<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1414-9893</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia: Ciência e Profissão]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psicol. cienc. prof.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1414-9893</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Conselho Federal de Psicologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1414-98931996000100006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Álcool e Segurança - Epidemiologia e efeitos]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hoffmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Helena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carbonell]]></surname>
<given-names><![CDATA[Enrique]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Montoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luis]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Detran Escola de Trânsito ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ SC]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Valencia  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>1996</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>1996</year>
</pub-date>
<volume>16</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>28</fpage>
<lpage>37</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-98931996000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1414-98931996000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1414-98931996000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>&Aacute;lcool    e segurança - epidemiologia e efeitos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Maria Helena    Hoffmann<sup>I</sup>; Enrique Carbonell<sup>II</sup>; Luis Montoro<sup>III</sup>    </b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Psicóloga    da Escola de Trânsito do Detran/SC    <br>   <sup>II</sup>Professor Titular de Psicologia e Segurança Viária da Universidade    de Valencia-Espanha    <br>   <sup>III</sup>Catedrático de Psicologia e Segurança Viária da Universidade de    Valencia-Espanha</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Pode-se afirmar    categoricamente que cada vez mais não se poderia pensar em nossa civilização    sem a presença dos veículos automotores, pois eles transcenderam a sua função    original, passando de uma concepção "um meio de transporte" para significar    um símbolo de um novo estilo de vida. Fatores tais como: valores, cultura, economia,    intercâmbios comerciais, desenvolvimento tecnológico, noção de distância e de    tempo, relações humanas, "padrões de vida", status social do indivíduo etc,    giram em função do "carro" e estão íntima e inevitavelmente ligados à fabricação    em série e seu uso generalizado.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Este fenômeno    "sobre rodas" trouxe inúmeras vantagens, porém, lamentavelmente, junto a todas    suas dimensões positivas, a maciça motorização a que chegamos também trouxe    um conjunto de graves problemas, que significa um sério obstáculo para a sociedade    do presente e do futuro. Entre todos eles, destacam-se pela sua magnitude e    importância os acidentes de trânsito. Certamente, eles são o âmbito de saúde    que tem experimentado o aumento mais elevado em taxas de mortalidade na segunda    metade do nosso século, fato este que tem levado muitos autores a qualificá-lo    como o problema de saúde pública mais grave de nossa civilização.</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Epidemiologia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Há pouco mais de    um século- em 1889- houve uma só morte por acidente de trânsito nos Estados    Unidos. Lamentavelmente, a situação está muito diferente na atualidade. Segundo    diversas estatísticas, calcula-se que no mundo ocorrem ao ano cerca de 700.000    mortes em conseqüência dos acidentes de trânsito e mais de quinze milhões de    feridos. Somente na Comunidade Econômica Européia, os mortos em 1994 foram cerca    de 60.000, estimando-se uma média anual de 150.000 inválidos permanentes e perdas    econômicas superiores a 2% do PIB dos países comunitários.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na Espanha a situação    nos últimos tempos não é menos alarmante (Megia, Gallud e Raga, 1989). Depois    de Portugal e Grécia, Espanha tem, em termos relativos, uma das maiores cifras    de acidente da Europa comunitária. Concretamente, no ano de 1994 ocorreram mais    de 6.000 mortes (registradas até o trigésimo dia decorrente do acidente), e    cerca de 150.000 feridos de maior ou menor gravidade. Há setores, como o caso    de jovens e de ciclomotores- motocicletas, onde a situação é especialmente grave,    dado que o número de mortos com este tipo de veículo aumentou excessivamente    nos últimos cinco anos. Os custos econômicos aproximados dessa sangria humana    na Espanha são de 9,8 bilhões de dólares, cerca de 250 dólares anuais por espanhol-    o que significa a metade dos ingressos por turismo que este país tem anualmente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, diariamente    a imprensa falada e escrita noticia mortos e feridos por acidente de trânsito.    Segundo fontes do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), em 1994 morreram    no local do acidente cerca de 31.471 pessoas, sem contar as que morreram dias,    semanas ou meses após o acidente. As vítimas fatais eram predominantemente do    sexo masculino (24.525), predominando pedestres (em 2º lugar condutores), com    idade média entre 35 e 59 anos. Nesse mesmo ano cerca de 509.020 condutores    se envolveram em acidentes de trânsito com vítimas, sendo predominante os condutores    de veículos de passeio, seguidos dos de caminhão e motociclistas. A idade dos    condutores envolvidos era de 25 a 34 anos e possuíam mais de cinco anos de Carteira    Nacional de Habilitação (CNH). Salienta-se que cerca de 5% dos condutores envolvidos    em acidentes com vítima eram inabilitados, ou seja, não possuíam CNH. Os sete    Estados onde ocorreram maior número de acidentes em 1994 foram- e nesta ordem:    São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e    Santa Catarina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O acidente de trânsito    é uma forma de desperdício das sociedades contemporâneas e tem um alto custo,    pois apesar dos dados estatísticos serem controversos, para a comunidade brasileira,    supõe um custo social e material de mais de 1% do PIB nacional, segundo várias    publicações. A este custo se deve acrescentar os danos pessoais, psicológicos    e trabalhistas que se derivam desta situação e, por razões de dificuldades orçamentárias,    o Governo não investe nem a metade desse dinheiro em promover a segurança viária    de seus cidadãos. Desta forma, não há como negar que a "insegurança" no trânsito    é um dos principais problemas brasileiros da atualidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Averiguar quais    são as causas reais que provocam os acidentes de trânsito não é um trabalho    fácil. Múltiplos e complexos são os fatores que se encontram implicados num    acidente de circulação. Em todo o caso, a explicação pode ser encontrada nos    quatro grande elementos que compõem o sistema viário: o veículo, o traçado e    o estado da via, as normas e a supervisão (fiscalização) policial, o comportamento    do condutor e a situação de suas capacidades psiconsicas (Evans e Schwing, 1984;    Soler e Tortosa, 1987).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar das pesquisas    e dos dados que atualmente se dispõem, resultaria ingênua qualquer interpretação    do acidente que não leve em conta globalmente estes quatro elementos. Inúmeras    e rigorosas pesquisas, desenvolvidas por muitos estudiosos e pesquisadores em    diferentes épocas e culturas, evidenciam que boa parte dos acidentes viários    são desencadeados por fatores sociais ou por fatores de tipo pessoal (Ross,    1940; Clayton e Mackay, 1972; Treat e col., 1977; Shinar, 1978; Barjonet, 1988;    Megia, Gallud e Raga, 1989 etc). Existem muitos dados que apóiam a hipótese    de que a maior parte dos acidentes ocorrem por falha humana, e precisamente    entre eles o uso indevido de substâncias como o álcool, as drogas ou os fármacos    parece que é a causa que, direta ou indiretamente, explica uma considerável    porcentagem dos acidentes que ocorrem nas cidades e rodovias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O álcool etílico    ou etanol é uma droga psicodepressora de caráter sedante-hipnótico, cujo consumo,    altamente generalizado em nossa sociedade, faz com que seja parte obrigatória    de muitas relações sociais. Lamentavelmente, existe uma enorme permissividade    social em relação ao álcool, inclusive quando se dirige um veículo automotor.    