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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "4"><b>O desenvolvimento individual, o contexto social e a pr&aacute;tica de pesquisa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2"><b>Antonio Roazzi</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Wolfson College</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste    trabalho visa analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre desenvolvimento, contextos    de vida real e situa&ccedil;&otilde;es experimentais. Este trabalho tem como    base pesquisas recentes em psicologia transcultural e etnologia (Carraher, Carraher,    Schliemann, 1985; Roazzi, 1986, 1987a, 1987b; para uma revis&atilde;o mais ampla    da literatura veja Roazzi, no prelo), que se apresentam mais sens&iacute;veis    &agrave; considera&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-cultural. O enfoque do contexto    social na pr&aacute;tica de pesquisa facilita o estudo de processos psicol&oacute;gicos    sem negligenciar a influ&ecirc;ncia destas vari&aacute;veis contextuais. De    fato, estas pesquisas t&ecirc;m claramente demonstrado a estreita associa&ccedil;&atilde;o    entre o desenvolvimento individual do sujeito e as necessidades culturais particulares    do contexto experimental. Posteriormente, delinearemos tamb&eacute;m um ponto    de vista particular, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise de conceitos te&oacute;ricos    que s&atilde;o relevantes para a metodologia experimental, tais como conceitos    relativos ao ambiente, comunica&ccedil;&atilde;o, c&oacute;digo, significado    e contexto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Partimos do pressuposto que os ambientes social e f&iacute;sico s&atilde;o    elementos importantes para o entendimento dos processos mentais. A compreen    S s&atilde;o das habilidades psicol&oacute;gicas presentes em um meio implica    a compreens&atilde;o do interrelacionamento destas habilidades com o contexto    social no qual elas ocorrem. De fato, os indiv&iacute;duos considerados no seu    ambiente de vida natural s&atilde;o confrontados com problemas espec&iacute;ficos    da vida di&aacute;ria que, geralmente, implicam a&ccedil;&otilde;es dirigidas    para objetivos particulares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Desta maneira, ao considerar que o contexto &eacute; definido socialmente,    as pesquisas em psicologia devem considerar tanto o meio social dos sujeitos    objeto de estudo quanto o significado do contexto experimental como conseq&uuml;&ecirc;ncias    deste ambiente. Neste cen&aacute;rio experimental, as habilidades sob observa&ccedil;&atilde;o    se tornam significativas quando relacionadas a seu significado social (Donaldson,    1978). Isto implica, para a Psicologia, a necessidade de se testarem teorias,    seja atrav&eacute;s de m&eacute;todos de observa&ccedil;&atilde;o (de forma    a se conseguir uma compreens&atilde;o mais clara do meio social e da situa&ccedil;&atilde;o    para o grupo espec&iacute;fico estudado), seja atrav&eacute;s de experimentos    em laborat&oacute;rio e contextos naturais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "3"><b>A import&acirc;ncia do contexto</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2"><b>Comunica&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Outro aspecto, que nem sempre &eacute; considerado devidamente na pr&aacute;tica    experimental, concerne &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o entre experimentador    e sujeito. Uma palavra, muitas vezes, possui diferentes conota&ccedil;&otilde;es    de acordo com o contexto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Neste sentido, o contexto tamb&eacute;m desempenha um papel relevante: em    um certo contexto, uma palavra, ou uma frase, pode adquirir uma conota&ccedil;&atilde;o    que, em momentos mais tarde, em outro contexto, poder&aacute; transmitir um    conjunto diferente de sugest&otilde;es ou alus&otilde;es. Deste modo, prestar    aten&ccedil;&atilde;o somente a formas verbais poder&aacute; ser decepcionante.    &Eacute; mais importante focalizar a rela&ccedil;&atilde;o entre forma e contexto    do que considerar o significado somente das formas verbais. Alternativamente,    como sublinhado por Szalay e Deese (1978), &eacute; importante considerar o    "significado subjetivo" da palavra (por exemplo, descrever o que &eacute; essencial    para um indiv&iacute;duo junto com uma indica&ccedil;&atilde;o da efetividade    da palavra) e n&atilde;o s&oacute; o seu significado no dicion&aacute;rio. O    conceito de significado subjetivo se assemelha ao conceito de "significado pessoal"    de Shepard e Watson (1982). Atrav&eacute;s da &ecirc;nfase ao significado subjetivo    e pessoal, &eacute; poss&iacute;vel estudar processos psicol&oacute;gicos unicamente    via compreens&atilde;o do sistema conceptual espec&iacute;fico do sujeito que    &eacute; observado. Ambos os autores, visando &agrave; compreens&atilde;o das    a&ccedil;&otilde;es da vida di&aacute;ria, se baseiam nos sistemas conceptuais    em que o sujeito se autodelineia. Os significados brotam do contexto social,    de tal maneira que cada palavra exibe o seu pr&oacute;prio significado idiossincr&aacute;tico.    Isto se aplica n&atilde;o s&oacute; para a linguagem, como tamb&eacute;m para    express&otilde;es n&atilde;o verbais (gestos, movimentos faciais, dist&acirc;ncia    interpessoal, contatos etc).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Por exemplo, Mehan (1973) estudou intera&ccedil;&otilde;es entre experimentador    sujeito e constatou que o contexto experimental n&atilde;o &eacute; o mesmo    para cada sujeito. Um experimentador pode muitas vezes questionar as respostas    da crian&ccedil;a de tal forma que a crian&ccedil;a altere a resposta. Da mesma    maneira, o examinador poderia, de forma inconsciente, fornecer pistas por meio    de sinais, palavras ou gestos que indicam a corre&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o    de uma resposta. Da mesma forma, quando uma crian&ccedil;a possui tempo para    elaborar uma resposta, ela possui a oportunidade de corrigir erros em suas afirma&ccedil;&otilde;es    iniciais. Se nos basearmos apenas nas respostas sem considerar a ajuda no momento    das categoriza&ccedil;&otilde;es das respostas, poderemos tirar conclus&otilde;es    que s&atilde;o diferentes daquelas em que s&atilde;o consideradas as respostas    dos sujeitos em conseq&uuml;&ecirc;ncia de uma ajuda inconscientemente oferecida    pelo examinador. Mehan encontrou um aumento de 27% a favor das respostas