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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formação do psicólogo: uma breve análise dos modelos de intervenção]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Forma&ccedil;&atilde;o    do psic&oacute;logo: uma breve an&aacute;lise dos modelos de interven&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Deise Mancebo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professora Adjunta    do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Trabalharam    no levantamento e an&aacute;lise dos dados, nesta etapa da pesquisa: Adriana    Miranda de Castro e Leandro Vieira Osuna, bolsistas de inicia&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica da UERJ e do CNPq, respectivamente, e Alexandre Teixeira dos    Santos, mestrando do Instituto de Psicologia da UERJ</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo aborda    a trajet&oacute;ria hist&oacute;rica das Faculdades de Psicologia do Rio de    Janeiro, buscando configurar o campo ao qual vem sendo submetido o futuro especialista    "psi" no interior das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. Outra quest&atilde;o    presente &eacute; se a cultura psicol&oacute;gica constitui-se num referencial    comum de an&aacute;lise se a natureza das institui&ccedil;&otilde;es formadoras    interfere no sentido dado &agrave; forma&ccedil;&atilde;o profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este trabalho reporta-se    a parte dos resultados de uma pesquisa intitulada "Hist&oacute;ria dos Cursos    de Psicologia no Rio de Janeiro (1956/1978): a Cultura Psicol&oacute;gica nas    Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior"<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>.    0 tema da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; a an&aacute;lise da trajet&oacute;ria    hist&oacute;rica das Faculdades de Psicologia no Rio de Janeiro, desde a cria&ccedil;&atilde;o    do curso da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro,    em 1953, o primeiro a ser idealizado no Brasil, chegando &agrave; d&eacute;cada    de 70, ao final da qual identificamos mudan&ccedil;as profundas na sociedade    brasileira e nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, a partir da    reorganiza&ccedil;&atilde;o da sociedade civil e redemocratiza&ccedil;&atilde;o    das institui&ccedil;&otilde;es, inclusive das escolas de educa&ccedil;&atilde;o    superior do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inten&ccedil;&atilde;o    mais geral da pesquisa &eacute; configurar o campo ao qual vem sendo submetido    o futuro especialista "psi" no interior das institui&ccedil;&otilde;es de ensino    superior, no per&iacute;odo hist&oacute;rico selecionado. Para o alcance deste    objetivo temos mapeado a filia&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e concep&ccedil;&otilde;es    dos formadores (professores, supervisores), identificado e analisado os principais    dispositivos, concep&ccedil;&otilde;es hegem&ocirc;nicas e ferramentas recomendadas    aos futuros psic&oacute;logos. Enfim, tem-se procurado definir os "modelos"    profissionais apresentados aos perscrutadores das intimidades, neste per&iacute;odo    hist&oacute;rico. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Parto da hip&oacute;tese    de que este campo de forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria do psic&oacute;logo,    enquanto porta-de-entrada para a constru&ccedil;&atilde;o do profissional, constitui-se    num territ&oacute;rio que compartilha da "cultura psicol&oacute;gica". Esta    &uacute;ltima tem&aacute;tica tem sido amplamente discutida, por cientistas    sociais (Castel, 1978; Duarte, 1986; Foucault, 1979; Machado, 1978 e Velho,    1986) e psicanalistas (Costa, 1979; Figueira, 1985; Figueiredo, 1992; Russo,    1993). Seus estudos destacam a intensa difus&atilde;o das pr&aacute;ticas "psi"    nas camadas m&eacute;dias urbanas de nossa sociedade, ap&oacute;s os anos 60,    a partir da consolida&ccedil;&atilde;o de um "ethos" individualista e "intimista",    no qual os especialistas "psi" s&atilde;o um efeito e mais um dispositivo difusor,    com um grande potencial de interven&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O outro par&acirc;metro    anal&iacute;tico da pesquisa baseia-se no seguinte" pressuposto: se a "cultura    psicol&oacute;gica", em expans&atilde;o, por ocasi&atilde;o do surgimento das    primeiras escolas superiores de Psicologia, constitui-se num referencial comum    de an&aacute;lise, por outro lado, o fato de os cursos estarem inseridos em    institui&ccedil;&otilde;es com caracter&iacute;sticas diversas - universidades,    faculdades isoladas, institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, privadas, religiosas,    comunit&aacute;rias-deve ter-lhes marcado o desenvolvimento, as formas institucionalizadas    constru&iacute;das e o sentido dado &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais.    Neste trabalho, com resultados ainda parciais da pesquisa mais geral, discutirei    as caracter&iacute;sticas mais marcantes dos cursos de Psicologia e das cr&iacute;ticas    a eles apresentadas, apontadas pelos pr&oacute;prios psic&oacute;logos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>METODOLOGIA    E FONTES</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a discuss&atilde;o    da tem&aacute;tica escolhida, os cursos de Psicologia e suas caracter&iacute;sticas    principais, recorremos a fontes diversas. Primeiramente, foi localizada, organizada    e analisada toda a legisla&ccedil;&atilde;o referente &agrave; profiss&atilde;o    e aos cursos de Psicologia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os peri&oacute;dicos    do Conselho Federal de Psicologia (CFP) constitu&iacute;ram um segundo grupo    de fontes prim&aacute;rias analisadas. Refiro-me &agrave;s 26 revistas editadas    pelo Conselho Federal de Psicologia, sob o t&iacute;tulo <i>Psicologia: ci&ecirc;ncia    e profiss&atilde;o,</i> desde o in&iacute;cio de sua publica&ccedil;&atilde;o,    em 1979, &agrave; data atual. Nestes exemplares, foram selecionados, para leitura    e an&aacute;lise, os artigos que se referissem, mesmo que indiretamente, &agrave;    forma&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos em n&iacute;vel de gradua&ccedil;&atilde;o    e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o objetivo    de fazer um mapeamento inicial dos formandos de Psicologia nas institui&ccedil;&otilde;es    de ensino superior do Rio de Janeiro, foi feito o levantamento, leitura e an&aacute;lise    estat&iacute;stica dos processos de inscri&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos    no CRP-05. Foram analisados 4148 processos existentes, entre o ano de 1974,    data em que o Conselho come&ccedil;ou efetivamente a funcionar, e o ano de 1980,    limite temporal da pesquisa. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, fontes    secund&aacute;rias - livros, artigos e teses referentes &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    do psic&oacute;logo -tamb&eacute;m foram utilizadas.<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>OS CURSOS DE    PSICOLOGIA: CARACTER&Iacute;STICAS E CR&Iacute;TICAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde o in&iacute;cio    do s&eacute;culo passado, as pr&aacute;ticas psicol&oacute;gicas j&aacute; eram    exercidas no pa&iacute;s, e dentre estas o ensino de "psychologia" (Massimi,    1990; Penna, 1992). Os cursos eram ministrados ent&atilde;o, no &acirc;mbito    de diversas &aacute;reas do conhecimento: Teologia, Direito, Medicina, Pedagogia    e Filosofia e era com este perfil fragmentado e "adaptado" a outros saberes,    que ocorria o repasse e constru&ccedil;&atilde;o do pensamento psicol&oacute;gico    entre n&oacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> No entanto, o    marco assinalado pela maior parte do material trabalhado foi a promulga&ccedil;&atilde;o    da Lei 4119, de 27 de agosto de 1962. Constituiu-se no primeiro diploma legal    espec&iacute;fico sobre cursos de forma&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos,    seguido por ato do Conselho Federal de Educa&ccedil;&atilde;o que, atrav&eacute;s    do Parecer n&deg; 403 de 1962, fixou o curr&iacute;culo m&iacute;nimo e a dura&ccedil;&atilde;o    do curso de Psicologia, com vig&ecirc;ncia a partir do ano seguinte. Deste modo,    a regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o, conforme tradi&ccedil;&atilde;o    em nosso pa&iacute;s, ocorre atrav&eacute;s do mesmo ato legal que normatiza    os cursos de Psicologia. Nos primeiros anos de exist&ecirc;ncia enquanto profiss&atilde;o,    a Psicologia viveu uma fase de consolida&ccedil;&atilde;o dos seus limites em    rela&ccedil;&atilde;o ao campo m&eacute;dico e aos "saberes leigos" sobre as    "faculdades mentais". Nossa an&aacute;lise deste per&iacute;odo da hist&oacute;ria    da Psicologia apontou, contudo, para a seguinte considera&ccedil;&atilde;o:    a delimita&ccedil;&atilde;o legal deste novo campo do saber foi marcada por    lutas corporativas quanto &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os    institucionais e no mercado de trabalho, n&atilde;o tendo propriamente operado    cortes no sentido da constru&ccedil;&atilde;o de um novo saber. Sem maiores    problematiza&ccedil;&otilde;es ou conflitos, os conhecimentos psicol&oacute;gicos    acumulados por profissionais m&eacute;dicos, educadores, engenheiros, fil&oacute;sofos,    desenvolvidos dentro ou fora do espa&ccedil;o acad&ecirc;mico, foram assimilados    acriticamente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do mesmo modo,    naturalmente que sem o aval expl&iacute;cito da corpora&ccedil;&atilde;o, muitas    pr&aacute;ticas consideradas m&iacute;sticas, logicamente infundadas, tamb&eacute;m    foram trazidas para a nova profiss&atilde;o. Esta "matriz" n&atilde;o-cient&iacute;fica    era (ou &eacute;) especialmente detectada quando se tratava "do-que-fazer" da    pr&aacute;tica psicol&oacute;gica em sentido estrito. Nestas, a sobreposi&ccedil;&atilde;o    de t&eacute;cnicas dissociadas de um corpo te&oacute;rico, que n&atilde;o t&ecirc;m    a possibilidade de se submeter a uma problematiza&ccedil;&atilde;o e confronto    com outras argumenta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, transformaram-se, com    muita facilidade, num pensamento obscurantista e mistificador, cujo &uacute;nico    crit&eacute;rio avaliativo era o senso-comum. Outro aspecto que deixou marcas    na profiss&atilde;o foi o fato de seus cursos de forma&ccedil;&atilde;o e sua    clientela crescerem desmesurada e desordenadamente, logo nos primeiros anos.    Esta situa&ccedil;&atilde;o tornou-se mais complexa quando se sabe que os necess&aacute;rios    embates no campo epistemol&oacute;gico n&atilde;o foram tratados com a devida    aten&ccedil;&atilde;o, na medida em que a corpora&ccedil;&atilde;o, em seus    momentos definit&oacute;rios, optou pela busca de solu&ccedil;&otilde;es acomodat&iacute;cias,    &agrave; justifica&ccedil;&atilde;o de projetos de grupos, que visavam muito    mais &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o do <i>status j&aacute;</i> atingido,    por alguns de seus membros, do que propriamente pelo enfrentamento te&oacute;rico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> No entanto, a    an&aacute;lise das fontes surpreendeu-me, desde o in&iacute;cio, pelo fato de    as refer&ecirc;ncias &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo, em    seus aspectos hist&oacute;rico, legal, caracter&iacute;sticas, cr&iacute;ticas    e an&aacute;lises aparecerem com uma freq&uuml;&ecirc;ncia bastante elevada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Da&iacute; a id&eacute;ia    de, neste trabalho, realizar uma an&aacute;lise desta produ&ccedil;&atilde;o:    uma reflex&atilde;o sobre os modelos de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica,    a partir das cr&iacute;ticas dos pr&oacute;prios psic&oacute;logos sobre os    cursos de forma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1 - DA FORMA&Ccedil;&Atilde;O    TE&Oacute;RICO-PR&Aacute;TICA</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na maioria dos    trabalhos analisados, os conhecimentos te&oacute;ricos ministrados nos cursos    de Psicologia s&atilde;o apontados como tendo um tratamento fragmentado e desvinculado    da pr&aacute;tica e da realidade de nosso pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na pesquisa, por    exemplo, realizada por Bastos e Gomide (1989), onde foram entrevistados 2448    psic&oacute;logos, muitos dos quais formados nos anos 70, os resultados foram    contundentes:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"...ao analisarmos    as respostas dos nossos entrevistados verificamos que, no que se refere &agrave;    fundamenta&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica, metodol&oacute;gica e cient&iacute;fica,    mais de 50% deles est&atilde;o insatisfeitos com os conhecimentos adquiridos    na gradua&ccedil;&atilde;o e este &iacute;ndice aumenta para 64,4% quando se    refere &agrave; experi&ecirc;ncia cient&iacute;fica".