Isto tem levado alguns autores a utilizar o termo "crime folclórico" para referir-se    ao acidente de trânsito causado pelo álcool.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Além das importantes    repercussões que têm o abuso de álcool sobre a saúde, na Espanha se considera    que seu consumo é o responsável por 25% de todos os acidentes de trabalho. Por    outro lado, sabe-se que o álcool intervém na metade dos acidentes de trânsito    e se calcula que um em cada quatro suicídios e uma boa parte dos homicídios    além de muitas transgressões da lei estão relacionados com o abuso desta droga    legal. Na Espanha, apesar de não haver estatísticas precisas, calcula-se que    o consumo de álcool é o maior responsável por mortes em acidentes de trânsito.    Os alcoólicos sofrem acidentes de trânsito com uma freqüência 4,5 vezes superior    aos não alcoólicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, não    existem estatísticas oficiais a nível nacional sobre a participação de condutores    alcoolizados em acidentes de trânsito, porém se sabe que este número é grande    através da imprensa falada e escrita, e através de estudos regionalizados e    atendimentos de orientação e prevenção a condutores envolvidos em acidentes,    realizados pelos Serviços de Psicologia dos Departamentos de Trânsito (DETRAN).    Em particular, cabe destacar que dentro do serviço de orientação psicológica    preventiva para condutores acidentados e infratores, realizado na Escola de    Trânsito do DETRAN de Santa Catarina, no período de janeiro a junho de 1995,    foram realizados 159 atendimentos a condutores acidentados e condutores abordados    por cometerem algum tipo de infração (Hofmann, 1995). Entre os atendimentos    realizados, 9 foram acidentes com morte, 59 acidentes com danos materiais e/ou    ferimentos, 42 condutores embriagados, 4 atropelamentos com vítima fatal, 10    atropelamentos com ferimentos leves, 11 condutores responsáveis pela entrega    de veículo a menor de idade, 12 menores de idade abordados dirigindo, e 32 pessoas    abordadas por dirigir sem habilitação ou não devidamente habilitada para o veículo    que conduzia. Dos 42 condutores embriagados, 23 estavam envolvidos em acidentes,    cujo nível médio de álcool no sangue foi de 1,5 g/l (cerca de 1,1 mg/l de ar    expelido- bafômetro), caracterizando embriaguez com ressalva, segundo a Portaria    n. 200/DE-TRAN/SC/91 (veja <a href="#q1">Quadro 1</a>).</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v16n1/06q1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Fatores determinantes    da alcoolemia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A alcoolemia é    o grau de álcool contido no sangue de um indivíduo, ou seja, a quantidade de    álcool por litro de sangue<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>.    Uma vez ingerido, a absorção do álcool no estômago e duodeno é bastante rápida,    sobretudo se o estômago está vazio, se a bebida tem uma alta concentração etílica    ou se está gaseificada ou quente, o que contribui para a maior dilatação dos    capilares gástricos e favorece a absorção. A alcoolemia tem sua medida expressa    em gramas/litro. A determinação da alcoolemia permite de forma segura, integrando    este dado com outros, deduzir o grau de "intoxicação alcoólica aguda" ou "embriaguez"    que apresenta um determinado indivíduo. Com relação a este fato, existe uma    absoluta desinformação por parte dos condutores de muitos países onde não há    um trabalho global, consistente sobre educação de trânsito, como é o caso do    Brasil, e ainda da Espanha.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os efeitos do álcool    sobre o condutor e o nível de alcoolemia variam em função de uma série de fatores:    da pessoa que o ingere (complexidade do corpo, peso, estrutura), da quantidade    de álcool ingerido-absorvido, rapidez com que bebe, tipo de alimentação, circunstâncias    em que se dá o consumo, tolerância, entre outros fatores. Isto deveria ser especialmente    levado em conta quando se dirige um veículo automotor (Wagenaar, 1983).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Circunstâncias    como a fadiga, gravidez ou transtornos do período menstrual aumentam a sensibilidade    ao álcool. Também influi no efeito do álcool a hora da ingestão, já que durante    a noite é produzida uma metabolização diferente daquela ocorrida durante o dia.    Dentro do conjunto de variáveis, a idade e o sexo parecem ser particularmente    relevantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Normalmente a quantidade    que uma pessoa adulta sã é capaz de metabolizar sem problemas, é de uma grama    de álcool por quilo de peso, num período de 24 horas. O álcool é um depressor    do sistema nervoso, que começa a exercer seu efeito sobre o cérebro, poucos    minutos depois da ingestão, iniciando sua ação inibidora pelos lóbulos frontais    e estendendo-se posteriormente ao resto do cérebro. Uma das manifestações mais    facilmente apreciáveis são os déficits de coordenação e uma lentidão dos reflexos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maioria dos autores    está de acordo em que a principal variável que influencia o rendimento nas tarefas    de condução é a "concentração hepática do álcool", a qual está em função da    dose de álcool ingerida e não no tipo de bebida consumida (cerveja, vinho, aguardente,    etc.) (Kallant, Le Blanc e Wilson, 1975).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><u>Idade:</u>    </i> Diversos estudos demonstraram que a defesa metabólica frente ao álcool    é mais baixa em idades inferiores a 17 anos, pelo que o consumo deste tóxico    em etapas precoces da vida produz mais facilmente alterações orgânicas, inclusive    psicológicas, que podem afetar as habilidades necessárias para a condução. Por    outra parte, segundo as estatísticas, sabemos que um em cada dois mortos nos    países desenvolvidos, entre os 15-35 anos, é conseqüência de um acidente. E    precisamente não é causal que dentro desta faixa de idade se encontre um dos    grupos mais consumidores de álcool: aqueles que têm entre 18 e 25 anos, grupo    que, sendo na Espanha 16,7% da população condutora, causa 31% de todos os acidentes    mortais e mais de 60% de todos os acidentes de fim de semana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O elevado consumo    de álcool deste grupo, especialmente nos fins de semana, unido a outras características,    como a competitividade, o exibicionismo ou a maior busca intencionada de risco    e de emoções intensas- bastante freqüente em idades precoces- o converte assim    num grupo de alto risco.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><u>Sexo:</u></i>    Se por um lado muitas pesquisas têm demonstrado que a mulher está menos dotada    que o homem na defesa enzimática contra o álcool, contrariamente se comprova    que as mulheres têm maior estabilidade que os homens frente aos efeitos do álcool.    Por outra parte, as mulheres parecem estar, em geral, mais conscientizadas que    os homens do perigo de dirigir sob os efeitos do álcool, tal como revelam as    pesquisas realizadas pelo <i>Instituto Universitário de Tráfico y Seguridad    Vial</i> (INTRAS) da Universidade de Valencia na Espanha (Carbonell e Rothengatter,    1990).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de ser o    gênero masculino maior consumidor de álcool que o feminino, resulta alarmante    comprovar como se eleva anualmente a porcentagem de mulheres que buscam tratamento    por problemas alcoólicos (Selles, Cortés e Hoffmann, 1995). Também é alarmante    comprovar como se eleva anualmente a porcentagem de mulheres jovens que conduzem    em estado de embriaguez alcoólica, em comparação com aquelas que sobre-passam    os quarenta anos, as quais é bastante infreqüente que dirijam nesse estado.    