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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>HISTÓRIA</b></font></FONT></FONT></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Psicologia e educa&ccedil;&atilde;o em peri&oacute;dicos brasileiros anteriores a 1962</b></FONT></P>     <p>&nbsp;</FONT></P>     <p>&nbsp;</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Mitsuko Aparecida Makino Antunes<sup><a href="#1a">1</a><a name="1"></a></sup></b></FONT></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente trabalho tem como objetivo apresentar   os resultados de parte de uma pesquisa<sup><a name="2"></a><a href="#2a">2</a></sup> produzida no   Programa de Estudos P&oacute;s-graduados em Psicologia da   Educa&ccedil;&atilde;o da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o   Paulo &ndash; PUCSP, cuja finalidade foi a de contribuir para a   compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es que se estabeleceram entre   Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o no Brasil, no per&iacute;odo que vai de   1930 &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o de psic&oacute;logo (1962).   Mais especificamente, este trabalho trata das publica&ccedil;&otilde;es   nos principais peri&oacute;dicos de Psicologia e de Educa&ccedil;&atilde;o,   compreendendo o per&iacute;odo que vai de 1944 (data da publica&ccedil;&atilde;o   do primeiro n&uacute;mero da Revista Brasileira de Estudos   Pedag&oacute;gicos &ndash; RBEP) at&eacute; 1962 (data &ndash; limite deste   estudo). Pretende-se aqui apresentar um estudo quantitativo   dos dados obtidos, cuja finalidade &eacute; demonstrar as tend&ecirc;ncias gerais que caracterizam a produ&ccedil;&atilde;o em foco.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este estudo faz parte de um projeto mais amplo, que     visa a uma sistematiza&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria da Psicologia no     Brasil, enfocando particularmente os anos que v&atilde;o da     d&eacute;cada de 1930 &agrave; Lei 4119/62, considerando que esse     per&iacute;odo<sup><a href="#3a">3</a><a name="3"></a></sup> tem carecido de s&iacute;ntese, tal como j&aacute; se tem     dispon&iacute;vel para per&iacute;odos anteriores<sup><a href="#4a">4</a><a name="4"></a></sup>. Isso se deve ao     fato de que a quantidade, a diversidade e a amplitude     das produ&ccedil;&otilde;es nesse momento hist&oacute;rico exigem estudos     mais extensos, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel dar conta de sua     complexidade num &uacute;nico projeto de pesquisa, al&eacute;m do     que a envergadura da tarefa n&atilde;o possibilita que ela seja     empreendida por um pesquisador solit&aacute;rio. Faz-se necess&aacute;rio     empreender pesquisas mais pontuais, abordando     facetas espec&iacute;ficas do per&iacute;odo, cuidando de priorizar     as quest&otilde;es que s&atilde;o mais fundamentais. Nesse sentido,     as articula&ccedil;&otilde;es entre Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o constituemse     em elementos de fundamental import&acirc;ncia para a   compreens&atilde;o desse per&iacute;odo.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando o per&iacute;odo anterior, pode-se dizer que   tal rela&ccedil;&atilde;o foi essencial para o processo de   autonomiza&ccedil;&atilde;o da Psicologia no Brasil, de tal maneira   que se pode dizer que a Educa&ccedil;&atilde;o foi o terreno f&eacute;rtil no   qual a Psicologia se desenvolveu. Essa rela&ccedil;&atilde;o permaneceu   forte nos anos subseq&uuml;entes, podendo-se dizer   que foi no campo da Educa&ccedil;&atilde;o que a Psicologia mais   efetivamente encontrou as bases para seu desenvolvimento   e, ao mesmo tempo, que foi na Psicologia que   mais o campo da Educa&ccedil;&atilde;o fundamentou suas teorias e   pr&aacute;ticas. Dando seq&uuml;&ecirc;ncia ao processo de reconhecimento   da autonomia da Psicologia como &aacute;rea espec&iacute;fica   do saber, segue-se um per&iacute;odo no qual ela se consolida,   ampliando sua produ&ccedil;&atilde;o nas esferas do ensino, da pesquisa   e da pr&aacute;tica, gerando as condi&ccedil;&otilde;es para o reconhecimento   legal da profiss&atilde;o de psic&oacute;logo. </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, faz-se necess&aacute;rio o empreendimento de pesquisas     que procurem demonstrar mais analiticamente a     natureza dessas rela&ccedil;&otilde;es, como esfor&ccedil;o para compreender     o processo hist&oacute;rico de constru&ccedil;&atilde;o da Psicologia     no Brasil e, concomitantemente, as caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas     que tal rela&ccedil;&atilde;o produziu no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o     brasileira. Este trabalho pretende contribuir para a     compreens&atilde;o desse per&iacute;odo por meio do estudo de publica&ccedil;&otilde;es     em peri&oacute;dicos, considerando que esses s&atilde;o     privilegiados meios pelos quais se expressam as principais     produ&ccedil;&otilde;es da &aacute;rea.   </FONT></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Foram escolhidos peri&oacute;dicos de Psicologia e de           Educa&ccedil;&atilde;o, a saber: Revista Brasileira de Estudos Pedag&oacute;gicos;           Boletim e Revista de Psicologia Normal e Patol&oacute;gica;         Arquivos Brasileiros de Psicot&eacute;cnica; Boletim de Psicologia; Boletim da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias         e Letras da USP, particularmente os n&uacute;meros especiais         das c&aacute;tedras de Psicologia e de Psicologia         Educacional; <em>Revista de Pedagogia e Planejamento         e Pesquisa</em>. Essa escolha deveu-se ao fato de que esses         peri&oacute;dicos constitu&iacute;am-se nos principais meios de difus&atilde;o         do conhecimento produzido nas respectivas &aacute;reas.