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<journal-title><![CDATA[Psicologia Escolar e Educacional]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inventário cientista-prático de orientação profissional em psicologia: um estudo exploratório<A NAME="BM1"></A>]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Scientist-practioner inventory in professional counseling in psychology: an exploratory study]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade São Francisco  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose ofthis study was to verify the viability of Scientist-Practitioner Inventory completed individually by students ofPsychology of a University from São Paulo State. Based on the answers of 46 students of 4th year of Psychology, it has been found that most students showed a preference for traditional clinical activities while research and planning activities attracted very few students. It showed a good discrimination viability of Scientist-Practitioner Inventory under prevailing Brazilian conditions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Training in psychology]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS </b></font></p></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Invent&aacute;rio cientista-pr&aacute;tico de orienta&ccedil;&atilde;o profissional em psicologia: um estudo explorat&oacute;rio<sup><a name="1"></a><a href="#1a">1</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Scientist-practioner       inventory in professional counseling in psychology: an exploratory study</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luiz Fernando de Lara Campos<sup><a name="2"></a><a href="#2a">2</a></sup>; Elaine Cristina Cat&atilde;o;  Cristiane Miwa Fujii<Sup></Sup></b></font></p> <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Universidade S&atilde;o Francisco</font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade="noshade" size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo do     presente trabalho foi verificar a viabilidade da utiliza&ccedil;&atilde;o     do Invent&aacute;rio Cientista-Pr&aacute;tico   aplicado individualmente em estudantes de Psicologia de uma institui&ccedil;&atilde;o   particular paulista. A partir das   respostas de 46 alunos do 40 ano de Psicologia, foi poss&iacute;vel verificar   a prefer&ecirc;ncia por atividades cl&iacute;nicas   tradicionais e a baixa atra&ccedil;&atilde;o por atividades de pesquisa e planejamento   em Psicologia, o que demonstrou uma boa viabilidade do instrumento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave</b>:     Iinvent&aacute;rio cientista-pr&aacute;tico, Aconselhamento de carreira,     Forma&ccedil;&atilde;o em psicologia.</font></p> </p> <hr noshade="noshade" size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The purpose ofthis     study was to verify the viability of Scientist-Practitioner Inventory completed     individually   by students ofPsychology of a University from S&atilde;o Paulo State. Based   on the answers of 46 students of 4th   year of Psychology, it has been found that most students showed a preference   for traditional clinical activities   while research and planning activities attracted very few students. It showed   a good discrimination viability of Scientist-Practitioner Inventory under prevailing Brazilian conditions.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords</b>: Scientist-practitioner inventory, Career counseling, Training in psychology.</font></p> <hr noshade="noshade" size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escolha profissional &eacute; um     dos principais momentos no desenvolvimento do adolescente,   sendo que esta etapa &eacute;, muitas vezes, apenas uma primeira decis&atilde;o   no campo profissional,   principalmente para os que atingem o grau universit&aacute;rio. Na maioria   das profiss&otilde;es universit&aacute;rias   existem v&aacute;rios campos ou &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, sendo   este um segundo momento de   escolha na forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria. Na Medicina, por exemplo,   o aluno deve optar pela &aacute;rea de   atua&ccedil;&atilde;o, ou seja, em que especialidade ir&aacute; fazer seu internato.   Em outras profiss&otilde;es esta situa&ccedil;&atilde;o se repete, inclusive na Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por interm&eacute;dio da escolha de uma profiss&atilde;o e do desenvolvimento     de uma carreira, o     indiv&iacute;duo passa a se projetar na sociedade a que pertence como participante     ativo desta. A escolha     ocupacional torna-se ponto de identifica&ccedil;&atilde;o dentro da comunidade     e qualifica o indiv&iacute;duo perante     esta (Cat&atilde;o, 1999). A profiss&atilde;o define um conjunto de caracter&iacute;sticas     que pode variar em termos de     ocupa&ccedil;&otilde;es, enquanto carreira envolve a seq&uuml;&ecirc;ncia de     trabalhos de uma profiss&atilde;o. Passareli (1991)     acrescenta ainda que, se a carreira constitui um processo de intera&ccedil;&atilde;o     com a profiss&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; um   &uacute;   nico momento de escolha, mas sim uma sucess&atilde;o de op&ccedil;&otilde;es.   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A escolha ocupacional &eacute; um conjunto de diversas conting&ecirc;ncias       diferenciadas, relacionadas       ao poder econ&ocirc;mico, tra&ccedil;os de personalidade ou desejo de satisfa&ccedil;&atilde;o     pessoal (Martins, 1978), sendo que em diversos momentos durante a vida o indiv&iacute;duo     toma decis&otilde;es e resolve problemas relativos &agrave;    escolha ocupacional (Holland, 1978).     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Passareli (1991)     afirma que o estudo detalhado das trajet&oacute;rias profissionais &eacute; de       grande       relev&acirc;ncia na obten&ccedil;&atilde;o de compreens&atilde;o dos aspectos       relacionados &agrave; escolha profissional. Este tipo       de estudo permite visualizar o processo de decis&atilde;o e seu confronto com       a evolu&ccedil;&atilde;o posterior da       carreira, de modo que a escolha profissional implica numa intera&ccedil;&atilde;o       constante do indiv&iacute;duo n&atilde;o s&oacute;   com a profiss&atilde;o em si, mas sim com um conjunto de fatores que engloba       v&aacute;rios contextos: o       econ&ocirc;mico, o social, o cultural, o pol&iacute;tico e o psicol&oacute;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Para Bastos (1997)     as caracter&iacute;sticas que definem um profissional surgem         de uma esp&eacute;cie         diferenciada de rela&ccedil;&atilde;o que este estabelece com sua profiss&atilde;o,         podendo ser classificada pelo seu         alto grau de envolvimento, sentimentos de identidade, autonomia e ades&atilde;o         aos seus objetivos e         valores.         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A insatisfa&ccedil;&atilde;o com a profiss&atilde;o parece estar relacionada           a diversos fatores, dentre os quais se           destacam um certo sentimento de incongru&ecirc;ncia entre as caracter&iacute;sticas           da profiss&atilde;o e os interesses           pessoais, ou ent&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho que interfiram           na vida pessoal ou familiar, ou ainda que           restrinjam a liberdade e a criatividade do profissional (Teixeira e Gomes, 1998).           Pode-se           compreender os problemas relacionados &agrave; escolha ocupacional e ao planejamento           de carreira como           fatores que parecem ocasionar dificuldades no tocante &agrave; sa&uacute;de mental           (Osipow, 1990).           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na busca de solu&ccedil;&otilde;es para os problemas de escolha e desenvolvimento             profissional, o             aconselhamento de carreira se desenvolveu como campo da Psicologia, principalmente             como             resposta a uma demanda de problemas sociais, particularmente relacionados &agrave; quest&atilde;o             vocacional             (Goodyear e Bates, 1992). Embora tenha sido influenciado por in&uacute;meras             propostas te&oacute;ricas, a             hist&oacute;ria do aconselhamento psicol&oacute;gico ainda reflete a influ&ecirc;ncia             de alguns movimentos sociais             como o feminismo e o multi-culturalismo (Blustein, 1995), sendo que nas &uacute;ltimas             d&eacute;cadas, vem             ganhando consideravelmente mais espa&ccedil;o, al&eacute;m de peri&oacute;dicos             cient&iacute;ficos especializados (p.ex., <i>The             Counseling Psychologist, Journal of Counseling Psychology, Professional             Psychology, Journal of             Counseling and Development</i>).             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As pesquisas voltadas     ao aconselhamento de carreira focalizam-se no estudo de vari&aacute;veis que               afetam o desenvolvimento de uma carreira, como mensur&aacute;-las e de que forma               ajudar os clientes em               suas carreiras. Uma larga parcela destas pesquisas concentra sua aten&ccedil;&atilde;o               no estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre               caracter&iacute;sticas pessoais, educa&ccedil;&atilde;o e desempenhos e prefer&ecirc;ncias               diretamente ligadas &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o em               si (Healy, 1992), pois a satisfa&ccedil;&atilde;o e (ou) realiza&ccedil;&atilde;o               profissional ser&atilde;o determinadas pela               congru&ecirc;ncia entre as caracter&iacute;sticas pessoais de cada sujeito e               aquelas provenientes do ambiente de               trabalho (Holland, 1978).               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na escolha do     estudante de Psicologia a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; a mesma,                 pois embora suas bases cient&iacute;ficas                 estejam definidas (AP A, 1978), &eacute; na pr&aacute;tica, na a&ccedil;&atilde;o                 dos psic&oacute;logos, onde este trabalha,                 com quem e para que realiza tal trabalho &eacute; que se compreende a amplitude                 da sua atua&ccedil;&atilde;o                 profissional.                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De um modo geral,     os alunos de Psicologia enfrentam pelo menos duas dificuldades durante                   seu curso. A primeira ocorre no momento de se optar por um     referencial te&oacute;rico,                   o qual servir&aacute; de                   base para o futuro exerc&iacute;cio profissional. Esta situa&ccedil;&atilde;o                   talvez ocorra devido &agrave; grande desuni&atilde;o                   te&oacute;rico-conceitual que caracteriza a Psicologia (Staats, 1987), demonstrada,                   por exemplo, na                   presen&ccedil;a de mais de 400 linhas psicoter&aacute;picas (Feixas e Mir&oacute;,                   1993), as quais constituem um amplo                   leque de alternativas contradit&oacute;rias e muitas vezes conflitantes.                   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No caso da Psicologia,     como de todas as outras profiss&otilde;es, espera-se que                     durante os anos de                     gradua&ccedil;&atilde;o, o futuro profissional possa visualizar quais as condi&ccedil;&otilde;es                     e (ou) ambientes distintos em                     que seu trabalho pode ser realizado, obter informa&ccedil;&otilde;es apuradas                     acerca de sua futura ocupa&ccedil;&atilde;o,                     entrar em contato direto com a realidade da profiss&atilde;o escolhida e, assim,                     definir melhor seu &acirc;mbito                     de atua&ccedil;&atilde;o, assim como as compet&ecirc;ncias demandadas por esta                     ou aquela escolha.                     