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<journal-title><![CDATA[Psicologia: Ciência e Profissão]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prazer e sofrimento no trabalho: representações sociais de profissionais de recursos humanos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study describes the social representation of well-being and suffering at work built by the Human Resources professionals of Banco do Brasil. The research is based on the Work Psychodynamic Theory and Social Representation Theory. The adopted methodology is qualitative-oriented, using the focus group technique as the main form of data collection. Informers recognize the existence of well-being and suffering circunstances in the organization and assume that the Human Resources professional should take an active role in these circumstances with the purpose of minimizing suffering and maximizing well-being.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sofrimento e prazer no trabalho]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[psicodinâmica do trabalho]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Prazer    e sofrimento no trabalho: representa&ccedil;&otilde;es sociais de profissionais    de recursos humanos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Roque Tadeu    Gui</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Psic&oacute;logo    Anal&iacute;tico (Junguiano). Psic&oacute;logo Organizacional. Especialista    em Gest&atilde;o de Pessoas no Banco do Brasil. Mestrando em Psicologia na Universidade    de Bras&iacute;lia (UnB)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo descreve    as representa&ccedil;&otilde;es sociais de profissionais da &aacute;rea de Recursos    Humanos do Banco do Brasil sobre prazer e sofrimento no trabalho. A pesquisa    tem fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica na Psicodin&acirc;mica do Trabalho    e na Teoria das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais. A metodologia adotada    &eacute; de orienta&ccedil;&atilde;o qualitativa, utilizando-se a t&eacute;cnica    do grupo focal como principal meio de coleta dos dados. Os participantes da    pesquisa reconhecem a exist&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es que geram    prazer e sofrimento no Banco do Brasil e admitem que &eacute; papel dos profissionais    de Recursos Humanos intervir nas situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento, com    o objetivo de diminu&iacute;-lo e de potencializar as viv&ecirc;ncias de prazer    na Organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Sofrimento e prazer no trabalho, representa&ccedil;&otilde;es sociais, psicodin&acirc;mica    do trabalho.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This study describes    the social representation of well-being and suffering at work built by the Human    Resources professionals of Banco do Brasil. The research is based on the Work    Psychodynamic Theory and Social Representation Theory. The adopted methodology    is qualitative-oriented, using the focus group technique as the main form of    data collection. Informers recognize the existence of well-being and suffering    circunstances in the organization and assume that the Human Resources professional    should take an active role in these circumstances with the purpose of minimizing    suffering and maximizing well-being.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Suffering and well-being at work, social representation, work psychodynamic.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Sofrer ou N&atilde;o    Sofrer, Esta &eacute; a Quest&atilde;o?</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos na &aacute;rea    de sa&uacute;de mental e trabalho t&ecirc;m abordado o tema do sofrimento ps&iacute;quico    nas organiza&ccedil;&otilde;es em suas m&uacute;ltiplas facetas. Alguns investigam    a quest&atilde;o do sofrimento em categorias profissionais espec&iacute;ficas    e at&eacute; mesmo do profissional banc&aacute;rio<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>.    N&atilde;o &eacute; de nosso conhecimento, contudo, a exist&ecirc;ncia de trabalhos    que abordem as representa&ccedil;&otilde;es sociais sobre prazer e sofrimento    no trabalho constru&iacute;das por profissionais de Recursos Humanos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estamos interessados    em conhecer as cren&ccedil;as, opini&otilde;es, atitudes e sentimentos sobre    o prazer e o sofrimento vividos pelos funcion&aacute;rios do Banco do Brasil,    na perspectiva daqueles profissionais que t&ecirc;m exatamente por atribui&ccedil;&atilde;o    lidar com quest&otilde;es cr&iacute;ticas para o bem-estar das pessoas na Organiza&ccedil;&atilde;o.    Interesse de pesquisa, por um lado. Por outro, a suspeita de que os achados    deste estudo possam servir para uma melhor compreens&atilde;o das fontes de    sofrimento do fazer banc&aacute;rio e, em particular, do fazer banc&aacute;rio    produzido no Banco do Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se imaginar    que o profissional de Recursos Humanos de uma empresa como o Banco do Brasil    construa representa&ccedil;&otilde;es muito peculiares sobre o tema, seja com    base em suas pr&oacute;prias viv&ecirc;ncias de prazer e sofrimento - oriundas    do embate entre os registros subjetivos de cada um e as caracter&iacute;sticas    da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho na Unidade de Recursos Humanos - seja    com base na percep&ccedil;&atilde;o e no entendimento que constroem sobre o    que se passa com seus companheiros de empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora compartilhem    quest&otilde;es comuns com esses parceiros de profiss&atilde;o, os profissionais    de Recursos Humanos vivenciam problemas espec&iacute;ficos de sua posi&ccedil;&atilde;o    na empresa, tais como os conflitos entre seus valores pessoais e os da organiza&ccedil;&atilde;o    e os medos e ansiedades originados por um pensar que eventualmente se coloque    na contram&atilde;o da ortodoxia da Unidade e que nem sempre &eacute; bem aceito    por seus superiores...