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Cada uma das publica&ccedil;&otilde;es, no per&iacute;odo especificado,           foi exaustivamente examinada por grupos de pelo menos           dois pesquisadores trabalhando independentemente, sendo           destacadas as publica&ccedil;&otilde;es que se enquadrassem nos           crit&eacute;rios previamente estabelecidos (assunto relativo &agrave;   Psicologia em peri&oacute;dicos de Educa&ccedil;&atilde;o e assunto relativo &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o em peri&oacute;dicos de Psicologia). Em seguida,           os resumos dos artigos, quando existiam, foram lidos pelo           pequeno grupo e seus conte&uacute;dos discutidos por todos os           pesquisadores, com a finalidade de refinar o crit&eacute;rio de           inclus&atilde;o ou n&atilde;o de cada publica&ccedil;&atilde;o como sendo de           Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o concomitantemente; quando n&atilde;o           havia resumo, era realizada uma leitura ainda assistem&aacute;tica           e, em seguida, procedia-se como acima citado.           </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s o levantamento dos artigos, foram elaborados             quadros em ordem cronol&oacute;gica por peri&oacute;dico e, posteriormente,             por categorias elaboradas a posteriori, referentes &agrave;s tem&aacute;ticas espec&iacute;ficas tratadas. Foram encontradas             publica&ccedil;&otilde;es que podem ser caracterizadas como:             artigo, relato de pesquisa, relato de experi&ecirc;ncia, ensaio,             resenha, not&iacute;cia (sobre congressos, por exemplo). Eis             alguns dos temas abordados nas publica&ccedil;&otilde;es: orienta&ccedil;&atilde;o             educacional/profissional; psicologia, educa&ccedil;&atilde;o e trabalho             (muitas vezes relacionados &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o educacional/             profissional); problemas, dist&uacute;rbios, dificuldades             escolares; psicometria; educa&ccedil;&atilde;o especial; forma&ccedil;&atilde;o de             educadores; educa&ccedil;&atilde;o e cidadania; regulamenta&ccedil;&atilde;o da             profiss&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos, quando referentes             ao ensino de psicologia; teorias e pesquisas sobre desenvolvimento,             aprendizagem e outros com menor incid&ecirc;ncia.             Para a an&aacute;lise foram exclu&iacute;dos os itens referentes             a resenhas e not&iacute;cias, pois, em fun&ccedil;&atilde;o do significativo             n&uacute;mero de itens encontrados, a grande maioria na             Revista de Psicologia Normal e Patol&oacute;gica, do Instituto             de Psicologia da PUC-SP, sua freq&uuml;&ecirc;ncia poderia             afetar a an&aacute;lise, uma vez que aqui se pretende uma abordagem             mais quantitativa.</FONT></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b> </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com base nos crit&eacute;rios citados, foram identificadas     200 publica&ccedil;&otilde;es, sendo 100 em peri&oacute;dicos de psicologia     e 100 em peri&oacute;dicos de educa&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#5a">5</a><a name="5"></a></sup>. Merece destaque o     fato de que &eacute; significativo o n&uacute;mero de Publica&ccedil;&otilde;es referentes   &agrave; Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o nos peri&oacute;dicos estudados,     se comparado a outros campos de a&ccedil;&atilde;o na     Psicologia (em peri&oacute;dicos desta &aacute;rea) ou a outras     perspectivas de enfoque educacional (em peri&oacute;dicos de     Educa&ccedil;&atilde;o). Em outra pesquisa<sup><a href="#6a">6</a><a name="6"></a></sup>, que se ocupou de     registrar as realiza&ccedil;&otilde;es da Psicologia em obras de     hist&oacute;ria da Psicologia no Brasil, tamb&eacute;m o campo da     Educa&ccedil;&atilde;o aparece como o mais freq&uuml;ente, apenas     ultrapassado pelas refer&ecirc;ncias de ordem geral, que n&atilde;o     pertenciam a uma &aacute;rea ou campo de a&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico.     Segue, na Tabela 1, a distribui&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es por     peri&oacute;dico, subdivididos em peri&oacute;dicos de Psicologia e de   Educa&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <p align="center"></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Percebe-se pela Tabela 1 que, apesar do n&uacute;mero de   publica&ccedil;&otilde;es em peri&oacute;dicos de Psicologia e de Educa&ccedil;&atilde;o serem id&ecirc;nticas, sua distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; heterog&ecirc;nea. Isso n&atilde;o se aplica aos peri&oacute;dicos de Psicologia, pois o Boletim da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras da USP (FFCL-USP), que aparece com 8 publica&ccedil;&otilde;es, pertencia &agrave; faculdade como um todo, tendo dedicado alguns n&uacute;meros espec&iacute;ficos &agrave;s c&aacute;tedras de Psicologia e de Psicologia Educacional, o que justifica a diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos outros peri&oacute;dicos que, por sua vez, apresentam freq&uuml;&ecirc;ncias bastante pr&oacute;ximas. A discrep&acirc;ncia &eacute; encontrada nos peri&oacute;dicos de Educa&ccedil;&atilde;o, em que a Revista Brasileira de Estudos Pedag&oacute;gicos (RBEP) &eacute; respons&aacute;vel por 89% das publica&ccedil;&otilde;es. Devese ressaltar que a RBEP, o mais antigo dos peri&oacute;dicos estudados (o primeiro n&uacute;mero foi publicado em 1944), foi e continua sendo um dos mais importantes peri&oacute;dicos de Educa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de ser express&atilde;o editorial do Instituto Nacional de Estudos Pedag&oacute;gicos &ndash; INEP, institui&ccedil;&atilde;o que esteve intimamente ligada a projetos educacionais que tinham na Psicologia um de seus principais sustent&aacute;culos cient&iacute;ficos, sob a influ&ecirc;ncia de pioneiros da Psicologia no Brasil, como Louren&ccedil;o Filho e Isa&iacute;as Alves, dentre outros. Observa-se que a RBEP constituiuse num dos principais canais para a difus&atilde;o da Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o, excedendo em n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es todos os peri&oacute;dicos espec&iacute;ficos de Psicologia. Esses dados v&ecirc;m confirmar an&aacute;lises anteriores que afirmam ter sido a Educa&ccedil;&atilde;o o principal campo no interior do qual a Psicologia se desenvolveu e se consolidou no Brasil<sup><a href="#7a">7</a><a name="7"></a></sup>, assim como demonstram as quest&otilde;es que estavam em pauta e que caracterizaram aquele momento espec&iacute;fico.