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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de crianças pré-escolares: relação entre testes de funções executivas e indicadores de desatenção e hiperatividade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Executive functions (EF) refer to the skills needed to plan, initiate, implement and monitor intentional conduct. They include inhibition, working memory, cognitive flexibility, selective attention, planning and organization and, in general, are fundamental skills to learning and self-regulated behavior. EF may be compromised in some developmental disorders, such as Attention Deficit Disorder and Hyperactivity. Before this background and based on the increasing emphasis in the literature on the importance of early evaluation, this study investigated the relationship between performance in executive functions tests and inattention and hyperactivity indicators in preschool children of a non-clinical sample. A total of 85 children of a kindergarten public school from the state of SP, aged four and six years, were assessed at Trial Making Test for Preschoolers (TT-PE) and Attention Test for Cancellation (TAC). Parents and teachers were asked to answer SNAP-IV. Children with higher levels of inattention and hyperactivity, as reported by their parents, tended to have worse performance in TAC, and those with higher levels of inattention and hyperactivity, as reported teachers, tended to have worse performance on several measures of TAC and TT-PE. The relationship between test performance and indicators inattention and hyperactivity tended to be more consistent when considering the responses of teachers, instead of the parents' ones. The study showed that the relationship between performance on EF tests and indicators of inattention and hyperactivity can be observed from early ages, in nonclinical samples, contributing to the discussion on assessment and early identification.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtorno do deficit de atenção com hiperatividade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtornos de deficit da atenção e do comportamento disruptivo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Testes neuropsicológicos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Avalia&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares: rela&ccedil;&atilde;o entre testes    de fun&ccedil;&otilde;es executivas e indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Assessment of    preschool children: relation between executive functions tests and inattention    and hyperactivity indicators</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Paula Prust    Pereira<sup>I</sup>; Camila Barbosa Riccardi Le&oacute;n<sup>II</sup>; Nat&aacute;lia    Martins Dias<sup>III</sup>; Alessandra Gotuzo Seabra<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Pedagoga,    Psicopedagoga, Mestre e Doutoranda em Dist&uacute;rbios do Desenvolvimento;    Universidade Presbiteriana Mackenzie, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Psicopedagoga e Mestranda em Dist&uacute;rbios do Desenvolvimento;    Universidade Presbiteriana Mackenzie, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Psic&oacute;loga, Mestre, Doutora e p&oacute;s-doutoranda em Dist&uacute;rbios    do Desenvolvimento (bolsista FAPESP). Professora convidada da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    lato sensu em psicopedagogia, Universidade Presbiteriana Mackenzie, S&atilde;o    Paulo, SP, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Psic&oacute;loga, Doutora e P&oacute;s-Doutora em Psicologia Experimental    - USP, Docente do Programa de Mestrado e Doutorado em Dist&uacute;rbios do Desenvolvimento,    Universidade Presbiteriana Mackenzie, Bolsista de Produtividade CNPq, S&atilde;o    Paulo, SP, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fun&ccedil;&otilde;es    executivas (FE) referem-se &agrave;s habilidades necess&aacute;rias para planejar,    iniciar, realizar e monitorar comportamentos intencionais. Incluem inibi&ccedil;&atilde;o,    mem&oacute;ria de trabalho, flexibilidade cognitiva, aten&ccedil;&atilde;o seletiva,    planejamento e organiza&ccedil;&atilde;o e, de forma geral, s&atilde;o habilidades    fundamentais &agrave; aprendizagem e ao comportamento autorregulado. As FE podem    estar comprometidas em alguns dist&uacute;rbios do desenvolvimento, como o Transtorno    de D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o e Hiperatividade. Perante esse panorama    e pautando-se na crescente &ecirc;nfase da literatura sobre a import&acirc;ncia    da avalia&ccedil;&atilde;o precoce, esta pesquisa investigou as rela&ccedil;&otilde;es    entre desempenho em testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas e indicadores    de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade em crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares    de amostra n&atilde;o-cl&iacute;nica. Participaram 85 crian&ccedil;as de uma    escola municipal de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil da Grande SP, com idades    entre quatro e seis anos, avaliadas no Teste de Trilhas para pr&eacute;-escolares    (TT-PE) e no Teste de Aten&ccedil;&atilde;o por Cancelamento (TAC). Pais e professores    responderam &agrave; SNAP-IV. As crian&ccedil;as com maiores &iacute;ndices    de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade, conforme relato dos pais, tenderam    a apresentar piores desempenhos no TAC e aquelas com maiores &iacute;ndices    de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade, conforme relato dos professores,    tenderam a apresentar piores desempenhos em diversas medidas do TAC e TT-PE.    As rela&ccedil;&otilde;es entre desempenho nos testes e indicadores desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade tenderam a ser mais consistentes quando consideradas as respostas    dos professores do que as dos pais. O estudo evidenciou que as rela&ccedil;&otilde;es    entre desempenho em testes de FE e indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o e    hiperatividade podem ser observadas desde idades precoces, em amostras n&atilde;o-cl&iacute;nicas,    contribuindo para a discuss&atilde;o sobre avalia&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o    precoce.