</i> (Bastos & Gomide,    1989: 12)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O car&aacute;ter    fragmentado dos conhecimentos te&oacute;ricos oferecidos nos cursos, na realidade,    refletem a pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o da Psicologia na qualidade    de disciplina aut&ocirc;noma. Seria dif&iacute;cil uma certa organicidade nos    cursos, j&aacute; que a pr&oacute;pria disciplina psicol&oacute;gica n&atilde;o    se constitui num corpo estruturado de conhecimentos, como freq&uuml;entemente    pode ser identificado nas ci&ecirc;ncias naturais. &Eacute; reconhecida a diversidade,    e mesmo antagonismo, entre as diferentes abordagens psicol&oacute;gicas, bem    como o car&aacute;ter particular com que esta disciplina tenta se constituir    como ci&ecirc;ncia. Figueiredo (1995) assinala, inclusive, <i>"que nem temos    uma delimita&ccedil;&atilde;o un&iacute;voca do campo, uma compreens&atilde;o    partilhada do que &eacute; fundamentalmente nosso objeto".</i> (Figueiredo,    1995: 96-97)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este problema    &eacute; agravado pela falta de prioridade com que a pesquisa &eacute; tratada    nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, caracterizando um. quadro de forma&ccedil;&atilde;o    passiva, onde o aluno transforma-se em ouvinte e repetidor dos conhecimentos    "prontos" que lhe s&atilde;o repassados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este aspecto traduz    outra quest&atilde;o b&aacute;sica da forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica    brasileira. Conforme Francisco e Bastos (1992):</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <i>"...somos apenas    consumidores - no m&aacute;ximo adaptadores - de conhecimentos gerados pela    ci&ecirc;ncia do primeiro mundo. A produ&ccedil;&atilde;o &eacute; reduzida    e est&aacute; muito aqu&eacute;m das demandas postas por um contexto cultural    espec&iacute;fico. A atividade de pesquisa, ainda incipiente e mal distribu&iacute;da    geograficamente carece do fortalecimento de grupos, da consolida&ccedil;&atilde;o    de tradi&ccedil;&otilde;es, do estabelecimento de linhas consistentes de investiga&ccedil;&atilde;o    que d&ecirc;em a cumulatividade necess&aacute;ria a qualquer empreendimento    cient&iacute;fico. Especialmente localizada nos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    a atividade de pesquisa tem o seu impacto reduzido, inclusive nos cursos de    gradua&ccedil;&atilde;o, da maioria dos quais se encontra ausente."</i> (Francisco    & Bastos, 1992: 216)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Mesmo os atuais    cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, que por excel&ecirc;ncia deveriam    valorizar o desenvolvimento de novos conhecimentos, est&atilde;o, em muitos    aspectos, contaminados pelo af&atilde; da t&eacute;cnica, tomando o formato,    em muitos casos, de verdadeiros cursos de especializa&ccedil;&atilde;o, complementos    naturais da gradua&ccedil;&atilde;o defeituosa. Com poucas exce&ccedil;&otilde;es,    n&atilde;o v&ecirc;m se constituindo num espa&ccedil;o para a forma&ccedil;&atilde;o    do magist&eacute;rio superior e o desenvolvimento de pesquisas. (Botom&eacute;,    Delia Coleta & Matos , 1988)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, as    maiores cr&iacute;ticas detectadas nos trabalhos percorridos, t&ecirc;m as pr&aacute;ticas    (ou est&aacute;gios) como foco central de an&aacute;lise. Uma das restri&ccedil;&otilde;es    aponta para a pequena quantidade (em termos de carga hor&aacute;ria de est&aacute;gio),    a pouca diversidade (somente Cl&iacute;nica, Trabalho e Escolar) e o franco    predom&iacute;nio da &aacute;rea Cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No levantamento    dos registros de psic&oacute;logos no CRP-05, expostos na <a href="#tab1">Tabela    1</a> e <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a>, os dados n&atilde;o confirmam estatisticamente    esta hegemonia do modelo cl&iacute;nico r a realiza&ccedil;&atilde;o de est&aacute;gios    pelos estudantes de Psicologia. Apesar da Cl&iacute;nica ser a &aacute;rea predominante    nas respostas dadas (39,20%) vem seguida de perto pela &aacute;reas da Psicologia    do Trabalho (31,40%) e Escolar (21,05%). No entanto, isto n&atilde;o invalida    os resultados encontrados nas outras pesquisas publicadas pelo Conselho Federal    de Psicologia, segundo as quais o modelo cl&iacute;nico individual penetra e    impregna outros campos de est&aacute;gio/trabalho existentes.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v17n1/04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v17n1/04g1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta realidade    torna-se mais intranq&uuml;ila quando se considera que - com a prolifera&ccedil;&atilde;o    dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em institui&ccedil;&otilde;es de ensino    superior rivadas, &agrave; &eacute;poca do regime militar - os arranjos organizacionais    montados n&atilde;o propiciavam o oferecimento de est&aacute;gios. N&atilde;o    era raro que o aluno simplesmente informasse a realiza&ccedil;&atilde;o de um    est&aacute;gio atrav&eacute;s de uma declara&ccedil;&atilde;o emitida por algum    outro estabelecimento e a pr&aacute;tica, a princ&iacute;pio t&atilde;o valorizada    num curso profissionalizante, transforma-se num mero procedimento burocr&aacute;tico.    Neste sentido, &eacute; importante registrar o grande n&uacute;mero de profissionais    inscritos no CRP-05, que n&atilde;o se pronunciaram sobre a realiza&ccedil;&atilde;o    de est&aacute;gios (79,09%).<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As institui&ccedil;&otilde;es    formadoras, portanto, t&ecirc;m atuado como reprodutoras de um modelo b&aacute;sico    de atua&ccedil;&atilde;o - as atividades cl&iacute;nicas desenvolvidas em consult&oacute;rios    particulares, na perspectiva de forma&ccedil;&atilde;o de profissionais liberais.    