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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sandplay psicodramático - um jogo na interface do psicodrama com a psicologia analítica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Using a trans-disciplinary perspective, this paper starts from looking at psychodrama as an approach open to the creation of new strategies and techniques. It is a brief summary of a research that we developed on the technique which we coined as psychodramatic Sandplay. Inspired by the classical Sandplay technique of the Jungian approach, this is Sandplay that has been adapted to the theoretical and practical context of psychodrama, and further developed beyond the clinical focus for socio-educational work. Inspired by the classical Sandplay technique (developed by Jungian therapists), we have developed a psychodramatic working alternative, which can be applied for both psychotherapeutic and socio-educational purposes in individual work, group work as well as work with couples.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>SE&Ccedil;&Atilde;O LIVRE</b></font></p>     <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>   Free Section</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico &ndash; um jogo na interface do psicodrama com a psicologia anal&iacute;tica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Psychodramatic <i>Sandplay</i> &ndash; play at the interface of psychodrama and analytic psychology</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Cybele Maria Rabelo Ramalho<sup><a name="1"></a><a href="#1a">1</a></sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade  Federal de Sergipe</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#end2">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo parte de uma reflex&atilde;o do psicodrama como abordagem   aberta &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias e t&eacute;cnicas, numa vis&atilde;o transdisciplinar.   Apresentamos aqui um recorte resumido de uma pesquisa que   temos desenvolvido a respeito de uma t&eacute;cnica que denominamos de   <i><i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico</i>: este &eacute; um jogo desenvolvido na caixa de areia,   inspirado na t&eacute;cnica cl&aacute;ssica do <i><i>Sandplay</i></i> da abordagem junguiana, por&eacute;m   adaptado ao contexto te&oacute;rico e pr&aacute;tico do psicodrama e ampliado para o   foco socioeducacional, al&eacute;m do cl&iacute;nico. Inspirados na t&eacute;cnica cl&aacute;ssica do   <i><i>Sandplay</i></i> (desenvolvida pelos terapeutas junguianos), desenvolvemos, na   nossa experi&ecirc;ncia, uma alternativa de trabalho no psicodrama, tanto na   estrat&eacute;gia bipessoal quanto na grupal e com casais, nos focos psicoter&aacute;pico   e socioeducacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras chave:</b> Psicodrama, psicoterapia, psicologia anal&iacute;tica.</font></p> <hr noshade size="1">     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Using a trans-disciplinary perspective, this paper starts from looking at   psychodrama as an approach open to the creation of new strategies and   techniques. It is a brief summary of a research that we developed on the   technique which we coined as <i>psychodramatic <i>Sandplay</i>.</i> Inspired by the   classical <i>Sandplay</i> technique of the Jungian approach, this is <i><i>Sandplay</i></i> that   has been adapted to the theoretical and practical context of psychodrama,   and further developed beyond the clinical focus for socio-educational   work. Inspired by the classical <i>Sandplay</i> technique (developed by Jungian   therapists), we have developed a psychodramatic working alternative,   which can be applied for both psychotherapeutic and socio-educational   purposes in individual work, group work as well as work with couples.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b> Psychodrama, psychotherapy, analytic psychology.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Nos &uacute;ltimos dez anos, um grupo de psicodramatistas tem desenvolvido   experi&ecirc;ncias e pesquisas psicodram&aacute;ticas na caixa de areia, realizando   algumas aproxima&ccedil;&otilde;es ou pontes te&oacute;ricas e t&eacute;cnicas entre as abordagens   da psicologia anal&iacute;tica e do psicodrama (Ramalho: 2002; Ramalho: 2007;   Ramalho et al: 2010). Partem da premissa de que aproxima&ccedil;&otilde;es podem ser   feitas entre algumas t&eacute;cnicas desenvolvidas por C. G. Jung (1875-1961) e   por J. L. Moreno (1889-1974), em especial quando se trabalha com o enfoque   l&uacute;dico e criativo, caracterizando uma nova abordagem denominada   psicodrama junguiano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O psicodrama junguiano surgiu com um grupo de psicodramatistas e     analistas junguianos italianos (entre eles, Giulio Gasca, Maurizio Gasseau,     Wilma Scategni e Donatella Mondino), que come&ccedil;ou a utilizar a dramatiza&ccedil;&atilde;o     para trabalhar conte&uacute;dos on&iacute;ricos em psicoterapia de grupo. Da&iacute;,     este grupo passou a articular o psicodrama com a psicologia anal&iacute;tica,     combinando a riqueza do m&eacute;todo sociopsicodram&aacute;tico com elementos     da psicologia profunda. Foi se construindo uma abordagem aberta, que     focalizou os complexos e dificuldades emocionais, favorecendo a integra&ccedil;&atilde;o     entre os conceitos junguianos de inconsciente coletivo, arqu&eacute;tipos     (sombra, persona etc.) com os conceitos morenianos de tele e coinconsciente,     entre outros. Na Argentina, temos Carlos Maria Menegazzo e, em     Portugal, Manuela Maciel como pioneiros nesta linha, pesquisando as articula&ccedil;&otilde;es     poss&iacute;veis entre a teoria dos pap&eacute;is, a sociometria e a psicologia     anal&iacute;tica. Embora hoje, no Instituto Junguiano de Zurique, tamb&eacute;m se     pratique e se ensine o psicodrama junguiano, consideramos que o desenho     desta corrente ainda est&aacute; sendo constru&iacute;do. Atualmente, o psicodrama     junguiano tem se fortalecido principalmente na Europa e na Argentina     e, no Brasil, os primeiros livros publicados nesta dire&ccedil;&atilde;o s&atilde;o recentes (Maciel:     2000 e Ramalho: 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Moreno e Jung privilegiaram o trabalho expressivo com as imagens,       com a express&atilde;o art&iacute;stica, para o desenvolvimento das "sementes criativas"   do indiv&iacute;duo. Ent&atilde;o, este artigo se situa na interface destes dois te&oacute;ricos       que se debru&ccedil;aram na valoriza&ccedil;&atilde;o da criatividade. Apesar da aproxima&ccedil;&atilde;o       entre eles parecer aparentemente contradit&oacute;ria, na introdu&ccedil;&atilde;o do livro de       Maur&iacute;zio Gasseau e Giulio Gasca (1991, p.10), Zerca Moreno apresenta       o psicodrama junguiano como uma vertente poss&iacute;vel do psicodrama.       Ela afirma que, de algum modo, pode haver uma converg&ecirc;ncia entre C.       