</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao quadro de ang&uacute;stias,    agregam-se os dilemas das decis&otilde;es que precisam ser tomadas ou implementadas    e que afetam a vida de outros, pessoas como eles. Estamos falando de profissionais    que se v&ecirc;em diante de dramas humanos que s&atilde;o ao mesmo tempo os    seus.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Adiantemos, desde    j&aacute;, que n&atilde;o se pretende, neste estudo, encontrar racionaliza&ccedil;&otilde;es    que auxiliem a ignorar e suportar o sofrimento, nem de atribuir &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    todos os males que afligem o trabalhador. Trata-se, antes, de buscar formas    de transformar o trabalho em mediador para a sa&uacute;de. Conforme Dejours    (1996, p. 137): "O sofrimento &eacute; inevit&aacute;vel e ub&iacute;quo. Ele    tem ra&iacute;zes na hist&oacute;ria singular de todo sujeito, sem exce&ccedil;&atilde;o.    Ele repercute no teatro do trabalho ao entrar numa rela&ccedil;&atilde;o, cuja    complexidade j&aacute; vimos, com a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A compreens&atilde;o    que os profissionais de Recursos Humanos possuem a respeito do sofrimento humano    nas organiza&ccedil;&otilde;es influi nas concep&ccedil;&otilde;es, atitudes    e decis&otilde;es por eles tomadas e na maneira como lidam com as pessoas na    empresa. Por outro lado, oferece o suporte ideol&oacute;gico &agrave;s estrat&eacute;gias    e &agrave;s a&ccedil;&otilde;es da &aacute;rea de Recursos Humanos. E se, por    alguma raz&atilde;o, a&iacute; ocorre uma disson&acirc;ncia, surge o conflito    de valores e o sofrimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Objetivos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objeto deste    estudo s&atilde;o as representa&ccedil;&otilde;es sociais de profissionais de    Recursos Humanos do Banco do Brasil sobre prazer e sofrimento no trabalho. Para    descrever o campo representacional constru&iacute;do por esses profissionais,    partimos das seguintes perguntas de pesquisa:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Quais s&atilde;o    as representa&ccedil;&otilde;es sociais constru&iacute;das por profissionais    de Recursos Humanos do Banco do Brasil a respeito do sofrimento e prazer no    trabalho?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Quais s&atilde;o    as fontes de sofrimento no trabalho, na vis&atilde;o desses profissionais?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Como diminuir    o sofrimento no trabalho, ou transform&aacute;-lo em sofrimento criativo?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Como potencializar    o prazer no trabalho?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Qual &eacute;    o impacto do sofrimento patog&ecirc;nico sobre o indiv&iacute;duo e sobre a    organiza&ccedil;&atilde;o?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#149; Qual &eacute;    o papel do profissional de Recursos Humanos em face do fen&ocirc;meno "prazer    e sofrimento"?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inten&ccedil;&atilde;o    primordial da pesquisa n&atilde;o &eacute; demonstrar que os profissionais de    Recursos Humanos sofrem; em algumas situa&ccedil;&otilde;es, isso de fato ocorre.    N&atilde;o nos preocupamos em distinguir, com precis&atilde;o, a vis&atilde;o    sobre o pr&oacute;prio sofrimento da percep&ccedil;&atilde;o sobre o sofrimento    vivenciado pelos demais profissionais do Banco do Brasil. Acolhemos ambas as    perspectivas como leg&iacute;timas componentes do campo representacional constru&iacute;do    pelos profissionais de Recursos Humanos. Como se sabe, por meio dos estudos    de Dejours e outros, o prazer e o sofrimento n&atilde;o s&atilde;o apan&aacute;gios    de nenhuma categoria profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Contribui&ccedil;&otilde;es    do Estudo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo foi realizado    como requisito parcial para a obten&ccedil;&atilde;o do Certificado de Especializa&ccedil;&atilde;o    em Recursos Humanos outorgado pela Universidade de S&atilde;o Paulo - Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto de Administra&ccedil;&atilde;o - e pela Unidade de Recursos Humanos    do Banco do Brasil. &Eacute; importante ressaltar que, em pesquisa dessa natureza,    ou seja, realizada sob o patroc&iacute;nio de uma empresa, existe uma expectativa    de retorno do investimento na forma de conhecimentos aplic&aacute;veis no aperfei&ccedil;oamento    dos processos de recursos humanos da patrocinadora, no caso o Banco do Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a pesquisa    contribui para uma reflex&atilde;o sobre a subjetividade do profissional de    Recursos Humanos do Banco do Brasil quando confrontado pelas viv&ecirc;ncias    de prazer e sofrimento no trabalho, propiciando o conhecimento sobre as vicissitudes    inerentes &agrave; sua atividade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    coloca em quest&atilde;o o modelo de processo de trabalho prescrito e sua influ&ecirc;ncia    na produ&ccedil;&atilde;o, evidenciando que a gest&atilde;o coletiva da organiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho permite a emerg&ecirc;ncia do prazer ou a transforma&ccedil;&atilde;o    do sofrimento em criatividade, na medida em que possibilita o engajamento do    trabalhador na atividade sem maiores preju&iacute;zos &agrave; sa&uacute;de    mental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa oferece,    ainda, insumos para a forma&ccedil;&atilde;o do profissional de Recursos Humanos    do Banco do Brasil e para a reflex&atilde;o sobre o papel dos profissionais    de Recursos Humanos em geral, no interior das organiza&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"...o objeto das    Ci&ecirc;ncias Sociais &eacute; essencialmente qualitativo " (Minayo, 1998,    p. 21).