Em todo o caso, os dados sobre o consumo de álcool e acidentes mostram que os    homens superam em quase o dobro acidentes de circulação e de outros tipos- de    trabalho, domésticos etc.- estando sob os efeitos da ingestão de algum tipo    de bebida alcoólica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Álcool e seus    efeitos sobre os condutores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O condutor que    consumiu álcool é mais vulnerável à morte e às lesões graves, uma vez ocorrido    o acidente, que aquele que não consu <sup>Carlos Moura</sup> miu álcool.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os efeitos do álcool    na condução variam notavelmente em função de todo um conjunto de fatores, entre    os quais se destaca, logicamente, o nível de alcoolemia. Pelas atuais legislações,    brasileira e espanhola, sobre trânsito, o máximo permitido de alcoolemia é de    0,8g de álcool por litro de sangue (0,4 mg/l de ar expelido pelos pulmões).    Na Espanha, este nível de alcoolemia foi delimitado em 1981, a feitos práticos    na reforma do Código de Circulação, pelo Decreto 1467 "proibindo, em qualquer    caso, conduzir com taxa de álcool no sangue superior a 0,8g/l, e ainda inferior    à mesma, quando assim estiver previsto para determinados condutores nas normas    que especificamente sejam aplicadas a eles". Decreto que foi desenvolvido pela    Ordem do Ministério do Interior de 29 de julho de 1981, regulando tudo o que    diz respeito a provas de impregnação alcoólica na condução de veículos automotores,    como um caminho na luta contra os acidentes de trânsito devido à influência    daquela, em benefício da coletividade e como medida profilática.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A nova lei de trânsito    espanhola, aprovada em 02 de março de 1990, estabelece a "obrigatoriedade" de    realizar as provas de alcoolemia. A negativa em submeter-se a esta prova será    considerada um delito de desobediência à autoridade segundo o Código Penal.    Os afetados poderão solicitar a repetição desta prova mediante a análise de    sangue e urina a efeitos de contraste.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, o Conselho    Nacional de Trânsito (CONTRAN), através da Resolução 476 de 1974, estabelece    que "a concentração de oito decigramas de álcool por litro de sangue, ou superior,    constitui prova de que o condutor de veículo se acha sob influência do estado    de embriaguez alcoólica" (art. 1). Para verificar o estado de embriaguez alcoólica    é suficiente, além de outros meios, o teste com aparelho de ar alveolar (bafômetro)    (art. 1, parágrafo único). O estado de embriaguez também poderá ser verificado    por exame clínico (art. 2). Segundo o Código Nacional de Trânsito, a penalidade    para este tipo de infração é a do Grupo 1 além do condutor sofrer a apreensão    do veículo e da CNH.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As alterações devidas    ao álcool começam a ser perigosas quando o nível de alcoolemia supera 0,8g/l.    Isto não quer dizer que abaixo destas quantidades- com menos de 0,8g/l- não    apareçam algumas alterações, sobretudo comportamentais, que já constituem um    risco evidente para os condutores (<a href="#q2">Quadro 2</a>). Com base nesse    risco, o projeto de lei para estabelecer um novo Código Nacional de Trânsito,    prevê a diminuição do nível de alcoolemia dos condutores para <i>0,4 gramas    por litro de sangue</i> (Isto é, 1992). Em qualquer caso, é sabido que com uma    alcoolemia de 0,8g/l a possibilidade de sofrer acidentes aumenta cerca de 10%;    com 1,2 sobe para 35%, e com 2g eleva-se a 80%.</font></p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v16n1/06q2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em geral, pode-se    dizer que o condutor que bebeu, normalmente, não avalia os efeitos que o álcool    produz sobre sua capacidade de rendimento. Se produz nele euforia, uma falsa    segurança de si mesmo e um sentimento subjetivo de acreditar que tem uma melhor    capacidade para dirigir, aumentando a tolerância ao risco, levando-o a tomar    decisões mais perigosas do que a habitual. O álcool diminui, também, o sentido    de responsabilidade e a prudência, enquanto que aumenta as ações impulsivas,    agressivas e pouco educadas. Por sua vez, o álcool retarda as funções cerebrais,    necessitando assim mais tempo a nível mental para processar as informações e    reagir mediante os fatos. De todas estas alterações comportamentais, a notável    <i>diminuição da percepção do risco</i> que produz o álcool parece, segundo    as pesquisas, a chave que maior explicação proporciona ao alto nível de risco    que parece assumir o condutor alcoolizado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo o modelo    de condução de Shinar (1978), no controle da trajetória eficaz de um veículo    é necessário uma manipulação adequada de volante e pedais (coordenação bimanual    visomotora), prever os acontecimentos (velocidade de antecipação), bom nível    de atenção, resistência à monotonia e agilidade na resposta ante estímulos complexos.    Estas variáveis, portanto, influem na condução e podem aparecer afetadas pela    ingestão de álcool. Por outra parte, existem algumas aptidões psicomotoras que    correlacionam com os acidentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mais especificamente,    as alterações que produz o álcool sobre as capacidades do condutor são as seguintes:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><u>Perda de autocrítica</u>.    Esta, em nosso parecer, é a alteração mais importante produzida pelo álcool.    Sob a ação de bebidas alcoólicas, ainda que às vezes em doses insuficientes    para prejudicar a parte motora, os condutores se sentem corajosos, ousam mais,    pensam menos (ou nada) nos riscos e nas conseqüências dos seus atos, podendo    desembocar num acidente com trágicas conseqüências. A ação desinibidora do álcool    faz com que o condutor atravesse sinais de trânsito de forma perigosa, não se    atenha aos cruzamentos, irrite-se facilmente ao ser ultrapassado e aumente a    velocidade. Segundo Masur (1984), seria uma enorme contradição esperar que alguém    que tomou uma droga- que caracteristicamente diminui a autocrítica- mantenha    a crítica a ponto de se considerar inapto para conduzir.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><u>Depressão generalizada</u>.    O álcool, por ser um produto depressor (inibe o córtex cerebral), normalmente    pode produzir no condutor um cansaço maior do que o habitual, provocando inclusive    sonolência, aparecendo também a fadiga muscular e sensorial quando está dirigindo.    Os primeiros processos mentais afetados são os que dependem da aprendizagem    e da experiência prévia. Os graus mais finos de discriminação, a memória, a    concentração e o critério ficam atenuados e logo se perdem. A confiança aumenta,    a fala pode ficar eloqüente e quase brilhante. As mudanças de estado de ânimo    são incontroladas e explosões emocionais freqüentes (Murdoch, 1979).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vários estudos    confirmam os efeitos do álcool sobre a confiança em si mesmo e o prejuízo para    a segurança. O álcool eleva o otimismo fazendo com que o indivíduo tente dirigir    sem estar seguro de fazê-lo bem, aumentando a tolerância ao risco, levando-o    a tomar decisões mais perigosas que o habitual. Os indivíduos crêem poder salvar    as situações. A noção "subjetiva" de suas possibilidades, é o que muda pela    ação do álcool, mais que uma influência efetiva sobre a capacidade objetiva    do domínio do volante. O elemento subjetivo na condução se converte numa variável    chave para explicar o complexo processo de decisão, prévio à escolha de qualquer    manobra para evitar o acidente (Montoro, Tortosa e Soler, 1989).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><u>Nível sensorial</u>.    