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir da regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o em 1962, ficou estabelecido                       que o curso superior                       destinado &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo teria a dura&ccedil;&atilde;o                       de cinco anos e deveria adequar-se na proposta                       do curr&iacute;culo m&iacute;nimo (Guzzo e Wechsler, 1993). Este, por sua vez,                       est&aacute; estruturado de forma a                       fornecer ao graduando informa&ccedil;&otilde;es sobre as v&aacute;rias abordagens                       psicol&oacute;gicas e as &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o,                       devendo, tamb&eacute;m, incluir est&aacute;gios supervisionados nos v&aacute;rios                       n&iacute;veis de forma&ccedil;&atilde;o, acrescentando                       sempre novas &aacute;reas de conhecimento e atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo                       (CFP, 1994).                       </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante os anos     de forma&ccedil;&atilde;o profissional, o graduando em Psicologia                         se depara com um                         leque de possibilidades variadas, dentre as quais, pr&oacute;ximo &agrave; conclus&atilde;o                         do curso, ter&aacute; que optar 'por &aacute;   rea de atua&ccedil;&atilde;o e abordagem te&oacute;rica, al&eacute;m de determinar                         a carreira a seguir e o in&iacute;cio de sua pr&aacute;tica                         profissional (Morato e cols., 1993). Para efetuar tais escolhas, necessitar&aacute;,                         durante o curso, manter                         contato com mat&eacute;rias te&oacute;ricas e atividades pr&aacute;ticas que                         possibilitem perceber quais seus interesses e                         afinidades dentro do campo da Psicologia.                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados sobre     o mercado de trabalho (CFP, 1988; CFP, 1994) apontam para o fato de que                           futuros profissionais com pretens&atilde;o de atuarem como cl&iacute;nicos, principalmente                           em abordagem de                           base psicanal&iacute;tica, enfrentaram v&aacute;rios obst&aacute;culos, devido &agrave; atual                           situa&ccedil;&atilde;o de satura&ccedil;&atilde;o em que se                           encontra esta faixa do mercado, onde 80% dos psic&oacute;logos atuantes no Brasil                           concentram suas                           atividades. Este quadro demonstra que o estudante prestes a graduar-se em Psicologia,                           deveria ter                           como op&ccedil;&otilde;es outras &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, para                           uma tomada de decis&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; carreira                           profissional.                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre os v&aacute;rios aspectos que influenciam a forma&ccedil;&atilde;o do                             psic&oacute;logo, a identidade social                             parece ter forte influ&ecirc;ncia, principalmente entre os pr&oacute;prios graduandos                             de Psicologia. Os dados                             levantados pelo CFP (1994) sugerem que estes acreditam que apenas ser&aacute; plenamente                             psic&oacute;logo                             aquele que realmente atuar na &aacute;rea cl&iacute;nica. Neste mesmo sentido,                             Freitas, Menezes e Louzada                             (1995) verificaram que as concep&ccedil;&otilde;es sobre o profissional de Psicologia                             e sua atua&ccedil;&atilde;o junto &agrave;   comunidade privilegiam a pr&aacute;tica cl&iacute;nica e (ou) psicoterap&ecirc;utica,                             centralizam-se no atendimento                             individual e est&atilde;o voltadas para a solu&ccedil;&atilde;o de problemas                             de natureza psicol&oacute;gica em geral, o que &eacute;   confirmado pelos dados de Ara&uacute;jo e Murta (1995). De modo geral, os alunos                             de Psicologia                             demonstram dificuldades em reconhecer as &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o                             do psic&oacute;logo (Santos, 1992a), em saber                             quais os campos de trabalho e qual o papel a desenvolver em cada um destes campos.                             Ao ingressar                             no curso de Psicologia, o estudante caracteriza a profiss&atilde;o como tendo                             uma fun&ccedil;&atilde;o                             social/assistencial (Pacheco, Mascarenhas e Magioli, 1998).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Campos e cols.     (1996) constataram que a maioria dos estudantes acaba seguindo a tend&ecirc;ncia                               de seu curso, optando pela &aacute;rea e abordagem te&oacute;rica mais comum                               e difundida entre as mat&eacute;rias que                               estudaram. Os autores relatam ainda que tal estrutura corresponde mais a um processo                               de                               doutrina&ccedil;&atilde;o do que forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, n&atilde;o                               conduzindo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de um profissional coerente                               com as concep&ccedil;&otilde;es hoje dominantes a respeito do saber e do fazer                               cient&iacute;ficos. A falta de informa&ccedil;&atilde;o                               sobre as v&aacute;rias possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo                               acabam por favorecer a atua&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica em                               detrimento das demais &aacute;reas (Campos 1989; 1994).                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No tocante &agrave; &aacute;rea de Ensino e Pesquisa em Psicologia, dados levantados                                 por Santos (1993)                                 revelaram que as representa&ccedil;&otilde;es de alunos de Psicologia com refer&ecirc;ncia                                 a esta &aacute;rea restringem-se a                                 situa&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio (an&aacute;lise experimental ou                                 observa&ccedil;&atilde;o do comportamento), demonstrando,                                 entre outras quest&otilde;es, que h&aacute; falhas no conte&uacute;do de disciplinas                                 como Metodologia de Pesquisa, que                                 n&atilde;o enfatizam a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento como sendo fun&ccedil;&atilde;o                                 importante na pr&aacute;tica da Psicologia.                                 Rodrigues, Gums e Reis (1998) demonstraram que apenas uma pequena parcela dos                                 psic&oacute;logos                                 brasileiros formados na &uacute;ltima d&eacute;cada reconhece a produ&ccedil;&atilde;o                                 de conhecimento atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o                                 de pesquisas como sendo uma das tarefas necess&aacute;rias e importantes de sua                                 pr&aacute;tica profissional.                                 Soma-se a esta quest&atilde;o que, ao final do curso, o aluno apresenta v&aacute;rias                                 e s&eacute;rias d&uacute;vidas sobre o                                 car&aacute;ter cient&iacute;fico da Psicologia (Santos, 1992b).                                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute;, entretanto, outras &aacute;reas que despontam no cen&aacute;rio nacional,                                   como a Psicologia do                                   Esporte e a Psicologia Jur&iacute;dica (Bonfim, 1993), a Psicologia das Artes,                                   a Psicologia Pastoral, a                                   Psicologia da Sa&uacute;de, a Psicologia da Computa&ccedil;&atilde;o, a Psicologia                                   da M&iacute;dia e do Lazer (Pfromm Netto,                                   1992). Vale ressaltar que a maioria destas &aacute;reas &eacute; desbravada por                                   muitos profissionais de outras &aacute;   reas que n&atilde;o da Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Entretanto, a     despeito da gravidade da situa&ccedil;&atilde;o atual, a produ&ccedil;&atilde;o                                     cient&iacute;fica sobre a forma&ccedil;&atilde;o                                     do psic&oacute;logo ainda &eacute; restrita, bem como a produ&ccedil;&atilde;o                                     de instrumentos, t&eacute;cnicas e estrat&eacute;gias que                                     auxiliem os alunos da &aacute;rea na escolha de &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o                                     e at&eacute; mesmo de referenciais te&oacute;ricos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Calejon (1996),     ao revisar a literatura na &aacute;rea, relata que esse aspecto                                       tem sido acentuado                                       como fundamental, informando que, durante o curso, os estudantes de Psicologia                                       experimentam                                       sentimentos de incerteza quanto &agrave; escolha profissional e necessitam, portanto,                                       de aux&iacute;lio para                                       superar tal conflito.                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos Estados Unidos,     Leong e Zachar (1991, 1993) reconheceram a necessidade de pesquisar                                         a escolha de carreira entre alunos de     Psicologia. Desenvolveram, ent&atilde;o,                                         o <i>Scientist Practitioner                                         Inventory</i> (SPI), uma escala especialmente elaborada para a finalidade de levantar                                         os interesses dos                                         estudantes relativos a dois tipos de atividades em Psicologia: Ensino-Pesquisa                                         e Psicologia Cl&iacute;nica.                