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Procuramos fazer    justi&ccedil;a ao objeto de nossa pesquisa, considerando a natureza qualitativa    da experi&ecirc;ncia humana, expressa aqui pela fala dos entrevistados. Isso    implica, segundo Minayo (1998, p. 22), "considerar o sujeito de estudo &#91;como&#93;    gente, em determinada condi&ccedil;&atilde;o social, pertencente a determinado    grupo social ou classe com suas cren&ccedil;as, valores e significados. Implica    tamb&eacute;m considerar que o objeto das ci&ecirc;ncias sociais &eacute; complexo,    contradit&oacute;rio, inacabado, e em permanente transforma&ccedil;&atilde;o".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    concebendo representa&ccedil;&atilde;o social como "um processo social que envolve    comunica&ccedil;&atilde;o e discurso ao longo do qual significados e objetos    sociais s&atilde;o constru&iacute;dos e elaborados" (Wagner, 1999, p. 149),    consideramos a metodologia qualitativa como a mais adequada aos nossos prop&oacute;sitos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo &eacute;    de natureza descritiva e de car&aacute;ter explorat&oacute;rio. Segundo Gil    (1995, p. 45), as pesquisas descritivas "... t&ecirc;m como objetivo primordial    a descri&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de determinada popula&ccedil;&atilde;o    ou fen&ocirc;meno ou o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis".    E, ainda segundo CIL (1995, pp. 44-45):</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"As pesquisas explorat&oacute;rias    t&ecirc;m como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos    e id&eacute;ias, com vistas &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de problemas mais    precisos ou hip&oacute;teses pesquis&aacute;veis para estudos posteriores. &#91;...&#93;    Pesquisas explorat&oacute;rias s&atilde;o desenvolvidas com o objetivo de proporcionar    vis&atilde;o geral, de tipo aproximativo, acerca de determinado fato. Esse tipo    de pesquisa &eacute; realizado especialmente quando o tema escolhido &eacute;    pouco explorado e torna-se dif&iacute;cil sobre ele formular hip&oacute;teses    precisas e operacionaliz&aacute;veis."</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, o car&aacute;ter    explorat&oacute;rio deste estudo deve-se ao fato de haver poucas pesquisas sistematizadas    voltadas para o tema do sofrimento e do prazer vinculados ao trabalho do profissional    qualificado (Mendes, 1994). Pesquisas sobre sofrimento e prazer no trabalho    t&ecirc;m sido desenvolvidas com algumas categorias profissionais da &aacute;rea    de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o. Desconhecemos a exist&ecirc;ncia    de trabalhos que tenham sido realizados com profissionais de Recursos Humanos    sobre a tem&aacute;tica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Buscamos a fundamenta&ccedil;&atilde;o    te&oacute;rica da presente pesquisa na literatura cient&iacute;fica sobre a    "Psicodin&acirc;mica do Trabalho" e a "Teoria das Representa&ccedil;&otilde;es    Sociais".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dada a natureza    do tema - representa&ccedil;&otilde;es sobre prazer e sofrimento - e a necessidade    de contarmos com a espontaneidade nas manifesta&ccedil;&otilde;es dos participantes,    optamos por compor grupo de volunt&aacute;rios, mediante convite, subdividindo-o    de maneira a assegurar a maior representatividade poss&iacute;vel do coletivo    de profissionais da Unidade de Recursos Humanos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O grupo participante    totalizou 75 funcion&aacute;rios, a saber: o Diretor de Recursos Humanos; o    Superintendente Executivo de Recursos Humanos; os Gerentes Executivos da Unidade    (exceto um); os Gerentes de Divis&atilde;o da Unidade; funcion&aacute;rios detentores    de diferentes cargos (analista s&ecirc;nior, pleno, j&uacute;nior e assistente);    funcion&aacute;rios das unidades regionais, ou seja, dos Centros de Desenvolvimento    Profissional (CEFOR) e dos Servi&ccedil;os de Seguran&ccedil;a e Medicina do    Trabalho (SESMT).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Diretor, o Superintendente    Executivo e os Gerentes Executivos (grupo <b>"Dirigentes")</b> foram ouvidos    por meio de entrevistas individuais, em fun&ccedil;&atilde;o da dificuldade    de agendar suas participa&ccedil;&otilde;es em grupos focais. Os funcion&aacute;rios    dos <b>CEFOR</b> e <b>SESMT</b> responderam question&aacute;rios e os demais    funcion&aacute;rios da Unidade participaram de seis grupos focais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Morgan    (1997), a marca registrada do grupo focal &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o    expl&iacute;cita da intera&ccedil;&atilde;o grupai para produzir dados e <i>insights</i>    que seriam menos acess&iacute;veis sem a intera&ccedil;&atilde;o encontrada    em grupo. A principal vantagem do grupo focai &eacute; a oportunidade de observar    uma quantidade muito maior de intera&ccedil;&atilde;o a respeito de um tema    em um per&iacute;odo limitado. No grupo focal n&atilde;o se busca o consenso    e, sim, a pluralidade de id&eacute;ias. Assim, a &ecirc;nfase est&aacute; na    intera&ccedil;&atilde;o