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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aggressiveness in sports, besides being something new, is object of controversy in relation to a variety of theories on this subject. As a worldwide socially spread subject, it certainly has not been investigated by social and human sciences the way it should be. The objective of this dissertation was the collection and analysis of soccer players' behavior. This study analyzed 125 senior players, belonging to the Principal League of Portugal in 2000-2001 and 88 junior players belonging to the two subdivisions (17 and 18 years old). The age of the senior players ranged from 20 to 35 years old, whereas the age of junior players ranged from 17 to 19 years olds. This study involved the application of Bredemeier Athletic Aggression Inventory (BAAGI). The findings suggest that the senior players present higher rates of reactive or hostile aggressiveness, demonstrating a statistically significant assessment between the number and the kind of cards (yellow and red) received by the athlete, as well as their self-assessments in terms of aggressiveness.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Agressividade em  jogadores de futebol: estudo com atletas de equipes portuguesas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3">Aggressiveness in soccer players: Study with athletes from    portuguese teams</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luciana de Castro    Bidutte<sup>I</sup>, <sup><a name="2"></a><a href="#2b">1</a></sup>; Roberta Gurgel Azzi<sup> II,</sup> <sup><a name="3"></a><a href="#3b">2</a></sup>; Jos&eacute; Jacinto B. Vasconcelos Raposo<sup> III,</sup> <sup><a name="4"></a><a href="#4b">3</a></sup>; Leandro S. Almeida<sup>IV,</sup> <sup><a name="5"></a><a href="#5b">4</a></sup></b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup> Faculdades Integradas de Amparo    <br> <sup>II</sup> Universidade Estadual de Campinas    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro    <br> <sup>IV</sup> Universidade do Minho</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="ender"></a><a href="#enderb">Endereço    para correspondência</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A agressividade    no desporto, a par da novidade, &eacute; objeto de alguma controv&eacute;rsia    explicativa em face das v&aacute;rias teorias que analisam este tema. Sendo    um tema amplamente divulgado socialmente, &eacute; certo que n&atilde;o tem    merecido suficiente tratamento por parte da investiga&ccedil;&atilde;o nas ci&ecirc;ncias    sociais e humanas. O presente trabalho teve por objetivo recolher e analisar    o comportamento agressivo de jogadores portugueses de futebol. Participaram    no estudo 125 jogadores do escal&atilde;o s&ecirc;nior, que pertenciam a 1a    Liga do Campeonato de Portugal em 2000-2001 e 88 jogadores do escal&atilde;o    j&uacute;nior das duas subdivis&otilde;es (17 e 18 anos). Os jogadores do escal&atilde;o    s&ecirc;nior situavam-se na faixa et&aacute;ria entre 20 e 35 anos, enquanto    os futebolistas do escal&atilde;o j&uacute;nior variavam entre 17 e 19 anos.    Este estudo envolveu a aplica&ccedil;&atilde;o do <i>Bredemeier Athletic Aggression    Inventory (BAAGI)</i>. Os resultados sugerem que os jogadores pertencentes ao    escal&atilde;o s&ecirc;nior apresentam &iacute;ndices superiores de agressividade    reativa ou hostil, havendo uma avalia&ccedil;&atilde;o estatisticamente representativa    entre o n&uacute;mero e o tipo de cart&otilde;es (amarelos e vermelhos) recebidos    pelo atleta e as suas auto-avalia&ccedil;&otilde;es em termos de agressividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Agress&atilde;o, Agress&atilde;o no desporto, Agress&atilde;o no futebol, Avalia&ccedil;&atilde;o    da agress&atilde;o.</font></p> <hr noshade size="1">     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aggressiveness    in sports, besides being something new, is object of controversy in relation    to a variety of theories on this subject. As a worldwide socially spread subject,    it certainly has not been investigated by social and human sciences the way    it should be. The objective of this dissertation was the collection and analysis    of soccer players' behavior. This study analyzed 125 senior players, belonging    to the Principal League of Portugal in 2000-2001 and 88 junior players belonging    to the two subdivisions (17 and 18 years old). The age of the senior players    ranged from 20 to 35 years old, whereas the age of junior players ranged from    17 to 19 years olds. This study involved the application of <i>Bredemeier Athletic    Aggression Inventory (BAAGI)</i>. The findings suggest that the senior players    present higher rates of reactive or hostile aggressiveness, demonstrating a    statistically significant assessment between the number and the kind of cards    (yellow and red) received by the athlete, as well as their self-assessments    in terms of aggressiveness.