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O instrumento     em quest&atilde;o cont&eacute;m 42 itens, destinados &agrave; detec&ccedil;&atilde;o                                           de caracter&iacute;sticas de                                           personalidade e padr&otilde;es de desenvolvimento que estejam associados a interesses                                           pr&aacute;ticos ou                                           cient&iacute;ficos, em espec&iacute;fico (Leong e Zachar, 1993). Por meio de                                           uma listagem de atividades                                           exercidas por psic&oacute;logos (atividades terap&ecirc;uticas, pesquisa, estat&iacute;stica,                                           per&iacute;cia em cl&iacute;nica, atividades                                           de professor-editor-supervisor, vida acad&ecirc;mica, aplica&ccedil;&atilde;o                                           e interpreta&ccedil;&atilde;o de testes), possivelmente                                           experienciadas pelos estudantes durante o curso de Psicologia, busca-se levantar                                           quais s&atilde;o as que                                           despertam interesse e que est&atilde;o de acordo com suas habilidades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Leong e Zachar     (1992) sustentam a hip&oacute;tese de que h&aacute; evid&ecirc;ncias                                             claras sobre a exist&ecirc;ncia de                                             caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas e distintas que discriminam entre profissionais                                             cientistas e profissionais                                             pr&aacute;ticos. Uma vez que tais diferen&ccedil;as nunca haviam sido diretamente                                             estudadas em alunos de                                             Psicologia, procuraram ent&atilde;o pesquis&aacute;-las atrav&eacute;s do SPI,                                             que foi elaborado especialmente para esta                                             finalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os autores mencionados     basearam suas pesquisas no fato de que aspectos de personalidade sustentam     as diferen&ccedil;as nos perfis destes dois tipos de profissionais                                               e comprovaram que &quot;   graduandos com caracter&iacute;sticas de personalidade do tipo investigador-pesquisador,                                               interessam-se                                               por uma orienta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e te&oacute;rica objetiva,                                               enquanto que graduando com caracter&iacute;sticas de                                               personalidade do tipo social demonstraram aptid&atilde;o para orienta&ccedil;&atilde;o                                               pr&aacute;tica e te&oacute;rica subjetiva&quot;   (Leong e Zachar, 1992: 676).                                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Leong     e Zachar (1993: 163), o Scientist Practitioner Inventory (SPI) &quot;por                                                 ser um                                                 operacionalizador dessas dimens&otilde;es da Psicologia (Pesquisa e Cl&iacute;nica),                                                 pode ser usado no                                                 aconselhamento de carreira, auxiliando estudantes a determinar a extens&atilde;o                                                 de seu interesse&quot;.                                                 Salientam, ademais, que outros pesquisadores atestaram a efici&ecirc;ncia do                                                 instrumento para auxiliar a                                                 instru&ccedil;&atilde;o de estudantes de Psicologia sobre a extens&atilde;o da                                                 profiss&atilde;o, promovendo uma reflex&atilde;o mais                                                 exata sobre este aspecto.                                                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Leong e Zachar     (1993) testaram o instrumento criado por eles no contexto universit&aacute;rio                                                   norte-americano. No Brasil, Fuji e Campos (1997) realizaram uma pesquisa utilizando                                                   este                                                   instrumento e constataram que os estudantes brasileiros demonstram maior tend&ecirc;ncia                                                   em optar por                                                   atividades cl&iacute;nicas terap&ecirc;uticas, baseadas no modelo m&eacute;dico,                                                   dados estes que v&ecirc;m ao encontro do                                                   fato, j&aacute; comprovado por v&aacute;rios estudos anteriores (p. ex., CFP,                                                   1994), de que a maior concentra&ccedil;&atilde;o                                                   de psic&oacute;logos brasileiros atuantes est&aacute; na &aacute;rea Cl&iacute;nica.                                                   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, at&eacute; o momento este instrumento n&atilde;o foi ainda testado                                                     no Brasil, de modo que face                                                     ao at&eacute; aqui exposto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a viabilidade                                                     do Invent&aacute;rio Cientista-                                                     Pr&aacute;tico (<i>Scientist                                                     Practitioner Inventory</i>) na realidade brasileira e identificar                                                     a tend&ecirc;ncia de um                                                     grupo de alunos de Psicologia quanto &agrave; &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o.                                                     </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b>                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Sujeitos</b>                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram sujeitos,     46 alunos do quarto ano do curso de Psicologia de uma Institui&ccedil;&atilde;o                                                             de Ensino                                                             Superior, particular, do Estado de S. Paulo, determinados acidentalmente.                                                             Dos sujeitos, tr&ecirc;s foram do sexo masculino, 40 do feminino e tr&ecirc;s                                                             n&atilde;o identificaram seus                                                             sexos. A renda m&eacute;dia familiar mensal dos sujeitos foi de mais de 20 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos,                                                             mostrando                                                             n&iacute;vel s&oacute;cioecon&ocirc;mico alto.                                                             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Material</b>                                                               </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para coleta de       dados foram utilizados dois instrumentos: </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>1. Question&aacute;rio de identifica&ccedil;&atilde;o,</b> contendo seis quest&otilde;es                                                                   de identifica&ccedil;&atilde;o, abordando a                                                                   caracteriza&ccedil;&atilde;o do sujeito quanto a sexo e idade e n&iacute;vel                                                                   s&oacute;cioecon&ocirc;mico.                                                                   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>2. Invent&aacute;rio de orienta&ccedil;&atilde;o profissional cientista-pr&aacute;tico</b>                                                                     (<i>Scientist                                                                     Practitioner                                                                     Inventory</i>), com 42 itens, sendo 13 relativos a atividades terap&ecirc;uticas,                                                                     10 &agrave; pesquisa, cinco ao                                                                     perito em cl&iacute;nica, quatro &agrave; estat&iacute;stica, quatro a professor-editor-supervisor,                                                                     tr&ecirc;s a id&eacute;ias                                                                     acad&ecirc;micas, tr&ecirc;s a teste e interpreta&ccedil;&atilde;o. As respostas                                                                     podem variar na escala entre 1 (Muito                                                                     Pouco Interesse) at&eacute; 5 (Muito Alto Interesse).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este instrumento     foi primeiramente traduzido do Ingl&ecirc;s, sendo realizada                                                                       posteriormente sua                                                                       revers&atilde;o, a fim de validar a tradu&ccedil;&atilde;o realizada.                                                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Procedimento</b>                                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Primeiramente       foram identificados os sujeitos-poss&iacute;veis, de modo que foram                                                                           contactados                                                                           para sua ades&atilde;o ou n&atilde;o ao estudo.                                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma vez determinados     os sujeitos, os instrumentos foram entregues aos sujeitos para que eles                                                                             respondessem     em suas resid&ecirc;ncias e os retomassem no dia seguinte, sendo                                                                             que o retorno efetivo                                                                             ocorreu em at&eacute; 30 dias. Foi garantido sigilo absoluto aos sujeitos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados e       discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Para an&aacute;lise estat&iacute;stica, utilizou-se a prova do qui-quadrado,                                                                                 trabalhando-se com as                                                                                 freq&uuml;&ecirc;ncias percentuais como base da c&aacute;lculo, ao n&iacute;vel                                                                                 de signific&acirc;ncia de 0,05 (Witter, 1996).                                                                                </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No tocante &agrave; subescala de &quot;Atividades Terap&ecirc;uticas&quot;, o                                                                                   item que obteve a maior m&eacute;dia foi &quot;   Aprendizagem de novas estrat&eacute;gias para interven&ccedil;&atilde;o em problemas                                                                                   psicol&oacute;gicos&quot; (4,89 pontos)                                                                                   sugerindo maior motiva&ccedil;&atilde;o para estudos e viv&ecirc;ncias relacionadas &agrave; aprendizagem                                                                                   de condutas                                                                                cl&iacute;nicas (Tabela 1). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/pee/v3n2/2a04t1.