenta    cursos de forma&ccedil;&atilde;o continuada. Geralmente, esse educando &eacute;    o migrante que chega &agrave;s grandes metr&oacute;poles, proveniente de &aacute;reas    rurais empobrecidas, com uma passagem curta pela escola, ou o trabalhador n&atilde;o    qualificado, que busca a escola tardiamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, atualmente,    a EJA passa por um processo de rejuvenescimento dos educandos, pois n&atilde;o    &eacute; mais exclusiva &agrave;quelas pessoas que pararam por longo tempo de    estudar e retornaram &agrave; escola para terminar os estudos com vistas a um    emprego melhor ou a uma promo&ccedil;&atilde;o nos seus locais de trabalho.    Hoje, a EJA, al&eacute;m de oferecer espa&ccedil;o para o adulto, tamb&eacute;m    se destina ao jovem que, por motivos diversos, n&atilde;o consegue acompanhar    o ensino regular e, em alguns casos, a adolescentes que v&ecirc;m de um hist&oacute;rico    de fracasso escolar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    Oliveira<sup>9</sup> e Brunel<sup>10</sup> fazem refer&ecirc;ncia ao n&uacute;mero    de jovens e adolescentes que cresce, a cada ano, nessa modalidade de ensino,    modificando, dessa forma, o cotidiano escolar e as rela&ccedil;&otilde;es que    se estabelecem entre os sujeitos que ocupam esse espa&ccedil;o. Esses jovens    que chegam nessa modalidade de educa&ccedil;&atilde;o, em geral, s&atilde;o    desmotivados, desencantados com a escola regular, pararam de estudar h&aacute;    pouco tempo, s&atilde;o egressos do ensino regular e possuem um hist&oacute;rico    de repet&ecirc;ncias e reprova&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De forma distinta,    o adulto que retorna &agrave; escola apresenta outras peculiaridades, pois est&aacute;    inserido no mundo do trabalho e das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais de    um modo diferente do adolescente. Traz uma trajet&oacute;ria de vida e aprendizagens    que precisam ser consideradas e, al&eacute;m disso, carrega uma hist&oacute;ria    mais longa e complexa, com experi&ecirc;ncias, conhecimentos acumulados e reflex&otilde;es    sobre o mundo, sobre si e outras pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante disso, pensando    na identidade desses educandos da EJA como heterog&ecirc;nea, sujeita a transforma&ccedil;&otilde;es,    caracterizada por diferentes etapas da vida, &eacute; que poderemos romper com    a exclus&atilde;o, a desigualdade e desenvolver pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas    significativas e que tenham sentido para esses indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos<sup>11</sup>,    pensando nessas singularidades que caracterizam o processo de aprendizagem da    EJA, realizou um estudo em que buscou compreender os impactos que a viv&ecirc;ncia    de escolariza&ccedil;&atilde;o tardia gera na vida de adultos de camadas populares.    Atrav&eacute;s da an&aacute;lise das trajet&oacute;rias de escolariza&ccedil;&atilde;o    da vida dos sujeitos, identificou que, embora cada hist&oacute;ria seja &iacute;mpar,    constitu&iacute;da de viv&ecirc;ncias e experi&ecirc;ncias particulares, existem    momentos comuns que as marcam. Essas semelhan&ccedil;as s&atilde;o balizadas    por viv&ecirc;ncias a um lugar espec&iacute;fico e pelo compartilhamento de    uma mesma realidade social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; realidade social do indiv&iacute;duo, Luria<sup>12</sup> apresenta    uma pesquisa, na qual revela a rela&ccedil;&atilde;o entre cultura e formas    de funcionamento psicol&oacute;gico. Detectou que os adultos pouco escolarizados    tendiam a apresentar um pensamento baseado em suas experi&ecirc;ncias individuais    e nas rela&ccedil;&otilde;es concretas observadas no dia-a-dia, ao passo que    aqueles com maior grau de escolaridade operavam mentalmente, de forma desvinculada    das situa&ccedil;&otilde;es concretas, realizando atividades descontextualizadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O educando adulto    precisa que a educa&ccedil;&atilde;o seja pr&oacute;xima da sua realidade e    das suas experi&ecirc;ncias, principalmente porque &eacute; um trabalhador e    necessita encontrar significado na escola para conciliar com suas atividades    laborais. Oliveira<sup>13</sup> destaca que o adulto traz como principal caracter&iacute;stica    a quest&atilde;o de que est&aacute; inserido no mundo do trabalho e das rela&ccedil;&otilde;es    interpessoais, e carrega uma hist&oacute;ria mais longa de experi&ecirc;ncias,    conhecimentos acumulados e reflex&otilde;es sobre o mundo externo, sobre si    mesmo e sobre as outras pessoas. Essas particularidades do adulto fazem com    que ele traga, para o contexto escolar, diferentes habilidades, assim como diferentes    dificuldades que precisam ser consideradas no seu processo de aprender.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa forma, salientamos    a import&acirc;ncia dos educadores conhecerem as singularidades dessas etapas    da vida do educando, principalmente, em se tratando da EJA, em que pessoas de    diferentes etapas da vida est&atilde;o inseridas. Assim, ressaltamos que, ao    reconhecermos esses indiv&iacute;duos como seres individuais que possuem estruturas    biol&oacute;gicas e trajet&oacute;rias de vida distintas, poderemos minimizar    muitas dificuldades de aprendizagem encontradas, pois a maioria desses problemas    ocorre em fun&ccedil;&atilde;o do uso de m&eacute;todos inadequados e pelo desconhecimento,    por parte do professor, das estruturas do desenvolvimento do seu aluno.