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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESENHAS</b></font></p>     <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>   Book Reviews</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Grupos e interven&ccedil;&atilde;o em conflitos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Groups and Interventions for Conflicts</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Anna Maria Knobel<sup><a name="a"></a></sup><sup><a href="#b">*</a></sup></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Departamento de Psicodrama do Instituto Sedes Sapientiae</font></p>     <p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="end"></a><a href="#end2">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>MARIA DA PENHA NERY    <br> &Aacute;GORA, 2010 </b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Penso que a melhor forma de introduzir este livro &eacute; consider&aacute;-lo um     percurso que vai da utopia socion&ocirc;mica moreniana &agrave; interven&ccedil;&atilde;o sociodram&aacute;tica     engajada e politicamente comprometida da autora, em uma     praxis que n&atilde;o se pensa ou age conforme a l&oacute;gica da pol&iacute;tica partid&aacute;ria,     mas sim de uma outra, a que cuida da <i>polis</i>, de seus cidad&atilde;os e, principalmente,     das rela&ccedil;&otilde;es assim&eacute;tricas de poder. Trajeto revolucion&aacute;rio, que     visa ao desenvolvimento da solidariedade e da autonomia, s&oacute; poss&iacute;veis a     partir de interc&acirc;mbios relacionais &eacute;ticos e capazes de potencializar cada     participante do v&iacute;nculo.     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para percorrer este ambicioso projeto, Penha Nery apresenta-nos uma       vers&atilde;o coloquial de sua tese de doutorado na Universidade de Bras&iacute;lia, na       qual pesquisou a inclus&atilde;o racial. Este tema pol&ecirc;mico desdobra-se em movimentos       fluidos, mas consistentes, mostrando que fazer pesquisa cient&iacute;fica       s&eacute;ria na &aacute;rea da psicologia conduz necessariamente &agrave; coparticipa&ccedil;&atilde;o e a       mudan&ccedil;as. Fiel a Moreno, em sua maneira de enfrentar e tentar resolver       coletivamente os conflitos, coconstruindo as solu&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis para cada       grupo, ultrapassa-o ao se alinhar com Paulo Freire. Escolhe ser, no dizer deste       autor citado por ela, "n<i>&atilde;o apenas uma psic&oacute;loga, mas uma trabalhadora       social que problematiza a realidade e opta pela mudan&ccedil;a social</i>".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em sua exposi&ccedil;&atilde;o, fica claro que nossa forma brasileira de ser, em geral         considerada a de um povo sem preconceitos e mesti&ccedil;o, &eacute; apenas uma de         suas muitas express&otilde;es identit&aacute;rias. Ao adentrar os meandros das din&acirc;micas         afetivas da intera&ccedil;&atilde;o interracial na Universidade, aparecem diferentes         manifesta&ccedil;&otilde;es de discrimina&ccedil;&atilde;o entre os jovens.         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A autora apresenta-nos, de maneira meticulosa, v&aacute;rios exemplos de           seu trabalho com grupos, o que permite ao leitor acompanhar e aprender           como lidar com situa&ccedil;&otilde;es conflituosas usando o m&eacute;todo sociodram&aacute;tico.           Al&eacute;m disso, a singularidade do pensamento de Penha Nery, longe de explicar           e ou apenas definir as ferramentas t&eacute;cnicas utilizadas, abre a possibilidade de o leitor ampliar a significa&ccedil;&atilde;o de conceitos bem conhecidos e           exaustivamente estudados, tais como tele e v&iacute;nculo.           </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, este livro tanto pode ser visto como um manual rico e completo             para jovens psicodramatistas iniciantes como pode ser lido em sua for&ccedil;a e             compet&ecirc;ncia como articulador contempor&acirc;neo do intricado pensamento             de Moreno, desvelando o que foi apenas insinuado por ele.