Os processos sensoriais são afetados pelo consumo de álcool, especialmente quando    o nível de álcool oscila entre 0,3 - 0,8g/l (Carpenter, 1961 e 1963). Admite-se    que o álcool deprime a totalidade das funções sensoriais, faltando rapidez,    definição, julgamento, decisão, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O condutor precisa    de um sistema sensorial que funcione perfeitamente. Para dirigir é necessário    estar continuamente informado da posição que ocupa com respeito a outros veículos,    dos pedestres e dos obstáculos que se apresentam em seu caminho. Todos os sentidos    cooperam nesta informação porém particularmente à visão, pois o álcool traz    importantes alterações visuais: - interferência na visão binocular que impede    medir a distância e a velocidade corretamente; - problemas de acomodação ocular    às mudanças de luz, cores e efeitos de deslumbramento, com o conseqüente risco    na direção noturna; - dificuldades na concentração visual; - perturbação da    visão periférica; - perturbação da capacidade de fusão; - modificação da acuidade    visual; -padrões óculo-motores deficientes. Com 0,04 mg por centímetro cúbico    se produz uma certa concentração das fixações oculares no centro do campo visual.    Para uma taxa de 0,08 mg por centímetro cúbico o estreitamento do campo visual    é significativo. Por outra parte, os estudos experimentais revelam que nestas    condições os condutores deixam de realizar fixações sistemáticas nos veículos    que passam, ao contrário do que sucede com os condutores que não ingeriram álcool;    -alongamento dos tempos de reação. Estes dependem do estado do órgão efetor.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Malka e cols. (1988)    informam que é normal observar nos indivíduos alcoolizados perturbações nos    tempos de reação visual ou auditiva, modificações nos testes de coordenação    ou nas faculdades de atenção. Entretanto, não é evidente que possam ser estabelecidas    correlações precisas entre a ingestão de álcool, a alcoolemia, o teste de álcool    e os transtornos do comportamento. Nem sempre os comportamentos que seriam perigosos    para uma pessoa junto ao volante de um automóvel correspondem a alcoolemias    elevadas, porém, inversamente, também podemos dizer que às vezes as alcoolemias    não penalizáveis provocam comportamentos que certamente seriam perigosos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><u>Alterações na    percepção</u>. Como causa dos efeitos do álcool, podem ocorrer confusões e modificações    nas percepções sensoriais do condutor, aparecendo falsos reconhecimentos ou    ilusões de diferentes tipos, com problemas de reconhecimento correto de sinais    ou outros veículos. Fica alterada especialmente a percepção da distância e a    velocidade com que se dirige e a dos demais condutores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A condução de um    veículo é um processo que se apóia num adequado julgamento do tempo; assim,    na manobra de ultrapassagem podemos considerar a decisão do condutor em função    da percepção do tempo, da distância e da velocidade; é evidente que estes conceitos    estão estreitamente relacionados e que a percepção da distância e do tempo influi    na estimação da velocidade e vice-versa, assim demonstrou Cohen (1961) no "efeito    visual Kappa". Igualmente a outras modalidades sensoriais da percepção, a estimação    do tempo é um processo aprendido que se utiliza como um elemento importante    no controle do comportamento. O sentido do tempo depende, em boa parte, de um    estado geral de atividade do sistema nervoso que inclui a divisão autônoma ou    vegetativa. Este tempo subjetivo está intimamente ligado aos processos de atenção    e memória, e igual a estes, pode estar distorcido pelo consumo de álcool, com    conseqüências fatais na condução.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A percepção do    tempo é bastante subjetiva e depende tanto de aspectos motivacionais como de    parâmetros estimulantes. Quanto aos primeiros, foi comprovado que os indivíduos    percebem o tempo como mais curto quando trabalham em condições motivadas. Quanto    aos parâmetros estimulantes, alguns trabalhos demonstram que o tempo subjetivo    é mais curto num campo escuro que num campo brilhantemente iluminado. Da mesma    forma, o tempo subjetivo também transcorre mais rapidamente em campos menores    ou mais próximos. Hills (1980) encontrou diferenças na estimação do tempo em    função do sexo e a idade. Parece que os homens julgam o tempo mais curto do    que as mulheres e que esta tendência se acentua com a idade. Fenández-Guardiola    e cols. (1983) encontraram correlações positivas entre tempo de reação e estimação    do tempo num mesmo indivíduo; isto mostra que, à medida que os indivíduos ficavam    mais lentos o julgamento que faziam do tempo real se alargava.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><u>Atenção e resistência    à monotonia</u>. O condutor, como um processador de informação no sistema de    trânsito, busca e seleciona mensagens potencialmente úteis para a sua segurança,    tanto no ambiente que o rodeia como no veículo e inclusive em si mesmo. Somente    uma correta atenção permitiria um adequado processamento e uma ajustada tomada    de decisões, que resultam em manobras apropriadas, para realizar a condução    dentro dos limites aceitáveis de segurança. Dentro deste contexto, uma deficiente    atenção significaria um "menor risco percebido" e, portanto, uma maior aceitação    do mesmo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A atenção é um    fator decisivo para a condução de veículos automotores, quer se trate de atenção    "concentrada" (referida a um só objeto) quer seja atenção "difusa" (que se distribui    simultaneamente em rapidíssima sucessão entre numerosos objetos) - (Mayoral,    1983, Rozes-traten, 1988). A menor falha da atenção "difusa" pode ter conseqüências    imediatas graves. Já a atenção "concentrada" produz sonolência, levando em conta    que olhar fixamente na mesma direção, como impõe a condução de um veículo, resulta    contrário à percepção visual normal. Em conseqüência, a atenção na condução    poderia ser qualificada de "concentrada- difusa", devido a que se deve utilizar    uma mescla das mesmas, com predomínio desta última, especialmente quanto mais    elevada for a velocidade (Jordan, 1984).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">É preciso assinalar    o papel da atenção nos tempos de reação. A atenção facilita a resposta, porém    a dissipação e o relaxamento aumentam os tempos de reação e a variabilidade    (Chocholle, 1972). A atenção está estreitamente relacionada com nossa fisiologia,    especialmente com os níveis de ativação do sistema nervoso. Por isto não é de    se estranhar que a atenção fica alterada como conseqüência da ingestão de álcool,    ou quando o condutor tem sono ou se encontra fatigado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><u>Tempo de reação</u>.    O tempo de reação pode ser definido como o tempo que a pessoa demora, depois    de perceber claramente a situação, para decidir o que deve fazer e como deve    agir. Não é difícil imaginar o interesse da medida do tempo de reação no condutor,    já que resulta evidente que tudo aquilo que aumenta o lapso de tempo requerido    entre a percepção e a ação, isto é, tudo aquilo que aumente o tempo de reação    é perigoso para a condução.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na realidade, mais    que de tempo de reação, deveria se falar de tempos de reação, pelo fato de que    na condução de veículos intervêm respostas de diversas modalidades que, obviamente,    têm um tempo de reação específico para cada uma. Os tempos de reação (reflexa,    simples e complexa) nos condutores abstêmios, variam consideravelmente de um    indivíduo a outro, e a implicação das diferentes modalidades sensoriais-efetoriais    no comportamento aludido, tem diferentes valores a respeito do controle final    da ação de conduzir veículos. Por outra parte, a reação não é uma característica    independente e se vê afetada por todos os elementos da personalidade, das condições    físicas e mentais, dos movimentos, das habilidades e das atitudes; tudo isto    cria algumas dificuldades concorrentes nas medidas dos tempos de reação (Polaino,    1985).