com    ajuda, comparadas com respostas sem ajuda. Da mesma forma, Katz (1973) e Labov    (1972) mostraram que a qualidade e modalidade da performance do indiv&iacute;duo    s&atilde;o fortemente influenciadas pelas caracter&iacute;sticas sociais do    examinador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Portanto, como Brown e Ferrara (1985) indicaram, efeitos devido &agrave;s    intera&ccedil;&otilde;es examinador/sujeito n&atilde;o devem ser desconsiderados,    ou considerados n&atilde;o-relevantes. De fato, existem indicadores para supor    que estes efeitos tendenciosos favorecem mais provavelmente sujeitos de classe    m&eacute;dia. "Uma forma de profecia de auto-realiza&ccedil;&atilde;o opera    enquanto o examinador espera que a crian&ccedil;a de classe m&eacute;dia execute    bem a tarefa e assim passa a tratar erros iniciais mais como erros de uma precipita&ccedil;&atilde;o    do que indicadores de estupidez; um incentivo &eacute; inadvertidamente dado    e a crian&ccedil;a acaba alcan&ccedil;ando escores mais altos do que um procedimento    restrito iria permitir. Tal incentivo n&atilde;o &eacute; geralmente oferecido    para crian&ccedil;as de classe oper&aacute;ria" (p.275). Assim, especialmente    em estudos transculturais, pesquisadores que estabelecem os est&aacute;gios    de desenvolvimento sem considerar as normas em que se baseiam as intera&ccedil;&otilde;es    sociais, provavelmente,pre-judicar&atilde;o qualquer compreens&atilde;o de como    os indiv&iacute;duos se comportam.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "3"><b>Significado</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O significado atribu&iacute;do    a uma express&atilde;o verbal particular, ou mesmo a um comportamento, n&atilde;o    &eacute; produto de uma situa&ccedil;&atilde;o imediata, mas uma determina&ccedil;&atilde;o    pr&eacute;via baseada em pr&aacute;ticas institucionais e culturais. Por exemplo,    sujeitos diferentes, que participam em rela&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o,    &agrave;s vezes atribuem significados diferentes a estas comunica&ccedil;&otilde;es.    Kiminyo (1977) afirma a id&eacute;ia de que a cultura afeta a interpreta&ccedil;&atilde;o    da comunica&ccedil;&atilde;o. Ele observou que crian&ccedil;as n&atilde;o escolarizadas    tendem a alterar a resposta quando um adulto questiona suas respostas, porque    tal procedimento &eacute; normalmente considerado um indicador de resposta errada    em vez de um requerimento de justifica&ccedil;&atilde;o. Rogoff e Minstry (1975)    deram suporte a esta id&eacute;ia testando crian&ccedil;as Mayas. Eles mostraram    como um princ&iacute;pio Maya de intera&ccedil;&atilde;o social (as crian&ccedil;as    n&atilde;o devem falar livremente a um adulto) pode influenciar testes de performance    cognitivos. Estes sujeitos deveriam contar uma hist&oacute;ria para um adulto,    mas eles s&oacute; contavam depois de uma intensa press&atilde;o. O examinador    freq&uuml;entemente tinha que perguntar: "O que aconteceu depois?", para que    a crian&ccedil;a continuasse contando a hist&oacute;ria. Da mesma forma, Dennis    (1957), em um estudo transcultural, comparando crian&ccedil;as americanas, sudanesas    e libanesas sobre o significado atribu&iacute;do a diferentes objetos comuns,    perguntava &agrave;s crian&ccedil;as quest&otilde;es do tipo: "Para que serve    areia?". Enquanto para as crian&ccedil;as americanas a palavra areia denotava    atividades de recrea&ccedil;&atilde;o, para as crian&ccedil;as libanesas e sudanesas    representava objetivos funcionais. Al&eacute;m do mais, palavras como passarinho,    ouro, cachorro e gato tinham um significado claramente diferente para o grupo    de crian&ccedil;as ocidentais e orientais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Greenfield (1966) observou que quando se perguntava para crian&ccedil;as Wolof:    &#151; "Por que voc&ecirc; pensa, ou diz, que isto ou aquilo &eacute; verdade?"    &#151; elas n&atilde;o respondiam. Esta mesma quest&atilde;p colocada para crian&ccedil;as    americanas n&atilde;o gerava problema nenhum. Pelo contr&aacute;rio, a quest&atilde;o    poderia ser resolvida de maneira bastante f&aacute;cil. De acordo com Greenfield,    "parece que as crian&ccedil;as Wolof n&atilde;o escolarizadas carecem de consci&ecirc;ncia    ocidental: elas n&atilde;o distinguem entre o pensamento pr&oacute;prio delas    ou uma declara&ccedil;&atilde;o sobre algo e a coisa por si mesma. Pensamento    e objeto de pensamento parecem ser uma coisa s&oacute;. Conseq&uuml;entemente,    a id&eacute;ia de explicar uma declara&ccedil;&atilde;o parece sem sentido;    &eacute; o evento externo que deve ser explicado. A no&ccedil;&atilde;o relativista    de que os eventos podem variar de acordo com o ponto de vista, pode, portanto,    ser ausente em um n&iacute;vel bem maior do que na cultura ocidental"(p.232-233).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Assim, em estudos transculturais nos quais est&atilde;o envolvidas diferentes    institui&ccedil;&otilde;es e estrutura&ccedil;&otilde;es epis&oacute;dicas da    realidade, podemos perceber que o procedimento necess&aacute;rio para a performance    correta de determinadas habilidades psicol&oacute;gicas, que s&atilde;o relevantes    para a nossa experi&ecirc;ncia, &eacute; exterior a cole&ccedil;&otilde;es epis&oacute;dicas    de pessoas com diferentes experi&ecirc;ncias. Isto implica, como sublinhado    por Canter, Brown e Groat (1985), trabalhar "diretamente com indiv&iacute;duos    nos termos deles, respeitando as habilidades deles para formular maneiras de    pensamento sobre o mundo e sua experi&ecirc;ncia" (p. 3). Em outras palavras,    se o processo de pensamento e comunica&ccedil;&atilde;o deve seguir um conjunto    de princ&iacute;pios culturais que formam a estrutura do di&aacute;logo humano    (Cook-Gumperz e Gumperz, 1982), o verdadeiro significado do interc&acirc;mbio    comunicativo pode ser compreendido somente atrav&eacute;s de uma compreens&atilde;o    destes princ&iacute;pios culturais b&aacute;sicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "3"><b>Significado e contexto</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Focalizar somente o significado pode ser tamb&eacute;m bastante limitado,    porque, como j&aacute; vimos, a linguagem, outros comportamentos comunicativos    e contexto possuem um papel muito mais amplo nas rela&ccedil;&otilde;es humanas    do que a troca de significados. A maioria dos comportamentos ling&uuml;&iacute;sticos    n&atilde;o possui nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com o falar. Assim, comunica&ccedil;&atilde;o    em uma situa&ccedil;&atilde;o de teste n&atilde;o pode ser reduzida a simples    palavras e a&ccedil;&otilde;es dos sujeitos. No lugar de se concentrar s&oacute;    nas pessoas que se comunicam, &eacute; necess&aacute;rio considerar, tamb&eacute;m,    o contexto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De fato, quando    se comparam diferentes grupos culturais ou sociais, atrav&eacute;s de observa&ccedil;&otilde;es    de comportamento, a conformidade de um tipo particular de conduta observada    com o significado das a&ccedil;&otilde;es e comportamentos para o sujeito, &eacute;    ponto crucial que tem que ser cuidadosamente tomado em considera&ccedil;&atilde;o.    