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b>    Aggressiveness, Aggressiveness in sports, Aggressiveness in soccer game, Aggressiveness    assessment.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; importante    ressaltar a necessidade de investi-ga&ccedil;&otilde;es que envolvam a agressividade    no esporte com a finalidade de analisar as dimens&otilde;es e as suas condi&ccedil;&otilde;es    de ocorr&ecirc;ncia. Com efeito,</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote><i>o comportamento agressivo no esporte &eacute; pouco compreendido;    portanto, a realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es qualitativas    nas per-cep&ccedil;&otilde;es da agressividade entre indiv&iacute;duos de diferentes    idades e n&iacute;veis competitivos &eacute; indispens&aacute;vel se quisermos    compreender esse fen&ocirc;meno complexo.</i> (Stephens, 1998, p. 289)</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado,    a exist&ecirc;ncia de diferentes teorias e conceitos sobre o assunto (Matthews    &amp; Norris, 2002; Silva &amp; Stevens, 2002) complica a investiga&ccedil;&atilde;o    na &aacute;rea, por exemplo, confundindo-se com comportamento assertivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste texto ser&aacute;  adotada a vis&atilde;o de Bredemeier (1983). Em sua opini&atilde;o, o comportamento  agressivo no esporte &eacute;</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote><i>o in&iacute;cio    intencional do comportamento violento e preju-dicial. &quot;Violento&quot; significa    qualquer ofensa f&iacute;sica, verbal ou n&atilde;o verbal, enquanto &quot;comportamento    para causar dano&quot;, quer dizer, qualquer inten&ccedil;&atilde;o ou a&ccedil;&atilde;o    prejudicial.</i> (Bredemeier, 1983, p. 43)</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A autora acrescenta,    ainda, que uma falta acidental ou les&atilde;o a outro atleta provocada pela    falta de habilidade n&atilde;o ser&aacute; considerada agress&atilde;o; uma    falta intencional, ainda que n&atilde;o resulte em preju&iacute;zo ou les&atilde;o,    &eacute; considerada uma agress&atilde;o no esporte. Por sua vez, Gabler (1987,    citado por Samulski, 2002) divide a agress&atilde;o entre hostil ou reativa    e instrumental. Enquanto a agres-sividade hostil ou reativa tem a inten&ccedil;&atilde;o    expl&iacute;cita de prejudicar ou lesar o advers&aacute;rio, a agress&atilde;o    instrumental traduz um comportamento que, muito embora possa envolver o dano    ao advers&aacute;rio, teve como intuito alcan&ccedil;ar as suas pr&oacute;prias    metas (resultado positivo) ou impedir que outra pessoa alcance as suas metas    (por exemplo, impedir um chute ao gol). Conforme complementa Geen (1998), a    agress&atilde;o instrumental, mesmo podendo envolver forte emocionalidade, &eacute;    basicamente motivada por outros objetivos do pr&oacute;prio jogo que n&atilde;o    o de prejudicar o outro. Se quisermos, enquanto a agress&atilde;o instrumental    no esporte se pode assumir como &quot;ben&eacute;fica&quot; para o atleta e    para a equipe, a agress&atilde;o hostil ou reativa n&atilde;o &eacute; saud&aacute;vel    e pode ser prejudicial em todos os aspectos do esporte. Finaliza Bredemeier    (2000) que a agress&atilde;o instrumental pode ser necess&aacute;ria &agrave;    competi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise da  agress&atilde;o no esporte, nas suas formas e interpreta&ccedil;&otilde;es, carece  de enquadramento sociocultural e, sobretudo, de uma aten&ccedil;&atilde;o &agrave;  pr&oacute;pria modalidade esportiva em estudo. A defini&ccedil;&atilde;o de um  comportamento como agress&atilde;o hostil ou reativa e instrumental depende do  tipo de modalidade, das suas regras, da posi&ccedil;&atilde;o dos jogadores na  equipe (ataque ou defesa) e da interpre-ta&ccedil;&atilde;o do observador. Segundo  Samulski (2002), &quot;(...) a maioria dos comportamentos agressivos no esporte  e atividades f&iacute;sicas parece n&atilde;o ser inerentemente desej&aacute;vel  ou indesej&aacute;vel, mas sim