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As reações complexas    são mais lentas que as simples; em média de 20 a 200 milésimo de segundo mais    prolongados que os tempos de reações simples para estímulos habituais. O tempo    requerido para uma reação complexa dependerá da complexidade do estímulo e da    quantidade de respostas de que disponha o condutor para reacionar. À medida    que a pessoa vai adquirindo maior perícia com a prática, adquire ao mesmo tempo    alguns hábitos de reação ou respostas mais rápidas a situações que antes exigiam    reações discriminativas mais lentas. O efeito do treinamento, que já é importante    para os tempos de reação simples, é ainda mais importante para os tempos de    reação complexa; assim, segundo diversos autores, para muitos indivíduos a diminuição    dos tempos pode chegar a 10% depois do primeiro dia para os tempos de reação    simples e chegar a 30% para os tempos de reação complexa; esta diminuição continua    durante certo tempo seguindo as clássicas curvas da aprendizagem. Entretanto,    o treinamento é diferente de um indivíduo a outro, e para alguns parece que    não há aprendizagem (Chocholle, 1972).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O consumo de álcool    modifica de forma muito importante, às vezes vital, os tempos de reação. As    experiências de Dettling mostram que num indivíduo jovem o tempo de reação é    de 220 milésimos de segundo, e que passa a 332 se a alcoolemia é de 1,2g/l.    Todos os autores estão de acordo em reconhecer que o álcool "aumenta" todos    os tempos de reação e sua variabilidade; a ação do álcool aumenta com a dosagem    ingerida (Chocholle, 1972). Parece certo que os tempos das reações complexas    são mais afetados pelo álcool do que das destrezas mais simples. Neste dado    coincidem todos os autores. Não se dispõe de uma explicação satisfatória, ainda    que seja plausível esta que foi oferecida: que nas destrezas complexas intervêm    mais conexões neuroniais que contudo estão qualitativamente diversificadas,    pelo que o impacto nelas de uma substância tóxica como o álcool afetará os resultados    terminais. Por outra parte, poderia apelar-se para outra explicação alternativa:    nas destrezas complexas, a automatização das respostas está menos disponível    que nas destrezas simples. Além disso, poderia apelar-se para outra variável    explicativa que quase todos os autores deixam de fora de foco: nas tarefas complexas,    junto aos elementos automatizados que nelas intervêm, geralmente também atua    a tomada de decisões por parte do indivíduo, que supõe a intervenção da vontade,    de reflexão e da escolha que tem que ser decidida entre várias opções, retardando    assim a emissão da resposta (Polaino, 1985).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><u>Nível motor    e coordenação geral</u>. No condutor alcoolizado pode aparecer uma importante    falta de coordenação motora, transtornos de equilíbrio, diminuição notável da    recuperação e do rendimento muscular de todo o organismo e diminuição do controle    dos precisos movimentos que requer a direção de um veículo. Quando se dirige    um veículo a coordenação entre os órgãos sensoriais e motrizes- olhos, mãos    e pés, por exemplo- é fundamental. Quantidades médias de álcool no sangue são    suficientes para alterar esta coordenação (Montoro et al., 1989).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><u>Coordenação    bimanual</u>. A coordenação bimanual se refere à capacidade de integração dos    membros num todo harmônico, trata-se de produzir um movimento que se origina    dos impulsos correspondentes a cada uma das mãos. Ambas devem coordenar os movimentos    de tal forma que obtenham a estrutura psicomotora correta. O condutor necessita    ter uma boa coordenação de movimentos, isto é, movimentos voluntários praticamente    automáticos ou pelo menos muito rápidos, favorecidos pelos tempos de reação    muito curtos. Numa manobra se deve desembrear, girar, prevenir, retificar...,    calcula-se que este conjunto de gestos exige três segundos. Nem todos os condutores    retificam as manobras ao mesmo tempo e da mesma forma; daí a importância do    controle da coordenação bimanual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Valdecasas (1978)    informou que uma dose de etanol, ao redor de 34cc, diminui de forma homogênea    os reflexos mais simples, e mais ainda os complexos. Diminui também a exatidão    dos movimentos habituais que chegaram a ser automáticos, aumentando em 40% a    média de erros cometidos. Com respeito à coordenação e direção, os testes mostram    um aumento do número de erros e uma diminuição da velocidade de execução (Soler    e Tortosa, 1987).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Riscos da síndrome    de abstinência do álcool</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contrariamente    aos que muitos pensam, também a síndrome de abstinência pode trazer grandes    riscos para o condutor e conseqüentemente para a segurança viária, dependendo    do grau em que se encontra o indivíduo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do ponto de vista    prático e clínico, podem-se distinguir três graus da síndrome de abstinência:    (1) leve- presença apenas de sinais neurovegetativos (tremores e sudorese) e    sintomas subjetivos (ansiedade); (2) moderado- além dos sinais anteriores, presença    de sinais e sintomas digestivos (náuseas e vômitos); e (3) grave- acréscimo    aos sinais e sintomas anteriores, de evidências de comprometimento do sistema    nervoso central ("delirium", alucinações, convulsões, etc.).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Intoxicação    alcoólica aguda</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A intoxicação tem    re lação direta com a ação do álcool etílico sobre o sistema nervoso. Depende,    por um lado, da quantidade, qualidade e natureza das bebidas alcoólicas absorvidas,    e por outro, da tolerância do indivíduo. Em pequenas doses o álcool tem um "efeito    excitante" sobre o comportamento. Estes dados são especialmente perigosos nos    condutores, já que mesmo não existindo embriaguez manifesta, o indivíduo se    sente eufórico com juízos deteriorados e falta de autocrítica. Em concentrações    sangüíneas elevadas, aparece a verdadeira ação sobre o sistema nervoso: inibidora,    deprimente e paralisante, podendo acabar em coma etílico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os índices correspondem    a uma média de indivíduos, mas devemos saber que doses muito inferiores ou,    ao contrário, muito superiores, podem produzir também os sintomas descritos.    Portanto, esta evolução é esquemática e variável de um indivíduo para o outro    em função do grau de adaptação. Não há dúvidas de que quanto mais alta é a alcoolemia,    mais manifestos são os efeitos sobre o comportamento. Por outra parte, alcoolemias    altas sem efeitos aparentes e sem manifestações subjetivas de intoxicação são    indicadores de tolerância. Muitos autores, já na década de setenta (Smart, 1969;    Yoder e Morre, 1973; Selzer e cols., 1977), sugeriram que não é o álcool "per    se" que cria nos condutores um alto risco, mas sim este em interação com outros    processos, especialmente os de personalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pelo exposto, não    é de estranhar a alta porcentagem de acidentes nos quais intervém o álcool.    Se em condições normais o manejo e a tomada de decisão ao volante resulta por    si só problemática, não é difícil imaginar o que pode suceder dirigindo com    todas estas alterações, e muitas mais...</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considerações    finais</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No caso particular    da Segurança Viária, está plenamente comprovado que o consumo abusivo de álcool    provoca numerosas alterações orgânicas e psicológicas, algumas das quais podem    ser altamente perigosas para a direção de um veículo automotor, existindo uma    alta correlação entre consumo de álcool e acidente de trânsito (Goldberg, 1981).