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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A epistemologia genética de Piaget e o construtivismo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Genetic Epistemology argues that the individual goes through various stages of development throughout his life. The development is seen by the overlap of the balance between assimilation and accommodation, resulting in adaptation. Thus, in this formulation humans assimilate the data they obtain from the outside, but once they already have a mental structure that is not "empty", they must adapt these data to the existing mental structure. The process of change itself is called accommodation. This scheme reveals that no knowledge comes from outside without suffering any change by the individual, and everything that is learned is influenced by what was learned. Assimilation occurs when information is incorporated into pre-existing structures in this dynamic cognitive structure, while the conversion occurs when the organism is changed in some way to incorporate the new information dynamically. Finally, a modern thought that seeking the unusual synthesis between the biological and logical-mathematical seems to find its limits in the deconstruction even more unusual that tends systematically all thought at present: the self developing in a essentially clarified way.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO    DE OPINI&Atilde;O</b> OPINION ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A    epistemologia gen&eacute;tica de Piaget e o construtivismo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Piaget's genetic    epistemology and constructivism</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Carlos    de Abreu<sup>I</sup>; M&aacute;rcio Alves de Oliveira<sup>II</sup>; Tatiana    Dias de Carvalho<sup>III</sup>; Sonia R. Martins<sup>II</sup>; Paulo Rog&eacute;rio    Gallo<sup>IV</sup>; Alberto Olavo Adv&iacute;ncula Reis<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Professor.    Departamento de Morfologia e Fisiologia da Faculdade de Medicina do ABC.    <br>   <sup>II</sup>Docentes do Instituto Federal de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia de    S&atilde;o Paulo - IFSP.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Pesquisador. Departamento de Morfologia e Fisiologia da Faculdade    de Medicina do ABC.    <br>   <sup>IV</sup>Professor. Departamento de Sa&uacute;de Materno-Infantil da Faculdade    de Sa&uacute;de P&uacute;blicas da USP.    <br>   <sup>V</sup>Professor Associado. Departamento de Sa&uacute;de Materno-infantil    da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Epistemologia    Gen&eacute;tica defende que o indiv&iacute;duo passa por v&aacute;rias etapas    de desenvolvimento ao longo da sua vida. O desenvolvimento &eacute; observado    pela sobreposi&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio entre a assimila&ccedil;&atilde;o    e a acomoda&ccedil;&atilde;o, resultando em adapta&ccedil;&atilde;o. Assim,    nesta formula&ccedil;&atilde;o, o ser humano assimila os dados que obt&eacute;m    do exterior, mas uma vez que j&aacute; tem uma estrutura mental que n&atilde;o    est&aacute; "vazia", precisa adaptar esses dados &agrave; estrutura mental j&aacute;    existente. O processo de modifica&ccedil;&atilde;o de si pr&oacute;prio &eacute;    chamado de acomoda&ccedil;&atilde;o. Este esquema revela que nenhum conhecimento    chega do exterior sem que sofra alguma altera&ccedil;&atilde;o pelo indiv&iacute;duo,    sendo que tudo o que se aprende &eacute; influenciado por aquilo que j&aacute;    havia sido aprendido. A assimila&ccedil;&atilde;o ocorre quando a informa&ccedil;&atilde;o    &eacute; incorporada &agrave;s estruturas j&aacute; pr&eacute;-existentes nessa    din&acirc;mica estrutura cognitiva, enquanto que a adapta&ccedil;&atilde;o ocorre    quando o organismo se modifica de alguma maneira de modo a incorporar dinamicamente    a nova informa&ccedil;&atilde;o. Por fim, de um pensamento moderno que, buscando    a s&iacute;ntese inusitada entre o biol&oacute;gico e o l&oacute;gico-matem&aacute;tico,    parece encontrar seus limites na desconstru&ccedil;&atilde;o ainda mais inusitada    a que tende sistematicamente todo o pensamento na atualidade: a de si mesmo    se construindo de modo essencialmente esclarecido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    assimila&ccedil;&atilde;o; estrutura cognitiva; construtivismo; Piaget.