depender de uma interpreta&ccedil;&atilde;o&quot;  (p. 197). Kirker, Tenembaum e Mattson (2000), investi-gando que tipos de comportamentos  conduzem ao ato agressivo em determinadas modalidades e quais as cir-cunst&acirc;ncias  em que os jogadores apresentam maior probabilidade de aceitar e concordar com  comportamentos agressivos, verificaram que, quanto &agrave; intensidade e &agrave;  freq&uuml;&ecirc;ncia, a maioria dos atos agressivos &eacute; de natureza f&iacute;sica,  sendo a agress&atilde;o instrumental mais freq&uuml;ente que a agress&atilde;o  hostil. Por sua vez, Ryan, Williams e Wimer (1990) conclu&iacute;ram que conferir  legitimidade a atos agres-sivos &eacute; mais freq&uuml;ente em jogadores de basquete  do primeiro ano do que em jogadores experientes, contudo os seus resultados revelaram  &iacute;ndices mais baixos de agress&atilde;o nos atletas iniciantes que nos atletas  mais experientes.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estudo realizado    por Starepravo e Mezzadri (2003) com o objetivo de analisar os aspectos da viol&ecirc;ncia    f&iacute;sica, simb&oacute;lica, a utiliza&ccedil;&atilde;o de drogas e suas    rela&ccedil;&otilde;es com a pr&aacute;tica esportiva realizado com crian&ccedil;as    de 10 a 14 anos praticantes de atividade esportiva indicou que as crian&ccedil;as    e os adolescentes mant&ecirc;m um certo controle das emo&ccedil;&otilde;es e    das express&otilde;es de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e simb&oacute;lica fora    da situa&ccedil;&atilde;o de jogo. No entanto, os dados apresentaram que durante    a pr&aacute;tica esportiva &eacute; comum que elas se envolvam em situa&ccedil;&otilde;es    de viol&ecirc;ncia e at&eacute; mesmo em agress&otilde;es f&iacute;sicas.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A agressividade    no esporte, e em particular no futebol, est&aacute; associada a v&aacute;rios    fatores. Samulski (2002) inclui, em tais fatores, a situa&ccedil;&atilde;o de    visitado ou visitante, o grau de import&acirc;ncia do pr&oacute;prio jogo, o    n&iacute;vel de rendimen-to dos jogadores, a posi&ccedil;&atilde;o e a tarefa    t&aacute;tica do jogador, o comportamento dos treinadores e dirigentes, e as    regras da modalidade. Outro estudo revelou que a participa&ccedil;&atilde;o    atl&eacute;tica dos jogadores de futebol e n&atilde;o atletas e o tra&ccedil;o    de ansiedade exercem um efeito significativo sobre a agressividade dos mesmos    fora do esporte (Dogan, 2004). O papel do treinador tem sido mais sistematicamente    estu-dado (Widmeyer, Steven, Dorsch, &amp; Mc Guire, 2002; Kerr, 1999; Weinberg    &amp; Gould, 1995; Widmeyer, 1984). Muitos treinadores, na l&oacute;gica dos    melhores resultados, ordenam aos jogadores para que segurem a camiseta do advers&aacute;rio    durante o jogo ou executem movimentos agressivos como &quot;entrar de carrinho&quot;    na disputa pela bola.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Leit&atilde;o    e Tubino (2002) explicam que algumas condutas t&eacute;cnicas e t&aacute;ticas    agressivas no futebol como, por exemplo, os carrinhos, s&atilde;o aceitos pela    modalidade.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote><i>O carrinho no futebol, pode levar &agrave; viol&ecirc;ncia dentro    do campo, numa dimens&atilde;o onde os segmentos envolvidos deveriam conscientizar-se    das mudan&ccedil;as emergentes, do aprimoramento profissional das entidades    envolvidas, que estariam relacionados ao embelezamento do jogo.</i> (p. 1)</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para explicar esses    fen&ocirc;menos nos apropriamos da Teoria Cognitiva Social de Albert Bandura,    partindo da id&eacute;ia de que o comportamento humano decorre da intera&ccedil;&atilde;o    entre o indiv&iacute;duo e o meio ambiente. &Eacute; uma perspectiva interacionista,    na qual participam as vari&aacute;veis sociais e pes-soais, ou seja, os indiv&iacute;duos    operam tomando em conside-ra&ccedil;&atilde;o os comportamentos dos outros e    as cogni&ccedil;&otilde;es que elaboram sobre os contextos. Mecanismos de auto-regula&ccedil;&atilde;o    podem, ent&atilde;o, explicar o controle comportamental e a pr&oacute;-pria    agressividade. As fun&ccedil;&otilde;es auto-reguladoras derivam da modela&ccedil;&atilde;o    e da instru&ccedil;&atilde;o direta (Bandura, 1977).