Por exemplo, foi observado por Bowerman (1981) que o procedimento tradicional    de grava&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es entre crian&ccedil;as    e m&atilde;e n&atilde;o &eacute; apropriado para grupos culturais nos quais,    muitas vezes, as crian&ccedil;as geralmente n&atilde;o falam livremente com    adultos. Sostek, Vietze, Zaslow, Kriess, van der Waals e Rubinstein (1981) notaram    que, em grupos culturais nos quais n&atilde;o &eacute; usual a crian&ccedil;a    ficar por um longo per&iacute;odo de tempo sozinha com algu&eacute;m cuidando    dela, dados experimentais coletados atrav&eacute;s de observa&ccedil;&atilde;o    que envolvia uma inter-rela&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua entre crian&ccedil;as    e quem dela cuida, poderia levar a falsas interpreta&ccedil;&otilde;es. Isto    acontecia principalmente no caso em que ambos, o adulto e a crian&ccedil;a,    percebiam que estavam separados de seu ambiente usual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Assim, os contextos experimentais que, para o experimentador, parecem ser    os mesmos, podem na realidade acarretar diferentes implica&ccedil;&otilde;es    e compreens&atilde;o por parte do sujeito, de acordo com fatores &oacute;bvios,    como diferen&ccedil;as de idade, sexo (Doise e Mugny, 1981), est&aacute;gio    anterior de desenvolvimento, profiss&atilde;o e classe social dos pais, local    de resid&ecirc;ncia (Fresard, 1980) e cultura.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "3"><b>A rela&ccedil;&atilde;o c&oacute;digo-contexto na comunica&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia    do contexto &eacute; tamb&eacute;m ressaltada pela semiologia no seu estudo    c&oacute;digo-contexto durante a comunica&ccedil;&atilde;o. Como o famoso semi&oacute;logo    italiano Umberto Eco (1976) afirma, existem diferentes tipos de c&oacute;digo    entre os v&aacute;rios grupos culturais e sociais. Na hist&oacute;ria da cultura,    a experi&ecirc;ncia da teoria da sociologia e da comunica&ccedil;&atilde;o mostra    que um emissor e um receptor n&atilde;o comunicam e recebem sempre usando o    mesmo c&oacute;digo, especialmente se eles pertencem a diferentes culturas.    Um c&oacute;digo denotativo pode mudar de forma radical produzindo mensagens    poliss&ecirc;micas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Para uma melhor compreens&atilde;o desta afirma&ccedil;&atilde;o de Eco (1976),    &eacute; importante distinguir a mensagem como forma significante e a mensagem    como sistema de significados. A mensagem como forma significante corresponde    &agrave; configura&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica, ac&uacute;stica ou comportamental    da comunica&ccedil;&atilde;o, que pode subsistir mesmo se n&atilde;o for recebida,    ou se for recebida por algu&eacute;m que desconhe&ccedil;a o tipo de c&oacute;digo    utilizado. Ao contr&aacute;rio, a mensagem como um sistema de significados corresponde    a uma forma significante que o destinat&aacute;rio, baseando-se em c&oacute;digos    determinados, preenche de sentido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Desta forma, os significantes adquirem significados apropriados somente pelo    interagir contextual. &Agrave; luz do contexto, eles continuamente se revivificam    atrav&eacute;s de clarezas e ambig&uuml;idades sucessivas, remetem a determinados    significados, mas t&atilde;o logo feito isso, surgem ainda mais repletos de    outras escolhas poss&iacute;veis. Uma eventual altera&ccedil;&atilde;o no contexto    mudar&aacute; tamb&eacute;m o quadro restante.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O contexto se torna,    ent&atilde;o, um dos elementos que esclarecem a polissemia, fornecendo as chaves    para a interpreta&ccedil;&atilde;o do evento. &Eacute; este contexto, em uma    determinada circunst&acirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o, que permite compreender    a qual c&oacute;digo o remetente est&aacute; se referindo. Este se apresenta    como uma esp&eacute;cie de referente da mensagem que se desenvolve na situa&ccedil;&atilde;o    concreta e que contribui para dar-lhe significado. Por exemplo, na utiliza&ccedil;&atilde;o    de um termo, frase ou comportamento, n&atilde;o importa o siginificado atribu&iacute;do    oficialmente, mas o significado que o grupo social em que o sujeito vive lhe    atribui, as conota&ccedil;&otilde;es pessoais, derivadas da sua experi&ecirc;ncia    passada, que ele mesmo lhe confere. Assim, a presen&ccedil;a do referente induz    a identificar o significado conotativo mais apto, da mesma forma que a realidade    orienta para os c&oacute;digos mais adequados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Assim, o contexto est&aacute;, portanto, relacionado com a realidade, &agrave;    qual, por experi&ecirc;ncia, o sujeito foi habituado a conectar o emprego de    determinados significados em lugar de outros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "3"><b>Contexto e situa&ccedil;&atilde;o experimental</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Nos &uacute;ltimos 20 anos, muitos pesquisadores se tornaram interessados    no papel do contexto da situa&ccedil;&atilde;o experimental (Brown, Bransford,    Ferrara e Campione, 1983; Rogoff, 1982). Psic&oacute;logos passaram a ter um    interesse renovado face ao significado do ambiente e da ecologia no desenvolvimento    humano (Bronfenbrenner, 1986; Perret-Clermont, Brun, Saada e Schubauer-Leoni,    1984; Rogoff, Gauvain e Ellis, 1984; Silbereisen e Eyferth, 1986).