<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1414-9893</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia: Ciência e Profissão]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psicol. cienc. prof.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1414-9893</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Conselho Federal de Psicologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1414-98931997000100002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os conselhos de psicologia, a formação e o exercício profissional]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Holanda]]></surname>
<given-names><![CDATA[Adriano]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Pontifícia Universidade Católica de São Paulo  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Campinas ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>1997</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>1997</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>3</fpage>
<lpage>13</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-98931997000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1414-98931997000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1414-98931997000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Os conselhos    de psicologia, a forma&ccedil;&atilde;o e o exerc&iacute;cio profissional</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Adriano Holanda</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CRP 01 - Bras&iacute;lia    - Mestre em psicologia, clinica pela UNB e doutorando em psicologia na PUC/Campinas</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo examina    as fun&ccedil;&otilde;es das entidades formadoras (faculdades, universidades)    e fiscalizadoras/orientadoras (CRPs, CFP) de profissionais na &aacute;rea de    Psicologia, argumentando em favor de uma atua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o dissociada    das mesmas, na medida em que forma&ccedil;&atilde;o e exerc&iacute;cio profissional    se apresentam, em diversos contextos, de modo articulado. A parceria &eacute;    defendida como necess&aacute;ria para garantir tanto uma forma&ccedil;&atilde;o    adequada quanto o pr&oacute;prio desenvolvimento da ci&ecirc;ncia e da profiss&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este trabalho visa    expor algumas reflex&otilde;es sobre as fun&ccedil;&otilde;es dos Conselhos    Regionais e Federal de Psicologia e a forma&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos.    Sabemos que existe uma fronteira relativamente extensa que separa o que &eacute;    do campo da Forma&ccedil;&atilde;o - e se associa &agrave;s Entidades Formadoras    (Faculdades e Universidades) e que se constitui num campo denominado de "Docente"-    e o que &eacute; do &acirc;mbito da Fiscaliza&ccedil;&atilde;o e da Orienta&ccedil;&atilde;o    - como fun&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias dos Conselhos de Psicologia e,    portanto, no terreno do "Exerc&iacute;cio Profissional".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A reflex&atilde;o    que se segue se prop&otilde;e a reavaliar estas quest&otilde;es, assinalando    que n&atilde;o h&aacute; significativa distin&ccedil;&atilde;o entre o que &eacute;    exerc&iacute;cio profissional e o que &eacute; forma&ccedil;&atilde;o profissional.    Dentro da atual perspectiva da ci&ecirc;ncia, de atuar na interdisciplinaridade,    n&atilde;o se julga cab&iacute;vel delimitar campos estreitos de a&ccedil;&atilde;o    de entidades que, direta ou indiretamente, utilizam-se de prerrogativas semelhantes.    Numa perspectiva dial&eacute;tica, o que se percebe &eacute; um <i>continuum</i>    entre a Forma&ccedil;&atilde;o e o Exerc&iacute;cio Profissional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os Conselhos de    Psicologia e as Institui&ccedil;&otilde;es Formadoras devem estabelecer crit&eacute;rios    conjuntos de a&ccedil;&atilde;o, sendo que muitas das delimita&ccedil;&otilde;es    do campo docente podem, e devem ser encarados (jur&iacute;dica e formalmente)    como campos de interface, adentrando no terreno do Exerc&iacute;cio Profissional    e, portanto, da esfera de atua&ccedil;&atilde;o dos Conselhos, como &eacute;    o caso da Supervis&atilde;o de Est&aacute;gio em Forma&ccedil;&atilde;o de Psic&oacute;logos,    por exemplo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra reflex&atilde;o    importante diz respeito a um redimensionamento das "atribui&ccedil;&otilde;es"    dos Conselhos, segundo a legisla&ccedil;&atilde;o vigente, que aponta para a    orienta&ccedil;&atilde;o, a fiscaliza&ccedil;&atilde;o e a disciplina do exerc&iacute;cio    profissional. Neste &acirc;mbito, faz-se necess&aacute;rio rediscutir o sentido    destas atribui&ccedil;&otilde;es &agrave; luz da atualidade e &agrave; luz da    interface de atua&ccedil;&atilde;o profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>1. A Funcionalidade    dos Conselhos de Psicologia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os Conselhos de    Psicologia constituem-se na m&aacute;xima representa&ccedil;&atilde;o dos profissionais    da &aacute;rea. Assim designados pela legisla&ccedil;&atilde;o em vigor, que    atribui aos Conselhos de Psicologia a manuten&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o    da profiss&atilde;o atrav&eacute;s de algumas fun&ccedil;&otilde;es especialmente    designadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com a    <i>Lei No.5.766,</i> de 20/ 12/71, que "cria o Conselho Federal e os Conselhos    Regionais de Psicologia", temos que s&atilde;o atributos e prerrogativas dos    Conselhos: "...orientar, disciplinar e fiscalizar &otilde; exerc&iacute;cio    da profiss&atilde;o de Psic&oacute;logo e zelar pela fiel observ&acirc;ncia    dos princ&iacute;pios de &eacute;tica e disciplina da classe".<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No <i>Decreto No.79.822,</i>    de 17/06/77, que "regulamenta a Lei No.5.766", as finalidades do Conselho Federal    de Psicologia s&atilde;o de:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"...orientar, supervisionar    e disciplinar o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de Psic&oacute;logo, em    todo o territ&oacute;rio nacional".<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na elabora&ccedil;&atilde;o    das atribui&ccedil;&otilde;es do Conselho Federal - como &oacute;rg&atilde;o    m&aacute;ximo de legitima&ccedil;&atilde;o e legisla&ccedil;&atilde;o da categoria    profissional - conv&eacute;m destacarmos algumas al&iacute;neas, referentes    &agrave; sua atua&ccedil;&atilde;o enquanto autarquia representativa da classe    dos psic&oacute;logos, no que tange &agrave;s suas compet&ecirc;ncias, ou seja,    "compete" ao Conselho Federal:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">b)&nbsp;orientar,    disciplinar e fiscalizar o exerc&iacute;cio da Profiss&atilde;o de Psic&oacute;logo;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">c) expedir as resolu&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias ao cumprimento das leis em vigor e das que venham modificar    as atribui&ccedil;&otilde;es e compet&ecirc;ncia dos profissionais de Psicologia;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">d)&nbsp;definir,    nos termos legais, o limite de compet&ecirc;ncia do exerc&iacute;cio profissional,    conforme os cursos realizados ou provas de especializa&ccedil;&atilde;o prestadas    em Escolas ou Institui&ccedil;&otilde;es Profissionais reconhecidos".