dentro do grupo, em torno de t&oacute;picos oferecidos    pelo pesquisador, que tipicamente assume o papel de moderador. O principal interesse    &eacute; que seja recriada, desse modo, uma forma de contexto ou de ambiente    social onde o indiv&iacute;duo pode interagir com os demais, defendendo &agrave;s    vezes suas opini&otilde;es ou contestando as dos outros. Essa abordagem possibilita    tamb&eacute;m ao pesquisador aprofundar sua compreens&atilde;o das respostas    obtidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que se refere    &agrave; pesquisa de Representa&ccedil;&otilde;es Sociais por meio do uso da    t&eacute;cnica de grupo focal, S&Aacute; (1998, p. 93) diz:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Seu interesse    para o campo das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais reside no fato de que    ela de certo modo simula as conversa&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas pelas    quais as representa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o veiculadas na vida cotidiana.    &#91;...&#93; Em que pese um certo grau de artificialidade, os grupos focais    podem fazer emergir uma boa quantidade dos mesmos temas e argumentos que fariam    parte de uma conversa&ccedil;&atilde;o sobre o assunto no ambiente natural".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As quest&otilde;es    orientadoras dos grupos focais, das entrevistas e dos question&aacute;rios foram    elaboradas a partir da defini&ccedil;&atilde;o a <i>priori</i> de categorias,    sugeridas pela literatura sobre Psicodin&acirc;mica do Trabalho:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Significado    do Trabalho</b> - valor atribu&iacute;do ao trabalho;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Conhecimento    do Trabalho</b> - valor atribu&iacute;do ao conhecimento das atividades e dos    objetivos do trabalho; n&iacute;vel de conhecimento relatado;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Controle sobre    o Trabalho</b> - valor atribu&iacute;do ao poder exercido sobre as atividades;    n&iacute;vel de controle exercido;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Relacionamento    Interpessoal</b> - valor atribu&iacute;do ao relacionamento interpessoal na    equipe, entre pares e entre chefia e subordinados; qualidade do relacionamento;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Conceito de    Prazer e de Sofrimento</b> - concep&ccedil;&otilde;es sobre prazer e sofrimento;    associa&ccedil;&otilde;es ideacionais e afetivas com o conceito;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Exist&ecirc;ncia    de Prazer e de Sofrimento na Organiza&ccedil;&atilde;o</b> - constata&ccedil;&atilde;o    subjetiva sobre a exist&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de prazer e de    sofrimento no Banco do Brasil;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Causas do Prazer    e do Sofrimento</b> - fatores causais ou favorecedores da emerg&ecirc;ncia de    prazer e de sofrimento na situa&ccedil;&atilde;o de trabalho;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Efeitos do Prazer    e do Sofrimento no Indiv&iacute;duo</b> - conseq&uuml;&ecirc;ncias para o indiv&iacute;duo    atribu&iacute;das &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de prazer e de sofrimento;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Efeitos do Prazer    e do Sofrimento na Organiza&ccedil;&atilde;o</b> - conseq&uuml;&ecirc;ncias    para o Banco do Brasil atribu&iacute;das &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de    prazer e de sofrimento;</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Formas de lidar    com o Sofrimento</b> - estrat&eacute;gias defensivas, individuais e coletivas,    utilizadas para lidar com o sofrimento, positiva ou negativamente; e</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Papel do Profissional    de Recursos Humanos</b> - responsabilidades relativas ao gerenciamento das situa&ccedil;&otilde;es    de prazer e de sofrimento atribu&iacute;das ao profissional de Recursos Humanos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As entrevistas    individuais e as falas dos participantes dos grupos focais foram registradas    em fitas cassetes, posteriormente transcritas. A leitura geral do material transcrito    e das respostas aos question&aacute;rios confirmaram as categorias pr&eacute;-definidas.    O conte&uacute;do das falas foi recortado e resumido nas 11 categorias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizamos a abordagem    qualitativa de <b>an&aacute;lise de conte&uacute;dos</b> (Laville & Dionne,    1999, p. 226):</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"O pesquisador    decide prender-se &agrave;s nuan&ccedil;as de sentido que existem entre as unidades    de an&aacute;lise, aos elos l&oacute;gicos entre essas unidades ou entre as    categorias que as re&uacute;nem, visto que a significa&ccedil;&atilde;o de um    conte&uacute;do reside largamente na especificidade de cada um de seus elementos    e na das rela&ccedil;&otilde;es entre eles, especificidade que escapa ami&uacute;de    ao dom&iacute;nio do mensur&aacute;vel."