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O ADULTO E O    PROCESSO DE ENVELHECIMENTO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A idade de uma    pessoa, quando considerada por si s&oacute;, &eacute; somente uma passagem do    tempo, n&atilde;o fornece elementos para compreendermos os processos psicol&oacute;gicos.    &Eacute; preciso considerar a idade e o comportamento do indiv&iacute;duo para    compreendermos seu desenvolvimento psicol&oacute;gico. Essas rela&ccedil;&otilde;es    entre idade e conduta s&atilde;o destacadas por Pal&aacute;cios<sup>14</sup>    como constitu&iacute;das por uma natureza correlacional, pois no processo de    desenvolvimento psicol&oacute;gico existem determinadas mudan&ccedil;as que    s&atilde;o mais caracter&iacute;sticas de umas idades do que de outras, mas    isso n&atilde;o significa que a idade produz por si mesma as mudan&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Estatuto do idoso<sup>15</sup>    considera a pessoa idosa aquela que atinge idade igual ou superior a 60 anos,    n&atilde;o considera a maturidade, o comportamento e as experi&ecirc;ncias que    o indiv&iacute;duo passou ao atingir determinada idade. Com 60 anos, todos s&atilde;o    considerados idosos, independente das mudan&ccedil;as biol&oacute;gicas e sociais    que passaram. Por n&atilde;o deixar de considerar essas mudan&ccedil;as, Pal&aacute;cios<sup>14</sup>    atribui a idade dos indiv&iacute;duos em per&iacute;odos, definindo a idade    adulta inicial por volta dos 25 aos 40 anos; a adulta m&eacute;dia dos 40 aos    65 anos; a adulta tardia, ou velhice precoce, tipicamente dos 65 aos 75 anos;    e a velhice tardia, ap&oacute;s os 75 anos. Salienta que, por mais corretos    que estejam os agrupamentos, h&aacute; diferentes significados dos conceitos    de idade a serem levados em considera&ccedil;&atilde;o, como a Idade Cronol&oacute;gica,    que se refere ao n&uacute;mero de anos transcorridos desde o nascimento da pessoa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    h&aacute; a Idade Biol&oacute;gica, ou seja, a estimativa do lugar em que uma    pessoa se encontra em rela&ccedil;&atilde;o ao seu potencial de vida. Tamb&eacute;m,    a Idade Psicol&oacute;gica, relacionada &agrave; capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o    de uma pessoa com suas possibilidades para enfrentar o ambiente. Ainda, h&aacute;    a Idade Funcional, integradora dos conceitos de Idade Biol&oacute;gica e Psicol&oacute;gica,    que se refere &agrave; capacidade de autonomia e independ&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo.    Por &uacute;ltimo, a Idade Social, que est&aacute; relacionada com os pap&eacute;is    sociais e as expectativas da sociedade frente a um sujeito com determinada idade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Idade adulta    e a Velhice s&atilde;o etapas da vida que, para Pal&aacute;cios<sup>14</sup>,    est&atilde;o abertas a mudan&ccedil;as, sens&iacute;veis a diversas fontes de    influ&ecirc;ncias. Nesse per&iacute;odo h&aacute; perdas e decl&iacute;nios,    tal como sustentavam os velhos estere&oacute;tipos, mas tamb&eacute;m h&aacute;    ganhos, aquisi&ccedil;&otilde;es, conquistas, crescimentos e reorganiza&ccedil;&otilde;es    que contrariam essas velhas cren&ccedil;as. S&atilde;o etapas t&atilde;o evolutivas    quanto a inf&acirc;ncia e a adolesc&ecirc;ncia, muito embora apresentem caracter&iacute;sticas    peculiares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao pensarmos nas    etapas da vida e nas mudan&ccedil;as ocorridas nesse processo, n&atilde;o podemos    deixar de salientar as transforma&ccedil;&otilde;es que tamb&eacute;m ocorrem    no desenvolvimento cognitivo, pois sabemos que os ganhos e conquistas da vida    influenciam na cogni&ccedil;&atilde;o do sujeito de forma significativa. Sternberg<sup>16</sup>    traz a ideia de que o desenvolvimento cognitivo n&atilde;o cessa na adolesc&ecirc;ncia,    as mudan&ccedil;as ocorrem ao longo da vida. Mesmo com todas as mudan&ccedil;as    provocadas pelo processo natural de envelhecimento, a capacidade para aprender    continua intacta, muitos ganhos e aprendizagens podem acontecer, mas isso &eacute;    relativo do contexto e das experi&ecirc;ncias intelectuais que a pessoa vivencia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sabemos que o processo    de envelhecimento &eacute; natural e ocorre com todas as pessoas, por mais saud&aacute;veis    que sejam. Pal&aacute;cios<sup>14</sup> mostra que o envelhecimento provoca    mudan&ccedil;as f&iacute;sicas no c&eacute;rebro, pois tamanho e peso diminuem    &agrave; medida que os anos passam. Aos 20 anos, esse &oacute;rg&atilde;o pesa    em m&eacute;dia 1.400 gramas, enquanto entre os 50 e 60 anos de idade, o peso    m&eacute;dio &eacute; de 1.337 gramas. J&aacute; entre 70 e 80 anos, o c&eacute;rebro    pesar&aacute; 1.226 gramas, ao passo que entre 80 e 90 anos ter&aacute;, em    m&eacute;dia, 1.180 gramas. Os neur&ocirc;nios tamb&eacute;m envelhecem, deteriorando-se    na sua arquitetura e capacidade de conectividade. Alteram-se os ritmos de atividade    el&eacute;trica do c&eacute;rebro e os ritmos alfa, que est&atilde;o ligados    &agrave; capacidade de alerta do ser humano. Lent<sup>17</sup> destaca que o    "<i>c&eacute;rebro do idoso apresenta claras diferen&ccedil;as morfol&oacute;gicas    em rela&ccedil;&atilde;o ao do indiv&iacute;duo jovem: o seu tamanho &eacute;    menor em m&eacute;dia, o que resulta num menor peso</i>".