<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Chama-nos a aten&ccedil;&atilde;o    esta &uacute;ltima al&iacute;nea, quando se estabelece, na pr&oacute;pria legisla&ccedil;&atilde;o,    a necessidade de se ter uma intera&ccedil;&atilde;o ativa entre os Conselhos    de classe e as Institui&ccedil;&otilde;es Formadoras ou demais congrega&ccedil;&otilde;es    profissionais. Este parece-nos ser o ponto crucial, principalmente, pelo fato    de n&atilde;o se ter esta determina&ccedil;&atilde;o clara do campo do exerc&iacute;cio    profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando a legisla&ccedil;&atilde;o    estabelece que cabe ao Conselho Federal "servir de &oacute;rg&atilde;o consultivo    em <i>mat&eacute;ria de Psicologia"<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a>,</i>    est&aacute; determinando que esta autarquia possui poderes e direitos estabelecidos    para tra&ccedil;ar par&acirc;metros dentro de um campo cient&iacute;fico por    demais vasto e complexo, e por que n&atilde;o assinalar, produto e criador de    interfaces intelectuais significativas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Numa r&aacute;pida    reflex&atilde;o, encontramos uma forte disson&acirc;ncia, quando pensamos que    o campo ou a "mat&eacute;ria" da Psicologia, enquanto estrutura de pensamento    e formula&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica n&atilde;o podem ser privativas    de uma determinada inst&acirc;ncia, a n&atilde;o ser que assim se determine    <i>a priori</i> pela comunidade de psic&oacute;logos, o que se constituiria    num estabelecimento com fortes componentes corporativistas (em que pese a necessidade    de sermos, por vezes, corporativistas), mas essencialmente de cunho dicot&ocirc;mico,    onde se encara a ci&ecirc;ncia como parcialidade e n&atilde;o como uma inser&ccedil;&atilde;o    global na historicidade do pensamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; claro    que o fato de ser um &oacute;rg&atilde;o "consultivo" atenua estas dificuldades,    mas permanece o questionamento, na medida em que n&atilde;o se determina de    antem&atilde;o qual o terreno de atua&ccedil;&atilde;o dos Conselhos, visto    haver ainda hoje uma forte celeuma em torno do conceito de <i>Exerc&iacute;cio    Profissional.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao se falar de    "exerc&iacute;cio profissional", temos de refletir sobre a dimens&atilde;o global    de seu conceito: sua estrutura e sua din&acirc;mica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como afirmam Kast    e Rosenberg (1970), "o conceito de profiss&atilde;o envolve: (a) a exist&ecirc;ncia    de um corpo sistem&aacute;tico de conhecimento que requer lento processo de    forma&ccedil;&atilde;o e treinamento, envolvendo tanto aspectos intelectuais    como atividades pr&aacute;ticas; (b) um grau de autoridade conferida pelos clientes    em fun&ccedil;&atilde;o do conhecimento t&eacute;cnico especializado; (c) um    amplo reconhecimento social como base para o exerc&iacute;cio da autoridade;    (d) um c&oacute;digo de &eacute;tica que regula as rela&ccedil;&otilde;es entre    pares e entre o profissional e os seus clientes; e (e) uma cultura profissional    que &eacute; mantida pelas organiza&ccedil;&otilde;es".(Apud Bastos & Achcar,    1994: 246) O mais importante, contudo, a ser relevado, &eacute; que os par&acirc;metros    definidores de uma profiss&atilde;o s&atilde;o flex&iacute;veis e, portanto,    pass&iacute;veis da a&ccedil;&atilde;o da transforma&ccedil;&atilde;o pelos    anos e pelo desenvolvimento das id&eacute;ias. Assim &eacute; que a defini&ccedil;&atilde;o    de "exerc&iacute;cio profissional" tamb&eacute;m deve acompanhar o fluxo da    evolu&ccedil;&atilde;o do pensamento e, principalmente, a evolu&ccedil;&atilde;o    da inser&ccedil;&atilde;o social e profissional da Psicologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>2. A Forma&ccedil;&atilde;o    do Psic&oacute;logo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"...a psicologia    n&atilde;o &eacute; um saber, mas &eacute; um plural. O que se organiza nesse    campo n&atilde;o &eacute; a unidade e o homog&ecirc;neo, mas sim, a diversidade    e o heterog&ecirc;neo, a diferen&ccedil;a". (Mendon&ccedil;a Filho, 1993: 68)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; sabido    que uma das principais cr&iacute;ticas feitas &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    do profissional de Psicologia reside no fato de se privilegiar uma forma&ccedil;&atilde;o    individualista e egocentrista, onde o profissional da Psicologia permanece fechado,    em sua maioria, aos problemas referentes &agrave; sua classe e &agrave; sociedade    como um todo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste sentido,    os Conselhos devem ter um papel ativo por serem inst&acirc;ncias privilegiadas,    e por congregarem a dimens&atilde;o macro da classe profissional. Uma aproxima&ccedil;&atilde;o    dos Conselhos junto &agrave;s Universidades, com o intuito de estabelecer parcerias    em termos de aproveitamento de espa&ccedil;os para pesquisas e encaminhamentos    acerca do mercado de trabalho, inser&ccedil;&atilde;o social do psic&oacute;logo,    elabora&ccedil;&atilde;o de planos e metas de desenvolvimento de recursos para    a coloca&ccedil;&atilde;o do profissional junto &agrave; comunidade e, principalmente,    o desencadeamento de um trabalho de esclarecimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    em geral e ao p&uacute;blico profissional sobre o real papel do psic&oacute;logo    parecem ser de fundamental import&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quem determina    o que o aluno deve saber? A Universidade, a comunidade cient&iacute;fica, o    Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o ou o Conselho da categoria? A quest&atilde;o    da forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo j&aacute; vem passando por diversos    questionamentos nos &uacute;ltimos anos, culminando em trabalhos, pesquisas    e discuss&otilde;es que envolvem, principalmente, a reforma curricular (no sentido    de adaptar o curr&iacute;culo m&iacute;nimo aos progressos da ci&ecirc;ncia    psicol&oacute;gica), acompanhamento dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o (no    &acirc;mbito da avalia&ccedil;&atilde;o dos cursos existentes e preocupa&ccedil;&atilde;o    com os novos cursos), e outros temas.<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Campo de atua&ccedil;&atilde;o    do psic&oacute;logo, ou seja, o terreno do <i>exerc&iacute;cio profissional</i>    continua mal definido, devido em parte, a uma complexidade epistemol&oacute;gica    que diversificou e amplificou os campos de atua&ccedil;&atilde;o do profissional    da Psicologia. Estamos num momento onde &eacute; imprescind&iacute;vel o di&aacute;logo    inter e transdisciplinar com outras categorias, visto a Psicologia estar ocupando    espa&ccedil;os que, historicamente, sempre foram de outras &aacute;reas. A interface    do exerc&iacute;cio profissional do psic&oacute;logo com, por exemplo, administradores,    m&eacute;dicos, assistentes sociais, pedagogos, advogados e outros, vem crescendo    sobremaneira nos &uacute;ltimos anos, como pode ser facilmente comprovado pela    literatura do Conselho Federal de Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dos principais    problemas da defini&ccedil;&atilde;o do "exerc&iacute;cio profissional" do psic&oacute;logo    deve-se, em grande parte, ao que assinala Bastos:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"O modelo hegem&ocirc;nico    de atua&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, forjado ao longo dos anos, especialmente    ap&oacute;s a regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o e consequente    estabelecimento de padr&otilde;es para a forma&ccedil;&atilde;o dos novos profissionais".    (Bastos, 1988:163)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que se observa    em n&iacute;vel de desenvolvimento de id&eacute;ias psicol&oacute;gicas &eacute;    uma amplia&ccedil;&atilde;o das concep&ccedil;&otilde;es te&oacute;rico-pr&aacute;ticas,    no sentido de encarar a Psicologia como uma subjetividade inter-relacionada,    ou como assinala a filosofia fenomenol&oacute;gica, como uma <i>intersubjetividade,</i>    o que implica na inser&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo na sociedade e nas    rela&ccedil;&otilde;es culturais, como agente e promotor de mudan&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>3. O Papel dos    Conselhos na Forma&ccedil;&atilde;o Profissional</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Podemos iniciar    a nossa discuss&atilde;o sobre o papel efetivo dos Conselhos de Psicologia no    &acirc;mbito da Forma&ccedil;&atilde;o Profissional a partir da an&aacute;lise    de quatro vertentes principais de sua atua&ccedil;&atilde;o, a saber:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a)&nbsp; vertente    pol&iacute;tica;    <br>   b)&nbsp; vertente de regulamenta&ccedil;&atilde;o;    <br>   c)&nbsp; vertente de orienta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o;    <br>   d)&nbsp; vertente de forma&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento do psic&oacute;logo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que tange &agrave;    <i>vertente pol&iacute;tica,</i> a discuss&atilde;o se volta para questionamentos    sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre Psicologia e pol&iacute;tica, ou mesmo sobre    qual o papel pol&iacute;tico da Psicologia. As discuss&otilde;es sobre este    tema invariavelmente esbarram em concep&ccedil;&otilde;es psicossociais que    perdem de vista "a especificidade do psicol&oacute;gico" (Ara&uacute;jo, 1996).    Na realidade, isto n&atilde;o abarca o real papel social do psic&oacute;logo,    como um profissional promotor da sa&uacute;de do indiv&iacute;duo e do bem-estar    da comunidade. &Eacute; preciso que o psic&oacute;logo assuma seu papel como    transformador da realidade e, para isto, &eacute; fundamental que a Forma&ccedil;&atilde;o    seja engajada com um compromisso &eacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os Conselhos, enquanto    autarquias respons&aacute;veis pelo zelo da &eacute;tica da profiss&atilde;o,    devem tamb&eacute;m se engajar na tarefa de promover a discuss&atilde;o e o    desenvolvimento de uma consci&ecirc;ncia &eacute;tica da profiss&atilde;o. Neste    sentido, estar&aacute; cumprindo com parte de sua fun&ccedil;&atilde;o social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que entendemos    como a vertente pol&iacute;tica do Conselho diz respeito &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o    e organiza&ccedil;&atilde;o da categoria em torno de quest&otilde;es que sejam    do seu interesse imediato e da sociedade em geral. Este aspecto &eacute; de    extrema import&acirc;ncia dado o fato de nossa forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    privilegiar esta inser&ccedil;&atilde;o &eacute;tica do profissional, estimulando    um modelo de atua&ccedil;&atilde;o individualista. Al&eacute;m disso, &eacute;    imprescind&iacute;vel a cria&ccedil;&atilde;o de parcerias junto aos &oacute;rg&atilde;os    superiores do Poder Legislativo no sentido de implementa&ccedil;&atilde;o de    lutas pela categoria e pelo social, al&eacute;m de uma aproxima&ccedil;&atilde;o    com as inst&acirc;ncias governamentais referentes &agrave;s &aacute;reas de    Educa&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de e Trabalho, para que se possa efetivar    programas de a&ccedil;&atilde;o social devidamente embasados e respaldados pela    categoria e pela ci&ecirc;ncia psicol&oacute;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conv&eacute;m ainda    assinalar que qualquer a&ccedil;&atilde;o na realidade social - seja de forma    direta ou indireta - &eacute;, essencialmente, um ato pol&iacute;tico. N&atilde;o    estamos com isto confundindo Sindicatos com Conselhos, mas t&atilde;o somente    pontuando para o fato que os Conselhos n&atilde;o podem e n&atilde;o devem se    eximir de sua responsabilidade pol&iacute;tica, enquanto &oacute;rg&atilde;os    legislativos, organizativos e congregadores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nisto introduzimos    a segunda vertente, a <i>vertente de regulamenta&ccedil;&atilde;o,</i> que se    refere ao papel de legislador sobre o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o e    de realizador do cumprimento desta legisla&ccedil;&atilde;o. Neste &acirc;mbito,    creio que o papel do Conselho se confunde com a terceira vertente, no sentido    de ser um &oacute;rg&atilde;o muito mais orientador do que propriamente legislador    (em que pese a necessidade de se fazer cumprir a lei e o c&oacute;digo de &eacute;tica),    na medida em que a inser&ccedil;&atilde;o da imagem da Psicologia entre os psic&oacute;logos    e, principalmente, na comunidade em geral, &eacute; de desconhecimento de suas    atribui&ccedil;&otilde;es. Ainda outro coment&aacute;rio sobre este ponto: regulamentar    visa primordialmente a organiza&ccedil;&atilde;o; atributo essencial para o    estabelecimento de um quadro profissional claro e destacado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A terceira inst&acirc;ncia,    a <i>vertente de orienta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o,</i>    diz respeito &agrave;s principais prerrogativas dos Conselhos. Na medida em    que estas duas atividades - orienta&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o    - s&atilde;o indissoci&aacute;veis, deve-se privilegiar o sentido da orienta&ccedil;&atilde;o    por ser de car&aacute;ter profil&aacute;tico e informativo, contribuindo para    um melhor esclarecimento do quadro de refer&ecirc;ncia da Psicologia, visto    que, conforme assinalado anteriormente, &eacute; sabido que a categoria profissional    dos psic&oacute;logos n&atilde;o domina adequadamente as informa&ccedil;&otilde;es    acerca de seus &oacute;rg&atilde;os legisladores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta discuss&atilde;o,    nos interessa a quarta vertente, a <i>vertente da forma&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento</i>    do psic&oacute;logo, que deve ser privilegiada. Entendemos que, primeiramente,    n&atilde;o se pode considerar como categorias estanques, de um lado a Forma&ccedil;&atilde;o    e de outro o Exerc&iacute;cio Profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se os Conselhos    n&atilde;o se comprometerem com um acompanhamento da Forma&ccedil;&atilde;o    do futuro psic&oacute;logo, eles estar&atilde;o se eximindo de uma responsabilidade    &eacute;tica e mantendo o <i>status de</i> pensamento dicotomizado, arcaico    e contraproducente, tendo em vista que se deve trabalhar no sentido de uma profilaxia    de dificuldades e n&atilde;o no &acirc;mbito do "conserto" ou de um papel "poli-cialesco".