Ratificando esta afirmativa, a profunda dicotomia entre os aspectos te&oacute;ricos    e pr&aacute;ticos apresentada nos cursos, n&atilde;o admira que prolifere entre    os alunos (e futuros profissionais) a busca de suporte "te&oacute;rico" alhures    -nos misticismos, nas iniciativas individuais/ isoladas ou na busca de solu&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnicas imediatistas, em especial quando atuando em ambientes n&atilde;o    afeitos ao modelo dominante que lhes &eacute; ensinado, e mal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Carvalho (1984),    em pesquisa realizada no Estado de S&atilde;o Paulo, encontrou nas 367 entrevistas    realizadas, queixas permanentes (86%) quanto &agrave; desarticula&ccedil;&atilde;o    entre teoria e pr&aacute;tica, nos cursos de Psicologia. Na an&aacute;lise deste    material conclui que esta &ecirc;nfase na oposi&ccedil;&atilde;o teoria e pr&aacute;tica,    sugere uma concep&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o profissional que    prevalece na popula&ccedil;&atilde;o estudada:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> <i>"a da forma&ccedil;&atilde;o    especializada, ou da compartimentaliza&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de    atua&ccedil;&atilde;o, como se, para atuar em diferentes situa&ccedil;&otilde;es    de trabalho, o psic&oacute;logo devesse conhecer diferentes referenciais de    an&aacute;lise e diferentes t&eacute;cnicas...Esse modo de pensar a forma&ccedil;&atilde;o    profissional se aproxima perigosamente, de acordo com nosso (seu) ponto de vista,    de um modelo de forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, entendida como o treinamento    do profissional no uso de instrumentos prontos, designados para cada situa&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;fica de trabalho."</i> (Carvalho, 1984: 8-9)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Deve-se ainda salientar    que esta suposta oposi&ccedil;&atilde;o ou dicotomiza&ccedil;&atilde;o entre    forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pr&aacute;tica n&atilde;o aparece gratuitamente    na cabe&ccedil;a do aluno e pelo menos, em alguma medida, deve refletir as pr&oacute;prias    caracter&iacute;sticas dos cursos de Psicologia, sua estrutura curricular, seu    cai&aacute;ter fragmentado, e, talvez, principalmente, sua desvincula&ccedil;&atilde;o    da nossa realidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2 - DA RELA&Ccedil;&Atilde;O    COM A SOCIEDADE</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitos artigos,    sen&atilde;o a maioria, apontam o fato de os cursos serem alheios &agrave; realidade    brasileira. Na sua rela&ccedil;&atilde;o com os saberes j&aacute; constitu&iacute;dos    no campo "psi", n&atilde;o efetuaram um corte, ao contr&aacute;rio, mantiveram    as tradi&ccedil;&otilde;es anteriores, n&atilde;o havendo empenho no desenvolvimento    de pesquisas que pudessem instrumentalizar criticamente o "novo" profissional    para o enfrentamento das nossas especificidades. Desse modo, a forma&ccedil;&atilde;o    "psi" nos cursos de Psicologia tem modelado um tipo de exerc&iacute;cio profissional    cujo alcance social &eacute; pequeno, pelo fato de reca&iacute;rem no modelo    hegem&ocirc;nico (cl&iacute;nico-individual), dificultando a possibilidade de    diversifica&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio da Psicologia. (Francisco &    Bastos, 1992: 213)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cabe registrar    que a &ecirc;nfase na forma&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nico-individual, tem    um paralelo nas praticas dos profissionais. Na <a href="#tab2">Tabela 2</a>    e no <a href="#g2">Gr&aacute;fico 2</a> pode-se observar que a &aacute;rea de    atua&ccedil;&atilde;o predominante em todo o per&iacute;odo pesquisado (at&eacute;    1980) foi a Cl&iacute;nica (45,45%), seguida pela do Trabalho (26,79%) e a &aacute;rea    Escolar (17,38%).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v17n1/04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="g2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/pcp/v17n1/04g2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O psic&oacute;logo,    diante da forma&ccedil;&atilde;o que recebeu, aspira ao ideal liberal de atuar    com os seus "iguais", os estratos m&eacute;dios urbanos. No entanto, em fun&ccedil;&atilde;o    das dificuldades cada vez maiores do mercado, termina prestando seus servi&ccedil;os    tamb&eacute;m junto &agrave;s camadas mais desfavorecidas da popula&ccedil;&atilde;o,    sem qualquer problematiza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via sobre esta aproxima&ccedil;&atilde;o.    Uma situa&ccedil;&atilde;o que poderia significar uma positiva expans&atilde;o    da atua&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica para as camadas populares transforma-se    em mart&iacute;rio para o profissional, que, ao se refugiar na "t&eacute;cnica    aprendida", pode, com relativa facilidade, transmutar a sua nova realidade de    trabalho em patologias e desvios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Nas pesquisas    patrocinadas pelo Conselho Federal de Psicologia (1994), as estat&iacute;sticas    apontaram para uma insignificante presen&ccedil;a de trabalhos do tipo inovador.    