G. Jung e J. L. Moreno. E complementa: "<i>o psicodrama &eacute; a ess&ecirc;ncia do       sonho. E a esfera do sonho &eacute; aquela em que Jung e Moreno melhor se       encontram" </i>(op. cit, p. 9). Esta esfera &eacute; regida pela realidade suplementar,       que est&aacute; presente n&atilde;o apenas nos sonhos, mas tamb&eacute;m nos mitos, no <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico &ndash; um jogo na interface do psicodrama com a psicologia anal&iacute;tica <i>Sandplay</i>, nos contos de fada, etc. Esta esfera passa pela imagina&ccedil;&atilde;o livre,       que &eacute; a mola mestra do trabalho com a t&eacute;cnica que aqui apresentamos, o       <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O estudo do trabalho psicodram&aacute;tico com o <i>Sandplay</i> requer uma refer&ecirc;ncia         preliminar &agrave; t&eacute;cnica da imagina&ccedil;&atilde;o ativa. Historicamente, temos         j&aacute; na literatura psicodram&aacute;tica o exemplo do psicodrama interno, t&eacute;cnica         psicodram&aacute;tica desenvolvida por Fonseca e Dias, que recebeu a influ&ecirc;ncia         da t&eacute;cnica da imagina&ccedil;&atilde;o ativa, de C. G. Jung, entre outras.         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jung desenvolveu a t&eacute;cnica da imagina&ccedil;&atilde;o ativa, que toma como ponto           de partida uma imagem de sonho ou de fantasia, em seguida solicita           que o cliente desenvolva livremente o tema trazido pela imagem, utilizando           n&atilde;o somente a palavra (o di&aacute;logo, o confronto com a imagem),           mas a dramatiza&ccedil;&atilde;o, a dan&ccedil;a, a escrita (inventar uma est&oacute;ria), a pintura,           a cria&ccedil;&atilde;o de uma cena ou ritual, a modelagem etc. Assim, ele instala, &agrave;   semelhan&ccedil;a de J. L. Moreno, com o psicodrama, a conjuga&ccedil;&atilde;o da imagem           com a a&ccedil;&atilde;o, promovendo o desdobramento do processo inconsciente (Silveira:           1997).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O objetivo da t&eacute;cnica da imagina&ccedil;&atilde;o ativa, desenvolvida por Jung, &eacute; o di&aacute;logo           ou confronta&ccedil;&atilde;o com imagens inconscientes, para que estas possam           ser compreendidas e se alcancem seus m&uacute;ltiplos sentidos, sejam eles no           n&iacute;vel do inconsciente pessoal ou do coletivo, devendo, assim, estabelecer-se           uma comunica&ccedil;&atilde;o inicial em n&iacute;vel n&atilde;o-verbal (Silveira: 1981, p. 102).           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Citamos o trabalho de Jung, com a imagina&ccedil;&atilde;o ativa, porque o <i>Sandplay</i>,             por sua vez, &eacute; um exemplo de trabalho espec&iacute;fico com a imagina&ccedil;&atilde;o             ativa, pois, tamb&eacute;m parte do princ&iacute;pio b&aacute;sico de que a express&atilde;o pl&aacute;stica             e criativa em geral &eacute; um eficaz e importante recurso terap&ecirc;utico.             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O uso de ferramentas como brinquedos ou bonecos para a dramatiza&ccedil;&atilde;o               n&atilde;o &eacute; novo no psicodrama, como &eacute; exemplo o trabalho de Arthur               Kaufman, do final dos anos 1970. Mais recentemente, temos a contribiui&ccedil;&atilde;o               de Maria Cezira Fantini Nogueira-Martins (2006), utilizando o psicodrama               na caixa de areia, por&eacute;m, sem o uso de miniaturas, com objetos               geom&eacute;tricos e sem forma definida. O psicodrama junguiano, por sua vez,               est&aacute; estruturando de modo diferenciado esta ferramenta da caixa de areia               no psicodrama, enriquecendo-a com uma articula&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Nogueira-Martins, a caixa de areia como recurso t&eacute;cnico coadjuvante                 oferece, ao mesmo tempo, "<i>uma conten&ccedil;&atilde;o espacial e uma                 posibilidade de express&atilde;o pl&aacute;stica</i>" ao psicodrama (p. 79). No entanto,                 sabemos que o psicodrama, ao trabalhar com a constru&ccedil;&atilde;o criativa de                 imagens que possibilitam a realiza&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, atrav&eacute;s da dramatiza&ccedil;&atilde;o                 de cenas, permite-nos investigar novos caminhos e contextos t&eacute;cnicos, um                 deles podendo ser o contexto da caixa de areia, pois acreditamos, como                 Milene F&eacute;o (2007, p.14), que "<i>a maior fun&ccedil;&atilde;o do contexto dram&aacute;tico &eacute; a                 de produzir m&uacute;ltiplas zonas de sentidos e possibilidades de experimenta&ccedil;&atilde;o                 da vida"</i>.                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enfim, Moreno e Jung, cada um atrav&eacute;s do desenvolvimento de teorias                   e metodologias pr&oacute;prias, talvez complementares, se aproximam de uma                   forma de pensar a complexidade dos fen&ocirc;menos da natureza e do humano. Moreno, centrado nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, e Jung, nas rela&ccedil;&otilde;es do                   homem consigo mesmo, ambos sem perder de vista suas rela&ccedil;&otilde;es mais                   amplas e transcendentes, priorizando o trabalho com a imagina&ccedil;&atilde;o criativa.                   Com isto, justificamos a dire&ccedil;&atilde;o desta pesquisa com o <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico,                   uma estrat&eacute;gia de trabalho que integra um pensar complexo e                   multidisciplinar, entre a obra psicodram&aacute;tica de J. L. Moreno e a obra da                   psicologia anal&iacute;tica de Jung, estabelecendo uma ponte entre eles.                   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Desenvolvimento </b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A terapia na caixa de areia (ou <i>Sandplay</i> ) &eacute; uma forma metodol&oacute;gica de                         psicoterapia desenvolvida inicialmente pelos analistas junguianos, como                         uma forma de terapia n&atilde;o-verbal, vivencial, n&atilde;o racional, que atinge um                         n&iacute;vel mais profundo da psique. O jogo de areia foi idealizado por Margareth                         Lowenfeld em 1929, quando criou a <i>Word Technique</i>, introduzindo                         o brinquedo na rela&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica com crian&ccedil;as. A analista junguiana su&iacute;&ccedil;a                         Dora Kalf, em 1956, aperfei&ccedil;oa a t&eacute;cnica de Lowenfeld e publica o livro                         Caixa de areia: uma abordagem psicoterap&ecirc;utica da psique. A sua t&eacute;cnica                         permite uma regress&atilde;o criativa e facilita o processo de crescimento                         psicol&oacute;gico, atrav&eacute;s da express&atilde;o tang&iacute;vel, concreta e tridimensional dos                         conte&uacute;dos inconscientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Assim, para os junguianos, o <i>Sandplay</i> permite o fazer simb&oacute;lico da                           psique, constituindo-se num m&eacute;todo psicoter&aacute;pico do n&iacute;vel pr&eacute;-verbal,                           pois as cenas representadas no cen&aacute;rio da caixa s&atilde;o consideradas "fotografias                           do inconsciente", naquele momento espec&iacute;fico. Ou seja, nas                           imagens constru&iacute;das na caixa, o interior e o exterior, de algum modo, se                           conectam, levando a uma amplia&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia, a partir do confronto                           com os processos inconscientes (Kalf: 1980; Weinrib: 1993; Ammann:                           2002; Franco: 2003).                