</FONT></P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pee/v6n2/6n2a12t1.jpg"></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em fun&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria tem&aacute;tica em foco neste trabalho &ndash; Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; considerou-se que seria   relevante averiguar a incid&ecirc;ncia de refer&ecirc;ncias &agrave; crian&ccedil;a   e &agrave; adolesc&ecirc;ncia, uma vez que esses temas s&atilde;o   recorrentes na Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o e fontes de algumas   de suas principais demandas. Seguem os dados   relativos &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es que se referem explicitamente &agrave; inf&acirc;ncia ou sugerem esse enfoque (relacionados &agrave;   escola prim&aacute;ria, por exemplo), o mesmo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;   adolesc&ecirc;ncia e outros que s&atilde;o de car&aacute;ter geral, para   fins de compara&ccedil;&atilde;o.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A Tabela 2 demonstra que a preocupa&ccedil;&atilde;o com a     crian&ccedil;a &eacute; recorrente nas publica&ccedil;&otilde;es de Psicologia e     Educa&ccedil;&atilde;o, totalizando 102 refer&ecirc;ncias num total de 204,     isso &eacute;, exatamente 50%. Reitera-se, com esse dado,     que a preocupa&ccedil;&atilde;o com aspectos da Psicologia Infantil &eacute; a principal tem&aacute;tica do que podemos considerar     Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o, o que confirma a manuten&ccedil;&atilde;o     da tend&ecirc;ncia dos per&iacute;odos anteriores ao estudado e,     sobretudo, sua perman&ecirc;ncia na atualidade. </FONT></P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pee/v6n2/6n2a12t2.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As publica&ccedil;&otilde;es sobre crian&ccedil;as s&atilde;o encontradas sob       diferentes perspectivas. H&aacute; enfoques gen&eacute;ricos, como       <em>Aspectos da psicologia infantil</em>, de Medeiros       (RBEP,1949); quest&otilde;es relacionadas &agrave; linguagem e ao       desenho, como <em>Assuntos predominantes da linguagem       do pr&eacute;-escolar</em>, de Marinho (RBEP, 1944) e <em>Psicologia       do desenho infantil</em>, de Katzenstein (Boletim de       Psicologia, 1954); desenvolvimento, tal como <em>Teste de       desenvolvimento motor: pesquisa com 100 crian&ccedil;as</em>,       publicada por Brasiliense (RPNP, 1958); h&aacute; significativo       n&uacute;mero de artigos abordando &ldquo;problemas escolares&rdquo;,       dentre eles, <em>Crian&ccedil;as que n&atilde;o aprendem</em>, de Santos       (RBEP, 1949); publica&ccedil;&otilde;es abordando comportamento       e conduta infantil, assim como os fatores que os influenciam, como A crian&ccedil;a e o cinema, de Pfromm Neto       (Boletim de Psicologia, 1959); encontram-se tamb&eacute;m       publica&ccedil;&otilde;es de natureza te&oacute;rica ou mesmo de hist&oacute;ria da       psicologia, como <em>Reflex&otilde;es sobre meio-s&eacute;culo da psicologia       da crian&ccedil;a (a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica das id&eacute;ias       sobre desenvolvimento infantil &ndash; suas rela&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas</em>),       de Zazzo (RBEP, 1956).       </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O enfoque sobre adolescentes, embora apare&ccedil;a numa         freq&uuml;&ecirc;ncia bem menor, traz temas relacionados &agrave; necessidade         de conhecimento sobre os processos que envolvem         esse per&iacute;odo do desenvolvimento e suas rela&ccedil;&otilde;es         com a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica, sugerindo sua especificidade         no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o. Dentre as publica&ccedil;&otilde;es, podemos         citar: <em>Caracter&iacute;sticas gerais da adolesc&ecirc;ncia</em>, de         Camargo e Garcia (Boletim de Psicologia, 1956);         <em>Adolescentes no tempo atual</em>, de Katzenstein (Boletim         de Psicologia, 1957) e <em>Mudar a atitude do educador         diante do jovem</em>, de Cardoso (RBEP, 1958).         </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os temas gerais s&atilde;o bastante heterog&ecirc;neos, mas           devem ser destacados os in&uacute;meros textos que tratam           de quest&otilde;es eminentemente te&oacute;ricas. S&oacute; tra&ccedil;&atilde;o, pode ser citado o artigo: <em>O sentido atual da           Psicologia Educacional</em>, de Angelini (RPNP, 1962). </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados sugerem v&aacute;rias tem&aacute;ticas ou abordagens presentes nas publica&ccedil;&otilde;es, revelando um amplo espectro de produ&ccedil;&otilde;es, dentre as quais destacamos algumas que s&atilde;o recorrentes nos v&aacute;rios peri&oacute;dicos. A Tabela 3 apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es nos peri&oacute;dicos, referentes aos seguintes assuntos: desenvolvimento; aprendizagem; comportamento, conduta, atitudes; psicometria; problemas (dificuldades, disfun&ccedil;&otilde;es, dist&uacute;rbios) escolares; educa&ccedil;&atilde;o especial e orienta&ccedil;&atilde;o educacional/profissional&rdquo;. Cabe ressaltar que tais temas n&atilde;o se constituem na totalidade do que apareceu no levantamento, pois &eacute; ampla a variedade de assuntos; as categorias acima descritas foram selecionadas para an&aacute;lise em fun&ccedil;&atilde;o de sua