</font> </p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Unitermos:</b>    Transtorno do deficit de aten&ccedil;&atilde;o com hiperatividade. Transtornos    de deficit da aten&ccedil;&atilde;o e do comportamento disruptivo. Testes neuropsicol&oacute;gicos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Executive functions    (EF) refer to the skills needed to plan, initiate, implement and monitor intentional    conduct. They include inhibition, working memory, cognitive flexibility, selective    attention, planning and organization and, in general, are fundamental skills    to learning and self-regulated behavior. EF may be compromised in some developmental    disorders, such as Attention Deficit Disorder and Hyperactivity. Before this    background and based on the increasing emphasis in the literature on the importance    of early evaluation, this study investigated the relationship between performance    in executive functions tests and inattention and hyperactivity indicators in    preschool children of a non-clinical sample. A total of 85 children of a kindergarten    public school from the state of SP, aged four and six years, were assessed at    Trial Making Test for Preschoolers (TT-PE) and Attention Test for Cancellation    (TAC). Parents and teachers were asked to answer SNAP-IV. Children with higher    levels of inattention and hyperactivity, as reported by their parents, tended    to have worse performance in TAC, and those with higher levels of inattention    and hyperactivity, as reported teachers, tended to have worse performance on    several measures of TAC and TT-PE. The relationship between test performance    and indicators inattention and hyperactivity tended to be more consistent when    considering the responses of teachers, instead of the parents' ones. The study    showed that the relationship between performance on EF tests and indicators    of inattention and hyperactivity can be observed from early ages, in nonclinical    samples, contributing to the discussion on assessment and early identification.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key Words:</b>    Attention deficit disorder with hyperactivity. Attention deficit and disruptive    behavior disorders. Neuropsychological tests.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fun&ccedil;&otilde;es    executivas referem-se &agrave;s habilidades necess&aacute;rias para planejar,    iniciar, realizar e monitorar comportamentos intencionais, relacionados a um    objetivo ou a demandas ambientais<sup>1,2</sup>. De forma integrada, tais habilidades    permitem ao indiv&iacute;duo direcionar comportamentos a metas, avaliar a efici&ecirc;ncia    e a adequa&ccedil;&atilde;o desses comportamentos, abandonar estrat&eacute;gias    ineficazes em prol de outras mais eficientes e, desse modo, resolver problemas    imediatos, de m&eacute;dio e de longo prazo<sup>3</sup>. Ou seja, as fun&ccedil;&otilde;es    executivas s&atilde;o fundamentais para a capacidade de engajamento em comportamento    orientado a objetivos, realizando a&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias e auto-organizadas<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; evid&ecirc;ncias    da rela&ccedil;&atilde;o entre as fun&ccedil;&otilde;es executivas e a aprendizagem    escolar. Fun&ccedil;&otilde;es executivas t&ecirc;m se mostrado preditoras dos    desempenhos em disciplinas de linguagem e de matem&aacute;tica em crian&ccedil;as    pequenas<sup>5,6</sup>. De fato, conforme estudo de metan&aacute;lise<sup>6</sup>,    habilidades executivas avaliadas na pr&eacute;-escola, tal como o controle atencional,    predizem de forma significativa o sucesso posterior em matem&aacute;tica e em    leitura. Al&eacute;m da rela&ccedil;&atilde;o com o sucesso acad&ecirc;mico,    as fun&ccedil;&otilde;es executivas t&ecirc;m sido relacionadas a problemas    sociais e de sa&uacute;de mental, tais como Transtorno do D&eacute;ficit de    Aten&ccedil;&atilde;o e Hiperatividade (TDAH), Transtornos Globais do Desenvolvimento,    defici&ecirc;ncia intelectual, comportamentos disruptivos e evas&atilde;o escolar<sup>2,7-9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O TDAH &eacute;    um dos transtornos psiqui&aacute;tricos mais estudados na inf&acirc;ncia e estima-se    que seja uma das principais fontes de encaminhamento infantil ao sistema de    sa&uacute;de. Apesar de estudos sugerirem alto &iacute;ndice de influ&ecirc;ncia    heredit&aacute;ria, o transtorno possui etiologia multifatorial, em que aspectos    biol&oacute;gicos (gen&eacute;ticos e neurol&oacute;gicos) e ambientais interagem    de forma complexa. &Eacute; caracterizado pela presen&ccedil;a de sintomas de    desaten&ccedil;&atilde;o, com ou sem hiperatividade e impulsividade<sup>10</sup>.    Crian&ccedil;as com tal transtorno tendem a apresentar respostas mais lentas    e mais vari&aacute;veis em tarefas de fun&ccedil;&otilde;es executivas<sup>11</sup>.    Estudos brasileiros j&aacute; t&ecirc;m sido desenvolvidos para investigar a    rela&ccedil;&atilde;o entre fun&ccedil;&otilde;es executivas e caracter&iacute;sticas    como desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade. Por exemplo, pesquisadores investigaram    a rela&ccedil;&atilde;o entre escores de 154 crian&ccedil;as de 3ª e 4ª s&eacute;ries    em testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas e na Escala de D&eacute;ficit    de Aten&ccedil;&atilde;o e Hiperatividade (ETDAH)<sup>12</sup>. Os autores identificaram    correla&ccedil;&otilde;es significativas entre os &iacute;ndices da ETDAH e    o desempenho das crian&ccedil;as no Teste de Trilhas, Teste de Mem&oacute;ria    de Trabalho Auditiva, Teste de Mem&oacute;ria de Trabalho Visual e Teste da    Torre de Londres. Conforme a bibliografia, esses testes avaliam flexibilidade,    mem&oacute;ria de trabalho auditiva, mem&oacute;ria de trabalho visual e planejamento,    respectivamente. De acordo com o estudo mencionado, crian&ccedil;as com percentis    acima de 75 em pelo menos uma das quatro &aacute;reas (d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o,    hiperatividade/impulsividade, problemas de aprendizagem e comportamento antissocial)    mensuradas pela ETDAH e crian&ccedil;as com percentis abaixo de 75 em todas    as &aacute;reas avaliadas pela escala demonstraram diferen&ccedil;as nos Testes    de Trilhas e de Mem&oacute;ria de Trabalho Auditiva, sendo que aquelas com maiores    percentis na ETDAH demonstraram, conforme esperado, pior desempenho em ambos    os testes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro estudo avaliou    62 participantes divididos em dois grupos, com idades entre 8 e 12 anos<sup>13</sup>.    O grupo 1 foi formado por 31 crian&ccedil;as com diagn&oacute;stico de TDAH,    realizado por m&eacute;dico psiquiatra, segundo os crit&eacute;rios da Associa&ccedil;&atilde;o    Psiqui&aacute;trica Americana - DSM-IV<sup>14</sup>. O grupo 2 foi formado por    outras 31 crian&ccedil;as que n&atilde;o apresentavam sintomas de desaten&ccedil;&atilde;o    ou hiperatividade, conforme avaliado pela ETDAH, pareadas por idade e sexo com    as crian&ccedil;as do grupo 1. Houve diferen&ccedil;as significativas entre    os grupos para escores no Teste de Trilhas e para medidas de tempo de rea&ccedil;&atilde;o    no Teste de Stroop Computadorizado e no Teste de Gera&ccedil;&atilde;o Sem&acirc;ntica.    