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No segundo posto         ficou o item &quot;Ajudar um cliente                                                                                         a entrar em contato com seus sentimentos&quot;   (4,63 pontos) j&aacute; indicando possivelmente um dos motivos da busca pela &aacute;rea                                                                                         cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &Eacute;    interessante notar que dos itens com m&eacute;dias mais baixas, tr&ecirc;s destacam-se                                                                                           por sugerir                                                                                           normas menos tradicionais na &aacute;rea cl&iacute;nica. O item &quot;Conduzir                                                                                           terapia de casal ou familiar&quot; (3,45                                                                                           pontos) sugere que o modelo ainda preferido pelos estudantes &eacute; voltado                                                                                           para atua&ccedil;&atilde;o individual,                                                                                           representando um modelo de atua&ccedil;&atilde;o antigo e tradicional, indo ao                                                                                           encontro do postulado por Feixas                                                                                           e Mir&oacute; (1993) e por Freitas, Menezes e Louzada (1995).                                                                                          </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os outros dois     aspectos menos pontuados &quot;Supervisionar a pr&aacute;tica                                                                                             de estudantes em                                                                                             Psicologia Cl&iacute;nica ou aconselhamento&quot; (3,30 pontos) e &quot;Avaliar                                                                                             criticamente o sistema de triagem                                                                                             de clientes de um servi&ccedil;o psicol&oacute;gico&quot; (3,28 pontos) se referem                                                                                             a aspectos do treinamento e efic&aacute;cia                                                                                             dos servi&ccedil;os de treinamento dos futuros psic&oacute;logos cl&iacute;nicos,                                                                                             o que parece confirmar a posi&ccedil;&atilde;o de                                                                                             Campos (1994) sobre a pouca perspectiva dos pr&oacute;prios alunos quanto &agrave; validade,                                                                                             pertin&ecirc;ncia e                                                                                             confiabilidade de seu treinamento e supervis&atilde;o.                                                                                          </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na an&aacute;lise das respostas atrav&eacute;s do X&sup2;, observou-se o valor                                                                                               de 1,38, n&atilde;o suficiente para                                                                                               determinar a rejei&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese nula (X&sup2;c&#61; 21,03;                                                                                               n.g.1.&#61;12; n.sig.&#61;0,05), ou seja, nenhum dos                                                                                          itens foi significativamente mais pontuado do que outro. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Tabela 2 diz respeito &agrave; subescala                                                                                                 de &quot;Atividades de Pesquisa&quot;. O item de maior m&eacute;dia foi                                                                                                 sugerir id&eacute;ias sobre poss&iacute;veis pesquisas com colegas (3,10 pontos),                                                                                                 indicando que os sujeitos                                                                                                 possuem boas condi&ccedil;&otilde;es de percep&ccedil;&atilde;o de temas ou problemas                                                                                                 cient&iacute;ficos. Outro item refere-se a                                                                                                 coletar dados de um projeto de pesquisa de estudantes (3,00 pontos), que ao levar                                                                                                 em considera&ccedil;&atilde;o                                                                                                 os dois itens de menor m&eacute;dia, analisar dados oriundos de um experimento                                                                                                 que voc&ecirc; conduziu (2,39                                                                                                 pontos), e revisar artigo de outros autores para revistas cient&iacute;ficas                                                                                                 (2,08 pontos), sugere que os                                                                                                 alunos de Psicologia evitam atividades que exigem an&aacute;lise cr&iacute;tica. &Eacute; interessante                                                                                                 notar que os itens                                                                                                 que exigem produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e/ou revis&atilde;o desta                                                                                                 s&atilde;o menos pontuados, refor&ccedil;ando a pouca &ecirc;nfase                                                                                                 dada pelos estudantes de Psicologia a esta &aacute;rea. Tal posi&ccedil;&atilde;o                                                                                                 confirma o que Rodrigues, Gums e Reis                                                                                                 (1998) verificaram.                                                                                          </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/pee/v3n2/2a04t2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O X&sup2; observado nesta subescala (Tabela 2) foi de 1,16, sendo que mais uma                                                                                                       vez n&atilde;o se rejeitou                                                                                                       a Ho (X&sup2;c= 16,92; n.g.1.=9; n.sig.=0,05), de modo que n&atilde;o se observou                                                                                                       nenhum item mais                                                                                          pontuado do que os demais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/pee/v3n2/2a04t3.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Na subescala de Atividades de &quot;Perito em Psicologia                                                                                                               Cl&iacute;nica&quot; (Tabela 3), os itens de maior                                                                                                               m&eacute;dia, foram: organizar um programa de tratamento em hospital psiqui&aacute;trico                                                                                                               (3,47 pontos) e                                                                                                               delinear um novo m&eacute;todo de tratamento para uma institui&ccedil;&atilde;o                                                                                                               de sa&uacute;de mental (3,34 pontos),                                                                                                               indicando maior interesse por atividades referentes &agrave; &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o                                                                                                               cl&iacute;nica, repetindo mais uma                                                                                                               vez os modelos existentes. O item de menor m&eacute;dia foi &quot;dar informa&ccedil;&otilde;es                                                                                                               sobre problemas                                                                                                               psicol&oacute;gicos em um programa de r&aacute;dio&quot; (1,82 pontos), talvez                                                                                                               pelo fato de ser um atividade pass&iacute;vel                                                                                                               de ser criticada e pouco difundida no Brasil (Santos, 1992a). Vale pontuar que                                                                                                               esta subescala                                                                                                               possue no bojo de seus itens, uma atua&ccedil;&atilde;o diferenciada do modelo                                                                                                               tradicional de psic&oacute;logo e/ou                                                                                                               Psicologia Cl&iacute;nica (Ara&uacute;jo e Murta, 1995), al&eacute;m de tarefas                                                                                                               de planejamento muito semelhantes aos                                                                                                               utilizados em pesquisa, o que foi igualmente menos pontuado anteriormente (Tabela                                                                                                               2).                                                                                          </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mais uma vez, na an&aacute;lise atrav&eacute;s do X2 n&atilde;o se rejeitou a                                                                                                                 hip&oacute;tese nula, pois o &iacute;ndice de 3,99                                                                                                                 n&atilde;o foi significativo (X&sup2;c= 9,49; n.g.I.=4; n.sig.