incid&ecirc;ncia, por caracterizar tend&ecirc;ncias que eram recorrentes naquele momento ou por demonstrar preocupa&ccedil;&otilde;es que permaneceram ao longo do tempo. Particularmente deve-se justificar a presen&ccedil;a da categoria &ldquo;orienta&ccedil;&atilde;o , pois esse campo de a&ccedil;&atilde;o foi um dos que mais incorporaram a ci&ecirc;ncia psicol&oacute;gica a uma pr&aacute;tica educativa ent&atilde;o recente, tendo sido uma das mais importantes bases para o desenvolvimento da Psicologia Educacional e ponte para o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es entre a Psicologia e o campo da organiza&ccedil;&atilde;o e racionaliza&ccedil;&atilde;o do trabalho; o mesmo pode ser dito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria &ldquo;problemas escolares&rdquo;, base tamb&eacute;m para a extens&atilde;o da Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o para uma pr&aacute;tica de natureza psicoterap&ecirc;utica.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A Tabela 3 demonstra, antes de mais nada, uma distribui&ccedil;&atilde;o             muito semelhante entre os peri&oacute;dicos de </FONT><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Educa&ccedil;&atilde;o e de Psicologia, sugerindo que n&atilde;o havia uma               linha de demarca&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica entre as publica&ccedil;&otilde;es de               ambas as &aacute;reas. &Eacute; necess&aacute;rio reiterar que, nesse momento,               dando prosseguimento &agrave; tend&ecirc;ncia do per&iacute;odo               anterior, a Educa&ccedil;&atilde;o continuava sendo o principal terreno               sobre o qual a Psicologia se desenvolvia e se consolidava               no pa&iacute;s, ao mesmo tempo que era preponderante               a presen&ccedil;a dessa ci&ecirc;ncia no &acirc;mbito da Educa&ccedil;&atilde;o, haja               vista a quantidade de publica&ccedil;&otilde;es na RBEP.</FONT></P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pee/v6n2/6n2a12t3.jpg"></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O maior &iacute;ndice obtido na Tabela 3 refere-se &agrave; categoria &ldquo;comportamento, conduta e atitudes&rdquo;, embora isso                                se explique pelo fato de que aqui s&atilde;o inseridas publica&ccedil;&otilde;es                 de car&aacute;ter geral ou que podem ser consideradas                 como pertinentes &agrave;quilo que se denomina Psicologia geral,                 o que justificaria a alta freq&uuml;&ecirc;ncia. Foram encontrados                 artigos referentes aos seguintes temas: personalidade;                 diferen&ccedil;as individuais; rela&ccedil;&otilde;es interpessoais; rela&ccedil;&otilde;es                 professor-aluno; rela&ccedil;&otilde;es fam&iacute;lia-escola; motiva&ccedil;&atilde;o;                 aptid&atilde;o; interesses vocacionais; adaptabilidade                 e ajustamento; disciplina; lideran&ccedil;a; conceitos morais;                 forma&ccedil;&atilde;o de atitudes democr&aacute;ticas e educa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica;                 fatores etno-psicol&oacute;gicos; influ&ecirc;ncias sobre o                 comportamento e a conduta; preconceito; quest&otilde;es de                 ordem afetivo-emocional, como: ansiedade,                 agressividade, c&oacute;lera, medo, inseguran&ccedil;a e ang&uacute;stia                 (conte&uacute;dos estes que ser&atilde;o trabalhados mais especificamente                 em &ldquo;problemas escolares&rdquo;).                 </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De um lado, s&atilde;o expl&iacute;citas as tend&ecirc;ncias pr&oacute;prias da &eacute;poca, como a preocupa&ccedil;&atilde;o com diferen&ccedil;as individuais,                   motiva&ccedil;&atilde;o, aptid&atilde;o e voca&ccedil;&atilde;o, sobretudo relacionadas &agrave;   orienta&ccedil;&atilde;o educacional/profissional e &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de testes                   psicol&oacute;gicos. Esses dados refletem tamb&eacute;m as demandas                   de uma sociedade em busca de sua inser&ccedil;&atilde;o no                   mundo industrializado, projeto este que teve na articula&ccedil;&atilde;o                   entre Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia uma importante contribui&ccedil;&atilde;o                   para a realiza&ccedil;&atilde;o de seus fins, especialmente                   no que diz respeito aos m&eacute;todos de racionaliza&ccedil;&atilde;o do                   trabalho, representado, entre outras formas de interven&ccedil;&atilde;o,                   na adequa&ccedil;&atilde;o do trabalhador &agrave; tarefa, por meio da                   orienta&ccedil;&atilde;o educacional/profissional aos jovens aprendizes.                   O Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Industrial &ndash;   SENAI (como institui&ccedil;&atilde;o formadora de m&atilde;o-de-obra) e                   o Instituto de Sele&ccedil;&atilde;o e Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional da Funda&ccedil;&atilde;o                   Get&uacute;lio Vargas &ndash; ISOP/FGV (como institui&ccedil;&atilde;o                   produtora de pesquisas, projetos de interven&ccedil;&atilde;o e assessoria                   com base na Psicologia e respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o                   dos Arquivos Brasileiros de Psicot&eacute;cnica) foram                   significativos produtores de conhecimento e pr&aacute;tica                   nesse &acirc;mbito, representados aqui por publica&ccedil;&otilde;es em                   diferentes peri&oacute;dicos. Esses dados refor&ccedil;am a an&aacute;lise                   que indica a Educa&ccedil;&atilde;o como uma das principais bases                   para a estrutura&ccedil;&atilde;o do campo da Psicologia aplicada &agrave;   organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho. Al&eacute;m disso, as publica&ccedil;&otilde;es                   sobre orienta&ccedil;&atilde;o educacional/profissional aparecem                   como a segunda categoria mais freq&uuml;ente, refor&ccedil;ando a                   an&aacute;lise acima.                   </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, muitos dos trabalhos publicados tratam                     de assuntos que permanecem at&eacute; hoje em pauta. Dentre                     eles, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a constru&ccedil;&atilde;o de uma escola                     democr&aacute;tica e a busca de a&ccedil;&otilde;es educativas para a                     forma&ccedil;&atilde;o de atitudes democr&aacute;ticas nos alunos, como se                     v&ecirc; nos artigos de Antipoff (RBEP, 1944; 1945): <em>Como                     pode a escola contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o de atitudes                     democr&aacute;ticas? e Dos perfis caracterol&oacute;gicos                     como elementos para uma educa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica</em>.                     Encontram-se tamb&eacute;m artigos que abordam as rela&ccedil;&otilde;es                     interpessoais em educa&ccedil;&atilde;o, como: Educa&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es                     interpessoais, de Leite (Boletim de Psicologia,                     1959); <em>Influ&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o mestre-aluno no rendimento                     pedag&oacute;gico, de Mira y Lopez (Arquivos, 1961);                     Rela&ccedil;&otilde;es entre fam&iacute;lia e escola na primeira inf&acirc;ncia</em>,                     de Queiroz (RPNP, 1962) e Rela&ccedil;&otilde;es entre a escola                     e a comunidade, de Pereira (Revista de Pedagogia,                     1956). Temas que se aproximam do que poder&iacute;amos                     hoje denominar Psicologia Social da Educa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m                     aparecem, dentre eles, outro artigo de Leite (FFCLUSP,                     1950), <em>Preconceito racial e patriotismo em 6                     livros did&aacute;ticos prim&aacute;rios brasileiros e Aspectos psicol&oacute;gicos                     da influ&ecirc;ncia do cinema sobre a crian&ccedil;a                     e o adolescente</em>, de Azzi (RPNP, 1957).</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Outra quest&atilde;o recorrente nos artigos estudados e foco                       bastante atual de preocupa&ccedil;&atilde;o diz respeito aos denominados &ldquo;problemas de aprendizagem&rdquo; (express&atilde;o esta                       que atribui mais diretamente o determinante &agrave; pr&oacute;pria                       crian&ccedil;a) ou, mais adequadamente, &ldquo;problemas de escolaridade&rdquo;.                       Os t&iacute;tulos dos artigos expressam o que era                       considerado como &ldquo;problema&rdquo; e as formas de abord&aacute;lo,                       seja em termos explicativos ou em &acirc;mbito de interven&ccedil;&atilde;o.                       O Quadro 1 cont&eacute;m artigos que ilustram os diferentes                       conte&uacute;dos tratados sob a rubrica &ldquo;problemas&rdquo;.                       </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Percebe-se, pelos artigos citados no Quadro 1, que a                         maioria enfoca quest&otilde;es relacionadas a comportamento,                         conduta e atitudes, alguns relacionados a elementos de                         natureza afetivo-emocional. Destacam-se express&otilde;es                         como: crian&ccedil;as dif&iacute;ceis, delinq&uuml;entes e dist&uacute;rbios de comportamento;                         ansiedade, agressividade, c&oacute;lera, medo e                         ang&uacute;stia; assim como a preocupa&ccedil;&atilde;o com o &ldquo;ajustamento&rdquo;.                         Considerando que tais artigos aparecem indistintamente                         em peri&oacute;dicos de Educa&ccedil;&atilde;o ou de Psicologia, podese                         dizer que essa abordagem n&atilde;o era especificamente                         oriunda de preocupa&ccedil;&otilde;es mais estritamente psicol&oacute;gicas,                         mas consistiam tamb&eacute;m em demandas propriamente educacionais.                         Esses dados refletem a maneira como conte&uacute;dos                         da Psicologia foram incorporados pela Educa&ccedil;&atilde;o,                         muitos dos quais respons&aacute;veis por interpreta&ccedil;&otilde;es que serviriam                         para obscurecer os fatores propriamente escolares                         como determinantes de muitos dos problemas em quest&atilde;o. Da mesma maneira, existem artigos que                         explicitam a abordagem cl&iacute;nica de tais &ldquo;problemas&rdquo; que,                         tal como na quest&atilde;o acima, tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para                         que a crian&ccedil;a e n&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es escolares de ensinoaprendizagem                         e de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais fossem consideradas                         como fatores importantes na determina&ccedil;&atilde;o de                         muitos entraves encontrados no cotidiano escolar.</FONT></P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pee/v6n2/6n2a12q1.jpg"></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Menos freq&uuml;entes s&atilde;o os artigos relacionados &agrave;s dificuldades                           de aprendizagem ou problemas de desenvolvimento,                           se considerados os temas acima discutidos.                           