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em seu aspecto extensivo, o texto percorre temas que v&atilde;o do geral para o               particular, como, por exemplo, da teoria geral dos grupos &agrave; especificidade do               sociodrama como m&eacute;todo; tamb&eacute;m vai do simples ao complexo, definindo sistematicamente               os conceitos b&aacute;sicos do psicodrama e, ao mesmo tempo, inventando               instrumentos de compreens&atilde;o que chama de <i>passos para a an&aacute;lise de               um sociodrama</i>, um sistema padronizado de itens que devem ser levados em               conta pelo pesquisador para que a compreens&atilde;o da experi&ecirc;ncia transforme-se               em conhecimento. Tamb&eacute;m &eacute; um texto que vai do te&oacute;rico ao engajado, descrevendo               a especificidade de 16 m&eacute;todos socion&ocirc;micos bem como discutindo               o que chama de <i>efeito de poder</i>, constructo que permite ao coordenador de               grupo realizar uma continuada an&aacute;lise cr&iacute;tica de suas pr&aacute;ticas.               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas o texto tamb&eacute;m &eacute; intensivo, pois traz relatos v&iacute;vidos de jovens inconformados                 com o fato de se verem desqualificados e impotentes diante                 da realidade, o que resulta em dor, revolta, tens&atilde;o e conflitos. Traz tamb&eacute;m                 as falas de outros participantes, que defendem suas vantagens como                 direitos adquiridos, portanto, inquestion&aacute;veis e intoc&aacute;veis.                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por mais que a autora tente domestic&aacute;-lo, sistematizando-o em cap&iacute;tulos                   sequencialmente bem articulados, o texto abre-se constantemente                   para m&uacute;ltiplas possibilidades, pois cada conceito leva a outro, que leva a                   outro... Em um ciclo continuado de retroalimenta&ccedil;&atilde;o. Sem reduzir nem                   explicar, Penha Nery convida-nos a compreender Moreno de forma complexa,                   hologr&aacute;fica, tridimensional e, principalmente, corajosa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O sociodrama que aqui pulsa apresenta-se em suas in&uacute;meras frequ&ecirc;ncias                     e possibilidades. Conte&uacute;do e continente mesclam-se dinamicamente,                     de forma densa e multifacetada, na qual alunos negros cotistas, brancos                     exclu&iacute;dos ou inclu&iacute;dos podem expressar suas dores, seus sonhos, desejos e                     ambi&ccedil;&otilde;es e, mais do que isso, inverter pap&eacute;is experimentando uma nova                     compreens&atilde;o da realidade social.                     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso, Penha Nery conta-nos com entusiasmo, que existe em Bras&iacute;lia                       um polo de conhecimento psicodram&aacute;tico acad&ecirc;mico, no qual germinam                       continuadamente variadas interven&ccedil;&otilde;es sociodram&aacute;ticas de grande                       complexidade e valor.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Assim, <i>Grupos e interven&ccedil;&atilde;o em conflitos</i> &eacute; um livro que deve ser lido,                         estudado e comemorado, pois, al&eacute;m de instigante e prazeroso, produz                         a tens&atilde;o e o desconforto &oacute;timos ao desenvolvimento e &agrave; atualiza&ccedil;&atilde;o do                         sociodrama contempor&acirc;neo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="end2"></a><a href="#end"><img src="/img/revistas/psicodrama/v18n2/seta.gif" border="0"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b></a> </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">               ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Rua Par&aacute;, 50, conj. 51 Consola&ccedil;&atilde;o    <br> CEP 01243-020, S&atilde;o Paulo - SP     <br> e-mail: <a href="mailto:amknobel@uol.com.br">amknobel@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="b" id="b"></a><a href="#a">*</a> </sup>Psic&oacute;loga, psicodramatista, professora   supervisora do Departamento de   Psicodrama do Instituto Sedes Sapientiae   (Febrap), mestre em Psicologia Cl&iacute;nica pela   PUC-SP, autora de Moreno em Ato e de v&aacute;rios artigos sobre Sociometria e Grupo</font></p>      ]]></body>

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