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os padr&otilde;es  morais s&atilde;o gradualmente interna-lizados, podendo levar ou n&atilde;o ao  impedimento de comportamentos agressivos, consoante a aprova&ccedil;&atilde;o  ou reprova&ccedil;&atilde;o percepcionada nos outros, em particular os &quot;outros&quot;  significativos modelos como: status ou grande valor social (Bandura, 1991).</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No esporte, a    agressividade de um atleta pode ser relacionada e mais facilmente aceita quando    a mesma assume uma fun&ccedil;&atilde;o utilit&aacute;ria ao grupo. Algum desengajamento    moral por parte dos atletas decorre da difus&atilde;o pelo grupo da responsabilidade    das suas a&ccedil;&otilde;es (Bandura, 2002). As a&ccedil;&otilde;es coletivas    favorecem o com-portamento agressivo e, como resultado, enfraquecem o controle    moral. As pessoas agem mais cruelmente sob a responsabilidade de um grupo do    que quando assumem a responsabilidade s&oacute; para si mesmas (Bandura e cols.,    1975; Zimbardo, 1995). Nesse ponto, podemos pensar que os atletas de modalidades    coletivas podem ter uma tend&ecirc;ncia para um maior n&uacute;mero de comportamentos    agressivos do que os praticantes de modalidades individuais. Vendo pela perspectiva    de que a intera&ccedil;&atilde;o com os fatores ambien-tais atuam na desativa&ccedil;&atilde;o    (ou ativa&ccedil;&atilde;o) dos controles internos a modalidade coletiva e o    ambiente podem ser condi&ccedil;&otilde;es facilitadoras da manifesta&ccedil;&atilde;o    do comportamento agressivo. &Eacute; claro que n&atilde;o podemos deixar de    citar que as regras de cada modalidade interferem nesse contexto. Na realidade,    &quot;o desenvolvimento moral pr&oacute;-social &eacute; visto co-mo produto    da intera&ccedil;&atilde;o entre for&ccedil;as sociais e capacidades cognitivas    dos indiv&iacute;duos&quot; (Koller &amp; Bernardes, 1997, p. 227). &Eacute;    importante que as regras de cada modalidade e o pr&oacute;prio social forne&ccedil;am    o comportamento de envolvi-mento moral, renunciando a atos cru&eacute;is e agressivos.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com o presente    estudo pretendemos recolher e analisar dados sobre o comportamento agressivo    dos jogadores da modalidade futebol dos escal&otilde;es s&ecirc;nior e j&uacute;nior    de Portugal. Em rela&ccedil;&atilde;o a objetivos mais espec&iacute;-ficos,    podemos afirmar que ao realizar a presente inves-tiga&ccedil;&atilde;o pretend&iacute;amos    comparar &iacute;ndices de agressividade nos escal&otilde;es juniores e seniores,    e avan&ccedil;ar com outros cruzamentos de vari&aacute;veis a prop&oacute;sito    das caracter&iacute;sticas destes atletas, nomeadamente o n&uacute;mero e tipo    de cart&otilde;es recebidos ao longo da temporada futebol&iacute;stica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&eacute;todo</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Sujeitos</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram selecionados,    para este estudo, sete clubes das 18 equipes de futebol do escal&atilde;o s&ecirc;nior.    Os clubes dos jogadores seniores participavam na 1a Divis&atilde;o do Campeonato    de Portugal realizado no per&iacute;odo 2000-2001, ou seja, equipes pertencentes    &agrave; 1a Liga. A amostra inclui ainda um clube que pertencia &agrave; 2a    Liga, para al&eacute;m de cinco equipes do escal&atilde;o j&uacute;nior das    duas subdivis&otilde;es (17 e 18) de aproximadamente 35 equipes. Do escal&atilde;o    j&uacute;nior participaram 88 jogadores (41&#37;) e do escal&atilde;o s&ecirc;nior    125 jogadores (59&#37;). Todos estes atletas s&atilde;o do sexo masculino, com idades    compreendidas entre os 17 e 35 anos (<i>M</i>=22,8 anos; <i>DP</i>=5,1 anos)    havendo maior concentra&ccedil;&atilde;o nos 17 e 18 anos, e na faixa et&aacute;ria    entre os 23 e 28 anos. Os jogadores do escal&atilde;o j&uacute;nior s&atilde;o    significativamente (<i>t</i>[211]=23,3; <i>p</i>&lt;0,001) mais novos (<i>M</i>=17,7    anos) que os do escal&atilde;o s&ecirc;nior (<i>M</i>=26,4 anos), como seria    de esperar.