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O <i>Sandplay</i> caracteriza-se por ser um jogo sem regras, que se utiliza                             dos seguintes recursos materiais:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 1) uma ou duas caixas retangulares (uma com areia seca, outra com                               areia molhada), nas dimens&otilde;es de 72 cm x 50 cm x 7,5 cm. A caixa &eacute; cheia                               de areia clara, com um fundo azul escuro (para imitar mar, rio) e as bordas                               no tom azul claro (para imitar o horizonte);                             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2) miniaturas variadas expostas numa estante, que representem o                               mundo real e o fant&aacute;stico. Quanto maior o n&uacute;mero de miniaturas &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o                               nas prateleiras, melhor. Devem-se incluir animais, vegetais, formas                               humanas diversas, figuras mitol&oacute;gicas, de contos de fada, objetos (dos                               mais simples aos mais simb&oacute;licos) etc.                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para aplicar a t&eacute;cnica, nenhuma instru&ccedil;&atilde;o rigorosa &eacute; dada. A caixa s&oacute;   deve ser oferecida ap&oacute;s uma vincula&ccedil;&atilde;o oferecida com o terapeuta, de                                 ter se desenvolvido um v&iacute;nculo t&eacute;lico maior, n&atilde;o se recomendando nas                                 primeiras sess&otilde;es. Ao propor iniciar o trabalho na caixa, o terapeuta deve                                 intervir, dizendo ao seu cliente que se sinta livre para escolher, aleatoriamente,                                 as miniaturas expostas que mais o atra&iacute;rem. Solicitar que use sua                                 imagina&ccedil;&atilde;o para criar um cen&aacute;rio, que n&atilde;o pense nem racionalize muito                                 no ato da escolha. No final do cen&aacute;rio conclu&iacute;do, o terapeuta deve questionar: -"<i>Voc&ecirc; quer falar alguma coisa? Quer dar um t&iacute;tulo a este cen&aacute;rio?                                 Quer criar uma est&oacute;ria com ele?"</i> (Ramalho: 2010, p. 62). Ap&oacute;s o t&eacute;rmino                                 da sess&atilde;o, &eacute; recomend&aacute;vel fotografar o cen&aacute;rio para mostrar ao cliente                                 seu processo evolutivo, no decorrer do processo psicoter&aacute;pico.                                 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As m&uacute;ltiplas miniaturas, propostas por Kalff (1980), nos s&atilde;o &uacute;teis para                                   uma compreens&atilde;o simb&oacute;lica na abordagem junguiana, e, tamb&eacute;m, servem                                   para compor uma produ&ccedil;&atilde;o pl&aacute;stica criativa. Estas, e a pr&oacute;pria caixa,                                   substituem em algum grau a pessoa do terapeuta, e funcionam, segundo                                   Nogueira-Martins (2006), como objetos transicionais. Citando o conceito                                   de Winnicott (1975), a autora enfatiza que a caixa de areia atua numa                                   zona intermedi&aacute;ria entre a realidade interna e externa, na qual se realizam                                   o jogo e o brincar, por&eacute;m, pode ser favorecedora da espontaneidade e                                   criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ao utilizarmos nossa adapta&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica junguiana para a abordagem                                     psiocodram&aacute;tica, seguimos as instru&ccedil;&otilde;es originais da t&eacute;cnica cl&aacute;ssica,                                     mas, ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o da est&oacute;ria, prop&otilde;e-se ao cliente que dramatize a cena                                     por ele criada, colocando-se inicialmente no papel de cada elemento escolhido                                     e falando em nome dele, no "como se", sendo pelo terapeuta entrevistado.                                     Em seguida, solicita-se que inverta os pap&eacute;is e, da&iacute; por diante,                                     podem-se utilizar as t&eacute;cnicas b&aacute;sicas do psicodrama, por exemplo: utilizar                                     o duplo, solicitar solil&oacute;quios, pedir que movimente as pe&ccedil;as como desejar,                                     promover confrontos entre as miniaturas etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Quando modificamos a t&eacute;cnica cl&aacute;ssica junguiana e a adaptamos ao                                       psicodrama, possibilitamos ao cliente utilizar-se da sua espontaneidadecriatividade,                                       criar aquilo que desejar na caixa de areia. Por exemplo: um                                       cen&aacute;rio qualquer, uma paisagem, passagens de sonhos, uma cena que                                       represente como ele se sente num determinado momento da sua vida, em                                       determinado v&iacute;nculo, um projeto de vida, um estado emocional etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Consideramos o <i>Sandplay</i> uma esp&eacute;cie de "imagina&ccedil;&atilde;o ativa concreta",                                         que tamb&eacute;m permite o acesso a uma realidade suplementar. Mas, ao utilizarmos                                         o que denominamos de <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico (para diferenci&aacute;lo                                         do <i>Sandplay</i> junguiano), a &ecirc;nfase para n&oacute;s &eacute; a busca da dramaticidade,                                         do conflito ou do tema protag&ocirc;nico a ser trabalhado na sess&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Partimos do princ&iacute;pio de que se compreende melhor uma a&ccedil;&atilde;o se ela for                                           dramatizada, vivenciada, de prefer&ecirc;ncia com efeito cat&aacute;rtico integrador,                                           pois isto facilita o processo de "objetiva&ccedil;&atilde;o do subjetivo", e a passagem                                           do imagin&aacute;rio ao simb&oacute;lico. As cenas da caixa de areia ou do <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico poder&atilde;o ser desdobradas, recriadas e transformadas em                                           novas cenas, a partir do desenrolar do <i>role playing </i>ou do jogo dram&aacute;tico.                                           