Dentre estes, as quest&otilde;es relacionadas &agrave; alfabetiza&ccedil;&atilde;o                           parecem ser as fontes de maior interesse, ligadas muitas                           vezes &agrave; quest&atilde;o da maturidade; n&atilde;o pode ser esquecido                           o fato de que esse tema foi tratado pioneiramente                           por Louren&ccedil;o Filho, personagem este que se constituiu                           num dos principais produtores, divulgadores e                           fomentadores da Psicologia no Brasil e, em especial, da                           Psicologia Educacional.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Voltando &agrave; Tabela 3, v&ecirc;-se que a psicometria aparece                             com um n&uacute;mero significativo de refer&ecirc;ncias, confirmando                             uma tend&ecirc;ncia da &eacute;poca. Acrescente-se a isso                             que v&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es em peri&oacute;dicos de educa&ccedil;&atilde;o (parHist&oacute;ria                             199                             ticularmente a RBEP) foram exclu&iacute;das deste estudo, por                             n&atilde;o serem explicitamente relacionadas &agrave;quilo que poderia                             ser considerado como Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o, embora                             pelo crit&eacute;rio adotado (tema de Psicologia em peri&oacute;dico                             de Educa&ccedil;&atilde;o) elas estivessem inseridas no quadro                             original. A maioria dessas publica&ccedil;&otilde;es refere-se a quest&otilde;es                             relativas &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o profissional, envolvendo &ldquo;sele&ccedil;&atilde;o e treinamento&rdquo; de trabalhadores por meio da                             utiliza&ccedil;&atilde;o de testes psicol&oacute;gicos. A maioria dos artigos                             inclu&iacute;dos neste levantamento descreve pesquisas realizadas                             com testes psicol&oacute;gicos, tais como: <em>Estudo sobre                             o teste de intelig&ecirc;ncia n&atilde;o-verbal de Pierre Weil                             aplicado em escolas particulares</em>, de Schechtman                             (Arquivos, 1955); <em>Rigidez e flexibilidade no teste de                             Rorschach de pr&eacute;-escolares, de Scheffer</em> (Arquivos,                             1958); <em>Um estudo do status mental de um grupo de                             crian&ccedil;as nordestinas de idade escolar</em>, de Almeida                             (Boletim de Psicologia, 1959) e <em>A crian&ccedil;a de 7 anos                             atrav&eacute;s dos testes mentais aplicados em Belo Horizonte</em>,                             de Lustosa (RBEP, 1945). Nota-se a variedade                             de tipos de testes estudados, incluindo intelig&ecirc;ncia, aptid&atilde;o,                             interesse e testes projetivos, sobretudo o Rorschach.                             </FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em educa&ccedil;&atilde;o especial s&atilde;o tratados temas como:                               ensino, psicopedagogia, ajustamento, educa&ccedil;&atilde;o e reeduca&ccedil;&atilde;o,                               orienta&ccedil;&atilde;o profissional, superdotados, deficientes                               f&iacute;sicos, surdos, portadores de defici&ecirc;ncia mental e                               alguns casos pontuais de crian&ccedil;as acometidas por determinadas                               doen&ccedil;as. S&atilde;o tamb&eacute;m publicados artigos de                               autores estrangeiros e relatos de experi&ecirc;ncias estrangeiras                               em educa&ccedil;&atilde;o especial.                               </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As publica&ccedil;&otilde;es que tratam de desenvolvimento e                                 aprendizagem, temas fundamentais da Psicologia da                                 Educa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o em sua maioria relacionadas a pesquisas                                 ou a discuss&otilde;es te&oacute;ricas. Linguagem e vocabul&aacute;rio, desenho,                                 matura&ccedil;&atilde;o, aprendizagem intra-serial s&atilde;o alguns                                 dos assuntos abordados nos artigos. Dentre estes, podemos                                 citar:<em> Experi&ecirc;ncia sobre seq&uuml;&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es                                 na aprendizagem intra-serial</em>, de Santos e                                 Ferreira (Arquivos, 1951); <em>Contribui&ccedil;&atilde;o ao estudo do                                 material de pesquisas em aprendizagem verbal</em>, de                                 Angelini (Boletim de Psicologia, 1953) e <em>Estudo e avalia&ccedil;&atilde;o                                 dos n&iacute;veis de matura&ccedil;&atilde;o</em>, de Louren&ccedil;o Filho                                 (RBEP, 1952). Outros temas, em geral mais pontuais,                                 s&atilde;o tratados nos artigos, cuja variedade e amplitude expressam                                 at&eacute; uma certa dispers&atilde;o, mas demonstram que                                 sob os r&oacute;tulos de psicologia e educa&ccedil;&atilde;o houve uma significativa                                 produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e pr&aacute;ticas.