</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Utilizamos a estrat&eacute;gia    de associar os dados a um modelo te&oacute;rico - a Psicodin&acirc;mica do Trabalho    -com a finalidade de compar&aacute;-los e melhor compreender as representa&ccedil;&otilde;es    constru&iacute;das pelos participantes. Buscamos examinar as unidades de sentido,    as inter-rela&ccedil;&otilde;es entre essas unidades e entre as categorias em    que elas foram reunidas. Comparamos, ainda, as representa&ccedil;&otilde;es    dos grupos pesquisados, procurando semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as, corrobora&ccedil;&otilde;es    e contradi&ccedil;&otilde;es. O procedimento aproxima-se da estrat&eacute;gia    descrita por Laville & Dionne (op. cit., p. 227) denominada "constru&ccedil;&atilde;o    iterativa de uma explica&ccedil;&atilde;o" que se presta particularmente aos    estudos de car&aacute;ter explorat&oacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Frases representativas    da fala dos participantes foram selecionadas, compondo o quadro de an&aacute;lise    das categorias. Essa estrat&eacute;gia - mais do que um simples recurso de ilustra&ccedil;&atilde;o    - foi utilizada com o prop&oacute;sito de resgatar o significado e o colorido    afetivo das manifesta&ccedil;&otilde;es dos participantes, ofuscados pelas diversas    redu&ccedil;&otilde;es inevit&aacute;veis no processo de tratamento dos dados    e de an&aacute;lise do conte&uacute;do.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde o in&iacute;cio    da pesquisa, decid&iacute;ramos que seria dado um retorno dos resultados aos    participantes dos grupos. Tratou-se de decis&atilde;o metodol&oacute;gica com    vistas a envolver o grupo pesquisado no processo de avalia&ccedil;&atilde;o    dos resultados obtidos, ou seja, verificar se as an&aacute;lises e interpreta&ccedil;&otilde;es    eram aderentes &agrave;s suas representa&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de possibilitar    a elabora&ccedil;&atilde;o de propostas de a&ccedil;&atilde;o para o ambiente    da Unidade de Recursos Humanos no que concerne ao tema. A devolu&ccedil;&atilde;o    ocorreu em encontro realizado na pr&oacute;pria Unidade com cerca de metade    dos participantes dos grupos focais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"Perceber o sofrimento    alheio provoca uma experi&ecirc;ncia sens&iacute;vel e uma emo&ccedil;&atilde;o    a partir das quais se associam pensamentos cujo conte&uacute;do depende da hist&oacute;ria    particular do sujeito que percebe: culpa, agressividade, prazer etc. A percep&ccedil;&atilde;o    do sofrimento alheio provoca, pois, um processo <i>afetivo.</i> A impossibilidade    de exprimir e elaborar o sofrimento no trabalho constitui importante obst&aacute;culo    ao reconhecimento do sofrimento dos que est&atilde;o sem emprego" (Dejours,    1999, pp.45-46).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo nos    levou a investigar as representa&ccedil;&otilde;es de profissionais de Recursos    Humanos em torno de v&aacute;rias categorias relacionadas com a tem&aacute;tica    do prazer e do sofrimento no trabalho. Recordemos que as representa&ccedil;&otilde;es    aqui relatadas s&atilde;o constru&iacute;das por profissionais de Recursos Humanos    do Banco do Brasil e n&atilde;o reinvidicam qualquer pretens&atilde;o de corresponder    &agrave;s vis&otilde;es de todo o quadro funcional da Institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por&eacute;m, antes    das conclus&otilde;es, ou&ccedil;amos um pouco da fala dos participantes:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"O trabalho    ainda &eacute; uma base para a fundamenta&ccedil;&atilde;o da identidade de    cada um..."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"A maioria tem    o conhecimento dos detalhes operacionais do seu trabalho, mas n&atilde;o tem    no&ccedil;&atilde;o de onde ele se encaixa."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"As pessoas    s&oacute; est&atilde;o cumprindo rotinas; n&atilde;o t&ecirc;m capacidade de    vencer desafios, de estarem trazendo a mudan&ccedil;a para o ambiente de trabalho,    gerando apatia e uma forte submiss&atilde;o."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu acho que    cada vez est&aacute; aumentando mais o discurso da equipe e cada vez mais se    est&aacute; trabalhando individualmente."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"...isso</i>    se <i>torna sofrimento:</i> a <i>press&atilde;o pelo resultado</i> e <i>a realiza&ccedil;&atilde;o    de um trabalho sem sentido, um trabalho mon&oacute;tono</i> e que <i>n&atilde;o    leva a nada..."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"A empresa vive    uma fachada muito bonita, pois &eacute; falsa a gest&atilde;o participativa    e o funcion&aacute;rio sente-se cada vez mais tolhido."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu n&atilde;o    me importo de trabalhar uma ou duas horas a mais que o previsto no meu ambiente    de trabalho, mas</i> a <i>organiza&ccedil;&atilde;o me recompensa por causa    disso? Quer dizer: h&aacute; justi&ccedil;a no ambiente de trabalho? As regras    s&atilde;o claras ? S&atilde;o transparentes ? Todas as pessoas t&ecirc;m oportunidades    iguais?"</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu acho que    tem pessoas que v&atilde;o guardando, guardando ... Acho que n&atilde;o s&atilde;o    poucas as pessoas que s&atilde;o assim. Tanto &eacute; que a gente v&ecirc;    muita gente com dor de cabe&ccedil;a. Tem gente que tem problemas de press&atilde;o,    de cora&ccedil;&atilde;o. Tudo vai se acumulando."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"A organiza&ccedil;&atilde;o    perde espa&ccedil;o porque os funcion&aacute;rios se encolhem, deixam de ousar,    de serem criativos e n&atilde;o doam suas id&eacute;ias &agrave; empresa."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Voc&ecirc;,    de tanto n&atilde;o ter sa&iacute;da, come&ccedil;a a ridicularizar o pr&oacute;prio    sofrimento."</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Eu vejo a Unidade    de Recursos Humanos como uma f&aacute;brica de emo&ccedil;&otilde;es. N&oacute;s    produzimos sempre, constantemente. N&oacute;s poder&iacute;amos produzir emo&ccedil;&otilde;es    positivas, criar expectativas e cumpri-las."