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre o c&eacute;rebro    em processo de envelhecimento, Lent<sup>17</sup> descreve que:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"A contagem      do n&uacute;mero de neur&ocirc;nios em diferentes regi&otilde;es indica pronunciada      queda; &eacute; menor tamb&eacute;m o n&uacute;mero de sinapses. Uma an&aacute;lise      ainda mais fina, em n&iacute;vel bioqu&iacute;mico, indica queda na quantidade      de prote&iacute;nas cerebrais, especialmente das enzimas que sintetizam e      que degradam neurotransmissores, o que resulta em uma defici&ecirc;ncia dessas      subst&acirc;ncias t&atilde;o importantes para a transmiss&atilde;o de mensagens      no c&eacute;rebro."</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essas mudan&ccedil;as    naturais do c&eacute;rebro humano, provocadas pelo processo de envelhecimento,    interferem significativamente nas formas de ser e estar na sociedade, por isso,    precisamos conhecer e compreender essas modifica&ccedil;&otilde;es, para que    as atividades sociais e educativas tenham significado para esses sujeitos. Sobre    isso, Mora<sup>18</sup> salienta que o envelhecimento &eacute; um processo &uacute;nico    e individual, que n&atilde;o &eacute; governado apenas pelos fatores gen&eacute;ticos,    mas destaca uma forte influ&ecirc;ncia dos fatores ambientais e do pr&oacute;prio    desenvolvimento do indiv&iacute;duo. Ainda referencia que o envelhecimento &eacute;    um processo estoc&aacute;stico, ou seja, que acontece depois de avan&ccedil;ar    a maturidade reprodutiva. Trata-se de um processo biol&oacute;gico natural universal,    que ocorre atrav&eacute;s da programa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica do indiv&iacute;duo    e das rela&ccedil;&otilde;es sociais estabelecidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As neuroci&ecirc;ncias    ainda n&atilde;o descobriram que efeitos esses processos exercem sobre o c&eacute;rebro,    mas deixa claro que o meio social &eacute; fundamental para acelerar ou retardar    o envelhecimento. Mora<sup>18</sup> ressalta que estudos recentes indicam que    os neur&ocirc;nios n&atilde;o morrem de uma maneira generalizada no c&oacute;rtex    cerebral, paralelamente, existe a produ&ccedil;&atilde;o de neur&ocirc;nios    no c&eacute;rebro adulto e idoso. Essa produ&ccedil;&atilde;o neuronal est&aacute;    relacionada, tamb&eacute;m, com a aprendizagem e a riqueza do meio que cerca    o indiv&iacute;duo, bem como com a qualidade de vida. O autor<sup>18</sup> demonstra    que h&aacute; vis&iacute;veis diferen&ccedil;as entre o envelhecimento de um    indiv&iacute;duo que vive na selva, e de um que vive na cidade, pois esse &uacute;ltimo    pode apresentar um envelhecimento mais tardio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante de todas    essas mudan&ccedil;as cerebrais, que fazem parte do envelhecimento natural do    ser humano, podemos dizer que, um c&eacute;rebro velho, desde que sadio, &eacute;    capaz de ter um funcionamento psicol&oacute;gico normal e, ter um adequado desenvolvimento    das atividades cotidianas, al&eacute;m da aquisi&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos    e habilidades. Desse modo, Pal&aacute;cios<sup>14</sup> frisa que a manuten&ccedil;&atilde;o    da atividade intelectual contribui para a boa capacidade de funcionamento cerebral;    isso significa que continuar aprendendo ao longo da vida contribui para o bom    funcionamento de nosso c&eacute;rebro. Entretanto, esclarece que n&atilde;o    podemos deixar de pensar nas peculiaridades desse c&eacute;rebro envelhecido,    como a lentid&atilde;o na transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Essa    morosidade pode ocasionar tempos de rea&ccedil;&atilde;o mais longos, diminui&ccedil;&atilde;o    dos reflexos, execu&ccedil;&atilde;o psicomotora mais lenta e funcionamento    psicol&oacute;gico geral com uma rapidez e flexibilidade diferentes, se comparados    &agrave;s idades anteriores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando essas    diferen&ccedil;as ocasionadas pelo processo de envelhecimento natural, surge    uma nova abordagem social e educativa que tenta relacionar aspectos biol&oacute;gicos,    afetivos, cognitivos e sociais, que ocorrem nas &uacute;ltimas fases do ciclo    vital, procurando compreender a pessoa em sua individualidade. Essa abordagem    &eacute; chamada de Gerontologia Educativa; destacada por Os&oacute;rio e Pinto<sup>19</sup>,    que busca equilibrar a educa&ccedil;&atilde;o e a gerontologia, tomando os conhecimentos    dispon&iacute;veis sobre as duas ci&ecirc;ncias para promover maior qualidade    e quantidade de vida &agrave;s pessoas em fase de envelhecimento. Para esses    autores<sup>19</sup>, a Gerontologia Educativa ajuda a reconhecer que a estrutura    temporal do envelhecimento difere