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The Genetic Epistemology    argues that the individual goes through various stages of development throughout    his life. The development is seen by the overlap of the balance between assimilation    and accommodation, resulting in adaptation. Thus, in this formulation humans    assimilate the data they obtain from the outside, but once they already have    a mental structure that is not "empty", they must adapt these data to the existing    mental structure. The process of change itself is called accommodation. This    scheme reveals that no knowledge comes from outside without suffering any change    by the individual, and everything that is learned is influenced by what was    learned. Assimilation occurs when information is incorporated into pre-existing    structures in this dynamic cognitive structure, while the conversion occurs    when the organism is changed in some way to incorporate the new information    dynamically. Finally, a modern thought that seeking the unusual synthesis between    the biological and logical-mathematical seems to find its limits in the deconstruction    even more unusual that tends systematically all thought at present: the self    developing in a essentially clarified way.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    assimilation; cognitive structure; constructivism. Piaget.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O trabalho do epistem&oacute;logo    su&iacute;&ccedil;o Jean Piaget &eacute;, sem d&uacute;vida alguma, uma das    principais contribui&ccedil;&otilde;es ao entendimento de como o ser humano    se desenvolve<sup>1</sup>. A Epistemologia Gen&eacute;tica proposta &eacute;    essencialmente baseada na intelig&ecirc;ncia e na constru&ccedil;&atilde;o do    conhecimento e visa responder &agrave; quest&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de    como os indiv&iacute;duos, sozinhos ou em conjunto, constroem conhecimentos,    mas tamb&eacute;m por quais processos e por que etapas eles conseguem fazer    isso<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A tese fundamental    do pensamento piagetiano &eacute; a de que somente uma vis&atilde;o desenvolvimentista    e articulada do conhecimento - quer dizer n&atilde;o calcada em estruturas pr&eacute;-formadas,    sejam racionalistas, focadas na anterioridade do sujeito, sejam empiristas,    focadas na do objeto - pode prover uma resposta a problemas que, tradicionalmente,    s&atilde;o evitados pela filosofia de car&aacute;ter meramente especulativo<sup>1-5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O nome Epistemologia    Gen&eacute;tica, dado por Piaget a sua obra, denota a sua principal preocupa&ccedil;&atilde;o.    A Epistemologia &eacute; definida como uma reflex&atilde;o sobre os princ&iacute;pios    fundamentais das Ci&ecirc;ncias: <i>Episteme</i> (Ci&ecirc;ncia, no sentido    mais amplo, para os gregos, e, sobretudo, mas n&atilde;o apenas, fundamentos    do conhecimento cient&iacute;fico, para n&oacute;s modernos) + <i>logos</i>    (tratado, estudo), destacando, o autor, sua preocupa&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica    a respeito da forma como o conhecimento surge no ser humano, inclusive das ra&iacute;zes    mesmas do conhecimento mais elementar, as quais n&atilde;o se absolutizam em    um conhecimento primeiro, como, ali&aacute;s, adverte o pr&oacute;prio Piaget    logo na introdu&ccedil;&atilde;o: a grande li&ccedil;&atilde;o contida no estudo    da g&ecirc;nese ou das g&ecirc;neses &eacute;, pelo contr&aacute;rio, mostrar    que n&atilde;o existem jamais conhecimentos absolutos<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E nesse sentido,    ele destaca que a Epistemologia Gen&eacute;tica objetiva explicar a continuidade    entre processos biol&oacute;gicos e cognitivos, sem tentar reduzir os &uacute;ltimos    aos primeiros, o que justifica, e ao mesmo tempo delimita, a especificidade    de sua pesquisa epistemol&oacute;gica: o termo gen&eacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda, destaca    que a intelig&ecirc;ncia &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o de um problema novo    para o indiv&iacute;duo, sendo