=0,05), encontrando                                                                                                                 mais uma vez um equil&iacute;brio na                                                                                          pontua&ccedil;&atilde;o dos itens desta subescala Tabela 3). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Referindo-se &agrave; subescala                                                                                                                   de &quot;Atividades em Estat&iacute;stica&quot; (Tabela 4), o item de maior m&eacute;dia &quot;   ler livro sobre um programa inovador quanto &agrave;s formas de pesquisa&quot; (2,34                                                                                                                   pontos) indica que os                                                                                                                   sujeitos n&atilde;o priorizam a busca por informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas                                                                                                                   sobre estrat&eacute;gias de pesquisa ou base para                                                                                                                   an&aacute;lise estat&iacute;stica de seus dados. O segundo item de maior m&eacute;dia &quot;Ajudar                                                                                                                   um colega a entender                                                                                                                   resultados estat&iacute;sticos confusos&quot; (2,30 pontos) tamb&eacute;m apresenta                                                                                                                   pouco ou nenhum interesse                                                                                          significativo, fato que ocorre igualmente com outros itens desta subescala.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/pee/v3n2/2a04t4.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> &Eacute;    interessante notar que o modelo quantitativo representado pela estat&iacute;stica,                                                                                                                         que &eacute;   internacionalmente aceito, parece ser muito pouco atrativo para os sujeitos.                                                                                               Estes dados                                                                                               provavelmente s&atilde;o fruto de concep&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas sobre                                                                                                                         a natureza da ci&ecirc;ncia ou da Psicologia                                                                                                                         (Santos, 1992b e 1993), al&eacute;m de indicar um dos aspectos mais urgentes                                                                                                                         de revis&atilde;o no ensino de                                                                                          Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O X&sup2; observado nesta subescala foi de 2,81, sendo que mais uma vez n&atilde;o                                                                                                                           se rejeitou a Ho                                                                                                                           (X&sup2;c= 7,82; n.g.I.=3; n.sig.=0,05), repetindo o observado nas subescalas                                                                                                                           anteriores, onde n&atilde;o se                                                                                          observou nenhum item mais pontuado do que os demais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> No tocante &agrave; sub-escala                                                                                                                             de &quot;Atividades Cient&iacute;ficas&quot; (Tabela 5), o item &quot;Apresentar                                                                                                                             descobertas                                                                                                                             de pesquisa em uma confer&ecirc;ncia&quot; (3,08 pontos) obteve maior m&eacute;dia,                                                                                                                             apresentando uma                                                                                                                             incongru&ecirc;ncia com os dados analisados anteriormente, que indicavam pouco                                                                                                                             interesse em coletar e                                                                                                                             analisar dados de pesquisa. Fica a quest&atilde;o de se verificar em outros estudos,                                                                                                                             as poss&iacute;veis fontes                                                                                                                             destas descobertas cient&iacute;ficas a serem &quot;apresentadas&quot; pelos                                                                                                                             sujeitos, uma vez que a atividade                                                                                                                             cient&iacute;fica n&atilde;o parece ser a mais valorizada em suas pr&aacute;ticas                                                                                                                             profissionais (Tabela 2), como indicam                                                                                          Santos (1993) e Rodrigues, Gums e Reis (1998).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/pee/v3n2/2a04t6.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Dentro dos itens desta subescala, o trabalho como editor de uma revista cient&iacute;fica,                                                                                                                                   atividade                                                                                                                                   valorizada internacionalmente, recebeu a pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia                                                                                                                                   igual a 1,91 pontos, sugerindo a n&atilde;o                                                                                                                                   preocupa&ccedil;&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o para o exerc&iacute;cio profissional                                                                                                                                   relacionado &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia                                                                                                                                   psicol&oacute;gica, bem como o desconhecimento da import&acirc;ncia desta atividade                                                                                                                                   para o desenvolvimento                                                                                          da &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> De certo modo, estes dados podem ser considerados esperados, posto que a forma&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                     em                                                                                                                                     Psicologia no Brasil pouco enfatiza e oportuniza a aprendizagem e desenvolvimento                                                                                                                                     das habilidades                                                                                                                                     cient&iacute;ficas, repetindo o modelo tradicional de atua&ccedil;&atilde;o,                                                                                                                                     perpetuando o ciclo vicioso entre a                                                                                                                                     identidade social da profiss&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o fornecida aos                                                                                                                                     futuros profissionais (Carvalho e Kavano,                                                                                                                                     1982).                                                                                          </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi observado nesta subescala o X&sup2; de 2,68, insuficiente mais uma vez para                                                                                                                                       determinar a                                                                                                                                       rejei&ccedil;&atilde;o da Ho (X&sup2;c= 7,82; n.g.1.&#61;4; n.sig.&#61;0,05), pois n&atilde;o                                                                                                                                       se observou nenhum item com escore                                                                                          maior do que os demais. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que diz respeito &agrave; subescala de &quot;Atividades                                                                                                                                         Docentes&quot; (Tabela 6), &quot;Formular uma teoria                                                                                                                                         sobre processos psicol&oacute;gicos&quot; obteve maior m&eacute;dia, com 3,23                                                                                                                                         pontos. &Eacute; interessante notar que os                                                                                                                                         sujeitos indicaram esta atividade como a de maior interesse neste campo de atua&ccedil;&atilde;o,                                                                                                                                         mas nos itens                                                                                                                                         anteriores relacionados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica n&atilde;o                                                                                                                                         pontuaram interesse (Tabelas 2, 4 e 5), sugerindo                                                                                                                                         que os mesmos acreditam ser poss&iacute;vel a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica                                                                                                                                         exclusivamente da pr&oacute;pria atua&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                         cl&iacute;nica, resultante, talvez, de um processo meramente reflexivo, o que                                                                                                                                         foi um caminho no in&iacute;cio da                                                                                                                                         Psicologia, mas hoje j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais suficiente e vi&aacute;vel                                                                                          (Popper, 1975).