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Esta preocupa&ccedil;&atilde;o legitimou-se com a sustenta&ccedil;&atilde;o    de resultados de estudos transculturais sobre as v&aacute;rias formas de performances    em contextos diferentes. Por exemplo, v&aacute;rios estudos transculturais mostraram    que sujeitos que executavam tarefas de maneira razo&aacute;vel em um ambiente    familiar, apresentavam dificuldades em executar as mesmas tarefas em um contexto    n&atilde;o familiar como o de laborat&oacute;rio (Laboratory of Comparative    Human Cognition, 1979; Rogoff, 1981). Observa&ccedil;&otilde;es parecidas sobre    varia&ccedil;&otilde;es contextuais na performance foram encontradas n&atilde;o    s&oacute; em compara&ccedil;&otilde;es transculturais e de classe social, mas    tamb&eacute;m em outras pesquisas norte-americanas que revelaram diferen&ccedil;as    nas performances dos sujeitos em situa&ccedil;&otilde;es naturais e de laborat&oacute;rio    (Ross, Kagan, Zelazo e Kotelchuck, 1975).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Ceci e Bronfenbrenner (1985), em um experimento sobre a mem&oacute;ria prospectiva    (ou seja, lembrar em fazer algo no futuro) em diferentes contextos (a pr&oacute;pria    casa versus um laborat&oacute;rio de psicof&iacute;sica, da universidade), encontraram    diferentes n&iacute;veis de compet&ecirc;ncias nas estrat&eacute;gias usadas.    Os resultados mostraram que as crian&ccedil;as utilizavam em casa estrat&eacute;gias    cognitivas mais sofisticadas para monitorar a passagem do tempo, como uma esp&eacute;cie    de suporte da mem&oacute;ria prospectiva, do que no ambiente de laborat&oacute;rio.    Os dados foram interpretados em termos de n&iacute;veis de ansiedade gerados    pelo meio familiar ou n&atilde;o familiar: "As crian&ccedil;as percebem o pedido    de executar uma tarefa futura como menos imperiosa, e talvez com uma menor import&acirc;ncia    e responsabilidade, quando a tarefa &eacute; executada em uma atmosfera mais    relaxada, como a casa, do que em um ambiente menos familiar e possivelmente    um meio mais prestigioso como laborat&oacute;rio. Desta forma, crian&ccedil;as    neste &uacute;ltimo ambiente, que tamb&eacute;m seriam capazes de usar estrat&eacute;gias    que consomem menos tempo, tomam precau&ccedil;&otilde;es para assegurar que    n&atilde;o falhar&atilde;o para alcan&ccedil;ar as expectativas. Este &eacute;    um exemplo muito evidente do princ&iacute;pio de Freud da ansiedade a servi&ccedil;o    do ego" (p. 160).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Spimillo (no prelo) e Carraher e Spimillo (1984) demonstraram o papel determinante    do contexto sobre a performance de crian&ccedil;as em investiga&ccedil;&otilde;es    ling&uuml;&iacute;sticas. O primeiro estudo mostra claramente que a situa&ccedil;&atilde;o    experimental pode destruir as caracter&iacute;sticas espont&acirc;neas da linguagem.    O segundo estudo apresenta implica&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas quanto    aos estudos experimentais acerca da aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem, enfatizando    a influ&ecirc;ncia que a fala do experimentador tem para a crian&ccedil;a na    situa&ccedil;&atilde;o experimental.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Assim, para a compreens&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas    deve-se considerar o contexto; isto aplica-se a todos os estudos de desenvolvimento,    seja em ambientes naturais, seja em laborat&oacute;rio. O contexto deve ser    encarado como uma caracter&iacute;stica complexa e estruturada das habilidades    psicol&oacute;gicas, caracter&iacute;stica que n&atilde;o est&aacute; desconectada    da habilidade do indiv&iacute;duo (Rogoff, 1982).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Este ponto de vista &eacute; semelhante &agrave; opini&atilde;o de Vygotsky    (1978) que considera a compreens&atilde;o das habilidades cognitivas essencialmente    atrav&eacute;s de estudos de prefer&ecirc;ncia em situa&ccedil;&otilde;es naturais,    e n&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de testes tradicionais. Por esta raz&atilde;o,    nos &uacute;ltimos anos, testes tradicionais foram geralmente objeto de cr&iacute;tica    na Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica (Brozek, 1972; Wozniak, 1975), e maior interesse    foi focalizado no desenvolvimento de baterias cl&iacute;nicas de testes diagn&oacute;sticos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "3"><b>Defini&ccedil;&atilde;o terminol&oacute;gica do contexto e sua relev&acirc;ncia    na situa&ccedil;&atilde;o de teste</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O contexto pode    ser abordado de duas formas diversas. A primeira considera a maneira como diferentes    contextos geram diferentes comportamentos nos mesmos indiv&iacute;duos. A abordagem    que analisa o ambiente e a maneira como este exerce sua influ&ecirc;ncia sobre    o indiv&iacute;duo &eacute; denominada psicologia ecol&oacute;gica (Barker,    1968).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A outra abordagem    tenta definir a maneira como o indiv&iacute;duo percebe este ambiente socialmente    determinado (Psathas, 1968). Este ponto de vista introduz a situa&ccedil;&atilde;o    ou o contexto como par&acirc;metros descritivos. As defini&ccedil;&otilde;es    de situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o pr&eacute;-existentes, ou seja, elas foram    formadas antes que o experimentador ou o psic&oacute;logo entrasse em cena.    Assim, este deve compreender estas defini&ccedil;&otilde;es, sua constitui&ccedil;&atilde;o    e como s&atilde;o percebidas pelo sujeito, para que possa compreender porque    o sujeito se comporta da forma em que se apresenta. "O estado do indiv&iacute;duo    inclui n&atilde;o s&oacute; o seu estado biol&oacute;gico e fisiol&oacute;gico,    mas sua interpreta&ccedil;&atilde;o estrutural do mundo, como ele o vivencia,    baseado nas suas experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias de socializa&ccedil;&atilde;o    como membro da cultura" (p.136).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo do contexto    e do meio em rela&ccedil;&atilde;o ao indiv&iacute;duo, embora apre sentando    estas duas abordagens diferentes, converge em um ponto: a import&acirc;ncia    atribu&iacute;da ao meio para a forma&ccedil;&atilde;o dos comportamentos. Assim,    estas duas abordagens s&atilde;o relevantes para uma teoria educacional que    objetiva descrever como "a crian&ccedil;a percebe e categoriza as situa&ccedil;&otilde;es    sociais do seu mundo e, em rela&ccedil;&atilde;o a este, diversifica a sua pr&oacute;pria    maneira de falar" (Cazden, 1972, p.295).