Pois, como afirmamos, o cliente vai sendo entrevistado no papel de cada                                           elemento da caixa, de cada personagem, assumindo os diferentes pap&eacute;is                                           dos elementos/personagens expostos no seu cen&aacute;rio, al&eacute;m de desenvolver                                           di&aacute;logos, confrontos, movimentos, criando novas cenas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Como j&aacute; citamos, J. L. Moreno enfatizou o trabalho no plano do "como                                             se (realidade suplementar). Ao experienciar este "<i>plus de realidade</i>" no <i>Sandplay</i>, o cliente pode vivenciar seus mitos pessoais e coletivos, sonhos,                                             del&iacute;rios e fantasias. Usando uma linguagem junguiana, podem emergir tamb&eacute;m elementos da sombra ou da persona, complexos afetivos, ativa&ccedil;&otilde;es                                             arquet&iacute;picas etc. Diante da riqueza de possibilidades, para a aplica&ccedil;&atilde;o                                             das t&eacute;cnicas psicodram&aacute;ticas no cen&aacute;rio da caixa de areia, o terapeuta                                             deve ser guiado pela sua intui&ccedil;&atilde;o, pelo seu feeling, empatia e percep&ccedil;&atilde;o                                             t&eacute;lica. O resultado do trabalho dram&aacute;tico ser&aacute; sempre uma cocria&ccedil;&atilde;o,                                             com a participa&ccedil;&atilde;o ativa do cliente, mas com a aceita&ccedil;&atilde;o e cumplicidade                                             do seu terapeuta, que contribui com a sua espontaneidade-criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Afirmamos que trabalhar com <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico implica trabalhar                                               basicamente com a imagina&ccedil;&atilde;o. Carlos Calvente (2006) nos afirma                                               que a espontaneidade moreniana &eacute; uma forma particular da imagina&ccedil;&atilde;o.                                               Ele defende que o conceito de espontaneidade de J. L. Moreno pode se                                               fundar na no&ccedil;&atilde;o de imagina&ccedil;&atilde;o, como sendo ela este algo anterior, que                                               predisp&otilde;e o indiv&iacute;duo para uma a&ccedil;&atilde;o criadora (anterior &agrave; emo&ccedil;&atilde;o, ao ato,   &agrave; intelig&ecirc;ncia, &agrave; libido, ao pensamento etc.). Moreno afirmava que nada                                               ps&iacute;quico poderia existir anterior &agrave; espontaneidade. J&aacute; Calvente defende                                               que este algo &eacute; a imagina&ccedil;&atilde;o, um espa&ccedil;o transicional onde se geram a                                               subjetividade e os v&iacute;nculos.                                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Ramalho (2010, p. 65) "<i>com o jogo do Sandplay psicodram&aacute;tico,                                                 buscamos ativar e aquecer um grupo ou indiv&iacute;duo para despertar                                                 a sua imagina&ccedil;&atilde;o ou sua fantasia. Para escolher e/ou criar personagens                                                 e suas hist&oacute;rias</i>". Assim, ao criar um personagem, um enredo e uma                                                 trama no contexto psicoter&aacute;pico da caixa de areia, que funciona como                                                 um pequeno palco, sabemos que este personagem ser&aacute; um dos produtos                                                 da imagina&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, da espontaneidade criadora.   "<i>Um personagem que estar&aacute; presente nas nossas rela&ccedil;&otilde;es, pr&oacute;ximo dos                                                 pap&eacute;is atrav&eacute;s dos quais nos vinculamos, que nasce de nossas identifica&ccedil;&otilde;es                                                 e que vai transitar entre a fantasia, a imagina&ccedil;&atilde;o e a realidade</i>" (op. cit. p. 66).                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o <i>Sandplay</i> poderemos observar o desenrolar dos produtos da                                               cria&ccedil;&atilde;o e, ao dramatizar os personagens na caixa de areia, podem aparecer                                                   personagens internos que buscam uma revela&ccedil;&atilde;o. Estes, uma vez                                                   revelados na a&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica, podem ser representa&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas de                                                   personagens internos que poderiam corresponder aos complexos, mitos                                                   pessoais etc. Sabemos que os complexos, por sua vez, t&ecirc;m como fun&ccedil;&atilde;o                                                   organizar impulsos, fantasias fragmentadas e recorda&ccedil;&otilde;es reprimidas.                                                   Ent&atilde;o, atrav&eacute;s dos personagens que emergem no <i>Sandplay</i>, complexos                                                   podem ser personificados, adquirindo uma forma concreta, mais objetiva.                                                   Ao se expressarem, pode-se dialogar com estes personagens e revelar a                                                   intencionalidade dos complexos envolvidos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Como e onde poder&aacute; ser utilizado o <i>Sandplay</i> na abordagem psicodram&aacute;tica?                                                     