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Instrumentos</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A todos os jogadores    deste estudo foi aplicada uma vers&atilde;o traduzida e adaptada do <i>Bredemeier    Athletic Aggression Inventory (BAAGI)</i>. Este instrumento foi desenvolvido    por Bredemeier (1975), com o objetivo de avaliar a agress&atilde;o hostil ou    reativa, a agress&atilde;o instru-mental e a agress&atilde;o atl&eacute;tica    geral no contexto esportivo. A escala &eacute; composta por 30 itens (14 itens    para a escala hostil ou reativa, 14 itens para a escala instrumental e 2 itens    para a escala agress&atilde;o atl&eacute;tica), com quatro alternativas de resposta,    do tipo Likert, pontuadas de um a quatro (1= concordo totalmente, at&eacute;    4= discordo totalmente). Aquando da administra&ccedil;&atilde;o do BAAGI foi    tamb&eacute;m aplicado um question&aacute;rio informativo, constitu&iacute;do    por quest&otilde;es abertas e semi-abertas referentes ao atleta. Tais quest&otilde;es    referiam-se a idade, clube, grau de escolaridade, posi&ccedil;&atilde;o no campo,    escal&atilde;o e categoria a que o jogador pertencia, anos de pr&aacute;tica    e n&uacute;mero de cart&otilde;es recebidos.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Procedimentos</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o  da autora, o instrumento <i>Bredemeier Athletic Aggression Inventory (BAAGI)</i> foi  tradu-zido do ingl&ecirc;s para o portugu&ecirc;s. Em seguida, procedeu-se &agrave;  an&aacute;lise da compreens&atilde;o dos itens pelo m&eacute;todo da &quot;reflex&atilde;o  falada&quot;. Adequando a linguagem usada nos itens, procedeu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o  do question&aacute;rio. Esta aplica&ccedil;&atilde;o ocorreu na sa&iacute;da dos  treinos em contexto de grupo, pela primeira investigadora ou por estagi&aacute;rios  de Psicologia do Esporte. Os instrumentos foram distribu&iacute;dos a cada futebo-lista  com uma pequena introdu&ccedil;&atilde;o, explicando os objetivos do estudo e  sigilo das respostas, al&eacute;m da disponibilidade do aplicador para o esclarecimento  de eventuais d&uacute;vidas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resultados</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Tabela 1 apresenta    os coeficientes de correla-&ccedil;&atilde;o entre os resultados nas tr&ecirc;s    subescalas assumidas pela autora da BAAGI. Conforme est&aacute; patente nos    resultados, a agress&atilde;o instrumental correlaciona-se nega-tivamente com    a agress&atilde;o reativa ou hostil, assim como com a agress&atilde;o atl&eacute;tica.    Por sua vez, quanto maior o n&iacute;vel de agress&atilde;o reativa ou hostil    maior o n&iacute;vel de agress&atilde;o atl&eacute;tica em face da correla&ccedil;&atilde;o    positiva verificada entre estas duas dimens&otilde;es. Este conjunto de resultados    justifica considerarmos neste trabalho as dimens&otilde;es da BAAGI como avaliando    aspectos complementares da agress&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/psicousf/v10n2/1a09t1.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos objetivos    particulares deste estudo prendeu-se com a an&aacute;lise de uma eventual associa&ccedil;&atilde;o    entre os n&iacute;veis de agress&atilde;o dos atletas e os cart&otilde;es recebidos    ao longo da temporada. Sendo de acautelar que nem sempre os jogadores se lembravam    do tipo e da quantidade exata de cart&otilde;es recebidos por &eacute;poca,    na Tabela 2 descrevemos a freq&uuml;&ecirc;ncia e percentagem de atletas para    as v&aacute;rias classes formadas tomando o tipo e o n&uacute;mero de cart&otilde;es    recebidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/psicousf/v10n2/1a08t2.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados assinalam    que os atletas juniores obtiveram maior freq&uuml;&ecirc;ncia na categoria de    zero a quatro cart&otilde;es (57,7&#37;), subdividida na mesma categoria para os    cart&otilde;es amarelos (66,7&#37;) e nenhum cart&atilde;o ver-melho (64,3&#37;). Para    o escal&atilde;o s&ecirc;nior, a an&aacute;lise indicou que o n&uacute;mero    de cart&otilde;es recebidos por temporada tamb&eacute;m obteve a freq&uuml;&ecirc;ncia    mais alta para a mesma categoria (43,2&#37;), subdividida para a categoria de zero    a quatro cart&otilde;es amarelos (48,0&#37;) recebidos por temporada e nenhum cart&atilde;o    vermelho (76,0&#37;).