Esses dois &uacute;ltimos instrumentos avaliam aten&ccedil;&atilde;o seletiva    e controle inibit&oacute;rio. Os resultados sugeriram que os desempenhos de    crian&ccedil;as com TDAH em testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas encontram-se    rebaixado em rela&ccedil;&atilde;o ao de crian&ccedil;as sem o transtorno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em outra investiga&ccedil;&atilde;o,    pesquisadores avaliaram 150 crian&ccedil;as, com idades de sete a 14 anos, com    o objetivo de delimitar indicadores cl&iacute;nicos e neuropsicol&oacute;gicos    em crian&ccedil;as com suspeita de TDAH<sup>15</sup>. Ap&oacute;s triagem, que    avaliou dificuldades de aten&ccedil;&atilde;o, agita&ccedil;&atilde;o psicomotora    e dificuldades adaptativas relacionadas ao negativismo, impulsividade e agressividade,    124 crian&ccedil;as foram selecionadas. Estas foram submetidas a exames neurol&oacute;gico    e psiqui&aacute;trico detalhado e &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica.    Dentre as crian&ccedil;as que preencheram crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos    (N = 75), verificou-se que aquelas com hiperatividade e impulsividade apresentaram    baixo desempenho nas tarefas relacionadas &agrave; mem&oacute;ria de trabalho.    Crian&ccedil;as com diagn&oacute;stico com&oacute;rbido de Transtorno Opositor    Desafiante apresentaram maiores taxas de omiss&atilde;o em um teste de aten&ccedil;&atilde;o    cont&iacute;nua. O estudo sugere m&uacute;ltiplas interrela&ccedil;&otilde;es    entre os escores em provas neuropsicol&oacute;gicas que s&atilde;o &uacute;teis    para uma delimita&ccedil;&atilde;o do perfil cl&iacute;nico de crian&ccedil;as    com TDAH.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Especificamente    em crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares, o desenvolvimento de fun&ccedil;&otilde;es    executivas e sua rela&ccedil;&atilde;o com sinais de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade foram investigados por Trevisan<sup>16</sup>. Ao avaliar a    aten&ccedil;&atilde;o e controle inibit&oacute;rio em crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares,    de forma a analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade e fun&ccedil;&otilde;es executivas, a autora utilizou em seu    estudo Teste de Trilhas para pr&eacute;-escolares, Teste de Aten&ccedil;&atilde;o    por Cancelamento, Teste de Stroop Sem&acirc;ntico, Teste de Gera&ccedil;&atilde;o    Sem&acirc;ntica, GO/no-Go Task, Simon Task, Escala de Maturidade Mental Col&uacute;mbia,    Escala de Transtorno de D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o e Hiperatividade    e SNAP-IV. Participaram 139 pr&eacute;-escolares, com idades entre quatro e    sete anos, sendo 65 do sexo masculino. Por um meio de MANOVAs e testes de Kruskal-Wallis    verificaram-se tend&ecirc;ncias desenvolvimentais das habilidades de aten&ccedil;&atilde;o    e controle inibit&oacute;rio ao longo das s&eacute;ries escolares, demonstrando    que, de fato, essas habilidades aumentam com a progress&atilde;o escolar. A    an&aacute;lise n&atilde;o-param&eacute;trica de Mann-Whitney revelou, de modo    geral, efeito de grupos extremos com e sem indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade para medidas em todos os instrumentos de fun&ccedil;&otilde;es    executivas, especialmente no dom&iacute;nio de desaten&ccedil;&atilde;o. Isso    sugere que, mesmo nessa idade precoce, sinais de desaten&ccedil;&atilde;o e    hiperatividade j&aacute; est&atilde;o relacionadas ao pobre desempenho em tarefas    de fun&ccedil;&otilde;es executivas. An&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o    de Spearman tamb&eacute;m revelaram correla&ccedil;&otilde;es significativas    entre os indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade e os desempenhos    nos testes executivos, com mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de correla&ccedil;&atilde;o    ao longo das s&eacute;ries, verificando rela&ccedil;&atilde;o com habilidades    cognitivas mais b&aacute;sicas na s&eacute;rie inicial e com habilidades mais    complexas nas s&eacute;ries posteriores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O foco de profissionais,    cl&iacute;nicos e educacionais, e de pesquisadores sobre esse per&iacute;odo    da inf&acirc;ncia &eacute; fundamental para que se disponibilizem testes adequados    &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dessa faixa et&aacute;ria, assim como se torne    poss&iacute;vel a identifica&ccedil;&atilde;o precoce de altera&ccedil;&otilde;es,    n&atilde;o apenas nas fun&ccedil;&otilde;es executivas, mas considerando o desenvolvimento    global da crian&ccedil;a. Por&eacute;m, apesar da import&acirc;ncia de avalia&ccedil;&otilde;es    para identifica&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es precoces em crian&ccedil;as    em idade pr&eacute;-escolar, alguns estudos mencionam dificuldades inerentes    a essa avalia&ccedil;&atilde;o. Seabra-Santos e Gaspar<sup>17</sup> verificaram,    por exemplo, que a concord&acirc;ncia entre a avalia&ccedil;&atilde;o de pais    e professores &eacute; apenas de baixa a moderada. Em um de seus argumentos    para explicar as correla&ccedil;&otilde;es encontradas, os autores mencionam    os diferentes ambientes de observa&ccedil;&atilde;o, que oferecem estrutura    diferenciada, podendo facilitar ou n&atilde;o determinados comportamentos. Ressaltaram    tamb&eacute;m que os pais tendem a avaliar suas crian&ccedil;as como mais desenvolvidas    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos professores. Estes,    por sua vez, podem valer-se da possibilidade de comparar cada crian&ccedil;a    com outras da mesma idade, e, dessa forma, poderiam estar em melhores condi&ccedil;&otilde;es    de oferecer uma estimativa mais objetiva das suas caracter&iacute;sticas. Apesar    das diverg&ecirc;ncias, ambas as fontes de informa&ccedil;&atilde;o continuam    sendo grandemente &uacute;teis na compreens&atilde;o do funcionamento e das    dificuldades de crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No presente trabalho,    crian&ccedil;as com desenvolvimento t&iacute;pico em idade precoce foram avaliadas    em dois testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas e foram investigadas as rela&ccedil;&otilde;es    entre seus desempenhos e a presen&ccedil;a de indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade, conforme relato de pais e professores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram deste    estudo 85 crian&ccedil;as, sendo 43 da 1ª Fase da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil,    com idade m&eacute;dia de 4,6 anos, e 42 da 2ª Fase, com idade m&eacute;dia    de 5,9 anos. Todas as crian&ccedil;as eram alunas de uma &uacute;nica escola    municipal de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil e Ensino Fundamental da Grande    S&atilde;o Paulo. A <a href="#t1">Tabela 1</a> sumariza o n&uacute;mero de participantes    por s&eacute;rie e idade.