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">&Eacute; necess&aacute;rio, de toda maneira, esclarecer o que se entende por    contexto, situa&ccedil;&atilde;o e contexto cultural. Por contexto entende-se    a estrutura de refer&ecirc;ncias que o sujeito adota, a maneira pela qual ele    pessoalmente organiza e interpreta a experi&ecirc;ncia, ou seja, o significado    social do evento. Como afirmado por Goffman (1974), os indiv&iacute;duos, continuamente,    e de forma ativa, projetam os pr&oacute;prios quadros de refer&ecirc;ncia no    mundo que est&aacute; imediatamente &agrave; volta deles. Neste sentido, a situa&ccedil;&atilde;o    pode ser considerada como um conjunto de condi&ccedil;&otilde;es no qual o comportamento    &eacute; produzido, e como parte de um contexto mais amplo, ou seja, a cultura.    Assim, o contexto cultural deve ser compreendido como a cole&ccedil;&atilde;o    das poss&iacute;veis situa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Por exemplo, imagine esta situa&ccedil;&atilde;o: uma crian&ccedil;a pobre    vendendo pipoca e amendoim na praia em um domingo ensolarado. Esta situa&ccedil;&atilde;o    pode ser descrita fisicamente em termos dos par&acirc;metros da situa&ccedil;&atilde;o    de venda, da clientela na praia, do ponto de vista da crian&ccedil;a, e assim    por diante. Agora vamos supor que nesta mesma situa&ccedil;&atilde;o de vendedora    esteja uma senhora da alta sociedade. Ela encararia a situa&ccedil;&atilde;o    de outra maneira, focalizando certos aspectos e n&atilde;o outros. N&atilde;o    se importaria tanto com os amendoins vendidos, mas com o medo de encontrar algu&eacute;m    que a reconhecesse. Agora, se esta rica senhora fosse uma atriz famosa filmando    uma cena de um filme, no qual desempenha o papel de uma vendedora de amendoim    e pipoca, a situa&ccedil;&atilde;o seria encarada de uma maneira completamente    diferente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Assim, embora a situa&ccedil;&atilde;o se apresente como a mesma nos v&aacute;rios    casos descritos, ela ser&aacute; vivenciada por cada sujeito de maneira diversa.    De acordo com Hundeide (1985), isto &eacute; explicado pelos diferentes pap&eacute;is    que os indiv&iacute;duos representam (ou seja, uma diferente organiza&ccedil;&atilde;o    de epis&oacute;dios e procedimentos repetidos a partir da vida di&aacute;ria).    "Esta (a experi&ecirc;ncia interpretativa) &eacute; basicamente uma estrutura    coletiva compartilhada que &eacute; organizada como epis&oacute;dios que refletem    as regularidades da vida no interior de uma sociedade, sua estrutura social,    cultura, linguagem, hist&oacute;ria e ecologia. De fato, para experienciar algo    como ordenado e significativo, deve existir alguma ocorr&ecirc;ncia na nossa    experi&ecirc;ncia. Um mundo de experi&ecirc;ncias &uacute;nicas &eacute; imposs&iacute;vel,    porque o &uacute;nico pressup&otilde;e como base o ordin&aacute;rio, uma experi&ecirc;ncia    repetida. O at&iacute;pico &eacute; poss&iacute;vel s&oacute; em refer&ecirc;ncia    ao; t&iacute;pico" (p. 306-307). Conseq&uuml;entemente, os processos cognitivos    n&atilde;o podem ser representados independentemente dos contextos onde est&atilde;o    inseridos ou da finalidade &agrave; qual eles est&atilde;o direcionados e das    pessoas que os percebem ou se objetivam neles. O todo do contexto cultural,    no qual uma a&ccedil;&atilde;o est&aacute; inserida, tem de ser considerado    para a compreens&atilde;o do que est&aacute; acontecendo. Esta mesma preocupa&ccedil;&atilde;o    em an&aacute;lises antropol&oacute;gicas se refere ao que Geertz (1973) defende    como "thick description" (descri&ccedil;&atilde;o densa), como distinta da "thin    description" (descri&ccedil;&atilde;o superficial).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "3"><b>Implica&ccedil;&otilde;es para a pesquisa</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Estas considera&ccedil;&otilde;es trazem implica&ccedil;&otilde;es diretas    &agrave; pr&aacute;tica de pesquisa. Pesquisadores deveriam considerar cuidadosamente    o fato de que indiv&iacute;duos respondem a outros indiv&iacute;duos de diversas    maneiras e que estas se alteram conforme culturas e situa&ccedil;&otilde;es.    O fato visto &eacute; filtrado atrav&eacute;s de um n&uacute;mero de filtros,    que varia de acordo com a situa&ccedil;&atilde;o e a cultura, e que s&atilde;o    geralmente utilizados de maneira inconsciente (Hall, 1966; Som-mer, 1969). A    partir do fato de que os indiv&iacute;duos sup&otilde;em que as outras pessoas    v&ecirc;em os objetivos de maneira id&ecirc;ntica a deles, observadores deveriam    tentar determinar como os quadros culturais e situacionais s&atilde;o constru&iacute;dos    e como o comportamento pr&oacute;prio, assim como o dos outros, &eacute; compreendido    pelo sujeito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dos relatos    de pesquisadores, observando intera&ccedil;&otilde;es precoces m&atilde;e-filho,    por exemplo, podemos ver como varia em culturas diferentes a influ&ecirc;ncia    de um observador. Brazelton (1977), em um estudo entre &iacute;ndios Mayas do    M&eacute;xico, relata como o medo do observador pode provocar fortes efeitos    na pesquisa: "N&oacute;s &eacute;ramos automaticamente investidos com 'um mau-olhado'    at&eacute; eu assegurar &agrave;s m&atilde;es que eu era um 'curador' e que    poderia neutralizar o mau-olhado se eu o tivesse. De toda maneira os efeitos    de uma estranha ansiedade nas crian&ccedil;as eram fortemente refor&ccedil;ados    pela ansiedade constante dos pais com a nossa presen&ccedil;a. N&oacute;s n&atilde;o    conseguimos nos relacionar com crian&ccedil;as com mais de nove meses de idade,    devido &agrave; for&ccedil;a deste efeito" (p.174).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Pelo contr&aacute;rio, Munroe e Munroe (1971) descrevem um comportamento completamente    diferente em do-nas-de-casa no Leste da &Aacute;frica, quando da chegada de    um observador na aldeia. As crian&ccedil;as eram logo levadas ao observador    para serem examinadas; em lugar de medo, a chegada de pesquisadores era vista    como um evento interessante e todos estavam prontos a cooperar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Com m&atilde;es norte-americanas de classe m&eacute;dia, Graves e Glick (1978)    encontraram uma outra caracter&iacute;stica. O fato de serem observadas causava    nas m&atilde;es um tipo de comportamento que variava de acordo com sua interpreta&ccedil;&atilde;o    do que era esperado delas. Quando as m&atilde;es sabiam que estavam sendo observadas,    suas rea&ccedil;&otilde;es tomavam uma forma particular, correspondente a um    crit&eacute;rio geral de como uma m&atilde;e deveria interagir com a sua crian&ccedil;a    (isto &eacute;, conversa&ccedil;&atilde;o aumentada, controle mais indireto,    perguntas mais estimulantes, observa&ccedil;&otilde;es mais dedutivas e maior    participa&ccedil;&atilde;o em atividades comuns).