Deste modo, concluem que as institui&ccedil;&otilde;es formadoras t&ecirc;m    reproduzido, com raras exce&ccedil;&otilde;es, um modelo b&aacute;sico de atua&ccedil;&atilde;o    profissional, apresentando aos futuros profissionais as tarefas tradicionalmente    confiadas aos psic&oacute;logos, nos seus diversos ambientes de trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, em    pequena escala, nos &uacute;ltimos quinze anos, t&ecirc;m sido desenvolvidos    modos alternativos de atua&ccedil;&atilde;o. Conforme Basto e Achcar (1994),    o sentido destas mudan&ccedil;as, ainda pontuais, seriam os citados a seguir:    (1) os esquemas conceituais, tradicionalmente centrados no plano individual    (indiv&iacute;duo a-hist&oacute;rico, isolado do seu contexto social) estariam    se ampliando para uma concep&ccedil;&atilde;o de sujeito visto na sua interdepend&ecirc;ncia    com o contexto s&oacute;cio-cultural; (2) as fontes de conhecimento, norteadoras    das pr&aacute;ticas, estariam caminhando da perspectiva unidisciplinar para    a multidisciplinaridade, abarcando, em especial, os conhecimentos produzidos    no campo da Sociologia e da Antropologia; (3) a interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    centrada na a&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo isolado sobre um indiv&iacute;duo,    dentro de uma perspectiva curativa (ou de remedia&ccedil;&atilde;o), estaria    evoluindo para uma atua&ccedil;&atilde;o em equipes multiprofissionais, centrada    em contextos, em grupos, com caracter&iacute;sticas preventiva e de prospec&ccedil;&atilde;o;    (4) os recursos t&eacute;cnicos adotados, restritos e origin&aacute;rios basicamente    no &acirc;mbito da pr&oacute;pria Psicologia, estariam se diversificando com    a absor&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas que extrapolam o campo propriamente    "psi"; (5) a clientela atingida pelo campo "psi", predominantemente de classe    m&eacute;dia e com algum poder aquisitivo estaria mais diversificada, atingindo    classes mais populares; (6) a postura "consumista" diante dos conhecimentos,    t&eacute;cnicas e praticas, j&aacute; que gerados em outros contextos e aqui    aplicados de forma acr&iacute;tica, estaria sendo substitu&iacute;da por uma    posi&ccedil;&atilde;o mais "cr&iacute;tica", diante da preocupa&ccedil;&atilde;o    em gerar conhecimentos e tecnologia apropriados &agrave; realidade em que atuam    e, por fim, (7) as "pr&aacute;ticas alternativas" v&ecirc;m ampliando o compromisso    &eacute;tico do profissional, originalmente voltado para o atendimento de necessidades    individuais ("preocupa&ccedil;&atilde;o humanista") e agora mais preocupado    com o engajamento pela transforma&ccedil;&atilde;o social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses novos delineamentos,    trazidos ao campo "psi", provocam conseq&uuml;&ecirc;ncias diretas para a forma&ccedil;&atilde;o    acad&ecirc;mica, no sentido da supera&ccedil;&atilde;o das formas extremamente    limitadas com que tem se desenvolvido o ensino da Psicologia. As fontes analisadas    apontam para a necessidade de integrar, dentro dos pr&oacute;prios cursos, o    vasto conjunto de enfoques e abordagens, sem reduzi-los a um &uacute;nico enfoque    e sem fragmentar mais ainda a fundamenta&ccedil;&atilde;o ora apresentada. Um    outro caminho apresentado &eacute; o da amplia&ccedil;&atilde;o da concep&ccedil;&atilde;o    de ci&ecirc;ncia que embasa grande parte da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    na Psicologia. Este seria um requisito importante para permitir a contempla&ccedil;&atilde;o    destas novas pr&aacute;ticas psicol&oacute;gicas e para o estabelecimento de    um di&aacute;logo mais profundo entre a pesquisa em Psicologia, seu ensino e    os profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na pr&aacute;tica,    n&atilde;o houve propriamente uma estagna&ccedil;&atilde;o nos cursos de forma&ccedil;&atilde;o.    No entanto, as mudan&ccedil;as ocorridas foram superficiais, desenvolvidas somente    nos curr&iacute;culos, abrangendo apenas amplia&ccedil;&otilde;es de cursos,    altera&ccedil;&otilde;es de carga hor&aacute;ria, trocas de disciplinas e modifica&ccedil;&otilde;es    do per&iacute;odo em que s&atilde;o oferecidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Deste modo, fica    evidente que as mudan&ccedil;as curriculares realizadas est&atilde;o aqu&eacute;m    dos requisitos apresentados como necess&aacute;rios no par&aacute;grafo precedente,    distando da possibilidade de atendimento &agrave;s "queixas" de alunos, professores    e profissionais. Parecem ter consistido t&atilde;o somente num esfor&ccedil;o    de acomoda&ccedil;&atilde;o ou de busca de um certo equil&iacute;brio, no sentido    de minimizar a antiga hegemonia da &aacute;rea cl&iacute;nica. Por fim, cabe    destacar alguns dos motivos para o surgimento das chamadas "pr&aacute;ticas    emergentes", apontadas nas fontes analisadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Primeiramente,    embora n&atilde;o analisadas com a devida &ecirc;nfase em v&aacute;rios trabalhos,    est&atilde;o as mudan&ccedil;as sociais, pol&iacute;ticas e culturais mais amplas    em curso no pa&iacute;s. Conforme Bastos e Achcar(1994):</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"... <i>consolidam-se    neste momento pi&aacute;ticas, posturas e concep&ccedil;&otilde;es que foram    geradas lentamente ao longo do per&iacute;odo autorit&aacute;rio e que encontraram    espa&ccedil;o mais prop&iacute;cio &agrave; sua afirma&ccedil;&atilde;o a partir    do processo de democratiza&ccedil;&atilde;o nos anos 80. Ao se preocupar em    olhar a realidade brasileira e em privilegiar os segmentos sociais exclu&iacute;dos    ou as camadas populares, alguns psic&oacute;logos estariam procurando redimir    a profiss&atilde;o pelo modelo, tamb&eacute;m excludente, que a caracterizou    desde os seus prim&oacute;rdios no pa&iacute;s."</i> (Bastos & Achcar, 1994:    266) </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O crescente assalariamento    do psic&oacute;logo, n&atilde;o devidamente ponderado nas fontes consultadas,    &eacute; outro fator a ser considerado na busca de novas pr&aacute;ticas. Resultante    de condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas nacionais desfavor&aacute;veis,    o psic&oacute;logo vem-se transformando num trabalhador assalariado, o que "for&ccedil;ou"    a uma revis&atilde;o das pr&aacute;ticas anteriormente calcadas no modelo profissional    liberal, muitas vezes impregnadas de preconceitos contra o trabalho em situa&ccedil;&atilde;o    institucional. Nesta busca, alguns psic&oacute;logos come&ccedil;aram a se inserir    em institui&ccedil;&otilde;es, o que lhes imp&ocirc;s o relacionamento com outros    profissionais, outra clientela, outras pr&aacute;ticas e modelos te&oacute;rico    e t&eacute;cnicos. Grande parte dos ainda modestos movimentos de transforma&ccedil;&atilde;o    tem sido relacionadas a esta nova inser&ccedil;&atilde;o dos profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, o desenvolvimento    das "pr&aacute;ticas emergentes" deve ser compreendido a partir da sua dupla    