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">É necessário que    no futuro haja maior controle dos casos, para que medidas interventivas e preventivas    possam ser direcionadas sobre os grupos de maior risco. Nesta direção, desde    1989 os psicólogos do DETRAN de Santa Catarina vêm realizando um programa de    orientação psicológica preventiva para os condutores que se envolvem em acidentes    de trânsito na Grande Florianópolis, de acordo com o artigo 78 da Resolução    734/89, do CONTRAN. Esta orientação se realiza mediante uma dinâmica de grupo,    projeção <i>de slides</i> e de um vídeo onde se abordam diversos aspectos: dados    estatísticos sobre os acidentes e mortes no Brasil; fatores causadores dos acidentes;    conseqüências dos acidentes de trânsito para a sociedade e para a família; fatores    condicionantes do acidente (homem, via, veículo); formas de evitar o acidente;    áreas envolvidas na prevenção dos acidentes (engenharia, fiscalização, educação/psicologia);    aspectos sociais do trânsito/o trânsito como um bem social; efeitos do álcool    e outras drogas na direção de veículos; comportamentos viários adequados; a    importância do uso do cinto de segurança e do capacete; a educação para o trânsito;    etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta orientação    visa promover fundamentalmente uma reflexão sobre a problemática do trânsito,    visando o não envolvimento dos condutores atendidos em novos acidentes. Assim    mesmo, pretende-se uma diminuição das infrações cometidas por parte dos condutores    e, principalmente, que os mesmos reflexionem sobre o beber e o dirigir. Na atualidade,    estamos desenvolvendo duas pesquisas: uma sobre os aspectos sócio-demográficos,    comportamentais e atitudinais dos envolvidos em acidentes, com ou sem a presença    de álcool no organismo; a outra é com respeito ao nível de conhecimento sobre    a legislação de trânsito com este mesmo grupo de condutores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se bem a Resolução/89    determina que todo condutor envolvido em acidente, para o qual tenha dado causa,    independente da punição que lhe for aplicável ou que lhe foi aplicada, deverá    ser submetido ao exame médico, ao exame psicológico, a uma reciclagem sobre    a legislação de trânsito e a uma prova de direção veicular, até o momento só    se vem cumprindo a parte psicológica. Esperamos que para o ano de 1995 as demais    áreas implicadas passem a cumprir o que claramente determina a referida Resolução,    como um imperativo para uma maior segurança no trânsito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com este trabalho    tentamos trazer à cena dois temas intimamente ligados: (1) álcool: uma das grandes    causas dos acidentes de trânsito; (2) acidentes de trânsito: um dos problemas    do álcool.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><i><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas</b></i></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BARJONET, P. E.    (1988). Vitesse, risque et accident: psychosociologie de la securité. Caen,    França.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061637&pid=S1414-9893199600010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> CARBONELL, E.;    ROTHENGATTER, T. (1990). Actitudes ante las infracciones y nuevas tecnologias    en el control del tráfico. Conferência no VII Congresso Nacional de Psicologia.    Barcelona, 1990. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061638&pid=S1414-9893199600010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARPENTER, J. A.    (1961). Alcohol and higher-order problem solving. Journal Study on Alcohol,    22, 183-222.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061639&pid=S1414-9893199600010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> CARPENTER, J.    A. (1963). Effects of alcohol on psychological processes. Quart Journal of Alcohol,    23, 274-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061640&pid=S1414-9893199600010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CET (1991). Fatos & Estatísticas de Acidentes de Trânsito.    Companhia de Engenharia de Tráfego. Município de São Paulo. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061641&pid=S1414-9893199600010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CHOCHOLLE, T. (1972).    Los tiempos de reacción. Em: FRAISE, P. & PIAGET, J. (eds), Sensation y    motricidad. Paidós. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061642&pid=S1414-9893199600010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CLAYTON, A. B.    & MACKAY, G. M. (1972). Etiology of traffic accidents. Health Bulletin,    31, 277-280. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061643&pid=S1414-9893199600010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CONTRAN (1966).    Código National de Trânsito. Lei 5.108, de 21 de setembro. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061644&pid=S1414-9893199600010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CONTRAN (1974).    Resolução 476.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061645&pid=S1414-9893199600010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> CONTRAN (1989).    Resolução 734.31 de julho.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061646&pid=S1414-9893199600010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> COHEN, J. (1961).    Consideraciones estratégicas en el estudio del tráfico e los efectos del alcohol.    Revista de Psicologia General y Aplicada, 21, 645-658. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061647&pid=S1414-9893199600010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EVANS, L. &    SCHWING, R. C. (eds.) (1984). Human behavior and traffic safety. New York. Plenum    Press. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061648&pid=S1414-9893199600010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FERNÁNDEZ-GUARDIOLA,    A. et all. (1983). El sentido del tiempo o el tiempo subjetivo. In: BLANCK,    F. (ed.), Del tiempo. Folios.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061649&pid=S1414-9893199600010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> GOLBERG, L. (ed.)    (1981). Alcohol, drugs and traffic safety. Vol. II. Graphic Systems. Goteborg.    Sweden. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061650&pid=S1414-9893199600010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HILLS, B. L. (1980).    Vision, visibility and perception in driving. Perception, 9, 183-216. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061651&pid=S1414-9893199600010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ISTOÉ (1992). Um    freio na impunidade. Editora Três. nº 1172, 26-33.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061652&pid=S1414-9893199600010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> JORDAN, M. M.    (1985). <i>El retraso en la perceptión como causa de accidents.</i> In: DGT    (ed.), Primera Reunión Internacional de Psicologia de Tráfico y Seguridad Vial.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061653&pid=S1414-9893199600010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HOFFMANN, M. H.    & LOPES da SILVA, E. M. M. (1994). Questionário Situacional dos Psicólogos    dos DETRAN's. <i>Relatório Técnico.</i> SEPSITRAN. DETRAN/SC. Florianópolis.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061654&pid=S1414-9893199600010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HOFFMANN, M. H.    (1995). Serviço de Orientação Psicológica Preventiva para Condutores aci dentados    e infratores. Dados estatísticos. Jan/jun 95. <i>Relatório Técnico n 001.</i>    SEPSITRAN. Escola de Trânsito. DETRAN/SC. Florianópolis.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061655&pid=S1414-9893199600010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> KALANT, H. C.,    LE BLANC, A. & WILSON, A. (1975). Absortion, <i>diffusion and elimination    of etanol.</i> Canadian Journal. 112; 953-958.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061656&pid=S1414-9893199600010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> MALKA, R. e cols.    (1988). <i>Manual de alcohología.</i> Masson.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061657&pid=S1414-9893199600010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MASUR, J. (1984).    <i>A questão do alcoolismo.</i> Brasiliense.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061658&pid=S1414-9893199600010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MURDOCH, R. J.    (1983). <i>Los alcoholes alinfáticos.</i> In: GOODMAN, A. e cols: Las bases    farmacológicas de la terapéutica. Panamericana. 