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De fato, partindo    do pressuposto de que grupos culturais diferentes provavelmente ter&atilde;o    respostas diferentes em diferentes contextos, torna-se necess&aacute;rio considerar,    na pesquisa, a vari&aacute;vel contexto no planejamento experimental. &Eacute;    de suma import&acirc;ncia obter um pleno conhecimento do modo pelo qual os indiv&iacute;duos    utilizam as condi&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis e oferecidas por um contexto    particular, a fim de manter um padr&atilde;o b&aacute;sico de comportamento    e de compreender os crit&eacute;rios contextuais das condutas. Como afirmado    por Bronfenbrenner (1977): "As propriedades do contexto ambiental, no qual a    pesquisa &eacute; feita, influenciam os processos que acontecem dentro deste    contexto e, portanto, afetam a interpreta&ccedil;&atilde;o e a possibilidade    de generalizar os resultados da pesquisa" (p.516).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Atrav&eacute;s da mudan&ccedil;a de contexto, torna-se poss&iacute;vel ver    se &eacute; necess&aacute;rio estabelecer entre a crian&ccedil;a e o examinador    um conjunto de conhecimentos que vai al&eacute;m dos enunciados, atrav&eacute;s    dos quais pode-se interpretar o significado destas transforma&ccedil;&otilde;es    e alcan&ccedil;ar uma compreens&atilde;o do problema. Realmente, "existe a especula&ccedil;&atilde;o    de que as circunst&acirc;ncias que governam as resolu&ccedil;&otilde;es de problemas    em situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o pr&eacute;-fabricadas e    minimamente negoci&aacute;veis, diferem daquelas que podem ser examinadas em    situa&ccedil;&otilde;es experimentais. As quest&otilde;es fundamentais levantadas    por esta especula&ccedil;&atilde;o demandam uma mudan&ccedil;a mais radical    na natureza e objetivo da pesquisa te&oacute;rica e emp&iacute;rica, do que    talvez tenha sido geralmente reconhecido" (Lave, Murtaugh e de la Rocha, 1984,    p. 67).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">Assim, &eacute; necess&aacute;ria uma an&aacute;lise do significado ecol&oacute;gico    dos est&iacute;mulos, previamente &agrave; coleta de dados, especialmente para    o tipo de pesquisa que investiga diferen&ccedil;as entre grupos sociais e grupos    &eacute;tnicos, como tamb&eacute;m em qualquer outro tipo de pesquisa onde os    grupos comparados s&atilde;o considerados diferentes em termos dos processos    a serem estudados. Um princ&iacute;pio compreensivo relativo ao comportamento    s&oacute; pode ser constru&iacute;do quando as habilidades dos indiv&iacute;duos    s&atilde;o vistas em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto ecol&oacute;gico. Conseq&uuml;entemente,    ressalta-se o uso da experimenta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m em meios naturais    e n&atilde;o s&oacute; em situa&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio. Al&eacute;m    do mais, as pesquisas executadas no ambiente natural, como tamb&eacute;m em    situa&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio, deveriam ser encaradas de forma    bi-direcional, sublinhando suas rela&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas,as-sim    como id&ecirc;ntica import&acirc;ncia para a pesquisa cient&iacute;fica. Os    dois contextos desempenham um papel relevante na investiga&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica, porque eles permitem compara&ccedil;&otilde;es entre comportamentos    que podem iluminar a compreens&atilde;o de resultados particulares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ACREDOLO .P. Laboratory versus home: the effect of environment on the nine    month-old infant's choice of spatial reference system. <i>Developmental Psychology,</i>    s.l. 15:666-667, 1979.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160242&pid=S1414-9893198700020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">BOWERMAN M. Language and Development. In H. C. Triandis <i>&</i> A. Heron    (Eds.). <i>Handbook of Cross-cultural Psychology</i> (Vol. 4), Boston; Allyn    <i>&</i> Bacon, 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160243&pid=S1414-9893198700020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">BRONFENBRENNER, Toward an experimental ecology of human development. <i>American    Psychologist,</i> s.l 32:513.531, 1977</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160244&pid=S1414-9893198700020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">BRONFENBRENNER, U. Recent advances in research on the ecology of human development.    In: R.K. Silbereisen, K. Eyferthy &uml;& G. Rudinger. ( Eds.), <i>Development    as action in context.</i> Berlin, Springer-Verlag, 1986.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160245&pid=S1414-9893198700020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">BROWN, A.L. The development of memory: knowing, know'ng about knowing and    knowing how to.k low. In: H.W. Reese (Eds.); <i>Advances in Child Development    and Behavoier(Vol.</i> 10, New York, Academic Press, 1975.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160246&pid=S1414-9893198700020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">BROWN A.L;, BRANSFORD, J.D., FERRARA, R.A. & CAMPIONE, J.C. Learning,    remembering, and understanding, In: J.H. Flavell 6c E.M. Markman (Eds.), <i>Carmichael's    manual of child psychology</i> (Vol 1). New York, Wiley, 1983.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160247&pid=S1414-9893198700020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">BROWN, A.L.& FERRARA, R.A. Diagnosing zones of proximal development. In    J.V. Wertsch (Ed.), <i>Culture, communication, and cognition: Vygotskian perspectives.</i>    Cambridge, Cambridge University Press, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160248&pid=S1414-9893198700020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">BROZEK, J. To test of not to test; trends in the Soviet views. <i>Journal    of the History of the Behavioral sciences, 8</i>:243-248, 1972.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160249&pid=S1414-9893198700020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">CANTER, D., BROWN, J. & GROAT, L. A multiple sorting procedure for studying    conceptual systems. In: M. Brenner, J. Brown &uml;& D. Canter (Eds.). <i>The    research interview: uses and approaches. London</i>, Academic Press, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160250&pid=S1414-9893198700020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">CARRAHER, T.N. e SPIMILLO, A.G. &#151; <i>Experimenter talk: task or utterence?