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizamos o <i>Sandplay</i> n&atilde;o somente no psicodrama bipessoal, mas                                                       tamb&eacute;m na psicoterapia de grupo psicodram&aacute;tica, como um jogo dram&aacute;tico                                                       que poder&aacute; ser &uacute;til n&atilde;o s&oacute; para pesquisar conte&uacute;dos novos, como                                                       para trabalhar as quest&otilde;es j&aacute; emergentes do grupo. Uma das estrat&eacute;gias                                                       que utilizamos &eacute; quando &eacute; dada a &ecirc;nfase &agrave; din&acirc;mica do grupo como um                                                       todo, colocando a caixa de areia no centro da sala, como se fosse um palco, solicitando que o grupo monte um cen&aacute;rio, conjuntamente. Cada                                                       um escolhe suas miniaturas e as coloca na caixa, um de cada vez, sendo                                                       observado pelos demais, que complementam a imagem. Depois, constroem                                                       coletivamente uma est&oacute;ria. Ao iniciar a dramatiza&ccedil;&atilde;o, &eacute; permitido                                                       que cada participante use qualquer personagem ou elemento do cen&aacute;rio                                                       para representar e assumir o papel e prosseguir na dramatiza&ccedil;&atilde;o. O participante                                                       que atua poder&aacute; ser entrevistado pelo terapeuta, que far&aacute; uso                                                       das t&eacute;cnicas b&aacute;sicas, enquanto a a&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica se desenvolve e o tema                                                       protag&ocirc;nico vai se elucidando. Ap&oacute;s o grupo construir coletivamente a                                                       est&oacute;ria (cada um relata um peda&ccedil;o da mesma, em c&iacute;rculo) e dramatizar o                                                       que for necess&aacute;rio, busca-se entrar em consenso quanto ao seu t&iacute;tulo (o                                                       que nem sempre &eacute; poss&iacute;vel). Segue-se, ap&oacute;s o consenso de que a dramatiza&ccedil;&atilde;o                                                       pode chegar a um final definido pelo grupo, a etapa do compartilhar                                                       de sentimentos (Ramalho: 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A segunda estrat&eacute;gia grupal que utilizamos &eacute; quando &eacute; dada a &ecirc;nfase                                                         aos subgrupos (quando o grupo &eacute; grande) e pedimos a cada um deles                                                         montar uma cena com miniaturas. Em seguida, cada subgrupo cria sua                                                         est&oacute;ria e a encena (dramatiza), ou no cen&aacute;rio do <i>Sandplay</i> ou, at&eacute; mesmo,                                                         em cena aberta, como preferir. Neste caso, o <i>Sandplay</i> &eacute; usado no contexto                                                         do psicodrama como uma t&eacute;cnica de aquecimento para o trabalho                                                         psicodram&aacute;tico posterior.                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Adotamos o <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico em tr&ecirc;s contextos: 1) no contexto                                                           do psicodrama bipessoal, quando a &ecirc;nfase &eacute; dada a um indiv&iacute;duo, &agrave;s                                                           suas rela&ccedil;&otilde;es consigo e com as figuras do seu mundo, &agrave; sua sociometria                                                           grupal interna; 2) no contexto da psicoterapia psicodram&aacute;tica do grupo,                                                           quando a &ecirc;nfase &eacute; dada ao grupo como um todo e &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es interpessoais                                                           presentes; 3) no contexto socioeducacional, quando a &ecirc;nfase &eacute; dada                                                           ao grupo social em quest&atilde;o, sendo muito utilizado em supervis&otilde;es cl&iacute;nicas;                                                           4) no contexto da rela&ccedil;&atilde;o conjugal, na terapia de base psicodram&aacute;tica                                                           com casais.                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observamos, como resultado das nossas experi&ecirc;ncias, que o jogo na                                                             caixa de areia, ou <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico, por ser um jogo livre em circunst&acirc;ncias                                                             seguras, favorece o aparecimento de conte&uacute;dos emocionais                                                             conflitantes. Isto &eacute; o que realmente se espera de um jogo psicodram&aacute;tico.                                                             Por outro lado, a forma como o cliente se relaciona com a cole&ccedil;&atilde;o de                                                             miniaturas do terapeuta denuncia muito da transfer&ecirc;ncia e da percep&ccedil;&atilde;o                                                             t&eacute;lica presente no v&iacute;nculo. Todo elogio e toda cr&iacute;tica que o cliente faz &agrave;s                                                             miniaturas pode revelar tra&ccedil;os t&eacute;licos ou transferenciais. A cena feita &eacute; um                                                             terceiro elemento, fruto da rela&ccedil;&atilde;o terapeuta-cliente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As primeiras cenas criadas espontaneamente na caixa indicam onde as                                                               energias e os conflitos est&atilde;o focados e auxiliam no levantamento de hip&oacute;teses                                                               diagn&oacute;sticas. Observamos tamb&eacute;m que, na s&eacute;rie de cenas, detectam-                                                               se alguns aspectos que precisam ser vistos na parte verbal da terapia                                                               e nas demais dramatiza&ccedil;&otilde;es, em cena aberta. Ao trabalhar com areia, ao                                                               brincar na caixa, possibilitamos uma leve regress&atilde;o criativa, que por si s&oacute;   pode facilitar o processo, n&atilde;o priorizando a raz&atilde;o ou a interpreta&ccedil;&atilde;o intelectual                                                               dos cen&aacute;rios. O terapeuta deve pesquisar, juntamente com o seu cliente, as fontes de for&ccedil;a ou de ajuda que existem na cena projetada. Em                                                               geral, os t&iacute;tulos dados a estas primeiras cenas s&atilde;o, por exemplo, &quot;<i>Quem                                                               sou eu?