da inf&acirc;ncia, da juventude e da idade    adulta, o que limita a compreens&atilde;o dos objetivos, prop&oacute;sitos,    valores, cren&ccedil;as, necessidades e interesses assumidos pelos idosos. Esse    campo do conhecimento busca acentuar as potencialidades do ser humano, independente    do momento cronol&oacute;gico vital. Para tanto, considera as ideias de potencialidade    cognitiva, de aprendizagem ao longo da vida e a no&ccedil;&atilde;o de envelhecimento    ativo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa vis&atilde;o,    Os&oacute;rio e Pinto<sup>19</sup> abordam que a exposi&ccedil;&atilde;o a ambientes    estimuladores e a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos culturais e educativos    ao longo da vida reduzem quantitativamente o decl&iacute;nio intelectual. Essas    pessoas est&atilde;o menos expostas &agrave; depress&atilde;o, enfrentam melhor    os acontecimentos da vida e, em geral, mostram n&iacute;veis de sa&uacute;de    mais elevados do que as pessoas com n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o    formal mais baixo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aliar a Gerontologia    com a Educa&ccedil;&atilde;o &eacute;, fundamental, principalmente em tempos    que as pessoas em processo de envelhecimento vislumbram mais espa&ccedil;os    na sociedade. Diante disso, precisamos pensar no educando da EJA a partir dessas    mudan&ccedil;as, pois &eacute; necess&aacute;rio consider&aacute;-las ao planejar    o ensino e as atividades did&aacute;ticas, a fim de que a aprendizagem tenha    significado para esses sujeitos e atenda &agrave;s suas individualidades biol&oacute;gicas    e sociais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>O ENVELHECIMENTO    NATURAL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diversas pesquisas    no campo das Neuroci&ecirc;ncias e da Psicologia t&ecirc;m evidenciado que o    processo de envelhecimento &eacute; acompanhado por um decl&iacute;nio cognitivo.    Dentre esses estudos, apresentamos o trabalho de Vega et al.<sup>20</sup>, que    abordam uma forte rela&ccedil;&atilde;o do decl&iacute;nio cognitivo quanto    &agrave; aten&ccedil;&atilde;o, &agrave; aprendizagem e &agrave; mem&oacute;ria.    Salientam que os danos ocasionados pelo processo de envelhecimento s&atilde;o    muito menores do que se pensava a princ&iacute;pio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitas dessas perdas    e lentid&otilde;es nas atividades mentais e motoras s&atilde;o atribu&iacute;das    &agrave;s quest&otilde;es sensoriais que apresentam uma redu&ccedil;&atilde;o    natural, conforme o envelhecimento da pessoa. Vega et al.<sup>20</sup> explicam    que &eacute; preciso conhecer os processos sens&oacute;rio-perceptivos, pois    esses mudam conforme o envelhecimento. A partir da idade adulta a vis&atilde;o    apresenta maior opacidade do humor v&iacute;treo, subst&acirc;ncia viscosa e    transparente, que preenche a por&ccedil;&atilde;o entre o cristalino e a retina.    Isso faz com que as pessoas sintam maiores dificuldades de enxergar em ambientes    pouco iluminados, apresentem leve decl&iacute;nio na capacidade de diferenciar    cores e maior sensibilidade a mudan&ccedil;as bruscas de ilumina&ccedil;&atilde;o.    Essas altera&ccedil;&otilde;es se devem &agrave;s mudan&ccedil;as que ocorrem    nos m&uacute;sculos da pupila, os quais fazem com que a resposta &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es    seja mais lenta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em se tratando    da influ&ecirc;ncia das quest&otilde;es sensoriais com rela&ccedil;&atilde;o    ao ouvido, Vega et al.<sup>20</sup> afirmam que esse &oacute;rg&atilde;o tamb&eacute;m    sofre altera&ccedil;&otilde;es. H&aacute; uma progressiva sensibilidade auditiva    chamada de presbiacusia, que impede de compreender corretamente o que as outras    pessoas falam. Tamb&eacute;m fazem refer&ecirc;ncia ao problema do zumbido,    percebido no envelhecimento, quando h&aacute; sensa&ccedil;&atilde;o de que    os ouvidos retumbam. Esses problemas de audi&ccedil;&atilde;o das pessoas adultas    e idosas se devem tanto a fatores ambientais quanto aos pr&oacute;prios efeitos    do envelhecimento, sendo que essas implica&ccedil;&otilde;es auditivas, algumas    vezes, impedem que a pessoa interaja com as demais e, em alguns casos, faz com    que o indiv&iacute;duo busque o isolamento, o que acaba por produzir mal estar    e solid&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro fator sensorial    apresentado pelos mesmos autores e que costuma diminuir a efic&aacute;cia com    a idade &eacute; o olfato. H&aacute; uma dificuldade por parte do indiv&iacute;duo    em identificar alguns cheiros, o que pode afetar as rela&ccedil;&otilde;es sociais,    pois a insensibilidade para odores leva ao afastamento de amigos, familiares    e demais pessoas do conv&iacute;vio social. A sensibilidade para o tato tamb&eacute;m    come&ccedil;a a diminuir com o passar do tempo, principalmente por volta dos    50 anos. O problema &eacute; atribu&iacute;do a uma diminui&ccedil;&atilde;o    na quantidade de receptores e da sensibilidade individual produzida pela palma    das m&atilde;os e dedos. Contudo, a sensibilidade t&aacute;til n&atilde;o afeta    a todas as pessoas e n&atilde;o s&atilde;o todos os