379-393.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061659&pid=S1414-9893199600010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MAYORAL, J. L.    (1983). <i>El factor humano y la seguridad vial.</i> Aspectos Médicos y Jurídicos    de la Seguridad Vial. DGT.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061660&pid=S1414-9893199600010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> MEGIA, J. M.,    GALLUD, J. & RAGA, R. (1989). <i>Accidentabilidad, morbilldad y monalidad    por accidentes de tráfico en la Comunidad Valenciana y España (1959-1986).</i>    Conselleria de Sanitat i Consum. Generalitat Valenciana. Monografias Sanitarias.    Serie A. n 11.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061661&pid=S1414-9893199600010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> MONTORO, L., TORTOSA,    F. & SOLER, J. (1989). Efectos de <i>las drogas en la conducción.</i> R.    Tráfico, V, (40), 40-42.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061662&pid=S1414-9893199600010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> POLAINO, L. A.    (1985). <i>Psicopatologia del alcoholismo e inseguridad comportamental.</i>    Primera Reunión International de Psicologia de Tráfico y Seguridad Vial.DGT.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061663&pid=S1414-9893199600010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROSS, H. L. (1940).    <i>Traffic accidentes: a product of social-psychological conditions.</i> Social    Forces, 18, 569-576. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061664&pid=S1414-9893199600010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROZENSTRATEN, R.    J. A. (1988). <i>Psicologia do Trânsito: conceito e processos básicos.</i> São    Paulo: EPU Editora. São Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061665&pid=S1414-9893199600010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SELLES, R., CORTÉSS,    M. T. & HOFFMANN, M. H. (1995). Alcoholismo femenino: características sociodemográficas,    clínicas, familiares, evolutivas y cognitivas. <i>XXV Congresso Interamericano    de Psicología.</i> Porto Rico, 9-14 de julho.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061666&pid=S1414-9893199600010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SELZER, M. L. e    cols. <i>(1977). A psychosocial comparison of drunker drivers and alcoholics.    </i> Journal Study of Alcohol. 38; 1249-1312.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061667&pid=S1414-9893199600010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SMART, R. G. (1969<i>).    Are alcoholics accidentes due solely to heavy drinking?</i> Journal of Safety    Research, I, 170-173.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061668&pid=S1414-9893199600010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SHINAR, D. (1978).    <i>Psychology and the road.</i> The human factor in traffic safefy. New York.    John Wiley, Sons.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061669&pid=S1414-9893199600010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> SOLER, J. (1985).    <i>Psicolog&iacute;a y conducción.</i> Primera Reunión International de Psicología    del Tráfico y Seguridad Vial. Madrid. DGT. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061670&pid=S1414-9893199600010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SOLER, J. &    TORTOSA, F. (1987). <i>Psicologia e Tráfico.</i> Nau Libres.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061671&pid=S1414-9893199600010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> TREAT, J. R. e    cols. (1977). <i>Tri-level study of the cases of traffic accidentes.</i> Report    n DOT- HS 034-3-535-77 (TAC). Indiana University.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061672&pid=S1414-9893199600010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> VALDECASAS, G.    (1978). <i>Farmacologia.</i> Espasx.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061673&pid=S1414-9893199600010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> WAGENAAR, A. C.    (1983). <i>Alcohol, young drivers and</i> traffic <i>accidents.</i> Lexington,    M. A. Lexington Books.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061674&pid=S1414-9893199600010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> YODER, R. D. &    MOORE, R. A. (1973). <i>Characteristics of convicted drunken drivers.</i> Q.    Journal Study of Alcohol, 34, 927-936.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2061675&pid=S1414-9893199600010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>    Notas: Algumas vezes se utiliza a sigla TAS= taxa de álcool no sangue, e em    outras NAS= nível de álcool no sangue.</font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARJONET]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Vitesse, risque et accident: psychosociologie de la securité]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[Caen ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARBONELL]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ROTHENGATTER]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Actitudes ante las infracciones y nuevas tecnologias en el control del tráfico]]></source>
<year>1990</year>
<conf-name><![CDATA[VII Congresso Nacional de Psicologia]]></conf-name>
<conf-loc>Barcelona </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARPENTER]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alcohol and higher-order problem solving]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal Study on Alcohol]]></source>
<year>1961</year>
<volume>22</volume>
<page-range>183-222</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARPENTER]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of alcohol on psychological processes]]></article-title>
<source><![CDATA[Quart Journal of Alcohol]]></source>
<year>1963</year>
<volume>23</volume>
<page-range>274-314</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CET</collab>
<source><![CDATA[Fatos & Estatísticas de Acidentes de Trânsito]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Município de São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Companhia de Engenharia de Tráfego]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHOCHOLLE]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Los tiempos de reacción]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[FRAISE]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PIAGET]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sensation y motricidad]]></source>
<year>1972</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paidós ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CLAYTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MACKAY]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Etiology of traffic accidents]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Bulletin]]></source>
<year>1972</year>
<volume>31</volume>
<page-range>277-280</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>CONTRAN</collab>
<source><![CDATA[Código National de Trânsito: Lei 5.108, de 21 de setembro]]></source>
<year>1966</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>CONTRAN</collab>
<source><![CDATA[Resolução 476]]></source>
<year>1974</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>CONTRAN</collab>
<source><![CDATA[Resolução 734.31 de julho]]></source>
<year>1989</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COHEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Consideraciones estratégicas en el estudio del tráfico e los efectos del alcohol]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Psicologia General y Aplicada]]></source>
<year>1961</year>
<volume>21</volume>
<page-range>645-658</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[EVANS]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SCHWING]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Human behavior and traffic safety]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Plenum Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERNÁNDEZ-GUARDIOLA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El sentido del tiempo o el tiempo subjetivo]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[BLANCK]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Del tiempo]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Folios ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GOLBERG]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Alcohol, drugs and traffic safety]]></source>