&quot;, &quot;A minha vida hoje", &quot;Meus questionamentos"</i>, ou nomea&ccedil;&otilde;es                                                               simb&oacute;licas autorreferentes (Ramalho: 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Utilizamos, como sujeitos da nossa pesquisa (op.cit.), uma grande                                                                 variedade de clientes e observamos que a t&eacute;cnica &eacute; mais indicada para                                                                 pacientes considerados &quot;norm&oacute;ticos&quot;, e que se deve evitar trabalhar com                                                                 lim&iacute;trofes ou psic&oacute;ticos. &Eacute; uma t&eacute;cnica muito indicada para crian&ccedil;as, adolescentes                                                                 e adultos que apresentam disfun&ccedil;&otilde;es simples, conflitos existenciais,                                                                 depress&otilde;es etc.                                                                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado, como afirmam os junguianos (Weinrib: 1993; Franco:                                                                   2003), observamos que os s&iacute;mbolos constelados e representados na caixa                                                                   t&ecirc;m uma fun&ccedil;&atilde;o curativa natural, agindo como ponte para reconciliar os                                                                   opostos envolvidos no drama apresentado. Concordamos com os junguianos                                                                   que esta &eacute; uma tentativa de levar a energia ps&iacute;quica regressiva para um ato                                                                   criativo, mostrando os caminhos para o encaminhamento dos conflitos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Observamos que o clima de aplica&ccedil;&atilde;o do jogo deve ser de aceita&ccedil;&atilde;o                                                                     incondicional, sem confronto ou intelectualiza&ccedil;&atilde;o. A meta &eacute; fornecer um                                                                     espa&ccedil;o para a espontaneidade - criatividade poder fluir, um palco em miniatura                                                                     acolhedor, relaxado, materno, uma esp&eacute;cie de "&uacute;tero psicol&oacute;gico".                                                                     A &ecirc;nfase na experi&ecirc;ncia (em vez do pensamento), com paci&ecirc;ncia e                                                                     cuidado, al&eacute;m da representa&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica concreta do mundo interior,                                                                     da imagina&ccedil;&atilde;o ativa em a&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica, pode converter a fantasia numa                                                                     realidade tridimensional, suplementar.                                                                     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na nossa experi&ecirc;ncia, o <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico tem despertado o                                                                       interesse de grupos terap&ecirc;uticos, por possibilitar a emerg&ecirc;ncia de conflitos                                                                       pessoais e interpessoais, revelar tramas e quest&otilde;es de subgrupos,                                                                       quest&otilde;es que permeiam o coinconsciente grupal. Tem sido uma t&eacute;cnica                                                                       bastante solicitada espontaneamente pelos pacientes, que afirmam sentir,                                                                       inclusive, "saudade" dos cen&aacute;rios, ou do simples fazer cen&aacute;rios e criar                                                                       est&oacute;rias como forma de aquecimento no in&iacute;cio da sess&atilde;o, como forma de                                                                       avaliar o tratamento, de mobilizar novos conte&uacute;dos, enfim, como excelente                                                                       recurso auxiliar.                                                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No foco socioeducativo, utilizamos esta estrat&eacute;gia de trabalho para                                                                         trabalhar a supervis&atilde;o de alunos da forma&ccedil;&atilde;o em psicodrama. Nestes casos,                                                                         o objetivo &eacute; trabalhar o papel de terapeutas, aquecendo para que                                                                         este entre no papel de seu cliente, e desenvolvendo na caixa um cen&aacute;rio                                                                         que este (seu cliente) poderia desenvolver. Assim, podemos analisar como                                                                         o supervisionando internalizou as imagens internas do seu cliente, verificar                                                                         melhores estrat&eacute;gias de trabalho, fatores t&eacute;licos e transferenciais,                                                                         impedimentos, defesas etc.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Outro caminho utilizado &eacute; a inser&ccedil;&atilde;o deste jogo no sociodrama institucional                                                                           ou aplicado &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es. Por exemplo, numa escola, os professores                                                                           desenvolvem cen&aacute;rios em grupo, focalizados nas quest&otilde;es do seu                                                                           grupo de trabalho. Estas experi&ecirc;ncias favorecem a emerg&ecirc;ncia do coconsciente                                                                           e do coinconsciente grupal, assim como a emerg&ecirc;ncia de temas                                                                           protag&ocirc;nicos a serem trabalhados coletivamente, em n&iacute;vel institucional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O jogo na caixa de areia na modalidade psicodram&aacute;tica tamb&eacute;m &eacute;   aplicado no contexto da psicoterapia com casais. Como instru&ccedil;&atilde;o inicial,                                                                             propomos que o casal construa (juntos ou em separado) um cen&aacute;rio representando                                                                             a sua rela&ccedil;&atilde;o. Quando os