uma coordena&ccedil;&atilde;o dos meios para    atingir certo fim, o qual n&atilde;o &eacute; acess&iacute;vel de maneira imediata;    da&iacute; o m&eacute;todo gen&eacute;tico, essencialmente retrospectivo. J&aacute;    o pensamento &eacute; a intelig&ecirc;ncia interiorizada e se apoiando n&atilde;o    mais sobre a a&ccedil;&atilde;o direta, mas sobre um simbolismo, sobre a evoca&ccedil;&atilde;o    simb&oacute;lica pela linguagem, pelas imagens mentais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas como diz Piaget,    ainda anterior ao objeto constitu&iacute;do simbolicamente enquanto tal por    um, apenas por ent&atilde;o, efetivo sujeito do conhecimento, existe enquanto    a&ccedil;&atilde;o direta, retrospectivamente falando, a zona de contato entre    o corpo pr&oacute;prio e as coisas &#91;onde&#93; eles &#91;sujeitos determinados    apenas enquanto determinam simultaneamente seu objeto&#93; se empenhar&atilde;o,    ent&atilde;o, sempre mais adiante nas duas dire&ccedil;&otilde;es complementares    do exterior e do interior, e &eacute; desta dupla constru&ccedil;&atilde;o progressiva    que depende a elabora&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria do sujeito e dos objetos<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    ele sugere que h&aacute; evolu&ccedil;&atilde;o natural-cognitiva da aquisi&ccedil;&atilde;o    de conhecimentos. Assim, h&aacute; quatro est&aacute;gios nos quais os sujeitos    s&atilde;o quiescentes para evolu&iacute;rem, de um estado de total desconhecimento    do mundo que o cerca at&eacute; o desenvolvimento da capacidade de conhecer    o que ultrapassa os limites do que est&aacute; a sua volta<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Est&aacute;gio    1</b>: do nascimento at&eacute; aproximadamente dois anos de idade, a crian&ccedil;a    se encontra no est&aacute;gio <i>sens&oacute;riomotor</i>, atingindo um n&iacute;vel    de equil&iacute;brio biol&oacute;gico e cognitivo que permite constituir uma    estrutura lingu&iacute;stica, isto &eacute; propriamente conceitual; e isso    por volta dos 12 - 18 meses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Est&aacute;gio    2</b>: terminado este per&iacute;odo, ela adentra no est&aacute;gio <i>pr&eacute;-operat&oacute;rio</i>,    calcado na constitui&ccedil;&atilde;o ainda incipiente de uma estrutura operat&oacute;ria,    e permanece nele at&eacute; completar mais ou menos 7 - 8 anos, sendo que o    equil&iacute;brio pr&oacute;prio &eacute; atingido aqui quando a crian&ccedil;a    est&aacute; com a idade de 4 - 5 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Est&aacute;gio    3</b>: <i>operat&oacute;rio concreto</i>. Com in&iacute;cio no final do segundo    est&aacute;gio e calcado na capacidade de coordenar a&ccedil;&otilde;es bem    ordenadas em "sistemas de conjunto ou 'estruturas', suscet&iacute;veis de se    fecharem" enquanto tais, ele tem dura&ccedil;&atilde;o, em m&eacute;dia, at&eacute;    os 11 - 12 anos. E quanto, especificamente, ao n&iacute;vel de equil&iacute;brio    pr&oacute;prio, este acontece aqui por volta dos 9 - 10 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Est&aacute;gio    4</b>: <i>operat&oacute;rio formal</i>, que se inicia ao final do terceiro e    no qual o ser humano permanece por toda a vida adulta, atingindo um estado de    equil&iacute;brio pr&oacute;prio por volta dos 14 - 15 anos de idade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Independentemente    do est&aacute;gio em que os seres humanos se encontram, a aquisi&ccedil;&atilde;o    de conhecimentos segundo Piaget acontece por meio da rela&ccedil;&atilde;o sujeito/objeto.    Esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; dial&eacute;tica e se d&aacute; por processos    de assimila&ccedil;&atilde;o, acomoda&ccedil;&atilde;o e equilibra&ccedil;&atilde;o,    num desenvolvimento sint&eacute;tico m&uacute;tuo e progressivo. O dinamismo    da equilibra&ccedil;&atilde;o acontece por meio de sucessivas situa&ccedil;&otilde;es    de equil&iacute;brio - desequil&iacute;brio - reequil&iacute;brio que visam,    por assim dizer, "dominar" o objeto do conhecimento que vai se constituindo    nesse processo<sup>1-9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A necessidade de    conhecimento do objeto pelo sujeito leva-o a executar desde simples