aspectos t&aacute;teis que    diminuem, pois n&atilde;o chega ao ponto de interferir na capacidade de localiza&ccedil;&atilde;o,    nem na identifica&ccedil;&atilde;o de objetos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses processos    perceptivos relacionam-se ao desenvolvimento cognitivo por fazerem parte de    uma s&eacute;rie de transforma&ccedil;&otilde;es neurofisiol&oacute;gicas que    afetam a forma como o indiv&iacute;duo percebe e interpreta os est&iacute;mulos    externos. Desse modo, &agrave; medida que as pessoas envelhecem, processam a    informa&ccedil;&atilde;o mais lentamente do que na juventude, podendo esse acontecimento    biol&oacute;gico ser confundido com dificuldades de aprendizagem - quando, na    realidade, essas altera&ccedil;&otilde;es fazem parte do envelhecimento natural.    Blakemore &amp; Frith<sup>21</sup> afirmam que todos os seres humanos perdem    c&eacute;lulas cerebrais de um modo r&aacute;pido a partir dos 40 anos de idade.    Essas perdas promovem certa lentid&atilde;o progressiva e dificultam a realiza&ccedil;&atilde;o    de determinadas atividades, mas, sabemos que podem ser amenizadas por meio de    atividades f&iacute;sicas adequadas e de manuten&ccedil;&atilde;o cerebral,    ou seja, por meio de est&iacute;mulos apropriados ao racioc&iacute;nio, sendo    um deles a aprendizagem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante dessas perdas    que afetam o desenvolvimento cognitivo, Sternberg<sup>16</sup> apresenta uma    explica&ccedil;&atilde;o diferente. Faz uma distin&ccedil;&atilde;o entre a    intelig&ecirc;ncia fluida e a intelig&ecirc;ncia cristalizada, dizendo que a    flu&iacute;da refere-se &agrave;s habilidades cognitivas que nos capacitam a    manipular s&iacute;mbolos abstratos, como na matem&aacute;tica; j&aacute; a    intelig&ecirc;ncia cristalizada seria o conhecimento armazenado, como o vocabul&aacute;rio,    por exemplo. H&aacute;, ainda, o fato de que a intelig&ecirc;ncia cristalizada    &eacute; mais alta para os adultos mais velhos, enquanto a intelig&ecirc;ncia    flu&iacute;da &eacute; mais alta para os adultos mais jovens. Por isso, os mais    velhos parecem ser mais lentos em tarefas de processamento da informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sternberg<sup>16</sup>    salienta que, em geral, as capacidades cognitivas cristalizadas crescem ao longo    da dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da vida, ao passo que as capacidades cognitivas    fluidas parecem crescer at&eacute; os 20 ou 30 anos, ou possivelmente at&eacute;    os 40 anos, ap&oacute;s, come&ccedil;a a diminuir lentamente. Entre os fatores    que contribuem para reduzir as capacidades cognitivas e o ritmo de aprendizagem    apresentam-se a redu&ccedil;&atilde;o das capacidades da mem&oacute;ria e dos    recursos de aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde a d&eacute;cada    de 1940, sabe-se por meio de estudos e aplica&ccedil;&atilde;o de testes, que    a partir dos 30-40 anos de idade as pessoas v&atilde;o perdendo gradativamente    sua capacidade mn&ecirc;mica para fatos recentes, ou seja, a capacidade de evocar    mem&oacute;rias, conservar e reproduzir-las, o que afeta o aprendizado de fatos    novos<sup>22</sup>. Essa diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade mnem&ocirc;nica    tamb&eacute;m &eacute; apontada por Izquierdo<sup>23,24</sup> como fruto das    grandes perdas neuronais ocorridas nesse per&iacute;odo da vida. Entretanto,    todos esses decl&iacute;nios n&atilde;o acontecem somente no per&iacute;odo    do envelhecimento, mas ocorrem desde quando o ser humano come&ccedil;a a caminhar,    pois nesse per&iacute;odo o c&eacute;rebro come&ccedil;a a eliminar os neur&ocirc;nios    desnecess&aacute;rios, em uma breve velocidade, todos os dias, havendo uma perda    constante, at&eacute; o fim da vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As perdas acontecem    em todos os indiv&iacute;duos, sendo que em alguns de maneira mais acentuada    e, em outros, mais lenta, dependendo tamb&eacute;m do estilo de vida da pessoa.    Por isso, a forma com que o indiv&iacute;duo encara essas perdas pode fazer    diferen&ccedil;a em sua vida, pois Izquierdo<sup>24</sup> afirma que, nessa    fase de envelhecimento, a mem&oacute;ria fica mais lenta e mais seletiva. Nesse    aspecto, &eacute; poss&iacute;vel utilizar essas caracter&iacute;sticas de modo    favor&aacute;vel, tendo em vista que, nesse mesmo per&iacute;odo, h&aacute;    um aumento nos mecanismos de concentra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra explica&ccedil;&atilde;o    para essas perdas mnem&ocirc;nicas, atribu&iacute;da por Izquierdo<sup>24</sup>,    &eacute; o fato de que, com o avan&ccedil;o da idade, as pessoas tendem a lembrar,    inconscientemente, de fatos mais antigos, os quais refletem um per&iacute;odo    de suas vidas de maiores prazeres e belas recorda&ccedil;&otilde;es. Sobre isso,    cabe salientar que lembrar de acontecimentos prazerosos remete &agrave;s experi&ecirc;ncias    do indiv&iacute;duo, &agrave;quilo que ele &eacute; e ao que aprendeu no decorrer    de sua vida. S&oacute; lembramos aquilo que aprendermos, mas se aprendemos &eacute;    porque foi significativo<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o autor<sup>24</sup>,    a arte de lembrar