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A id&egrave;ia    reside no fato que o comprometimento dos Conselhos n&atilde;o devem ser apoiados    apenas a partir do momento em que o estudante sai do &acirc;mbito acad&ecirc;mico    e adentra o terreno profissional. Pensar desta forma &eacute; n&atilde;o refletir    na continuidade do processo de forma&ccedil;&atilde;o, nem considerar a rela&ccedil;&atilde;o    Forma&ccedil;&atilde;o/Profiss&atilde;o, que &eacute; o objetivo do pr&oacute;prio    processo. Em outras palavras, a atualidade n&atilde;o mais permite que se considere,    em nome das interrela&ccedil;&otilde;es, pap&eacute;is fechados de atua&ccedil;&atilde;o,    ou seja, o que &eacute; da Universidade e o que &eacute; dos Conselhos, por    exemplo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta vertente,    portanto, encara a dimens&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o num sentido mais    amplo, que abrange desde o acompanhamento do futuro profissional da Psicologia,    at&eacute; o acompanhamento da abertura e/ou fechamento de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o    nesta &aacute;rea. O II Congresso Nacional da Psicologia, realizado em Belo    Horizonte, de 28 de agosto a 1º de setembro de 1996, apresentou uma un&acirc;nime    opini&atilde;o dos Conselhos Regionais contra a abertura de novos cursos de    Psicologia no pa&iacute;s (enquanto n&atilde;o se tiver uma pol&iacute;tica    de fiscaliza&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o atual) e ratificou a    necessidade de se realizar uma profunda avalia&ccedil;&atilde;o dos cursos em    vigor no Brasil, bem como a aproxima&ccedil;&atilde;o dos Conselhos junto aos    &oacute;rg&atilde;os competentes do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o    no sentido de um acompanhamento continuado das atividades de ensino e forma&ccedil;&atilde;o    de profissionais na &aacute;rea de Psicologia. Todos estes direcionamentos estavam    de acordo com o I Congresso Nacional da categoria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se observarmos    agora as espec&iacute;ficas atribui&ccedil;&otilde;es de um Conselho de Psicologia,    podemos verificar que, a t&iacute;tulo de exemplifica&ccedil;&atilde;o, segundo    o Regimento Interno do CRP-01, cabe &agrave; <i>C&acirc;mara de Forma&ccedil;&atilde;o    Profissional,</i> agir sobre os "assuntos relacionados com a gradua&ccedil;&atilde;o    e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo, a universidade, os    &oacute;rg&atilde;os e entidades que cuidam do ensino da Psicologia, bem como    todos aqueles correlatos que lhe sejam atribu&iacute;dos pelo Plen&aacute;rio".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com os    encaminhamentos do <i>Congresso Nacional Constituinte da Psicologia,</i> as    a&ccedil;&otilde;es do Conselho deveriam se pautar em alguns direcionamentos:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a) Um compromisso    social da Psicologia, no &acirc;mbito da transforma&ccedil;&atilde;o da realidade    nacional;    <br>   b) Um compromisso cient&iacute;fico do psic&oacute;logo, com vistas &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento;    <br>   c) Um compromisso com a interdisciplinaridade, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    integra&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o dos valores e conhecimentos    da Psicologia com as demais &aacute;reas;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   d) Um compromisso com a qualifica&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis pela    forma&ccedil;&atilde;o de novos profissionais;    <br>   e)&nbsp; O entendimento de que a forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo    deve ser b&aacute;sica, consistente e abrangente;    <br>   f) Um compromisso com uma forma&ccedil;&atilde;o que envolva um posicionamento    &eacute;tico e pol&iacute;tico, inserindo o profissional nas discuss&otilde;es    sociais, no &acirc;mbito da organiza&ccedil;&atilde;o da categoria e de uma    postura de cidadania;    <br>   g) A id&eacute;ia de que o processo de forma&ccedil;&atilde;o deve ser o de    constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento e de atitude cient&iacute;fica, aqui    entendida a partir de uma amplia&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio conceito    de ci&ecirc;ncia;    <br>   h) A &ecirc;nfase numa forma&ccedil;&atilde;o generalista, que contemple a interdisciplinaridade,    as demandas sociais, as rela&ccedil;&otilde;es sociais e a diversidade da atua&ccedil;&atilde;o    profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com isto, os encaminhamentos    pol&iacute;ticos e de a&ccedil;&atilde;o abrangem parcerias dos Conselhos com    as Universidades na promo&ccedil;&atilde;o de eventos e discuss&otilde;es sobre    estas quest&otilde;es de inser&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica da    Psicologia, campos de atua&ccedil;&atilde;o, abertura de novos mercados, distin&ccedil;&atilde;o    das diversas &aacute;reas de conhecimento, est&aacute;gios e outros temas de    relev&acirc;ncia para a categoria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora seja da    al&ccedil;ada da Universidade determinar quem vai definir o procedimento de    transmiss&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de conhecimento, qual o modelo desta    transmiss&atilde;o, etc, creio que uma parceria junto aos Conselhos s&oacute;    tem a acrescentar e aprimorar o trabalho da forma&ccedil;&atilde;o profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Duas dimens&otilde;es    da forma&ccedil;&atilde;o profissional devem ser contempladas: em primeiro lugar,    o espa&ccedil;o tradicional da forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo, cuja    compet&ecirc;ncia &eacute; atribu&iacute;da &agrave; Academia, ou seja, &agrave;s    Institui&ccedil;&otilde;es Formadoras, sejam estas Universidades ou Faculdades    isoladas. Em segundo lugar, deve-se atentar para a chamada "p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o",    cuja diversidade e conceito s&atilde;o por demais amplos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma "p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o"    pode significar desde um curso "lato sensu" ou "strictu sensu", destinados em    geral, ao aperfei&ccedil;oamento do profissional com vistas &agrave; pr&aacute;tica    espec&iacute;fica a que se prop&otilde;e, at&eacute; um Mestrado ou Doutorado,    que t&ecirc;m como fun&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria a forma&ccedil;&atilde;o    de docentes e pesquisadores. Em geral, estas atividades s&atilde;o reguladas    por determina&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o    e, portanto, contam com acompanhamento da pr&oacute;pria comunidade no sentido    de valida&ccedil;&atilde;o de suas atividades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carneiro (1993)    assinala que:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Enquanto o <i>lato    sensu</i> visa aprimorar a forma&ccedil;&atilde;o profissional, o <i>strlcto    sensu</i> visa formar o docente/pesquisador e desenvolver a produ&ccedil;&atilde;o    do conhecimento na respectiva &aacute;rea".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste &acirc;mbito,    entende-se de uma outra forma a quest&atilde;o da transmiss&atilde;o de conhecimentos    espec&iacute;ficos da Psicologia. Na dimens&atilde;o extremamente vasta dos    chamados "cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o", destacamos aqueles    que n&atilde;o se inserem num contexto acad&ecirc;mico, como os realizados por    profissionais liberais ou por institui&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas desvinculadas    da doc&ecirc;ncia cl&aacute;ssica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entende-se com    isto que, fora do &acirc;mbito acad&ecirc;mico, as atividades relativas aos    cursos intitulados de "forma&ccedil;&atilde;o", "aperfei&ccedil;oamento", "treinamento"    adentram o terreno do exerc&iacute;cio profissional visto se proporem, invariavelmente,    a habilitar para a pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o profissional. Assim &eacute;    que consideramos como do &acirc;mbito da orienta&ccedil;&atilde;o e da fiscaliza&ccedil;&atilde;o    dos Conselhos estes cursos, tendo em vista que:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1)&nbsp; &Eacute;    exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o quando se prop&otilde;em a veicular m&eacute;todos    e t&eacute;cnicas psicol&oacute;gicas (privativas do profissional) e n&atilde;o    exerc&iacute;cio de doc&ecirc;ncia;    <br>   2)&nbsp;Adentram no terreno do est&aacute;gio profissionalizante;    <br>   3)&nbsp;Se prop&otilde;em a treinar habilidades, visando o exerc&iacute;cio    profissional do futuro psic&oacute;logo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo o Novo    Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa (Ferreira, 1994), a "Forma&ccedil;&atilde;o"    diz respeito a:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1.