a&ccedil;&otilde;es    at&eacute; opera&ccedil;&otilde;es sobre o objeto. Por um lado, os est&aacute;gios    foram estabelecidos evolutivamente, a partir do que inicialmente faltava enquanto    pura necessidade ainda n&atilde;o identificada com um objeto espec&iacute;fico    enquanto tal, at&eacute; que se chegasse &agrave; capacidade de realizar opera&ccedil;&otilde;es    formais pelas quais se abstrai de um objeto visto subjetivamente como puramente    em si, e isso ap&oacute;s a constitui&ccedil;&atilde;o para si de objetos propriamente    concretos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas, por outro    lado, para al&eacute;m de um puro fluxo cont&iacute;nuo abstratamente determinante    dos est&aacute;gios em seu abstrato para si, as pr&oacute;prias opera&ccedil;&otilde;es    perpassariam tr&ecirc;s grandes etapas estruturantes que as levariam a se libertar    da dura&ccedil;&atilde;o objetivamente do contexto psicol&oacute;gico das a&ccedil;&otilde;es    do sujeito, com o que estas comportam de dimens&atilde;o causal, para finalmente    atingirem esse car&aacute;ter extempor&acirc;neo, essencialmente estrutural    e pensado apenas atrav&eacute;s da reconstitui&ccedil;&atilde;o de sua g&ecirc;nese    temporal, que &eacute; pr&oacute;prio das liga&ccedil;&otilde;es l&oacute;gico-matem&aacute;ticas    depuradas<sup>10-12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A primeira dessas    tr&ecirc;s etapas perpassadas pelas opera&ccedil;&otilde;es &eacute; o da fun&ccedil;&atilde;o    semi&oacute;tica, ou seja, a interioriza&ccedil;&atilde;o em imagens e a aquisi&ccedil;&atilde;o    da linguagem permitem "a condensa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es sucessivas    em representa&ccedil;&otilde;es simult&acirc;neas", estruturando-se a&iacute;    um quadro operativo conceitual ainda incipiente a partir de um esquematismo    pr&eacute;-l&oacute;gico j&aacute; constitu&iacute;do por uma percep&ccedil;&atilde;o    espa&ccedil;o-temporal de car&aacute;ter sens&oacute;riomotor; nos termos, portanto,    do segundo est&aacute;gio natural-cognitivo de aquisi&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos,    o que se d&aacute;, precisamente, por volta dos 18 meses - 2 anos<sup>1,2</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A segunda das etapas    coincide com o in&iacute;cio do terceiro est&aacute;gio, das opera&ccedil;&otilde;es    concretas, coordenando as antecipa&ccedil;&otilde;es e as retroa&ccedil;&otilde;es    que chegam a uma reversibilidade suscet&iacute;vel de refazer o curso do tempo    e de assegurar a conserva&ccedil;&atilde;o dos pontos de partida, por&eacute;m    de modo ainda demasiado preso aos objetos percebidos <i>concretamente</i> como    em si mesmos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apenas numa terceira    etapa, o sujeito do conhecimento supera o real e insere-se no poss&iacute;vel,    ou seja, consegue de modo paradoxal extemporaneamente "relacionar diretamente    o poss&iacute;vel ao necess&aacute;rio sem a media&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel    do concreto".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre as teorias    do conhecimento j&aacute; elaboradas, &eacute; poss&iacute;vel que a Epistemologia    Gen&eacute;tica seja uma das mais completas, e justamente pela neglig&ecirc;ncia    de um estudo mais sistem&aacute;tico das origens naturais-cognitivas do conhecimento    por parte de uma epistemologia mais tradicional, se seguirmos o que diz o pr&oacute;prio    Piaget na introdu&ccedil;&atilde;o desta sua obra, ela seria completa n&atilde;o    s&oacute; porque abrange a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos pelo homem,    desde o nascimento at&eacute; a idade adulta, mas tamb&eacute;m porque ela procuraria    responder, com certo n&iacute;vel de detalhamento pr&aacute;tico e te&oacute;rico,    quais s&atilde;o os processos naturais-cognitivos dessa aquisi&ccedil;&atilde;o<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta maneira,    o objetivo da Epistemologia Gen&eacute;tica &eacute;, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia,    prover e expor os desvendamentos bem como abarcar as ra&iacute;zes das diversas    variedades de conhecimento, e isso desde as suas formas mais elementares at&eacute;    a evolu&ccedil;&atilde;o observada nos