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Outro elemento de an&aacute;lise &eacute; a freq&uuml;&ecirc;ncia de artigos                                   de determinados autores. Arrigo Leonardo Angelini e Betti                                   Katzenstein s&atilde;o os autores que mais publicaram. Devese                                   dizer que o primeiro construiu sua carreira especificamente                                   no &acirc;mbito da Psicologia Educacional, dedicandose &agrave; pesquisa e ao ensino (sucedeu Noemi Silveira Rudolfer                                   na c&aacute;tedra de Psicologia Educacional da Faculdade de                                   Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras da USP), o que justifica sua                                   presen&ccedil;a marcante na autoria das publica&ccedil;&otilde;es que aqui                                   s&atilde;o tratadas. Betti Katzenstein, por sua vez, n&atilde;o foi uma                                   profissional dedicada exclusivamente a essa &aacute;rea, mas                                   foi uma prof&iacute;cua produtora de pesquisas e publica&ccedil;&otilde;es ao                                   longo de sua carreira. Em seguida aparece Helena                                   Antipoff que, como Angelini, dedicou-se exclusivamente &agrave; psicologia e &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, diferentemente dele,                                   suas atividades estavam ligadas n&atilde;o apenas &agrave; pesquisa e                                   ao ensino, mas sobretudo &agrave; pr&aacute;tica educacional, tendo                                   realizado in&uacute;meras experi&ecirc;ncias educacionais em Minas                                   Gerais, al&eacute;m de ter participado ativamente de v&aacute;rias realiza&ccedil;&otilde;es                                   em &acirc;mbito nacional. Outros que aparecem com                                   freq&uuml;&ecirc;ncia significativa s&atilde;o: Osvaldo de Barros Santos,                                   Heloisa Marinho, Maria I. L. da Costa, Emilio Mira y                                   Lopez, Margareth Hall e Dante Moreira Leite. Destaque                                   deve ser dado a um tipo espec&iacute;fico de produ&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o                                   foi incorporado a este trabalho, geralmente de autoria de                                   Enzo Azzi e Aniela Tadeusz-Ginsberg, relativo &agrave; publica&ccedil;&atilde;o                                   de resenhas de obras em psicologia e educa&ccedil;&atilde;o e                                   not&iacute;cias sobre congressos ocorridos no Brasil e, particularmente,                                   em outros pa&iacute;ses.                                   </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do ponto de vista institucional, os dados demonstram                                     que foi a RBEP o mais produtivo peri&oacute;dico que se dedicou                                     a publicar artigos relativos &agrave; articula&ccedil;&atilde;o entre                                     Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o. Ainda que tenha sido a RBEP o                                     mais antigo peri&oacute;dico estudado, isso por si s&oacute; n&atilde;o &eacute; suficiente                                     para justificar a quantidade de sua produ&ccedil;&atilde;o; &eacute; mais                                     prov&aacute;vel a interpreta&ccedil;&atilde;o de que o projeto educacional assumido                                     pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas                                     Educacionais &ndash; INEP, &oacute;rg&atilde;o que ainda edita o referido                                     peri&oacute;dico, tinha na Psicologia um de seus mais importantes                                     pilares de sustenta&ccedil;&atilde;o, refletindo a tend&ecirc;ncia hegem&ocirc;nica                                     da &eacute;poca, representada oficialmente por esse &oacute;rg&atilde;o, e                                     tendo em seus quadros, dentre outros, Louren&ccedil;o Filho,                                     um dos mais prof&iacute;cuos pioneiros da Psicologia e, particularmente,                                     da Psicologia Educacional no Brasil.                                   </FONT></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONCLUS&Atilde;O</b>                                       </FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas considera&ccedil;&otilde;es podem ser feitas: n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a                                         significativa entre os conte&uacute;dos das produ&ccedil;&otilde;es                                         dos peri&oacute;dicos de Psicologia e de Educa&ccedil;&atilde;o; revelamse                                         autores bastante produtivos; h&aacute; heterogeneidade de                                         referenciais te&oacute;ricos; h&aacute; diferentes concep&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o                                         e conseq&uuml;entemente diferentes formas de abordagem                                         dessa quest&atilde;o; h&aacute; temas tratados com originalidade                                         e que s&atilde;o ainda atuais, assim como existem outros                                         assuntos e abordagens que foram pr&oacute;prios da &eacute;poca e                                         que s&atilde;o hoje considerados ultrapassados. Revela-se uma                                         certa dicotomia entre autores/institui&ccedil;&otilde;es produtores de                                         pesquisa, de um lado, e aqueles voltados para a aplica&ccedil;&atilde;o                                         de outro; podem ser estabelecidas caracteriza&ccedil;&otilde;es                                         institucionais, assim como alguns aspectos relativos &agrave;   mudan&ccedil;a de alguns enfoques ao longo do tempo.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os dados e a an&aacute;lise ora apresentados referem-se a                                           uma primeira aproxima&ccedil;&atilde;o com as publica&ccedil;&otilde;es dos                                           peri&oacute;dicos estudados, objetivando demonstrar as                                           caracter&iacute;sticas mais gerais e as tend&ecirc;ncias que se                                           apreendem a partir de uma abordagem mais quantitativa.                                           