&nbsp;Ato, efeito    ou modo de formar.    <br>   2.&nbsp;Constitui&ccedil;&atilde;o, car&aacute;ter.    <br>   3.&nbsp; Maneira por que se constitui uma mentalidade, um car&aacute;ter ou    um conhecimento profissional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entende-se com    isto que a pr&aacute;tica da "Forma&ccedil;&atilde;o" (ou Treinamento ou Especializa&ccedil;&atilde;o)    realizada por profissional de Psicologia como pessoa f&iacute;sica ou jur&iacute;dica,    que se proponha a transmitir ou treinar habilidades em M&eacute;todos e T&eacute;cnicas    Psicol&oacute;gicas, &eacute; encarado como Exerc&iacute;cio Profissional e,    portanto, como da al&ccedil;ada do Conselho de Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entende-se que    o Exerc&iacute;cio Profissional &eacute; fun&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo,    conforme previsto na Lei No.4.119/62 e no Decreto No.53.464/64 em determinadas    &aacute;reas. Na Consolida&ccedil;&atilde;o das Resolu&ccedil;&otilde;es do    Conselho Federal de Psicologia (No.004/86), temos no seu T&iacute;tulo IV (Do    Exerc&iacute;cio Profissional) o disposto a seguir:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Art.49 - O psic&oacute;logo    &eacute; pessoalmente respons&aacute;vel pelas atividades profissionais que    exercer.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Art.50 - Sem preju&iacute;zo    do car&aacute;ter privativo da atividade profissional, o psic&oacute;logo poder&aacute;    delegar fun&ccedil;&otilde;es a estagi&aacute;rio, como forma de treinamento.    Par&aacute;grafo 01 - A concess&atilde;o de est&aacute;gio dever&aacute; ocorrer    somente em situa&ccedil;&atilde;o em que fique caracterizada a natureza did&aacute;tica    de atividade a ser realizada pelo estagi&aacute;rio e sob condi&ccedil;&otilde;es    em que seja efetivamente poss&iacute;vel supervisionar o trabalho do mesmo,    respeitado o disposto na Legisla&ccedil;&atilde;o sobre o est&aacute;gio curricular    ou, quando couber, est&aacute;gio extra-curricular previsto em Lei. Par&aacute;grafo    02 - O psic&oacute;logo respons&aacute;vel obriga-se a verificar pessoalmente    a capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica de seu estagi&aacute;rio, supervisionando-o    e sendo o respons&aacute;vel direto pela aplica&ccedil;&atilde;o adequada dos    m&eacute;todos e t&eacute;cnicas psicol&oacute;gicas e pelo respeito &agrave;    &eacute;tica profissional. Par&aacute;grafo 03 - Para os efeitos dispostos neste    artigo, considera-se estagi&aacute;rio o estudante do ciclo profissional, de    curso oficialmente reconhecido de gradua&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logo,    regularmente matriculado, cursando disciplinas profissionalizantes que envolvam    atividades pr&aacute;ticas e que atendam &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o sobre    o est&aacute;gio curricular ou extra-curricular". (Conselho Federal de Psicologia,    1995).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, &eacute;    exerc&iacute;cio profissional, a pr&aacute;tica ou a transmiss&atilde;o da pr&aacute;tica    que venha a ser considerada como privativa do Psic&oacute;logo. Sobre este assunto    temos a regulamenta&ccedil;&atilde;o oficial contida na Lei No.4.119/62 (que    estabelece o que &eacute; prerrogativa do psic&oacute;logo) e no seu Decreto    No.53.464/64 (que regulamenta a Lei 4.119) que disp&otilde;em:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"S&atilde;o fun&ccedil;&otilde;es    do psic&oacute;logo:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1) Utilizar m&eacute;todos    e t&eacute;cnicas psicol&oacute;gicas com o objetivo de:    <br>   a)&nbsp;diagn&oacute;stico psicol&oacute;gico;    <br>   b)&nbsp;orienta&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o profissional;    <br>   c)&nbsp;orienta&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   d)&nbsp; solu&ccedil;&atilde;o de problemas de ajustamento..."</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se h&aacute; consenso    que estas pr&aacute;ticas acima citadas constituem-se em prerrogativas b&aacute;sicas    do profissional psic&oacute;logo, parece-nos l&oacute;gico que a transmiss&atilde;o    das mesmas tamb&eacute;m seja prerrogativa do psic&oacute;logo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A id&eacute;ia    b&aacute;sica &eacute; de salvaguardar os estudantes de Psicologia no sentido    de estarem posicionados em tarefas que lhes sejam adequadas, al&eacute;m dos    pr&oacute;prios profissionais. Mas o mais importante ainda &eacute; salvaguardar    o usu&aacute;rio da Psicologia, para que ele tenha servi&ccedil;os de qualidade,    e n&atilde;o apenas uma m&atilde;o-de-obra em treinamento inadequado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das constata&ccedil;&otilde;es    mais gritantes, que se observa em n&iacute;vel de distor&ccedil;&otilde;es no    campo da Forma&ccedil;&atilde;o extra-acad&ecirc;mica e do est&aacute;gio supervisionado,    &eacute; que muitas vezes o estudante, em nome de uma suposta "oportunidade    de vivenciar a pr&aacute;tica psicol&oacute;gica" &eacute; colocado, sem nenhum    apoio e sem nenhuma compet&ecirc;ncia te&oacute;rico-pr&aacute;tica, na qualidade    de "m&atilde;o-de-obra barata", para realizar "servi&ccedil;os simples", como    (pasmem!), aplica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de testes psicol&oacute;gicos    ou mesmo atendimento de uma clientela dif&iacute;cil e que demanda servi&ccedil;o    especializado, como em hospitais, cl&iacute;nicas ou ainda consult&oacute;rios,    escolas e empresas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que mais surpreende    &eacute; a considera&ccedil;&atilde;o que alguns colegas profissionais t&ecirc;m    da sua pr&oacute;pria &aacute;rea. Por exemplo: ao colocar que "qualquer um    pode aplicar ou avaliar" um teste tal qual o PMK (comum em servi&ccedil;os psicot&eacute;cnicos    para carteira de habilita&ccedil;&atilde;o), o profissional est&aacute; desvalorizando    o instrumento que ele mesmo usa e, muitas vezes, &eacute; sua maior fonte de    trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta discuss&atilde;o    envolve, seguramente, uma vis&atilde;o dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o    em Psicologia e a qualidade da forma&ccedil;&atilde;o que &eacute; dada nestas    institui&ccedil;&otilde;es. Por&eacute;m, n&atilde;o podemos coadunar com uma    pr&aacute;tica comum em nossa profiss&atilde;o, que consiste em desvalorizar    nosso pr&oacute;prio instrumental (que levou d&eacute;cadas para ser reconhecido    e ainda luta para tal), nossa base epistemol&oacute;gica e nossa profiss&atilde;o    como um todo, a partir de profissionais que n&atilde;o demonstram compromisso    &eacute;tico com a categoria. Valorizar a Psicologia enquanto ci&ecirc;ncia    e profiss&atilde;o, &eacute; valoriz&aacute;-la como um todo, discutindo, questionando,    mas antes de tudo, respeitando seus fundamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por estes motivos    &eacute; que consideramos o