n&iacute;veis seguintes, inclusive no    pensamento cient&iacute;fico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A &ecirc;nfase    est&aacute;, portanto, na constru&ccedil;&atilde;o, ou melhor, na reconstru&ccedil;&atilde;o    dos caminhos pelos quais o indiv&iacute;duo evoluiu de um estado inicial pr&eacute;-lingu&iacute;stico    at&eacute; um determinado estado atual, onde &eacute; amplamente capaz de um    formalismo lingu&iacute;stico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Logo, &eacute;    uma teoria estruturalista na qual o conhecimento &eacute; um processo se estruturando    e n&atilde;o um estado j&aacute; cristalizado; e nesse sentido &eacute; uma    teoria realista, propriamente em oposi&ccedil;&atilde;o seja ao empirismo seja    a um racionalismo idealista, a priori de tipo kantiano, pois o desenvolvimento    da crian&ccedil;a &eacute;, sobretudo, um processo hist&oacute;rico; segundo    duas dire&ccedil;&otilde;es: a psicossocial e a de um espontaneismo biol&oacute;gico,    o qual remete a certo realismo de tipo naturalista<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, Piaget busca    diferenciar de uma mera associa&ccedil;&atilde;o positivista a estruturas lingu&iacute;sticas,    em &uacute;ltima inst&acirc;ncia pr&eacute;-determinadas e de fundo essencialmente    empirista, algo como uma <i>assimila&ccedil;&atilde;o</i> dos conte&uacute;dos    por esquemas essencialmente objetivos, que v&atilde;o se estruturando extemporaneamente    conforme o desenvolvimento natural-cognitivo do pr&oacute;prio sujeito do conhecimento;    tend&ecirc;ncia m&uacute;tua de continuidade e ruptura que vai retrospectivamente    al&eacute;m das opera&ccedil;&otilde;es causais sobre objetos para operar abstratamente    sobre o pr&oacute;prio processo operativo, reconhecido l&oacute;gico-matematicamente    como sendo o de <i>assimila&ccedil;&atilde;o</i> dos conte&uacute;dos; e isso    conforme tr&ecirc;s tipos de processos<sup>1-12</sup>:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Assimila&ccedil;&atilde;o    generalizadora: ocorre quando esquemas estruturantes se modificam de modo a    assimilar novos e problem&aacute;ticos objetos da realidade em fun&ccedil;&atilde;o    de uma totalidade esquematicamente ainda mais generalizante, tendendo mesmo    &agrave; formaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Assimila&ccedil;&atilde;o    reconhecedora (discriminante): &eacute; a capacidade desses esquemas de buscarem    os objetos seletivamente a partir de uma ou mais caracter&iacute;sticas dos    objetos experienciados, estruturados estes apenas a partir da ativa constru&ccedil;&atilde;o    l&oacute;gico-matem&aacute;tica de um efetivo sujeito do conhecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Assimila&ccedil;&atilde;o    rec&iacute;proca: neste caso, dois ou mais esquemas se fundem em uma totalidade    generalizante de maior hierarquia, pois para Piaget s&oacute; nos aproximamos    da estrutura das coisas por aproxima&ccedil;&otilde;es sucessivas, nunca definitivas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto ao alcance    epistemol&oacute;gico e mesmo pedag&oacute;gico do construtivismo piagetiano,    bastante influente no processo educativo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas,    poder-se-ia fazer apenas cr&iacute;tica gen&eacute;rica de seu processo de solidifica&ccedil;&atilde;o    conceitual e pr&aacute;tica, destacando-se a incapacidade do sistema educacional,    e n&atilde;o s&oacute; dele, em formar professores com condi&ccedil;&otilde;es    de aplicar essa teoria essencialmente desenvolvimentista na situa&ccedil;&atilde;o    real de uma crise dos paradigmas modernizantes calcados num sentido efetivo    do progresso humano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contexto esse que    reflete, portanto, mais do que uma mera defici&ecirc;ncia do sistema escolar,    numa crise social que alcan&ccedil;a o pr&oacute;prio sistema de conhecimentos    historicamente estabelecidos com certa naturalidade, seja f&iacute;sico-mec&acirc;nico    ou mesmo l&oacute;gico-matem&aacute;tico de fundo biol&oacute;gico, ainda que    intersubjetivamente constitu&iacute;do.