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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESENHAS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Impromptu Man: J.L. Moreno e as origens do psicodrama, da cultura do encontro e das redes sociais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Impromptu Man: J.L. Moreno and the origins of psychodrama, encounter culture, and the social network</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Impromptu Man: J.L. Moreno y los or&iacute;genes del psicodrama, la cultura del encuentro y la red social</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lucas Fran&ccedil;a Garcia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hospital de Cl&iacute;nicas de Porto Alegre. E-mail: <a href="mailto:lucasfgarcia@gmail.com">lucasfgarcia@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Moreno, J. D. (2016). <i>Impromptu Man: J.L. Moreno e as origens do psicodrama, da cultura do encontro e das redes sociais</i>. S&atilde;o Paulo: Febrap.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Impromptu Man: J.L. Moreno e as origens do psicodrama, da cultura do encontro e das redes sociais</i>, de Jonathan D. Moreno (2016a), lan&ccedil;ado em 2014 em l&iacute;ngua inglesa e traduzido em 2016 para a portuguesa, &eacute; uma obra biogr&aacute;fica sobre a trajet&oacute;ria e as contribui&ccedil;&otilde;es do psiquiatra Jacob Levy Moreno. De agrad&aacute;vel leitura, o livro &eacute; escrito por Jonathan D. Moreno, filho de J. L. e renomado professor de Bio&eacute;tica e Hist&oacute;ria e Sociologia da Ci&ecirc;ncia da Universidade da Pensilv&acirc;nia, nos Estados Unidos. Como bom historiador, Jonathan lan&ccedil;a m&atilde;o dos m&eacute;todos da Hist&oacute;ria e das Ci&ecirc;ncias Sociais e apresenta uma biografia baseada em observa&ccedil;&otilde;es realizadas a partir de diferentes fontes hist&oacute;ricas, como documentos, entrevistas, relatos orais, e obviamente de sua pr&oacute;pria mem&oacute;ria, sobre fatos marcantes na forma&ccedil;&atilde;o da Psiquiatria, Psicologia e Ci&ecirc;ncias Sociais do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX e que ainda fazem parte da cultura contempor&acirc;nea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Basicamente, o livro pode ser dividido em duas partes, uma propriamente biogr&aacute;fica sobre a trajet&oacute;ria de J. L., desde o epis&oacute;dio "brincando de Deus", sua forma&ccedil;&atilde;o na Faculdade de Medicina em Viena, na &Aacute;ustria, at&eacute; sua migra&ccedil;&atilde;o para os Estados Unidos e os diferentes acontecimentos hist&oacute;ricos e interpessoais marcantes de cada &eacute;poca. Al&eacute;m disso, segue uma linha de pensamento em que s&atilde;o apresentadas as origens hist&oacute;ricas do pensamento de J. L., seu impacto na forma&ccedil;&atilde;o de diferentes esferas da vida social, assim como exemplos pr&aacute;ticos e contempor&acirc;neos de sua influ&ecirc;ncia, como no cap&iacute;tulo introdut&oacute;rio, em que aborda o famoso epis&oacute;dio da "cadeira vazia" na Conven&ccedil;&atilde;o Republicana de 2011.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; parte biogr&aacute;fica propriamente dita, Jonathan apresenta o curioso epis&oacute;dio da juventude de J. L. em que este representa o papel de Deus junto aos seus amigos - e que ter&aacute; importante impacto na forma&ccedil;&atilde;o de J. L. e nas escolhas que ser&atilde;o realizadas posteriormente; os anos na Faculdade de Medicina em Viena e a posi&ccedil;&atilde;o de J. L. em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; obra de Freud, seu professor e celebridade naquela &eacute;poca no c&iacute;rculo vienense. Diferentemente da abordagem de Freud, J. L. acreditava, resumidamente, que a origem dos transtornos mentais e, portanto, do pr&oacute;prio tratamento