Outras pesquisas est&atilde;o sendo geradas a partir desses                                           dados. Todas elas constituem-se em pesquisas                                           qualitativas sobre os conte&uacute;dos dos artigos registrados.                                           Em geral, nessas pesquisas, tem-se confirmado aquilo                                           que &eacute; aqui demonstrado, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o ao fato                                           de que muitas id&eacute;ias consideradas contempor&acirc;neas e                                           inovadoras j&aacute; eram defendidas h&aacute; cerca de 50 anos, no                                           Brasil, e por brasileiros; dentre estas, a defesa da                                           educa&ccedil;&atilde;o inclusiva para as pessoas com defici&ecirc;ncia; a                                           necessidade de forma&ccedil;&atilde;o continuada na forma&ccedil;&atilde;o de                                           professores; a cr&iacute;tica aos testes psicol&oacute;gicos como                                           instrumentos de medida de determinadas fun&ccedil;&otilde;es                                           espec&iacute;ficas, desconsiderando as determina&ccedil;&otilde;es de                                           natureza socioecon&ocirc;mico e cultural sobre o sujeito.                                           Entretanto, muitas das publica&ccedil;&otilde;es revelam posi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o                                           apenas pr&oacute;prias da &eacute;poca, mas reveladoras das                                           tend&ecirc;ncias em voga no momento. H&aacute; tamb&eacute;m                                           abordagens hegem&ocirc;nicas no interior de algumas                                           sub&aacute;reas ou campos de atua&ccedil;&atilde;o; diverg&ecirc;ncias te&oacute;ricas                                           e relativas &agrave; pr&aacute;tica psicoeducativa. Os dados revelam                                           ainda a explicita&ccedil;&atilde;o da consolida&ccedil;&atilde;o da Psicologia no                                           Brasil, condi&ccedil;&atilde;o para seu reconhecimento como                                           profiss&atilde;o e, de certa maneira, definidora dos caminhos                                           iniciais que a Psicologia profissional trilhou no pa&iacute;s.                                           200 Hist&oacute;ria</FONT></P>     <p>&nbsp;</FONT></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="1a"></a><a href="#1">1</a></sup> Professora do Programa de Estudos P&oacute;s-graduados em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo &ndash; PUCSP.    <br>       <br>  <sup><a name="2a"></a><a href="#2">2</a></sup>  Essa pesquisa foi denominada Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o no Brasil: leitura hist&oacute;rica (1930-1962), da qual participaram como colaboradores:    <br>   Aliciene Fusca Machado; Ana Cristina Arzabi; Isani Pereira da Silva; Jane Persinotti Trujillo; L&eacute;lia Carrasco Busca&ntilde;an; Lilia Midori Shimizu P.    <br>   dos Santos; Lina Maria de M. Carvalho; Maria de F&aacute;tima F. de O. Peruchi; Pedro Adilson da Rocha; Rita de C&aacute;ssia Maskell Rapold; Silvia    <br>   Mendes Pessoa e Solange Leme de Oliveira.    <br>       <br>   <sup><a name="3a"></a><a href="#3">3</a> </sup>&Agrave; guisa de periodiza&ccedil;&atilde;o, algumas caracter&iacute;sticas, tomadas como um todo coerente, podem justificar os seguintes per&iacute;odos na Hist&oacute;ria das Id&eacute;ias   Psicol&oacute;gicas e da Psicologia no Brasil: 1. pr&eacute;-institucional (Pessotti, 1988); 2. institucional (Pessotti,1988); 3. autonomiza&ccedil;&atilde;o; 4. consolida&ccedil;&atilde;o   e 5. profissional; entretanto, dadas as transforma&ccedil;&otilde;es ocorridas no &acirc;mbito da ci&ecirc;ncia e da profiss&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que estejamos j&aacute; num   novo per&iacute;odo hist&oacute;rico, caracterizado pela extens&atilde;o da Psicologia a um espectro mais amplo da vida social brasileira, marcado pelo gradativo   compromisso social.    <br>       <br>   <sup><a name="4a"></a><a href="#4">4</a></sup> Uma s&iacute;ntese do per&iacute;odo colonial e do s&eacute;culo XIX pode ser encontrada em: Massimi, M. (1990). Hist&oacute;ria da Psicologia Brasileira., S&atilde;o Paulo,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   EPU. Uma s&iacute;ntese do processo de autonomiza&ccedil;&atilde;o da Psicologia no Brasil pode ser encontrada em: Antunes, M. A. M. (1998). A Psicologia no    <br> Brasil: leitura hist&oacute;rica de sua constitui&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo, EDUC e UNIMARCO.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="5a"></a><a href="#5">5</a></sup> &Eacute; preciso sublinhar que os n&uacute;meros encontrados devem-se exclusivamente ao crit&eacute;rio adotado para sele&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o das publica&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o    <br>   tendo havido nenhuma tentativa de &ldquo;arredond&aacute;-los&rdquo;.    <br>       <br>   <sup><a name="6a"></a><a href="#6">6</a></sup> Antunes, M.A.M. e colaboradores. A consolida&ccedil;&atilde;o da Psicologia no Brasil (1930-1962): sistematiza&ccedil;&atilde;o de dados e primeiras aproxima&ccedil;&otilde;es    <br> anal&iacute;ticas. In&eacute;dito.</FONT></P>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup><a name="7a"></a><a href="#7">7</a></sup> Antunes, M.A.M. Obra citada. e Antunes, M.A.M. e colaboradores. Obra citada.</FONT></P>      ]]></body>

</article>