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E nesse sentido,    para al&eacute;m das dificuldades meramente conjunturais de estrutura&ccedil;&atilde;o    cognitiva, por mais absolutas que pare&ccedil;am e paradoxalmente o s&atilde;o,    &eacute; necess&aacute;rio considerar um certo car&aacute;ter patol&oacute;gico    da pr&oacute;pria estrutura&ccedil;&atilde;o social<sup>1,2</sup>. O que parece    alcan&ccedil;ar mesmo o pr&oacute;prio n&iacute;vel de uma suposta naturalidade    biol&oacute;gica e que direciona as expectativas sociais e individuais de estrutura&ccedil;&atilde;o    formal progressiva da realidade no sentido de diluir a&iacute; maiores contradi&ccedil;&otilde;es,    atrav&eacute;s da &ecirc;nfase numa tend&ecirc;ncia naturalista-cognitiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De qualquer forma,    destaca-se que os dois conceitos fundamentais da teoria piagetiana, e de um    alcance epistemol&oacute;gico fundamental, s&atilde;o os conceitos de <i>assimila&ccedil;&atilde;o</i>    e <i>adapta&ccedil;&atilde;o</i>, e que por eles se busca, com acertos e desacertos    t&iacute;picos da atual fase da modernidade, um processo din&acirc;mico que    d&ecirc; conta justamente desse limite t&ecirc;nue entre o natural e o social    numa realidade moderna complexa como a nossa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A assimila&ccedil;&atilde;o    ocorre quando a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; incorporada (sob forma modificada    ou n&atilde;o) &agrave;s estruturas j&aacute; pr&eacute;-existentes nessa din&acirc;mica    estrutura cognitiva, enquanto que a adapta&ccedil;&atilde;o ocorre quando o    organismo se modifica de alguma maneira de modo a incorporar dinamicamente a    nova informa&ccedil;&atilde;o<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E assim os est&aacute;gios    piagetianos se constituem em diferentes esquemas de intera&ccedil;&atilde;o    entre o sujeito e o mundo externo, com m&uacute;tuas determina&ccedil;&otilde;es    destes e daqueles conforme uma complexa estrutura natural-cognitiva que se constitui    na medida em que a intelig&ecirc;ncia rompa tanto com a naturalidade objetiva    em si quanto com a subjetiva para si, reflexo, de um pensamento moderno que,    buscando a s&iacute;ntese inusitada entre o biol&oacute;gico e o l&oacute;gico-matem&aacute;tico,    parece encontrar seus limites na desconstru&ccedil;&atilde;o ainda mais inusitada    a que tende sistematicamente todo pensamento na atualidade: a de si mesmo se    construindo de modo essencialmente esclarecido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, &eacute;    de se concordar que: s&atilde;o os comportamentos, n&atilde;o as pessoas, que    est&atilde;o em est&aacute;gios; a idade &eacute; um indicador e n&atilde;o    um crit&eacute;rio de desenvolvimento; &eacute; a necessidade l&oacute;gica,    n&atilde;o a verdade, a quest&atilde;o central; a constru&ccedil;&atilde;o do    conhecimento n&atilde;o &eacute; uma tarefa individual, mas social; e que as    estruturas de conjunto s&atilde;o crit&eacute;rios formais mais do que entidades    funcionais<sup>12,13</sup>. Ainda, que n&atilde;o h&aacute; apenas um, mas m&uacute;ltiplos    percursos desenvolvimentistas, e que o que os sujeitos fazem ao raciocinar n&atilde;o    &eacute; seguir regras l&oacute;gicas, mas agir e operar em conte&uacute;do    e significado, no desempenho da compreens&atilde;o epist&ecirc;mica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS:</b>    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Rosa, Paulo    Ricardo da Silva. Instrumenta&ccedil;&atilde;o para o Ensino de Ci&ecirc;ncias.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/index.htm" target="_blank">http:/www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/index.htm</a>.    Acesso em: 07/07/2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473237&pid=S0104-1282201000020001800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>2.</i> P&aacute;dua,    Gelson Luiz Daldegan. A epis-temologia gen&eacute;tica de Jean Piaget. Revista    FACEVV, vol. 1., 2009. N&uacute;mero 2. p. 22-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473239&pid=S0104-1282201000020001800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Fraysse, J.    