destes, estava relacionada &agrave; vida em grupo, na rela&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos com eles mesmos e com os outros indiv&iacute;duos, diferentemente de Freud, que acreditava que as causas e o tratamento dos transtornos mentais ocorreriam atrav&eacute;s de abordagens exclusivamente individuais. &Eacute; durante esse per&iacute;odo inicial de sua vida profissional que J. L. come&ccedil;a a desenvolver suas ideias a respeito do Teatro da Espontaneidade, do teatro terap&ecirc;utico e do Psicodrama, por meio do contato com outros intelectuais e artistas importantes da &eacute;poca. Al&eacute;m disso, &eacute; importante destacar, com rela&ccedil;&atilde;o a esse per&iacute;odo, a participa&ccedil;&atilde;o de J. L. em um campo de refugiados da I Guerra Mundial, a funda&ccedil;&atilde;o de um albergue para desabrigados, a organiza&ccedil;&atilde;o de um grupo de trabalhadoras do sexo, o delineamento de um novo palco para o desenvolvimento de suas atividades no Teatro da Espontaneidade e a coparticipa&ccedil;&atilde;o na inven&ccedil;&atilde;o de um dispositivo chamado "r&aacute;dio-filme". Essas experi&ecirc;ncias tiveram importante impacto na forma&ccedil;&atilde;o de J. L., al&eacute;m de terem sido oportunidades nas quais p&ocirc;de aplicar e desenvolver suas t&eacute;cnicas, ainda em constru&ccedil;&atilde;o (Moreno, J. D., 2015).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; nesse contexto de Viena, at&eacute; ent&atilde;o polo intelectual e cultural da Europa, que J. L. desenvolve suas primeiras ideias a respeito do teatro e do impacto que este pode ter, em termos terap&ecirc;uticos, quando aplicado a situa&ccedil;&otilde;es nas quais existem dificuldades nos relacionamentos interpessoais, tendo a espontaneidade como princ&iacute;pio fundamental e orientador de suas t&eacute;cnicas. &Eacute; em Viena tamb&eacute;m que ganha reputa&ccedil;&atilde;o por ter fundado e ter sido o diretor do "Teatro da Espontaneidade", al&eacute;m de ser o editor do peri&oacute;dico liter&aacute;rio <i>Der Daimon</i>, o qual teve a participa&ccedil;&atilde;o de importantes intelectuais da &eacute;poca, como Martin Buber, Heinrich Mann, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No primeiro quarto do s&eacute;culo passado, J. L. emigra para os Estados Unidos a procura de oportunidades. Ap&oacute;s algumas tentativas frustradas no mundo dos neg&oacute;cios, como a venda n&atilde;o conclu&iacute;da de um dispositivo chamado "r&aacute;dio-filme", que tinha como objetivo fazer transmiss&otilde;es de r&aacute;dio independentemente de quando tinham sido gravadas, uma inova&ccedil;&atilde;o para a &eacute;poca. Ap&oacute;s uma d&eacute;cada em territ&oacute;rio norte-americano, J. L. adquire uma pequena propriedade em Nova York, que se transformar&aacute; em Beacon Hill Sanitarium. &Eacute; nessa institui&ccedil;&atilde;o que J. L. desenvolve sistematicamente o seu programa de Psicodrama, ou seja, o uso sistem&aacute;tico do <i>role playing</i> para explorar e resolver conflitos interpessoais. Com intenso ambiente cultural, Nova York tamb&eacute;m parece ter sido o contexto adequado para que J. L. desenvolvesse suas ideias a respeito do Teatro da Espontaneidade, tendo diversas vezes tentado fomentar e desenvolver essas ideias com diferentes colaboradores. &Eacute; nos Estados Unidos tamb&eacute;m que participa do famoso epis&oacute;dio, durante congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Psiquiatria, em 1931, a respeito das discuss&otilde;es sobre poss&iacute;veis diagn&oacute;sticos psiqui&aacute;tricos do 16º presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln. Esse epis&oacute;dio o coloca ainda em maior evid&ecirc;ncia dentro da comunidade cient&iacute;fica da &eacute;poca, tra&ccedil;ando o que nos anos 1970 ser&aacute; incorporado no C&oacute;digo de &Eacute;tica da mesma associa&ccedil;&atilde;o, conhecido como Goldenwater Rule, ou seja, proibi&ccedil;&atilde;o &eacute;tica de fazer diagn&oacute;sticos em sa&uacute;de mental de personalidades p&uacute;blicas sem o seu devido consentimento, discuss&atilde;o que foi novamente resgatada durante as &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es norte-americanas, em que diversos meios de comunica&ccedil;&atilde;o consultaram profissionais da sa&uacute;de para diagnosticar os candidatos &agrave; presid&ecirc;ncia (Moreno, J. D., 2016b).