<year>1981</year>
<volume>II</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Goteborg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Graphic Systems]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HILLS]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Vision, visibility and perception in driving]]></article-title>
<source><![CDATA[Perception]]></source>
<year>1980</year>
<volume>9</volume>
<page-range>183-216</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>ISTOÉ</collab>
<source><![CDATA[Um freio na impunidade]]></source>
<year>1992</year>
<page-range>26-33</page-range><publisher-name><![CDATA[Editora Três]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[JORDAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El retraso en la perceptión como causa de accidents]]></article-title>
<collab>DGT</collab>
<source><![CDATA[Primera Reunión Internacional de Psicologia de Tráfico y Seguridad Vial]]></source>
<year>1985</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOFFMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LOPES da SILVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questionário Situacional dos Psicólogos dos DETRAN's]]></article-title>
<source><![CDATA[Relatório Técnico]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Florianópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SEPSITRANDETRAN/SC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOFFMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Serviço de Orientação Psicológica Preventiva para Condutores aci dentados e infratores: Dados estatísticos. Jan/jun 95]]></article-title>
<source><![CDATA[Relatório Técnico n 001]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-name><![CDATA[SEPSITRANEscola de TrânsitoDETRAN/SC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KALANT]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LE BLANC]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WILSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Absortion, diffusion and elimination of etanol.]]></article-title>
<source><![CDATA[Canadian Journal]]></source>
<year>1975</year>
<volume>112</volume>
<page-range>953-958</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MALKA]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de alcohología]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-name><![CDATA[Masson]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MASUR]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A questão do alcoolismo]]></source>
<year>1984</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasiliense ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MURDOCH]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Los alcoholes alinfáticos]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[GOODMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Las bases farmacológicas de la terapéutica: Panamericana]]></source>
<year>1983</year>
<page-range>379-393</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MAYORAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[El factor humano y la seguridad vial: Aspectos Médicos y Jurídicos de la Seguridad Vial]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-name><![CDATA[DGT]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MEGIA]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GALLUD]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RAGA]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Accidentabilidad, morbilldad y monalidad por accidentes de tráfico en la Comunidad Valenciana y España (1959-1986)]]></source>
<year>1989</year>
<volume>11</volume>
<conf-name><![CDATA[ Conselleria de Sanitat i Consum]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<publisher-name><![CDATA[Generalitat Valenciana]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MONTORO]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TORTOSA]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SOLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Efectos de las drogas en la conducción.]]></source>
<year>1989</year>
<volume>40</volume>
<page-range>40-42</page-range><publisher-name><![CDATA[R. Tráfico]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[POLAINO]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicopatologia del alcoholismo e inseguridad comportamental]]></source>
<year>1985</year>
<conf-name><![CDATA[Primera Reunión International de Psicologia de Tráfico y Seguridad Vial]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ROSS]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Traffic accidentes: a product of social-psychological conditions]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Forces]]></source>
<year>1940</year>
<volume>18</volume>
<page-range>569-576</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ROZENSTRATEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia do Trânsito: conceito e processos básicos]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[São PauloSão Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[EPU Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SELLES]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CORTÉSS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HOFFMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Alcoholismo femenino: características sociodemográficas, clínicas, familiares, evolutivas y cognitivas]]></source>
<year>1995</year>
<conf-name><![CDATA[XXV Congresso Interamericano de Psicología]]></conf-name>
<conf-loc>Porto Rico </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SELZER]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A psychosocial comparison of drunker drivers and alcoholics]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal Study of Alcohol]]></source>
<year>1977</year>
<volume>38</volume>
<page-range>1249-1312</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SMART]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Are alcoholics accidentes due solely to heavy drinking?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Safety Research]]></source>
<year>1969</year>
<volume>I</volume>
<page-range>170-173</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SHINAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychology and the road: The human factor in traffic safefy]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[New YorkJohn Wiley ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sons]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SOLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicología y conducción]]></source>
<year>1985</year>
<conf-name><![CDATA[Primera Reunión International de Psicología del Tráfico y Seguridad Vial]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SOLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TORTOSA]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia e Tráfico]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-name><![CDATA[Nau Libres]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TREAT]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tri-level study of the cases of traffic accidentes]]></source>
<year>1977</year>
<publisher-name><![CDATA[Indiana University]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VALDECASAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Farmacologia]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-name><![CDATA[Espasx]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WAGENAAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Alcohol, young drivers and traffic accidents.]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lexington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[M. A. Lexington Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[YODER]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MOORE]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Characteristics of convicted drunken drivers. Q]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal Study of Alcohol]]></source>
<year>1973</year>
<volume>34</volume>
<page-range>927-936</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