est&aacute; associada a ato de aprender, n&atilde;o h&aacute;    como separar mem&oacute;ria de aprendizagem, pois estas trabalham juntas e isso    nos faz acreditar que a capacidade de aprender nos indiv&iacute;duos adultos    n&atilde;o diminui, o que ocorre s&atilde;o altera&ccedil;&otilde;es na percep&ccedil;&atilde;o    e em recursos perceptivos que podem tornar o indiv&iacute;duo mais lento. Por    mais que n&atilde;o demonstrem rapidez no processamento de informa&ccedil;&otilde;es,    essa defici&ecirc;ncia pode ser substitu&iacute;da por benef&iacute;cios, como    a capacidade de refletir sobre experi&ecirc;ncias passadas antes de se fazer    julgamentos, a capacidade de se concentrar em determinadas tarefas e a utiliza&ccedil;&atilde;o    de diferentes saberes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave; medida    que ficamos mais velhos, Sternberg<sup>16</sup> defende que nos tornamos mais    capazes de intera&ccedil;&otilde;es mais complexas de pensamento e de comportamento,    e isso &eacute; reflexo das experi&ecirc;ncias e aprendizagens que constru&iacute;mos.    Kieling et al.<sup>25</sup> mencionam que as diferen&ccedil;as particulares    nas trajet&oacute;rias cognitivas dos indiv&iacute;duos ao longo dos anos parecem    sofrer fortes influ&ecirc;ncias de fatores ambientais. Diante disso, o processo    de envelhecimento cognitivo torna-se mais evidente naqueles indiv&iacute;duos    com menor capacidade cognitiva, por uma capacidade reduzida de sua estrutura    biol&oacute;gica, ou seja, por influ&ecirc;ncia do ambiente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em virtude dessas    mudan&ccedil;as cerebrais que as pessoas em processo de envelhecimento apresentam,    h&aacute; um estere&oacute;tipo de que elas n&atilde;o t&ecirc;m mais idade    para aprender, por&eacute;m, Vega et al.<sup>20</sup> defendem que, quando se    afirma isso, se est&aacute; limitando os campos sobre os quais ainda podem ocorrer    diversas aprendizagens. As pessoas mais velhas conservam boas capacidades para    aprender, principalmente quando s&atilde;o dadas condi&ccedil;&otilde;es de    motiva&ccedil;&atilde;o e atitudes adequadas. Evidentemente, quando comparadas    com jovens, o n&iacute;vel de execu&ccedil;&atilde;o das atividades desses indiv&iacute;duos    mais velhos n&atilde;o &eacute; considerado t&atilde;o bom, por&eacute;m, &eacute;    suficiente para ser atribu&iacute;do como normal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Blakemore &amp;    Frith<sup>21</sup> referem que "<i>o c&eacute;rebro adulto &eacute; flex&iacute;vel,    permite o crescimento de c&eacute;lulas novas e o aparecimento de novas conex&otilde;es    &#91;...&#93; embora a aquisi&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos se torne    menos eficiente com a idade, n&atilde;o h&aacute; nenhum limite de idade para    aprender</i>". O c&eacute;rebro adulto &eacute; male&aacute;vel e, devido &agrave;    plasticidade, se adapta continuamente a novas circunst&acirc;ncias. Essa capacidade    cerebral de mudan&ccedil;as &eacute; atribu&iacute;da &agrave; plasticidade    cerebral, a qual sugere o c&eacute;rebro estar bem constitu&iacute;do para a    aprendizagem ao longo da vida e para adapta&ccedil;&atilde;o ao ambiente. Nesse    sentido, a forma como o processo de ensinar e aprender s&atilde;o conduzidos    pode contribuir com os processos de ativa&ccedil;&atilde;o do c&eacute;rebro    devido &agrave; plasticidade, mas, para isso, s&atilde;o necess&aacute;rios    est&iacute;mulos. Para Rotta<sup>26</sup>, a plasticidade cerebral &eacute;    dependente dos est&iacute;mulos ambientais e, al&eacute;m disso, das experi&ecirc;ncias    de vida. Essas interfer&ecirc;ncias influenciam na plasticidade e na aprendizagem,    sendo as altera&ccedil;&otilde;es pl&aacute;sticas as formas pelas quais se    aprende.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa influ&ecirc;ncia    que os meios, social e educativo, exercem sobre as capacidades cognitivas &eacute;    destacada por Blakemore<sup>21</sup> pelas mudan&ccedil;as que provoca no c&eacute;rebro,    pois a cada experi&ecirc;ncia nova h&aacute; uma readapta&ccedil;&atilde;o discreta    da estrutura f&iacute;sica do nosso c&eacute;rebro. Isso permite dizer que o    c&eacute;rebro continua pl&aacute;stico e flex&iacute;vel na idade adulta e    a aprendizagem, ao longo da vida, tem grandes implica&ccedil;&otilde;es na plasticidade.    Essas constata&ccedil;&otilde;es refor&ccedil;am de forma positiva a educa&ccedil;&atilde;o    das pessoas adultas, a import&acirc;ncia do retorno &agrave; escolariza&ccedil;&atilde;o    e a continuidade dos estudos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES    FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao pensarmos na    EJA, verificamos a necessidade de compreender as complexidades do ser humano,    jovem e adulto, pois sabemos que esses sujeitos s&atilde;o diferentes e apresentam    estruturas biol&oacute;gicas e experi&ecirc;ncias sociais que requer pens&aacute;-los    em suas individualidades, principalmente no processo de aprender. H&aacute;    uma redu&ccedil;&atilde;o natural dos recursos perceptivos com o aumento da    idade que afeta o desenvolvimento cognitivo e a maneira como o indiv&iacute;duo    interpreta os fatos. Com isso, apontamos que o p&uacute;blico