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v29n90/02t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Teste de Trilhas    para pr&eacute;-escolares (TT-PE)</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o presente    estudo foi usada uma vers&atilde;o do Teste de Trilhas para pr&eacute;-escolares<sup>16,18</sup>,    baseada em estudos anteriores<sup>19-22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A vers&atilde;o    para pr&eacute;-escolares do Teste de Trilhas mant&eacute;m o mesmo objetivo    da sua vers&atilde;o original, ou seja, de avaliar a flexibilidade cognitiva,    por&eacute;m sem demanda de conhecimento de letras e n&uacute;meros. O teste    &eacute; composto por duas partes, sendo que na primeira parte &eacute; apresentado    apenas um tipo de est&iacute;mulo e, na segunda parte, h&aacute; dois tipos    de est&iacute;mulos que devem ser assinalados pelos sujeitos em ordem alternada,    mantendo semelhan&ccedil;a com a vers&atilde;o original do Teste de Trilhas.    Assim, na condi&ccedil;&atilde;o 'A' do teste, &eacute; dada &agrave; crian&ccedil;a    uma folha com figuras de cinco cachorrinhos que devem ser ligados por ordem    de tamanho, iniciando com o "beb&ecirc;" at&eacute; o "papai". Na condi&ccedil;&atilde;o    'B', figuras de ossos de tamanhos respectivos aos dos cachorros s&atilde;o introduzidas,    e a crian&ccedil;a deve combinar os cachorrinhos com seus ossos apropriados,    na ordem de tamanho, ligando-os alternadamente. O desempenho em cada parte foi    medido em termos de sequ&ecirc;ncia (n&uacute;mero de itens ligados corretamente    em sequ&ecirc;ncia) e tempo de execu&ccedil;&atilde;o. A <a href="#f1">Figura    1</a> ilustra uma parte da tarefa requerida na parte B do Teste de Trilhas para    pr&eacute;-escolares. O Teste de Trilhas para pr&eacute;-escolares &eacute;    comercializado no Brasil e evid&ecirc;ncias de sua validade e dados de normatiza&ccedil;&atilde;o    foram obtidas para crian&ccedil;as de quatro a seis anos<sup>23,24</sup>.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v29n90/02f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Teste de Aten&ccedil;&atilde;o    por Cancelamento (TAC)</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Teste de Aten&ccedil;&atilde;o    por Cancelamento<sup>25</sup> &eacute; composto por tr&ecirc;s matrizes impressas    com diferentes tipos de est&iacute;mulos, em que a tarefa do sujeito consiste    em assinalar todos os est&iacute;mulos iguais a um est&iacute;mulo-alvo anteriormente    determinado. A primeira parte do teste &eacute; destinada &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    da aten&ccedil;&atilde;o seletiva. Para essa tarefa &eacute; utilizada uma prova    de cancelamento de figuras com uma matriz impressa, composta por seis diferentes    tipos de est&iacute;mulos: c&iacute;rculo, quadrado, tri&acirc;ngulo, cruz,    estrela e tra&ccedil;o. Os est&iacute;mulos s&atilde;o de cor preta em fundo    branco, distribu&iacute;dos em 15 linhas, sendo que cada linha &eacute; composta    por 20 figuras. Deve-se, portanto, assinalar o est&iacute;mulo-alvo sempre que    este ocorrer, sendo o tempo m&aacute;ximo de execu&ccedil;&atilde;o da tarefa    de um minuto. A <a href="#f2">Figura 2</a> apresenta uma ilustra&ccedil;&atilde;o    da primeira parte do TAC, com a representa&ccedil;&atilde;o das respostas corretas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v29n90/02f02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na segunda parte    do instrumento, o objetivo, assim como na primeira parte, &eacute; avaliar a    aten&ccedil;&atilde;o seletiva, por&eacute;m, com maior grau de dificuldade.    A configura&ccedil;&atilde;o estrutural da matriz n&atilde;o se modifica, sendo    composta por 15 linhas com 20 figuras em cada linha. A tarefa &eacute; semelhante,    por&eacute;m, nessa segunda parte, o est&iacute;mulo-alvo &eacute; composto    por duas figuras impressas na parte superior da folha. O tempo m&aacute;ximo    para a execu&ccedil;&atilde;o da tarefa &eacute; de um minuto. A <a href="#f3">Figura    3</a> ilustra a segunda parte do TAC, com a representa&ccedil;&atilde;o das    respostas corretas.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v29n90/02f03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na terceira e &uacute;ltima    parte, o teste objetiva avaliar a aten&ccedil;&atilde;o seletiva, no entanto,    com uma demanda de altern&acirc;ncia em fun&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a    do est&iacute;mulo-alvo. Para a execu&ccedil;&atilde;o dessa tarefa tamb&eacute;m    &eacute; utilizada uma prova de cancelamento de figuras com uma matriz impressa.    Nessa &uacute;ltima parte, no entanto, o est&iacute;mulo-alvo muda a cada linha    e aparece representado como a figura inicial de cada linha. O n&uacute;mero    de vezes que o est&iacute;mulo-alvo aparece se alterna, aparecendo no m&iacute;nimo    duas e, no m&aacute;ximo, seis vezes ao longo das linhas. O tempo m&aacute;ximo    para a execu&ccedil;&atilde;o dessa tarefa &eacute; de um minuto. A <a href="#f4">Figura    4</a> ilustra a terceira parte do TAC, estando marcadas as respostas certas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/psicoped/v29n90/02f04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">S&atilde;o computados    para an&aacute;lise posterior dois tipos de escores: o primeiro corresponde    ao n&uacute;mero total de acertos (itens marcados adequadamente) e o segundo    diz respeito ao n&uacute;mero de erros por a&ccedil;&atilde;o (itens marcados    inadequadamente). O instrumento encontra-se dispon&iacute;vel no Brasil<sup>25</sup>,    com evid&ecirc;ncias de validade e dados de normatiza&ccedil;&atilde;o obtidos    para crian&ccedil;as de cinco a 14 anos, al&eacute;m de jovens adultos<sup>26,27</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Swanson, Nolan    e Pelham Questionaire - SNAP-IV</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O SNAP-IV &eacute;    um question&aacute;rio formulado a partir dos crit&eacute;rios do DSM-IV, utilizado    