</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <b>exist&ecirc;ncia    de prazer e sofrimento</b> nos processos de trabalho &eacute; reconhecida por    todos os participantes e vincula-se diretamente &agrave; qualidade das rela&ccedil;&otilde;es    interpessoais, ao tipo e &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho. Os    <b>Dirigentes</b> reconhecem uma dualidade conflitiva entre sofrimento e prazer    no trabalho e demonstram preocupa&ccedil;&atilde;o em encontrar motivos e buscar    propostas que minimizem o sofrimento e potencializem o prazer. As representa&ccedil;&otilde;es    a respeito do <b>significado do trabalho</b> referem-se &agrave; sua import&acirc;ncia    para a sobreviv&ecirc;ncia, principalmente para os profissionais que n&atilde;o    ocupam posi&ccedil;&atilde;o de ger&ecirc;ncia, como &eacute; o caso dos analistas    que participaram da pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lembremos que o    n&atilde;o-reconhecimento do significado do pr&oacute;prio trabalho induz ao    desest&iacute;mulo e o trabalho passa a ser visto como algo desinteressante    (Codo, 1998). Da&iacute; para o surgimento do sofrimento ps&iacute;quico &eacute;    apenas um passo: com a perda do significado do trabalho, ocorre uma ruptura    entre a subjetividade e a objetividade, entre o eu e o mundo. Essa ruptura retira    do indiv&iacute;duo o interesse e o controle sobre o trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As representa&ccedil;&otilde;es    sobre o <b>conhecimento do trabalho</b> apontam-no como um aspecto muito deficiente:    a grande maioria dos funcion&aacute;rios do Banco, segundo os participantes    da pesquisa, n&atilde;o conhece o trabalho que realiza. O conhecimento do trabalho    em sua dimens&atilde;o mais ampla pode favorecer a emerg&ecirc;ncia de novos    significados sobre a sua import&acirc;ncia para a organiza&ccedil;&atilde;o    e para a sociedade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O <b>controle sobre    o trabalho</b> &eacute; representado de forma bastante homog&ecirc;nea: os funcion&aacute;rios    possuem pouca inger&ecirc;ncia sobre o pr&oacute;prio trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como era de se    esperar, os <b>Dirigentes</b> atribuem grande import&acirc;ncia &agrave; participa&ccedil;&atilde;o    dos funcion&aacute;rios. Admitem, contudo, que a pr&aacute;tica difere do discurso    e que os obst&aacute;culos para um maior controle do trabalho pelo pr&oacute;prio    funcion&aacute;rio ainda existem, oriundos n&atilde;o apenas da rigidez gerencial    como tamb&eacute;m do anseio de alguns funcion&aacute;rios de serem conduzidos.    Contudo, o tema da interfer&ecirc;ncia nos processos de trabalho n&atilde;o    &eacute; quest&atilde;o pac&iacute;fica nem mesmo para os <b>Dirigentes</b>    e <b>Gerentes de Divis&atilde;o.</b> Segundo eles, a organiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho estimula os comportamentos individualistas, seja atrav&eacute;s    do excesso de trabalho, seja pela press&atilde;o por resultados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A defini&ccedil;&atilde;o    de senso comum para prazer e sofrimento - <b>conceito de prazer e sofrimento</b>    - &eacute; formulada em termos da descri&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es    onde ocorrem essas viv&ecirc;ncias: ora prazer e sofrimento s&atilde;o representados    por meio de fatores causais, ora mediante a indica&ccedil;&atilde;o de conseq&uuml;&ecirc;ncias.    Embora os "conceitos" de prazer n&atilde;o sejam homog&ecirc;neos entre os grupos,    os <b>Gerentes de Divis&atilde;o</b> e os <b>Dirigentes</b> representam-no mediante    associa&ccedil;&otilde;es com o sucesso do empreendimento ("da equipe"), surgindo    da&iacute; certo sentimento de satisfa&ccedil;&atilde;o ("realiza&ccedil;&atilde;o    pessoal"), j&aacute; que pelo menos parte do reconhecimento usufru&iacute;do    pelos gestores deriva da visibilidade dos resultados alcan&ccedil;ados por suas    equipes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Interesse pelo    trabalho e reconhecimento s&atilde;o os principais elementos relacionados ao    prazer pelo grupo <b>SESMT.</b> J&aacute; para o grupo <b>CEFOR,</b> os principais    elementos s&atilde;o organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho e interesse pelo trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para esses profissionais,    as representa&ccedil;&otilde;es sobre sofrimento constroem-se em torno de situa&ccedil;&otilde;es    de car&ecirc;ncia relacionadas com recompensa, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho,    sentido para o trabalho, anonimato, sobrecarga, poder decis&oacute;rio e a percep&ccedil;&atilde;o    de situa&ccedil;&otilde;es de injusti&ccedil;a e sofrimento no Banco. A falta    de di&aacute;logo, relacionamentos hier&aacute;rquicos autorit&aacute;rios,    press&atilde;o do processo produtivo, inseguran&ccedil;a e sentimentos de injusti&ccedil;a,    o baixo interesse pelo trabalho resultante da prec&aacute;ria identifica&ccedil;&atilde;o    com as tarefas s&atilde;o reconhecidos pelos participantes dos <b>SESMT</b>    e <b>CEFOR</b> como fontes de sofrimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As representa&ccedil;&otilde;es    sobre as <b>causas do sofrimento</b> possuem certa homogeneidade entre os participantes    da pesquisa: a falta de reconhecimento. O reconhecimento confere sentido ao    sofrimento; quando n&atilde;o ocorre, o sofrimento torna-se absurdo, podendo    levar &agrave; desestabiliza&ccedil;&atilde;o da personalidade e &agrave; doen&ccedil;a    mental (Dejours, 1999).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Motiva&ccedil;&atilde;o,    criatividade, comprometimento, coopera&ccedil;&atilde;o, eleva&ccedil;&atilde;o    da auto-estima e melhoria da qualidade de vida s&atilde;o os principais <b>efeitos    do prazer sobre o indiv&iacute;duo</b> atribu&iacute;dos pelos participantes.    