motiva&ccedil;&atilde;o: o anseio por atender a uma demanda social mais ampla,    mas tamb&eacute;m uma busca de maior conformidade &agrave;s caracter&iacute;sticas    de um mercado de trabalho cada vez mais estreito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES    FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; preciso    destacar, primeiramente, o empenho do Conselho Federal de Psicologia, durante    v&aacute;rias gest&otilde;es, em capitanear a discuss&atilde;o sobre a forma&ccedil;&atilde;o    em Psicologia, transformar as quest&otilde;es centrais em pesquisas, que reuniram    profissionais dos mais s&eacute;rios de nosso pa&iacute;s, e promover a publica&ccedil;&atilde;o    sistem&aacute;tica dos resultados encontrados. Foram destas fontes, reunidas    em artigos e livros, que pude desenvolver algumas reflex&otilde;es apresentadas    no interior deste trabalho. No sentido de contribuir com a discuss&atilde;o,    no entanto, gostaria de finalizar destacando alguns aspectos que considero importantes    para futuros aprofundamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O primeiro refere-se    &agrave; constata&ccedil;&atilde;o presente em praticamente todos os trabalhos,    &agrave; dicotomia teoria e pr&aacute;tica, ou ainda, produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica versusatua&ccedil;&atilde;o profissional ou mesmo cursos te&oacute;ricos    versus est&aacute;gios. Numa an&aacute;lise mais acurada destas facetas da nossa    profiss&atilde;o, considero mais indicado referir-se a uma certa complementaridade    funcional entre teoria e pr&aacute;tica do que afirmar dicotomias ou contradi&ccedil;&otilde;es    existentes nos cursos de forma&ccedil;&atilde;o. Vejamos: as teorias defasadas    de nossa realidade n&atilde;o seriam o grande alimento, na pr&aacute;tica, da    busca do tecnicismo, do uso de recursos m&iacute;sticos, do ecletismo funcional    e mesmo da postura anti-teoricista encontrada em muitos profissionais e alunos    estagi&aacute;rios? A &ecirc;nfase na forma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica    para a cl&iacute;nica dentro do modelo chamado de tradicional, para o atendimento    individual e com rela&ccedil;&otilde;es contratuais referentes ao profissional    liberal, tamb&eacute;m n&atilde;o est&aacute; em contradi&ccedil;&atilde;o com    as pr&aacute;ticas profissionais. S&atilde;o contundentes as conclus&otilde;es    das pesquisas mais recentes, desta d&eacute;cada: ainda h&aacute; um amplo predom&iacute;nio    das atividades cl&iacute;nicas, marcadas por atua&ccedil;&atilde;o em consult&oacute;rios    particulares, com dedica&ccedil;&atilde;o parcial de tempo, onde a psicoterapia    &eacute; a atividade predominante na sua aplica&ccedil;&atilde;o em clientela    infantil e adulta de classe m&eacute;dia. N&atilde;o &eacute; esta tamb&eacute;m    a demanda (espont&acirc;nea ou n&atilde;o) que os alunos nos trazem para os    cursos de Psicologia? Portanto, longe de serem contradit&oacute;rias, teorias    e pr&aacute;ticas nos cursos de Psicologia t&ecirc;m-se complementado e retroalimentado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta an&aacute;lise    da "dicotomia teoria X pr&aacute;tica", parece traduzir, em contrapartida, a    insatisfa&ccedil;&atilde;o com este modelo frente a uma demanda potencial e    um momento ainda incipiente, mas f&eacute;rtil, de busca de novos paradigmas,    com aporte de outros profissionais, de outras pr&aacute;ticas e de outras disciplinas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; preciso,    no entanto, estar atento &agrave;s "praticas alternativas", ou "novos" paradigmas,    que se avizinham. Al&eacute;m dos chamamentos j&aacute; feitos, no interior    dos trabalhos que analisamos, com os quais concordo, quanto aos perigos que    cercam o pragmatismo t&eacute;cnico, ecl&eacute;tico, m&iacute;stico ou anti-te&oacute;rico,    &eacute; preciso pensar, em profundidade, algumas das "solu&ccedil;&otilde;es"    encontradas e apontadas nos textos. Foram v&aacute;rios os trabalhos que destacaram    as mudan&ccedil;as em curso quanto &agrave; concep&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno    psicol&oacute;gico: as "novas pr&aacute;ticas" estariam caminhando da &ecirc;nfase    no plano individual (indiv&iacute;duo a-hist&oacute;rico, isolado do seu contexto)    para o indiv&iacute;duo visto na sua interdepend&ecirc;ncia com o contexto s&oacute;cio-cultural.    Quanto &agrave; natureza da interven&ccedil;&atilde;o, chamou-se aten&ccedil;&atilde;o    para a mudan&ccedil;a de foco: do indiv&iacute;duo "intra-psi" para a interven&ccedil;&atilde;o    em grupos e em contextos. Em ambos os casos, no entanto, n&atilde;o percebo    "cortes" ou "novos" paradigmas. &Eacute; a mesma concep&ccedil;&atilde;o naturalizada    de indiv&iacute;duo, dotado de uma intimidade e em choque com o seu meio, anteriormente    concebido e tratado isoladamente, que agora reaparece nas "pr&aacute;ticas alternativas",    dentro de um contexto e tratado em grupo. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As problem&aacute;ticas    mais recentes trazidas principalmente por cientistas sociais (Castel, 1978;    Duarte, 1986; Foucault, 1979; Machado, 1978 e Velho, 1986) t&ecirc;m destacado    a predomin&acirc;ncia da configura&ccedil;&atilde;o de valores individualistas    nas modernas sociedades ocidentais. Particularmente, a heterog&ecirc;nea vida    metropolitana, com sua variedade de experi&ecirc;ncias e costumes, contribui    para a diferencia&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is, para a multiplica&ccedil;&atilde;o    de dom&iacute;nios dando um contorno mais intenso &agrave; vida individual.    Exposto a experi&ecirc;ncias diversificadas, vis&otilde;es de mundo contrastantes,    o sujeito intensifica sua autopercep&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duo singular.    