para avaliar sintomas do TDAH e do Transtorno Desafiador e de Oposi&ccedil;&atilde;o    (TDO). Trata-se de uma revis&atilde;o da Swanson, Nolan e Pelham Questionaire    - SNAP adaptada para o contexto brasileiro<sup>28</sup> e tem como objetivo    oferecer crit&eacute;rios padronizados de diagn&oacute;stico utilizados tanto    na cl&iacute;nica quanto na pesquisa. &Eacute; composto pela descri&ccedil;&atilde;o    de 18 sintomas do TDAH, entre sintomas de desaten&ccedil;&atilde;o (9 primeiros    itens) e hiperatividade/impulsividade (itens 10 a 18), al&eacute;m de sintomas    de TOD (itens 19 a 26), os quais devem ser pontuados por pais e/ou professores,    em uma escala de quatro n&iacute;veis de gravidade. No presente estudo, foram    utilizados somente os itens que avaliam indicadores de TDAH (1 a 18). Tanto    pais quanto professores responderam ao instrumento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O projeto foi submetido    ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da universidade. Ap&oacute;s sua    aprova&ccedil;&atilde;o, foi solicitada autoriza&ccedil;&atilde;o junto &agrave;    Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio participante, para    efetiva&ccedil;&atilde;o da pesquisa em uma escola da rede. Ap&oacute;s isso,    a escola foi contatada e, para a entrega do termo de consentimento livre e esclarecido    para os pais, foi realizada uma reuni&atilde;o de esclarecimento sobre a proposta    da pesquisa, sendo que participaram da pesquisa apenas as crian&ccedil;as cujos    respons&aacute;veis assim autorizaram. Foi tamb&eacute;m respeitada a decis&atilde;o    da crian&ccedil;a, caso essa n&atilde;o desejasse ser avaliada no teste. As    avalia&ccedil;&otilde;es foram realizadas na pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o    que os alunos frequentavam, em uma sala disponibilizada pela escola. Os instrumentos    foram aplicados individualmente, durante o per&iacute;odo regular e ao longo    de 2 sess&otilde;es com dura&ccedil;&atilde;o aproximada de 10 a 20 minutos    cada. Na primeira sess&atilde;o, foi aplicado o Teste de Aten&ccedil;&atilde;o    por Cancelamento e, na segunda, o Teste de Trilhas para pr&eacute;-escolares.    Os pais ou respons&aacute;veis, bem como os professores, levaram a SNAP-IV para    preenchimento individualizado e aut&ocirc;nomo, sem a presen&ccedil;a do aplicador.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para verificar    a rela&ccedil;&atilde;o entre os indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade    e o desempenho das crian&ccedil;as nos testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas,    foram conduzidas an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman entre    os desempenhos em ambos os testes e os indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade avaliados pela SNAP-IV, segundo relatos de pais e professores.    Esses resultados est&atilde;o sumarizados na <a href="/img/revistas/psicoped/v29n90/02t02.jpg">Tabela    2</a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O indicador de    desaten&ccedil;&atilde;o, conforme relato de pais, apresentou correla&ccedil;&atilde;o    positiva baixa, por&eacute;m significativa, com o n&uacute;mero de erros na    parte 3 do Teste de Aten&ccedil;&atilde;o por Cancelamento. Esse resultado revela    que crian&ccedil;as com maior &iacute;ndice de desaten&ccedil;&atilde;o tenderam    a cometer mais erros na parte 3 do Teste de Aten&ccedil;&atilde;o por Cancelamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; o indicador    de desaten&ccedil;&atilde;o, conforme relato de professores, apresentou correla&ccedil;&atilde;o    significativa com diversas medidas. Houve correla&ccedil;&atilde;o positiva    com n&uacute;mero de erros nas partes 1, 2 e 3 do Teste de Aten&ccedil;&atilde;o    por Cancelamento, sendo a maior correla&ccedil;&atilde;o com erros na parte    2 do TAC. Tal resultado &eacute; bastante interessante, pois revela que as crian&ccedil;as    apontadas pelos professores como tendo mais sinais de desaten&ccedil;&atilde;o    de fato tenderam a apresentar piores desempenhos em todas as partes do teste.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Houve tamb&eacute;m    correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o indicador de desaten&ccedil;&atilde;o    na SNAP-IV, conforme relato de professores, e as medidas de acertos nas partes    2 e 3 do Teste de Aten&ccedil;&atilde;o por Cancelamento e tempo de execu&ccedil;&atilde;o    na parte B do Teste de Trilhas para pr&eacute;-escolares. Tais resultados tamb&eacute;m    sugerem que as crian&ccedil;as apontadas pelos professores como tendo mais sinais    de desaten&ccedil;&atilde;o tenderam a apresentar piores desempenhos nos testes    de fun&ccedil;&otilde;es executivas. Deve-se observar que houve correla&ccedil;&atilde;o    negativa entre tais sinais e o tempo na parte B do Teste de Trilhas, ou seja,    as crian&ccedil;as mais desatentas, conforme relato dos professores, tenderam    a apresentar menor tempo no Teste de Trilhas, o que pode ter sido decorrente    da impulsividade na realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O indicador de    hiperatividade, conforme relato de pais, apresentou correla&ccedil;&atilde;o    significativa, baixa e positiva com o n&uacute;mero de erros nas partes 1 e    2 do Teste de Aten&ccedil;&atilde;o por Cancelamento. Dessa forma, as correla&ccedil;&otilde;es    apontam uma tend&ecirc;ncia de que as crian&ccedil;as que apresentaram maiores    indicadores de hiperatividade apresentam mais erros no Teste de Aten&ccedil;&atilde;o    por Cancelamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O mesmo indicador,    por&eacute;m, conforme relato de professores, apresentou correla&ccedil;&atilde;o    significativa, baixa e negativa com o tempo de execu&ccedil;&atilde;o no Teste    de Trilhas para pr&eacute;-escolares parte B, revelando que as crian&ccedil;as    com mais sinais de hiperatividade apresentaram menor tempo de execu&ccedil;&atilde;o    nessa parte do instrumento, provavelmente devido &agrave; impulsividade na resposta.    