C. (1994). Combined effects of friendship and stage of cognitive deve-lopment    on interactive dynamics. <i>The Journal of Genetic Psychology,</i> 155 (2),    161-177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473241&pid=S0104-1282201000020001800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Guimar&atilde;es,    KP e Breneli, RP. Pedagogical intervention through Ring Toss Game and the construction    of the notion of multiplication: a Piagetian study. Dispon&iacute;vel em: Rev.    eletr. psicologia e epis-temologia. Volume 2. N&uacute;mero 3 (Jan-Jul), 2009.    Acesso em 2010-14-07.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473243&pid=S0104-1282201000020001800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Downs, R. M.    &amp; Liben, L. S. (1993). Mediating the environment: Commu-nicating, appropriating    and developing graphic representations of place. Em R. H. Wozniak &amp; K. W.    Fischer (Orgs.), <i>Development in Context. Acting and thinking in specific    environments</i> (pp. 155-181). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473245&pid=S0104-1282201000020001800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Moro, M. L.    F. (1991). Crian&ccedil;as com crian&ccedil;as, aprendendo: Intera&ccedil;&atilde;o    social e constru&ccedil;&atilde;o cognitiva. <i>Cadernos de Pesquisa,</i> 79,    31-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473247&pid=S0104-1282201000020001800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Moro, Maria    Lucia Faria. A epistemologia gen&eacute;tica e a intera&ccedil;&atilde;o social    de crian&ccedil;as. <i>Psicol. Reflex. Crit.</i> &#91;online&#93;. 2000, vol.13,    n.2 &#91;cited&nbsp; 2010-07-14&#93;, pp. 295-310 . Available from: &lt;<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722000000200009&lng=en&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102    -79722000000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso</a>&gt;. ISSN 0102-7972.&nbsp; doi:    10.1590/S0102-79722000000200009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473249&pid=S0104-1282201000020001800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Piaget, J. (1962).    Commentaires sur les remarques critiques de Vygotsky. Em B. Schnewly &amp; J.    P. Bronckart (Orgs.), <i>Vygotsky aujourd'hui</i> (pp.120-137). Neuch&acirc;tel/Paris:    Delachaux et Niestl&eacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473251&pid=S0104-1282201000020001800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Perret-Clermont,    A. - N. (1987). Rapport d'activit&eacute; du s&eacute;minaire de psychologie,    Universit&eacute; de Neuch&acirc;tel. <i>Cahiers de Psychologie,</i> 26, 43-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473253&pid=S0104-1282201000020001800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Piaget, J.    (1973). As opera&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas e a vida social. Em J. Piaget    (Org.), <i>Estudos sociol&oacute;gicos</i> (pp.164-193). Rio: Forense (Original    publicado em 1945).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473255&pid=S0104-1282201000020001800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Fraysse, J.    C. &amp; Desprels-Fraysse, A. (1987). Apprentissage et d&eacute;veloppement:    Une approche g&eacute;n&eacute;tique. <i>Enfance,</i> 40(3), 231-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473257&pid=S0104-1282201000020001800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Louren&ccedil;o,    Orlando e Machado, Armando. In Defense of Piaget's Theory: A Reply to 10 Common    Criticisms. Psychological Review, 1996. Vol. 103, No. I, 143-164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473259&pid=S0104-1282201000020001800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Louren&ccedil;o,    Orlando. Al&eacute;m de Piaget? Sim, mas primeiro al&eacute;m da sua interpreta&ccedil;&atilde;o    padr&atilde;o! An&aacute;lise Psicol&oacute;gica (1998), 4 (XVI): 521-552.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2473261&pid=S0104-1282201000020001800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbcdh/v20n2/seta.jpg" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b> <a href="mailto:abreu.luizcarlos@gmail.com">abreu.luizcarlos@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 02    de julho de 2010    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Modificado em 15 de julho de 2010    <br>   Aceito em 30 de julho de 2010</font></p>      ]]></body>
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