Em contrapartida, adoecimento f&iacute;sico e mental - raiva, ansiedade, depress&atilde;o,    ang&uacute;stia -s&atilde;o claramente vinculados ao sofrimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Destacam-se as    representa&ccedil;&otilde;es dos grupos <b>GEDEP<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a></b>    e <b>GECAE/GETAB<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a></b> sobre    o <b>sofrimento dos profissionais de Recursos Humanos</b> em face do sofrimento    dos demais funcion&aacute;rios, tendo em vista o sentimento de responsabilidade    daqueles pelo bem-estar destes &uacute;ltimos. O grupo <b>GECAE/GETAB</b> refere-se    &agrave; insensibilidade em rela&ccedil;&atilde;o ao sofrimento alheio como    conseq&uuml;&ecirc;ncia de uma estrat&eacute;gia defensiva - mecanismo relatado    por Dejours (1999) - de nega&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio sofrimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os <b>efeitos do    prazer sobre a organiza&ccedil;&atilde;o,</b> mencionados pelos participantes,    referem-se ao clima organizacional positivo, criatividade, compartilhamento    e produtividade. Os <b>efeitos do sofrimento</b> relacionam-se com a queda da    produtividade e da competitividade da organiza&ccedil;&atilde;o, inclusive com    reflexos sobre o atendimento do cliente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os grupos reportam    formas n&atilde;o-construtivas de <b>lidar com o sofrimento,</b> ora ressaltando    apenas a viv&ecirc;ncia do sofrimento, ora resignando-se ou negando o sofrimento,    ou buscando solu&ccedil;&otilde;es individuais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A responsabilidade    nas quest&otilde;es relativas ao prazer e ao sofrimento parece ocupar uma posi&ccedil;&atilde;o    central na representa&ccedil;&atilde;o sobre o <b>papel do profissional de Recursos    Humanos.</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os participantes    demonstram desejo de serem reconhecidos pela Organiza&ccedil;&atilde;o - e particularmente    por seu clientes, os funcion&aacute;rios do Banco - como profissionais empenhados    na transforma&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es adversas &agrave;    sa&uacute;de f&iacute;sica e mental das pessoas que comp&otilde;em a Empresa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A esse prop&oacute;sito,    o encontro de apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados da pesquisa para os    participantes representou um ensaio de cria&ccedil;&atilde;o de um <b>espa&ccedil;o    p&uacute;blico</b> (Dejours, 1996) de discuss&atilde;o no &acirc;mbito da Unidade    de Recursos Humanos. Quest&otilde;es relativas ao relacionamento interpessoal,    &agrave; exist&ecirc;ncia de prazer e de sofrimento e ao papel do profissional    de Recursos Humanos foram debatidas, e propostas voltadas para o &acirc;mbito    da Unidade foram elaboradas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E, por fim, algumas    quest&otilde;es cr&iacute;ticas se destacam: o <b>conhecimento sobre os objetivos</b>    e sobre a <b>import&acirc;ncia do trabalho</b> s&atilde;o aspectos que os profissionais    de Recursos Humanos reconhecem como prec&aacute;rios na Organiza&ccedil;&atilde;o,    requerendo provid&ecirc;ncias que restituam aos profissionais da Empresa o sentido    e o valor do pr&oacute;prio trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cuidados com o    espa&ccedil;o de convivialidade, zelo pelo clima organizacional, cultivo de    valores como confian&ccedil;a e transpar&ecirc;ncia s&atilde;o medidas inferidas    como necess&aacute;rias e urgentes para a redu&ccedil;&atilde;o do sofrimento    e para a promo&ccedil;&atilde;o do prazer no Banco do Brasil. Abertura &agrave;    participa&ccedil;&atilde;o, afirma&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio poder    e autoridade, s&atilde;o aspectos que tamb&eacute;m n&atilde;o podem ser esquecidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    Finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os profissionais    de Recursos Humanos do Banco do Brasil, participantes deste estudo, reconhecem    a exist&ecirc;ncia de prazer e de sofrimento na Organiza&ccedil;&atilde;o. Os    elementos ligados ao sofrimento, m&uacute;ltiplos e diversos, possuem um car&aacute;ter    central em suas representa&ccedil;&otilde;es, enquanto que os elementos ligados    ao prazer ocupam uma posi&ccedil;&atilde;o perif&eacute;rica menos clara.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses profissionais    reconhecem sua responsabilidade em lidar com o ser humano na Organiza&ccedil;&atilde;o    e anseiam por atuar sobre as condi&ccedil;&otilde;es que propiciam o surgimento    das viv&ecirc;ncias de sofrimento. Contudo, certo sentimento de impot&ecirc;ncia    perpassa suas representa&ccedil;&otilde;es a respeito do <b>papel do profissional    de Recursos Humanos</b> diante dessas quest&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A possibilidade    de um <b>espa&ccedil;o p&uacute;blico</b> para a discuss&atilde;o dos fatores    relacionados com o prazer e com o sofrimento no trabalho n&atilde;o &eacute;    claramente representada, indicando a necessidade de investimento no estudo e    no debate do tema, contemplando-o nas a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o    e aprimoramento desses profissionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Amidani, C; Cunha,    L. H. B. G. da; Gui, R. T.; Pires, Anysie R. de M.; Sim&ocirc;es, A. N.da C.    & Torrecillas, M. In&ecirc;s C. de. (2000). <i>Prazer</i> e <i>Sofrimento    no Trabalho: Representa&ccedil;&otilde;es Sociais de Profissionais de Recursos    Humanos do Banco do Brasil.</i> Monografia de Conclus&atilde;o do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o    em Administra&ccedil;&atilde;o de Recursos Humanos, USP-FIA/Banco do Brasil,    Bras&iacute;lia."</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088556&pid=S1414-9893200200040001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Codo, W; Sampaio,).    J. C. & Hitomi, A. H. (1998). <i>Indiv&iacute;duo, trabalho e sofrimento:    uma abordagem interdisciplinar.</i> Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088557&pid=S1414-9893200200040001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dejours, C. (1996).Uma    nova vis&atilde;o do sofrimento humano nas organiza&ccedil;&otilde;es. Em CHANLAT,    Jean-Fran&ccedil;ois (Coord.). <i>O indiv&iacute;duo na organiza&ccedil;&atilde;o:    dimens&otilde;es esquecidas.</i> 3- ed. S&atilde;o Paulo: Atlas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088558&pid=S1414-9893200200040001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dejours,, C. (1999).    <i>A banaliza&ccedil;&atilde;o da injusti&ccedil;a social.</i> 1ª ed. Rio de    Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088559&pid=S1414-9893200200040001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gil, A. C. (1995).    <i>M&eacute;todos e t&eacute;cnicas de pesquisa social.</i> 5ª ed. S&atilde;o    Paulo: Atlas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088560&pid=S1414-9893200200040001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Laville, C. &    Dionne, J. (1999). <i>A constru&ccedil;&atilde;o do saber: manual de metodologia    de pesquisa em ci&ecirc;ncias humanas.</i> Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas;    Belo Horizonte: UFMG.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088561&pid=S1414-9893200200040001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mendes, A. M. B.    (1994). <i>Prazer e sofrimento no trabalho qualificado: um estudo explorat&oacute;rio    com engenheiros de uma empresa p&uacute;blica de telecomunica&ccedil;&otilde;es.</i>    Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088562&pid=S1414-9893200200040001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Minayo, M. C. de    S. (1998). <i>O Desafio do Conhecimento - Pesquisa Qualitativa em Sa&uacute;de.</i>    5<sup><u>a</u></sup> ed. S&atilde;o Paulo-Rio de Janeiro: Hucitec-Abrasco.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088563&pid=S1414-9893200200040001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Morgan, D. L. (1997).    <i>Focus groups as qualitative research.</i> London: SAGE Publications.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088564&pid=S1414-9893200200040001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">S&aacute;, C. P.    de. (1998). <i>A constru&ccedil;&atilde;o do objeto de pesquisa em Representa&ccedil;&otilde;es    Sociais.</i> Rio de Janeiro: EdUERJ.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088565&pid=S1414-9893200200040001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Wagner, W. (1999).    Descri&ccedil;&atilde;o, Explica&ccedil;&atilde;o e M&eacute;todo na Pesquisa    das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais. Em Guareschi, R e Jovchelovitch, S.    <i>Textos em Representa&ccedil;&otilde;es Sociais</i> (pp. 149-186). 5<sup><u>a</u></sup>    ed. Petr&oacute;polis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2088566&pid=S1414-9893200200040001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/pcp/v22n4/seta.gif" border="0">    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </b> Roque Tadeu Gui<b>    <br>   </b> Edif&iacute;cio Centro Cl&iacute;nico Norte II - SHLN - Bloco L - Sala    212    <br>   Bras&iacute;lia (DF) - CEP: 70770-000    <br>   Tel.: 061 -3476994    <br>   E-mail:<a href= "mailto:rgui@terra.com.br">rgui@terra.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido 29/03/01    <br>   Aprovado 20/10/01</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1 <i>O trabalho    de pesquisa ao qual se refere este relato foi desenvolvido por profissionais    de Recursos Humanos do Banco do Brasil como parte dos requisitos exigidos para    a obten&ccedil;&atilde;o do grau de Especialista em Administra&ccedil;&atilde;o    de Recursos Humanos pela Universidade de S&atilde;o Paulo -Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto de Administra&ccedil;&atilde;o - e Banco do Brasil.</i>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> <i>Alguns t&iacute;tulos que ilustram    as tem&aacute;ticas abordadas: "Sofrimento Ps&iacute;quico nas Organiza&ccedil;&otilde;es:    Sa&uacute;de Mental &atilde; Trabalho", "Trabalho, Precariza&ccedil;&atilde;o    e Sofrimento Ps&iacute;quico", "Trabalho Banc&aacute;rio de Identidade Profissional",    "Trabalho e Sa&uacute;de Mental no Hospital Universit&aacute;rio", "Trabalho    e Sa&uacute;de Mental das Professoras Prim&aacute;rias: algumas quest&otilde;es    metodol&oacute;gicas", "Processo de Trabalho e Sofrimento Ps&iacute;quico: o    caso dos pilotos do metr&ocirc; do Rio de Janeiro" (fonte: internet -</i><a href= "http://www.cnpq.br/" target="_blank"><i>www.cnpq.br</i></a><i>). Ver, tamb&eacute;m,    SATO e MENDES, citados nas "Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas".</i>    <br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> <i>Ger&ecirc;ncia de Desenvolvimento    Profissional.</i>    <br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> <i>Ger&ecirc;ncia de Contrata&ccedil;&atilde;o,    Aloca&ccedil;&atilde;o e &Eacute;tica/Ger&ecirc;ncia de Rela&ccedil;&otilde;es    Trabalhistas.</i></font></p>      ]]></body>
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