</i>    In Congresso Mundial da Association Internationale de Linguistic Apliqu&eacute;e,    Bruxelas B&eacute;lgica, agosta, 1984.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160251&pid=S1414-9893198700020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">CARRAHER, T.N., CARREHER. D.W. SCHLIEMANN, A.D. Mathematics in the streets    and in schools, <i>British Journal of Developmental Psychology, 3:</i> 21-29    1985</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160252&pid=S1414-9893198700020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">CAZDEN, C.B. The situation: a neglected source of social class differences.    In: J.B. Pride & Pride & J. 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"Don't forget to take the cupcakes out    of the oven": Prospective memory, strategic timemonitoring, and context. <i>Child    Development, 56:</i> 152-164, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160254&pid=S1414-9893198700020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">COOK-GUMPERZ, J. & GUMPERZ. J. Communicative competence in educational    perspective. In: L.C. Wilkinson (Ed.), <i>Communication in the classroom.</i>    New York, Academic Press, 1982.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160255&pid=S1414-9893198700020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De LOACHE , J.S.    & BROWN, A.L. Looking for big birds: studies of memory in very young children.    <i>The Quaterly Newsletter of the Laboratory of Comparative Human Cognition,    1:</i> 53-57, 1979.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160256&pid=S1414-9893198700020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">DENNIS, W. Uses of common objects as indicators of cultural orientations.    <i>Journal of abnormal and Social Psychology, 56:</i> 239-244, 1957.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160257&pid=S1414-9893198700020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">DOISE, W. & MUGNY, G. <i>Le development social de I'intelligence.</i>    Paris, Intereditions. 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160258&pid=S1414-9893198700020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">DONALDSON, M. Children's minds, Glasgow, Fontana/Collins, 1978.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160259&pid=S1414-9893198700020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ECO, U. <i>A estrutura ausente.</i> S&atilde;o Paulo, Perspectiva, 1976.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160260&pid=S1414-9893198700020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">FRESARD, M.D. <i>La representation de I'eloignement dans des dessins individuels    et collectifs d'enfants de neuf a douze ans.</i> Unpublished Doctoral Thesis.    University of Geneva. 1980.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160261&pid=S1414-9893198700020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">GAUVAIN, M & ROGOFF, B. Influence of the goal on children's exploration    and memory of large-scale space. <i>Developmental Psychology,</i> s.l. 22: 72-77,    1986.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160262&pid=S1414-9893198700020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">GOFFMAN, E. <i>Frame analysis: an essay of the organization of experience.</i>    New York, Harper & Colophon, 1974.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160263&pid=S1414-9893198700020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">GRAVES, Z.R. & GLICK, J. The effect of context on monther-child interaction:    a progress report. <i>Quaterly Newsletter of the Institute for Comparative Human    Development, s</i>.l., <i>2:</i> 41-46, 1978.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160264&pid=S1414-9893198700020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">GREENFIELD, P.M. culture and conservation. In: J.S. Bruner, R.R. Olver &    P.M. Greenfild (Eds.), <i>Studies in cognitive growth.</i> New York, Wiley,    1966.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160265&pid=S1414-9893198700020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">HALL, E.T. <i>The hidden dimension.</i> Garden City. N.Y., Doubleday, 1966.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160266&pid=S1414-9893198700020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">HUND&Eacute;IDE, K. The tacit background of children's judgments. In: J.V.    Wertsch Ed. <i>Culture, communication, and congnition:</i> Vygotskian perspectives.    Cambridge, Cambridge,University Press, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160267&pid=S1414-9893198700020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">GEERTZ, C <i>The interpretation of cultures: selected essays.</i> New York,    Basic Books, 1973.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160268&pid=S1414-9893198700020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">KAGAN, J. On the need for relativism. <i>American Psychologist,</i> s.l, <i>22,</i>    131-142, 1967.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160269&pid=S1414-9893198700020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">KATZ, I- Negro performance in interracial situations. In: P.S. Watson (Ed.),    <i>Psychology and race.</i> Harmondsworth, Penguin, 1973.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160270&pid=S1414-9893198700020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">KIMINYO, D.M. A cross-cultural study of the development of conservation of    mass, weight, and volume among Kamba children. In:P.R. Dasen (Ed.), <i>Piagetian    Psychology: Cross-cultural contribution</i> New York, Gardener Press, 1977.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160271&pid=S1414-9893198700020001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">LABORATORY OF COMPARATIVE HUMAN COGNITION. Cross-cultural psychology's challenges    to our ideas of children and development. <i>American Psychologist, s.l. 34,</i>    827-833, 1979.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160272&pid=S1414-9893198700020001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">LABOV, W. The study of language in its social context. In: P.P. Giglioli (Ed.),    <i>Language and social context.</i> Harmondsworth, Penguin, 1972.