seguinte:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1) Quando no tocante    ao Est&aacute;gio Supervisionado em Psicologia, constitui-se, tanto para o estagi&aacute;rio    quanto para o supervisor de est&aacute;gio, exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o    de psic&oacute;logo<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a> (segundo    a Lei No. 6.494 e o Decreto No. 87.497, de 18 de agosto de 1982, que regulamenta    a Lei No. 6.494). Segundo o citado Decreto (Art. 2o.), <i>"considera-se est&aacute;gio    curricular, para os efeitos deste Decreto, as atividades de aprendizagem social,    profissional e cultural, proporcionadas ao estudante pela participa&ccedil;&atilde;o    em situa&ccedil;&otilde;es reais de vida e trabalho de seu meio... "<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a></i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2)&nbsp;Constitui    atribui&ccedil;&atilde;o do Conselho Regional de Psicologia (consoante a Lei    No. 5.766, que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicologia    e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias) orientar, aperfei&ccedil;oar, disciplinar    e fiscalizar o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de psic&oacute;logo em sua    &aacute;rea de compet&ecirc;ncia, bem como, zelar pela fiel observ&acirc;ncia    do C&oacute;digo de &Eacute;tica Profissional, impondo san&ccedil;&otilde;es    pela sua viola&ccedil;&atilde;o (Art. 09, al&iacute;neas "b" e "c"), zelar pela    dignidade e independ&ecirc;ncia da profiss&atilde;o de Psic&oacute;logo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3)&nbsp;Segundo    a Lei No. 4.119 (que disp&otilde;e sobre os cursos de forma&ccedil;&atilde;o    em Psicologia e regulamenta a profiss&atilde;o de Psic&oacute;logo), no cap&iacute;tulo    referente aos direitos conferidos aos diplomados (Cap&iacute;tulo III), observa-se    que (Art. 13), ao portador do diploma de Psic&oacute;logo &eacute; conferido    o direito de ensinar Psicologia nos v&aacute;rios cursos de que trata esta lei,    observadas as exig&ecirc;ncias legais espec&iacute;ficas, e a exercer a profiss&atilde;o    de Psic&oacute;logo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4)&nbsp;Observa-se,    entretanto, que segundo a Lei No. 4.119 (supra citada), para o exerc&iacute;cio    profissional de psic&oacute;logo &eacute; necess&aacute;rio ser portador de    diploma de gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia, o qual deve ser registrado    no &oacute;rg&atilde;o competente do MEC (Lei No. 4.119, Cap&iacute;tulo III,    Art. 10 e, Decreto No. 53.464, que regulamenta a Lei No. 4.119, Art. 03) e,    ainda, &eacute; necess&aacute;rio possuir inscri&ccedil;&atilde;o profissional    no Conselho Regional de Psicologia da respectiva regi&atilde;o de atua&ccedil;&atilde;o    (segundo Decreto No. 79.822, Art. 01, que regulamenta a Lei No. 5.766).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5)&nbsp;Acrescente-se    ainda que, segundo o mesmo Decreto No. 53.464, Art. 04, s&atilde;o fun&ccedil;&otilde;es    do psic&oacute;logo, al&eacute;m das supracitadas anteriormente, as seguintes:    ensinar as cadeiras ou disciplinas de Psicologia nos v&aacute;rios n&iacute;veis    de ensino, observadas as demais exig&ecirc;ncias da legisla&ccedil;&atilde;o    em vigor; e, supervisionar profissionais e alunos em trabalhos te&oacute;ricos    e pr&aacute;ticos de Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6)&nbsp;Considerando    a Resolu&ccedil;&atilde;o CFP No. 004/86, que institui a Consolida&ccedil;&atilde;o    das Resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho Federal de Psicologia e conceitua todos    os termos utilizados no Art. 13 (Par&aacute;grafo 01 da Lei No. 4.119), no que    se refere &agrave;s t&eacute;cnicas e m&eacute;todos psicol&oacute;gicos, eliminando    quaisquer d&uacute;vidas ou eventuais interpreta&ccedil;&otilde;es (divergentes)    acerca da defini&ccedil;&atilde;o e do entendimento de tais t&eacute;cnicas    e m&eacute;todos psicol&oacute;gicos, considera-se imposs&iacute;vel conceber    um Curso de "Forma&ccedil;&atilde;o" ou "Treinamento" em qualquer &aacute;rea    da Psicologia, (incluindo objetivos gerais e espec&iacute;ficos, atividades    desenvolvidas, procedimentos e crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o)    sem utilizar o emprego das t&eacute;cnicas e m&eacute;todos psicol&oacute;gicos    (privativos do psic&oacute;logo) citados no Art. 13, da Lei No. 4.119.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7)&nbsp;Os Conselhos    de Psicologia, considerando suas atribui&ccedil;&otilde;es de orientador, disciplinador    e fiscalizador do exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de psic&oacute;logo,    t&ecirc;m o dever de questionar a pr&aacute;tica e a transmiss&atilde;o da pr&aacute;tica    da Psicologia nos mais diversos n&iacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8)&nbsp;A t&iacute;tulo    de ilustra&ccedil;&atilde;o de nossa argumenta&ccedil;&atilde;o, conv&eacute;m    lembrar que o Conselho Regional de Psicologia, 8a. Regi&atilde;o (PR), em parecer    da Assessoria Jur&iacute;dica, datado de 17 de fevereiro de 1993, sobre a necessidade    de inscri&ccedil;&atilde;o de Professores de Psicologia nos Conselhos Regionais    de Psicologia, conclui que <i>"n&atilde;o h&aacute; qualquer d&uacute;vida,    at&eacute; por ter usado o legislador o mesmo termo - fun&ccedil;&atilde;o -    existente na Lei. No. 4.199, que ao ser regulamentado este diploma legal, quis    significar o regulamento, que ensinar psicologia &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica",</i> e prop&otilde;e a obrigatoriedade do professor de Psicologia    estar inscrito no Regional de sua &aacute;rea de Jurisdi&ccedil;&atilde;o. O    citado Parecer observa, ainda, considerando que uma das fun&ccedil;&otilde;es    do Psic&oacute;logo &eacute; supervisionar profissionais e alunos em trabalhos    te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos de Psicologia (conforme j&aacute; explicitado    no item 07 desta argumenta&ccedil;&atilde;o), <i>"que aqueles que ir&atilde;o    formar novos profissionais ter&atilde;o de ter o dom&iacute;nio e o conhecimento    das t&eacute;cnicas e m&eacute;todos pr&oacute;prios da ci&ecirc;ncia que ir&atilde;o    transmitir. Isto n&atilde;o poderia ser de outra forma, se impondo como dever    social".</i> Desta forma, ressalta o parecer, <i>"teremos profissionais aptos    a aplicar as fun&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas".</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9) Na inten&ccedil;&atilde;o    de dar um direcionamento a esta quest&atilde;o, apresentamos tese<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a>    no II Congresso Regional da Psicologia sobre o tema. Esta tese propunha alguns    encaminhamentos espec&iacute;ficos, dentre os quais a elabora&ccedil;&atilde;o    de uma Resolu&ccedil;&atilde;o normatizadora. Com base nesta argumenta&ccedil;&atilde;o    o Conselho Regional de Psicologia (1a Regi&atilde;o), criou crit&eacute;rios    de organiza&ccedil;&atilde;o e normatiza&ccedil;&atilde;o destes cursos atrav&eacute;s    da Resolu&ccedil;&atilde;o No.005/96 que <i>"Cria o Cadastro de Cursos de Forma&ccedil;&atilde;o,    Treinamento, Especializa&ccedil;&atilde;o e/ou Aperfei&ccedil;oamento em Mat&eacute;ria    de Psicologia e Estabelece Crit&eacute;rios de Regulamenta&ccedil;&atilde;o    para os citados Cursos, de car&aacute;ter privado".