Al&eacute;m disso, o indicador de hiperatividade tamb&eacute;m se correlacionou,    de forma positiva, com o n&uacute;mero de erros nas partes 1 e 2 do Teste de    Aten&ccedil;&atilde;o por Cancelamento. Sendo assim, as correla&ccedil;&otilde;es    apontam que crian&ccedil;as com mais indicadores de hiperatividade tenderam    a apresentar tamb&eacute;m pior desempenho no Teste de Aten&ccedil;&atilde;o    por Cancelamento. A partir dos resultados, pode-se observar que houve maior    n&uacute;mero de correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre    os testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas e o relato dos professores, e    n&atilde;o com o relato dos pais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados encontrados    evidenciaram rela&ccedil;&otilde;es entre o desempenho das crian&ccedil;as em    testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas e a presen&ccedil;a de indicadores    de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade, conforme relato de seus pais e    professores. Enquanto as crian&ccedil;as com maiores &iacute;ndices de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade, conforme relato dos pais, tenderam a apresentar piores desempenhos    no Teste de Aten&ccedil;&atilde;o por Cancelamento, aquelas com maiores &iacute;ndices    de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade, conforme relato dos professores,    tenderam a apresentar piores desempenhos em diversas medidas, em ambos os testes,    TAC e TT-PE.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De fato, estudos    anteriores j&aacute; haviam evidenciado as rela&ccedil;&otilde;es entre desempenho    em testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas e indicadores ou sintomas do TDAH,    por&eacute;m em crian&ccedil;as mais velhas. No estudo de Capovilla et al.<sup>12</sup>,    com crian&ccedil;as de 3ª e 4ª s&eacute;ries, aquelas com percentis acima de    75 na ETDAH tiveram pior escore nos Testes de Trilhas e de Mem&oacute;ria de    Trabalho Auditiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, apesar da    rela&ccedil;&atilde;o entre fun&ccedil;&otilde;es executivas e sintomas de TDAH    estar relativamente bem documentada na literatura, ela &eacute; ainda pouco    estudada em crian&ccedil;as mais jovens, em idade pr&eacute;-escolar, tal como    objetivou a presente pesquisa. Essa &ecirc;nfase na avalia&ccedil;&atilde;o    do funcionamento executivo em crian&ccedil;as pequenas &eacute; condizente com    o proposto por Malloy-Diniz et al.<sup>29</sup>. Os autores relataram a possibilidade    de identifica&ccedil;&atilde;o de comprometimentos em fun&ccedil;&otilde;es    executiva j&aacute; em beb&ecirc;s de nove a 12 meses, contudo em investiga&ccedil;&otilde;es    relacionadas ao desenvolvimento infantil &eacute; preciso estar atento &agrave;    diversidade t&iacute;pica dessa fase do desenvolvimento<sup>30</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m autores    como Ashton<sup>31</sup> ressaltam a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as em idades precoces. O autor salienta que a identifica&ccedil;&atilde;o    precoce sugere um foco ainda maior na inf&acirc;ncia, uma vez que nessa etapa    do desenvolvimento algumas interven&ccedil;&otilde;es poderiam ser &uacute;teis    na preven&ccedil;&atilde;o, bem como na reabilita&ccedil;&atilde;o em longo    prazo, de dificuldades. No entanto, s&atilde;o ainda necess&aacute;rias pesquisas    para avaliar a efic&aacute;cia dessas interven&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No presente estudo,    com crian&ccedil;as de quatro a seis anos de idade, os resultados evidenciaram    que, mesmo em crian&ccedil;as em idade ainda precoce, pobres desempenhos em    testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas j&aacute; se relacionam a indicadores    de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade, conforme relatado por pais e professores.    Tais resultados s&atilde;o muito semelhantes ao estudo de Cozza<sup>32</sup>,    conduzido com crian&ccedil;as mais velhas. Naquele estudo, o autor verificou    que o desempenho no Teste das Trilhas, parte B, correlacionou-se com sintomas    de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade em crian&ccedil;as de 3ª e 4ª s&eacute;ries    do Ensino Fundamental, corroborando a rela&ccedil;&atilde;o entre desempenho    em testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas, nesse caso especificamente em    flexibilidade cognitiva, e sinais de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade    em crian&ccedil;as. De fato, altera&ccedil;&otilde;es nas fun&ccedil;&otilde;es    executivas est&atilde;o relacionadas a diversos dist&uacute;rbios que acometem    crian&ccedil;as e adolescentes, tais como o autismo e o pr&oacute;prio TDAH<sup>4</sup>.    Portanto, &eacute; fundamental compreender seu funcionamento e identificar d&eacute;ficits    em tais fun&ccedil;&otilde;es. Nesse sentido, o presente estudo soma sua contribui&ccedil;&atilde;o    ao evidenciar as rela&ccedil;&otilde;es entre indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade e desempenho em testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas    em crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares, de quatro a seis anos e sem o diagn&oacute;stico    do transtorno (amostra n&atilde;o cl&iacute;nica), relevando a import&acirc;ncia    da avalia&ccedil;&atilde;o em idades precoces para identifica&ccedil;&atilde;o    de dificuldades, orienta&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es preventivas    ou remediativas e mesmo para triagem de crian&ccedil;as em condi&ccedil;&atilde;o    de risco para problemas maiores nos anos vindouros do Ensino Fundamental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro aspecto relevante    a essa discuss&atilde;o refere-se ao fato de que o relato dos professores esteve    mais relacionado aos desempenhos das crian&ccedil;as nos testes executivos do    que o relato dos pais. A diverg&ecirc;ncia entre avalia&ccedil;&otilde;es de    pais e professores j&aacute; foi documentada e discutida por outros autores<sup>17</sup>.    Por um lado, em acordo com essa pesquisa pr&eacute;via, essa diverg&ecirc;ncia    evidencia a necessidade de ouvir ambos os informantes para obter uma avalia&ccedil;&atilde;o    mais ampla sobre tais sinais em crian&ccedil;as em idades precoces. Por outro    lado, as correla&ccedil;&otilde;es mais numerosas e consistentes entre o desempenho    das crian&ccedil;as e a avalia&ccedil;&atilde;o dos professores corrobora a    conclus&atilde;o de Seabra-Santos e Gaspar<sup>17</sup> de que os professores    estariam em melhores condi&ccedil;&otilde;es de oferecer uma avalia&ccedil;&atilde;o    mais objetiva da crian&ccedil;a. Isso pode ser devido &agrave; possibilidade    de comparar cada crian&ccedil;a com outras da mesma idade ou ao seu maior conhecimento    acerca do desenvolvimento infantil e de comportamentos que seriam, ou n&atilde;o,    esperados para determinada faixa et&aacute;ria, possibilitados por sua forma&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;fica na &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave; guisa    de finaliza&ccedil;&atilde;o, deve-se considerar que h&aacute; limita&ccedil;&otilde;es    importantes do estudo, especialmente no que tange ao n&uacute;mero pequeno de    participantes. Tais limita&ccedil;&otilde;es devem ser abordadas em estudos    futuros. Sugere-se, portanto, que pesquisas ulteriores possam incluir, de forma    mais espec&iacute;fica, maior n&uacute;mero de faixas et&aacute;rias e n&iacute;veis    de escolariza&ccedil;&atilde;o, bem como analisar a diversidade entre g&ecirc;neros    e outras caracter&iacute;sticas, como n&iacute;vel social e tipo de escola,    dentre p&uacute;blicas e particulares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De forma geral,    foi poss&iacute;vel observar que h&aacute; correla&ccedil;&otilde;es entre o    desempenho em testes de fun&ccedil;&otilde;es executivas e indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o    e hiperatividade, avaliados pela SNAP-IV, respondida por pais e professores    em crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares de amostra n&atilde;o-cl&iacute;nica.    