da EJA, merece    uma aten&ccedil;&atilde;o especial, pois engloba educandos em diversas fases    da vida, que apresentam mudan&ccedil;as diferentes e em tempos diferentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Salientamos que    a aprendizagem continua ocorrendo em diferentes per&iacute;odos do ciclo vital,    por&eacute;m, de forma peculiar, sendo que com as pessoas mais velhas, com um    tempo e ritmo diferente e isso requer metodologias de trabalho e pol&iacute;ticas    educacionais focadas para suas necessidades e interesses. A escola tem papel    fundamental nesse meio, pois faz parte do contexto social desse aluno e, em    raz&atilde;o disso, precisa conhecer a trajet&oacute;ria desse sujeito para    tentar compreend&ecirc;-lo nos seus aspectos biol&oacute;gicos e sociais, podendo,    assim, propiciar uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade que priorize as individualidades.    Ao realizarmos essa revis&atilde;o te&oacute;rica, percebemos a necessidade    de mais investimentos que aliem os conhecimentos da educa&ccedil;&atilde;o com    as Neuroci&ecirc;ncias, visto que os educadores tamb&eacute;m precisam conhecer    e compreender a influ&ecirc;ncia dos aspectos biol&oacute;gicos e sociais que    repercutem na aprendizagem dos seus educandos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Brasil. Lei    nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Institui as Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o    Nacional. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm</a>&gt;    Acesso: 26 de dezembro de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361756&pid=S0103-8486201200020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Brasil. IBGE    - Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Sinopse do Censo Demogr&aacute;fico    2010. Comunica&ccedil;&atilde;o Social 29 de abril de 2011. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1866&id_pagina=%201" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1866&amp;id_pagina=    1</a> Acesso em: 12/04/2012</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361758&pid=S0103-8486201200020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Torres CA, Del    O'Cadiz M, Wong PL. Educa&ccedil;&atilde;o e democracia: a pr&aacute;xis de    Paulo Freire em S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo:Cortez, Instituto Paulo Freire;2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361759&pid=S0103-8486201200020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o    da Rep&uacute;blica dos Estados Unidos Brasil de 16 de julho de 1934. Promulgada    em 16 de julho de 1934. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao34.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao34.htm</a>&gt;    Acesso: 26 de dezembro de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361761&pid=S0103-8486201200020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Porto YS. Educa&ccedil;&atilde;o    de Jovens e Adultos: o desafio de ressignific&aacute;-la. In: Farenzena RC,    org. Educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos: movimento pol&iacute;tico pedag&oacute;gico.    Passo Fundo: UPF;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361763&pid=S0103-8486201200020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Brasil. Lei    nº 5.692 de 11 de agosto de 1971. Fixa as Diretrizes e Bases para o Ensino de    1º e 2º graus, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o &#91;da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil&#93;, Bras&iacute;lia,    12 ago. 1971. p. 377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361765&pid=S0103-8486201200020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Haddad S. A    educa&ccedil;&atilde;o de pessoas jovens e adultas e a nova LDB. In: Brazezinski    I, org. LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. 8ª ed. S&atilde;o    Paulo:Cortez;2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361767&pid=S0103-8486201200020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Freire P. Educa&ccedil;&atilde;o    e mudan&ccedil;a. 32ª reimpress&atilde;o. Tradu&ccedil;&atilde;o: Gadotti M,    Martin L. 1ª ed. 1979. Rio de Janeiro:Paz e Terra;2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361769&pid=S0103-8486201200020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Oliveira MK.    Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. In: Ribeiro VM,    ed. Educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos: novos leitores, novas leituras.    1ª ed. Campinas:S&atilde;o Paulo;2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361771&pid=S0103-8486201200020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Brunel C. Jovens    cada vez mais jovens na educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos. 2ª ed. Porto    Alegre:Media&ccedil;&atilde;o;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361773&pid=S0103-8486201200020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Santos GL.    Educa&ccedil;&atilde;o ainda que tardia: a exclus&atilde;o da escola e a reinser&ccedil;&atilde;o    em um programa de educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos entre adultos das    camadas populares. In: Soares L, ed. Aprendendo com a diferen&ccedil;a: estudos    e pesquisas em educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos. 2ª ed. Belo Horizonte:Aut&ecirc;ntica;2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361775&pid=S0103-8486201200020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Luria AR. Desenvolvimento    cognitivo: seus fundamentos culturais e sociais. 