</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diante disto &eacute;    que consideramos da al&ccedil;ada dos Conselhos de Psicologia o acompanhamento    das atividades que envolvam a transmiss&atilde;o da pr&aacute;tica profissional    privativa do Psic&oacute;logo (M&eacute;todos e T&eacute;cnicas Psicol&oacute;gicas),    envolvendo desde os chamados "Cursos de Forma&ccedil;&atilde;o, Treinamento,    Aperfei&ccedil;oamento ou Especializa&ccedil;&atilde;o" na &aacute;rea de Psicologia,    seja a partir do trabalho de profissionais liberais (pessoas f&iacute;sicas),    seja atrav&eacute;s de pessoas jur&iacute;dicas (institui&ccedil;&otilde;es,    cl&iacute;nicas, institutos, n&uacute;cleos, centros de estudos ou outros);    at&eacute; os cursos que se ocupam de t&eacute;cnicas psicol&oacute;gicas (em    especial os que lidam com testes projetivos, de personalidade, etc).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Repensar a inser&ccedil;&atilde;o    social da Psicologia, implica tamb&eacute;m repensar a coloca&ccedil;&atilde;o    da dimens&atilde;o do profissional no seio da forma&ccedil;&atilde;o. Sen&atilde;o    vejamos, como aponta Carneiro: "Como ensinar e pesquisar nestas &aacute;reas    &#91;da Psicologia&#93; sem ser profissional? Como criticar e produzir o conhecimento    em Psicologia Cl&iacute;nica sem ser cl&iacute;nico? Como faz&ecirc;-lo fora    da Universidade, fora dos cursos de Mestrado e Doutorado?". (Carneiro, 1993:    105)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentro da amplitude    da discuss&atilde;o sobre a Forma&ccedil;&atilde;o Profissional, verificamos    que os estudos (Duran, 1994) envolvidos neste tema relevam aspectos os mais    variados, tais como: grades curriculares, est&aacute;gios acad&ecirc;micos<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a>,    dicotomias entre forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e t&eacute;cnica ou entre    forma&ccedil;&atilde;o de generalistas ou especialistas, an&aacute;lise de curr&iacute;culos    espec&iacute;ficos, diretrizes para a forma&ccedil;&atilde;o, etc. Todos os    estudos concordam com uma id&eacute;ia: a necessidade de se rever a quest&atilde;o    da forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A principal vertente    na qual os Conselhos devem trabalhar &eacute; no sentido de integra&ccedil;&atilde;o    entre a pr&aacute;tica profissional, a forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo    e a pesquisa (seja ela acad&eacute;mica ou n&atilde;o). Para isto &eacute; importante    observarmos alguns elementos:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Um ponto de partida    para integrar a contribui&ccedil;&atilde;o de cientistas, profissionais e educadores    parece residir na crescente consci&ecirc;ncia acerca da complexidade dos fen&ocirc;menos    psicol&oacute;gicos, da sua multidetermina&ccedil;&atilde;o e da possibilidade    de m&uacute;ltiplos n&iacute;veis de descri&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o.    Tal consci&ecirc;ncia demanda, ao contr&aacute;rio do isolamento, uma postura    de parceria entre todos". (Francisco & Bastos, 1992: 220)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma parceria envolve    um empenho m&uacute;tuo na dire&ccedil;&atilde;o de uma forma&ccedil;&atilde;o    adequada para o futuro psic&oacute;logo. Acredito que o fundamento primordial    para que possamos vislumbrar uma forma&ccedil;&atilde;o globalizante seja a    supera&ccedil;&atilde;o do pensamento dicot&ocirc;mico vigente em nossa cultura,    onde se determinam espa&ccedil;os espec&iacute;ficos de a&ccedil;&atilde;o da    pesquisa, da doc&ecirc;ncia e do "exerc&iacute;cio profissional", sem que se    encarem estas tr&ecirc;s inst&acirc;ncias num todo organizado, indissoci&aacute;vel    e interrelacionado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A a&ccedil;&atilde;o    dos Conselhos deve ser no sentido de atuar na complexidade, na globalidade da    atua&ccedil;&atilde;o da classe. Para isto, &eacute; de extrema import&acirc;ncia    que os Conselhos, as Institui&ccedil;&otilde;es Formadoras e, principalmente,    os profissionais desvinculados destas duas inst&acirc;ncias possam estabelecer    um trabalho conjunto e progressivo para o desenvolvimento da profiss&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O profissional    deve ser estimulado a ser um agente de mudan&ccedil;a, e n&atilde;o apenas um    reprodutor do conhecimento cient&iacute;fico e t&eacute;cnico. Para tanto, &eacute;    necess&aacute;rio que se amplie o conceito de ci&ecirc;ncia, superando o paradigma    positivista e reinserindo profissional "expert" (Francisco & Bastos, 1992)    no papel de produtor e elaborador de teorias e conhecimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disto    tudo, os Conselhos n&atilde;o podem ficar &agrave; parte das lutas sociais da    classe e, por isto, &eacute; fundamental que se tenha uma inser&ccedil;&atilde;o    &eacute;tica da profiss&atilde;o, que implica num compromisso com o aprimoramento    do profissional - seja este liberal ou docente, com o acompanhamento dos cursos    de gradua&ccedil;&atilde;o, bem como empenho no sentido de haver uma melhor    remunera&ccedil;&atilde;o do profissional de ensino e de gera&ccedil;&atilde;o    de melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho para a forma&ccedil;&atilde;o    profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma id&eacute;ia    que pode ser efetivada atrav&eacute;s de uma a&ccedil;&atilde;o conjunta Conselhos/Ag&ecirc;ncias    Formadoras, &eacute; de um acompanhamento continuado do processo de forma&ccedil;&atilde;o    do Psic&oacute;logo a partir do momento em que este adentra no seio acad&eacute;mico    at&eacute; sua inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho - que se d&aacute;    sob duas vertentes: a do est&aacute;gio supervisionado, enquanto uma "pr&aacute;tica    profissional concedida" (Costa Jr. <i>&</i> Holanda, 1996) e do exerc&iacute;cio    auton&ocirc;mico da profiss&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em suma, acredito    que os Conselhos devem estar atentos para a integra&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica    entre estudante, docente e profissional, bem como para a integra&ccedil;&atilde;o    entre ci&ecirc;ncia, t&eacute;cnica e arte ou conhecimento, pesquisa e aplica&ccedil;&atilde;o,    para que se possa desenvolver a Psicologia em todas as suas vertentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ara&uacute;jo,    M.F.(1996). "Reflex&otilde;es sobre o Papel Social e Pol&iacute;tico do Profissional    de Psicologia", refer&ecirc;ncia incompleta.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063201&pid=S1414-9893199700010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bastos, A.V.B.    & Achcar, R. (1994). "Din&acirc;mica Profissional e Forma&ccedil;&atilde;o    do Psic&oacute;logo: uma perspectiva de integra&ccedil;&atilde;o", In Conselho    Federal de Psicologia, Psic&oacute;logo Brasileiro. Pr&aacute;ticas emergentes    e desafios para a forma&ccedil;&atilde;o, S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063202&pid=S1414-9893199700010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bastos, A.V.B.    (1988). "&Aacute;reas de Atua&ccedil;&atilde;o - Em Quest&atilde;o o Nosso Modelo    de Profissional", In Quem &eacute; o Psic&oacute;logo Brasileiro?, Conselho    Federal de Psicologia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063203&pid=S1414-9893199700010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bicalho, M.L. (1996).    "O Papel dos Conselhos Profissionais", Jornal do CRP-01, Bras&iacute;lia, Junho.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063204&pid=S1414-9893199700010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carneiro, T.F.    (1993). "Academia e Profiss&atilde;o em Psicologia: da rela&ccedil;&atilde;o    poss&iacute;vel &agrave; rela&ccedil;&atilde;o desej&aacute;vel", Psicologia:    Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, Porto Alegre, V.6, n.1/2, p.103-105.