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/pee/v3n2/2a04t6.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O item de menor pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia foi &quot;Desenvolver novas                                                                                                                                               explica&ccedil;&otilde;es sobre a boa aceita&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                               de estudos emp&iacute;ricos&quot;, com 2,39 pontos, indicando pouco interesse                                                                                                                                               em atividades referentes ao                                                                                                                                               desenvolvimento da Psicologia como ci&ecirc;ncia com tal caracter&iacute;stica.                                                                                                                                               Estes dados podem ser tamb&eacute;m                                                                                                                                               compreendidos &agrave; luz dos diversos estudos que apontam a grande influ&ecirc;ncia                                                                                                                                               e dom&iacute;nio da psican&aacute;lise                                                                                                                                               no Brasil, pois este modelo rejeita n&atilde;o apenas o car&aacute;ter emp&iacute;rico                                                                                                                                               da ci&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m m&eacute;todos                                                                                                                                               quantitativos (Eysenck, 1993). Estudos como os conduzidos pelo C.F.P. em 1994                                                                                                                                               e 1988 apontam                                                                                                                                               esta proposta como a mais freq&uuml;ente entre os profissionais, o que pode ser                                                                                                                                               considerado como uma                                                                                                                                               medida indireta da influ&ecirc;ncia de curr&iacute;culos e conte&uacute;dos program&aacute;ticos.                                                                                          </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mais uma vez, na an&aacute;lise atrav&eacute;s do X&sup2; n&atilde;o se rejeitou                                                                                                                                                 a hip&oacute;tese nula, pois o &iacute;ndice de 1,97                                                                                                                                                 n&atilde;o foi significativo (X&sup2;c=5,99; n.g.1.=2; n.sig.=0,05), encontrando                                                                                                                                                 mais uma vez um equil&iacute;brio na                                                                                          pontua&ccedil;&atilde;o dos itens desta subescala.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Na sub-escala &quot;Atividades                                                                                                                                                   Psicom&eacute;tricas&quot; (Tabela 7) o item mais pontuado foi &quot;Apresentar                                                                                                                                                   resultados de um caso cl&iacute;nico durante uma conferencia&quot; (3,43 pontos),                                                                                                                                                   voltado &agrave;s quest&otilde;es                                                                                                                                                   anteriormente analisadas que dizem respeito ao alto interesse na &aacute;rea                                                                                                                                                   de atua&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e ao                                                                                                                                                   desconhecimento dos limites deste tipo de pr&aacute;tica. Os demais itens que                                                                                                                                                   obtiveram a mesma                                                                                                                                                   pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia (2,93 pontos), abordam a utiliza&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                                   de testes psicol&oacute;gicos, indicando novamente                                                                                                                                                   pouca aten&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos mesmos.                                                                                          </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/pee/v3n2/2a04t7.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mais uma vez, o item que mais se aproxima da pr&aacute;tica cl&iacute;nica tradicional                                                                                                                                                           recebeu maior                                                                                                                                                           pontua&ccedil;&atilde;o, o que refor&ccedil;a a predomin&acirc;ncia do modelo                                                                                                                                                           m&eacute;dico na prefer&ecirc;ncia dos sujeitos.                                                                                          </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi observado nesta subescala o X&sup2; de 0,58, insuficiente mais uma vez para                                                                                                                                                             determinar a                                                                                                                                                             rejei&ccedil;&atilde;o da Ho (X&sup2;c= 5,99; n.g.1.=2; n.sig.=0,05), pois n&atilde;o                                                                                                                                                             se observou nenhum item com escore                                                                                            maior do que os demais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No tocante &agrave; s&iacute;ntese das freq&uuml;&ecirc;ncias                                                                                                                                                               m&eacute;dias observadas nas escalas apresentadas na Tabela                                                                                                                                                               8, &quot;Atividades Terap&ecirc;uticas&quot; foi a subescala de maior m&eacute;dia                                                                                                                                                               geral (4,08 pontos), o que vai de                                                                                                                                                               encontro ao esperado, pois indica o c&iacute;rculo vicioso entre a forma&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                                               recebida e a identidade social                                                                                                                                                               da profiss&atilde;o (Carvalho e Kavano, 1982), o que demonstra um est&aacute;gio                                                                                                                                                               de desenvolvimento atrasado                                                                                                                                                               da profiss&atilde;o (Campos, 1989; 1994). A escala que recebeu menor aten&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                                               foi &quot;Atividades                                                                                                                                                               Psicom&eacute;tricas&quot;, tema comum na forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo                                                                                                                                                               brasileiro (C.F.P., 1988), mas que n&atilde;o                                                                                                                                                               parece atrair os alunos da &aacute;rea. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/pee/v3n2/2a04t8.