cen&aacute;rios s&atilde;o feitos em separado,                                                                             cada um pode dar um t&iacute;tulo ao seu cen&aacute;rio, contar uma est&oacute;ria, dramatizar                                                                             e, em seguida, procede-se ao compartilhamento de percep&ccedil;&otilde;es                                                                             m&uacute;tuas e sentimentos. Quando o cen&aacute;rio &eacute; constru&iacute;do conjuntamente, a                                                                             est&oacute;ria e o t&iacute;tulo tamb&eacute;m o s&atilde;o. Analisando qualitativamente os resultados                                                                             de cada casal em atendimento, observamos que o revelar simult&acirc;neo                                                                             de certas imagens internas pode possibilitar ao casal uma percep&ccedil;&atilde;o nova                                                                             e diferente do relacionamento, em que aparecem elementos significativos                                                                             que ser&atilde;o temas emergentes durante o processo terap&ecirc;utico em curso.                                                                             Al&eacute;m de que, ao concretizar a din&acirc;mica do casal, pode ser um valioso                                                                             instrumento explorat&oacute;rio.                                                                             </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os psicodramatistas contempor&acirc;neos ousam n&atilde;o apenas reproduzir as                                                                                   t&eacute;cnicas ou estrat&eacute;gias j&aacute; existentes, mas tentam criar novas, na interface                                                                                   com outras abordagens, que trabalhem no sentido de desenvolvimento                                                                                   do homem espont&acirc;neo-criativo. Vemos neste artigo o exemplo do jogo                                                                                   do <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico, visando trabalhar com o conte&uacute;do da imagina&ccedil;&atilde;o                                                                                   e com o inusitado das imagens inconscientes, para al&eacute;m das perspectivas                                                                                   l&oacute;gico-racionais.                                                                                   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conclu&iacute;mos que a t&eacute;cnica do <i>Sandplay</i> pode ser uma excelente                                                                                     auxiliar no processo psicodram&aacute;tico. Ela pode ser um jogo dram&aacute;tico                                                                                     que encerra muitas vantagens, especialmente para o psicodramatista                                                                                     ou o cliente que apresenta dificuldades com a dramatiza&ccedil;&atilde;o                                                                                     em cena aberta, que prefere n&atilde;o se movimentar muito ou                                                                                     est&aacute; impossibilitado para tal. A t&eacute;cnica mant&eacute;m, at&eacute; certo ponto,                                                                                     as possibilidades da a&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica, embora n&atilde;o envolva o corpo                                                                                     do paciente, esta sendo a sua maior desvantagem; por outro lado,                                                                                     oferece novas possibilidades de jogar com as imagens, mais amplas,                                                                                     ricas e tridimensionais, principalmente se o n&uacute;mero de miniaturas                                                                                     dispon&iacute;veis nas prateleiras do consult&oacute;rio do terapeuta for grande e                                                                                     variado, facilitando a express&atilde;o simb&oacute;lica. Isto suscita um n&uacute;mero                                                                                     maior de associa&ccedil;&otilde;es e alternativas, despertando a intui&ccedil;&atilde;o conjunta                                                                                     entre terapeuta e cliente.                                                                                     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste sentido, acreditamos que o <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico ultrapasse                                                                                       o valor do desenho, pois supera a dificuldade do saber desenhar; &eacute; um                                                                                       recurso pl&aacute;stico, cenogr&aacute;fico, escultural. As miniaturas funcionam tamb&eacute;m                                                                                       como excelentes egos auxiliares no psicodrama bipessoal, ou objetos                                                                                       intermedi&aacute;rios.                                                                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos trabalhos grupais, tanto no foco psicoter&aacute;pico quanto no socioeducacional,                                                                                         observamos que favorece a emerg&ecirc;ncia das quest&otilde;es coinconscientes                                                                                         que atravessam as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e institucionais,                                                                                         muitas vezes revelando tamb&eacute;m a constela&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es arquet&iacute;picas                                                                                         e sincr&ocirc;nicas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aplicando o <i>Sandplay</i> no psicodrama, utilizando a interface com a psicologia                                                                                           anal&iacute;tica, mantemos a postura psicodram&aacute;tica e seus conceitos                                                                                           