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063205&pid=S1414-9893199700010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conselho Federal    De Psicologia (1995). Psicologia - Legisla&ccedil;&atilde;o, Bras&iacute;lia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063206&pid=S1414-9893199700010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa Jr, A.L.    & Holanda, A.F. (1996). "Est&aacute;gio em Psicologia: Discuss&atilde;o    de Exig&ecirc;ncias e Crit&eacute;rios para o Exerc&iacute;cio de Supervisor    de Est&aacute;gio", Psicologia, Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, Ano 16, No.2,    pp.4-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063207&pid=S1414-9893199700010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Duran, A.P. (1994).    "Alguns Dilemas na Forma&ccedil;&atilde;o do Psic&oacute;logo: Buscando sugest&otilde;es    para super&aacute;-los", In Conselho Federal de Psic&oacute;logo, Psic&oacute;logo    Brasileiro. Pr&aacute;ticas emergentes e desafios para a forma&ccedil;&atilde;o,    S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063208&pid=S1414-9893199700010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ferreira, A.B.H.    (1994). Novo Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa, Rio de Janeiro:    Editora Martins Fontes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063209&pid=S1414-9893199700010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Francisco, A.L.    <i>&</i> Bastos, A.V.B. (1992). "Conhecimento, Forma&ccedil;&atilde;o e    Pr&aacute;tica - o necess&aacute;rio caminho da integra&ccedil;&atilde;o", In    Conselho Federal de Psicologia, Psic&oacute;logo Brasileiro. Constru&ccedil;&atilde;o    de novos espa&ccedil;os, Campinas: Editora &Aacute;tomo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063210&pid=S1414-9893199700010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mendon&ccedil;a    Filho, J.B. (1993). "A Forma&ccedil;&atilde;o do Psic&oacute;logo", Anais da    Semana de Psicologia, Belo Horizonte: Conselho Regional de Psicologia (4a Regi&atilde;o).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063211&pid=S1414-9893199700010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Minist&eacute;rio    do Trabalho (1994). Classifica&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ocupa&ccedil;&otilde;es,    Bras&iacute;lia: SPES.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063212&pid=S1414-9893199700010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><a name="back1"></a></i><a href="#top1">1</a>    <i>Cap&iacute;tulo I (Dos Fins). Art.01, Lei No.5.766.    <br>   <a name="back2"></a></i><a href="#top2">2</a> <i>Art.03, Decreto No.79.822/77.    <br>   <a name="back3"></a></i><a href="#top3">3</a><i>&nbsp;Art.06 da LeiNo.5.766.    <br>   <a name="back4"></a></i><a href="#top4">4</a><i>&nbsp;Art.06, Al&iacute;nea    "g", Lei No.5.766. Grifos nossos.</i></font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><a name="back5"></a></i><a href="#top5">5</a>    <i> No &acirc;mbito deste debate, a Revista Psicologia, Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o    &eacute; pr&oacute;diga em oferecer excelente material para discuss&atilde;o    e espa&ccedil;o para divulga&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias relativas ao    tema - crucial para a categoria.</i></font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><a name="back6"></a></i><a href="#top6">6</a><i>&nbsp;Grifos    nossos.    <br>   <a name="back7"></a></i><a href="#top7">7</a><i>&nbsp;Sobre a quest&atilde;o    do est&aacute;gio ver Costa Jr& Holanda, 1996.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back8"></a></i><a href="#top8">8</a> <i>A tese foi apresentada pelos    ent&atilde;o Conselheiros do CRP-01 &Aacute;derson Costa Jr e Adriano Hoanda.    <br>   <a name="back9"></a></i><a href="#top9">9</a> <i>Sobre o assunto, reportamo-nos    a artigo de Costa Jr & Holanda, 1996.</i> </font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reflexões sobre o Papel Social e Político do Profissional de Psicologia]]></source>
<year>1996</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.V.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Achcar]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Dinâmica Profissional e Formação do Psicólogo: uma perspectiva de integração"]]></article-title>
<collab>Conselho Federal de Psicologia^dPsicólogo Brasileiro</collab>
<source><![CDATA[Práticas emergentes e desafios para a formação]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Casa do Psicólogo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.V.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Áreas de Atuação: Em Questão o Nosso Modelo de Profissional"]]></article-title>
<source><![CDATA[Quem é o Psicólogo Brasileiro?]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-name><![CDATA[Conselho Federal de Psicologia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bicalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA["O Papel dos Conselhos Profissionais"]]></article-title>
<source><![CDATA[Jornal do CRP-01]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carneiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Academia e Profissão em Psicologia: da relação possível à relação desejável"]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Reflexão e Crítica]]></source>
<year>1993</year>
<volume>6</volume>
<numero>1/2</numero>
<issue>1/2</issue>
<page-range>103-105</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Conselho Federal De Psicologia</collab>
<source><![CDATA[Psicologia: Legislação]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa Jr]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holanda]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Estágio em Psicologia: Discussão de Exigências e Critérios para o Exercício de Supervisor de Estágio"]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Ciência e Profissão]]></source>
<year>1996</year>
<volume>16</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>4-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duran]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Alguns Dilemas na Formação do Psicólogo: Buscando sugestões para superá-los"]]></article-title>
<collab>Conselho Federal de Psicólogo^dPsicólogo Brasileiro</collab>
<source><![CDATA[Práticas emergentes e desafios para a formação]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Casa do Psicólogo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.B.H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Novo Dicionário da Língua Portuguesa]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Martins Fontes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Francisco]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.V.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Conhecimento, Formação e Prática: o necessário caminho da integração"]]></article-title>
<collab>Conselho Federal de Psicologia^dPsicólogo Brasileiro</collab>
<source><![CDATA[Construção de novos espaços]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Átomo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendonça Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["A Formação do Psicólogo"]]></article-title>
<source><![CDATA[Anais da Semana de Psicologia]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Conselho Regional de Psicologia (4a Região)]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério do Trabalho</collab>
<source><![CDATA[Classificação Brasileira das Ocupações]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SPES]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