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160273&pid=S1414-9893198700020001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">LAVE, J., Murtaugh, M. & Dela ROCHA, O. The dialectic of arithmetic in    grocery shopping. In:B. Rogoff & J. Lave (Eds.), <i>Everyday cognition:    its development in social</i> contex.Cambridge, Harvard University Press, 1984.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160274&pid=S1414-9893198700020001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">MEHAN, H. Assessing children's language using abilities: methodological and    cross-cultural implications. In: M. Arner & A.D. Grimshaw (Eds.), <i>Comparative    social research: methodological problems and strategies.</i> New York, Wiley,    1973.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160275&pid=S1414-9893198700020001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">MUNROE, R.H. &uml;& MUNROE, R.L. Household density and infant care in    an East African society. <i>Journal of Social Psychology,</i> s.l.. <i>83:</i>    3-13, 1971.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160276&pid=S1414-9893198700020001200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">PERRET-CLERMONT. A.-N, BRUN, J.,SAADA, EL H. & SCHUBAUER-LEONI, M.L. Learning:    a social actualization and reconstruction of knowledge. In: H. Tajfel Ed.),    <i>The social dimension.</i> Vol. I, Cabridge, Cambridge University Press, 1984.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160277&pid=S1414-9893198700020001200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">PSATHAS, G. Comment. <i>American Psychologist,</i> s. 1.23. 135-137, 1968.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160278&pid=S1414-9893198700020001200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ROAZZI. A. <i>Cognitive Functioning in the street.</i> Trabalho apresentado    ao 3&deg; Congresso da International Society for the study of individual differences.    Toronto, Canad&aacute;, junho, 1987a.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160279&pid=S1414-9893198700020001200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ROAZZI, A. <i>Effects of social in cognitive development.</i> Trabalho apresentado    no Encontro Internacional "Intereven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica na    Educa&ccedil;&atilde;o", Porto, Portugal, julho, 1987b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160280&pid=S1414-9893198700020001200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> ROAZZI, A. Pesquisa    e Contexto. M&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o e diferen&ccedil;as    s&oacute;cioculturais em quest&atilde;o <i>Cadernos de pesquisa,</i> no prelo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160281&pid=S1414-9893198700020001200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ROAZZI, A. Implica&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas na pesquisa transcultural:    a influ&ecirc;ncia do contexto social em tarefas l&oacute;gicas. <i>Arquivos    Brasileiros de Psicologia,</i> 1986.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160282&pid=S1414-9893198700020001200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ROGOFF, B. Schooling and the development of cognitive skill. In: H.C: Triandis    & A Heron (Eds.), <i>Handbook of Cross-cultural Psychology</i> (Vol. 4).    Boston, Allyn & Bacon, 1981.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160283&pid=S1414-9893198700020001200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ROGOFF, B. Integrating context and cognitive development. In: M.E. Lamb &    A.L. Brown (Eds.) <i>Advances in developmental psychology</i> (Vol. 2). Hillsdale,    NJ Lawrence Erlbaum Associates, 1982.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160284&pid=S1414-9893198700020001200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ROGOFF, B., GAUVAIN, M. & ELLIS, S. Development viewed in its cultural    context. In M.H. Bornstein & M.E. Lamb (Eds.). <i>Developmental psychology:    at advanced textbook:</i> London, Laurence Erlbaum, 1984.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160285&pid=S1414-9893198700020001200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ROGOFF, B. & MINSTRY, S. Memory development in cultural context. In:M.    Pressley & C. Brainerd (Eds.), <i>Progress in cognitive development.</i>    Berlim, Springer-Verlag, 1985.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160286&pid=S1414-9893198700020001200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">ROSS, G., KAGAN, .J., ZELAZO, P. & KOTELCHUCK, M. Separation protest in    infants in home and laboratory. <i>Development Psychology,</i> 11: 256-257,    1975.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160287&pid=S1414-9893198700020001200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">SILBEREISEN, R.K. & EYFERTH, K. Development as action in context. In:R.K.    Silbereisen, K. Eyferth & G. Rudinger. (Eds.), <i>Development as action    in context.</i> Berlin, Springer-Verlag, 1986</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160288&pid=S1414-9893198700020001200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">SOMMER, R. <i>Personal Space; a behavioural basis for design.</i> Englewood    Cliffs, N.J. Prentice-Hall, 1969</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160289&pid=S1414-9893198700020001200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">SOSTEK, A.M., VIETZE, P., ZASLOW M., KRIESS, L., van der WAALS, F. & RUBINSTEIN,    D. Social contex in caregiver-infant interaction: a film study of Fais and the    United States. In:T.M. Field A.M. Sostek, P.Vietze & P.H. 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Compet&ecirc;ncia pragm&aacute;tica: estrutura ou contexto.    <i>Cadernos de pesquisa,</i> no prelo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160291&pid=S1414-9893198700020001200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">SZALAY, L.B. & DEESE, J. <i>Subjective meaning in Culture: an assessment    through word association.</i> Hillsdale, NJ Laurence Erlbaum Associates, 1978.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160292&pid=S1414-9893198700020001200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">TAJFEL, H. 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L.S. <i>Mind in society: the development of higher mental processes.</i>    Cambridge, Harvard University Press, 1978.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2160294&pid=S1414-9893198700020001200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size= "2">WOZNIAK, R.H. Psychology and education of the learning disabled child in the    Soviet Union. In:W. Cruikshank & D.P. 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