Seria pertinente que estudos futuros acompanhassem crian&ccedil;as com maiores    indicadores na SNAP-IV, de modo a investigar se estas poderiam ser consideradas,    ainda nessa idade precoce, crian&ccedil;as de risco para TDAH. Isso colocaria    &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos profissionais da sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o    a possibilidade de identifica&ccedil;&atilde;o precoce, minimizando uma gama    de comprometimentos e dificuldades futuras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Hanna-Pladdy    B. Dysexecutive syndromes in neurologic disease. J Neurol Phys Ther. 2007;31(3):119-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365236&pid=S0103-8486201200030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Lezak MD, Howieson    DB, Loring DW. Neuropsychological assessment. New York: Oxford University Press;    2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365238&pid=S0103-8486201200030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Malloy-Diniz    LF, Sedo M, Fuentes D, Leite WB. Neuropsicolog&iacute;a das fun&ccedil;&otilde;es    ejecutivas. In: Fuentes D, Malloy-Diniz LF, Camargo CHP, Cosenza RM, orgs. Neuropsicologia:    teoria e pr&aacute;tica. Porto Alegre: Artmed; 2008. p.186-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365240&pid=S0103-8486201200030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Capovilla AGS,    Assef ECS, Cozza HFP. Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica das fun&ccedil;&otilde;es    executivas e rela&ccedil;&atilde;o com desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade.    Aval Psicol. 2007;6(1):51-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365242&pid=S0103-8486201200030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Blair C, Razza    RP. Relating effortful control, executive function, and false belief understanding    to emerging math and literacy ability in kindergarten. Child Dev. 2007;78(2):647-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365244&pid=S0103-8486201200030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Duncan GJ, Dowsett    CJ, Claessens A, Magnuson K, Huston AC, Klebanov P, et al. School readiness    and later achievement. Dev Psychol. 2007;43(6):1428-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365246&pid=S0103-8486201200030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Hartman E, Houwen    S, Scherder E, Visscher C. On the relationship between motor performance and    executive functioning in children with intellectual disabilities. J Intellect    Disabil Res. 2010;54(5):468-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365248&pid=S0103-8486201200030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Mazzocco MM,    Kover ST. A longitudinal assessment of executive function skills and their association    with math performance. Child Neuropsychol 2007;13(1):18-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365250&pid=S0103-8486201200030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Aarnoudse-Moens    CS, Smidts DP, Oosterlaan J, Duivenvoorden HJ, Weisglas-Kuperus N. Executive    function in very preterm children at early school age. J Abnorm Child Psychol.    2009;37(7):981-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365252&pid=S0103-8486201200030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Santos LF,    Vasconcelos LA. Transtorno do d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade    em crian&ccedil;as: uma revis&atilde;o interdisciplinar. Psicol: Teor Pesq.    2010;26(4):717-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365254&pid=S0103-8486201200030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Eubel H, Albrecht    B, Asherson P, Borger NA, Butler L, Chen W, et al. Performance variability,    impulsivity errors and the impact of incentives as gender-independent endophenotypes    for ADHD. J Child Psychol Psychiatry. 2010;51(2):210-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365256&pid=S0103-8486201200030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Capovilla AGS,    Cozza HFP, Capovilla FC, Macedo EC. Fun&ccedil;&otilde;es executivas em crian&ccedil;as    e correla&ccedil;&atilde;o com desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade. Temas    Desenvolv. 2005;14(82):4-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365258&pid=S0103-8486201200030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Assef EC. Avalia&ccedil;&atilde;o    das fun&ccedil;&otilde;es executivas em crian&ccedil;as com transtorno de d&eacute;ficit    de aten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de    mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade S&atilde;o Francisco; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365260&pid=S0103-8486201200030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. American Psychiatric    Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 4<sup>th</sup>    ed. Washington: American Psychiatric Association (APA); 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365262&pid=S0103-8486201200030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Rizzutti S,    Sinnes EG, Scaramuzza LF, Freitas L, Pinheiro D, Palma SM, et al. Clinical and    neuropsychological profile in a sample of children with attention deficit hyperactivity    disorders. Arq Neuropsiquiatr. 2008; 66(4):821-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365264&pid=S0103-8486201200030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Trevisan B.    