</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Procedendo a uma    an&aacute;lise da vari&acirc;ncia dos resultados nas medidas de agress&atilde;o,    tomando os atletas repartidos por subgrupos em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero    de cart&otilde;es recebidos, verifica-se que a agressividade reativa ou hostil    dos jogadores se associou de forma estatistica-mente significativa ao n&uacute;mero    de cart&otilde;es vermelhos (F[2,209]=4,21; p=0,016), ocorrendo o mesmo quanto    a agressividade atl&eacute;tica por refer&ecirc;ncia ao n&uacute;mero de cart&otilde;es    amarelos (F[2,209]=3,452; p=0,034). Assim, confirmamos a hip&oacute;tese de    que o n&uacute;mero de cart&otilde;es vermelhos recebidos pelos atletas se associa    com seus &iacute;ndices de agressividade (auto-avalia&ccedil;&atilde;o). Os    valores obtidos salientam, ainda, associa&ccedil;&otilde;es diferentes consoante    o tipo de cart&otilde;es. Sem efeito, os cart&otilde;es associaram-se &agrave;    agressividade reativa ou hostil dos jogadores, enquanto o n&uacute;mero de cart&otilde;es    amarelos se associa &agrave; agressividade atl&eacute;tica dos jogadores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Discussão e conclusão</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A agressividade    no esporte torna-se um proble-ma social, podendo refletir tens&otilde;es sociais    mais amplas e a agressividade existente na pr&oacute;pria sociedade. A agressividade    na pr&aacute;tica esportiva reflete fatores socio-l&oacute;gicos, fatores de    personalidade e de forma&ccedil;&atilde;o do atleta, fatores associados ao treino    e &agrave; competi&ccedil;&atilde;o (treinador, claques, contexto desportivo)    e fatores sociais mais amplos, por exemplo, a forma como o tema aparece tratado    na comunica&ccedil;&atilde;o social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados do estudo  indicaram que em m&eacute;dia os jogadores de futebol possu&iacute;am pouca agress&atilde;o  hostil ou reativa, mas apresentaram agress&otilde;es instru-mentais e atl&eacute;ticas  mais acentuadas. Os jogadores pertencentes ao escal&atilde;o s&ecirc;nior foram  mais agressivos no n&iacute;vel de agressividade reativa ou hostil, ou seja, aquela  que tem a inten&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de prejudicar ou lesar o advers&aacute;rio,  do que os jogadores pertencentes ao escal&atilde;o j&uacute;nior, o que est&aacute;  em concord&acirc;ncia com os resultados de outros autores (Ryan e cols., 1990;  Kirker, Tenenbaum &amp; Mattson, 2000). Este resultado era esperado at&eacute;  porque sabemos a diferen&ccedil;a de impacto social dos resultados desportivos  e do futebol, em particular, entre os dois escal&otilde;es em Portugal.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este estudo revelou,    ainda, uma associa&ccedil;&atilde;o estatis-ticamente significativa entre a    quantidade e o tipo de &quot;cart&otilde;es&quot; recebidos e a agressividade    esportiva do jogador.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&atilde;o defendendo    a agressividade no desporto, enquanto respons&aacute;veis desportivos e o sistema    social no seu todo colaborem na cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente de pr&aacute;tica    desportiva mais favor&aacute;vel a comportamentos volta-dos para o engajamento    moral de todos os intervenientes. Os psic&oacute;logos do esporte podem, ali&aacute;s,    intervir na forma&ccedil;&atilde;o dos treinadores, ajudando-os a substituir    os comportamentos agressivos dos seus jogadores por alternativas mais aceit&aacute;veis    socialmente e igualmente eficazes para o rendimento da equipe. Pelo impacto    que o desporto, e em particular o futebol, tem em muitos pa&iacute;ses pode-se    tornar a pr&aacute;tica desportiva num contexto de ensaios e generaliza&ccedil;&otilde;es    de atitudes e comportamentos sociais pautados pela aceita&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca    e toler&acirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referências</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bandura, A. (1977).    <i>Social learning theory</i>. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328695&pid=S1413-8271200500020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bandura, A. (1991).    Social cognitive theory of moral thought and action. Em W. N. Kurtines &amp;    J. L. Gewirtz (Eds.). <i>Handbook of moral behavior and development</i> (pp.    45-113). Hillsdale, NJ: Erlbaum.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328696&pid=S1413-8271200500020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bandura, A. (2002).    Selective moral disengagement in the exercise of moral agency. <i>Journal of    Moral Education, 31</i>(2), 101-119.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328697&pid=S1413-8271200500020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bandura, A., Underwood,    B. &amp; Fromson, M. E. (1975). Disinhibition of aggressive through diffusion    of responsibility and dehumanization of victims. <i>Journal of Research in Personality,    9</i>, 253-269.