Os discursos e as pr&aacute;ticas psicol&oacute;gicas s&atilde;o estimulados,    em parte, em consequ&ecirc;ncia desse tipo de subjetiva&ccedil;&atilde;o individuada    e, por seu turno, estimulam a individualiza&ccedil;&atilde;o. Na forma&ccedil;&atilde;o    'psi" tradicional ou "emergente" h&aacute; uma preval&ecirc;ncia do ensino te&oacute;rico    e de t&eacute;cnicas visando &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de profissionais,    cujas subjetividades individuadas estariam aptas &agrave; constante observa&ccedil;&atilde;o,    avalia&ccedil;&atilde;o e normatiza&ccedil;&atilde;o das intimidades, com o    objetivo de reconduzir os futuros clientes ao modelo individualista predominante    nas sociedades ocidentais modernas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Esta supervaloriza&ccedil;&atilde;o    da categoria indiv&iacute;duo, no entanto, &eacute; particularmente complexificada    em nosso pa&iacute;s. S&atilde;o v&aacute;rios os autores que chamam aten&ccedil;&atilde;o    para o caso especial do Brasil "onde o indiv&iacute;duo que &eacute; a no&ccedil;&atilde;o    moderna (encontra-se) superimposta a um poderoso sistema de rela&ccedil;&otilde;es    pessoais". (Da Matta, 1983: 180)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta discuss&atilde;o    do caso brasileiro assume contornos espec&iacute;ficos, nos anos de prolifera&ccedil;&atilde;o    das pr&aacute;ticas "psi" e dos cursos de forma&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos.    Ap&oacute;s o golpe militar de 1964, ter-se-ia intensificado o que Jane Russo    chama de "individualismo autorit&aacute;rio", resultado de uma negocia&ccedil;&atilde;o    entre o modelo hier&aacute;rquico, que tende a regular as rela&ccedil;&otilde;es    sociais no terreno p&uacute;blico, e o modelo individualista, que tende a se    expandir no espa&ccedil;o do privado, da intimidade. (Russo, 1983)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O "individualismo    autorit&aacute;rio" leva a uma exacerba&ccedil;&atilde;o do plano psicol&oacute;gico    e decorrente valoriza&ccedil;&atilde;o dos fatos da vida pessoal e dos motivos    &iacute;ntimos. Neste substrato cultural, ocorre a intensa expans&atilde;o social    das pr&aacute;ticas e teorias psicol&oacute;gicas, dentre as quais o desenvolvimento    dos cursos de forma&ccedil;&atilde;o de psic&oacute;logos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ap&oacute;s o    golpe militar de 1964 e, particularmente, depois de intensificada a repress&atilde;o,    em 1968, aprofunda-se o processo de individua&ccedil;&atilde;o na sociedade    brasileira. A fam&iacute;lia extensa &eacute; decididamente reduzida &agrave;    fam&iacute;lia nuclear diante de uma conjuntura que refor&ccedil;ava o projeto    individualizante. A interdi&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico    aos movimentos reivindicat&oacute;rios, o medo ao coletivo, diante da amea&ccedil;a    objetiva da repress&atilde;o, intensificam este processo dos sujeitos procurarem,    na fam&iacute;lia, o territ&oacute;rio de privacidade, intimidade e felicidade    poss&iacute;vel e seguro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por seu turno,    esperava-se da fam&iacute;lia, com maior freq&uuml;&ecirc;ncia, a conten&ccedil;&atilde;o    dos desvios de seus membros e uma postura mais atenta &agrave; rela&ccedil;&atilde;o    pais-filhos, &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre os c&ocirc;njuges e aos seus    comportamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estas transforma&ccedil;&otilde;es    e novas exig&ecirc;ncias levam a fam&iacute;lia nuclearizada e seus componentes    a perderem par&acirc;metros, as regras que os conduziam e as pi&aacute;ticas    anteriormente utilizadas para lidar com situa&ccedil;&otilde;es conflituosas.    Cria-se, portanto, uma demanda por interven&ccedil;&otilde;es que possam totalizar    e remapear as subjetividades dos seus membros, demanda respondida pelas pr&aacute;ticas    "psi". </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por seu turno,    o saber e a interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, ao que se pode acrescentar    a medicaliza&ccedil;&atilde;o e pedagogiza&ccedil;&atilde;o, ajudam na constru&ccedil;&atilde;o    desta fam&iacute;lia nuclearizada, com membros individuados, aut&ocirc;nomos,    ocupados mais intensamente com sua intimidade e privacidade, uma vez que o espa&ccedil;o    p&uacute;blico lhe est&aacute; interdito. O psic&oacute;logo se auto-representa    e &eacute; percebido como agente da "nova felicidade", enquanto um dos art&iacute;fices    de uma subjetividade organizada em tomo da liberdade interior, da intimidade.    Amplia seu campo de a&ccedil;&atilde;o &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de    vida ditas normais, valorizando a auto-reflex&atilde;o e o constante escrut&iacute;nio    do sujeito individuado. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muito da "produ&ccedil;&atilde;o    emergente" desenvolvida a partir dos anos 80, cujos eixos inovadores apresentamos    sinteticamente, na se&ccedil;&atilde;o anterior, compartilha deste movimento    expansionista da Psicologia, n&atilde;o se constituindo numa constru&ccedil;&atilde;o    nova, mas na exacerba&ccedil;&atilde;o e prolifera&ccedil;&atilde;o mais minuciosa    do velho paradigma individualista.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por fim, gostaria    de destacar que propostas e considera&ccedil;&otilde;es a serem feitas para    mudan&ccedil;as nos cursos de forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem se esgotar    nos pr&oacute;prios cursos ou profissionais "psi". Nossa forma&ccedil;&atilde;o    e os modelos de interven&ccedil;&atilde;o que utilizamos s&atilde;o marcas de    uma &eacute;poca, a modernidade, e pens&aacute;-las criticamente implica, no    m&iacute;nimo, o aporte a outras disciplinas, al&eacute;m do saber "psi", ademais    gerado nesta pr&oacute;pria matriz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Castel, R. (1978).    <i>O psicanalismo.</i> Rio de Janeiro: Graal.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063392&pid=S1414-9893199700010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Duarte, L.F.D.    (1986). <i>Da vida nervosa das classes trabalhadoras urbanas.</i> Rio de Janeiro:    Zahar.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063393&pid=S1414-9893199700010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Machado, R. (org)    (1978). <i>Dana&ccedil;&atilde;o da norma.</i> Rio de Janeiro: Graal.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063394&pid=S1414-9893199700010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Velho, G. (1986).    <i>Subjetividade e sociedade.</i> Rio de Janeiro: Zahar.