6ª ed. S&atilde;o Paulo:&Iacute;cone;2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361777&pid=S0103-8486201200020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Oliveira MK.    Ciclos de vida: algumas quest&otilde;es sobre a psicologia do adulto. Educ Pesqui.    2004;30(2):211-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361779&pid=S0103-8486201200020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Pal&aacute;cios    J. Mudan&ccedil;a e desenvolvimento durante a idade adulta e a velhice. In:    Coll C, Marchesi A, Pal&aacute;cios J, eds. Desenvolvimento psicol&oacute;gico    e educa&ccedil;&atilde;o. Trad. Moraes DV. 2ª ed. Porto Alegre:Artmed;2004.    p.371-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361781&pid=S0103-8486201200020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Brasil. Estatuto    do idoso. Lei. 10.741 de outubro de 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361783&pid=S0103-8486201200020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Sternberg RJ.    Psicologia cognitiva. 4ª ed. Trad. Os&oacute;rio MRB. Porto Alegre:Artmed;2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361785&pid=S0103-8486201200020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Lent R. Cem    bilh&otilde;es de neur&ocirc;nios: conceitos fundamentais de neuroci&ecirc;ncia.    S&atilde;o Paulo: Atheneu;2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361787&pid=S0103-8486201200020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Mora F. Quase    no final: como funciona o c&eacute;rebro envelhecido. In: Mora F, ed. Continuum:    como funciona o c&eacute;rebro? Trad. Maria Regina Borges Os&oacute;rio. Porto    Alegre:Artmed;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361789&pid=S0103-8486201200020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Os&oacute;rio    AR, Pinto FC. As pessoas idosas: contexto social e interven&ccedil;&atilde;o    educativa. Trad. Silva S, Martins R. Lisboa:Instituto Piaget; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361791&pid=S0103-8486201200020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Vega JL, Bueno    B, Buz J. Desenvolvimento cognitivo na idade adulta e na velhice. In: Desenvolvimento    psicol&oacute;gico e educa&ccedil;&atilde;o. Trad. Moraes DV. 2ª ed. Porto Alegre:Artmed;2004.    p.390-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361793&pid=S0103-8486201200020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Blakemore SJ,    Frith U. O c&eacute;rebro que aprende: li&ccedil;&otilde;es para educa&ccedil;&atilde;o.    Lisboa: Gradiva Publica&ccedil;&otilde;es;2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361795&pid=S0103-8486201200020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Corr&ecirc;a    ACO. Mem&oacute;ria aprendizagem e esquecimento: a mem&oacute;ria atrav&eacute;s    das neuroci&ecirc;ncias cognitivas. S&atilde;o Paulo:Atheneu;2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361797&pid=S0103-8486201200020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Izquierdo I.    Quest&otilde;es sobre mem&oacute;ria. Cole&ccedil;&atilde;o Aldus 19. S&atilde;o    Leopoldo:Editora UNISINOS;2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361799&pid=S0103-8486201200020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Izquierdo I.    Mem&oacute;ria. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed;2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361801&pid=S0103-8486201200020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Kieling C,    Schuh A, Gon&ccedil;alves RRF, Chaves MLF. Bases biol&oacute;gicas do envelhecimento    cognitivo. In: Parente MMP, org. Cogni&ccedil;&atilde;o e envelhecimento. Porto    Alegre:Artmed;2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361803&pid=S0103-8486201200020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Rotta NT. Plasticidade    cerebral e aprendizagem. In: Rotta NT, Ohlweiler L, Riesgo RS, eds. Transtornos    de aprendizagem: uma abordagem neurobiol&oacute;gica e multidisciplinar. Porto    Alegre:Artmed;2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4361805&pid=S0103-8486201200020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/psicoped/v29n89/seta.jpg" border="0"></a>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b> Caroline Lacerda Dorneles    <br>   Instituto Federal de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Rio    Grande do Sul - Campus Rio Grande (coordena&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica)    <br>   Rua Eng. Alfredo Huch, 475 - Bairro Centro    <br>   Rio Grande, RS, Brasil - CEP 96201-460    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail: <a href="mailto:carolinelacerda@yahoo.com.br">carolinelacerda@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido:    11/6/2012    <br>   Aprovado: 5/8/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trabalho realizado    na Universidade Federal do Rio Grande-FURG, Rio Grande, RS, Brasil</font></p>      ]]></body>
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