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando entramos na parte das contribui&ccedil;&otilde;es de J. L. para a cultura contempor&acirc;nea, podemos destacar o pioneirismo da an&aacute;lise de redes sociais para a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos sociais; os trabalhos realizados em ambientes prisionais e nos chamados reformat&oacute;rios juvenis; o aperfei&ccedil;oamento de uma s&eacute;rie de t&eacute;cnicas terap&ecirc;uticas relacionadas ao Psicodrama, como o <i>role playing</i>, a cadeira vazia, entre outras j&aacute; relacionadas anteriormente; e tamb&eacute;m outra importante contribui&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o pode ser deixada de lado: a incans&aacute;vel busca de J. L. pela aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica de suas cria&ccedil;&otilde;es. Como Jonathan D. Moreno observa, para J. L. conhecimento sem aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica na vida real, sem aplica&ccedil;&atilde;o para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, &eacute; um conhecimento perigoso, no sentido de que n&atilde;o traz benef&iacute;cios associados &agrave; vida das pessoas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A contribui&ccedil;&atilde;o de J. L. para o campo das Ci&ecirc;ncias Sociais, em especial aquela que hoje &eacute; conhecida como Sociometria, ou seja, o estudo das redes sociais, &eacute; t&atilde;o importante que mereceu destaque na revista <i>Science</i>, em 2009, quando abordou a hist&oacute;ria e as potencialidades da an&aacute;lise das redes sociais para compreender a din&acirc;mica social em um mundo globalizado (Borgatti, Mehra, Brass, &amp; Labianca, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra contribui&ccedil;&atilde;o importante de J. L. para a cultura contempor&acirc;nea, e que muitas vezes passa despercebida, &eacute; o impacto que suas ideias de terapia em grupo, da espontaneidade e do aqui-agora tiveram em diferentes movimentos sociais durante a hist&oacute;ria recente. Um exemplo disso s&atilde;o os movimentos da cultura do encontro nos Estados Unidos, como a funda&ccedil;&atilde;o do Instituto Esalen, na Calif&oacute;rnia, e a Est, fundada por Werner Hans Erhard, a qual ter&aacute; impacto na forma&ccedil;&atilde;o de uma gera&ccedil;&atilde;o de pessoas que buscavam o encontro com o outro, o conhecimento de si mesmo e o aperfei&ccedil;oamento do potencial humano, por meio de sess&otilde;es que duravam longos per&iacute;odos de tempo e, &agrave;s vezes, envolviam apenas olhares, toques, dispensando conversas, em um primeiro momento. Essa cultura do encontro pode ser bem observada em document&aacute;rio recente lan&ccedil;ado sobre a trajet&oacute;ria de Werner Erhard.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outras apropria&ccedil;&otilde;es contempor&acirc;neas introjetadas em nossa cultura das contribui&ccedil;&otilde;es de J. L. est&atilde;o no treinamento de pessoas por profissionais de recursos humanos, na forma&ccedil;&atilde;o de advogados, no treinamento de funcion&aacute;rios de setores de intelig&ecirc;ncia e de militares, por meio de diferentes colabora&ccedil;&otilde;es que manteve durante a sua vida. &Eacute; importante observar, entretanto, que todas as colabora&ccedil;&otilde;es e apropria&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram realizadas sem pol&ecirc;micas, pelo contr&aacute;rio, muitas delas geraram pol&ecirc;micas diversas, das quais J. L. n&atilde;o se furtava de respond&ecirc;-las.