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063395&pid=S1414-9893199700010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Costa, J.F. (1979).    <i>Ordem m&eacute;dica e norma familiar.</i> Rio de Janeiro: Graal.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063396&pid=S1414-9893199700010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Figueira, S. (1985).    <i>Cultura da Psican&aacute;lise.</i> S&atilde;o Paulo: Brasiliense.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063397&pid=S1414-9893199700010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Figueiredo, L.C.    (1992). <i>A inven&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo: quatro s&eacute;culos    de subjetiva&ccedil;&atilde;o.</i> S&atilde;o Paulo: EDUC/ Escuta.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063398&pid=S1414-9893199700010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Russo, J. (1993).    <i>O corpo contra a palavra: as terapias cosporais no campo psicol&oacute;gico    nos anos 80. Rio</i> de Janeiro: Editora da UFRJ. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063399&pid=S1414-9893199700010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Orlandi, E.P. (1987).    <i>A linguagem e seu funcionamento: as formas do discurso.</i> 2ª ed. Campinas:    Pontes</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063400&pid=S1414-9893199700010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Orlandi, E.P. (org).    (1994). <i>Gestos de leitura: da Hist&oacute;ria no discurso.</i> Campinas:    Editora da Unicamp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063401&pid=S1414-9893199700010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Massimi, M. (1990). <i>Hist&oacute;ria da Psicologia no    Brasil.</i> S&atilde;o Paulo: EPU.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063402&pid=S1414-9893199700010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Penna, A.G. (1992).    <i>Hist&oacute;ria da Psicologia no Rio de Janeiro.</i> Rio de Janeiro: Imago.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063403&pid=S1414-9893199700010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bastos, A.V.B.    (1989). Psic&oacute;logo brasileiro: sua atua&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o    profissional. <i>Psicologia Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o,</i> 9, n&deg;    1, 12-15.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063404&pid=S1414-9893199700010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Figueiredo, L.C.    (1995). <i>Revisitando as Psicologias: da epistemiologia &agrave; &eacute;tica    das pi&aacute;ticas e discursos psicol&oacute;gicos.</i> S&atilde;o Paulo: EDUC.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063405&pid=S1414-9893199700010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Francisco, A.L.;    Bastos, A.V.B. (1992). Conhecimento, forma&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica,    o necess&aacute;rio caminho da integra&ccedil;&atilde;o. Em Conselho Federal    de Psicologia. <i>Psic&oacute;logo brasileiro: constru&ccedil;&atilde;o de novos    espa&ccedil;os</i> (p. 213-216). Campinas: &Aacute;tomo. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063406&pid=S1414-9893199700010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Botom&eacute;,    S.P.; Delia Coleta, J.A.; Matos, M.A. (1988). Contribui&ccedil;&otilde;es para    a defini&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica cient&iacute;fica. <i>Psicologia    Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o,</i> 8, n&deg; 2, 31 -36.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063407&pid=S1414-9893199700010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Carvalho, A.M.A.    (1984). Alguns elementos para uma reflex&atilde;o sobre os rumos da profiss&atilde;o    e da forma&ccedil;&atilde;o. <i>Psicologia Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o,</i>    4, n&deg; 2, 7-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063408&pid=S1414-9893199700010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Conselho Federal de Psicologia. (1994). <i>Pr&aacute;ticas    emergentes e desafios para a forma&ccedil;&atilde;o.</i> S&atilde;o Paulo: Casa    do Psic&oacute;logo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063409&pid=S1414-9893199700010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bastos, A.V.B.;    Achcar, R. (1994). Din&acirc;mica profissional e forma&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo:    uma perspectiva de integra&ccedil;&atilde;o. Em conselho Federal de Psicologia.    <i>Pr&aacute;ticas emergentes e desafios para a forma&ccedil;&atilde;o,</i>    (p. 249-266). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2063410&pid=S1414-9893199700010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i><a name="back1"></a></i><a href="#top1">1</a>    <i> Esta pesquisa est&aacute; inserida no Projeto Integrado "A produ&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica sobre educa&ccedil;&atilde;o superior no Brasil, 1968-1995:    avalia&ccedil;&atilde;o e perspectivas; coordenado pela Profª Mar&iacute;lia    Morosine da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, no Rio de Janeiro,    pela Profª Maria de Lourdes de Albuquerque F&aacute;vero da Universidade Federal    do Rio de Janeiro. Temos contado com o financiamento da FAPERJ, CNPq e da Universidade    do Estado do Rio de Janeiro.    <br>   <a name="back2"></a></i><a href="#top2">2</a> <i>No trato das fontes escritas,    foram utilizadas as formula&ccedil;&otilde;es te&oacute;rico-metodo/&oacute;gicas    da "An&aacute;lise de Discurso" (ORLANDI, E. P. A linguagem e seu funcionamento:    as formas do discurso. 2.ed. Campinas: Pontes, 1987; ORLANDI, E P. (org). Cestos    de leitura: da Hist&oacute;ria no discurso. Campinas: Editora da UNICAMP, 1994.),    principalmente, pelo relevo que dispensa ao processo e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    da produ&ccedil;&atilde;o discursiva.    <br>   <a name="back3"></a></i><a href="#top3">3</a> <i>Este percentual &eacute; bastante    elevado, mesmo considerando-se que esta resposta era espont&acirc;nea na ficha    de inscri&ccedil;&atilde;o que os psic&oacute;logos preenchiam para requerer    o seu registro.</i></font></p>      ]]></body>
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