Aten&ccedil;&atilde;o e controle inibit&oacute;rio em pr&eacute;-escolares e    correla&ccedil;&atilde;o com indicadores de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade    &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade    Presbiteriana Mackenzie; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365266&pid=S0103-8486201200030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Seabra-Santos    MJ, Gaspar MFF. Pais, educadores e testes: est&atilde;o de acordo na avalia&ccedil;&atilde;o    de aptid&otilde;es de crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares? Psicol: Reflex Cr&iacute;t.    2012;25(2):203-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365268&pid=S0103-8486201200030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Trevisan BT,    Seabra AG. Teste de Trilhas para pr&eacute;-escolares. In: Seabra AG, Dias NM,    orgs. Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica cognitiva: aten&ccedil;&atilde;o    e fun&ccedil;&otilde;es executivas. v. 1. S&atilde;o Paulo: Memnon; 2012. p.92-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365270&pid=S0103-8486201200030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Espy KA. The    shape school: assessing executive function in preschool children. Develop Neuropsychol.    1997;13(4):495-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365272&pid=S0103-8486201200030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Espy KA, Kaufmann    PM, Glisky ML, McDiarmid MD. New procedures to assess executive functions in    preschool children. Clin Neuropsychol. 2001;15(1):46-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365274&pid=S0103-8486201200030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Espy KA, Cwik    MF. The development of a trial making test in young children: the TRAILS-P.    Clin Neuropsychol. 2004;18(3):411-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365276&pid=S0103-8486201200030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Baron IS. Neuropsychological    evaluation of the child. New York: Oxford University Press; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365278&pid=S0103-8486201200030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Trevisan BT,    Pereira APP. Evid&ecirc;ncias de validade do Teste de Trilhas para pr&eacute;-escolares.    In: Seabra AG, Dias NM, orgs. Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica    cognitiva: aten&ccedil;&atilde;o e fun&ccedil;&otilde;es executivas. v. 1. S&atilde;o    Paulo: Memnon; 2012. p.86-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365280&pid=S0103-8486201200030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Trevisan BT,    Hip&oacute;lito R, Parise LF, Reppold CT, Seabra AG. Dados normativos do Teste    de Trilhas para pr&eacute;-escolares. In: Seabra AG, Dias NM, orgs. Avalia&ccedil;&atilde;o    neuropsicol&oacute;gica cognitiva: aten&ccedil;&atilde;o e fun&ccedil;&otilde;es    executivas. v. 1. S&atilde;o Paulo: Memnon; 2012. p.90-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365282&pid=S0103-8486201200030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Montiel JM,    Seabra AG. Teste de aten&ccedil;&atilde;o por cancelamento. In: Seabra AG, Dias    NM, orgs. Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica cognitiva: aten&ccedil;&atilde;o    e fun&ccedil;&otilde;es executivas. v. 1. S&atilde;o Paulo: Memnon; 2012. p.57-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365284&pid=S0103-8486201200030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Godoy S. Evid&ecirc;ncias    de validade do Teste de Aten&ccedil;&atilde;o por Cancelamento. In: Seabra AG,    Dias NM, orgs. Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica cognitiva: aten&ccedil;&atilde;o    e fun&ccedil;&otilde;es executivas. v. 1. S&atilde;o Paulo: Memnon; 2012. p.42-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365286&pid=S0103-8486201200030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Dias NM, Trevisan    BT, Pereira ANP, Gonzales M, Seabra AG. Dados normativos do Teste de Aten&ccedil;&atilde;o    por Cancelamento. In: Seabra AG, Dias NM, orgs. Avalia&ccedil;&atilde;o neuropsicol&oacute;gica    cognitiva: aten&ccedil;&atilde;o e fun&ccedil;&otilde;es executivas. v. 1. S&atilde;o    Paulo: Memnon; 2012. p.50-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365288&pid=S0103-8486201200030000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Mattos P, Serra-Pinheiro    MA, Rohde LA, Pinto D. Apresenta&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o em portugu&ecirc;s    para uso no Brasil do instrumento MTA-SNAP-IV de avalia&ccedil;&atilde;o de    sintomas de transtorno do d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o/hiperativiade    e sintomas de transtorno desafiador e de oposi&ccedil;&atilde;o. Rev Bras Psiquiatr    2006;28:290-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365290&pid=S0103-8486201200030000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29. Malloy-Diniz    LF, Cardoso-Martins C, Carneiro KC, Cerqueira MMM, Ferreira APA, Aguiar MJB,    et al. Fun&ccedil;&otilde;es executivas em crian&ccedil;as fenilceton&uacute;ricas:    varia&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de fenilalanina.    Arq Neuropsiquiatr. 2004;62(2-B):473-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365292&pid=S0103-8486201200030000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30. Ryan CM, Hammond    K, Burs SR. General assessment issues for a pediatric population. In: Snyder    PJ, Nussbaum PD, eds. Clinical neuropsychology: a pocket handbook for assessment.    Washington: American Psychological Association American Psychological Association;    1998. p.105-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365294&pid=S0103-8486201200030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">31. Ashton R. Practitioner    review: beyond shaken baby syndrome: what influences the outcomes for infants    following traumatic brain injury? J Child Psychol &amp; Psych. 2010; 51(9):967-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365296&pid=S0103-8486201200030000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">32. Cozza HFP.    Avalia&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es executivas em crian&ccedil;as    e correla&ccedil;&atilde;o com aten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade S&atilde;o Francisco; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4365298&pid=S0103-8486201200030000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/psicoped/v29n90/seta.jpg" border="0"></a></i>    <b> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Ana Paula Prust Pereira    <br>   Rua Rafael Correia Sampaio, 54    <br>   S&atilde;o Paulo, SP, Brasil - CEP 04457-100    <br>   E-mail: <a href="mailto:anaprust@yahoo.com.br">anaprust@yahoo.com.br</a></font></p>     ]]></body>
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