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vale lembrar que o uso das medidas psicom&eacute;tricas &eacute; fundamental                                                                                                                                                                     para o bom diagn&oacute;stico da                                                                                                                                                                     problem&aacute;tica do cliente, do dist&uacute;rbio de aprendizagem e condi&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                                                     intelectual da crian&ccedil;a com                                                                                                                                                                     dificuldades escolares ou mesmo na sele&ccedil;&atilde;o de funcion&aacute;rios                                                                                                                                                                     para uma empresa, o que indica ponto                                                                                                                                                                     de relev&acirc;ncia para estudo mais acurado sobre a tem&aacute;tica. Al&eacute;m                                                                                                                                                                     deste aspecto, deve-se considerar a                                                                                                                                                                     import&acirc;ncia das escalas relacionadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica                                                                                                                                                                     e ao desenvolvimento da Psicologia                                                                                                                                                                     como ci&ecirc;ncia paradigm&aacute;tica. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na avalia&ccedil;&atilde;o entre as m&eacute;dias das subescalas, o l resultou                                                                                                                                                                       em 4,61, insuficiente mais uma vez                                                                                                                                                                       para determinar a rejei&ccedil;&atilde;o da Ho (X&sup2;c&#61; 12,59; n.g.l.&#61;6; n.sig.&#61;0,05),                                                                                                                                                                       ou seja, na m&eacute;dia n&atilde;o houve                                                                                                                                                                       uma subescala com escore maior do que as demais, embora a an&aacute;lise qualitativa                                                                                                                                                                       dos dados ao longo                                                                                                                                                                       do trabalho reforce o predom&iacute;nio da atividade cl&iacute;nica baseada no modelo tradicional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este estudo relata a primeira experi&ecirc;ncia com o Invent&aacute;rio Cientista-Pr&aacute;tico                                                                                                                                                                             no Brasil. Os                                                                                                                                                                             dados apontam para uma realidade sobejamente conhecida e relatada na literatura,                                                                                                                                                                             refletindo, mais                                                                                                                                                                             uma vez, o predom&iacute;nio da &aacute;rea cl&iacute;nica. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao instrumento, h&aacute; de se considerar que o mesmo                                                                                                                                                                               se baseia no modelo norteamericano                                                                                                                                                                               cientista-pr&aacute;tico, que serve de base para a forma&ccedil;&atilde;o do                                                                                                                                                                               psic&oacute;logo naquele pa&iacute;s desde                                                                                                                                                                               1936 (Sanford, 1951). Al&eacute;m desta quest&atilde;o, o instrumento parece                                                                                                                                                                               medir apenas duas dimens&otilde;es:                                                                                                                                                                               cl&iacute;nica e planejamento/ pesquisa em Psicologia, desconsiderando as &aacute;reas                                                                                                                                                                               escolar, organizacional, esportiva, jur&iacute;dica, entre outras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Independente destas limita&ccedil;&otilde;es, os dados relatam que a viabilidade                                                                                                                                                                                 do Invent&aacute;rio Cientista-                                                                                                                                                                                 Pr&aacute;tico &eacute; suficiente para justificar estudos posteriores de valida&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                                                                 para a realidade brasileira, pois                                                                                                                                                                                 possibilitou identificar, ainda de forma limitada, a tend&ecirc;ncia de um grupo                                                                                                                                                                                 de alunos de Psicologia                                                                                                                                                                                 quanto &agrave; &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seria de muita valia a cria&ccedil;&atilde;o de instrumentos de orienta&ccedil;&atilde;o                                                                                                                                                                                   vocacional e profissional para                                                                                                                                                                                   estudantes de Psicologia, principalmente se considerar-se o grande n&uacute;mero                                                                                                                                                                                   de sujeitos que                                                                                                                                                                                   abandonam a profiss&atilde;o                                                                                                                                                                        (C.F.P., 1988 e 1994).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Referencias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">American Psychological     Association. (I978). <i>Careers in Psychology</i>. Washington: APA. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1861013&pid=S1413-8557199900020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ara&uacute;jo, S. e Murta, S.G. (1995). Psic&oacute;logo: conceitos atribu&iacute;dos     por estudantes secundaristas e universit&aacute;rios     goianienses.<i> Anais</i> da XXV Reuni&atilde;o Anual de Psicologia. Ribeir&atilde;o     Preto, p. 375.   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bastos, A.V.B. (1997). A escolha e o comportamento com a carreira: um estudo       entre profissionais e       estudantes de Administra&ccedil;&atilde;o. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o</i>,     32 (3): 28-39.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Blustein, D.L. (1995). Counseling psychology in the USA: historical perspective,         current status and future       directions. <i>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica</i>, (10/11): 5-20.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Bonfim, E.M. (1993). Psicologia do Esporte e Psicologia Jur&iacute;dica: atividades           e sugest&otilde;es para a forma&ccedil;&atilde;o           profissional. <i>Anais</i> da XXIII Reuni&atilde;o Anual de Psicologia. Ribeir&atilde;o           Preto, p. 314.         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Calejon, L.M.C. (1996). <i>Manejo de crises e dificuldades adaptativas em universit&aacute;rios</i>.             Tese de Doutorado,             IPUSP, S&atilde;o Paulo.           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Campos, L.F.L. (1989). <i>Supervis&atilde;o cl&iacute;nica</i>: um instrumento de               avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho cl&iacute;nico. Disserta&ccedil;&atilde;o               de Mestrado PUC - Campinas (Psicologia Cl&iacute;nica).             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">_______. (1994). <i>Supervis&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica</i>: crit&eacute;rios,                 condutas e modelos de supervis&atilde;o. Tese de                 Doutorado, IPUSP, S&atilde;o Paulo.               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Campos, L.F.L.; Souza, K.C.C.; Cat&atilde;o, E.C. e Campos, P.R. (1996). Fatores                   motivacionais na escolha de                   abordagem te&oacute;rica em Psicologia Cl&iacute;nica. <i>Estudos de Psicologia</i>,                   13 (1): 41-54.                 </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carvalho, A.M.A. e Kavano, E. A. (I982). Justificativas de op&ccedil;&atilde;o                     por &aacute;rea de trabalho em Psicologia: Uma                     an&aacute;lise da imagem da profiss&atilde;o em psic&oacute;logos rec&eacute;m-formados.                   <i>Psicologia</i>, 8(3):1-18.