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328698&pid=S1413-8271200500020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bredemeier, B.    J. (1975). The assessment of reactive and instrumental athletic aggression.    Em D. M. Landers (Ed.). <i>Psychology of sport and motor behaviour-II</i> (pp.    71-83). State College, PA: Penn State HPER Serie.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328699&pid=S1413-8271200500020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bredemeir, B.    J. (1983). Athletic aggression: A moral concern. Em J. Goldstein (Ed.). <i>Sports    Violence</i> (pp. 42-81). New York: Springer-Verlag.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328700&pid=S1413-8271200500020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bredemeier, B.    (2000). <i>The positive effects of instrumental aggression</i>. [citado em 15    de maio de 2003]. Dispon&iacute;vel na World Wide Web: &lt;http:// chat.carleton.ca    /~jlandgo2/aggression.html&gt;.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328701&pid=S1413-8271200500020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Dogan, B. (2004).    The effects of an individual's athletic participation and trait anxiety on aggressive    behaviours outside sport. <i>Sport Psychologist, 15</i>, 578.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328702&pid=S1413-8271200500020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Geen, R.G. (1998).    Processes and personal variables in affective aggression. Em R. G. Geen &amp;    E. Donnerstein (Eds.). <i>Human Aggression</i> (pp. 1-21). San Diego, CA: Academic    Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328703&pid=S1413-8271200500020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Kerr, J. H. (1999).    The role of aggression and violence in sport: A rejoinder to the ISSP position    stand. <i>Sport Psychologist, 13</i>, 83-88.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328704&pid=S1413-8271200500020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Kirker, B., Tenenbaum,    G. &amp; Mattson, J. (2000). An investigation of the dynamics of aggression:    Direct observations in ice hockey and basketball. <i>Research Quarterly for    Exercise and Sport, 71</i>(4), 373-386.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328705&pid=S1413-8271200500020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Koller, S. H.    &amp; Bernardes, M. G. (1997). Desenvolvi-mento moral pr&oacute;-social: semelhan&ccedil;as    e diferen&ccedil;as entre os modelos te&oacute;ricos de Eisenberg e Kohlberg.    <i>Estudos de Psicologia, 2</i>(2), 223-262.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328706&pid=S1413-8271200500020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Leit&atilde;o,    L. A. &amp; Tubino, M. J. G. (2002). <i>A moral e a &eacute;tica do carrinho    no futebol</i>. [citado em 25 de setembro de 2003]. Dispon&iacute;vel na World    Wide Web: &lt;http//:www.efdeportes.com&gt;.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328707&pid=S1413-8271200500020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Matthews, B. A.    &amp; Norris. F. H. (2002). When is believing &quot;seeing&quot;? Hostile attribution    bias as a function of self-reported aggression. <i>Journal of Applied Social    Psychology, 32</i>, 1-32.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328708&pid=S1413-8271200500020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ryan, M. K., Williams,    J. M., &amp; Wimer, B. (1990). Athletic aggression: Perceived legitimacy and    behavioral intentions in girl's high school basketball. <i>Journal of Sport    and Exercise Psychology, 12</i>, 48-55.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328709&pid=S1413-8271200500020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Samulski, D. (2002).    <i>Psicologia do esporte</i>. S&atilde;o Paulo: Manole.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328710&pid=S1413-8271200500020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Silva III, J.    M. &amp; Stevens, D. E. (2002). <i>Psychological foundations of sport</i>. Boston:    Allyn &amp; Bacon.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328711&pid=S1413-8271200500020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Starepravo, F.    A. &amp; Mezzadri, F. M. (2003). Esporte, rela&ccedil;&otilde;es sociais e viol&ecirc;ncias.    <i>Motriz, 9</i>(1), 49-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328712&pid=S1413-8271200500020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Stephens, D. E.    (1998). Aggression. Em J. L. Duda (Ed.). <i>Advanced in sport and exercise psychology    measurement</i> (pp. 277-292). Morgantown: Fitness Information Technology.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328713&pid=S1413-8271200500020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Weinberg, R. S.    &amp; Gould, D. (1995). <i>Foundations of sport and exercise psychology</i>.    Champaign: Human Kinetics.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328714&pid=S1413-8271200500020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Widmeyer, W. N.    (1984). Aggression-performance relationship in sport. Em J. M. Silva &amp; R.    S. Weinberg (Eds.). <i>Psychological foundations of sport</i> (pp. 274-286).    Champaign, IL: Human Kinetics.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328715&pid=S1413-8271200500020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Widmeyer, W. N.,    Steven, R. B., Dorsch, K. D. &amp; Mc Guire, E. J. (2002). Em J. M. Silva &amp;    D. E. Stevens (Eds.). <i>Psychological foundations of sport</i> (pp. 352-279).    Boston: Allyn &amp; Bacon.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328716&pid=S1413-8271200500020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Zimbardo, P. G.    (1995). The psychology of evil: A situationist perspective on recruiting good    people to engage in anti-social acts. <i>Research in Social Psychology, 11</i>,    125-133.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2328717&pid=S1413-8271200500020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enderb"></a><a href="#ender"><img src="/img/revistas/psicousf/v10n2/seta.gif">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a>    <br> Alameda Jundiaí, 620 - Jardim do Lago    <br> 12947-260 - Atibaia-SP    <br> Tel./Fax: +55-11 4413-2468    <br> E-mail: <a href="bidutte@megamail.com">bidutte@megamail.com</a> / <a href="betazzi@uol.com.br">betazzi@uol.com.br</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Recebido em setembro de 2004    <br>   Reformulado em agosto de 2005    <br>   Aprovado em outubro de 2005</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre os autores:</font></b></p>     <p><a name="2b"></a><a href="#2"><sup><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1</font></sup></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Luciana de Castro    Bidutte &eacute; psic&oacute;loga, mestre em Psicologia do Esporte pela Universidade    do Minho (Portugal) e professora no ensino superior nas Faculdades Integradas    de Amparo - FIA.</font>    <br> <a name="3b"></a><a href="#3"><sup><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2</font></sup></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Roberta Gurgel    Azzi &eacute; psic&oacute;loga, mestre em Psicologia pela Universidade de S&atilde;o    Paulo e doutora pela Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Unicamp. &Eacute;    professora da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Unicamp e membro do grupo    de pesquisa Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o Superior naquela institui&ccedil;&atilde;o.    Atua em cursos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font>    <br> <a name="4b"></a><a href="#4"><sup><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3</font></sup></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Jos&eacute; Jacinto    Vasconcelos Raposo &eacute; psic&oacute;logo e antrop&oacute;logo, mestre em    Psicologia pela Universidade de Boston (EUA) e doutor em Ci&ecirc;ncias do Esporte    na especialidade de Psicologia do Esporte, pela Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes    e Alto Douro (UTAD). &Eacute; professor catedr&aacute;tico na Universidade de    Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, atuando na forma&ccedil;&atilde;o graduada    e p&oacute;s-graduada na &aacute;rea da sa&uacute;de, educacional e na psicologia    do esporte.</font>    <br> <a name="5b"></a><a href="#5"><sup><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4</font></sup></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Leandro S. Almeida    &eacute; psic&oacute;logo, mestre e doutor em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o    pela Universidade do Porto. &Eacute; professor catedr&aacute;tico do Departamento    de Psicologia da Universidade do Minho, atuando na forma&ccedil;&atilde;o graduada    e p&oacute;s-graduada de psic&oacute;logos e professores.</font></p>     ]]></body>
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