te&oacute;rico-t&eacute;cnicos b&aacute;sicos, que incluem o desenvolvimento da espontaneidade,                                                                                           da tele, a promo&ccedil;&atilde;o do l&uacute;dico, o privil&eacute;gio ao jogo no "como se"   visando ao encontro existencial, sem perder o contato com a perspectiva   de seus v&iacute;nculos sociais e o desenvolvimento de seus diversos pap&eacute;is, nos                                                                                           diferentes contextos. Enfim, J. L. Moreno criou t&eacute;cnicas terap&ecirc;uticas inovadoras,                                                                                           todas elas vinculadas &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o e ao desencadeamento da                                                                                           espontaneidade-criatividade, e nos deixou o legado de continuar a sua                                                                                           obra, recriando-a atrav&eacute;s do desenvolvimento de novos caminhos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Referencias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">AMMANN, R. <b>A terapia do jogo de areia - imagens que curam a alma e desenvolvem a personalidade</b>. S&atilde;o Paulo: Paulus, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599038&pid=S0104-5393201000020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> CALVENTE, C. Revisitando la teoria de roles: lugar del personaje. In: <b>Revista     Brasileira de Psicodrama</b>, vol. 14, n&uacute;mero 2, S&atilde;o Paulo: Febrap,   2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599040&pid=S0104-5393201000020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> F&Eacute;O, M. A constru&ccedil;&atilde;o de personagem no psicodrama. In: <b>Revista Brasileira       de Psicodrama</b>, vol. 15, n&uacute;mero 2, S&atilde;o Paulo: Febrap, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599042&pid=S0104-5393201000020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->     </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FONSECA FILHO, J. de S.<b> Psicodrama da loucura - correla&ccedil;&otilde;es entre Buber       e Moreno</b>. S&atilde;o Paulo: &Aacute;gora, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599044&pid=S0104-5393201000020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> FRANCO, A. <b>O jogo de areia</b>: uma interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. S&atilde;o Paulo: s.n.,           2003. &ndash; 252 pp. Disserta&ccedil;&atilde;o (mestrado) &ndash; Instituto de Psicologia da Universidade           de S&atilde;o Paulo. Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica. Orientadora:         Elizabeth Batista Pinto Wiese.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> GASSEAU, M. e GASCA, G. <b>Lo psicodrama junghiano</b>. Torino: Bollati Boringhieri,             1991, p.10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599047&pid=S0104-5393201000020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->           </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">KALFF, D. <i><b>Sandplay</b></i>: A psychotherapeutic approach to the psyche. Santa               M&ocirc;nica: Sigo Press, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599049&pid=S0104-5393201000020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->             </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MACIEL, C.<b> Mitodrama</b>. S&atilde;o Paulo, &Aacute;gora: 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599051&pid=S0104-5393201000020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->               </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MORENO, J. L. <b>Psicodrama</b>. S&atilde;o Paulo, Cultrix: 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599053&pid=S0104-5393201000020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                 </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NOGUEIRA-MARTINS, M. C. F. Caixa de areia como recurso coadjuvante                     em psicoterapia psicodram&aacute;tica bipessoal. In: <b>Revista Brasileira de Psicodrama</b>,                     vol. 14, n&uacute;mero 2, S&atilde;o Paulo: Febrap, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599055&pid=S0104-5393201000020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RAMALHO, C. <b>Aproxima&ccedil;&otilde;es entre Jung e Moreno</b>. S&atilde;o Paulo: &Aacute;gora,                     2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599057&pid=S0104-5393201000020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______.<b> <i>Sandplay</i> psicodram&aacute;tico</b>: o psicodrama aplicado &agrave; caixa de areia.                         In: Cadernos de Psicologia, Aracaju: Editora da UFS, vol. IX, fasc. 2,                       2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599059&pid=S0104-5393201000020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______ (org.). <b>Psicodrama e psicologia anal&iacute;tica &ndash; construindo pontes</b>.                           S&atilde;o Paulo: Iglu, 2010.                         </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SILVEIRA, Nise. <b>Imagens do Inconsciente</b>. Rio de Janeiro: Alhambra,                           1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599062&pid=S0104-5393201000020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> ______. <b>Jung:</b> vida e obra. 17&ordf;. edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599064&pid=S0104-5393201000020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> WINNICOTT, D.W. <b>O brincar e a realidade.</b> Rio de Janeiro: Imago, 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599066&pid=S0104-5393201000020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->                             </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">WEINRIB, E. <b>Imagens do Self</b>: o processo terap&ecirc;utico na caixa de areia.                               S&atilde;o Paulo: Cultrix, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4599068&pid=S0104-5393201000020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end2"></a><a href="#end"><img src="/img/revistas/psicodrama/v18n2/seta.gif" border="0"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b></a> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">        <br> Pra&ccedil;a da Bandeira, 465, Ed. Clinical Center, sala 407 - Centro     <br> CEP 49010-470, Aracaju - SE     <br> e-mail: <a href="mailto: rabelo.ramalho@hotmail.com">rabelo.ramalho@hotmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="1a" id="1a"></a><a href="#1">1</a> </sup>Psic&oacute;loga cl&iacute;nica, psicodramatista didata   e supervisora nos focos psicoter&aacute;pico e socioeducacional pela Febrap, diretora   da Profint, especialista em psicoterapia   anal&iacute;tica, professora da Universidade   Federal de Sergipe    <br>    </font></p>      ]]></body>
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