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Cat&atilde;o, E.C. (1999). <i>Aconselhamento de Carreira</i>: Uma Proposta de Instrumento                       para &Aacute;rea de Psicologia.                     Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Instituto de Psicologia. PGPE- PUC-Campinas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Conselho Federal de Psicologia. (1988). <i>Quem &eacute; o Psic&oacute;logo Brasileiro?</i>  S&atilde;o Paulo: Edicon.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> _______. (1994). <i>Processo Constituinte repensando a Psicologia</i>. Congresso Nacional                         Constituinte da                         Psicologia. Campos do Jord&atilde;o: Autor.                       </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Eysenck, H.J. (1993). <i>Decad&ecirc;ncia e Queda do Imp&eacute;rio Freudiano</i>.                           Rio de Janeiro: Ed. Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira.                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Feixas, G. e Mir&oacute;, M. T. B. (1993).<i> Aproximaciones a Ia psicoterapia:                             uma introducci&oacute;n a los tratamientos                           psicol&oacute;gicos</i>. Barcelona: Paid&oacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Freitas, M.F.Q.; Menezes, LF. e Louzada, E.G. (I995). Tipo de conhecimento                               e esfera de atua&ccedil;&atilde;o do                               profissional de Psicologia na opini&atilde;o de estudantes da UFES. <i>Anais</i> da                               XXV Reuni&atilde;o Anual de Psicologia.                               Ribeir&atilde;o Preto, p. 371.                             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fuji, C.M. e Campos, L.F.L. (1997). An&aacute;lise das categorias de prefer&ecirc;ncias                                 profissionais em estudantes de                                 Psicologia.<i> Anais</i> do III Encontro de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica                               / V Encontro de Pesquisadores. Itatiba, p. 48</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Goodyear, R.K e Bates, C.A. (1992). Counseling. Em: MC Alkin, ed. <i>Encyclopedia                                   of Educational Research</i>.                                 New York: </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Macmillan, p. 247-254.                                   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Guzzo, R.S.L. e Wechs]er, S.M. (1993). O psic&oacute;logo escolar no Brasil:                                       padr&otilde;es, pr&aacute;tica e perspectivas. Em:                                       R.S.L. Guzzo; L.S. Almeida e S.M Wechsler. <i>Psicologia Escolar</i>: padr&otilde;es                                       e pr&aacute;ticas em pa&iacute;ses de l&iacute;ngua                                     espanhola e portuguesa. Campinas: &Aacute;tomo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Healy, C.C. (1992). Career counseling. Em: M.C. Alkin, ed. <i>Encyclopedia of                                         Educational Research</i>. New                                         York: Macmillan, p. 131-134.                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Holland, J.I. (1978). <i>La elecci&oacute;n vocacional</i>: teoria de las carreras.                                           M&eacute;xico: Trillas.                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Leong, F. T.L. e Zachar, P. (1991). Development and validation of the Scientist-Practitioner                                             Inventory for                                           Psychology. <i>Journal of Counseling Psychology</i>, 38 (30): 331-341.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> _______. (1992). A problem of personality: scientist and practitioner differences                                               in Psychology. <i>Journal of                                             Personality</i>, 60 (3): 665-677.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> _______. (1993). Presenting two brief versions of the Scientist-Practitioner                                                 Inventory. <i>Journal of Career                                                 Assesment</i>, 2 (1): 162-170.                                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Martins, C.R. (1978). <i>Psicologia do comportamento vocacional</i>: contribui&ccedil;&atilde;o                                                   para o .estudo do                                                 comportamento vocacional. S&atilde;o Paulo: EPUIEDUSP.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Morato, H.T.P.; Costabile, C.; Eisenloar, M.G.; Simone, C. e Honora, K. (1993).                                                     Um servi&ccedil;o a servi&ccedil;o de                                                     alunos de Psicologia: a hist&oacute;ria de um projeto. <i>Boletim de Psicologia</i>,                                                     XLIII (88/89): 95-110.                                                   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Osipow, S.H. (1990). Careers: research and personal or how I think an individuals                                                       personal and career life                                                       interwine: a personal example.<i>The Counseling Psychologist</i>, 18 (2): 338-347.                                                     </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pacheco, AL.P.B.; Mascarenhas, M.L. e Magioli, AM. (1998). Escolhendo a profiss&atilde;o                                                         de psic&oacute;logo. <i>Anais</i> da                                                         XXVIII Reuni&atilde;o Anual de Psicologia. Ribeir&atilde;o Preto, p. 181.                                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Passarelli, L.B. (1991). <i>Uma cr&iacute;tica ao conceito de escolha profissional</i>:                                                           um estudo explorat&oacute;rio na carreira                                                           profissional de inform&aacute;tica. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado,                                                           IPUSP, S&atilde;o Paulo.                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pfromm Netto, S. (1992). Pesquisa cient&iacute;fica em Psicologia: lacunas,                                                             fragilidades e desafios nos anos 90.                                                             <i>Cadernos de Psicologia</i>, 1 (novembro), 1: 107-126.                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Popper, K.R. (1975). <i>A l&oacute;gica da pesquisa cient&iacute;fica</i>. S&atilde;o                                                               Pualo: Cultrix/EDUSP.                                                             </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rodrigues, M.M.P.; Gums, C. e Reis, C.T. (1998). Inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica,                                                                 forma&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o profissional do                                                                 psic&oacute;logo. <i>Anais</i> da XXV]]I Reuni&atilde;o Anual de Psicologia. Ribeir&atilde;o                                                                 Preto, p. 56.                                                               </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sanford, F .H. (1951). Annual Report of Executive Secretary. <i>American Psychologist</i>,                                                                 6: 664-670.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Santos, M.A. (1992a). &Aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o em Psicologia:                                                                     a (de)constru&ccedil;&atilde;o da imagem social da profiss&atilde;o e da                                                                     identidade do Psic&oacute;logo. <i>Anais</i> da XXII Reuni&atilde;o Anual de Psicologia.                                                                     Ribeir&atilde;o Preto, p. 58.                                                                   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">_______. (1992b). O que &eacute; Psicologia?: representa&ccedil;&atilde;o social                                                                       da profiss&atilde;o entre alunos do curso de forma&ccedil;&atilde;o.                                                                       <i>Anais</i> da XXII Reuni&atilde;o Anual de Psicologia. Ribeir&atilde;o Preto, p.                                                                     57.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> _______. (1993). Representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da atua&ccedil;&atilde;o                                                                         profissional em Psicologia. <i>Anais</i> da XXIII Reuni&atilde;o Anual                                                                         de Psicologia. Ribeir&atilde;o Preto, p. 97.                                                                       </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Staats, AW. (1987). Unified Positivism: Philosofy for Unimic Psychology. In                                                                           Baker, J.W.; Hayland, M.E.;                                                                           Van Rappord, H.L. e Staats, AW.- <i>Current Issues in Teorical Psychology</i>. North                                                                           Holland: Elsever Science                                                                           Pu.                                                                         </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Teixeira, M.AP. e Gomes, W.B. (1998). Mudan&ccedil;a profissional: uma abordagem                                                                             fenomenol&oacute;gica. <i>Anais</i> da                                                                             XXVIII Reuni&atilde;o de Psicologia. Ribeir&atilde;o Preto, p. 131.                                                                           </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Witter, G.P. (1996). Pesquisa cient&iacute;fica e n&iacute;vel de signific&acirc;ncia.                                                                               <i>Estudos de Psicologia</i>, 13 (1): 55-63.                                                                             </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido: 04/05/99    <br>   Aprovado: 24/08/99</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="1a"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a>  Trabalho     apresentado parcialmente no II Encontro de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica     da PUC-Campinas    <br>     <sup><a name="2a"></a><a href="#2">2</a></sup> Docente do Mestrado em Psicologia  - Universidade S&atilde;o Francisco. Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:  Querubim Uriel,  162, apto. 32, Campinas-SP - CEP 13024-470</font></p>      ]]></body>
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<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>American Psychological Association</collab>
<source><![CDATA[Careers in Psychology]]></source>
<year>I978</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[APA]]></publisher-name>
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