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como podemos notar, s&atilde;o diversas as contribui&ccedil;&otilde;es desta que foi uma das mentes mais ativas do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. Como bem colocado por Jonathan D. Moreno, ainda hoje podemos perceber os tra&ccedil;os das contribui&ccedil;&otilde;es de J. L. na cultura contempor&acirc;nea, por meio dos grupos de encontro, dos grupos de m&uacute;tua ajuda, na utiliza&ccedil;&atilde;o do teatro e de t&eacute;cnicas de grupo para o enfrentamento dos conflitos interpessoais e de transtornos mentais. Al&eacute;m disso, &eacute; not&aacute;vel a contribui&ccedil;&atilde;o inovadora da an&aacute;lise das redes sociais para a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos e que adquire import&acirc;ncia <i>sui generis</i> em mundo altamente globalizado e multicultural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa maneira, o livro &eacute; um convite &agrave; leitura da biografia de um dos intelectuais mais importantes para diferentes &aacute;reas do conhecimento, sem deixar de levar em conta as peculiaridades da personalidade de J. L., t&atilde;o bem exploradas por Jonathan D. Moreno. Al&eacute;m disso, o livro &eacute; um chamado para resgatar algumas ideias fundamentais de J. L., tais como o viver o aqui-agora e a busca incans&aacute;vel pela aplica&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas na vida real, sobretudo para o campo das Ci&ecirc;ncias Sociais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Borgatti, S. P., Mehra, A., Brass, D. J., &amp; Labianca, G. (2009). Network Analysis in the Social Sciences. <i>Science, 323</i>(5916),892-895. doi: <a href="https://doi.org/10.1126/science.1165821" target="_blank">https://doi.org/10.1126/science.1165821</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4620046&pid=S0104-5393201700010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Moreno, J. D. (2015). From bedlam to bioethics: Where did my psychodramatic childhood lead me? <i>Canadian Medical Association Journal, 187</i>(15),1163-1164. doi: <a href="https://doi.org/10.1503/cmaj.141235" target="_blank">https://doi.org/10.1503/cmaj.141235</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4620047&pid=S0104-5393201700010001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Moreno, J. D. (2016a). <i>Impromptu Man: J.L. Moreno e as origens do psicodrama, da cultura do encontro e das redes sociais</i>. S&atilde;o Paulo: Febrap.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4620048&pid=S0104-5393201700010001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Moreno, J. D. (2016b). The real story behind the Goldwater Rule - The Hastings Center. Recuperado em 10 de janeiro de 2017 de <a href="http://www.thehastingscenter.org/real-story-behind-goldwater-rule/" target="_blank">http://www.thehastingscenter.org/real-story-behind-goldwater-rule/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4620050&pid=S0104-5393201700010001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido: 19/02/2017    <br> Aceito: 19/02/2017</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lucas Fran&ccedil;a Garcia:</b> Soci&oacute;logo e etn&oacute;grafo. Doutor em Medicina: Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas (Bio&eacute;tica). Pesquisador do Laborat&oacute;rio de Bio&eacute;tica e &Eacute;tica na Ci&ecirc;ncia do Hospital de Cl&iacute;nicas de Porto Alegre. Rua Ramiro Barcelos, 2350, LAB12213, CEP 90035-903. Porto Alegre, RS. Tel.: (51) 3359-7615.</font></p>      ]]></body>
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